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DIVÃ

Nhoque da sorte (Pág. 18)

Como lidar com a mentira? (Pág. 16)

ANO 3 - EDIÇÃO 34

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Genuinamente Palhano

GLEBA

Jornal da Gleba

Jornal da Gleba na UniTV

Jay, integrante da banda Spyzer, fala sobre suas duas paixões: tecnologia e música

eleições GLEBA

À flor da pele Excesso de cobrança e falta de reconhecimento são dois dos principais desafios enfrentados pelos síndicos da Gleba Palhano (Pág. 09)

(Pág. 03)

Agência Brasil

PERFIL

Divulgação/Gabriel Wickbold

Programa televisivo estreia dia 10 de julho (Pág. 09)

Entenda como o seu voto pode decidir as próximas eleições (Pág. 08)

JULHO DE 2012


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JORNAL DA GLEBA - julho de 2012

EDITORIAL A edição deste mês traz uma ótima novidade para você. A partir do dia 10 de julho, estreia o Jornal da Gleba TV na UniTV, canal 13 da NET Londrina. É isso mesmo, além da versão on-line e impressa, o JG estará nas telinhas dos londrinenses. Assim como na versão impressa, o JG na TV vai apresentar um material diferenciado, totalmente destinado ao público da Gleba Palhano. Veja todas as informações na matéria completa da editoria Gleba. Confira, também nesta edição, uma matéria sobre os síndicos. O que mais os incomoda? Quais são os desafios do cargo? O que leva alguém a assumir essa responsabilidade? Pois é, essa função realmente

não é para qualquer um. Em uma região com tantos edifícios como a nossa, o serviço do síndico é essencial para o bom convívio entre os moradores do prédio e até mesmo para o desenvolvimento do próprio bairro. Já na editoria Perfil, você vai conhecer um pouco da história de um apaixonado pelo rock, autodidata, multi-instrumentista, que sempre sonhou em viver da música. Com ternos e gravatas e cantando cover de outros artistas, Carlos Hodas Júnior, o Jay, é um dos integrantes da Spyzer, atualmente considerada a única banda de música eletrônica do Brasil. Boa leitura!

erramos Ao contrário do que foi publicado em nossa edição de junho de 2012, a foto da Gleba Palhano que aparece em nossa capa é do fotografo Mário Jorge Tavares, e não do Jornal da Gleba. O sobrenome do nosso entrevistado Léo Pires Ferreira saiu de maneira errônea em nossa capa de junho de 2012.

EXPEDIENTE JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rafael M. Montagnini (MTB 7239/PR) e Talita Oriani (MTB 7358/PR) DIAGRAMAÇÃO:

REVISÃO:

Eduardo Massi

Ana Setti

TIRAGEM:

DISTRIBUIÇÃO:

5 Mil Exemplares

Gratuita

COLABORAÇÃO: Eliane Bortolotto e Thiago Ferreira de Andrade

A próxima reunião do Conselho de Condomínios da Gleba Palhano, ConGP, será no edifício Mogno, Rua Ernani Lacerda de Athaide, 45. O encontro começará pontualmente às 19h30. Compareça!

PONTOS DE DISTRIBUIÇÃO O Jornal da Gleba é distribuído gratuitamente em todos os edifícios e condomínios horizontais da Gleba Palhano e região. Se você não recebe o Jornal da Gleba em casa entre em contato conosco ou retire seu exemplar nos pontos de distribuição:

• EDIF. COM. TORRE MONTELLO Av. Ayrton Senna, 550. • MERCADO PALHANO R. João Huss, 74 • PADARIA DOMENICO Av. Garibaldi Deliberador, 94. • PANETTERIA PALHANO R. Ernani L. de Athaide, 130. • POSTO BELA SUÍÇA Av. Higienópolis, 2685. • VISCARDI PREMIUM Rod. Mabio G. Palhano, 1025.

PONTOS CONTATO DE DISTRIBUIÇÃO

Fones: (43) 3027-4125 (43) 9976-6417 / 9976-0243 Comercial: 8801-7200 Anúncios: comercial@jornaldagleba.com.br Pautas: redacao@jornaldagleba.com.br Site: www.jornaldagleba.com.br


JORNAL DA GLEBA - julho de 2012

PERFIL

De Londrina para o mundo Integrante da Spyzer, considerada a única banda de música eletrônica do Brasil, une tecnologia à música

Divulgação/Gabriel Wickbold

Nascido em Rolândia, mas pévermelho de coração, Antônio Carlos Hodas Júnior, mais conhecido como Jay, desde garoto já mostrava suas habilidades artísticas. Apaixonado por rock, é autodidata, multi-instrumentista e sempre sonhou em viver da música. Sonho esse que se tornou realidade quando, junto com mais três amigos, fundou a Black Tie. Com ternos e gravatas e cantando cover de outros artistas, a banda em pouco tempo encontrou o que realmente gostava de tocar: música eletrônica. Assim nasceu a Spyzer, atualmente considerada a única banda brasileira do estilo. A banda conquistou a 8ª edição do Prêmio Jovem Brasileiro na categoria Música Eletrônica, teve suas músicas na trilha sonora de novelas, e participou de programas de TV. Seus integrantes são ousados, pois criam músicas com instrumentos pouco usados no meio musical, como o Grande Pan (feito de tubos de PVC e tocado com chinelos tipo Havaianas). Para saber um pouco mais sobre a trajetória de sucesso do Jay, confira a entrevista! JG – Quando começou sua paixão pela música? Jay – A primeira vez em que demonstrei interesse, tinha quatro anos. Tive influência do meu pai, que é compositor de música sertaneja por hobby e também dos meus tios, que tocavam violas. JG – Você tinha intenção de ser músico? Jay – Nunca tive esses sonhos de criança de querer seguir alguma profissão específica. No colégio, eu dançava no recreio e na sala de aula também. Sempre gostei de ser o foco das atenções, mas não sabia que era para a música que eu iria enveredar. Hoje, trabalho com música, mas estou focado em várias artes, como vídeos. Me considero geek [viciado em tecnologia]. JG – E quando começou a se tornar profissional? Jay – Sempre levei muito a sério todas as bandas que

