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Ribeirรฃo Preto, julho de 2006 - ano I - nยบ 10


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Julho de 2006

OPINIÃO

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Nesta edição, artigos do escritor Luiz Puntel e do veterinário Wagner Couto Benedetti sobre a Escola Estadual Alberto Santos Dumont e matéria sobre Garcinia da farmacêutica Arlete Faria de Freitas

Sou do Santos Dumont Na década de 60, os colégios considerados “fortes”, ou seja, de ensino coerente, eram os colégios oficiais como Otoniel Mota, Thomas Alberto Whately, Cônego Barros, Santos Dumont entre outros. Iam para os colégios particulares os alunos que tinham dificuldades ou que não queriam nada com os estudos. Com o advento do neoliberalismo, do avanço tecnológico, da globalização desenfreada, quando o ensino virou sinônimo de lucro, por meio do famigerado sistema de ensino, e os mantenedores viram no ensino mais uma fórmula mágica do mesmo lucro, houve a inversão. Lógico que isso não foi um fenômeno educacional apenas. Em outras áreas ocorreu também a inversão. Um outro exemplo interessante é o do vestuário. Só comprava “roupa pronta”, como se dizia na época, os mais carentes. A parcela da população mais remediada mandava a peça de pano para a costureira ou o alfaiate. Hoje, fazemos questão de exibir a etiqueta desta ou daquela grife, como sinal de status. Mudaram os tempos, ou mudei eu? perguntaria Machado de Assis, espantado. Mas, voltando ao Santão, como chamávamos ao querido Santos Dumont, escola de elite de então,

Informativo mensal com circulação na Vila Tibério Tiragem: 5 mil exemplares jornaldavila@gmail.com Editora Braga & Falleiros Ltda. ME

Fone: 3610-4890 Jornalista responsável: Fernando Braga - MTb 11.575 Impresso na Gráfica Verdade Editora Ltda.- Rua Coronel Camisão, 1184 - Ribeirão Preto

as vagas eram disputadas. Acorriam para lá alunos da cidade toda. Lembro-me que morávamos na rua São José, no centro, mas íamos, cortando a Duque de Caxias e a Luiz da Cunha todinha, a pé pro Santão. Naquela época, a porteira da Mogiana - piuí-piuí-piuí - dividia a querida Vila Tibério do centro da cidade. E o estresse maior que tínhamos era correr correndinho para pegar a porteira aberta. Um vez fechada, as máquinas em manobra, demorava demais, e passar pelo mijado e fedorento túnel que havia era aventura a que não nos arriscávamos. Lembro-me que as cercanias do Santão era só mato. Volta e meia, os alunos saíam tocando as vacas das chácaras vizinhas. De sábado, os alunos podiam ir sem uniforme e levavam os hoje desaparecidos long plays para a sala de aula. Depois do recreio, havia um momento para falarmos de nossos gostos musicais e dos livros que estávamos lendo independente do currículo escolar. Bem diferente das insossas apostilas modulares do sistema de ensino, não? E os professores, então? Todos amigos, próximos, companheiros. Dedê, Vicentão, Celso, James, entre tantos outros verdadeiros mes-

tres. Vicentão era professor de Português e amava teatro. Quantas vezes depois das aulas regulares, os alunos não ficavam lá ensaiando teatro? E os concursos de poesia que ele coordenava? Santo Deus, como aquele tempo foi rico na construção da cidadania de todos nós? Lembro-me que ele era professor de indicar e emprestar livros. “Puntel, leia esse daqui, ó! Você vai gostar.” Foi assim que me interessei por literatura. Foi pelas mãos dele. Estudava-se Latim, Filosofia, Sociologia, entre outras matérias importantes. Depois veio a Redentora Revolução, os acordos MecUsaid, os militares calaram a boca dos alunos, juntaram o Clássico e o Científico, criando o Colegial e o ensino oficial foi perdendo força para os sistemas de ensino, lucrativos e reducionistas. Mas, até hoje, quando encontro alguém daquela época, conversamos sobre os professores, os colegas de escola. É muito comum um apontar pro outro e dizer “Cê é do Santos Dumont, né?” Quarenta anos são passados, mas continuamos a “ser do Santos Dumont!” Recentemente, vi na TV um deles: o Roberto Tardelli, promotor do caso Suzanne Richthofen. Chamei a Sônia, minha esposa, que também é “do Santos Dumont”: “Sônia, corre aqui, vem ver o Tardelli, do Santos Dumont.” Ela ri, e diz, na maior inocência: “Nossa! Ele não mudou nada, hein?” Não, ninguém mudou nadinha. Estamos como na década de 60, apesar da barriguinha, dos cabelos brancos; afinal, somos do Santos Dumont.” É, não tem jeito! Talvez até no Céu, para onde todos iremos, São Pedro pergunte, assim que chegarmos: “Cê é do Santos Dumont também?” Diante da assertiva, ele, bonachão, dirá: “Então, pode entrar!” Luiz Puntel, um eterno aluno do Santão!

