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Ano 12 . Nº 12 . Maio| 2015 . R$ 10,00

AEROMODELISMO ESPORTE-HOBBY QUE APAIXONA CHÁ DE BEBER O JEITO DO PAI CURTIR A GRAVIDEZ

DI FONTANA MUDA DE ESTADO MUSICAL QUANDO OS CÃES AJUDAM A CURAR ENTREVISTA

AS OPÇÕES DE TRATAR A INFERTILIDADE

PLANO B NADINE DUBAL LOOKS ÓPTICA apresentam

LAURA SCHRENK a Modelo da Capa por Foto Andréia


índice ESPORTE

Aeromodelismo, um esporte/hobby que está atraindo cada vez mais praticantes

MULHER

A Delegacia dedicada a proteger as mulheres completa uma década em Ijuí

FAMÍLIA

A guarda compartilhada, antes apenas uma orientação da Justiça, agora é lei

ENTREVISTA

O médico especialista aborda as principais questões sobre inseminação artificial

ESPECIAL

A noite de abertura do Espaço [a] e de lançamento da nossa edição de abril

TERAPIA

A experiência de uma médica veterinária com a cachorra Lua e a cãoterapia

CAPA

O ensaio fotográfico com nossa Modelo da Capa Laura Schrenk, na Recreativa

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COMPORTAMENTO

BELEZA

A automaquiagem faz parte da rotina de cuidados diários de muitas mulheres O que pensam os estudantes sobre a polêmica maioridade penal aos 16 anos

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stampa@jornaldamanhaijui.com Ano 12 - Nº 12 | Maio | 2015

Veja como é o Chá de Beber, a versão masculina do Chá de Bebê

BLITZ NAS ESCOLAS

2º Prêmio

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Ano 11 PublicAção - Nº 12 | Maio | 2014 GráficA e editorA JorNAlísticA seNtiNelA ltdA cNPJ: 87.657.854/0001-23 ruA AlbiNo breNdler, 122 - foNe: (55) 3331-0300 98.700-000 iJuí/rs diretor edMuNdo HeNrique PocHMANN edição iArA soAres iara@jornaldamanhaijui.com

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colAborAdores: cArlos Alberto PAdilHA clAudiA de AlMeidA, deise MorAis, MAristelA MArtiNs, JocelAiNe siMão, ceciliA MAtHioNi serGio correA (reVisão) iMPressão ciA de Arte (55 3331-0319)

Assinatura semestral: r$ 55,00 - ligue 3331-0300 Informações contidas em matérias comercializadas são responsabilidade integral das empresas e/ou dos profissionais.


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Com a assinatura de:

Realização:


Doação de órgãos e tecidos ainda é um tabu Dra. Silvia Marchant Gomes Formada em Medicina pela UFRGS Psiquiatra – Especialista com Residência Médica Psicoterapeuta

Interconsulta Psiquiátrica

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atuação de várias especialidades no tratamento de um indivíduo é uma prática que visa melhorar a qualidade do tratamento dos pacientes que apresentam diagnósticos de doenças crônicas. Hoje em dia, pelo alto índice de cura, vários tipos de câncer estão sendo considerados pelos médicos, planos e sistemas de saúde como patologias crônicas, porque duram um tempo considerável de investimento no tratamento e cura. A interconsulta psiquiátrica é a busca do paciente por uma avaliação de seu estado psíquico e de uma intervenção, medicamentosa ou terapêutica, para aumentar sua capacidade de lidar com as fases do tratamento. Neste processo, a capacidade de entendimento do paciente e o desenvolvimento de novas habilidades são intensificados em todo o período em que o paciente crônico ficará em tratamento; suporte necessário em cada nova fase. As doenças crônicas exigem do cliente muita compreensão e tolerância, foco de atenção desta prática. Quando o cliente sofre restrições alimentares, sociais, físicas e recorre a internações frequentes por ter dificuldades em lidar com a dor, por exemplo, ou necessita intervenções hospitalares frequentes para manter sua estabilidade é importante aumentar sua capacidade individual para lidar com sua doença. A esta atuação interdisciplinar da Psiquiatria se atribui a intenção de diminuir o número de internações e o sofrimento do cliente. Podemos citar como área de atuação da interconsulta em Psiquiatria, as patologias tratadas na Oncologia, Endocrinologia e Reumatologia como: Fibromialgia, Diabetes, Doenças Autoimunes e a maioria dos tumores. Cada paciente criará sua própria relação com sua patologia e tratamento; portanto, a individualização do tratamento é necessária. Em tese, cada indivíduo desenvolve sua capacidade de reação diante de uma situação de crise e utiliza recursos e métodos bem pessoais. A Psiquiatria auxilia o indivíduo nesta situação, bem como a reconhecer ou desenvolver novos recursos para tolerar com Qualidade de Vida o seu tratamento específico.

A doação de órgãos ainda é um assunto tabu para a sociedade. Atualmente, os hospitais brasileiros dispõem de apenas 13 doadores para cada um milhão de habitantes, ou seja, proporcionalmente, metade do índice francês e quase um quarto do espanhol. Para a coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante(CIHDOTT) do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), enfermeira Alexandra Schmidt, a alternativa é a criação de um registro nacional de doadores, como já existe no caso dos doadores de medula óssea. “Em 1998, foi adotado o princípio da doação presumida, mas essa lei não pegou no Brasil. Mesmo que eu me manifeste, em vida, favorável à doação, a família pode negar”, explica a coordenadora. No ano de 2014 a comissão do HCI realizou a identificação e acompanhamento de onze protocolos de Morte Encefálica (ME); destes, cinco entrevistas e um consentimento familiar, que resultou em doação de córneas. Neste ano, a intenção é melhorar esses registros. A CIHDOTT tem a função de encontrar possíveis doadores de órgãos e tecidos, quando tem diagnóstico de morte encefálica. Depois de articulada com a Central de Transplantes do Estado, começa o processo de doação e captação. “Importante dizer que existe uma interligação com todas as unidades do hospital para que aconteça uma adequada conversa com a família do doador, que de fato autoriza o processo”, explica Alexandra. Nestes primeiros quatro meses do ano, houve duas captações de órgãos e tecidos no HCI. O primeiro doador foi um jovem de 17 anos, vítima de acidente de trânsito em Ajuricaba e o outro, um senhor de 67 anos, vítima de descarga elétrica, em Ijuí. No final de março, duas equipes médicas vieram de Porto Alegre, com apoio da equipes da UTI Adulto e Centro Cirúrgico do HCI, realizaram as captações, onde foram retirados os rins, pulmões, fígado e córneas, que teve o apoio da médica oftalmologista Luciana Frizon. Conforme determina o protocolo da Central de Transplantes, depois de captados, os órgãos foram imediatamente encaminhados para Porto Alegre de avião, onde outras equipes estavam preparadas para fazer os transplantes, de acordo com a lista única de espera de receptores.

Duas equipes médicas vieram de Porto Alegre, com apoio da equipes da UTI Adulto e Centro Cirúrgico do HCI para realizaram as captações


Aeromodelos são divididos em categorias

Aeromodelismo, uma paixão O

aeromodelismo é a modalidade de aviação desportiva mais popular com milhões de praticantes no mundo. No Brasil é bem desenvolvido. Em Ijuí existem muitos adeptos deste esporte/hobby. Integrantes da Associação Colmeia de Aeromodelismo, mais de 25, se reúnem todos os sábados à tarde na localidade de Santana, interior do município. A área de voo fica próximo a ERS-155 na estrada que vai à localidade de Floresta. No local tem uma pista de aproximadamente 110 metros. O presidente da Associação Lucas Fagundes conta que esta modalidade surgiu há muito tempo na região. No entanto, há 20 anos era grande a dificuldade, pelos custos elevados e falta de assessoria. Os aeromodelistas quebravam muito o equipamento tentando aprender. “De 2005 para cá, o aeromodelismo evoluiu muito, tanto em tecnologia como em aprendizado. A parte de simulador, de computador facilitou muito para os novos aeromodelistas”, afirmou. A Associação Colmeia tem entre os seus associados os mais variados tipos de aeromodelos, que dividem-se em aviões e helicópteros. Na categoria de aviões, existem os aviões-escalas, que obedecem características de voo muito parecidas ou quase iguais aos aviões reais. Para começar no aeromodelismo, o ideal é a categoria treinador, de fácil pilotagem, sem características muito críticas, dócil, de voo mais lento, investimento baixo e que possibilita aprender sem muita quebra. Lucas Fagundes disse que na prática o esporte evoluiu, e o principal é a pessoa ter em mente que o aeromodelo não é um brinquedo. “A habilidade necessária para pilotar um aeromodelo é a mesma para conduzir um avião real”, afirma. O presidente da Associação Colmeia informa que hoje o investimento para montar um aeromodelo, se comparado ao passado, é menor. “Com R$ 1.500 é possível montar um equipamento bem legal para começar e evoluir. Primeiro, o aeromodelista precisa ter paixão pelo esporte. Tem que procurar o auxílio de pessoas especializadas e participar de um treinamento de simulador em 15 dias. Em mais uns quatro finais de semana, com uma assessoria de voos práticos, já estará dominando o aeromodelo.” Na região existem clubes de aeromodelismo em Santo Ângelo, Cruz Alta e Ijuí. “Conhecemos aeromodelistas em praticamente todas as cidades da região. Cada um voa em um lugar específico, mais prático. A Federação Gaúcha de Aeromodelismo sediada na região metropolitana organiza vários eventos que acontecem no Estado, em cidades como Caçapava, São Sepé, Santa Maria, Cruz Alta, Caxias do Sul e Aeromodelistas se reúnem aos sábados na localidade de Santana

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Porto Alegre. Um dos maiores eventos do esporte no país acontece em Gaspar, Santa Catarina. Conforme Lucas Fagundes, lá é um lugar onde se encontram o aeromodelista praticante do hobby e muitas empresas que estão com seus stands montados com toda a estrutura disponível para oferecer equipamentos e novidades. Aos sábados à tarde, em Santana, um bom número de pessoas, curiosos e visitantes, comparece na área de voo. “O fato de visitar o local pela primeira vez desperta em muitos a vontade de também praticar.” Um dos requisitos para o aeromodelista é de que ele não dependa de outros para fazer modificações. Precisa saber e querer mexer no motor do aeromodelo. “Se o motor não está funcionando direito, ele vai tentar descobrir, vai aprendendo. O princípio do aeromodelista é ‘não basta ter o avião, é preciso mexer nele’.” O aeromodelista precisa de uma pista onde vai praticar o esporte com segurança, e ele tendo isso, diz Lucas, pode contar que é o cara mais feliz do mundo. “É um esporte apaixonante, você não está pilotando um avião de brinquedo. Pilota um avião de verdade, de fora. Não está dentro para sentir a reação. Isso é bem interessante, exige muita concentração”. Lucas salienta também que este não é um esporte individual e sim coletivo, que muitas vezes é passado de pai para filho. Há aeromodelos de diferentes tamanhos


Colorados no Chile O grupo viu a goleada de 4 a 0 do Internacional na equipe da Universidad de Chile

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oioioioi oioioioioi

m grupo de colorados de Ijuí e região acompanhou no Estádio Nacional em Santiago do Chile no dia 17 de abril, a goleada de 4 a 0 do Internacional na equipe da Universidad de Chile pela chave 4 da Libertadores da América. A excursão organizada pelo Consulado Colorado Ijuiense começou na tarde do domingo, 12 de abril. Os torcedores ingressaram em território argentino, passando por Passos de Los Libre, Concórdia, Paraná e Santa Fé (entre Paraná e Santa Fé travessia do túnel sub fluvial) e Mendoza. No Chile os colorados aproveitaram para visitar diversos locais como as praias de Viña Del Mar, suntuosas residencias de veraneio e luxuosos hotéis, Valparaíso, o mais importante porto chileno e a segunda cidade do país, e pontos turísticos casos da Igreja de San Francisco, o Cerro de Santa Lucia e San Cristóbal, Centro Comercial, Palácio de La Moneda, bairro residencial Las Condes, Universidad Católica, Parque O´Higgins e Plaza de Armas. Na viagem de regresso os colorados aproveitaram para realizar a travessia da Cordilheira dos Andes durante o dia para apreciar a paisagem Puente Del Inca, local onde existe uma fonte termal e Aconcágua, com seus 6.980 metros de altura. O Cônsul Paulo Gilberto Costa disse que no Campeonato Brasileiro deste ano serão realizadas excursões a várias cidades brasileiras onde o Internacional vai jogar, inclusive no Nordeste. No Beira-Rio é tradicional os torcedores acompanharem os jogos do time.

