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Ano 91 27 . Outubro . 2011 Número 4.711 0,60 € (IVA incluído) Director João Martins Marques www.jornaldabeira.net

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Ornal Da Eira

Semanário (Quinta-Feira)

Serviço de Imagem Médica

Ressonância Magnética Alto Campo Mamografia Digital u Ecografia Biópsias Guiadas u TAC 64 Cortes Radiologia Digital u Ecodoppler Imagem Obstétrica Edifício Viriato - Lote 60 e 61 Rua Imaculado Coração de Maria VISEU Tel. 232 457 410/419

Informativo da Diocese de Viseu

O alerta vem das instituições sociais

População de Viseu pode vir a passar por “dificuldades’’

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Carta Apostólica «Porta Fidei»

Bento XVI proclama 2013 Ano da Fé

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Congresso reuniu centenas de profissionais em torno da enfermagem

Aconteser Liderar com Responsabilidade

Hora de INVERNO

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Unidade Móvel Interactiva sobre rodas

Depressão é uma dor que tem cura

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Às 2 horas da madrugada de Domingo, dia 30, os relógios atrasam uma hora, entrando-se na hora de Inverno.

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Inauguração é no dia 6 de Novembro

Centro Pastoral de N.ª Sr.ª do Viso


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Liturgia

27 . Outubro . 2011 Nº 4711

Celebração do ‘Dia do Senhor’

AGENDA LITÚRGICA Calendário NOVEMBRO 2011 • • • • • • •

Dia 06 (Domingo) 32.º Domingo do Tempo Comum, Missa própria, cor verde. Dia 07 (Segunda-feira) Missa da féria, cor verde. Dia 08 (Terça-feira) Missa da féria, cor verde. Dia 09 (Quarta-feira) Festa da Dedicação da Basílica de S. João de Latrão, cor branca. Dia 10 (Quinta-feira) Memória de S. Leão Magno, cor branca. Dia 11 (Sexta-feira) Memória de S. Martinho de Tours, cor branca. Dia 12 (Sábado) Memória S. Josafat, cor vermelha.

MISSAS NA CIDADE Horários DOMINGOS E Dias de Preceito (Vespertinas) 17h30 - Igreja do Carmo 18h00 - Coração de Jesus 18h30 - Sé, Gumirães e Viso 19h15 - S. José. (No próprio dia) 08h00 - Terceiros 08h15 - Esculca 09h00 - Sé, Stº António e Con­vento do Viso 09h30 - S. José 09h45 - Quinta do Galo 10h00 - Terceiros, Sem. Missões 11h00 - Sé e Coração de Jesus 11h30 - S. José e Viso 12h00 - Carmo e Imac. Conceição 12h30 - Igreja da Misericórdia 16h15 - Hospital de S. Teotónio 17h00 - Casa de Saúde S. Mateus 18h00 - Coração de Jesus e S. Tiago 18h30 - Sé e Viso (Paroquial) 19h15 - S. José DIAS DA SEMANA - CATEDRAL 17h30 - Excepto sábados e véspera de dias de preceito 18h30 - Missa do Cabido

06 DE NOVEMBRO

Propriedade Fundação Jornal da Beira Registo nº 100.874 Contribuinte nº 507357680 R. Nunes de Carvalho, nº 24-28 3504-502 VISEU Telefone: 232428818 • Fax: 232428518 jbeira@mail.telepac.pt www.jornaldabeira.net Director João Martins Marques Sub-Director Nuno Azevedo Equipa Redactorial João Martins Marques (C.P. TE-587) Rodrigues Bispo (C.P. 707) Nuno Azevedo Felisberto Figueiredo (C.R-340) Colaboradores Fernandes Vieira (C. P. 623) António Matos (C.P. 4207) António Jorge • José Saraiva António Vicente • Fátima Eusébio Dias Arede Composição Urbano Mendonça • Cristina Lopes Tiragem semanal 4.000 exemplares Impressão Gráfica “Diário do Minho” Rua Santa Margarida - 4A 4710-306 Braga Condições de Assinatura Assinatura/ano 25,00 € À cobrança + 2 € Europa 40,00 € Outros Países 60,00 €

LEITURA I

Sab 6, 12-16

LEITURA II

Forma breve

1 Tes 4, 13-14

Leitura do Livro da Sabedoria A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável; deixa-se ver facilmente àqueles que a amam e faz-se encontrar aos que a procuram. Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam. Quem a busca desde a aurora não se fatigará, porque há-de encontrá-la já sentada à sua porta. Meditar sobre ela, é prudência consumada e, quem lhe consagra as vigílias, depressa ficará sem cuidados. Procura por toda a parte os que são dignos dela: aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência, e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos. Palavra do Senhor.

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido. Palavra do Senhor.

ALELUIA Vigiai e estai preparados, porque, na hora em que não pensais, virá o Filho do homem.

EVANGELHO

SALMO RESPONSORIAL

Salmo 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8

Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus. Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro. A minha alma tem sede de Vós. Por Vós suspiro, como terra árida, sequiosa, sem água. Quero contemplar-Vos no santuário, para ver o vosso poder e a vossa glória. A vossa graça vale mais que a vida; por isso, os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores. Assim Vos bendirei toda a minha vida e em vosso louvor levantarei as mãos. Serei saciado com saborosos manjares e com vozes de júbilo Vos louvarei. Quando no leito Vos recordo,passo a noite a pensar em Vós. Porque Vos tornastes o meu refúgio, exulto à sombra das vossas asas.

Mt 25, 1-13

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. À meia noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’.Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprálo aos vendedores’. Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora». Palavra da salvação.

Liturgia e Vida 32.º Domingo do Tempo Comum

SEMANÁRIO

ANO A

32.º Domingo dO TEMPO COMUM

a) Cartaz: “Estai vigilantes, porque o Senhor vem”. b) Sugestão de cânticos: Entrada: Chegue até vós, Senhor, F. Santos, NCT 213; Eu venho, Senhor, F. Santos, NCT 218; Comunhão: O Senhor é meu Pastor, F. Santos, NCT 268; Deus é bom Pastor, M. Luís, NCT 194; Felizes os convidados, M. Luís, NCT 264. REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS a) Estamos as três semanas do termo do Ano Litúrgico. E isto nota-se, também, nas leituras bíblicas que nos falam do fim dos tempos e da vigilância. b) Hoje, somos convidados a ser sábios. A 1ª leitura canta-nos as vantagens para quem segue a verdadeira sabedoria que é descrita como uma bela mulher que vai ao nosso encontro e que quer ser desejada. Aquele que a acolhe, é um felizardo. Segundo este texto, é fácil possuir a sabedoria. Parece que não é necessária a ciência e a cultura: muitas pessoas pouco cultas tiveram o dom da sabedoria, porque na

vida viram claramente o que valia a pena e o que era mais importante; enquanto muitos inteligentes perderam o seu tempo e a sua vida. Jesus, na parábola apresentada neste domingo, põe-nos perante um dilema. As virgens que não estavam preparadas para a chegada do noivo e, por isso, não entraram para a festa, são insensatas e as outras são sábias e prudentes. Às virgens, porque eram jovens, era-lhes exigido que fossem inteligentes. A conclusão que podemos tirar só pode ser esta: “vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora”. c) “Vigiai”. A comunidade eclesial deve entender-se essencialmente escatológica, projectada para o futuro: um povo em marcha, peregrino, que caminha para a vinda do Seu Senhor e Esposo. A atitude fundamental do cristão é ser uma pessoa que espera, que está vigilante, olhando o futuro. Um cristão vigilante é aquele que vive com uma atenção constante, em alerta. Os judeus não se aperceberam da vinda do Messias. Também nós corremos o risco de adormecermos e não darmos conta das “passagens” de Deus pela nossa vida. Poderemos

