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EDITORIAL

Tradição e tecnologia a serviço da comunidade

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MEIO AMBIENTE

Impacto das mudanças climáticas na cidade e no nosso cotidiano

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DIREITO

Você sabe o que configura violência obstétrica?

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Curitiba, Abril de 2018

JORNAL DA CI️C

#8

CONTEÚDO/INOVAÇÃO/CIDADANIA

Página

Foto: Cristiane Ishizava/Judô Nacional

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Alunos da rede pública fazem bonito no Campeonato Brasileiro Regional de Judô CIDADANIA

Estudantes querem preservar o córrego da Ferrovila

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SAÚDE

Cinco recomendações para prevenção do Diabetes

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AGENDA CULTURAL

Exposições gratuitas e Feira de Quintal da CIC

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Jornal da CIC

Abril 2018

BOAS NOVAS

EDITORIAL Tradição e tecnologia, juntas Embora

a internet tenha amplificado discursos que até então eram abafados e marginalizados, e aparente ser uma porta-voz da democracia irrestrita, existem diversos grupos que observam com certa desconfiança a proposta libertadora na qual ela vem sido amplamente divulgada. Com a velocidade e as postagens em ritmo convulsivas, há grande dificuldade em checar informações, fontes, e muitos erros são noticiados gerando consequências, por vezes, lamentáveis. Por outro lado, os recursos tecnológicos, suportados na rede digital, permitem uma imersão e interação do público com o conteúdo que até então eram considerados impossíveis. Há de se pensar, então, em hibridismos e convergências. Grandes jornais, a partir da expansão do acesso à internet, sentiram um momento de crise. A diminuição da demanda por jornais impressos e a supressão dos investimentos publicitários levou vários jornais a fecharem as portas. Entre 2000 e 2009 foram os anos mais críticos. Os jornais e os jornalistas custaram a aceitar a mudança do meio de propagação. Esse fato fica bastante claro no documentário “Page One - Inside New York Times” sobre como o jornal New York Times enfrentou esse período de adversidade e de que forma os jornalistas encararam as novidades trazidas pela internet. Acontece que desde 2009, ocorre um movimento de inserção, adaptação, como já havia ocorrido da década de 50 com o advento da televisão. Hoje os jornais possuem plataformas online, para atender esse novo público, mas até a adaptação não excluiu completamente as publicações impressas. Exemplo disso está o jornal mais antigo do Brasil, o Jornal do Brasil, que após o cancelamento da sua versão impressa, voltou atrás em 2018. Por que? Em contrapartida, os jornais locais obtiveram um crescimento notável de 83% no mesmo período de tempo em que os “jornalões” tiveram queda de 25%. Para Igor Savenhago, há um paralelo entre esses dados e o processo de globalização: “a globalização da informação impulsiona a revalorização das culturas locais, ao invés de sufocá-las”. Diante desse cenário promissor, cabe aos jornais de bairro transmitir a população notícias de relevância local em formato impresso, apoiado pelo conteúdo transmídia divulgado nas plataformas digitais. Na edição #8 do Jornal da CIC você acompanha algumas ações do poder público e da sociedade civil que tem impacto para a Cidade Industrial.

Saúde de Curitiba recebe atenção especial, diz Michele Caputo E

ntre 2011 e 2018, o exsecretário Michele Caputo Neto repassou R$ 562 milhões para fortalecer o sistema de saúde de Curitiba. Obras em unidades de saúde, melhorias em hospitais estratégicos, incentivos de custeio para ações e serviços, ambulâncias, equipamentos, medicamentos para a rede básica e recursos para mutirões de consultas, exames e cirurgias especializadas. Tudo isso faz parte de um amplo conjunto de investimentos do Estado na capital paranaense. Michele Caputo - pré-candidato a deputadoestadual-reafirmaquetrata-sede um grande esforço de governo para reestruturar a rede pública de saúde de Curitiba. “Os investimentos estão ajudando a resgatar o protagonismo de Curitiba na área da saúde, que sempre foi celeiro de soluções inovadoras para melhorar o atendimento da população.ProvadissoéoprogramaMãeCuritiba, reconhecido internacionalmente pela atenção especialà gestantes e bebês”, afirmou. Somente para obras na rede básica foram R$ 8,2 milhões. Cinco unidades de saúde foram entregues e atendem os moradores de Campo Alegre (CIC), Vila Sabará (CIC), Coqueiros (Sítio Cercado), Xaxim (Sítio Cercado) e Aliança (Santa Cândida). Unidades de saúde - De acordo com Caputo Neto, foram garantidos recursos para a reforma de outras 14 unidades de saúde. Nesta primeira etapa estão as unidades de saúde Abaeté, Caiuá, Dom Bosco, Fernando de Noronha, Ipiranga, Moradias da Ordem, Nossa Senhora da Luz, Pilarzinho, Pompéia, Santa Efigênia, São Paulo, Tingui, Vila Feliz e Vista Alegre. O investimento será de até R$ 150 mil em cada obra, totalizando R$ 2,1 milhões. “A saúde começa pela base e é nesta lógica que estamos trabalhando. Ao fortalecer a retaguarda de atendimento nos