tive desde a adolescência. Aprendi sozinho a tocar vários instrumentos. Tive aula apenas para aprimorar a técnica. Mesmo que fosse uma brincadeira entre amigos, o ensaio precisava ser perfeito. Eu cobrava e brigava quando a música não estava certa. JG – Sua banda de maior repercussão até então em Londrina foi a Black Tie. Como isso começou? Jay – Conheci uma galera que tinha o mesmo interesse que eu. Um era formado em música e os dois outros largaram Direito e Odontologia para serem músicos. Eu cursava Engenharia da Computação e também abandonei para viver da música. Criamos então a Black Tie e tocávamos pop, rock e músicas dos anos 60. A partir desse momento não paramos mais. Depois de três anos incorporamos um DJ na banda que nos apresentou à música eletrônica. Começamos a misturála com rock, assim nasceu a Spyzer, em 2006, com música própria e estilo do jeito que a gente queria. JG – Por que o nome Spyzer? Jay – Tem a ver com aranha e remete ao fato de termos muitos cabos que usamos para ligar os equipamentos. Tem a ver também com espião, pois a gente gosta de descobrir coisas novas sobre tecnologia e música. JG – Vocês foram pioneiros em trabalhar com alguns instrumentos e com música eletrônica no Brasil. De onde veio a ideia? Jay – Uma das ideias de criar a Spyzer veio quando assistimos o DVD do Blue Man Group. Eles sincronizam vídeo a áudio, com um ritmo pesado e estilo de música eletrônica. Ficamos apaixonados e vimos que nosso foco era esse. Naquela época, a música eletrônica ainda era mal vista e elitizada. Em nossos shows temos mais de vinte instrumentos ao vivo, como bateria, teclado, flauta transversal e outros. Todos sincronizados com imagens e vídeo. JG – A música “I fell so free” da Spyzer fez parte da trilha sonora de “Viver a vida”, da Rede Globo. Como foi a repercussão para vocês? Jay – Na novela, a música tocou antes e depois do acidente de uma das principais personagens, que acabou ficando paraplégica. Foi o que deu um boom na música. Era uma música que lançamos na internet dois anos antes da novela e, em uma semana, já tinha mais de 15 mil downloads. A aceitação foi ótima. Conhecemos pessoas que até tatuaram “I feel so free” nos braços e nas costas.

Carolina Chueire

redacao@jornaldagleba.com.br

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JORNAL DA GLEBA - julho de 2012

GLEBA

Mais do que administrar Saber lidar com angústias e anseios dos moradores é essencial para o desenvolvimento do trabalho do síndico Ser síndico não é para qualquer pessoa. Poucos são os que escolhem ser o comandante do condomínio onde vivem. Em uma região com tantos edifícios como a nossa, o serviço do síndico é essencial para o bom convívio entre os moradores de um mesmo prédio, bem como para o desenvolvimento do próprio bairro. Prova disso é o conselho de síndicos da Gleba, que visa a troca de experiências entre os participantes, a melhoria da gestão condominial e o desenvolvimento da Gleba Palhano. Mas o que mais incomoda os síndicos? Quais são os desafios do cargo? O que leva alguém a assumir essa responsabilidade? Há cinco anos no cargo, Rogério Fertonani, síndico do condomínio Vivald Boulervard, encontrou uma situação caótica quando assumiu. As despesas estavam atrasadas, funcionários e moradores apresentavam baixa autoestima. “Com muito trabalho”, conta, “mudamos essa realidade e hoje tudo está completo e organizado”. Para Fertonani, o que mais irrita são a falta de colaboração e a falta de reconhecimento por parte de alguns moradores do edifício. O psicólogo, e também síndico, Marcos Garcia, explica que o síndico não é empregado do condomínio e, geralmente, ganha mal, ou apenas uma colaboração, e recebe muito mais atribuições do que deveria ter. Garcia explica que o síndico não deve levar para o lado pessoal possíveis desavenças. “As críticas muitas vezes acontecem quando não somos claros com o que queremos para o

condomínio. O síndico deve ser o líder de um ambiente democrático, sem jamais perder a liderança. Também é ele quem deve organizar as ideias do grupo em benefício da maioria. E, quando for contrariado nas reuniões, deve acatar a decisão e assumir como sua também”, comenta. Mas o que fazer quando os vizinhos brigam entre si? Nesse momento, o síndico deve assumir a função de mediador do conflito. Jamais tente se pôr na posição de juiz, diz o psicólogo Marcos Garcia. “Deve ficar claro para os envolvidos que quem está ali é um morador que quer solucionar a desavença”. Rogério Fertonani conta que, no passado, já precisou chamar até a polícia para manter a ordem do condomínio. Mas nem tudo são espinhos no caminho dos síndicos. Poder ajudar a comunidade e viver em paz num lugar servem de motivação para assumir o cargo. No caso de Fertonani, ver a mudança de comportamento de moradores e empregados foi algo gratificante. “Ser síndico é ter vontade de fazer algo positivo pela comunidade. É organizar e melhorar o bem-estar coletivo, oferecendo boa convivência entre os moradores. Pude sentir o quanto a autoestima das pessoas, em geral, melhorou depois das mudanças implantadas, atingindo inclusive a valorização do imóvel”, finaliza.

