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Ano XI Nº 104 Abril 2012 Assessoria de Comunicação Social

Registro

ECI comemora 15 anos de Cooperação Internacional P. 5

Paiçandu

Projeto combate obesidade e hipertensão P. 3

Educação

Professora discute bullying nas escolas P. 6 e 7

Graduação

Público prestigia Mostra de Profissões P. 8

Inovação

Incubadora Tecnológica escreve novos rumos P. 9

Extensão

UEM atua na Operação Babaçu do Projeto Rondon P. 10

Cultura

Eduem lança 54 títulos Desfile de Fanfarras colore a UEM P. 12


2 Editorial

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Cooperação em 2012 faz 15 anos

primeira edição de 2012 do Jornal da UEM traz uma pauta eclética, com reportagens envolvendo as áreas de ensino, pesquisa e extensão, além da inovação tecnológica. Essa diversidade torna a publicação naturalmente mais plural, do ponto de vista da democratização da informação, mas sobretudo dá mostra do universo de assuntos a serem explorados numa instituição de excelência como é a UEM. Universidade esta que, desde o dia 9 de abril, passou a contar com a volta da vice-reitora Neusa Altoé. Ela reassumiu o cargo depois de ficar licenciada por motivos de saúde. E, mesmo licenciada, foi à Assembléia Legislativa, em março, para ser homenageada numa sessão especial de comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Dentre várias pautas abordadas nesta edição, focamos os 15 anos de atuação do Escritório de Cooperação Internacional. O ECI tem sido o setor responsável pela política de internacionalização da UEM. Diversas parcerias vêm sendo celebradas com universidades do exterior e, cada vez

Destaque

Neusa Altoé é homenageada na AL

A vice-reitora da Universidade Estadual de Maringá, Neusa Altoé, reassumiu a função administrativa, depois de um período de licença por motivos de saúde. Neusa retoma as atividades, agradecendo a toda comunidade que torceu, rezou e a apoiou durante o período em que esteve se tratando.

EXPEDIENTE Reitor: Júlio Santiago Prates Filho Vice-reitora: Neusa Altoé Assessor de Comunicação Social Paulo Pupim

mais, o ECI tem fomentado os programas de mobilidade acadêmica internacional. O caminho é de promover intercâmbio com instituições de ensino superior estrangeiras, propiciando uma troca constante de saberes entre professores e alunos das universidades, o que, em última análise, facilita a inserção da UEM num cenário internacional. A programação de feste-

jos pelos 15 anos inclui um ciclo de palestras, a ser realizado ao longo do ano, além do 2º Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior, em outubro deste ano. Outro assunto desta edição é o bullying, que representa a violência física, psicológica ou verbal cometida de forma repetitiva por um aluno maior ou mais forte ou por um grupo

“Estou muito feliz”, declarou durante uma reunião informal do Conselho Universitário, realizada na tarde do dia 9 de abril. A vice-reitora foi uma das homenageadas pela Assembleia Legislativa do Paraná, num evento comemorativo ao dia Internacional da Mulher. A sessão plenária especial ocorreu no dia 7 de março e cada deputado indicou uma Mulher Destaque para receber uma homenagem. Neusa Altoé foi nominada pelo deputado Evandro Júnior. A organização do evento foi da Comissão de Defesa dos Direitos

da Mulher da Assembleia, que tem como presidente a deputada Mara Lima. A questão da violência doméstica contra as mulheres e a importância dos programas de saúde para o combate ao câncer ginecológico e ao câncer de mama foram temas no encontro, que contou com a participação da secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci; da primeira dama Marry Ducci; e do palestrante motivacional Luiz Berlim.

Jornalista responsável e editora: Ana Paula Machado Velho (Reg. Prof. 16.314/RJ) Coordenadora de Imprensa: Tereza Parizotto Reportagem: Ana Paula Machado Velho, Antônio Paulino Júnior, Rose Koyashiki e Tereza Parizotto Fotografia: Antonio C. Locatelli, Heitor Marcon Colaboradores: Maria Joana Casagrande e Sueli Nascimento Silva Diagramação e Impressão: Folha de Londrina

de alunos contra um colega. O problema é preocupante e provoca graves conseqüências tanto para os agressores quanto para as vítimas. Felizmente, conforme comprova o trabalho feito por alguns pesquisadores da UEM, é possível adotar medidas de prevenção. Aproveitamos, ainda, para informar que o Jornal está preparando uma nova “roupagem”, do ponto de vista estético e de conteúdo. O novo projeto gráfico e editorial deve circular na próxima edição, caso o planejamento traçado para isso não sofra nenhum problema de qualquer ordem. A intenção é manter uma publicação com olhos atentos ao que de mais relevante a Universidade produz em suas áreas de atuação e que também seja um periódico aberto ao debate e à reflexão de ideias, sem perder de vista a evolução tecnológica destes tempos ditos pós-modernos, especialmente no que diz respeito à importância das novas mídias sociais como estimuladoras do estreitamento de laços sociais.

Coordenadoria de Imprensa Avenida Colombo, 5.790 Bloco Q-03 - Sala 7 Telefone: (44) 3011-4213 Site: www.asc.uem.br E-mail: sec-cim@uem.br


3 Saúde

Projetos da UEM levam qualidade de vida a moradores da região Obesas e hipertensos participam de estudos sobre prevenção a doenças cardiovasculares, em Paiçandu Por Maria Joana Casagrande

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ndivíduos hipertensos e mulheres obesas do município de Paiçandu estão sendo acompanhados em um projeto de intervenção, que tem por objetivo auxiliar, acompanhar e avaliar a mudança de hábitos e, consequentemente, a redução dos fatores de risco cardiovasculares. O trabalho teve início com uma pesquisa denominada Inquérito populacional sobre a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças cardiovasculares na região metropolitana de Maringá, apoiada financeiramente pela Fundação Araucária e coordenada pela professora do Departamento de Enfermagem da UEM, Sonia Silva Marcon. Em um primeiro momento, foram sorteados, aleatoriamente, no município de Paiçandu, 377 indivíduos para serem visitados em casa. Eles responderam a um questionário sobre os hábitos de vida, presença de comportamentos de risco como, o sedentarismo, o consumo alimentar, o uso de bebida alcoólica e fumo, e presença de doenças crônicas. Também foram submetidos à avaliação física e de saúde constituída por aferição da pressão arterial, circunferência abdominal, verificação do peso e altura e realização de exames laboratoriais para determinação do perfil lipídico, nível glicêmico em jejum e creatinina. Nesta etapa, foi identificado que, no município de Paiçandu, a obesidade, a inatividade física e a hipertensão arterial constituem os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. A partir desses resultados, duas pós-graduandas da UEM elaboraram uma proposta de intervenção com duração de quatro meses, a ser desenvolvida junto a indivíduos hipertensos e mulheres obesas. A proposta faz parte da tese de doutorado da enfermeira Cremilde Radovanovic, que é docente do Departamento de Enfermagem da UEM, e da dissertação de mestrado da educadora física Cheila Bevilaqua, ambas do programa de pósgraduação em Ciências da Saúde (PCS) da UEM, e orientadas pela professora Sonia Marcon. A mestranda está trabalhando com o grupo de obesidade e a doutoranda com o de hipertensão. Po-

