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HIPERLINK - A nova tentativa do Google nas redes sociais Pág. 13

MENU- A deliciosa história da pizza Pág. 15

PERFIL

Richards Moura, o montanhista da Gleba Em novembro, ele escalará a Cordilheira dos Andes pela segunda vez. Pág. 03

Arquivo pessoal

ZOOM

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GLEBA

Pág. 04

Pág. 11

ESTILO Jornal da Gleba

Pedestres reclamam da falta de faixas de segurança nas ruas da Gleba

A 1ª Festa Julina da Gleba Palhano foi um sucesso

Jornal da Gleba

Marcela Lima e Tiago Girotto eram só animação na barraca das argolas, durante a Festa Julina da Gleba

As tendências da moda masculina para as próximas estações. Veja entrevista com Nando Freitas. Pág. 05 Ano 2 - Agosto de 2011 - Número 23 - Distribuição gratuita


2 JORNAL DA GLEBA - Outubro de 2010 2 JORNAL DA GLEBA - Agosto de 2011

Pontos de Distribuição Conselho Informal de Síndicos O Jornal da Gleba é distribuído gratuitamente e Moradores da Gleba Palhanoem

Um jornal que se propõe a serdeumveículos veículo Diariamente, trafegam centenas comunitário ser muitoAyrton mais do que um agrupaleves e pesadosdeve na Avenida Senna. Pequenos mento de palavras,sãofotos e anúncios. Um jornal congestionamentos formados nos horários de comunitário é antes de tudo parte da comunidade. pico, mas nada que atrapalhe o fluxo na avenida. Se, È com esselado, espírito que o eJornal da Gleba completa por um motoristas motociclistas dispõem de 1 ano de serviços prestados à Gleba Palhano. uma boa via de acesso ou saída da Gleba Palhano, com meses muita coisa não mudou emdizer nosso bomNestes asfalto12 e sinalização, o mesmo se pode bairro, ruas foram abertas, uma associação foi criada e para as centenas pedestres que transitam local.da alguns edifíciosdeforam inaugurados. E pelo o Jornal Não existem faixas de pedestres ao longo da avenida, Gleba sempre esteve atento para noticiar todos estes que começa na Rua Bento Munhoz da Rocha Neto e fatos. termina na Avenida Madre Leônia Milito.Palhano A situação O desenvolvimento da Gleba tem piora parasemelhanças quem quer atravessar às rotatórias incríveis com o próximo crescimento ocorrido da avenida. Muitos em Londrina nas transeuntes décadas 30,reclamam 40 e 50dodotempo século de espera Somos até conseguir atravessar a viapara e dadesensação passado. um bairro que não crescer e progride dia aque dia.a Um lugar que ainda Confi tem muita de insegurança travessia proporciona. ra a coisa a da serrepórter feita, mas que desponta como o melhor matéria Talita Oriani, que conversou com lugar da cidadedos paraórgãos se viver. Estamos presenciando representantes municipais, responsáveis a história sendo feita diante dos nossos olhos. pela manutenção da avenida, questionando sobre Nossa missão, como é registrar através quais medidas poderão virperiódico, a ser adotadas. de nossas reportagens os personagens, as imagens, Nesta edição de agosto de 2011 também vamos os fatos, e o imenso orgulho de fazer parte da história contar a história de Richards Moura, o aventureiroda Gleba Palhano. morador Gleba,deque se prepara para esubir o Foramdameses muitos sacrifícios alegrias. Monte Aconcágua (Argentina), o ponto mais alto Trabalho que nos gratifica diariamente, pois não se das Américas, dezembro Ele contou trata apenas deem produzir um deste jornalano. mensal, é muito um pouco da sua história no montanhismo de seus e mais que isto. É uma relação de amizade,e carinho planos para a reportagem na a respeito comnovas você, aventuras. leitor, que Veja permite mensalmente página 03. 'nossa' entrada no seu lar. Nestes últimos 12 meses Agosto é o mês doscotidiano, pais, por isso, o Jornal daque Gleba fizemos parte do seu mas, mais do isso, você foi peça fundamental que escrevêssemos preparou uma matéria especialpara sobre moda masculina. a nossa história. Quemprópria sabe você já nãoOu usaporque algumanão dasdizer nossasa história dicas da Palhano.Muito por esta aparceria. paraGleba encontrar o presente doobrigado papai. Desejamos todos Que possamos escreverumosótimo próximos os papais da Gleba Palhano mês, comcapítulos muita juntos... saúde e alegria. Boa Leitura! Boa leitura!