passar dias e anos distraídos com aquilo que não tem qualquer valor. Assim, quando chegar Aquele que tem valor e importância, apanhar-nos-á desprevenidos. Jesus avisou-nos que virá quando menos esperarmos: como um ladrão pela noite, como o senhor que regressa de uma viagem ou o esposo de uma festa. Tudo isto não se refere

somente à manifestação de Cristo no fim do mundo, mas também ao momento da nossa morte, ou seja, aos dois momentos culminantes da história comunitária e pessoal. Mas, há outras “vindas” para as quais devemos estar preparados e com os olhos bem despertos. Toda a vida está cheia de momentos de graça: a Palavra de Deus, os sacramentos, o bom exemplo de tantas

pessoas, a Eucaristia Dominical… São momentos preciosos que ajudam a crescer a nossa vida de fé. Quando chegarem estes momentos importantes, teremos azeite na nossa lâmpada, o azeite da fé, das boas obras, do amor? d) Vigiar não é viver a vida com medo e com angústia. Um cristão deve integrar-se na sociedade e na Igreja, vivendo e agindo com responsabilidade, cultivando os verdadeiros valores, sem se deixar arrastar pelas trevas e pelas “drogas” deste mundo. Vivemos numa esperança jubilosa de tal maneira que no termo da nossa peregrinação terrena possamos dizer como S. Paulo: “Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido”, “estaremos com o Senhor”. e) Todas as vezes que celebramos a Eucaristia, dizemos “Vinde, Senhor Jesus” e fazemos memória da Páscoa de Jesus “enquanto esperamos a Sua vinda gloriosa”. A Eucaristia é o melhor alimento para a nossa peregrinação e é o melhor “despertador” da nossa consciência, porque nos recorda donde viemos e para onde vamos. SDPL Viseu


Diocese

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Convosco… Por Cristo… Para Todos Pastoral da Família Em ordem à concretização de algumas acções, dentro do programa do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, o Bispo recebeu o Presidente e o Assistente deste Secretariado (respectivamente, Dr. Joaquim Cardoso e Pe. José Mota), na passada Quinta-feira, dia 20 de Outubro. ACR – Conselho Diocesano Na manhã do passado Sábado, dia 22 de Outubro, o Bispo esteve presente no início do Conselho Diocesano da Acção Católica Rural, que teve lugar no Centro Sócio-Pastoral diocesano. Presentes representantes de 11 paróquias com 2 dos seus Assistentes. Estava presente a Direcção Diocesana e o seu Assistente (Pe. João Luís Leão Zuzarte), para além de 4 representantes da Equipa Nacional. Um destes é a Presidente Nacional (Dra. Ângela Martins) natural e residente na nossa diocese. Foi feito o balanço do ano anterior e feita a programação e calendarização do ano corrente. Conselho Diocesano da Pastoral Juvenil Reuniu, na manhã do passado Sábado, dia 22 de Outubro, o Conselho Diocesano da Pastoral da Juventude, de que é Presidente o Pe. António Jorge dos Santos Almeida. Numa parte dos trabalhos esteve o Bispo da diocese que, a partir de um novo perfil do jovem cristão, apresentado pelo Papa nas JMJ de Madrid, convidou os jovens à evangelização dos outros jovens. Desafiou-os, também, à participa-

ção nos trabalhos do Sínodo diocesano, através de formas criativas e inovadoras de participação e de motivação dos colegas. Visita Pastoral em Vilar Seco No início da noite de Sábado, 22 de Outubro, teve lugar o encerramento da Visita Pastoral à Paróquia de Vilar Seco, no Arciprestado de Nelas. Durante a semana, acompanhado pelo Pároco – Pe. Delfim Dias Cardoso – o Bispo celebrou a Eucaristia na Igreja Matriz, visitou a Junta de Freguesia e visitou a Escola do 1º ciclo e os 2 jardins-deinfância – o público e o paroquial. Também visitou os mais de 20 doentes e pessoas idosas, presentes nas suas casas. Reuniu com o grupo dos crismandos e com os grupos de corresponsabilidade. Também visitou as novas instalações – quase prontas – do futuro Centro Social Paroquial e que abrirá, pela primeira vez, as valências de Centro de Dia e de Apoio Domiciliário. Dado o número de idosos nesta freguesia, estas 2 valências são muito necessárias e muito desejadas por toda a população. No Sábado à noite, teve lugar a Eucaristia, concelebrada pelo Pároco e pelo Vigário Paroquial – Pe. Carlos Miguel Nunes Pereira Monge. Foi muito bem solenizada e foi participada por muita gente que enchia a Igreja. Crismaram-se 7 jovens, 2 deles vindos de outras paróquias. Junqueira em Missão Com a dinamização feita por uma equipa de Missionários Passionistas (3 sacerdotes e 1 religiosa), decorreu a Santa Missão na Paróquia da Junqueira, no Arciprestado

Ultreia diocesana do MCC Tal como vem sendo hábito, realiza-se, no próximo dia 30, no Centro Pastoral Diocesano em Viseu, a XLII ULTREIA DIOCESANA do Movimento dos Cursilhos de Cristandade. O Encontro sofrerá uma ligeira alteração em termos de Horário, a fim de possibilitar uma maior adesão de Sacerdotes e Leigos com empenhamento nas suas Paróquias, durante as manhãs de Domingo. Assim, a concentração/acolhimento terá lugar pelas 14 horas, seguindo-se a Ultreia pelas 14 horas e 30 minutos. A EUCARISTIA está prevista para as 15H30. Pelas 16H30 terá lugar o lanche partilhado. Deixamos aqui dois pedidos: O primeiro dirigido aos Sacerdotes para que estimulem a presença da sua comunidade Paroquial cursilhista nesta actividade anual do Movimento, acompanhando-a e entusiasmando-a a que marque a sua presença; O segundo dirigido a toda a comunidade cursilhista para que não regateie o empenhamento nesta actividade anual, dando estas três ou quatro horas aos Irmãos Cursilhistas, sabendo, como sabem, que ao dar tão pouco muito recebem em troca. Finalmente, porque também é importante, não esqueçam de entregar o vosso farnel à chegada. O Secretariado Diocesano espera a tua adesão incondicional. CRISTO CONTINUA A CONTAR CONTIGO

de Oliveira de Frades, ao longo de 2 semanas. Pedida pelo seu Pároco – Pe. Eurico José Pereira Teixeira de Sousa – a Santa Missão interessou toda a Comunidade, numa participação que a todos surpreendeu. Para a Eucaristia de encerramento, foi convidado o Bispo que presidiu, tendo concelebrado o Pároco e 2 Padres Passionistas. A Igreja estava repleta, vivendo-se uma Eucaristia de Festa, muito bem animada com vários sinais, gestos e mensagens que a todos ajudou a participar. Na Eucaristia foram crismados 5º cristãos, na sua maioria jovens. Foram tomados alguns compromissos nesta Missão: continuidade de alguns grupos que irão reunir mensalmente, agora na dinâmica e temática do Sínodo Diocesano e constituição do Conselho Pastoral Paroquial. Parabéns ao Pároco e à Paróquia por esta iniciativa de Evangelização, que movimentou toda a Comunidade cristã. Bodas de Prata Sacerdotais Na Igreja de Sátão, na tarde do passado Domingo, dia 23 de Outubro, teve lugar a celebração do jubileu dos 25 anos de ordenação sacerdotal de 2 sacerdotes dali naturais: Pe. José Henrique Correia de Almeida Santos e Pe. Nuno Manuel dos Santos Almeida. Com a Igreja repleta de cristãos vindos de muitas outras comunidades cristãs e com várias dezenas de sacerdotes, a Eucaristia foi presidida pelo Bispo da Diocese. O Senhor D. António Marto chegou, no final da Eucaristia. Terminada esta e com a Igreja ainda repleta, teve lugar uma agradável surpresa: um saboroso e artístico momento musical, oferecido pelos 2 sacerdotes em festa,