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Pa u B r a s i l :

atenta às novidades do mercado

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Pau Brasil está sempre atenta as novidades do mercado, acompanhando as tendências de cores, brilhos, texturas e acessórios com o objetivo de oferecer o melhor para os nossos clientes mais exigentes. Na decoração atual, o contemporâneo pode ser combinado com o retrô, cores fortes e vibrantes se misturam com as cores neutras. O que podemos ter certeza é que não existe fórmula pronta para a aplicação de cores e padrões no design de móveis. Os conceitos e estilos são aplicados e moldados de acordo com a personalidade e desejo de cada um. A Fábrica de Móveis Pau Brasil está localizada na Rua São Paulo, nº152 centro, Ijuí/RS ou entre em contato pelos fones 55 3333 2157 / 3333 6738. Conheça o nosso site www. fabricademoveispaubrasil.com.br

Pais treinam no Clube da Gestante da UNIMED Na “estreia” de um homem como pai, pode ser difícil saber como começar. Mas assim como a mãe, que tem um vínculo forte com o bebê pela amamentação, alguns momentos reforçam o contato e aproximam o pai de seu bebê. O banho, a troca de fralda, a higiene no coto umbilical. Práticas que devem envolver o casal e assim fortalecer o elo familiar. A edição desta semana do 23º Clube da Gestante da Unimed Noroeste/RS trouxe dicas sobre amamentação e ensinou a higiene do bebê. A oficina, ministrada pelas enfermeiras do Hospital Unimed Noroeste/RS, Ananda Hoffmann e Danieli Ciotti, proporcionou atividade prática para os futuros pais. No encontro, treinaram a troca de fraldas e o curativo em coto umbilical. O que no momento pode ser um teste de equilíbrio, com o passar dos dias, torna-se rotina. Trata-se do banho do bebê. As enfermeiras orientaram o que usar para o banho, como vestir e a importância de observar o ambiente, evitando correntes de ar.

Na decoração atual o contemporâneo pode ser combinado com o retrô

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Uma década de avanços Fisicamente menores, ou mais frágeis, em relação aos homens, por muitos anos as mulheres foram, e ainda são, vítimas de violência doméstica. Em Ijuí, elas contam com uma rede de proteção da qual faz parte a Delegacia da Mulher, que está completando 10 anos

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Delegada Jocelaine de Aguiar: atendimento específico traz mais qualidade ao serviço

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Ijuí completou 10 anos de atuação no município no dia 11 de abril. Sob comando da delegada Jocelaine de Aguiar, é realizado 1,2 mil atendimentos/ano em média, e esse número tem se mantido estável. As principais ocorrências são as lesões corporais, seguidas das ameaças contra a vida. Em ambos os casos é instaurado procedimento policial com abertura de inquérito e encaminhado à Justiça. No entanto, conforme explica a delegada Jocelaine, no caso da agressão física, a vítima realiza exame de corpo de delito no Posto Médico Legal (PML) e além disso, a partir da entrada em vigor da Lei Maria da Penha, a vítima não pode desistir do processo, mesmo que o casal se reconcilie, deixando a cargo da Justiça o encaminhamento dos casos. A delegada, que tem sua história profissional entrelaçada com órgãos de defesa da mulher em Ijuí, ressalta que o atendimento específico traz maior qualidade para a prestação do serviço. “Há 10 anos, a Polícia Civil junto com a comunidade e o governo

do Estado, fez essa opção de prestar um atendimento especializado para as mulheres de Ijuí e região. E isso é um motivo para comemorar, já que com um setor específico, a qualidade do atendimento e os encaminhamentos dos processos, são mais céleres e melhores.” Ao longo dos anos muito se conquistou, principalmente a partir da criação e regulamentação da Lei Maria da Penha, mas um passo ainda mais importante foi dado em março passado, quando o assassinato de mulheres é enquadrado no Código Penal como feminicídio. “Com essas alterações na lei, houve um aumento qualitativo nas denúncias, ou seja, a aproximação da polícia, com a criação de uma delegacia especial, e a demonstração, por parte do Estado e da sociedade, de que os crimes contra a mulher devem ser duramente penalizados, fazem com que os atendimentos e processos sejam mais ágeis e resolutivos, por isso, completar 10 anos de prestação de serviços é um grande orgulho”, finaliza.


Uma nova opção para seu visual De propriedade de Carolina e Joel Leone, a Ótica Vizzu foi inaugurada no dia 17 de março em Ijuí. Sob gerência de Alexandra Palharini, a Vizzu possui o conceito de mudar o “vizzu” das pessoas, dar formas diferentes de mostrar o seu estilo às pessoas que estão dispostas a mostrar um visual novo. A Ótica Vizzu trabalha com as melhores marcas, entre elas: Ray Ban, Arnett, Colcci, Piere Cardin, Ana Hickmann, Technos, Orient, Lince, Allora. Possui ótimas condições de pagamentos, em 6 vezes no cartão ou 1+5 no carnê. A Vizzu está localizada na Rua do Comércio, 171, Centro, ao lado da Multisom.


Uma nova realidade para pais e filhos

Promotor Eugenio Pedro Gomes de Oliveira: a guarda compartilhada busca se igualar ao convívio natural entre pais e filhos

A guarda compartilhada, que antes era apenas recomendada, agora é obrigatória por lei

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divisão dos cuidados dos filhos virou regra, mesmo quando não há um bom relacionamento entre os pais. Essa discussão sobre a guarda compartilhada, entretanto, é desconhecida para a maioria da população. O defensor público Eugênio Pedro Gomes de Oliveira Júnior salienta que o processo de separação de um casal nem sempre é fácil ou ocorre de maneira amigável. “A guarda compartilhada proporciona que os pais divorciados, ainda que a separação tenha sido conflituosa, tenham iguais direitos sobre os filhos com o objetivo de facilitar a convivência com a criança e auxiliar no seu desenvolvimento, que geralmente ocorre de maneira mais tranquila com a presença contínua de ambos os genitores”, explica o promotor. Ele frisa que a lei prevê a responsabilização conjunta e o exercício dos mesmos direitos e deveres para pai e mãe que não vivem sob o mesmo teto. Dessa forma ambos passam a ter direitos e deveres iguais perante os filhos – em tempo integral e sem nenhuma distinção. “A responsabilidade na tomada de decisões do dia a dia é conjunta, assim como a responsabilidade legal”, explica. “O poder familiar é exercido pelos dois genitores.” “Até agora, a guarda compartilhada não era obrigatória, mas recomendada sempre que possível, desde que fossem respeitadas as peculiaridades de cada caso e os interesses do menor. De acordo com a nova legislação, que altera quatro artigos do Código Civil , a guarda compartilhada deve se tornar regra e não mais exceção a ser buscada na Justiça. A nova lei a torna obrigatória. A guarda compartilhada só não será decretada se um dos pais abdicar ou se o juiz entender que um dos genitores não é capaz de exercê-la”. Para o defensor público, a guarda compartilhada proporciona muitos benefícios à criança e ao adolescente. “Com a participação ativa dos dois nas atividades cotidianas, os pais são vistos com igual importância e com a mesma autoridade e responsabilidade. A lei surge em defesa da proteção integral da criança e do convívio saudável.” Além de tomar decisões em conjunto, os pais passam a, inclusive, dividir as despesas dos filhos.

Quanto à repartição de tempo, o defensor público explica que não existe uma determinação específica. “Os filhos ficam livres para conviver com um e com outro, pois a guarda compartilhada busca se igualar ao máximo ao convívio natural entre pais e filhos.” Por isso, é importante diferenciar guarda compartilhada de guarda alternada. “Nessa, mais pelo interesse dos pais do que o dos filhos, acontece praticamente a divisão da criança.” Na alternada, o filho transita entre as casas dos genitores por períodos pré-estabelecidos de tempo. “Reside, por exemplo, 15 dias na casa do pai, e depois fica na casa da mãe. Isso gera ansiedade e tem poucas chances de sucesso.” Com a guarda compartilhada, o filho possui total liberdade para residir em ambas as casas. “Entretanto, não há qualquer impedimento de que os pais estipulem alguns pontos a serem observados por ambos. Assim, existe a possibilidade de ficar definida a residência com um dos pais”, esclarece. A jornalista Deise Morais, 28 anos, e o mecânico diesel, Luis Dile, 28 anos, se separaram há cerca de três anos. Da união estável que teve duração de quatro anos, nasceu a Amanda Dile, 6 anos. Com a separação, a primeira preocupação foi que seria melhor para ela, na época com 2 anos. Ficar com a mãe sempre parece ser a opção mais sensata, e a primeira que se busca, mas e quando o pai também faz questão de participar? O jeito foi buscar na Justiça uma solução que fosse boa para todos, mas que respeitasse as necessidades da Amanda. “Nós dois estávamos dispostos a dividir as responsabilidades, com direitos e deveres, e apesar do juiz determinar que a guarda da Amanda ficasse comigo, seguimos critérios que se parecem muito com o que a guarda compartilhada determina, ou seja, todas as quartas-feiras após a escola a Amanda vai para a casa do pai e retorna na quinta-feira para a casa da mãe também no término da aula, e dois fins de semana por mês - sexta, sábado e domingo, ela passa na casa do pai, que também paga pensão alimentícia mensal”, explica Deise. Segundo a jornalista, desta maneira a Amanda aprendeu a ter uma rotina entre os dias com ela e com o pai. “As próprias colegas de escola que moram perto do Luis, perguntam ‘hoje a Amanda vai no pai dela?’ ansiosas pelo sim. A Amanda tem mãe e tem pai e é uma típica criança moderna, com dois núcleos familiares distintos, e qualquer pessoa é capaz de ver que ela não poderia ser mais feliz. O respeito é sempre a base de qualquer relação, sem ele nada se sustenta”, declara Deise.

Mesmo antes da lei, a jornalista Deise aplica a guarda compartilhada, dividindo com o pai responsabilidades de criar a filha Amanda


Carlos Alberto Cardoso Dias

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médico Carlos Alberto Cardoso Dias, formado pela Universidade Federal de Santa Maria, com especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma universidade, e em Sexualidade Humana pela Sociedade Educacional Tuiuti de Curitiba, ajuda os casais que não conseguem engravidar, a identificar as causas da infertilidade e a partir disso, definir os tratamentos. Carlos Alberto atua em Ijuí desde 1978, em consultório particular e nos três hospitais da cidade. Desde sua formação acadêmica apresentou interesse especial na área de Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica, Ginecologia e Obstetrícia. Aperfeiçoou-se por meio de cursos e congressos no Brasil e exterior (EUA, John Hoppkins e UCSF – São Francisco e Alemanha (Frauenklinik-Kiel) e no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. Por meio de parceria de trabalho com o Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Nilo Frantz, de Porto Alegre, realiza investigação e tratamento em infertilidade conjugal, como Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro. Nessa conversa com a Stampa, o especialista esclarece questões pertinentes à especialidade. Por Cláudia de Almeida O que é a infertilidade conjugal e como descobrir? A infertilidade é a dificuldade de um casal engravidar com mais de um ano de tentativas. Até um ano, sem tomar anticoncepcional, pode ser considerada uma situação possível de ocorrer. Mais de um ano, deve-se fazer uma investigação, pois pode haver uma causa para não engravidar. O que avalia a fertilidade é um índice tirado a partir de casais que são férteis. Um casal fértil, que já tenha filhos, tem 25% de chance de engravidar no período fértil. Engravidar não é algo simples, não é fácil, por isso se dá um ano de prazo como uma possibilidade dentro de um percentual tão baixo que é de apenas 25%. Existe algum fator que leva à infertilidade? Quais as causas? Existem causas para a infertilidade masculina e feminina. A masculina, geralmente são infecções que atacam a vesícula seminal e os testículos. Fatores hormonais que fazem com que o testículo não produza espermatozóides em quantidades adequadas. Fatores anatômicos, uma abertura inadequada da uretra, Hipospadia ou Epispadia. O homem pode até ser fértil, mas quando ejacula o sêmen não vai até o colo do útero e não fecunda. Existe também a chamada ejaculação retrógrada que faz com que o homem ejacule para dentro da bexiga, sêmen não sai.

Na mulher, a infertilidade também pode ser por vários motivos. Entre eles, anatômicas que são bastante freqüentes, pois às vezes são decorrentes de alguma infecção. Pode provocar obstrução de trompas ou aderências. Existem também as causas hormonais, por disfunção dos ovários, tireóide ou hipófise. Causas psicológicas quando a mulher deseja muito engravidar, esse desejo intenso cria uma situação de alteração na função endócrina e modifica a sua capacidade reprodutiva. E ainda as causas desconhecidas de infertilidade. Qual investigação é indicada e como é feita? Para cada causa, cada situação, há um tratamento, mas antes disso é preciso fazer a investigação do casal. Um casal que vem tentando engravidar ha um ano e não conseguiu, é preciso avaliar para saber o que está acontecendo. São vários exames que permitem uma avaliação. No homem são exames clínicos, exames laboratoriais de dosagem hormonal, espermograma. A avaliação depende da história do casal, relato de doenças prévias. Cada situação dirige para uma investigação. Na mulher, faz-se radiografia para ver se as trompas são permeáveis, dosagens hormonais, ultrassom, exames laboratoriais. O último procedimento que acabamos lançando mão é a Vídeo Histeros-

copia, que é um exame para olhar dentro do útero e a videolaparoscopia para olhar dentro do abdômen, para examinar trompas e ovários. São exames que devem ser feitos a nível de hospital. A partir das investigações, se define tratamentos? Quais são? Os tratamentos são vários. Por exemplo, se a causa é anatômica, vamos corrigir especificamente aquilo que está acontecendo. No caso de um homem que fez vasectomia, o canal deferente precisa ser religado cirurgicamente, para que o espermatozóide volte a passar. Se já faz muito tempo que ele fez a vasectomia, há chance de que anticorpos tenham sido criados nos testículos e mesmo religando o canal, a chance de engravidar é pequena. Na mulher, que pode ter tido uma infecção pélvica ou apendicite grave provocando aderências nas trompas, isso pode ser resolvido por videolaparoscopia ao desfazer essas aderências, melhora as chances de engravidar. Às vezes tem alterações na formação do útero. Um septo pode ser seccionado por vídeo histeroscopia. Quando a mulher tem ovários policísticos, pode ter dificuldades de engravidar, é possível tratar. Identificamos causas e definimos o tratamento. Alterações hormonais ovarianas e tireoidianas, quando tratadas adequadamente, podem melhorar a fertilidade. >>>

Para cada causa, cada situação, há um tatamento, mas antes disso é preciso fazer a investigação do casal.