todos os edifícios e condomínios horizontais da Gleba Palhano e região. Se você não recebe o Jornal você éem morador da Gleba Palhano e desejaou daSeGleba casa entre em contato conosco participar conhecer trabalho desenvolvido retire seu ou exemplar nos opontos de distribuição:

pelo Conselho de Síndicos e Moradores da Edifício Torre Montello – Av. Ayrton conosco Senna da Gleba Palhano, entre em contato Silva, 550. (redação@jornaldagleba.com.br) ou acesse Mercatto di Carne – Av. Maringá, 321. www.jornaldagleba.blogspot.com fique atento Padaria Domenico – Av. Garibaldi eDeliberador, 94. a Padaria data da Santa próxima Não181. fique de fora. Ceiareunião. – R. Caracas, Posto Bela Suíça – Av. Higienópolis, 2685 Participe!

Viscardi Premium – Rodovia Mábio Palhano, próximo ao Alphaville.

AMAI – Associação dos Domingo Praça Moradores dona Alto Igapó

Dia 28 de agosto é dia de diversão na Gleba Palhano. AMAI A Apartir das 16trahoras, na Praça Pé-Vermelho, Rua Jerusalém 300, será realizado mais um Domingo balha para– nºtrazer na Praça.e Música ao vivo, recreação infantil, e outras conforto qualidaatrações. Venha se divertir! Realização Jornal da deGleba de vida à comue Plaenge.

EXPEDIENTE EXPEDIENTE Jornal da Gleba Produção: 4Ideias Comunicação Jornal da Gleba Produção: 4Ideias Comunicação Jornalistas responsáveis Rafael Montagnini Jornalistas responsáveis (MTB 7239/PR) Rafael Montagnini Talita Oriani (MTB 7239/PR) Talita (MTB Oriani 7358/PR) (MTB 7358/PR) Programação Visual Programação Visual Eduardo Massi Eduardo Massi Diagramação Diagramação Carolina Chueire Carolina Chueire Impressão: Gráfica Idealiza Impressão: Gráfica Idealiza

Tiragem: 5 mil exemplares Tiragem: 5 mil exemplares Periodicidade: Mensal Periodicidade: Mensal Distribuição Distribuiçãogratuita gratuita

CONTATOS CONTATOS

3027-4125 3027-4125/ 9976-6417 / 9135-1556/ / 9976-0243 9976-0243 comercial@jornaldagleba.com.br

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IDEALIZA

nidade. A primeira etapa do nosso Erramos trabalho será a O sobrenomedo do Parque jornalistaGuanabara, e escritor Paulo Briguet revitalização que foi foi publicado maneira errônea nossa capa iniciada com de a construção da em rotatória na de julho de 2011. De acordo com próprio escritor bifurcação das Ruas Montevidéu e Caracas. A seu sobrenome é de origem franco-belga. Pedimos segunda parte será a segurança comunitária no desculpas ao entrevistado e aos nossos leitores. bairro, com o objetivo de garantir tranquilidade a todos. As reuniões AMAI são realizadas Reuniãodado ConGP todas as primeiras segundas-feiras de cada mês. A próxima reunião do Conselho de Contamos com a colaboração de todos da Gleba Condomínios Residenciais Dúvidas ePalhano sugestões no e-mail: amai.londri(ConGP) acontecerá no dia 30 de agosto, última terça-feira do na@yahoo.com.br mês. Para conferir o local, acesse o blog www.jornaldagleba.blogspot.com.


Agosto de 2011 - JORNAL DA GLEBA 3

A 500 metros e quatro horas do Aconcágua Richards Moura é montanhista e, em novembro, subirá a Cordilheira dos Andes pela segunda vez

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ogo após o Natal de 2009, no dia 26, Richards Moura tomou um voo para Buenos Aires. De lá, viajou toda uma noite de ônibus até a cidade de Mendoza. E de Mendoza partiu para encarar o “Sentinela de Pedra”: o Monte Aconcágua. Três anos antes, Richards havia escolhido o Aconcágua como meta. Chegou a pregar uma foto da montanha na porta do guardaroupa para que ela ilustrasse o passar dos dias. E começou a treinar muito para conseguir suportar a altitude, de 6.962 metros, do segundo maior pico do mundo (perde apenas para o Everest). Richards chegou ao monte andino com ótimo preparo físico e se aclimatou rápido. Havia estudado exaustivamente a rota escolhida – a Noroeste - e elaborado vários planos de ação. O início da subida foi tranquilo. Tudo ia bem até a virada do ano. Em 31 de dezembro, Richards estava no acampamento Nido de Condores, quando presenciou a chegada de oito mexicanos que haviam sido resgatados. “Três deles estavam muito debilitados. Um estava inchado, roxo, com edema cerebral... Outro estava sem visão momentânea... Outro, com os pés congelados.

