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JORNAL DA REGIÃO

11 a 17 de Janeiro de 2018

actualidade

Câmara recusa fecho O de loja dos CTT

presidente da Câmara de Sintra, Bassílio Horta, recusa o eventual encerramento da loja dos CTT no Casal da Barota (Belas), por colocar em causa o “serviço público às populações” e anunciou que vai dar conta desta posição à empresa e ao Governo.

“Isto é de uma gravidade enorme. Num momento em que estamos a abrir Lojas do Cidadão, e que estamos com uma política de aproximação aos munícipes, os CTT, que têm um serviço público, fazem o contrário, fecham estações”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (PS), na sequência do anúncio dos CTT.

A empresa apresentou à comissão de trabalhadores uma proposta de encerramento de 22 lojas, entre as quais a da Rua Filipa de Lencastre, no Casal da Barota, no território da União de Freguesias de Queluz e Belas. “A estação que querem fechar insere-se no núcleo urbano de Queluz-Massamá, onde vivem 80 mil pessoas,

que é servido por três estações dos CTT, onde já há filas enormes”, explicou o autarca. O eventual encerramento de uma loja deixará a população apenas com duas estações, “bastante afastadas uma da outra”, frisou Basílio Horta. “Isto é impossível acontecer, portanto vou propor na reunião da vereação (agendada para esta terça-feira)

que façamos uma carta à administração dos CTT, dizendo que não concordamos com este encerramento, para repensarem a decisão, e ao mesmo tempo pedir uma audiência urgente ao ministro da tutela, Pedro Marques”, adiantou. Para o presidente da autarquia, trata-se de “uma questão de serviço público e o país não pode ficar à mercê de decisões que ignoram totalmente as necessidades das populações”. “O grande objectivo actualmente dos CTT é o lucro, é só e apenas o banco postal, com esquecimento do serviço público”, criticou Basílio Horta, considerando que “o Governo tem de ponderar isto e, se o serviço público não estiver a ser cumprido, tem que retirar [a concessão]”. O autarca salientou que só no Casal da Barota são abrangidas “cerca de 40 mil pessoas” e outras tantas em Massamá. “Não concordamos com o encerramento e tomaremos todas as medidas ao nosso alcance para que isto não se faça”, vincou o autarca eleito pelo PS,

Força Aérea quer mais efectivos para nova missão A Força Aérea propôs ao Governo aumentar o efectivo em cerca de 200 novos militares, de forma gradual, para dar resposta às novas missões, em particular no combate a incêndios, disse o general Manuel Rolo. “Nós temos de começar a incorporar o pessoal para o treinar e para o qualificar. Os números, em concreto, nós propusemos um aumento de 200 efectivos no total das diferentes especialidades para poder, de forma cres-

cente, aumentar essa capacidade”, disse à Lusa o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo. À margem da cerimónia de entrega do brevet a nove novos pilotos-aviadores da FAP, que decorreu na Base Aérea n.º1, em Sintra, o general Manuel Rolo acrescentou que o objectivo é aumentar o número de militares ao quadro, actualmente em menos de seis mil. A Força Aérea não participa este ano no combate directo a incêndios, mas sim na “ges-

tão centralizada” e comando e controlo das operações, segundo esclareceu em Novembro o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello. “Teremos de facto aqui um período em que não seremos de imediato nós a executar essa missão, mas temos de saber crescer para a poder executar no momento em que nos for totalmente atribuída”, advertiu o CEMGFA. O general acrescentou que a proposta que foi feita ao Ministério da Defesa Na-

cional pretende “aumentar os números, particularmente no quadro permanente”. “Porque aí temos praticamente a garantia de que os números que forem postos à disposição para ingresso poderão ser preenchidos porque as pessoas têm aí uma perspectiva de carreira o que é diferente do que diz respeito aos praças”, disse. Segundo o relatório de gestão de 2016, a FAP contava com 6.646 efectivos militares e civis, número que desceu para 5.952 militares em 2017.

admitindo que “o serviço postal é um serviço básico à população” e que a concessão dos CTT a privados lhe suscitou “muitas dúvidas”. Num esclarecimento enviado às redacções, os CTT referiram que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”. Também a Junta de Freguesia de Queluz e Belas, através da sua presidente Paula Alves, já manifestou a sua oposição ao anunciado encerramento da loja dos CTT de Massamá Norte/Casal da Barota, situado na Rua Filipa de Lencastre. A autarca socialista reuniu mesmo com os responsáveis dos CTT, onde reforçou “a total oposição da Junta de Freguesia ao encerramento do posto que serve mais de seis mil habitantes e uma larga zona industrial”.

Críticas sobem de tom O anunciado encerramento já motivou posições públicas de diversas forças partidárias, como a CDU que apela à população no sentido que mantenham “a justa luta” para evitar a decisão relativa à estação dos CTT do Casal da Barota, lembrando que, no concelho, desde Janeiro de 2013, já fecharam instalações em Colares e Tapada das Mercês. A CDU afirma-se “ao lado das populações nesta luta e defende o regresso à esfera pública deste serviço público”. O Bloco de Esquerda também emitiu um comunicado em que expressa a sua oposição ao fecho da estação da Rua Filipa de Lencastre “e, em nome do serviço público de correio e dos direitos de quem trabalha, defende o resgate para o sector público do que nunca devia ter sido privatizado”. Para o BE, “redireccionar estas pessoas e entidades para as estações mais próximas não é solução. Além das dificuldades de deslocação e perda de tempo que isso iria causar, prevê-se mais sobrecarga desses serviços que já se têm vindo a degradar desde a privatização dos CTT”.

Jornal da Região de Sintra 159 de 11 a 17 de Janeiro de 2018  
Jornal da Região de Sintra 159 de 11 a 17 de Janeiro de 2018  
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