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Ano 13 . Nº 7 . Dezembro| 2015 . R$ 10,00

FESTIVAL

MOVIMENTO DA DANÇA EM IJUÍ ENTREVISTA

Mittsuo Fotografia

FIM DE ANO Dulce de Pauli e Stela Nonnenmacher na noite especial em que brindamos parcerias no Valle Verde

PATRONESSE QUE ATRAI CRIANÇAS E LIVROS FESTA

OS DESTAQUES DA NOITE DAS MULHERES


MODA

Loja Thyers promove um dia movimentado de moda com a nova coleção da Dimy

ESPORTE

Automodelismo atrai cada vez mais adeptos e já tem até uma associação em Ijuí

IDEIAS

Jovens empresários fundam o Libertas para debater e promover o pensamento liberal

ENTREVISTA

Elisângela Pires, a patronesse da Feira do Livro, sabe como aproximar crianças e livros

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COMPORTAMENTO

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CAPA

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O direito ao corpo está no centro da luta das mulheres engajadas do século 21

No recheio desta edição, a noite festiva em que brindamos parcerias de sucesso

CULTURA

Estrelas da dança reuniram-se novamente em Ijuí no Festival da Academia Movimento

NOITE DAS MULHERES

Os destaques de mais uma festa só de mulheres, evento anual da nossa agenda MÚSICA

Quarta edição do Festival Canto de Luz trouxe a Ijuí muitos nomes do nativismo ARTESANATO

Artesão Bira faz casas para passarinhos de reciclados e as distribui de graça

BLITZ

A página dedicada a ouvir o que pensam jovens estudantes sobre assuntos variados

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stampa@jornaldamanhaijui.com Ano 13 - Nº 7 | Dezembro | 2015

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PUBLICAÇÃO GRÁFICA E EDITORA JORNALÍSTICA SENTINELA LTDA CNPJ: 87.657.854/0001-23 RUA ALBINO BRENDLER, 122 - FONE: (55) 3331-0300 98.700-000 IJUÍ/RS DIRETOR EDMUNDO HENRIQUE POCHMANN

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EDIÇÃO IARA SOARES iara@jornaldamanhaijui.com COLABORADORES: CARLOS ALBERTO PADILHA CLAUDIA DE ALMEIDA, DEISE MORAIS, MARISTELA MARTINS, JOCELAINE SIMÃO, ELIANE CANCI, CECILIA MATHIONI IMPRESSÃO CIA DE ARTE (55 3331-0319)

Assinatura semestral: R$ 55,00 - Ligue 3331-0300 Informações contidas em matérias comercializadas são responsabilidade integral das empresas e/ou dos profissionais.


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Cacon é destaque no Senado Federal

coordenador médico do Centro de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí(HCI), Fábio Franke teve destacada participação na audiência pública realizada na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado. A reunião destacou a importância do projeto (PLS 200/2015) que pretende agilizar a liberação de pesquisas clínicas com novos medicamentos no país. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é autora da proposta, juntamente com os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Walter Pinheiro (PT-BA). Fábio Franke, que é o atual presidente da Aliança Pesquisa Clínica Brasil, destacou que muitos estudos aguardam a regulamentação na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Atualmente, o Brasil é responsável por apenas 2% dos estudos realizados em todo o mundo. Em razão da demora para a liberação das pesquisas, pacientes brasileiros ficam impedidos de participar dos testes clínicos com novos medicamentos. “ Pacientes que teriam potencial de receber um tratamento, e que poderiam se beneficiar dele, acabam perdendo a oportunidade. Ficamos de mãos amarradas, sem poder oferecer algo que possa ser significativo e representar uma esperança para o paciente”, ressaltou o médico. O professor titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Paulo Hoff, também reforçou a necessidade de agilizar os processos de pesquisas clínicas com novos medicamentos. Ele apresentou exemplo em que a autorização para estudo demorou mais de um ano no Conep, sem contar o prazo necessário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também precisa aprovar os protocolos. “Não podemos perder essa oportunidade. Temos que resolver agora, quando o Senado está mobilizado em torno do tema, ou vamos nos arrepender no futuro”, declarou o oncologista. Coordenador do Conep, Jorge Venâncio enfatizou que o órgão

Médico oncologista Fábio Franke

ligado ao Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde vem trabalhando para reduzir os prazos de tramitação dos protocolos de pesquisa e afirmou que também enviará sugestões para o relator do PLS 200/2015. Também participou do debate o advogado Cláudio Roberto Camperlingo de Araújo, que defendeu o sistema CEP/Conep de regulamentação. O assunto começou a ser debatido no Senado em março de 2014, após contato com o gabinete da senadora Ana Amélia, feito pelo paciente do Cacon do HCI, Afonso Celso Haas, 56 anos, voluntário em um tratamento da doença.


Dimy Day na Thyers A loja Thyers organizou durante o dia 19 e 20 de novembro, o Dimy Day. Na oportunidade, foi realizado o lançamento da nova coleção 2015/2016 da Dimy, marca que está crescendo, e atualmente veste atrizes conhecidas no Brasil e no mundo. Estiveram presentes para lançar a nova coleção, o representante regional da marca, Paulo Fontoura, e a gerente nacional de Marketing, Letícia Sewald, que apresentaram as grandes novidades em peças únicas e exclusivas. Durante a programação, as clientes que visitaram a Thyers, puderam desfrutar de um variado coquetel e também após as suas compras, receberam brindes exclusivos e oficiais da Dimy, como bonés e carteiras. Mas quem não aproveitou o Dimy Day ainda tem a oportunidade de vestir um lançamento único e espetacular, pois nos meses de dezembro e janeiro, toda a semana serão apresentadas novas peças, que deixarão você linda. Além da marca Dimy, você poderá curtir outros lançamentos espetaculares das marcas Morena Rosa, Maria Valentina, Lança perfume e Lez a Lez. A loja Thyers é especializada em transformar mulheres. Você pode ser a próxima maravilhosa do verão. Você merece!

De amarelo, as colaboradoras da Thyers com Letícia Sewald, Adriane Kozenieski e Paulo Fontoura

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Carrinhos têm o padrão oficial dos campeonatos de automodelismo

Automodelismo A prática de modelismo em automóveis de controle remoto atrai cada vez mais adeptos e já tem até uma associação em Ijuí

Integrantes da Associação Clube Ijuí de Automodelismo se reúnem todos os sábados

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Automodelismo mistura diversão, adrenalina e muita velocidade. Começou como um hobby e tem um bom número de adeptos. Foi criada há seis meses a Associação Clube Ijuí de Automodelismo (Acia) presidida pelo médico Felipe Y Castro. “Certamente se viu o pessoal andando com o carrinho de controle remoto aos sábados ou domingos à tarde. Foi se criando este grupo de amigos, que passou a brincar com os carrinhos de controle remoto e a investir mais. Chegamos em uma fase em que os carrinhos já eram automodelos muito avançados e com uma tecnologia bacana. Surgiu então a necessidade de criarmos uma Associação”, comentou o advogado Francisco Torma, secretário da entidade. Todos os sábados à tarde os integrantes da Associação se reúnem no campus da Unijuí ou no Parque de Exposições Wanderley Burmann para andar com os carrinhos. “É um esporte muito prazeroso, relaxante. Na verdade é o nosso hobby, uma das maneiras que a gente tem de desestressar. Temos na Acia, médicos, advogados, engenheiros e contadores, enfim vários profissionais que gostam deste esporte que propicia um conhecimento muito grande de mecânica, pilotagem e regulagem de um automodelo”, destacou Torma. A Associação está mobilizada para conseguir um terreno em Ijuí visando a construção de uma pista. “Poderemos no futuro sediar campeonatos, algumas etapas de competições do Gaúcho, ajudando no crescimento deste esporte. Seria mais uma opção de lazer para quem pretende assistir e um esporte diferente para quem pretende participar. Em Santo Augusto também existe uma Associação de Automodelismo com uma pista de asfalto para carros on road. Em Ijuí pretendemos fazer uma pista de terra porque os carros são off rolds, bugues escala 1-8 tanto elétricos como a combustão, no padrão oficial dos campeonatos de automodelismo”, salientou. Francisco Torma disse que a pilotagem é a menor parte do tempo. Frisou que se passa a maior parte do 8 | STAMPA

Carrinhos de controle remoto superam vários obstáculos com muita diversão tempo mexendo nos automodelos do que pilotando. “Em uma tarde de sábado se a gente conseguir andar meia hora já está bom. Tem todos os ajustes pré-corrida, a gente chega em lugar puxa a mala de ferramentas e entra em ação, precisa escolher o pneu. Depois vem o aquecimento e nas corridas acontecem os inevitáveis acidentes. Bate um carrinho no outro, na rampa, contra árvores e assim por adiante. Então chega o momento de consertar os carrinhos e na segunda-feira é o dia de encomendar peças no mercado livre.”. Torma disse que a sensação de andar é bacana por duas razões. Primeiro porque o esporte em si é muito prazeroso, é mais do que um esporte, é o hobby deles. Lembrou que é agradável o conhecimento de mecânica que adquire, de pilotagem, de regulagem, tudo isso é legal. Salienta que fora isso se formou um grupo muito interessante de pessoas que independente do automodelismo é um círculo de amizade muito bacana. “A gente tem o prazer do automodelismo em si e do círculo de amizade”. Francisco Torma frisa que os carrinhos a combustão e a nitro-metano tem uma mecânica muito semelhante a de um carro normal, com carburador, motor, vela, tudo isso, os elétricos também. Possuem uma mecânica mais simplificada porque são movidos a bateria, mas com uma velocidade final fantástica. Tudo isso chama a atenção das crianças e também dos pais. “Aonde a gente chega e começa a mexer com os carros sempre vem o pessoal e todos são muito bem-vindos. Quanto mais gente conhecer, melhor”, comentou. Francisco Torma disse que uma das preocupações é evitar ao máximo a proximidade do carro, das crianças. Elas devem ficar próximas aos pilotos. Quando uma criança sai correndo atrás de um carro, imediatamente ele é parado, porque ele é muito forte, tanto o elétrico como o nitro. Pode derrubar, ou machucar. Por isso há todo um cuidado.