Aquilo me deu um ‘baque’. Decidi que iria tentar o cume uma única vez. ‘Se Deus quiser, eu vou; se Ele não quiser, eu volto’.” Pois nessa única tentativa, no último trecho do percurso – que os montanhistas chamam de “ataque ao cume” -, houve uma nevasca. Richards estava a cerca de 500 metros do cume, que pode parecer um percurso curto, mas que é feito muito lentamente por causa da altitude. É um percurso que se torna ainda mais difícil e perigoso com tempo ruim. “Para chegar ao cume, eu precisava de mais umas quatro horas. Mas começou a nevar e, quando acontece isso – se você é uma pessoa responsável e quer voltar bem –, você desce.”

Richards Moura no monte Aconcágua em 2009

Richards desceu. E como havia prometido para si mesmo que só tentaria uma vez, assim o fez. E é disso que se arrepende. Não ter chegado ao cume é um detalhe, o grande problema é não ter tentado mais vezes. Sentiu-se frustrado. “Pensei em tudo que treinei, tudo em que investi, o tempo que deixei de ficar com minha família... Errei demais, joguei nas mãos de Deus algo que não precisava. Devia, sim, ter descido quando nevou. Mas devia ter tentado de novo no dia seguinte.” Richards explica que isso lhe ensinou que não é só “se Deus quiser”, mas que também devemos fazer por merecer e fazer nossa parte. Em cerca de cinco anos de prática, o montanhismo já lhe ensinou isso e muito mais. Ele já subiu cerca de 30 montanhas e costuma ir sozinho. Geralmente, não encontra companhia, mas aprendeu que não pode ficar esperando os outros para ir atrás dos seus sonhos. Aprendeu também que deve estabelecer objetivos e, para isso, estudou logística e programação. Aprendeu, por fim, que se um objetivo não for atingido numa primeira vez, deve-se tentar de novo. Foi assim que ele se recuperou da frustração que sentiu pelo

Fotos: Arquivo pessoal

Em novembro ele tentará alcançar o “teto” das Américas mais uma vez Aconcágua/2009. Agora, vai tentar o Aconcágua/2011. Conseguiu ajuda financeira de algumas empresas e tem o incentivo da família. Divide seu tempo entre esposa, dois filhos pequenos, a profissão de personal trainer e o treino diário. “Domingo, faço um treino longo de corrida. Segunda-feira, treino natação. Terça, musculação e bike. Quarta, corrida. Quinta, natação. Sexta, corrida e pilates. Sábado, às vezes, descanso.” A viagem para a Cordilheira dos Andes deve ser em 14 de novembro. A partir de setembro, Richards intensifica seu treino,

passando a fazer caminhadas com peso, já que no Aconcágua pode chegar a carregar até 50 kg. Também deve fazer viagens frequentes para serras próximas em que possa praticar o montanhismo. É cansativo, é difícil e é até perigoso. “Tenho medo de [durante a subida a uma montanha] passar por uma grande dificuldade... Mas é preciso ter esse medo, senão acontecem as coisas erradas. Você tem de arriscar e tentar, mas com responsabilidade.” Por Eliane Bortoloto

redacao@jornaldagleba.com.br


4 JORNAL DA GLEBA - Agosto de 2011

Falta de sinalização atrapalha o fluxo do trânsito Moradores da Gleba Palhano e usuários do Lago Igapó 2 têm dificuldade em atravessar com segurança as ruas do bairro

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Gleba Palhano pode ser considerada uma região nova na cidade, já que sua urbanização é recente, comparada com a de outros bairros de Londrina. No entanto, esse bairro parece que não foi tão bem planejado. O fluxo de carros na região vem aumentando a cada dia, assim como o de pedestres e, devido à falta de sinalização, o risco de acidentes nas vias locais é cada vez maior. Para a aposentada Elza dos Santos, moradora da Gleba e que caminha diariamente pelas imediações do Lago Igapó 2, as ruas Bento Munhoz da Rocha Neto, João Wyclif e Ayrton Senna da Silva são as mais perigosas para travessia, devido à falta de faixa de pedestre e intenso fluxo de veículos. “Grande parte dos carros trafega em alta velocidade, daí para atravessar sem faixa fica complicado. O perigo é maior”, conta. A observação tem razão de ser. Basta dar uma volta pelo bairro para perceber que falta faixa de pedestre em praticamente todas as ruas. Atravessar com segurança na Gleba é quase impossível. Mas qual o motivo da ausência de sinalização? Segundo o assessor de comunicação da Companhia

