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n.º 10 | Fevereiro |2013

+ o dia de um bombeiro . surf no feminino . circum-navegar o globo à vela

jornal da praia ENTREVISTAGO2ARCH o projecto dos arquitectos Paulo Gonçalves Moreira e Maria Manuel Moura

Linha Jurídica Alterações ao Regime do Arrendamento Urbano

Economia As Novas Regras de Facturação

Dicas Como Poupar Electricidade


jornal da praia

Fevereiro de 2013

Fevereiro de 2013

As Novas Regras de Facturação

ficha técnica

Pelo Dr. Eduardo Miranda Contabilista

N

o seguimento da política do combate à economia informal foi publicado o Decreto-Lei nº 198/2012, que impõe a comunicação obrigatória da emissão de facturas à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), em vigor desde 1 de janeiro de 2013.

As pessoas singulares e colectivas que pratiquem operações sujeitas a IVA ficam obrigadas a comunicar à AT, por transmissão electrónica de dados, os elementos das facturas emitidas nos termos do código do IVA. Essa comunicação deverá ocorrer até ao dia 25 do mês seguinte ao da emissão da factura por meio de uma das seguintes vias:

- Por transmissão de dados em tempo PUBLICIDADE

real (integrada em programa de facturação eletrónica); - Por transmissão electrónica de dados, mediante remessa de ficheiro normalizado estruturado com base no ficheiro SAFT-T (PT), contendo os elementos das facturas; - Por inserção directa no Portal das Finanças; - Por outra via electrónica, nos termos a definir por portaria do Ministério das Finanças. Foi também criada a factura simplificada pelo Decreto-Lei n.º 197/2012 (versão simplificada de uma factura). A obrigatoriedade de emissão de factura prevista na alínea b) do n.º 1 do artigo 29.º pode ser cumprida através da emissão de uma factura simplificada em transmissões de bens e prestações de serviços cujo imposto seja devido em território nacional, nas seguintes situações: a) Transmissões de bens efectuadas por retalhistas ou vendedores ambulantes a adquirentes não sujeitos passivos, quando o valor da factura não for superior a €1000; b) Outras transmissões de bens e prestações de serviços em que o montante da factura não seja superior a €100, seja o ad-

Propriedade: Linha da Praia, Mediação Imobiliária, Lda Av. Júlio Graça, 354 4480-672 Vila do Conde telef.: 252 638 390 site: www.linhadapraia.pt email: imobiliaria@linhadapraia.pt Distribuição Gratuita Periodicidade: Mensal Exemplares: 5.000 Redacção: Sara Sousa | Jornalista Pedro Oliveira | Imagem Design e Paginação: Marisa Ferreira Sara Sousa Colaboraram neste número: Dr. Eduardo Miranda Dr.ª Anabela de Castro Arqº. Paulo Gonçalves Moreira Arqª. Maria Manuel Moura Os Perafinas Qualiyachts Impressão: Gráfica Diário do Minho

Siga-nos na internet: facebook.com/ jornaldapraiaviladoconde twitter.com/ praiajornal jornaldapraiaviladoconde. blogspot.pt

quirente sujeito passivo ou não. As facturas referidas devem ser datadas, numeradas sequencialmente e conter os seguintes elementos: a) Nome ou denominação social e número de identificação fiscal do fornecedor dos bens ou prestador dos serviços; b) Quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados; c) O preço líquido de imposto, as taxas aplicáveis e o montante de imposto devido, ou o preço com a inclusão do imposto e a taxa ou taxas aplicáveis; d) Número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário, quando for sujeito passivo. Estas facturas devem ainda conter o número de identificação fiscal do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo quando este o solicite. Podem ser processadas por sistemas informáticos ou pré-impressas em tipografias autorizadas ou ainda por outros meios eletrónicos, nomeadamente máquinas registadoras, terminais eletrónicos ou balanças eletrónicas, com registo obrigatório das ope rações no rolo interno da fita da máquina ou em registo interno por cada transmissão de bens ou prestação de serviços.

