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Dezembro de 2006

Jornal com novidades

Nesta edição, o Jornal da Vila trata dos corais que existem há muitos anos no bairro. Traz a história da tradicional Igreja Assembléia de Deus, da festa das gerações, que acontece há seis anos, no Poliesportivo do Botafogo e da saga da família Rossi. Um ano depois, volta a propor alternativas para a área da Antarctica. A novidade ficou por conta da coluna social de Amir Calil, feita especialmente para o Jornal da Vila, frequentada somente por pessoas que nasceram, moram ou moraram na Vila Tibério. Dirigido aos moradores e com distribuição restrita ao bairro, o JV é reclamado por antigos moradores que hoje residem em outras partes da Ribeirão e de até mesmo em outras cidades. Escreva para o Jornal da Vila, sugerindo ou criticando. Para melhorar precisamos de sua participação. Fernando Braga

Natal

Mensagem do Padre Júlio Querido leitor e querida leitora: Agradeço a oportunidade que oferece o Jornal da Vila, através do jornalista Fernando Braga, de transmitir uma palavra de felicitação pela celebração das festas de final de ano aos queridos moradores e moradoras da já tão estimada Vila Tibério. O Papa Bento XVI, que em maio estará no Brasil reunindo todos os bispos das Américas, compôs uma oração, para preparar sua visita ao povo brasileiro, que começa dizendo: “Senhor Jesus Cristo, Caminho Verdade e Vida, rosto humano de Deus e rosto divino do homem, acendei em nossos corações o amor ao Pai que está nos céus e a alegria de sermos cristãos”. O Papa diz que Jesus tem o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem. Só é possível afirmar esta constatação sobre o rosto de Jesus porque Deus se

Informativo mensal com circulação na Vila Tibério Tiragem: 5 mil exemplares jornaldavila@gmail.com

Braga & Falleiros Editora Ltda. ME CNPJ 39.039.649/0001-51

Fone: 3011-1321

Jornalista responsável: Fernando Braga - MTb 11.575 Impresso na FullGraphics (16) 3965-5500 - Rib. Preto

fez uma criança nascida de uma mulher na noite do Natal. Que bela revelação da dignidade da pessoa humana nos proporciona Deus no cenário do presépio. A partir da noite do Natal a Glória de Deus é refletida no semblante dos homens e mulheres por Ele amados. Sempre se afirmou na Igreja que a Glória de Deus é o homem vivo e feliz. Alegria irmãos, alegria irmãs, pois Deus está conosco. Veio para que todos tenham vida e sejam felizes. Ao chegar o final do ano, os céus nos convidam a cantar juntos de todo o coração: GLÓRIA A DEUS NO MAIS ALTO DOS CÉUS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS, OBJETOS DA BENEVOLÊNCIA DIVINA. Feliz natal e abençoado ano novo é o que desejamos a você querido leitor e leitora do Jornal da Vila. Pe. Julio César Melo Miranda CMF Pároco do Santuário Nossa Senhora do Rosário Vila Tibério

Opinião

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“Como somos pobres” Já faz algum tempo, em Ri- pregos e, o que é pior, sem reaver beirão Preto, nota-se o descaso as ruas que poderiam desafogar o de nossos governantes, que estão trânsito central e, principalmente, mais preocupados em se promo- o da Vila Tibério. Mas o que me deixa mais emverem do que buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida basbacado, são os vereadores que nada fizeram para reverter a da sociedade. Quantas P o l i t i c a - empresas nesses situação. Só para citar, um mente falando, últimos anos se ilustre vereador que está há quero abordar instalaram em bastante tempo ocupando alguns assuntos Ribeirão Preto? uma cadeira em nossa câmaque é de grande “Quantas foram ra, admitiu o erro: “erramos, não vamos errar mais”, e interesse para embora? esse prejuízo, mais uma vez, toda coletividade ribeirãopretana, para que não a sociedade é quem paga. Analisando, fica uma perguncaia no esquecimento. Sempre tivemos pessoas re- ta para os caros leitores: “Quantas presentado nossa cidade, desde o empresas nesses últimos anos Planalto até no Governo de Esta- se instalaram em Ribeirão Predo e o que, na realidade fizeram to?”, “Quantas foram embora?”, “Como está o Parque Industrial por Ribeirão Preto? Nada. Estou me referindo a Minis- tão explorado na última eleição?” Quem diria, estamos perdentro, Secretários, Deputados e muitos outros que se escondem do empresas para Cravinhos, nada e, em um passo de mágica, apa- contra, e Sertãozinho então, se recem em época de eleição para consolida a cada dia como pólo angariar votos e iludir os eleitores industrial. Essas “pequenas cicom promessas mirabolantes e dades” estão a mil anos luz nos quesitos Administração Pública mostrar o que não fez. Já na esfera municipal... como e geração de empregos. E o Aeroporto Internacional? somos pobres! Se buscarmos, em um passa- Já faz mais de 15 anos que a do não muito distante, podemos “novela” se arrasta, quando não é lembrar os descasos de nossa pre- a questão de viabilidade, esbarra feitura e da câmara de vereadores no curral eleitoral de alguns que com a sua sociedade. Caso da Av. tentam se beneficiar da situação. Álvaro de Lima. Quantos anos se Fazendo uma análise comparatipassaram e nada fora feito para os va, podemos citar como exemplo moradores daquela região que, em Campinas, desenvolveu-se depois época de chuva, ficam a mercê das da instalação do Aeroporto Ináguas. Outro caso que não dá para ternacional de Viracopos. Devo esquecer é a questão da Fábrica da esclarecer que, com a instalação de Antarctica, nossos governantes um aeroporto de carga e descarga (prefeitos e vereadores da época) internacional, ocorrerá uma tendoaram ruas para este “elefante”, dência natural de aproximação de em troca de 300 empregos e uma empresas de diversos segmentos nova fábrica de refrigerante, , conseqüentemente, geração de conclusão, sem fábrica e sem em- empregos e renda, arrecadação tri-

butária e muitos outros benefícios, que vão refletir para sociedade como um todo, mas como andamos a passo de tartaruga, é bem capaz de perdemos o aeroporto para uma cidade vizinha. Outro ponto a ser destacado é que nossos políticos estão mais preocupados em atribuir Títulos de Cidadão Ribeirãopretano para quem nada fez, como foi o caso do sr. Milton Neves, do que buscar alternativas sólidas para o real desenvolvimento de nossa cidade. Finalizando, enquanto não mudarmos nossos governantes e esta forma de gestão pública que aí está, continuaremos a ser conhecidos como “Califórnia Brasileira” ou o que é pior, República de Ribeirão Preto. Antenor Marques Seabra Jr. Prof. Economia e Comércio Exterior


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Notícias

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Justiça exige “Ilha de calor” creche na Vila sobre a Vila Tibério

Papai Noel na ACI

A Distrital Sudoeste da ACI - Vila Tibério promoveu no dia 2 de dezembro a chegada do bom velhinho. Lá, ele distribuiu balas para a garotada que aguardava ansiosa. Papai Noel vai estar na sede da Distrital, de segunda a sexta, das 19h30 às 22 horas, até o dia 22. O trenzinho funciona no mesmo horário, as terças e sextas-feiras.