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Conselho Presbiteral Comunicado

interpretando algumas canções de mensagem, com sentido especial na vida dos 2 sacerdotes e integradas numa longa, bela e sentida oração de louvor e de acção de graças. Parabéns, caríssimos Padres – José Henrique e Nuno Manuel e que Deus vos abençoe e vos proteja! Encontro Ecuménico Em Albergaria reuniu, mais uma vez, a Comissão Episcopal da Doutrina da Fé e do Ecumenismo com os representantes de outras Igrejas (Lusitana Metodista e Presbiteriana). Orientou os trabalhos D. Manuel da Rocha Felício, Presidente da Comissão. Foram reflectidos alguns temas de interesse das Igrejas aqui representadas e foi preparada a próxima Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que terá o Encontro Nacional em Braga, no dia 20 de Janeiro. O Bispo de Viseu, membro desta Comissão, também esteve presente. Agenda Episcopal 28-30/10 – Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, em Fátima 31/10 – Encerramento de um Convívio Fraterno, no Centro Pastoral Diocesano

Em reunião do Conselho Presbiteral a que presidiu D. Ilídio Leandro e que teve lugar no passado dia 24 de Outubro foram abordados os seguintes temas: Arciprestado e Missão do Arcipreste, salientando-se a importância e necessidade de reorganização destas unidades pastorais. Foi criado um Grupo de Reflexão, com a responsabilidade de apresentar uma proposta de reorganização dos Arciprestados, tendo em conta a futura organização administrativa do território. Celebração Jubilar de S. Teotónio, Padroeiro da Diocese e da Cidade de Viseu, a ocorrer em 2013, integrada nos trabalhos do Sínodo Diocesano. Já há acções programadas e estabelecidas parcerias para a sua concretização, ao longo do ano, que incluem a Câmara Municipal de Viseu e o Hospital de S. Teotónio. Atenção especial à acção dos Centro Paroquiais e à formação de agentes da Pastoral Social em cada Paróquia. A Formação de Leigos para serviços paroquiais no âmbito do seu ministério laical foi igualmente abordada, com vista ao desenvolvimento de um programa adequado a esse objectivo. A reunião foi muito participada e D. Ilídio deixou o apelo ao chamamento de toda a Igreja Diocesana à participação nas iniciativas que visam passar “Da Palavra à Acção” lema para este Ano Pastoral.

Sínodo Diocesano Jornada de Formação Orientada por D. António Couto, bispo auxiliar de Braga, vai realizar-se, no próximo dia 12 de Novembro, uma Jornada de Formação, no âmbito da caminhada sinodal, iniciada no ano passado. Este segundo ano dá continuidade ao lema “Em Comunhão para a Missão”, mas abrindo uma nova perspectiva - “Da Palavra à Acção”. D. António Couto é especialista em Sagrada Escritura e irá mostrar aos participantes na Jornada como a Palavra de Deus inspira e anima a Missão da Igreja, para a qual todos os seus membros estão convocados. Esta ‘Jornada de Formação’ decorrerá entre as 9:30 e as 17:00 horas e é dirigida a todos. Mas os responsáveis e animadores de grupos sinodais deverão marcar presença interessada e não desperdiçar esta oportunidade de aprender como fazer e o que fazer, para que os seus grupos façam uma caminhada segura, proveitosa e frutuosa, na construção da Comunhão eclesial. As inscrições na Jornada deverão ser feitas até ao dia 9, devolvendo a ficha disponível n página electrónica da diocese, ou através do endereço electrónico sinodo@diocesedeviseu.pt, ou pelo telefone 232 67 690, ou ainda directamente na recepção do Centro Pastoral Diocesano, na Rua D. António Monteiro. As livrarias do Jornal da Beira e o Seminário Maior também aceitam inscrições para esta Jornada. Quem pretender a reserva de almoço deverá fazer essa menção, ao inscrever-se. O documento de estudo para os grupos sinodais sobre a Palavra de Deus já está disponível no Secretariado-geral do Sínodo, podendo ser adquirido no Centro Pastoral, nas livrarias do Jornal da Beira, ou no Seminário Maior. Nos mesmos locais, está disponível o Plano Pastoral 2011-2012.


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Diocese

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Pastoral Social SECRETARIADO DIOCESANO

QUE HEI-DE FAZER? O cuidado com os pobres não é tarefa esquecida na história da Igreja. Faz parte da sua própria realidade. A Igreja sempre se preocupou com esse problema. Por isso, importa ir, de vez em quando, um pouco atrás e ver como os grandes santos e sábios da Igreja falavam deste assunto. É a nossa proposta de hoje: ler e meditar o que diz S. Basílio Magno (séc. IV), monge, bispo e doutor da Igreja. A propósito da parábola do rico que teve uma colheita muito abundante, para a qual se preocupou apenas em construir celeiros maiores , afim de a recolher com segurança (cfr. Lc 12, 13-21), escreve S. Basílio, na sua Catequese 31: “Que hei-de fazer? Vou aumentar os meus celeiros!” E pergunta: - Porque eram as terras deste homem tão produtivas, se ele fazia tão mau uso da sua riqueza? É para mais intensamente se ver a manifestação da imensa bondade de um Deus que estende a Sua graça a todos, “pois Ele faz que o sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores” (Mt 5, 45). Eram estes os benefícios de Deus para com este rico: uma terra fecunda, um clima temperado, abundantes colheitas, bois para o trabalho, e tudo o que assegurasse a prosperidade. E ele, que dava em troca? Mau humor, taciturnidade e egoísmo. Era assim que agradecia ao seu benfeitor. Esquecia que pertencemos todos à mesma natureza humana; não pensou que

devia distribuir o que lhe sobrava aos pobres; não fez nenhum caso destes mandamentos divinos: “não negues um benefício a quem precisa dele, se estiver nas tuas mãos concedê-lo” (Prov 3, 27); “não se afastem de ti a bondade e a fidelidade” (ibid. 3, 3); “partilha o teu pão com quem tem fome” (Is 58, 7). Todos os profetas, todos os sábios lhe gritavam estes preceitos, mas ele fazia ouvidos de mercador. Os seus celeiros rachavam, muito pequenos para o trigo que lá se acumulava, mas o seu coração não estava satisfeito. (...) Ele não queria desfazer-se de nada, mesmo não chegando a armazenar tudo. Este problema incomodava-o: “Que hei-de fazer?” Quem não teria piedade de um homem assim obcecado? A abundância tornavao infeliz; lamentava-se tal e qual como os indigentes; “Que hei-de fazer? Como hei-de alimentar-me, vestir-me?...” E S. Basílio termina com esta interpelação bem actual: “ Observa, homem, quem foi que te cumulou de dons. Reflecte um pouco sobre ti próprio: Quem és tu? O que é que te foi confiado? De quem recebeste esse encargo? Porque foste tu o escolhido? Tu és servo do bom Deus; tu estás encarregado dos teus companheiros de serviço... “Que hei-de fazer?” A resposta é simples: - Saciarei os famintos, convidarei os pobres... Vós todos a quem falta o pão, vinde possuir os dons concedidos por Deus, que jorram como que de uma fonte.