Colégio Santos Dumont Trinta anos se passaram e me lembro da caminhada diária para o colégio. Tenho a impressão que ali começava a minha aula... Eu saia de casa bem depois da aurora e assim, era na rua Aurora que começava o meu dia. Descia a rua Paraíso que na época tinha uma placa com a grafia antiga Paraízo - com z ou com s? Depois eu virava na Álvares de Azevedo e, em seguida, a 2 de Julho - libertação da Bahia do domínio português. A próxima era mais fácil, rua Bartolomeu de Gusmão - o grande Padre Voador. Então descia a 21 de Abril - dia de Tiradentes. Cruzava a rua Dr. Loiola, a Santos Dumont e a Martinico Prado, que foi um dos desbravadores de Ribeirão. Em seguida, virava na rua Coronel Luís da Cunha e enfim chegava à rua Pará. Então subia a escada. Se hoje eu subisse aquela escada sentiria falta do nosso querido professor de História, Sr. James, que com certeza me esclareceria quem foi Dr. Loiola e o Coronel Luís da Cunha! Queria ter a profa. Sarita para me ensinar sobre Álvares de Azevedo, a dona Maria Helena para me explicar por que paraíso se escreve com s. Certamente tomaria uma bronca do prof. Wilson porque Je n’parle pas francais ou porque ficava fumando no pátio da escola! Mas me livraria “na boa”, pois o Rafa era gente fina, ops, Sr. Rafael Leme Franco, nosso Diretor. Se ao cruzar de novo aquele portão encontrasse a profa. Élide, melhor dizendo, Dedes to give me a lesson, choraria de saudade! E a pronúncia da profa. Alcilene e seus imperdíveis “aga dos ó”, e os “abloruns” do prof. Célio. É verdade, tomei pau no primeiro cole-

gial e tive que fazer dois anos de aulas de latim, mas isso é uma longa história. Quanto trabalho dei à Dona Olímpia que a duras penas me ensinou as equações e a geometria. Graças a ela, hoje consigo realizar todos os cálculos que necessito com muita facilidade. Ai, meu Jesus! Não era aula de religião, mas creio que nos tornava mais crentes, afinal era preciso muitas promessas para conseguir uma boa nota em física. O prof. Jesus nos fazia queimar as pestanas para saber em quantos metros o trem parava, mas por ter aprendido um pouco de física, hoje me viro para reparar a parte elétrica e tantas outras coisas em casa e no carro. Não posso deixar de lembrar dos funcionários Dona Maria, Zé Carlos, Sr. Meque (será que escreve assim?). Sei que para muita gente isso é apenas um amontoado de nomes, mas certamente não será assim para aqueles que estudaram no “Santão”. Certamente se lembrarão e sentirão saudade daquela escola onde, em plena ditadura, tínhamos tanta liberdade. Penso que a liberdade e aquele maravilhoso corpo docente ajudaram a formar enorme número de profissionais em todas as áreas. A todos os professores, aos amigos e ao ideal que existia no Colégio Estadual Alberto Santos Dumont, quero deixar meus agradecimentos por uma convivência que me deu conhecimentos, boas lembranças e muita, muita saudade. E desejo que os alunos do EE Alberto Santos Dumont tenham hoje os mesmos conhecimentos e oportunidades que tive. Wagner Couto Benedetti Médico Veterinário


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HISTÓRIA

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EE Alberto Santos Dumont

O “Santão” Localizada na interseção de três grandes bairros de Ribeirão Preto, Vila Tibério, Sumarezinho e Ipiranga, a Escola Estadual Alberto Santos Dumont, com 78 professores e apenas seis funcionários, atende hoje 1.685 alunos, divididos em 22 turmas do Ensino Médio e 20 do Ensino Fundamental, em três turnos. Apesar do abandono a que foi relegado o ensino público, o Santos Dumont, que já foi considerada uma das melhores de Ribeirão Preto, mantém a qualidade de ensino. Nos anos dourados das escolas estaduais, havia um processo seletivo para entrar. Quem não passava ou não “agüentava” o ritmo das aulas seguia para as escolas particulares. No “Santão”, como é tratada carinhosamente a escola, havia uma interação muito grande entre professores e alunos e estes participavam ativamente da vida escolar, com ênfase aos clubes de Matemá-

tica, de Ciências e às atividades paradidáticas como teatro e música, além de intensa vida esportiva. O Santos Dumont começou a funcionar em 1953 e tem como Ato de Criação da Escola o Decreto nº 2231/56. No ano passado colocou três alunos diretos na USP. A professora Maria Amélia de Souza Nunes, que há cinco anos responde pela coordenação pedagógica da escola fala com orgulho dos grupos de teatro e dança e principalmente das conquistas do time de futebol de salão masculino e de vôlei feminino e lembra que a escola é pentacam- O presidente do Grêmio Estudantil Machado de peã dos Jogos da Assis, Edson Salerno discursa, secretariado por Primavera. Welson Gasparini (atual prefeito municipal)