Rafael Montagnini

rafael@jornaldagleba.com.br

Veja algumas dicas para o seu mandato: Fotos: www.publicdomainpictures.net

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• Seja sempre claro com suas ideias. • Aproxime as pessoas das decisões do condomínio. • Mantenha bons relacionamentos entre os vizinhos. • Aja como um mediador de conflito e não se posicione como juiz da situação. • Busque o consenso. • Não leve para o pessoal críticas à sua administração. • Lembre-se: o síndico não é empregado do condomínio. • Jamais centralize as decisões. Um síndico centralizador vai gerar estresse para todo o condomínio. • Lembre-se que as angústias e impaciências dos moradores estão direcionadas ao cargo que ocupa e não à sua pessoa. • Seja democrático, mesmo que não concorde com uma decisão, acate-a como sua. • Administre bem o seu tempo. • Sono alterado, dores de cabeça, ansiedade e inapetência são sinais de estresse. Repense se você deve continuar no cargo de síndico.


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JORNAL DA GLEBA - julho de 2012 Jornal da Gleba

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VIVA

Os benefícios de uma bebida milenar Além de proporcionar um momento de relaxamento ou de reunir amigos à sua volta, tomar chá é também um hábito saudável Conta uma lenda chinesa que, no ano 2737 a.C., o imperador Shen Nung descansava sob uma árvore quando algumas folhas caíram em uma vasilha de água que seus servos ferviam para beber. Atraído pelo aroma, Shen Nung provou o líquido e adorou. Nascia aí o chá. Sendo real ou não a história, é inegável que a bebida se tornou popular no Brasil. Seja para o café da manhã, após a refeição, ou no fim da tarde, o chá é feito com a infusão de folhas em água quente. A planta tradicional e originária da bebida é a Camellia Sinensis. Os chás mais comuns, derivados dela, são o preto, o branco e o verde. No entanto, o que difere um do outro, é o processo de oxidação a que são sujeitos e que acaba modificando a cor das folhas, o aroma e o sabor. Segundo Ana Paula Jurkevicz, proprietária da loja de chá Sênsis, o chá preto é o mais processado e, embora mantenha muitas qualidades benéficas para a saúde, tem menos poderes antioxidantes do que o chá verde – composto pelas folhas não oxidadas da planta do chá. “O chá branco é o menos processado e contém mais antioxidantes do que o chá verde, no entanto tem um sabor quase inexistente e costuma ser mais caro que os

outros. O melhor mesmo é experimentar todos”, diz. Segundo a nutricionista Franciele Alves, existem vários chás que ajudam na saúde física e mental. O chá verde, por exemplo, é rico em flavonoides – substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce. Estudos revelam que o chá verde ajuda a diminuir as taxas de colesterol e ativa o sistema imunológico. As virtudes do chá verde na prevenção do câncer, já muito divulgadas também, vêm do fato de que ele é rico em bioflavonoides e catequinas, substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores. Outros clássicos de venda no Brasil são os de camomila, hortelão e cidreira. “A camomila e o hortelão são ótimos digestivos. A cidreira, também conhecida como melissa, é um bom analgésico, além de ser muito utilizada para aliviar dores de cabeça, essa erva é um excelente calmante”, revela a nutricionista.

Talita Oriani

talita@jornaldagleba.com.br

Ana Paula Jurkevicz

Dicas no modo de preparo: Deixe a água ferver e, então, a coloque sobre a erva e não o contrário - segundo alguns especialistas a ordem interfere na absorção das propriedades. Depois disso, deixe em infusão por cerca de 3 minutos e, pronto, pode beber. Outro detalhe curioso, após 24 horas o chá perde as propriedades funcionais. Portanto, é importante tomá-lo antes desse prazo.


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Agência Brasil

eleições

Você sabe votar? A cada quadriênio temos a oportunidade de participar do maior espetáculo democrático do país: as eleições. Mas será que realmente sabemos como funciona o processo eleitoral? Durante o período de pré-eleição, percebemos a proliferação de muitos mitos, sobretudo por meio da internet, das redes sociais e de nossas caixas de e-mail. Por que, então, não desmitificá-los? Antes de entrarmos no assunto, é interessante colocar algo em mente: o voto não é obrigatório, mas sim o comparecimento à sua unidade eleitoral, já que você pode anulá-lo ou até mesmo deixá-lo em branco. Outro ponto relevante é que, para que um candidato seja eleito pelo sistema majoritário, aplicável às eleições para presidente da república, governadores e prefeitos, é necessário que ele obtenha a maioria absoluta dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos. Essa exclusão faz com que esses últimos não sejam revertidos para nenhum outro candidato, ao contrário do que é comumente divulgado nas redes sociais. Vejamos um exemplo: o Brasil possui atualmente cerca de 135 milhões de eleitores. Caso 134.999.999 votassem em branco ou optassem por anulá-lo e determinado candidato à presidência da república obtivesse apenas um voto, seria ele o detentor do cargo? A resposta é sim e é fácil perceber o motivo: ele recebeu cem por cento dos votos válidos, depois de excluídos os brancos e as anulações. A mesma sistemática se aplica ao processo eleitoral dos senadores da república, que têm o nobre dever de representar, no país, os interesses dos Estados e do Distrito Federal que os elegeram. Cada unidade da federação elege três senadores, com mandato de oito anos cada, sendo que cada um deles é eleito com dois suplentes. Por outro lado, juntamente com o sistema majoritário, possuímos um outro: o proporcional,

