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Autorizado a Circular em envelope Plastificado

O JORNAL AMARANTE de

PORTUGAL

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Rua Cândido dos Reis, 222 | 4600-055 AMARANTE Email: amarante@abreu.pt - Tel.: 255410100 - Fax: 255410109

DIRECTORA: Mª JOSÉ CUNHA

ABERTO À HORA DE ALMOÇO

Quinta-feira, 31 de Março 2011 | Nº 1610| Ano 31 | euro 0.80

Município de Amarante aderiu à iniciativa “Hora do Planeta”

Marcha de montanha e a apresentação do nº 3 de “O REPUBLICANO” completaram mais uma iniciativa do Círculo Lago Cerqueira para assinalar o centenário da República

De Pais para Filhos


2| O Jornal de Amarante

Vamos Andando e vamos vendo... por Raquel Marinho

“O futuro é nosso…” Voltei. Poderia acrescentar “verde como uma alface”, mas as minhas olheiras maternais não me deixam mentir, portanto…voltei. Voltei mulher, pelo menos era o que se dizia quando se tinha um filho, não importa - voltei com uma nova perspectiva sobre a vida e com um redobrado respeito sobe os clichés da maternidade. Não…não vou tecer longas reflexões sobre o assunto, até porque a maternidade é algo intimo e cada mãe e pai terão as suas próprias experiências, mas vou pegar numa das expressões cliché e lançá-la como mote: “o instinto maternal nasce junto e a nossa visão do mundo nunca mais é a mesma”, pois a esta grande verdade há que juntar a parte em que nunca mais dormimos descansadinhos como antes… Mas de facto as coisas mudam, não como uma necessidade, ou obrigação mas com

uma fluidez e naturalidade impressionantes, como uma programação genética finalmente accionada (o acordo ortográfico ainda anda a marinar) e a verdade é que as dimensões temporais ganham outra importância – como por magia o passado esfuma-se, o presente é demasiado rápido e vivemos com os olhos postos no futuro, é para esse futuro desconhecido que as nossas mentes despoletam. Sempre guardei cangalhada, sempre tive um medo terrível de me desfazer das coisas (é tão verdade que até há bem pouco tempo ainda guardava cadernos da primária), contudo durante as longas 41 semanas de gestação dei por mim a juntar quilos de “entulho saudosista” e a deitá-lo ao lixo, porque sentia que tanta recordação já não fazia sentido, precisava de espaço físico e mental para guardar o futuro, armazenar “novas memórias” e foi então que descobri

que esta postura não é condição especial da maternidade, meus caros amigos, olhar para o futuro, especialmente nestes tempos difíceis, mais que uma visão é a solução – mas um olhar com esperança, com optimismo. Na nossa auto-biografia lusa intitulamo-nos como um povo melancólico, que inventou o fado triste para carpir a perda e a saudade, aguardando eternamente pelo Sebastião, vindo das brumas, para nos salvar (bem podemos esperar sentados, os ingleses não ficaram à espera do Rei Artur, pois não?). Mas a verdade é que entendemos tudo errado…a palavra saudade só existe na língua portuguesa sabem porquê? Não porque ficávamos a olhar para os nossos marinheiros que partiam para um horizonte desconhecido sem saber se o mar os traria de volta, mas sim porque a única coisa que nos restava era a esperança do reencontro.

duas…” Há lá povo mais optimista que o nosso? Vá…toca a sorrir, porque há 50% de hipóteses de o dia de amanhã ser bom…é uma probabilidade bem maior do que acertar no “Euromilhões”, vale a pena, não? Voltei. Voltei com olhos crentes no futuro. Vamos andando e vamos vendo…

Esta é que é a nossa essência, a mesma essência que chamou ao Cabo das Tormentas, Cabo da Boa Esperança. Meus amigos, nas nossas vidas nem todos os dias serão bons, mas está na nossa condição como povo esperar que uma aurora melhor nos abençoe, afinal de contas a expressão mais famosa do português será sempre “podia ser pior” – “Fulano escorregou na calçada e partiu uma perna, mas podia ter sido pior, podia ter partido as

O JORNAL DE AMARANTE Propriedade Publitâmega - Publicações do Tâmega, Lda. Tiragem Média 3500 exemplares.

jornaldeamarante@iol.pt jornaldeamarante@gmail.com

(‘inda p’ra mais)

O IVA

"Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA.”

EDITORIAL Portugal esta a braços com três tipos de crises: económica, política e de valores. Uma crise económica que faz meã culpa com a crise mundial, que afectou gravemente as economias mais pequenas; uma crise política precipitada pela oposição e que agravou, sem dúvida, a crise económica, de tal modo que, se até então existiam esperanças e esforços de reacção e recuperação, as coisas tornaram-se demasiado negras aos olhos dos mercados financeiros e aos investidores externos; uma crise de valores, pois cada vez mais faltam as referências familiares estáveis, que transmitam determinados valores e determinadas normas de comportamento, normal e espontaneamente, aceites pela população, as famílias são cada vez mais instáveis, prevalece a agressão verbal em detrimento de diálogo, a criminalidade em detrimento do trabalho, o egoísmo e egocentrismo em detri-

“MUDAR”

Passos Coelho, no livro “Mudar”.

mento da solidariedade. E esta situação é de tal forma real, que há dias, num programa televisivo da televisão por cabo, a directora do Jornal de Negócios afirmou que “só deve ter direitos quem tiver dinheiro para os pagar”. Quem, como eu, ouviu esta expressão, ficou indignado. Mas há que estar alerta, pois se há quem diga que votou contra o PEC 4, e com isso provocou a demissão do Governo e a crise política, porque não era suficientemente austero, logo de seguida veio falar em aumento de impostos e cortes na saúde, educação e pensões, obviamente partilha do mesmo entendimento daquela senhora e mais não quer do que, numa politica neo-liberal, entregar tudo as mãos dos privados, e quando se diz privados, diz-se o grupo de interesses que representam, os apoiam e financiam, o que resultara no agravamento de clivagens e desigualdades sociais, aumentando assim a

pobreza, diminuindo o número de pessoas que terá acesso aos cuidados de saúde, à escola pública, a um mínimo de subsistência condigna, aumento consequentemente a criminalidade, como se não existisse já em excesso. A esta oposição de direita que avança com estas medidas, caso seja eleita, nem uma palavra quanto à redução dos salários e pensões daqueles que não justificam ordenados e pensões três ou quatro vezes superiores aos do Presidente da República, nada sobre maior fiscalização da rubrica despesa. E os partidos de esquerda caíram no engodo, e à semelhança da direita, não votaram nem falam por Portugal, mas sim contra uma pessoa: José Sócrates e aí é que está a falta de valores de toda esta gente, que apenas quer ser capa de revista. E não se diga, que se defende o Governo demissionário, pois este se inovou, se deu a imagem de Portu-

gal moderno e que quer competir, também cometeu erros, mas erros que, quer gostemos quer não, ninguém apresentou melhor proposta, como bem disse Rui Rio e Santana Lopes. Vamos andando e vamos vendo…

| HM|

Ao meu bisavô José António Teixeira da Cunha, Vagamente te conheci, Apenas ouvi a tua História. Porque todos se lembram de ti… Porque lhes ficaste na memória. Faz-me com que me recorde aqui, Do tempo que não vivi, Da tua imensa glória. | Teixeira da Cunha |

Passos, no livro “Mudar”, Que há um ano apresentou, Diz que nunca concordou Com o crescente taxar Dos indirectos impostos: Atingiam, igualmente, A seu ver, injustamente, Os ricos e os “seus” opostos! Mas era estratégia pura. O que se propõe fazer, Deu-o hoje a entender, É o revés de tal “leitura”. Se, à pensão mais avultada, Ou ao alto rendimento, Tirarem-se “alguns” por cento É medida recusada: Aumenta-se a taxa do Iva, Saca-se a todos igual! (Primeira e… imaginativa “Reforma estrutural”!…) E se há “gente” a… “recusar” Este imposto (elevado) Sobre o valor acrescentado, O número vai engrossar! 24/03/2011 Turdetano

