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JORNAL DA REGIÃO Director: Paulo Parracho • 30 de Novembro a 6 de Dezembro de 2016 Série IV • Edição N.º 105 • Ano XXI • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Distribuído com o

LINDA-A-PASTORA TEME PELO FUTURO

Página III do Especial

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ESPECIAL SABORES À MESA No interior deste jornal

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Datada do tempo em que havia mundos e fundos (europeus) e subsistia a esperança de que a localidade não viesse a perder população e dinamismo, a sede do Linda-a-Pastora Sporting Clube é, desde há vários anos, uma espécie de ‘elefante branco’, sem funcionalidade

adequada à escassez de sócios e de receitas. Um elevador que dá muita despesa e salas que raramente são usadas são alguns exemplos referidos por José Manuel Isidro, presidente do clube que reconhece ver-se obrigado a canalizar subsídios da Câmara, que deveriam

ser aplicados na actividade desportiva, para fazer face a despesas correntes. A situação é tão preocupante que o dirigente não garante que a agremiação, a comemorar por estes dias 75 anos de vida, venha a cumprir novo aniversário.

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE OEIRAS COMEMORAM 125.º ANIVERSÁRIO Ministra da Administração Interna atribui medalha de mérito

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30 de Novembro a 6 de Dezembro de 2016

JORNAL DA REGIÃO

Linda-a-Pastora comemora 75.º aniversário Sede desajustada ameaça futuro A melhor prenda que José Manuel Isidro gostaria de ter no 75.º aniversário da instituição que dirige seria o reconhecimento do papel social do Linda-a-Pastora Sporting Clube numa localidade envelhecida. Ou então que o tempo voltasse a finais dos anos 90 para recusar o projecto de uma sede nova que se viria a revelar demasiado grande e pouco funcional. Ao percorrer as estreitas (e perigosas para os peões) ruas da zona mais baixa de Linda-a-Pastora (Queijas) facilmente se apercebe que se trata de um núcleo de população envelhecida, de casas antigas, muitas entaipadas e algumas a ameaçar ruir, de lojas que fecharam portas por falta de clientela.

É neste contínuo de imóveis gastos pelo tempo que salta à vista um edifício com linhas modernas, dois pisos imponentes, com vidro em grande parte da fachada… É a sede do Linda-a-Pastora Sporting Clube (LPSC), cuja modernidade, porém, o seu presidente, José Manuel Isidro, trocava já, caso pudesse, por instalações mais adequadas à realidade económica e social em que se insere. Porque, tal como está, tem sido uma espécie de elefante branco que absorve os parcos recursos existentes. “Só o elevador consome uma enormidade em energia e manutenção”, começa por destacar o dirigente, adiantando que as despesas mensais ascendem a 400 euros. Para fazer face às mesmas há apenas receitas do

bar e a quotização de pouco mais de uma centena de sócios (um euro por mês). Resultado: “Temos estado a canalizar para despesas correntes verbas de subsídios da Câmara que deveriam ser aplicadas no desporto”, reconhece, convicto de que “não há alternativa a não ser começar a pensar em fechar as portas”. Um desfecho que seria uma “perda importante” para os habitantes da localidade. “O bar do clube funciona como o centro de convívio; é aqui que vêm buscar o pão, é aqui que vêm tomar o seu cafezinho, conviver…”, diz o nosso interlocutor que, enquanto faz de cicerone pelas instalações, vai recordando o antes e o depois da construção da sede, cujas obras de melhoramentos e ampliação foram inauguradas, em 2002, pela antiga presidente da Câmara, Teresa Zambujo (embora o projecto viesse de anterior governação de Isaltino Morais). “Na altura, eram outros os tempos, parecia tudo mais fácil…”, justifica José Manuel Isidro, que já nessa época estava à frente dos destinos do LPSC. Além disso, assegura que terá sido prometido a muitos dos moradores que habitavam em barracas naquela

José Manuel Isidro está preocupado com a situação do clube que lidera, a enfrentar múltiplas dificuldades

área que seriam realojadas na mesma zona. “Mas isso não chegou a acontecer, levaram as pessoas para outros bairros do concelho e nunca construíram casas para elas voltarem para cá”, lamenta o dirigente associativo. Desde então, o clube ficou sem aquilo que enche a alma dos edifícios, que permite aumentar o número de atletas e de modalidades, que permite a renovação da própria estrutura dirigente, e, claro, que ajuda de forma decisiva a confortar os cofres. Conclusão: “Não temos pessoas, temos um edifício insuportável para as nossas possibilidades, que é nosso, mas que foi um presente envenenado e ao qual hoje diríamos não, obrigado”. Sobre o futuro, José Manuel Isidro também é muito claro: “Se as coisas não forem al-

teradas, não sabemos se vamos conseguir fazer 76 anos, com muita pena nossa”. Um modesto fundo de maneio amealhado ao longo dos anos e cada vez mais ameaçado de extinção é a ténue linha que separa a situação actual do fecho de portas. “Não vemos grande possibilidade de continuar a alimentar esta agonia”, reforça o presidente, lançando o olhar sobre as salas com aspecto novo, várias delas, porém, subaproveitadas em termos de uso. “Há uma que só usamos uma vez por ano”. A situação difícil do clube – que comemorou os seus 75 anos no passado sábado – tem sido comunicada a quem de direito. Mas até agora, apesar das medalhas de mérito recebidas de Junta e Câmara e das ajudas pontuais – de que é exemplo

uma reparação do elevador que custou cerca de mil euros e que a autarquia pagou… – nada se alterou significativamente. Há, porém, que não esquecer o essencial. E José Manuel Isidro faz questão de o lembrar: “Somos uma Instituição de Utilidade Pública reconhecida desde 2000, temos um palmarés desportivo invejável, este clube leva a todo o Portugal e pelo mundo o nome da freguesia e do concelho, fazemos um importante serviço social e desportivo, pelo que, em nosso entender, merecemos uma atenção por parte da autarquia”, sublinha o presidente do LPSC, preocupado, mas acreditando, ainda, que será possível trazer de volta a esperança no futuro.

1.º campeão nacional, no escalão masculino, desta prova. A título individual, tem nas suas fileiras “muitos atletas medalhados em campeonatos mundiais, europeus e nacionais na categoria de Masters, tanto em provas de estrada, corta-mato,

pista coberta e ao ar livre”. Ténis e mesa e futebol amador já foram modalidades com dinamismo e bons resultados desportivos. Segundo o seu presidente, o LPSC conquistou, desde a sua fundação até ao momento, um total de 971 troféus.

