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ornal Marinha J da

GRANDE

Quinta-feira 1 de Setembro de 2011

Director: António José Ferreira

www.jornaldamarinha.pt

Telefone: 244 502 628

ANO XLVII - Nº 2473 Preço: 1,10€ (IVA inc.)

ApoioŠdomiciliário:ŠoŠoutroŠladoŠdaŠcidade...Š queŠninguémŠvêŠouŠquerŠver

Porte Pago

Autorizado pelos CTT a circular em invólucro fechado de plástico. Autorização nº DE02692007MPC

ŠŠVieira

PresidenteŠponderaŠŠ encerrarŠaoŠtrânsitoŠŠ aŠPonteŠdasŠTercenas

O JMG acompanhou uma equipa de apoio domiciliário da Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande. Ao longo de uma manhã foram feitas várias higienes e fornecidas refeições a muitos marinhenses que, por força das circunstâncias, se vêem necessitados deste apoio, indispensável para uma vida com alguma dignidade. A reportagem nesta edição.

página 5

“AŠTroika éŠumaŠ anedota”

O presidente Álvaro Pereira mostra-se determinado em arregaçar as mangas e cortar a circulação automóvel entre a Praia da Vieira e o Pedrógão |Pág. 4|

ŠŠAventura

JovemŠfazŠ836ŠKmŠaŠpé Um jovem marinhense de 13 anos meteu-se à estrada e fez oito centenas de quilómetros... a pé, entre França e Espanha. Telmo Santos gostou desta autêntica aventura e pondera já fazer dois mil quilómetros, de bicicleta |Pág. 8| Herman José deu um espectáculo na Amieira e o JMG foi ao seu encontro. Na entrevista, o humorista fala do passado, do país e dos seus projectos. página 3

ŠŠFutebol

MarinhenseŠforaŠdaŠTaçaŠ O ACM foi derrotado em casa pelo Avanca e está fora da Taça. Este domingo tem início o campeonato |Pág. 15|


Local

Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

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Cosmética automóvel

Meteorologia

quinta

Períodos de céu muito nublado. Aguaceiros, por vezes fortes nas regiões Centro e Sul. Condições favoráveis à ocorrência de trovoadas. Vento fraco a moderado do quadrante sul.

sexta

Céu pouco nublado ou limpo. Vento em geral fraco. Aumento da temperatura máxima e diminuição da temperatura mínima.

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Foto da semana

“O (bom) exemplo da Amieira editorial

Recentemente escrevemos aqui o seguinte: “há um síndrome do maldizer, sobretudo do que é da terra e dos que por cá habitam. (...) Este é o comportamento típico de muitos marinhenses, alguns frustrados, que por norma passam horas no café, a beber cervejas... e a dizer mal de tudo o que mexe. Em tempos alguém disse que na nossa terra há meia dúzia de pessoas que trabalham no duro, todos os dias, e produzem e muitos outros que pouco ou nada fazem, recebem rendimento mínimo e passam o tempo a olhar para o vizinho do lado. Assim não vamos lá... Está mais que na hora de ter orgulho na nossa terra, nas nossas instituições e na nossa gente, que não sendo perfeita é a que temos, e merece mais respeito.” Pois bem, este é o momento para, mais do que nunca, reafirmar aquilo que foi escrito. Quem quiser ser sério só pode tirar as seguintes conclusões destas palavras: está mais que na hora de reunir esforços e trabalhar para contornar as dificuldades; Chegou o momento de olhar para o essencial e deixar o acessório de lado; É tempo de apostar nas competências dos marinhenses e incentivá-los a dar o seu melhor em prol do bem colectivo; Esta é a altura de censurar todos aqueles que mais não fazem do que

tentar destruir o que se vai fazendo de bom nesta terra. Basta! Vamos é arregaçar as mangas e dar um pouco mais para, assim, vencermos as adversidades. A crítica é saudável quando construtiva. Fica um exemplo do que de bom vamos tendo na nossa terra e, em contraponto, um mau exemplo. A colectividade da Amieira promoveu um espectáculo com Herman José, no passado fim-de-semana.

Como devem imaginar, não é fácil para uma pequena associação suportar os custos de uma iniciativa desta natureza, que presumimos envolve milhares de euros. Pois bem, não se conformando com as dificuldades, a direcção do CDR Amieira meteu mãos à obra e

montou um espectáculo que certamente foi do agrado de todos os que assistiram. Parabéns! Isto significa que as gentes da Amieira não se resignaram com as dificuldades e colocaram de pé uma iniciativa que faz falta aos marinhenses. Este é também um bom exemplo de como se deve trabalhar, com humildade e amor à camisola. A autarquia tem que olhar para estas iniciativas e incentivá-las. A política cultural da Câmara Municipal está longe de ser a ideal. Olhe-se, por exemplo, para a programação cultural nas praias e digam-nos que iniciativa vai perdurar na mente dos veraneantes. Provavelmente nenhuma! Em tempos de escassez de recursos há que ser selectivo, apostar em qualidade. Não é nada disso que tem acontecido no nosso concelho. A política cultural está muito virada para alguns grupos de interesses e muito pouco para o povo. Mas é bom não esquecer que é o povo que paga impostos. Infelizmente há ainda quem pense que a promoção desta terra se faz nas televisões onde se ouve mais do mesmo, tentando-se passar a ideia de que somos o que afinal não somos mas tentamos ser. Mais do que conversa, precisamos de acção. ß

Feira Medieval junto ao edifício da PSP?

(R)Humor Olha, um jovem da cidade da Marinha Grande fez mais de 800 quilómetros a pé...

Esse deveria ser um bom castigo para os autarcas que fazem asneiras e nada lhes acontece!

Rufino Fininha Isso é pouco para quem continua sem fazer o canil.

Rufia

(Cão rafeiro... que morde velhinhos)

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Local

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Herman José

“O meu prOjectO de vida é acOrdar tOdOs Os dias cOm saúde” Herman José deu um espectáculo na Amieira, na noite de sábado. O JMG aproveitou a ocasião para entrevistar o humorista, que em 17 de Setembro regressa à RTP

Gosta de interpretar papéis femi-

Como descreve o seu percurso

Foi bem recebido?

Imenso. Acho que as mulheres têm muito mais cores e recursos que os homens. Nós somos muito mais tristes, temos três ou quatro bonecos ao passo que as mulheres têm trinta ou quarenta.

Muito bem. Adorei. Numa escala de zero a dez, gostei quinze. Foi maravilhoso. Quanto ao público, não podia ser melhor. Os músicos são óptimos, muito profissionais. Por isso foi um espectáculo perfeito, com entrega total. Parabéns!

Já contou muitas piadas sobre a

Que projectos tem para o futuro?

ninos?

profissional?

Sofrido, com muita luta, altos e baixos, mas muito feliz. Se voltasse atrás não escolheria outra profissão. É isto que eu gosto de fazer.

troika?

Não muitas… Eu penso que a própria dívida e a troika já são uma anedota. Eu próprio já passei por várias crises e já me habituei a elas. Anseio o dia em que possamos sair desta crise e voltar a respirar fundo.

O prestígio é importante?

É, o dinheiro é importante, mas não tão importante como o prestígio. Eu sei porque já passei por várias fases complicadas e prestígio é uma coisa que demora muito a construir e pode-se perder com muita rapidez. Uma das razões de eu ter voltado para a estrada e estar perto das pessoas é essa, estar perto das pessoas. É junto do nosso público que nos sentimos bem. Se pudesse voltar atrás seria comediante?

Sim. Tentaria apenas vender a

Que imagem leva desta terra?

minha arte em outros países. Fui sempre pouco corajoso nesse aspecto. Mas seria certamente comediante.

programa, é ainda hoje o que eu considero a minha referência. O Herman é um humorista. Seria capaz de abraçar um programa

Dos inúmeros programas que fez na vida qual o marcou mais?

Dizem que não há amor como o primeiro e realmente o “Tal Canal”, que fiz em 82/83 completamente sozinho e que foi o meu primeiro

diferente?

Era, sem dúvida. Aliás, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é entrevistas. Coisas dramáticas não, não é a minha especialidade, sintome bem é a fazer rir.

amieira

Herman dá espectáculo

Foi emocionante o espectáculo de Herman José na noite de sábado, na colectividade da Amieira

Numa noite inesquecível, o salão Almiro Marques encheu para ver o show do humorista português, que foi acompanhado por David Antunes, Paulo Norte e a “Midnight Band”. Apostado em trazer grandes nomes ao lugar, o Clube Desportivo e Recreativo da Amieira convidou Herman José, conhecido apresentador de programas

de entretenimento e que em breve regressará à RTP. O humorista cantou algumas canções do seu reportório, tais como “És tão boa”, “Canção do Beijinho” e “Serafim Saudade”. As anedotas não deixaram de marcar presença na actuação. O público vibrou e não arredou pé até ao final da. O Clube Desportivo e Recreativo da Amieira está de parabéns pelo espectáculo que proporcionou à população.

JMA

Levo a melhor. A grande diferença desde os primeiros tempos que eu comecei na estrada nos anos 80 para agora é que hoje em dia as pessoas, mercê da comunicação, estão mais informadas, isto sim é um público habituado ao espectáculo. Há aqui uma cultura na qual as pessoas gostam de participar, cantar e foi extraordinariamente agradável.

Na minha idade é acordar todos os dias na esperança de ter saúde para continuar a viver e fazer isto que eu adoro e me dá mais alegria. Na televisão, para quando o regresso?

Volto à RTP no próximo dia 17 de Setembro com o Herman 2011. Quer deixar alguma mensagem ao povo deste lugar?

Não podia deixar de os lembrar que são uns privilegiados num mundo de convulsões e de mau gosto. Vivem aqui num recanto abençoado. Obrigado a todos o carinho que tiveram por mim. Felicidades!

José Manuel André


Local

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OcOrrências

Fogos mobilizam bombeiros Sete incêndios, um dos quais em área florestal, e dois acidentes de viação, com um ferido ligeiro cada, deram que fazer aos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande nos últimos dias

A Estrada Atlântica foi palco, no passado dia 22 de Agosto, pelas 23h30, da colisão entre um automóvel e um tractor agrícola, de que resultou um ferido sem gravidade. No local estiveram 10 bombeiros com três viaturas, tendo o ferido sido transportado para o Centro Hospitalar Leiria-Pombal. No mesmo dia, às 4h25, cinco bombeiros com um veículo combateram um incêndio em detritos na Embra. Na terça-feira, dia 23, pelas 10h45, a corporação local enviou uma viatura com cinco elementos para a A8, combater um incêndio em inculto que deflagrou junto ao separador central. No dia seguinte, cerca das 13h30, um veículo de duas rodas despistou-se na Zona Industrial de Casal da Lebre, provocando ferimentos ligeiros no seu condutor. Os bombeiros, que prestaram socorro com uma viatura e três efectivos, levaram o ferido para o hospital. Ainda na quarta-feira, 24, pelas 17h45, os bombeiros deslocaram-se à Garcia para extinguir um fogo urbano, mas não chegou a ser necessária a sua intervenção. Na madrugada de quinta-feira, dia 25 de Agosto, pelas 3h25, foi dado o alerta de incêndio florestal no talhão 229 das matas nacionais, para onde foram enviados 12 bombeiros com três viaturas. Arderam 1.500m². No mesmo dia, às 15h10, um incêndio consumiu 500m² de área agrícola, em Casal Galego, levando à intervenção de 10 efectivos com dois veículos de combate a fogos. Na sexta-feira foi dado o alerta para um fogo urbano na Comeira, cerca das 14h45. Combateram as chamas, sete efectivos com o apoio de duas viaturas. No sábado, 27, pelas 23h10, a Ordem foi palco de um incêndio em detritos, extinto graças à intervenção de cinco bombeiros. ß

DOmingO

“Pescas Marinha” organiza concurso É já no próximo domingo, dia 4 de Setembro, que decorre a 2ª edição do Concurso de Pesca Desportiva de Mar, cuja organização está a cargo da “Pescas Marinha”. A prova, que vai decorrer entre as praias da Água de Madeiros e Vale Furado, incluirá ainda uma zona de pesca junto ao Farol de São Pedro de Moel. Segundo a organização, haverá prémios para equipas, juvenis, senhoras, maior exemplar, maior quantidade de pescado, maior número de inscrições, pescador mais jovem e mais idoso. O concurso decorrerá entre as 8 e as 12 horas, sendo que às 13h30 terá lugar um almoço convívio entre todos os participantes, nas instalações da colectividade da Amieirinha. Durante o repasto serão sorteados alguns artigos, a que se segue a entrega de prémios aos vencedores. As inscrições decorrem até sábado através do 936 377 249 ou directamente na loja “Pescas Marinha”. ß