Jornal da Gleba

Rotatória da Av. Ayrton Senna com Bento Munhoz da Rocha Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Leandro Rosa, a execução das pinturas ocorre de acordo com o projeto enviado pelo IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano). “Se não têm faixas é porque não

existe essa solicitação no projeto enviado para nós. A CMTU apenas executa o serviço”, explica. De acordo com Hirak Ohara, arquiteto do IPPUL, o projeto do bairro é um tanto antigo, porém, na rotatória da Av. Ayrton Senna com Bento Munhoz da Rocha, um dos locais de maior fluxo de pedestres, devido ao Lago Igapó 2 e ao Ecomercado Palhano, a solicitação da faixa está incluída no projeto. “Várias ruas do bairro realmente não têm o pedido de faixa, mas vamos implantar isso no projeto em até 15 dias. Quanto à faixa da Bento Munhoz com Ayrton Senna, só falta a CMTU executar”, diz. Segundo Leandro Rosa, não é possível dar data para realizar as pinturas, já que a adequação do projeto ainda não foi feita, porém, revelou que o trabalho será executado o quanto antes. Já com relação à faixa da ‘’famosa’’ rotatória, o assessor nos garantiu que dentro de uma semana, a contar da data de contato do JG (19 de julho), a pintura estará pronta. Vamos aguardar. Por Talita Oriani

talita@jornaldagleba.com.br


Agosto de 2011 - JORNAL DA GLEBA 5

Tendências na moda masculina primavera-verão Atitude, elegância e descontração ressurgem com toda força

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moda masculina deixou de ser preto e branco e tem oferecido diversas opções. Nando Freitas é empresário e acompanha há anos o que é tendência na moda masculina. Com a nova coleção primavera-verão 2012, ele explica que o branco, os tons pastel e principalmente o navy (cores referentes ao mar) são as tonalidades em alta. “O algodão é o tecido mais confortável para ser usado em camisas e camisetas. Algumas cores predominam como o amarelo, azul, verde e vermelho”, disse. Entretanto, para quem costuma usar listras e estampas, o empresário avisa que “não perderão a força no verão e o grafismo também está voltando”. Os cortes não mudaram muito, comparados aos da coleção verão 2011. “As peças continuam mais ajustadas ao corpo, calças skinny denim são amaciadas e estruturadas e quem tem pode continuar usando”, lembra Nando. As calças são amplas e retas, com lavagem mais desgastada. A diferença, desta vez, são os detalhes. “Algumas virão com um comprimento mais curto e, com certeza, dobrar a barra vai ser tendência”, enfatiza o empresário. Não importa se a modelagem é justa ou ampla. Como, na moda, há muitas peças que vão e vêm, a tendência da nova coleção é ter de volta um produto conhecido. “Agora, a ‘pegada’ é o blazer em tecido leve. O que era mais forte nos anos 80 está voltando com tudo, principalmente em tons claros para ser usado com jeans, calça sarja dobrada ou até mesmo com bermuda de alfaiataria”, explica Nando Freitas. O empresário também aproveita para dar a dica na composição de um look . “O blazer cabe em qualquer horário. De dia, para quem é mais despojado, pode usar uma camiseta gola V marinho, como pode ser gola redonda para quem é mais comportado; blazer branco ou tons pastel, que são neutros, bermuda de alfaiataria ou calça dobrada, óculos, chinelo ou

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mocassim sem meia. Para a noite, blazer e calça em tons claros com sapato mocassim”, orienta. Por falar em gola U e V, nos cortes grandes também continua em alta, mas é preciso ter cuidado. “Para quem tem muito pelo no peito, minha sugestão é depilar, passar a maquininha para não ficar feio, porque gola V Jornal da Gleba grande e pelo não combinam”, destaca Nando Freitas. Quanto aos acessórios, valem todos. Homens podem, sim, usufruir deles, desde que não fique pesado. Cintos e colares estão de volta, mas bem clean. Chinelos e sandálias ficam a gosto de cada um. Podem ser abertos Nando Freitas, empresário do ou mais fechados, ramo da moda enquanto os tênis são baixos. Além disso, os detalhes ajudam a dar um toque diferencial. Bolsos das calças poderão ter detalhes e botões da camisa e blazer ficarão em evidência. “O importante é saber fazer a mistura do chique com o descontraído”, finaliza o empresário. Por Jéssica Rocha