Directora: Mª José Cunha Colaboradores: A. Magalhães, António Patrício, Carlos Carvalho, Costa Neves, Gabriel Carvalho, Hermínia Mendes, Hernâni Carneiro, Maria Rosa Pinto da Cunha, Mário Fernandes, Paulo Teixeira.net, João Pereira da Silva, Simão Marinho, Sónia Bastos, Raquel Marinho, Telma Pinto Ferreira Design e Paginação: Maria José Cunha Secretariado: Maria José Cunha Administração/Redacção/Departamento Comercial: Largo de S.Pedro, 2ºC, Apartado 75 - 4600-036 Amarante, Tels.: 255 432 301/255 432 313/ 255 432914 Registos: Ministério da Justiça/Instituto de Comunicação Social - 106941| Depósito Legal: 135757/99 Pessoa Colectiva: 500 886 644 Depósito Legal: 135757/99 Pessoa Colectiva Nº 500 886 644 Gerência: Joaquim José F. Machado, Eduardo Oliveira Pinheiro (detentor de mais de 10% do Capital) Tels.: 255 432 301/255 432 313/ 255 432 914

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O Jornal de Amarante Quinta-feira, 31 de Março 2011 | 3

ACTUALIDADE A 15 de Março

Parque do Ribeirinho foi palco para acções de protecção civil Mais de 400 alunos do préescolar e do 1º ciclo do ensino básico de Amarante, elementos de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e da Universidade Sénior participaram em mais uma acção de Protecção Civil, promovida, a 15 de Março, pela Câmara Municipal de Amarante. Esta acção decorreu no Parque do Ribeirinho, no âmbito das comemorações do Dia da Protecção Civil, e contou com a colaboração da GNR, dos Bombeiros Voluntários de Amarante e da equipa de Sapadores da Associação Florestal de Entre

Douro e Tâmega (AFEDT) para a demonstração das respectivas valências de actuação (viaturas, equipamentos e cinotécnia). Sensibilizar o público para as questões de prevenção, segurança e actuação na salvaguarda de vidas e bens, através da consciencialização de que cada cidadão deve ser um agente de Protecção Civil, foram os propósitos subjacentes à iniciativa. A 30 de Março, realizar-se-á, na Escola Secundária de Amarante, a conferência “Incêndios florestais: análise das causas e impacto na vida dos amarantinos”.

No passado dia 26

Município de Amarante aderiu à iniciativa “Hora do Planeta”

“AMARANTE” rodeada de altos montes e frondosos arvoredos, como que dorme em sossego,

O edifício dos Paços do Concelho de Amarante, o Mosteiro e a Ponte de S. Gonçalo e a Ecopista da Linha do Tâmega tiveram a sua iluminação desligada entre as 20:30 e as 21:30 do passado dia 26, sábado, cumprindo, desta forma, a “Hora do Planeta”, a cuja iniciativa o Município aderiu. E ao deixar “às escuras” estes equipamentos públicos, a Câmara convidou os munícipes a seguirem o seu exemplo, fazendo o mesmo, se possível, nas suas habitações. A “Hora do Planeta” é a maior iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas. Teve início em 2007, na cidade australiana de Sidney. A intenção foi, então, alertar de forma simbólica – apagando as luzes por uma hora - a população aus-

traliana para a necessidade de protegermos o Planeta contra os efeitos das alterações climáticas. Dois milhões de pessoas desligaram as suas luzes. A expectativa inicial era de reduzir 5% do consumo de energia eléctrica da cidade durante os 60 minutos do evento. O resultado, porém, foi o dobro do esperado: 10,2% de redução no consumo. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo participaram na “Hora do Planeta”. Em 2009, foi o ano de todas as expectativas serem superadas: Portugal adere pela primeira vez a esta campanha com 11 cidades, entre as mais de 4 mil em todo o mundo, e cerca de 1.2 mil milhões de pessoas

pantes a irem para além da hora e adoptar práticas sustentáveis no seu dia-a-dia, de forma a reduzir a sua pressão sobre os recursos naturais, incentivandose o uso de transportes públicos e de outros meios de locomoção amigos do ambiente, o consumo de produtos certificados: pequenos gestos no dia-a-dia que podem fazer a diferença. A “Hora do Planeta” é uma iniciativa da WWF, uma das maiores e mais respeitadas organizações independentes de conservação, com quase cinco milhões de adeptos e uma rede global activa em mais de 100 países. A missão da WWF é travar a degradação do ambiente natural do planeta e construir um futuro no qual os seres humanos vivam em harmonia com a natureza, pela preservação da diversidade biológica do mundo, garantindo que o uso dos recursos naturais renováveis seja sustentável e promovendo a redução da poluição e do desperdício.

embalada pelo canto do rio que passa manso neste vale verdejante! cidade bela e antiga pelo tâmega atravessada, acolhedora e amiga por turistas procurada! em cada esquina se encontra um pouco da sua história, em cada lenda ou poema vive de um povo a memória! as margens do manso rio que de verde estão vestidas, acordam na nossa alma sensações adormecidas! esta cidade de artistas em verde vale escondida, de beleza deslumbrante, tem um nome que a honra: esse nome è amarante!

| MAR |

Senhor Assinante regularize por favor a sua assinatura

cumpriram esta causa. Bateram-se, ainda, recordes no uso das redes sociais e Internet para divulgação da campanha e demonstrações de apoio: 1,3 milhões de amigos nas redes sociais (em Portugal houve mais de 10 mil APARTAMENTO T3 referências ao evento em websites e blogues) (junto ao Modelo) e 4.8 milhões de buscas Como novo, com a área de 140m2, 3 quartos, sala ao termo “Hora do Planeta”, nas 24 horas que com lareira, cozinha mobilada, 3 wc, lavandaria, antecederam o evento. despensa, arrecadação e garagem. Em 2010, mais de 1,2 mil milhões de pessoPreço: 92.500,00€ as aderiram à “Hora do Planeta” em cerca de Sociedade de Mediação Imobiliária, Lda. 5000 cidades, 26 das Tel. 255 425 389 – 963320174 - 963320173 quais portuguesas. Lic. 3757 AMI www. Milares.com A campanha deste ano desafiou os partici-


4 | O Jornal de Amarante

CLASSIFICADOS Aboim - Amarante

Sr. Fernando Ferreira Lopes

AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997

Aboim - Amarante

Emilia Teixeira Pereira

AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinta ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997

Lomba - Amarante

D. Maria Fernanda Morais Monteiro AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinta ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997

Cartório Notarial de Amarante NOTÁRIA ANA CATARINA DE CASTRO MARTINS Avenida 1º de Maio, Loja H, R/C, Edifício Carvalhido – São Gonçalo, Amarante Certifico, para efeitos de publicação, nos termos do número 1 do artigo 100º do Código do Notariado, que por escritura lavrada neste Cartório em vinte e oito de Março de dois mil e onze, a folhas 89 e seguintes do livro de notas número SEIS A de deste Cartório, na qual os justificantes JOAQUIM LOPES DINIS, N.I.F. 186 544 383 e mulher MARIA DE FÁTIMA SOARES DE BARROS, NIF 186 544 405, casados sob o regime da comunhão geral, natural ele de Sanche, Amarante e ela de Soalhães, Marco de Canaveses, residentes na Via Romana nº 1039, Sanche, Amarante DECLARARAM: UM -.Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem de uma parcela de terreno com a área de quatrocentos metros quadrados, sita no Lugar de “Costa da Ribeira”, freguesia de Sanche, concelho de Amarante, a confrontar de Norte, Nascente e Poente com os proprietários e de ainda de Sul com José Lopes Pereira e proprietário, parcela esta adquirida, por compra efectuada a José Albano Freitas Dinis Mesquita e mulher, Domingas Natércia Miranda da Costa, casados sob o regime da comunhão geral, residentes em Sete Casas, Madalena, Amarante, por escritura lavrada em vinte e um de Março de mil novecentos e sessenta e oito, a folhas trinta e um verso a folhas trinta e dois verso do Livro de Notas 246-A do Extinto Cartório Notarial de Amarante; DOIS- Que esta parcela foi desanexada do prédio rústico denominado “Campo da Ribeira”, composto por terra lavradia com árvores de vinho e oliveiras de natureza alodial, sito em Ribeira, freguesia de Sanche, concelho de Amarante, descrito na Conservatória do Registo Predial de Amarante sob o número oitocentos e trinta e sete – Sanche , aí inscrito a favor de Ana Joaquina