bairros, levamos assistência de qualidade para mais perto das pessoas”, disse Michele Caputo. No aniversário da cidade, também foi anunciado o repasse de R$ 2 milhões para a construção de uma nova unidade de saúde no Ceasa e mais R$ 750 mil para a construção de outra unidade de saúde no bairro Umbará. O Estado mantém ainda, no centro de Curitiba, uma das maiores farmácias públicas do país, que atende 28.700 pessoas - mais de 20 mil usuários de Curitiba e de 28 cidades da região metropolitana. São fornecidos gratuitamente 232 tipos de medicamentos para tratamento de pelo menos 80 doenças. Em 2017, a unidade alcançou a marca de 200 mil atendimentos. Hospitais - O apoio do governo se estende também à retaguarda de urgência e emergência. São incentivos a hospitais de referência, através do programa HospSUS (de apoio aos hospitais públicos e filantrópicos), recursos para o custeio do Samu e Siate, sem contar o apoio destinado à manutenção do serviço de transporte aeromédico, com um avião UTI e um helicóptero de resgate à disposição. Nos últimos anos, o Estado foi responsável também pela renovação da frota do Siate, além de auxiliar na reposição de ambulâncias do Samu. “Tudo isso tem impacto direto na agilidade e eficiência do atendimento à população. Em situações de urgência e emergência, cada minuto é importante e pode ser decisivo para salvar uma vida”, diz Michele Caputo. O Estado e a prefeitura inauguraram ainda dois novos helipontos para ampliar as opções de pouso do helicóptero de resgate em Curitiba. Além do Hospital do Trabalhador, que já detinha a estrutura, agora o Hospital Cajuru e a UPA do Tatuquara também mantêm helipontos em operação 24 horas pordia. Anexo da Mulher - E as ações não

Prefeito entrega as obras de acesso à trincheira da Ceasa A trincheira vai melhorar o acesso e a mobilidade na região sul da cidade e interligar os bairros Cidade Industrial e Tatuquara por baixo da BR-116, além de facilitar o deslocamento para os bairros Ganchinho e Umbará.

Resultado do Fala, Curitiba! para a LDO 2019

Famílias em situação de risco vão ganhar 88 novas casas na região Serão investidos R$ 8,7 milhões na obra, recursos do governo federal. O conjunto, próximo à Administração Regional da CIC, vai contar com sistema viário, calçadas em concreto, rampas de acessibilidade, galerias de drenagem, redes de água, esgoto e iluminação pública.

Asfalto novo vai melhorar deslocamentos em importante via da CIC

param por aí. Duas novas obras financiadas pelo Estado devem trazer ganhos importantes atodo o sistema de saúde. Uma delas é aconstruçãodo“AnexodaMulher”doHospital doTrabalhador, no bairro Novo Mundo. “Esta é a maior obra de ampliação de toda a história do nosso hospital. São R$ 13,3 milhões que permitirá ao hospital ampliar sua capacidade de 222 para 302 leitos", disse Michele Caputo. O Anexo da Mulher, com mais de 4 mil metros quadrados, vai abrigar os serviços da maternidade; atendimento de ginecologia e obstetrícia; UTIs, leitos de internação e uma série de outros setores voltados exclusivamente ao atendimento feminino e materno-infantil. A outra obra é do “Erastinho”, a unidade infantil do Hospital Erasto Gaertner, especializado em oncologia. Em 2018, Michele Caputo assinou o convênio garantindo R$ 12 milhões para a construção do prédio, que vai melhorar as condições de tratamento do câncer em crianças. A expectativa é ampliar de 20 para 39 o número de leitos infantojuvenis, permitindo o atendimento de 300 novos casos por ano. Poderão ser feitas, no local, até 17 mil consultas, 500 cirurgias e mais de 85 mil procedimentos anualmente.

Além de beneficiar as famílias que utilizam o transporte coletivo, a nova pavimentação vai facilitar os deslocamentos dos motoristas que passam pela Robert Redzimski. A via é uma boa opção para desviar do movimento da João Dembinski e chegar na Eduardo Sprada já nas proximidades da Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, a rápida que segue no sentido Centro

Prefeitura vai apoiar programa de recuperação de dependentes químicos O "Cristolândia", da Igreja Batista, é um programa de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos. “Iniciativas como este projeto são muito importantes, pois se unem às ações do município para o regaste da cidadania das pessoas em situação de risco”, salientou Greca, que se comprometeu a apoiar o programa que começou a atuar há dois meses em Curitiba.

EXPEDIENTE DIREÇÃO: Larissa Santin 0011466/PR CNPJ:28.650.673/0001-06 Colaboradores desta edição: Luís Alexandre Carta Winter Aiane Sereno Renata Passos Natalie Unterstell


ESPORTE

Alunos da rede pública fazem bonito no Campeonato Brasileiro Regional de Judô

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Por: Larissa Santin, jornalista