Jorge A. Ferreira

A cerimónia das comemorações do 75.º aniversário do LPSC, realizada no passado sábado, incluiu a outorga ao clube da medalha e do diploma de mérito associativo da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Desporto e Recreio.

A agremiação de Linda-a-Pastora procedeu, também, à entrega de emblemas aos associados com 25 e 50 anos de sócios, além de ter feito o agradecimento e o reconhecimento públicos a individualidades, atletas e instituições consideradas

merecedoras de tal atenção. Actualmente, o LPSC tem como principal actividade desportiva o atletismo, secção que agrupa quase 200 atletas (cerca de 30 dos quais nos escalões de formação), mas também tem um núcleo de BTT. O seu atleta mais velho

nasceu em 1933 e o mais novo em 2009. O clube já venceu por 18 vezes o Troféu CMO – Corrida das Localidades. No passado dia 9 de Outubro, no 1.º Campeonato Nacional de Meia Maratona de Masters (veteranos), sagrou-se como o

A celebrar o 1.º aniversário

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Clube tem quase 200 praticantes de atletismo


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JORNAL DA REGIÃO

Largo da Pirâmide requalificado

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Obra da Parques Tejo, em Linda-a-Velha, inclui mais lugares de estacionamento e reabilitação do espaço público Trabalhos respeitantes à nova Zona de Estacionamento de Duração Limitada (ZEDL) junto ao Edifício da Pirâmide, em Linda-a-Velha, estão praticamente concluídos. A obra, estimada em 365 mil euros, contempla a criação de 50 lugares e a beneficiação da área envolvente com espaços verdes. A zona abrangida pela empreitada é densamente habitada nas imediações e também recebe fluxos de frequentadores do Auditório Municipal Lourdes Norberto, ali localizado. Será, de resto, por questões de segurança que as entradas da área agora reordenada pela Parques Tejo incluem uma sinalética menos comum cujo conteúdo (o desenho de peões, casa e uma bola) aponta para que seja

dada prioridade a quem circula a pé, para além de um sinal mais convencional limitando a velocidade a 20 quilómetros/ hora. “Esta era uma zona degradada e de escassa oferta face à procura no que toca a estacionamento. Foi neste sentido que a Parques Tejo procurou requalificar e reordenar a área, através da criação de uma zona de vivência mista, circulação viária, pedonal e de estacionamento”, explica a empresa responsável pela intervenção. A obra, que foi feita por diversas fases individuais para minimizar os impactos em moradores e frequentadores, deverá estar pronta até ao final do mês de Novembro. No entanto, já há algum tempo que os lugares estão a ser usados pe-

los utentes, uma vez que a área por concluir é reduzida e confinada. Além da nova ZEDL, situada no lado Sul do Edifício Pirâmide, a empreitada incluiu o reordenamento do estacionamento pré-existente em vários arruamentos circundantes. Assim, ao todo, entre área nova e área reordenada, passaram a contabilizar-se 250 lugares de parqueamento naquele ponto de Linda-a-Velha, sendo que 14 destinam-se a pessoas com mobilidade reduzida (dois na nova ZEDL). A reboque dos carros veio, também, a beneficiação da área envolvente com espaços verdes.

“Mais-valia” ou “obra desnecessária”? Quando abrir oficialmente, a nova ZEDL cobrará a taxa

verde, estando disponível a obtenção de dístico para estacionamento destinado a residentes e a empresas. Esta será uma “mais-valia” segundo os responsáveis da Parques Tejo, mas Joaquim Nascimento, proprietário de um restaurante à entrada da nova ZEDL, até acha que “a obra não era necessária”. “Tinha 14 lugares para os meus clientes e agora continuo a ter os mesmos”, diz. E aproveita para fazer um reparo: “Fizeram o passeio para peões do lado errado porque é do lado

oposto que as pessoas têm os restaurantes e o teatro, logo, tal como está, chegam ao fim do passeio e têm de atravessar a estrada, era dispensável esse risco”. Além de que “vão cobrar aqui aos sábados de manhã, o que não acontece na Avenida Carolina Michaelis, por exemplo”, faz notar ainda o mesmo empresário. Recorde-se que, recentemente, a Parques Tejo viu aprovadas na Assembleia Municipal de Oeiras duas propostas sobre duas ZEDL distintas: em Miraflores, a Rua Monsenhor Manuel

Teixeira foi englobada na zona de estacionamento taxada já existente naquela área – dando seguimento a queixas dos moradores que viam a artéria invadida por carros de fora que ali procuravam parqueamento grátis –, enquanto em Caxias foi criada uma nova ZEDL, na área de interface com os comboios, pela mesma ordem de razões (muita gente deixava ali o carro todo o dia e ia trabalhar para Lisboa, ocupando lugares até ao regresso, ao fim do dia). Jorge A. Ferreira

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BREVES JÚLIA PINHEIRO EM CONVERSA GLOBAL

MAIS ALTA GRADUAÇÃO DE KARATÉ

A Escola de Ciclismo de Oeiras (sedeada em Tercena) e a loja Saltar Trilhos vão organizar, no próximo dia 8 de Dezembro, o 3.º Passeio de Bicicletas – Luzes de Natal. O passeio, com meta no Terreiro do Paço, terá 35 quilómetros de extensão e será cumprido por estrada e em ritmo lento para que o grupo de participantes se mantenha junto ao longo do trajecto. A iniciativa começará pelas 16h45 com a concentração no Mercado de Tercena. A chegada a Lisboa está prevista para as 18h30, onde a comitiva conta petiscar para retemperar forças, antes de regressar ao ponto de partida. O passeio será aproveitado para angariar fundos para o projecto de remodelação do Centro de Dia de Tercena.

A terminar o ciclo de ‘Conversas na Aldeia Global’ deste ano, o jornalista António Mateus e a apresentadora televisiva Júlia Pinheiro são convidados para uma reflexão sobre os contributos dos canais de comunicação social na promoção do diálogo, da reconciliação e da compreensão a nível internacional. O encontro está marcado para 7 de Dezembro, às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, com entrada livre. António Mateus, escritor e jornalista, foi repórter e correspondente da Agência Lusa e da RTP, em Moçambique e em Joanesburgo. Júlia Pinheiro, apresentadora com vasto currículo nos três principais canais generalistas, apresenta o programa “Queridas Manhãs” (SIC).