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Tercenas

Presidente PonderA cortAr trânsito Caso o poder central não tome medidas com vista à resolução do problema da Ponte das Tercenas, na Praia da Vieira, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande pondera encerrar a travessia

Em breve poderá ficar inviabilizada a ligação entre a Praia da Vieira e do Pedrógão, no concelho de Leiria, caso Álvaro Pereira cumpra a ameaça de interditar definitivamente a Ponte das Tercenas. Recorde-se que a travessia está parcialmente interdita há cerca de dois anos, funcionando o trânsito nos dois sentidos, embora de forma alternada, sendo ainda proibida a circulação de veículos pesados. De acordo com o autarca marinhense, existe “um relatório do Laboratório

Nacional de Engenharia Civil (LNEC) a confirmar o perigo que existe em relação à ponte e isso agravou-se”. Há cerca de três semanas que o presidente pediu uma reunião com carácter

de urgência ao Ministério do Ambiente, e continua ainda à espera de uma resposta. “Se nada se fizer mando encerrar a ponte e acabou”, afirmou Álvaro Pereira. ß

s. PeDrO De mOel

Autarquia responde Depois de na última edição termos dado conta do descontentamento dos moradores junto ao Largo das Embarcações, em São Pedro de Moel, pela forma como é feita a recolha do lixo, recebemos uma resposta da Câmara Municipal sobre o assunto

Diz a autarquia da Marinha Grande que, “de acordo com a informação recolhida junto da empresa responsável pela recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU) a viatura em causa é uma viatura de substituição, isto é, só anda em funcionamento em épocas especiais ou em dias de semana específicos que se julgue necessária a sua utilização devido à previsão de grandes quantidades de resíduos depositados nos contentores semi-enterrados do município”. Recorde-se que os moradores se queixavam do facto de após a recolha do lixo ficar a correr “um pequeno rio de líquidos fedorentos”. Segundo informações prestadas pela Câmara, “a viatura em causa deu já entrada na oficina, para reparação da caixa compactadora, para que se soldasse convenientemente para a estrutura ficar totalmente estanque”. “A empresa, quando teve conhecimento do problema, colocou liquido amoniacal tendo em vista a limpeza tendo esta prática sido aconselhada aos funcionários responsáveis pela recolha, até que a reparação da viatura estivesse assegurada. A reparação da viatura está em curso, tendo a mesma sido entregue na oficina responsável assim que esta reabriu, após o período de férias. A viatura não foi imobilizada, uma vez que isso poria em causa a recolha dos RSU dos contentores semi-enterrados, situação que teria um impacto muito significativo, nesta altura do ano”, acrescenta a autarquia. Relativamente às fotografias que fizemos chegar à Câ-

mara, dizem-nos que estas foram, “de acordo com a informação prestada pela empresa, obtidas num dia em que a viatura sofreu um acidente durante a madrugada, dia 18 de Agosto, tendo, mesmo assim, e apesar de danificada, sido assegurada a recolha dos RSU dos contentores semienterrados em São Pedro de Moel”. “A Pragosa Ambiente SA Ecoambiente SA ACE, debate-se pelo melhoramento do seu serviço no dia-a-dia, bem como pela capacidade de reconhecer falhas na tentativa de procurar sempre a melhor solução. Foi assegurada a colocação da viatura para reparação, de forma a salvaguardar o nível de serviço prestado ao município e, consequentemente, aos munícipes. Esta situação constitui um caso isolado, que resulta da conjugação de diversos factores – topografia do local e avaria do veículo, que motivaram a perda do líquido lixiviado”, escreve ainda a Câmara na resposta ao nosso pedido de informação. Quanto à recolha de contentores, recolha de lixos e limpeza da área envolvente, “têm sido asseguradas bem como as respectivas lavagens dos contentores, as quais têm sido realizadas com regularidade”. ß

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Repor tagem

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Apoio domiciliário

ajudantes da alma Leonor Martins e Célia Ferreira são ajudantes familiares. De segunda a sexta-feira percorrem alguns lugares da freguesia da Marinha Grande levando uma refeição quente, cuidados de higiene e uma palavra amiga a quem mais precisa. O JMG acompanhouas na última segunda-feira, 29 de Agosto, e conta-lhe como é o seu dia-a-dia ÂÂCarlaÂFragoso

Dão banho, limpam a casa, tratam da roupa e levam comida. As ajudantes familiares da Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande, afectas ao Lar das Vergieiras, Leonor e Célia, dedicam-se de corpo e alma ao trabalho. Além dos cuidados de higiene que prestam aos seus utentes, têm sempre uma palavra que ajuda a minimizar a dor, quer a utentes do serviço de apoio domiciliário, quer aos seus familiares.

íntima à D. Noémia, com bastante cuidado já que a situação em que se encontra a deixou bastante fragilizada e muito magra. Lavamlhe o corpo na cama articulada emprestada pela Segurança Social e que foi colocada no quarto junto a uma outra cama, onde dorme o marido. D. Noémia não se queixa e vai colaborando com Leonor e Célia, que lhe pedem que se vire para o lado direito ou esquerdo. O que custa mais é quando tem de se levantar. Embora esteja a fa-

zer fisioterapia três vezes por semana, em casa, custa-lhe fazer alguns movimentos. Depois de mudada a fralda e vestida a roupa, as ajudantes familiares penteiam-lhe o cabelo, põem-lhe creme na cara (já puseram no corpo) e seguram-lhe um espelho, para que a D. Noémia possa pintar os lábios. Na cozinha, o Sr.

Armando já tratou do pequenoalmoço. “Ontem fiz cereais e hoje preparei sopas de leite, que é o que ela gosta mais”. As ajudantes colocam D. Noémia na cadeira de rodas e conduzem-na até à sala, onde voltam a transferila, desta vez para uma poltrona. O Sr. Armando, enquanto a ajuda com as sopas e depois de dizer que ela está muito bonita (reparou no batom assim que a viu), vai-me contando que se viu obrigado a pedir apoio à Santa Casa da Miseri-

S

egunda-feira, 29 de Agosto. Às 8h30 em ponto Leonor e Célia arrancam na carrinha da Santa Casa para mais um dia de trabalho. A primeira paragem fica perto do Lar. Trata-se da casa de Noémia Pereira e Armando Fazendeiro, num 6º andar da Avenida Vítor Gallo. Noémia, de 66 anos, já está à espera desta visita, que recebe desde Maio último. Segundo o marido, de 70 anos, os problemas de saúde de Noémia começaram em Dezembro de 2010 quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). De lá para cá já teve outro AVC e esteve internada nos Hospitais de Santo André e D. Manuel Aguiar, em Leiria. Enquanto converso com o Sr. Armando, as ajudantes familiares fazem a higiene

Ò Leonor

Ò Célia

Ò Carina

córdia, pois já não se sente com forças para tratar de todas as refeições. Mas a casa está que nem um brinco: tudo arrumado, roupa passada a ferro e nem vestígios de pó. “Agradeço à minha mãe que desde os meus 16 anos me ensinou a tratar de uma casa. Sei fazer de tudo, aspiro, limpo o pó, estendo a roupa e passo-a a ferro. Enquanto conseguir ainda vou fazendo. Depois, logo se vê”. Quanto às “meninas” da Santa Casa, Armando não podia estar mais satisfeito: “só tenho pena que não venham ao fim-de-semana, que é quando tenho de fazer tudo sozinho”. Os filhos ajudam como podem e o gato Miki sempre vai fazendo companhia. Entretanto, Leonor e Célia já trocaram os lençóis da cama e olham para o relógio, que os ponteiros não param e o tempo está sempre a contar.

Ò Luísa


Repor tagem

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Despedimo-nos e partimos rumo à próxima paragem. Ainda dá tempo do Sr. Armando admitir que a vida mudou, e muito, com a doença da mulher, e que agora sai menos vezes de casa. Vale a vista do 6º andar sobre a cidade.

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h30. Mais coisa menos coisa. Chegamos a Casal de Malta, onde mora Fernanda Jesus, 72 anos. Ainda está deitada quando chegamos. Leonor e Célia têm a chave e abrem a porta. Enquanto Célia ajuda a D. Fernanda a levantar-se e passar para a cadeira de rodas, Leonor precipita-se para a cozinha. Há loiça para lavar, roupa para pôr na máquina e o chão para limpar. Bem-disposta, D. Fernanda vai tomar banho. Os mais de 100 quilos de peso fazem com que precise de ajuda nesta tarefa. Hoje é a vez de Célia lhe dar banho. Na sexta-feira havia “calhado” à Leonor. “Vamos sempre alternando as tarefas. Uma vez sou eu que conduzo e faço as limpezas, outra vez é a Leonor”. Vou até à cozinha, onde a Leonor já está de volta da loiça. Apesar da porta da casa de banho estar encostada é possível ouvir a D. Fernanda a cantar. “É sempre assim”, conta-me a Leonor: “A D. Fernanda é uma animação”. E é da casa de banho que pede que se faça “café fresquinho”. Vou espreitar o banho: sentada num banco, no poliban, D. Fernanda vai levantando os braços, ou afastando as pernas, consoante a ajudante Célia lhe vai pedindo. “Não tenho outro remédio, sozinha não consigo fazer nada”, afirma. No final voltam ao quarto, onde Célia lhe penteia o cabelo, põe creme e perfume e a ajuda a vestir roupa lavada. Já preparada, sai sorridente do quarto, rumo à cozinha, onde já cheira a café acaba-

do de fazer. Na mesa já está o pão, a manteiga e os medicamentos que D. Fernanda tem de tomar. Antes de começar a comer, porém, há que ver como estão os diabetes. Depois de duas leituras com erro, à terceira foi de vez. “Está tudo em ordem. A D. Fernanda abusa um bocadinho nas refeições mas tem sempre sorte que os valores estão normais”, diz Célia, olhando para o medidor. Com 9 filhos, 15 netos e 14 bisnetos, D. Fernanda recorre há algum tempo ao serviço de apoio domiciliário. “Eles têm a vida deles, já se sabe”. Os dias são passados a ver televisão e a folhear o jornal, para ver as imagens, já que não sabe ler. Às vezes vai até à porta do prédio, onde conversa com as vizinhas. Mas o que ela gostava mesmo era quando a Leonor e a Célia a levavam ao café. “Mas agora já não podem. Têm mais um utente e andam sempre a correr”, afirma ao nosso jornal a D. Fernanda. Ainda assim, há sempre um bocadinho para mimar os utentes. Reparo que a D. Fernanda tem as unhas pintadas e pergunto-lhe quem lhas pintou: “foram elas. Tratam-me sempre das unhas, das mãos e dos pés. Eu não consigo”. Satisfeita com o serviço, admite que é ao fim-de-semana que tudo fica mais difícil: sentada na cadeira de rodas prepara as refeições à mesa mas o pior mesmo é pôr a panela ao lume. “É o que me custa mais”. “Ainda se eu tivesse uma cadeira nova… esta já não dá para mim, é velhinha”, lá se vai queixando. A roupa continua a lavar, na máquina, e já não vai dar tempo de a estender. “Fica para a hora de almoço. Pode ser, D. Fernanda?”, pergunta a Leonor.

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na Tojeira de Picassinos que mora Dulce Raínho, 61 anos. Assim que entramos ficamos a saber que está lá a neta, Maria João, de 7 anos. Foi lá passar a noite e a avó está-lhe a aquecer o leite para os cereais.

A D. Dulce conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia há cerca de um ano. “Sofreu uma depressão, passou por maus momentos mas já está bem melhor”, contam-me as ajudantes familiares. Pelo meio sofreu uma queda, à entrada da cozinha, fracturou uma perna e esteve dois meses de cama. Célia e Leonor davamlhe banho na cama, ajudavam-na a comer e davam-lhe ânimo para ultrapassar a depressão. Hoje a D. Dulce quase já nem precisa da ajuda desta dupla. Ainda assim é bom saber que tem quem a apoie. Dirigem-se as três para a casa-debanho. Depois do banho tomado, Leonor e Célia colocam-lhe creme hidratante no corpo e esfregam-lhe o ombro direito com pomada para aliviar a dor de que Dulce se quei-

xa. Leonor seca-lhe o cabelo e no fim até parece que acabou de sair do cabeleireiro! Pelo meio lá vou sabendo que em breve a Maria João vai ter uma priminha, o que também tem contribuído para a recuperação da D. Dulce. De todas esta foi a visita mais rápida, uma vez que se trata, por ventura, da utente mais independente.