rém, desenvolvem os trabalhos em conjunto, tendo em vista a alta frequência com que estes fatores são encontrados em concomitância na mesma pessoa. Seleção e desenvolvimento - Dos 377 indivíduos entrevistados na primeira etapa do estudo 87 se auto-referiram hipertensos e estes foram aleatoriamente divididos em dois grupos (controle e intervenção). Contudo, dos 47 indivíduos sorteados para o grupo intervenção, apenas 22 aceitaram participar da pesquisa e estão em acompanhamento. As 81 mulheres identificadas com excesso de peso foram contatadas, porém apenas dez, por motivos diversos. E eles mostraram-se disponíveis para participar das atividades do grupo. Sendo assim, a proposta de realização de atividades com acompanhamento com educador físico foi divulgada na rádio de Paiçandú e determinado um período para inscrição e seleção dos interessados. Outros indivíduos se inscreveram para participar das atividades, três vezes na semana, durante quatro meses, no grupo de obesidade. Os critérios de inclusão eram: estar com excesso de peso e ter idade entre 20 a 59 anos. Todos os indivíduos que integram os grupos passaram por um protocolo de avaliação da condição física e de saúde, qualidade de vida, estilo de vida, auto-estima, conhecimento da doença e estágio de prontidão para mudança de comportamento. Responderam questionários específicos, realizaram novos exames laboratoriais e tiveram seu peso, altura e circunferência abdominal aferidos. Os resultados obtidos vão ser comparados com os do final da intervenção. Além disso, em todos os encontros

do grupo de hipertensos é verificada a pressão arterial de todos os indivíduos antes e após a realização da atividade física. A intervenção é realizada por uma equipe multidisciplinar, por um educador físico e uma enfermeira, com a participação de profissionais convidados como nutricionista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, farmacêutico, médico e psicólogo. Os traba-

lhos envolvem a prática de atividade física orientada e de educação para saúde referente aos cuidados com alimentação e saúde em geral. Cremilde ressalta que foi elaborado um planejamento para as palestras, mas durante a realização dos trabalhos é preciso ter flexibilidade e afirma, “tem que estar preparado para dar conta da necessidade do grupo, que às vezes é diferente do que foi programado para aquele encontro”. Resultados preliminares - De acordo com as pesquisadoras, ainda é cedo para falar de resultados. Contudo, avaliações periódicas indicam que vários participantes dos dois grupos tiveram redução de peso, além de melhora na

ansiedade, auto-estima, socialização e normalização dos valores pressóricos. Cheila relata que embora tenha transcorrido pouco mais da metade do tempo destinado para a intervenção já é possível observar a melhoria da condição física das mulheres durante as aulas de ginástica. Além disso, as mulheres também relatam aumento na independência para realização das atividades diárias

e mudanças na alimentação e na saúde em geral, aspectos estes que constituem indicativos da importância do trabalho que está sendo realizado. No entanto, a educadora física é categórica ao afirmar “sem dúvida, os melhores resultados são observados durantes os dias de encontros, pois as mulheres costumam relatar o que sentem, como as mudanças estão acontecendo e o quanto estas têm sido benéficas para a saúde e a vida de cada uma delas”. Cabe lembrar que o foco da intervenção é acompanhar e auxiliar na mudança de comportamentos dos participantes por meio da adoção de práticas de vida mais saudáveis.


4 Produção

Revistas da Eduem são incluídas em novas bases de dados

A atual política da editora é indexar todos os periódicos nas principais bases internacionais Por Tereza Cristina Parizotto

A

s revistas Acta Scientiarum, publicações científicas da Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem), ganharam maior credibilidade e visibilidade com as recentes indexações em três importantes bases de dados: Scopus, SciELO e ISI Web of Science. Para uma revista de natureza científica isso significa uma espécie de selo de qualidade, certificando o alto nível dos artigos e consequentemente dos autores. O objetivo é exatamente esse e faz parte de uma política adotada, nos últimos anos, pela Eduem. Alessando de Lucca Braccini, diretor da editora, lembra que, até 2006, não havia nenhuma indexação e as publicações circulavam com atrasos de até dois anos. O primeiro passo foi garantir a busca de artigos suficientes para manter a periodicidade ao longo do ano e ao mesmo tempo cuidar da qualidade dos textos. Braccini reforça que para ser incluída nas principais bases de indexação, os critérios para a aceitação de artigos são mais rígidos e a revisão bem mais complexa. A Editora tem um conselho que se preocupa em manter os critérios estabelecidos pelas bases de dados, com capacidade de se adequar rapidamente às mudanças que ocorrem eventualmente. Sistema Qualis - Ao optar pela política de indexação da Acta Scientiarum, a Eduem cumpre outro papel importante dentro da Universidade, que é garantir a boa classificação das revistas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e por via indireta a boa avaliação dos programas de pós-graduação. Para quem não sabe, a Capes avalia os cursos de pós com base em diversos critérios e um deles é a produção intelectual dos docentes integrantes dos programas. Dentro desta dinâmica, a Capes utiliza o sistema Qualis para aferir a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise dos veículos de divulgação, sendo que o número de base de dados em que o periódico