O mestre Jaime Pereira, do CEFIDEC - Centro de Educação Física e Desportos de Combate, sedeado no Bairro do Pombal, em Oeiras, recebeu, no passado dia 25, da Federação Nacional de Karaté (FNK), a homologação da “mais alta graduação dada a um mestre de karaté até à data – a de 9.º DAN”. A cerimónia, que decorreu na Quinta da Beloura, contou com a presença do presidente da FNK, Carlos Silva, bem como do presidente do CEFIDEC, Humberto Oliveira. O Centro de Educação Física e Desportos de Combate existe há mais de 40 anos, desenvolvendo a prática de Karaté, do estilo Goju Ryu de Okinawa. Ao longo dos anos, já produziu vários campeões nacionais.

Bombeiros de Oeiras agraciados Corporação comemora 125.º aniversário

Com 95 elementos, a corporação de Oeiras tem pugnado pela máxima eficácia no serviço pré-hospitalar, no socorro em acidentes e nos fogos urbanos, que são as suas principais actividades, sem esquecer, no Verão, as patrulhas de bicicleta no Passeio Marítimo ou o programa ‘Praia Acessível’ , em Santo Amaro. Pelo seu empenho ao longo de 125 anos, a instituição foi distinguida, este domingo, pela ministra da Administração Interna. A medalha de mérito de protecção e socorro, no grau ouro e distintivo azul, atribuída por Constança Urbano de Sousa, em cerimónia realizada este domingo, no quartel localizado no centro histórico de Oeiras, visou reconhecer “o exemplar percurso da sua existência ao serviço da comunidade e da protecção e socorro de populações, com uma actuação sempre caracterizada pelo heroísmo, pela abnegação e pela solidariedade para com o próximo”. Uma distinção e uma presença que marcaram as comemorações dos 125 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros de Oeiras, as quais, de resto, decorreram ao longo do ano com diversas iniciativas

Foto BVO

ACTUALIDADE

PASSEIO LIGA TERCENA A LISBOA

Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, condecorou a corporação de Oeiras

(desfile de fanfarras, simulacros e seminários), culminando no passado fim-de-semana: no sábado, houve missa e romagem ao cemitério de Oeiras e no domingo realizou-se um desfile apeado do corpo de bombeiros, seguindo-se a recepção à ministra da Administração Interna, uma sessão solene (no Auditório Eunice Muñoz) em que foram distinguidos elementos com 50 anos de associados e, a encerrar os festejos, um almoço no quartel. Para o comandante José Manuel Pereira, desde há sete anos em Oeiras – após longo período a li-

derar os Bombeiros Voluntários da Ericeira (concelho de Mafra) – o momento é de orgulho e de motivação para continuar a desempenhar eficazmente as missões que estão atribuídas à corporação.

Escola assegura futuro Em termos de recursos humanos, as necessidades estão preenchidas, destacando-se o facto de já ali terem sido promovidos cerca de 50 bombeiros ‘feitos’ na Escola de Infantes e Cadetes da instituição, a qual foi criada há quatro anos.

“Actualmente, temos cerca de 30 elementos”, revela José Manuel Pereira, enfatizando o papel desta escola e a maneira como a formação tem sido feita no concelho, aproveitando cada vez mais as sinergias de cada uma das sete corporações num objectivo colectivo comum. “Quando aqui cheguei cada um tinha a sua escola, mas em 2010, começámos a fazer formação conjunta, depois de ter convidado as corporações de Linda-a-Pastora e de Barcarena”, conta. Entretanto, as outras entidades congéneres foram-se juntando e, em 2015, bem como

Novo quartel à espera de acordo com a Câmara O quartel dos Bombeiros Voluntários de Oeiras data de 1938, época em que era normal este tipo de socorro estar instalado no coração de vilas e aldeias. O comandante salienta que “todos temos a noção de que aqui, em pleno centro histórico, não estamos bem localizados segundo os modernos critérios nesta matéria”.

Na verdade, são bem conhecidas as queixas de parte da população que habita na vizinhança do quartel quanto a barulho e outros incómodos gerados pelo funcionamento da corporação. A solução está na forja, mas tarda em concretizar-se. José Manuel Pereira lembra que já existe um projecto para um novo quartel, elaborado pela

Câmara de Oeiras, o qual aponta para a edificação de um novo quartel em Cacilhas de Oeiras (junto à estrada que liga a Porto Salvo), em terreno que a autarquia se propõe ceder em direito de superfície por 75 anos. E é neste ponto que reside o foco de discórdia entre as duas partes: “Tudo o que está aqui no centro histórico de Oeiras é propriedade da

Associação dos Bombeiros de Oeiras, edifício e terreno. Naturalmente, queremos ir para uma situação em que se repita isso mesmo, ou seja, quartel e terreno serem dos bombeiros, troca por troca, e não uma cedência do terreno”, explica o comandante, concluindo, sobre o ponto de situação: “Aguardamos serenamente”.

na 1.ª recruta já realizada este ano, todas as sete corporações do concelho estiveram “em formação conjunta”, a qual decorre nas instalações que tenham as melhores condições para cada valência. “Nós aqui não temos condições para darmos a componente prática, por exemplo, porque o quartel é muito velho e, por isso, temos de nos socorrer de outras corporações”, aponta o nosso interlocutor. As vantagens deste sistema são várias. “Desde logo, permite que comece a haver um maior conhecimento entre todos os alunos e, um dia mais tarde, caso se encontrem num mesmo teatro de operações mais facilmente haverá uma ligação entre eles; depois, vão conhecendo os equipamentos existentes em cada quartel; permite, ainda, aproveitar os melhores formadores de cada corporação (por exemplo, a nós falta-nos um formador em incêndios florestais, enquanto Barcarena ou Algés têm-nos; em contrapartida, eles não têm formadores em desencarceramento e nós temos três…)”.