da Costa e de sua irmã Joaquina da Costa, no estado de solteiras, maiores, residentes no Lugar do Assento, freguesia de Sanche, concelho de Amarante, conforme apresentação três de quinze de Dezembro de mil oitocentos e oitenta e três, inscrito na antiga matriz sob o artigo 610. TRÊS- Que a titular inscrita, Ana Joaquina da Costa, faleceu em dezoito de Janeiro de mil oitocentos e oitenta e seis, sem descendentes nem ascendentes mas com testamento, pelo qual deixou o usufruto dos seus bens a sua irmã a Joaquina da Costa e a raiz dos mesmos a seus sobrinhos, filhos de seu irmão Manuel da Costa Lopes, a saber Maria Augusta Pinto da Costa, José Inácio Pinto da Costa, Vitorina Lopes Montes e Emília Patrocínio da Costa; QUATRO: Que em dezassete de Novembro de mil oitocentos e noventa e quatro faleceu no estado de solteira, maior, sem ascendentes nem descendente a referida e aqui também titular inscrita Joaquina da Costa, com testamento no qual instituiu seu herdeiro universal o seu irmão Manuel da Costa Lopes; CINCO: Que em oito de Setembro de mil novecentos e doze, faleceu o referido Manuel da Costa Lopes, no estado de casado, residente que foi no lugar da Estercada, freguesia de Carneiro, concelho de Amarante pai dos adiante referidos em seis ; SEIS: Que por partilha realizada em data e local desconhecido, entre Maria Augusta Pinto da Costa, José Inácio Pinto da Costa, Vitorina Lopes Montes, Emília Patrocínio da Costa e ainda Ramiro Augusto Pinto da Costa, o prédio acima descrito foi adjudicado à filha Maria Augusta Pinto da Costa; SETE: Que a referida Maria Augusta Pinto da Costa, faleceu em nove de Julho de mil novecentos e cinquenta nove, no estado de solteira, maior, sem descendentes nem ascendentes, com testamento válido pelo qual institui sua herdeira univer-

sal Domingas Natércia Miranda da Costa, casada sob o regime da comunhão geral com José Albano Freitas Dinis Mesquita, natural a primeira da freguesia de Olo e o segundo da freguesia de Amarante (S.Gonçalo), ambas freguesias do concelho de Amarante, onde residiam nesta última; OITO: Que conforme declarado em UM, adquiriram por compra aos legítimos possuidores a referida parcela, tendo posteriormente anexado esta ao prédio urbano de que são possuidores composto de casa com dois pisos destinada a habitação, com logradouro, sito no Lugar de Costa da Ribeira, freguesia de Sanche, concelho de Amarante, com a superfície coberta de cento e dez metros quadrados e descoberta de mil trezentos e trinta metros quadrados, perfazendo a área de mil quatrocentos e quarenta metros quadrados (após a junção da parcela), a confrontar de Norte com Ana Cunha, de Sul com José Lopes Pereira, de Nascente com Joaquim Fernando da Costa Machado, de Poente com Estrada, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Amarante, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 144, com o valor patrimonial tributário e atribuído de de € 40 300,00, tendo efectuado justificação notarial do referido por escritura lavrada neste Cartório Notarial em dezoito de Setembro de dois mil e nove a folhas trinta e oito e seguintes do Livro 1 A. Que atribuem o valor de onze mil cento e noventa e cinco euros à parcela ora justificada. NOVE: Que, não conseguindo obter o referido título de partilha que permita o reatamento do trato sucessivo, e em consequência, o registo a seu favor, justificam por este meio o seu direito de propriedade sobre a identificada parcela. Amarante, vinte e oito de Março de dois mil e onze. A Notária, a) Ana Catarina de Castro Martins

CLUBE AMARANTINO CONVOCATÓRIA Nos termos do artº 21º dos estatutos do Clube Amarantino, convoco os associados para a assembleia geral, a realizar no dia 2 de Abril, às 21.00h, na sua sede social, sita na Rua 5 de Outubro desta cidade, com a seguinte ordem de trabalhos: 1- Apreciação e votação do relatório e contas relativas a 2010 e do parecer do Conselho Fiscal. 2- Outros assuntos Amarante, 22 de Março de 2011 A Presidente da mesa da Assembleia Geral Maria Julieta Coelho Pereira Freitas Nota: Se à hora acima referida, não se encontrar presente a maioria dos associados, os trabalhos terão início uma hora depois com qualquer número de presenças.

CLUBE DE PESCA DE AMARANTE Anúncio “Conforme deliberação tomada em Assembleia Geral, a direcção do Clube de Pesca comunica a todos os interessados que se encontra à venda o Bilhar Livre com cerca de 30 anos com conjunto de 3 bolas, sendo o mesmo vendido à melhor oferta entregue no Clube de Pesca de Amarante, sendo o valor base de €750,00.”

Senhor Assinante regularize por favor a sua assinatura S. Gonçalo - Amarante D. Arminda da Conceição da Silva

AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinta ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

S. Gonçalo - Amarante - Lousã D. Artemisa do Espirito Santo

AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinta ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 31 de Março 2011 | 5

ACTUALIDADE Círculo Lago Cerqueira assinalou Dia Mundial da Floresta com plantação de bosque na Serra do Marão

Marcha de montanha e a apresentação do nº 3 de “O REPUBLICANO” completaram mais uma iniciativa desta associação para assinalar o centenário da República O Círculo Lago Cerqueira assinalou, no âmbito das comemorações do Centenário da República, dia 21 de Março, o Dia Mundial da Floresta com a plantação de 100 árvores no novo Bosque António do Lago Cerqueira, na serra do Marão, junto à Casa do Guarda Florestal do Alto de Espinho, em Ansiães. A esta iniciativa associaramse mais de 70 pessoas, nomeadamente alunos da Universidade Sénior de Amarante e de uma turma de Gestão do Ambiente da Escola Profissional António do Lago Cerqueira. Esta actividade do Círculo Lago Cerqueira que assinalou o Dia Mundial da Floresta, uma data muito querida dos republicanos, decorreu ao longo do dia com a realização, durante a manhã, de uma marcha de montanha, com partida e chegada no Parque da Lameira, a plantação, ao início da tarde, do Bosque António do Lago Cerqueira e a apresentação, na esplanada da Pousada do Marão, do nº 3 do jornal “O REPUBLICANO”. A apresentação de mais uma edição de “O REPUBLICANO” contou com a presença de algumas dezenas de pessoas que

se associaram à apresentação de mais uma edição deste jornal que pretende assinalar os 100 anos da República e que nesta edição nos fala dos Presidentes da República e de todos os Governos da I República. Para o presidente da direcção do Círculo Lago Cerqueira, Pedro Alves Pinto, “este foi um dia extremamente feliz, porque se proporcionou o encontro entre o homem e a natureza em toda a sua plenitude, no seu esplendor, usufruindo dos belíssimos recursos que a serra do Marão nos dá”. “Este dia, pelo seu diversificado e ecléctico programa, mostrou que o Círculo Lago Cerqueira é uma associação com pujança, no que concerne à realização de actividades que engrandeçam Amarante”, sublinhou, realçando o entusiasmo e a diversificada e crescente participação dos amarantinos no conjunto de actividades que a associação tem vindo a desenvolver. A propósito do programa das comemorações do centenário da República traçado pelo Círculo Lago Cerqueira, Pedro Alves Pinto, adiantou que em Maio será apresentada a quarta e derradeira edição do jornal

“O REPUBLICANO” e será também editado posteriormente um livro com a biografia dos políticos que fizeram parte do município amarantino no período da I República e o que demais im-

portante sucedeu durante esse período na nossa terra. Por fim Pedro Alves Pinto agradeceu o excelente contributo prestado pelo Conselho Directivo do Baldio de Ansiães,

na preparação do Bosque António do Lago Cerqueira, a colaboração da Escola Profissional António do Lago Cerqueira e da Universidade Sénior e o apoio da Pousada do Marão.