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articiparam do Campeonato Brasileiro Regional de Judô os alunos Diego Correa Tiburcio, Maria Eduarda de Oliveira, Sofia Velazquez Fuchs, Nikkolas Eduardo da Silva e Alinne dos Santos Costa Marugal, estudantes da rede pública, aqui na Cidade Industrial de Curitiba. Os jovens competiram com os melhores atletas dos estados Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mas para chegar até o Brasileiro Regional, foi necessário muito treino e participações em campeonatos de classificação, como explica o professor Saimon Magalhães de Souza “Eles precisaram se classificar nas seletivas estaduais. A do Paraná foi na cidade de Laranjeiras. Diego, Sofia e Maria foram campeões e garantiram suas vagas no Brasileiro. Nikkolas e Alinne se classificaram como atletas bônus, por terem conquistado medalhas no Paranaense e Brasileiro Regional de 2017”, conta orgulhoso o professor. Após a classificação, os atletas viajaram para Itapecerica da Serra, em São Paulo, para competir com os demais campeões estaduais. Nessa competição, Nikkolas foi vice campeão. Maria e Sofia ficaram em terceiro lugar e Alinne e Diego terminaram a competição em quinto lugar. Projeto Otto Judô Dentro das dependências da Escola Municipal Otto Bracarense Costa existe um projeto para treinar e descobrir atletas. Criado em 2013 pelo professor de Judô Saimon, Bacharel em Educação Física e Faixa Preta em Judô, o projeto contava com apenas 13 alunos. Com o tempo a prática esportiva foi ganhando força e adeptos e cinco anos depois, o número já chega a 280 alunos. Entre eles, os campeões regionais. “No decorrer desse tempo, várias crianças foram se destacando, ganhando campeonatos locais e

estaduais. Hoje já temos mais de 20 campeões estaduais, interestaduais e a nível nacional”, afirma o faixa preta. Como o projeto na escola é voltado as crianças de 5 a 10 anos, o professor sentiu necessidade de abrir uma academia de Judô na região, com preço acessível, para que os pequenos atletas pudessem dar continuidade aos treinos e seguir na trajetória esportiva. Hoje o Dojô Otto já possui 90 alunos.

Atletas e treinadores no Campenato Brasileiro Regional de Judô . Foto: Cristiane Ishizava/Judô Nacional

Jovens talentos O vice campeão do Brasileiro Regional, Nikkolas (11 anos), comelou a treinar judô na Escola Otto, com o professor Saimon, quando tinha apenas 7 anos. “Quando eu comecei o projeto, fiz um teste com os alunos e o Nikkolas foi um dos primeiro que eu selecionei e desde o começo ele demosntrava ter um enorme potencial para o judô”, afirma o professor. Na metade do ano de 2013 a família de Nikkolas teve que mudar-se da região e por consequência o jovem acabou se afastando do projeto Otto Judô. Um ano depois, a família de Nikkolas estava de volta a CIC e o pequeno atleta, treinando judô novamente na Escola Municipal Otto, onde ficou até 2017. “Ele teve que correr atrás do prejuízo, ficou um ano sem treinar. Mas em menos de seis meses ele já tinha conseguido pegar o ritmo de novo pra acompanhar os alunos, embora mais graduados, com mais tempo de treino, ele conseguia lutar de igual pra igual”. Pouco tempo depois de seu retorno ao judô, Nikkolas conquistou importantes campeonatos como o Paranaense, campeão na seletiva estadaual, campeão da Copa Paraná, terceiro colocado no sul brasileiro de 2017 e inicia 2018 com a segunda colocação no Brasileiro Regional. O jovem está a um passo de garantir uma vaga no Brasileiro Nacional, competindo com os melhores atletas do Brasil.

Dojô na Escola Otto Bracarense. Foto: Saimon M.

Professor Saimon e alunos de judô. Foto: Divulgação.

No verão de Curitiba, as ruas viraram rios Por: Natalie Unterstell, mestre em administração pública pela Universidade de Harvard, coofundadora do AGORA! e do projeto "Infra 2038"

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enchente atingiu a casa de Karine Carvalho, jornalista, no Santa Cândida. Ela perdeu seus materiais de trabalho, inclusive seu computador pessoal, móveis, geladeira, fotos e roupas. Depois de ter sua casa invadida pela água seguidas vezes no mesmo mês, Karine se mudou com sua família para Mandirituba, para começar vida nova. Não é coisa pouca. Essas enxurradas, que foram sentidas com força também na CIC e outros bairros, são uma demonstração do que se pode esperar em tempos de aquecimento global. Em função do aumento da poluição por carros, indústrias e desmatamento, esse fenômeno tem se acelerado e a força das chuvas cresce com ele. Tem quem pense que é papo furado esse negócio do clima se tornar tão imprevisível. Afinal, chuva forte a gente sempre viu. A diferença agora é que, a cada grau de aumento da temperatura da Terra, as chuvas ganham mais potência. Pode-se chover em uma

hora, o esperado para chover em um mês. A tendência é só piorar, ano após ano, verão após verão. Parte da solução está na mão dos cidadãos que habitam as áreas mais propensas a enchentes. É possível, por exemplo, diminuir a velocidade das águas que chegam ao solo. Para isso, todos os terrenos têm que ter pelo menos uma parte aberta, com terra mesmo, para que a água possa se infiltrar e não corra em forma de enxurrada. Prédios podem coletar a água da chuva com uma caixa d’água auxiliar e usar para lavar calçada, regar jardim, entre outros. Os cidadãos também podem se organizar para fazer "jardins de chuva". Criado pelo africano Phiri Maseko, conhecido por ser “o homem que plantava chuva”, o método consiste em abrir canteiros fundos e nele colocar plantas que se alimentarão das chuvas. Já vem sendo utilizado com sucesso em São Paulo. Do ponto de vista do poder público, é hora de demandar que nosso prefeito se comprometa a investir e responder de modo

visível e coletivo aos novos riscos impostos à cidade. Isso implica em rever as áreas habitadas irre gularmente, pois podem estar justamente sobre áreas de mananciais que abastecem as cidades ou mesmo impedindo que as águas das chuvas circulem pelas várzeas dos rios. Não se trata de ficção científica nem de alarmismo inconsequente. As enxurradas vividas em Curitiba neste ano alertam para a necessidade de uma visão de longo prazo que considere os impactos da mudança do clima sobre a cidade e sobre a nossa vida cotidiana nela.