está indexado é um fator preponderante para a classificação. Em ordem de importância, o sistema classifica as publicações nas seguintes categorias: A1, A2, B1 a B5, e C. Recentemente, a UEM teve três periódicos classificados no Qualis com o conceito A2. Um deles é a Acta Scientiarum. Agronomy, cuja pontuação foi alcançada em decorrência do aumento do fator de Impacto no Journal of Citation Reports (JCR), segundo o diretor da Eduem. Outra publicação com o mesmo conceito é a Acta Scientiarum. Language and Culture. Ela foi lançada em 2008 e imediatamente indexada na principal base de dados da área, o MLA Bibliography. No ano passado, a revista passou a integrar a base Scopus. A “filha caçula” da Eduem, a Acta Scientiarum. Education, também conseguiu o mérito de ser classificada como A2 pelo Qualis. A Revista foi lançada em 2009. Visibilidade e acessibilidade também são critérios relevantes para a indexação de um periódico e desse modo um fator que não pode ser esquecido é o da versão eletrônica de alto padrão. “Hoje, todas as revistas Acta Scientiarum (são oito volumes e 24 números no total) estão abrigadas no website próprio, o Portal Acta”, explica o diretor, lembrando que os processos de submissão e revisão de trabalhos são totalmente eletrônicos. “Além de ganho em agilidade, o acesso à revista é mais amplo e fácil”, anuncia ele. Maior visibilidade – O aumento da credibilidade das revistas Acta Scientiarum pode ser medido pelo volume de artigos recebidos. Braccini garante que esse crescimento foi de 100% nos últimos cinco anos. O tempo de espera para publicação varia de um a dois anos, dependendo da área. “A média de artigos publicados em cada número da Acta Scientiarum é de quinze, sendo que algumas revistas têm periodicidade trimestral e outras semestral”, explica o diretor da Eduem. Segundo ele, para que um artigo seja aceito ele deve ter pelo menos dois pareceres favoráveis. Os revisores

são externos, sem vínculo com a instituição. Outra exigência para garantir a indexação. De cada dez artigos que são analisados, em média seis são rejeitados, demonstrando que a avaliação é cada vez mais criteriosa. Uma questão que preocupa Braccini é que a tendência de crescimento natural dos periódicos seja comprometida por falta de financiamento. “A Fundação Araucária, que é um importante financiador dos nossos projetos, este ano ainda não lançou os editais

específicos para editoração de periódicos e livros”, declara o diretor, lembrando que no ano passado o repasse, por meio dessa agência, foi de cerca de R$ 60 mil só para as revistas. Alessando Braccini espera que o governo do estado mantenha os investimentos, “do contrário pode estar comprometendo um trabalho que vem sendo realizado com muita seriedade há vários anos”.

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os oito periódicos da Acta Scientiarum, as Revistas Agronomy e Animal Sciences foram indexados a uma das bases de dados mais importante da América Latina, o SciELO (Scientific Electronic Library On-line). Junto com a Technology, a Agronomy também foi indexada ao ISI (Institute for Scientific Information), que oferece cobertura às pesquisas mais importantes realizadas no mundo. Além disso, seis publicações agora integram a base Scopus, considerada a mais abrangente em número de publicações. Braccini anuncia que, hoje, a Eduem trabalha para indexar todos os periódicos nestas três bases de dados. A criação de novos volumes não está em cogitação. Pelo menos por enquanto, segundo o diretor Lucca Braccini.


5 Intercâmbio

ECI comemora 15 anos de Cooperação Internacional

Escritório apoia mobilidade de professores, alunos e servidores Por Sueli Nascimento Silva

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roca de experiências acadêmicas, enriquecimento cultural e científico, integração entre as diversas universidades. Esses são apenas alguns dos muitos benefícios que a mobilidade acadêmica internacional proporciona ao aluno que aceita este desafio e oportunidade ímpar. Na Universidade Estadual de Maringá, o Escritório de Cooperação Internacional (ECI), há 15 anos, vem gerenciando e apoiando os pedidos de professores, alunos e servidores nesse processo. Só este ano, 27 acadêmicos estão em universidades da França, Alemanha, Portugal, Argentina e Espanha. Em contrapartida, a UEM também recebe estudantes desses países. Deste intercâmbio resulta a ação essencial que consolida a internacionalização dentro da Instituição. “A mobilidade acadêmica internacional permite ao aluno cursar disciplinas em uma instituição de ensino superior no exterior, e após o término dos estudos e com o atestado de conclusão em mãos, convalidar sua experiência na instituição de origem”, explica a assessora de Cooperação Internacional, professora Evanilde Benedito. “Para que isto se torne realidade, há a necessidade de se cumprir etapas”, continua ela, “dentre elas, o aluno deve conseguir a autorização do coordenador do seu curso, que orientará o mesmo quanto às disciplinas a serem escolhidas na universidade de destino e as condições para realizar este período de estudos no exterior”. Amanda Carolina Teixeira, e Letícia Vier Machado, acadêmicas de Direito e Psicologia, respectivamente, realizam mobilidade na Universidade Lumiére, de Lyon, França, graças a um acordo de cooperação existente entre as duas instituições. Para elas, o intercâmbio está sendo considerado um desafio. “Inicialmente, deparamo-nos com o choque cultural e com a necessidade de nos adaptarmos às burocracias francesas,

“Esse semestre marcará nossa vida acadêmica e pessoal. A imersão proporcionada pela internacionalização tem expandido nossos horizontes para pensar realidades tão diferentes da nossa.” Amanda e Letícia estão em Lyon, na França, participando do intercâmbio.

Acadêmico do 5° ano de Ciências Econômicas, Luis Felipe Paschoal, ressalta a importância da bolsa, “os quase 300 euros (por 4 meses) que recebo são cruciais para mim.”

ao frio e ao método de ensino universitário que contrasta com aquele que estamos acostumadas, uma vez que há um distanciamento entre professores e alunos e as aulas são oferecidas em formato ‘cours magistral’, ou seja, em anfiteatros que não dão abertura a discussões e ao pensamento crítico com o qual estamos acostumadas na UEM,” relatam.

O acadêmico do quinto ano de Ciências Econômicas, Luis Felipe Paschoal, está na Universidade de Osnabrück, na Alemanha. Ele conta que a experiência tem sido bastante produtiva, pois está enriquecendo o currículo e abrindo novas possibilidades profissionais e acadêmicas. “A universidade possui um programa com aulas em inglês e em alemão, abriga

mais de 700 estudantes internacionais, com os quais convivo a maior parte do tempo. Além disso, possui uma infraestrutura incrível com bibliotecas, salas de estudo, restaurantes, ginásio, entre outros. E todos os professores têm experiência, de pelo menos cinco anos, no mercado”. Luis Felipe ressalta ainda que, embora não consiga se manter apenas com a bolsa que recebe, sem ela seria difícil realizar o intercâmbio. Currículo – Mobilidade acadêmica internacional é uma opção para aprimorar o currículo com disciplinas que não constam na grade curricular, ampliando assim as oportunidades para o mercado de trabalho. O ECI oferece, anualmente, por meio de recursos solicitados e obtidos pela UEM, dez bolsas de estudos. Além disso, são disponibilizadas bolsas por meio de instituições de fomento, universidades conveniadas e instituições parceiras, seja como resultado destas parcerias, seja por meio de editais e convocatórias. Evanilde Benedito ressalta o bom momento para internacionalização na UEM. “São vários editais de mobilidade para graduandos e pós-graduandos, oferecidos pelo governo brasileiro por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. É importante preparar-se para aproveitar a oportunidade de estar nas melhores universidades do mundo”. Vale destacar que para comemorar os 15 anos de atividades, entre outros eventos, o ECI programou um ciclo de palestras que será realizado ao longo do ano nos câmpus sede e regionais, além do 2º Seminário de Internacionalização das Instituições de Ensino Superior, marcado para outubro deste ano. As palestras contam com o relato de experiência de estudantes e pesquisadores que participaram de estudos, estágios e pesquisas em várias universidades estrangeiras, além do convite aos representantes de agências de fomento de outros países.


