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ALVORADA, DE 05 A 18 DE FEVEREIRO DE 2013

Médicos acusam governo de não agir para restringir tabagismo Há mais de um ano, o Ministério da Saúde posterga a regulamentação da lei que baniu os fumódromos, inviabilizando sua aplicação prática. O governo deixou em segundo plano ações de combate ao tabaco preconizadas em acordos internacionais assinados pelo País. Há mais de um ano, o Ministério da Saúde posterga a regulamentação da lei que baniu os fumódromos, inviabilizando sua aplicação prática. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) perdeu o prazo e luta para derrubar liminar obtida pela indústria do tabaco que suspende uma das principais medidas da agência: o fim dos aditivos em cigarros vendidos no Brasil. Eliminar o fumo em locais fechados e proibir

substâncias que atraem o público jovem são medidas previstas na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. Documentos obtidos pelo Estado mostram que o Brasil deu calote por anos na seção da Organização Mundial de Saúde (OMS) responsável pelo tema e não pagou a contribuição financeira relativa a quatro biênios. Segundo especialistas, o combate ao tabagismo perdeu importância na pauta do governo. Médicos apontam intenções políticas do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como fator complicador. Interessado em disputar o governo de

São Paulo em 2014, o petista estaria evitando implementar regras mais duras. Desde o início do governo Dilma Rousseff, a política de combate ao tabaco do governo federal privilegiou o aumento de impostos, também prevista na Convenção Quadro. Mas os especialistas consideram isso pouco. A política é meio ambígua. Não podemos dizer que há retrocesso, mas uma demora. E fica muito difícil dizer qual é a razão, disse Antonio Pedro Mirra, coordenador de combate ao tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB).

Possivelmente, pressão da indústria do tabaco. Existe um lobby que não permite a aprovação das regras.

Mais de 50% dos países não tem preparo para lidar com câncer Mais da metade dos países no mundo têm dificuldade para prevenir o câncer e oferecer tratamento aos pacientes, segundo alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que, nessas localidades, não há um controle eficiente da doença que inclua prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados. No Dia Mundial do Câncer, lembrado neste segunda (4), o órgão destacou a necessidade urgente de ajudar países em desenvolvimento a reduzir as mortes provocadas pelo câncer e a oferecer tratamento

de longo prazo apropriado, na tentativa de evitar o sofrimento humano e proteger o desenvolvimento social e econômico. De acordo com a organização, o câncer permanece como a principal causa de morte em todo o planeta – 7,6 milhões de pessoas morreram em razão da doença em 2008 e, a cada ano, quase 13 milhões de casos são diagnosticados. Mais de dois terços desses casos e dos óbitos são detectados em países em desenvolvimento, onde as taxas de incidência, segundo a OMS, aumentam de forma alarmante. “Pes-

quisas sugerem que, atualmente, um terço de todas as mortes por câncer são causadas por hábitos modificáveis incluindo o tabagismo, a obesidade, o abuso de álcool e infecções. Se detectados precocemente, muitos tipos de câncer como o câncer de mama, o câncer cervical e o câncer colorretal podem ser curados com sucesso”, informou a organização. Um estudo recente feito pela própria OMS em 185 países demonstra que até mesmo localidades que contam com políticas de controle do câncer têm dificuldade para traduzir

o comprometimento do governo em ações. Apenas 17% dos países africanos e 27% dos países subdesenvolvidos têm planos de controle do câncer com uma quantidade de recursos suficientes para que pos-

sam ser implementados. Outro dado alarmante mostra que menos da metade dos países no mundo têm registro detalhado da incidência da doença. “Esses registros são importantes para capturar informa-

ções de qualidade em relação aos números e aos tipos de câncer para que políticas nacionais eficazes de controle da doença possam ser desenvolvidas, implementadas e avaliadas”, acrescentou a OMS.

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Ediçao 285  

Ediçao 285 - Jornal de Alvorada de 05/02/2013 a 18/02/2013

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