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e novo de olhos postos no relógio, que o Sr. Mendes já está à espera, entramos para os carros. Antes, porém, três minutinhos bastam para um café e um pastel de nata ao balcão de um café, que fica a caminho do Vale de Picassinos, onde reside o próximo “cliente”. José Mendes Pereira, 73 anos, está acamado há dois meses depois de ter sofrido um AVC que lhe imobilizou o braço e a perna esquerda. Os seus mais de 90 quilos de peso dificultam a tarefa das ajudantes familiares que, perante os olhares da esposa Olinda, de 74 anos, e do filho Silvério, começam a despir o Sr. Mendes para lhe poderem fazer a higiene pessoal. É o filho que me vai contando as dificuldades que a família atraves-

sa. A cama articulada, emprestada pela Cáritas, foi colocada na única divisão da casa com janela de sacada, para permitir a entrada das macas e dos bombeiros sempre que é necessário. Já o colchão antiescaras teve de ser adquirido pela família: “e não foi nada barato”. A magra reforma de José Mendes ainda vai dando para as fraldas e para a medicação, contudo nem sempre chega e nessas alturas tem de ser o filho a ajudar. “Agora vou tentar informar-me na Segurança Social para pedir o complemento solidário para idosos, sempre era uma ajuda. Também estamos à espera de uma resposta para internar o meu pai numa unidade de cuidados continuados. Sabemos que também é caro mas ao menos ele podia ter acompanhamento especializado 24 horas por dia, todos os dias da semana”. Embora estejam “muito satisfeitos” com o trabalho das técnicas da Santa Casa, Silvério e Olinda lamentam que ao fim-de-semana

não seja possível receber esta ajuda. “Ao fim-de-semana temos de ser nós e é muito difícil, mas sem o apoio da Santa Casa nem sei o que seria de mim”, acrescenta Silvério Pereira. Enquanto Célia faz a barba ao Sr. Mendes, Leonor vai-lhe dando banho, calmamente, atendendo ao seu estado de saúde debilitado. Em breve vai começar a fazer fisioterapia, mas por agora ainda lhe custa mover-se de acordo com as solicitações das técnicas. Aliás, devido ao facto de permanecer todo o dia deitado, a ver televisão para matar o tempo, já começa a ficar com pequenas feridas, prontamente tratadas pela Célia e pela Leonor. Enquanto lhe põem perfume e o indispensável creme after shave, a cadela Lassie lá vai andando no quarto de um


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lado para o outro. “É capaz de ficar aqui o dia todo a fazer-lhe companhia”, conta-me a D. Olinda.

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tempo passa mesmo a correr. Quando damos por ela já passa largamente do meio-dia e é hora de rumar ao Lar das Vergieiras, para ir buscar os almoços. Por agora, as higienes já ficaram todas feitas. O caminho é feito num abrir e fechar de olhos. A carrinha é estacionada em frente à porta das traseiras da cozinha. Depois de porem as toucas na cabeça, Célia e Leonor preparam as cestas da comida. A fome já aperta e o cheirinho que vem da cozinha deixa adivinhar o que será o repasto. Para começar temos sopa de espinafres, seguida de empadão de carne e salada de tomate e alface. Para sobremesa há maçã assada ou leite-creme. Todos os cestos levam pão. As ajudantes já conhecem os hábitos alimentares dos seus utentes. Há quem esteja em dieta ou quem precise de uma sopa reforçada para ganhar peso, como é o caso da D. Noémia. E é mesmo por aqui que começa a volta. Depois de tudo estar bem acondicionado na carrinha, as técnicas arrancam e fazem a primeira paragem bem perto do lar: estamos de novo à porta da D. Noémia e do Sr. Armando, num 6º andar da Avenida Vítor Gallo. Seguimos para Casal de Malta, onde a D. Fernanda não fica lá muito entusiasmada com o empadão de carne: não gosta de puré. Já na sexta-feira, que o almoço foi cozido à portuguesa, comeu com gosto já

que é um dos seus pratos predilectos. A próxima paragem há-de ser na casa da D. Deolinda, de 87 anos, que vive na Comeira. Daí, as ajudantes familiares regressam ao Vale de Picassinos, onde a esposa do Sr. Mendes já está cá fora, à espera do cesto. Em Albergaria é onde residem os próximos “clientes”. Começamos pela D. Emília, que vive junto às bombas de gasolina e está um bocadinho aborrecida com as horas. Já devia ter tomado os medicamentos mas as meninas da Santa Casa estão atrasadas. Depois de explicarmos que a culpa era minha por andar sempre a fazer perguntas, a D. Emília lá as desculpou, afirmando gostar muito do serviço. Despedimo-nos rapidamente e arrancamos rumo ao Fagundo onde o Sr. Albino Eloi e a esposa, Maria Costa, já desesperam pelo almoço. Afinal já são quase duas da tarde… Voltamos para trás, atravessamos a nacional 242, e já o Sr. João está à porta, de cesto na mão, e também a olhar para o relógio, que a barriga já está a dar horas. Na casa do lado é a vez do Sr. Manuel, já perto dos 90 anos, sorrir para a objectiva do JMG quando lhe explicamos o motivo do atraso. Inicialmente solicitou o apoio domiciliário para a sua esposa, mas agora é ele quem precisa desta ajuda. Ainda assim, o Sr. Manuel é autónomo e trata sozinho da sua higiene pessoal. A nora, Maria da Ajuda, também recebe o apoio alimentar da Santa Casa. Uns 200 metros mais à frente en-

Como pedir o apoio? A Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande presta o serviço de apoio domiciliário desde 1996, através do Lar de Idosos dos Outeirinhos, no Forno da Telha. Com a inauguração do Lar das Vergieiras, em 2009, alargou-se o leque e criaram-se mais equipas. Nesta altura existem três equipas nos Outeirinhos e duas nas Vergieiras. A valência de apoio domiciliário pode abranger diversos serviços, de acordo com as necessidades dos

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contramos a casa do Sr. Norberto, de 45 anos, que vive sozinho. A última utente a receber o almoço é a D. Piedade, de 86 anos, que também vive só. Admirada com o atraso das ajudantes familiares, não esteve com meias medidas e pôs mãos à obra: já tinha o tacho ao lume para tratar do almoço. Apesar de ser parca em palavras e de ouvir mal deu para perceber que aprecia a visita destas técnicas, as únicas que vê em muitos dias.

ção dos utentes e ajudá-los a ultrapassar as dificuldades. Ao longo dos anos de profissão que já acumulam, e das inúmeras formações que já frequentaram, não há nada como o trabalho de campo para aprender. Leonor, de 48 anos, os dois últimos a trabalhar com idosos, admite que no início sofreu um “choque”, por contactar com uma realidade tão diferente daquela que conhecia. “Eu costumo dizer que não quero chegar a velha. Sei aquilo que faço mas não posso saber o que me vão fazer quando for eu a precisar. Para tudo é preciso ter sorte”, afirma. Tanto Célia como Leonor se habituaram depressa à situação de ter de fazer a higiene pessoal a idosos. “É como se fossem bebés grandes,

é tudo natural. O pior mesmo é quando vamos para casa a pensar se eles estarão bem ou não”. “Tratamos deles com carinho e damos miminhos porque é muito importante haver toque humano, os utentes sentem quando tratamos bem deles”, acrescenta Leonor. Para libertar a cabeça destes problemas, Leonor costuma passear a pé ao fim do dia e aos finsde-semana vai ver o mar. Célia, de 47 anos e 9 de profissão, diz que não faz nada de especial para desanuviar, apenas espera que o dia seguinte seja melhor que o anterior. Entretanto já são 15h30 e a Célia e a Leonor despedem-se. Já têm mais utentes à espera do seu apoio. Amanhã, a partir das 8h30, repetem a volta… ß

Ò Célia e Leonor vão buscar os almoços

O

lho para o relógio e parece impossível: já são quase três da tarde! Dirigimo-nos para o lar, onde já estão quase a terminar a refeição as duas técnicas que compõem a outra equipa de apoio domiciliário da Santa Casa. A Carina Ferreira e a Luísa Paula, de 25 e 32 anos, respectivamente, dizem-me que nesta profissão “não há um dia igual ao outro”. Apesar do cansaço físico que sentem ao final do dia, por vezes o que pesa mais é mesmo a “parte psicológica”. “Somos confrontadas com situações muito difíceis, de utentes que não contam com o apoio da família e acabamos por ser as únicas pessoas com quem têm contacto”, explica-me a Carina. A Leonor e a Célia partilham da mesma opinião: “afeiçoamo-nos a estas pessoas e quando alguma nos deixa é muito difícil”. “Vivemos os problemas deles e as famílias também nos afectam porque acabam por se apoiar em nós”, acrescenta a Leonor. Por outro lado, as técnicas consideram ser muito compensador ver a recupera-

utentes. Almoço, jantar, higiene pessoal, higiene habitacional e tratamento da roupa são as possibilidades. É ainda possível usufruir de fisioterapia, cuidados de enfermagem primários, passeios no exterior e pequenos recados. Podem solicitar este serviço pessoas com mais de 65 anos, que vivam sozinhas ou não tenham família, que sejam carenciadas ou sócias da Misericórdia. O cálculo do montante a pagar varia depois de acordo com os rendimentos de cada agregado familiar. Para mais informações contactar a Santa Casa pelo 244 553 099. ß

Ò À porta da D. Noémia

Ò Leonor a estender a roupa da D. Fernanda

Ò Albino Eloi e Maria Costa já estavam com fome

Ò João Margarido aprecia esta ajuda

Ò Manuel Santos está satisfeito com o serviço

Ò Norberto Ferreira recebe apoio alimentar


Local

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Ambiente

Lixo no parque

Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

AventurA

Jovem de 13 anos percorre caminho de santiago Uma aventura para toda a vida é o que vai ficar destas férias de Verão para o marinhense Telmo Santos, de 13 anos, que resolveu fazer-se ao caminho, com um amigo, rumo a Santiago de Compostela. Foram mais de 800 quilómetros a andar a pé

Quando foi inaugurado oficialmente, o presidente da autarquia, Álvaro Órfão, pediu aos marinhenses que fossem vigilantes relativamente ao Parque Mártires do Colonialismo

Certo é que, passados alguns anos, a vigilância é pouca ou nenhuma uma vez que segurança é o que não existe, além de que a manutenção deixa muito a desejar. Civismo é coisa que também não abunda no parque, tal como se constata na fotografia. Sem segurança, os frequentadores encontram ali terreno fértil para mostrar a falta de urbanidade. Deitar lixo no chão é uma atitude que todos devemos repudiar, tanto mais que existem zonas no parque onde se poderão depositar este tipo de objectos. A autarquia marinhense tarda em encontrar uma solução para o equipamento. Esta deverá passar por resolver a questão do futuro inquilino da sede do Clube de Ténis. Faz todo o sentido responsabilizar a entidade que ocupar o edifício pela segurança e manutenção do parque. Será que ainda ninguém pensou nisto? ß

mArinhA GrAnde

música no parque em setembro A Câmara Municipal vai promover a iniciativa “Música no Parque”, durante o mês de Setembro, no Mártires do Colonialismo, junto à Praça do Vidreiro

“Música no Parque” é um novo projecto que pretende animar os fins de tarde com música, promover as formações musicais locais, criar hábitos de cultura e fomentar o aparecimento de novos públicos. O cartaz apresenta concertos de música popular e ligeira, protagonizados por grupos do concelho. O objectivo da autarquia é aproximar o público deste espaço verde municipal, com 4,5 hectares que, após ter sido alvo de obras de requalificação, foi reaberto ao público em 2003. A programação é a seguinte: 10 de Setembro (sábado), 18h - Orquestra Ligeira da Amieirinha; 17 de Setembro (sábado), 18h - Grupo de Percussão “Tocándar”: 24 de Setembro (sábado), 18h - Orquestra da Marinha Grande. ß

ÂÂCarlaÂFragoso

Corajoso e de espírito aventureiro, Telmo Santos nem pensou duas vezes quando aceitou o desafio que lhe foi proposto pelo amigo Filipe Faria, da mesma idade. “Nas férias da Páscoa já tínhamos ido a pé desde Barcelos até Valência, foi uma espécie de treino”, adiantou ao JMG Telmo Santos. Já que o amigo se encontra a viver actualmente na Suécia, Telmo achou que fazerem juntos o caminho de Santiago era a oportunidade ideal para reforçarem os laços de amizade que os unem desde os oito anos. Acompanhados pelo pai de Filipe, Carlos Faria, partiram da Marinha Grande de comboio, a 10 de Julho, rumo a França, mais propriamente à cidade de Saint Jean Pied-de-Port, onde tem início um dos mais emblemáticos caminhos rumo a Santiago de Compostela, na Espanha. De mochila às costas