E hoje? Com o andar dos tempos, a Igreja, tendo em conta a sua opção preferencial pelos pobres, foi aperfeiçoando o modo de cumprir esta missão. Atenta às grandes mudanças do mundo e dos ambientes em que se move e lendo os sinais dos tempos, em que tudo reclama organização, não deixou, ela própria, de tentar introduzir organização na sua acção. Uma das características da Pastoral de hoje é precisamente a organização. O que implica um trabalho organizado? Implica programação, com definição clara de objectivos e procura das melhores estratégias para os atingir. Tal procedimento levará a que as actividades se façam com ordem, cada coisa no seu lugar e cada coisa no seu tempo, a começar pela atribuição do mesmo valor aos sectores essenciais da Pastoral. E, no sector da Pastoral Social, conduzirá a que cada comunidade cuide dos seus problemas, devidamente identificados, tendo a consciência clara de que há recursos possíveis para instâncias superiores, mas que esses recursos só devem ser utilizados, quando se chegar à conclusão de que a comunidade não é capaz, só por si, de resolver os problemas apresentados. Isto requer dos responsáveis um esforço empenhado e atento, que se torna tanto mais acessível, quanto nos encontramos numa área privilegiada para a actividade dos leigos que, devidamente

formados, podem desempenhar um papel de fundamental importância. Neste contexto, há que relevar a necessidade do aparecimento de grupos sócio-caritativos, incluindo jovens que se entusiasmem pela problemática social, em ordem à detecção e resolução dos casos existentes, a pedir resposta por parte da comunidade. Terão todo o apoio do Secretariado Diocesano. O ambiente sinodal, em que a Igreja Diocesana está mergulhada, deve servir de oportunidade para a criação de novas motivações e atitudes, que levem ao relançamento de iniciativas, capazes de atrair as pessoas ao desempenho, com entusiasmo, das tarefas sociais. Na verdade, “a acção social, no espírito da caridade cristã, pertence à natureza e exprime irrenunciavelmente a própria essência da Igreja” (cf. Deus caritas est, n. 22) (in Serviços Paroquiais de Acção Social para uma cultura da dádiva, CEP, 2011,p. 4, n. 1)) 2.º Curso de formação Como não foi possível a realização deste 2.º Curso, programado para o ano pastoral transacto, o Secretariado incluíu de novo esta mesma iniciativa no seu programa para o ano pastoral em curso. Destina-se, particularmente, a candidatos ao Ministério de Animador Social. O objectivo é procurar que, em cada Arciprestado, haja pelo menos um Animador Social instituído, que tenha a seu cuidado a dinamização

da Pastoral Social, nas comunidades de todo o Arciprestado. O 1.º Curso, feito em 2009, foi frequentado por 11 pessoas provenientes de 7 Arciprestados. Temos já 9 Ministros instituídos, todos com muita vontade e alguns a desenvolverem um trabalho muito meritório. Gostaríamos que os 10 Arciprestados restantes se fizessem representar neste 2.º Curso, para que toda a Diocese fique contemplada. O Curso começa em 29 de Outubro. Uma boa notícia: Igreja com serviço anticrise

D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, anunciou o desejo da criação nas paróquias de um serviço de Acção Social, que ajude a encontrar soluções para a crise, com enfoque sobre o ‘flagelo do desemprego’, ‘um dos problemas mais graves e que desencadeia todos os outros problemas sociais e de carência que as pessoas vivem’. A situação ‘dura, aflitiva e incerta para tantos’ exige ‘reflexão, atenção vigilante e atitudes inovadoras por parte dos católicos.’ Os atendimentos da Caritas a famílias que pedem ajuda aumentaram em mais de 40 por cento. Cabe-nos a nós trabalhar para dar corpo a esta boa aspiração, a fim de que não fique apenas no domínio das boas intenções. SDPS

1 – “Verbum Dei”: O “Mistério” da Palavra “No princípio já existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e o Verbo fez-se carne” (Jo 1,1.14)

Introdução A Exortação Apostólica Pós-Sinodal A Palavra do Senhor (“Verbum Domini”) de Bento XVI é um documento sobre o “Mistério da Palavra” (1.ª proposição do Sínodo). Deus revela-se, dá-se à humanidade, revelando o seu Mistério. O desígnio de Deus supõe uma “pedagogia divina”: Deus comunica-Se gradualmente ao homem e prepara-o, por etapas, para receber a Revelação sobrenatural que faz de Si próprio e que vai culminar na Pessoa e missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo. A economia da salvação, revelada na Sagrada Escritura, como economia do mistério, tem a sua continuidade na economia sacramental. Há etapas sucessivas na realização histórica do desígnio salvífico do Pai. (Textos para reflexão: Ef 3,9; Sacrosanctum Concilium 5-6; Dei Verbum 2; Catecismo da Igreja Católica 50, 53). As etapas da História da Salvação: A salvação é uma realidade que, em primeiro lugar, foi Mistério: escondido no Pai, anunciado pelos profetas, cumprido em Cristo e dado a conhecer pela pregação

apostólica. (Textos para reflexão: Rom 16,25-27; Ef 3,3-12; 1Tim 3,16). 1.ª Anúncio e Preparação. É o tempo da revelação gradual do amor do Pai a todos os homens e mulheres. (Textos para reflexão: Rom 8,29-30; 1Ped 1,10-12; Sacrosanctum Concilium 5; Dei Verbum 16-17; Catecismo da Igreja Católica 1094, 1217-1222, 1541-1543). 2.ª Plenitude. É o tempo em que o anúncio da Palavra se faz carne. (Textos para reflexão: Jo 1,12-14; Gal 4,4; Mt 1,23; Sacrosanctum Concilium 5; Lumen Gentium 3; Catecismo da Igreja Católica 1115). 3.ª Actualização. É o tempo da Igreja ou tempo do Espírito Santo, a continuação do tempo de Cristo. (Textos para reflexão: Lc 4,14-22; Sacrosanctum Concilium 6; Lumen Gentium 4). A novidade da Revelação Bíblica consiste no facto de Deus se dar a conhecer no diálogo, que deseja ter connosco (“Seipsum Revelare” = revelar-se a si mesmo). O Verbo, que desde o princípio está junto de Deus e é Deus, revela-nos o próprio Deus no diálogo de amor entre as Pessoas

distintas e convida-nos a participar nele. (Textos para reflexão: Dei Verbum 2; Verbum Domini 6). A Santíssima Trindade não é somente a origem e o agente principal da História da Salvação, mas também o termo dessa História. O Pai é a fonte e a origem da Palavra. É a fonte da revelação, manifesta-se como Pai no Filho. O ponto culminante da Revelação de Deus Pai é oferecido pelo Filho com o dom do Paráclito. (Textos para reflexão: Mt 16,17; Lc 9,29; Jo 4,34; 14,16; 16,13; 2Cor 4,6; Verbum Domini 20-21, 90). Para diálogo ou reflexão pessoal: Deus fala por meio do seu silêncio: - Foi a etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus (Mc 15,34; Mt 27,46). - É uma experiência vivida por muitos santos e místicos, e que ainda hoje faz parte do caminho de muitos fiéis. - Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio. - Portanto, na dinâmica da revelação cristã, o silêncio aparece como uma expressão importante da Palavra de Deus. Ler Verbum Domini 21. SDPL Viseu