Alguns ex-alunos do Santos Dumont Ana Maria Chiavenato Ana Maria P. Bezzon (Pharmacos) Antônia Rosa Palucci (lic. Matemática) Antônio Aparecido Arcêncio (major PM) Antônio Capretz - Cunhá (in memoriam) Antônio Carlos da Silva – Gueis (médico e prof. da Unifesp) Antônio Carlos Reis Antônio Paulo R. Veiga Aparecida Capretz Arlete Faria de Freitas (Farmácia Camomila e Bem-me-Quer) Armando Donato Benedito Caturelli Carlos Alberto Bordini (médico) Carlos Henrique Madurro (Farm. Ética) Carlos Roberto Cardoso Carmen Berizoni Carolina de Araújo Funayama (médica) Célia Regina Fávero Silvério (Farmácia Flor & Erva) Celso Luiz Reis Cristina Maria Galvão (livre docente em Enfermagem) Daiana Spanhol Carrion (musicoterapeuta e profa. de música) Demerval Ziotti (dentista) Diná Nutti Djalma Cano (médico) Edson Salerno Eliana Menegucci Elias Mabtum (médico)

Elizabeth P. Cury Fátima Aparecida Fonzar Fernando Ziotti (Super Tintas) Francisco Ventura (juiz de Direito) Gilson Garcia Helena Sircili Henrique Francé (médico) Isabel Bordini (engenheira) Jamil Mabtum (médico) Jorge Luiz Salvador Garcia (Drog. Galo) José Clóvis Delibo José Guilherme Marques Seabra (JR Utilidades) José Luiz Junioli José Luiz Menegheti José Maria Costa (juiz de Direito apos.) José Mário Lamonato (in memoriam) José Mário Tamburus José Pinho de Oliveira (ex-vereador) Juarez Delibo Luciana F. Lima (Ac. Alta Performance) Luís Humberto Menegucci Luiz Antônio Passini (promotor) Luiz Arthur Galvão César (médico) Luiz Puntel (escritor) Magali Terezinha Santos (in memoriam) Marcelo Goulart (promotor) Maria Ângela Carvalho Maria Célia Reis Borges (Licenc. Letras) Maria de Fátima Fernandes da Silva (médica – docente da USP) Maria Cleuza Naldi Garcia (Lic. Letras)

Informe o Jornal da Vila pelo e-mail: jornaldavila@gmail.com

Maria Isabel Poveda Maria Teresa Reis (biomédica) Maria Regina Pavanelli (farmacêutica) Marilda Zorati Marinez Pedro Bom Mário Márcio Puntel Mário Medeiros Mário Muraca (Sup. da ACI V.Tibério) Nadir Gabaldo Contrera Nanci Approbato (Nancy Imóveis) Nélio Cardoso Resende (médico) Nélio César Munhoz (médico) Neuza Priscotin Mendes Nilza Exposto Paulo César Gentile (juiz de Direito) Pedro Antônio Dias Pedro Paulo Ortolan (psiquiatra) Rachid Cury Ricardo Marchi Romeu Alioti (médico) Sérgio Flávio Lopes (ACI) Sônia Maria Palucci Puntel Sueli de Souza Mishima Teresa Tokairim (médica) Terezinha Fontão Tomaz Edison (radialista) Valério Velloni (advogado) Victor Velloni (médico) Wagner Couto Benedetti (veterinário) Wagner Dante Velloni (atista plástico) Wagner de Paula Ferreira (médico) Walter Franzon Welson Gasparini (prefeito municipal) William de Paula Ferreira (in memoriam)

A Coordenadora Pedagógica Maria Amélia diz que a Escola vai fazer um grande evento pelo centenário do 14 Bis, promovendo concurso de réplica da aeronave e para o hino e bandeira da escola, aberto à comunidade.


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HISTÓRIA

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Clube de Matemática do Santos Dumont O Jornal da Vila recebeu de Ana Maria Chiavenato uma reportagem, de sua autoria, publicada em 1960 no jornal A Cidade, da qual extraímos os trechos mais significativos da transmissão de cargos no Clube de Matemática do Santos Dumont. “Realizou-se no Ginásio Estadual Alberto Santos Dumont mais uma reunião do Clube de Matemática. A reunião contou com a presença do professor da Faculdade de Medicina, dr. José de Almeida, do jornalista Orestes Lopes de Camargo e dos professores Oswaldo Luiz Guimarães, orientador do Clube, Vicente Teodoro de Souza e Ari Corrêa. Compareceu grande número de alunos e pais de alunos. A sessão foi aberta pelo presidente do Clube, aluno Milton Juns, que saudou os presentes, anunciando a posse dos novos alunos eleitos para a presidência e vice-presidência do Clube, respectivamente Carlos Roberto Corrêa e Oscar Décio Moura. A seguir o professor e orientador