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ou seja, uma mulher mais jovem ser estimulada e os óvulos dela serem usados para fecundar com o sêmen do marido dessa mulher mais velha, e colocar dentro do seu útero. Ela irá gestar, mesmo que não tenha mais óvulos. Ela será a mãe biológica e não genética. O bebê terá genes da mulher que doou o óvulo e genes do marido. Outra alternativa é a doação de embriões. Todas as alternativas seguem normas legais e éticas do Conselho Federal de Medicina.

O médico Carlos Alberto Dias é especialista em Reprodução Humana

Não existe um limite de tentativas de fertilização. A decisão do casal é relevante, juntamente com uma avaliação da equipe médica, de até quando esse casal tem possibilidade de sucesso.

Após identificar as causas e definir tratamentos, e ainda assim não houver a gravidez, qual o próximo passo? Existem alternativas, além dos tratamentos medicamentosos. Temos a inseminação artificial, que é quando se coloca o sêmen do marido preparado em laboratório, dentro da cavidade uterina da mulher no período que ela está ovulando. Isso a gente faz aqui na clínica. Quando isso não dá certo, partimos para a fertilização in vitro. Esse procedimento acontece a partir de uma indução de ovulação mais potente que a habitual, para conseguir vários folículos e desses folículos, vários óvulos. Isso é colhido com uma ecografia, via vaginal, através de punção. Os óvulos vão para um laboratório específico de fertilização in vitro, enquanto que o sêmen colhido por masturbação é enviado para o mesmo laboratório, o sêmen que passou por vários processos de seleção e limpeza, é colocado em contato com os óvulos dentro de uma estufa especial para permitir a fecundação. A diferença é que a inseminação é um processo mais simples, a fecundação acontece no genital feminino, enquanto que a in vitro é um processo mais complexo, demanda um laboratório especializado com equipamentos específicos e profissionais preparados especialmente para este objetivo. É o que existe no Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz. Quantas tentativas de engravidar através de fertilização podem ser feitas? Existe um limite de tentativas? Não existe um limite de tentativas de fertilização. No fundo, a decisão do casal é relevante, juntamente com uma avaliação da equipe médica de até quando esse casal tem possibilidade de sucesso. Por exemplo, o caso de uma paciente que tem 48 anos de idade, está perto da menopausa e quer engravidar, a chance de ela produzir um óvulo que seja fertilizável é muito pequena. São feitas poucas tentativas, pois as chances são menores. Nesses casos, recomendam-se as doações de óvulos,

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Isso é feito na sua Clínica aqui em Ijuí? Na Clínica investigamos os casais. Definimos tratamentos, realizamos inseminação artificial. Na fertilização in vitro, as pacientes são preparadas aqui na Clínica e encaminhadas para a Clínica Nilo Frantz em POA, onde realizam o procedimento exatamente pela alta qualificação do laboratório de Reprodução Humana. Todos os casos são discutidos e as condutas tomadas de comum acordo entre nós. Depois da fertilização artificial a mulher consegue engravidar naturalmente? Já tivemos casos em que ocorreram gestações espontâneas por FIV. Depende da causa da infertilidade. Por exemplo, se por algum motivo ela teve as trompas retiradas, ela não engravidará de jeito nenhum. Agora, se ela não engravidar, pois os ovários não estavam ovulando adequadamente, ela faz a fertilização in vitro e depois pode engravidar de forma natural, pois o ovário dela melhorou a função e a mulher, psicologicamente também deixa de se preocupar com sua infertilidade e relaxa. Muitas vezes, as causas emocionais da dificuldade de engravidar melhoram a partir de uma primeira gravidez. As mulheres optam em ter filhos mais tarde, isso impacta na questão da fertilidade? A mulher, diferente do homem nasce com os óvulos que ela vai liberar no ovário até o fim da fase fértil. O homem é diferente, pois a cada vez que ejacula produz novos espermatozóides. Os espermatozóides são jovens e o óvulo não, tem a idade de sua dona. Eles evoluem conforme a idade da mulher e os resultados de fecundidade são piores com o avanço da idade. A idade do homem atrapalha, mais a partir de 60 anos de idade. Ele também pode ter problemas na fertilidade conforme envelhece, mas é mais tardio em relação à mulher. Em relação à fertilização, é possível escolher o sexo do bebe? A sexagem significa definir o sexo da criança. As clínicas de fertilização in vitro são proibidas de fazer

pelo Conselho de Ética Médica, pois poderia interferir na proporção entre homens e mulheres, o que a natureza fez perfeitamente até hoje. A sexagem pode ser realizada através de técnicas de FIV. Quando existem doenças genéticas ligadas ao sexo, um exemplo é caso da doença do X frágil, que ocorre em meninas. Nestes casos, as clínicas são autorizadas a fazer uma fertilização in vitro e colocar no útero da mulher um menino. Por que o índice de gravidez múltipla é muito alto? A gravidez múltipla, ou seja, mais de um bebe, depende do número de embriões colocados dentro do útero, há uma melhora no sucesso da fertilização in vitro. Por isso, quem olha para trás, na história da fertilização in vitro verá que mulheres tiveram gestações múltiplas, pois os resultados eram melhores quando o número de embriões transferidos para o útero era maior. De uns anos para cá, o objetivo é levar adiante a gestação de um único embrião, tecnicamente isso é algo mais difícil. Em países mais desenvolvidos, as clínicas de fertilização transferem apenas um embrião, pois com o advento das fertilizações, o número de gestações duplas aumentou. No Brasil, a autorização do Conselho Federal de Medicina é que mulheres de até 36 anos de idade recebam dois embriões e mulheres com mais de 36, três embriões. Em geral evolui apenas um. Assim, as gestações múltiplas diminuíram bastante. Ocorrem, mas não e com alta incidência. Em sua opinião, porque os casais tinham muitos filhos antigamente e hoje optam por um ou dois filhos? A mudança de comportamento dos casais tem muito a ver com a sociedade atual. Antigamente os filhos vinham para ajudar no trabalho rural. A população, em épocas passadas, era a população das pessoas que viviam em áreas rurais. Não havia anticoncepção tão segura como existe hoje, havia o preservativo ou o método de interromper a relação sexual. Os métodos eram falhos, casais tinham necessidade de mão de obras e muitas vezes os filhos serviam para isso. Com o passar dos anos ocorreu a independência da mulher facilitando sua inserção no mercado de trabalho, veio a pílula anticoncepcional, uma grande revolução na sociedade contemporânea que permitiu os casais definir quantos filhos querem ter, deu independência para uma mulher e evolui a ponto de ser um remédio seguro no uso. É usada no mundo inteiro. Outro fator que também leva os casais a pensar em antes de ter muitos filhos é a complexidade de sua criação. Muitos optam em ter menos filhos devido a insegurança, violência e a sociedade mais desumana na qual estamos inseridos.


Mostra de Arquitetura e Decoração

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a noite de 9 de abril, acontecimento único movimentou o bairro Morada do Sol. Em um dos endereços do Condomínio Solaris Residence, foi aberta a Espaço [a] Mostra de Arquitetura e Decoração. Liderado pelo casal de arquitetos Elso Engleitner e Claudia Legonde, da casa [a] Arquitetura e Incorporações, o evento também comportou o lançamento da Stampa de abril, onde foi destaque de capa. O Espaço [a] exibiu 17 ambientes criados pelas arquitetas Claudia Legonde e Monica Colombelli, de Crissiumal. Elas elaboraram ambientes com otimização de espaços, utilizando-se de conceitos modernos e de lançamentos em materiais, móveis, objetos e tecnologias. A Mostra, que permaneceu aberta durante 10 dias, teve a participação da Radiolar, Formatto Construção e Acabamento, Hidrotec, Aweg Móveis Planejados, Estruturar Engenharia e Automação, Cortinas & Cia e Mobiliário 21.

Jacson Lemos, da Estruturar 18 | STAMPA

Arquiteta Monica Colombelli, de Crissiumal: ela assina os projetos de interiores junto com Claudia Legonde Arquitetos Elso Engleitner e Claudia Legonde, da casa [a] Arquitetura e Incorporações, idealizadores do Condomínio Solaris Residence

Cortinas & Cia: Fabrício Zanotto, Helena Leite Zaparte, Rose e Kiko Zaparte (Cortina e Cia)

Antonio Quatrin (D) e Dario Gomes no ambiente Radiolar


Vivian Farias, Larissa Fraias e Sara Corbelini

Helenise e Sadi Heinen

Ibrahim e Marcia El Ammar

Dalti Bauer e Marlise Follak

Sandra Montagner, Mariana Thomé da Cruz, Letícia Giovelli e Laura Drews

Evandro e Carla de Vleiger, da Hidrotec

Vanessa Lucca, Alexandra Marin e Eliane Damitz

Elaine Krawczak e Michele de Godoi

Heverlin Guimarães, Silvia Nascimento, Lenise Echer e Simone Milanez

Fabricio e Gisele Wild, do Mobiliário 21

Alexandre Moreno, Fernando Nold e Rubens Postali

Cristina Grade e Edson Grade, da Aweg Móveis Planejados

Erci e Stela Nonnenmacher STAMPA | 19


Paulo Sergio assiste os filmes mais de uma vez e empresta aos familiares

Entre guerras e revoluções Apaixonados por histórias de guerra desde a infância, o professor Paulo Sergio coleciona filmes sobre a temática e já conta mais de 500 em seu acervo

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professor Paulo Sergio de Souza Pinto, 62 anos, atua na Escola Municipal Fundamental Soares de Barros. É formado em Educação Física, mas se considera um “contador de histórias”, pois gosta de tudo que envolve a História. “Me tornei um autodidata nas histórias de guerras e revoluções”, conta. Desde criança tem a mania de colecionar. Já colecionou embalagens de cigarros, quando existiam centenas de marcas e indústrias do ramo, caixinhas de fósforos, rótulos e tampinhas de bebidas, revistas, gibis, e finalmente, sua grande paixão na infância e adolescência: a filatelia (colecionar selos). Paulo chegou a ter uma coleção com mais de mil selos, com várias temáticas, mas a que mais o encantava era sobre a corrida espacial. “Lindos selos sobre as missões e projetos espaciais nos anos 60/70. Na escola, éramos estimulados a trocar com amigos de outros países das línguas que estudávamos - inglês ou francês. Fazíamos grandes trocas e aprendíamos os ditos idiomas, daí o interesse pelos belos selos das cartas que recebíamos”. Por pertencer à geração do pós-guerra - 2º Guerra Mundial, Paulo Sergio se viu em meio a uma geração de jovens que se fascinavam pela Guerra nos anos 50/60. Filho de um militar que vivenciou aqueles anos de guerra, e amigo de outros que, ou combateram ou estiveram em situações estratégicas, como o pai, que servia ao exército em zona de fronteira, ouvia muitas histórias fascinantes e ficava imaginando os fatos relatados. “Numa época em que não tínhamos a televisão, que

era coisa das famílias mais abastadas, nosso lazer era a leitura e o cinema uma vez por semana. Por ser um grande evento ainda recente, muitas produções cinematográficas eram contextualizadas nos fatos ocorridos naqueles tristes anos da guerra. Eu não perdia nenhum, desde que a censura me permitisse, pois naqueles anos os filmes eram censurados conforme o tema, a violência, por faixa etária” Com cerca de 500 filmes em DVD sob a temática dos conflitos que ocorreram ao longo da história, Paulo Sergio destaca que sua retomada como colecionador começou há quatro anos. Possui filmes contextualizados em vários conflitos, internos ou externos: Canudos, Contestado, Missões, Farroupilha, Paraguai, Federalista, Secessão, Napoleônicas, Indígenas, Espanhola, 1º e 2º Guerras Mundiais, Coréia, Vietnã, Oriente Médio, Malvinas, Iraque, Afeganistão, e outros conflitos da humanidade. São filmes romanceados e muitos documentários. Como gosta de viajar, um de seus interesses é garimpar filmes em livrarias, mercados, postos de abastecimento em beira de estradas, supermercados, shoppings, feiras, camelódromos, etc. “Para garantir o hobby preferido, não podemos ser possuidores de muitos pudores. Vale baixar da internet”, confessa. Ele possui, entre tantos títulos, alguns já difíceis de se encontrar no mercado, verdadeiros clássicos, como A Ponte do Rio Kwai, Guerra e Paz, Fugindo do Inferno, O Expresso de Von Ryan, Canhões de Navarone, Rapsódia em Agosto, Afundem o Bismarck, Assim Nascem os Heróis, A Raposa do Deserto.