Campeã de

simpatia

Ex-jogadora de voleibol Fofão, colecionadora de títulos mundiais, esteve em Ijuí e encantou pela sua simpatia ao interagir com alunos do projeto Pró-Vôlei

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ex-jogadora Hélia Souza (Fofão), campeã olímpica de 2008 e uma das melhores levantadoras da história do voleibol mundial veio a Ijuí em novembro participar do Festival de Mini-Vôlei organizado pelo Ijuí Pró-Vôlei no Ginásio Municipal. Ao mesmo tempo conheceu o projeto desenvolvido na cidade. Bastante carismática, a ex-atleta da Seleção Brasileira interagiu com as 1.700 crianças que disputaram os jogos. Fofão esteve em outubro nos Estados Unidos onde foi homenageada e passou a integrar o Hall da Fama no Voleibol Mundial. Ela disse que são muito importantes os projetos realizados longe dos grandes centros e outras cidades brasileiras deveriam seguir o exemplo do Ijuí Pró- Vôlei. “Gosto muito de estar no meio do esporte. Ser um atleta não é fácil. Precisa de muita luta, persistência, dedicação intensa aos treinamentos. No início as crianças devem jogar se divertindo. Comecei muito cedo no esporte e tentei conciliar com a Escola”. Fofão salientou que a família tem um papel fundamental na vida de um atleta, apoiando as dificuldades que irão aparecer e deverão ser superadas. É medalhista de bronze nos Jogos de Atlanta, de 1996 e Sidney, em 2000 e campeã olímpica em 2008 em Pequim na China, atuando como capitã do time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães. Integra o Comitê de Apoio ao Conselho Diretor da CBV e foi a primeira atleta do vôlei a disputar cinco edições dos Jogos Olímpicos. Subiu ao pódio de Mundiais em três oportunidades com as pratas de 1994, 2006 e 2010. Conquistou ainda quatro vezes o ouro no Grand Prix (2004, 2005, 2006 e 2008). Depois que parou de jogar em maio deste ano, Fofão passou a visitar cidades que trabalham com voleibol em várias regiões do país.

Fofão interagiu com alunos do Ijuí Pró-Vôlei

Fofão mostrou seu carisma ao participar do Festival de Mini-Vôlei


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Ela vai para o Rio A ijuiense Juliana Tamiozzo, 13 anos, está entre as dez selecionadas do Estado, para ingressar na Escola Sesc de Ensino Médio (ESEM), do Rio de Janeiro

Escola Sesc de Ensino Médio é uma escola-residência localizada no Rio de Janeiro, onde os alunos selecionados recebem bolsa de estudo integral para despesas de instrução, alimentação e atividades extraclasses. Para o Rio Grande do Sul, foram destinadas 10 vagas aos alunos que concluíram o Ensino Fundamental e nasceram entre 1º de janeiro de 1999 e 31 de dezembro de 2001. A ijuiense Juliana Tamiozzo, 13 anos, filha do operário Rogério Tamiozzo e a balconista de farmácia Cirlei Costa, está entre os 10 selecionados e irá para o Rio de Janeiro, em março. Juliana conta que o processo consistiu em quatro fases, sendo a primeira, uma prova objetiva com questões de múltipla escolha englobavam todas as áreas de conhecimento (português, matemática, história, geografia e ciências); a segunda fase foi uma análise de critérios, se é filho de comerciário, se a renda familiar não ultrapassa três salários mínimos e estuda em escola pública; a terceira fase foi a prova de redação, cujo assunto era as Olimpíadas de 2016 e a quarta e última fase foi uma entrevista feita por psicólogas. “Cada fase do processo teve diferentes níveis de dificuldade e para mim a entrevista foi a mais difícil, pois foi um momento decisivo, quando eu entrei na sala e olhei um vídeo sobre a escola, como seria meu dia a dia lá. Foi aí que percebi que realmente queria estudar lá”. A Escola Sesc de Ensino Médio no Rio de Janeiro é uma escola residência, ou seja, Juliana irá estudar e morar lá. “Pelas informações que tive é muito segura e os alunos só podem sair com autorização, tanto dos pais quanto da escola, e apenas acompanhados por um responsável, e tem uma estrutura muito moderna com laboratório de química, teatro, biblioteca com um acervo enorme, além de muitas outras estruturas e modernidades”, comenta. Segundo Juliana, para obter os bons resultados que culminaram em sua ida para o Rio de Janeiro, a confiança em si mesma foi imprescindível. “Mesmo que em alguns momentos as coisas não deram certo, eu continuei acreditando no meu potencial, eu continuei correndo atrás dos meus objetivos, fazendo com que as coisas dessem certo; não esperei alguém me dizer vai lá e tenta, eu fui sozinha e por vontade própria, não esperei pelos outros; juntei confiança, conhecimento e fé”, revela. Segundo ela, o esforço valeu a pena e o futuro será de muito estudos e dedicação. Ela dá dicas para a melhor forma de estudar e que deu certo para ela. “As pessoas sempre falam que você deve estudar, estudar e morrer estudando para conseguir passar nessas provas de seleção, mas o segredo não é o quanto você estudou para tal prova, e sim o quanto você estudou para a vida. Todo dia depois da aula, revise e faça atividades sobre o conteúdo, e então quando você tiver que provar que sabe, saberá”.

Travessa Lino Amaral, 300 - Sala 4 Ijuí-RS - (55) 3333.5670 email:taniabap@mksnet.com.br 10 | STAMPA


Estimativas do câncer Gerson Delazeri Mastologista O aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização são alguns dos fatores que podem explicar parte dos 596 mil novos casos de câncer que o INCA (InstitutoNacional do Câncer) estima que afetarão os brasileiros no próximo ano. Os principais tipos que ocorrerão no País serão, por ordem de incidência, os de pele não melanoma (para ambos os sexos), o de próstata e o de mama. Entre os homens, são esperados 295.200 novos casos, e entre as mulheres, 300.870. Os números foram apresentados no dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer. Trata-se de um problema de saúde pública mundial, que apresentou crescimento de 20% na última década. Um terço destes casos poderiam ser evitados. Cerca de 60% dos casos tem diagnóstico em estado avançado. Com relação ao câncer de mama, são estimados 57.960 novos casos, com aproximadamente 10.970 casos na região Sul. Os dados divulgadospelo INCA são importantes para os gestores e profissionais de saúde, comunidade científica e população em geral, com vistas ao planejamento e aprimoramento das ações que visam a prevenção do câncer. Dentre os fatores atribuíveis aos principais fatores de risco de câncer em geral, podemos citar a alimentação (obesidade, excesso de peso, consumo de carne vermelha e carnes processadas), tabagismo (principalmente relacionado ao câncer de pulmão), comportamento sexual e reprodutivo (vírus HPV e câncer genital), exposição excessiva ao sol e consumo de álcool. Enfatizamos a importância da prevenção com hábitos de vida saudável, com controle de peso (evitando o excesso de peso e obesidade), praticando atividades físicas, cuidados alimentares (aumento do consumo de frutas e hortaliças, redução do consumo de carnes vermelhas e carnes processadas), evitar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. Além das consultas e exames preventivos, fundamentais para diagnóstico precoce e tratamento adequado, assim que detectado alguma alteração. Fonte: www.inca.gov.br

A família socioafetiva A família é a base da sociedade, considerada uma das formas de convivência social mais antiga. José Carlos Teixeira Giorgis, em seu livro Aline Lizot Krisczum Direito de Família Contemporâneo, Advogada exalta a diferença entre a família e o Estado: “na família, os cuidados paternos são pagos pelo amor que os filhos lhes têm, e no Estado o prazer de governar substitui esse amor que o chefe não tem pelo seu povo.” Assim, a base da família é o amor, que aliado ao respeito, carinho, proteção e o princípio da dignidade da pessoa humana, tem grande importância na formação psicossocial do indivíduo e sua realização íntima. Da mesma forma que o mundo evolui, ocorrendo mudanças em seus diversos setores, e se aperfeiçoando em muitos aspectos, a família igualmente progride, se formando novos arranjos de família, com diferentes tipos de laços existentes, não somente o que predominava antigamente, que era o biológico, de sangue. Sabe-se que todas as pessoas possuem um pai e uma mãe, possuindo carga genética de ambos, não importando o meio pelo qual ocorreu a fecundação dando origem aos filhos. Porém, por diversas vezes e por diversos motivos, essa convivência com os genitores biológicos não se desenvolve, e, “por consequência”, permite a convivência com pessoas sem vínculo sanguíneo, ligadas pela afetividade, pelo amor, o que dá origem às famílias socioafetivas. Podemos dizer então, que a família socioafetiva é baseada na convivência de sentimento de afeição, amor, simpatia, afeto entre os seus membros. É uma troca que existe entre os membros da família de responsabilidade, amor, carinho, afeto, amizade, cuidados, e que embora não seja oriunda de um vínculo biológico, por várias vezes é muito mais verdadeira do que muitas ligações sanguíneas. Nota-se a importância da família na vida do indivíduo, independente do modelo de família, pois ela em geral está voltada ao amor, carinho, atenção, cuidado, educação, cumplicidade, afeto, reciprocidade, doação, sendo considerada a base da sociedade tanto que é o que dispõe o caput do artigo 226 da Constituição Federal. E a sua importância fundamental é a construção do caráter dos filhos, já que estes se espelham nos pais, em suas atitudes, virtudes, exemplos, ensinamentos, o amor, atenção, carinho, afeto, respeito, que recebem. Em relação aos princípios no Direito de Família, Maria Berenice Dias (2013, p. 72-74) apud Salua Scholz Sanches em seu artigo Filiação socioafetiva: conceito, jurisprudência e previsão legal, ano de 2014, destaca que “o atual princípio norteador do direito de família é o princípio da afetividade, posto que é atribuído valor jurídico ao afeto. Isso reflete nas inúmeras decisões em que o critério afetivo é colocado lado a lado ao critério biológico.” No direito brasileiro há diversas decisões no sentindo de priorizar o vínculo afetivo ao vínculo biológico. Claro que cada caso deve ser analisado em separado, não se aplicando a mesma decisão em todos os casos, pois em cada um há suas peculiaridades e demais fatores que devem ser levados em consideração quando da decisão, principalmente considerando o melhor interesse da criança, conhecido como “the best interest of child”. As dúvidas sempre surgem, inclusive na prática, ou seja, na hora de o Judiciário julgar esses tipos de ações, pois por mais que seja um instituto que sempre existiu, mas que somente há pouco foi reconhecido contando com proteção e amparo legal, previsto inclusive na nossa Constituição Federal, envolve seres humanos e como tais são dotados de sentimentos. Como se sabe, o Direito não é uma ciência exata, e a resposta não está em nenhum livro, somente a boa intenção do legislador e a interpretação e bom senso do julgador é que irão imperar e com o tempo se lapidará o certo e o errado, tudo fruto de uma construção. Enquanto isso, teremos que aguardar e acompanhar os acontecimentos e as evoluções, torcendo para que o melhor em prol da família, do indivíduo e principalmente da criança e do adolescente sejam sempre preservados.