do Clube, catedrático de Matemática, prof. Osvaldo Luiz Guimarães, fez uma pequena palestra sobre o tema: “O Clube de Matemática e a Metodologia de Aprendizagem da Matemática”. Falou sobre a finalidade do Clube e suas atividades. A seguir o prof. José de Almeida falou sobre o valor do Clube, cumprimentando o seu orador, prof. Osvaldo Luiz Guimarães, bem como prometeu um microscópio para divulgação do ensino de Ciências Naturais e propôs a criação de um Clube de Ciências. Idéia que foi muito aplaudida pelos presentes. Logo após, a secretária do Clube, a aluna Ana Maria Chiavenato, leu o juramento e o termo de posse dos alunos eleitos para a 3ª diretoria do Clube. Foram empossados Carlos Roberto Corrêa como presidente, Oscar Décio Moura como vice-presidente e demais membros, representantes de classe e diretores auxiliares. O aluno, até então presidente, Milton Juns, agradeceu a colaboração de

Clube de Matemática Na foto superior, o estudante Milton Juns, ex-presidente do Clube quando fazia breve relato de sua administração e procedia a transmissão de posse à nova diretoria eleita para o corrente exercício. Na foto inferior, aspecto da assistência, vendo-se alunos e pais. Uma bela festa a do Clube de Matemática. (Fotos Miyasaka)

todos durante sua gestão e passou a palavra ao atual presidente Carlos Roberto Corrêa que fez uma pequena exposição do que pretende fazer pelo Clube e agradecendo a todos que coope-

raram em sua campanha para presidente. Agradeceu também a presença dos ilustres visitantes, dr. José de Almeida e do jornalista Orestes Lopes de Camargo, e deu por encerrada a sessão.”

Que pena... Pena que a grande maioria não conheceu a grandeza do Santão... Não sab em que m foi Jam es Noronha, o melhor professor de História e Geografia do mundo... ele reprovava aluno com erro de Português. Maria Helena Mercaldi, com quem aprendi a ser poeta e a conjugar verbos... Terezinha Fontão, mestra em Matemática... Seu Geraldo e Dona Ig, na Educação Física, mais o Juarez, que nos levo u a gran des con quis tas no Vôlei (eu era a camisa 7!). A dona Walkíria, de Ciências... Tantos... Até aula de Latim com o Célio, seu Wilson, de Francês. Era muito fácil entrar na USP com esse time... e no meu tempo, poucos fizeram faculdade paga! Maria Regina Pavanelli Farmacêutica

(Estudou no “Santão” de 1969 a 1975 )


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EXCLUSIVO

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Lima Duarte nasceu na Vila

Ele morou na Vila Tibério até os quinze anos. Mas sua biografia oficial diz outra coisa Fernando Braga O jovem Ariclenes Martins, o “Teninho”, como era chamado, participava do grupo de teatro da Unificação Kardecista, sob o comando de Theodoro José Papa e eventualmente trabalhava em alguma peça do Teatro Escola de Ribeirão Preto, onde atuava sua mãe, a Dona Pequena. Quem nos informa é o ex-vereador José Velloni, de 85 anos, que era ator na época. Velloni chegou a trabalhar com o “Teninho” em duas peças: “A Patroa tinha razão”, na qual ele fazia o papel de um datilógrafo e em “O Médico dos Pobres”, em que o ator era um estudante de Medicina que tinha o romance proibido pelo pai da moça, protagonizado por Velloni, que impedia o casamento e posteriormente o médico viria salvar a vida da moça. O ex-vereador lembra que a mãe de “Teninho”, América Martins, a Dona Pequena, era uma excelente atriz, muito versátil para qualquer papel, mas nas comédias era excelente. Trabalhou nas peças “Maria Caxuxa”, “Deus e a Natureza”, “Onde Canta o Sabiá”, “Neto de Deus”, entre outros. Depois que o jovem “Teninho” foi embora para ser técnico de rádio na Tupi, em São Paulo e depois da morte do marido, “seu” Tonico, dona Pequena também foi para São Paulo trabalhar como telefonista na Fundação Zerrener, recorda Velloni. INFÂNCIA - Uma colega de infância tem lembranças muito nítidas dos tempos de “Teninho” na Vila Tibério. Esta senhora que, pelo fato de sua mãe ter sido muito amiga da mãe dele e ter tido um convívio com sua família prefere não ser identificada. Lembra que ele estudou os primeiros anos no então 3º Grupo Escolar e participou de grupos teatrais da cidade.

Segundo ela, o pai de Ariclenes, o “seu” Tonico, trabalhava na Casa Glória, que vendia secos e molhados e foi um dos fundadores do Centro Espírita Batuíra. Sua mãe, América Gonçalves Martins, a dona Pequena, cuidava dos filhos Geraldo e Ariclenes. No início da década de 30 mudaram-se para a rua Martinico Prado, atrás da estação da Mogiana, onde os meninos cresceram. Geraldo, o filho mais velho, morreu vítima de crupe (infecção viral contagiosa das vias aéreas), quando tinha cerca de nove anos, em uma época de poucos recursos. O casal acabou adotando outro filho, Fausto. Em 1945, aos 15 anos, Ariclenes foi para São Paulo deixando para trás a pequena Vila para conquistar o Brasil.