Viseu

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Na Escola Superior de Saúde de Viseu

Congresso reuniu centenas de profissionais em torno da enfermagem O primeiro Congresso de Enfermagem Médico-Cirúrgica decorreu em Viseu, durante três dias, trazendo à cidade e em particular ao auditório da Escola Superior de Saúde de Viseu centenas de profissionais dos mais diversos pontos do país, que quiseram ‘debater o momento actual da Enfermagem’, como sublinhou Daniel Silva, vice-

desenvolve uma actividade diferenciada, ‘sinal de que a sua população está motivada para construir um futuro diferente. Temos que ser muito bons. Temos que ser excelentes. Este é o nosso objectivo para marcarmos a diferença num clube cada vez mais competitivo’, onde os potenciais novos alunos são disputados ‘passo a passo’

José Costa, orgulhando-se por estar perante o primeiro Congresso do 1.º Mestrado do País. Na sessão de abertura foi ainda salientado que o Congresso surgiu da necessidade de partilhar conhecimento e experiência, desafios e expectativas, segundo o coordenador do curso de mestrado. Uma caminhada difícil mas que

Pedagógico disse que o Congresso constituiria mais um testemunho a ficar escrito nas páginas de ouro da Escola. Também o representante do Conselho Técnico Científico se ocupou de assuntos relacionados com o Congresso e particularmente com a Escola Superior de Saúde de Viseu e do caminho que

presidente desta Escola. Por sua vez, o vice-presidente do Instituto Politécnico de Viseu, José Costa, disse que se estava perante uma instituição com uma ‘dinâmica fantástica’, onde os melhores alunos têm contribuído com o seu ‘evidente desempenho’ para que ‘seja mantida e continuada a diferença por sermos empreendedores. Não podemos ser mais do mesmo’, frisou. José Costa adiantou que é com o fruto do trabalho de todos que o IPV se tem imposto. Mas estamos num período em que as exigências são maiores. Por isso mesmo, ‘temos que marcar a diferença. Esta é uma escola nitidamente empreendedora. Quase semanalmente

para ‘termos sustentabilidade nas instituições do ensino superior’, concretizou.

foi possível colocar de pé, compaginando as diversas agendas. ‘Foi um caminho não fácil mas bastante rico’, ficando certo de que neste I congresso se reuniram todos os ingredientes para sair daqui ‘uma sopa mediterrânica social. Variada, rica, apetitosa, nutritiva… enfim, uma sopa toda preocupada com a saúde’, apontando caminhos para quem vier a seguir. As ‘expectativas ficaram ‘bem altas’. Concluiu dizendo que a direcção está definida e todos sabemos para onde vamos. E só sabendo para onde vamos é possível chegar ao destino’, referiu.

tem a percorrer, contribuindo para a divulgação de conhecimentos em ordem à mudança de paradigmas. Defendeu que a investigação seja observada na prática e que a escola não deve ficar a contemplar o passado, mas a inovar constantemente, ‘atentos às grandes transformações que estão e vão ocorrer na sociedade portuguesa. Isto vai ter sérias implicações na qualidade de vida da saúde dos cidadãos. Então que seja a enfermagem uma das profissões a estar na linha da frente. Quiçá a trabalhar no voluntariado ou noutras estratégias’ que lhe permitam continuar na vanguarda a olhar pela saúde dos portugueses.

Dia do IPV Ao mesmo tempo, anunciou para 18 de Novembro o ‘Dia do IPV’ com a realização de diversas actividades académicas, chamando a atenção para a apresentação do ‘Concurso Poli empreende’ onde as ideias inovadoras fluirão. Espera-se que possam marcar também a nova atitude empreendedora do IPV. ‘Este vai ser mais um dos grandes desafios da Instituição’ e de todos os actores que nela se revêem. Mas, ‘mais do que pedir as honras, é preciso merecê-las’, concretizou

Testemunho de ouro

Assinala-se no dia 29

Dia Mundial da Psoríase No próximo dia 29 vai ser assinalado, numa unidade hoteleira, o Dia Mundial da Psoríase, uma doença crónica da pele que afecta 250 mil portugueses e mais de 125 milhões de pessoas em todo o mundo. Este ano, o tema escolhido para assinalar o Dia Mundial da Psoríase é “Vamos falar de psoríase – e tomar medidas.” Vítor Baião, presidente da direcção da PSO Portugal – Associação Portuguesa da Psoríase, explica que ‘este ano, a comemoração do Dia Mundial da Psoríase tem como principal objectivo desenvolver acções de forma a sensibilizar e alertar as autoridades para a importância de actuar e tomar medidas concretas. Pretendemos colocar a psoríase na agenda política enquanto doença crónica tal como as outras’. Para assinalar o Dia Mundial da Psoríase, a PSO Portugal vai desenvolver várias iniciativas, nomeadamente a realização de sessões de esclarecimento, de modo a ‘mostrar à população como a doença pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade, mas que não é contagiosa, nem prejudica a actividade profissional’, explica Vítor Baião. A PSO Portugal – Associação Portuguesa da Psoríase, entidade com seis anos de existência, constituída em 2004, tem vindo a defender, apoiar e dar voz aos doentes de psoríase. Esta Associação é uma entidade sem fins lucrativos, com intervenção a nível nacional. Actualmente é sócia da Federação Internacional das Associações de Psoríase (IFPA) e da Federação Europeia das Associações de Psoríase (Europso).

A representante do Conselho

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Desempenhado papel ímpar Na qualidade de vereadora da Câmara Municipal de Viseu, Isabel Pereira adiantou que a autarquia se habituou a colaborar e a contar, por sua vez, com a acção da Escola Superior de Saúde, sentindo-se praticamente em casa. ‘Assumida como pilar fundamental nos Sistemas de Saúde Globais, a Enfermagem tem desempenhado um papel ímpar na melhoria do estado de saúde de cada cidadão e das comunidades. Fruto de um intenso investimento profissional e académico no último

século, a ciência da Enfermagem tem desenvolvido um corpo de conhecimento científico capaz de catapultar os níveis de saúde das populações e desta forma contribuir decisivamente para o bem-estar dos cidadãos’, de acordo com os responsáveis deste 1.º Curso de Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica. Em destaque estiveram temas como o modelo de desenvolvimento profissional, doente crítico, vias verdes, gestão do risco clínico e segurança do doente, infecções associadas aos cuidados de saúde, violência doméstica / enfermagem forense, enfermagem avançada e saúde século XXI. Textos: R. BIspo

Em Viseu, nos dias 19 e 20 de Novembro

Encontro Nacional de Associações Juvenis A FNAJ - Federação Nacional das Associações Juvenis – está a convidar todo o movimento associativo juvenil a participar no 11º Encontro Nacional de Associações Juvenis que, nos dias 19 e 20 de Novembro, se realiza em Viseu, no Pavilhão Multiusos. O limite de inscrição é no próximo dia 31. Este encontro tem como grande objectivo avaliar os procedimentos e medidas anunciadas pelo Governo para este sector e pôr em prática mais um momento de reflexão comum sobre temas actuais: fusão das infra-estruturas da Juventude (IPJ, Movijovem, FDTI) com o Instituto de Desporto de Portugal, que ‘atentam contra uma visão que se desejaria transversal/intersectorial da Juventude e das suas necessidades, incorrendo em risco de subalternização das políticas dirigidas aos jovens em relação ao sector do desporto’.