6 Educação

Fenômeno conhecido como bullying

A estimativa é que a agressão nas instituições de ensino n

Por Rose Koyashiki

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ONG Plan, em seu relatório sobre Bullying Escolar no Brasil, de 2010, afirmou que 350 milhões de crianças e adolescentes no mundo são vítimas de bullying. No Brasil, a Plan realizou uma pesquisa com 5.168 alunos de 5ª a 8ª série de vários Estados e verificou que 27,84% se declararam como vítimas, 29,08% como agressores e 14,01% ao mesmo tempo como vítimas e agressores. Cerca de 70% dos alunos informaram ter visto, pelo menos uma vez, um colega ser maltratado no ambiente escolar no ano de 2009, e cerca de 20% dos alunos presenciam atos de violência dentro da escola com uma frequência muito alta.

O bullying representa a violência física, psicológica ou verbal feita de

forma repetitiva por um aluno maior ou mais forte ou por um grupo de alunos contra um colega. Atualmente, o mal também tem se disseminado por meio da internet, recebendo o nome de cyberbullying. Segundo Leonor Dias Paini (foto), doutora em Psicologia Escolar e professora

do Departamento de Teoria e Prática da Educação da UEM, existem dois tipos de bullying escolar: direto, caracterizado pela agressão física, e o indireto de caráter simbólico, conhecido como agressão social, caracterizado por forçar a vítima ao isolamento social. Na pesquisa Bullying: brincadeiras que fazem chorar, realizada em Novo Hamburgo-RS, por Ticiana Nienow (2010), foram analisados casos que ocorriam na escola e aulas dos três últimos anos do ensino fundamental de três escolas de diferentes redes de ensino. A prática mais comum era a de receber apelidos, com 43% da municipal, 51% da estadual e 24% da particular. E em grau menor, eles eram zombados e empurrados. Na rede particular, a prática de exclusão foi a mais frequente. Segundo Paini, o bullying traz graves consequências tanto ao agressor como à vítima. “Agressores se não tratados têm grandes probabilidades de se tornarem adultos com comportamentos antissociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinquentes ou criminosas. A vítima não tratada pode ficar traumatizada, ao ponto de se transformar em agressor e causador de bullying. Dependendo das características individuais de cada um, o aluno pode apresentar depressão, isolamento, falta de vontade de ir à escola, desinteresse pelos estudos, dificuldade no desempenho escolar (aumentando o índice de fracasso escolar) e, em casos mais comprometidos, pode levar até a crimes contra a humanidade e contra a si próprio, entre outros efeitos outros efeitos”, esclarece. Amok – Raymundo de Lima,

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Intervenção produz resultados

eonor Paini e seu grupo de pesquisa têm feito palestras e mediações em escolas da rede estadual trabalhando a prevenção e os procedimentos de mediação para fazer a intervenção pedagógica, inclusive junto a alguns professores do PDE. “O bullying é um fenômeno social complexo, e a ação da escola é essencial na sua prevenção. A criança e o adolescente cotidianamente permanecem na escola e nela apropriam-se de grande parte de seu referencial social, afetivo e cognitivo. Por isso, a instituição escolar não pode ficar de braços cruzados, alegando que não é papel dela. É também papel da escola diagnosticar e identificar potenciais bullies e fazer um trabalho informativo e preventivo e de sensibilização junto à equipe escolar, família/pais e a todos alunos da escola se pretendemos minimizar o problema do bullying e da violência escolar”. Ivone Pingoello, que se utilizou de intervenção pedagógica no trato e prevenção do bullying em sua tese de doutorado pela Unesp/SP, explica que contou com a colaboração de duas alunas de Pedagogia da UEM para realizar um trabalho de intervenção em um colégio de ensino fundamental e médio de Maringá em 2011. Foram transmitidas informações sobre o bullying para alunos e professores de cinco turmas do 6º ano e avaliadas as

mudanças ocorridas após o recebimento das informações nas interações entre os participantes quanto à percepção, prática e/ou vitimização de bullying. No início das atividades, os oito professores participantes não sabiam lidar com o bullying em sala de aula; 34,7% dos alunos assumiram maltratar colegas e 70% dos alunos se declararam vítimas de bullying. A situação final apresentada foi os oito professores declarando que, de forma geral, houve uma melhoria no clima em sala de aula e que as informações transmitidas os ajudaram a superar as dificuldades em enfrentar o problema em sala de aula. Entre os alunos que se declararam vítimas, o problema foi resolvido para 52,6%, diminuiu para 39,7% e continuou para 7,7% das vítimas. Como resultado final, os índices revelam que houve mudanças significativas em sala de aula tanto no comportamento dos professores como na atitude dos alunos e que a transmissão de informações resultou em contribuições para a melhoria do clima em sala de aula como conseqüência da diminuição da prática e vitimização do bullying. Paini alerta, em casos de bullying, denuncie: DISQUE 100. E acrescenta que é necessário um esforço-tarefa da sociedade como um todo, para garantir a integridade física e psicológica ao aluno.


7

g é cada vez mais comum nas escolas

no mundo atinja 350 milhões de crianças e adolescentes

Definição de bullying

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ullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem

doutor em Educação e professor do Departamento de Fundamentos da Educação da UEM, acredita que o bullying possa ser uma hipótese para o desencadeamento dos massacres amok ocorridos em escolas. Amok significa raiva cega e é empregado para designar aqueles que, tomados por fúria cega, saem matando pessoas e animais, aparentemente sem motivo e, na maioria dos casos, suicidam-se no final. Explica que o amok não apresenta sintomas de psicose (loucura), nem antecedente criminal, mas sua personalidade parece ser resultado de ressentimentos acumulados, raciocínio vingativo generalizado e disposição para treinamento com armas de fogo visando eliminar maior número de pessoas. Paini e suas orientandas destacam que vários fatores contribuem para desencadear a violência, tais como: a desestruturação familiar, problemas de ordem socioeconômica, influência da mídia, falta de recursos que propiciem melhor segurança em todos os ambientes escolares, inclusive no entorno da escola. Citando a pesquisadora Paula Cunha Gomide,