José Velloni chegou a trabalhar com Lima Duarte em duas peças

Nota da Redação

Ariclenes Martins nasceu em 28 de março de 1930 em uma pequena casa no começo da rua Padre Feijó, numa época que se nascia em casa e foi registrado no cartório do 1º Subdistrito - Ribeirão Preto, às folhas 033-V do livro A nº 132 de Registro de Nascimento sob nº de ordem 612, no mesmo dia de seu nascimento, conforme fac-símile acima. Esta versão contradiz a biografia oficial que afirma ser ele do Desemboque, distrito de Sacramento, Minas Gerais, e que chegou a São Paulo num caminhão de manga. A senhora que nos informou acredita que ele, jovem ainda e com imaginação muito fértil, fantasiou seu passado e que depois ficou difícil de voltar atrás. Ela conta que Ariclenes, quando foi trabalhar na Rádio Tupi, teve que adotar um nome artístico, pois seu nome não era adequado para isso e escolheu um nome Espírita: Lima Duarte. Anos mais tarde toda sua família também mudou para São Paulo. “Ariclenes sempre foi um artista. Se transformava quando brincava de teatro e a mãe dele, dona Pequena, também representava muito bem”, afirma a senhora que prefere o anonimato.

VILA TIBÉRIO - Nos arquivos do Grupo Escolar Sinhá Junqueira consta que Ariclenes Martins foi matriculado em 1937, no 1º ano, com a professora Edina Exel Cavalcanti e teve como colegas Antônio Íris di Santo, Antônio Pereira Brittes, Ezequiel Pedro Sgobi, Guilherme Cremonezi, Hermínio Fernandes (do armazém), José Gonçalves, José Prado, Ludovico Leone, Walter Mazzer, Lúcio Dinardi, Apparecida Buzzato, Beatriz Pieri, Joanna Meneghetti, Josehphina Borghese, Olga Faim, Ruth Weber, Wilma Correa Escolano, entre outros. Em 1938, teve como professora Marianna Mascagni e como colegas Achilles Gagliardi, Adelmo Foresto, Affonso Galucio, Alcides Gobolin, Alcides Zampiero, Antônio Fávero, Antônio Loria Netto, Armando A. Bononi, Arsênio Vianna, Arsênio Rossetto, Claudino Sacilotto, Décio

No início de maio entramos em contato com a assessoria de Lima Duarte para um posicionamento diante da notícia de que ele havia morado na Vila Tibério. Pediram edições anteriores do Jornal da Vila, que foram enviadas em 9 de maio. Em 30/5 recebemos resposta dizendo que os jornais seriam entregues a ele. No dia 26 de junho enviamos e-mail informando que conseguimos evidências que ele nasceu na Vila e pedimos um depoimento. Em 7 de julho recebemos este e-mail: “O Lima está enlouquecido com o final da novela e emendou um trabalho no outro, pois começa a rodar um longa já nesta 2ª feira, por isso ele não conseguiu escrever este depoimento. Mas só para esclarecer o Lima não nasceu em Ribeirão Preto, ele nasceu em uma cidade chamada Desemboque em MG e passou uma parte da infância na Vila Tibério. O que eu posso te dizer é que talvez eu encontre com o Lima no dia 11 (não está confirmado ainda), não sei se fica muito em cima para vc, mas posso tentar arrancar algumas palavras dele. Atenciosamente,” Marcia - D’Antino Agentes No dia 11/7 recebemos este e-mail: “Prezado Fernando, Conversei rapidamente com o Lima hoje e o que ele passou para mim é que ele morou na Vila Tibério dos 7 aos 15 anos, onde frequentou a primeira escola e teve seu primeiro emprego. Depois da Guerra ele se mudou. Desculpe por não poder te ajudar mais, mas é que a vida do Lima no momento está uma loucura. Espero que ajude. Atenciosamente,” Marcia

Innocente, Francisco F. Lamas, Geraldo Barufaldi, Guilherme Abrantes, Luiz Sacilotto, Manoel G. Guerreiro, Orestes Gouvea, Orlando Zunfrille, Osvaldo Lagambe, Walter Trujillo, Ricardo Cicilini, Sebastião Rosefino, entre outros.


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O jornalista Júlio Chiavenato escreveu em sua coluna na página 2 do jornal A Cidade, na edição de 11 de julho de 2006, o artigo que publicamos na íntegra, em que ele defende a desapropriação da antiga fábrica da Antarctica, medida sugerida pelo Jornal da Vila na edição de dezembro de 2005.