Botafogo lança campanha O Botafogo lançou uma campanha para atrair o sócio-torcedor. Foram criadas três modalidades. Na primeira, o sócio contribui com R$ 20 mensais e terá desconto de 50% no valor do ingresso em qualquer setor do estádio em jogos do Botafogo, inclusive no setor das numeradas cobertas, e acesso ao poliesportivo. Haverá também um cartão de afinidade que vai beneficiar o torcedor com descontos em uma rede credenciada. Na segunda modalidade o sóciotorcedor família paga R$ 30 por mês e garante os mesmos benefícios aos filhos (até 12 anos) e ao cônjuge. Na terceira modalidade, o sócio-torcedor

empresa terá direito as mesmas vantagens. Mas, quem aderir a no mínimo cinco “cotas”, terá um retorno publicitário no site oficial do projeto, e também no placar eletrônico que será remodelado ainda em 2007. Alexandre Carrenho, responsável pelo marketing do Botafogo e pela elaboração do projeto afirma que se houver adesão de 10 cotas (R$ 200 mês), o valor será revertido para a empresa em publicidade e que o ideal é atingir um valor mensal de R$ 70 mil, mas sem se esquecer da presença do torcedor no estádio. O sóciotorcedor empresa pode oferecer os benefícios a funcionários ou clientes.

A prefeitura de Ribeirão Preto terá 180 dias para oferecer vagas em creches a todas as crianças com idade entre zero e três anos moradoras nos bairros Vila Tibério e Vila Virgínia. A ordem é do juiz da Vara da Infância e Juventude, Paulo César Gentile, que acatou pedido do Ministério Público Estadual (MP). Em 22 de dezembro de 2005, os promotores Marcelo Pedroso Goulart e Sebastião Sérgio da Silveira ingressaram com duas ações civis públicas, baseados no caso de duas crianças sem creche. Nas ações, pediam que a prefeitura atendesse não apenas os dois casos, mas toda a demanda reprimida nos dois bairros. De acordo com a Constituição Federal, é obrigação do município fornecer vagas na Educação Infantil para todas as famílias interessadas. A decisão do magistrado foi expedida em 10 de outubro, mas somente agora chegou ao MP. Caso a prefeitura não cumpra a decisão, está sujeita a pagamento de multa diária no valor de R$ 1 mil. De acordo com Goulart, estima-se que existam 7 mil crianças fora das creches na cidade.

De acordo com matéria publicada no jornal A Cidade de 26/11, a Vila Tibério, seria um dos bairros mais quentes de Ribeirão. Local com grande população e poucas áreas verdes, tanto públicas quanto privadas, a Vila estaria sob as chamadas “ilhas de calor”, que foram identificadas por pesquisadoras do Núcleo de Estudos Avançados em Clima Urbano, da Unesp de Rio Claro, a partir de imagens feitas por satélite. Estas ilhas de calor são formadas por uma série de fatores, como densidade populacional, tipo de edificação no local e tráfego de veículos. Mas o principal fator é mesmo a falta de verde. “O que faz o lugar mais fresco são as árvores. Elas nos protegem, absorvem a radiação solar e fazem subir a umidade do ar”, diz Mônica Kofler Freitas, pesquisadora da Unesp. Ela afirma que numa mesma região da cidade podem haver diferenças importantes de temperatura, dependendo dos fatores responsáveis pelas ilhas de calor. O campus da USP, por exemplo, chega a ter temperaturas 4 graus menores do que o centro da cidade.

Um erro comum, aponta a pesquisadora, é tentar resolver o problema apenas com praças e parques. “As árvores precisam ser distribuídas por toda a cidade, pelo calçamento, nos canteiros do sistema viário. Não adianta ter só praça”, diz Mônica. Outro fator que faz aumentar o calor da cidade são os canaviais do entorno. Depois das queimadas (que por si já elevam a temperatura), vem a colheita, que deixa a terra nua, uma grande retentora de calor. Por fim, a natureza geográfica da cidade, construída sobre um vale. “Ribeirão já tem uma topografia que favorece o desconforto térmico. Por isso, ela precisa urgentemente garantir a arborização em seu Plano Diretor”, afirma a pesquisadora.


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Dezembro de 2006

Botafogo

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Velha Guarda promove encontro de gerações Confraternização entre jogadores de diversas épocas do Botafogo

Gigantes do Botafogo: Antoninho, Machado com o atual goleiro Marcão e Carlucci

Machado, Antoninho e Carlucci Galdino Machado, hoje com 72 anos, nasceu em São Paulo. Chegou ao Botafogo em 1954, indicado por Mauro Lepera, irmão do jornalista Luciano Lepera, e ficou titular absoluto até 1966, quando foi para Araraquara, defender a Ferroviária que havia caído para a segunda divisão. No ano seguinte a Ferroviária brilhava novamente entre os grandes. Machado também jogou pelo Comercial, Ponte Preta e Sertãozinho. Depois que encerrou a carreira de jogador, iniciou a de técnico e dirigiu vários times, como o Botafogo, o XV de Piracicaba, o Mogi Mirim e equipes do Paraná. Era o goleiro no histórico 11 a zero do Santos sobre o Botafogo na Vila Belmiro e mesmo assim, segundo o próprio Pelé, autor de 8 gols, e jornalistas presentes no estádio, foi um dos melhores em campo. Carlo Alessandro, o Carlucci, de 60 anos, nasceu perto de Bérgamo, na Itália, e veio para o Brasil com 5 anos de idade. Começou no infantil do Botafogo, onde jogou de 1962 a 72. Depois, ainda jogou pelo Comercial, Noroeste e Bonsucesso. Hoje, aposentado, dá aulas de ginástica. Antoninho, nome de guerra de Benedito Antônio Ângelo, de 69 anos, nasceu em Águas de Lindóia e começou no Palmeiras, em 1956. Veio para o Botafogo em 58 e ficou até 62, indo jogar na Fiorentina, na Itália. Voltou em 69 para o América de Rio Preto e depois Comercial. Em 73, junto com Machado, foi campeão da 3ª Divisão pelo Sertãozinho. Virou treinador, primeiro do júnior do Botafogo, depois do profissional, seguindo posteriormente para o Kachiwa e o Shimizo, no Japão. Hoje, aposentado em Ribeirão Preto, quer ver o Botafogo voltar a ser o que era, um time de tradição.

