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Ano 13 . Nº 8 . Janeiro| 2016 . R$ 8,00

Sabrina Mallmann Fotografias

UMA VISÃO IN LOCO DA ALEMANHA HOJE

A AUTORA DA HISTÓRIA DE CHIAPETTA NA ENTREVISTA

MAIS DO NOSSO FIM DE ANO

Leandro Zambon & Liliane Jiorgio Presidente da Unimed Noroeste se casa a bordo do Cisne Branco, sobre as águas do Guaíba, na Capital


índice ESPORTE

Competição da Liga Noroeste demonstra a força do basquete regional

NATUREZA

Criação de abelhas sem ferrão incentiva comunidade a cuidar do ambiente

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ESPECIAL

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ENTREVISTA

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PRÊMIO

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PROFISSÃO

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FIM DE ANO

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Jornalista e professor relata da Alemanha como o País vive os dilemas atuais

Ana Guasque, a autora do livro que relata a história da fundadora de Chiapetta

Equipe da Brasdiesel Ijuí conquista o terceiro lugar em disputa técnica mundial

Frederico Souza largou a Medicina para se dedicar aos números

Mais imagens da noite em que festejamos o fim de ano com parceiros, clientes e amigos

CAPA

Os momentos de felicidade em um cenário original de Leandro Zambon e Liliane Jiorgio

CASAMENTO

A ijuiense que realizou seu sonho de amor em um castelo em Budapeste

VERÃO

Os eventos que marcaram a abertura da temporada nos clubes da cidade

COMEMORAÇÃO

Os homenageados da BPW Ijuí no transcurso de sua primeira década de atuação

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stampa@jornaldamanhaijui.com Ano 13 - Nº 8 | Janeiro | 2016 PUBLICAÇÃO GRÁFICA E EDITORA JORNALÍSTICA SENTINELA LTDA CNPJ: 87.657.854/0001-23 RUA ALBINO BRENDLER, 122 - FONE: (55) 3331-0300 98.700-000 IJUÍ/RS DIRETOR EDMUNDO HENRIQUE POCHMANN EDIÇÃO IARA SOARES iara@jornaldamanhaijui.com COLABORADORES: CARLOS ALBERTO PADILHA CLAUDIA DE ALMEIDA, DEISE MORAIS, MARISTELA MARTINS, JOCELAINE SIMÃO, ELIANE CANCI, CECILIA MATHIONI IMPRESSÃO CIA DE ARTE (55 3331-0319)

Assinatura semestral: R$ 55,00 - Ligue 3331-0300 Informações contidas em matérias comercializadas são responsabilidade integral das empresas e/ou dos profissionais.


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Basquete valorizado

Oito equipes participaram da competição em Ijuí

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Clube Arranca de Cruz Alta conquistou invicto o título da quinta e última etapa da Liga Noroeste de Basquetebol em dezembro no Ginasião de Ijuí. Na decisão, a equipe cruzaltense venceu o SER Ijuí por 25 a 18 em um jogo de bom nível técnico e alternâncias do placar.A ABSA de Santo Ângelo ganhou na preliminar do Sojão de Santa Rosa por 44 a 37 e obteve a terceira colocação. A competição reuniu atletas destacados no basquete, entre eles Ricardo Lenz, da ABSA e que também joga pela LUBA, de Uruguaiana, vice-campeã estadual e Gregório, do Arranca, de Cruz Alta, que já atuou em equipes de Caxias do Sul, Finlândia, Rússia, Estônia e Itália. Roberto Scherer, da equipe Atenas de Três Passos e um dos fundadores da Liga Noroeste de Basquete, disse que a LNB surgiu a partir da disputa de amistosos entre equipes de Três Passos, Cruz Alta e Tupanciretã que estava fora da Liga e vai retornar agora em 2016. “Fizemos vários jogos, surgiu a ideia e Santo Ângelo foi convidado. Começamos a Liga com quatro municípios. Hoje temos mais de 16 equipes, englobando até Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Uruguaiana e Erechim. A LNB é um sucesso, estamos com mais potencial do que o Campeonato Gaúcho e com isso a gente quer levar o basquete não só para os adultos como também para os veteranos que formamos em 2015 e temos planos para iniciar o Sub-18”. Roberto frisou que as rodadas da Liga Noroeste de Basquete são disputadas com oito equipes aos finais de semana. Os fundadores da Liga têm preferência à vaga. São duas chaves de quatro times com as partidas ocorrendo aos sábados e domingos. No decorrer do ano são somados os pontos até conhecer o campeão. “ O nível técnico está ficando elevado. Temos o Renan Lenz, de Santo Ângelo que atua em São Paulo no Pinheiros, o

Competição no Ginasião de Ijuí, em dezembro, é mais uma demonstração do crescimento da modalidade na região

Arranca de Cruz Alta venceu a quinta etapa da Liga Noroeste

Léo, que também é de Santo Ângelo e joga em Minas Gerais, na NBB, o Ricardo Lenz, igualmente de Santo Ângelo, que foi vice-campeão gaúcho pela Luba de Uruguaiana e joga a Liga pelo ABSA, e outros jogadores de expressão. Os alunos da Escola que compõem a LUBA de Uruguaiana são campeões estaduais e os nossos alunos do Atenas de Três Passos estão entre os quatro melhores no Rio Grande do Sul. O nível está ficando melhor”, comenta Roberto Scherer. Ele salienta que a região está mandando no basquete. Claro que, com o potencial financeiro que Caxias do Sul tem, leva vantagem, mas a Sogipa já sucumbiu à Liga. Com relação a preparação para os jogos da Liga, Roberto afirmou que a equipe Atenas de Três Passos que vai completar 24 anos treina sempre no Ginásio Municipal contando com o apoio do poder Executivo. “Todas as equipes são amadoras. Temos o Arranca de Cruz Alta, que está com um projeto de basquetebol treinando duas vezes por semana. Uruguaiana e Passo Fundo também crescem. Isso ajuda para a melhora da qualidade das equipes. Queremos sempre times fortes e o apoio da mídia. O futuro do esporte é o futuro do nosso país. Quem pratica alguma modalidade esportiva tem saúde e educação, lembrou. Roberto Scherer dos Santos frisou que existe muita amizade entre os participantes da Liga Noroeste de Basquetebol, criando um vínculo muito grande. Lembrou que existe na verdade um intercâmbio, onde se conhecem novas cidades, novas pessoas e isso faz a vida mudar”. Essa confraternização dentro do Rio Grande do Sul é muito elogiada por Roberto, que prevê que em breve o Estado terá como campeão estadual um representante da Liga representando os gaúchos no Campeonato Brasileiro.


Grupo do HCI no S.O.S. Vida

Voluntariado Preparador de goleiros do Corinthians Mauri Lima; auxiliar técnico Cléber Xavier, Paulo Wissmann e o técnico Tite

Ijuiense observa o campeão brasileiro O

professor de Educação Física Paulo Roberto Wissmann fez um estágio de sete dias no Corinthians em novembro. Amigo do técnico Tite, os dois jogaram juntos no Esportivo de Bento Gonçalves, o ijuiense buscou conhecimentos e observou o trabalho do time que chamou a atenção do país em 2015 com um futebol eficiente que o levou a mais um título do Campeonato Brasileiro. “Há tempo que estava querendo acompanhar um pouco o que vem sendo feito no futebol atual. Gosto muito, é um assunto que vinha conversando com o Tite. Surgiu a oportunidade e fiquei acompanhando os treinamentos do Corinthians na reta final do Brasileirão, observando o trabalho da comissão técnica, e pude ver o que de mais novo e mais moderno se faz em termos de futebol brasileiro. A gente está passando por algumas reformulações nesta modalidade. É importante acompanhar para não ficar defasado em relação ao futebol”, disse. Paulinho observou quatro treinos. Salientou que era uma fase final de competição e a preparação física não foi muito importante assistir. Destacou que toda a atividade do técnico Tite e do preparador físico Fábio Mashseredjian, valoriza o movimento do jogo e muita intensidade. Paulo Roberto Wissmann entende que o título conquistado pelo Corinthians não foi por questões de arbitragem. “A diferença de pontos em relação ao segundo e terceiro colocados mostrou que o time foi mesmo o mais eficiente”, lembrou Paulinho, que já treinou o São Luiz e pretende voltar à atividade. O técnico Tite o presentou com três livros sobre o futebol internacional.

no HCI

O

Serviço Social do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) com apoio da gerência administrativa de serviços da instituição, coordena um projeto de reinserção social de 13 pessoas que se encontram abrigadas em uma instituição particular, chamada S.O.S. Vida, localizada no interior, na divisa entre Ijuí e Coronel Barros. A parceria conta com profissionais da área do serviço social, enfermagem, nutrição, fisioterapia, psicologia e pedagogia do hospital. “Muitos com histórias de vida marcadas pelo alcoolismo e drogadição, sem vínculos familiares. Hoje servem de exemplos de superação, amor e fé e desejam ser reinseridos na sociedade”, explica a coordenadora do serviço social do HCI Maria do Carmo Schumann. Em dezembro, os colaboradores do HCI, integrantes do Grupo de Trabalho de Humanização, foram confraternizar com o grupo, com atividades de integração. Os moradores da casa apresentaram uma peça teatral com fantoches, focando a recuperação do cidadão através da fé. Momento de emoção. O idealizador do projeto SO.S. Vida Marcelo Meneguini agradeceu a parceria com o HCI. “Sempre é importante contar com apoio e a equipe multidisciplinar do HCI ajuda muito no sentido de melhorar ainda mais as condições de vida do nosso pessoal. Aqui não é um local de internação e a organização e a religiosidade são fundamentos essenciais para a volta por cima” disse ele. O apoio voluntário do HCI com a equipe multiprofissional completa 8 meses e permanece em 2016. “O papel social do HCI é muito grande, já que muitas vezes, é o único recurso para milhares de pessoas que necessitam de cuidado médico, mas esse trabalho fora do complexo hospitalar é sensacional, pois prova que podemos fazer ainda mais pela nossa comunidade e a inserção social dessas pessoas passa pelo apoio essencial de nossos profissionais do HCI”, disse o presidente Cláudio Matte Martins.


Meliponário A valorização do ambiente através do cuidado com as abelhas é a proposta de criação de um meliponário, colmeias de abelha sem ferrão,que incentiva a comunidade a cuidar do ambiente

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á quem só se lembre das abelhas pela dor de sua picada ou ainda pelo doce de seu mel. Porém, além da beleza (ou da dor), as abelhas têm papel fundamental no ecossistema. Estes pequenos insetos produzem mel, cera, própolis, geleia real e até seu veneno traz benefícios, quando utilizado na apiterapia. Além disso, o que a maioria das pessoas desconhece, é que as abelhas cumprem um papel infinitamente mais relevante: são os melhores e mais eficientes agentes polinizadores da natureza, responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas. Pensando nisso, a Associação Bandeirantes do Verde, juntamente com a Escola Estadual Modelo e a Emater/Ascar-RS, colocou em prática um projeto que tem o objetivo de demonstrar aos estudantes, e a comunidade, a importância desse animal para o ecossistema. Em um trabalho conjunto, criaram o primeiro meliponário de Ijuí. De acordo com a representante da Associação Bandeirantes do Verde, Chayane Inocêncio, a ideia de criar um meliponário foi de mostrar aos alunos o que são as meliponíneas, uma das espécies de abelha sem ferrão. Com o auxílio da Emater, a Associação e a Escola, transformou um local, antes abandonado, em um espaço de convivência, aprendizado e ensinamento. “Tudo começou com a ideia do Delmar Amorim, conversamos com a escola, para ver se havia interesse em fazer o meliponário, aí entramos em contato com a Emater que nos cedeu os enxames e, a partir disso, resolvemos fazer nesse local que antes era baldio”, conta Chayane. O espaço, planejado com todo o carinho, faz referência à criação do bairro Modelo. Inicialmente com as casas, uma do ladinho da outra, e depois os condomínios. Nestas casas é que ficam os enxames das abelhas. Diferentemente daquelas que possuem ferrão, as meliponíneas não são perigosas. Chayane conta, ainda, que a principal finalidade do meliponário é contribuir para o aumento da polinização das árvores. “Acredito que árvores que antes não davam frutos agora vão dar. Acredito que essa

A principal finalidade do meliponário é contribuir para o aumento da polinização das árvores é a principal importância das abelhas, em seguida, vem ensinar para as crianças que com essa espécie elas não precisam ter medo”. Atualmente, existem no mundo mais de 20 mil espécies de abelhas. Só no Brasil são mais de 3 mil espécies, a maioria de abelhas nativas sem ferrão.Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 85% das plantas com flores das matas e florestas e 70% das culturas agrícolas, dependem dos polinizadores. A diretora da Escola Estadual Modelo, Jussara de Oliveira, lembra que, quando há a união de diversos setores, a comunidade se torna mais participativa e forte. “Fizemos valer a filosofia da Escola, em formar cidadãos que se incluem, participam e transformam”. Quanto ao desenvolvimento dos alunos, segundo a diretora, no momento em que se desenvolve um projeto assim, onde o aluno faz o estudo, trabalha, analisa tudo que o meliponário faz, ele passa a cuidar do ambiente. “Então, o aluno vai participar ativamente, aprendendo teórica e praticamente a cultura do meliponário e que ele é corresponsável na sustentabilidade”. Antônio Altíssimo, engenheiro da Emater, destacou que a parceria entre as entidades fortalece o trabalho e se torna mais fácil. “Atingindo o objetivo inicial, que é mostrar à população a preservação das abelhas nativas, já que trabalham na polinização das plantas”.