Pensamento raso Nova York e Londres, Paris e Amsterdã, Buenos e Montevidéu, tiveram áreas urbanas decadentes, recuperadas a partir de investimentos no turismo e na cultura. Hoje, a zona portuária de Montevidéu rivaliza com Puerto Madero, em Buenos Aires, onde turistas brasileiros deixam milhões de dólares anualmente. Se em Ribeirão Preto o prefeito conseguisse limpar a Praça XV ou varrer o calçadão, poderíamos sugerir a recuperação de outras áreas degradadas. Por exemplo, a Baixada, a partir da desapropriação das fábricas da Kaiser (das antigas Antarctica e Paulista). A iniciativa privada, os governos federal e estadual (que têm órgãos para tal em diversos ministérios e secretarias, além do BNDES etc.) poderiam estudar um projeto que integrasse turismo, cultura, lazer, esportes, comércio, aproveitando a estrutura industrial ali abandonada – que por si só é uma atração. O que é necessário? Dinheiro, dirão os mais gulosos. Mas para um projeto desse tipo o dinheiro não é fundamental: será, quando chegar a hora. O fundamental é um prefeito com sensibilidade política e cultural, que entendesse o valor da preservação do patrimônio histórico, inclusive para alavancar a economia. Como esse não é o perfil do prefeito Gasparini, é natural que ele prefira atuar como um corretor de luxo, ajudando a Kaiser a vender um patrimônio histórico que sentimentalmente é uma das imagens perdidas da cidade e, cultural e economicamente, seria ponto de partida para um grande resgate social, com resultados já aprovados... em Nova York, Londres, Buenos Aires, Montevidéu, Amsterdã, Barcelona... Mas estamos em Ribeirão Preto. Júlio Chiavenato

OPINIÃO/GENTE

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Farmácias de manipulação da Vila Ana Maria Pavanelli Bezzon formou-se em Farmácia e Bioquímica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas – USP - Rib. Preto e fez especialização em Homeopatia pelo Instituto Homeopático François Lamasson (Rib. Preto). Depois de trabalhar por 11 anos em uma farmácia homeopática se uniu com a irmã Fernanda, recém-formada na Faculdade de Farmácia e Indústria de Araraquara (Unesp) para colocar à disposição o que cada uma mais entendia: Ana, de homeopatia, e Fernanda, de manipulação magistral. Nascidas e criadas na Vila Tibério, entenderam que não poderia haver lugar melhor para se instalar. Na Conselheiro Dantas, 1.087.

Sérgio José Vieira Sanches, é farmacêutico bioquímico formado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (Unesp). É especialista em análises clínicas e toxicológicas. Participou de cursos de Cosmetologia, Manipulação de Produtos Odontológicos e Preparação de Shakes e Pós. Sócio-proprietário da Doce Vida Farmácia (Bartolomeu de Gusmão, 763) desde 1992, que trabalha com manipulação alopática, como cápsulas, cremes, loções, soluções, Florais de Bach, drogaria e perfumaria. Carlos Henrique Madurro formouse em Farmácia pelas Faculdades de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (Unesp) em 1987. Emprega o conceito de farmácia-economia, ou seja, usa medicamentos com o mesmo princípio ativo, de laboratórios conceituados, com preços mais baixo. Há mais de 15 anos aplica este fundamentos na Farmácia Ética, à Rua Luiz da Cunha, 839

Torcida da Regional Os funcionários da Regional, liderados pelos irmãos Jair e José Roberto Cabrini, fizeram a sua parte. Torceram, e muito, pela Seleção Brasileira. Depois do fiasco canarinho, esperam por 2010.

Arlete Faria de Freitas formou-se pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP). Interrompeu a carreira de professora efetiva de Ciências na Escola Walter Ferreira e abriu uma Farmácia com Homeopatia e Manipulação na Vila Tibério, onde nasceu e se criou. Assim, em março de 1989 nasceu a Farmácia Camomila & Bem-me-Quer na Rua Martinico Prado, 1181, onde permanece até hoje. Arlete é especialista em Homeopatia pelo Instituto Homeopático François Lamasson e é também Especialista em Manipulação Magistral pela Associação Nacional dos Farmacêticos Magistrais (Anfarmag). É co-autora, com a médica homeopata Gelse M. Campos, do livro “Flores da Terra”, que aborda de forma prática e sintética a maioria dos Florais de todo o mundo e está na 2ª edição.

Chaveiro Pantoni Rua Piratininga, 287

Fone: 3625-3027

Célia Regina Fávero Silvério fez Farmácia e Bioquímica pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto (USP). Especializou-se em Farmácia Homeopática pelo Instituto Homeopático François Lamasson, e em Fitoterapia pela Unaerp. Trabalhou como farmacêutica contratada do Laboratório de Microbiologia e Análises Clínicas “Dr. Mello”, de 1978 a 1981 e no Hospital das Clínicas da FMRP de 1981 a 1999. Em 1998 montou a Farmácia de Homeopatia e Manipulação Flor & Erva na Via do Café. Membro da Comissão de Ética do Conselho Regional de Farmácia, que busca o compromisso na conduta íntegra do farmacêutico.


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GENTE / SAÚDE

Favinho de Mel realiza sua tradicional festa junina

A Escolinha Favinho de Mel realizou no último dia 8, no Poliesportivo do Botafogo, sua 19ª Festa Junina. Com a presença de 1.200 pessoas e participação de cerca de 120 alunos que formaram dez quadrilhas, três do Ensino Fundamental e sete da Pré-Escola. Segundo Heloísa Del Vecchio Castro, responsável pela escola, a festa foi um sucesso, com a grande participação dos pais e parentes e o brilho dos meninos.