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Jornal da CIC

Abril 2018

DIREITO

Violência Obstétrica Uma em cada quatro brasileiras sofre violência no parto, segundo a Fundação Perseu Abramo

Colaborou: Direito Familiar

Antes de falarmos sobre a violência obstétrica de fato, é preciso explicar conceito de “parto humanizado”. Ao contrário do que muitos podem pensar, o parto humanizado não é só aquele que acontece sem anestesia e com a presença de uma doula, em casa. Parto humanizado é, de fato, aquele que respeita as escolhas da mulher para o momento – desde que com segurança – e resguarda os direitos dela e da criança. O parto é um momento muito importante, como a maioria dos nascimentos ocorre em unidades de saúde, a gestante e sua família precisam receber os serviços “com dignidade, promovendo um ambiente acolhedor e uma atitude ética e solidária”. Assim, a humanização do parto pode ser entendida como um direito, para que todas as mães e bebês sejam respeitados, desde o pré-natal até o pós-parto, com cuidado e acolhimento. Isso inclui: informar a gestante sobre todos os procedimentos utilizados, pedir sua autorização para utilização de procedimentos diferenciados, garantir a presença de acompanhante, respeitar a individualidade da mulher (seus medos e suas necessidades), seguir as normas técnicas e recomendações do Ministério da Saúde, permitir o contato do bebê com a mãe logo depois do nascimento – caso não haja nenhuma situação emergencial –, entre outros. A violência obstétrica acontece, então, sempre que um desses direitos que compõem o parto humanizado for desrespeitado. Ela é cometida contra a gestante e sua família, podendo

EDUCAÇÃO

ser verbal, física, psicológica e até sexual. É importante lembrar que os médicos não podem ser considerados sempre os “vilões” quando se fala em violência obstétrica, especialmente no que diz respeito à saúde pública, porque deve ser levado em conta todo um contexto de falta de estrutura, falta de profissionais e falta de equipamentos adequados. Ainda assim, a prática de atitudes como as mencionadas acima pode gerar responsabilização administrativa, civil e penal para os profissionais. Então, como agir nesses casos? O ideal é que a mulher que foi violentada no momento do parto exija cópia de seu prontuário de atendimento junto à instituição de saúde onde foi atendida e, com os documentos, procure a Defensoria Pública do seu local de residência para as medidas adequadas. Ainda, dependendo da situação, existe a possibilidade de procurar o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil para eventual ingresso de ação de reparação de danos morais e materiais. As provas podem ser feitas através dos prontuários, receitas médicas, testemunhas e até mesmo pelos laudos periciais. Para mais informações, pode-se, também, ligar para os números referentes à violência contra mulher e disque saúde (136) ou procurar pelos Comitês de Mortalidade Materna ou de Mortalidade Infantil do município ou região, bem como Conselhos de Saúde Municipais.

Andressa Bonilauri e o bebê Francisco, nascido na sala de parto humanizado. Foto: Acervo pessoal.

Exemplos de violência obstétrica: •

Impedir que a mulher tenha acompanhante;

Condicionar a presença do acompanhante à autorização médica (Lei 8080/1990);

Não prestar informações claras sobre o estado de saúde da mulher;

Realizar procedimentos sem o seu consentimento;

Não oferecer opções para o alívio da dor;

Impedir que a mulher se movimente, beba água, ou alimente-se de forma leve durante o trabalho de parto;

Realizar exames de toque vaginal repetidas vezes;

Fazer piadas, dar broncas ou não permitir que a mulher se expresse.

Estudantes conhecem novos roteiros no programa Linhas do Conhecimento

Via SMCS

Estudantes da rede municipal de ensino de Curitiba visitam, ao longo desta semana, novos roteiros do programa Linhas do Conhecimento. Estão programadas aulas de campo no Aeroclube do Paraná, Museu do Holocausto, Cinemateca, Museu de História Natural, Bosque Reinhard Maack, Paço da Liberdade, Painéis de Poty, Laboratório da Indústria (FabLab) Memorial Ucraniano, Museu Paranaense, Memorial do Transporte, Memorial Ucraniano, Zoológico, Museu da Imagem, Casa Encantada (Bosque Alemão), Museu da Imagem e do Som e Museu Oscar Niemeyer. Um ano de atividades O Linhas do Conhecimento, idealizado pelo prefeito Rafael Greca, prevê aulas de campo e atividades pedagógicas em museus, parques, pontos turísti-

cos e faróis, ampliando conhecimentos e as oportunidades de aprendizado dos estudantes da rede municipal de ensino. No mês passado, o programa comemorou um ano de existência com mais de 90% das escolas atendidas. Nos últimos doze meses, a meta prevista para o programa foi superada em mais de três vezes. Inicialmente, o objetivo era atender 80 unidades da rede. Hoje são 300 escolas e creches envolvidas. A coordenadora do programa na Secretaria Municipal da Educação, Scheilla Maria Orlosqui, explica que as atividades diferenciadas do programa abrem novos horizontes para os participantes. “Eles aprendem mais sobre história, cultura, artes, ecologia, geografia. O programa alia atividades lúdicas e pedagógicas ao currículo escolar, ampliando as possibilidades de aprendizado e permitindo um conhecimento maior da cidade”, explicou.