Gema Infantil e Juvenil U

Equipe Gema

Leandro, Ester e Betina Patz

Espaços amplos, com comodidade

está em novo endereço

m lugar amplo e atual, pensado para oferecer bem-estar para pais e filhos. É assim que se pode definir o novo espaço da loja Gema Infantil e Juvenil, que no final do ano passado, mudou-se para um endereço mais central. Para os proprietários Leandro e Ester Patz, a nova loja foi planejada com o objetivo de qualificar os serviços prestados aos clientes de Ijuí e região. “Desde a localização na cidade, a infraestrutura do ambiente, a decoração, as cores, os brinquedos, a forma de exposição e distribuição dos produtos, cada detalhe foi imaginado para que as pessoas, adultos e crianças, sintam-se bem aqui dentro, escolhendo roupas de alta qualidade e bom gosto pra sua família”, destacam eles. Gerente da loja Vânia Bandeira Thomas explica que, agora, os produtos estão segmentados por tamanhos - bebê, 1 a 3, 4 a 8, 10 ao 16. A maioria das mercadorias está exposta, como vitrines internas, o que facilita a escolha do cliente. Outro destaque são os brinquedos, como a piscina de bolinhas, mesas para desenhar e pintar, e a televisão transmitindo programas infantis. “As mães podem realizar as suas compras sossegadas, enquanto as crianças se divertem”, enfatiza Vânia. A nova loja também tem um espaço Outlet, onde todas as peças do ano anterior têm 50% de desconto à vista, o ano todo. Cliente há mais de um ano da loja, Dilmara dos Santos Okaszeski, de Ijuí, aprovou o novo espaço. “Eu gosto de comprar aqui porque sou muito bem atendida pela equipe. A mercadoria é da mais alta qualidade, e é isso que eu quero proporcionar à minha filha. Achei esse novo espaço bem moderno, aconchegante, e claro, minha filha está adorando porque tem vários brinquedos também.” Conheça a nova loja na Rua do Comércio, 158, centro de Ijuí. A Gema Moda Infantil e Juvenil trabalha com roupas, calçados e acessórios que vestem desde bebês até tamanhos 18. Peças de marcas exclusivas, como as importadas Lacoste e Calvin Klein, e as nacionais, como Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre, Carinhoso, Malwee, Marisol, Fruto da Imaginação, Joy, Animê Kids, Dudalina, Melissa, Petit Cherie, Siri Moda Praia, entre outras. Acesse facebook.com/gemainfantojuvenil ou contate pelo telefone: (55) 3332.4578.

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Em missão no Haiti O militar ijuiense Emerson Ocampos participa da Missão de Paz das Nações Unidas, onde é o responsável pelo sistema de comunicação

E O ijuiense na base que atua, a Cité Soleil

Com crianças haitianas

Em ação, em Porto Príncipe O embarque no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre Durante o Natal, distribuindo presentes para as crianças de Porto Príncipe

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merson Sanchotene Ocampos, 33 anos, é 2º sargento da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, e atualmente está no Haiti, participando da Missão da Paz da Organização das Nações Unidas. Emerson cursa o 6º período do Curso de Engenharia Civil da Faculdade de Tecnologia de Porto Alegre. É o quarto filho entre os cinco de Paulo Antônio Marques Ocampos e de Sueni Figueredo Sanchotene, que residem em Ijuí. Ele incorporou ao Exército em 2001 como soldado no 27º Grupo de Artilharia de Campanha, em Ijuí. Em 2006, foi aprovado no Concurso de Admissão da Escola de Sargentos das Armas em Três Corações – MG, onde ficou por um ano. Assim que se formou, em 2007, foi transferido para a Bateria de Comando da 6ª Divisão de Exército, em São Leopoldo. Entre 2012 e 2013, serviu em Tabatinga – AM, no Hospital de Guarnição. Em 2014, nova transferência. Desta vez para o 18º Batalhão de Infantaria, em São Leopoldo – RS. Emerson já está na Força há 14 anos e atualmente desempenha a função de chefe da Seção de Comunicações da 2ª Companhia de Fuzileiros. Em 2015, ele tronou-se voluntário para a Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti, algo que sempre almejou na carreira. “Logo que voltei da missão de Pacificação da Maré, no Rio de Janeiro, veio a notícia de que eu havia sido selecionado. De lá pra cá, foi intensa a preparação. Cheguei no Haiti no dia 16 de novembro. Exerço aqui a mesma função que desempenhava no Brasil”, conta. Emerson explica que o componente militar da Minustah (Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti) tem a missão de manter um ambiente seguro e estável, de maneira que a ONU possa desenvolver uma agenda de reconstrução do Haiti. Dessa forma, ele faz parte do Brabat 23 (Batalhão Brasileiro de Força de Paz – 23º Contingente). “O nosso Batalhão desenvolve operações de Segurança e apoio a atividades humanitárias. Trabalho na Base Militar de Cité Soleil, um bairro na Zona Oeste da capital Porto Príncipe. Essa região está toda sob a responsabilidade da minha Companhia, a 1ª Cia de Fuzileiros de Força de Paz”. O ijuiense é responsável pelo sistema de comunicações da Companhia, o que envolve atividades de informática, telefonia e rádio, dando suporte à tropa. Em regiões críticas, opero o Vant (veículo aéreo não tripulado) para fazer o reconhecimento dos locais antes da entrada da patrulha, dando mais segurança aos companheiros. Normalmente a missão tem a duração de seis meses a um ano. Emerson declara: “Estou gostando muito da missão, pela possibilidade de auxiliar a população do Haiti e pelo de intercâmbio com militares e civis de outros países. Nós enfrentamos algumas dificuldades, como a convivência diária com a situação precária enfrentada pela população haitiana, bem como a barreira do idioma, embora a tropa tenha tido aulas de creole; a diferença de valores, normas e costumes da população; o confinamento na Base de Cité Soleil; o afastamento da família; e os riscos inerentes a uma missão desta natureza. No entanto, a nossa missão é nobre. Ser um Guerreiro da Paz, ajudar os mais necessitados e representar o Brasil em uma missão como esta deixa-me bastante motivado. Somos reconhecidos internacionalmente, não somente pelo profissionalismo, mas também pela humanidade”. Apesar dos desafios, as expectativas são as melhores, pois o grupo está motivado, bem treinado e confiante no cumprimento da missão, conta Emerson. “Tenho certeza de que farei um ótimo trabalho. A participação de militares brasileiros nesta Força de Paz é motivo de orgulho para todos nós”, finaliza.


ESPECIAL

Alemães querem nova

identidade mundial Geder Parzianello - Da Alemanha

Como a maior economia do mundo vê o Brasil e como quer ser vista na percepção do jornalista Geder Parzianello em sua quinta estada naquele País, desta vez como professor na Universität zu Köln

O país quer mostrar ao mundo que está aberto e que tem outra imagem que aquela marcada pelo nazismo. Diferentemente da Hungria, a Alemanha nem cogitou erguer cercas de arames farpados para impedir a chegada dos refugiados sírios e admite que isso seria muito ruim para a imagem que o mundo teria dos alemães. Olhando para fora de suas fronteiras, a Alemanha vê um mundo que preocupa pelo desrespeito ao meio ambiente, o crescimento dos desastres naturais, o terrorismo e a corrupção. Mesmo em meio a problemas internos, o país acompanha notícias sobre a corrupção no Brasil e a tragédia em Mariana.

A

Alemanha vive uma nova crise de identidade, diante do movimento de migração dos refugiados da Síria. O país está dividido. Boa parte da população reconhece que a primeira ministro Angela Merkel agiu certo ao abrir as fronteiras a mais de 12 milhões de imigrantes que chegam ao país, em busca de uma terra segura para viver com dignidade e escapar dos horrores da guerra. Boa parte dos alemães entende que esta é uma questão de solidariedade e uma causa humanitária e global.

Mas, para outra grande parte dos alemães, a realidade não é tão simples. A Alemanha parece estar assumindo muito mais compromissos com as populações de refugiados que os países vizinhos e muita gente reclama que esta deveria ser uma responsabilidade dividida por toda a comunidade europeia. A Suíça, imediatamente, avisou que não receberia nenhum refugiado, agiu como fez na Segunda Guerra Mundial, indiferente a problemas fora de seu território. Outros países europeus fecharam a questão também e não estão acei-

tando imigrantes. A Alemanha não teve como fazer o mesmo, presa por uma consciência de culpa em torno de um passado histórico que toda nossa civilização conheceu. E Hitler nem era alemão, era austríaco. Nasceu em uma pequena cidade chamada Braunau, na Áustria, próximo de Salzburg. E não foram os alemães que promoveram o nazismo, da mesma forma que não foram os brasileiros que torturaram pessoas na ditadura militar. Foram seus governantes. Os alemães reclamam, em relação à abertura aos refugiados, sobretudo, que eles estão vindo de regiões que nem sempre estão em guerra, e que chegam sem qualificação, sem perspectivas de trabalho e renda, e acabarão onerando demais o Estado. Nas ruas, pequenos movimentos organizados em frente a estações de trem, em defesa das populações refugiadas, convivem com a indiferença de parte da população e a manifestação contrária de alguns mais corajosos. Por vezes, a Polícia precisa intervir, os ânimos se exaltam e saem brigas nas ruas. Mas a confusão dura muito pouco. O país é muito organizado e a ordem pública é levada muito a sério, junto do respeito à liberdade de expressão. Não existe uma situação tensa, mas um clima de dúvidas em relação ao futuro. Os alemães se perguntam se esta decisão da Merkel não será um problema sem solução em pouco tempo, mas hoje estão mais abertos para o mundo, parecem ter aprendido lições históricas e reconhecido que a Alemanha que se fechou ficou com gerações passadas.

Imprensa reflete divisão do país

Olhando para fora das fronteiras

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O

ma das qualidades da imprensa alemã, como de resto da imprensa de outras sociedades a exemplo dos Estados Unidos e da França, é que os meios de comunicação tomam posição declarada em torno das questões de interesse público. Na Alemanha, as revistas de maior circulação e tiragem estampam editoriais, chamadas de capa e reportagens com clara posição ideológica e o mesmo se vê sem dificuldade nos moderadores dos programas de debate pela televisão. Existe muita diversidade de posições sempre, uma abertura para a controvérsia de opiniões e para o contraditório, mas, em geral, os meios de comunicação conduzem o leitor, telespectador e ouvinte a uma construção opiniativa, pela forma como redigem as matérias, conduzem as perguntas, ou assumem declaradamente suas posições. Isso falta quase sempre ao jornalismo latino-americano e em especial no Brasil. Temos o péssimo hábito de achar que as revistas de informação e os jornais, ou programas de televisão que tomam posição estariam fazendo um jornalismo menos profissional e menos ético. Eu tenho visto que a ética e a qualidade está justamente na transparência de posições. O leitor, sabendo a posição do meio, pode com mais clareza escolher a informação que consome e entender e interpretar melhor e mais facilmente o que lê. Não adianta o jornalismo buscar maquiar posicionamentos. O jornalismo pretensamente ético, presumivelmente profissional, não tem mais o dogma da neutralidade. Temos a impressão de que ser neutro é não ter posição, isso é um erro enorme. Os alemães aprendem isso muito cedo e por isso recorrem a leituras de fontes diversas, consomem necessariamente informação variada de outros meios e preferem conhecer o argumento contrário para que suas posições sejam sempre tomadas mediante uma reflexão de diferentes pontos de vista. Nas aulas que estou dando aqui na universidade e nas aulas mesmo na Universidade Federal do Pampa, no Brasil, tenho procurado dar visibilidade a questões como esta, e cada vez me convenço mais de que o que é democrático é a pluralidade, é termos revistas que defendam posições, jornais que assumam lados, emissoras de televisão que tenham linhas editoriais muito definidas, como acontece em grande parte da Europa e América do Norte.