Pretende-se também criar um ‘espaço de debate e intercâmbio, de projecção pública, de discussão e de reflexão participativa das matérias que interessam e preocupam os jovens portugueses, de formulação de Políticas Públicas de Juventude, em Portugal, de consolidação dos elementos identitários do sector e de projecção da melhoria e fortalecimento da sua acção’. Os ENAJ’s – Encontros Nacionais de Associações Juvenis, pela ‘forte participação’ e interesses mobilizados, ‘têm sido marcos de referência no desenvolvimento desse processo e instrumentos de articulação de um tecido associativo mais forte e eficaz. Na Zona Centro os interessados poderão, para além de Viseu, solicitar mais informações nas Lojas Ponto JA do IPJ de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Leiria.


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Associação Cultural Recreativa e Social de Teivas

Festejou 27.º aniversário e apresentou projectos Com a presença da Câmara Municipal de Viseu, representada pela vereadora Ana Paula Santana, entre as mais diversas entidades locais, a Associação Cultural Recreativa e Social de Teivas festejou, oportunamente, o 27.º aniversário da sua fundação e apresentou novos e ambiciosos projectos, como é o caso do estudo prévio de arquitectura para o Lar de Terceira Idade e Apoio Domiciliário, que surgirá junto às instalações actuais. Mais do que carpir sobre o pas-

sado, importa, com salientou o seu presidente, Joaquim António Correia Teixeira, olhar para o presente e para o futuro, pois ‘para honrar a

memória dos nossos antepassados temos de dar o nosso melhor todos os dias sem excepção’. Apresentar o futuro Hoje ‘estamos excepcionalmente a apresentar o futuro…’, assim as entidades competentes o desejem e amparem. ‘Da nossa parte, fizemos o que nos competia’, criando ‘as condições para que fosse possível apresentar o estudo prévio de arquitectura para

o Lar’, pois ‘a freguesia de São João de Lourosa precisa urgentemente de valências sociais. Somos talvez a única freguesia do Concelho de

Viseu que não tem qualquer IPSS com valências activas’, realçando que ‘esta situação é insustentável, atendendo a que temos hoje uma população superior a 5.000 mil habitantes’; neste sentido, ‘a Associação prepara-se para desenvolver um projecto social sólido e bem sustentado que pretende dignificar a nossa freguesia’. Obter respostas imediatas Atentos às realidades, pretendese ‘desenvolver um projecto social em que a pessoa apoiada participa, de corpo inteiro, no processo de integração social, na obtenção das respostas imediatas imprescindíveis à sua subsistência mas, mais do que isso, na criação de condições adequadas à eliminação das deficiências e insuficiências que impedem a sua plena integração no meio social’. Para Joaquim Teixeira, ‘hoje, felizmente, o exercício do apoio social não se limita à disponibilização de meios, mais do que isso, tem a obrigação de criar as condições para que a pessoa apoiada possa exercer plenamente os seus direitos de cidadania, eliminando os factores próprios e os sociais que contribuem para a exclusão, promovendo a consequente integração social’.

Por outro lado, a promoção da melhoria do bem-estar da população de São João de Lourosa, em especial dos mais desfavorecidos, segundo critérios de justiça social, hoje consagrados e reconhecidos pela generalidade das pessoas, continua a ser a missão fundamental desta Instituição. No combate aos factores de risco contamos com todos os que trabalham e vivem nesta freguesia e com a população da cidade de Viseu, pois só um esforço conjunto permite ter a esperança de evoluir para uma sociedade mais justa e mais humana’. Por isso ‘é preciso construir pontes… e deixar os muros’, esperando, agora, que ‘não deixem morrer o sonho’.

O alerta vem das instituições sociais

População de Viseu pode vir a passar por “dificuldades’’ Os pedidos de ajuda continuam a aumentar com maior frequência. A população está mais necessitada do que em anos transactos, e, por isso, as Instituições de Viseu apelam à boa vontade de “quem ainda pode” contribuir. No entanto, tanto estas como os particulares, que fizeram promessas grandes não há muito tempo, ‘esqueceram-se’ de que as terão feito, precavendo-se, também eles, para o que possa vir por aí de mais grave, com o veio no ‘DV’. Ninguém parece já duvidar de que se avizinham tempos difíceis para a população. Com todos os cortes a que os portugueses têm vindo a ser sujeitos, como emagrecimento dos ordenados, as subidas das taxas do IVA de muitos bens essenciais, e os cortes nos subsídios de Natal e de férias, torna-se difícil acreditar em bons tempos. Todavia, se os portugueses, sobretudo os viseenses, neste caso muito particular, não tiverem a auto-estima em alta, então será muito difícil vencer tanto obstáculo junto, embora se diga que eles são necessários e inevitáveis neste momento. Há responsáveis por Instituições locais que já não conseguem esconder de que estão aí os tempos de que não se queria falar. Mas contra factos cessam os ar-

gumentos. Como veio nos jornais, o presidente da Cáritas de Viseu, José Borges, acredita “que vem por aí muita necessidade e muitas dificuldades”. Tendo por base o ano de 2010, e ‘referindo-me até à data, já temos mais 415 pedidos de ajuda por parte da população’. São dados que revelam as dificuldades por que a população viseense está a passar. Não o dizer seria prestar um mau serviço à sociedade, que tem necessidade de conhecer a verdade para que não venha a ser colocada perante factos de maior gravidade e, então, sim, insolúveis. De qualquer forma, acredita-se que os problemas maiores possam ser revertíveis, fazendo descer o número de famílias ‘muito endividadas. Pessoas que precisam de tudo’. Sabe-se que aparecem famílias ‘oportunistas’, pelo que é preciso distinguir o joio do trigo. Quase não há pedidos sectoriais. Hoje as carências são de todo o género, desde o pagamento de medicamentos, ajuda para as contas da luz, à alimentação. Será muito bom que as pessoas saibam que nada cai do ar e vai encher os

armazéns das instituições para darem os bens a quem deles necessita. Não é assim que isto funciona. As Instituições apenas são as intermediárias entre quem dá e recebe. N o c a s o , terá de haver mais disponibilidade de quem ainda pode dar, enquanto os que necessitam terão de ter a contenção bastante para que os bens dêem para mais pessoas e para mais tempo porque isto ‘não vai ser fácil’. É por isso que se alerta para a melhor compreensão de uns e de outros, sobretudo as ‘famílias que ainda podem e têm condições para ajudar’. O ‘Banco Alimentar’, através de Catarina Sobral, uma das suas responsáveis, continua a acreditar na generosidade da população para que as 4.000 pessoas que está a ajudar (o número tem forte tendência para aumentar) possam continuar a recorrer ao ‘Banco’ e não sair de lá sem nada. Espera-se que tal não aconteça até porque ‘as campanhas têm sido fantásticas, somos imensamente apoiados. Todas as campanhas têm sido muito acima das nossas expectativas’, graças à boa compreensão e vontade de ajudar o próximo, situação que as pessoas de Viseu sempre manifestaram.