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Marcas do “Esquadrão da Morte” Vinte e cinco anos não foram suficientes para apagar da memória dos cidadãos de Guarabira (PB) o massacre feito por policiais na década de 1980

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ensão, angústia e medo eram sentimentos comuns no dia a dia dos moradores de Guarabira, na Paraíba, que, nos anos 1980, presenciaram uma série de crimes brutais cometidos pelo “Esquadrão da Morte”, grupo formado por policiais militares. O grupo era liderado pelo capitão Givanildo Fernandes da Silva que, em 2003, foi condenado a 111 anos e 9 meses de prisão. O promotor de justiça que atuou no caso, Marinho Mendes, contou em entrevista ao programa Linha Direta (Rede Globo) que, no início, os policiais matavam apenas jovens acusados de pequenos furtos, mas que, com o tempo, passaram a matar por prazer e por dinheiro. Segundo o vigário da época, Francisco Adelino, a cidade vivia em estado de terror. “Todos estavam apavorados. À noite ninguém mais saía às ruas. As casas e até mesmo as escolas estavam fechadas e sem previsão de volta”, conta o vigário que teve de deixar o Brasil. Com a ajuda da Igreja Católica, ele se refugiou na Itália, onde morou por cinco anos. “Permaneci lá até que esse bandido fosse preso, mas confesso que pensei que iam me achar e me matar.” De acordo com Adelino, o capitão Givanildo e os soldados que faziam parte do grupo sempre compareciam aos velórios das vítimas, prestando condolências e prometendo uma solução para o caso. “Apesar da aparente boa vontade dos soldados, os assassinos não eram presos e os moradores da cidade continuavam em pânico.” Assim que o capitão Givanildo foi preso,

Isabela Grade

Moradores de Guarabira (PB) ainda remoem os sentimentos gerados pela violência do “Esquadrão da Morte” Adelino voltou ao país, mas como ainda tinha medo de ser morto, resolveu fugir para cidades do interior. E foi em meio a essas fugas que ele conheceu Londrina, cidade onde morou e atuou como padre por três anos. A aposentada Lourdes Meireles, 82 anos, que viveu em Guarabira na época dos crimes, diz que, por mais que os anos passem, sempre vai manter vivo na memória o sofrimento que presenciou. “O medo, as lágrimas e a agonia que via nos olhos das pessoas são imagens que vou carregar comigo para sempre.” Pouco se sabe sobre os soldados que foram condenados e sobre o capitão Givanildo, sentenciado a mais de 110 anos de prisão. Ele morreu em 2009, aos 54 anos, por conta de diabetes no presídio do Roger, que fica em João Pessoa, na Paraíba. Por Isabela Grade Aluna do 5º semestre matutino de jornalismo Supervisão: Prof. Reinaldo Zanardi Foca é o apelido dado ao jornalista em início de carreira e ainda inexperiente

Estudo de Impacto de Vizinhança e planejamento urbano

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as últimas décadas, a preocupação com a qualidade de vida nas cidades tem se intensificado, uma vez que o elevado ritmo de urbanização e o adensamento populacional sem planejamento têm gerado uma série de consequências negativas à vida urbana, tais como enchentes, tráfego intenso de veículos, demanda de estacionamento, ruído, sobrecarga do transporte público, geração de resíduos sólidos, poluição visual, da água e ar etc. O Estatuto das Cidades, lei federal que instituiu a política urbana de que tratam os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, criou um sistema de normas e institutos de política pública urbanoambiental, dentre eles o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que é um dos instrumentos de gestão das cidades e que deve ser regulamentado pelos municípios, para permitir a avaliação dos impactos causados por empreendimentos e atividades urbanas. Trata-se de um instrumento contemporâneo, que permite a análise dos impactos (positivos e negativos) e a avaliação da pertinência da implantação de determinado empreendimento ou atividade no local pretendido e também aponta medidas de mitigação do impacto gerado. A sociedade moderna está assistindo ao escasseamento dos recursos naturais, à degradação ambiental e das relações de vizinhança e busca melhor qualidade de vida. Nesse contexto, a implantação de empreendimentos e atividades que possam causar grande impacto urbanístico