Em defesa das ideias liberais Clube Libertas promoveu a 1ª Conferência para divulgar ideias sobre o liberalismo

“Sem liberdade não há progresso, nem justiça. Esta é uma das grandes lições que temos que aprender enquanto brasileiros.” É com esse pensamento que Lucas Mendes define o objetivo principal da criação do Clube Libertas. Ele é formado em Economia, mestre em Filosofia Política e membro-fundador desse grupo, junto com Bruno Queiroz Ceretta e Eduardo Franco. O Libertas começou com sete membros em 2014 e hoje já conta com 17 integrantes, que se reúnem de forma independente para estudar o pensamento liberal conservador e os economistas da Escola Austríaca, assuntos que começaram a ter uma demanda crescente nos últimos tempos entre o público brasileiro. “Costumo dizer que 80% do nosso propósito é estudar as ideias, 20% promovê-las. Neste sentido, estudamos autores fundamentais do liberalismo e do conservadorismo, como Bastiat, Mises, Hayek, Rothbard, Hoppe, Scruton, Kirk e Olavo”, destaca Lucas. Ele esclarece que o Clube é uma iniciativa totalmente livre e voluntária, com apoio informal do Departamento de Administração e Economia (Dacec) da Unijuí. “Nos reunimos porque gostamos de ler e debater estes autores e, mais do que isso, enxergamos nestes estudos uma premente ligação com o momento atual do Brasil.” A característica principal dos encontros é a participação de todos, que acontece como uma mesa redonda, onde o pano de fundo acaba sendo sempre a importância fundamental da liberdade. Assim a interatividade de todos os membros vai construindo a metodologia dos estudos. Hoje, cada integrante apresenta uma palestra de um assunto de interesse próprio. “Isso permitiu termos várias palestras de assuntos variados: desde o problema do intervencionismo estatal e das causas e soluções para as crises econômicas, a exemplo da qual passa o Brasil atualmente, passando pela questão do SUS e também do Uber”, fala Lucas. Com o grupo sincronizado, o Clube já soma resultados na tentativa de estreitar os laços com a comunidade. “Já realizamos algumas iniciativas. A primeira foi doar uma coleção de mais de 80 livros sobre a Escola Austríaca de Economia e sobre o pensamento liberal para a biblioteca

O Clube Libertas é uma iniciativa independente e autônoma, e o objetivo é estudar, discutir e promover o pensamento liberal conservador da Unijuí que está à disposição da comunidade acadêmica. Logo, sentimos a necessidade de fazer algo mais abrangente. Então, em parceria com a Reitoria e com o Curso de Economia da Unijuí, realizamos em abril deste ano a 1ª Conferência Libertas como tema Empreendedorismo e Liberdade.O evento foi um sucesso. Teve um público de mais de 300 pessoas, e agora estamos preparando outro para 2016”. Lucas também destaca entre as ações a fanpage no facebook e estreia em novembro de uma coluna de opinião no Jornal da Manhã. Por unanimidade, os estudiosos concordam que a visão de todo esse trabalho é a longo prazo. “Queremos ajudar na formação intelectual das pessoas propagando as ideias da liberdade. Na prática, apenas colocamos em pauta as ideias que já deram certo em todos os países onde elas vigoraram, mas que infelizmente foram pouco disseminadas no Brasil. Ou seja, queremos mostrar que o Estado precisa reduzir seu tamanho e que o progresso depende de um arranjo de livre mercado calcado nos sólidos valores morais tradicionais, como a defesa da vida, da liberdade e da propriedade.” O Clube é aberto a qualquer pessoa interessada, e para quem não conhece as ideias liberais, o grupo oferece um guia de introdução. Atualmente participam universitários e pessoas já formadas, sendo um grupo totalmente multidisciplinar. “O que nos une realmente é o interesse comum. Hoje o Brasil exibe um dos piores índices de liberdade econômica do mundo, temos uma economia fechada e um estado gigante que nos mantêm reféns do atraso, e isso é consequência direta das crenças que nossos líderes possuem. Havendo liberdade, cada um de nós poderá fazer muito mais, sem depender do Estado que, de um lado, nos custa muito caro e, de outro não parece ser uma instituição adequada para melhorar a vida das pessoas. Este arranjo não pode ser considerado justo e nem podemos nos contentar com ele. A boa notícia é que existe saída, e ela está nos escritos fundamentais dos pensadores liberais”, defende Lucas.

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Elisângela Pires

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lisângela Pires, a Elis, 40 anos, foi escolhida para ser a patronesse da Feira do Livro de Ijuí que movimentou a Praça da República no começo de novembro. Sua interação com alunos e o público durante a feira, teve papel marcante nesta edição, cativando crianças e adultos. Casada com Edison Fagundes há 21 anos, é mãe de Pedro Henrique, 17 anos; João Vitor, 12 anos, e Eduarda Francini, 8 anos. É formada em Pedagogia pela Unijuí, pósgraduanda em Docência na Educação Infantil pela UFSM e professora municipal. Atualmente atua nas Escolas de Educação Infantil Independência e Maria Barriquello. Por Cláudia de Almeida

Como surgiu o interesse em atuar na área de educação? Eu não sonhei ser professora, sonhava com veterinária, mas a vida me encaminhou à docência e fui, ano a ano, me constituindo professora. Não foi fácil, mas sempre fui comprometida, pois acredito que seja lá o que formos fazer, é preciso fazer sempre o melhor que puder. Conto histórias para crianças, jovens, adultos e idosos há 22 anos. Não sou escritora, sou ponte entre livros e leitores, pois quando mostro o livro do qual contei a história, as pessoas querem pegar e ler. Então, acredito que o contador aproxima obra e leitor, motivando a leitura e divulgando livros. Como foi sua experiência na Feira do Livro de Ijuí como patronesse? O convite surgiu a partir do tema das feiras, por trabalhar com diversas histórias, por ter contribuído com os encontros de formação do grupo de mediadores de leituras. Creio que tenha sido pelo trabalho. Me senti honrada, pois não esperava, fiquei surpresa e depois senti como reconhecimento pelos 22 anos de contação e um incentivo para, no mínimo, mais 22 anos. A experiência de patronesse iniciou com uma conversa em família, sobre o que seria legal na feira. Aí surgiram ideias e as primeiras linhas de trabalho, procuramos fazer o melhor e sinto que o tempo foi curto para fazer o que nos propomos. Penso que vivemos um momento importante de possibilitar ao patrono ou patronesse o protagonismo para tornar a feira cada

ano especial, com características próprias, dar personalidade à feira. Sobre a leitura para as crianças, como estimular? Como os pais devem agir? Cada criança é reflexo da família em que vive, é da família que vem o primeiro exemplo, é nela que se desenvolvem as primeiras memórias afetivas de leitura, desde bebê, quando iniciam as primeiras narrativas. Precisamos pensar que a sonoridade da voz que lê ou narra é diferente da que se fala. A criança percebe isso, e isso justifica a importância de contar histórias na família e na escola. O exemplo é fundamental, inclusive nas escolas, porque o professor que lê, possui capacidade de falar e argumentar sobre diversos assuntos e assim se aproximar dos alunos e exercer o papel de motivador de leitura. A curiosidade, o carinho, o afeto, o suspense, tudo expresso pelo olhar, pela entonação vocal, encanta, cativa, concentra. Não há computador, jogo, que faça isso com intensidade. Precisamos ocupar este lugar, e não usar a tecnologia como desculpa. Se eles estão imersos no mundo do tablet é porque alguém deu ou permitiu. É, sim, preciso ser pai e mãe pensando sempre que pessoas estamos constituindo. Ao contar histórias, o que é importante para prender a atenção das crianças? Contar história para 200 crianças ou 700 adultos, como já fiz em muitas situações, requer que o contador, como

Elisângela interagiu diariamente na Feira do Livro com crianças e adultos

diz Cleo Busatto, “empreste o seu corpo, sua voz e seus afetos ao texto que narra”. É preciso compreender que o corpo será um meio para fluir a história, possibilitando que o ouvinte faça suas significações. De onde você tira tanta imaginação? A capacidade de imaginar é parte do ser humano. Brincar, inventar, experimentar é um exercício diário, perguntando-me o que pode ser diferente. Brincar de rimar com os filhos e alunos, inventar paródias, ouvir e cantar com as crianças, amigas e colegas de trabalho, isso libera o espírito criativo, me faz feliz.

Cada criança é reflexo da família em que vive, é da família que vem o primeiro exemplo, é nela que se desenvolvem as primeiras memórias afetivas de leitura

A escola pode contribuir para a formação de leitores? Como podemos formar leitores autônomos que gostem de ler? Nos últimos anos, o MEC vem desafiando os Sistemas de Educação a investir em projetos e ações de incentivo à leitura e eles estão, aos poucos, colhendo seus frutos. Muitos são os concursos para educadores e programas televisivos que servem de vitrine às boas ideias e práticas educativas de qualidade. O fato é que um nãoleitor não pode formar leitores, e isso vale para famílias e professores. É uma questão de convicção, postura >>>

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Elisângela tem paixão por contar histórias, e muita criatividade para envolver as crianças

Não existe educação e aprendizagem sem disciplina e afeto, é preciso equilíbrio desses dois fatores.

entendimento, comprometimento. Quem quer faz....esse é o desafio!! Como você prepara suas aulas? Bem, eu trabalho com crianças de 1 a 4 anos e esta faixa etária precisa que sejam pensadas interações desafiadoras, prazerosas, afinal as crianças hoje vivem suas infâncias nas escolas, produzem memórias afetivas nas interações e relações com os espaços físicos, com os colegas, com os adultos que trabalham ou circulam pelos ambientes. Estas memórias são importantíssimas, pois vão constituir o adulto que cada criança se tornará. Por isso eu planejo formas de promover vivências e experiências com o brincar, que permitam às crianças pensar, tentar, criar, inventar, imaginar de forma que possam elaborar hipóteses para solucionar os desafios que as próprias brincadeiras apresentam. Procuro que elas registrem em seus desenhos os seus pensamentos a cerca do tema ou objeto estudado, com músicas de diversos gêneros, poesias, parlendas, histórias, filmes... Enfim, tudo que possa compor o universo infantil. Como trabalho com formação de professores também, procuro preparar as aulas de forma dinâmica, com movimento, ritmos, brincadeiras, cantigas, videos, historias e tudo mais que possa sensibilizar o adulto para que ele possa pensar e sentir o universo infantil e seja então capaz de refletir sobre seus fazeres cotidianos e como eles incidem sobre a infância, que marcas e que memórias produzem. A grande maioria dos adultos lembra de suas professoras, das que deixaram marcas positivas ou negativas, o fato é que estas memórias nos acompanham pela vida. O que você costuma avaliar nos trabalhos de seus alunos? Nas crianças, observo muito para