Fizeram-se à estrada dois dias depois. Às costas cada um levou uma mochila com bens indispensáveis. Saco cama, uma muda de roupa, champô, um canivete suíço e “ração de combate”, como atum ou pasta, são apenas alguns exemplos do que o Telmo carregou consigo. No total a mochila pesava oito quilos, mas a vontade de alcançar o objectivo traçado era tanta que ele nem ligou às dificuldades. O percurso foi feito por etapas. Todos os dias caminhavam uma média de 35 quilómetros, mas houve uma ocasião onde foram percorridos 55 de uma leva. Pelo caminho iam parando em albergues, onde tomavam um banho revigorante e lavavam a roupa para usar no dia seguinte. Foi também nestas paragens que acumularam carimbos na credencial, uma espécie de passaporte. Em declarações ao nosso jornal, Telmo Santos falou ainda das peripécias que passou ao atravessar os Pirinéus: foram cerca de 25 quilómetros sempre a subir e dois a descer a pique. Nada que chegasse para demover Telmo, Fi-

lipe e Carlos da sua aventura. Los Arcos, Navarrete, Burgos e Villafranca del Bierzo foram alguns dos locais por onde passaram e que vão, certamente, ficar na memória. “cresci com esta aventura”

Chegaram a Santiago de Compostela a 6 de Agosto, onde colocaram na credencial o último carimbo respeitante ao percurso e onde adquiriram o diploma que atesta a realização desta aventura. No final, além do cansaço e de algumas bolhas nos pés, ficou um coração cheio de experiências, partilha, amizades e uma bagagem plena de aprendizagens. “Aprendi que não é preciso muito para ser feliz, meia dúzia de coisas chegaram para viver durante um mês e que a vida não é fácil”, adiantou Telmo ao JMG. Ao longo do percurso e já em Santiago, Telmo contactou com dezenas de jovens de várias nacionalidades, aprendeu algumas palavras e trocou contactos. Fez novas amizades, com pessoas da Coreia, Japão, Brasil, México, Itália e Suécia, entre muitos outros. Para lá das belas paisagens que trouxe gravadas na memória, Telmo re-

forçou o contacto com a natureza e os animais. E por falar em animais, vale a pena referir o casal de espanhóis com quem Telmo se cruzou e que decidiram fazer o caminho de Santiago a cavalo. De realçar ainda a surpresa ocorrida sensivelmente a meio do percurso, em Carrión de los Condes, quando os pais, Fátima e Telmo, bem como a irmã Joana, de 11 anos, resolveram matar as saudades e surpreender o jovem Telmo. “Foi a única vez que chorei”, afirmou ao nosso jornal. Os pais nunca o tentaram demover desta ideia, pelo contrário: deram-lhe a máxima força e apoio, até porque sabiam que ia estar bem acompanhado e que a experiência o ajudaria a crescer. Com mais receio ficou a avó Joaquina, que agora relata, orgulhosa, as peripécias do neto. Prestes a iniciar mais um ano lectivo, no 8º ano no Colégio Conciliar de Maria Imaculada, em Leiria, Telmo Santos já pensa na próxima aventura: percorrer cerca de dois mil quilómetros de bicicleta, desde o norte da França com destino a Roma, na Itália, onde espera ver o Papa. Mas desta vez garante que vai convencer o pai a acompanhá-lo. ß


Cultura

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MonteMor-o-novo

Marinha Grande na Feira da Luz

A organização, a cargo da Entidade Regional de Turismo de Leiria-Fátima e da autarquia leiriense, conta com a colaboração dos municípios da Marinha Grande, Batalha, Ourém, Pombal e Porto de Mós. O certame, que ocorre no Marachão, aborda o Concurso das 7 Maravilhas da Gastronomia, já que entre os 21 finalistas se encontra o arroz de Marisco da Praia da Vieira. Contribuir para a preservação e divulgação dos pratos típicos da região é a grande finalidade do festival. Além dos restaurantes, estão patentes stands com exposições diversificadas, promoção e venda de produtos locais. ß nha, que irão trabalhar o vidro ao vivo. A Feira da Luz é organizada pela Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, com o objectivo de promover a actividade económica, cultural e recreativa daquela região Alentejana.

Em simultâneo com a realização da Feira, é organizado um vasto programa de animação, que incluiu a realização de espectáculos musicais, actividades desportivas, colóquios, entre outros eventos. ß

CuLturA

Frei e Vicente interpreta música dos poetas “A Música dos Poetas – Homenagem a Afonso Lopes Vieira” é o título da tertúlia de música e poesia, que terá lugar no dia 3 de Setembro (sábado), pelas 16h, na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, situada na Rua Dr. Adolfo Leitão, em São Pedro de Moel

A tertúlia será interpretada por Frei e Vicente. O compositor inspira-se na música tradicional, escrevendo aquilo que considera serem “canções sem tempo”. Canta alguns dos maiores nomes da poesia portuguesa da segunda metade do século XIX à primeira metade do século XX, de

entre os quais se inclui Afonso Lopes Vieira. De apelido Nascimento, Vicente nasce na Madeira em 1943. Aos 14 anos vem para o continente com a finalidade de prosseguir os estudos. Em Braga acaba de crescer num ambiente sadio e franciscano, fascinado pelo Trovador de Assis. Muito cedo evidencia qualidades vocais e começa a ser convidado para interpretar solos de canto gregoriano e de música polifónica. Mais tarde decide enveredar pela actividade de professor de música, embora o seu sonho fosse o de compor e interpretar, idealizando uma carreira a solo. Em 1973 grava o seu primeiro disco, sucedendo-se muitos outros álbuns. ß

GAstronoMiA

Vamos votar no arroz de Marisco Ainda temos sete dias para que o Arroz de Marisco da Praia da Vieira seja considerado uma das Sete Maravilhas da Gastronomia de Portugal

Para tal, temos que votar. E a votação, que termina já no próximo dia 7, será decisiva e está nas nossas mãos. Marinhenses, Moitenses, Vieirenses e todos os habitantes do Distrito de Leiria e da Região da Alta Estremadura, devem votar. E podem fazê-lo pelo telefone, por SMS, pelo Facebook e

Festival de Gastronomia até sábado Decorre até ao próximo sábado, 3 de Setembro, a 19ª edição do Festival Regional de Gastronomia de Leiria, este ano intitulado “Às mil maravilhas”

O Concelho da Marinha Grande vai estar representado na Feira da Luz 2011, que decorre de até 5 de Setembro, no Parque de Exposições Municipal, em Montemor-o-Novo. A participação insere-se no âmbito da geminação com aquela cidade alentejana

A representação marinhense será feita num expositor alusivo ao património histórico, natural e cultural e às actividades económicas do concelho. Será dado destaque à candidatura ao Arroz de Marisco da Praia da Vieira às “7 Maravilhas da Gastronomia”, cuja votação decorre até 7 de Setembro, e às I Conferências Internacionais de Design, que terão lugar de 22 a 30 de Outubro, na Marinha Grande. Durante a Feira, o stand da Marinha Grande contará com a presença dos artesãos Vítor Palhinha e Maria Palhi-

LeiriA

pela Internet. Aqui vão as pistas: Pode telefonar para o 760 302 708 (custo da chamada 0,60€ + IVA) Por SMS – 68933 conteúdo 708 (custo 0,50€

+ IVA) , pode votar as vezes que quiser. Pelo Facebook: www.facebook. com/7mgastronomia - conteúdo 708; pelo site oficial: http:/7maravilhas. sapo.pt/votação (apenas uma vez). O Arroz de Marisco da Praia da Vieira está colocado entre os 10 pratos mais votados a este Concurso entre os 21 finalistas, com fortes possibilidades de ser uma das 7 Maravilhas da Gastronomia. O resultado final será conhecido no dia 10 de Setembro, pela RTP, através de um programa transmitido a partir de Santarém. ß

AMieirA

Capela em festa dias 10 e 11 A Comissão da Capela da Amieira, em conjunto com a Associação Viva Solidário – Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), vai levar a efeito a festa em honra de Santo António, nos próximos dias 10 e 11 de Setembro. Do programa religioso, destaque para a realização de missa solene pelas 20h30 de sábado, seguida da tradicional procissão das velas. No domingo, pelas 15 horas, será celebrada mais uma missa solene, sendo que uma hora mais tarde haverá procissão de andores e ofertas, pelas principais ruas do lugar, com a participação da Banda Filarmónica Ouriense. Durante os dois dias de festa, em comemoração do 56º aniversário da Capela, haverá diversas actividades, desportivas e culturais. Não vão faltar as tradicionais tasquinhas, recheadas de petiscos, o bom vinho da região, café d’avó e filhós. ß

“Espaço para Estudos” Centro de estudos e explicações

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Opinião

Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

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OpiniãO

A solução pAssA por nós

pOema

Amo-te Andreia Gosto de ti como és Da cabeça até aos pés Quando me abraças A minha alma embaraças.

Jorge Santos*

Nutro por ti uma profunda paixão Cá dentro sinto esse sentimento De amor e carinho com emoção Penso em ti a cada momento. Tu és pérola diferente És sensibilidade interior Tens ternura comovente E chama superior. És a mulher do meu pensamento A princesa do meu deslumbramento A sereia do meu encantamento A menina do meu contentamento. Em cada dia que passa, aumenta a minha paixão Cada hora parece uma eternidade Em cada minuto mais sinto saudade Em cada segundo mais bate o meu coração. Acredita neste meu coração Que bate louco, louco de emoção Acredita no meu coração Que de ti não esquece tal paixão. E sonho, sonho bem alto E das profundezas te chamo E subo ao mais alto asfalto Para gritar ao mundo o quanto te amo.

Jorge

www.rcm.com.pt

As notícias que vou ouvindo e lendo deixam-me com a sensação de que embora todos estejamos conscientes que se tem de fazer algo para resolver a crise, cada um entende que, como em nada contribuiu para a crise, terão de ser os outros a resolvê-la. Portugal vive o momento mais difícil das nossas vidas e nunca é demais recordar que esta crise é muito mais grave que as anteriores onde foi necessária intervenção do FMI. O endividamento do Estado e a dívida externa do país são, utilizando um termo muito em voga, colossais. É como correr com uma mochila de pedras às costas. Qualquer governo será impotente para resolver o problema sem o contributo de cada um dos cidadãos. Fico confuso quando sinto que muitos portugueses, desde os mais humildes cidadãos a outros com grandes responsabilidades, parece que estão à espera que alguém resolva o problema e não dão um único passo para mudar a sua atitude perante a vida.