Crianças da Rede Municipal de Ensino que participam do programa Linhas do Conhecimento, visitam a Prefeitura. Foto: Pedro Ribas/SMCS


OPINIÃO Quero que meu voto faça diferença Por: Luís Alexandre Carta Winter, professor de Direito. Doutor em Integração da América Latina pela USP

E

m outubro teremos, novamente, eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Todos vão prometer fazer isso, fazer aquilo, mas, na hora “h”, nada muda, continuamos com as mesmas dificuldades e eles nos “esquecem”, até as próximas eleições. Não está certo! Mesmo que se troque um voto por dinheiro (o que é errado e proibido), o dinheiro acaba e eles, candidatos eleitos, ficam no “bem bom”. Como mudar isso? Uma forma para mudar isso é a mobilização popular para implantar o parlamentarismo e o voto distrital. Parlamentarismo? O que é isso? No sistema parlamentar temos poder executivo dividido entre um chefe de estado e um chefe de governo (diferente do que hoje ocorre, no Brasil, onde o presidente é chefe de estado e de governo e o sistema é o presidencialista). No sistema parlamentarista, de um lado, temos o chefe de estado, eleito direta ou indiretamente, e representa a nacionalidade, estando acima de questões políticas; e de outro, o chefe de governo, que é exercido por um gabinete (são os ministros, responsáveis por todos os setores, como agricultura, saúde, previdência social, defesa, relações exteriores, etc.) presididos por um primeiro ministro. O chefe de governo é responsável pela política de governo, e todos os ministros são solidariamente responsáveis pelo governo (imagine, se um ministro comete um crime, o governo inteiro, cai). No sistema parlamentarista não existe “impeachment”, como no sistema presidencialista. Existe voto de desconfiança! Opa? Voto de desconfiança? Sim! No sistema parlamentarista se vota em partido e, não, em candidato. Os partidos devem ter posições ideológicas definidas e todos os partidos devem apresentar seu programa de governo. Escolhido o melhor programa, através das eleições gerais, assume o presidente do partido, como primeiro ministro. Se ele (com o seu gabinete) não cumprir com o programa, que o elegeu, a câmara dos deputados pode derrubar o governo, com o “voto de desconfiança”, convocando-se novas eleições, sem traumas. Ou, se ele quiser mudar o plano de governo, também pode antecipar as eleições, apresentando, nesse caso, sua renúncia. Ou seja, não é necessário esperar quatro anos para mudar um governo impopular. Isso acontece tanto no âmbito federal, como estadual. Mas um sistema parlamentarista com esses nossos partidos e com os políticos que temos? Temos esses partidos e esses políticos, em razão de nosso atual sistema presidencialista! No Brasil, os partidos, em sua maioria, são legendas de aluguel, sem nenhuma ideologia definida. E os políticos, pessoas que, de verdade, em geral, pouco se interessam por nós, eleitores, salvo os dias que antecedem as eleições. O que nos leva a segunda questão: parlamentarismo, com voto distrital. Os partidos devem indicar os candidatos no distrito, mais bem delimitado. Ele representa aquela região, especificamente. Se conhecemos o candidato, podemos cobrar dele, sob pena, d’ele não conseguir sua reeleição. Quero que meu voto faça a diferença! E você, o que quer?

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MEIO AMBIENTE

Estudantes ajudam a preservar córrego na Vila Nossa Senhora da Luz Via: SMCS

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projeto dos estudantes da Escola Municipal Albert Schweitzer, na CIC, sobre a recuperação da identidade e saúde do Córrego da Ferrovila, na Vila Nossa Senhora da Luz, vai representar as escolas públicas de Curitiba na etapa estadual da V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (V CNIJMA). O evento acontecerá de 7 a 10 de abril, em Foz do Iguaçu, reunindo as melhores experiências produzidas no Paraná, por estudantes do 6º ao 9º ano, do ensino fundamental, a partir do tema “Vamos cuidar do Brasil cuidando das águas”. Promovida pelos ministérios da Educação e Meio Ambiente, a V CNIJMA é uma ação de educação ambiental que fomenta o debate socioambiental entre estudantes de 11 a 14 anos, de escolas públicas. A Conferência Nacional acontecerá em Brasília, de 15 a 19 de junho. Cuidado com o rio O projeto sobre o córrego Ferrovila – que passa próximo à escola - nasceu da percepção dos estudantes do 9º ano, de que os moradores da região desconheciam o nome do veio de água, referindo-se a ele como “Valetão”. “Nossa hipótese é a de que, chamar de valetão, diminui a consciência ambiental das pessoas, isso faz com que o espaço seja tratado como esgoto, não como um riacho. O termo pejorativo faz com que se ignore a importância que o local tem para o bairro”, disse Olívia Stefany Marques dos Santos, de 13 anos. A estudante foi escolhida para ser a delegada de Curitiba durante a conferência em Foz do Iguaçu. A constatação da turma aconteceu durante uma aula de campo, às margens do córrego, onde havia grande quantidade de lixo, além de descargas de água malcheirosa. “Deduzimos que pode estar acontecendo o despejo de água contaminada e de que algo urgente precisa ser feito”, afirmou Rhyan Jesus Pereira da Silva, de 13 anos. O propósito do grupo para reverter o problema é o de resgatar e divulgar o verdadeiro nome do Córrego da Ferrovila na comunidade. Os estudantes participaram de aulas sobre bacia hidrográfica, analisaram material coletado e encontraram protozoários na água. Observaram um trecho de trilho de trem, coberto por asfalto em um segmento da rua