GENTE Di Fontana cantou com o pai Dilceu dos Santos, na festa de seu casamento no dia 7 de março deste ano

Em outro estado musical O ijuiense Di Fontana se lançou em mais um desafio em sua carreira musical: se mudou para São Paulo e está compondo para nomes consagrados da música brasileira

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á cerca de 14 anos, o jovem ijuiense Dilceu Fontana dos Santos, é conhecido apenas como Di. Com 26 anos, ele se diz um “camaleônico mundino”. Há dois meses ele saiu de Ijuí e está em uma nova fase na carreira e na vida pessoal. Casou com a médica Bruna Burigo e se mudou com ela para Praia Grande (SP), para compor músicas e fazer o que mais gosta: cantar. “Esta nova fase está sendo um aprendizado. Eu já vinha com muita frequência a São Paulo, mas é muito diferente morar aqui. O mercado da profissão musical e artística está no eixo Rio-São Paulo, e acredito que músicos, atores, artistas em geral que queiram visibilidade e conhecer pessoas que realmente abram portas, tem que pelo menos visitar esse eixo com frequência”. A mudança alterou o perfil de sua carreira. “As portas se abriram mais pro Di Fontana compositor, não o artístico. Tenho convivido com artistas de renome e compondo para eles”. Em paralelo, seus projetos não param. Ele continuará lançando músicas e clipes. “É um sonho mostrar minha verdade, mas nesse momento, minha rotina tem sido fazer cerca de 10 a 15 músicas por dia. Não é fácil, mas é delicioso, e conhecer grandes nomes da música em todos os estilos é um aprendizado que poderei usar mais adiante em meus projetos”. Filho do cantor nativista Dilceu dos Santos, ele conta que sonhava com outra profissão. “Eu queria ser o novo Romário, jogador de futebol era o sonho inicial, a Copa de 94 marcou minha infância e fez com que eu perseguisse esse sonho até os meus 16 anos, joguei em muitos times, muitos achavam que meu caminho estava traçado e eu seria isso mesmo”. Mas um dia o pai músico, o presenteou com um violão, e a vida se encarregou de mostrar que ele não seria o novo Romário. Após ganhar o violão, as coisas começaram a acontecer muito mais rápido que no mundo da bola. Di teve sua primeira experiência em estúdio ao lado do pai, participando da gravação de uma música em CD. A partir daí, não saiu mais do universo da música. “Comecei a seguir meu pai em seus bailes, tocar, entender um pouco mais desse

mundo que muita gente acha que conhece, mas na verdade, só tem noção do que houve falar, a realidade infelizmente é um pouco mais dura e ingrata, do que a beleza do show, luzes e holofotes”, conta. Outra inspiração para a carreira de Di, foi a irmã Patrícia Fontana. “Devorava na minha infância todos os CD’s dela, que incluíram bandas que eu até hoje sou fascinado, com certeza veio dela, a minha influência”. Sobre a capacidade e inspiração de compor, ele revela que acredita que é um dom. Ele compôs há muito tempo sua primeira música que estourou nas rádios gaúchas, chamada Di Bom Di Bom, que já havia escrito com 14 pra 15 anos, e só foi musicá-la aos 18. Depois da experiência de girar todo Sul do Brasil tocando ao lado do pai, Di chamou a atenção de alguns colegas da música. Nessa época, ele trabalhava no Ceap. Fazia de tudo na escola. “Meus colegas do trabalho cismavam que eu deveria me inscrever em algum programa de calouros pra mostrar minha arte, mas eu ainda não tinha bem ao certo convicção se era isso que eu seguiria. Um dia, uma colega chamada Simone, conhecida como “Dolly” no meu setor, disse que havia me inscrito no programa Ídolos do SBT. Eu falei: o quê?” Di Fontana ficou entre os 45 finalistas num total de 55 mil candidatos que se inscreveram. “A partir daí, o que ainda estava indeciso na minha cabeça começou a ganhar forma e realidade”. Hoje ele relata que se dedica totalmente à música. “Nunca escolhi ser músico, não vou falar que a música me escolheu, pois também não vejo dessa forma. Mas quando entrei no universo musical, o mundo de compor, de fazer um show e a delícia das pessoas cantando comigo... Não sei nem explicar o grau de satisfação, é algo magnífico mesmo. Então, quando eu vi, a música tinha preenchido todos os espaços do meu ser, sem deixar lacunas pra eu viver de outra coisa. Acho que posso dizer que é amor”. E assim quer seguir, e ir além. “Sou um sonhador por natureza. Já atingi muitos sonhos, e isso me deixa muito feliz, mas não acomodado. Tenho como objetivo fazer meu DVD, e claro, ter minhas músicas gravadas por mais nomes significativos da música nacional.

Carisma: em 2013, Di Fontana comandando a festa na Praça da República

No programa Ídolos, o começo: entre os 45 finalistas de 55 mil candidatos

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Terapia de quatro patas Viver é topar com surpresas do destino a todo momento. E foi em uma dessas, que a médica veterinária Eliana e a cachorra Golden Lua se encontraram, para viver uma história de amizade e carinho, respeito, ajuda mútua e solidariedade

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Eliana coloca os óculos e lua sabe que está a trabalho

Lua: dócil, carinhosa e muito responsável

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ano era 2000 e a médica veterinária, especialista em Ultrassonografia Geral em Medicina Veterinária, Eliana Guglielmetti Serra, fazia um exame de ultrassom no próprio pescoço, em mais uma aula de capacitação de alunos para as universidades federais, quando se viu diante do diagnóstico mais díficil de sua vida: estava com câncer de tireóide. “Na verdade, eu queria muito ter errado, mas eu refiz cinco vezes e tive que aceitar que estava certo”, relata. Eram oito nódulos e o estágio estava bem avançado. “No hospital, me vejo do outro lado da moeda, como paciente, e tive acesso ao cãoterapeuta, trabalhando com as crianças que estavam na quimioterapia, com idosos que estavam fazendo ou diálise ou com quadros de insuficiência renal.” Esse não foi o primeiro contato da profisisonal com o trabalho do cãoterapeuta hospitalar. Em 1993, após se formar na Universidade de São Paulo (USP), ela mudou-se para os EUA em busca de especialização em ultrassonografia veterinária, na Universidade de Carolina do Norte. Lá conheceu esse trabalho com cães em unidades hospitalares, que na época, também começava a ser introduzido em São Paulo. “Esses animais estavam lá para distrair, dar aconchego, trazer um bichinho ou um chinelo para aquelas crianças em quimioterapia e interagir com movimentos extremamente delicados.” Diferente do cão guia para cegos, que já é utilizado há mais de um século no Brasil e possui, inclusive, uma legislação específica que lhe dá acesso a lugares públicos, o cãoterapeuta hospitalar ainda é recente e enfrenta algumas barreiras, como o impedimento por parte das companhias áreas de viajar na cabine dos aviões, ao contrário do que acontece na Europa, onde esses animais têm permissão. O animal pode prestar apoio à crianças, ou a um indivíduo que tem pânico de voar. “O que eu sinto quando eu me coloco como cega, ou portando um cãoterapeuta, é o preconceito das pessoas. Há uma ignorância muito grande, principalmente no Rio Grande do Sul, em que bloqueiam sua entrada em shoppings e restaurantes, mesmo estando identificada, porque não conhecem

o trabalho com animais. As pessoas têm que acordar”, defende. Desde 2007, Eliana vive acompanhada de sua cãoterapeuta Lua, uma Golden. Filha de cães treinados canadenses, Lua foi escolhida por ser a mais dócil, carinhosa e, mesmo pouco sociável com os demais cães, era a que mais interagia com as crianças. “Treinamos a partir dos três meses a fase de obediência com o pai e a mãe, a ser dócil e as brincadeiras. Depois passou por um adestrador que a treinou junto comigo, essa parte de me conduzir como se fosse um cão guia de cego. Porém, um cão guia de cego, ninguém pode tocar, ninguém pode interagir, porque ele tem que estar sempre alerta. Por isso, adaptamos o treinamento”, explica. O resultado é uma Lua cheia de responsabilidades, que pode guiar tanto um cego quanto desenvolver o trabalho de cãoterapeuta hospitalar. Quando Eliana coloca a capa e os arreios na cachorra, e usa óculos escuros, ela sabe que está a serviço e nada a distrai em sua tarefa de guiar a dona. E ela faz o percurso com maestria. “A Lua dorme comigo no meu quarto e me direciona. Basta colocar o arreio e ela percorre o Aeroporto de Congonhas interinho, comigo vendada, sem enxergar nada, faz meu embarque. Ela vive constantemente em treinamento.” Nos hospitais, Lua ensina crianças cegas a andar e interage com autistas. “Ela não baba, nem lambe. Foi ensinada a não lamber, para não contaminar, porque ela não pode lamber uma criança que está com uma deficiência imunológica, fazendo um tratamento muito sério. Água, se ela estiver a trabalho ela não bebe, e nem come. Ela come e bebe em casa, que é pra ela não se contaminar, e ao mesmo tempo, não transmitir nada.” Eliana é enfática ao afirmar que todos os cães que passam por esse tratamento chegam a ser mais higiênicos do que muito ser humano, em relação a assepsia. “Temos o cuidado de a cada três meses fazer exames de sangue, de urina, de fezes e ultrassom. A cada três meses ela toma um comprimido para não ter pulgas, carraptos e hectoparasita.” Quando não está nos hospitais ou guiando Eliana, Lua se diverte com brincadeiras de bola, e adora rolar na grama.

Quando não está a trabalho, Lua se diverte


Laura Schrenk A

Modelo da Capa Laura Iora Schrenk tem 19 anos, 1,75m, e usa manequim 38. Ela foi escolhida no concurso promovido pela Stampa e Jornal da Manhã, em setembro passado, no Clube Ijuí. A estudante da Faculdade América Latina é filha de Vanderlei Schrenk e Rosane Salete Schrenk. Alta e com sorriso cativante, Laura tem, neste editorial de moda, a oportunidade de comprovar suas qualidades de modelo e manequim, exibindo os looks da loja Plano B, óculos de Looks Óptica e calçados e bolsas de Nadine Dubal. Para a sessão de fotos, Lena’s Hair assinou a produção de maquiagem e cabelo. Cristina Ketzer, de Foto Andréia, enquadrou a Modelo da Capa nos bonitos cenários externos da Sociedade Recreativa.

Vestido em pedraria e renda, sapato Morena Rosa e óculos Colcci STAMPA | 23


Saia de pregas em couro vegetal, casaco de paetê, solar Colcci e botas Miezko

Cristina Ketzer (Foto Andreia), Simone Jungblut (Plano B), Laura Schrenk, Jordana Machado (Nadine Dubal), Angélica Schwarz e Bruna Brizolin (Looks Óptica)

Plano B: Rua Benjamin Constant, 400 - 3333.3976 | Nadine Dubal: Álvaro Chaves, 55 - 3333.6505 | Looks Óptica: Rua 15 de Novembro, 290 - 3333.1529 | Foto Andréia: Rua do Comércio, 390 - 3333.0775 | Lena’s Hair: Rua José Bonifácio, 302 - 3332.8514


Vestido Bic Renda, solar Prada e sapatos Carmim

Calรงa Eva Bella, casaco Trappiche, solar Colcci e sapatos Loucos e Santos

Conjunto cropped e saia midi, solar Colcci e sapatos Carmim STAMPA | 25


Camisa em chiffon, calça Eva Bella e armação Prada

Solar Dolce e Gabbana, bolsa e sapato Carmim 26 | STAMPA


Vestido bordado com decote de tule e detalhes de renda, solar Michael Kors, bota Loucos e Santos

Blazer Trappiche, calça Eva Bela, armação Prada e scarpin Morena Rosa

Conjunto em couro vegetal Eva Bella, solar Colcci botas Miezko e bolsa Loucos e Santos STAMPA | 27


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1. Recepcionistas e soberanas da Festa do Milho do bairro Assis Brasil: Daniele, Fatima, Ana Paula, Maria Caroline, Djenifer, Luciana, Isabela, Liliane e Tatiana 2. Veteranos do Rotary Club Ijuí, Carlos Eickoff e Arno Grätsch, em evento no Chopp Ijuhy

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3. Bernardo Damião Cossetin, ao lado dos pais Roberto e Rosiclei, venceu a categoria Piá do Entrevero Cultural, promovido pelo MTG em abril, em Marau 4. Kaira Castelli e Luiz Eduardo na inauguração de espaço infantil em Kika Moda Íntima

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5. Adriana Backes e Clemir Antunes em jantar na Sociedade Recreativa 6. Juliane e Natália Oster badalando no Absoluto 7. Cristina e Sandro Schlindwein em jantar na Sociedade Recreativa 8. Rafaela Costa Beber e Gustavo Dal Forno na Pizzaria Estação da Mata

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9. Maria Cleide Paris (à direita) esteve à frente da Associação de Senhoras Católicas da Natividade nos últimos 7 anos. No Chá de Outono passou o cargo para a Nelci Ceccatto 10. Primeira-dama Gessy Ballin e a presidente do Rotary Nova Geração Tida Girardi na posse da diretoria da ACI

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11. Ariane Scheer, Marcelo Seefeld e Benício na casa italiana 12. Lauren Siega e Herson Fursel na Pizzaria Estação da Mata 13. Vania Weber, do Mundo Doce, Loide Gaspary, do Moinho Ijuí, e a médica Marlen Härter em ocasião festiva na ACI

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14. Elizabete e João Luis Carvalho em jantar de médicos no Cozinha Brasil 15. Karina de Bem e Juliano Melara no Restaurante Confraria, na Sogi 16. Tania Bertoldo (em pé), Salete Protti, Renira Krüger e Esther Oppermann no Chá de Outono da Natividade

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Elas reinventam o tempo Que a maioria das mulheres tem um dia a dia corrido, não é novidade. Mas muitas delas surpreendem arrumando um hobby para quebrar a rotina e ter um tempo só delas