Este período de crise é uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre o nosso futuro e da nossa família, a sustentabilidade das nossas fontes de rendimento e o nosso papel na sociedade. Temos de nos questionar sobre o que queremos da vida e o que teremos de fazer para o conseguir. Haverá necessidade de nos valorizarmos aumentando as nossas habilitações académicas, as nossas competências profissionais e de mudarmos

a l g u n s dos nossos comportamentos e atitudes? Talvez isto nos permita melhorar o nosso desempenho e a qualidade do nosso trabalho ou mesmo conseguir um novo emprego. Temos de avaliar se a organização onde trabalhamos está a ser bem geri-

www.jornaldamarinha.pt/tv Depósito Legal Nº 80254/94 Registo no ICS Nº 100103 Preço avulso: 1,10 euros Série de 26 números (6 meses): 15,00 euros O pagamento é sempre adiantado Fundador José Martins Pereira da Silva Director António José Ferreira ajferreira@jornaldamarinha.pt Redacção António José Ferreira (CP 2614), Carla Fragoso (CP 7388), Alice Marques, Adriano Paiva e José Manuel André Colunistas Osvaldo Sarmento e Castro, António Santos,

Luís Guerra Marques, Joaquim João Pereira, João Cruz, Mário Nuno Francisco, Álvaro André, Nélson Araújo, Pedro Silva, Telmo Neto, João Saraiva, Gabriel Roldão, Sérgio Bento, Armando Constâncio, Ana Medina Reis, Ana Patrícia Nobre, Nuno Cruz, Ernesto Silva Composição e paginação Bruno Fonseca Serviços Comerciais e Publicidade Mónica Matias (244 502 628) Serviços Administrativos e Assinaturas Mónica Matias monica@jornaldamarinha.pt Apartado 102, 2431-902 Marinha Grande Telefone: 244 502 628 E-mail: jmg@jornaldamarinha.pt Proprietário Jornal da Marinha Grande, Lda. Contribuinte 502 963 905

Capital Social 24.939,90 euros Detentores de mais de 10% do capital social António José Lopes Ferreira e João Carlos Cunha da Cruz Gerência António José Lopes Ferreira Sede Travessa de Vieira de Leiria, nº 9 2430 Marinha Grande Impressão FIG - Indústrias Gráficas, SA - Coimbra • Os artigos e as cartas ao director, ao abrigo do artigo 31, nº 4 e 5, não vinculam o director, o editor ou a entidade proprietária do jornal, sendo da única e exclusiva responsabilidade do seu autor • O dia de saída do jornal é à quinta-feira, excepto quando coincida com um feriado, passando para o dia imediatamente seguinte.

da e a desenvolver-se a si e aos seus colaboradores. Temos de verificar se com os nossos tempos livres ou com outros recursos, estamos a dar um contributo positivo para a comunidade onde estamos inseridos através de associações locais, profissionais, das escolas dos nossos filhos, de voluntariado, etc. ou se nos limitamos a viver unicamente para nós próprios. Com base nesta reflexão temos de ter iniciativa, antecipar decisões e não nos acomodarmos a um aparente conforto que a longo prazo pode ser fatal para a nossa qualidade de vida. Temos de o fazer por nós e por outros que, pela sua idade ou por outro tipo de limitações, estão impossibilitados de o fazer. Quer o aceitemos ou não, também somos responsáveis por esta crise e, como queremos minimizar o seu impacto nas nossas vidas, temos de ser uma parte da solução. Obviamente que todos os dias conhecemos novas situações de desperdícios, de decisões incompreensíveis e de maus exemplos que não nos devem desmobilizar do desígnio de ter uma vida melhor. Devemos sim, tornar-nos ainda mais exigentes connosco e com os outros. Não esperemos que sejam os políticos e os governos a fazer o que nos cabe a nós.

*Gestor

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Marinha Grande: Jornaleiro, Jornalinho, Tabacaria “Pierrot”, “VCM”, Papelaria Grani, Repsol, Café Cantinho do Engenho, Tabacaria do Cristal Atrium, Eunice Pereira, Gasogagest, Intermarché, Petrosalsa, Pedroso & Gonçalves, M. Cristina Serra, Papelaria Rumo, Continente da Marinha Grande, Academia RG Arte, Cantinho da Cátia

Tiragem média mês: 14.000 exemplares

Garcia: Loja da Cláudia Vieira de Leiria: Quiosque Júlia Leal e Papelaria Horizonte Albergaria: Posto da Repsol Moita: Mini-Mercado Novo, Petroibérica Martingança: Maria Cidália da Silva S. Pedro de Moel: Pastelaria Arco-Íris (Costa e Caetano) Maceira: Papelaria Balinha, Loja 3 - Intermarché Pataias: Papelaria Central

ESTE JORNAL É IMPRESSO NA FIG Tel.: 239 499 922 Fax: 239 499 981 e-mail: fig@fig.pt


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Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

2ª publicação na edição nº 2473 do JMG de 1 de Setembro de 2011

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Diversos

Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

14 Voleibol

Carta ao DireCtor

Perigo para as crianças?

Não, se não baterem nisto com o corpo ou vazarem uma vista nos arames. Mas será que nenhum adulto que também utiliza os campos ainda não deu por nada? Por acaso numa das fotos está visível uma viatura da autarquia... aliás diariamente entram no parque viaturas da autarquia. Há crise? Sim! Por isso, até ser reparado deveria ser fechado pela Protecção Civil... ou pela ASAE, isto na minha modesta opinião.

J. Andrade Marinha Grande

Maia e Brenha venceM na Praia velha

Disputou-se a 20 e 21 de Agosto o 23º Torneio de Voleibol de Praia de São Pedro de Moel na variante de 4 x 4, no escalão sénior masculino e feminino. Este torneio movimentou 16 equipas masculinas e 8 femininas (120 atletas)

Devido aos problemas de erosão marítima que se consubstanciaram na redução do areal da Praia de São Pedro de

Moel, o torneio teve que ser realizado excepcionalmente na Praia Velha, junto ao Old Beach Club. A final masculina foi ganha pela “Liga dos Amigos” onde actuaram os nossos bem conhecidos Miguel Maia e João Brenha. O resultado foi de 2-0 (2517 e 25-11), tendo sido vencida a equipa “Brinca N´Areia/Rosis Pub”, onde actuaram os atletas marinhenses João Oliveira, Ricardo Oliveira, João Simões

(atleta internacional) e Pedro Paraty. A final feminina foi ganha pela equipa “As Marretas”, onde actuaram Filipa Duarte, Adriana Costa, Selma Malta e Sandra Castro, que venceram as “Petekas” (Diana Simões, Rita Felorio, Marina Esteves, Susana e Genesis Conde) por 2-0, com os parciais de 25-23 e 25-18.

João Esteves


a rádio de todos os dias

Futebol

SL Marinha recebe torneio de preparação

Futebol

ac Marinhense fora da taça

Sem tradições na Taça de Portugal, o AC Marinhense foi eliminado da edição deste ano pelo Avanca, da III Divisão

O Campo da Ordem foi palco do Torneio de Iniciados promovido pelo SL Marinha. Esta competição inseriuse na preparação da equipa marinhense que vai para o Campeonato Distrital de Iniciados, onde se espera venha a ter um bom comportamento. Alguns dias antes, a jovem formação da Ordem tinha realizado um jogo

de preparação com a U. Leiria, que disputará o Campeonato Nacional. O resultado final de 2-0 deixa boas indicações ao SL Marinha. O Torneio foi disputado num sistema triangular com a presença da equipa de iniciados da Associação Académica de Coimbra e os Juvenis B do SL Marinha.

O grande vencedor da competição foi a equipa de Coimbra que, no último jogo, acabaria por vencer a equipa de Carlos Carlos por 3-0. Resultados: Académica 0 - Juvenis B 0; SLM (Iniciados) 0 - Juvenis B 0; SLM (Iniciados) 0 – Académica 3. Classificação final: 1º Académica; 2º Juvenis B; 3º SLM (Iniciados). ß

Futebol

“os Vidreiros” já trabalham a pensar na honra

A expulsão do guarda-redes Carlos, aos 26 minutos, esteve na origem da derrota do AC Marinhense, por 0-3, diante do Avanca. Apesar da formação visitante ter mostrado qualidade desde o início do encontro, encostando o ACM para a sua defensiva, certo é que só de grande penalidade é que surgiu o primeiro golo, na sequência de uma falta de Carlos sobre Carlos Pesquina. A partir de então tudo se tornou mais fácil, em virtude da vantagem numérica em campo. Ainda antes do intervalo, o Avanca ampliou a vantagem para 0-2, sentenciando praticamente o jogo. Na segunda parte o Marinhense ainda deu um ar da sua graça, esteve perto do golo mas seriam os forasteiros, na parte final do jogo, a fixar o resultado em 0-3, afastando assim o emblema da Portela da Taça de Portugal. O ACM apresentou: Carlos, Fredy, Moita, Dady (Cap.), Armando, Amaro, Gonçalo, Miguel, Cardeira (Dárcio, 57’), Heber (Evandro, 75’) e Cruz (Pedro Duarte, 26’). Suplentes não utilizados: Nando e Petana Campeonato arranCa domingo

O Campeonato Nacional da III Divisão – Série D inicia-se este domingo, dia 4 de Setembro. O sorteio ditou a deslocação do AC Marinhense ao reduto do Pampilhosa, equipa que esta época desceu de divisão e que certamente quererá regressar ao escalão secundário. Por essa razão, a missão do ACM prevê-se muito difícil. derrota na apresentação

Espírito ganhador e a melhor classificação possível são os objectivos dos responsáveis do Grupo Desportivo “Os Vidreiros”, esta época sob o comando técnico de Miguel Carapinha

O grupo de trabalho do emblema de Picassinos apresentou-se na passada sexta-feira, no Campo do Tojal. A poucas semanas da temporada 2011/2012, com início em 2 de Outubro, “Os Vidreiros” apresentam quatro caras novas, às quais se juntará boa parte do plantel da época anterior. Jorge (que regressa após paragem), Xuxa (ex-SLM), Tiago Carvalho (ex-Moitense) e Diogo Gaspar (ex-júnior ACM) são os reforços já garantidos. A equipa técnica será liderada por Miguel Carapinha, auxiliado por João Paulo (adjunto) e Valdemar Sousa (trei-

nador de guarda-redes). O departamento de futebol será liderado por Laurindo Alexandre. Carapinha Confiante

O novo treinador afirmou ao JMG que pretende iniciar a época “com vitórias”. O intuito é “andar nos lugares cimeiros”, por um lado, e por outro pede aos atletas que “dignifiquem a camisola do clube, o qual merece o maior respeito”. Carapinha pretende criar “uma família” capaz de ser “objectiva e cumpridora ao longo da época”. O técnico não assume a candidatura à subida “mas vamos sonhar jogo a jogo com a Honra”. A finalizar, Miguel Carapinha deseja o apoio dos associados. A apresentação da equipa está agendada para 24 de Setembro, com adversário a designar. ß

O AC Marinhense apresentou-se aos sócios e simpatizantes com uma derrota (0-5) diante da União Desportiva de Leiria. O jogo disputou-se no Estádio Municipal da Marinha Grande, a meio da semana passada, com a presença de poucas dezenas de associados e amigos do clube. ß

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Futebol

ACM INICIA NOVA épOCA

Atletismo

ID Vieirense vence no Juncal O Industrial Desportivo Vieirense venceu o XIII Grande Prémio do Juncal. Destaque para Jorge Esteves (5º da geral e 4º sénior) e José Figueira (8º da geral e 2º M40)

No Grande Prémio Mestre Aviz, na Batalha, o IDV conquistou o 4º lugar colectivo. Jorge Esteves foi o primeiro atleta do distrito a cortar a meta. Na corrida do Bodo em Pombal, ID Vieirense voltou a brilhar com um 3º lugar colectivo entre dezenas de equipas a nível nacional. Pontuaram sete atletas. Participaram nas competições os seguintes atletas: Jorge Esteves, João Vigia, Mário Pedro, Cristóvão Pereira, João Sousa, Vítor Dinis, Artur Lopes, João Marcelino, Paulino Sousa, Carlos Pinto, Mário Barreiros, José Figueira, Nuno Lorvão, Nélio Macedo, Luís Pedrosa, Rui Dinis, Eduardo Pires, Celestino Marques, Alberto Vinagre, Licínio Pereira e Acácio Lavos. ß

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Após ter efectuado a sua apresentação aos sócios no passado domingo no Estádio Municipal da Marinha Grande, a equipa de iniciados do Atlético inicia no próximo domingo o Campeonato Nacional, com uma deslocação à Naval 1º Maio. Num campeonato muito competitivo, espera-se que a equipa vidreira esteja à

Presidente

HONRA

III DIVISÃO

Clube

1ª DISTRITAL 1ª DISTRITAL 1ª DISTRITAL 1ª DISTRITAL 1ª DISTRITAL

A equipa de iniciados do Atlético Clube Marinhense inicia no próximo domingo o Campeonato Nacional de Iniciados, com uma deslocação ao campo da Naval 1º Maio

altura dos feitos da temporada anterior, onde realizou uma excelente época, ao lutar pelo apuramento para a 2ª fase. Segundo fontes próximas da equipa técnica, o principal objectivo da presente época passa pela manutenção o mais rapidamente possível, mas não descartando a possibilidade de lutar novamente pela passagem à segunda fase. Plantel 2011/2012

Em cima a começar na esquerda: José Robalo (Presidente), Pedro Rosário (Preparador Físico), Nelson Roque (Treinador Adjunto). Jogadores: Quca, Bernardo, Gonçalo Pinheiro, Miguel

Treinador

Permanências

Gil, Diogo Vicente, José Ricardo, Bruno Godinho, João Duarte, Pedro Coelho, Tiago Letra, Leandro Neto, Álvaro (Director), Roberto (Director) e Luciano Silva (Treinador). Em baixo: Guilherme Norte (mascote da equipa), Orlando Norte (Treinador de guarda-redes), Flávio, Raul, Eduardo, Álvaro, Manuel, Bruno, Francisco, João Carlos, Gonçalo Veloso, Ricardo e António. Espera-se que a equipa orientada por Luciano Silva realize uma época tranquila, cheia de êxitos, e que consigam levar o nome do Atlético e da Marinha Grande bem alto. ß