s alemães conseguem de maneira surpreendente acompanhar as notícias mais relevantes que ocupam a imprensa mundial, de forma muito presente. Nem mesmo os problemas internos afastam os temas estrangeiros nos debates em programas de televisão, nos jornais e revistas e nos bares e cafés. Os alemães sabem bastante sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, acompanham as notícias sobre a corrupção no Brasil, e tragédias como de Mariana, em Minas Gerais. Sempre manifestam a esperança de uma sociedade mais justa e mais solidária, na qual as pessoas estendam auxílio a vítimas de tragédias e vejam atrás das grades quem é corrupto. Para a opinião pública alemã, o Brasil há muito tempo não é mais o país do futebol e do carnaval. Hoje somos o país do maior escândalo de corrupção do mundo, com as maiores tragédias humanitárias, enfrentando doenças como a dengue e a malária, um país sem esgoto e saneamento básico, uma nação com 14 milhões de analfabetos e que está em 14º Lugar no planeta entre as nações com maior número de adultos analfabetos no mundo, perdendo apenas para países como Bangladesh, Índia e Afeganistão, por exemplo. Conversando com os alemães, tenho a nítida percepção de que sabemos muito pouco sobre nós mesmos, estrábicos por ideologias de cartilhas políticas e ou desinformação voluntária. Lemos pouco, somos uma nação que só tem alta vendagem de livros porque comercializa livros didáticos, e de autoajuda. Falta ao Brasil muito. Vejo na Universidade bibliotecas abertas finais de semana, alunos estudando sábados à tarde, em aulas, com uma noção muito clara da competitividade do mundo do trabalho e em busca de sua realização profissional. Conscientes de que seu futuro, eles mesmos constroem. Nos bares, garçons muitas vezes diplomados, falam vários idiomas. Retrato de uma sociedade em que, para se chegar mais longe, é preciso uma qualificação sempre maior e uma estrada que nunca é pequena. STAMPA | 13


Microagulhamento Poucos sabem que hoje em dia existe uma nova tecnologia que oferece maior segurança para tratamentos de alterações na pele que visam estímulo de colágeno, principalmente em pacientes com fototipos mais altos, ou seja, peles morenas e negras. Esta nova técnica se chama microagulhamento, que consiste em produCristiane Lüdtke zir furos minúsculos na pele com o objetivo de Dermatologista estimular os fibroblastos, as células responsáveis pela produção de colágeno, para restaurar a pele que foi danificada. As principais indicações do Microagulhamento são o envelhecimento cutâneo (rugas e flacidez) e cicatrizes, sejam elas de acne, de queimadura, de cirurgias ou de catapora. A técnica pode ser indicada também no tratamento de estrias, melasma (manchas na pele), poros dilatados, alopécias (queda de cabelo) e para auxiliar na deposição de substâncias terapêuticas nas camadas mais profundas da pele (drug delivery). O tratamento pode ser feito em qualquer área do corpo, como rosto, colo, pescoço, mãos, braços, seios, coxas, abdômen, entre outros. Ele inclusive pode ser feito no couro cabeludo, para estimular a circulação sanguínea da região. Para a realização da técnica utiliza-se um rolo que dispõe de diversas agulhas esterilizadas e de aço cirúrgico, que possuem de 0,1 A 3mm de comprimento, são extremamente afiadas e penetram na pele a 1,2 mm. É importante que o equipamento possua registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Essa certificação garante a qualidade do produto (em relação ao aço utilizado, número de agulhas, comprimento e diâmetro das agulhas etc), sua esterilização, e dessa forma, evita-se contaminações e complicações. O procedimento deve ser realizado sob anestesia local e a técnica é depende do operador. O equipamento é aplicado paralelamente à pele e o rolamento é realizado em forma de estrela. Produz-se um microssangramento e criam-se orifícios minúsculos na pele que se fecham em minutos, sem deixar marcas na epiderme. O sangramento cessa após alguns minutos e o vermelhidão desaparece após algumas horas. Portanto, a pessoa não precisa afastar-se de suas atividades diárias e pode realizar o procedimento até mesmo no verão, se não for associar outro tipo de tratamento. Os resultados são percebidos após dois a três meses, uma vez que o ‘amadurecimento’ do novo colágeno é um processo lento. Espera-se melhora de 70% a 80% após duas a quatro sessões. É recomendável intervalo de seis a oito semanas entre elas, quando se observam os resultados. Como todo procedimento estético disponível no mercado, o microagulhamento também possui restrições sobre quem pode realizar o método. O tratamento não deve ser feito em áreas do corpo com infecções e em pacientes com tendência à formação de queloide. Por isso, o procedimento deve ser feito no consultório dermatológico, onde o dermatologista possa avaliar as condições clínicas do paciente e saber se é possível aplicar esta técnica.

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Até que o divórcio nos separe! Atualmente é de difícil aceitação que alguém se case já com pensamento em divorciar-se... mas, toda a cautela na hora de contrair matrimônio sempre é bemvinda, especialmente se tomarmos por base que o casamento nada mais é do que um contrato entabulado Tânia Arbo entre duas pessoas. É evidente que no momento de um Advogada divórcio/separação os casais encontram-se, na maioria das vezes, extremamente desgastados, especialmente pelos motivos que lhes conduziram ao fim do relacionamento. Esquecem-se, todavia, que antes mesmo da celebração do casamento poderiam ter deixado registradas e em plena vigência cláusulas que antecipariam e preveniriam novos desgastes ao final turbulento de um relacionamento matrimonial. Mais ainda. Poderiam, até mesmo, relativizar disposições legais sobre os deveres conjugais e afins, o que resultaria, quem sabe, em uma melhor convivência conjunta. Para tanto, bastaria a confecção mais minuciosa do pacto antenupcial. É bem verdade que pouco se trabalha no âmbito do direito de família, e menos ainda se tem popularizado, a conduta de se confeccionar um pacto antenupcial que possa, ao mesmo tempo, exteriorizar a vontade dos nubentes na escolha do regime de bens do casamento (característica precípua)e, ainda, prever situações específicas que ocorrerão durante o relacionamento matrimonial e em eventual divórcio/separação do casal (característica secundária). Em verdade, o pacto antenupcial traduz-se em exteriorização prévia da autonomia da vontade dos nubentes, vinculando-os ao nele contido. É indiscutível, de outro ponto de vista, que esta autonomia da vontade do casal encontra-se limitada por normas cogentes (de observância obrigatória), dispostas na lei, pois, uma vez ignoradas ou violadas, acarretariam a nulidade/invalidade do pacto. Cita-se, como exemplo, a disposição no pacto sobre dispensa de mútua assistência, sustento, guarda e educação da prole. Não nos pareceria lógico que a lei possibilitasse tais atitudes, motivo pelo qual são evidentemente nulas tais disposições. De outra banda, a nulidade não estará presente, portanto, sendo considerado plenamente válido o pacto que dispensar, por exemplo, a obrigatoriedade/dever de coabitação do casal, fixando alimentos (pensão) em caso de divórcio que serão devidos em favor de um dos nubentes/cônjuges, entre outras situações pontuais que evitarão um litígio, e consequentemente desgaste futuro. No que tange ao direito patrimonial, por se tratar de direito, em tese, disponível, poderá ser amplamente trabalhado na escritura pública do pacto antenupcial, dispondo sobre participação dos cônjuges em bens particulares; criando um regime de bens diferente daqueles previstos em lei desde que não contrariem normas cogentes; disposição sobre eventual partilha/guarda de animais de estimação (bens semoventes); enfim, são várias as possibilidades dos nubentes preverem no instrumento prénupcial, que, em sua maioria, auxiliarão e, até mesmo, poderá diminuir as tensões em eventual divórcio/separação. Lembro, por fim, que obrigatoriamente o pacto antenupcial deverá ser redigido através de escritura pública e somente produzirá efeitos (será eficaz) se o casamento for celebrado no prazo de 90 (noventa) dias.

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Travessa Lino Amaral, 300 - Sala 4 Ijuí-RS - (55) 3333.5670 email:taniabap@mksnet.com.br


Ana Guasque A arte e a criação são características que acompanham Ana Guasque desde criança, formando sua carreira e abrindo novas possibilidades cênicas a cada espetáculo, a cada atuação, a cada interpretação. Formada em Arte Dramática pela EAD/USP de São Paulo/SP, ela também estudou no Departamento de Arte Dramática da UFRGS de Porto Alegre. Natural de Porto Alegre, Ana Guasque iniciou no ballet clássico aos 4 anos. Estudou dança moderna, contemporânea, contato improvisação, além de diversos outros cursos de interpretação (também para câmeras de TV e cinema), com professores e artistas brasileiros e estrangeiros, iniciando sua carreira profissional aos 15 anos, em Porto Alegre. Aos 19 anos, ao mesmo tempo em iniciava a graduação em Arte Dramática na UFRGS, começou a dançar com a Ânima Cia de Dança, de Eva Schul. Dançou nos espetáculos: “De 1 a 5”, “Real-Ações”, “Missa crioula”, “O convidado”, “Catch ou como segurar um instante”. Em dezembro, ela veio a Ijuí protagonizar outro momento marcante de sua trajetória - o lançamento do livro “Victória – Uma saga italiana no interior do Rio Grande”, sua estreia na literatura. Trata-se do relato romanceado da vida de sua bisavó, fundadora do município de Chiapetta. Por Cláudia de Almeida

O que a levou a se aventurar no mundo da literatura? Para contar a história da mulher que fundou a cidade de Chiapetta, Victória, minha bisavó. O livro envolve a imigração italiana, alemã, as revoluções, a saga do ouro, da agricultura, a saga da terra e do gado. Vivo momentos especiais com esse livro, com os familiares. Foi interessante fazer essa pesquisa histórica e usar das minhas habilidades de atriz, nas emoções, e das minhas habilidades de dançarina, no ritmo, para escrever essa história. O que o leitor encontra sobre Ijuí no livro Victória? Falo muito de Ijuí no livro. Minha avó, Tomázia, foi uma mulher pioneira, à frente de seu tempo, que foi dona de seu próprio negócio em Ijuí, uma escola de datilografia chamada Escola Chiapetta. Fiquei emocionada ao encontrar em Ijuí, um ex-aluno da escola dela, o Celito Costa Beber. Ele me relatou que graças ao curso feito na escola de datilografia de minha avó Tomázia, ele conseguiu seu primeiro emprego, há mais de 50 anos.

Quem é Victória para você? Victória rompeu paradigmas no seu tempo. Todos os personagens do livro, que são pessoas reais, me exigiram muita pesquisa, estudos, leituras de teses e artigos, durante os dois anos que levei para escrever. Sabendo a história de nossos antepassados, aprendemos coisas sobre nossa trajetória. Antes de escrever eu era uma pessoa, hoje sou outra. Cheguei a ficar 36 horas direto em frente ao computador, pesquisando, escrevendo. Tudo foi minunciosamente elaborado. Pesquisei em centenas de materiais históricos e documentos, além de inúmeras entrevistas com pessoas da família de Victória, bem como moradores antigos da cidade.Tudo exigiu muita entrega, me acrescentou muito como pessoa. Na sua carreira de atriz e bailarina, você já recebeu muitos prêmios. Quais foram? Como atriz, fui convidada pela União Brasileira dos Escritores, para declamar poemas na entrega do Prêmio Rosa de Píndaro

da UBE, na Academia Brasileira de Letras. É uma das coisas que mais gosto de fazer, por isso resolvi declamar trechos do meu livro, em meio a dança, no lançamento do livro em Ijuí. Em outras oportunidades também fui indicada duas vezes ao Prêmio Açorianos de Melhor Bailarina no Rio Grande do Sul, tive um espetáculo de própria autoria indicado ao Prêmio de Melhor Espetáculo. Participei de um filme de curta metragem, que foi vencedor do Kikito no Festival de Gramado. Também tive participações em duas novelas da Rede Globo.

Antes de escrever, eu era uma pessoa, hoje sou outra.

Você recebeu incentivo de nomes consagrados, como o da atriz Fernanda Montenegro. Como foi? Em uma das conversas com a atriz Fernanda Montenegro, eu comentei sobre o livro. Não imaginei que receberia um apoio imensurável. Ela disse que o Rio Grande do Sul é o único Estado do Brasil que se preocupa em guardar suas memórias, a história de seus antepassados. >> STAMPA | 15


Eu concordo plenamente. Sabendo da história de nossos antepassados, sabemos fazer nossas escolhas, compreender coisas de nossa trajetória, das nossas famílias, tios, irmãos... Tudo passa a ser compreendido. Passamos a ter um olhar histórico ao conhecermos a história de nossa região.