dizem ainda que as crianças “educadas” com regras frouxas tornam-se adolescentes sem limites, que não respeitam regras nem autoridades. Lembram que a prática de bullying é crime e passível de punição, inclusive para os pais, dependendo da idade dos filhos, de acordo com o Artigo 159 do Código Civil. As pesquisas de Paini e Santomauro (2010) diagnosticaram que as principais vítimas são os alunos considerados estudiosos (nerds), gentis, generosos e que não fazem o tipo ‘machão’, os negros, os deficientes, os considerados diferentes ou meninas que não se enquadram no padrão ‘barbie’. Já os agressores, normalmente, são de séries mais avançadas ou repetentes, que se vangloriam de sua suposta superioridade, com dificuldades em aceitar normas e ser contrariados. As prováveis causas das ações dos agressores são a necessidade de se imporem sobre outros, tornarem outros infelizes; a satisfação pessoal e a demonstração de poder; a popularidade na escola; a ocultação do próprio medo. Além disso, pro-

curam vitimar outras pessoas mais frágeis, podendo tanto causar aversão a esse comportamento e/ou mais comumente, acaba por reproduzir os agressores, por já terem sido vítimizados anteriormente. Ação – Para enfrentar o problema, o ideal é adotar medidas preventivas. “O comportamento agressivo pode ser melhorado a partir da construção do conceito de coletividade, do desenvolvimento da tolerância à frustração, da descoberta de formas saudáveis de resolver problemas e conflitos. O professor pode trabalhar o tema com os alunos, deixando claro que as ações agressivas não serão toleradas e que o bullying é violência e não brincadeira, incentivando a denúncia dos casos ocorridos, dando oportunidade aos alunos criarem regras antibullying, entre outras atitudes. Tamanha é a necessidade que Cleo Fante (2005) publicou um livro com um roteiro de

na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. Emails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Fonte: Revista Nova Escola

programa de educação para a paz”, lembra Paini. Citando Égide Royer, Paini e Ivone Pingoello dizem que a punição surge quando a violência já ocorreu; e que o caminho ideal é a prevenção e a intervenção precoce. As instâncias de intervenção podem ser os professores, a equipe pedagógica, os pais, o Conselho Tutelar e a Promotoria de Infância e Juventude. Já para aqueles que passam por sofrimento psicológico decorrente do bullying, o tratamento psicológico pode ser buscado em Postos de Saúde, Unidade de Psicologia Aplicada da UEM e clínicas especializadas. Os alunos de graduação e pós-graduação da Universidade também podem recorrer ao Ambulatório Médico da UEM e serem atendidos por estagiários de Psicologia; ou ainda procurar profissionais especializados no serviço de saúde conveniados.


8 Graduação

Estudantes prestigiam Mostra de Profissões

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lunos de diversos colégios de Maringá e região compareceram em peso na quinta edição da Mostra de Profissões da Universidade Estadual de Maringá. O evento ocorreu entre os dias 11 e 12 de abril. O diretor de Ensino de Graduação da UEM, Eduardo Radovanovic, comentou que o fluxo de estudantes superou as expectativas de público. Estimase que foram mais de dez mil visitantes. A Universidade abriu os portões para apresentar os cursos de graduação para aqueles que sonham em conquistar um lugar numa das suas salas de aula da UEM. Alunos e professores explicaram as características dos cursos, das profissões e do mercado de trabalho. O curso de Engenharia Química levou bombas hidráulica e helicoidal, válvulas de vazão, ciclone e maquete de produção de biogás para explanar parte das atividades desenvolvidas pelo profissional da área. Gustavo Lupi, do 1º ano, diz que, antes de prestar o vestibular, compareceu à Mostra de Profissões e que isso o ajudou a se decidir na futura profissão. Comentou que o curso está sendo melhor que esperava e mais difícil também. Sabrina Roquette, do segundo ano de Enfermagem, ajudou a explicar sobre o curso, mostrando os equipamentos de sutura, tronco cirúrgico para treinar os curativos, útero e feto. Ela e outras colegas respondem às principais dúvidas dos futuros vestibulandos, como as matérias do currículo, áreas de atuação, as diferenças entre Enfermagem e Medicina, o ganho médio e as dificuldades do mercado. A acadêmica também passou por uma das edições da Mostra de Profissões da UEM, o que a auxiliou a definir o curso que, agora, está “amando. Por enquanto, a escolha da área que vou seguir é

Isabela é graduanda de história

Gustavo Luppi da Engenharia Civil

urgência e emergência”. Objetivos - A Mostra de Profissões foi criada para apresentar os cursos da Universidade para os vestibulandos. Os pretendentes às vagas nos diversos cursos de graduação da UEM aproveitam para sanar dúvidas, conhecer cursos novos e aprender um pouco mais sobre o que é desenvolvido dentro de cada um deles. Segundo Verginia, 15 anos, de Floriano, a Mostra acrescenta e muito na escolha de sua futura profissão. Já Isabela, graduanda de História, acha que a Mostra pouco interfere na escolha do curso, mas é produtiva por apresentar coisas que os preten-

dentes às vagas desconhecem. A vice-reitora Neusa Altoé e a pró-reitora de Ensino Ednéia Rossi prestigiaram o evento, assim como diversos assessores, professores e acadêmicos. O evento é promovido pela Pró-Reitoria de Ensino/Diretoria de Ensino de Graduação, em parceria com a Assessoria de Comunicação, Prefeitura do Câmpus, e apoio do Núcleo Regional de Educação. Outras informações no site www. mostradeprofissoes.uem.br.