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compreender que pensamentos estão produzindo, como estão organizando e ampliando as habilidades motoras, as relações afetivas, como estão elaborando as argumentações , como o grafismo está se constituindo e o desenvolvimento de uma forma geral. Para os adultos, avalio a capacidade de refletir sobre o trabalho, não é uma questão de julgar quem faz melhor, mas de humildemente se questionar se o que tem feito é o melhor que poderia fazer, se existe outra forma de fazer, de falar ou de propor uma interação. É imprescindível que o adulto que trabalha com crianças leia, estude, se questione a respeito da prática e procure fazer sempre o melhor para a criança, pois o centro da ação educativa é da criança. Em sua opinião, como estabelecer um bom relacionamento entre alunos e professores? Não conheço nenhuma forma de relacionamento que não passe pelo diálogo. Um diálogo claro, sensível, que deixe explícito a condição de que para haver conversa é preciso escuta de todos os envolvidos. É necessário conhecer os diversos pontos de vista e conceber as possibilidades dentro das regras do educandário. Não existe educação e aprendizagem sem disciplina e afeto, é preciso equilíbrio destes dois fatores. E sei que não tem sido fácil equalizar. . Em sua opinião, qual o motivo de tantas agressões em sala de aula? Para pensar esta questão precisamos voltar no tempo e compreender como eram as relações nas famílias e nas escolas. Sou fruto de um tempo em que criança crescia brincando com outras crianças, correndo pelos potreiros e pelas ruas de terra, quando brigávamos ou nos desentendíamos ouvi muitas vezes a frase: “ Coisa de

criança, criança resolve!” e logo depois estávamos brincando novamente. Não lembro de ver minha mãe ou tias brigarem entre elas por coisas de crianças. E a noitinha a família se reunia para falar sobre o dia, geralmente em torno do fogão a lenha. Nestes momentos, adultos escutam adultos e crianças escutavam adultos, depois crianças falavam e adultos escutavam as crianças, isso acontecia de uma forma natural, quando eu queria falar e não era minha vez, lembro do olhar do meu avô reprovando minha iniciativa e eu sabia que tinha que esperar a minha vez. Não fiquei traumatizada, aprendi que as coisas têm um tempo e que esperar não mata ninguém. Foi na verdade meu primeiro curso de ‘escutatória’. Lembro do olhar dos tios e tias para quem estava falando, este olhar era de atenção. Coisa que foi se perdendo quando, morando na cidade, o centro da atenção era a televisão, sentávamos um ao lado do outro no sofá de napa, sem se olhar, quietos para não atrapalhar a TV. Como são as crianças de hoje? Hoje as crianças crescem nas escolas, mediadas por adultos o tempo todo. Não existe privacidade para discutir e se entender, porque se os professores não intervirem, as famílias cobram da escola e /ou até da outra família. Não sei onde foram parar as coisas de crianças! Não sei qual é exatamente o conceito de família, o tempo da família de almoçar junto, na mesa e conversar. Não estou pensando em quantidade de tempo, mas em qualidade de tempo. Precisamos pensar o que estamos construindo para o futuro. Precisamos conversar com toda sinceridade sobre as “coisas de criança” e o que estamos ensinando e deixando de ensinar? O que é da família e o que é da escola? Qual o centro da nossa atenção?


Para o final do ano, opte pelo Salão Underground Esta época do ano sempre faz a gente querer se arrumar mais, então aproveite o clima de Natal e Reveillon para caprichar na maquiagem e no penteado. No Salão Underground você encontra variadas opções, que irão deixar você de bem com o seu visual, para iniciar o ano com o astral nas alturas. No Salão Underground você encontra pacotes com preços promocionais, serviços especializados e ministrados pelas sócias proprietárias do salão, Rosana Freitas e Cristiane Ninaus. Além de produtos confiáveis, de marcas conhecidas nacionalmente, com alta qualidade. Visite o Salão Underground na Rua Floriano Peixoto, 316, Centro, Ijuí. Telefone: 3308-1210.

Hospede seu pet com segurança na Petshop Palharini Com a chegada do fim de ano, as pessoas começam a se organizar para a realização de viagens com a família. Então começa a preocupação de onde deixar os amigos de quatro patas, que também são membros da família, mas que na maioria das vezes, não podem participar de viagens muito longas, pelo fato que grande parte dos estabelecimentos não aceita animais. Em situação como esta, os hotéis são ótimas opções. Portanto, é preciso tomar cuidado com o local escolhido para deixar o seu gato ou cãozinho, para que ele possa desfrutar de belos dias, mesmo longe da família. A Clínica Veterinária e Petshop Palharini oferece serviço de hotelaria animal, é um local qualificado, com dormitórios amplos, bebedouro automático, área verde, acompanhamento e monitoramento permanente, total segurança e conforto para o seu animal. Além disso, a Clínica Palharini possui ótimos profissionais para a realização dos serviços, que deixam o seu animal tranquilo, de forma que ele se sinta em casa. Em 2015, foi mais uma vez premiado como destaque empresarial e profissional, pelo 12º ano consecutivo, como melhor no segmento pet no município de Ijuí. Por isso, se você procura qualidade e segurança em um só lugar, procure a Clínica Veterinária e Petshop Palharini, e agende a estadia do seu animal. A clínica está na Avenida Getúlio Vargas, 215, bairro Sol Nascente. Contato: 3332-6703. E-mail: neldapalharini@yahoo.com.br

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Petshop Palharini: ambiente seguro, confortável e todo o cuidados que seu animalzinho precisa, durante sua viagem de férias


O novo feminismo O direito ao corpo está no centro da luta das mulheres engajadas do século 21

M

Amanda Rafaela de Lima, jornalista e editora

Ana Cláudia Delajustine, psicóloga e professora de espanhol

Lara Nasi, docente de Comunicação da Unijuí

Vera Martins, docente da UFSM e pesquisadora de gênero 18 | STAMPA

uito se tem visto, e falado, nos últimos tempos sobre as mulheres saírem às ruas protestar por causas, principalmente, políticas. Esse movimento tem sido denominado como Primavera das Mulheres. Com uma imagem não tão frágil como sugere o nome, essas mulheres lutam pela igualdade de diretos. Direitos que já foram adquiridos durante gerações. E podemos perceber que a independência que boa parte das mulheres conquistou vai além do mercado de trabalho. Bem diferente do que há 50 anos, agora a luta é voltada fundamentalmente no direito ao corpo. Compreendendo que as mulheres não podem ser responsabilizadas pela violência, abuso ou agressão sofrida simplesmente por estarem usando algo decotado. Neste ano, um assunto que gerou muitos protestos femininos, inclusive em Ijuí, foi o projeto de lei do presidente da Câmara Eduardo Cunha que quer restringir às mulheres o direito ao aborto, nos raros casos em que é permitido no Brasil. O projeto defende que só poderá ocorrer aborto quando o profissional de saúde concordar em realizá-lo. Ijuí, apesar de ser um município do interior do Estado, tem forte representatividade das mulheres na luta pela igualdade de gênero. Apesar de não ser uma estudiosa do tema, o feminismo faz parte da vida da docente da Unijuí Lara Nasi, como uma posição política. “Sou mulher, percebo que nós mulheres frequentemente estamos em uma situação de subordinação com relação aos homens, e luto para que isso seja diferente. É largar aquela postura de aceitar o que não se pode mudar, e, ao contrário, mudar o que não se pode aceitar”, conta. Articuladas e protestando de forma organizada, as novas feministas não deixaram de lado as antigas demandas. Violência doméstica e abuso sexual, assim como liberdade sexual e reprodutiva, seguem como reivindicações primordiais. Amanda Rafaela de Lima, 22 anos, jornalista, repórter e editora, acredita que este ano está sendo importante para debater o feminismo. “Fundamentalmente, pelas questões políticas que estão envolvidas no Brasil, para que a gente não perca os direitos que já foram adquiridos. Por outro lado, acredito que ainda há muitas mulheres que são vistas com maus olhos pela sociedade. Não digo só da questão machista, por parte dos homens, mas acho que existe uma necessidade de resguardo das mulheres. Isso me assusta um pouco. Acho que é necessário levantar essa pauta porque há muitas mulheres que deixam suas vontades de lado por causa do companheiro”, desabafa a jovem. A cultura machista ainda opera como uma barreira na sociedade, porém, em qualquer país, a

luta cultural faz parte das estratégias feministas. No Brasil, a Lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, representou um relevante avanço no combate à violência de gênero. Para a psicóloga e professora de espanhol, Ana Claudia Delajustine, 23 anos, o feminismo, diferentemente de como foi no passado, volta agora pedindo uma maior igualdade de direitos. Principalmente quando se trata de preconceitos, quando acontecem as piadas machistas que oprimem as mulheres. “Além de lutar contra a violência, lutar pelos direitos iguais, não somente do direito ao voto, ao trabalho e estudo,

mas também ao direito de ter liberdade de sair de casa vestida da forma que quiser, sem ser insultada”, defende. Ana destaca também que é importante as mulheres saírem do estereótipo de heterogenia e terem uma empatia, se defenderem umas às outras. Apesar dos avanços que as mulheres têm conquistado com o passar dos anos, ainda é uma constante o relato de casos de desigualdade com as mulheres. “A luta por direitos equivalentes entre mulheres e homens é um dever histórico de todas as pessoas. Esta luta deve respeitar as memórias, especialmente das mulheres que lutaram antes de nós, e é também um compromisso com as mulheres das próximas gerações. Ser feminista é questionar os entendimentos e as atitudes machistas todos os dias, e com isso contribuir para a transformação da nossa cultura e para a construção de uma sociedade mais justa”, define Vera Martins, docente do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM e pesquisadora dos Estudos de Gênero.


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Dicas e diferenciais

Dimare

Almofadas com tema de bichinhos para alegrar o dormitório infantil planejado em padrão branco

Pequenos detalhes em cor ficam muito atraentes em meio a tons neutros. Aqui a combinação do branco e ácqua foi utilizada nos móveis

A Dimare Móveis Planejados, atenta às tendências internacionais, atualiza constantemente seus produtos buscando sempre a inovação e lançando coleções que levam um conceito aos ambientes planejados. Sofisticação e estilo, aliados ao perfeito acabamento fazem da Dimare uma referência no mercado de móveis planejados. Conheça o showroom Dimare Móveis Planejados na Avenida 21 de Abril, 411, em Ijuí, ou se preferir agende um horário pelos telefones: (55)33336472/9178-8101. Curta a fanpage e acompanhe as novidades em facebook.com/ dimareijui

Charmosos futons dão conforto em assentos. O móvel planejado Dimare pode ser dimensionado conforme o tamanho do futon que irá receber

Quadros monocromáticos são uma ótima opção para não pesar a decoração, deixando o toque de cor com outros itens da decoração

Para os amantes de um estilo mais rústico na decoração, uma ideia que vale a pena é utilizar pedras para a ilha ou mesa da cozinha trazendo um aspecto rústico e bonito

Espaço PSI - Centro de Psicologia

Andréia Dário Pelisson CRP 07/20840 20 | STAMPA

Fabiana Garlet Bosse CRP 07/21891

Na edição de novembro, Stampa identificou foto erroneamente em publicação de anúncio e texto do Espaço PSI - Centro de Psicologia, das psicólogas Andréia Dário Pelisson (CRP 07/20840) e Fabiana Garlet Bosse (CRP 07/21891). A foto de Fabiana foi identificada como sendo de Andréia. Ao lado, a identificação correta das duas profissionais responsáveis pelo Espaço PSI, que atua na área da Psicologia Clínica com crianças, adolescentes e adultos, desenvolvendo atividades como psicoterapia, orientação para pais, atendimento a domicílio, avaliação psicológica para concurso e orientação profissional. Está localizado à Rua José Bonifácio, 328, Sala 303, Shopping JB, em Ijuí; fone (55) 3332-2490. www.espaçopsico.com - clinica@espaçopsico.com


Dia 27 de novembro, no Centro de Eventos Valle Verde, em ambientes decorados por Líbera Marin, Stampa brindou com profissionais e empresários o fim de ano, em evento patrocinado pelos parceiros que apresentamos aqui, e aos quais agradecemos o apoio, incentivo e prestígio. Para o êxito da noite, também contamos com a atuação do conjunto Os Caras, a alimentação do Valle Verde, os doces finos da Sabor da Praça, a iluminação e telões da Radhar, fotos de Miguel Aguiar e Mateus Mittsuo e filmagem da Zug Vídeo.