que pode ter sido a origem do nome do córrego. Todas as ideias foram anotadas e debatidas. Mutirões A decisão coletiva foi agirem como agentes multiplicadores da conscientização no bairro. Ao longo deste ano desenvolverão ações como buscar ajuda junto aos órgãos responsáveis para limpar e sinalizar o córrego, instalar lixeiras nas proximidades, promover mutirões para a recuperação da mata nativa, além de divulgar informações sobre a bacia hidrográfica da região. Vídeo O trabalho foi registrado e transformado em vídeo, publicado em uma rede social. Todas as etapas, do roteiro à edição, foram feitas pelos estudantes, a partir da orientação e participação das professoras de Ciências, Elaine Kovaleski, Amanda Nogueira e dos professores de geografia, Thiago Ferreira e Sandro de Assis e Silva. O projeto, explicou a professora Elaine, ampliou os conhecimentos dos estudantes em outros conteúdos além de ciências, geografia, e preservação ambiental. “Eles se tornaram mais críticos, resgataram histórias de famílias, evoluíram nas questões relacionadas à oralidade e argumentação. Isso tudo aconteceu à medida que expandiram a consciência ambiental e social”, disse Elaine. Participar do projeto, conta Olívia, foi uma oportunidade de autoconhecimento. “Foi uma chance para que eu descobrisse algumas habilidades, como a de falar em público, defender o meu ponto de vista, produzir vídeos”, disse Olívia. “Agora tenho a responsabilidade de representar os meus colegas e as outras escolas da cidade”, completou a estudante.

Vídeo


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Jornal da CIC Abril 2018

NUTRIÇÃO Cuidados com o diabetes

Por: Aiane Benevide Sereno Nutricionista CRN8-7284

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uando falamos de doenças Influenciadas por hábitos alimentares é impossível não lembrar do diabetes. O Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença caracterizada pelo nível elevado de glicose (açúcar) no sangue, atinge a maior parte da população brasileira, independente de sua classe social. Segundo a Organização Mundial da Saúde essa perspectiva só tende a crescer. Embora o diabetes quando adquirido possa levar a diversas complicações que se não for tratado, podendo levar até a morte, por que o diabetes continua não sendo levado tão a sério? Apesar dos sintomas apresentados, eles podem ser facilmente despercebidos como: urinar com frequência, sensação de fome, sede, cansaço e visão turva. Em alguns casos, estes sintomas podem ser silenciosos por até seis anos diminuindo a percepção de sua gravidade em que os indivíduos acabam incorporando uma alimentação com alto teor de carboidratos (massas, doces, molhos prontos, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos e açúcares) sem preocupação.

Cinco recomendações para prevenção do diabetes: •

Cuidado com o uso de adoçante em excesso diariamente, isso inclui mais de 3 gotas de adoçante em um único copo de bebida (250mL) Evite acrescentar açúcar em um alimento que já possui sabor adocicado (sucos, vitaminas, achocolatado, leite, chá de flores e frutas e multicereais); Fique atento ao consumo de sucos de pacote ou de “caixinha”, sendo que 3 copos de 250mL por dia ultrapassa a recomendação diária do consumo de açúcar (50g); Inclua alimentos fontes de fibras (aveia, folhosos, casca de vegetais e alimentos integrais) em sua alimentação em até 20g por dia; Controle o seu peso, indivíduos sobrepeso terá mais chances de adquirir diabetes.

O fracionamento de seis refeições diárias é fundamental, associado à práticas de atividades físicas e uma alimentação balanceada. Quando um indivíduo permanece muito tempo sem comer, provavelmente sua próxima refeição será altamente calórica e em grande quantidade, levando-o a uma sobrecarga glicêmica, por isso, o fracionamento das refeições de 3 em 3 horas em pequenas quantidades é o mais recomendado. Para cada pessoa há uma quantidade de ingestão de carboidrato diária a ser consumida, de acordo com a idade, sexo, atividade física e predisposição genética. Se você quiser saber um pouco mais procure um profissional nutricionista, ele poderá te ajudar.