Sabrina Roquete, aluna de Enfermagem


9 Inovação

Incubadora Tecnológica escreve novos rumos Nascida para apoiar e promover o desenvolvimento regional com base na inovação, a entidade facilita integração entre universidade, empresas e sociedade e faz com que as inovações tecnológicas sejam difundidas e gerem desenvolvimento econômico e social

Por Rose Koyashiki

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Incubadora Tecnológica de Maringá, fruto de parcerias entre diversas entidades, nasceu para apoiar e promover o desenvolvimento regional. Como destacam os presidente e vice-presidente, respectivamente, Carlos Walter Martins Pedro e o professor José Roberto Pinheiro de Melo, a entidade facilita a integração entre universidade, empresas e sociedade, dá suporte para novos empreendimentos e faz com que os desenvolvimentos tecnológicos cheguem à coletividade. Segundo o coordenador do Grupo de Apoio Estratégico da Incubadora, professor Marcelo Farid Pereira, a necessidade do setor produtivo é tão grande que, antes mesmo de inaugurado, o novo espaço cedido para a Incubadora, que fica no antigo prédio do IBC e que está sendo readequado com apoio da Prefeitura de Maringa, UEM e Finep, já vem recebendo as empresas de base tecnológica que estão iniciando seu processo produtivo e de comercialização. Como destaque pode-se citar A Trama Flex que produz fibra sintética para o setor moveleiro e de decoração e a A8 Metal Concept, desenvolvedora de aparelhos para academias. Farid comenta que a Incubadora, nessa nova fase, permite que empresas implementem avanços tecnológicos, transformando-os em inovação para a sociedade, proporcionando o desenvolvimento regional e gerando riquezas. O professor ainda destaca que a agregação de valor aos produtos por meio da inovação é a chave para um desenvolvimento

Farid: desenvolvimento regional e geração de riquezas

econômico sustentável. “O objetivo da Incubadora é difundir esse processo de inovação. O papel dela e da Universidade é fazer a transferência da tecnologia produzida na academia para a sociedade. A empresa da área de mecânica e design para equipamentos para academias começou com aparelhos mais simples e já está desenvolvendo produtos cada vez mais elaborados, com possibilidade de vender no mercado nacional e internacional. A sua demanda está crescendo em níveis exponenciais. A outra é fornecedora de insumos que não envolvem tanta tecnologia, mas para as empresas que os utilizam representam um grande avanço tecnológico. Ela está fazendo com que as pequenas e microempresas do setor moveleiro tenham um insumo novo, consigam produzir, contratar mais funcionários e melhorar o design, ganhando o mercado até fora da nossa região. Em função desse novo insumo, essas empresas estão crescendo, triplicando o faturamento em três meses. Uma das microempresas que está sendo beneficiada pelo insumo, tinha um funcionário há três meses, já tem 15 e está numa área dez vezes maior. As empresas incubadas funcionam como ponte entre o desenvolvimento tecnológico e a inovação que chega à sociedaA 8: equipamentos de musculação com tecnologia de tanto em produto quanto em serviço, diferenciada

gerando renda e melhorando toda cadeia produtiva, sempre com sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e buscando a melhoria da qualidade de vida”.

ta muitas vantagens, como resistência, durabilidade, facilidade de limpeza e manutenção e possibilidade de múltipla utilização. A8 – Também instalada no antigo prédio do IBC, a A8 produz equipamentos de musculação com tecnologia diferenciada, adaptados à ergonomia dos usuários. Foram desenvolvidos aparelhos para todos os grupamentos musculares. Eles foram pensados para não prejudicar a coluna e estão em teste em uma academia de ginástica. Estão sendo verificadas sua durabilidade, ergonomia e estrutura. Empresa spin off, também era incubada externa. Segundo o gerente industrial da A8, Alexandre Mourão, a Incubadora significa espaço para produção, parcerias, acesso a editais e à tecnologia, possibilidades de ampliação e expansão, melhorias dos equipamentos e desenvolvimento de novos produtos. A A8 também desenvolveu um sistema multifuncional que tem acoplado um aparelho de TV com programas indicando os exercícios para cada grupo muscular. É um equipamento que permite a realização de mais de 200 exercícios físicos. Ele serve para reabilitação de atletas, condicionamento físico e treinamento. Há três meses no novo espaço, já apresenta um crescimento de 300% e vislumbra também contratos internacionais.

Trama Flex - Os proprietários da Trama Flex, Nilson e Lucilene Maximiano, dizem que, sem o novo espaço, não seria possível desenvolver o processo produtivo. A Incubadora para a empresa representa apoio, produção, divulgação e condições de dar os primeiros passos, aliados às possibilidades de parcerias e sinergia com a universidade e outras empresas. A tecnologia para o desenvolvimento da fibra, derivada de polietileno, foi realizada no período em que a empresa era incubada externa. Embora o produto já Serviço: Saiba mais sobre a Incubadora apresente inovação e características que Tecnológica de Maringá pelo site www. o diferenciam dos demais, a Trama Flex incubadoramaringa.org.br/novo/, Trama busca parcerias com cursos da UEM Flex (www.tramaflex.com.br) e Trama 8 para melhoramentos tecnológicos e no(http://a8.ind.br/). vos produtos. A fibra pode ser utilizada para confecção de assentos de cadeiras e poltronas, de cestos, bolsas, tapetes, quadros e até forro de salas ou barracões. Pode ser confeccionada em cores diferentes, até mesmo imitando a madeira. Lucilene, que também é artesã, trançou um quadro misturando a fibra e o cordão natural em que é difícil diferenciar um do outro. Explicam Trama Flex: fibra com muitas vantagens que a fibra apresen-


10 Extensão

UEM atua na Operação Babaçu do Projeto Rondon Após 4 anos ausente, a UEM retornou ao Projeto Rondon, desenvolvendo trabalhos na área da saúde, educação, cultura, direitos humanos e justiça

Por Ana Paula Machado Velho

U

m grupo da UEM foi até o interior do Maranhão, próximo à divisa com o Tocantins, para participar da Operação Babaçu, uma ação do Projeto Rondon 2012. A iniciativa é uma criação do Ministério da Defesa, com o objetivo principal de desenvolver ações afirmativas em comunidades carentes do Brasil. Duas vezes por ano, o Ministério, com o apoio logístico do exército brasileiro, envia professores/ as e estudantes de universidades a lugares que necessitam de oficinas educativas e capacitações para agentes das mais diferentes áreas. Este ano, a UEM esteve presente, com a participação das professoras Crishna Correa (Direito), Eliane Maio (Pedagogia), e dos alunos Carlos Cristiano Meneguini (Direito), Viviane Foss (Letras), Bruna Rabelo Tomeix (Direito), Layane Baldon (Medicina), Rita de Cássia Rossini (Medicina), Felipe Hashimoto Bim (Educação Física), Deisiane Lopes (Psicologia) e Marília Zeczkowski (Odontologia). Desde o resultado afirmativo de que o projeto da UEM tinha sido aceito para participar da operação, a equipe passou por diversas dificuldades: o tempo escasso de preparação, a necessidade de adequar a proposta de trabalho ao que foi observado pela professora Crishna Correa, na viagem de reconhecimento ao município realizada em outubro do ano passado. Além disso, foi preciso reduzir a equipe para oito pessoas, já que duas rondonistas tiveram que abandonar o projeto por motivos de doença. “No entanto, todos esses problemas foram contornados com entusiasmo e boa vontade, e o trabalho no Maranhão foi desenvolvido da melhor forma possível”, explica a professora Crishna. Estrutura – O grupo atuou na cidade de Governador Edison Lobão, onde pode ver a dura realidade da pobreza no Brasil e aprenderam a conviver com as dificuldades locais nos 15 dias que ficaram morando na cidade. “A falta de chuveiro elétrico, as 15 noites dormidas em colchões de ar, dois banheiros para 18 pessoas, a inexistência de água tratada, a chuva abundante intercalada com sol forte e calor constante, não desanimaram a equipe, que conseguiu realizar diversas oficinas adequadas às necessidades da cidade.” Em contrapartida, a cidade nos re-