Maria da Graça e Haraldo Sergio Roehrs

Maria Joice e Clovis de Jesus

Iloir e Dulce de Pauli

Clovis Schmidt e Stela Nonnenmacher

Valdir e Nilva Weller

Tatiane e Arlindo Queruz

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Cenários & sabores

No cenário externo do Centro de Eventos Valle Verde, Sponchiado exibiu alguns de seus modelos top, incluindo a estrela Camaro, chamando a atenção e despertando a cobiça dos convidados que chegavam à festa. No interior, os ambientes do Valle Verde ganharam os toques de requinte e elegância visual da marca Líbera Marin. Um lounge na entrada, em branco e prata, com lustres de cristais, foi perfeito

para o registro fotográfico da chegada de muitas das presenças. Revistas da coleção Stampa serviram de sousplat nas mesas e nas ilhas de alimentação, onde estavam dispostos pastas, pães, frios e salgados do Valle Verde, e depois, os doces finos da Sabor da Praça, que acompanharam os espumantes Garibaldi. Na saída, os convidados ganhavam cheirosos sabonetes presenteados pela Bem Natural.

Sponchiado exibiu estrelas Chevrolet

Lounge em branco e prata: cenário eleito para fotografar e conversar

Revistas da coleção Stampa como sousplat, também atraíram atenção para recordar momentos marcantes de anos passados

Ilhas:salgados sofisticados, pães e pastas

Presentes: sabonetes da Bem Natural 24 | STAMPA


Vivian Arenhardt

Sandra Ceolin

MĂĄrcia Baiocchi Amaral

Silvia Busnello

Eliana Fuchs Burtet

Tatiane Queruz LetĂ­cia Machado 26 | STAMPA


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Líbera e Vinicius Marin

Primeira-dama Gessy e prefeito Ballin

Douglas e Cíntia Bussler

Tânia Arbo e Sérgio Persich

Gustavo Piccoli e Naiara Casarin 28 | STAMPA

Alfonso e Tânia Conrad

Elenise e Sadi Hein

Adailton e Marli Loro

Adriano Casagrande e Ana Carolina


Margarete, Fernando e Gabriela Roehrs

Vanessa e Francisco Wissmann

Vera e Emilio Andary

Naur e Ilhana Vendruscolo

Mauricio Souto e Danieli Ciotti

Auri e Tania Braga Roberto Homrich e Luciana Menegon

Elaine e Claudio Martins 30 | STAMPA

Cabeleireiro Ari M端ller

Rosinha e Nelson Casarin


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Os Caras em momento pausa: Gilson, Celso, Mano e Marco Daniela Todeschini Roehrs e Gabriela Parcianello Roehrs

Lara e Douglas Piccoli

Taiara e Marcelo Ferraz

Osvino e Ercí Nonnenmacher

Lércio e Miriam Haisky

Luis Carlos e Maria Luiza Peukert

Genésio e Minadan Hall

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Adriane e Valmir Seifert

Priscila Schuster Colling e Giordano Bevilaqua

Flavio e Lia Martins


Adércio e Vivian Farias Arenhardt Vânia Diel, Pedro Henrique Diel Brites e Laura Wildner

Mario Rocha e Dulce Regina

Sônia e Sandra Arriens

Luis Henrique e Larissa Pettenon

Maria Elci e Olmiro Nicoletti 34 | STAMPA

Eliana Burtet e Taciana Schwanke

Paulo e Jaqueline Felippin e Catia e Jandrei Centenaro

Rosana e Michelle Oppermann e Giovana Sandri


Guilherme e Cristiane Heuser

Guilherme e Cristiane Heuser

Terezinha e Darcy Tolotti

Felipe Cossetin e Jordana 36 | STAMPA

LetĂ­cia Machado e Rodrigo Roehrs

Luis e Sueli Sphor

Claudia de Almeida e Eliane Canci, da equipe Stampa

Jonatan e Juliana Brivio

Camila Eichkoff e Marcio Kerber


Rudi e Selenita Johann, Eleda e Jorge Sausen

Ana Isa Pochmann, Maria José Bischoff e Mateus Hoffmann

Lena Frick, Ari Müller e Zélia Schiavo

Reneé El Ammar, Araci Coppeti e Malvina El Ammar


Luciana Bottega e Luciano Amorim

Valdir e Genir Zardin

Braulio e Jossane Nonnenmacher

Adauto e Narda Pissinin

Sergio e Cleci Casagrande

Ana Carolina Geist e Diego Roman


Momentos

Com apresentação de Deise Noronha Marin, a noite teve momentos especiais que iniciaram com um pocket show surpresa oferecido pela Academia Movimento, de Lorena Cossetin, que naquele final de semana promovia seu Festival Estadual de Dança de Salão. As principais estrelas do evento, as duplas premiadíssimas Marcelo Chocolate e Sheila Aquino, no samba, e Robinson Silva e Larissa Oliveira, na salsa, empolgaram a plateia. O sorteio de seis presentes e um brinde coletivo, com votos de um 2016 muito melhor, encerrou os momentos especiais e liberou a noite para Os Caras, com seu repertório de clássicos, movimentar a pista.

Lorena Cossetin e Andressa, da Academia Movimento, com as estrelas da dança que foram abrilhantar a noite

Deise Noronha Marin O SORTEIO Presentes oferecidos pela For Men, Joalheria Pochmann e Stampa foram sorteados pelos patrocinadores da noite: 1. Stela Nonnenmacher (Valle Verde) sorteou um conjunto de taças para vinho da Stampa, que saiu para Dulce de Pauli 2. Sergio Roehrs (Engeter Engenharia) sorteou um traje completo Raffer, com camisa Dudalina e gravata, oferecido pela For Men, que saiu para o casal Cristine e Luis Otavio Boff 3. Tatiane Queruz (Educare) sorteou conjunto fim de ano de espumante e

duas taças, oferecido pela Stampa, que saiu para o casal Bertiele e Marcio Müller 4. Clovis de Jesus (Bem Natural), sorteou camisa polo Ogochi, presente da For Men, que saiu para Malvina El Ammar 5. Dulce de Pauli (Kika Moda Íntima) sorteou um relógio Dumont troca pulseiras, com cristais Swarovski, da Joalheria Pochmann, que saiu para Dalva Verri 6. Mario Rocha, da Sponchiado, sorteou o smartphone Samsung Galaxy Wind2, presente da Stampa, que saiu para Vinicius e Líbera Marin

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Brindes: Feliz 2016!

Kika Moda Íntima e convidados Mesa da Sponchiado: Valdir e Nilva Weller e convidados

Engeter Engenharia: Família Roehrs

Tânia e Alfonso Conrad

Ingrid e Vilmar Viecili 40 | STAMPA

Arlindo e Tatiane Queruz, da Educare, e seus convidados

Renato e Elaine, Silvia e Romeu, e Clovis e Joice de Jesus, da Bem Natural


Terceirão se despede do Ceap O

Ensino Médio ficou pra trás. As turmas de alunos do Ceap que concluíram a 3ª série tiveram o ato de formatura no dia 14 de novembro. A formatura aconteceu no auditório da escola com presença das famílias, convidados, professores e funcionários, que receberam os 44 formandos, acompanhados pelos professores conselheiros Daniele Jacobi e Nelson Rabelo. Um a um os alunos responderam à “última chamada”, recebendo os cumprimentos da mesa oficial, formada pelo diretor Gustavo Malschitzky, a vice-diretora Deizy Soares, a orientadora pedagógica Enedina Casalini e a coordenadora pedagógica do Ensino Médio, Sandra Rycheski. Além do “canudo” com uma mensagem da escola, os formandos receberam um exemplar da publicação “Caminhos Cruzados”, uma coletânea de textos autobiográficos produzidos por eles ao longo do ano. Os alunos agradeceram à escola e às famílias. Em uma mensagem especial aos professores, disseram saber “das dificuldades enfrentadas quando sua missão é ensinar. Mas vocês conseguiram, e grande parte da nossa conquista celebrada aqui hoje é graças a vocês”. E na despedida dos colegas, chamados amigos, lembraram que o momento é de “iniciarmos uma nova fase de nossas vidas. Temos agora a função de exercer tudo que nos foi ensinado nesses anos todos. A praticar muito a ética, exercer o respeito, a honestidade, a sabedoria que nossas famílias e professores vêm nos demonstrando. Temos de seguir nossos sonhos e ter paixão por aquilo que escolhermos para fazer a vida inteira”. O diretor Gustavo Malschitzky lembrou que ao mesmo tempo em que se conclui o tempo de escola “começa o tempo em que aquilo para o qual vocês foram preparados vai finalmente acontecer. É o que poderíamos chamar de ‘a vida lá fora’.Vivam a cada dia. Curtam o caminho. Tenham sempre muito presente a linha de chegada pretendida, porque ela é o indicativo do caminho a seguir, mas não deixem de aproveitar as belezas do caminho.Aproveitem as oportunidades que o caminho revelará. Não se desliguem da meta de chegada, que pode demorar um pouquinho a mais, mas terá valido à pena”. (Fotos: Schmalz)


Empório Essenza, da Serra Gaúcha para Ijuí Na Empório Essenza você tem a sua beleza cultivada, com produtos, texturas e aromas, criados para pessoas autênticas e contemporâneas, que sabem dar valor às suas raízes. Você pode desfrutar de diversos kits, feitos com os melhores aromas. Atualmente a franquia dispõe do GrapeSeduction, que possui fórmulas cremosas, que proporcionam agradável sensação de maciez e suavidade, além do Kit Espumante e Linha Casa perfuma&decora. Espumante nutre intensamente a pele deixando um delicioso e sedutor perfume, e a Linha Casa é uma combinação de aromas irresistíveis, deixam o ambiente mais acolhedor e romântico. Aproveite estes cosméticos elaborados com ativos extraídos da uva e do vinho, para proporcionar uma pele bonita e mais saudável. Visite a franquia da Empório Essenza em Ijuí e conheça produtos incríveis.

Produtos da Empório Essenza deixam o ambiente mais acolhedor e romântico

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Ijuí da dança O 4º Encontro Estadual de Dança de Salão, promovido por Lorena Cossetin e sua equipe da Academia Movimento mobilizou os apaixonados pela dança nos dias 28 e 29 de novembro. O Festival atraiu dançarinos de mais de 50 cidades do Estado, ultrapassando 400 participantes das oficinas ministradas por nomes consagrados da dança. No encerramento domingo à noite, as principais estrelas da dança fizeram o espetáculo gratuito para o grande público que lotou o Anfiteatro da Praça da República e aplaudiu em pé.

Fim: grande espetáculo na Praça da República com professores e alunos no palco, e centenas de pessoas na plateia Larissa Oliveira e Robinson Silva, campões brasileiros e duas vezes finalistas em mundiais de salsa

Sheila Aquino e Marcelo Chocolate: simpatia e muita técnica no samba de gafieira

No tango, Paulo Pinheiro e Milena Vasconcelos

Aulas foram ministradas no Clube Ijuí (acima), na Academia Movimento e em espaço na Galeria Pochmann

Douglas Ravadielli ministrou aulas de balé na Academia Movimento A produtora cultural Lorena Cossetin e Cláudio Raudis no baile do Festival, no Clube Ijuí

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Brysa Mahaila encantou com dança do ventre

Eladio Prados show de dança urbana


Café by Sabor da Praça A padaria e confeitaria Sabor da Praça inaugurou uma filial em Ijuí, o Café by Sabor da Praça, localizado no Schirmann Home Center. Com um cardápio variado e um espaço convidativo, o Café é a mais nova opção de Ijuí para momentos de lazer e encontro com os amigos.

