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Jornal

Número 2

da Hora Espaço Arterial

São Paulo, maio de 2008

Dia Nacional do Livro

Capitães de Areia Passatempo Maracatu Cinema

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Esse Jornal é em homenagem a todas aquelas crianças que trabalham sem ter idade, em qualquer parte do mundo

Histórias de Medo página 2

Brincando de Poesia página 2

Entrevista

Passeio na Estação Ciência

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Dia do Trabalho página 2

Coisas de Índio página 3


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Maio de 2008

1º de Maio, Dia do Trabalho

fizeram uma greve geral em Chicago, pois trabalhavam muito. Eles saíram às ruas para protestar e a polícia veio, muitos ficaram feridos e outros mortos. Então, em memória a esses mortos em 1889, o dia 1° de maio passou a ser o Dia do Trabalho. Espero que vocês tenham aprendido algo, a gente se fala! Gonçalo Costa, 12 anos

É uma Realidade?

Poderia pensar em estudar Poderia um dia me formar Poderia pensar até em brincar Mas preciso trabalhar

Barbara Duraes, 10 anos

É bom lavar, limpar, secar Mas só para ajudar É bom correr, dançar, brincar Mas preciso trabalhar Para ajudar minha família No seu bem estar.

Po esia

Gabrielle Alves, 10 anos

J

Ba

r

pala

berinjela, mas o holandês falou: – Vocês vão comer isso a semana toda! Pedro ficou pensando. Cadê as brincadeiras, o algodão doce e o cachorro quente? E não conseguia parar de pensar na marca de sangue. De onde veio aquela marca? Quando eles foram dormir, Pedro juntou todos que estavam lá e começou a falar: -Olha, amanhã nós vamos fugir. Eu não agüento mais! Quando já estava clareando, todos acordaram e se arrumaram. Logo saíram correndo pela estrada. Pedro olhou para trás e viu vários caras encapuzados e com roupa preta. – Corre, corre! Eles estão atrás de nós, disse Pedro. Um tempinho depois, eles chegam na parte das rosas e todos já estavam muito cansados. - Já estou vendo a cidade, vamos, só mais um pouquinho, os caras já estão nos alcançando, disse Pedro. Ele percebe que os homens pararam. Parecia que as cores claras e o sol faziam mal para eles. Pedro conseguiu fugir e quando chegaram na cidade eles esqueceram tudo, nunca mais se lembraram de nada.

Brincando de Poesia

Você gosta de poesia? Então entre nesse jogo. 7

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Regras do jogo

fazer para ajudar essas crianças? - Bom! Podemos educá-las falando o que é certo e o que é errado. -Legal! Vou ajudar as crianças! Que bom! Isso é um aviso para todos. Todo mundo precisa saber que uma criança rica ou pobre pode ter os mesmos direitos de ir para escola, brincar, correr, pular, enfim, de se divertir. Mas para você que quer entender mais sobre o trabalho infantil leia “Crianças de Fibra” de Iolanda Huzak e Jô Azevedo. Tenho certeza que você vai gostar desse livro.

d obgaro a Dura e

es, 10 an

Olá caros leitores, vou contar histórias de crianças que trabalham. Não sei se vocês já perceberam, mas hoje em dia muitas crianças trabalham e perdem seus direitos de brincar e estudar. Você já deve ter visto nas ruas de sua cidade muitas crianças trabalhando seja com cana, pedra, louça, tijolos, sapatos e outros. Que coisa horrível! Crianças trabalhando assim. Algumas crianças têm de tudo e mais um pouco e outras tem pouco e às vezes nada. Isso é uma situação muito triste! - Mas o que nós podemos

Pedro era um garoto muito divertido e brincalhão. Um dia sua mãe ficou sabendo de uma excursão muito legal. Lá aconteceria uma olimpíada de brincadeiras com corrida de saco e corrida com ovo na colher, teria piscina, pescaria e muitas festas com algodão doce e cachorro quente. Vários amigos iriam e ficariam uma semana lá. No ônibus eles viram um caminho verde com rosas e bem colorido. Aos poucos apareceram umas árvores escuras, com os galhos caindo e as plantas foram ficando mortas. O lugar era no meio de uma mata escura e assustadora. Quando chegou lá, um homem alto, magro, velho mas com braços fortes e bem branco, foi tirando todo mundo do ônibus. Pedro percebeu que o velho andava com uma peixeira na bota. Ele parecia um holandês. Usava uma roupa preta, com capuz preto. – Vamos comer alguma coisa, vocês devem estar com fome, depois dessa viagem linda que vocês fizeram, disse o homem. Pedro olhou para ele e viu que tinha sangue na manga da sua roupa. - Vamos, está na hora do almoço, hoje vai ter espinafre com espinafre e espinafre refogado com salada de berinjela. Sete meninos não gostavam de espinafre e