e ambiental passou a se submeter ao exame sobre a possibilidade fática de absorção da atividade/ empreendimento no local proposto, bem como da compatibilidade com o local no qual pretende se instalar, os quais são analisados Imagem Ilustrativa no EIV. Citam-se, como exemplos, uma casa de shows que proporciona entretenimento, mas é fonte de poluição sonora insuportável para a vizinhança das imediações e um shopping center, que gera emprego e movimenta a cidade, mas ocasiona transtornos no tráfego e demanda de estacionamento. Na cidade de Londrina, o Estudo de Impacto de Vizinhança está previsto na Lei Municipal nº 10.637/2008, que instituiu as diretrizes do Plano Diretor Participativo do Município e condiciona a aprovação de atividades, consideradas polos geradores de tráfego e de risco e geradoras de ruído diurno e noturno, à elaboração e aprovação prévia do EIV, a exemplo de supermercados, shopping centers, agências bancárias, locais de culto religioso, faculdades, bares com música, boates, clínicas veterinárias, dentre outros. Em suma, o Estudo de Impacto de Vizinhança é um instrumento importante, que deve ser utilizado pelos municípios para uma melhor gestão e sustentabilidade urbano-ambiental, de modo a assegurar o direito a cidades sustentáveis para as atuais e futuras gerações. Por Andresa Rezende Benini

Advogada Especialista em Direito e Gestão Ambiental Diretora da Geopar Ambiental Consultoria e Planejamento


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Ecomercado Palhano Recentemente inaugurado, o Ecomercado Palhano tem atraído a atenção dos londrinenses. Com um belíssimo projeto arquitetônico, o espaço vem se tornando um dos principais locais de compra e lazer da cidade.

Por Talita Oriani

talita@jornaldagleba.com.br

Baby Room

Toni Minighini

Rafael, Lívia e Rogério Elias receberam amigos e convidados, com muita satisfação, na inauguração de sua loja e atelier Lilibety Baby Room, especializada em decoração para quarto de bebê. Com criações artesanais e atendimento personalizado, a loja conta com um espaço aconchegante para receber as famílias. Durante a inauguração, os convidados foram recepcionados com doces e cupcakes da Doceria Fura Bolo e encantaram-se com o mix de produtos confeccionados pelo atelier: kit berço, almofadas, enfeites de porta maternidade, ursos, bonecas, bailarinas, ovelhinhas, abajures, quadros, lembrancinhas e outros. Fotos: Andreia Fernandes

O arquiteto Guilherme Torres e Raul Fulgêncio

4 mil visitantes Raquel e Tiago Forte, Livia Elias

Melissa e Julio Ceranto

Eduardo Cury, Cesar Gomes, Rodrigo Milanez, Rafael e Rogério Elias

Bruno Ferraro

Fernando, Ana Beatriz e Henrique Lopes

O II OutLev Marcas reuniu durante três dias mais de 60 lojas referenciais com descontos que chegaram a 80%, consolidando a proposta de opção de lazer para toda a família. Segundo a organizadora do evento, Mity Shiroma, cerca de quatro mil pessoas visitaram a Chácara Graciosa e os mais de 60 estandes movimentaram cerca de 500 mil reais em negócios. O evento é promovido pelo Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii em prol da Guarda Mirim de Londrina, que atende cerca de 450 crianças em situação de vulnerabilidade social.

Kimiko Yoshii e Márcia Manfrim


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Sucesso

Muita gente compareceu à praça Pé-Vermelho para conferir o Domingo na Praça Especial Festa Julina, realizado pelo Jornal da Gleba e Plaenge, com apoio da Academia Action, ConGP e Escola de Dança Royale. As barracas com comidas típicas e as barracas de brincadeiras divertiram o público, que ainda curtiu um supershow da Orquestra Londrinense de Viola Caipira São Domingos Sávio. Confira alguns registros do fotógrafo Gabriel Teixeira. No Facebook do Jornal da Gleba você confere mais fotos. Vale à pena acessar!

Elias, Laura e Cibele Arcenio

Birthday Ana Luiza e Andréa Estevão dos Santos

Dia 11, o personal trainer Daniel Zani e a psicóloga Vera Vargas comemoram nova idade. A apresentadora Cloara Pinheiro assopra as velinhas no dia seguinte, 12. Já no último dia do mês, 31, quem recebe as felicitações é a apresentadora Juli Bicas. Congratulations!!!

Ricardo, Samuel, Juliana e Moisés Santos

Beatriz e Eloísa Franco Hamasaki

Michele, Nicole e Edson Iramina Parte da Orquestra São Domingos Sávio


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Reflexo da Gleba - Walter Ney

Envie suas fotos para redacao@jornaldagleba.com.br e apareça neste espaço.