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Andreza Hockmuller aderiu à produção de guloseimas, opção para relaxar e ainda agradar a família

que elas gostam mesmo é achar o que fazer. Esse é o perfil da maioria das mulheres que assumem como marca principal ser multitarefa. Mas diferente do que muitos pensam, a briga com o relógio não as escraviza, pelo contrário quanto mais elas têm o que fazer mais arrumam tempo. São profissionais, esposas, mães e donas de casa transitando com maestria entre suas obrigações e opções. E é justamente para quebrar a correria da rotina que elas procuram uma atividade extra, geralmente bem diferente de seu trabalho, em que elas praticam como um hobby. A ideia é reconquistar um tempo só para sua satisfação pessoal, um momento único com alguma atividade em grupo ou individual escolhida para parar o tempo, quase como uma terapia. E foi exatamente com esse pensamento, de aliar mais qualidade de vida à sua rotina, que a fisioterapeuta Heloísa Eickhoff começou a praticar corrida. Em outubro de 2010, após recuperar-se de uma doença grave, Heloísa resolveu buscar uma atividade que aliasse a preocupação estética com a saúde. “Conhecia algumas amigas que praticavam aí resolvi tentar. Procurei uma personal para me orientar e logo que comecei a focar na corrida, já me entusiasmei. Aos poucos a preocupação com a forma física ficou de lado e a corrida assumiu outra dimensão: estava correndo por prazer”, conta. Heloisa deixa claro que não é esportista, mesmo já tendo participado de algumas corridas profissionais. “A corrida começou a me despertar sentimentos que contribuíam para meu bem estar. Em cada corrida que eu concluía vinha a sensação de conquista, de superação, um sentimento de alegria. É diferente dos profissionais que focam na competição, nos resultados, nos aplausos, para mim era uma satisfação pessoal mesmo”. Hoje, a corrida já está ligada ao seu dia a dia. “Às vezes corro à tardinha, ou pela manhã. Organizo minha agenda para que pelo menos duas ou três vezes por semana tenha um tempo só para eu praticar corrida. Nos dias em que não corro, já sinto falta. Esse é o tempo que eu costumo criar, refletir, planejar”, conta sobre a experiência a qual ela confessa que “não troca por nada”. A fisioterapeuta também comenta que o relevo de Ijuí não é obstáculo. “Prefiro a corrida de rua, para curtir a natureza e me sentir livre”, diz reafirmando sua opção com o bem estar e não com o conceito de corpo. “A persistência é uma conquista diária. Eu conheço meus limites e os respeito, mas sempre estou em busca de novos trajetos para praticar em novos relevos, por isso a corrida já me levou a conhecer diferentes lugares no Brasil e no mundo”, conta sobre a experiência em participar de corridas de montanha. “Fazer turismo e conhecer novos amigos também são benefícios que eu conquistei com essa prática”. Sobre os planos, o que Heloisa garante é que está focada em envelhecer com saúde, para poder continuar correndo. “Corro para relaxar, hoje a corrida é minha grande parceira”.

Praticando corrida, Heloísa Eickhoff conta entusiasmada sobre seu hobby que hoje se tornou uma de suas maiores paixões

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A advogada Andreza Hockmuller também encontrou uma boa maneira de se descontrair diante da correria da sua rotina. “Brinco de ser confeiteira, em casa. Eu faço cupcakes, brigadeiros gourmet e bolos”. A experiência, que começou por curiosidade, acabou se tornando um hobby, principalmente porque lhe rende bons momentos – e elogios - com a família. “Sempre fiz bolos e delícias para minha família, meu tesouro, mas, depois de um curso na área da confeitaria, que fiz em Porto Alegre, em dezembro de 2013, passei a me arriscar mais e amei. Para mim é um hobby, que alivia o estresse do dia a dia, como é bom parar tudo e ir para cozinha. Amo demais”, comenta. Além de esposa e mãe, que considera suas funções principais, Andreza é advogada e coordenadora da Afimm, uma ONG com atuação em Ijuí e que mantém um lar. “Devido à correria do dia a dia, geralmente pratico meu hobby nos finais de semana, mas sempre que as delícias são requisitadas, ou, ainda, quando estou bem estressada pelo trabalho,arrumo um tempinho para relaxar”. Andreza diz que praticar um hobby é extremamente gratificante e que sua maior motivação é a família. “Amo vê-los degustando minhas gostosuras. É muito bom ouvir, após comerem um delicioso cupcake: “você é a melhor mãe do mundo”. Os benefícios em aliar bem estar com deliciosas receitas faz com que este seja um hobby bom para todos. “Poderia dizer que os maiores beneficiados são os meus degustadores, mas, na realidade eu sou a maior beneficiada, por adoçar a vida de quem amo, ou de quem tenho enorme carinho. Porque hoje, além da família, atendo pedidos de amigos. É extremamente gratificante fazer o bem, dar prazer às pessoas, e é claro que degustar estes bolos, doces e cupcakes é muito prazeroso”. A fotógrafa Micheli Fetter também investe não em apenas um, mas vários hobbys. “O que eu mais gosto é o artesanato, comecei cedo quando era criança”, diz. Além de quebrar a correria do dia a dia, praticar um hobby foi uma forma de trazer equilíbrio. “Sou uma pessoa muito ansiosa , e o artesanato foi uma das formas que eu achei para me entreter quando estou sem fazer nada, uma terapia que acabei amando. Uma pessoa que faz artesanato não tem tempo para pensar bobagens ou ficar deprimida ela só pensa no que vai fazer depois de terminar o que está fazendo. Se eu pudesse faria isso o tempo todo”, relata sobre sua satisfação em ver as suas próprias criações. Mesmo já atuando em duas profissões, inclusive na administração de sua empresa, Micheli se organiza para que seus materiais estejam sempre à mão. “Quando vejo que não vai ter muita coisa no trabalho, já puxo minhas coisas e faço ali mesmo”. A atividade com as mãos também envolve a fisioterapeuta e professora universitária Daniela Dreher. Há quatro anos, por incentivo de uma amiga, ela conheceu a técnica de patchwork. “Acabei fazendo duas aulas com as noções básicas e hoje vou experimentando, procurando por conta própria e trocando experiências”, conta. Daniela encontrou na arte de transformar tecidos em peças artesanais uma atividade que lhe proporciona bem estar e conquista. “Gosto de realizar trabalhos que exijam criatividade e que possam me trazer um resultado palpável, gosto de ver um trabalho acabado”, diz sobretudo por considerar uma atividade completamente diferente do que faz diariamente em seu trabalho. “Por isso me proporciona um momento de distração e lazer. Além da criatividade, o patchwork por ser uma técnica de unir retalhos e construir formas, me estimula ao desafio de pensar cores, estampas, ordenar e calcular”. Mesmo praticando apenas nos finais de semana ou feriados, ela já soma resultados e tenta encaixar um tempinho na agenda para a técnica de costurar. “Quando está tudo montado: máquina, base de corte, réguas e cortador consigo me organizar algumas tardinhas, mas isto é mais raro, pois neste horário faço outras atividades com meus filhos”, disse confirmando que mesmo tendo tantas tarefas, praticar seu hobby é uma opção, já que torna-se sinônimo de prazer e descanso. Foi com a produção de artesanato que Micheli Fetter encontrou uma maneira para diminuir o ritmo e uma terapia contra o estresse

Daniela Dreher queria algo diferente do seu trabalho e aprendeu a transformar retalhos em arte, o que lhe rende bons momentos de lazer STAMPA | 31


Baile do Chopp O Rotary Club de Ijuí promoveu em abril o 46º Baile do Chopp, no Salão Nobre da Sogi. A animação foi da banda Choppão, de Montenegro. Evento beneficente, este ano teve lucro investido na aquisição de duas motocicletas equipadas para a Brigada Militar.

Silvia Busnello e Romeu Etgeton Lorizete e Paulo Renato Fauro

Alisson e Jéssica dos Santos

Mateus, Iara e Március Juliano, Júlia e Sabrina Lago

Andressa Ferrazza, Fabiano e Graciela Dal Molin

Iria Cunegatti e André Chitolina Regiane Silva, Luciane Spohr, Samuel Kirst, Raquel Gutknecht e Moacir Spohr

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Robriane e Ernani Debacco Vera Goelzer, Marga Barriquello e Marisa Menegassi


Noite nativista O cantor nativista Érlon Péricles se apresentou na Cantina Sabore D’Itália em 16 de abril, acompanhado do acordeonista Tiago de Quadros e do mestre em cordas, o uruguaio Miguel Tejera.

Maria Miguelina e Sidnei Baukarten

Débora Frederich de Oliveira e Luis Gustavo de Oliveira

Juliana Castro e Matheus Porciuncula

Stela e Pedro Darci de Oliveira


Na Glasnost

Novidades na casa espanhola Em 11 de abril, o Centro de Cultura Espanhola de Ijuí realizou o jantar de posse da nova diretoria e apresentou as remodelações feitas na casa, em preparação para a próxima Fenadi. O casal Bernardo e Zaira Benitez substitui Sandro e Iara Maturana na presidência. A noite especial também teve apresentação do grupo de danças Hijos del Sol.

Cely e Euclides Casagrande com a filha Maristela

Casal presidente do Centro Cultural Espanhol Zaira e Bernardo Benitez Paulo Bohn e Jaqueline Ceretta Roberta Mallmann e Marcelo Wikoski

Eliana Kroth e Daniel Fridhein

Everton e Cleonice de Oliveira Claudia e Leandro Patias

Sabrina Dala Rosa e Ricardo Geisel

Leonair e Ildo Sost

Juliano Schevinsky e Raíssa Ascari

Fábio Corbellini e Sabrina Jacques

Dilceu e Mariza Falcão


Kali Tur em novo endereço A

Kali Turismo foi fundada em 24 de abril de 2012 e surgiu com o intuito de proporcionar às pessoas que gostam de conhecer novas culturas, maior comodidade na aquisição de pacotes turísticos, rodoviários, aéreos e marítimos, intercâmbio de estudo e trabalho, encaminhamento de passaporte, passagens aéreas nacionais e internacionais e agendamento de visto. A Kali Turismo pensa em cada detalhe de sua viagem. Passados três anos, na noite do dia

Caliandra Goi

24 de abril, foi inaugurado o novo espaço, na Av. 21 de Abril, edifício Riverside, sala 06, com um coquetel para amigos e clientes que conhecerem o mais novo e diferenciado espaço no ramo de turismo em Ijuí. Hoje, a Kali Turismo voa alto, mas com os pés no chão. A empresa disponibiliza de uma completa infraestrutura, que garante o bem estar e conforto aos clientes, além de contar com o carinho e dedicação de toda sua equipe.

Ritiéli Freitas, Caliandra Goi, Beatriz Pannebecker

Caliandra Goi, Léo Goi, Marguit Goi, Amanda Goi e Léo Goi


Passarela de mães & filhos

Comemorando o Mês da Mães, aconteceu dia 29 de abril, na Sogi, o desfile Mães na Passarela. Mães com seus filhos exibiram looks de Kika Moda Íntima, Espaço Criança e Óptica Wolff.


117 anos da Sogi Como faz todos os anos, a Sociedade Ginástica promoveu no último dia de abril a noite festiva de seu aniversário. Diretoria, associados e amigos brindaram aos 117 anos, com um jantar do Restaurante Confraria e baile animado pela banda Casablanca Show, de Taquari.

O casal presidente Maria Joice e Clóvis Rorato

Letícia e Eduardo Giovelli

Miguel Barriquello e Denise Erthal

Fernanda Vender e Gabriel Dias da Costa Aurio e Mauricia Scherer

Lisiane Felipin e Alexandre Biehl

Vera e Ademar Crestani

Dirceu e Elis Allegranzzi Daniela e Alex, Maria Juliana e Rogério

Aline, Carlos e Márcia Mastella

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No Confraria Restaurante da Sogi, opção para o jantar com cardápio à la carte, agora também abre ao meio-dia, com bufê por quilo.

12 povos à mesa Na noite do dia 1º de maio, durante a programação da 7ª Fenii, aconteceu o Jantar 12 Povos na Cozinha, na casa alemã, no Parque de Exposições Wanderley Burmann.

Vanusa e Eloi Winik Felipe Carbonera e Rosieli Fleck

Samira Ahmad Mussa e Marco Antonio Atkinson

Paula Prediger e Jean Ciechowicz

Daiana Cigana e Isabela Franciscatto

Vera Correa e Rene El Ammar

Tatiana e Alano Fernandes

Mariane e Guilherme Grätsch

Daniel Flores e Vanessa Ferreira

Lara Dalla Nora e Guilherme Megier


Marcelo e Luciana

Fernanda e João Elisandro e Micheli

Uilian e Luana

Andrei, Tatiane Catieli

Bárbara, Rúbia e Thais

Elisiane e Amanda

Leandro e Cintia

Marcos, Lucilene, Valéria e Mary

Deise e Jéssica

Fabio e Adelita STAMPA | 39


Gabriela Ferreira & Ezequiel Colatto

Foto Mittsuo Fotografia

Dia 18 de abril, os jovens Ezequiel Colatto e Gabriela Ferreira viveram o grande dia de sua união matrimonial. São filhos de Nédio Antônio Colatto e Iliane Resendes Colatto, de Porto Alegre, e do relacionado casal de Ijuí Marco Aurélio Ferreira e Graciela da Silva Ferreira. A cerimônia religiosa e a comemoração aconteceram no Salão Nobre da Sogi, com ambientes decorados por Carmem Valentini. O altar, onde o pastor Samuel Spindola, da Igreja Batista de Porto Alegre, conduziu a cerimônia, foi montado no palco principal e acolheu os pais e padrinhos. Ao final da troca de alianças, Graciela declarou seu amor cantando. Foi também com música, que o pai e irmão da noiva, formando um duo, homenagearam o novo casal e saudaram os convidados. A senadora Ana Amélia, de quem o pai da noiva é chefe de gabiente, e várias lideranças políticas gaúchas prestigiaram o enlace.