cebeu com carinho. A equipe morou em uma das casas da assistência social e as próprias assistentes prepararam todas as refeições. Além disso, os agentes da cultura da cidade fizeram questão de nos ensinar as danças folclóricas da região, como a dança do “boi estrela da manhã” e o “cacuriá”. Dançamos junto com o grupo folclórico da região, no evento final de encerramento da operação Babaçu”, contou a professora Eliane Maio. A UEM desenvolveu as atividades juntamente ou paralelamente aos acadêmicos da equipe mineira de Paracatú, da Finom (Faculdade do Noroeste de Minas), que atuou na mesma cidade e desenvolveu as atividades na área de comunicação, agricultura e meio ambiente. Experiência – Mais especificamente,

entre outros trabalhos, foram executadas oficinas de capacitação com professores municipais, acerca dos temas transversais da educação, com os agentes da saúde, sobre leishmaniose, hanseníase, primeiros socorros, saúde bucal, gravidez precoce, DSTs e doenças de fundo hídrico, sendo que alguns desses temas também foram trabalhados com idosos e crianças, com a linguagem e abordagem adaptadas para essas faixas etárias. O grupo ainda atuou com os agentes esportivos, propondo novos jogos, atividades lúdicas e de recreação. Além disso, foi elaborado o regimento interno do Conselho Tutelar da cidade e um curso para os conselheiros para os membros do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente. “Muitas vezes, as oficinas eram realizadas em espaços inadequados, por falta de estrutura física em bairros muito pobres, como é o caso da “oficina do dentinho”, que em uma ocasião teve que ser realizada na janela de uma construção abandonada do bairro mais pobre da cidade. Mesmo assim, as crianças se aglomeravam para ver,

através dos fantoches, a história do dentinho, que foi atacado pela cárie, e os conselhos da mamãe dentinho e do Sr. Dentista sobre escovação dentária”, lembra a acadêmica de Odontologia, Marília Zeczkowski. “Apesar das precariedades, todos/as ouviam com atenção e curiosidade os temas desenvolvidos pelos rondonistas, deixando perceber a carência de informações existente em todas as áreas de ação, sobretudo na saúde e educação”, acrescentou Eliane Maio. O esforço das secretárias municipais para reunir os agentes da educação, do esporte, da saúde e os idosos em torno desse trabalho, ajudou a garantir a eficácia das ações. “Ao fim do período da Operação Babaçu, foi possível retornar com a certeza de que valeu à pena sacrificar as férias em função do contato com esta comunidade, de Governador Edison Lobão, em benefício da extensão, que nesse caso, é a possibilidade de sentir, em termos mais concretos, as dificuldades e possibilidades de trocas de experiências e conhecimento entre diferentes regiões do Brasil. Missão cumprida!”, concluiu Crishna Correa.


11 Ensino

Século XXI precisa de novo modelo de aula

Professor da USP diz que, mais do que motivar, cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria ministrada Por Ana Paula Machado Velho

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Associação dos Docentes da UEM (Aduem) promoveu, no início de abril, a palestra Reinventando a Aula Expositiva, com José Carlos Angelo Cintra, do Departamento de Geotecnia, da Universidade de São Paulo. O professor falou sobre como tornar as aulas mais interessantes, independente do tema e da matéria. A atividade faz parte das comemorações dos 40 anos do Curso de Engenharia Civil (DEC), da UEM, e foi realizada no anfiteatro do DEC. Cintra é professor titular da EESC/USP, onde é responsável pela atividade de ensinar a ensinar, na qual, faz a preparação de pós-graduandos para a docência universitária e para a realização de apresentações orais públicas. Ministra palestras e cursos de técnica de apresentação, em universidades, empresas, associações, instituições governamentais, eventos, entre outros. Premiado como a melhor palestrante no maior congresso de RH da América Latina, é autor do livro/ DVD Didática e Oratória com Datashow... Segundo ele, para dar aula bem, não é preciso dom e que todos podem desenvolver essa habilidade de ministrar boas aulas. O docente precisa entender que é preciso um novo modelo. Cintra acrescenta que a aula expositiva do século passado era conteudista, desmotivadora e ministrada por um professor autoritário, até carrasco, às vezes. Essa aula realmente já era! No passado, o conhecimento era pouco acessível, com raríssimos materiais

e textos didáticos, à exceção de apostilas de notas de aula impressas sem muito recursos e sem a internet para consultar. Ao aluno não restava alternativa senão ficar atento ao monólogo do professor, e copiar a matéria para ter o que estudar – os cadernos eram indispensáveis. O papel do professor era centralizador e o objetivo do ensino era o conteúdo, o máximo possível. Bom professor era aquele que ensinava mais, em quantidade de conteúdo. “Mas isso era compatível com a estrutura social em que vivíamos, com pouca liberdade e relacionamentos marcados pela hierarquia rígida. Era a época dos ‘superiores’ muito exigentes, severos, bravos (na sociedade, na família e na escola), com aplicação de castigos, por vezes, até físicos. Dos tempos de disciplina rigorosa na escola, talvez tenha surgido o outro significado para o vocábulo disciplina, o de ramo do conhecimento, ciência ou matéria”,

explica Cintra. Novos tempos – O professor destaca que esta realidade mudou. A nova aula expositiva para o século atual é não conteudista, com objetivo de motivar o aluno, fazê-lo entender e gostar da matéria ensinada, ministrada por um professor acessível que busca um relacionamento amigável com os alunos. “Na nova aula expositiva, o professor deve se impor o desafio de ensinar de modo que o aluno goste e entenda a matéria, lembrando que todo assunto pode ser chato ou atraente, dependendo da forma com que é ensinado e das estratégias empregadas. Dessa forma, ensinar se torna uma atividade apaixonante”, acrescenta. Para Cintra, enquanto a aula do século passado priorizava a teoria, ao aluno de hoje é mais propício