aplicável aos vereadores e aos deputados estaduais e federais. Nesse último, os eleitores votam nas legendas partidárias. Quando o eleitor vota nas eleições para deputados e vereadores, o voto não vai para o próprio candidato, mas sim para o partido a que ele pertence. Isso se dá por causa do Quociente Eleitoral, que é o número mínimo de votos que um partido deverá alcançar para ter direito a eleger um candidato. Esse número mínimo é obtido por meio da divisão dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) pelo número de cadeiras oferecidas. Talvez um exemplo ajude a ilustrar. Imaginemos que determinado município possua 10 cadeiras em sua Câmara de Vereadores e que o total de votos válidos da eleição, descontados os brancos e nulos, seja de 10 mil. Nesse exemplo, para que algum partido político possa preencher alguma das cadeiras disponíveis, é necessário que ele obtenha, no mínimo, mil votos válidos. Quanto mais votos o partido obtiver, mais candidatos de sua legenda ocuparão as vagas disponíveis. Após a mensuração da quantidade de vagas a que cada partido tem direito, o exercício da função legislativa será exercido pelos candidatos mais votados de cada legenda. Há casos em que, mesmo que o candidato seja o mais votado da eleição, ele não consiga ser eleito. Vejamos mais um exemplo. No mesmo caso acima descrito, imaginemos que os partidos A e B disputam a eleição, cada um deles com dois candidatos. O partido A consegue 999 votos, sendo que um de seus candidatos obtém 998 votos, enquanto o outro, 1

voto. Por outro lado, o partido B consegue 1000 votos, sendo que um de seus candidatos consegue 501 votos, enquanto o outro, 499. Pergunta-se: quais desses candidatos serão eleitos? Somente o candidato que obteve 501 votos, do partido B, tomará posse de seu cargo de vereador. O raciocínio é simples: quando o partido B obteve 1000 votos, teve o direito de sua legenda ocupar um único assento na casa legislativa municipal. Sendo assim, o preenchimento da vaga será feito pelo seu candidato mais bem votado. Quanto aos demais, nenhum deles será eleito, mesmo que um deles tenha recebido o maior número de votos da eleição. É justamente por causa desse sistema eleitoral que vemos acaloradas discussões jurídicas, buscando saber a quem pertence o mandato em caso de desfiliação partidária do deputado ou vereador. Por fim, cabe ressaltar que nosso sistema eleitoral, apesar de complexo, traz diversas ferramentas para correção dos desequilíbrios sociais e econômicos, por intermédio da representatividade justa dos Estados, do Distrito Federal e dos próprios brasileiros. É de suma importância o entendimento de seu funcionamento, sobretudo como forma de exigir que esse bom modelo seja efetivamente praticado, buscando colocar em prática os verdadeiros anseios e necessidades dos cidadãos brasileiros.

Júlio César Fazoli

Contador Especialista em Direito Tributário e Auditor-Fiscal da Receita Estadual de Santa Catarina


JORNAL DA GLEBA - julho de 2012

Jornal da Gleba

GLEBA

Muito mais informação Jornal da Gleba estreia programa no canal 13 da Net Londrina Estreia, no próximo dia 10 de junho, o Jornal da Gleba na UniTV, canal 13 da NET Londrina. O telejornal será exibido às 13 horas e trará todas as principais notícias da Gleba Palhano de maneira ágil e descontraída. A apresentação e as reportagens ficam a cargo dos jornalistas Rafael Montagnini e Talita Oriani. Para José Granado, diretor da UniTV, o bom trabalho do impresso foi um dos fatores que levaram o canal a anunciar essa parceria. “O Jornal da Gleba tem uma ótima imagem entre o público da Palhano. Nada mais natural que levarmos essa ideia para televisão”, diz. Assim como na versão impressa, o Jornal da Gleba na UniTV terá entrevistas com as principais personalidades do bairro, denúncias sobre problemas que afetam toda a população, cobertura dos eventos sociais e muita interação com o público da Gleba. “Quem gosta de ler a versão impressa e on-line do JG terá, agora, mais um veículo para se informar sobre a Gleba. A mesma qualidade e exatidão que os nossos leitores conhecem e admiram estará presente neste novo desafio. Esperamos que todos, público

e anunciantes, gostem e acompanhem os programas na TV”, comentou o jornalista Rafael Montagnini. De acordo com Talita Oriani, apresentadora da atração, essa é uma nova etapa para o Jornal da Gleba e para a Gleba Palhano. “Em 2009, fomos o primeiro veículo de comunicação a dar a devida atenção ao bairro. De lá para cá muita coisa mudou para melhor por aqui. Antigas reivindicações estamparam nossa capa e chegaram aos responsáveis pela administração municipal. Este programa vai potencializar a voz da nossa comunidade”, afirma Oriani. As reprises do Jornal da Gleba na UniTV acontecerão diariamente, às 19 e 23 horas. Quem quiser colaborar com o telejornal pode enviar sugestões, críticas e elogios para: tv@jornaldagleba.com.br

Da Redação

redacao@jornaldagleba.com.br

SERVIÇO: Jornal da Gleba na UniTV. Canal 13 e 95 da NET Londrina. Diariamente, às 13h00, 19h00 e 23h00.

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Talita Oriani

talita@jornaldagleba.com.br

ARTE

ZOOM

Regina Menezes

A exposição “Construção: Fragmentos da Alma”, da artista plástica Regina Menezes, foi aberta dia 12 de junho e marca a edição 2012 do Circuito A. Yoshii de Artes visuais. A mostra, que seguiu até o fim do mês no Show Room da construtora, foi um sucesso. As fotos do coquetel de abertura são de Bruno Ferraro.

João Guilherme Xavier e Raquel Carraro

Kamilla e Tiemi Matsuo

Birthday

Wally, Geni e Márcio Galindo

Dia 7 de julho, a jornalista Carolina Chueire comemora mais um ano de vida. No dia 10, é a vez do jornalista Paulo Briguet comemorar nova idade. Dois dias depois, dia 12, o arquiteto Leonardo Sturion é quem assopra as velinhas. Já no dia 17, a linda Ana Paula Bruno, profissional de marketing da Plaenge, é quem reúne os amigos e familiares para cantar os parabéns. Congradulations !!!