estas datas tão simbólicas e importantes para nos estimular e encher de alegria face às imensas contrariedades da vida quotidiana. Assim reza o prefácio: “Abramos o nosso coração à Primavera definitiva, à Primavera da Vida a despontar e a começar sempre de novo, deixemo-nos renovar, deixemo-nos envolver pela água que nos vem da fonte da vida. Plantemos a nossa vida perto da torrente, como quem constrói a sua habitação sobre a rocha.” | © pauloteixeira.net |

final da mesma, foi apresentado o livro “de pais para filhos”, constituído por mais de 200 testemunhos escritos dos pais e os desenhos das crianças. Tal como o Padre José Manuel Miranda Ferreira aponta

no livro, foi pedido às famílias que “partilhassem a vivência de se saberem recebidos pelo dom da vida dos pais nos filhos e dos filhos nos pais e o pusessem em papel o que o Espírito vai escrevendo nos seus corações”. No dia seguinte, Domingo, foi o dia propício de “deitar raízes, de dar fruto e de lançar as sementes”. Ao início da tarde, em terreno camarário junto à Escola EB de Telões, um a um, os pais puderem plantar uma árvore, completando assim a trilogia citada. Esta foi a maneira encontrada pelas Paróquias de São Gonçalo e São Veríssimo e seus grupos de catequese, com a preciosa colaboração e auxílio do Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 448 de Amarante, para comemorar

De Pais para Filhos

A comunidade paroquial de São Gonçalo e São Veríssimo quis neste ano de 2011 aproveitar o dia do Pai muito próximo do dia da Árvore e construir a trilogia: “ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”.

Por esse motivo, fizeram coincidir a Festa do Pai-Nosso do segundo ano da Catequese com o dia 19 de Março, com uma bonita cerimónia realizada no final da tarde de Sábado, no Mosteiro de São Gonçalo. No


6 | O Jornal de Amarante

ACTUALIDADE

Amarante assinalou primeiro aniversário do Limpar Portugal

Algumas dezenas de pessoas juntaram-se em Amarante no domingo, dia 20 de Março, para assinalar o primeiro aniversário do Limpar Portugal. O encontro, promovido pelo grupo que dinamizou a iniciativa no nosso concelho, consistiu numa caminhada, ao longo da manhã, pelas margens do rio Tâmega no centro da cidade e um convívio no Parque de Merendas, em Fridão. Durante a caminhada os diversos voluntários do Limpar Portugal em Amarante que nesse dia se voltaram a juntar também foram recolhendo o lixo que encontravam nas margens do rio recordando, por entre animadas conversas, alguns dos momentos vividos há um ano numa impressionante mobilização que levou muitas pessoas a juntar esforços para limpar muitas das lixeiras que poluem inúmeros espaços verdes do nosso concelho associando-se

a uma iniciativa que envolveu milhares de pessoas em todo o país. Para um dos responsáveis do Limpar Portugal em Amarante, Pedro Catão Santos, é importante que as pessoas mantenham bem viva a preocupação de zelar pela limpeza da natureza no mais pequeno espaço verde que nos possa rodear ou estar ao nosso alcance. Na caminhada realizada ao longo da manhã realce-se a preocupação, constatada por todos, ao ver a poluição na ribeira de S. Lázaro. No convívio realizado durante a tarde em Fridão plantaram-se várias árvores junto ao viveiro para assinalar a passagem de um ano sobre a acção Limpar Portugal. “Este encontro também serviu para mostrar às pessoas que há óptimos locais para o lazer e que é essencial preservá-los”, referiu Pedro Catão.

Um ano depois não esconde o sentimento de que ainda há muito para fazer: “Sentimos que o Limpar Portugal foi um momento importante, que mobilizou e mexeu com muita gente, mas passado um ano facilmente constatamos que ainda há muito para fazer e de que pouco se mudou na mentalidade de muitas pessoas”. Pedro Catão revelou que a dinâmica gerada à volta do Limpar Portugal em Amarante é para se manter em acções esporádicas, pois sente que há entre as pessoas que mantém ligação ao projecto bastante interesse pela protecção do meio ambiente. As redes sociais, nomeadamente o facebook, mantém vivo o contacto e as preocupações destes voluntários que um ano depois se voltaram a encontrar para assinalar o Limpar Portugal. | Coordenação Limpar Portugal Amarante e

Assoicação Viver Canadelo e Serra do Marão|

O 25 de Abril de1974 revisitado Este, o hipotético título a que se submeterá a palestra que se realizará na próxima sexta feira, 1 de Abril (…sem engano!) no Auditório do Colégio de S.Gonçalo pelas 21.30 horas. Promovido pelos alunos Ana Helena Pinto, António Correia, Joana Gonçalves, Maria Catarina Dias e Patrícia Pinto, estudantes da “Área de Projecto”, vai ter como palestrante um antigo aluno desta instituição de ensino amarantina: Rodrigo Manuel de Sousa e Castro. O então Tenente da Arma de Artilharia Sousa e Castro integrou, na clandestinidade, em

1973 a Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães. Participou na elaboração do documento O Movimento das Forças Armadas e a Nação, verdadeiro programa político do Movimento dos Capitães, bem como na organização e desencadeamento da operação militar de 25 de Abril de 1974, que culminou com o derrube do regime ditatorial, de 48 anos, de Salazar/Caetano. Coube-lhe, neste período, o levantamento das forças militares a Norte, que na ordem de batalha dão corpo ao Agrupamento Novembro.

Durante o Verão de 1975 é um dos subscritores originais do Documento dos Nove e faz parte, por via disso, do Grupo dos Nove. Em 25 de Novembro de 2009 publicou Capitão de Abril, Capitão de Novembro, livro em que, estaremos certos, se baseará a palestra a encetar. Tem pronto para publicação um segundo volume que abarca o período que medeia entre o 25 de Novembro de 1975 e a saída de cena do Conselho da Revolução em 1982. | JPS|

MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

Marcou presença na Imobitur

No passado dia 17, a APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, realizou no restaurante VIP da Exponor um almoço em honra do Secretário da Justiça e da Modernização Judiciária, Dr. José Magalhães, onde vários convidados tiveram oportunidade de trocar ideias sobre o imobiliário no quadro actual de desenvolvimento do pais, como foi referido pelo homenageado e também pelo Presidente da Câmara de Matosinhos. Da parte de tarde decorreu no Grande Auditório daquele espaço o primeiro Seminário Nacional de Mediação Imobiliária do ano 2011, onde também marcaram presença, com eloquentes intervenções, Dr. Rogério Alves, Engº. Reis Campos e Alberto Moura. Embora não constando do programa a grandiosa assistência, à última hora, foi surpreen-

dida com a presença do Ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento Dr. Vieira da Silva, que no uso da palavra deu conhecimento de oportunas e necessárias regras, aprovadas nesse dia em concelho de ministros sobre a adequada actualização prática de medidas para a melhor funcionalidade dos arrendamentos urbanos. Como vem sendo hábito, nestas cerimónias também esteve presente o fundador e administrador da empresa imobiliária A Princesa do Tâmega. Pinto da Costa manifestou a sua satisfação pelas “Novas Oportunidades para o Imobiliário”, que foram bem evidenciadas pelos intervenientes e aplaudidas por uma considerável presença de profissionais da Mediação Imobiliária vindos de todo o país. Estas actividades integraram o Salão Imobiliário Imobitur que decorreu na Exponor de 17 a 20 de Março.