A Mesa da Velha Guarda do Botafogo Futebol Clube promoveu no final de novembro o 6º Encontro de Gerações de Craques, este ano denominado “De Machado a Marcão, Dedicação ao Botafogo Futebol Clube”. Henrique Salles, ex-jogador e um estusiasmado incentivador do evento fala que o objetivo, além da festa de confraternização entre os antigos craques de várias gerações, é promover o Botafogo, relembrando os feitos históricos e lutando para a equipe reencontrar seu caminho de glória. Nesta edição do Encontro, que teve como ponto alto boi e porco no rolete, compareceram cerca de 500 pessoas e 35 ex-jogadores marcaram presença como o goleiro símbolo Galdino Machado e Marcão, o atual guarda-metas. Entre os craques, a presença de Antoninho, Carlucci, Eurico, Calegari, Maciel, Ferreira, Egídio e Maxwell, além dos convidados Alfredo Sampaio e dr. Luiz Gaetani. A mesa da Velha Guarda, que é um espaço democrático, sem hierarquia, é constituída por: Luiz Tamburus (in memoriam) e Smar Bonagamba (fundadores), e Estanislau Lima (Lauro), Henrique Salles, Orlando Carlos Gabrielo, Murilo Lima, Pedro Sebastião Pereira, Pedro Aleixo, Clóvis Zampieri, Luiz Antônio Santarosa, Luiz Carlos Lopes de Camargo, Antônio Borges, Antônio Gilberto Pignata, Bernardo Barbosa, Asdrubal Trigo, Sílvio Martins e Laerte Alves.

Adriana Duarte A encarregada da Secretaria do Poliesportivo do Botafogo, agora também cuidando da gerência do clube, promete dinamizar incentivando esportes e promovendo festas.

A Velha Guarda do Botafogo

Torcedores comemoram encontro Em pé: Pinguim, Bento, Zica, Zé Catarim e Ché (André) Sentados: Saraiva, Alex, Macalé, Ézio, Walter e dr. Allan Kardec

Judô do Poli comemora troca de faixas Com cerca de 200 participantes, o Judô do Poliesportivo do Botafogo realizou um festival para entrega de faixas de graduação. O professor de judô, Ricardo Oliveira, faixa preta 3º dan, afirmou que se sente realizado vendo esportistas de 4 a 78 anos subir no tatame. O Poli também oferece, a partir de janeiro de 2007, escola de capo-

eira, com o contra-mestre Brechó. Com preços especiais e descontos para sócios. Mais informações, fone 3630-3003, com Adriana.


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Dezembro de 2006

cultura

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Todos os cantos da Vila Coral Amanhecer

O coral da Igreja Nossa Senhora do Rosário tem mais de 50 anos. Alguns de seus integrantes são da formação original. Cantando músicas sacras, inclusive em Latim, o grupo, que já teve 60 componentes, hoje tem cerca de 20. Já foi regido por Orlando Bernardi. Sua atual regente é a sra. Maria Eugênia Mazzei e a organista é a sra. Maria Cecília Ferrioli.

Coral Angelus

Alguns corais da Vila Tibé- especiais com músicas sacras; o um grande coral, com mais de rio, como o Harmonia Santa e coral Ângelus, formado por jovens, 30 vozes, que apresenta música o Batuíra, fazem apresentações canta músicas sacras e natalinas. popular e natalinas. E o Centro por toda a cidade. Nesta época de Na igreja Assembléia de Espírita Aprendizes do Evangefestas natalinas as apresentações Deus, o maior coral do bairro e lho, na rua Machado de Assis, tem acontecem principalmente na um dos maiores da cidade, com o coral Viva Voz, que canta pop, esplanada do Pedro II, na Ro- mais de 60 vozes apresenta mú- mpb e músicas natalinas. doviária e em alguns shoppings. sicas sacras e gospel. E a única A Secretaria da Cultura não Na Vila Tibério não foi pro- orquestra da Vila Tibério que programou nada para o natal gramada nenhuma apresentação também toca em eventos públi- tiberense e esses corais, que não em praça pública ou espaço ofi- cos, além de apresentações na tem finalidade lucrativa, querem cial. Para ouvir os nossos corais, é própria igreja. se apresentar em qualquer espaço preciso ir até uma igreja ou centro O Centro Espírita Batuíra tem da Vila Tibério. É só convidar. espírita. Vale a pena pois eles têm qualidade e estão entre os melhores da cidade. Na Igreja Nossa Senhora do Rosário, o coral Amanhecer, com mais de cinqüenta Coral Batuíra anos e formado em O coral do Centro Espírita Batuíra tem 12 anos e é formado por mais de 30 sua maioria por pessoas da terceira idade, componentes com idade entre 13 e 76 anos. Canta música popular e natalinas e se acompanha as missas apresenta em creches e asilos. Maria Alice M. Pizzato é a regente.

O coral de jovens da Igreja Nossa Senhora do Rosário está completando o seu terceiro Natal este ano. Tem cerca de 20 componentes e canta músicas sacras e natalinas. Tem projeto de ampliar seu repertório e suas apresentações. Fernanda Saviani é a regente e as estudantes de música Natália Cicilini e Nayara Regina Cândido são assistentes.

Coral Harmonia Santa

Coral Viva Voz

O coral do Centro Espírita Aprendizes do Evangelho, na rua Machado de Assis, existe há mais de cinco anos, com cerca de 20 componentes, de onze a 60 anos, e se apresenta em creches, asilos e entidades assistenciais. Canta bossa nova, pop, músicas sacras e natalinas. Tem a regência da professora de piano erudito Maria Angélica Cabral.

O coral da Igreja Assembléia de Deus quase 60 anos com mais de 60 componentes é o maior grupo da Vila Tibério. Canta gospel e músicas sacras. Tem pessoas com todas as faixas etárias. O músico militar Marcelo Matias é o regente e a tecladista Adriana Moraes é assistente.

Orquestra Filarmônica Assembléia de Deus

Com cerca de 30 componentes, é a única orquestra do bairro. Você conhece fato ou pessoa importante na história da Vila Tibério, ou quer sugerir alguma matéria, entre em contato. O Jornal da Vila é seu!

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Dezembro de 2006

Datas

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Principais datas da história da Vila Tibério 1880 - Tibério Augusto herdou as terras da atual Vila Tibério e, posteriormente começa a lotear os terrenos do futuro bairro. 1911 - Inaugurada a filial da Antarctica em Ribeirão Preto, que além de cerveja também fabricava gelo. 1912 - O Antigo Banco Construtor transfere a parte pesada de sua indústria para os galpões da Joaquim Nabuco.

1936 - Fundação do Centro Espírita Amor e Caridade. 1937 - Fundação da Igreja Assembléia de Deus de Ribeirão Preto. 1943 - Inauguração do Posto de Puericultura, cujo terreno foi arrecadado junto a moradores da Vila Tibério e doado ao Instituto de Proteção e Assistência à Infância e Higiene Pré-Natal. Hoje funciona o Centro de Saúde Escola, em uma parceria da Secretaria Municipal da Saúde com a USP. 1944 - Começa a funcionar o Círculo Operário, como filial dos Campos Elíseos.

1885 - Inauguração da Estação da Mogiana. 1903 - Denominação das ruas existentes na Vila Tibério pela Câmara Municipal.

1910 - Fundação da Sociedade Amiga dos Pobres.

1915 - Primeiro vôo em Ribeirão Preto. O piloto Luiz Bergmann decola, com seu pequeno avião, em um campo de pouso improvisado onde hoje fica o poliesportivo do Botafogo. 1919 - Inauguração da Igreja Nossa Senhora do Rosário. 1918 - Fundação do Botafogo Futebol Clube. (12 de outubro) 1921 - Inauguração da Escola Estadual Sinhá Junqueira. (29 de outubro) 1930 - Fundação do Centro Espírita Batuíra. (12 de junho)

1948 - Fundação do Lar Santana. 1954 - Criação do Parque Infantil de Vila Tibério (Emei Anita Procópio Junqueira) 1954 - Inauguração da Escola Estadual Santos Dumont. 1956 - Fundação do Tupy F.C. 1957 - Botafogo sobe para a 1º Divisão do Campeonato Paulista.