Site

João Rodrigues e Leonardo Sturion

Fotos: Divulgação

Um café da tarde pra lá de elegante marcou o lançamento do site do escritório Leo Sturion arquitetura (www.leosturion.com.br). Comemorando uma nova fase profissional, os arquitetos L e o n a r d o Sturion e Erika Yumi reuniram amigos e clientes para uma deliciosa tarde de descontração. Erika Yumi, Leonardo Sturion e Valéria Gibim

Estão abertas as inscrições da colônia de férias Trupe do Pappi. De 9 a 27 de julho, no Londrina Country Club, a criançada vai se divertir com caça ao tesouro, gincana, teatro, jogos recreativos, circo, cama elástica, oficina de culinária, nintendo wii e muito mais. Inscrições e mais informações: (43) 3327.4721 e www.obatodeferias.com.br


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ALLA MODA Inegável que o inverno deixa as pessoas mais elegantes, não é ? Em recente evento no Eco Mercado Palhano, Vivian Zambrim chamou a atenção não só dos presentes, mas também da fotógrafa Paula Fontes. Com a clássica combinação do preto e branco, a bela não passou despercebida. Confira abaixo o comentário da nossa fashionista. “A combinação da camisa com o blazer branco dá muita elegância à calça de couro, que já teve fama de roupa pesada e difícil de combinar. O blazer de cor clara, principalmente o branco, foi sucesso no verão, mas continua com força total no inverno, quebrando os paradigmas de que a estação só merece cores escuras. A combinação do preto e branco, além de clássica, é extremamente democrática, combina com todas as idades e estilos, e se quiser diminuir visualmente alguma parte do seu corpo, use a cor escura para isso”.

Luciane Barbosa,

personal stylist, produtora e colunista do blog www.ciadoestilo.com.br

Três anos Para celebrar os três anos de muito agito e sucesso, a Kingdom 2800 armou uma grande festa no último mês. A noite especial contou com o set list do DJ Mosey (Pierre Sarkozy), que colocou mais de 800 pessoas para dançar. A balada, regada a Veuve Clicquot, Chandon e Belvedere, se estendeu até a noite virar dia. Fotos: Toni Silva DJ Mosey (Pierre Sarkozy)

Dani Nagayama

Pedro Boer

Klauss Prado e Nathalia Carolline


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SABER

Valores do mundo contemporâneo e suas repercussões na família e na escola

Filhotes de andorinha ao amanhecer no peitoril da sacada do edifício Le Corbusier - José Antônio Curotto Envie sua foto para a redação@jornaldagleba.com.br

TIRAS

As intensas e rápidas mudanças na sociedade têm suas representações na família e na escola, onde o papel dos pais e dos educadores torna-se importante para um “olhar crítico”. Vivemos num mundo onde tudo é apresentado de maneira rápida e pronta. Não precisamos mais sair de casa. Podemos pedir tudo pela internet, pelo telefone e, logo, estamos com o nosso pedido em mãos. A agilidade dos computadores, das máquinas, transparece nos comportamentos - temos de ser ágeis no trabalho, nas decisões, nas atitudes, pois não há tempo a perder. Isso nos leva a ter tudo disponível sem muita espera. E, logo, vamos nos acostumando a esses padrões de comportamento, que nos cobra agilidade e rapidez. A espera, às vezes, nos causa angústia. Sentamos à frente da televisão e nos intervalos “zapeamos” pelos canais. Acessamos o computador e nos vem uma série de artigos e temas sobre um mesmo assunto. Vamos “passando os olhos” rapidamente por todos eles, com a sensação de tudo estar disponível. Às vezes, abrimos mão de tudo aquilo que dá mais trabalho, investimento, porque isso demanda tempo. Percebe-se claramente isso, diante de decisões a serem tomadas - o que gera a impulsividade das ações. As consequências repercutem na escola, quando se quer uma educação “rápida.” Prefere-se a facilidade enganosa da “decoreba”. E estudar significa tempo. Tempo para entender, elaborar, questionar. Tempo para o estudo solitário que não é tão prazeroso como se quer, pois significa, às vezes, ter que lidar com o que não sabe, não entende. E o discurso da escola soa como obsoleto e incoerente com a rapidez do mundo das informações e das exigências de produtividade, eficiência e perfeição. Não dá para estudar sem errar, sem “perder” tempo em um conteúdo. Às vezes percebemos a dificuldade de estudar, porque a recompensa não virá de imediato - isso exige paciência, capacidade de tolerar os erros, enfrentar as dificuldades que demanda tempo. Verificamos que essas preocupações têm raízes sociais, não são individuais e, portanto, coletivas. Nosso desafio enquanto escola e família é de desenvolver a capacidade de espera para que as coisas aconteçam. E esse é um desafio para pais e educadores. Rosa Maria Cardoso – Psicóloga com especialização em Psicologia Escolar e Educacional, Psicopedagogia Clínica e Escolar e Aconselhamento Familiar. Atua no Colégio Universitário como Coordenadora do Ensino Médio.


Mário Jorge Tavares

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ESPAÇO ConGP O Conselho de Condomínios Residenciais da Gleba Palhano – ConGP, constitui associação de condomínios sem fins lucrativos, criado em 2009 por iniciativa de moradores idealistas, com objetivo de promover e defender os direitos e interesses dos moradores da Gleba Palhano. A Presidência do ConGP é exercida a cada seis meses por um condomínio , por meio de sorteio eleitoral pelos síndicos dos condomínios membros do ConGP, atualmente a presidência é exercida pelo Condomínio August Rodin, com endereço na Rua Ernani Lacerda de Athaide, n° 115, cujo síndica é a senhora Luciana Dantas. A entidade organiza-se através das seis comissões especializadas, a saber; Comissão de Gestão de Condomínios; Comissão de Segurança; Comissão de Urbanismo; Comissão de Assuntos Jurídicos; Comissão de Eventos e Saúde e Comissão de Marketing, desse modo, cada comissão realiza ações dentro de sua área, visando à melhoria da

localidade. Você já participa das reuniões do ConGP? Todos os moradores da Gleba Palhano podem participar das reuniões de Plenária do ConGP, as reuniões ocorrem toda ULTIMA TERÇA FEIRA de cada mês sempre em um condomínio de forma itinerante. As reuniões das comissões têm dia, horário e local definidos de forma individualizada pelas próprias comissões de acordo com suas prioridades e demandas. Você também pode participar das Comissões! Descubra qual das comissões você tem mais afinidade e contate o nosso Agente Comunitário Paulo Aguiar, pelo telefone 91792243. O seu condomínio já é filiado? Então, filie-se ao ConGP. Para receber os benefícios conquistados pelas comissões do ConGP, o condomínio precisa formalizar a FILIAÇÃO, o seu condomínio pagará uma mensalidade de R$