Falta carro de combate a fogos urbanos Quanto a meios materiais, a corporação oeirense – que, além de Oeiras e São Julião da Barra é responsável, também, por grande parte do território de Porto Salvo (excluindo Vila Fria, Bairro dos Navegadores e Taguspark, que estão sob a alçada dos bombeiros de Barcarena) – tem tido um bom apetrechamento nos últimos anos. De destacar um veiculo

de desencarceramento comprado em 2013 por intermédio do programa QREN (fundos europeus), no valor de 307 mil euros (a associação humanitária pagou 22 500 euros e a Câmara de Oeiras outro tanto); e um veículo auto-escada que, apesar de ter 25 anos, foi profundamente renovado em oficina, durante um ano, numa empreitada que custou 50 mil euros (a autarquia entrou com metade da despesa) – “novo custaria entre 700 a 800 mil euros”! Ainda assim, há uma lacuna por preencher. “Neste momento, preciso urgentemente de um veículo, de grande porte, para combate a fogos urbanos. O que temos está muito velho, tem 21 anos e já foi comprado em 2.ª mão, dá muitos problemas”, especifica José Manuel Pereira, adiantando que o custo é de 300 mil euros. Em termos de apoios, o comandante sublinha a “ajuda preciosa” da autarquia, não só no subsídio mensal de 13 500 euros – igual para todas as corporações e que vai aumentar em 2017 mais quatro mil euros (minorando assim, as perdas resultantes do facto de, há cerca de três anos, terem passado a ser pagos 12 meses de subsídios e não 14…) – mas também na criação e crescimento das Equipas de Intervenção Permanente (EIP), financiadas pela Câmara, as quais consistem num grupo de elementos (actualmente são três em cada corporação, serão quatro já em 2017) sempre disponíveis no quartel para actuar em qualquer emergência. Jorge A. Ferreira


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Sugestões JR CINEMA

Aliados

Com Brad Pitt e Marion Cotillard nos principais papéis, a história remonta a 1942, quando o oficial Max Vatan e Marianne Beausejour, da Resistência Francesa, se encontram numa missão mortal no Norte de África. LIVRO

VER & OUVIR

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Gala solidária pelo Salvador

‘A Escada de Istambul’, de Tiago Salazar

Uma vez em Istambul, uma estranha escada desperta a atenção do autor, que decide ir atrás da sua história, descobrindo a saga dos ‘Rothschild’ do Oriente. MÙSICA

‘Amor É Cego’, Anselmo Ralph

O tão ansiado novo álbum do cantor relata a história de uma relação amorosa, onde os temas da traição, paixão, encontros e desencontros são os principais ingredientes ao longo das 15 faixas. O 1.º single, ‘Todo Teu’, já tem mais de 1 milhão de visualizações no Youtube.

Com a apresentação de Ricardo Carriço e a música a cargo de Ana Moura, Ângelo Freire, António Zambujo e dos Deolinda, todos os donativos da gala solidária são afectos à causa do Salvador, um menino de cinco anos a quem foi diagnosticado um Neuroblastoma. Um evento solidário para um verdadeiro super-herói, que conta com a ajuda de todos! Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Dia 5 de Dezembro, às 21h30.

UHF trazem ‘Noites à flor da pele’ a Sintra Neste concerto vão ser relembrados dois discos emblemáticos da carreira da banda. O LP ‘À Flor da Pele’ (1981) e ‘Noites Negras de Azul’ (1988) vão ser tocados como foram editados em vinil, Lado A e B, na íntegra. Uma noite a não perder. Auditório Jorge Sampaio, Centro Cultural Olga Cadaval. Dia 3 de Dezembro, pelas 21h30.

JORNAL DA REGIÃO

Reino do Natal invade vila de Sintra Uma iniciativa da Câmara de Sintra que, nesta sexta edição, volta a trazer até ao centro da vila a magia da época natalícia, com histórias e actividades para as crianças, e momentos de partilha e encantamento para todos. O Parque da Liberdade, um dos principais palcos do evento, é transformado num verdadeiro Reino de Natal, com fadas, duendes

e o próprio Pai Natal. Não esquecendo o espírito solidário tão característico do momento, os visitantes são convidados a entregar um donativo (bem alimentar não perecível) para entregar às famílias mais carenciadas do concelho. De 1 a 23 de Dezembro. No Parque da Liberdade, Jardim da Correnteza, Largo do Palácio e Newsmuseum.

Rita Guerra em concerto na Amadora Uma das cantoras portuguesas mais populares e acarinhadas volta a surpreender com uma nova formação de sonoridade mais acústica. Além dos maiores êxitos de 30 anos de carreira da cantora, no

espectáculo vão ser contadas as histórias sobre as canções que a acompanharam. Cineteatro Municipal D. João V (Damaia). Dia 2 de Dezembro, às 21h30.

Concerto solidário de Natal em Oeiras Organizado pelo Rotary Club de Oeiras, este espectáculo solidário tem como principal objectivo a angariação de fundos para bolsas de estudo. Para a sua realização, a iniciativa conta com a colaboração da Direcção-Geral dos Ser-

viços Prisionais, dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos e ainda com a actuação do Coro de Santo Amaro de Oeiras. Igreja da Cartuxa (Caxias). Dia 3 de Dezembro, pelas 18h00.


Regresso a custo justo

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MOTORES

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Depois das versões de quatro e cinco portas, a Fiat completou a gama Tipo com a introdução da carrinha (Station Wagon), que marca o regresso do construtor italiano a um segmento em que já não dava cartas desde 2007. Sem ser um carro ‘low-cost’, o Fiat Tipo prima pela excelente relação entre preço e qualidade. Sem luxos demasiados e extras que apenas servem para elevar o preço final, a nova Fiat Tipo SW tem tudo o que o condutor precisa e mostra argumentos de sobra para se impor no segmento mais concorrido do mercado. Tal como os seus irmão de 4 e 5 portas, o Tipo SW distingue-se por um design bastante moderno e apelativo, com destaque para os grupos ópticos de grande dimensão na dianteira, alinhados com grelha de ondas cromadas e por

uma traseira mais singela, mas mesmo assim muito elegante.  Mas o que nos voltou a impressionar foi o espaço interior, aliado a nível de conforto igualmente com nota positiva. Com mais 20 cm que as restantes versões, esta carrinha dispõe ainda de uma das maiores bagageiras do segmento, com 550 litros e fundo falso com um alçapão bastante prático que dá para guardar toda a tralha que não queremos mostrar. Lá dentro também não faltam espaços de arrumação. Quanto à qualidade do interior, sem deslumbrar, está perfeitamente ao nível das expectativas. Nesta fase de lançamento a Fiat dota o Tipo com um nível de equipamento inigualável: Sistema de infoentretenimento “Uconnnect”, ecrã táctil de 5’’, câmara de