Ana dançou e interpretou trechos de seu livro, durante o lançamento na loja Nadine Dubal

É uma história que acompanha meu imaginário desde a infância. Senti que precisava ser registrada para não ser esquecida.

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A apresentação do livro é assinada na orelha da capa pela atriz Rosi Campos. Como foi contar com esse incentivo? A Rosi Campos me incentivou a escrever o livro quando ainda era uma sementinha de ideia. Foi aí que uma grande amizade surgiu e a Rosi acompanhou todo o processo e desenvolvimento da minha obra. Eu a conheci ela em 2006, quando morava em São Paulo e na ocasião contei toda a história de Victória pra ela e dos meus planos de relatar tudo em um livro. E ela me estimulou a contar, a escrever, dizendo que a história era muito bonita e precisava ser contada. Nesse momento nossa amizade começou de forma engrandecedora para ambas, e quando terminei o livro, após dois anos, ela escreveu um texto de apresentação da obra que figura a orelha e a contracapa do livro. Ela esteve comigo na Feira do Livro de Porto Alegre, me apoiando durante os autógrafos. Ela está comigo o tempo todo. Seu incentivo foi um dos mais importantes nesse processo de escrita da história de Victória. Como surgiu essa paixão de escrever e contar a história de seus antepassados? A ideia surgiu devido ao fato de que é uma história que acompanha meu imaginário desde a minha infância. Eu escutava as histórias contadas pela minha avó e num determinado momento eu senti que era uma história que precisava ser registrada de alguma forma, para não ser esquecida. Então, fui em busca dos fatos históricos, de estudar, entender a história que envolvia toda essa narrativa. Utilizei dos meus recursos de atriz e bailarina, para escrever a obra. Foi um desafio e um processo criativo muito bonito e bastante transformador. Valeu muito a pena escrever sobre essa mulher forte, à frente de seu tempo, a mulher que fundou Chiapetta. A cidade partiu dela. Quais os próximos passos de divulgação do livro? O livro está à venda na Livraria Cultura e na loja de Nadine Dubal em Ijuí, e também em alguns

pontos de Chiapetta. Vamos fazer o lançamento no dia 8 de março na Livraria Cultura, no Rio de Janeiro, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, e no dia 11 de março, lançamento na Livraria Cultural do Conjunto Nacional, em São Paulo, na Avenida Paulista, no coração do Brasil, no centro do País. Estaremos contando a história aqui da nossa região, do município de Chiapetta, bem como de Ijuí, que falo bastante no livro. É um romance histórico, escrito de forma envolvente. O leitor tem a sensação de estar em um filme. Você pretende seguir escrevendo? Que planos tem? Depois desse livro não pretendo parar mais de escrever. Estou começando tradução de uma obra de William Shakespeare. Farei um monólogo de um texto feminino dele, teremos muitas surpresas boas pela frente. Em 2015 estive nas novelas Boogie Oogie e Sete Vidas. Possivelmente, retorno na novela Totalmente Demais, onde fiz uma participação. Já estou com outro livro quase pronto, mas ainda é segredo. Quero continuar na divulgação do livro Victória que está me rendendo muitos frutos e resultados enriquecedores. Essa foi sua primeira experiência artística em Ijuí? Em 2004, eu estreei um espetáculo em Ijuí, no Sesc, chamado Comédia dos Amantes. Me apresentei aqui primeiro, e depois fiz a estreia em Porto. O público de Ijuí é muito receptivo, a casa estava lotada. Foi muito bom, muito especial. Quero voltar com outros trabalhos.

Com a amiga e principal incentivadora, a atriz Rosi Campos, no lançamento do livro em Porto Alegre


Sua melhor refeição está no Restaurante Saideira Café Bar

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Restaurante Saideira Café Bar, há quatro anos em Ijuí, é uma ótima opção para os que gostam de fazer de uma refeição um momento de prazer, pois dispõe de um cardápio variado, para você escolher o que melhor lhe agrada. Atualmente o Saideira possui buffet ao meio-dia, com cardápio amplo de 17 tipos de saladas e 14 pratos quentes, e à noite trabalha à la carte, com xis, porções de petiscos saborosos e um delicioso Chopp Brahma. O Restaurante Saideira também é uma ótima opção para eventos fechados, ou até mesmo para um happy hour com os amigos, por isso não perca tempo e faça a sua reserva. O restaurante Saideira funciona de segunda à sábado, com buffet livre e por quilo, das 11h15 às 14h, e à noite, com petiscos das 17h30 à meia-noite. Conheça o amplo espaço do Restaurante Saideira Café Bar na Rua 15 de Novembro, 366 - Galeria Espaço Nobre, fone: 3333-5584.

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Centro de Estética Canina

na Clínica Palharini

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uem costuma levar seu cachorro ou gato a um pet, pelo menos uma vez na vida, já passou por uma experiência negativa com banho, tosa ou estética em geral. Porém, com a Clínica Veterinária e Petshop Palharini você pode ficar tranquilo, pois o seu animalzinho receberá o melhor tratamento, desempenhado por veterinários e profissionais especializados. A Clínica Veterinária Palharini dispõe de amplo espaço de estética canina, ambiente climatizado todo de vidro, oferecendo acesso visual para o dono acompanhar todos os processos, oferecendo segurança e conforto. A empresa se preocupa com os cuidados de limpeza dos materiais, utilizando toalhas individuais, garantindo a saúde do seu pet. As tosas são realizadas em conformidade com o padrão racial ou gosto do cliente. Nos banhos são utilizados xampus neutros especiais, além de antipulgas e xampus dermatológicos quando necessário. No ambiente de estética os animais também podem desfrutar de banhos de creme e brilho e colônias importadas, e recebem limpeza nos ouvidos e corte de unhas. Deixe seu animalzinho lindo, cheiroso e macio, para aproveitar a chegada do novo ano. O horário de funcionamento do banho e tosa é de segunda a sábado, das 8h às 18h30, mediante agendamento, com busca/entrega na residência. A Clínica Veterinária também possibilita a hospedagem do animal. Visite e aproveite as opções da Clínica Veterinária e Petshop Palharini, na Avenida Getúlio Vargas, 215, bairro Sol Nascente, fone: 3332-6703.

Modernidade é o lema da Óptica Wolff

ste ano a Óptica Wolff completa 14 anos, seu compromisso desde o início foi oferecer para este mercado diferenciação na qualidade das armações, lentes e dos profissionais que atuam na loja. A Óptica Wolff busca manter-se sempre atualizada, principalmente no que tange à tecnologia, a recente aquisição de mais um aparelho,o Visoffice2,trouxe uma fantástica experiência para os clientes, realizando todas as medidas Fisiológicas e Comportamentais, além de demonstrações que facilitam muito a escolha de quem compra lentes com qualidade. A Óptica fez a ligação deste fantástico aparelho com o laboratório e suas máquinas de precisão, deixando à vista de todos, permitindo que os clientes assistam à produção dos seus óculos. “Trouxemos para o interior do Estado uma tecnologia mundial para agradar ao máximo nosso cliente e isso nos causa muito orgulho”, ressalta o proprietário Mário Afonso Jung. Hoje, os técnicos em óptica da Wolff não necessitam ficar de um lado para outro usando uma porção de aparelhos e uma régua, para obter as medidas necessárias sem o erro humano, pois as modernas lentes digitais necessitam muitas medidas e, portanto, este aparelho é essencial. A Óptica Wolff está completamente preparada e atualizada para lhe entregar o melhor produto com rapidez e segurança, facilitando seu dia a dia. Se você ainda não conhece, faça uma visita e conheça os serviços disponibilizados

A Óptica Wolff tem laboratório próprio com máquinas de precisão


Brasdiesel Ijuí

recebe prêmio mundial no Top Team

Btec, equipe da Brasdiesel Ijui: terceira melhor do mundo

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mês de dezembro vai ficar marcado para sempre na memória da Btec, equipe da Brasdiesel composta pelos mecânicos Carlos Fösch, Felipe Fogaça, Marcelo Bueno, Neilson Goi Freitag, do coordenador de Processos André Decker e do técnico Igor Menegol que se consagrou como a terceira melhor equipe de Serviços da Scania no mundo. A Btec disputou a final do Top Team, evento que visa escolher a melhor equipe de serviços Scania do mundo. A final deste ano aconteceu na Suécia, com equipes de 12 países. A trajetória iniciou quando o time da Casa Scania Brasdiesel, de Ijuí, venceu a etapa nacional do Top Team, em março, e se classificou na disputa regional entre times da América Latina e África do Sul, esta etapa aconteceu na Argentina, em maio. Após meses de dedicação e uma intensa agenda de treinamentos, que possibilitou ao time voltar para casa com um troféu conquistado, que foi motivo de orgulho para a concessionária, sendo uma premiação inédita para a Scania Brasil, pois é a primeira vez que uma equipe das Américas chega a esta etapa. O Top Team contou com a presença de 60 países e oito mil profissionais envolvidos durante toda a duração das etapas da competição. A Scania, que tem origem sueca, possui fábrica no Brasil. A Scania Brasil fabrica para o País e exporta seus produtos mundialmente. A Brasdiesel é a primeira Concessionária Scania do Brasil, com matriz em Caxias do Sul e filiais em Lajeado, Ijuí e Garibaldi. A empresa investe em treinamento dos funcionários, dispondo atualmente de um Centro de Treinamento na Matriz em Caxias do Sul.


No casamento da irmã Lívia: com ela, a mãe Maria de Lurdes, o pai Alencar, Frederico, e a namorada Aline

Com Aline, em João Pessoa, na Paraíba, e no show de Paul McCartney, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília

Vocação para os números F

Ele desistiu da Medicina para se dedicar à paixão pelos números. O ijuiense “emprestado” Frederico Hartmann de Souza se tornou economista, e hoje atua na Secretaria dos Portos, em Brasília

rederico Hartmann de Souza, 35 anos, é natural de Pelotas, mas aos seis meses de idade veio morar em Ijuí com os pais e aqui permaneceu até os 14 anos. Atualmente, mora em Brasília, e atua na Secretaria de Portos. “Porém, me considero ijuiense de coração. A cidade onde passei toda minha infância e começo da juventude”. Frederico é filho dos médicos Alencar Bernardi de Souza e Maria de Lurdes Hartmann de Souza, que vivem em Ijuí, e irmão de Lívia Hartmann de Souza, que também é médica e mora em Porto Alegre com seu marido, o médico Mário Barcellos. “Além disso, meu grande amigo de infância, o advogado Paulo César Girardi, vive em Ijuí até hoje. Tenho muito orgulho de ser amigo dele”. A futura esposa Aline Nascimento também mora em Brasília. “Temos planos de nos casar em breve. Sua família é muito querida e me acolheu como um filho aqui em Brasília. Conheci a Aline, por intermédio de sua irmã Alaís, de quem fui professor na Universidade de Brasília”. Em Ijuí, Frederico estudou na EFA. Aos 14 anos foi morar em Porto Alegre para cursar o Ensino Médio e se preparar melhor para o vestibular de Medicina, que iria enfrentar logo adiante. Foi aprovado para a faculdade de Medicina da UFRGS. Cursou até o 3º semestre. “Mas desde os 14 anos de idade, eu ficava impressionado com as ciências econômicas. Foi o ano de lançamento do Plano Real, e eu procurava ler ao máximo sobre o assunto. Instigava-me muito compreender porquê o Brasil era um país pobre e tão desigual, porquê tínhamos hiperinflação, e o que significavam aqueles debates acalorados que tanto via. Então, durante o 3º semestre tomei uma decisão que mudaria minha vida: decidi trocar o curso de Medicina, pelo curso de Economia na UFRGS”, conta. Frederico se orgulha por ter sido bolsista de pesquisa do professor Marcelo Savino Portugal, um dos maiores economistas do Brasil. Também foi estagiário do Banco do Brasil. Após a graduação de Economia, trabalhou um tempo no setor bancário. Realizou a prova da ANPEC para cursar mestrado em economia. “O melhor curso que fui aprovado foi o da Universidade de Brasília (UNB), por isso decidi vir para a capital federal, estudar. No mestrado em economia na UnB, recebi uma bolsa de dedicação

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exclusiva, e passava os dias estudando, de 8 a 10 horas por dia. A herança desse tempo foi muito conhecimento e uma hérnia de disco. Mas faz parte da vida (risos)”. Terminado o mestrado em Economia na UnB, ele foi ser assistente de pesquisa no IPEA e professor substituo na UnB. No Ipea teve a participação de um importante artigo, sobre o setor portuário brasileiro, que foi publicado por jornais de todo mundo. Após essas duas experiências, foi trabalhar na iniciativa privada, na Confederação Nacional dos Transportes. Lá também teve o prazer de participar de importantes trabalhos e análises, que contribuíram, assim como a UnB e o Ipea, para deslanchá-lo como profissional. “Após essa experiência, decidi estudar para concursos, tendo sido aprovado em 1º lugar no concurso público para economista na Secretaria de Portos, aqui em Brasília, onde trabalho desde novembro de 2014. Na secretaria também participei de importantes trabalhos, especialmente com análise de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para obras portuárias”. Na Secretaria de Portos (SEP), Frederico ocupa o cargo de economista na Secretaria de Infraestrutura Portuária, que funciona dentro da SEP. Realiza, sobretudo, pareceres e análises relacionadas com investimentos portuários no País. Por exemplo, se há uma proposta de se realizar a ampliação de um píer de atracação, ou a construção de um novo berço, ou mesmo de um novo porto, é Frederico que faz a análise econômica do projeto. Ele verifica se há demanda para a proposta, ou se a demanda futura projetada é realista, se o volume requerido de recursos públicos é adequado para a obra, se de fato o empreendimento vai auxiliar e contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região e do País. “Minha análise é essencialmente técnica, no sentido de garantir que o interesse público seja alcançado, e que a obra seja realizada ao menor custo possível, e que traga o maior benefício possível também. Devemos sempre respeitar o uso do dinheiro público, pois possui elevado custo de oportunidade. O desperdício de dinheiro público significa que deixamos de utilizar esse dinheiro para retirar crianças das ruas, para melhorar a saúde e a educação de nosso povo”, finaliza Frederico.