Quino

Criança não trabalha

A Excursão de Pedro Guilherme Oliveira, 10 anos

vors as

Nós do ocidente sempre vemos que no dia 1° de maio os trabalhadores se reúnem para reivindicar seus direitos, são aquelas passeatas em vários países. Mas por que 1° de maio? Por que não no dia do meu aniversário? Brincadeira... O Dia do Trabalho só é no dia 1° de maio porque em 1886, vários trabalhadores

Jornal da Hora

1. O poema deve ser feito com sete palavras 2. Cada uma das palavras deve ficar dentro dos retângulos 3. Você deve seguir a numeração dos retângulos 4. A palavra que está no retângulo 1 é o tema central do poema e deve rimar com a palavra que você colocará no retângulo 4 5. Faça uma lista de palavras associadas à palavra central

AMOR

1

6.Escolha quais palavras ficam interessantes dentro do retângulo 7. Não repita palavras 8. Escolha as palavras da lista que você mais gosta e que tenham maior sonoridade 9. O ganhador é aquele que conseguir criar um poema

Se você gostou desse jogo e construiu um bonito poema, mande para nós. Ele poderá sair em nosso jornal. Envie por e-mail ou pelo correio! Olhe no expediente o nosso endereço.


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Maio de 2008

Jornal da Hora

A Turma do DA HORA na Estação Ciência Fizemos um passeio até a Estação Ciência e foi muito divertido o que aprendemos

Bárbara e Victor entrevistaram monitores que explicam aos visitantes o funcionamento do mundo físico e biológico.

Beatris Duraes

Rafael

Estudante de Geografia, 23 anos! JDH: O estudo de Geografia tem muito a ver com os vulcões, tremores...? Rafael: Tem sim, porque a gente estuda muito Geografia Física, que trata da dinâmica interna do planeta, da Geologia, da estrutura física do planeta. Então tudo está relacionado a esses fenômenos, vulcões, furacões... JDH: Você sabe quem criou essa exposição de vulcões, aqui na Estação Ciência?

Rafael: Olha, a gente tem uma coordenação aqui na “Estação Ciência” que é parte do museu, que recebe os experimentos de acordo com a temática da área. Aqui a gente está na área da Ciência da Terra. Foi a coordenação do museu que montou essa exposição. JDH: O que você acha da experiência de ser um monitor da Estação Ciência? Rafael: Eu acho muito positivo porque eu aprendo muito com o visitante, eles acabam tendo sempre coisa nova para acrescentar à exposição.

Uma apresentação e o contato com o público é sempre enriquecedor. Acho que é um caminho sempre de mão dupla, o visitante aprende com o monitor e o monitor aprende com o visitante. JDH: Quando você for mais velho pretende continuar com essa coisa de gostar de Ciência, Geografia, mapas? Rafael: Sim, eu pretendo seguir essa área, tanto é que, eu estou fazendo faculdade na área da Geografia, então pretendo seguir a carreira sempre trabalhando com a Geografia.

Barbara Duraes e Victor Braz

Bruno

Estudante de Física JDH: Qual o nome desse brinquedo? Bruno: Não é um brinquedo né? É uma demonstração de Física, ele serve para comprovar uma Teoria da Ciência. É divertido mexer com ele, mas não pode ser tratado como um brinquedo, é um instrumento de ensino. O nome dele é ”Trem da Inércia” e faz a demonstração da primeira lei de um físico que se chama Isaac Newton, Essa primeira lei de Newton é exatamente o Princípio da Inércia. JDH: E quem criou esse Trem da Inércia? Bruno: Quem criou eu não vou saber responder. Aqui na Estação a gente tem uma equipe que desenvolve todos os projetos. A gente tem técnicos em eletrônica, tem bastante suporte de engenharia. A USP libera

Victor, Bruno e Bárbara

verba para a gente comprar os materiais e a equipe daqui monta. O pessoal faz a solda, corta o material, tudo num tamanho certinho, faz as medidas, os cálculos, assim nascem todos os experimentos que a gente tem aqui. O trem da Inércia é um experimento bem antigo. JDH: O Trem da Inércia funciona pela energia ou você dá um impulso para ele ir? Bruno: Ele só se move por causa da Energia Potencial. Quando você tem um objeto numa

certa altura, esse objeto tem uma nergia que se chama Energia Potencial, nem preciso dar impulso nele porque só por ele estar em uma certa altura ele já tem energia, então, quando você coloca naquela parte alta do trilho e você solta, ele já ganha velocidade. A Energia Potencial se transforma em Energia Cinética, que é a energia do movimento.

Coisas de Índio Ana Cláudia, 11 anos

Oi turma que lê o jornal Da Hora! Vamos conhecer um pouco sobre o livro Coisas de Índio do escritor Daniel Munduruku. Nesse livro tem histórias dos povos indígenas, nele você vai encontrar histórias sobre a arte, jogos, músicas, danças, os direitos dos índios e outras curiosidades de suas culturas. Neste livro também encontramos textos curtos e longos com figuras índigenas bem bonitas.