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Fiat Tipo SW disputa lugar em segmento concorrido com excelente relação entre preço e qualidade. Testámos versão mais potente e a nota final é bastante positiva.

assistência ao estacionamento, sensores de chuva e luz, cruise control, entre outros.  As motorizações estão confiadas aos Diesel 1.3 Multijet II de 95 cv e ao 1.6 Multijet II de 120 cv  e ao 1.4 16 V Fire de 95 cv (gasolina). Saímos para a estrada com a versão Diesel mais potente e o balanço é altamente positivo: resposta pronta em

todos os regimes, consumos baixos (na casa dos 5,3 l/100km) e rolamento suave e confortável. A tudo isto, junta-se um preço muito justo, que começa nos 17.900€, com a versão testada pelo JR a ficar pelos 24.302€. Paulo Parracho

Fiat Tipo SW 1.6 Multijet Motor: Diesel, 4 cilin., 1598 cm3 Potência: 120 cv/3750 rpm Binário máximo: 320 Nm/1750 rpm Velocidade máxima: 200 km/h Consumo/emissões: 3,7 l/100 km, 98 g/km Preço : 24.302 €

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JORNAL DA REGIÃO

REPÓRTER JR

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Vendas e espectáculos de Natal evidenciam espírito de solidariedade São múltiplas as entidades que aproveitam a época festiva para apelar à adesão dos munícipes a campanhas solidárias, sejam vendas, exposições ou outro formato, almejando, assim, proporcionar um Natal mais feliz a pessoas carenciadas do concelho. No centro histórico de Oeiras, a Livraria-Galeria Municipal Verney inaugura, este sábado (3 de Dezembro), Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, pelas 16h00, uma exposição e venda de obras e produtos executados pelos utentes do Centro de Actividades Ocupacionais da Cercioeiras. Durante a abertura da mostra, será feita uma exibição do projecto musical ‘Notas de Contacto’ da Orquestra de Câmara Portuguesa

(OCP), uma iniciativa de acesso à cultura e aprendizagem através da música para pessoas com dificuldades Intelectuais e desenvolvimentais. A exposição estará disponível ao público até dia 17 de Dezembro, de terça a sexta-feira, entre as 11h00 e as 18h00, e aos sábados, das 12h00 às 18h00. Por seu turno, a venda estará disponível nos mesmos dias, mas com um horário ligeiramente mais reduzido. Contará com artigos de tecelagem (individuais de mesa, bolsas para talheres, bolsas, malas, echarpes, tapetes...), oficina eco-ilumina (velas artesanais , sacos de oferta, produtos reciclados diversos) e oficina ateliê de expressão plástica (telas). No âmbito desta iniciativa, realiza-se, no dia 10, às

15h00, naquela mesma galeria, uma acção designada “Brincar e Sentir – orientações para o desenvolvimento das crianças dos 0 aos 6 anos, segundo o modelo de integração sensorial”, pela terapeuta ocupacional Catarina Alves. No dia 14, pelas 16h30, será a vez de uma ‘Sessão de sensibilização sobre arte terapia no contexto da criança’, por Susana Rosa, artista plástica e docente de Educação Especial. Também neste sábado, mas na União Recreativa do Dafundo, realiza-se o Concerto de Natal da União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo. O espectáculo, protagonizado pela Banda da Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

Último dia para ser uma ‘Família Oeiras Ecológica’ Esta quarta-feira, 30 de Novembro), é o derradeiro dia para se candidatar a ser uma ‘Família Oeiras Ecológica’. As inscrições podem ser efectuadas através do telefone 210976565 ou pelo email: projeto.foe@cm-oeiras.pt  (inscrições limitadas a 50 participantes). Trata-se da sexta edição deste programa promovido pela autarquia oeirense que tem por objectivo “sensibilizar as famílias do concelho para a gestão ambiental dos seus

domicílios, numa óptica de disseminação de boas práticas que integram vertentes como a Gestão de Resíduos, Energia, Água, Mobilidade e Consumo Sustentável (cálculo da Pegada Ecológica)”. Para as famílias que se candidataram e forem seleccionadas esta é uma boa oportunidade para melhorarem o seu desempenho energético e ambiental e reduzirem os consumos no lar, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável do concelho.

Para participarem – até ao final do dia de hoje, repete-se – os interessados, residentes no município, devem disponibilizar as facturas de energia, água e gás, referentes aos últimos 12 meses. A equipa técnica do projecto realizará uma visita à habitação da família no sentido de sensibilizar para as questões ambientais, sendo que todos os visitados receberão um ‘kit’ gratuito com produtos ecológicos e sustentáveis.

(SIMECQ), tem o seu início marcado para as 16h30 e a entrada é livre. A iniciativa daquela autarquia inclui, ainda, a disponibilização de transporte gratuito para todos os que pretendam assistir a este concerto e tenham dificuldades em se deslocarem até ao local. Para o efeito, os interessados devem marcar lugar no referido transporte (limitado ao número de vagas existentes) através do telefone: 21 414 18 95, ou nos postos de atendimento da União de Freguesias, até esta sexta-feira (dia 2 de Dezembro). As partidas estão programadas para as 15h30, no Largo do Mercado de Linda-a-Velha, e às 15h45, junto ao Palácio Anjos (paragem do autocarro), em Algés. O regresso está aprazado para as 18h30. Na Igreja da Cartuxa, em Caxias, a proposta é um concerto solidário de Natal organizado pelo Rotary Club de Oeiras. O evento, com início previsto para as 18h00, tem em vista angariar fundos para financiar a compra de cabazes de Natal que serão, posteriormente, entregues a famílias carenciadas da União das Freguesias de Oeiras, S.Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias e, ainda, a agregados de Porto Salvo. Um espectáculo que “só é possível graças à colaboração ‘pro bono’ do Coro de Santo Amaro de Oeiras, à Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e aos Bombeiros de Paço de Arcos”, destaca o Rotary Club de Oeiras. Os ingressos podem ser adquiridos no próprio local, no dia do concerto, a partir das 17h00 horas.