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Mais imagens da noite festiva em que brindamos o final do ano com profissionais e empresários, em evento patrocinado por Sponchiado, Engenter Engenharia, Centro de Eventos Valle Verde, Kika Moda Íntima, Bem Nattural e Educare Educação Infantil. Foi nos cenários do Centro de Eventos Valle Verde, decorados por Líbera Marin, dia 27 de novembro. Fotos de Miguel Aguiar e Mateus Mittsuo

Renato e Elaine Arais

Daniel e Sandra Ceolin

Sergio e Tania Arbo Persich

Maria Joice e Clovis de Jesus

Edemilson e Daiani Fabrin

Silvia Busnello e Romeu Etgeton 22 | STAMPA

Luciana Menegone Roberto Homrich

Vinicius e Líbera Marin


Maria da Graรงa, Haraldo Sergio e Daniela Roehrs

Daiane Schmidt

Camila Eickhoff Kerber

Dulce e Mario Rocha

Michele Oppermann Lopes

Lena Frick

Terezinha Tolotti

Larissa Pettenon

Araci Coppetti e Malvina El Ammar

Eliana Burtet, Dalva Verri e Taciana Schwanke STAMPA | 23


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1. A anfitriã Nadine Dubal, a escritora Ana Guasque e Eliana Chiappetta no lançamento do livro Victória 2. Viviane e Ronaldo Ferretti na festa de final da ano da Unimed, no Centro de Eventos Moinho Velho, em Panambi

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3. Matheus Ferreira e Jaison Lima são os novos integrantes do Rotary Clube Ijuí que tomaram posse em novembro 4. Nosso Modelo da Capa 2014 Eduardo Macuglia está entre os sete homens mais bonitos do Estado e vai para a final do Mister Brasil 24 | STAMPA

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5. Luisa Iserhard e Claudia Costa Beber em ocasião de lançamento de moda na Incógnita

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7. Marilia Fleck Neis deu a Ijuí uma nova e cheirosa opção, o Emporio Essenza, com produtos naturais para o corpo e a casa 8. A gerente da CarHouse Toyota em Ijuí Marisa Felippe apresentou a nova Toyota Hylux 2016 em uma noite festiva, em novembro

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6. Ana Guasque, autora do livro Victória, autografa exemplar para a presidente Julieta Sandri em evento da BPW Ijuí, na Glasnost

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9. Os 44 alunos do Terceirão do Ceap que se despediram da escola em novembro 10. Airton e Ana Rolin experimentando o cardápio da Cantina Sapore D’Itália 11. Edite e Raul Porciuncula no Baile nas Estrelas, do Clube Ijuí

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12. Integrantes da Casa da Amizade da região de Ijuí se encontraram no final de novembro para uma tarde de integração 13. Diego Coimbra, a presidente da Associação Médica do Noroeste Márcia Eifler, e Guajará e Olvania Oliveira, durante confraternização de final de ano da entidade, na Recreativa 14. Anelise Erig com a filha Carla na comemoração de final de ano da BPW Ijuí

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15. Os formandos de 2015 do Ensino Médio do CSCJ STAMPA | 25


Leandro Roberto Oss Zambon e Liliane Lucca Jiorgio Bela cerimônia de casamento sobre as águas do Guaíba, na Capital O Cais do Porto, em Porto Alegre, no entardecer de 12 de dezembro, foi o cenário escolhido pelo casal Liliane Lucca Jiorgio e Leandro Roberto Oss Zambon para celebrar sua união matrimonial. O momento especial foi vivenciado a bordo do barco Cisne Branco, ao lado dos filhos Natália, Miguel e Djovanna e na companhia de familiares e amigos. Liliane é filha de Isolda Josefina Lucca e Antônio Sérgio Oliveira Jiorgio e Leandro, do casal Shirley Teresinha Oss Ceratti e Marino José Zambon (in memoriam). A comemoração foi realizada durante um passeio no barco Cisne Branco, pelo rio Guaíba. A organização da festa ficou a cargo da Party Time Eventos, de Eliane Cardoso Chaves, e a noite teve a bela atuação do violinista Bruno Esperon e do músico Patrick Pianesso. O médico Leandro Roberto Oss Zambon é presidente da Unimed Noroeste/ RS, atuando profissionalmente em Três Passos.

Leandro com a mãe Shirley

Sabrina Mallmann Fotografias Barco Cisne Branco, local da recepção aos convidados

A noiva chega com o pai Antônio Sérgio

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Violinista Bruno Esperon


Leandro e Liliane com os filhos Natália, Miguel e Djovanna

Padrinhos: Derli e Rina

O casal no interior do navio Cisne Branco, local da recepção

... Evandro e Elisete

Os noivos com convidados: Rogério e Leda Souza, Samir e Elizabete El Ammar, Fernando Mafalda e Angela Florêncio

... Diego e Diana

... e Tiago e Fernanda

Com Elisete, Natália, Djovanna, Jaqueline, Evandro, Shirley e Miguel

O casal com os padrinhos e os filhos

Com Américo e Luci Machado, Tiago Borsatto e Leticia Machado, Gabriel Machado e Shana Vendruscolo

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Priscila Luisa Walter e Szilárd Teszár Ijuiense se casa com húngaro em um belo castelo em Budapeste

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o entardecer do dia 6 de junho de 2015, em pleno verão europeu, a ijuiense Priscila Luisa Walter disse sim ao amor de sua vida, o húngaro Szilárd Teszár. A cerimônia foi celebrada no Castelo Vajdahunyad Vára, em Budapeste – Hungria, cidade natal do noivo. O memorável acontecimento foi vivenciado pelos pais Kurt e Dirce Walter e Katalin Teszár e József Álló, familiares e amigos do casal. A belíssima cerimônia foi realizada em três idiomas - inglês, húngaro e português. Os padrinhos dos noivos foram os amigos húngaros Gábor Krasznai, Tibor Orosz e Krisztián Terén, e as irmãs da noiva Lisiane, que foi de Ijuí, e Juline Walter, que atualmente está cursando doutorado na Holanda, e sua amiga ijuiense Jamile Martel. Também presenciaram a cerimônia o irmão da noiva Lucas e esposa Daniele Walter, residentes em Erechim, seus sobrinhos Pedro Walter Meneghini, Bruno Walter Fonseca e a aia Isabella Walter, o irmão do noivo András e esposa Csilla Teszár. O momento inesquecível teve cenários encantadores no interior do Castelo Vajdahunyad Vára. A cerimônia matrimonial foi celebrada no jardim interno do Castelo, com decoração organizada pela noiva e pela equipe de Orsolya Dávid. Todos os momentos emocionantes da festa foram eternizados em fotos e vídeos pela equipe da empresa Artphoto. Em destaque, as lindas imagens registradas do casal nos arredores do Castelo, parque Városliget, próximo da Praça dos Heróis, em Budapeste. Após a cerimônia, foi servido um delicioso cardápio, escolhido anteriormente pelos convidados. O jantar foi embalado por um encantador conjunto de violinos húngaros, que continuou animando a festa, juntamente com o DJ, escolhido pelo noivo. Em um momento ímpar, o casal apresentou uma animada coreografia. Após o casamento, o casal e familiares curtiram momentos inesquecíveis por Budapeste, Paris e Dublin - Irlanda, residência dos noivos, que ainda farão sua viagem de núpcias neste mês para as Ilhas Canárias – Espanha.

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Família da noiva

Pais da noiva

Família do noivo


Gabrielle Antunes Seibert Em sua inesquecível noite dos 15 anos

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o dia 19 de dezembro de 2015 aconteceu a tão sonhada festa de 15 anos de Gabrielle Antunes Seibert, no Lions Clube de Ijuí. Gabrielle é filha de Rogério Roberto Seibert e Carmen Antunes. A noite emocionante teve a bela decoração de Carmen Valentini, com motivos de Cinderela. Gabrielle, com vestido exclusivo de Lauro Lohmann, dançou a valsa Cinderela com o pai, Rogério Seibert, e o príncipe, Vitor Borgmann Riethmuller. O bufê ficou a cargo de Sabor e Arte, de Dionéia Butinger, a animação de EGB Som & Luz, os registros fotográficos a cargo de Fotos Gilberto e filmagem por Rodrigo Nora. O cerimonial foi conduzido pelo casal Paulo Schott e Denise Centofante. Para compor seu book fotográfico, Gabrielle posou para as lentes de Henrique Fabrin e Paloma Massafra, na cidade do Rio de Janeiro, em Copacabana e Petrópolis.

Com os pais Rogério e Carmen

Com a mãe Carmen Antunes

Valsa com o pai e com o príncipe Vitor

Com a madrasta Naiana Bueno e o pai Rogério

Com os amigos Tayná, Vitor, Emanuelle e Milena ...

... e Emanuelly, Vitória, Mariele, Luísa, Brenda e Lucas

Com a avó Cleocil Seibert

Cerimonialistas Paulo e Denise STAMPA | 29


Noite de despedida

Na Glasnost

Leonardo Silveira e Mariele Augustin

Larissa Valduga e Douglas Tessaco

A presidente Narda com o esposo Adauto Pissinin na noite de despedida de sua gestão

Foi em grande estilo que a presidente do Clube Ijuí Narda Pissinin se despediu de sua gestão na noite de 5 de dezembro, no Jantar e Baile das Estrelas. Após o jantar, um grupo de danças da Academia Movimento se apresentou ao som da música Thriller, de Michael Jackson, seguido de uma apresentação de jazz com Renan Diniz, interpretando a música Valerie, de Amy Winehouse. Homens de Baile e Cassiano Scheer tocaram até as 4 horas da manhã, assegurando o sucesso da última noite festiva do ano e da diretoria presidida por Narda Pissinin.

Carlos e Maria Alzira Ferreira Caroline Baumkarten e João Pedro Almeida

Show especial: grupo de dança da Academia Movimento, com o hair stylist Renan Diniz cantando Ana Schwaab e Romeu Mallmann

Alessandro Soares e Francielly França

Milton Hermel e Irene Sloczinski

Andréia e Alexandre Machado

Patrícia e Eduardo da Rosa

Carlos e Lori Baldissera


Valle Verde: aqui sua festa é completa A

lém de toda infraestrutura e espaço diferenciado, o Centro de Eventos Valle Verde também produz o mais variado buffet para todos os tipos de evento, desde pratos campeiros, como churrasco e costelão, passando pelos versáteis petiscos, sopas e requintados pratos. Tudo de dar água na boca! O atendimento também é diferenciado. O Centro de Eventos Valle Verde conta com uma equipe altamente qualificada e treinada para personalizar cada evento. Atuando no ramo de festas e eventos em geral, presta aos seus clientes os serviços de casamentos, churrascos, cafés da manhã, formaturas, bodas, aniversários, festas infantis, almoços, jantares, festas de 15 anos e reuniões empresariais. O Valle Verde oferece espaço ao ar livre para a realização da cerimônia religiosa de casamento e espaço para a festa, com capacidade para até 300 pessoas, e estacionamento amplo. Para as reuniões empresariais, oferece desde o coffee break até o almoço. Tem também campo de futebol 7 para locação, com espaço para churrasco com os amigos antes e depois dos jogos. A estrutura permite a realização de reuniões, cursos, palestras e seminários, unindo o trabalho ao lazer em um espaço seguro e de fácil acesso. Informações podem ser obtidas pelos telefones 8428-0678 e 8118-5411. O Valle Verde está localizado na Linha 3 Leste. Informações também podem ser obtidas através do e-mail faleconosco@valleverdeijui.com.br.