Horta do Chef beneficia 88 famílias de agricultores Via SMCS

Alface, couve, brócolis, beterraba, tomate, orégano, cebolinha e salsinha plantados no Tatuquara começam a virar ingredientes de pratos de restaurantes sofisticados de Curitiba. Lançado em março do ano passado, o programa Horta do Chef da Prefeitura agora também está beneficiando os 88 agricultores urbanos da Horta Comunitária Santa Rita IV, que começaram a vender hortaliças e temperos para Lênin Palhano e Vânia Krekninski. Atualmente, o programa já beneficia 100 famílias da horta do Rio Bonito, no Campo de Santana. Adepta do slow food, da alimentação com qualidade, consciência social e sustentável, Vânia Krekninski fez, na quarta-feira (18/4), a primeira compra de produtos cultivados na Santa Rita IV, que integra o programa de Agricultura Urbana da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab). Percorrendo os canteiros, ela colheu cabeças e maços de alface, escarola, couve, cebolinha e temperos. “O frescor e a qualidade são impressionantes”, disse a chef, que comanda o restaurante Limoeiro, no Cristo Rei. Para Vânia, a chance de atuar com os produtores urbanos da Santa Rita IV é um momento especial em sua carreira. “É muito bonito ver o trabalho dessas pessoas que se uniram para plantar em áreas não ativas, embaixo de linhões de energia, e que levam para casa, para suas famílias, alimentos mais saudáveis”, observou a chef. Responsável pelo cardápio do restaurante Nômade, no Batel, Lênin Palhano também está empolgado com a parceria com os produtores da Santa Rita IV. “Já peguei alguns ingredientes no começo da semana. Tem as folhas, sálvia, alecrim, cebolete e temperos que eu quero começar a usar nos meus pratos”, recordou. Ele contou ainda que pretende levar para os produtores mudas de alimentos de outros regiões. “Também quero que cultivem PANCs (plantas alimentícias não convencionais), como beldroega, azedinha e lambari”, explicou Lênin, que semanalmente irá adquirir os alimentos. A líder da Santa Rita IV, Lenita Ferreira Bueno, 55 anos, garantiu que a parceria com os chefs será muito importante para as famílias que plantam na horta comunitária. “Fornecendo para os restaurantes a gente vai conseguir uma redução nas despesas com mudas e manutenção”, justificou. De acordo com ela, mensalmente, os chefs irão pagar uma taxa fixa, que dará direito a levar hortaliças e temperos selecionados por eles mesmos ou suas equipes. O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi, destaca que o Horta do Chef tem a missão de valorizar a agricul-

Lenita Ferreira Bueno com a chef Vânia Krekninski. Foto: Valdecir Galor/SMCS

Ana Santana e Silvio Martins Santana. Foto: Valdecir Galor/SMCS

tura local e a tornar as hortas comunitárias sustentáveis. “Quando a gente atrai olhares para iniciativas como o programa, mostramos como o setor privado pode auxiliar em projetos de segurança alimentar e economia circular”, observa. Gusi lembra ainda que todos ganham com essa parceria. “De um lado, os cozinheiros famosos têm acesso a alimentos cultivados por pessoas que retomaram o contato com a terra e que produzem o próprio alimento. Do outro, os produtores urbanos que podem agregar valor às hortaliças plantadas e reduzir os custos do cultivo”, reforça o secretário. Variedade A dona de casa Eliete Lima, 44 anos, espera aumentar a variedade de alimentos cultivados em seus canteiros com a Horta do Chef. “Hoje, já planto alface, repolho, couve, cebola, alho e outros temperos. Agora, os chefs poderão nos ajudar a plantar outras mudas”, justificou. Ela recordou que, há seis anos, vai diariamente aos seus canteiros para plantar hortaliças, que ficam ao lado de sua residência. Parte da produção é consumida por ela e a família, mas sempre os vizinhos acabam ganhando algum alimento. “Aqui a gente produz para nós e para os outros moradores”, frisou ela. O casal Ana Santana, 67 anos, e Silvio Martins Santana, 51 anos, explica que há dois anos começou a

cultivar legumes e verduras na Santa Rita IV. “Minha família tinha um sítio perto de Foz do Iguaçu. Plantar aqui na horta é como se eu tivesse voltando no meu tempo em que ajudava meus pais na lavoura”, recorda o pedreiro. Apoio Lançado em março do ano passado pelo prefeito Rafael Greca, o Horta do Chef já beneficia 100 famílias de agricultores da horta comunitária do Rio Bonito, no bairro Campo do Santana. Atualmente, as chefs Manu Bufara (Manu) e Gabriela Carvalho (Quintana) atuam como “mentoras” dos produtores do local, que recebem orientação e vendem os alimentos produzidos aos restaurantes das cozinheiras. A Prefeitura dá apoio às hortas comunitárias, desde 1986, através do Programa de Agricultura Urbana da Smab, que é responsável pela assistência técnica e apoio organizacional das comunidades. São 24 áreas cultivadas por 900 famílias de produtores urbanos e que se espalham por 428 mil metros quadrados sob linhões de energia, terrenos públicos e áreas da iniciativa privada. As hortas estão nos bairros Cajuru, Sítio Cercado, Tatuquara, Campo de Santana e CIC. Além de garantir alimentos in natura saudáveis para os agricultores urbanos e seus familiares, o cultivo das verduras também serve como terapia e socialização, pois muitas pessoas vivem sozinhas.


ESPAÇO DO LEITOR

AGENDA CULTURAL MUSEU DA FOTOGRAFIA: EXPOSIÇÃO M.

ABANDONO "Olá, gostaria mesmo de perguntar sobre algo que incomoda alguns moradores da vila Nossa Senhora da Luz . Se vocês saberiam dizer por que a Associação Itamaraty, antiga Guarda Mirim, esta desativada? Será que a prefeitura não poderia usar o espaço em prol da comunidade?" Cleusa Santos, dona de casa.