Espectáculo Musical sob o mote “ A Universidade e o Atlético “. O Atlético Clube de Vila Meã, informa todos os Vilameanenses e Público em Geral que vai levar a cabo um Grande Espectáculo Musical sob o mote “ A Universidade e o Atlético “. O referido espectáculo, contará com a presença do ORFEÃO UNIVERSITÁRIO do PORTO, que fará a apresentação de vários grupos que o constituem. A grande qualidade dos diversos grupos envolvidos, assegura, por si só, cerca de 2 horas de um excelente momento musical, repleto de saudável irreverência e jovialidade. Com efeito, o ORFEÃO UNIVERSITÁRIO do PORTO, fundado em 1912, é um dos mais carismáticos do país, tendo já efectuado apresentações e, assim, levado a cultura Portu-

guesa, a dezenas de países por esse mundo fora. A Universidade do Porto tem, no ORFEÃO UNIVERSITÁRIO, um seu nobre representante em qualquer parte onde este se desloque. O espectáculo realizar-se-á no Cine Teatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã, no próximo dia 9 de Abril de 2011, com inicio agendado para as 21,30 horas e também com a participação do Grupo de Cavaquinhos de Vila Meã. Os ingressos estão disponíveis na Secretaria do Clube, sita no Estádio Municipal de Vila Meã, sendo que fica desde já disponível o email do clube para qualquer questão relacionada: atcvilamea@gmail.com | A Comissão Administrativa |


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 31 de Março 2011 | 7

“Conta-me histórias”. por Gabriel Edgar Gomes, militante PSD Amarante

OPINIÃO

O dia das mentiras

“No meu casulo tudo se passa …e é onde posso ser eu”

É dia 1 de Abril. Comummente intitulado dia dos enganos, tem na sua origem alguma controvérsia. Depois de uma pequena pesquisa, percebe-se que esta conotação incita discussão, havendo especulação e incerteza sobre o seu fundamento, podendo estar ligada à mudança de Calendário Juliano para Gregoriano no século XVI. Mas deixo isso à curiosidade e interesse dos leitores. Se a nível macro-estrutural esta data tem a compreensão de mentira, em Amarante poderia ter, ainda, outra conexão, o único dia do ano que o programa do PS às autárquicas 2009/13 é viável e tem nexo. Desculpem a ironia, mas, e apelando que revejam e reflictam sobre o dito programa, outra vontade não me apraz. Passo então a explanar algumas medidas ou promessas, que parte delas não passam disso mesmo, expostas na brochura do PS. Começo logo por duas mentiras escritas neste folheto: a Linha do Tâmega, a qual o PS promete que vai ser requalificada dentro de dois anos; bem como a requalificação do Arquinho, que, segundo o programa, deveria estar concluída no início de 2010. Convenhamos que já estamos no quarto mês de 2011, as obras no Arquinho ainda decorrem, e as da Linha do Tâmega nem sequer começaram. Folheando mais umas páginas, constato que, segundo o PS, a oposição não quis o desenvolvimento do concelho, ilustrando

mais uma falsidade, apelando ao “coitadismo” e vitimização que, aliás, parece norma do Partido Socialista, culpando sempre os partidos opostos pela inércia e inacção própria. Analisem o discurso de José Sócrates que, em vez de assumir responsabilidades, acusa o PSD de prejudicar e ser culpado pela crise económica e financeira do país, que ele, porém, é o actor principal, arrastando Portugal para uma crise profunda e deprimente. Para lá destas trapaças e aldrabices, o PS recorre ao populismo, exemplificando com o novo Hospital, atribuindo louros a Armindo Abreu, sendo ele o grande responsável, não pela construção deste, mas pela perda de valências principais e indispensáveis em definitivo, bem como de importantes recursos humanos no nosso hospital, havendo poucas probabilidades de voltarem. Populismo, e meia verdade, também, quando dizem que a Estação Rodoviária do Queimado melhorou a mobilidade da cidade, resolvendo apenas uma parte do problema, ou não continuássemos com os autocarros estacionados na rotunda da Vinha, uma das principais entradas da cidade, dando uma imagem indolente e desorganizada da nossa terra. Outras medidas que, muito honestamente, tenho sérias dúvidas, citando as promessas dos centros escolares, que, a meu ver, e com o rumo da situação e das perdas constantes de oportunidades, está cada vez mais difí-

cil a sua execução. Finalizo com a falta de sensibilidade para com a nossa história, bem como os nossos antepassados, intitulando, como diz no prospecto, Invasões Francesas que, volto a insistir, deveriam ser tratadas como Defesa da Ponte de Amarante, retirando valor ao exército napoleónico, transferindo-o e atribuindo-o a quem de direito, pela forma como defendeu acerrimamente a nossa terra e a nossa gente, o merece. Em suma, o programa eleitoral apresentado pelo Partido Socialista aos amarantinos nas eleições autárquicas em 2009, além de parco e vago de ideias e projectos para Amarante, é desleal e obsoleto. Concluindo, estou convicto e ciente que a estes dois anos de marasmo, juntaremos, com toda a minha tristeza, mais dois de inactividade e inacção. Amarante merecia bem mais.

Actualmente, os partidos políticos são organizações onde a burocracia predomina na sua estrutura, fundamentam-se na ideologia da representação política, tendo, como objectivo, conquistar o poder político; vivem quais borboletas em seu casulo. Entretanto, muitas crisálidas são capazes de mover os seus segmentos abdominais para produzir sons que possam afugentar potenciais opositores. Na passada sexta-feira, 18 de Março, houve reunião de crisálidas em seu casulo, onde a presunção, provincianismo e tacanhez tiveram o seu auge. Tratou-se de uma percepção da realidade quase exclusivamente centrada numa estreita relação de proximidade – os problemas do mundo reconduzem-se às questões da minha “aldeia” e as múltiplas contrariedades do nosso tempo serão, no fundo, as adversidades que acontecem na “minha rua”. Esqueceram-se de olhar em volta e de ver os sinais. Não me refiro ao sentido lato de provincianismo, o de habitante de província, mas sim, ao sentido amplo, ou seja, a quem se comporta como tendo cultura provinciana, aquele que se irrita facilmente por qualquer coisa. Dirijo-me para o provinciano que não consegue colocar-se no lugar do outro, vendo só o seu próprio ponto de vista e desse modo torna-se mais egoísta; ao provinciano que não consegue ser claro e muito menos directo, que opta pelo silêncio como forma de resposta. Um cosmopolita sabe receber e aceitar críticas, já para o provinciano a critica nunca é bem vista porque normalmente pensa como se fosse o dono da verdade, não lidando bem com a diversidade e complexidade do mundo e só se preocupa com a busca do padrão

mais fácil e simples, obviamente. O cosmopolita não se importa de se sujeitar a julgamentos pois cada um é cada um e respeita isso. Este provincianismo, a que me refiro, vive do desejo de forçar o outro à uniformidade; vive da inconsciência de se supor civilizado quando o não é, de se supor civilizado precisamente pelas qualidades que não tem; melhor dizendo o meu preconceito contra o provincianismo consiste em achar que o valor da tolerância está ali em menos conta, não respeitando a particularidade dos outros, visando a inflexibilidade de uma determinada posição específica, querendo generalizar a crítica. Vivem no casulo sem olhar aos sinais exteriores. Pensam que têm a espinha dorsal do sistema servida por uma rede de informadores estipendiados, fazem censura ideológica, através da repressão verbal, no casulo está claro. Reúnem e ditam o que lhes apetece; em privado, intitulam os outros de desonestos intelectuais, esquecendo a sua própria desonestidade intelectual quando à socapa se agrupavam para destituir o “Outro”. Vivemos num País livre, olhem, em detrimento da palavra, e, ouçam não a geração “à rasca” mas os da outra geração, aqueles que foram habituados a lutar por aquilo em que acreditam, esses também devem ser entendidos, até porque foram eleitos democraticamente pelos seus pares; pô-los fora do grupo é não aceitarem a vossa cegueira como prova de que estão prontos para aprender a ver. Nunca podemos caminhar em privado, é preciso partilhá-lo com os demais. A vaidade individual deve ser transformada em orgulho colectivo. | Maria Hermengarda Afonso |