começar pela prática, como forma de incentivar o estudo teórico. E mais, ele destaca que a boa aula é antídoto para questões indisciplinares em sala de aula e, ainda, para o problema da falta dos alunos às aulas. Com boa aula, o professor não precisa utilizar artifícios para prender o aluno em sala de aula. O papel do professor – Cintra apresenta uma analogia para ilustrar a figura do estudante universitário atual. Diz que, diante da profusão do conhecimento no mundo de hoje, o aluno é como um visitante perdido ao chegar pela primeira vez a uma megalópole. Ao professor está reservado o papel de desenhar o mapa da cidade, destacando a região central, as avenidas principais, os bairros mais importantes etc. Essa orientação deve ser o suficiente para o aluno iniciar as suas próprias incursões na grande “cidade” do conhecimento. Haverá dúvidas, que ele poderá trazer para o professor esclarecer, mas também haverá satisfação em descobrir por conta própria os caminhos secundários e outros locais. O professor ainda destaca que o estudo fora de sala de aula deve ser incentivado como algo rotineiro e importante, sobretudo na universidade pública, em que os alunos geralmente não trabalham. Estudo esse que não pode se restringir ao conteúdo abordado em aula. “Mais do que motivar cabe ao professor o propósito de cativar os alunos para a matéria ministrada. É papel do professor se interessar pelos alunos que têm dificuldade e até mesmo desinteresse em estudar. Não podemos ser professores apenas para os bons alunos, ignorando ou desprezando os demais. Eles representam a oportunidade do docente exercitar a sua capacidade na plenitude”, completa Cintra. OBS: Com informações do texto do professor Cintra, A Aula do Século Passado Já Era!, disponível na Internet.


12 Prêmios

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Acadêmicos de Design e Direito são premiados

ois acadêmicos do quarto ano do curso de Design foram premiados na 16ª edição do concurso Salão Design, realizado pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves. Bruno Vinícius dos Reis e Juliara Debiagi Santos ficaram em segundo lugar na categoria Móveis para Sala, na modalidade estudante. A peça premiada é a Cadeira Pix 1. O projeto dos acadêmicos da UEM

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foi orientado pela professora Cristina do Carmo Lúcio. Utilizando chapas de alumínio, com acabamento em pintura epóxi, Bruno e Juliara aliaram praticidade e modernidade. Um dos pontos fortes é a facilidade de transporte e armazenamento, já que a cadeira é toda desmontável e suas peças encaixam-se entre si formando uma espécie de caixa. Segundo Bruno, já há uma indústria no Rio Grande do Sul interessada em fabricar o produto.

Julgamento – Já alunos de Direito matutino foram premiados no Moot Court Competition, realizado de 1º a 3 de março, na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Marcelo Pichioli da Silveira (4º ano), Ramon Alberto dos Santos (4º ano) e Luiza Damasceno (3º ano), com auxílio da professora Érika Mendes de Carvalho (Departamento de Direito Público), ficaram em nono lugar, concorrendo com

Bandas desfilam no câmpus

Universidade Estadual de Maringá foi palco do 1º Desfile de Bandas e Fanfarras. O evento contou com a participação da Banda Municipal de Goioerê, da Fanfarra Municipal de Rondon, da Fanfarra Tradicional Simples de Jandaia do Sul, da Banda de Percussão Integração de Marialva, da Banda Municipal de Ivaiporã, da Fanfarra Municipal de Paiçandu, das Atléticas da UEM, e da Banda Marcial Música Sem Fronteira de Santa Fé, que conta com alunos do Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM (CAP). O organizador do desfile, Ricardo Viana, que é produtor musical da Rádio UEM FM, destacou que o objetivo foi o de difundir a cultura de bandas marciais e dar oportunidade para que elas apresentassem seus trabalhos. Informou que as bandas têm papel importante no resgate de jovens e crianças por meio da música.

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Arquitetura tem primeiro mestrado do PR

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Eduem lança 54 títulos

oi concorrida a solenidade de lançamento de livros e periódicos de 2011-2012 da Eduem, ocorrida no dia13 de abril. Foram lançados 54 livros, sete números da Coleção Fundamentum e oito periódicos científicos da Acta Scientiarum. As obras reúnem trabalhos das ciências exatas, humanas e biológicas. O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Mauro Ravagnani, falou em nome dos autores. Ravagnani é autor do livro Redes de Trocadores de Calor, escrito junto com o professor Jose Caballero Suarez, da Universidade de Alicante, na Espanha. Explicou que estuda o assunto há 15 anos e lamentou a falta de editais voltados para lançamentos científicos e enalteceu o papel da Eduem. O diretor da Eduem, Alessandro de Lucca e Braccini, proferiu a palestra A Produção Científica e o Desenvolvimento do Paraná. Ela falou sobre a posição científica do Estado em relação ao País e sobre o sistema de ensino superior público do Paraná. A Eduem publica livros e coleções científicos, técnicos e didáticos, com conteúdo produzido pela Uni-

competidores de grandes universidades brasileiras, colombianas, argentinas, guatemaltecas e norte-americanas. O Moot Court Competition é uma competição de julgamento simulado em Direito do Desenvolvimento Sustentável, criado para treinar advogados sobre como usar o sistema Interamericano de Direitos Humanos como fórum para abordar as violações dos direitos humanos nas Américas e no Caribe.

versidade Estadual de Maringá ou através de colaboração ou co-edição. Conta com a Livraria Eduem, que comercializa e distribui os livros da editora para todo o território nacional e adquire e comercializa livros de outras editoras. A Livraria tem sede no Câmpus Universitário da UEM, Bloco F-5, e é aberta à comunidade.

UEM acaba de implantar o mestrado em Metodologia de Projeto. Com isto, a Instituição se torna pioneira na oferta de pós-graduação stricto sensu da área de Arquitetura e Urbanismo no Paraná, aprovada pela Capes. Este, na verdade, é o resultado de uma proposta conjunta entre a UEM e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). “O curso nasceu do entendimento de que é fundamental promover a evolução constante do conhecimento sobre os modos de perceber, intervir, gerar e habitar edifícios, cidades e paisagens”, diz o coordenador do Programa, Renato Leão. O mestrado vai promover o desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas que, por tomarem questões regionais e problemas reais, poderão contribuir para a melhoria dos ambientes construídos. O curso é composto por duas linhas de pesquisa: Historiografia e Metodologia de Organização de Dados para o Projeto e Produção do Ambiente Construído. A primeira trata de uma reflexão sobre a dinâmica da cultura projetual considerando suas dimensões histórica, sociocultural, técnica e material, como subsídio para práticas projetuais; já a segunda enfoca a avaliação e a aplicação de métodos e processos de projeto relacionando questões de desempenho e sustentabilidade. Mais informações sobre o programa no site www.ppu.uem.br.

Jornal da UEM - n. 104 - abril / 2012  

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