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Na AABB

A Associação Atlética Banco do Brasil promoveu um almoço para marcar a abertura da temporada verão. O dia teve diversas atividades, incluindo concorridas aulas de zumba.

É verão nos clubes de Ijuí

Cristina, Pedro Henrique e Emerson Antunes

Ariel, Luciane e Bernardo Hidalgo

Nelci, Jonas, Janaina, Miguel e Dolmir

Na Recreativa A Sociedade Recreativa fez a abertura da temporada com jantar e desfile de moda produzido por Luiz Carlos Leindecker. A noite teve a música ao vivo de Sandro Dreher.

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Kauê Souza, Maurilio Kessler e Queli Rodrigues

Vanusa e Eloi Winik

Luíza Pedrazzi e Rafael Schneider

Valmir, Rudolfo e Janice Ortmann

João Antonio e Sandra Raquel Cargnelutti


Na Sogi A Sogi promoveu a abertura da temporada com desfile de Kika Moda Íntima, Maria Canela, Mulher Bonita, Cia da Criança e Óptica Wolff, coquetel de Bebidas e Cia e a apresentação oficial das Soberanas das Piscinas 2016 - Nathália Ferrari e Luísa Brust, e a rainha Maria Constanza Cé Erig.

Cláudio e Eli de Jesus

Gilberto José Enriconi e Marisa Regina Soares

Salete e Nilton Lucchese

Soberana Nathália Ferrari, rainha Maria Constanza Cé Erig, soberana Luísa Brust, e a rainha das piscinas 2015 Kaoanne Wolf Krawczak

No Tiarajú

O Jantar de Abertura da Temporada de Verão 2016 do Clube Aquático Tiarajú aconteceu na noite de 12 de dezembro com desfile de modas organizado por Luiz Carlos Leindecker, chegada do Papai Noel e a animação de Cassiano Scheer.

Alan e Rita Bolson

Rainhas Liara de Moura e Pâmela Becker

Jaqueline e o presidente do Tiarajú Paulo Fellippin

Mara e João Carlos Zardin

Fábio Miron e Cristina Brito

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BPW comemorou 10 anos homenageando apoiadores N

a Casa Espanhola, no local onde comemorou sua fundação em 2005, a BPW Ijuí - Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais voltou para assinalar seus 10 anos, em 9 de outubro último. Para marcar a data, a ONG prestou homenagem especial, com a entrega de um troféu alusivo aos 10 anos, a profissionais, empresas e entidades que apoiaram e compartilharam de suas atividades ao longo da década. A agropecuarista Anelise Erig foi a fundadora e primeira presidente da BPW. Também atuaram na presidência da ONG Terezinha Tolotti e Eliana Chiapetta, e a vice-presidente Maria Deckert. A BPW desenvolve atividades de fortalecimento das ações de mulheres nos negócios e nas profissões, e apoia e promove inciativas na comunidade na promoção do bem-comum.

Lideranças da década: fundadora e primeira presidente Anelise Erig, atual presidente Julieta Sandri, ex-presidentes Terezinha Tolotti, Eliana Chiappetta e Maria Deckert

Eliana Chiappeta, em nome de Sementes Chiappetta, recebe troféu de Iara Blochtein

Leandro Correa, do Lar Henrique Liebich, recebe troféu de Anelise Erig 34 | STAMPA

Anelise Erig homenageia reitor da Unijuí Martinho Kelm

Josi Barbi entrega troféu a Joice e Clovis de Jesus, da Bem Nattural. O casal também recebeu homenagem pela Sogi

Vereadora Helena Marder entrega troféu ao casal parceiro Tânia e Alfonso Conrad, de Bebidas & Cia

Eliane Canci, Cecilia Mathioni e Cláudia de Almeida com o troféu entregue ao Grupo Jornal da Manhã

Jussara Pinto, da Óptica Wolff, recebe troféu da colega médica Liliana Raineski

Marco Ferreira entrega troféu a Heloisa Eickhoff, que recebeu em nome da Casa do Produtor


Darci e Terezinha Tolotti entregam troféu à presidente Narda e Adauto Pissinin, do Clube Ijuí

Eliana Chiappetta entrega troféu a Juares Neme da Costa, da Produtiva

Dulce de Pauli, de Kika Moda Íntima, recebe troféu de Nair Albuquerque

Homenagens à lideranças BPW

Sonia Burtet (centro) presta homenagem a Julieta Sandri e sua filha Giovana, da empresa Marca Pessoal

Argemiro Luis Brum recebe troféu do vereador Andrei Cossetin Eliana Chiappetta homenageia Iara Blochtein (D), líder mundial de ecologia da BPW

Gisele e Fabricio Wild, da Mobiliário 21 e Romanzza, recebem troféu de Anelise Erig

Elenir Dummel, da Unnipés, recebe a homenagem de Araci Coppeti Ex-presidente nacional Elisa Malta (E), de São Paulo, é homenageada pela presidente Julieta Sandri Joice e Clovis de Jesus (E), homenageiam o casal Darcy e Terezinha Tolotti, das lojas Itapema

Jane e Aido Dei Ricardi recebem troféu em nome do Shopping JB

Ivete Batista entrega troféu a Amanda Piccoli Ferreira, da Copagril

Ex-presidente nacional Marta Junqueira, de São Paulo, recebe homenagem de Eliana Chiappetta STAMPA | 35


autorretrato

Natural de Tenente Portela, o jovem empresário Adriano Casagrande, 28 anos, está à frente da Dimare, Móveis Planejados, inaugurada no final de setembro. Em Ijuí, ele está desde os 5 anos, quando veio com os pais, os empresários Sérgio e Cleci Casagrande. Adriano é graduado em Administração, com pós-graduação em Controladoria e Gestão Tributária pela Unijuí.

Adriano Casagrande

Um lugar: À sombra de uma figueira Uma conquista: A Dimare Móveis Planejados Um sonho: Ser pai Uma alegria: Estar com os amigos Uma tristeza: Mentiras Uma saudade: Meu avô Quem é chato: Pessoas impertinentes O que me tira do sério: Falta de pontualidade Uma mania: Perfeccionismo Marca pessoal: Exigente

O melhor presente: Minha família Quero ir para: O Caribe Adoraria aprender: A dançar Não vivo sem: Celular Se pudesse, compraria: Um avião Gasto muito com: Lazer Melhor hora do dia: O amanhecer Prazer à mesa: Risotos e carnes Livro marcante: O Monge e o Executivo Som preferido: Sou eclético, toda música tem

seu momento Filme inesquecível: Intocáveis Lazer: Viajar É lixo: Corrupção É luxo: Amigos verdadeiros Homem bonito: Papa Francisco, por sua personalidade Mulher bonita: Minha namorada Se não fosse o que sou, seria: Estou realizado sendo eu Ijuí é: Uma cidade com enorme potencial e pessoas maravilhosas


Réveillon

Saudando o Ano Novo no Aruba

David, Leonardo, Eliane, Maria, Ederson, Rodrigo, Evelise, Lucas e Débora Ana Burtet e Felipe Amaral

Niege, Andreia, Morgana e Alissa

Larissa e Eduardo

Matieli e Uriel

Jeison e Taísa

Herminia e Bruna

Fernanda e Everton

Lisiane, Marlon e Andiara

Fabio, Ana, Maiquel, Debora, Tiago, Mari, Cezar e Sabrina STAMPA | 37


A paixão pelo Fusca fez com que seu Albin o mantivesse intacto, todo original

A Vespa já não funciona mais, mas segue bem guardada na garagem

As raridades do seu Albin Um Fusca 1973 e uma Vespa 1960 são a paixão do aposentado Albin Follak, há mais de 50 anos

N

os altos da Avenida Coronel Dico, em Ijuí, mora o casal Albin, 86 anos e Lucinda Follak, 89 anos. Ali, eles estão desde que se casaram, há mais de 60 anos e saíram do Alto da União, interior de Ijuí. Na casa cercada por muitas plantas, há uma garagem muito bem fechada, onde estão duas grandes paixões de seu Albin: um Fusca 1973, amarelo, original de fábrica, e a Vespa 1960, que ele guarda com muito zelo e carinho. Quando comprou a Vespa, em 1960, seu Albin conta que foi uma das melhores aquisições de sua vida e que com ela já andou mais de um milhão de quilômetros. “O velocímetro parou de funcionar há muito tempo, mas sei que chegou perto dessa quilometragem”. Nos primeiros anos em que os automóveis Volkswagen começaram a aparecer no mercado na região de Ijuí, a antiga firma Alberto Sabo & Irmão, que se localizava na Avenida Coronel Dico, tornou-se revendedora autorizada desses veículos. Na época, o interesse pelos popularmente chamados Fusca era muito grande. Então, os diretores daquela firma, Alberto Sabo e seu irmão Albino Sabo, juntamente com o sócio Hilário Raineski, decidiram promover leilões entre os interessados em comprar um automóvel Volkswagen. Entre os interessados estava seu Albin, que sonhava com o Fusca, deu uma entrada de dois mil cruzeiros e o pagamento do restante do valor levou 65 meses para ser pago, sempre dando lances para que fosse contemplado. “Periodicamente eram realizados leilões e os que ofereciam os melhores lances se habilitavam a adquirir um Fusca. Eu pagava mais

da metade do ordenado na época por mês. Era 230 participantes do consórcio e num primeiro momento saíram 33 sorteados de uma só vez. Eu fiquei em 39º lugar e permaneci por dois anos dando lances”, conta seu Albin. O aposentado conserva até hoje a pintura, o motor original e todo o interior. “Quem entra no Fusca sente até o cheiro de novo. Eu conservo como se fosse minha vida. Ando pouco, não passo de 80 quilômetros por hora no asfalto e na cidade ando sempre cuidando para não bater, não passar em buraco. Mas, mesmo assim, já me bateram algumas vezes, nada que pudesse estragar a lataria original do carro”. Seu Albin relata que o Fusca tem muitas histórias, mas a que ele não se esquece foi quando ficou sem gasolina, coincidentemente em frente a sua própria casa. “Dei muitas risadas pela coincidência, pois o ponteiro da gasolina havia estragado e não tinha como saber o quanto ainda tinha. Andei mais de 200 quilômetros e não abasteci”. Outro fato interessante é que ele não se preocupa somente em zelar pelo seu Volkswagen 1300. Tem guardado toda a documentação relacionada com esse veículo, como os comprovantes dos pagamentos das prestações mensais, manual de instruções para o uso e cuidados com o carro, entre outros. No para-brisa ainda está a numeração original do chassi. “Minhas lembranças nesses dois veículos estão na minha memória e jamais serão apagadas. Valeu a pena a espera, os pagamentos e todo o cuidado. Estou muito feliz por conseguir manter um Fusca original durante todo esse tempo”, finaliza.