"Living in Portugal" Programa de Apoio ao Turismo Residencial

e que deverá passar por países como Alemanha, França, Rússia, Suécia e Holanda até ao final do ano. Foi ainda lançado pelo Governo, em parceria com o Turismo de Portugal, o portal livinginportugal.com, que reúne todo o tipo de informação relevante, desde os regimes jurídicos e fiscais vigentes em Portugal até a informações sobre os sistemas de saúde, de educação e de transportes do país. Fonte:OJE

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quem quer comprar casa, para viver nela, ou para colocá-la no mercado de arrendamento. Fonte: iOnline

Novas Regras Possibilitam usar PPR/E no Pagamento do Crédito à Habitação

Aumento da Procura do Arrendamento

O presidente do Turismo de Portugal, Frederico Costa, espera que, daqui a dois anos, tenham sido vendidas 10% das 6 a 10 mil unidades de habitação que estão actualmente prontas a serem vendidas no mercado do turismo residencial. O Governo lançou no fim de Janeiro o programa “Living in Portugal”, que pretende promover a venda de casas a cidadãos estrangeiros que procurem em Portugal uma segunda residência. Em declarações à Lusa à margem da iniciativa, o presidente do Turismo de Portugal afirmou que existem, “em todo o país, entre 6 a 10 mil unidades de habitação prontas a serem vendidas”, considerando que, se nos próximos dois anos fosse escoada “pelo menos 10% desta oferta que está parada, isso seria um grande resultado”. O programa conta com um investimento total de 828 mil de euros para os próximos dois anos, um valor que, de acordo com Frederico Costa, poderá ascender aos dois milhões de euros em cinco anos, caso seja aprovada uma candidatura que o Turismo de Portugal e a Associação Portuguesa de Resorts está a preparar para garantir fundos comunitários. “O objectivo é escoar a oferta existentente, mas - muito importante a par disso - é fazer uma promoção diferente do país, manter a sustentabilidade das rotas aéreas, apoiar as empresas que vivem do turismo residencial e do turismo em geral e contribuir para atenuar a sazonalidade”, explicou Frederico Costa. O programa inclui também uma componente de promoção externa da imagem de Portugal, estando agendado um ‘roadshow’ que arranca em fevereiro, em Londres, no Reino Unido,

Arrendar vai continuar a ser a opção mais escolhida pelos portugueses, durante este ano. Esta é uma altura favorável para quem possua capitais próprios investir na compra de casa, uma vez que a avaliação dos imóveis já recua há cerca de dez meses consecutivos. Segundo mediadoras nacionais, a tendência é para continuar a cair. A conjuntura económica tem vindo a trazer uma nova realidade; conseguir crédito é cada vez mais difícil para a maioria das famílias portuguesas, o que se traduz num aumento da procura do mercado do arrendamento. Ao favorecer os novos contratos de arrendamento, a nova lei das rendas, tem atraído tanto pequenos investidores, como profissionais para este mercado. Neste ambiente, os imóveis com valores de renda mais baixo são os que têm mais procura. Nos últimos dois anos a avaliação dos imóveis caiu 10,8%. A oferta disponibilizada pelos bancos e as taxas de juro com valores historicamente baixos são factores responsáveis pelo impulso na aquisição de imóveis verificado em Portugal. Este cenário favorece

Tanto o plano de poupança reforma como o de educação podem agora ser utilizados no pagamento do crédito à habitação, de acordo com uma portaria publicada no Diário da República, em Janeiro. É necessária apenas uma declaração do banco que comprove o seu uso para o mesmo.