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espaço é atual e sofisticado. Combina sabores diferenciados e comodidade ao cliente. Apresenta um cardápio variado, que inclui opções de lanches quentes, sanduíches frios, tapiocas, doces, bebidas quentes e frias. O Café by Sabor da Praça vai servir também macarrão especial no almoço, onde o cliente monta o seu próprio prato – escolhe o tipo de massa, sabor do molho e acompanhamentos. Um destaque especial do novo espaço é a diversidade dos cafés, produzidos com máquinas da mais alta tecnologia do mercado. São mais de 20 sabores diferentes. Todos à base de grãos do Café do Mercado, que é um blend do café do cerrado e sul de Minas Gerais. Além de bebidas quentes, o espaço também tem inúmeros tipos de bebidas geladas, como o Chopp Stella Artois. Com todas essas opções, o Café by Sabor da Praça, é um espaço perfeito para um happy hour com os amigos. Venha conhecer esse novo espaço! Café by Sabor da Praça no Schirmann Home Center, Rua Treze de Maio, 855, centro de Ijuí, fone (55)3332-0700, de segunda à sexta, das 8h30 às 19h30, e aos sábados das 8h30 às 15h30. Prove também as delícias da Sabor da Praça na Rua do Comércio, 363, fone (55)3333-8317, com atendimento de segunda à sexta-feira das 7h às 20h, e aos sábados das 7h às 18h. Acompanhe mais informações também pelo facebook.com/sabordapracaijui, e contate-nos pelo WhatsApp (55)84150065.

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Na Glasnost

Confraternização da Ueti Na noite de 25 de novembro, a União das Etnias de Ijuí promoveu sua confraternização de final de ano, no Centro Cultural 25 de Julho. A noite festiva teve a apresentação do nascimento do Menino Jesus, por integrantes de etnias. Também houve a reapresentação do Show de Abertura da Expo-Ijuí/Fenadi 2015, no telão.

Kassiano Kauffmann e Mariane Frank

Raul e Edite Porciuncula

Nascimento do Menino Jesus foi encenado durante a noite festiva

Jonatan e Patricia Brendler

Ricardo Martins e Katiuscia Castelli

Elcio Júnior, Gustavo e Andréia Ceratti

Dudo e Tati Silva

Andrelise Nicoletti, Rosilda de Oliveira, Vivian de Souza e Lohan Bravo

Nair Celestino e Márcia Rieger

Morgana Droppa e Arthur Becker

Irmgat e Mogens Nielsen


Q’ Bonita chegou para movimentar Ijuí A Q’ Bonita abriu dia 5 de novembro, ocasião em que a proprietária Queli Barros recepcionou com um coquetel convidadas e clientes, que aproveitaram a ocasião para conhecer o novo espaço, pensado especialmente nas clientes de bom gosto, que não abrem mão de peças únicas, com qualidade e elegância. A loja é especializada em vestuário feminino, looks modernos para mulheres exigentes, bijuterias e acessórios,

ampla coleção esporte fino e casual. A Q’Bonita chega para remodelar o mundo da moda, pois traz coleções que vão desde o simples ao mais elegante, desde opções para o dia a dia até para ocasiões especiais. Está instalada na Avenida 21 de Abril, 1247, Centro, e tem atendimento com horário diferenciado, conforme agendamentos com a proprietária. Telefone: 9123-0021; email: quelibairros@hotmail.com.

A empresária Queli Bairros investe em qualidade e elegância em sua loja Q’ Bonita

Queli Bairros com a mãe Janete Silva

Inês Ferreira e Queli Bairros

Ambiente agradável e com muitas opções para este verão

Laila Poppe e Queli Bairros


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NOITE DAS MULHERES

escontração e alegria foram novamente as tônicas de mais uma edição da Noite das Mulheres, promovida pela revista Stampa e BPW Ijuí - Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais, com patrocínio de Kika Moda Íntima, Óptica Wolff e Unnipés Calçados. Mais de 300 mulheres animadas fizeram a festa em 13 de novembro, na Estação da Mata, que serviu rodízio de pizzas. A escolha da Dama da Noite pela Stampa é sempre uma das atrações da festa. Simone Martins, de policial da Swat, se destacou pela animação, desenvoltura e figurino, e foi escolhida pelas representantes da revista. Os grupos e alguns destaques individuais foram

FOTOS: MICHELI FETTER

premiados pelas lojas patrocinadoras. Como grupo original, destacou-se as Irmãs do Vôlei; grupo mais animado, o Beijinho Doce; e melhor apresentação, o grupo Evolução Feminina, de taxistas. Momento especial e emocionante foi a homenagem a Terezinha Sakis, Dama da Noite de 2013, que faleceu em outubro deste ano. Houve um minuto de silêncio e uma reverência do grupo Evolução Feminina, exibindo faixa que dizia: “Terezinha Sakis, a eterna Rainha da Noite das Mulheres”. A DJ Gaby Fleck comandou o som e Micheli Fetter fez a cobertura fotográfica.

Evolução Feminina: As Taxistas, grupo premiado pela melhor apresentação Patrocinadoras dando exemplo em visual e animação: grupo da Óptica Wolff ...

Irmãs do Vôlei, premiadas pela originalidade ... grupo de Kika Moda Íntima; e abaixo, da Unnipés Calçados

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Beijinho Doce: grupo mais animado


Simone Martins, escolhida Dama da Noite da Stampa, recebeu faixa e presente de Cecilia e Cláudia, da equipe da revista Co-promotoras, integrantes da BPW Ijuí: inspiradas em Cleópatra

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Dois destaques individuais, presenteados pelas lojas

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Clientes convidadas da Unnipés (calçados e bolsas), Óptica Wolff (solares e armações), e Kika Moda Íntima (moda praia e íntima) abriram a noite com o desfile das novidades do verão 2015/2016


autorretrato

A dermatologista Cristiane Lüdtke Heuser, 30 anos, é natural de Cachoeira do Sul e está em Ijuí há um ano. A transferência deve-se ao casamento com o médico radiologista ijuiense Guilherme Galante Heuser. Eles são pais do garotinho Antônio Lüdtke Heuser, 11 meses. Graduada em Medicina pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) em 2009, fez residência médica em Dermatologia pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), possui título de especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Um lugar: Cancún, México Uma conquista: A residência médica em Dermatologia Um sonho: Conhecer diversos países Uma alegria: Meu filho Uma tristeza: A perda de um ente querido Uma saudade: Minha prima Quem é chato: Quem é inconveniente O que me tira do sério: Falsidade Uma mania: Organização Marca pessoal: Disciplina

Cristiane Lüdtke Heuser O melhor presente: Minha família Quero ir para: Tahiti Adoraria aprender: Vários idiomas Não vivo sem: Telefone Se pudesse, compraria: Um iate para viajar com a família Gasto muito com: Maquiagem Melhor hora do dia: Final da tarde Prazer à mesa: Churrasco acompanhado de maionese caseira Livro marcante: Anjos e demônios, de Dan Brown

Som preferido: Música sertaneja Filme inesquecível: Todos os de James Bond Lazer: Passear e tomar chimarrão com os amigos É lixo: Corrupção É luxo: Saúde Homem bonito: Meu marido Mulher bonita: Angelina Jolie Se não fosse o que sou, seria: Não me imagino exercendo outra profissão Ijuí é: Uma cidade acolhedora com muito potencial de desenvolvimento


2015 no Valle Verde O lugar onde muitas comemorações aconteceram, também promoveu eventos marcantes durante o ano

Aline e Eder Wisnheski na Noite dos Namorados

José Carlos e Maria Antonieta Vione no Almoço das Mães

Fabrício e Gisele Wild no lançamento da Stampa de maio

Bruna e Paulo Brizolin no lançamento da Stampa de maio Paula Borelli e Cledison Fritzen na Noite dos Namorados Nadine Dubal conferindo a edição de maio da Stampa

Marli Burtet e Asta Genz no aniversário de Ercí Nonnenmacher

Rafaela, Benhur, Cristiane e Laura Vione no Almoço das Mães O empresário Gilvani Martins (dir.) com Gabriel Hilário de Almeida, Geilyan Martins


FESTIVAL

Os vencedores do 4º Canto de Luz Quarta edição do festival ijuiense teve inscrições recorde e shows de famosos, no CTG Clube Farroupilha

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e 18 a 21 de novembro aconteceu a 4º edição do Festival Nativista Canto de Luz, no CTG Clube Farroupilha. Durante as quatro noites, grandes nomes da música nativista se apresentaram, entre eles, Luiz Carlos Borges, Gaúcho da Fronteira, Marcello Caminha, Délcio Tavares e Eco do Minuano e Bonitinho. Na noite de 21 de novembro foram conhecidos os vencedores desta edição do Canto de Luz. Na ocasião, também aconteceu a gravação do CD e do DVD. Na Fase Geral, o 1º lugar que recebeu o Troféu Canto de Luz, foi “Fundamentos pra voltar”, com letra de Máximo Cirano Fortes, música Alber Lopes e Cristiano Fantinel e interpretado por Cristiano Fantinel; o 2º Lugar, que recebeu o Troféu Ijuí 125 Anos foi “Alma de avô”, interpretado por Cristiano Quevedo; o 3º Lugar com o Troféu Colônia Ijuhy foi para “Pelos olhos dos meus filhos”, interpretado por Jean Kirchoff. O Melhor Intérprete foi Cristiano Fantinel, com “Fundamentos pra voltar”, que recebeu o Troféu David José Martins. O Melhor Trabalho Poético, com o Troféu Siqueira Couto foi “Alma de avô”, interpretado por Cristiano Quevedo. A Música Mais Popular recebeu o Troféu Simão Hickembick, “Visitando meu compadre”, in-

terpretado por José Ricardo Nerling. A Melhor Indumentária foi para “Plenitude, além da vista”, interpretado por Dionathan Farias, Emerson Gottardo e Cristiano Fantinel. Eles receberam o Troféu Gregório Cortez. Na categoria Melhor Instrumentista com o Troféu Orestes dos Santos, “Morada antiga”, interpretado por Luidhi Moro Muller. Como Melhor Arranjo Instrumental, recebeu o Troféu Pelópidas Glascherster, a composição “Fundamentos pra voltar”, com Cristiano Fantinel. No Melhor Arranjo Vocal, o Troféu Lizete Maria Lentz foi para “Plenitude, além da vista”, interpretado por Dionathan Farias, Emerson Gottardo e Cristiano Fantinel.Na Fase Local, o 1º Lugar e também música mais popular, foi para “Visitando meu compadre”, de autoria de Rogério Gilberto Knorst e interpretado por José Ricardo Nerling, que recebeu o Troféu Dr. Augusto Pestana; o 2º Lugar foi para “A Arte de desenhar o verso”, interpretado por Robledo Martins, que levou o Troféu Coronel Dico; o 3º Lugar foi para “Meu canto”, interpretado por Alisson Marchioro, que recebeu o Troféu José Gabriel e o 4º Lugar “Degredados do campo”, interpretado por Mauricio Gaúcho, recebeu o Troféu Emil Glitz.