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Médico de Família

Como reduzir o açúcar e ter uma alimentação saudável na quadra Natalícia O Natal e o Réveillon são épocas especiais, é comum as pessoas deixarem de lado as suas rotinas alimentares para se deliciarem com as iguarias da época, normalmente partilhadas em família ou com os amigos, tudo acompanhado de um bom copo de vinho ou uma taça de champanhe. Nestas refeições regista-se normalmente um aumento do consumo de açúcares, das farinhas refinadas, da gordura e de sal, por serem componentes de alguns pratos e doçarias que fazem parte da nossa tradição. Se tiver a oportunidade de preparar a ementa para esta quadra, previna-se, faça uma lista com as receitas e os ingredientes dos pratos e doces que pretende colocar na mesa e substitua alguns dos componentes como o açúcar e a gordura por outros, igualmente saborosos. O paladar pode ser adaptado para sentir melhor o sabor do próprio alimento. No caso do açúcar este é preocupante, porque o sabor doce cria habituação, quanto mais açúcar mais vontade tem de o ingerir. Algumas sugestões para ajudar na preparação destas iguarias: Substitua o açúcar por adoçante próprio para confeção ou por adoçante à base de stévia. Como este tem um sabor residual levemente amargo, pode misturar com outro adoçante ou com um pouco de açúcar, se não for diabético, ou com um pouco de puré de fruta. No caso das farinhas, pode substituir as farinhas refinadas por farinhas integrais, à venda em qualquer hipermercado. Se tiver problemas com o glúten, pode utilizar além das farinhas e fermento sem glúten, alimentos ou farinhas de arroz integral, farinha de trigo-sarraceno, fécula de batata, amido ou farinha de milho. Muitas destas farinhas também são mais ricas em hidratos de carbono. Atenção à utilização de margarinas uma vez que estas podem conter vestígios de glúten.Substitua o leite gordo por leite magro ou meio gordo. Também pode optar por um leite sem lactose, ou uma bebida vegetal, à base de soja, arroz ou aveia e sem adição de

açúcar. O chocolate pode ser substituído por cacau light. As rabanadas podem ser feitas no forno utilizando mel, e polvilhando com canela e adoçante. Prefira uma fruta de sobremesa como pera, maçã, romã e abacaxi. Um pouco de canela irá deixá-la ainda mais saborosa. Em vez dos refrigerantes, prepare sumos ou águas aromatizadas em casa utilizando por exemplo o limão, a hortelã, a romã, a manga o ananás ou outra fruta da época. Os frutos secos e oleaginosos como as amêndoas e as nozes, pinhões e avelã, podem ser utilizadas como aperitivo ou como parte da receita mas lembre-se 100gr têm cerca de 400 a 600 calorias. A melhor opção de carne é o peru sem pele e com pouco molho. Se possível, asse-o somente com azeite e ervas aromáticas ou faça um recheio com pouca carne e por exemplo um puré de maça ou castanhas. Reduza o sal e use ervas aromáticas. Prefere bacalhau? Não tem problema. Dessalgue-o dois a três dias antes de o cozinhar. Acompanhe o bacalhau ou se preferir o polvo, de uma boa dose de couves e batata inglesa ou com batata-doce. Se no Natal a festa é geralmente em torno de uma mesa, o Réveillon é uma festa em que o consumo de álcool e aperitivos está aumentado, com refeições feitas muitas vezes em horários não recomendados. Para que não haja exageros em relação à alimentação, a principal questão é encontrar algum equilíbrio para estes dias, mantenha uma alimentação equilibrada com alimentos variados, reduzindo os alimentos mais ricos em açúcar, gordura e sal; Se tem filhos é uma boa altura de partilha e ensinar os mais novos, na descoberta de novos sabores, na prática de uma alimentação saudável, sem perder a tradição. Filomena Borges, Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital de Cascais

FICHA TÉCNICA Director: Paulo Parracho | Chefe de Redacção: João Carlos Sebastião | Colaboradores: Francisco Lourenço, Jorge A. Ferreira e Sónia Salgueiro Silva | Design Gráfico: Rita Rodrigues Departamento Comercial: Rosa Valente, Paula Russo e Gonçalo Santos | Secretariado: Paula Santos | Distribuição e Logística: António Oliveira Informática: Joade Jinkings | ERC: Registo n.º 119748 | Propriedade: Monde Visionnaire, Comunicação Social, S.A. | Sede: Rua do Alto do Forte, n.º 5 2635-036 Rio de Mouro – Sintra Capital Social: 50.000 Euros | NRPC: 513 212 809 | Tiragem: 60.000 exemplares | Impressão: Grafedisport Impressão e Artes Gráficas, S.A. – Queluz de Baixo | Depósito Legal n.º 100139/96 | Redacção e Departamento Comercial: Rua do Alto do Forte, n.º 5 2635-036 Rio de Mouro – Sintra | Tel.: 21 807 98 34 | E-mail Redacção: jr-editor@jornaldaregiao.pt Comercial: comercial@jornaldaregiao.pt | Classificados: classificados@jornaldaregiao.pt

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30 de Novembro a 6 de Dezembro de 2016

ACTUALIDADE

JORNAL DA REGIÃO

Deputados recomendam criação de Conselho de Educação

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Proposta aprovada por unanimidade

A Assembleia Municipal de Oeiras aprovou, por unanimidade, uma proposta de recomendação à Câmara no sentido de que aquele órgão, considerado “essencial” para coordenar a política educativa a nível municipal, seja criado rapidamente. Após discussão acalorada sobre as razões pelas quais o Conselho Municipal de Educação ainda não é uma realidade em Oeiras, após anos de adiamento, os deputados de todos os quadrantes políticos acabariam por se juntar em torno do conteúdo da proposta de recomendação apresentada pelo Partido Socialista, apesar de alguma contestação quanto à forma. Na reunião da Assembleia Municipal de Oeiras (AMO) do passado dia 28, foi aprovado recomendar ao executivo “a promoção imediata das diligências necessárias

ao funcionamento do Conselho Municipal de Educação, junto das entidades competentes”, bem como “dar conhecimento às escolas da presente proposta, através dos respectivos órgãos directivos”. O documento agora aprovado lembra que a lei deixa claro que aquele é um “órgão essencial de institucionalização da intervenção das comunidades educativas a nível do concelho, e relativamente à elaboração da carta educativa, um instrumento fundamental de ordenamento da rede de ofertas de educação e de ensino”. Na verdade, o Conselho Municipal de Educação tem por objectivo “promover, a nível municipal, a coordenação da política educativa, articulando a intervenção, no âmbito do sistema educativo, dos agentes educativos e dos parceiros sociais interessados, ana-