As novas regras, aprovadas em 2012, passaram, no início do ano, a especificar os meios de prova exigidos e as situações abrangidas. Na portaria está expresso que é necessária uma declaração do banco que certifique o montante das prestações que o reembolso se designa a pagar, assim como a identificação do fim a que se reserva. O valor resgatado dos planos de poupança para pagar o crédito à habitação pode ser usado, especificamente, como pagamento de prestações de casa própria, podendo estas estar ou não em atraso, abrangendo capital e juros. Estas novas regras não pressupõem qualquer tipo de penalizações, ou perda de benefícios fiscais. Fonte:OJE

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notícias

economia

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entrevista

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Fevereiro de 2013

Fevereiro de 2013

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PROJECTO EM DESTAQUE Renovação de apartamento no centro do Porto Arq.ª Maria Manuel Moura e Arq.º Paulo Gonçalves Moreira

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o trabalharem no mesmo gabinete, dois arquitectos descobrem que têm em comum a abordagem e visão arquitectónica. Resolvem, por isso, criar um projecto, o Go2Arch Arquitetura. Desde Fevereiro do ano passado, data da sua fundação, Paulo Gonçalves Moreira e Maria Manuel Moura têm vindo a apostar na reabilitação e renovação de espaços habitacionais e comerciais. O Jornal da Praia visitou uma das mais recentes renovações da autoria desta dupla, um apartamento T3 no centro do Porto, que de traços típicos da década de 70, passou a exibir a vida e a sofisticação dos dias de hoje.

Jornal da Praia - De onde surgiu a ideia de criação do Go2Arch Arquitetura e qual é o objectivo deste projecto? Paulo Gonçalves Moreira – Encontramo-nos e vimos que temos uma abordagem idêntica de trabalhos de arquitectura. Um bocado contra a corrente, decidimos formar uma empresa e estabelecer em Vila do Conde a Go2Arch Arquitectura, fazendo arquitectura, como é lógico, mas estamos, neste momento, mais vocacionados para a obra de recuperação e renovação de imóveis, tanto a nível geral, como a nível particular. Maria Manuel Moura – Começamos por ver as preocupações do cliente, o que ele nos pede, o que ele quer com a nossa abordagem, que tipo de espaço pretende, e funções. Damos sempre um pequeno conselho, pensando na utilização que o cliente quer do espaço. PGM – A cidade está materializada. Acho que nesta fase é bom as pessoas investirem em imóveis, mas quando temos uma cidade consolidada, com boas relações de vizinhança, com as proximidades aos centros e onde as pessoas habitam espaços sobre os quais precisam de fazer algum cuidado, nesse aspecto podemos ajudar ao promover a sua reabilitação. Sentimos que existe essa necessidade nos centros históricos das cidades. JP - Como tem sido este ano de Go2Arch Arquitetura? Que projectos até agora realizados podem destacar? PGM – Tem sido positivo. Temos alguns projectos em Vila do Conde, também temos algumas

moradias em Vila Nova de Gaia que estamos agora a finalizar. JP - Podem explicar o trabalho executado no apartamento onde nos encontramos e quais foram os principais objectivos e preocupações ao renová-lo? PGM – Este apartamento foi feito para um casal jovem, que promove o convívio e gosta de receber pessoas. Tínhamos uma sala que estava bem mais pequena. Apropriamos parte da mesma para o sítio onde existia a cozinha. Envidraçamos a zona de marquise, criando também um prolongamento à sala. Quanto à lavan-

daria, criamos uma zona com ripado de correr de pinho que aumenta a privacidade e ecoa a luz para década de construção do edifício: 70 a zona de sala. MMM – Tornando esta parte mais intimista. Na vaárea do apartamento: 110 m2 randa também criamos uma zona de verde. duração das obras: 4 meses PGM – Na transição para o exterior agora existe a zona de verde, em floreira. Já na cozinha escolhearquictetos: Go2Arch Arquitetura| mos lacados, altos brilhos na cor branca que transPaulo Gonçalves Moreira e mite luminosidade, e potenciamos a relação entre Maria Manuel Moura a sala e a cozinha com um balcão que serve para arquitetura@go2arch.pt pequenas refeições. execução da obra: WEPLAN - Gestão MMM – Como cozinhar também pode ser um acto social, ligamos a cozinha com a sala, embora tivésde Projectos, Lda. semos criado uma porta de correr. PGM - Que permite fechar os espaços e separá-los completamente. MMM – A casa está cheia de pormenores. PGM – Em termos de brincadeira, colocámos uma lousa na cozinha, onde se pode tomar nota de alguns recados, para compras, por exemplo, traduzindo-se num pormenor diferente que potencializa o espaço em si. MMM – Depois o corredor era um bocado… PGM – Em zigue-zague. MMM – E tentamos que fosse mais linear, uniforme. Mantivemos duas casas de banho, mas redesenhámo-las. PGM – Transformamos uma delas em lavabo social que serve de apoio à zona comum da sala e aos dois quartos autónomos da casa. Devido à sua reduzida dimensão, tem uma zona de chuveiro enclausurada com