Graciela sendo conduzida por seu pai; e no altar, os noivos e seus pais Marco e Graciela Ferreira e Nédio e Iliane Colatto, o pajem Rodolfo Ferreira e a aia Fernanda Giaretta

O altar no palco principal 40 || STAMPA STAMPA 40

O beijo, com a vibração da família e convidados

Coreografia dos noivos para abrir as danças


O

Noite especial para os namorados no Valle Verde

Dia dos Namorados pede uma comemoração especial. Pode ser um jantar romântico, uma noite especial ou até mesmo uma festa bacana. Mas que tal unir essas três sugestões em uma noite só? O Centro de Eventos Valle Verde promove na noite de 12 de junho um jantar especial para os casais, com cardápio exclusivo da casa. O Dia dos Namorados é uma data gostosa para experimentar um prato incrementado, com uma deliciosa bebida, a música de Roberto Bones, além de desfrutar de um ambiente agradável. Faça já sua reserva e tenha uma noite especial ao lado de quem você ama. Reservas pelos telefones 8428-0678 e 8118-5411. O Valle Verde está localizado na Linha 3 Leste. Informações também podem ser obtidas através do e-mail faleconosco@valleverdeijui.com.br.


autorretrato

Natural de Três Passos, Rafael de Souza Parolin, 23 anos, adotou Ijuí para viver e trabalhar. Estudou na Unijuí, onde se formou em Educação Física, casou com a ijuiense Andressa Raugust, colega de profissão, e com ela abriu a Academia Estação Fitness. Investe bastante na preparação profissional, já tendo realizado vários cursos de qualificação internacional, entre os quais crossfit, treinamentos suspenso, físico funcional avançado e aplicado ao esporte.

Um lugar: Perto de quem gosto Uma conquista: Estação Fitness Academia Um sonho: Ver o mundo melhor, com mais saúde e sem fome Uma alegria: Ajudar ao próximo Uma tristeza: A perda do meu irmão Uma saudade: Da família Quem é chato: Quem não respeita o próximo O que me tira do sério: Desrespeito e má educação Uma mania: Treinar todo dia

Rafael de Souza Parolin Marca pessoal: Profissionalismo O melhor presente: Conquistas profissionais Quero ir para: New York Adoraria aprender: Snowboard Não vivo sem: Trabalho Se pudesse, compraria: Comida pra quem não tem Gasto muito com: Cursos e qualificações Melhor hora do dia: Pôr do sol Prazer à mesa: Comida italiana Livro marcante:

O X da Questão, de Eike Batista Som preferido: Rock Filme inesquecível: 300, de Noam Murro Lazer: Estar com quem me faz bem É lixo: Violência É luxo: Viver a vida em equilíbrio Mulher bonita: Minha esposa Homem bonito: Meu irmão gêmeo Se não fosse o que sou, seria: Profissional em outra área da saúde Ijuí é: Uma cidade de oportunidades


SobreNomes Protagonistas Dois nomes fundamentais na concepção e na realização do Prêmio Stampa, a artista Giane Soares e a empresária de festas Líbera Marin, estão novamente a postos na preparação da segunda edição dessa grande noite, marcada para o dia 13 de junho, na Sogi. A obra de Giane, executada em calcita no 1º Prêmio, virá em novo material - dentro de uma proposta arrojada e superatual, mantendo a sua forma original. Homenageada especial da Stampa no 1º Prêmio pelo incontestável talento que reescreveu o conceito de festejar, Líbera Marin vai novamente preparar o cenário que acolherá os principais nomes do meio social, empresarial e profissional de Ijuí.

Mais sabor Depois de 18 anos à frente do restaurante Caravela, no Hotel Vera Cruz, Nelson e Rosinha Casarin abrem nova frente de atuação no ramo. Associados à filha Naiara, estão ampliando o atendimento do Confraria, o restaurante na Sogi, que assumiram há 5 anos, e consolidou seu prestígio servindo jantar. A partir deste mês, o Confraria passa também a abrir para o almoço, com bufê por quilo. No embalo das mudanças, o cardápio do jantar ganhou novas receitas.

Liderança Visual da modelo Para fazer o ensaio fotográfico desta edição, a Modelo da Capa Laura Schrenk iniciou o dia nas habilidosas mãos da cabeleireira Lena Fricke. Em seu salão no andar de cima do prédio da esquina da José Bonifácio com Ernesto Alves, Lena dedica-se a cuidar do visual de suas clientes. Com a experiência de muitos anos, ela conhece as técnicas e está sempre em dia com as novidades. Como em Laura, Lena cuida com a mesma competência de cabelos e maquiagem.

Ivone Burtet Franzen é a nova presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer. Ela substitui Cleusa Burmann e vai liderar o grupo feminino até 2017. A presidente diz que a meta da diretoria é dar continuidade ao trabalho já desenvolvido ao longo dos anos, e aumentar as doações e arrecadação de valores em prol das ações de apoio aos doentes de câncer. Entre as atividades beneficentes da Liga está o brechó, que acontece todas as quintas-feiras, em sua sede. Para julho, está programado o Jantar Rosa, anualmente promovido pelo grupo cor de rosa. STAMPA | 43


Parece só mais uma roda de amigos, mas é um Chá de Beber

Entre fraldas e cervejas Uma nova tendência entre os futuros papais surge em Ijuí. Além do tradicional Chá de Fraldas que as mamães organizam para receber presentes, os homens organizam o Chá de Beber, apenas para eles

A

notícia de que um bebê está a caminho, planejado ou não, sempre vem acompanhada de uma série de acontecimentos, que vão desde as consultas do pré-Natal até a escolha do enxoval e das cores do quarto do novo membro da família. Mas, há um dos eventos mais importantes durante esta fase da gestação que não pode ficar de fora: o Chá de Bebê. Por muitos anos, essa foi uma exclusividade da mãe e suas amigas. Mas nestes tempos modernos, com inclusão e direitos cada vez mais iguais entre homens e mulheres, surge o Chá de Beber, uma exclusividade da ala paterna da família. Assim como no Chá de Bebê, essa nova “modalidade”, no geral tem o mesmo objetivo, com algumas adaptações para o universo

masculino. Os convidados, homens, levam um pacote de fraldas para o bebê, mas ao invés de um prato de doce ou salgado, a contribuição é com cerveja, ou alguma bebida de seu gosto. Divertidos, de bem com a vida e com aquele espírito que só os homens têm quando se reúnem, o Chá de Beber parece ser apenas mais uma desculpa para eles se encontrar e tomar aquela gelada juntos. Mas em meio às brincadeiras e às intermináveis canecas de cerveja, eles conversam sobre o futuro do bebê, trocam experiências e levam o momento muito a sério, participando de uma etapa que mesmo que se repita, sempre será única. Grávidos de sete meses, Patrícia Quadros e o músico Alberto Durão contam os dias para a chegada da Alice, a primeira filha. E para

Alberto, o futuro papai: muitas brincadeiras e risadas

comemorar a nova fase, Alberto tratou logo de reunir a galera de sua banda, La Preza, amigos e parentes em um Chá de Beber, no início do mês de abril. Vestido de fada e com uma boneca no colo, ele recebeu os convidados em casa e ganhou 22 pacotes de fraldas. O encontro teve música ao vivo, cachorro-quente e brincadeiras, além da bebida. “Cada vez que eu soltava a boneca, ou a varinha, ou a tiara caia, eu era pintado, e por isso eu peguei uma fita adesiva e grudei a boneca, a varinha e a tiara no corpo”, conta, entre risos. Amigo e companheiro de banda, Igor Macagnan já foi em outros dois Chás de Beber, e acha a ideia sempre muito divertida. Também convidado, Guilherme Korb nunca tinha ido a um evento desses, mas adorou a proposta, mesmo tendo chegado perto do final. “Fizeram brincadeiras com ele, e cada vez que ele não fazia a brincadeira, ele bebia” comenta, divertido, e já avisa: quando for pai, também fará um desses.


Dica de beleza, aula de autoestima Seja qual for o local ou a ocasião, trabalho ou lazer, as mulheres gostam de estar de bem com a vida e com o espelho. Mas cuidar da aparência vai além de acompanhar as tendências de moda, Requer cuidados extras, e o principal deles, é a maquiagem

L

onge de ser opção apenas para festas e eventos, a maquiagem pode fazer parte do dia a dia da mulher. Com dicas específicas para cada ocasião, um make casual pode influenciar – e muito – na rotina. E se a moda é ficar mais bonita, a automaquiagem é uma forma prática para começar bem o dia. Para muitas mulheres, aprender a se automaquiar acaba se tornando uma terapia e com bons resultados. Afinal, quem não gosta de sentirse bem e receber elogios? A supervisora do Boticário Gislene Estevo Moreira explica que cada vez mais as mulheres têm interesse nas dicas de maquiagem. “Foi-se o tempo que as mulheres dependiam de profissionais para estarem bem maquiadas. Hoje, o make é por conta delas”, comenta. Claro que sempre têm os eventos que exigem um look mais elaborado, aí elas frequentam os salões de beleza e estéticas. Hoje existem muitos tutoriais de maquiagem na internet que dão dicas, mas o importante é também ter uma orientação profissional. Pensando em manter as mulheres bem informadas e ensiná-las a se maquiar, o Boticário promove os cursos de automaquiagem. “É uma proposta que temos há muitos anos. As clientes são convidadas a fazer o curso e aprendem passo a passo como fazer a maquiagem, além dos benefícios de cada produto”, explica. Gislene ressalta ainda que tão importante quanto o resultado final do make são os cuidados com a pele, ou seja, o antes e o depois. “A gente ensina que preparar a pele antes da maquiagem e removê-la depois faz toda a diferença e, hoje temos produtos com uma tecnologia desenvolvida para não agredir a pele”. Com experiência de anos no contato com as clientes, Gislene explica que o primeiro passo é realmente ser persistente. “No início é mais difícil fazer com que a maquiagem se torne um hábito, claro em função do tempo. Mas quando as mulheres fazem o curso, elas veem o resultado na hora e o gratificante é que é uma conquista delas, isso é o maior incentivo, as mulheres se sentem muito bem porque elas percebem que são capazes de ficar lindas com as próprias mãos, apenas com a orientação da consultora. Elas se encantam por ter conseguido fazer ”, conta Gislene enfatizando que o diferencial no curso é que as dicas não ficam apenas na teoria, as mulheres aprendem na prática. Os cursos também dão resultado para a rede. “É importante que nossa cliente saiba aproveitar os produtos, na hora da venda já convidamos para participar dos cursos, inclusive nossos horários estão cada vez mais personalizados para oferecer essa oportunidade, em meio a agenda cheia das mulheres”. Além disso, Gislene explica que o curso sai praticamente de graça porque o valor que

é cobrado pode ser levado em produtos pela cliente que tem a loja à sua disposição quando faz as oficinas. Como principal dica, Gislene destaca que o importante é não errar. “Saber o tipo de maquiagem para cada ocasião: trabalho, dia-adia ou festa. A mulher tem que se identificar com a maquiagem, sentir-se bem com o resultado então quando elas aprendem a fazer por conta própria já investem nas dicas que combinam mais com seu estilo”. Para a empresária Gisele Barbi maquiarse é um hábito da qual ela não abre mão e aprendeu a organizar seu tempo para estar sempre com um make apropriado. Ela conta que está sempre em busca de informações. “Fiz cursos de automaquiagem e também de dicas de maquiagem e acompanho algumas bloggers que direcionam seus posts para make e beleza”. Sobre os cuidados com seu make, Gisele comenta que mesmo para o dia a dia prioriza uma pele bem feita, alguns truques de contorno e iluminação, e nos olhos, aposta forte no rímel. “Já para eventos opto por uma maquiagem mais dramática focada também nos olhos. Nessas ocasiões prefiro profissionais capacitados na área de make, já que em Ijuí temos o privilégio de termos muitos”. Segundo a empresária, estar maquiada e com um look perfeito também é uma receita de qualidade de vida. “Acredito que o sentirse bem, está ligado a vários fatores correlacionados a vida de cada pessoa. Fazer o que gosta, estar em ambientes agradáveis, ficar em boa companhia com certeza se reflete no aumento da autoestima e fazer tudo isso se sentido bem, feliz e bonita melhor ainda. Com certeza acredito que a maquiagem tem uma ligação direta com a autoestima”, conclui.