Residência sénior e creche O projecto envolve uma residência sénior, para proporcionar um serviço permanente e um equilíbrio às pessoas idosas; apostar numa estratégia de combate ao isolamento, através de actividades ocupacionais; potenciar a integração social; criar condições que permitam preservar e incentivar a relação inter-familiar; criar um ambiente calmo, confortável e humanizador. O apoio domiciliário e Creche, promovendo o convívio idosos/ crianças num ambiente saudável é outro desafio. Textos: R. Bispo

Psicólogos nos centros de saúde

Pouparíamos muito dinheiro nos medicamentos A Ordem dos Psicólogos alertou para o ‘desperdício insustentável’ se o Governo não tomar medidas, colocando psicólogos nos hospitais e nos centros de saúde, entre outras entidades, que também deverão recorrer preferencialmente a estes profissionais. Na realidade, foi avançado nos jornais e nas TV que ‘a existência de psicólogos nos hospitais e centros de saúde pode contribuir para poupar muito dinheiro na saúde, reduzindo o consumo de antidepressivos, que conheceu um aumento de 50%, na última década, defendeu a ‘Ordem’ num estudo recentemente divulgado. De acordo com ela, ter psicólogos nas equipas de saúde pode ‘fazer baixar em cerca de 70 por cento a frequência de hospitalizações’ e reduzir o número de dias de internamento. Se as políticas de saúde não tiverem estes dados em atenção, vai continuar a registar-se um ‘desperdício insustentável’ para o país, alerta a ‘Ordem’, que refere outras (muitas) vantagens das equipas multidisciplinares, onde se impõe a obrigatoriedade da presença dos psicólogos, úteis nas mais diversas patologias.

Processo de monitorização do Rio Pavia A infestação do rio Pavia tem sido um caso peculiar devido a uma conjugação de factores, designadamente as elevadas temperaturas e a ausência de chuvas, que têm influído e potenciado este fenómeno, apesar de o curso de água ainda apresentar um volume considerável. Neste sentido e preocupados com a situação, o Município de Viseu estabeleceu uma parceria com o Instituto Politécnico de Viseu, conferindo à Escola Superior Agrária a monitorização do Rio Pavia com realização de análises de água e colheitas de amostras orgânicas.


Viseu

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Aconteser - Liderar com Responsabilidade

Consumir sem produzir para responder aos compromissos O secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, disse, na AIRV (Associação Empresarial da Região de Viseu), na manhã da passada segunda-feira, dia 24, que os portugueses andaram duas décadas a viver muito acima das suas possibilidades, sem produzir para responder eficazmente aos compromissos. ‘Faziam-se empréstimos para pagar os luxos’. Agora vamos ter que inverter a situação, que é difícil mas necessária. O membro do Governo falava numa acção desenvolvida pela ACEGE –

Associação Cristã de Empresários e Gestores, desenvolvendo o tema ‘ACONTESER’ – Liderar com responsabilidade. Depois de breves palavras proferidas pelo presidente da ACEGE – Viseu, José Coelho, o secretário de Estado falou a seguir, tal a pressa que tinha em seguir para Lisboa onde o esperava um dia de muito trabalho. Em cima da mesa estavam documentos a assinar/ discutir com todos os membros do Governo, com o objectivo de sanar problemas relacionados com o País e a crise.

PORMENOR DA PLATEIA

No entanto, ainda teve tempo para dizer que agora é necessário passar à acção, contrariando a nossa falta de capacidade exportadora. Só assim de poderão corrigir posições. Neste sentido, anunciou a próxima ida (amanhã) de uma comitiva de 40 empresários à Colômbia e Venezuela, entre outros países da América do Sul, onde é necessário semear para se poder colher, em breve. Num contexto tremendamente ‘desfavorável’, Almeida Henriques disse que este governo ‘vai ficar para a história, face às medidas corajosas que é necessário fazer para que todos os portugueses possam ter futuro’. Sublinhou que se estão a superar as expectativas em relação à Troika (pedia 15% de sacrifícios e vamos nos 27%). ‘Só assim será possível chegar mais longe’, reforçou. Falou na reprogramação do QREN, onde há 15 mil milhões de euros para investir, sobretudo no mercado de reabilitação para pôr a mexer a economia. Não se esqueceu de adiantar que ‘a situação é difícil’, mas há sinais que poderão vingar ‘numa

SECRETÁRIO DE ESTADO NO USO DA PALAVRA

lógica de responsabilidade social’, pois, vincou, ‘a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo’. João Cotta, presidente da AIRV, fez a apresentação do ‘KIT ACONTESER’ que merece e justifica um trabalho mais desenvolvido, o que faremos na próxima edição. Mas o empresário deixou um alerta: ‘Não podemos desculpar-nos com a crise para não fazer nada’. É preciso ‘dar e receber’ e não apenas um dos factores, tanto da parte dos empresários como dos seus colaboradores. Uma empresa só

é forte se tiver quadros fortes e motivados. A concluir, deixou um apelo que está relacionado com a ‘eficiência’. O futuro, recordou, está intimamente relacionado com a ‘eficiência energética’, por exemplo, uma das facturas que mais pesa e irá ver agravado o seu volume, face à subida do tarifário. José Coelho fez a apresentação dos seminários que vão decorrer nos dias 10, 17 e 29 de Novembro. Dado o interesse dos assuntos, a eles nos referiremos também muito em breve.

Unidade Móvel Interactiva sobre rodas

Depressão é uma dor que tem cura A Lilly Portugal e a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), as Associações Portuguesa de Psiquiatria Biológica (APPB), Gerontopsiquiatria (APG) e de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB) promoveram, em Viseu, o lançamento da Unidade Móvel Interactiva sobre Depressão, que esteve dois dias no Campo de Viriato. Ao longo dos dois dias foram muitas as pessoas que passaram pela Unidade Móvel, algumas não fazendo ideia do que é ou como se pode tratar a depressão, patologia que se manifesta através de sintomas emocionais e de dores físicas. Actualmente existe tratamento para estes dois tipos de sintomas. No caminho para que a depressão deixe de doer, a exposição interactiva ajudou a perceber um pouco o que é a depressão, como se manifesta, os sintomas associados, o impacto no dia-a-dia de uma pessoa e visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão. Mas também notámos que era carga demasiado pesada para a compreensão da maioria dos visitantes, que acharam mais ‘piada’ aos ‘bonecos’ que apareciam. De qualquer forma, iniciativas desta natureza são sempre de aplaudir, pois, para além de ensinarem, servem também para testar os conhecimentos

das pessoas e o atraso profundo que ainda subsiste em matéria das novas tecnologias. No resto, a afabilidade das assistentes superou as falhas pessoais de cada um, informando sobre esta patologia e logrando tirar algumas ‘teias de aranha’ da cabeça das pessoas. Falta de estudos A depressão, como doença, está a merecer a maior atenção da Organização Mundial de Saúde, ao estimar que, anualmente, seja a responsável pela morte de 850 mil pessoas em todo o mundo, números que poderão sofrer grande machadada, na medida em que apenas 25% das pessoas afectadas têm acesso a tratamento eficaz, sendo por isso importante reconhecer os sintomas e procurar a ajuda de um profissional. A Unidade Móvel coloca à disposição dos portugueses mais informação sobre uma patologia que, na opinião do médico João Relvas, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria Biológica, assenta sobretudo em ‘factores circunstanciais como as crises económicas e sociais, como a que vivemos actualmente e que podem ser factores adicionais que contribuem para o aumento da depressão’.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental afirma que ‘não tem havido estudos epidemiológicos seriados em Portugal que nos tenham dado uma imagem precisa da evolução da prevalência ao longo do tempo dos diferentes quadros psiquiátricos’. O médico psiquiatra Medeiros Paiva é de opinião que, se ‘obrigarem os partidos a governar em nome de valores e não de mercados, verão que a prevalência das doenças mentais deixará de subir’. No idoso, a depressão apesar de não ser uma parte inevitável e específica do processo de envelhecimento, ‘é um problema de saúde mental que pode ser detectado e tratado com bons resultados’, afirma Lia Fernandes, presidente da APG. ‘Todos os programas, como esta campanha e este roadshow orientados para a informação e educação da sociedade civil, ao abordarem os vários aspectos da depressão e a suas formas de tratamento precoce, tornam-se numa mais-valia para a prevenção da saúde mental’, acrescenta. Adiar sucessivo de ajuda Para o presidente da Direcção da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, Delfim Oliveira, ‘o estigma que ainda hoje