1958 - Inauguração da Cerâmica São Luiz. 1960 - Fundação (oficial) do Círculo Operário de Vila Tibério.

1967 - Cia. Antarctica Paulista assume o controle acionário da Cia. Cervejaria Paulista.

2000 - Em cumprimento ao termo de compromisso firmado com o Cade, a fábrica de Ribeirão Preto é vendida para a Kaiser, além da marca de cerveja Bavária e de outras quatro fábricas (Getúlio Vargas/RS, Camaçari/BA, Cuiabá/ MT e Manaus/AM). (novembro).

Porteira fechada Foto da plataforma de desembarque da Estação da Mogiana, em 1963 1968 - Demolição da plataforma da velha Estação da Mogiana e abertura da rua General Osório, que começava exatamente à frente da porta de entrada da estação velha, com a rua Martinico Prado, que era a sua continuação do outro lado. (janeiro).

1968 - O Botafogo muda seu estádio para o Santa Cruz, transformando o velho Luiz Pereira em poliesportivo. 1991 - Fundação do Jornal Verdade, pelo jornalista Wilson Toni, no início da rua Joaquim Nabuco. 1993 - Implantação da Administração Regional de Vila Tibério. 1999 - É anunciada a fusão da Companhia Antarctica Paulista e da Companhia Cervejaria Brahma, para criar a AmBev – Companhia de Bebidas das Américas. (1º de julho)

2000 - A Igreja Nossa Senhora do Rosário é elevada a santuário. 2002 - A empresa Molson adquire o controle acionário da Kaiser. 2002 - Criação da Distrital da Vila Tibério - a ACI Sudoeste. 2002 - Fechamento da Cerâmica São Luiz. 2003 - A Molson anuncia o fechamento da fábrica de Ribeirão. 2004 - Construção de um hipermercado na área da cerâmica. 2005 - Começa a circular em outubro o Jornal da Vila, que busca resgatar a história do bairro. 2006 - O grupo mexicano Femsa, maior companhia de bebidas da América Latina e segunda maior engarrafadora de Coca-Cola no mundo, adquire o controle da Kaiser. A área da Antarctica está agora nas mãos dos mexicanos.


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Proposta

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Região decadente da Alemanha vira pólo turístico

ETO

2 PE. FEIJÓ

1

1 JOAQUIM NABUCO

CASTRO ALVES

Praça Amim Calil

LUIZ DA CUNHA

RR FÁBIO BA

Em dezembro de 2005, o Jornal da Vila apresentou uma proposta para a área da antiga fábrica de cerveja que a princípio, como ficou frisado na época, poderia parecer maluquice, mas, na verdade, solucionaria muitos problemas do bairro e da cidade como um todo. Além da revitalização de todo entorno, com a revalorização dos imóveis e dos pontos comerciais, seria possível amenizar os problemas das enchentes, preservar o patrimônio histórico para uso de secretarias, desonerando o município do aluguel mensal, além de propiciar solução viária com nova ligação com o Centro e criar nova região com área verde. A PROPOSTA - Nos vértices do quadrilátero poderiam ser construídos edifícios comerciais (1). O vértice 2 é ocupado pela Divisão Regional Agrícola do Estado de São Paulo. A área poderia abrigar um parque, fechado com grades para evitar o uso indevido. Seria possível a abertura da rua Joaquim Nabuco, ligando-a com a rua Mariana Junqueira, onde já existe uma ponte sobre o ribeirão, dando nova opção de escoamento para a região oeste da cidade, e a ligação da rua Padre Feijó com a avenida Fábio Barreto. Seriam preservados alguns elementos arquitetônicos originais com valor histórico num projeto que integrasse turismo, cultura, lazer, esportes, comércio, aproveitando as estruturas já existentes, revalorizando toda a região. Além disso, poderia se pensar no desvio de parte do leito do ribeirão Preto, tirando a junção dos rios em ângulo reto, diminuindo o impacto das cheias nas avenidas Jerônimo Gonçalves e Francisco Junqueira.

MARIANA JUNQUEIRA

Área da Antarctica pode mudar a cara de Ribeirão

O quadrilátero da Antarctica com a possível abertura viária

Exemplos de revitalização não faltam. Buenos Aires e Montevidéu recuperaram a zona portuária, a partir de investimentos no turismo e na cultura, onde hoje, turistas brasileiros deixam milhões de dólares anualmente. No Rio de Janeiro o bairro da Lapa passou por uma série de intervenções do poder público, deixando de ser uma região de drogas e prostituição para se tornar um ponto turístico, com restaurantes e casas noturnas. Os investimentos nesta área dariam novo alento a uma região deteriorada socialmente, e o retorno seria benéfico não só para a Vila Tibério, mas também para o centro da cidade que teria toda sua dinâmica modificada. O comércio e a população sairão ganhando e Ribeirão Preto, com certeza, vai mudar de cara. Fernando Braga

O entretenimento, o turismo, o design e até o verde estão mudando a fisionomia dos antigos complexos industriais de uma das regiões mais decadentes e feias da Europa. O vale do Ruhr, antigo coração industrial da Alemanha, virou atração turística no país sem esquecer seu passado fabril. Os mais de 3 milhões de turistas, alemães e estrangeiros, geram 1,5 bilhão por ano para a economia local. Dois terços dos visitantes vão à região pelo turismo de negócios, mas a idéia é que eles fiquem alguns dias a mais no final de seus congressos. A região abriga um fórum de design e arquitetura, com estandes instalados em uma antiga usina de lavagem de carvão; um festival de música; shows em uma termoelétrica adaptada; e um festival de teatro ocupa siderúrgicas abandonadas. Novos museus e centros de convenções serão abertos até 2009. A transformação contrasta com a história do Ruhr, que deve sua (má) fama de antiga região mais poluída e sem charme da Europa às centenas de minas de carvão e siderúrgicas. A imagem de Cubatão no Brasil dos anos 80 foi parecida com a que o Ruhr carregou por décadas. Nos anos 70 e 80, várias minas se esgotaram, e as fábricas mudaram para países do Terceiro Mundo. O maior símbolo desse renascimento é Zollverein, em Essen, tida como a fábrica mais bela da Europa e declarada Patrimônio Cultural da

Humanidade pela Unesco. Inaugurada em 1932, foi desenhada por arquitetos da Escola Bauhaus, pioneira do modernismo. Zollverein ganha diversas novas funções depois de um plano diretor concebido por Rem Koolhas, vencedor do Pritzker, o Nobel da arquitetura, em 2000. Nos últimos anos, os governos alemão e regional e a União Européia investiram 110 milhões para recuperar o complexo. Ali, foi instalada a maior pista de patinação da Europa, além de piscinas públicas, restaurantes, teatro e centros para exposições. Um museu interativo de ciências foi inaugurado para atrair escolas de toda a Alemanha. Por toda a região, foi criado um cinturão verde, uma sucessão de parques horizontais por 400 km que praticamente ligam todas as cidades. O principal deles é o Parque Norte, que aproveitou fornos e as minas abandonadas da antiga siderúrgica da Thyssen.