Para a empresária Gisele Barbi, maquiar-se é um hábito que ela não abre mão

Nos cursos de automaquiagem, as mulheres aprendem passo a passo, na prática, como ter um make ideal

Supervisora do Boticário, Gislene conta do prazer em oferecer às clientes a oportunidade de aprender a fazer sua própria maquiagem

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CULTURA

No universo infantil A escritora ijuiense Maria Elaine Altoe dedica seu tempo a escrever e contar histórias infantis

A

escritora de livros infantis e contadora de histórias Maria Elaine Altoe nasceu em Ijuí e aqui esteve para encantar os pequenos da educação infantil de sua ex-escola Ceap, em abril. Filha de Cristiano e Dileta Petersen, Maria Elaine se diz uma apaixonada pelo universo infantil. Atualmente residindo no Rio de Janeiro, ela tem três livros publicados, em parceria com a ilustradora Fran Junqueira: A Lagarta Azul, Espinafra, a Bruxa que virou Mosquito e Mausy, a ratinha. Dois novos livros estão em fase de produção: O Menino que cultivava framboesas e A Joaninha e a Sombrinha, ambos com lançamento previsto para outubro. “Sempre fui rata de biblioteca. Li toda a biblioteca Municipal de Ijuí e sempre amei histórias”, conta. “Tímida, o vôlei e os livros eram minhas paixões. Então montamos um time de vôlei na AABB de Ijuí, onde encontrei muito companheirismo e espírito de equipe muito forte”. Anos depois, ela passou em um concurso interno do Banco do Brasil e foi trabalhar em Alagoas, onde conheceu vários intelectuais, e um amigo em comum pediu para ajudá-lo a A escritora durante a sessão transformar um livro infantil em peça de teatro: Cristal e sua grande aventura. Logo depois de autografós de seu livro Espinafra conheceu o marido Geraldo em um passeio em Curitiba, casou e foi morar no Rio de Janeiro. Os filhos, Amanda e Pedro, muito criativos, não se satisfaziam em ouvir histórias lidas em livros. “Queriam a história do momento sobre o cachorro, o ganso, a tartaruga, e assim passei a criar livremente a história sobre o assunto do dia. Era muito divertido, porque eles ajudavam quando eu empacava e ríamos muito quando eu lia novamente para ver como tinha ficado.” Assim, surgiu a Maria Elaine Altoé, contadora de histórias. A escritora conta que, por meio dos filhos, percebeu que as histórias viabilizavam trabalhar com traumas, medos, angustias e inseguranças. “Passei a criar histórias que enfrentassem estas questões, colocando nas histórias que escrevo um pouco de minha própria história, uma orientação ou um gancho para que um terapeuta, mãe ou educador possa ajudar a criança a compreender lições de vida social em eventos alegres ou tristes, sempre de forma leve lúdica e divertida”. Quando esteve em Ijuí, ela recolheu material sobre histórias acontecidas no Ceap, entre estudantes do período de 1965 a 1972. “Vamos escrever a muitas mãos um livro que se chamará Fatos, histórias e causos... 47 anos depois. Queremos reviver aquele tempo de adolescência Maria Elaine com o contador de histórias Grancisco Gregorio, do em nosso encontro que se realizará dia 11 de outubro, em Ijuí.” Acre, e a ilustradora Fran Junqueira no lançamento do livro Espinafra

Vi, li e recomendo Por André Galhardi Professor da Unijuí

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Adeus, Meninos

Filme de Louis Malle Quando estava prestes a ingressar, no Ensino Superior, no Curso de Comunicação Social, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, naquele ano era lançamento em todos os cinemas da cidade, o filme Adeus, Meninos, isso em 1987. O filme Adeus, Meninos (AuRevoir, les Enfants) sem dúvida é um dos mais belos filmes de todos os tempos. Louis Malle (Diretor) viveu esta história aos 12 anos e levou 43 anos para conseguir contá-la diante das agruras do cinema. Com grande sensibilidade, a sua memória não se esqueceu em momento algum de reproduzir os encantos da infância e as amizades nela feita, mesmo diante de situações de hostilidade política e opressão ideológica. O filme é um encontro com a amizade sincera entre dois meninos de origens diferentes, mas que se descobrem num pano de fundo, de uma França em conflito, mas que não influencia a amizade de ambos. Vale à pena conferir.

O menino do pijama listrado De John Boyne

Em uma das minhas visitas à Porto Alegre, em 2010, entre tantos filmes em cartaz naquela temporada, eu e uma amiga nos deparamos em frente ao cinema, e estava em cartaz, o filme “O menino do pijama listrado”. Vendo e lendo algumas poucas informações, não deu para termos a verdadeira ideia do que se tratava, já que nem eu e nem ela tínhamos lido anteriormente nenhuma sinopse, e nem críticas em jornais e ou revistas sobre o título. É um livro tocante e uma leitura rápida. Não é uma história falando com detalhes sobre o Holocausto, apenas a história da amizade desses dois meninos que vieram de mundos completamente diferentes. Confesso que se eu já não tivesse assistido ao filme, não teria entendido muito bem o que acontece no final, porque o autor acaba o capítulo numa certa parte e fica parecendo incompleto, mas com o último capítulo, se você não tiver visto o filme, dá pra ter uma noção do que aconteceu, mesmo sendo muito vago. Eu recomendo!


Perto ou longe, onde vivem ijuienses

Juliana Dornelles

A

ijuiense Juliana Dornelles nasceu em Ijuí e aqui ainda vivem seus pais Vilson Solano Dornelles e Esdenir Salete Pavan Dornelles, avó paterna, tios e alguns de seus melhores amigos. O irmão mais velho, Tarcísio Pavan Dornelles, mora em Brasília com a esposa Flávia Dornelles. Atualmente, Juliana cursa o programa de PhD em Administração de empresas e métodos quantitativos na Universidad Carlos III de Madrid (UC3M), em Getafe, Madri, Espanha. Juliana morou em Ijuí até os 17 anos. Estudou em várias escolas: Ceap, Ruizinho, Ruizão e Positivo. Em 2004 foi para Santa Maria estudar economia na UFSM onde se formou em 2008. Depois, fez mestrado em economia na UFSC (2009-2011) e em setembro de 2011 começou o mestrado na UC3M. Filha de professores, o desejo de se tornar professora no Ensino Superior surgiu ainda na graduação. “Mas Deus sempre superou as minhas melhores expectativas. Junto com os estudos a oportunidade de viajar para diversos lugares, conhecer muitas pessoas, diferentes culturas, só fez aumentar minha paixão por viajar e por descobrir coisas novas, a curiosidade inerente à um cientista”. O mestrado de dois anos irá qualificá-la para o doutorado. Após aprovar as disciplinas no mestrado, o doutorado engloba atividades de pesquisa e docência universitária. “A possibilidade de fazer um doutorado na Espanha surgiu quando eu estava terminando o mestrado em economia na Universidade Federal de Santa Catarina, em 2011. Um professor da UFSC comentou que na UC3M havia um grupo de professores na minha área de interesse, inovação, e que o programa oferece bolsa aos alunos admitidos”. Ele planeja terminar o PhD no final de 2017, mas não tem claro o que vai fazer depois. “Há muitas opções e estudando fora é um mundo que se abre onde medo e insegurança de mudar de país já não existem mais. Voltar para o Brasil é sempre uma opção. Como economista que estuda inovação, tenho vontade de estudar e ajudar meu país, principalmente no que diz respeito a políticas que possam estimular a inovação no Brasil. No entanto, viver no Brasil não é prérequisito para estudar o Brasil”. Para ela, as diferenças culturais não são muito grandes, os espanhóis são muito parecidos com os latinos em geral. “São calorosos, não tanto quanto os brasileiros, mas recebem bem os estrangeiros”. Madri, segundo ela, é uma cidade que não dorme, e com muita diversidade étnica, gente de todos os lugares. “A segurança é um dos pontos que mais me chama a atenção, poder ir e vir sem grandes preocupações em qualquer hora do dia ou da noite”, comenta.

Em Roma, janeiro 2015, em uma de suas viagens pelos países europeus Com o pai em Madri, dezembro 2011, com o irmão em Paris, novembro 2014 e com a mãe em Veneza, setembro 2013


Perto ou longe, onde vivem ijuienses

Karen Biehl

A rotina de Karen em Malmö, Suécia. Na primeira hora da manhã, leva Paco para passear e depois vai para o estágio de bicicleta

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atural de Porto Alegre, a família de Karen Biehl mora em Ijuí desde 1996. O avô, Elberto Biehl, foi transferido para Ijuí pela Gerdau, como representante comercial. Alguns anos depois, a Biehl Comércio e Representação foi passada para a mãe de Karen, Karla Biehl, e o tio Alexandre Biehl. “Mesmo que eu sempre me refira a Ijuí como a minha cidade natal, eu também nasci em Porto Alegre”, diz Karen. Quando pequena, a família se mudou a trabalho para Brasília e São Paulo. Mas foi em Ijuí que Karen passou a maior parte da vida. Estudou no CSCJ até a 6ª série. Depois foi para o Ceap, onde completou o Ensino Médio. “O meu Terceirão compõe a maior parte dos meus melhores amigos, junto com outros amigos que conheci através deles. Com certeza a família e os amigos são as coisas que mais sinto falta do Brasil – seguido pelo churrasco do meu avô e a torta de bolachinha da minha avó”, conta. Logo após concluir o Ensino Médio, ela teve a oportunidade de estudar no Canadá, em Toronto. Foi lá que despertou a paixão por viajar, e desde 2008 ela mora e visita países. “Foram anos de curso com muita festa e dedicação”. Em 2012 ela fez um semestre acadêmico na Universidade de Nottingham, na Inglaterra. Lá conheceu o namorado, Mattias Boustedt, que morava na mesma casa estudantil que Karen, e foram apresentados por uma colega. Ele também estava cursando apenas um semestre na universidade, e ambos já tinham passagem reservada de volta. Ele para a Suécia, e Karen para o Brasil. “Não aguentamos, e após uma mudança de data de retorno, eu passei algumas semanas na Suécia. Não demorou muito até que ele se mudasse para o Brasil, alguns meses depois”. Após voltar e fazer cursinho em Santa Maria, Karen passou na UFSM em Administração. Segundo Karen, Mattias adorou morar no Brasil. Adotou os costumes, e aprendeu até a tomar chimarrão. Após morar em Santa Maria por um semestre, o casal se mudou para Porto Alegre onde ele começou a estudar português, e Karen a trabalhar na sede do Bando De Lage Landen. Em 2014, mudaram-se para a Suécia. “Apenas nos mudamos do Brasil para a Suécia porque eu ganhei a bolsa para estudar meu mestrado na Suécia, e ele queria buscar uma oportunidade de trabalho”. Karen foi para fazer o mestrado em Empreendedorismo Corporativo e Inovação na Universidade de Lund. “Escolhi Lund porque está no ranking das 100 melhores universidades do mundo, atrás de universidades como Harvard, nos Estados Unidos, e Cambridge, no Reino Unido”. A decisão foi consolidada após ela ganhar uma bolsa de mérito acadêmico oferecida pela própria universidade. Eles vivem em Malmö, capital da região Skåne, que está a 30 minu48 | STAMPA

Com a mãe Karla, durante a Aurora Boreal entre a Finlândia e a Noruega, em dezembro de 2014, e com o namorado Mattias em um dos parques da Suécia

tos de ônibus ou 15 minutos de trem de Lund. “Malmö é muito maior que Lund, sendo a terceira mais populosa cidade na Suécia. Mas para compararmos com os padrões brasileiros, Malmö tem a mesma população que Santa Maria (RS)”. “Literalmente eu vim de mala, cuia e cusco. Quem também veio foi o Paco, meu cachorro”. Karen levou seu chihuahua de dois quilos do Brasil para a Suécia. Foram mais ou menos seis meses de preparação, entre implantação de um chip, exame de sangue, três meses de espera e um passaporte para o cão. “Foi um tanto complicado, porque na Suécia a raiva foi erradicada há muito tempo. Ele se adaptou muito bem a vida sueca, adora passear no parque e correr solto na floresta, mas não é muito fã da neve”. Karen diz que fez muita coisa errada quando chegou lá. “Aqui, todos tiram o sapatos e ficam de meia ou pés descalços ao entrar na casa de qualquer um, não apenas amigos ou família. Pantufa ou chinelo não é necessário, mas todos têm que tirar os sapatos. Quando eu conheci meus sogros pela primeira vez eu não fiz! Que vergonha, sujei toda a casa deles com minhas botas”, se diverte. A grande maioria da população sueca fala inglês senão fluente, muito avançado. Além do inglês, eles também aprendem uma terceira língua, que pode ser espanhol, francês ou alemão. A natureza é muito diferente. O inverno é muito escuro e cinza, os dias de sol são raros. Perto do Natal há mais ou menos 5 ou 6 horas de claridade por dia. No verão é o contrário. O sol nasce às 4 horas da manhã e se põe às 22 horas. “Durante o inverno eu me divirto com neve, apesar de que o sul da Suécia não tem tanta neve como no norte”. O que chama atenção é a qualidade de vida. “O número de carros é muito menor, o transporte público é de qualidade e comemos muito peixe por aqui”. Karen diz que vai permanecer na Suécia, se não no sul, possivelmente na capital, Estocolmo. “No momento, eu estou finalizando a minha tese e procurando emprego. Não sei se quero voltar tão cedo para o Brasil, mas com certeza em algum momento da minha vida nós retornaremos. Até o retorno ao Brasil, muitas viagens vão acontecer. Morar em algum outro país também pode acontecer no futuro”.