E como anda a alfabetização? A redução do analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais tem acontecido de forma lenta. Foi o que apontou um recente estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Isso só reforça que o problema na educação do país permanece. Segundo a pesquisa, 93% dos analfabetos estão concentrados na faixa de renda de até dois salários mínimos. A análise foi feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Municípios (PNAD) 2009. É na categoria de baixa renda que se “evidenciam as maiores disparidades entre as taxas de analfabetismo no país”, considera o “Comunicado 70” do IPEA.

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A maior porcentagem de analfabetos (19,2%) está na faixa de renda de até um quarto de salário

mínimo. Se somados, os segmentos de sem declaração de rendimentos ou sem rendimentos chegam a

17,1%. Caso a redução do analfabetismo continue no mesmo ritmo dos últimos cinco anos, ou seja, lenta, o país não chegará à taxa prevista na Conferência Mundial de Educação de Dacar, de 6,7%, em 2015. Caro leitor, neste momento você deve estar se perguntando por que deveria se interessar por esses dados, já que essa “realidade” parece estar bem distante. Será mesmo? Olhe no entorno, preste mais atenção em seu cotidiano, seja por erros gramaticais do passado ou por erros do “internetês” do presente. Por José Antônio Lima

Diretor-geral pedagógico do Colégio Universitário de Londrina. Mestre em Psicologia Educacional pela PUC de São Paulo e consultor da Unesco.


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Você não precisa da nova rede social do Google

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stive em Londrina em julho durante minhas férias. Não retornava à cidade havia dois anos. Como tenho visto on-line, cada vez mais antigos contatos reaparecem no Facebook. O mesmo acontece com restaurantes, bares, lojas e outras iniciativas de pé-vermelho que aderem à rede social criada por Mark Zuckerberg em 2004. Pois saiba que o Facebook agora está velho, amigo. Mas, calma. Não há motivo para alarde. A grande novidade no mundo das redes sociais é a Plus, ou Google+ (plus.google.com), como é grafada a nova aposta do Google para combater o Facebook. O serviço foi apresentado no final de junho passado e traz bons recursos. Entre eles, destacam-se o Círculos, que permite dividir seus contatos em grupos específicos, como Família, Faculdade, Trabalho etc., e evita o compartilhamento de conteúdo de forma indesejada – sua mãe não irá ver suas fotos de bêbado na balada. O Hangout também é legal, pois possibilita realizar videoconferências com até dez pessoas simultaneamente. Outras iniciativas como a Sparks, que fornece notícias sobre áreas específicas (fotografia, cinema, música, carros

Imagem Ilustrativa

etc.), são menos interessantes. Já o visual da Plus deixa a desejar, apostando na estética clean, porém, pouco criativa do Google. Estruturalmente, é um Facebook vestido de branco, com a lista de atualizações no centro da tela.

Eu e meus colegas muito já discutimos se a Plus pode vencer o Facebook. Ninguém aposta nem duvida. O fato é que, diferentemente das tentativas anteriores do Google, com o Wave e com o Buzz, a Plus é um produto bem acabado. Porém, ninguém migra de uma rede social onde está satisfeito e onde estão todos os seus amigos – hoje, uma em cada nove pessoas da Terra tem uma conta no Face – para outra que oferece, a grosso modo, os mesmos recursos. Por outro lado, do meu ponto de vista, seria negativo para a web se o Google possuísse também a maior rede social do mundo. Já imaginou buscas, mapas, tradução, planilhas, vídeos (o YouTube pertence ao Google), rede social, entre outras, no domínio de uma única empresa? Com quem ela iria concorrer? Portanto, amigos, não tenham pena de deixar de lado sua velha conta no Orkut e esquecer o hype da Plus. E continuem prestigiando os eventos para os quais vocês são convidados via Facebook. Até a próxima! Por Vinicius Aguiari

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14 JORNAL DA GLEBA - Agosto de 2011 Fotos: Imagens Ilustrativas