2,00 (dois reais) por unidade de moradia, para despesas administrativas. Promova o cadastro do seu e-mail na rede virtual do ConGP (glebapalhano@googlegroups. com) e será informado quanto às datas, horários e locais das reuniões. Você é nosso convidado especial a se engajar no ConGP. Nossa próxima reunião será no dia 31 de Julho de 2012 (terçafeira), às 19h30min, no Condomínio Mogno, na Rua Ernani Lacerda de Athayde, 45. Lembrando que para atingirmos metas, o caminho mais curto é a nossa união. Venha participar das reuniões do ConGP, juntos construiremos uma Gleba Palhano melhor para se viver! Contamos com sua presença.

Luciane Dantas

Presidência do ConGP


COOLTURA

Os últimos instantes de Edmond Montes Havia cinco dias Edmond Montes não saia da cama, a ela confinado. Acordado do seu mais recente sono, esquecido da real razão, não soube se não saia da cama porque não queria ou se porque realmente já não conseguia fazê-lo. Mistério este logo desfeito quando constatou não poder ir além de um suave tremelicar em suas pernas esquálidas e brancas. Olhando em direção ao espelho da penteadeira iluminada, cujo rubro jacarandá já não lhe despertava interesse algum, Edmond notou não estar barbeado; notou também que se tornara careca e que perdera o derradeiro de seus dentes. Com aquela tranquilidade peculiar aos que já não têm pressa, constatou que tufos de pêlos deploráveis avançavam de dentro de seu nariz, tangendo as curvas de sua imensa e gelatinosa orelha esquerda. Um descaso! Uma decadência! Uma calamidade! Foi o que pensou. Mas Edmond nem sempre fora assim. Fora jovem, belo e cheio de vida. E buscando o passado lembrou-se venturoso de suas incontáveis peripécias, como se ainda ontem as tivesse aprontado todas. E as memórias reavivadas o levaram àqueles seus conhecidos, àqueles rostos e àquelas vozes tão familiares que há tanto tempo deixaram de existir. Tal proximidade distante lhe infligiu uma angústia profunda, uma sinistra punhalada de morte. Já não demoraria, pensou amargurado, sentindo a sombra do seu sepulcro. Insistente, o vento invadia a janela semiaberta de seu aposento, e com o farfalhar das blusas xadrezes penduradas no mancebo ao lado da cama, Edmond se viu diante de uma quermesse de sua juventude; e aqueles casacos, antes inertes, se tornaram saias em sua mente delirante; e para onde quer que se virasse via os lindos rostinhos angelicais de suas colegas na mais tenra juventude, as moças da quarta série ginasial dançando sorridentes e graciosas. Que beleza! Suspirou Edmond inquieto. Mas então, tão súbita como veio, a cena se desfez. Um rosto jovem e vibrante entrou com intimidade em seu quarto, prestando-lhe uma reverência e beijando ternamente sua testa molhada. Com esmero amoroso, o rapaz subiu a coberta que antes mal lhe alcançava os joelhos. Edmond,

apesar do aconchego, sentiu uma grande confusão, piscando demoradamente os olhos e esfregando-os angustiado. Meu Deus, deveria conhecer esse rapaz - pensava. Deveria? Sim… Aqueles olhos lhe eram tão familiares… Sim… Eram os olhos de Marta! Aqueles olhos mansos que refletiam as águas de sua própria alma. Edmond sentiu um calor macio em seu coração cansado e, com o semblante impassível, acompanhou a abrupta saída do rapaz, que em um rompante se afastou dele. O jovem partira muito inquieto, estava transtornado, escondendo sua emoção: olhos fundos e encharcados, provavelmente cientes de que ele, Edmond, em sua confusa doença terminal já não reconhecia sequer os mais próximos, sequer os que verdadeiramente o amavam. Mas Edmond desapegava e logo se distraia novamente. Produto de sua atenção altamente dispersiva, ele olhava com enorme langor a Lua, que numa noite especialmente iluminada irradiava uma morna luz de sabedoria. Ligeiras fagulhas interiores lhe arrepiaram todas as carnes. Edmond sentiu algo, um feixe em pensamento, e percebeu que passara toda a vida estimulando o cérebro em busca do conhecimento oculto, extraindo dele as mais diversas vibrações, da agonia e do medo à euforia e aos prazeres extremos. Perplexo com o que lhe pareceu verdadeiro presente divino, pensou que embora sempre sondasse o desconhecido, se entregando de corpo e alma ao âmago do conhecimento angular, sem ceticismos ou misticismos exacerbados, algo de mais profundo e revelador se manifestava numa fenda de saber pequena, porém densa (incrivelmente densa!). Essa fenda se manifestara nele desde a mais tenra infância, magnetizando sua existência, irresistível aos seus olhos, atraindo-o continuamente rumo à gravidade de sua massa escura. Absorvido em sinapses, reflexo desse espasmo prolongado, Edmond constatou que seu norte sempre fora a tênue névoa da verdade e que nele, em seu espírito empedernido, juízos e interesses se apertavam estreitíssimos. Sentiu que sabia (ah, e como sabia!) que mesmo o mais genial dos homens desconhecia mais do que conhecia, e que mesmo nesse gênio os mistérios da existência seriam sempre maiores do que suas revelações. Emocionado e cheio de gratidão, Edmond concluiu que um aumento no conhecimento implicaria sempre em um aumento na percepção daquilo que se desconhece; e na derradeira fagulha inspiradora, julgou que essa mera constatação era infinitas vezes mais relevante do que tudo aquilo que lúcido soubera (ou julgara saber); mais fundamental do que toda a preciosa ciência que acumulara naqueles muitos e saudosos anos de buscas, de estudos, de sacrifícios e ansiedades. Extasiado pela delícia peculiar, porém igualmente esmagadora de tais pensamentos, percebeu que de nada adiantaria vasculhar nem beber das mais ilustres fontes da sapiência, pois que a matemática ali verificada era soberana, inequívoca e infalível; que independente do tempo, da espécie de criatura,