Exploração Ásia Por sete meses, Leonardo Jung Hass morou na Austrália para aperfeiçoar o inglês, e conheceu a Ásia

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e agosto de 2014 até março deste ano, o jovem Leonardo Jung Hass, 22 anos, se aventurou pela Austrália com o objetivo de estudar e aperfeiçoar o inglês. Ele estudou em uma escola de idiomas chamada Gold Coast College que se localiza na cidade em que morou, Gold Coast. Leonardo aproveitou para explorar o país australiano. Conheceu Sydney e se encantou com as praias de água cristalina. “São as melhores praias que frequentei, lindas e limpas”. Na cidade que morou, ele conta que a qualidade de vida se sobressai. “Bons restaurantes, muitos parques e praças e tudo funciona muito bem por lá. Os transportes são eficientes e muito organizados. Em Gold Coast se encontra pessoas de várias nacionalidades, mas principalmente asiáticas”, ressalta Leonardo, acrescentando que a segurança do País é um exemplo. Nas folgas, durante o semestre, ele aproveitava para explorar também os países asiáticos. Conheceu Phuket, Maya Bay, Phiphi Island, Bankok, Singapura, Vietnam, Laos, Camboja, Indonésia (Bali), Malásia e esteve também na Nova Zelândia. A rotina de Leonardo era aulas na parte da manhã e trabalho alguns dias na parte da tarde, fazendo mudanças. “Nas tarde de folga, eu aproveitava para fazer passeios, ir para praia, jogar tênis e aproveitar o lazer em um lugar tão bonito”.

Atravessando o rio de elefante na cidade de Iuang Prabang, Laos

Sydney, Austrália

Conhecendo Angkov Wat no Camboja, um dos maiores monumentos religiosos do mundo

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Por Londres e Paris O empresário Sadi Guilherme Heinen, proprietário da Hidrolux, e a esposa, a professora Helenise Brockstedt Heinen, visitaram duas das mais atraentes capitais europeias

A

viagem começou quando Sadi foi à cidade de Cambridge, no interior da Inglaterra, para um período de estudos e aperfeiçoamento no idioma Inglês. Cambridge, uma cidade antiga da Inglaterra, fundada na Idade Média, tem hoje 120.000 habitantes. Notabiliza-se pelo seu centro acadêmico, a University Of Cambridge, fundada em 1209, a quinta Universidade mais antiga do mundo. A Universidade congrega 31 Colleges que abrigam aproximadamente 23.000 estudantes. É um centro de excelência em pesquisa e educação. Produziu 82 vencedores do Premio Nobel. “Chama atenção a arquitetura e a manutenção dos prédios históricos sede dos Colleges, igrejas, capelas, museus e parques. Destaca-se a King’s College Chapel, uma maravilha arquitetônica construída em estilo gótico por volta do ano 1500”, destaca Sadi. Num dos intervalos do curso, o empresário foi para a Alemanha para visitar as cidades de Dortmund, Colônia e Bochum. Ele destaca a cidade de Bochum, que fica na região do Vale do Ruhr. A cidade prosperou pela mineração de carvão, indústria do aço e hoje a indústria automobilística. Lá se encontra o Deutsches Bergbau Museum, museu montado nas galerias de uma mina de carvão, conta boa parte da história dessa fantástica cidade de 400 mil habitantes. “Um dos encantos é a Ruhr Universitäd Bochum, a primeira universidade alemã fundada após a 2º Guerra, em 1962. É uma das maiores da Alemanha e uma das melhores da Europa. Conta com 147 cursos de graduação e 38 mil estudantes. Entre tantos prédios e parques, chama atenção o auditório principal com capacidade para 20 mil pessoas, bem como toda a infraestrutura do campus”. Em Londres, Sadi e Helenise aliaram turismo e cultura. Entre tantos lugares, visitaram o Parlamento Inglês onde fica o famoso Big Ben e curtiram uma magnífica vista da cidade pela roda gigante London Eye. Ficaram encantados com a Catedral de St. Paul’s, igreja medieval que impressiona pelo tamanho, história e riqueza dos detalhes arquitetônicos. A Abadia de Westminster e o Palácio de Buckingham também foram, segundo eles, de encher os olhos. Entre tantos museus, apreciaram o Victoria e Albert, o Museu do Design e o museu de História Natural. Um passeio a pé pelas margens do Rio Tâmisa possibilitou observar o contraste entre o antigo e o moderno da cidade, culminando com uma visita a histórica Tower Bridge. Para conhecer um pouco mais dessa milenar cidade, seus bairros e monumentos históricos a opção foi usar os emblemáticos ônibus vermelhos de dois andares. “Ainda, não poderia faltar uma chegada na Harrods, a luxuosa loja de departamentos da cidade”, conta Helenise. Paris foi o palco para a comemoração das Bodas de Prata do casal. A visita à Torre Eiffel, maravilhosa obra da engenharia, o passeio pelo rio Sena e a ida ao Museu do Louvre, no qual dizem que precisaria de anos para que fossem observadas todas as obras de arte, não poderiam faltar. “Fomos até Versailles, conhecer o belíssimo Palácio e seus colossais jardins. Passeamos a pé sem pressa na famosa Av. Champs-Élysées. É uma delícia. Apreciamos lojas, boutiques, a casa onde viveu Santos Dumond, o Arco do Triunfo e finalizamos o dia com um happy hour degustando um verdadeiro Bordeoux. São momentos que valem a visita a Paris”, pondera Helenise. O casal conta que as Galerias Lafaiette valem pela arquitetura e o universo de grifes que oferecem, e o espetacular Palácio Garnier, mais famoso espaço de Óperas de Paris que, pela sua riqueza de detalhes, é considerado dos mais belos do mundo. “Entre as igrejas, marcaram a Catedral de Notre Dame e a Sagrado Coração de Jesus. Andar a pé e também nos ônibus panorâmicos foram as melhores maneiras para conhecer os bairros, monumentos e suas construções das mais diversas épocas”, conta Sadi. O casal pretende, num futuro próximo, conhecer Machu Pichu, no Peru, e gostaria também de viajar para o interior da França, visitando castelos e vinícolas. 50 | STAMPA

Na London Eye, a roda-gigante sobre o Rio Tâmisa; ao fundo, o Parlamento Inglês No cartão postal de Paris, a Torre Eiffel

Sadi em frente a uma das mais conceituadas universidades alemãs

Em frente ao Museu do Louvre, em Paris


Em frente à Basílica Sagrada Família, de Gaudi

VIAGEM

As belezas da Espanha A professora aposentada Maiga Arais aproveitou uma visita à sobrinha que está estudando na Espanha, para conhecer mais o belo País Maiga Arais foi para Espanha passar a Páscoa com a sobrinha Marcele Arais Hocevar, que atualmente faz doutorado em Engenharia Química, por meio da UFRGS, na Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona. Aproveitando os feriados europeus de Páscoa, elas viajaram a Sitges, Madrid, Toledo e Valência, além de passear muito por Barcelona e onde mais tempo Maiga permaneceu. “Foram 15 dias de alegrias, surpresas e novos conhecimentos. A história e a parte cultural sem dúvida foram as que mais me chamaram atenção e me encantaram, mas não posso deixar de registrar a utilização adequada, a rapidez e a pontualidade nos meios de transportes, que me fascinaram, e ao mesmo tempo me deixaram triste ao compararmos com nosso Brasil”. Elas foram de Barcelona à Madri, percorrendo 621 km, em um trem rápido, de até 300 km/hora, em apenas duas e 30 minutos. Maiga conta que é um trem moderno, confortável, com serviços de bordo e restaurante. “Fiquei imaginando que no Brasil poderia existir também meios de transportes assim. Daria para ir até Porto Alegre pela manhã e retornar à tardinha, visitar parentes, fazer programas culturais, estudar ou simplesmente passear.” “A Espanha é um país muito lindo e acolhedor”, diz Maiga. Com mais de 20 séculos de história, desde os celtas, romanos, árabes e tantos outros povos

Na cidade medieval de Toledo

Parque do Retiro, Madrid

que por lá passaram e deixaram suas marcas na cultura, arquitetura e gastronomia.. “Percebemos que há muito respeito pelas tradições de cada região. A imagem do toureiro, das dançarinas de flamenco, de Don Quixote e Sancho Pança, se espalham por todos lugares, seja nos monumentos, museus, roupas e souvenirs”. A cidade de que mais gostou foi Barcelona. “Toda poderosa, movimentada, muito limpa e cheia de vida”. Em Barcelona, além de museus, parques, praças, Vila Olímpica, há as obras do mestre Gaudi, como a Basílica Sagrada Família, Casa Milá (La Pedrera), Casa Bartló e Parque Güell. De Madri, cidade imponente, cheia de histórias da realeza, Maiga destaca o Museu do Prado e o Museu Nacional de Arte Reina Sofia, com obras de Picasso, como a grande e famosa tela Guernica, que retrata o sofrimento na Guerra Civil Espanhola. “Este quadro impacta os olhos dos visitantes com seus inúmeros detalhes, profundidades e cores”, revela. Em Valência, Maiga destaca o Museu das Artes e Ciências, um dos maiores complexos de divulgação científica e cultural da Europa. “Viajar é divertido, encantador, e ainda aprende-se muita coisa nova. Como diz o provérbio chinês, aquele que retorna de uma viagem não é o mesmo que aquele que partiu. Gosto muito de viajar e sempre que existe essa possibilidade fico muito feliz”, conclui.

Valença, no Museu das Artes e Ciências


NAS ESCOLAS

Maioridade penal aos 16 anos: sim ou não?

“Sou a favor da diminuição, pelo fato de que eu acho que com 16 anos o jovem já tem a capacidade de saber o que faz, caso o jovem cometa um crime, ele sabe se aquilo é certo ou errado. Se diminuíssem a maioridade penal, as pessoas pensariam nas consequências, antes mesmo de pensarem em fazer algo errado”. Barbara da Rocha, 16 anos - 3º ano do Ensino Médio - Ruizão

“Sou a favor, pois acho que o jovem tendo 16 ou 18 anos pode responder pelos atos que cometeu, por conta de suas atitudes. Tendo em vista que um jovem de 16 anos já sabe o que é certo e errado”. Fernanda Pavinatto, 16 anos - 3º ano - Ruizão

“Não sou a favor da maioridade penal, pois até os 18 anos a maioria dos jovens vive com os pais ainda, portanto não tem uma noção do mundo e dos seus atos”. Cassiano Felipe Jahn, 17 anos 3º ano – EFA

“Sou contra, pois só reduzir a maioridade penal não afetará diretamente na educação, só aumentará o número de presidiários e fará com que o jovem aprenda mais práticas criminosas na prisão”. Iuri Kauê Meinhardt, 16 anos 3º ano - Ruizão 52 | STAMPA

“Eu sou contra, porque acredito que não irá mudar muita coisa no País. Por exemplo, existem alguns países que diminuíram a maioridade e não mudou muito, teria que ser feita uma regulamentação para os que tem 16 anos tenham uma pena diferente dos que tem 18 anos”. Brunno Leonarczyk Bomfim, 16 anos - 3º ano - Ruizão

“Sou contra, por conta de que com 16 anos a pessoa não tem maturidade suficiente para entender o que está fazendo e assumir criminalmente pelo seus atos”. Laura Scherer, 16 anos 1º ano - EFA

“Sou a favor da maioridade penal diminuir para 16 anos, porque por mais que as pessoas achem isso errado e os presídios não estejam preparados para isso, os jovens precisam aprender ter responsabilidade, pois é desde cedo que nasce o ato de ser cidadão”. Fernanda Viero, 16 anos - 3º ano - EFA

“Eu sou a favor, porque se uma pessoa de 18 anos tem noção do que está fazendo e pode responder pelo seus atos, alguém de 16 também pode. Isso seria uma solução pois o número de jovens com 16 anos no mundo do crime é alarmante”. Pedro Kreisig Person, 17 anos - 3º ano - EFA


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Boa notícia

A mulher telefona para o marido: - Querido, tenho uma notícia boa e uma má! - Lamento, mas estou numa reunião supertensa, me diz só a boa! - O airbag de seu carro tá funcionando direitinho!

Mulher?? O velhinho entra no consultório e vai falando pro médico: - Doutor, preciso de ajuda. O senhor sabe que já tenho 90 anos, né? Acontece que não consigo parar de correr atrás de mulher! - Ora, meu amigo. Isso é muito bom. Mostra que o senhor ainda gosta das coisas boas da vida! Não vejo nenhum problema nisso. - O problema, doutor, é que quando consigo pegar uma, não me lembro mais para que ela serve!

Gasolina baixou!

Frases de gordo:

>Tudo que eu gosto ou é caro, ou engorda, ou me ignora. >Eu gosto tanto de comida que meu super herói preferido é o Supermercado. >Só não faço academia, por medo de perder a barriga e não ter mais com o quê empurrar a minha vida.

Dilma anunciou que baixou o litro da gasolina para 900 ml!

Trocadilhos — Espero que quando eu morrer exista internet. Nem que seja uma lan house chamada A Lan Kardec. — Você nunca me deu valor! — Mas você nunca falou que cobrava! — Tá vendo aquele ônibus alí? Então, tô pegando. — Só saio de casa com a roupa amassada, porque a vida passa e a gente nem vê. — Tá chorando por quê? —Perdi o último ônibus pra casa! — Calma, já passou. — O mundo é bipolar. Tem Polo Sul e Polo Norte. Relacionamento é igual videogame - se joga com duas pessoas, mas sempre tem alguém esperando um perder para entrar no lugar. Se a vida está difícil pra você, imagina pra quem vota nos paredões do BBB. Vou mandar formatar minha vida. Isso só pode ser vírus!

Rápido! Me passe a grana antes que eu complete 18!

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ENTRE ASPAS

“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.” Charles Chaplin (1889-1977), ator e diretor inglês

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