O projeto M. apresenta mulheres brasileiras consideradas estar a margem da sociedade, excluídas, por seu próprio povo por serem pobres, obesas, vítimas de estupro, idosas, negras, mães solteiras e assim por diante. E mediante seus próprios esforços, elas não estão apenas sobrevivendo, mas também obtendo sucesso e felicidade em ir além disso. Período expositivo: 07 de Março a 10 de Junho Ingresso: gratuito Data(s): 06/03/2018 a 10/06/2018 . 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira, sábado e domingo Horário(s): 9h ~ 12h | 14h ~ 18h (TER ~ SEX) | 12h ~ 18h (SÀB | DOM) Classificação: Livre

CIC DO FUTURO "A CIC que eu quero é inovadora. Onde existe diálogo entre todos os componentes da sociedade. Assim podemos mais! Com criatividade, confiança, conquistas e realizações de projetos para todos os moradores desse bairro, que é tão importante para Curitiba." Iranei Fernandes

Foto: Divulgação

MEMORIAL DE CURITIBA - Nini Policapelli

Italiano de Triggiano, província da Puglia, Nini escolheu Curitiba para viver nos últimos 10 anos e ficar próximo do seu único filho. Desenhista desde criança, após uma formação básica em sua terra natal, na adolescência teve aulas com Giovanni Rossani, a quem considera um grande educador, e lhe iniciou na técnica da pintura a óleo. Aos 73 anos, continua produzindo suas obras que ilustram residências e galerias de vários países. Ingresso: gratuito Data(s): 27/03/2018 a 27/05/2018 - 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira, sábado e domingo Horário(s): Abertura 19h ~ 22h (TER~SEX) 9h ~ 12h | 13h ~ 18h | (SÁB|DOM) 9h ~ 15h Classificação: 14 anos

VELOCIDADE "Eu acho que a Vila Sandra precisa de mais lombadas nas ruas paralelas com a Luiz Tramontim. O movimento de veículos é alto e muitos carros desviam por dentro da vila e andam em alta velocidade, principalmente na parte do final da tarde, onde há muitas crianças na rua vindo da escola e os motoristas não respeitam. E a parte da ponte que vai para o conjunto Vila Velha está tomada por mato alto. É um local que pode ocorrer assaltos as pessoas que passam ali no caminho do trabalho." Leandro da Silva

Foto: Divulgação

REGIONAL CIC - Feira de Quintal da CIC

INTERNET

A "Feira Fundo de Quintal da CIC" surgiu neste ano por solicitações de muitos anos de senhoras da comunidade que precisavam de um espaço onde pudessem expor seus artesanatos mesmo em pequena escala de produção, porque o fazem dentro de suas casas.

Facebook/Jornaldacic www.jornaldacic.com.br

Ingresso: gratuito Data(s): 06/04/2018, 13/04/2018, 20/04/2018 e 27/04/2018 Horário(s): 08h30 ~ 17h Classificação: Livre

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Foto: Divulgação

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CAIPIRÓSCOPO INGRATO ÁRIES É possíver que aquele caboco bão de laço apeie do cavalo na porta da tua casa..

TOURO Pare de bombiá a muié do vizinho. Tome tento.

GÊMEOS Se oiá de revesgueio pra quele mardiçoado ele vorta de mala e cuia pra tua vida.

CÂNCER

Tem capiar que usa carça de brim campiando uma prenda bonita feito você.

LEÃO Povo de leão é muito pissiguero pra campiá argúem, fica so bombiando a vida dos outro. Se cuide.

VIRGEM Ainda não foi visitar a tia Cráudia?

LIBRA De cuxico em cuxico não campeia ninguém, porque ninguém guenta gente fofoqueira.

ESCORPIÃO Ta na hora de deitá a gadeia e deixá esse dianho de lado. Saia de cunhepa dessa relação.

SAGITÁRIO Urtimamente voa, voa, voa mas apeia na bosta. Mantenha a carma que uma hora passa.

CAPRICÓRNIO

(41) 99979-1177

Tá na hora de abrir essa mão de vaca e comprá uns islaque novo.

AQUÁRIO

COMERCIAL@JORNALDACIC.COM.BR

Sobre a astróloga:

Gosta de uma aventura, então ta na Renata Ingrata nascida no Rincão hora de montá no lombo de uma égua e das Égua, mora num puxadinho nos fundo de um paiol, acorda deitá a gadeia nesse mundão.

PEIXES No crariá da lua cheia você vai sabê de uns cuxico que vão fazê de ocê. Fique cabrero.

todo dia com o cantá do galo e dorme com o cantá das galinha. Descobriu os astro quando foi dá água pras vaca no coxo que refletia a posição das estrela e a inspirou em fazê as previsão.


CU R I TI BA TE M U MA DAS E X PE R I ÊN CI A S MAI S CR I ATI VAS D O PAÍS . PALAV RA D E QU E M MAI S E NTE N D E D O AS S U NTO NO M U N DO.

O projeto Farol do Saber e Inovação é uma das 8 experiências inovadoras selecionadas pelo Desafio Aprendizagem Criativa 2018, promovido pela Fundação Lemann e pelo MIT Media Lab, que é uma das maiores autoridades em inovação e tecnologia no mundo.

PARA NOVAS EXPERIÊNCIAS NO FUTURO, CURITIBA TRANSFORMA A EDUCAÇÃO AGORA.

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Jornal da CIC #8  

Edição Abril 2018

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