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do espaço, das condições climáticas, sociais e tecnológicas, a fórmula universal da sabedoria descrevia que: 1. o conhecimento será sempre menor que a percepção do desconhecido; e 2. as variáveis C (o conhecimento) e D (o desconhecido ou melhor a percepção do desconhecido) são diretamente proporcionais, pois que um aumento em C implica sempre em um aumento em D; o que, matematicamente, poderia ser representado numa equação da sabedoria, onde: S (sabedoria) = C + D. Ademais, considerando que um aumento de C implica diretamente em um aumento de D, uma vez que C está contido em D, se poderia representar tal relação na sutil equação seguinte: D = [C x (D – C)³/2]… Subitamente enlevado com a transgressão de seu próprio raciocínio, extremamente radiante com lógica tão lúcida e ao mesmo tempo alucinada, ironicamente jocosa e salutar, Edmond Montes gargalhou alto, como há muito não fazia; duas, três, quatro, cinco, seis vezes, com desapego e desembaraço. Na sétima, entretanto, diante dos olhares estarrecidos dos familiares que o acudiam, não conseguindo reabastecer seus frágeis e ressequidos pulmões, faleceu de uma morte naturalmente epifânica: aos noventa e dois anos; terrenos; humanos. Edmond foi enterrado com um estranho sorriso que não conseguiram lhe apagar do rosto enrijecido. Disseram que nele havia algo de inexplicavelmente triunfante.

Thiago Ferreira de Andrade redacao@jornaldagleba.com.br


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divã

Quando o dizer não condiz com o fazer

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Você já participou de uma relação em que alguém disse uma coisa e fez outra? Isto é muito mais comum do que imaginamos. Desde pequenos esperamos que nossos filhos falem exatamente o que fizeram. Quando uma criança ainda está aprendendo a falar ela é sempre elogiada quando nomeia ou mostra algo, ou é prontamente atendida quando pede algo. A preocupação com a correspondência é de longa data, dentre as inúmeras evidências temos a clássica história do “O pastorzinho e o lobo”, que de tanto gritar ao povoado que o lobo estava atacando as ovelhas, e com isso os aldeões chegavam e não encontravam o lobo, o pastorzinho perdeu todas as ovelhas quando o lobo realmente apareceu. Dentre inúmeras relações verbais possíveis, uma passa a ser preocupante quando se trata em descobrir a privacidade do outro. A criança que falava o que fazia ou fazia e depois falava tal como

fez, pode começar a perceber que, quando descreveu fielmente os fatos recebeu algum tipo de punição, como, por exemplo, o relato diante de um objeto que foi quebrado gerou falas ofensivas ou, até mesmo, algum procedimento físico não permitido. Então, aumenta a probabilidade de passar a tornar público um mundo distorcido - a criança muda ou esconde alguns detalhes. Tudo para evitar ou fugir de punição que ocorreram. O comportamento de mentir (não correspondência entre o que diz e o que faz) é o produto final de um processo que se estabelece em uma relação envolvendo a eliminação de algo ruim. E a depender da ótica que olhamos para a situação é uma forma de ajustamento, quando a pessoa se sente ameaçada, a falta de correspondência aparece. Para quem é coagido é interessante em curto prazo, mas para aquele que representa a coerção, muito pouco. Vai entrar em contato com um mundo privado

distorcido. E isso se agrava quando estamos falando da relação entre pais e filhos. Apesar de a relação ser de extrema complexidade, torna-se ainda mais complexa quando o que contatamos é a não correspondência entre os fatos relatados pelos filhos. O que pode ser uma grande dor de cabeça para os pais. Como a correspondência é aprendida nas primeiras relações verbais com o outro, a não correspondência também é. O cuidado que os adultos devem ter com seus filhos é de cuidar para não punir diante de um fato relatado. O dizer a “verdade” deve ser valorizado. E a alternativa é sempre um bom diálogo, valorizando comportamentos que apresentem valores de vida, e saber ter sensibilidade em saber “ler entre linha” o que o outro quer dizer com uma atitude ou diante do que fala, sem esperar que alguém diga o que lhe agrada ouvir.

Marcos Garcia Psicólogo Clínico

Lívia G. S. Massabki Psicóloga Clínica


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FOCA

Goalball: esporte e superação Time de Londrina treina no ILITC e participa de campeonatos regionais e nacionais Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITIC), Fundação de Esportes de Londrina com o atual técnico do time, Márcio Silva. Ele dedica três dias da semana para treinar o time que já está participando de campeonatos Fernanda Alves