Entradas

Marco Aurélio

Pedro Duarte, Carlos, Dady, Filipe Neves, Miguel, Fred, Rafael Cardeira, Heber, Dárcio, Gonçalo, André Amaro, André Cruz, João Florência

Armando (BIP), Fernando (BIP), Evandro Eusébio (BIP)

Isabel Gonçalves

Bruno Ramusga

Fury, Luís Fèteira, Edgar, Rios, Leo, Milton, Dias, Baresi, Letra, Júlio, Bruno, Gata, Orlando, Pedro Garcia, João Pinto e Luís Simões. Em dúvida: Tito, Florian e Miguel

Poli (Pataiense), Paulito (SLM) e JJ (SLM)

Hélder Serra

Vítor Duarte

Nuno Salgueiro, Garcia, Vareta, João Roldão, Mário Balseiro, Nando, Santiago, Edgar e Tiago André

JP, Veiga e Fabito (juniores)

Miguel Carapinha

Hugo, Espanhol, Chico, Ruben, Pedro Matias, Guilherme, Leal, Ingo, João Luís, Estroga, Tiago, Tiago Miguel, Ricardo Duarte, Anselmo, Renato, Fábio, Zeca, Pedro Guedes, Bruno Rosa e André

Jorge (regressa ao clube), Xuxa (SLM), Tiago Carvalho (Moitense) e Diogo Gaspar (jun. ACM)

Carlos Parente

Cadete, Roger, Gatuso, Dapril, Frazão, Marco, Alex, Formiga, Diogo Fadista, Monteiro, Emanuel e Tota

Carioca (SLM), Sandro (Vidreiros), Malhado (Caranguejeira), Noel (Unidos), Ruben (SLM), Ricardo (Moita), Carvalho (GRAP), Gonçalo (Caranguejeira), Azenha (Pataias), Nélio (S. Amaro), Fula (Marrazes), Jota (SLM)

Não tem treinador

Segundo a direcção do clube, o mais provável será a não participação da equipa sénior no Campeonato Distrital da I Divisão

Quim Peles

João Ramusga, Juca, Simão, João Duarte, Pedro Leal, Mulato, Zequinha, Hugo Pistolas, Diogo Fonte, Simão Estrada, João Nuno e André Tomé

José Robalo

Vítor João Agostinho

Paulo Moleirinho

Mário Grácio

Carlos Marques

Óscar, Rafael Neto (Vieirense) e Tiago Karelho (Motor Clube)


Opinião

w w w. j o r n a l d a m a r i n h a . p t

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Carta ao DireCtor

envenenamento de animais A APAMG recebeu mais uma vez uma denúncia sobre envenenamento de animais na Marinha Grande cuja carta anexo. Além disso, e para variar, encontramo-nos, uma vez mais, a tratar mais uma cadela vítima de envenenamento por organofosforados. Este hábito recorrente dos marinhenses, além de reprovável, é crime, e além de todo o mal que inflige num animal pode um dia lesar uma criança. Há que chamar a atenção da população para que deixe de encobrir este crime e passe a denunciá-lo. Qualquer dia é o seu animal ou o seu filho e/ou neto que tem o azar de se cruzar com estes actos de maldade. Esta carta será igualmente encaminhada para a PSP, SEPNA e Câmara Municipal para que tomem conhecimento da situação. “Como moradora do Bairro Rainha Santa Isabel e lesada em relação a este assunto venho expor e informar que alguém desta zona anda a envenenar os animais abandonados e não só. Alguns ex-moradores mudaram de residência e deixaram para trás os seus animais de

estimação, principalmente gatos, dando origem a se juntarem perto de uma dezena junto aos contentores do lixo afim de procurarem comida e abrigo. Alguns vizinhos colocam comida para eles, enquanto outros colocam veneno para se livrarem deles. Há duas semanas atrás perto das 23h alguém colocou uma ninhada viva dentro do contentor do lixo, sendo impossível retirá-la, pois o mesmo encontrava-se cheio. Ontem, dia 24-08-2011 apareceu mais um gatinho morto, tudo indica que foi envenenado. Agora só existem 3 gatos adultos e 4 crias. Contactei a APAMG a informar o sucedido e que se prontificaram a vir ao local para tentarem solucionar o problema e ficaram ao corrente dos sucedidos por aqui. Pois isto já dura há demasiado tempo, o ano passado envenenaram dois gatos meus; dizem que estragam jardins e hortas... Um pequeno grupo de residentes preocupa-se com os animais deixandolhes comida e água diariamente, enquanto alguém se aproveita disso para lhes colocar veneno afim de os matar.

Ainda ontem tive conhecimento, através de uma página de internet que há uns meses atrás também mataram dois cães vadios de porte médio que vagueavam por aqui, e foram encontrados mortos perto da Farmácia Santa Isabel, ou seja, mais uma vez nesta zona. Acho que esta crueldade tem de acabar, matar animais é crime, quem o faz tem de responder por isso. As entidades competentes já estão a tratar do assunto. Vai-se tentar resgatar os animais que restam afim de os levar para um lugar seguro. Até lá peço a quem tem contribuído a alimentar os gatos e gatinhos, que continue a fazê-lo por mais uns dias e para terem atenção, se virem algo estranho contactem a APAMG ou a SEPNA, denunciem, se souberem quem é o autor destas crueldades. Maltratar os animais é crime e é punível por lei, quem o faz tem de ser punido. Muito obrigado a todos pela vossa colaboração e bem hajam.”

Leitora devidamente identificada

opinião

num adeus a um amigo Mais um amigo que nos deixa, neste vale de lágrimas… Morreu o Sr. Júlio Neto Barosa (Ourivesaria Barosa). Lá longe onde esperas por nós, amigo, já não podes clamar os versos que aprendeste do Sr. Joaquim Norte (empregado do Sr. Manuel Barroca), que tu me explicaste do seu sabor cultural que eles tiveram, quando escritos em papelinhos tipografados, que eram distribuídos (à altura, aos clientes das bombas que existiam junto ao marco de correio dos actuais Bombeiros Voluntários) aos seus clientes; eram cobradas irrisórias quantias de 10, 20 e 50 centavos, por essas “folhinhas de câmbio cultural”! Agora que tens (onde te encontras, amigo?) todo o vagar do mundo, não te esqueças de os saboreares, porque nós só tos podemos iterar:

poema

o brilhar das estrelas À memória da prof. Adelaide Feliciano Constâncio Num longo silêncio, Que existe para além das nuvens É um caminho para descansar Do longo sofrimento. O silêncio de uma vida, De quem lutou para não parar Silêncio. Chegou a hora da partida Nada mais havia a conquistar. Pisámos o mesmo caminho, E dentro de mim vive a gratidão Ao ter recebido pedaços de carinho Eternamente guardado no meu coração. No pensamento reservo a tristeza, Com uma lágrima de saudade O desgosto é ter a certeza Dura ansiedade. Esquecer este triste momento, Boa amiga, não fui capaz Que o alívio do sofrimento Seja a saudade neste poema com paz. São estas as palavras de sinceridade, Com que a quero homenagear São palavras de pura amizade A uma grande mulher que deixou de brilhar. É esta a lágrima que tenho para chorar, Recordando no pensamento A vossa presença na prisão Este momento quero sempre gravar Eternamente no meu coração.

José António Carreira Santos Poeta Jardineiro

«Boas festas felicidades! É um passe e a moeda corrente. Como alguém se importasse, Com a vida doutra gente!» «Boas festas… Boas festas… Diz toda a gente à toa! Eu digo isto […dizia o dito…] E que é verdade, pra amar à crôa*.» (*)“Coroa” era a designação vulgar dada à moeda de cinquenta centavos…

Um abraço do amigo, Armando Castro

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Opinião

Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

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OpiniãO

O que Os media nãO vãO mOstrar É com imensa tristeza que assisto ao que se está a passar na Líbia. Sempre tive a sensação que, mais tarde ou mais cedo, Ghadaffi teria que abandonar o poder, mas nunca imaginei que fosse desta forma. Trabalhei e vivi lá durante cinco anos e meio, recordo que em 1985 Muammar-Al-Ghadaffi fez frente a Ronaldo Reagen quando este colocou a sétima esquadra em treinos junto à costa da Líbia. Pagou cara a factura, em 16 de Abril de 1986, o grande Golias bombardeou a capital Tripoli e a cidade de Benghazi. Certamente que poucos sabem que Golias errou o alvo, em Tripoli, acabou por destruir um Hotel, em Benghazi, pasme-se, errou o alvo cerca de 7 quilómetros. Não tenho provas para poder afirmar que Gadhaffi é um terrorista, certamente que não haverá fumo sem fogo, contudo, os grandes democratas da Europa, todos, mesmo aqueles que o acusavam de terrorista, sentaramse à mesa com ele, passou a ser um convidado de honra, com pompa e circunstância. Certamente pensando nos seus milhões e no seu ouro negro, alguns líderes europeus, nomeadamente Portugueses, viram na Líbia um país com possibilidade de negócios para as empresas dos seus países. A Líbia era vista como um potencial cliente para grande parte dos países europeus. Ghadaffi passou de terrorista a parceiro estratégico. Nos últimos anos da sua ditadura, Muammar Ghadaffi teve encontros a nível mundial, firmou parcerias e foi fotografado ao lado dos mesmos políticos que actualmente pedem a sua saída. Não sabiam estes senhores que Ghadaffi era um ditador? As grandes potências, a partir de 2003, firmaram acordos com Ghadaffi quando este aceitou abandonar os programas de armas de destruição em massa e concordou em pagar compensações aos familiares das vítimas de atentados terroristas. Tony Blair prometeu ajuda de companhias petrolíferas internacionais na extracção de suas reservas de petróleo. Em troca de acordos comerciais, liber-

taram um presumível terrorista do avião que caiu em Lokerbie. Ghadaffi foi recebido por Sarkozy no Palácio do Eliseu em 2007 e foram firmados acordos comerciais. Recentemente um dos filhos de Ghadaffi disse que o seu pai ajudou a financiar a campanha de Sarkozy em 2007. Por seu lado, Berlusconi, o amigo de todas as ocasiões, tudo fez para que a sua ex-colónia fosse o maior parceiro económico de Itália. Ghadaffi é o maior accionista da Fiat, tinha cotas nas mais importantes empresas Italianas, era ainda accionista de clubes de futebol como a Juventus. A Rússia também manteve óptimas relações com a Líbia. Ghadaffi esteve em Moscovo diversas vezes e foram assinados contratos bilionários. Hugo Chávez e Lula foram grandes amigos de Ghadaffi. Lula chamou Ghadaffi de “amigo e irmão”. Chávez continua afirmando que Ghadaffi é o único líder legítimo da Líbia. Portugal, sim Portugal, recebeu o terrorista, concedeu-lhe espaço para este montar a sua tenda/circo, ofereceu pasto para os camelos e camelas que davam o precioso leite para amamentar Ghadaffi, organizámos excursões a Tripoli, tentámos vender dívida pública, etc. O nosso grande amigo tornouse accionista do BES. Tudo rolava bem, estava previsto para Junho passado uma feira em Tripoli, o IAPMEI tinha sido encarregue de organizar a ida dos empresários Portugueses. Eram às centenas as empresas interessadas neste mercado, também a empresa que represento tinha presença marcada, etc. Os países mais civilizados estão a milhares de anos de luz de conseguir aquilo que Ghadaffi fez a nível da saúde, no ensino, na agricultura, na habitação, etc. Quem lá viveu como eu sabe que é verdade, foram construídos hospitais especializados por tipos de doença, escolas, universidades, casas, sim casas, muitas casas, só em 1984 o governo construiu 80.000 na cidade de Benghazi. Na Líbia, se tínhamos um pro-