portas opacas. O pequeno lavatório foi desenhado por nós. Isto permitiu criar um espaço diferente da casa de banho tradicional. Temos um quarto e um escritório que são acabados com os mesmos materiais da sala: os soalhos de eucalipto, esmaltados nas carpintarias. No quarto principal houve um investimento em conseguir algo diferente. Criamos uma interligação com o quarto de vestir , e este está interligado com a casa de banho. O lavatório encontra-se no quarto de vestir. Também colocamos duas boxes autónomas revestidas com vidro fosco. As paredes estão acabadas em microcimento que é um material que tem alguma piada, porque tem um aspecto rude, áspero, mas que se enquadra bem neste tipo de ambientes. O aquecimento da habitação foi resolvido com uma solução diferente. Os aquecedores são um sistema em lajetas de betão que estão inseridas dentro da parede. Já estas são revestidas em pladur, nessas zonas em concreto. As paredes servem assim como o aquecimento da própria casa, porque irradiam o calor. MMM – É uma solução inovadora. PGM – E não é de grande custo. No fundo, o espaço que tínhamos era pequeno. Nesse sentido, deixamos os espaços com umas áreas mais francas e mais aproveitadas. Penso que o casal ficou bastante satisfeito com o produto final. JP – Que projectos o Go2Arch Arquitetura tem para o futuro? PGM – Estamos agora a apostar na reabilitação parcial e não total. Porquê? Porque responde ao panorama que Portugal vive. As pessoas não têm facilidade em investir em obras de grande envergadura e fazer a construção aos bocados, criar vivências entre os espaços, é uma vertente nova.

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linha da praia

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Fevereiro de 2013

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T1 - Areia

Quintinha - Gião

T2 - Areia

REF.ª 1685

T3 - Centro

REF.ª 3442

Moradia - Areia

REF.ª3388

T1 com cozinha equipada, vidro duplo, garagem fechada, zona sossegada e a 500 metros da praia.

T2 com 95m2, garagem individual, lareira, suite, roupeiros embutidos e junto dos principais serviços. Boa oportunidade de negócio.

Como novo, em condomínio fechado com piscina, aquecimento central, acabamentos de luxo, localizado na zona nobre da cidade.

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SOB CONSULTA

REF.ª 3378

Quintinha com 3.000m2 de terreno e 365m2 de construção, dividida em 3 casas, ideal para rentabilizar em turismo de habitação. Jardins magníficos e bons acabamentos de construção.

Moradia - Vila Chã

REF.ª 3355

Moradia - Formariz

REF.ª 3180

REF.ª 3363

T3 - Lapa

REF.ª 3445

Moradia T3 com boas áreas, painéis solares, gás natural, jardim, churrasqueira, garagem para dois carros e a 200 metros da praia.

Com 135m2, suite, garagem fechada, excelentes áreas, aquecimento central, situado em zona bastante calma e perto das escolas.

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160.000,00 €

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Terreno - Vairão

REF.ª 3506

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T2 - Praia

REF.ª 3093

T2+1 - Praia

T3 - Macieira da Maia

REF.ª 2928

T2 - Tougues

REF.ª 3509

Bom estado de conservação, cozinha equipada, roupeiros embutidos, recuperador de calor e garagem fechada.