O paisagista Peter Latz criou jardins dentro das antigas fábricas, trepadeiras que percorrem as usinas e árvores competindo com as chaminés. É um parque lúdico, onde as paredes das construções foram transformadas em muros de escalada. O verde invadiu um antigo símbolo de poluição. Em Essen, armazéns abandonados, muito parecidos aos da Barra Funda, da Mooca ou do Brás em São Paulo, foram alugados com subsídios para novas empresas de jovens da região, que se responsabilizam pela manutenção e adaptação dos espaços. Estúdios fotográficos, empresas de internet, de design e de moda se instalam nos velhos armazéns. O prefeito que transformar os prédios da Antarctica e os galpões do Antigo Banco Construtor em áreas de cultura e recreação será lembrado para sempre como o “estadista” que tirou a cidade do marasmo.


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Gente

Rossi, uma família de pioneiros Stéfano Rossi nasceu na cidade de Rovigo, na Itália, e emigrou para o Brasil em 1892, com a esposa e o filho Antônio, que iria completar 4 anos. Vieram para uma fazenda em Cravinhos, onde o senhor Stéfano trabalhou por muitos anos e depois faleceu. Antônio aprendeu diversos ofícios. Já moço foi trabalhar na zona rural de Serrana, onde se casou com Catarina Campaner Rossi. Aos 26 anos sofre um acidente, quando a carroça com que trabalhava tombou sobre sua perna que ficou gravemente fraturada e que posteriormente foi necessária a sua amputação devido a uma grangrena. Antônio Rossi mudou-se com a família para Ribeirão e depois de passar por várias profissões resolveu ser mascate. Adquiriu um carrinho especial e um cavalo, passou a vender as mais variadas espécies de artigos de interesse dos colonos. Partia cedo para as fazendas próximas. Em 1923, Antônio Rossi com 35 anos, graças aos seus labores, se estabelece na Vila Tibério com uma selaria, onde conseguiu uma vasta clientela e passou o resto de sua existência.

Teve muito filhos que frequentaram colégios e depois ocuparam as mais diversas profissões. Entre eles destacamos Olímpio Rossi, que foi vereador reeleito em diversas legislaturas (ver matéria ao lado). Antônio Rossi adorava o Brasil que sempre elogiava em conversas com os filhos e amigos. Era um getulista fervoroso e no esporte, palmeirense e botafoguense de coração. Faleceu em 1965, com a idade de 78 anos. Uma das primeiras tipografias do bairro de Vila Tibério foi fundada por Mário Rossi, outro filho de Antônio, que foi empregado na Livraria VaIada aos 14 anos e também na Casa Beschizza. Em 1948 o jovem Mário foi trabalhar em São Paulo onde permaneceu um ano e meio. Quando retornou montou uma tipografia no início da rua Duque de Caxias, depois mudando para a rua Conselheiro Saraiva, na Vila Tibério. A tipografia, inaugurada em janeiro de 1957, foi uma das primeiras a ser instalada no bairro. Ao lado, ficava o Escritório Rossi. A direção da tipografia ficava a cargo do Irineu, o escritório aos

cuidados de Ivan e a copiadora offset sob o comando de Renato, todos filhos de Mário Rossi. De acordo com Prisco Prates, no livro “Ribeirão e os seus homens progressistas”, Mário Rossi, o fundador da tipografia e do escritório ocupou vários cargos: Foi presidente do Sindicato dos Gráficos e vice-presidente da Confederação dos Gráficos do Brasil. Fez parte do primeiro diretório do Partido Trabalhista Bra­sileiro (PTB). Foi presidente da Associação de Pais e Mestres do Grupo “Sinhá Junqueira”. Fez parte da Comissão junto ao presidente Getúlio Vargas para a instalação da Rádio 79 de nossa cidade. Foi presidente da Liga de Bochas de Ribeirão Preto, no ano de 1978. Presidente do Círculo Operário de Vila Tibério e também vice-presidente por diversas vezes. Por todos estes serviços prestados, recebeu o medalhão do Centenário da Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Exerceu os cargos de secretário da administração, coordenador do trânsito e diretor de trânsito na administração do prefeito Antonio Duarte Nogueira. O pai dos dez irmãos Rossi, sr. Antônio Rossi, está sepultado no cemitério da Saudade. Em homenagem póstuma, os seus filhos e netos colocaram no seu jazigo uma placa em sua homenagem, com os dizeres: Antônio Rossi “Vô Antônio”. A Câmara Municipal também o homenageou dando o seu nome a uma das ruas do Jardim Independência.

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Olímpio Rossi: um grande representante da Vila Tibério Em 1948, dos 21 vereadores da nossa Câmara Municipal, 6 pertenciam à Vila Tibério, sendo três deles do extinto PTB. Foi nesse ano que Olímpio Rossi exerceu seu primeiro mandato seguido de outros três, sempre se elegendo na Vila Tibério. Depois, afastado da vida pública, ele foi gerente da 2M Distribuidora de Confecções Ltda, na esquina das ruas Padre Feijó com Martinico Prado. Lançado na política por João Sperandio e por Getúlio Vargas, ele foi integrante tanto do PTB como do PNT, numa época em que reinava um mar de siglas: UDN, PST, PDC, PSP, PSP, PRT, MTR, PSB, PRP e PL. Para definir os velhos tempos, Olímpio Rossi dizia que “a política era feita por chefões, quem tinha mais dinheiro mandava mais. Tinha muitos coronéis com poderio para trocar, derrubar ou eleger candidatos para os mais importantes cargos”. Em 1963, por um voto, Olímpio não conseguiu sua reeleição - seria a quinta - e, a partir de então, desistiu da política. Mas ainda conservou os bons momentos da época “quando o povo da Vila, tinha importância vital para as eleições municipais”. - Em 1948 fizemos 6 vereadores dos 21 eleitos, lembrava sempre. Era um período de grandes conquistas para o bairro, com sua luta para levar calçamento, água e luz para os moradores ou quando Arthur Franklin de Almeida, então vereador, transformou Vila Tibério em subdistrito. Olímpio afirmava que não existia povo melhor que o da Vila e afirmava que era preciso trabalhar por três projetos em favor do bairro: - Precisamos de um grande hospital pois a demanda de nossa população já exige, também por ambulatório médicos do INPS e faltam galerias pluviais em quase todas as ruas. Olímpio considerava o ingresso do Botafogo na Divisão

O ex-vereador Olimpio Rossi Especial como a data mais festiva na história do bairro, lembrando que a morte de Getúlio Vargas foi o episódio mais triste. Acreditava que a Vila precisava mudar de nome. Mas que o nome devia ser alterado somente depois de um plebiscito. O próprio povo deveria escolher. Ele só não concordava que o bairro passasse a se chamar Botafogo, pode até ser Tiberópolis, dizia ele. Segundo Olímpio, a Vila Tibério, em comércio e indústria, disputa em condições de igualdade com o centro da cidade. - “Principalmente - explica depois da abertura da Mogiana tornando-se uma nova cidade dentro de Ribeirão Preto. Temos o Rosifini, a Antarctica, a Indústria de Vidros Santo Antônio e outras mais, que empregam centenas de funcionários”. Não bastasse isso, ele dizia que o Botafogo sempre foi um gigante a lutar pela Vila Tibério, “na época do amadorismo então, só existia muito amor à camisa”. Julgando por esse prisma, ele garante que o Botafogo deu grande impulso ao bairro, “e, espiritualmente continua aqui como antes”. Sobre o futebol de antigamente, lembrava as grandes partidas que chegou a assistir, “até mesmo Come-Fogos históricos, com muita rivalidade. Só que na ocasião - relatava - se o time era um gigante, não tinha homens como Jorge Vieira e Benedini”. Olímpio Rossi faleceu em 1979, aos 65 anos.