Fase Local: vencedores com a música “Visitando meu compadre” receberam o troféu Dr. Augusto Pestana

Fase Geral: vencedores com a música “Fundamentos para voltar” receberam o troféu Canto de Luz

Vi, li e recomendo Por Eloá Bagetti

Diretoria do Escola Polivalente

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Uma mente inquieta

Livro de kay redfield jamison Em uma Mente Inquieta KayRedfieldJamison faz a narrativa de sua própria história de vida. A autora faz um relato pessoal já que sofre de Transtorno Bipolar do Humor, ou doença maníaco depressiva, termo mais antigo que ela prefere utilizar, e ao mesmo tempo técnico, pois é médica psiquiatra. A história ganha conotação de romance, já que o relato descortina uma vida no contexto da família, das relações amorosas, de universitária, das viagens de estudos, do tratamento da doença, tudo vivido com muita intensidade e paixão, emoções estas, muito comuns por quem sofre de Transtorno Bipolar do Humor. A leitura do livro se torna instigante por se tratar de um testemunho franco dos conflitos vividos, a necessidade do tratamento e a desmistificação da loucura, já que a autora se permite viver a vida com entusiasmo, e com muita determinação, se tornar uma autoridade mundial sobre a própria doença.

Como estrelas na terra

De Aamir Khan Um longa produzido na Índia e mostra a história de um menino chamado Ishaan de 8 anos de idade. Ishaan mora com seus pais e um irmão, frequenta a escola mas tem dificuldades de aprendizagem, ausência de concentração, frequentes esquecimentos e desmotivação para os estudos. Seus maiores interesses são as brincadeiras, ao contrário de seu irmão, dedicado aos estudos e excelente nos esportes. Os pais de Ishaan são chamados na escola com frequência e em razão desses fatos decidem enviar o menino para um colégio interno com regras rígidas. A tristeza e a solidão só pioram a vida da criança até que chega à escola o novo professor de Artes, que também trabalha em uma escola com crianças especiais. Logo ele percebe que Ishaan tem dislexia e passa a utilizar vários meios para ajudá-lo. O filme emociona pois retrata como o afeto ajuda na superação dos medos, melhora a autoestima e potencializa a criança para as aprendizagens.


Rafa Dachary com a Excellence no Rock na Praça

O cara da bateria Com pinta de galã e focado na música, o baterista ijuiense Rafael Dachary tem sua veia musical no heavy metal. Ele já venceu concurso, tocou fora do País e fez shows com bandas famosas, como a Hangar

A

inspiração musical de Rafael Dachary, 29 anos, pela bateria veio de dentro de casa. Aos 12 anos ele via o irmão, Daniel Dachary, ensaiando e decidiu que era isso que ele também faria. Com o tempo, o irmão parou de tocar, mas Rafael nunca mais parou, e a bateria se transformou, em mais do que um hobby, ou uma de suas paixões na vida, em sua profissão. Ainda adolescente, Rafael começou a tocar em bandas, sendo a primeira aqui de Ijuí, quando ele tinha 14 anos, a Horyon. Em 2008 ele mudou-se para Florianópolis em busca de novos projetos dentro do mundo da música, onde tocou em bandas conhecidas como a Coda, Brazillian Pink Floyd e Fortress. Em 2009 entrou para a banda Drunk Vision de Death Metal/Progressivo de Capão da Canoa, gravou o primeiro disco intitulado Day After e a banda encerrou suas atividades no início de 2011. Nesse ano, ele ajudou a formar a banda Fortress de Florianópolis, gravou o EP Shatter This Prison, mas resolveu sair da banda logo após as gravações para se dedicar integralmente à bateria e também dar aulas. Ainda no final de 2011 gravou o primeiro álbum da banda Matricidium, de Balneário Camboriú. E no início de 2013, surgiu a oportunidade de entrar no Tierramystica, banda de Porto Alegre, onde tocou por um ano. “Nessa banda fizemos uns shows na Argentina, em Buenos Aires, Rosario e Ciudad de Galves”, acrescenta. De volta a Ijuí desde o ano passado, ele assumiu como baterista oficial das bandas ijuiense Excellence e Pimenta e seus Comparsas, ambas com a mesma formação, porém propostas diferentes, o que faz com que esteja na estrada todos os fins de semana ao lado do vocalista Pimenta, do guitarrista Giovani Lucchese, e do baixista Lucas Prauchner. Dedicado e em constante evolução , Rafael teve aulas de bateria

com Aquiles Priester, baterista brasileiro nascido na África do Sul, conhecido pelo seu trabalho nas bandas Hangar, da qual é criador, e Angra, da qual fez parte entre 2000 e 2008, uma das bandas mais famosas aqui e fora do Brasil. “O período que fiz aulas com ele foi quando mais consegui evoluir na bateria, por isso a importância de se ter um professor. E o interessante disso é que o Aquiles, desde que começou a ficar conhecido, era meu ídolo na bateria, por muitos anos”, comenta. O contato entre os dois aconteceu a partir de um concurso de bateristas, o Hangar Day, da banda Hangar, em março de 2011, que Rafael ganhou com a música Some Light to Find My Way, e também revelou o dom do músico. O concurso consistia em enviar um vídeo para a organização, e os três bateristas vencedores tiveram a chance de dividir o palco com o Hangar para tocar uma música cada, em um show ao vivo da banda, que marcou o lançamento do repertório de seu novo álbum, Infallible, em São Paulo. O público presente decidia na hora o vencedor. Rafael ganhou, e acentua que isso o ajudou não apenas a ter mais experiência e conhecer pessoas, mas também em uma maior exposição de seu trabalho musical. “Ganhei um prato de bateria com a assinatura do Aquiles, um Ride da Paiste. Aproveitei e comecei a produzir vídeos melhores no sentido de produção mesmo, usando mais câmeras e investindo em um som com mais qualidade.” Professor de bateria, e atualmente cursando Engenharia Civil na Unijuí, Rafael também tem grande visibilidade nas redes sociais. Em um canal no youtube assinado por ele, tem uma média de 50 mil visualizações de seus covers, mas o vídeo do concurso já passou da marca de 140 mil visualizações. Através desse canal, Rafael já recebeu convite para tocar com bandas do Brasil e do exterior. Para o futuro, ele quer continuar fazendo o que gosta, ensinando e promovendo música de qualidade para as pessoas. “Sou um apaixonado pela bateria.”

Sabe quem são as noivas e noivos, as debutantes e formandos mais felizes de 2015?

Conheça! /usinaijui


Perto ou longe, onde vivem ijuienses

Samantha Borges

Na Basílica de Sacré Cœur, em Paris

Na Torre Eiffel, Paris

A ijuiense conheceu vários países, entre eles, Inglaterra, Bélgica, Holanda e República Tcheca

Natural de Ijuí, Samantha Borges saiu daqui aos 18 anos, para fazer faculdade em Santa Maria. Em Ijuí, moram os pais, o aposentado João Borges e a professora Isabel Borges, os irmãos Johnson Borges e Pablo Borges e a cunhada Lidiane Krawzack Borges. Samantha foi cursar Jornalismo na UFSM e entre os anos de 2003 e 2008 sua vida foi uma ida e vinda na “ponte Ijuí-SM”. Depois de formada morou um ano no Mato Grosso onde trabalhou como jornalista, mas acabou voltando a Santa Maria para fazer Mestrado e agora também o Doutorado. E foi através da vida de estudante/pesquisadora que acabou em Paris, na França. Chegou na capital francesa em março de 2015 para um estágio de Doutorado na Université Sorbonne Nouvelle Paris 3. “Na bagagem eu trouxe uma mistura de sentimentos: ansiedade, alegria, um pouquinho de medo, afinal não seria uma viagem de passeio, férias, mas um ano todo para viver Paris. Logo na chegada um amigo que já morava aqui desde dezembro, me esperava no aeroporto. Ele me ajudou muito no início e se tornou a primeira parte da minha família aqui”. Samantha conta que se sentiu muito acolhida pela cidade desde o início. Uma das tradições diárias é fazer piqueniques nos parques, que ficam completamente lotados na primavera e no verão, quando escurece por volta de 11 horas da noite. “Os franceses aproveitam muito os espaços públicos, uma diversão gratuita e linda, pois a paisagem dos prédios antigos, os jardins, tudo é muito bonito. Das coisas mais incríveis que também pude vivenciar aqui foi o acesso muito fácil ao conhecimento”. A cidade, segundo ela, respira cultura: além dos inúmeros museus, cada canto da cidade, cada monumento, cada

prédio, conta muita história. “Existe uma consciência e uma preservação da memória histórica de dar inveja. Além disso, poder frequentar a Sorbonne e o Collège de France, com palestras, seminários e conferências com estudiosos que eu só conhecia nos livros foi maravilhoso”. Algumas coisas também a surpreenderam: com fama de serem grosseiros, os franceses foram em geral muito gentis com ela e sobre as francesas, com fama de serem as mais elegantes do mundo, Samantha conta que achou bem menos elegantes do que imaginava. “Além disso, a cidade destoa um pouco das outras capitais europeias, pois é extremamente miscigenada. Há muitos imigrantes, mas também uma geração já nascida aqui mesmo, mas que tem descendência oriental, africana, árabe. É uma mistura tão grande que às vezes é difícil encontrar um francês típico e nessa miscigenação toda há, claro, muitos brasileiros. E quando a gente encontra brasileiro é uma alegria só: conheci muitos no metrô, nos mercados, nas lojas. Você ouve alguém falando português e a identificação é imediata”. Foi assim que ela fez muitos amigos de todas as partes do Brasil, como Recife, Salvador, São Paulo, Amapá. Segundo a ijuiense, uma das melhores partes de morar em Paris é a aproximação entre as pessoas que vêm do mesmo lugar, que é muito rápida e intensa e amigos logo viram uma segunda família. “É claro que whatsapp, facebook, tudo mantém nosso contato diário com família e amigos no Brasil. Mas não substitui. Nada substitui a presença de dividir a vida. Jogar conversa fora no bar, passear, chorar no ombro, tomar um mate, estudar junto, ouvir o mesmo silêncio, compartilhar a saudade. Nada é mais claro pra mim, vivendo em um país diferente, que o Brasil é parte indispensável de nós”, comenta.