Aficionado por

quadrinhos

O professor Tailur possui mais de 23 mil revistas reunidas ao longo de 26 anos

T

A casa de Tailur teve que ser adaptada para receber várias estantes para as revistas

ailur Mousquer Martins, 37 anos, é formado em Ciências Biológicas, com especialização na mesma área. Atua no magistério estadual desde 2002, onde leciona Biologia, Ciências, Matemática e eventualmente Química. Nas horas vagas, nas horas de lazer, sua paixão é colecionar revistas em quadrinhos. São mais de 23 mil revistas, reunidas ao longo de 26 anos. “Iniciei quando estava na quinta série. Surgiu meio que naturalmente, pois desde cedo, adquiri o hábito de estar com livro ou uma revista, e quando no período escolar, era comum o pessoal levar revistas ou fazer trocas. Fui criando amizades na época com estas trocas. Outra coisa que me favorecia eram os sebos na cidade e mais tarde, principalmente, os sebos de Ijuí que foram importantes para mim, pois foram primeiros lugares que eu conseguia exemplares para aumentar a coleção. Isso, principalmente nas antigas Livrarias Candeia e Palmares”. Posteriormente, ele partiu para sebos da Capital, Santa Maria e até outros Estados, tudo antes da internet, que hoje facilita encontrar exemplares para compra e troca com colecionadores. “Durante estes mais de 25 anos colecionando, houve períodos de baixa, conforme os anos iam passando, às vezes eu vendia coleções inteiras, antes consideradas fáceis e hoje se tornaram revistas mais difíceis de se encontrar, principalmente as infantis, pois são difíceis de conseguir em bom estado”. Tailur coleciona todos os gêneros. Marvel, DC, Americanos, Fumetti, Mangá, Infanto-juvenil, Terror e Humor. Além de revistas, ele lê de tudo. “Gosto de tudo que é tipo de literatura, e assim também acumulei uma grande quantidade de livros, não só na área de trabalho, mas também

de literatura de ficção”. Além das revistas e livros, outra coisa que o fascina, e com isso foi acumulando material, é o cinema. Com passar dos anos foi adquirindo VHS, que posteriormente, foram substituídos por DVDs e Blu-rays. “Cinema, literatura e quadrinhos são coisas que estão intimamente interligadas, e não falo apenas nas atuais adaptações, mas sim do processo em si. Desde desenvolvimento do storyboard, que são imagens sequenciais, até a argumentação de histórias por renomados diretores, por exemplo Fellini”. Como ele coleciona diferentes tipos de revistas em quadrinhos, Tailur diz não saber exatamente quais são mais raras, pois varia. “Às vezes existem edições extremamente simples de serem conseguido por algumas pessoas, porém para outras se torna mais complicado, devido aos processos de distribuição do passado. Logo, o que posso dizer que seria difícil ou raro, em outra região, pode haver aos montes”. Revistas como O Lobinho, O Mirim, O Gibi, O Gury, O Globo Juvenil, ainda são aquelas que ele mais têm dificuldade em conseguir, pois fazem parte do início do processo gráfico impresso, e, além disso, fazem parte da historia. “Infelizmente, poucos conhecem a relação, por exemplo, que há entre o desenvolvimento da indústria dos quadrinhos com a televisão. O termo Gibi foi cunhado pelo Roberto Marinho. Assim Chateurbrin, que montou a rede Tupi, também iniciou com revistas em quadrinhos. Porém o homem, que fez com que estes e outros entrassem nesse mercado hoje é desconhecido pela maioria. Chamava-se Adolfo Aizem e foi ele que introduziu os Suplementos nos Jornais, além de quadrinhos, os policiais, esportes e literatura”.


CULTURA

A arte do chimarrão

Obras de Paulo estão incluídas no caprichado Catálogo Arte Cidadã IX

O ijuiense Paulo Roberto Gobo exibiu obras de sua série temática Roda de Chimarrão no Centro Cultural Câmara dos Deputados, em Brasília

E

m 2013, o artista plástico ijuiense Paulo Roberto Gobo deu início à sua primeira série temática, óleo sobre tela, denominada Roda de Chimarrão. As primeiras telas foram confeccionadas no ateliê que fica na casa de seus pais em Ijuí. Os trabalhos do ijuiense já foram conferidos em diversos locais, inclusive no Centro Cultural Câmara dos Deputados, em Brasília, espaço que visa incentivar e divulgar as diferentes formas de expressão artística. Neste ano, a Câmara dos Deputados lançou o catálogo Arte Cidadã IX, composta por 64 obras assinadas por artistas de todo o Brasil, entre eles as do ijuiense Paulo

Roberto Gobo. Ele venceu um Edital de Concorrência Pública, em 2014, onde artistas, produtores e curadores nacionais e internacionais puderam se inscrever para expor no Centro Cultural Câmara dos Deputados. Paulo respondeu ao Edital inscrevendo sua série temática Roda de Chimarrão de óleos sobre tela para mostrá-la em um dos espaços de exposição da Câmara dos Deputados. E ele conseguiu. Em novembro do ano passado suas obras foram expostas, junto ao artista plástico argentino Angel Cestac e mais quatro artistas brasileiros.

Paulo conta que a série Roda de Chimarrão nasceu como resposta a uma vertente de pensamento do tradicionalismo gaúcho expressada em certa ocasião durante uma conversa informal quando um patrão de CTG dizia que nem toda pessoa nascida no Rio Grande do Sul deveria ser chamada de gaúcha, mas de sul-rio-grandense. “Segundo meu interlocutor, seriam gaúchas mesmo somente pessoas que de fato cultivam a tradição gauchesca que implica em usar diuturnamente a indumentária, o linguajar, os utensílios e alguns hábitos, como o de montaria e tiro de laço para o peão, ou a atuação culinária e bordado de ponto-cruz para a prenda, por exemplo. Diante disso, resolvi expressar, em óleos sobre tela que, neste caso, o que me torna gaúcho, a toda minha família e à grande maioria de sul-riograndenses que conheço e convivo é o hábito diuturno e prazeroso que tenho de cevar o mate e oferecer o chimarrão indistintamente a quem me visita, ou de tomá-lo de quem me oferece”. Paulo vem respondendo a editais de concorrência não apenas como resposta, mas pensando em propagar a cultura da sua terra pelo mundo afora, diz. Já expôs esta série em Ijuí e Augusto Pestana, em Cascavel, Paraná, e em Brasília, onde sempre oferece o chimarrão aos visitantes, e também um pacote de erva-mate a quem quiser, como forma de partilhar sua cultura e sua arte.

Vi, li e recomendo Por Elisa Beckmann Ferrazza Gerente da Le Mond

O corpo fala

De Pierre Weil e Roland Tompakow Este livro trata-se de uma verdadeira alfabetização vista por outra ótica, uma iniciação à linguagem corporal. Mostra que através da comunicação não verbal, você diz muitas coisas aos outros, pois nosso corpo é antes de tudo, um centro de informação para nós mesmos. O livro traz várias ilustrações onde é possível identificar a análise de um sorriso, origem antiga dos gestos de hoje, comportamento interpessoal e muitos outros. Uma leitura que ensina de maneira simples, prática e divertida a ler a linguagem inconsciente. Recomendo a qualquer que seja sua profissão ou função, pois todo ser humano tem que lidar consigo mesmo e com os outros.

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À procura da felicidade De Gabriele Muccino

Um grande filme inspirado em uma história real, de um homem simples e batalhador chamado Chris Gardner, interpretado por Will Smith. Chris é um pai exemplar que ganha a vida vendendo scanners de densidade óssea. Na sua trajetória tem muitas dificuldades, entre elas, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Gardner inscreve -se em um programa de estágio em uma conceituada corretora de ações que oferecia apenas uma vaga de trabalho, onde passa por muitas dificuldades, envolto em uma competição disputando com mais 20 candidatos. Nesse meio tempo não tem dinheiro nem para o aluguel, perde seu carro e a partir daí passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite. Este filme nos deixa uma bela mensagem de busca dos nossos sonhos e objetivos, de reflexão sobre a vida e a felicidade.


Perto ou longe, onde vivem ijuienses Ricardo com os pais no Central Park, em Manhatan

Ricardo Macagnan

A família em frente a um dos porta-aviões da maior base naval do mundo em Norfolk, a cidade que Ricardo cursou o mestrado

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ijuiense Ricardo Macagnan é engenheiro de Projetos em uma indústria de papel sintético em Chesapeake, nos Estados Unidos. Todos os dias ele vai de Virginia Beach, onde mora, para o trabalho. Sua ida para os Estados Unidos aconteceu há 4 anos. Em Ijuí ficou o irmão Eduardo Macagnan; os pais Ivo Renato e Maria Beatriz moram em Santa Catarina, e a irmã Camila Macagnan mora na Austrália. Ricardo se formou em Engenharia Elétrica pela Unijuí. Seu trabalho na indústria americana é contratual, ou seja, antes de começar a trabalhar ele recibe um contrato com suas funções e objetivos. “A empresa descreve diferentes projetos em que eu vou atuar e tenho que dar conta até o final do contrato”, conta Ricardo, que também fez mestrado em Engenharia de Sistemas pela Old Dominion University, em Norfolk. De Virginia Beach até Chesapeake são 30 minutos de viagem. No trabalho, ele fica até as 17h, de segunda a sexta. À noite, geralmente vai para academia ou fica em casa, no computador ou TV. “Nos fins de semanas saio com o pessoal do trabalho, ou alguns amigos que fiz durante o Mestrado em Norfolk, que fica a 25 minutos de Virginia Beach, incluindo vários brasileiros, turcos, tailandeses, entre outros. Alugo um quarto em uma casa de homestay aqui, mas pretendo me mudar em breve”.

Morar nos Estados Unidos é completamente diferente do Brasil, conta. O diferencial está na segurança da cidade e na qualidade do ensino público. “Aqui ricos e pobres estão lado a lado, estudando da mesma forma, com a mesma educação. Também ressalto a qualidade e profissionalismo dos esportes nas escolas públicas, onde eles têm todo tipo que imaginar de esporte para praticar, além de clubes de música, artes, engenharia e diferentes oficinas que muitas vezes é tudo que eles precisam para garantir o primeiro emprego”, comenta. Também chama atenção do ijuiense a religiosidade dos americanos. “As famílias vão à igreja todos os domingos e o senso de comunidade é muito mais ativo que no Brasil. Eles gostam também de caçar (veados, esquilos, peru e outros animais) o que é bem estranho.” Ricardo ressalta que americano é viciado em trabalho. “Muitas vezes as pessoas passam a vida inteira sem nem conhecer outro Estado do País deles, quem dera outro País. Eles são muito patriotas, têm bandeira americana por todos os lados, e o hino toca antes até mesmo de jogos escolares do Ensino Fundamental. Jogos de universidades aqui, como futebol americano ou basquete, podem atrair mais de 80 mil pessoas em todos os jogos da temporada, e eles são pagos. É assim que as universidades geram bastante renda para outros programas e pesquisa”.

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O casal nos ares gelados de Glaciar Perito Moreno

Esquiando em FitzRoy

Aventuras no gelo Encarando o frio de lugares ao Sul da Argentina

E

m novembro, o advogado Sandro Binello e sua esposa Luciana Chechi, foram conhecer o Sul da Patagônia. Estiveram em Ushuaia, a Capital da Terra do Fogo; El Chaltén, Capital Nacional do Trekking, e El Calafate, cidade mais próxima do Parque Nacional dos Glaciares. E adoraram a experiência. “Foi mais do que esperávamos ver, principalmente pelo capricho da natureza, pois cada lugar que visitamos era digno de um cartão postal, somado ao fato da organização e logística perfeita. Simplesmente fantástico”, conta o advogado. O casal destaca o trekking no Glaciar Perito Moreno. Em um terreno inóspito, caminharam sobre o meio do Glaciar, por cerca de quatro horas. “Para onde olhávamos a paisagem era de uma planície de gelo com grandes montanhas brancas ao fundo. Nesta caminhada precisamos utilizar equipamentos especiais, além das roupas apropriadas, foram preciso grampos de ferro para as botas e cinto especial para segurança”, comenta Sandro. A Em Fervedouro do Alecrim, eles apreciaram as águas puras e limpas

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aventura é feita somente com guia credenciado, com grupos de no máximo 10 pessoas. É preciso manter um determinado ritmo de caminhada e olhar atento as fendas e sumidouros, pois a sua beleza esconde, em alguns lugares, uma profundidade de cerca de 100 metros, portanto, um acidente naquele local pode ser fatal. “Quando chegamos no centro do Glaciar, tivemos uma parada para lanche, e ali havia uma deslumbrante lagoa de um azul incomparável, foi realmente uma das melhores experiências de minha vida”, afirma Sandro. Experiência marcante também foi o passeio em catamarã, pelos rios gelados, entre icebergs e montanhas de gelo, até os principais glaciares do extremo sul do planeta. O casal também visitou o Lago Escondido e o Lago Fagnano. Nessa região o passeio foi de carro para apreciar a paisagem da região. A gastronomia foi igualmente muito apreciada: “Pratos imperdíveis em Ushuaia, como o centolla merluza negra e cordeiro”, recomenda Sandro. Alfonso na Cachoeira da Formiga

No Lago Escondido

Fascinante Jalapão

O

casal de empresários Alfonso e Tânia Conrad estiveram em Divinópolis, no Tocantins, para visitar a irmã de Alfonso, Iria, que está lá há mais de 25 anos. O casal aproveitou a viagem para visitar um dos pontos turísticos mais fascinantes do Tocantins, o Jalapão. “Como de praxe, pesquisei na internet sobre o Estado e apareceu o Jalapão como sugestão de ecoturismo”, comenta Tânia. Segundo ela, ao pesquisar, havia relatos até mesmo de estrangeiros elogiando as belezas naturais do local, unidade de conservacão e preservação integral à natureza localizada na região leste. A área de cerrado que reúne dunas, vegetação rica e muita água. “Uma vegetação típica e nativa é o capim dourado que os habitantes trabalham em artesanato único. É proíbido tirar sementes, e o capim só é colhido por pessoas autorizadas”, relata Tânia. Lá, eles também visitaram as cachoeiras da Velha e da Formiga, e se encantaram com a água muito limpa que reflete a imagem no fundo. “Em Fervedouro do Alecrim, a água brota do fundo, elevando o corpo da pessoa. As dunas de areia vermelha numa imensidão que parece não ter fim. O pôr do sol nas dunas é lindíssimo. As pousadas e restaurantes muito simples, mas de uma limpeza que encanta, e a comida Com os familiares em restaurante típica é deliciosa. Quem for ao Tocantins não deixe na Cachoeira da Formiga de conhecer o Jalapão”, sugere Tânia.