blema de visão, íamos ao hospital oftalmológico, se de ossos, íamos ao hospital ortopédico, etc. Os próprios hospitais tinham farmácias onde de imediato se fazia o levantamento dos medicamentos sem pagar um tostão. Acompanhei os trabalhadores portugueses ao Hospital, fazia parte do meu diaa-dia de trabalho. A terra que era improdutiva, Ghadaffi tornou-a produtiva, triturou pedra, criou quintas, comprou as máquinas e entregou as quintas prontas a produzir aos Líbios para eles explorarem. Alguns líderes do CNT, nomeadamente o seu representante máximo, já ameaçou por diversas vezes demitir-se. No seio do CNT existe tribalismo, os habitantes de Benghazi nunca aceitaram ser governados por Tripoli, a rivalidade entre tribos é uma realidade. Só Ghadaffi, com o seu pulso de ferro, conseguiu manter a união. Tenho plena certeza, tendo em conta as inúmeras tribos que existem neste país, que não haverá mais paz. Os interesses estão instalados. O que aí virá não será certamente bom para a união do povo Líbio. Até Fevereiro de 2011 a Líbia era uma nação próspera, tinha na sua liderança um terrorista, penso não haver dúvidas, contudo não haveria outra forma de derrubar Ghadaffi? Se a partir de 2003 conseguiuse que Ghadaffi abandonasse o apoio ao terrorismo, será que nenhum destes fiéis amigos não teria possibilidade de através do diálogo, de pressões, de sanções, de embargos, etc. de forçar Ghadaffi a abandonar ? Nos anos oitenta foram vários os Marinhenses que lá estiveram, grande parte deles fui eu que os levei para lá. Tanto eles como eu se recordam certamente de ver as carrinhas de cabine dupla com as ovelhas no habitáculo e as mulheres na caixa de carga. Quem não se lembra de ver as vacas na beira da estrada a comer os sacos de papel porque não havia alimento? Quem não se lembra de a caminho da cidade de Labrak ver as vacas a roer os

pneus dos camiões? Ghadaffi desenvolveu a agricultura, Ghadaffi criou escolas, Ghadaffi construiu hospitais, o parque automóvel era velho e a cair aos bocados, Ghadaffi renovou-o. Não tenho qualquer tipo de dúvidas, escolheu-se a pior forma. Já agora, saberá a NATO o que se passa no Zimbabwe? Não é o seu presidente um louco, e na Venezuela não se diz que seu presidente é um tirano? Quanto a Ghadaffi, estou convicto que ainda vai continuar a resistir. Certamente que venderá cara a derrota. Se houvesse petróleo na Somália, na Etiópia, no Darfur… certamente que seria uma das próximas missões dos bombardeamentos da Nato. Por pior que se queira considerar ou julgar, temos que referir e dar a conhecer que a ONU constatou em 2007: 1. Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África; 2. Ensino gratuito até à Universidade; 3. 10% dos alunos universitários estudam na Europa, EUA, etc. e com tudo pago; 4. Ao casar, o casal recebe até 50.000 dólares para adquirir os seus bens; 5. Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc.; 6. Empréstimos pelo Banco estatal sem juros; 7. Inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, que vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos; E assim vai... (ou ia). Porque detonar a Líbia então?

Três principais motivos: 1. Possuir o seu petróleo, de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas; 2. Fazer com que todo o Mar Mediterrâneo fique sob controlo da NATO. Só falta agora a Síria; 3 - E, provavelmente, um dos maiores motivos é que o Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema mundial Financeiro.

As suas reservas são toneladas de ouro, dando cobertura ao valor da moeda, o dinar, e desatrelado das flutuações do dólar. O sistema financeiro internacional ficou possesso com Ghadaffi, por ter apresentado e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar. o que é o ataque humanitário Para Livrar o Povo Líbio

1. A NATO comandada pelos EUA já bombardeou as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis que são capazes de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra-estruturas de água, esgoto, gás e luz estão seriamente danificados; 2. As bombas usadas contém DU (Urânio depletado) tempo de vida 3 bilhões de ano (causa cancro e deformações genéticas); 3. Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem um terramoto e racham as casas; 4. Com o bloqueio marítimo e aéreo da NATO, principalmente as crianças sofrem com a falta de remédios e alimentos; 5. A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas; 6. Cerca de 150.000 pessoas por dia deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida; 7. Mesmo que o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: Água e comida. De uma população de 6,5 milhões de pessoas. Em suma: O bombardeio “humanitário” acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a nação Líbia. Foram varridos do mapa. Simples assim, como se essas vidas nada representassem a favor de uma liberdade que só os europeus e americanos conhecem, e quando lhes convém.

No JMG privilegiamos a sua opinião. Escreva, nós publicamos.

Ilídio Gaspar


Saúde

w w w. j o r n a l d a m a r i n h a . p t Saúde

AtAques de pânico

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Os ataques de pânico provocam um medo quase incontrolável e chegam mesmo a confundir-se com um enfarte. Saiba como agir

Mais de um terço dos adultos manifesta sinais de ataques de pânico todos os anos. As mulheres são entre duas a três vezes mais propensas a este distúrbio. Os ataques de pânico são desencadeados por um medo intenso, inesperado e sem razão aparente, que cria um estado de ansiedade extremo, acompanhado por sintomas físicos, semelhantes aos de um enfarte, que leva o doente a pensar que vai morrer. Trata-se de um transtorno psicológico que se manifesta em episódios bruscos e inesperados, de medo intenso de perder o controlo, de que algo horrível vá acontecer e até de morrer. Estes ataques costumam demorar entre 10 a 30 minutos e são acompanhados de sintomas físicos que podem confundir-se com os do enfarte. Causas

Costuma estar associado a situações vitais muito stressantes ou críticas e com

a interpretação que a pessoa faz dessas circunstâncias difíceis. Trata-se de um transtorno psicológico que se manifesta em episódios bruscos e inesperados – sem causa aparente – de medo intenso de perder o controlo, de que algo horrível vá acontecer e até de morrer. Estes ataques costumam demorar entre 10 a 30 minutos e são acompanhados de sintomas físicos que podem confundir-se com os do enfarte. sintomas

Dificuldade em respirar, dores no peito, palpitações, suores, tremores, enjoos, formigueiro, náuseas, e malestar abdominal são os sintomas mais comuns. Muitos doentes isolam-se e deixam de fazer a sua vida normal com receio de um novo ataque de pânico. tratamento

Normalmente, combina-se a psicoterapia com técnicas de relaxamento e de respiração. A primeira tem como objectivo conhecer e compreender os conflitos psicológicos subjacentes aos ataques de pânico. Nos casos mais graves, o tratamento passa por tomar tranquilizantes e

antidepressivos, que não devem ser interrompidos sem vigilância médica. agorafobia

É o medo de frequentar espaços públicos, com muita gente ou dos quais não possa sair facilmente. Se este problema não for tratado, pode mudar a vida da pessoa, limitando cada vez mais as suas actividades. Sentirá medo de sair de casa, de ficar sozinha ou de voltar aos lugares onde sofreu um ataque de pânico. três truques para afastar o pâniCo

- Lembre-se que o que lhe acontece não é perigoso, que é apenas uma reacção ao stress. - Não lute contra estas sensações intensas, aceite-as. Centre-se no presente, no aqui e no agora e não no que poderá acontecer. - Quando começar a sentir o ataque conte de forma decrescente a partir de 100 e de três em três números.

A responsabilidade editorial desta informação é da revista Prevenir

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OpiniãO

O prOjetO e as leis Vivemos tempos em que se fazem projetos para tudo: são os projetos económicos, os educativos, os sociais, os culturais, o projeto lei e já agora, os projetos de arquitetura. Projeto define-se como alguma coisa que está para alguém em lugar de outra sob algum aspeto ou qualidade. O homem constrói muitas dessas realidades paralelas, sendo a mais importante a escrita. Eu se quero falar duma pedra, não tenho de andar com uma pedra no bolso e apontar para ela. O que fiz foi atribuir-lhe um nome e inventei a palavra “pedra” e escrevo-a sempre que me quero referir a uma. O projeto é a mesma coisa. Por exemplo, o projeto de arquitetura é um conjunto de peças escritas e desenhadas que está no lugar de uma construção, e que nos permite falar da construção, quer ela exista ou não. Eu concluo que, a partir do momento em que há comunicação, fazer um projeto das ações a executar, torna-se parte dessa comunicação. Mas quando falamos de projeto falamos também de coisas diversas, que podem estar total ou parcialmente pre-

Farmácias de Serviço

sentes. Uma coisa é o projeto em si, avaliável em termos de processo. O projeto económico por exemplo, trabalha com números e gráficos e o projeto de arquitetura com projeções ortogonais, e delas se pode dizer se estão certas ou erradas, e que quantidades têm as suas partes. Mas quando falamos de projeto sabemos também que a ele corresponda uma ideia de algo. E no caso da arquitetura essa ideia é a de uma construção. Por isso o projeto precisa também de ter as informações relevantes para o executor poder fazer o seu trabalho. E sobre os projetos falamos também de comunicação porque ele é feito por um autor, de certo modo, para alguém “ler”. Na comunicação é o leitor ou o interpretante, quem atribui ao projeto os seus valores, desde os mais simples aos mais complexos, desde os retóricos aos ideológicos. Por isso é pouco importante o juízo que o autor faz da sua obra: eu posso julgar-me o melhor do mundo, mas só o serei de facto, quando os outros me reconhecerem como tal.

Para o autor do projeto de arquitetura, o seu trabalho é compatibilizar a ideia arquitetónica (discutida e aceite pelo requerente) com as diversas engenharias e com os diversos códigos (feitos pelas entidades de quem dependem os alvarás de utilização) num processo que se desenvolve por fases. Há um arquiteto (Quaroni) que diz que “fazer arquitetura é gerir sacrifícios”. Por um lado porque cada material de construção tem condições particulares de utilização, que limitam a liberdade criadora: os engenheiros não se cansam de nos lembrar isso. Mas por outro lado, também há problemas ao nível dos códigos. Nós aprendemos a aceitar a Lei da República como justa e correta, independentemente de se poder discordar de aspetos e por isso é que ela está sempre a ser revista. Mas se não houvesse interpretações e causas mais importantes todo o sistema judicial seria inútil.

Marinha Grande

Leiria

Moderna

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Central

244 817 980

Duarte

244 503 024

Lino

244 832 465

Vítor Grenha (texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico)

Sáb. Santa Isabel 244 575 349

Sáb. Higiene

244 687 127

Dom. Guardiano

244 502 678

Dom. Avenida

244 833 168

Central

244 502 208

Oliveira

244 822 757

Roldão

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É possível que entre em contacto com artistas ou que tenha particular interesse em assuntos religiosos, espirituais ou psíquicos. Também é possível que se envolva de alguma maneira com fotografia ou com filmes. O mundo do encanto, da ilusão ou do mistério pode tornar-se realidade, seja por meio da sua energia criativa ou da de outra pessoa. ToUro 21.04 > 20.05

Talvez venha a sofrer devido a sentimentos de instabilidade, receios, incertezas e, por vezes, uma certa confusão em relação àquilo que é a verdadeira existência. Estará sob a influência de dois tipos distintos de realidade. Assegure-se de que separa ambos mentalmente. Se se sentir em baixo nesta altura, tente encontrar soluções honestas e evite ter pena de si. GÉMeoS 21.05 > 21.06

O Sol em bom aspecto com Neptuno é um tempo marcado pelo idealismo romântico Há agora um aumento de sensibilidade para com as necessidades dos outros. Poderá sentir um maior desejo de afirmar a sua individualidade através de romances e de actividades criativas ou culturais. Neste momento, poderá sentir uma maior capacidade de manifestação artística. caranGUeJo 22.06 > 22.07

Pessoas com posição de autoridade poderão vir junto de si pedir uma sugestão ou um conselho, graças à sua capacidade de trabalho e de organização. Esta é uma boa altura para assinar um novo contrato ou iniciar uma nova sociedade. Uma boa oportunidade pode espreitar, é a altura ideal para dar um passo em frente. LeÃo 23.07 > 22.08

Se tem assuntos pendentes com o Estado, com a Lei ou relacionados com algum tipo de burocracia deverá tratá-los neste momento. O mesmo é sugerido em relação a viagens ou outros assuntos que envolvam o estrangeiro. Aproveite esta época de optimismo e energia positiva para alargar o seu círculo de relações pessoais e profissionais. VirGeM 23.08 > 22.09

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É possível que sinta uma maior fragilidade, tanto a nível físico como psíquico. A sua vitalidade pode ser mais posta em causa. A razão para essa insegurança pode derivar de um súbito pessimismo, de um acrescido medo do fracasso ou, ainda, do facto de ser menos bem entendido ou amado. Em última análise não hesite em pedir ajuda. BaLanÇa 23.09 > 22.10

O seu instinto de posse pode levá-lo a tentar transformar aqueles de quem gosta numa imagem que idealizou. Nem todos se prestam a uma despersonalização, e a rebeldia que naturalmente pode provocar não será, com certeza, boa conselheira. Se nota em si esta tendência, supere esse domínio que tenta impor, e lembre-se de que a vida é de cada um. eScorPiÃo 22.10 > 21.11

O momento presente pode ser de uma certa contrariedade, quer devido a um estado meramente psicológico, quer a qualquer acontecimento que eventualmente afecte o seu quotidiano. Assim, um aumento de ansiedade, por um lado, ou qualquer notícia ou pequena preocupação com a família, por outro lado, poderão constituir pontos a ter em atenção. SaGiTÁrio 22.11 > 20.12

Habituado a uma rotina a que está subjacente a segurança, estabilidade e despreocupação, apercebe-se agora de que há algo que está paulatinamente a alterar-se. Daí, um certo desencanto e até receio que o começam a preocupar. Analise a sua vida nas suas diversas facetas, procure imprimir uma maior qualidade no que executa. caPricÓrnio 21.12 > 19.01

Situações inesperadas e positivas estão a delinear-se no seu horizonte neste momento. Não receie que a sua rotina morna seja realmente sacudida por novos ventos, pois isso pode trazer-lhe, em termos de futuro, melhores perspectivas. Se a sua criatividade for aguçada, então ponha em prática aqueles planos pensados há algum tempo. aQUÁrio 20.01 > 18.02

Não tenha medo de pôr em risco uma certa imagem mais convencional. Uma forte tendência para agir de uma forma menos habitual poderá aliviar momentos mais frustrantes. Sentirá um maior gosto pelo exótico, pelo diferente, e uma maior atracção pelas situações inesperadas, pelas coincidências. PeiXeS 19.02 > 20.03

O medo de ser aprisionado pela sua própria rotina e o desconforto de ver uns dias iguais aos outros está a causar-lhe uma certa inquietação. O gosto pela liberdade e pela independência está bastante acentuado neste momento, por isso irá renovar e remodelar tudo o que lhe for possível. Neste momento a sua busca pela novidade é permanente.