Juventude Socialista de Amarante, por Jorge Coelho

Comportamento mariola da oposição

O que todos previam aconteceu. Desde que foi conhecido o resultado das eleições legislativas, parece que toda a gente se convenceu que a legislatura não chegaria ao fim. Vale a pena interrogarmo-nos sobre a razão de todos assim terem pensado. Duas razões me parecem sobressair; aliás, as duas razões apenas têm contornos distintos de uma só: A primeira é que nós não somos de nos conformar. Os derrotados mantêm um escondido azedume mariola que mantêm latente até à oportunidade mais adequada. A segunda razão é que,

depois de um mandato de maioria absoluta, a maioria relativa potencia forças à oposição que derivam do tal recalcamento enquanto houve maioria. Parecem-me razões que não nos exaltam enquanto povo. Atente-se nas propostas de resolução para a rejeição do PEC IV. Todas as propostas começavam com um primeiro ponto que era a rejeição do PEC IV. Num segundo ponto, os vários partidos acrescentavam mais algumas alíneas, sempre carregadas de irrealismo. Mas a proposta do PSD foi mais longe: Apenas apresentou um seco ponto: Rejeitar o PEC IV. Derruba-se um governo com o único argumento: não se quer o PEC IV nem os seus fundamentos. Depois vieram as declarações. Que o PEC continua a não atacar suficientemente a despesa, que não havia necessidade de o apresentar já, que primeiro seria necessário informar o Senhor Presidente da República, blá, blá, blá. Derrubou-se o governo porque sim. O PSD derruba

o governo porque não quer este PEC, sabendo que é preciso um PEC para 2012 e 2013. Toda a gente hoje percebe que o PEC foi o pretexto que poderia concertar todas as vontades de ajustar contas com o governo. Que triste país este que só consegue entender-se pela negativa, que só sabe destruir, que não consegue encontrar a base de sustentação pela positiva! E não se diga que o governo não tentou. Sócrates, Assis, Lacão desdobraram-se em declarações no apelo ao aparecimento de medidas. Nada. Mas afinal, no debate no Parlamento, Manuela Ferreira Leite foi a voz oficial: Bem – diz ela - não estão em causa as medidas, elas até estão certas, mas deviam ter sido tomadas há mais tempo; o Governo já não tem credibilidade – acrescenta ela. Foi isto, em síntese, que o PSD gritou. Mas então, a sua proposta não era de rejeição do PEC? Entre o escrito e o falado vai a distância de um paradoxo e o paradoxo da irresponsabilidade de secundarizar o país.

Mas eu apresentei acima dois tipos de razões para o derrube do governo. Para além dessas razões, há um teleguia disfarçado. Chama-se Aníbal Cavaco Silva. E tem uma função. É Presidente da República. Pois sim, o seu discurso de tomada de posse foi a declaração de guerra ao governo e de caminho aberto para a oposição. Cavaco fez afirmações gravíssimas, nada dignificantes para uma cerimónia de tomada de posse. Foi acintoso, foi mesquinho, foi provocador, foi faccioso e foi incendiário. Foi ele que apelou ao sobressalto cívico quando não faltam manifestações de rua; foi ele que se insurgiu contra as nomeações “sem mérito” quando é o mesmo Presidente que encobriu, senão mesmo engendrou a célebre história das escutas e a sua cumplicidade com a então Presidente do PSD. O mesmo Presidente que tem à sua volta pessoas cujo único mérito é apenas o da fidelidade e subserviência. O mesmo Presidente que, ao que dizem, enquanto primeiroministro, permitiu que se instalas-

se no país a maior promiscuidade entre partido e estado. É Cavaco que primeiro instigou, depois teve um comprometedor silêncio e agora pretende concertar os cacos com o poder reforçado que julga ter conquistado. A História há-de julgar o Presidente Cavaco e a sua falsa seriedade política e até pessoal. A História há-de responsabilizar o Presidente Cavaco pelos danos que está a causar ao país. A História há-de meter no mesmo saco a irresponsabilidade do Presidente e dos partidos da oposição. Espero que o futuro imediato puna a irresponsabilidade daqueles que já partilham do velho slogan do PC: “A luta continua, governo para a rua”. Mas como disse Assis: Podem fazer cair o governo, mas não derrubam o PS e, sobretudo, não vencem a dignidade de quem sabe lealmente viver em democracia. Os jovens não esperavam esta lição de deslealdade institucional e de tão rasteiro jogo político.


8 | O Jornal de Amarante

Roteiros

Criámos esta coluna no jornal que pretendemos que se constitua como um desafio. Roteiros para a cultura, para a cidadania, para a segurança, para a saúde, para a ação social, para a proteção civil... Nenhuma das áreas do que é humano devem ser alheias a esta co-

luna pelo que a participação civilizada e correta nesta coluna que o Jornal de Amarante disponibiliza é uma oportunidade de exercício de democracia e de intervenção assertiva e pró-ativa.Iniciamos com um texto do TEIA (Trabalho, Empreendedorismo e Inclusão Ativa).

TEIA – Trabalho, Empreendedorismo e Inclusão Ativa A promoção de medidas que visam a inclusão social dos cidadãos, de forma multissetorial e integrada, capazes de combater a pobreza persistente e a exclusão social em territórios de baixa densidade tem merecido grande preocupação e intervenção por parte das entidades com competência nesta matéria. É desta perspectiva global, sistémica e integrada das medidas de política social que emerge o Programa “Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), da tutela do Ministério da Segurança Social e do Trabalho, criados pela Portaria nº 396/2007 de 2 de Abril, com alterações introduzidas pela Portaria nº 285/2008 de 10 de Abril. Neste contexto, em Março de 2009, o Município de Amarante, foi convidado a promover a implementação deste programa no Concelho. Com base no diagnóstico social concelhio e nas necessidades territoriais identificadas, delinearam-se várias ações e medidas estratégicas integradas num projeto com intervenção pluridisciplinar, com a denominação de TEIA – Trabalho, Empreendedorismo e Inclusão Ativa, promovido pela Câmara Municipal de Amarante e coordenado pelo Infantário Creche “O Miúdo”. Com início em junho de 2009 e término em março de 2012, o principal objetivo do TEIA consiste em assegurar condições para a garan-

tia dos direitos sociais das famílias mais vulneráveis a situações de pobreza e de exclusão social, intervindo multidimensionalmente nos agentes adversos a uma adequada inclusão e bem-estar social. Encontrando-se já no último ano de execução, é possível sistematizar uma intervenção estruturada em 4 grandes eixos de intervenção, designadamente, Emprego, Formação e Qualificação (Eixo 1), Intervenção Familiar e Parental (Eixo 2), Capacitação da Comunidade e das Instituições (Eixo 3) e Informação e Acessibilidade (Eixo 4). Através da criação de uma única ação designada de PONTO E – Centro de Apoio ao Empresário, Emprego e Empreendedorismo, o projeto TEIA intervém em vários domínios do Emprego, Formação e Qualificação Profissional (Eixo 1), dinamizando um conjunto de atividades que, apesar de distintas, primam pela sua complementaridade. A este nível salienta-se: (i) o apoio dirigido a pessoas que pretendem criar o seu próprio emprego, a empresários de micro e pequenas empresas e a pessoas desempregadas; (ii) a realização de Fóruns e Workshops de Qualificação Profissional, relacionados com conceitos e metodologias actuais e inovadores, equacionados em função das necessidades identificadas no tecido social e produtivo amaran-

tino; (iii) a realização de estudos com intuito de aprofundar as dinâmicas do mercado de trabalho e da responsabilidade social das organizações concelhias; (iv) a dinamização de cursos de competências de empregabilidade e técnicas de procura de emprego, com carácter itinerante pelas diferentes freguesias do Concelho e para gruposalvo específicos, nomeadamente, recém-licenciados; (v) dinamização do Espaço Pro’Activo, com o objetivo de apoiar a população desempregada do Concelho, na (re)elaboração de Curriculo Vitae, cartas de apresentação e treino de técnicas de entrevista, numa metodologia individualizada e adaptada às necessidades específicas; (vi) a Plataforma Emprego + enquanto mecanismo facilitador da articulação entre os dois lados do mercado de trabalho, materializado na publicação online de ofertas e procuras de emprego a nível concelhio; (vii) a dinamização de ações promotoras do empreendedorismo junto de diferentes públicos-alvo; (viii) a criação de instrumentos com informações agregadas relativamente à oferta formativa e educativa, ao tecido produtivo, ao trabalho social e às atividades recreativas, desportivas e culturais. No que concerne à Intervenção Familiar e Parental (Eixo 2), a atuação do projeto TEIA incide