Gostei do tema Jogos, porque é interessante e explica como eles brincam e dá para ver que eles têm algumas brincadeiras iguais as da gente, como pegapega, peteca, escondeesconde e outras. Você ficou com vontade de saber mais? Então apareça lá na Biblioteca Monteiro Lobato e conheça mais sobre esse livro, tem muitas histórias legais. Divirta-se!!!


Passatempo

Cinema Claoni Plaça, 21 anos

Bruno Costa, 11 anos

Maracatu significa mara (guerra) e catu (bonita), guerra bonita. Ele é uma festa que chegou aqui com os portugueses e se misturou com a cultura indígena e africana. Os personagens do desfile do maracatu são: o porta-estandarte, dama da corte, a dama do paço, a rainha e rei, o vassalo, a figura da corte, baianas e batuqueiros. Esses personagens gritam: Viva São Benedito!! Viva Nossa Senhora do Rosário!! Os pernambucanos representam os antepassados com uma boneca de madeira chamada de calunga. Com o Maracatu os pernambucanos relembram os povos índigenas, portugueses e africanos.

s

1. O que é o dia 1° de maio? 2. Como eram chamados antigamente os trabalhadores negros? 3. O que precisamos fazer para ser um bom aluno? 4. Escreva um direito que a criança tem, começa com a letra B. 5. Relativo à infância. 6. Onde as crianças aprendem a ler e escrever ? 7. Adulto que trabalha. 8. Sinônimo de carreira. 1. 2. 3.

Victor Braz,12 anos

4.

Capitães da Areia

5. 6.

Beatris Duraes, 10 anos

7. 8.

DIA NACIONAL DO LIVRO! Oi Pessoal! O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado no dia 18 de abril, em Homenagem a Monteiro Lobato. Esse dia foi oficializado pelo Congresso Nacional e aprovado pelo Presidente da República daquele tempo, Fernando Henrique Cardoso, no dia 08 de janeiro de 2002, passando a ser uma data comemorativa oficial. Vocês sabem da importância de ler? Lendo, você aprende, fica mais inteligente e, o que é legal, você mergulha dentro das histórias como se fosse você o próprio personagem, como se estivesse vivendo aquilo. Muitas pessoas dizem que ler é mágico.

Então não se esqueça, leia com vontade, entre na história, viva os personagens. E o mais importante, sem você perceber está aprendendo e ficando mais inteligente. Ah! Já ía esquecendo, sugiro a leitura de um livro, ele se chama Patrícia, do autor Stephen Michael King: é a história de uma menina que tinha a cabeça cheia de idéias, pensamentos maravilhosos, legais e queria muito compartilhar com alguém. Para ler esse livro vá a qualquer Biblioteca Pública.

Thalita Marques, 11 anos.

Equipe

EXPEDIENTE

O Maracatu M. Vil la

Cinema é uma coisa boa, importante e de emoção. É importante e é bom assistir porque passa tudo que eu gosto! Cinema é um lugar bonito com cadeiras, tela grande, e o projetor passa o filme na tela. Cinema é demais! O cinema é lindo, bonito e faz bater o coração. A gente assiste a um filme e eu nem imagino como vai ser bonito... Eu amo muito cinema. Os filmes que eu mais gosto: Máskara, Os Irmãos Cara de Pau e O ano em que meus pais saíram de férias

Jornal da Hora

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Maio de 2008

Ana Cláudia Silveira Barbara Duraes Beatris Duraes Bruno Costa Claoni Plaça Gabrielle Alves

Gonçalo Costa Guilherme Oliveira Levi Boschetti Thalita Marques Victor Braz

O livro conta a história de um grupo de crianças abandonadas (eram mais ou menos umas cem crianças, entre cinco e dezesseis anos). Moravam em um velho trapiche abandonado que ficava no cais do porto de Salvador. Como em todo grupo, tinha um capitão, o nome dele era Pedro Bala e o nome do grupo era Capitães da Areia. Todos em Salvador tinham medo dos “meninos,” eles eram meninos, mas faziam coisas de homem, roubavam para sobreviver, derrubavam negrinhas no areal. Eles sofriam porque nunca tiveram um beijo de boa noite da mãe ou os conselhos do pai. Nunca tiveram amor ou carinho, só viam no olhar de todos medo e desprezo. E para ser pior, todos os dias

Coordenação

Projeto Gráfico

Diagramação

Fábia Nogueira Valéria Silva Vera Alves

Fábia Nogueira

Valéria Silva Fábia Nogueira

eles tinham que viver a pior vida do mundo: a vida de criança abandonada. Se vocês se interessaram pela história, vocês podem encontrar o livro “Capitães da Areia” de Jorge Amado na Biblioteca Monteiro Lobato que fica na Rua General Jardim, 485, Vila Buarque. Boa Leitura!!!

Realização Espaço Arterial Rua General Jardim, 556 3256-3057 jdahora@yahoo.com.br

Jornal Da Hora 02  

Jornal escrito e ilustrado por crianças e adolescentes do Instituto Espaço Arterial.