Diversos

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Jornal da Marinha :: 1 de Setembro de 2011

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A Colaboradora, Sandra Marina Rodrigues Gouveia

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Edição 2473 do JMG de 1 de Setembro de 2011.

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13º Ano de Eterna Saudade

6º Ano de Eterna Saudade

António Laurentino

Laurinda da Conceição Dias

Falecido a 3/09/1998 Residia no Camarnal

Falecida a 7/09/2005 Residia na Marinha Grande

Sua esposa, filha, genro e netos, recordam-no com eterna saudade, mandando celebrar missa por intenção de sua alma, no próximo sábado, dia 3 de Setembro, pelas 19 horas, na Igreja Paroquial da Marinha Grande. Agradecem, desde já, a todas as pessoas que compareçam a este acto religioso.

“Há seis anos que me deixaste. Eras tu e hoje continuas a ser tu a dares-me força e coragem para seguir em frente. Temos muitas saudades tuas”. Tens missa pelo teu eterno descanso dia 7, quarta-feira, às 19 horas, na Igreja Paroquial da Marinha Grande. Teu marido e sogra agradecem a quem assistir a este acto religioso.

Conta registada nº PA 710 Recibo nº 698/2011

Agradecimento Lucinda Guerra Barros Faleceu no Hospital Santo André 71 anos Residia na Marinha Grande

Seu irmão e restante família cumprem o doloroso dever de participar o seu falecimento e agradecem a todas as pessoas que estiveram no funeral. Informam ainda que a missa de 7º dia realiza-se no dia 4 de Setembro, pelas 19 horas. Tratou a Funerária Nogueira e Pina, Lda.

Agradecimento Joaquim Francisco da Silva 69 anos Falecido a 30/08/2011 Residia na Garcia

Sua esposa, filha, genro, neto e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou que, de qualquer outra forma, lhes manifestaram o seu pesar. Informam que se vai realizar missa de 7º dia, segunda-feira, 5 de Setembro, pelas 19h, na Igreja Paroquial da Marinha Grande e agradecem a todos os que compareçam neste acto religioso. Tratou a Agência Funerária Vareda, Lda.

Agradecimento Júlio Neto Barosa 77 anos Falecido a 24/08/2011 Residia nas Gaeiras

Sua esposa, filho, nora e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou que, de qualquer outra forma, lhes manifestaram o seu pesar. Tratou a Agência Funerária Vareda, Lda.

Agradecimento Sara Braga Barros 91 anos Falecida a 27/08/2011 Residia no Salgueiro

Suas filhas, genro, netos, bisnetos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou que, de qualquer outra forma, lhes manifestaram o seu pesar. Informam que se vai realizar missa de 7º dia, esta sextafeira, 2 de Setembro, pelas 19h, na Igreja Paroquial da Marinha Grande e agradecem a todos os que compareçam neste acto religioso. Tratou a Agência Funerária Vareda, Lda.

3º Ano de Eterna Saudade Maria Celeste Jesus Oliveira Gomes Residia na Embra Falecida a 6/09/2008

Seu marido, filhos e restante família, recordam-na com eterna saudade, mandando celebrar missa por intenção de sua alma no próximo dia 6/09/2011, pelas 19 horas, na Igreja Paroquial da Marinha Grande. Agradecem antecipadamente a todos os que, com a sua presença, honrem este acto.

Agradecimento José Francisco Agostinho Júnior 92 anos Falecido a 26/08/2011 Residia na Guarda-Nova

Sua esposa, filhos, noras, netos, bisnetos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou que, de qualquer outra forma, lhes manifestaram o seu pesar. Informam que se vai realizar missa de 7º dia, hoje, 1 de Setembro, pelas 19h, na Igreja Paroquial da Marinha Grande e agradecem a todos os que compareçam neste acto religioso. Tratou a Agência Funerária Vareda, Lda.

Agradecimento

Agradecimento

Maria Rosa de Sousa

Joaquim Teixeira Gomes

86 anos Falecida a 26/08/2011 Residia em Picassinos

63 anos Falecido a 27/08/2011 Residia no Salgueiro

Seus filhos, enteada, noras, netos, bisnetos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou que, de qualquer outra forma, lhes manifestaram o seu pesar. Informam que se vai realizar missa de 7º dia, hoje, 1 de Setembro, pelas 19h, na Igreja Paroquial da Marinha Grande e agradecem a todos os que compareçam neste acto religioso.

Suas irmãs, cunhados, sobrinhos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou que, de qualquer outra forma, lhes manifestaram o seu pesar. Informam que se vai realizar missa de 7º dia, esta sextafeira, 2 de Setembro, pelas 19h, na Igreja Paroquial da Marinha Grande e agradecem a todos os que compareçam neste acto religioso.

Tratou a Agência Funerária Vareda, Lda.

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MAIS E MENOS... DA SEMANA

João pereira

OpiniãO

AindA A vindA dA U. LeiriA pArA A MArinhA GrAnde

O Provedor da Santa Casa da Marinha Grande lidera o serviço de apoio domiciliário, indispensável a muitas familías marinhenses. Meritório!

António Santos*

José robalo O AC Marinhense ainda agora começou a época 2011/2012 e já foi afastado da Taça. Resta o Campeonato, que começa domingo.

Segurança SOcial

Árvore cresce no telhado

Vamos pressupor que a vinda do UDL está a ser um autêntico sucesso, no nosso concelho, inigualável: - Os relvados sintéticos foram atribuídos com critérios que todos os clubes locais e a população em geral nada contestaram; O protocolo foi celebrado com todo o dever de cuidado que a um documento desta natureza se exigia, sem lacunas e perfeito; A nossa Câmara, com este negócio, vai extrair só vantagens sendo os encargos, na sua totalidade, suportados pela contraparte; A população marinhense saiu à rua, engalanada, vivendo euforicamente a vinda do clube leiriense para a Marinha Grande, podendo, a partir de agora, desfrutar de 15 em 15 dias jogos ao vivo, onde podem ver, com os seus próprios olhos, os melhores jogadores, alguns, de

craveira internacional; Os comerciantes, numa oportunidade única, vão certamente tirar vantagens com o aumento de clientela e o consequente aumento do seu volume de negócios; Com a vinda dos clubes sucedem-se camionetas e camionetas, com gente apinhada, gentes que querem descobrir, como sempre, para além do futebol, os usos e costumes da nossa terra e da nossa gente. Mas o que temos, em troca, para lhes oferecer? - Mercado Municipal não há. E bem podíamos ter um Mercado Pombalino, tal e qual como o da Figueira da Foz e o da Nazaré, bem situados no centro das cidades. Aliás, como sucede em qualquer cidade europeia. - Ainda há dias no Jornal Expresso vinha um artigo sobre as Capitais de Portugal e lá estava bem referenciada a Capital do Vidro. Mas que fabricação de vidro ao vivo temos para mostrar? Até o Museu do Vidro está encerrado. É certo que é para obras, mas não deixa de estar encerrado! - O Posto de Turismo também se encontra encerrado; - O Centro histórico é o que se sabe

e está à vista de todos quantos por ali passam. Muitos levantamentos e estudos se têm realizado ao longo destes anos, com elevados encargos para a Autarquia, mas não tem passado disso mesmo, de estudos e levantamentos que se encontram, algures, numa gaveta bem guardados. A este propósito, Telmo Ferraz, actual Presidente da Assembleia Municipal, eleito democraticamente nas últimas Eleições Autárquicas, escrevia no JLeiria nº 1258, de 21/08/2008, pág. 11, entre outras situações, criticando a gestão da CDU que no tempo era Governo Local, o seguinte: “O centro histórico está uma lástima…”. Concordo plenamente com o que escreveu, mas o que se fez de inovador até agora? - Há alguns anos, pessoa distinta, da nossa praça, do PS, afirmou: “Se os Presidentes de Câmara não têm ideias inovadoras ao menos construam jardins!”. Por acaso até temos jardins bonitos e bem enquadrados. Valha-nos isso para encher os olhos a quem nos visita...

*Vereador na CMMG

inSólitO

Bicicleta tem rádio e televisão

Uma árvore de pequeno porte está a crescer a olhos vistos na Segurança Social da Marinha Grande, num edifício que outrora albergou o centro de saúde da cidade. Numa altura em que são cada vez mais os que recorrem a apoios sociais, é caso para perguntar: será que estamos perante uma “árvore das patacas”? Nós que até somos amigos do ambiente concordamos que se deve incentivar a plantação de árvores. ß

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Rui Florêncio Soares nasceu em Lisboa mas reside na Marinha Grande há 46 anos. Foi precisamente com a vinda para a cidade vidreira que nasceu a sua paixão pelas bicicletas. Rapidamente aprendeu a andar nas duas rodas, contudo duas intervenções cirúrgicas fizeram-no estar durante cerca de 10 anos afastado deste meio de transporte. Aconselhado pelo médico a fazer alguns exercícios físicos para facilitar a recuperação, Rui Florêncio resolveu, em 2009, colocar mãos à obra e criar uma bicicleta diferente das demais. Com força de vontade e imaginação, o seu projecto foi ganhando cor-

po e hoje em dia, aos 72 anos, exibe orgulhoso a sua original bicicleta. Além de estar equipada com rádio, televisão e respectivas colunas, possui ainda a imprescindível bateria eléctrica, bem como de sinais de pis-

ca, evitando desta forma ter de tirar as mãos do guiador. Familiares e amigos têm-se mostrado surpreendidos com “a máquina”, que tem feito as delícias de Rui Florêncio Soares. ß

OpiniãO

humor Take Away Olá leitores! Começo por dizer que não vou comentar os confrontos na Líbia, primeiro porque é longe e segundo porque sou paciente e vou esperar pela versão madeirense. Acabaram de chegar a Portugal os novos cigarros “anti-incêndio”. Maravilha, não acham? Agora resta saber o que vão inventar para que os incendiários não acendam os cigarros com um isqueiro ou com um fósforo. Em Almada os utentes vão pagar 7,5€ por trajecto de ambulância. Será que vão chegar ao cúmulo de exigirem ao utente um acompanhante para ser seu fiador, necessitando de apresentar

o IRS antes da viagem, não vá a coisa correr mal? Os Estados Unidos da América estão a exportar, cada vez mais, para a Europa sanitas 75% maiores que as normais. Dizem que os ingleses estão mais gordos, amplos e pesados, mas a realidade é que há gente a mandar em Portugal que anda a fazer muito cocó. A dias do início das aulas, existem ainda muitos alunos sem escola, isto é, os encarregados de educação terão de esperar e submeter-se a compras de última hora, para saber se o estabelecimento utiliza como material escolar armas

Rúben Gomes brancas ou de fogo. Para concluir, fica aqui uma pergunta. Se o verbo “poupar” é difícil de conjugar em Portugal, para não dizer impossível, porquê continuar a aparecer nos dicionários de língua portuguesa? Não teria mais sentido, removê-lo e colocá-lo nos dicionários de Latim, visto que também é uma palavra morta. Adeus. ß


JMG 2473  

O JMG acompanhou uma equipa de apoio domiciliário da Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande. Ao longo de uma manhã foram feitas várias...

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