A mítica Buenos Aires de Jorge Luis Borges

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ma cidade são seus edifícios históricos, suas ruas, suas esquinas, suas praças, seus monumentos. Uma cidade é também sua gente, seus costumes, suas tradições, seus sotaques. Já para o escritor portenho Jorge Luis Borges (Buenos Aires, 1899 – Genebra, 1986), além de tudo isso, uma cidade (a sua cidade dos sonhos) é a percepção sensível do homem em seu mundo, os ecos imortais de sua história. A profícua obra de Borges, desde seus primeiros poemas até seus mais metafísicos contos, revela uma Buenos Aires universal, que dialoga com o homem de qualquer tempo, de qualquer espaço. Através dos olhos, mas principalmente das íntimas sensações do poeta, o leitor se vê diante de um eterno simulacro. Ali, o poeta guarda suas memórias mais sensíveis; ali, o poeta quer fixar para sempre um luminoso quadro que imortalize essa sua metrópole dos amigáveis bairros suburbanos, das estreitas ruas de pavimento, das quadras simetricamente distribuídas, do jogo de luz e de sombras dos pátios internos das

casas geminadas. É uma Buenos Aires no limite entre a tradição e a vanguarda, o campo e a cidade, o sonho e a realidade. Borges, pelo que verte em sua literatura, transmite a sensação de que basta conhecer uma dessas ruas, uma dessas casas, para que se conheçam todas as demais. Apresenta a cidade como um espelho ilusório de suas histórias, como se pertencesse a um tempo que é sempre cíclico, voltado sobre si mesmo. Quem não conhece a obra de Borges, quem jamais leu Fervor de Buenos Aires ou Funes, o memorioso ou Homem da esquina rosada, caminha sem se deter pela Recoleta, pela Praça San Martín, pelos arrabaldes de Palermo; talvez que se encante com sua arquitetura, com suas cores vivas; talvez que se deixe contagiar pela sua melodia e pelos seus aromas. Mas apenas quem conhece sua obra caminhará por Buenos Aires como se caminhasse por uma terra mágica, mítica, Troia ou Alexandria de nossos dias. Por Thiago Ferreira de Andrade

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Agosto de 2011 - JORNAL DA GLEBA 15

A milenar história da pizza Difundida pelos imigrantes italianos, a pizza é um dos pratos mais populares e consumidos do mundo

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argherita, calabresa, mozzarella, toscana ou escarola? Massa fina ou grossa? Entre tantas delícias fica até difícil escolher a melhor opção para o seu próximo jantar. O certo mesmo é que, independentemente do sabor e da espessura, comer pizza é sempre muito bom. Basicamente, a pizza moderna consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, coberta com molho de tomates, queijo e diversos recheios. De preferência deve ser assada em forno à lenha. Mas nem sempre foi assim. As ancestrais da pizza que você devora no conforto da sua casa já foram muito mais rústicas do que as atuais. Elas nasceram há 5 mil anos, provavelmente com as primeiras civilizações do Oriente Médio. Mas foi na cidade de Nápoles que nasceu a pizza como conhecemos hoje. Círculos de massa, recobertos com ervas e especiarias, eram um alimento muito popular entre os pobres do sul da Itália, no início do primeiro milênio. Foi ali que surgiu pela primeira vez o termo “picea”, que indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Não muito tempo depois

apareceria a palavra pizza. Em 1780, surge a primeira pizzaria do mundo nas cercanias do palácio real de Nápoles, inaugurada por Pietro Colicchio. Cem anos após a inauguração, o produto é tão popular e conhecido que até a aristocracia italiana queria consumi-lo. Em junho de 1889, Raffaele Esposito, considerado o melhor pizzaiolo daquele tempo, foi convidado ao palácio real de Capodimonte para preparar sua especialidade para os reis da Itália, Umberto I de Saboia e sua esposa, a rainha Margherita, que estavam de visita a Nápoles. Para agradar a rainha, Esposito preparou uma receita com as cores da bandeira italiana (vermelho, verde e branco), molho de tomate, mozzarella de búfala e manjericão. Além disso, batizou a iguaria com o nome da soberana. A história se espalhou por toda a Itália e a receita foi levada pelos imigrantes, que partiam para todas as direções do mundo. Hoje, os dois maiores consumidores de pizzas são os Estados Unidos e o Brasil. Coincidência ou não, os dois países abrigam as maiores colônias italianas do mundo. O jeito londrinense de comer pizza Dinho e Judson

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Marques (foto acima) são proprietários de uma pizzaria na Gleba Palhano e revelam as preferências dos pés-vermelhos na hora de escolher a pizza ideal. De acordo com os empresários, 99% dos clientes preferem a massa bem fina e com bastante recheio. “Tem de ser fininha e crocante, senão o pessoal reclama”, revela Judson. Judson e Dinho explicam que o segredo de uma boa pizza está nos detalhes, como o tempo de fermentação, a temperatura do forno e a qualidade dos ingredientes da cobertura. Apesar de possuir opções com ingredientes mais refinados, as pizzas mais vendidas são as tradicionais frango com catupiry, calabresa, mozzarella e portuguesa. Por Rafael Montagnini

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JG23 - AGO2011