T2 com 100m2, roupeiros embutidos, 2 WC, lareira e garagem fechada. Situada em zona agradável e calma.

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T2, cozinha equipada, suite, roupeiros embutidos, lugar de garagem, com vistas de mar, boas áreas e em bom estado de conservação.

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Moradia - Vilar

REF.ª 3511

T2 - Praia

REF.ª 3411

Moradia térrea com sótão, salamandra, 3 frentes, terreno, árvores de fruto e jardim com lago. Situada em zona calma e sossegada.

T2 com 90m2, varanda, marquise, exposição solar Norte/Nascente, lugar de garagem e situado na 2ª linha de mar.

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T2 -Centro

REF.ª 3386

T2 em condomínio fechado com piscina, 110m2, 2 suites, aquecimento central, cozinha equipada, situado no centro de Vila do Conde em zona nobre. Último disponível.

225.000,00 €

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Fevereiro de 2013

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linha jurídica

Women's World Championship:

Dr.ª Anabela de Castro

O Surf no Feminino

Arranca em Março a maior competição de surf feminino a nível mundial. “ASP Women´s World Championship Tour 2013” conta com a participação de 17 surfistas. As várias provas decorrerão até Julho deste ano. Depois da época de qualificações terminar com a “ASP 6-Star Airlines SATA Azores”, onde Bianca Buitendag apurou-se vencedora, o Top 17 ficou determinado. A elite é formada pelas 10 melhor qualificadas do “ASP Women’s World Championship Tour 2012”, as 6 melhor posicionadas do “ASP Women’s World Rankings”, e a surfista Wildcard da ASP. Do top 10 do Women´s World Tour 2012 fazem parte: Stephanie Gilmore (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS), Carissa Moore (HAW), Tyler

VENDÉE GLOBE: Circum-navegar o Globo à Vela

Sozinhos, sem paragens ou qualquer assistência, assim concorreram os velejadores na prova que é considerada por muitos como a mais dura e importante do mundo da Vela. A regata 2012-2013 arrancou dia 10 de Novembro. O vencedor foi o francês François Gabart, de 29 anos, que terminou a prova no dia 27 de Janeiro. Em segundo e terceiro lugar ficaram Armel Le Cléac’h (França) e Alex

Wright (AUS), Courtney Conlogue (EUA), Malia Manuel (HAW), Lakey Peterson (EUA), Laura Enever (AUS), Coco Ho (HAW) e Paige Hareb (NZL). Já as 6 qualificadas do ASP Women’s World Rankings são: Sage Erickson (EUA), Bianca Buitentag (ZAF), Pauline Ado (FRA), Rebecca Woods (AUS), Alana Blanchard (HAW) e Sofia Mulanovich (PER). Austrália, Havai e Estados Unidos estão, assim, representados de forma mais significativa. O Wildcard da ASP foi atribuído à surfista brasileira Thomson (Reino Unido),respectivamente. Com Les Sables-d’Olonne, França, como partida e meta, os 20 velejadores depararam-se com um percurso digno de uma epopeia. Descer o Oceano Atlântico, passar o Cabo da Boa Esperança, continuar paralelamente à Antárctica até ao Cabo Leeuwin, na Austrália, atravessar o imenso oceano Índico, contornar o Cabo Horn, no Chile, e subir novamente o gelado Atlântico. Para fazer parte desta regata, é necessário ter experiência prévia comprovada: uma corrida transoceânica a solo concluída ou a participação anterior num Vendée Globe completo. As idades dos concorrentes desta edição variaram entre os 27 e os 57 anos. Apenas uma mulher fez parte dos qualificados, a inglesa Samantha Davies, que acabou por não completar a prova, ficando assim no grupo das desistências. Ao longo da viagem, os velejadores enviaram vários vídeos e fotos, o que permitiu acompanharmos as suas aventuras através do site oficial da corrida (vendeeglobe.org). Os veleiros usados pelos participantes eram de monocasco em conformidade com os critérios da Associação Internacional dos Monocascos das Classes Open (IMOCA).