Comissão Local de Saúde No dia 24 de julho, das 7h30 às 16h, acontece a votação para escolha do representante dos usuários na Comissão Local de Saúde, na UBS da rua Monte Alverne com 21 de Abril.

Medicina Natural Palestra sobre Medicina Natural com a enfermeira Áurea Moretti, no dia 25 de julho, às 8h, na Igreja N.S. do Rosário, entrada pela Cons. Dantas.

A ACIRP convida para Jantar Empresarial 2006 Dia: 25 de Agosto de 2006 Local: Centro de Eventos Taiwan Preço: R$ 70,00 por pessoa (parte da renda será destinada à SOBECCAN) Contato: 3931-3930 - 3931-3861

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EÇA R G EMA SAUDE COM

Garcinia

A Garcinia cambogia é uma planta tradicionalmente utilizada pelos indianos para facilitar a digestão. Esta planta apresenta como principal ativo, uma substância chamada ácido hidroxicítrico (na forma de sal de cálcio), que é quimicamente semelhante ao ácido cítrico encontrado na laranja e outras frutas cítricas. Estudos sugerem que este produto natural apresenta resultados muito promissores no emagrecimento e inibição natural da fome pelas seguintes razões: · Inibe o metabolismo dos carboidratos (açucares e amido) · Reduz a formação de gordura, colesterol e triglicérides (contribuindo para a remoção do mau colesterol no sangue) · Promove a queima da gordura corporal · Transmite ao cérebro uma sensação de saciedade inibindo o apetite sem agir no Sistema Nervoso Central como ocorre com os medicamentos convencionais utilizados para inibição do apetite. Efeitos Colaterais: A Garcinia não interfere no sono, não provoca alterações cardíaca e arterial, não altera o paladar nem causa disfunções gástricas, não havendo, até o momento, relatos de toxicidade

Nome Botânico: Garcinia cambogia Parte Utilizada: frutos dessecados Origem: Índia

aguda ou crônica pelo consumo regular do extrato de Garcinia cambogia. Precauções: Não deve ser usada durante a gravidez e lactação e também por crianças sem prescrição médica Dose recomendada: 250 a 500 mg, (30 minutos a 1 hora antes das principais refeições, com água) ou conforme prescrição médica Associações: pode ser associada com Hoodia gordonii (apresentada na edição de junho de 2006), Gymnema sylvestre, Spirulina e Chá Verde (dentre outros) Arlete Faria de Freitas Farmacêutica

Dúvidas sobre medicamentos e manipulações podem ser esclarecidas nas seguintes farmácias da Vila Tibério: Camomila e Bem-me-Quer - Fone: (16) 3630-3598 - Rua Martinico Prado, 1.181 Ética - Fone: (16) 3610-6501 Rua Luiz da Cunha, 839 Pharmacos - Fone: (16) 3625-5371 Rua Conselheiro Dantas, 1.087 Doce Vida - Fone: (16) 3625-8172 Rua Bartolomeu de Gusmão, 763 Flor & Erva - Fone: (16) 3636-8623 Av. do Café, 375


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Se essa rua fosse minha...

Epitácio Pessoa

Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa nasceu em Umbuzeiro (PB), em 1865. Aos sete anos perdeu os pais e foi criado pelo tio Henrique Pereira de Lucena, o barão de Lucena, presidente da província de Pernambuco no Império e ministro da Fazenda do governo republicano de Deodoro da Fonseca. Advogado, bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife em 1886. Participou da elaboração da Constituição de 1891 como deputado. No Senado teve atuação destacada, ao mesmo tempo que consolidava a sua liderança sobre a política paraibana. Com o fim da Guerra Mundial, chefiou a delegação brasileira na Conferência de Paz realizada em Versalhes, na França. Desempenhava essa função quando, em janeiro de 1919, morreu Rodrigues Alves, presidente da República recémeleito e que não havia ainda tomado posse. O vice-presidente Delfim Moreira

assumiu e, após curto período no exercício do cargo, convocou novas eleições. O nome de Epitácio, lançado pelo Partido Republicano Mineiro (PRM), surgiu, então, como alternativa para manter a unidade dos setores políticos situacionistas. Epitácio venceu Rui Barbosa no pleito realizado em abril de 1919 e retornou ao Brasil em julho para assumir a presidência da República. Seu governo foi conturbado por greves operárias que foram duramente reprimidas, com grande parte de seus líderes sendo presos ou deportados. Além disso, sua passagem pela presidência foi marcada pela animosidade na relação entre governo e militares. Em 1922, veiu a Ribeirão Preto para inaugurar a Cia. Electro Metalúrgica Brasileira, de Flávio de Mendonça Uchoa. Por alguns anos Ribeirão se tornou a capital do aço. Morreu em Petrópolis (RJ), em 1942.