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História

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Igreja Assembléia de Deus, há 70 anos na Vila Tibério

Igreja Assembléia de Deus, na rua Álvares de Azevedo

Pastor Santana, o atual presidente com o secretário geral Pastor Elias (em pé)

Natal

Mensagem do Pastor Santana Natal é uma celebração do dia do nascimento de Cristo, atualmente observado no dia 25 de dezembro. A primeira evidência histórica da celebração do dia do nascimento de Cristo na história foi na época de Hipólito, Bispo de Roma, na primeira metade do século III D. C. A princípio ele escolheu a data de 2 de janeiro e assim foram mudando, até que entre os anos 32 a 354 D.C. a festa do natal foi transferida para o dia 25 de dezembro. A Bíblia não nos dá a data do nascimento de Jesus Cristo, mas

sim a certeza de que Ele nasceu. Como cristão que sou, analiso da seguinte forma: o importante não é a data, e sim a certeza que Ele é o meu Senhor e meu Salvador, Sol da Justiça, Luz do Mundo e Príncipe da Paz. O sol da justiça nasceu numa pequena manjedoura, o mundo inteiro conhece o seu nome, Jesus veio, venceu e dissipou as trevas da ignorância. Ele, como vencedor nos diz: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Pastor Santana

Para os fiéis da Igreja Assembléia de Deus, a Vila Tibério é a capital, não só de Ribeirão Preto, mas é a matriz de um campo (como é a denominação oficial) que ocupa grande parte da região se estendendo até o Sul de Minas. A fundação da Igreja aconteceu no início do ano de 1937, na rua Dr. Loyola, entre as ruas Barão de Cotegipe e a Conselheiro Saraiva, e o primeiro culto foi ministrado no dia 1º de maio pelo seu fundador, o pastor americano Gustav A. Bergstrom. Segundo o vereador Wandeir Silva, que é um estudioso da história da Igreja, a Assembléia de Deus é brasileira e teve início em Belém do Pará no ano de 1911. Em 1947 foi fundado o coral e em 1950 foi ministrado o primeiro culto da mocidade, inteiramente feito por jovens. Depois a Igreja foi transferida para a esquina da Dr. Loyola com a Conselheiro Dantas e finalmente, em 11 de abril de 1981 foi inaugurada a nova sede, na rua Álvares de Azevedo, que é matriz do Campo de Ribeirão Preto. Pastor Santana é o atual líder da Igreja desde 1984. Antes pastoreou em Santo André e em Franca por 8 anos. A igreja, por meio do Centro de Assistência Social Fonte de Elim, atende os mais necessitados com cestas básicas e mantém a Casa de Recuperação Revidas, para dependentes químicos. No campo cultural, possui um dos maiores corais da cidade, com mais de 60 vozes e quase 60 anos e uma orquestra filarmônica.

O segundo pastor, Theodoro Stohr e família

Mas, a grande obra está em andamento. A Igreja está construindo, em uma área de 34 mil metros quadrados, próxima à Via Norte, um grande ginásio parecido com a Cava do Bosque, mas com capacidade para 12 mil pessoas, para os grandes eventos. - É um grande desafio, diz o pastor Santana, mas tudo está sendo feito com passos curtos e firmes. E seu sonho, que vai se tornando realidade não termina aí. - Depois vamos implantar uma escola de 1º e 2º graus, afirma satisfeito. Mas antes vamos fazer as comemorações dos 70 anos da Igreja em maio de 2007, salienta. Agradecemos ao vereador Wandeir Silva, estudioso e freqüentador da Igreja Assembléia de Deus há quase 30 anos, pelas fotos dos fundadores.

Pastor Bergstromcom a família

Pastor Gustav A. Bergstrom fundou a igreja em 1937

Pastores da Igreja Assembléia de Deus 1º - Missionário - Pastor Gustav A. Bergstrom (fundador) 2º - Missionário - Pastor Theodoro Stohr 3º - Pastor Paiva 4º - Pastor Veloso 5º - Pastor Aristóteles 6º - Pastor Marinésio 7º - Pastor Luiz Almeida do Nascimento (construiu o templo sede) 8º - Pastor Joaquim Marcelino 9º - Pastor Aristóteles 10º - Pastor Santana (atual)


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Gente

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O presidente da ACI Francisco Pinghera e a esposa Virginia com Tânia e Mário Muraca o superintendente da Distrital Sudoeste Vila Tibério, no Jantar da Facesp, realizado no Clube de Regatas Eles são destaques em nossa cidade: a arquiteta Ana Vendramini com o médico Wagner de Paula Ferreira saboreiam paella pilotada por Pirika Marchesi no Chateau de Leo Palandre. Ele é filho de Wilson de Paula Ferreira, antigo proprietário do Bar do Seu Wilson que hoje é a Toca da Pantera.

Eumo, quando recebia homenagem da Ordem dos Velhos Jornalistas, em 1975 e sua filha Rita Helena e a esposa Jurema Tassinari do Nascimento

Eumo foi redator chefe do Diário da Manhã Eumo Francisco do Nascimento nasceu em 1937, em Batatais, e seus pais, o tenente da PM José Frederico do Nascimento e dona Elvira, vieram com os filhos para a rua Dr. Loyola, em meados da década de 40. Rosane Cury, Rachid Ramis R.Cury, Antônio Marcos Barbin e Victória Barbin no Jantar de 35 anos da Unimed realizado no Coliseu Lona Branca, que teve decoração da Galeria das Flores com rosas vermelhas, lustres de cristal e tapetes persas. Dr. Rachid é filho do antigo proprietário do Bar Beija-flor

Em mesa de amigos, com cerveja gelada, petiscos bem elaborados e boa conversa não pode faltar, Eliana Kameoka, Márcia Escaleira, Marcus Bonagamba e Sueli Calil Dib da Integral Convênio Odontológico, que começou na Vila Tibério e já ganhou a cidade Marcelo Augusto Fávero Silvério (estudante de Fisioterapia) e Amanda Pignata Otoboni (estudante de Farmácia) desfilaram em novembro na Sociedade Recreativa. O evento, que teve a participação de cabelereiros e maquiadores famosos como Eric Moraes e Carrasco, foi destinado para profissionais da beleza e teve o patrocinio da Ramavi. Os modelos se apresentaram com performance e show. Marcelo é filho da farmacêutica Célia Fávero Silvério, da Flor & Erva e Amanda é filha do delegado do 3º Distrio Policial da Vila Tibério, dr. Cláudio José Otoboni

Eumo trabalhou no jornal O Diário e Diário da Manhã, onde foi redator-chefe. Depois de alguns anos em Santos, voltou para Ribeirão Preto, trabalhando como free-lancer. Morreu em 1988, aos 51 anos.