Silvana Lima, que esteve lesionada durante toda a época passada. Bianca Buitendag, com apenas 18 anos e vencedora na competição que decorreu nos Açores, é a única estreante da World Tour. A primeira vencedora da história desta competição foi a surfista americana Kim Mearig, em 1983. (1)

Association of Surfing Professionals

Golfe: os princípios fundamentais

Na maior parte das ocasiões, o golfe é jogado sem qualquer árbitro ou fiscal, por isso, a integridade individual é determinante para a prática deste desporto. A segurança é também fundamental. Enquanto executam uma pancada ou um “swing” de treino, os jogadores têm que se certificar de que ninguém está perto, ou num local onde possa ser atingido pelo taco, pela bola, areia, pedras, ramos, ou algo semelhante. Não devem jogar caso os outros jogadores estejam ao seu alcance. Na eventualidade de jogar uma bola numa direcção em que possa atingir alguém, deve lançar um aviso imediatamente. A palavra tradicional para este efeito é “FORE”.

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s alterações introduzidas pela Lei 31/2012 de 14 de Agosto ao Regime do arrendamento Urbano, levantam novas questões legais que afectam a relação entre senhorios e inquilinos. Com o intuito de ajudar a esclarecer algumas dessas questões, tratarei neste artigo das que considero de maior relevância

- Como se processarão os aumentos de rendas? Os arrendatários com contrato de arrendamento posterior a 1990 vão ter, em 2013, um aumento máximo de 3,4%. Nos contratos de arrendamento para fins habitacionais ou não habitacionais celebrados antes de 1990, estarão sujeitos ao mecanismo especial de actualização de rendas e de transição de regime previsto no NRAU. Tal actualização da renda dependerá da iniciativa do senhorio, o qual deverá comunicar ao arrendatário, designadamente, o valor da renda, o tipo e a duração do contrato propostos. Face a tal comunicação o arrendatário pode: Aceitar a proposta, caso em que o contrato se considera celebrado pelo prazo de 5 anos, se nada se disser quanto ao prazo; ou pode apresentar contraproposta, se o senhorio aceitar o valor da renda o contrato considera-se, igualmente, celebrado por 5 anos; ou ainda pode fazer cessar o contrato, se o senhorio não aceitar a proposta. O senhorio também pode fazer cessar o contrato, pagando ao inquilino cinco anos do valor médio das rendas apresentadas pelos dois; Cessando o contrato, deve o arrendatário sair da casa no prazo de 7 meses, que poderá aumentar para 13 no caso de lá morarem crianças ou estudantes. Assim nos contratos habitacionais celebrados antes de 1990 (ou 1995 para os contratos comerciais) a actualização será feita através de negociação entre as partes ou com base em 1/15 do valor patrimonial do imóvel (6,72%). Os novos valores das rendas têm porém taxas de esforço máximas para as famílias carenciadas: até 10% para rendimentos brutos de

500 euros, 17% para rendimentos entre 501 e 1.500 euros e 25% desde os 1.501 até aos 2425 euros, tendo os arrendatários que comprovar os seus rendimentos, mediante uma declaração das Finanças. - Quais as alterações à duração dos contratos?

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guro, foi criado um procedimento especial de despejo que até agora decorria nos tribunais e que passara a correr no Balcão Nacional do Arrendamento, que permite que a desocupação do imóvel seja realizada rapidamente, no caso de incumprimento do contrato. - Como funciona o Balcão Nacional do Arrendamento? O Balcão Nacional de Arrendamento foi criado com o decreto lei n.º 1/2013, de 7 de Janeiro, e funciona de forma electrónica. Este é o organismo ao qual o senhorio que queira pedir o despejo de um inquilino se pode dirigir. O procedimento especial de despejo deverá ser utilizado quando o arrendatário não entrega o imóvel na data prevista, podendo também através deste procedimento exigir as rendas em atraso Assim, para iniciar o processo de despejo basta entregar um requerimento electrónico. Esta entidade fica responsável de notificar o agente da execução (notário ou oficial de justiça) e o arrendatário, emitindo um título de desocupação se este não se opuser ao despejo. O senhorio é informado num prazo de 10 dias e para que o processo seja tramitado terá de pagar a taxa de justiça. Se o arrendatário não se opuser, o senhorio pode promover a desocupação da casa através de um agente de execução/notário. Se se opuser, o