fortemente junto de famílias mais vulneráveis a situações de exclusão social, desenvolvendo o seu repertório de competências pessoais, sociais e parentais. Entre o conjunto diversificado de atividades evidenciam-se o Gabinete de Informação e Apoio a Vítimas de Violência Doméstica - Bem-me-quer, os Apartamentos Protegidos de Transição, o Gabinete de Informação e Apoio a Jovens - 100 Porquês, as colónias de férias, as atividades de educação parental e de incremento de capacidades nas áreas da educação para a saúde, cidadania e direitos humanos, higiene pessoal/ habitacional e gestão doméstica. Com o intuito de contribuir para a mudança de mentalidades e para a conscientização da violência doméstica como um crime que atinge pessoas de ambos os sexos, de todas as idades, de qualquer religião e nível socioeconómico, o projeto dinamiza também um conjunto de ações dirigidas a toda a comunidade e a técnicos com intervenção na área social, havendo em algumas atividades, uma especial atenção para o público mais jovem, investindo no combate à violência no namoro. Ao nível da Capacitação da Comunidade e das Instituições (Eixo 3), com uma única ação designada de Habit’amarante, assume-se como principal objetivo promover

o bem-estar social e o exercício de uma plena cidadania, através da capacitação dos moradores para a auto-organização, concretamente através da formalização/constituição de duas Associações de Moradores. Com a colaboração direta e efetiva da autarquia, o projeto focaliza a sua intervenção na urbanização de S. Lázaro e na urbanização da Bouça do Pombal. Atendendo ao papel das Tecnologias de Informação e Comunicação ao nível da inclusão social, o projeto TEIA enquadra no eixo 4 (Informação e Acessibilidades) diferentes atividades com o intuito de motivar, facilitar e envolver a população na aquisição de conhecimentos e de competências neste domínio. As suas atividades são especificamente ajustadas às características do público-alvo designadamente crianças, jovens e adultos. A concretização de todo este trabalho tem-se tornado exequível pela subsistência de uma rede de parceria consolidada, assente numa eficaz articulação entre os diferentes projetos, medidas e instituições do concelho de Amarante. Contactos: Casa da Portela Rua Dr. Miguel Pinto Martins, nº 35 - 4600-090 Amarante Tel. 255 420297 www.teia-clds.com

DESPORTO

Associação Desportiva de Amarante Secção de Voleibol A equipa de Juvenis Femininas de Voleibol da A.D.A deslocou-se ao Pavilhão Municipal da Senhora da Hora para defrontar a equipa do Senhorense, para mais uma jornada do Campeonato Regional de Voleibol. Num jogo em que a equipa amarantina demonstrou uma grande superioridade sobre o seu adversário o resultado sorriu para as cores da A.D.A.. O jogo terminou com um resultado de 3 sets a 0, com os parciais de 7-25, 13-25 e 11-25. No próximo fim-de-semana a equipa da A.D.A defronta o CD Póvoa.

Secção de Andebol

A secção de andebol da A.D.A esteve em competição, nos dias 26 e 27 de Março, com as suas equipas de formação de Juvenis Masculinos, Juvenis Femininos e Iniciados Masculinos, em jogos a contar para a Taça Primavera da Associação de Andebol do Porto. A sorte não sorriu a nenhuma das formações amarantinas e o resultado final traduziu-se em derrota nos 3 jogos disputados. A equipa de Juvenis Masculinos defrontou a equipa do Académico FC, no Pavilhão Municipal de Amarante, e o resultado final ficou em 23-35. As Juvenis Femininas, também a jogar em casa, defrontaram a equipa da ADC Santa Isabel num jogo equilibrado até perto do final, perdendo por 22-28. Os Iniciados Masculinos deslocaram-se a casa do Aguas Santas, uma das referências nacionais ao nível da formação no andebol, e atingiram um resultado desfavorável de 48-24. Neste fim-de-semana pode acompanhar as equipas do da A.D.A no Pavilhão Municipal nos seus jogos. No dia 2 os Iniciados Masculinos jogam pelas 9h30 com o Gondomar Cultural.

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O Jornal de Amarante Quinta-feira, 31 de Março 2011 | 9

DESPORTO por Mário Fernandes

3ª DIVISÃO NACIONAL

Amarante, 3 – Serzedelo, 0

Entrar com o pé direito Jogo no Estádio Municipal de Amarante, com arbitragem de Carlos Oliveira da A.F de Aveiro, auxiliado por Eduardo Rocha e Hugo Oliveira Amarante: Cláudio, Pedro Carneiro, Carlos Castro, Rochinha (César, 63) e Bispo, André Pires, Tiago Martins, Filipe (Paulo Pereira, 53), Jussane, Marcos (Faísca, 75) e Bruno Teixeira Treinador: Prof. Arlindo Gomes Serzedelo: Miguel, Carlos Filipe, Carlos Martins, Bruno Sousa e Carvalhinho, Miguel Mota (Pedro Fidalgo, 66) Maurício (Paulinho, 84), André Ká, David, José Pedro e Ricardinho (Fábio, 73) Treinador: Marco Alves Ao intervalo: 1 – 0 Golos: Bruno Teixeira (28 gp e 57) e Jussane (68)

CLASSIFICAÇÃO Pos

PT

J

1 Famalicão

26

1

2 Amarante

25

1

3 Paredes

20

1

4 Joane

20

1

5 Serzedelo

18

1

6 Sousense

17

1

1ªJornada2011Ͳ03Ͳ27 1ªJornada2011Ͳ03Ͳ27 FamalicãoͲJoane amalicãoͲJoane AmaranteͲSerzeelo AmaranteͲSerzeelo ParedesͲSousense ParedesͲSousense

2ªJornada2011Ͳ04Ͳ03 2ªJornada2011Ͳ04Ͳ03 JoaneͲParedes oaneͲParedes SerzedeloͲFamalicão erzedeloͲFamalicão SousenseͲAmarante ousenseͲAmarante

3ªJornada2011Ͳ04Ͳ10 3ªJornada2011Ͳ04Ͳ10 JoaneͲSerzedelo oaneͲSerzedelo FamalicãoͲSousense amalicãoͲSousense ParedesͲAmarante ParedesͲAmarante

4ªJornada2011Ͳ04Ͳ17 4ªJornada2011Ͳ04Ͳ17 ParedesͲSerzedelo ParedesͲSerzedelo SousenseͲJoane ousenseͲJoane AmaranteͲFamalicão AmaranteͲFamalicão

5ªJornada2011Ͳ04Ͳ23 5ªJornada2011Ͳ04Ͳ23 SerzedeloͲSousense erzedeloͲSousense JoaneͲAmarante oaneͲAmarante FamalicãoͲParedes amalicãoͲParedes

Amarelos: Filipe (20), Carlos Martins (25), Maurício (25), Ricardinho (34), Jussane (40), Bispo (44), Celso (68) e Pedro Fidalgo (73 e 81) Vermelho: Pedro Fidalgo (81) O Amarante entrou com o pé direito na segunda fase do nacional da terceira divisão, e assim mantém intactas as suas aspirações à subida à segunda divisão nacional, ao receber e vencer o Serzedelo por três bolas a zero, numa boa partida de futebol, e onde a equipa mais fraca foi a de arbitragem, muito por culpa do árbitro principal, que a cada toque assinalava falta, não deixando o jogo fluir com mais rapidez, e disso se ressentia a partida, que se tornava lenta e confusa, pese embora a boa atitude da equipa amarantina, que tinha mais bola, e criava mais perigo V E D GM GS junto à baliza de Miguel. 1 0 0 1 0 O Serzedelo 1 0 0 3 0 por sua vez, apostava 1 0 0 1 0 em fazer um 0 0 1 0 1 jogo pausado, mas sem 0 0 1 0 3 grande profundidade, já 0 0 1 0 1 que não con-