Padre Júlio comemora 13 anos de ordenação O padre Júlio César Melo Miranda, completou 13 anos de ordenação, no dia 8 de dezembro. Após a missa, que foi brilhantemente acompanhada pelo coral Amanhecer, ele foi cumprimentado pelos fiéis.

Vanessa e Júlia

Princesa dos Comerciários

O Concurso de Miss Comerciários de 2006, realizado no dia 11 de novembro passado, teve a presença 14 candidatas. A Nacional Hospitalar, de José Cabrera, teve duas participantes, ambas do telemarketing. Vanessa Degani, que ficou em 2º lugar e Júlia Cristina Bonilha Cruz. Vanessa, que adora dança de salão, já participou do concurso ficando em 3º lugar ano passado. Júlia gosta de dançar e ir ao cinema.


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Gente/saúde

Foto Tony Miyasaka

Recebemos do sr. Antônio Luiz Antequera Cabral uma carta do patriarca de uma família que sempre se orgulhou de ser tiberense.

Orientação Farmacêutica Arlete Faria de Freitas

Farmácia Camomila e Bem-me-Quer

Família Serrano Cabral

Faremos, eu e Mercedes, agora em maio de 2007, Bodas de Ouro, a maior parte na Barão de Cotegipe esquina com a Piratininga. Ali criei meus filhos de 1957 até 1966 como funcionário da antiga Cia. Antarctica. Passei em concurso do Banespa e estive ausente da Barão de Cotegipe de 1966 até 1969, vivendo em Andradina, terra dos Moura Andrade. Quando retornei para Ribeirão – Barão de Cotegipe, até 1972, quando fui nomeado procurador do Banco e fiquei de 1972 até 1985 em Igarapava, retornando a nossa cidade e vindo a ocupar minha residência naquele endereço. Há alguns anos Atílio Rossi, no comando do Departamento da Prefeitura na Vila Tibério, criou um jornal e nós, como outro amigo, sugerimos o nome Tiberense, aprovado por todos e fomos até agraciados com cartões de prata pelo feito. Meu sogro, Antônio Serrano, eletricista da Rodrigues Alves, já falecido, foi botafoguense roxo, como tal nunca vi. Pois é, nesta querida Barão de Cotegipe quase no seu final, criei André Luiz Serrano Cabral, como eu, aposentado do Banespa Santander (eu, só do Banespa, ainda não tinham encampado), Alberto Luiz Serrano Cabral (no Santander Banespa de Sertãozinho), Sérgio Luiz Serrano Cabral (auxiliar de farmácia), Silvio Luiz Serrano Cabral, (Chaveiro Cabral – Rua Paraíso – ao lado Farmácia Santana), Adriano Luiz Serrano Cabral (AC Cofres, especialista em cofres de bancos), Ana Lúcia Serrano Cabral (funcionária da Embratel) e Elaine Cristina Serrano Cabral (funcionária da Renault Veículos). Eu e Mercedes Serrano Cabral estaremos em maio/2007 completando 50 anos de casados (Bodas de Ouro). Antônio Luiz Antequera Cabral

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ACNE

A Vila Tibério, na década de 50, fotografada por Tony Miyasaka

Livro de Tony Miyasaka Foi lançado um livro de fotos feitas por Tony Miyasaka entre 1950 e 1970. É um documento importantíssimo de uma época recente da história de Ribeirão Preto. Acima reproduzimos uma foto aérea da Vila Tibério, com destaque para o estádio Luiz Pereira, antes da

construção da arquibancada de cimento nas “cativas”. O livro está à venda nas livrarias de Ribeirão Preto.

Acne vulgar ou juvenil, uma das dermatoses (doenças da pele) que mais afeta os adolescentes de ambos os sexos, é uma afecção que atinge o conjunto pêlo e glândula sebácea pela obstrução dos folículos. Esta obstrução é ocasionada por aumento da produção e secreção sebácea, proliferação e ação das bactérias (P. acnes) e conseqüente reação inflamatória local. As lesões podem ser caracterizadas por comedões (cravos), pústulas e nas formas mais graves, por abscessos, cistos e cicatrizes de graus variáveis. Em alguns casos, estas lesões são mínimas e quase imperceptíveis, mas em outros se tornam evidentes, perturbando a qualidade de vida e desencadeando muitas vezes problemas emocionais. Quando as lesões são muito extensas necessitam obrigatoriamente de cuidados médicos pela sua gravidade. Os cosméticos para peles acnéicas têm principalmente duas funções: reduzir a atividade sebácea e o controle dos microrganismos que causam as lesões. Devem também atuar na manutenção do pH natural da pele, na hidratação cutânea e na proteção contra as radiações solares, pois o excesso de sol espessa a camada córnea facilitando assim a obstrução do folículo do pêlo e conseqüentemente o aparecimento da acne. Principais cuidados com a pele acnéica:  Não espremer as lesões para evitar o risco de formação de cicatrizes. Caso seja necessária a limpeza de pele para acelerar a resposta ao tratamento, recorrer a um profissional capacitado.

 Utilizar produtos anti-sépticos locais pela manhã e à noite. Estes produtos devem ser bem formulados de modo a não retirar exageradamente toda a oleosidade da pele, também não é recomendado o uso de sabonetes muito alcalinos como os sabonetes comuns. Usar sabonete neutro suave e lavar a pele delicadamente, sem esfregar, duas vezes por dia,  Proteger a pele do sol usando filtro solar.  Usar cosméticos na forma de gel ou gel-creme "oil free" formulados com matérias-primas não comedogênicas e preferencialmente hipoalergênicas evitando assim o aumento da oleosidade da pele.  Alimentação:- pode influir ou não na evolução da acne. Percebendo que suas lesões pioram com determinados alimentos, evite-os.  Procurar um dermatologista no caso de acne severa. Alguns medicamentos usados no tratamento da acne são de venda livre (sem tarja vermelha) enquanto outros necessitam obrigatoriamente de prescrição médica. O Farmacêutico como Profissional de Saúde, através do exercício da Atenção Farmacêutica, não faz alterações de receitas médicas nem indica medicamentos que necessitem de prescrição médica, mas pode ajudar a identificar e orientar àqueles que o procuram sobre o uso de cosméticos que melhoram a aparência da pele acnéica ajudando assim na busca da melhoria da qualidade de vida. Um Feliz Natal a todos e um 2007 repleto de alegrias

Dúvidas sobre medicamentos e manipulações podem ser esclarecidas nas seguintes farmácias da Vila Tibério: Camomila e Bem-me-Quer - Fone: (16) 3630-3598 - R. Martinico Prado, 1.181 Ética - Fone: (16) 3610-6501 Rua Luiz da Cunha, 839 Pharmacos - Fone: (16) 3625-5371 Rua Conselheiro Dantas, 1.087 Doce Vida - Fone: (16) 3625-8172 Rua Bartolomeu de Gusmão, 763 Flor & Erva - Fone: (16) 3636-8623 Av. do Café, 375


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Se essa rua fosse minha...