Quanto à duração dos contratos para fins habitacionais, estabelece-se uma maior liberdade das partes, dado que não existe um prazo de duração mínima. Se no contrato não estiver estipulado prazo, considera-se o contrato celebrado pelo prazo supletivo de 2 anos. Quanto aos contratos para fins não habitacionais, na falta de estipulação de prazo, presume-se que os mesmos são celebrados com prazo certo, pelo período de 5 anos, não podendo o arrendatário denuncia-lo com um pré-aviso inferior processo terá que ser remetido para o tribunal, num processo urgente. De notar que o senhoa 1 ano. rio só poderá recorrer a este procedimento em relação a contratos de arrendamento com im-O que muda nas regras do despejo? posto de selo pago ou que estejam isentos do Quanto à possibilidade do senhorio resolver o pagamento desse imposto. contrato por incumprimento do arrendatário, poderá fazê-lo nos seguintes casos: - Após 2 - E no que diz respeito à transmissão do meses de não pagamento ou atraso no pa- contrato? gamento através de comunicação ao arren- Quanto às regras de transmissão do contrato datário (caso existam atrasos no pagamento de arrendamento por morte do arrendatário, superiores a 8 dias, durante 4 meses seguidos se a transmissão for para os pais do inquilino ou interpolados no prazo de 12 meses). Neste e estes tiverem menos de 65 anos de idade, o caso, e por uma única vez durante o contrato, o contrato entende-se celebrado por 2 anos, se o arrendatário poderá no mês seguinte à recep- contrato se transmitir para um menor que viva ção da comunicação, pagar a renda em atraso, com o inquilino, caduca quando este perfizer caso em que a resolução fica sem efeito. Para 18 anos de idade ou 26, se for estudante. tornar o contrato de arrendamento mais se-

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opinião

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Joaquim Gomes é Adjunto do Comando dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde. Na actividade desde os 14 anos, fala-nos sobre a sua experiência, motivação, e quais são os procedimentos que as pessoas devem tomar no caso de precisarem do apoio dos bombeiros.

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As baixas temperaturas que se têm verificado nas últimas semanas, fazem com que todos procurem a melhor solução para manter a sua casa o mais confortável possível. Existem várias ofertas de aquecimento no mercado que podem garantir temperaturas bem mais agradáveis. Nas lojas do Grupo Electroamorim, temos sentido a procura da solução mais indicada para cada cliente, pois cada habitação tem as suas características e os hábitos das pessoas também influenciam a decisão. Comecemos pelo primeiro ponto. Existem vários fatores que influenciam a escolha do melhor equipamento de aquecimento para cada divisão, pré-instalação de um sistema de aquecimento, condições de isolamento, orientação solar, só a título de exemplo. Ao analisar todas as opções disponíveis no mercado pode encontrar uma solução capaz de se adequar à sua necessidade e que combine um baixo valor de investimento inicial e enorme facilidade de instalação e, simultaneamente, lhe permite controlar os gastos energéticos como os emissores térmicos. Para utilizar esta opção, só precisa de ter uma tomada elétrica no local onde pretende instalar o equipamento. Comercializamos todo o tipo de equipamentos de climatização (caldeiras, equipamentos de ar condicionado, emissores térmicos) mas foi ao pensar nas vantagens que estes equipamentos apresentam que o Grupo Electroamorim estabeleceu um protocolo com a Junkers para a

Um tigre e um ouriço têm três anos cada. Qual deles é o mais velho? www.timetogames.com O ouriço, porque tem três anos e picos.