lisando e acompanhando o funcionamento do referido sistema e propondo as acções consideradas adequadas à promoção de maiores padrões de eficiência e eficácia do mesmo”. Funções que, segundo os proponentes da recomendação – designada ‘Cumprir a lei! - Um Conselho Municipal de Educação a funcionar’ -, tornam imprescindível que não se adie por mais tempo a formação desta instância, “composta por representantes das escolas, da autarquia, dos alunos, dos pais, das IPSS, das forças de segurança e dos serviços públicos de saúde”. Mais ainda no caso de Oeiras que, como enfatizaram os deputados socialistas e não só, é uma das autarquias que assinou um protocolo de delegação de competências com o Ministério da Educação, cujo funcionamento poderia e deveria ser moni-

torizado pelo órgão em causa. De resto, a necessidade da criação do Concelho Municipal de Educação acabaria por ser reconhecida pela generalidade das bancadas, até porque havia já o antecedente da aprovação, há cerca de um ano, também por unanimidade, de uma outra proposta de recomendação no mesmo sentido... Ainda assim, a discussão ficaria marcada pela posição do vice-presidente da Câmara, Carlos Morgado, que rea-

firmou declarações recentes considerando que “não se justifica, neste altura, a criação deste órgão”. Aquele responsável autárquico suporta a sua posição na convicção de que já existe um diálogo aberto nesta área e de que todos os agentes potencialmente integrantes daquele mesmo conselho municipal já hoje podem inteirar-se da situação existente e tirar dúvidas junto das direcções dos agrupamentos escolares ou até “nas sessões da assembleia municipal”.

“Assumo esse ónus político”, frisou Carlos Morgado, cuja posição, contudo, acabaria isolada pela votação quanto à recomendação, a qual salienta que, “pelo contrário, continua a ser urgente e prioritário o empenho de todos no retomar do funcionamento do Conselho Municipal de Educação de Oeiras, a começar pela Câmara Municipal, a quem compete um papel cimeiro na sua dinamização”. Jorge A. Ferreira

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ESPECIAL

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GASTRONOMIA EM ALTA Este suplemento faz parte integrante da Edição 105 do Jornal da Região | 30 de Novembro a 6 de Dezembro de 2016 | Distribuição gratuita

A gastronomia da Península Ibérica está “no auge”, destacou a Michelin, na apresentação do guia para 2017, que introduz uma nova distinção - o ‘prato Michelin’, distinguindo os novos restaurantes com uma “cozinha de qualidade”. “Personalidade, criatividade e inegável talento frente aos fogões. A gastronomia de Espanha e Portugal está no auge, o que se traduz numa selecção com nove restaurantes de três estrelas, 28 de duas estrelas e 166 na categoria de uma estrela”, foi anunciado na apresentação do Guia Michelin Espanha e Portugal 2017, em Girona, Espanha. Entre os restaurantes distinguidos, Portugal tem cinco com duas estrelas (“uma cozinha excepcional, que merece o desvio”) e 16 com uma estrela (“cozinha de grande requinte, compensa parar”), um aumento de sete novas distinções em relação ao guia de 2016.

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Segundo a directora comercial da Michelin, Mayte Carreño, no guia figuram actualmente 1.750 restaurantes, tendo sido incluídas 350 novas entradas nos últimos dois anos. Já Michael Ellis, director internacional do Guia Michelin, sublinhou a qualidade da gastronomia ibérica, comentando que “muitos inspectores internacionais vêm ver a qualidade” da alta cozinha de Espanha e Portugal. “A atractividade da gastronomia é um motor económico fenomenal”, destacou o mesmo responsável. Nesta edição, além de uma ‘chuva’ de estrelas, o guia apresenta uma série de mudanças. “Assistimos ao nascimento de um guia Michelin mais visual, mais intuitivo, mais moderno, e, sobretudo, mais gastronómico do que nunca, mas agora são os restaurantes que assumem o protagonismo”, sustentou a organização.

O guia apresenta uma nova categoria, o ‘prato Michelin’, atribuído a restaurantes que acabaram de abrir, mas que já são “apaixonantes”. “Este símbolo constata uma cozinha de qualidade e representa um reconhecimento do trabalho e serviço oferecido nessa casa”, explica a organização. As novidades do guia 2017 são, para Portugal, na categoria de duas estrelas (“mesa excelente, merece um desvio”), os restaurantes The Yeatman (Vila Nova de Gaia) e Il Gallo d’Oro (Funchal). Com uma estrela (“cozinha de grande fineza, merece uma paragem”), são sete os estabelecimentos portugueses que entram para o ‘guia vermelho’: Casa de Chá da Boa Nova

(Leça da Palmeira), Alma (Lisboa), Loco (Lisboa), William (Funchal), L’And Vineyards (Montemor-o-Novo, recuperando a estrela que perdera na edição anterior), Antiqvvm (Porto) e Lab by Sergi Arola (Sintra). Em Espanha, o principal destaque é o nono restaurante a alcançar a distinção máxima (três estrelas, “uma cozinha única, justifica a viagem”) - o Lasarte (Barcelona).


Para que não falte a inspiração Três livros a pensar na quadra de Natal

Não há nada como ter a família reunida no Natal à volta de uma mesa repleta de deliciosas iguarias, enquanto partilham histórias e vivem as emoções da quadra. São muitos os pratos e sabores que marcam esta época festiva, enquanto outros ainda só fazem parte do imaginário, mas que poderão saltar das páginas dos livros de culinária para a sua ementa natalícia. Para que não lhe falte inspiração na cozinha neste Natal, sugerimos três livros que estão repletos de pratos e sobremesas deliciosas para a quadra: Sobremesas 5-5-5, de Rita Nascimento, da Arteplural Edições; Bimby – À Portuguesa Com Certeza, da Bertrand Editora; e Pratos & Travessas, de Mónica Pinto, da Bertrand Editora. Sobremesas 5-5-5, de Rita Nascimento, da Arteplural Edições - Este livro apresenta um conjunto variado de receitas para comer à colher, à fatia ou à dentada. Sobremesas 5-5-5 é um livro de receitas para fazer doces rápidos, fáceis, e ainda por cima baratos, para os gulosos que não têm tempo nem paciência, mas que não resistem a um bom doce ou sobremesa. É um livro à prova de preguiça para gulosos apressados, mas que gostam de apreciar os prazeres da doçaria. Todas as receitas levam no máximo 5 ingredientes, cust a m no máximo 5 euros e demoram no máximo 5 minutos a preparar.