VIAGEM

Para viver e aprender A Austrália foi a escolha do jovem Alan Bohrer para seu primeiro intercâmbio. Ele ficará até 2017 e planeja muitas aventuras e aprendizados

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lan Bohrer Leal é um recém formado em Engenharia Elétrica. Ele saiu de Ijuí no dia 10 de outubro, com destino a Sydney, Austrália para fazer um intercâmbio em Sydney, após dicas do amigo, também ijuiense, Aiaron Terdiman, que está realizando intercâmbio no local desde abril deste ano, e depois muitas pesquisas sobre os melhores países para realizar intercâmbio e sobre um local em que conseguiria aprender inglês, trabalhar, e viver boas experiências. “Vinha planejando essa viagem há mais de um ano e em outubro cheguei no local escolhido, que foi Sydney, na Austrália. O local tem 4,2 milhões de habitantes e é uma cidade muito organizada, com um transporte público de dar inveja, além de segurança e educação de alto nível”, ressalta. Alan está instalado em um apartamento de estudantes e intercambistas, que vêm de todo o mundo. “Vivo experiências e aprendo coisas diferentes diariamente, pois onde estou morando há brasileiros, australianos, alemães, espanhóis e ingleses, e isso é o mais legal, pois são muitas trocas culturais e aprendizados. Além disso, por estarmos morando no mesmo local, acabamos realizando diversas coisas juntos”. Desde que chegou a Sydney, Alan visitou diversos locais, inclusive foi até um show da banda de metal AC/DC, que ele confessa ser fã desde criança, acrescentando que foi uma “experiência surreal”. Sobre o seu dia a dia, ele afirma que é bem ocupado, pois possui visto de estudante, que por meio dele consegue estudar inglês e trabalhar, para conseguir se manter na cidade. “Eu trabalho como labour, que no caso é um auxiliar de serviços gerais, mas, existem outros diversos trabalhos aqui, como garçom, auxiliar de cozinha, auxiliar de obra, trabalhos de limpeza, e muito mais”. Sydney é a capital do Estado de Novo Gales do Sul, é uma cidade cosmopolita, onde se encontram pessoas do mundo inteiro, sendo a cidade mais populosa da Austrália. Apesar de ser o sexto maior território mundial em extensão, a Austrália tem um pouco mais de 23 milhões de habitantes, e está em constante processo de crescimento. “Em Sydney existem dezenas de praias paradisíacas e atrações diárias em todos os cantos da cidade”. Até o momento o intercambista visitou diversos locais, como o Star Casino, o patrimônio Blue Mountains, praia de Coogee Beach, Darling Harbour (porto central de Sydney), Harbour Bridge (ponte do porto), Maroubra Beach (praia de Sydney), Morisset Park (local de conservação ambiental, onde estão localizados os Cangurus), Olympic Park (Parque Olímpico com 640 hectares, Ópera House (teatro de Sydney) e Bondi Beach (praia na região metropolitana de Sydney) Alan ficará em Sydney até 2017, e até lá ele pretende desfrutar de mais experiências, e conhecer lugares diferentes. “Existem inúmeros lugares para visitar em Sydney e também em cidades próximas, e nos dois anos que virão eu quero aperfeiçoar o meu inglês, continuar trabalhando e vivenciando este lugar incrível”. Entusiasmado com o país, Alan aconselha: “Pra quem está pensando em fazer um intercâmbio pra aprender inglês e gostaria de viver em um país que está sem recessão econômica há mais de 25 anos, é o segundo no ranking de IDH no mundo, com clima muito parecido com o Brasil, praias incríveis e lugares inacreditáveis: ‘Welcome to Australia’!”

Lugar prefeirido de lazer, a Maroubra Beach Com os cangurus do Morriset Park

No Olympic Park para o show do ACDC

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“Sim, eu costumo fazer planos de ano novo. Porém, muitas vezes fazemos planos e planos que não dão certo, por isso eu acho que é preciso definir metas, mas planejar demais também pode atrapalhar um pouco. Normalmente, eu coloco as minhas metas no papel, mas às vezes por alguns motivos não consigo cumprir todas. Para 2016, o meu primeiro plano é sair de Ijuí para ir morar em Porto Alegre, e pretendo crescer financeiramente”. Aline Borgmann, atendente de livraria

ções de lu so e r e r p m u c e z Você fa Ano Novo? “Em 2016 eu quero ser mais feliz, pois acho que se estamos bem e felizes com nós mesmos, o resto adquirimos com mais facilidade. Para que os planos deem certo é preciso ações, é necessário irmos atrás das coisas que desejamos que aconteçam. A única simpatia que eu faço é me vestir de branco, e eu faço isso todos os anos na virada. Para 2016 eu desejo um País melhor, com mais alegrias e satisfações”. Ruan Sklar, estudante

“Meu primeiro plano para o ano que vem é me mudar de cidade, e também me casar. Os planos de Ano Novo se concretizam, mas é preciso se dedicar e ir em busca das realizações. Eu não acredito que as coisas chegam de graça em nossas vidas, e também não acredito em simpatias de Ano Novo. Eu já fiz várias vezes, mas de um tempo para cá parei de acreditar. Eu quero que 2016 seja um ano em que eu possa realizar os meus projetos e que seja um ano bom para mim e para a minha família” . Samir Cigana, servidor público

“Em 2016 meu principal plano é fazer novas amizades, porém também quero ir bem nos estudos, valorizar e passar mais tempo com a família. Para os planos de Ano Novo darem certo é preciso que primeiramente a gente se esforce, pois nada vem de graça. Eu não acredito em simpatias de Ano Novo, e acho que passar o Ano Novo de branco, por exemplo, não vai mudar nada, se nós não mudarmos. Em 2016 eu desejo muita saúde, paz, alegrias, e que os meus planos deem certo”. Karla Cláudia Hedlund – estudante

“Eu tenho diversos planos para 2016, principalmente conseguir um emprego na área de Direito, que estou cursando a faculdade, e também quero através desse emprego começar a adquirir as minhas próprias coisas. Eu acho que os planos de Ano Novo ajudam, porém se nós mudarmos, pois cada ano é preciso se reinventar. Eu acredito em simpatias de Ano Novo, e todo o ano eu costumo realizar alguma. Eu espero que 2016 seja um ano ainda melhor que 2015, cheio de realizações, paz, saúde e amor, e que eu consiga realizar os meus objetivos”. Bianca Ely , estudante 44 | STAMPA

“Eu tenho diversos planos para 2016, e no próximo ano eu quero ter uma estabilidade financeira, e crescer cada vez mais. Os planos de Ano Novo dão certo, mas é necessário realizar um levantamento e focar nas metas que precisam ser cumpridas. Eu listo objetivos, pois todos os meses nós temos objetivos a cumprir, e tentamos suprir essa necessidade. Como eu estou sendo pai, eu espero que 2016 venha com muita saúde e que seja muito abençoado”. Mateus André dos Santos, porteiro


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BOUTIQUE NINAR Carrinho Uran Chicco CASA DO PANO - Tecidos R$ 2.615,45 várias estampas R$ 10,00 o metro

BEBIDAS 24 HORAS Cesta de café da manhã - R$ 148,90

ÓPTICA WOLFF Solar Dolce Gabbana 10X - R$ 160,00

NADINE DUBAL Bolsa Indaiá - 4x R$ 42,50; chinelo Indaiá - 4x R$ 44,75

DECORPORE Blusa rosa R$ 88,40; leg R$ 86,00

FOR MEN Polo Ogochi - R$ 98,00; bermuda R$ 149,00; sunga Lupo - R$ 68,00

PETSHOP PALHARINI Frontline Spray 250 ml R$ 190,00 HYDROLUX Ducha Acqua Storm Lorenzetti - R$ 295,00 DOCE LAR Edredom Hedrons Plush Crocco casal R$ 258,00, em até 3x ou R$ 225,00 à vista

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POCHMANN Relógio Technos troca DIMARE pulseira masculino - 10x Estofado Tironi modelo de R$ 134,40 Lorenzo 10X de R$ 347,00 STAMPA | 45


Humor & Cia

Soldados... Durante a guerra, um piloto americano pergunta ao outro:? - O que você gostaria que falassem no seu enterro, se o avião caísse? - Que eu fui um grande militar e um ótimo pai de família. E você? - Gostaria que dissessem - “olha, ele está se mexendo!”

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Português Dona Maria chega à casa da nora e encontra o filho saindo com as malas, furioso. - O que aconteceu, ó Manuel? - O que aconteceu? Pois aconteceu o seguinte, minha mãe! Fui viajar e mandei um telegrama para a Elsa avisando que voltaria hoje. Chego em casa e o que encontro? Ela aos amassos com um outro sujeito! Nem mandando um telegrama ela me respeita mais! É o fim, estou a ir embora para sempre! - Calma! -pede dona maria. - Deve haver algo errado nessa história. A Elsa jamais faria uma bobagem dessas! Espere um pouco que vou verificar o que se passou. Momentos depois, dona Maria volta sorridente: -Não disse que havia um equívoco, meu filho? A Elsa não recebeu o seu telegrama!

Conversa de jacarés Dois jacarés conversando: - Cara, meu pai está cheio da grana! - Ganhou na loteria? - Não, fizeram uma carteira com ele.

Notas Dois amigos se encontram depois do vestibular: - Como foi nas provas? - Como no Polo Norte. - Como assim? - Tudo abaixo de zero!

Na piscina O segurança do clube se aproxima do sujeito que estava completamente bêbado: - Retire-se imediatamente! - Mas por quê? - o bêbado pergunta, surpreso. - Como por quê? O senhor está urinando na piscina! - Mas todo mundo faz isso? - Sim, mas não de cima do trampolim!

Herdeiro

Inimigo A professora pergunta para o Joãozinho: - Você já decidiu o que vai ser quando crescer? - Eu vou ser soldado. - Mas soldado é muito perigoso. Ele se arrisca numa guerra.. Pode até ser morto pelo inimigo. - Então vou ser o inimigo.

Carnavalesco Dois amigos se encontram: - Você sabia que o Arnaldo está hospitalizado? comenta um deles. - O cara tá mal, parece que nem dá pra reconhecer direito. - Não pode ser! - diz o outro, aflito. - Ainda ontem eu vi o Arnaldo num baile de Carnaval, dançando com um morena linda! - Pois é... Acontece que a mulher dele também viu!

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A tropa está toda aquartelada no forte, quando, de repente, chega o subordinado e diz ao comandante: - General, acabei de avistar um batalhão vindo diretamente ao forte! - São amigos ou inimigos? - pergunta o general. - Olha, eu acho que são amigos, pois caminham todos juntos. - conclui o subordinado.

Um jovem advogado descobriu que herdaria uma fortuna quando seu pai, muito doente, moresse. Decidiu então que precisava de uma mulher para ser sua grande companheira. Assim, uma noite foi para o bar da OAB, onde encontrou a advogada mais bonita que já tinha visto. Resolveu paquerá-la, argumentando: - Eu posso parecer um advogado comum, mas em cerca de um mês ou dois, meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares. Impressionada, a mulher foi para casa com ele naquela noite e, três dias depois... se tornou sua madrasta.

Testando o funcionário No final do mês, o dono da empresa, querendo testar a confiança de um de seus funcionários, colocou R$ 100,00 a mais no seu salário. Passa o tempo e o funcionário não relata nada. Chegando ao final do próximo mês, o patrão resolve retirar R$ 100,00 do salário do tal funcionário. Quando ele recebeu, ficou muito bravo e foi à sala do patrão, dizendo que o salário estava errado. - E por que você não reclamou no mês passado quando seu salário também estava errado? - perguntou o patrão. - É que errar uma vez eu até tolero... mas duas é demais!

ENTRE ASPAS

“Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira: nada se perde, tudo muda de dono.” Mario Quintana (1906-1994), poeta, tradutor e jornalista gaúcho

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Stampa janeiro 2016  
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