Perto ou longe, onde vivem ijuienses

Claudia Prado da Rosa

C

laudia Prado é a primogênita e única mulher da família Prado Rosa. É filha de Wilmar Costa da Rosa, professor aposentado do Estado, e Darcy Prado da Rosa (in memoriam), que durante muitos anos foi presidente do clube de mães da Apae de Ijuí e da Etnia Afro. O pai reside em Ijuí. Cláudia nasceu em Cricíuma, Santa Catarina, mas viveu a maior parte de sua vida em Ijuí. Atualmente mora em Florianópolis. Ela tem quatro irmãos, Davi que é engenheiro mecânico e mora em Betim, Minas Gerais; Genoir, que é administrador e mora em Xanxerê, Santa Catarina; Flávio, que é fonoaudiólogo em Florianópolis e Renan, o mais novo, que mora em Ijuí. Claudia iniciou a vida escolar no CSCJ, em 1978, local onde guarda grandes recordações e amizades. “Conclui o Ensino Fundamental no Ruizinho e o Ensino Médio, no Ruyzão. Eu sempre quis sair de Ijuí, pois, embora sendo uma cidade hospitaleira, e de colonização tipicamente europeia, como todo Sul do Brasil, sentia a necessidade de conviver com mais pessoas negras, que eram raras em Ijuí, e nós tínhamos muita ligação com nossos parentes que moravam em Criciúma e Pelotas, onde resolvi ir fazer a faculdade”. Após se formar em Enfermagem e Obstetrícia, em 1991, Claudia trabalhou no Hospital de Clínicas de Pelotas, inicialmente na UTI pediátrica e neonatal, até final de 1993, quando retornou para Ijuí, para ficar alguns meses. “Neste retorno, em 1994, reencontrei poucas amizades, sabia que muitos já tinham refeito a vida em outra cidade e decidi alçar voos, mais distantes e me aventurar. Inicialmente tentaria em Florianópolis, Curitiba e São Paulo, mas quis o destino que eu permanecesse na Ilha da Magia, onde fui contratada pela Secretaria de Saúde do Estado, e depois efetivada através de concurso público, no mesmo ano”. Atualmente ela trabalha na UTI, do Hospital Nereu Ramos, referência em doenças infectocontagiosas. Trabalha no período noturno. “Sou feliz e muito realizada, como mulher, mãe e enfermeira e no momento me redescobrindo como parte integrante do movimento negro de Santa Catarina”, conta Cláudia que é mãe de duas filhas gêmeas, com 19 anos, Naomy, cursando Desing de interiores e Maylê, cursando Enfermagem. “Curto Florianópolis, pois é um lugar lindo para morar e criar minhas filhas, afinal, como sempre sonhei em morar numa ilha, eu moro onde as pessoas passam as férias”. Claudia faz parte do Comitê Impulsor Durante a Marcha das da Marcha das Mulheres Negras, que aconteceu em Brasília Mulheres Negras, em Brasilia no dia 18 de novembro.

Médica Veterinária Responsável Jaqueline Conrad Schirmer CRMV-RS 10756.

Consultas Cirurgia Inseminação Artificial Internação Vacinas Limpeza de Tártaro Hospedagem Banho e Tosa Hidratação Medicamentos Acessórios Rações Busca e Entrega

Rua Marechal Mallet, 30 - Ijuí/RS Fone: 3332 1208 Cel. (Plantão): 9989.6941 Rua 19 de Outubro, 802 - Ijuí/RS - Fone: 3333 0670

Claudia saiu de Ijuí em definitivo em 1994, rumo a Florianópolis


VIAGEM

Segunda experiência europeia Durou 45 dias a segunda viagem de trio ijuiense ao Velho Continente

O

segundo semestre deste ano foi especial para Thiago Schneider, sua mãe Odete e sua tia Carmen. Pela segunda vez, o trio, que já havia viajado em 2013, passou uma temporada na Europa. Eles saíram do Brasil em 22 de agosto com destino inicial à Alemanha, mas com compromissos também na Grécia. Na agenda de viagem, dois motivos importantes: visitar seu irmão Rafael e o sobrinho Luca Davi, em Munique, e presenciar o casamento de seu primo Thalis na ilha grega Santorini. Eles retornaram dia 8 de outubro, depois de 45 dias na Europa, tempo em que Thiago aproveitou para visitar outras cidades. O roteiro incluiu Budapeste, na Hungria; Istanbul, Capadócia e Kash, na Turquia; Roma, na Itália; e Atenas, Creta e Santorini, na Grécia. Na primeira ida ao exterior, o trio esteve em Munique, Paris, Praga, Veneza, Salzburg e Innsbruck. “O que mais me impressionou em Munique

foi a organização, pois tudo parece funcionar. Lá observei o cumprimento das leis e das funções do Estado, resultando num excelente funcionamento do serviço público em geral como, por exemplo, os transportes coletivos, obtenção rápida de documentos necessários à circulação e principalmente no estado de segurança de toda a população. Nas outras cidades em que estive, o que me impressionou foi o cuidado e a preservação da arquitetura antiga e as belezas naturais”, conta Thiago. Durante o período que lá esteve, foram muitos os fatos inusitados que vivenciou, mas ele destaca um ocorrido em Instanbul, capital turca, quando passeavam por uma praça com milhares de pessoas. “Avistamos cerca de 10 veículos robustos da polícia, do tamanho de ônibus e fortemente armados, e mais uns 15 menores, além de várias polícias a pé. Pensamos em ameaça de bomba e rapidamente seguimos em sentido oposto.”

Na Octoberfest em Munique

Com o sobrinho, em frente à estátua da Bavária, Munique

Thiago na Schloss Herrenchiemsee, Prien, Alemanha

Centrais Telefônicas e Interfonia

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O hobby de transformar De uma caixa de leite que iria para o lixo, garrafas pet jogadas pelo chão e pallets descartados pelas empresas, Obirajá Gehm faz surgir casinhas de passarinhos, hortas e até pequenas estufas.

M

orador do bairro Modelo, Obirajá Gehm, 58 anos, sempre fez arte de materiais reciclados. Preocupado, ele conta que hoje em dia já não pode mais ver uma garrafa pet no chão. “Independente de onde esteja, na rua, na lixeira, na rodovia, eu preciso juntar, porque eu olho para uma garrafa pet e vejo uma utilidade para ela”, diz. O gosto por transformar aquilo que iria para o lixo em algo útil vem desde pequeno, quando o pai de Bira trabalhava em uma esquadria e levava para casa pedaços de madeira para aquecer o fogão a lenha. “Éramos pobres, eu pegava aquelas madeiras e construía meus próprios brinquedos.” Cheio de ideias e força de vontade, tanto a casa quanto a chácara de Bira, tem suas invenções espalhadas. Ele também participa de cursos promovidos pela Aipan, sobre reutilização de material reciclável, e leva os materiais que constroi para feiras da região, onde além de demonstrar o que pode ser feito a partir da reutilização de uma garrafa pet que iria para o lixo, ele também ensina quem está disposto a promover essa mudança de hábito. “Sinto que estou fazendo minha parte para um mundo melhor”. Mas é no meio de hortas, armadilhas para pernilongos e cobras, e pequenas estufas para enraizamento de flores que encontramos as famosas casinhas para passarinhos, que Bira constrói com pallets, doados por empresas parceiras, e chapa de alumínio de impressão, doadas pelo Jornal da Manhã, e que servem de telhado. “Prefiro as chapas da Stampa que são mais grossas”, explica. Depois de prontas, as casinhas são pintadas e distribuídas gratuitamente na comunidade, escolas e empresas parceiras. “É tão gratificante ver a felicidade das pessoas quando são presenteadas. Nesse mundo tão conturbado, além de hobby, também é uma satisfação pessoal.” Agora Bira está inovando e fabricando casinhas de caixas de leite, o que, segundo ele, são as preferidas dos passarinhos por serem mais fundas. “Eles conseguem fazer até três ninhos em cada casinha”. Somente neste ano ele contabiliza mais de 700 casinhas fabricadas, todas distribuídas. Em sua casa, além daquelas que têm penduradas, encontramos mais de 20 casinhas em um canto. Sorridente ele conta que essas já têm destino certo. “Essas eu fiz para a Escola de Santana, elas estão sem pintura, porque a professora quer fazer uma atividade com as crianças, elas mesmas vão decorar as casinhas.” Antes dessas, outro pedido especial foi atendido por Bira. Durante apresentação dos festeiros da Festa da Uva da Paróquia São Geraldo foram doadas 123 casinhas para os presentes. Essas foram construídas em parceria com o Grupo Família de Nazaré. “Eu doei todo o material, as madeiras cortadas, assim como o telhado e os pregos. O grupo montou e pintou as casinhas”, conta Bira.

Bira com uma das chapas de impressão da Stampa, as preferidas para fazer os telhados, “porque são mais grossas”

Recentemente, Bira começou a utilizar caixas de leite, as preferidas dos pássaros por serem mais fundas, diz

Casinhas que serão doadas à Escola Santana para atividade com os alunos STAMPA | 47


“Uma pessoa se torna adulta a partir do momento que cria responsabilidade e consciência do que está fazendo com a sua vida. O adulto precisa ter responsabilidade pelos seus atos, e saber as responsabilidades e os riscos que está correndo, de acordo com as suas escolhas”. Maryana Soares Pereira, 15 anos - 1º ano, Colégio Tiradentes

que a h c a ê c o v e d a id Com que a se torna adulta? uma pesso “Eu acho que essa questão é muito variável, por causa que está muito ligada à maturidade de uma pessoa, então, existem pessoas que, com 18 anos, ainda não possuem maturidade para se assumir uma pessoa adulta, mas, existem pessoas com 15 ou 16 anos, que têm responsabilidades e conseguem se virar na vida.” Vitor Borgmann , 15 anos - 1º ano, Colégio Tiradentes

“A pessoa se torna adulta quando ela tem responsabilidades, começa a trabalhar e organizar a sua própria vida. Não dependendo dos seus pais, quando você tem deveres e obrigações para fazer no seu dia a dia, é o momento que se torna uma pessoa adulta”. Valdir Avozani, 18 anos 3º ano, Escola Ciep

“No meu ponto de vista, uma pessoa se torna adulta a partir de que ela adquire independência, responsabilidades e que ela saiba o que está fazendo. Quando alguém atinge a idade adulta e a maturidade, precisa assumir o que faz de errado, então não precisa ser necessariamente aos 18 anos, a maturidade chega mais cedo para alguns e mais tarde para outros”. Eduarda Schimanoski, 14 anos – 1º ano, Colégio Tiradentes

“Uma pessoa se torna adulta quando ela sabe o que precisa fazer, sem precisar dos pais para ficar alertando. Você se torna adulto quando sabe de seus deveres e suas responsabilidades, e consegue assumir e administrar elas da forma correta, com atitude que demonstram independência”. Talia Makoski, 17 anos – 3º ano, Escola Ciep

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“Não precisa ser aos 18 anos, porém nessa idade cabe mais responsabilidades e assim a pessoa acaba se tornando adulta, por conta dos problemas, opiniões, ideias e trabalho. A pessoa normalmente se torna adulta no período da maioridade, mas pode acontecer antes ou depois também”. Luana Oliveira, 17 anos - 3º ano, Escola Ciep

“A idade muda para cada um, mas em geral as pessoas se tornam adultas aos 18 anos. Porém, muitas pessoas ainda não têm maturidade ou autonomia suficiente nessa fase da vida, pois a independência se cria com o tempo, mas, pela lei, aos 18 anos a pessoa se torna adulta, e precisa assumir erros e conduzir a sua vida”. Caio Rhoden, 15 anos – 1º ano, Colégio Tiradentes


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Stampa dezembro  
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