Epitácio Pessoa – a Rua A rua Epitácio Pessoa começa na rua Maurício de Camargo. Antigamente o início era na linha férrea que passava onde hoje é a Via Norte. Residiam o sr. Antônio Deserto, que foi jardineiro na Praça Coração de Maria, o venerável maçom José Isola, gerente da Pérola Jóias, o pintor Messias Toledo, os irmãos Antônio Arnaldo, Antônio Sílvio e Dorival Pezzuto construíram três casas, onde hoje mora em uma delas e tem escritório em outra o advogado Aparecido Pezzuto. O sr. Antônio Carraro, que trabalhou 48 anos no Antigo Banco Construtor. Márcia Peracini e seu marido o Joel Chaveiro residem quase na esquina com a Gustavo Jorge. Na esquina com a travessa Laureano residia o sr. João Madurro, que tinha uma indústria de calçados na rua Castro Alves e seu filho Carlos, que hoje é dono da Farmácia Ética, na esquina com a Luiz da Cunha. Na esquina com a Joaquim Nabuco o Hélio Festucci montou um bar. Depois vem as famílias Galhardi, Bosquim, Trinca, Utiel, Sian, Gagliari, Pessotti.

Na esquina com a Luiz da Cunha, onde hoje está o Supermercado Santo Antônio, ficava o armazém do Zeferino. Oscar Rossato tinha um armazém onde hoje é o Bar do Pedrão. Subindo está instalada a Clínica Amicão, da veterinária Daniela, a Só Reformas Serralheira, da família Freitas, a Casa do Chopp, a loja de aparelhos ortopédicos de Osni Aricó, o consultório odontológico da dra. Renata Andrade da Cunha Dias, e moravam as famílias Tamburus, Mosna, Pieri, Toffano, Romano, Felício, Zampieri, Baldo, Fagundes, Maffud, Rigobello, Leite, Andrade, Bataglion. Estão as empresas Elétrica São Paulo, a JMC Contabilidade, a Elétrica União Irmãos Porteiro e a Aluguel de Caçambas Limpex. Temos ainda as famílias Fantini, Mello, Brenaro, Duarte, Bressan, Saponi, Chaves, Prisma, Guerino, Contrera, Trevisan, Porteiro, Girotto, Martins, Fernandes, Ricci, Leone, Zaparoli, Santos, Faria, Massaro, Galhardo, Abril, Mogosso, Ziotti, Assis, Chiarentin, Fratassi, Schiavon, Sedane, Silveira, Fázzio, Bassani.

ESPECIAL

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Câmara homenageia tiberenses No dia 20 de junho de 2006, em sessão solene comemorativa aos 150 anos da fundação de Ribeirão Preto, o Legislativo homenageou diversas pessoas que se destacaram na comunidade em diferentes áreas de atuação. A Vila Tibério teve dois agraciados. Fotos: Newton Barbosa e Carolina Carreira

O vereador Samuel Zanferdini homenageou o dr. Clodoaldo Franklin de Almeida pela serviços prestados à comunidade ribeirãopretana e, em especial, pela dedicação com que atende a população da Vila Tibério, como clínico geral e gastroenterologista, há mais de 50 anos. Formou-se pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, em 1955. Em 1957 foi efetivado na Enfermaria de Cirurgia Geral da Santa Casa de Ribeirão Preto, onde ocupou diversos cargos. Em 2005 foi agraciado como titular Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e o Conselho Regional de Medicina conferiu-lhe diploma de boa conduta ético profissional.

O vereador Marinho Sampaio homenageou o dr. Carlos Maurício Bonifácio, que iniciou sua vida profissional como office-boy chegando até contador geral, no Escritório Contábil Bordini. Em 1973, inaugurou o escritório Maurício Contabilidade, que emprega 35 funcionários e oferece assessoria fiscal, societária, tributária, trabalhista, previdenciária, contábil e de recursos humanos a pequenas e médias empresas. Atua em obras sociais nas diretorias do Asilo Padre Euclides, Cantinho do Céu e Santuário do Rosário. Foi vicesuperintendente da ACI Distrital Vila Tibério na gestão de 2005 e atualmente é membro do Conselho Fiscal.

Homenagem às mulheres, da Vila Tibério No Dia da Mulher, a Câmara prestaou homenagem a pessoas que prestaram serviços relevantes à sociedade

A vereadora Fátima Rosa homenageou Iria Pizetti pelo trabalho como voluntária social, prestando ajuda a mães carentes e a necessitados que a procuram.

O vereador Walter Gomes homenageou Aparecida de Fátima da Cunha Toni pelo seu desempenho frente ao Grupo Verdade.

O vereador Capela homenageou Olga Zampollo Novas que dedicou sua vida ensinando que o amor vence as dificuldades e é possível construir um mundo melhor.

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Jornal da Vila - n10 - julho de 2006  

Jornal da Vila Tibério, bairro da zona oeste de Ribeirão Preto, tiragem de 10 mil exemplares com circulação também na Vila Amélia, Jardim Sa...

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