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5. Regra geral, um aparelho de gás natural tem um uso mais económico do que um modelo eléctrico. A diferença de preço de 40-65€ pode ser devolvida

Qual é o animal mais antigo do mundo? É a zebra, que ainda é a preto e branco.

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2. Regule o termóstato do frigorífico para temperaturas nunca inferiores a 3ºC. Temperaturas muito baixas fazem com que haja uma produção de energia

7. Está com dúvidas se deve reparar ou substituir um electrodoméstico? Saiba que os frigoríficos mais recentes consomem até cerca de 70 % menos de energia do que os fabricados antes do ano 2000; e máquinas de lavar loiça utilizam 25 % menos água. Resposta: se uma reparação custa metade do valor do novo produto, é preferível comprar, a reparar.

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4. Não se esqueça que investir na eficiência de energia compensa. O dinheiro que poupa em preços de energia pode devolver-lhe o preço da compra em apenas alguns anos.

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1. Escolha a tarifa bi-horária, que tem um período em que a electricidade é mais barata, principalmente à noite. Aconselhamos que programe as máquinas para trabalharem fundamentalmente durante esse período do dia.

6. Esteja atento à nova tecnologia. Há inovações, como fornos de difusão de calor ou janelas com argónio que podem poupar mais energia.

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3. Dê preferência aos aparelhos de cozinha mais pequenos sempre que possível. Microondas, fornos de torradeira e fogareiros lentos podem usar até 75 % menos energia do que um grande forno eléctrico.

através da economia de energia em menos de um ano.

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excessiva e desnecessária.

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Poupar Electricidade

Poupar é hoje um acto comum à maior parte das famílias portuguesas. Como o consumo de electricidade preocupa-nos a todos, o Jornal da Praia dá-lhe a conhecer algumas dicas úteis para que possa ver a sua conta baixar no final do mês.

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PARA UMA CASA FELIZ

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Quando questionado sobre o que o fez querer ser bombeiro, Joaquim Gomes não hesita: “o meu pai já era bombeiro, comecei a habituar-me a ver o que era o meio, o serviço prestado, e ganhando gosto”. Com 25 anos de experiência, o Adjunto do Comando conta como se passa um dia normal de trabalho: “Chego, programo o trabalho com partes administrativas, e estou disponível para a parte operacional”. Ao contrário de muitas profissões, o trabalho de um bombeiro pode ser tudo, menos previsível, já que o dia decorre consoante as ocorrências que aparecem. A maior parte dos serviços que os bombeiros prestam, segundo Joaquim Gomes, “é na parte do pré-hospitalar, assistência a doenças súbitas, acidentes de viação, quedas, e o combate a incêndios florestais, em habitações e indústrias”. Os bombeiros voluntários de Vila do Conde também prestam socorros a náufragos: “temos elementos que têm formação específica em resgate e salvamento em meio aquático”, afirma.

Um dos acontecimentos mais recentes que afectou a população e, no qual, os bombeiros prestaram apoio foi o período de mau tempo. Joaquim Gomes sublinha que o quartel aposta na formação contínua, vasta e vocacionada. Como explica, “a formação traduz-se na qualidade do serviço prestado”. Na sua opinião, para ser bombeiro “é preciso, acima de tudo, ter um gosto muito grande pelos outros, e uma capacidade enorme de sobrepor a sua intervenção à vida pessoal”. Ser bombeiro é não ter um horário definido, “quando sou accionado, tenho que lá estar”. A gratificação, confessa, vem “quando vemos que do outro lado alguém foi bem servido pelo nosso trabalho”. Como conselho à população, o Adjunto do Comando dos bombeiros de Vila do Conde esclarece que, quando for necessário socorro, deve-se ligar directamente para o número do quartel (252 640 600). Assim, há “uma maior rapidez na intervenção”, conclui.

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