Leça, 2 – Vila Meã, 0 Expulsão e Tamsir decisiva no desfecho final

seguia criar muito perigo junto da baliza e Cláudio, que se limitava a apanhar algumas bolas lançadas para a Jogo no Estádio do Leça Fute- meiro tempo, quando Tamsir foi área amarantina. Aos vinte e cinco minutos, Jussane é derrubado e, fal- bol Clube, em Matosinhos, com expulso por acumulação amata dentro da área por Carlos Martins, arbitragem de Luciano Silva da relos. Com mais um elemento quando se preparava para dominar A.F do Porto, auxiliado por Mi- em campo o Leça tentou forçar uma bola e poder rematar à baliza, guel Silva e Nelson Pascoal. mais na parte final da primeira com o árbitro a não ter dúvidas e a Leça: Festas, Magalhães parte, mas a não conseguir cheassinalar a marca dos onze metros. (Magano, 81), Tiago Madalena, gar ao golo. O nulo ao intervalo Encarregue da sua transformação, José Soares e João Pedro, Rui penalizava a falta de ambição Bruno Teixeira, não perdoou. O Ser- Ramos, Moura (Domingos, 59) das duas equipas. zedelo acordou com o golo sofrido, A segunda parte não podia e subiu as suas linhas, criando mais Sequeira, Ricardinho (Amaral, começar melhor para os locais, dificuldades à defensiva amarantina, 66), Paiva e Ricardo que chegaram à vantagem por Treinador: Armindo Machado e Maurício num remate à entrada da Vila Meã: Torcato, Mário Alves, intermédio de Sequeira. Se as área amarantina a obrigar Cláudio a ter que se aplicar. A partida esta- Filipe, Dani e Pinheiro, Maia, An- coisas já estavam complicadas va equilibrada com a bola a rondar tero, Tiago Alberto (China, 58), para o Vila Meã, pior ficaram, já mais as duas áreas, mas até ao in- Filipe Cândido (Miguel, 46) Ta- que a perder tinha que atacar tervalo o marcador não sofreu qual- msir e Mário Simões (Alex, 83) mais, e com menos um elemenquer alteração. to em campo denotava muitas Treinador: Manuel Monteiro A segunda parte trouxe um SerAo intervalo: 0 – 0 Golos: Se- dificuldades em conseguir chezedelo mais atrevido, com mais ve- queira (47) e Ricardo (90+3) gar com perigo junto da baliza e locidade, e a ter duas boas ocasiões Festas. Por seu turno o Leça em Amarelos: Tamsir (20 e 38), para chegar ao empate, numa a bola bateu na trave da baliza de Cláudio, e Antero (37), Mário Simões (44), vantagem no marcador e com na outra o guarda-redes amarantino Dani (44), Dani (76), Filipe (77), mais um elemento, controlava a efectuar uma boa defesa. O Ama- Tiago Madalena (80) e Amaral a partida, e quase chegava ao segundo golo, mas Torcato evirante tentava contrariar o maior ím- (91) tou que o Vila Meã ficasse fora Vermelhos: Tamsir (38) peto dos visitantes, mas numa perda e bola à saída do seu meio campo, O Vila Meã saiu derrotado da da partida. O Vila Meã tentava Tiago Martins lançou na esquerda sua deslocação ao terreno do o tudo por tudo para chegar ao André Pires, com este à entrada da Leça, numa partida equilibrada, empate, e já muito perto do final área a servir Bruno Teixeira, que não sem grande motivos de emoção da partida Alex, a não conseguir teve qualquer dificuldade em fazer nos minutos iniciais, onde o Vila bater Festas, que impediu o em6ªJornada2011Ͳ04Ͳ30 6ªJornada2011Ͳ04Ͳ30 o segundo golo amarantino. O SerMeã se apresentou bem dis- pate. E mesmo ao cair do pano, JoaneͲFamalicão JoaneͲFamalicão zedelo sentiu o segundo golo amaciplinado em campo, tentando Amaral fechou o marcador ao rantino, e nunca mais conseguiu SerzedeloͲAmarante SerzedeloͲAmarante incomodar muito a defesa amaran- tapar os caminhos para a sua fazer o segundo golo do Leça, SousenseͲParedes SousenseͲParedes tina, e o Amarante com o controlo baliza, saindo com a-propósito que sentenciou a partida, já que da partida e em vantagem no mar- para o contra ataque, mas sem pouco tempo depois chegaria o cador, esperava pelo Serzedelo, e incomodar a baliza de Festas. apito final do árbitro. 7ªJornada2011Ͳ05Ͳ08 7ªJornada2011Ͳ05Ͳ08 saia rapidamente em contra ataque, O Leça sentia dificuldades em Esta derrota deixa em maus e numa dessas ocasiões, uma boa conseguir chegar com perigo lençóis o Vila Meã pela luta na ParedesͲJoane ParedesͲJoane jogada entre Marcos e Paulo Perei- junto da baliza de Torcato. Com permanência na terceira divisão FamalicãoͲSerzedelo ra, com este a cruzar vão segundo o jogo atado, o Vila Meã sofreu nacional, numa partida com uma FamalicãoͲSerzedelo AmaranteͲSousense poste, onde surgiu Bruno Teixeira a um revês já quase no final do pri- arbitragem em bom plano. AmaranteͲSousense dar para trás e Jussane muito rápido a fazer o terceiro golo do Amarante. Até ao 8ªJornada2011Ͳ05Ͳ15 8ªJornada2011Ͳ05Ͳ15 final o Amarante preSerzedeloͲJoane SerzedeloͲJoane ocupou-se mais em SousenseͲFamalicão gerir a vantagem, e SousenseͲFamalicão com o Serzedelo reAmaranteͲParedes AmaranteͲParedes duzido a dez unidades por expulsão de Pedro Fidalgo, a partida não teve grandes 9ªJornada2011Ͳ05Ͳ22 9ªJornada2011Ͳ05Ͳ22 momentos de perigo, SerzedeloͲParedes SerzedeloͲParedes junto das duas baliJoaneͲSousense JoaneͲSousense zas. Vitória justa do FamalicãoͲAmarante FamalicãoͲAmarante Amarante, numa partida com uma fraca arbitragem, em que se 10ªJornada2011Ͳ05Ͳ29 10ªJornada2011Ͳ05Ͳ29 exige mais da equipa SousenseͲSerzedelo de arbitragem, já que SousenseͲSerzedelo Urb. Queimado - Madalena - Loja 15 - 4600-245 Amarante nesta fase se discute Tel e Fax: 255 433410 | Telm: 912435021 | Email: rogerpecas@gmail.com AmaranteͲJoane AmaranteͲJoane a subida de divisão.

ParedesͲFamalicão ParedesͲFamalicão

OURO PRATA E JÓIAS A Ourivesaria Nina Jóias, Lda,

de Maria de Fátima Gonçalves de Moura Monteiro e Tito Teixeira Monteiro com sede na Rua 5 de Outubro, 68-72 Telef: 255 432315 – AMARANTE


10 | O Jornal de Amarante

Com Miguel Guilherme e Alexandra Lencastre ADAPTAÇÃO DO LIVRO DO DESASSOSSEGO AO CINEMA EXIBIDO EM AMARANTE A adaptação para o cinema de uma das obras centrais da literatura portuguesa, e das mais traduzidas a nível mundial, foi uma aposta arriscada do realizador João Botelho. No “Livro do Desassossego”, Fernando Pessoa conta a vida diária, em Lisboa, do seu quase heterónimo Bernardo Soares. A partir do seu quarto na Rua dos Douradores, o narrador inventa sonhos e estabelece teorias sobre eles. A própria matéria dos sonhos tornase física, palpável, visível. Amarante recebe agora a exibição deste filme, que não foi distribuido nos circuitos comerciais, antes nas salas de espectáculo e cineteatros. O Cineclube de Amarante conta com o apoio da Câmara Municipal de Amarante. Para receber a programação gratuitamente envie um e-mail para cineclubedeamarante@gmail.com. FILME DO DESASSOSSEGO Dia 1 de Abril às 21h30 no Cineclube de Amarante (Santa Luzia, junto aos CTT) COM – Catarina Wallenstein, Alexandra Lencastre, Miguel Guilherme REALIZAÇÃO – João Botelho PORTUGAL, 120 min. Maiores de 12 anos

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JA nº.1610