Uma das atividades desenvolvidas no Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC) são os treinamentos de Goalball. O esporte foi criado na segunda guerra mundial com o propósito de ajudar os soldados que perderam a visão no decorrer da guerra. Hoje, é praticado em todo país por deficientes visuais. “O esporte cresceu tanto que hoje existem campeonatos dessa modalidade. O mais disputado é o campeonato brasileiro”, afirma Márcio Silva, técnico e fundador do time de Goalball em Londrina. Guilherme Lucas da Silva, 18 anos, que tem glaucoma e 3% da visão do olho direito, visualizando apenas vultos, é praticante de Goalball há quatro anos. Ele foi um dos primeiros membros do time de Londrina e dedica três dias da semana aos treinos. Além disso, participa de campeonatos com a equipe. “Não vou dizer que adoro o Goalball, mas é o que posso praticar. Se pudesse, jogaria futebol”, relata. Para o atleta, praticar esporte é muito importante. “Tive de volta a minha segurança, a autoestima, pude aguçar mais os meus sentidos, trabalhar em equipe. Além de tudo, consegui superar meus limites e voltar ao convívio da sociedade”, afirma. O time que existe em Londrina há quatro anos foi organizado por meio de uma parceria do

posso receber”, afirma Silva. Para o treinador, a prática do esporte devolve o gosto de viver aos deficientes visuais. Foi assim com Nilton Martins Santos, 44 anos, que está no time desde o início e participou de vários campeonatos. “Quando fiquei cego, no ano de 2000, nunca mais pratiquei esporte, mas há quatro anos comecei a fazer parte do time de Goalball. Voltei a ter ânimo, a cuidar da minha saúde e recuperei minha autoestima”, relata Nilton. Silva ressalta que o esporte é bom para os deficientes visuais e para cidade, pois Londrina é uma das três cidades do Paraná que possui um time de Goalball. “Além de promover a autoestima, eles aprendem a se superar juntos. É um trabalho em equipe, são três jogadores ocupando um único gol, é um momento de silêncio e o barulho permitido é o toque de um sino que fica no meio da bola”, afirma Silva.

Fernanda Alves

regionais e nacionais. Os treinos são realizados em uma quadra do Clube Canadá em Londrina. “Ver os integrantes do time se esforçando, dedicandose e superando seus limites é a melhor vitória que

5º Semestre Jornalismo Supervisão: Profª. Karen Debértolis

Foca é o nome dado ao jornalista com pouca experiência ou em ínicio de carreira


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RECEITA Nhoque de mandioquinha salsa e espinafre com molho pomodoro e manjericão

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Dia 29 é dia de nhoque Fama de “sortudo” popularizou o prato em diversos lugares do mundo Como tantos outros pratos italianos, o nhoque (ou gnocchi) tem origem desconhecida, mas, apesar disso, existem muitas lendas em torno dessa delícia mediterrânea. Uma delas diz respeito à fama de prato “sortudo”. Segundo a tradição, quem come nhoque no dia 29 é agraciado com boa sorte e fortuna. Mas o prazer de apreciar o nhoque é muito antigo e sua fama estendese, principalmente, por países onde existem grandes colônias de italianos, como Brasil, Argentina, EUA e Austrália. Contudo, reza a lenda que, muito tempo atrás, em uma região remota da Itália, num dia 29, certo casal de idosos recebeu em sua casa um frade andarilho. Eles ofereceram ao visitante inesperado o pouco nhoque que tinham e depois daquela data tiveram riqueza e bonança. Há quem diga ainda que, para garantir a prosperidade, é preciso colocar uma nota ou moeda de R$1,00 sob o prato de nhoque no dia 29. Mas se a lenda é verdadeira ou não, o fato é que o nhoque é

uma delícia e pode ser preparado de diversas maneiras. Ele pode ter diversas combinações, com molho vermelho, branco ou simplesmente temperado com azeite de oliva e queijo ralado. A massa pode ser feita de batata, farinha de trigo, batata doce, milho, ou, como mostraremos a seguir, de mandioquinha salsa com espinafre. A receita é da casa de massas Romana. O proprietário, Massimo Prato, explica que o nhoque de mandioquinha salsa é invenção de sua mãe Maria, uma autêntica mamma napolitana, que está há 40 anos no Brasil. Autodidata, ela é criadora da maioria dos pratos oferecidos pela casa. “Aprendi tudo isso porque sou bastante curiosa. E a receita desse nhoque também nasceu assim”, conta a simpática Maria Prato. Confira a receita!

Ingredientes para a massa:

Ingredientes para o molho:

• 1kg de mandioca salsa • 2 gemas • 100g de parmesão • Farinha • Sal • 1 maço de espinafre • 1 colher de manteiga

• 1kg de tomate fresco • 2 cebolas e 2 dentes de alho • 1 pitada de orégano • 1 pitada de pimenta do reino • 1 pitada de cheiro verde • 1 pitada de salsão • Folhas de manjericão a gosto

Preparação da massa Cozinhe a mandioquinha por 10 minutos e descasque. Também separe as folhas de espinafre e passe na água quente por poucos minutos. Em seguida, passe a mandioquinha salsa no espremedor de batata. Acrescente as 2 gemas de ovos, parmesão, manteiga e sal a gosto. Jogue o espinafre e vá acrescentando a farinha até chegar ao ponto. Depois, é só enrolar e cortar no tamanho desejado. Quando terminar o molho, comece a cozinhar a massa do nhoque.

Preparação do molho Frite o alho e a cebola em azeite de oliva. Pique os tomates e jogue na panela. Acrescente uma pitada de orégano, pimenta do reino, cheiro verde, salsão e bastante manjericão. Cozinhe de 40 minutos a 1 hora. Não precisa acrescentar água. Coloque uma pitada de açúcar para perder a a eb Gl acidez e sal a gosto. a ld Jogue a massa de nhoque na Jor sobre o molho e mexa até o molho se espalhar por todo prato. Para a refeição ficar perfeita, aprecie o nhoque com um bom vinho tinto italiano.

SERVIÇO: Rafael Montagnini

rafael@jornaldagleba.com.br

Nhoque de mandioquinha salsa e espinafre - Casa de Massas Romana Rua Rubens Carlos de Jesus, 305, loja 03 (próximo ao Cond. Terras de Santana) Telefone: 3325.5660


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