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Bimby – À Portuguesa com Certeza, da Bertrand Editora – Este livro apresenta uma selecção das 100 melhores receitas regionais portuguesas, sendo um regresso às raízes e tradições gastronómicas de Portugal. Este livro está dividido em cinco partes: Entradas, sopas e acompanhamentos; Pratos de peixe; Pratos de carne; Bolos, biscoitos e sobremesas; Menus com as receitas deste livro.

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Pratos & Travessas, de Mónica Pinto, da Bertrand Editora – Este é um livro de receitas que faz abrir o apetite só de olhar para as fotografias. Não admira porquê! A autora é fotógrafa e food stylist de profissão, tendo o seu trabalho tido destaque em várias publicações de prestígio como a Fork Magazine, Wall Street International ou a Lust Auf Genuss, entre muitas outras. Bolo húmido de chocolate e mascarpone, quadrados amanteigados de amoras, tartes de maçã e framboesas em flan e tarte de alheira, couve e maçã verde são algumas das receitas que constam no livro.

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“Não esperava que gostassem tanto de mim” “Vamos Comer!” é o novo livro do pequeno grande ‘chef’ português Pedro Jorge tornou-se um fenómeno de popularidade desde a sua participação no concurso “Masterchef Júnior”, da TVI. Apesar de não ter conquistado o primeiro prémio da competição, a sua vida mudou: o blogue pedrojorge.pt e o livro “Vamos Comer!” são os seus mais recentes projectos. Bem-disposto, carismático e com o dom e habilidade de bem saber cozinhar, mas também de gostar muito de bem comer. Foi com apenas cinco anos que se estreou nas lides gastronómicas, com a ajuda dos familiares mais próximos, mas principalmente “na companhia do avô ‘Zé’”, revela o jovem, relembrando ainda que o famoso prato de ‘bifes com pimenta’ foi o primeiro que aprendeu a confeccionar. A participação no “Masterchef Júnior” surgiu por iniciativa própria, com o objectivo de pro-

var ao avô “que sabia mesmo cozinhar”, declara. Desde que saiu do programa – no passado mês de Julho – no qual foi ‘repescado’ e teve uma nova oportunidade depois de ter sido eliminado pela primeira vez –, o mais jovem famoso ‘chef ’ de Portugal ainda não parou. “Foi muito importante participar no ‘Masterchef Júnior’, aprendi muito no concurso. Não estava à espera que as pessoas gostassem tanto de mim, foi uma surpresa”. Poucos meses após o concurso, o concorrente que mais marcou pela sua personalidade divertida e maneira de ser muito característica, já lançou um blogue – ‘pedrojorge.pt’ – e, mais recentemente, o livro ‘Vamos Comer! As minhas receitas e os meus segredos’: “No blogue são publicadas receitas, vídeos e dicas de culinária, com pratos simples e rápidos, mesmo para pessoas com pouca expe-

riência na cozinha”, desvenda o próprio. O livro, que tem o prefácio escrito por Manuel Luís Goucha, é dedicado também aos mais novos. Aqui, é possível encontrar receitas para experimentar sozinho ou com a ajuda dos pais, contendo também algumas receitas mais elaboradas. Quanto questionado qual a iguaria que mais gosta de preparar, Pedro Jorge responde sem hesitar: “Carne! E o meu prato preferido é carne assada”. Já que, apesar de muito novo, a suas principais especialidades são os pratos tradicionais portugueses, o pequeno cozinheiro dá ainda lugar de destaque no seu cardápio ao bacalhau: “Já ensinei um amigo meu a fazer ‘Bacalhau à Brás” e ele aprendeu muito bem!”. No campo dos doces, o petiz também não tem qualquer dúvida: “Faço a minha tarte de amêndoa que é uma mara-

vilha, de comer e chorar por mais!”. Apesar da aventura em que mergulhou e dos dotes culinários naturais que o distinguem, o jovem ambiciona ainda ser médico e tirar um curso de computadores, e um dos seus maiores sonhos é viajar pelo mundo todo: “Gostava de ir ao Brasil, ao México e ao Japão, e gostava de aprender a fazer os pratos típicos desses países. Já sei fazer sushi e moqueca, que é um prato brasileiro com carnes, enchidos, feijão e tapioca”, elucida. Natural do Biscainho, em Coruche, Pedro Jorge tem 10 anos e frequenta o quinto ano de escolaridade, afirmando conseguir conciliar todo o sucesso e os novos projectos com os estudos: “Sou bom aluno. Vou tentar lançar um novo livro para a Páscoa, e vou continuar a dinamizar o blogue e a fazer eventos”.

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O restaurante McDonald’s de Mem Martins celebra 20 anos. Foi a 21 de dezembro de 1996 que o restaurante abriu as portas pela primeira vez. Ao longo destes 20 anos temos vindo a trabalhar no sentido de proporcionar aos nossos clientes o melhor serviço de restauração num ambiente moderno e informal. Desde a sua abertura o restaurante já foi remodelado duas vezes, mantendo-se assim sempre atual às dinâmicas da sociedade: um espaço moderno, agradável, com toda a tecnologia que os consumidores procuram. O restaurante McDonald’s Mem-Martins tem capacidade para 154 lugares sentados,

74 dos quais na sala e 80 na esplanada, e um parque de estacionamento para 19 veículos. Dispõe do serviço McDrive e quiosques multimédia que permitem realizar e pagar o pedido autonomamente e levantá-lo numa área específica no restaurante para este efeito. Além de funcionalidades para as famílias como tablets para consulta à Internet ou acesso a jogos didáticos o restaurante dispõe de wi-fi gratuito. João Conde, franquiado do Restaurante McDonald’s de Mem-Martins e a sua equipa de 50 pessoas, agradecem a confiança depositada ao longo destes 20 anos e convidam-no a celebrar esta data connosco. Sup105-4-1491


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Edição de Oeiras 105 do Jornal da Região  
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