Álvares de Azevedo

Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultra Romântica, Byroniana ou Mal do Século), contista, dramaturgo, poeta e ensaísta. Passou a infância no Rio de Janeiro e ali iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por suas produções literárias. Destaca-se pela facilidade que tinha em aprender línguas e pelo seu espírito jovial. Na faculdade, traduz o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; e Parisina, de Lord Byron; funda a revista da

Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849);faz parte da Sociedade Epicuréia; inicia o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não chegou a concluir o curso pois adoeceu de tuberculose pulmonar. Morreu com 21 anos incompletos. A sua obra compreende: Poesias Diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, Vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos Vinte Anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras.

Álvares de Azevedo – a Rua A rua Álvares de Azevedo começa na rua Padre Feijó e termina na avenida Antônio e Helena Zerrener. Nas primeiras quadras residem as famílias Bastos, Arantes, Teles, Hussein, Dozeto, Cicilini, Marchi, Zampolo, Epifania, Salla, Moraes, Terra e do sr. José Luís. Está há mais de 30 anos o mecânico de motos Vitor Canova. Estão a Etal Tipografia, a cabeleireira Rita Palucci e a Reproarte. Residem as famílias Ribas, Carniceiro, Adorni, Castro, Oliveira, Seabra, Spinelli, Simões, Lopes, Rodrigues, Moura, Zaradin, Saiani, Braga, Bizaia, Zanatto, Pinheiro, Carvalho, Mota, Marasco, Baeta, Moreno, Brassaroto, Coleto, Soares, Sorbo, Rabelo, Dias, Palhares, Restino, Turim, Ferreira, Martineli, Sacilotto, Garcia, Reghini, Daguano, Toste, Vitor, Tornich, Satzsinger. Fica a matriz regional da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. Residem as famílias Rossin, Monteiro, Bianchi, Andrade, Casuello, Bifi, Saldanha, Pandolfi, Doracense, Bighetti, Fabbracini, Rodrigues, Natiali, Simões, Lima, Mota, Squarca, Kutimoto, Saraceni, Menegheti, Maruci, Ramos, Zamoner, Massaroto, Fernandes, Furtado, Casanova, Fonzar, Hussar, Flores, Marcolino, Crastello, Dhonat, Parra, Coelho, Lins, Bonfá, Jardim, Escarparo, Neves, Alves, Cândido. Estão localizadas as empresas Desintupidora Galvan, a Encadernadora Ana Maria, a Chama Azul Fogões, o Chaveiro Confiança, o Judô Wazá, a Sandrini Ar Condicionado, a Suzy Presentes e a Funilaria União. João e Cleusa Mestrinel tiveram armazém na esquina com a Conselheiro Saraiva. Depois foi de Davi Salomão. Morou o sr. Antônio Zola, que foi comerciante e teve box no Mercadão. Hoje mora sua filha Alzira Aguiar Zola casada com Rubens Bianchi. Mora o representante comercial Rubens José da Silva.

Reside a família de dona Maria Bernardino Quintiniano Jorge, a dona Maria do 3º Distrito e os filhos Ditinho, diretor de esportes do Botafogo e Selma Elizabeth, que cantou no coral da Igreja. Morou a professora de piano Nilse, o Joanin taxista. Reside dona Dirce Mansano, o filho Edson, a esposa e filhos. O Moacir tem um bar muito aconchegante na esquina com a Epitácio Pessoa. Na lado oposto fica a Grafimel, que pertencia ao Babá e agora é dirigida pelos filhos. Moram as família de Antônio Silva, PM reformado e a de Vanderlei Simões. Na esquina com a Paraíso fica a Mercearia Canto da Vila, pertencente à Dalva, que está no local há 23 anos e há dez vende também material evangélico. Na esquina com a Dois de Julho fica o bar do corintiano Lauro Soares Mendes. Moram as famílias dos PMs reformados Nelson Spagnol e de Lacir Santo Nicola, casado com a sra. Nadir. Morou a família de Atílio Ravagnoli e Erotildes, ambos falecidos, pais de João e Tico (falecidos), e de Pedro, Ana, Satílio, Marilda, Erotildes e Fernando (o único que ficou morando na velha casa). Moram as famílias do Major Leonardelli, de Guilherme Roberto, de Guilherme Abrantes, que trabalhou na Antarctica durante 35 anos, Manoel Gomes, que trabalhava na Matarazzo, e a família do sr. Luiz Santos Giagio, que consertava bicicletas em uma oficina na Luiz da Cunha. Moram as famílias Amarante, Ambrósio, Tobias, Araújo, Bertazzo, Rosário, Abranovic, Kava, Castro. O jornalista Nicola Tornatore reside com a família nesta bela rua. A Sociedade Espírita Anjo Ismael tem sua sede quase no final da rua. Se alguém não foi lembrado, favor enviar email para jornaldavila@gmail. com ou ligar para 3011-1321 e falar com Fernando.

ESPECIAL

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Miguelzinho guardou a nota por 50 anos Na manhã de 26 de novembro de 2006, Miguel Clemente, de 74 anos, o Miguelzinho da Cerâmica São Luiz, acordou e foi buscar a cédula de 2 cruzeiros que ele havia deixado, há 50 anos, dentro de um livro que foi colocado em uma pasta que ficou guardada na gaveta de uma escrivaninha no seu pequeno escritório improvisado na edícula no fundo de sua casa. Ligou para o proprietário da Casa da Borracha, Bernardino Sciência da Silva, e perguntou se o antigo colega da cerâmica poderia atendê-lo, pois tinha assunto muito importante para tratar. Bernardino teve uma surpresa quando Miguelzinho apresentou a nota com a data de 26 de novembro de 1956, escrita a caneta, e com uma assinatura. Naquele dia Bernardino, que também trabalhava na parte administrativa da cerâmica, brincou com Miguelzinho, dando a nota de presente de aniversário, dizendo que era para ele apresentá-la depois de 50 anos. O que Bernardino jamais imaginou foi Miguelzinho guardar a cédula por tanto tempo e apresentá-la no prazo combinado. Depois de conferir a nota e a assinatura, chegaram a uma acordo, prorrogando a apresentação da nota por mais 30 anos. O Jornal da Vila vai conferir a reapresentação.

Patrimônio

Algumas pessoas trabalham em um mesmo local por muitos anos e tornamse referência profissional. O barbeiro Vanderlei Gabriel que atende, desde 1962, na Barão de Cotegipe quase esquina com a Álvares de Azevedo é um patrimônio da Vila Tibério.

Miguelzinho trabalhou para o grupo de 1954 até 1996


Jornal da Vila - n15 - dezembro de 2006