está associado à doença mental de uma forma geral, e também à depressão, traduz-se no adiar sucessivo de procura de ajuda’. E nesta patologia como em tudo, afinal, da vida, a melhor regra a observar ainda é aquela que diz ‘não guardar para amanhã o que poder fazer hoje’. Por conseguinte, procurar ajuda especializada é fundamental para diagnosticar e tratar os sintomas emocionais e físicos associados a uma doença cuja prevalência está a aumentar em Portugal. Sensibilizar para esta questão é um dos objectivos da Unidade Móvel de Saúde Interactiva, que acaba, nos próximos dias 28 e 29, no Porto, o seu percurso por várias cidades do país, nomeadamente Lisboa, Santarém, Castelo Branco, VISEU, e, nos próximos dias, Porto. Vejamos, em conclusão, alguns

dos principais sintomas da depressão: sentimentos de vazio, culpa, negativismo, irritabilidade, falta de energia, alterações do apetite e do sono, dores vagas e difusas (por exemplo dores nos ombros e nas costas). Pub

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Destaque

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Inauguração é no dia 6 de Novembro

Centro Pastoral de Nossa Senhora do Viso Iniciado há dois anos o projecto da Nova Igreja do Centro Pastoral de Nossa Senhora do Viso, um investimento de dois milhões de euros, dos quais apenas estão em dívida à volta de 500 mil, a contagem decrescente para a inauguração está por dias, embora ainda fiquem por fazer bastantes trabalhos, que serão desenvolvidos a seguir e de acordo com as possibilidades do momento. Agora importava inaugurar a nova Igreja e é isso o que vai acontecer já no próximo dia 6, com um programa cheio, diversificado e marcante.

Seminário Maior de Viseu. O acto de consignação da empreitada, então presidido por D. Ilídio Leandro, vai dar lugar à bênção do templo, marcada para o próximo domingo, 6 de Novembro, no Viso Sul, e contará com a presença, entre outras entidades, sobretudo locais, do Bispo de Viseu. O novo templo ocupa um lote de terreno cedido pela Câmara Municipal de Viseu (CMV), com uma área superior a cinco mil metros quadrados.

D. Ilídio Leandro preside à Eucaristia

O complexo paroquial é dominado pela igreja, com capacidade para 500 fiéis, mais de 400 sentados. Os espaços envolventes serão destinados a actividades de formação, aulas de catequese, ateliês, auditório com 250 lugares, casas mortuária e paroquial, cartório, zonas para a realização de eventos e, entre outras valências, espaços para os tempos livres e projectos culturais para todas as idades, bar/

O programa abre pelas 11 horas, com a Eucaristia da Dedicação da Igreja de Nossa Senhora do Viso, presidida pelo Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro. Segue-se a inauguração do Centro Pastoral e abertura da exposição fotográfica: ‘Uma Comunidade em Construção’; a partir das 13 h. – Almoço/convívio

Actividades de formação

Não se está ‘perante mais uma construção’; para além de ‘corresponder aos conceitos preconizados para o espaço litúrgico, a partir do Concílio do Vaticano II, e de criar um complexo que congrega a igreja e os espaços necessários à actividade pastoral, materializa os conceitos da arquitectura contemporânea’. Ponte entre o humano e o divino Como adiantaram os Vigários Paroquiais, Armando Esteves Domingues e Nuno Manuel dos Santos Almeida, a ‘igreja procura ser ponte entre o humano e o divino, ou seja, tornar o transcendente familiar. Existe, sobretudo, porque Deus nos ama e quer encontrar-se connosco em Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado’. A ‘Igreja é cento, marca o ‘ritmo’ e aponta a direcção Noutra passagem, ao recordarse que a obra foi projectada por um gabinete desta cidade (Esteves e Associados), percebeu-se, desde logo, que ‘a Igreja não é só edifício físico mas expressão de algo mais eterno que se pode ‘tocar’ por de-

trás das formas’. Apoio social voluntário O apoio social é outra das facetas do Vicariato do Viso, com cerca de 60 famílias identificadas. Na base do voluntariado trabalham 130 pessoas autónomas, levando por diante vários serviços que foram surgindo. ‘Temos ainda 40 catequistas, três animadores juvenis, 18 dirigentes do CNE, 40 pessoas na liturgia – trabalho assíduo -, 15 na equipa das Conferências de S. Vicente de Paulo, 22 na comissão de obras, etc.’. Ou seja, ‘há aqui já uma rampa de lançamento que este novo espaço vai potenciar’, afirmou-se. Dados que ficam para a história

O Vicariato de Nossa Senhora do Viso foi criado por decreto do Bispo de Viseu, D. António Monteiro, de 25 de Julho de 1998, estabelecendo, como padroeira, Nossa Senhora do Viso, cuja festa

se realiza em 8 de Setembro ou num domingo próximo. Este Vicariato ficou sediado no Seminário das Missões e na respectiva Igreja, sendo confiado o cuidado pastoral ao padre Sílvio

Greggio, que tomou posse no dia 8 de Setembro do mesmo ano; em 11 de Setembro de 2006, tomaram posse como Vigários Paroquiais os padres Armando Esteves e Nuno Manuel. ‘A construção do Centro Pastoral é um passo decisivo para que o Vicariato de Nossa Senhora do Viso possa acolher, oferecer hospitalidade e dar resposta às exigências pastorais e sociais da comunidade e às aspirações dos homens e mulheres de hoje’, salientou a equipa de sacerdotes.

‘Um sonho tornado realidade’

e depois um concerto na Nova Igreja, com a participação de artistas da comunidade e do Coral ‘Vozes de Gaia’. Para preparar e prolongar este momento, estão previstas outras acções. A próxima será já no sábado, dia 29, pelas 15 h., com uma conferência ‘Entre a Exigência e a Ternura’ – Que paróquia na vida urbana de hoje (?), no auditório do Centro Pastoral de Nossa Senhora do Viso. Café Concerto com Mara Pedro Para o dia 4, às 21 h., está previsto um ‘Café-Concerto’ com a participação de Mara Pedro e do Grupo de Jovens do Vicariato do Viso, seguido de Vigília de Oração Mariana, no auditório do Centro Pastoral; dia 11 – Filme/debate: ‘Chocolate’, no Centro Pastoral; dia 12, às 15 h. – Musical ‘Criação do Mundo’ (canções Disney) – angariação de fundos, no auditório do

espaço de convívio e residência paroquial, esta a concluir mais tarde. Não há derrapagens. Há ‘condições para ceder espaços para a promoção de festas de casamentos e baptizados, entre outras, uma forma de gerar receitas essenciais à manutenção da estrutura’. Data importante para a comunidade do Viso As inaugurações anunciadas representam ‘uma data muito importante para a Comunidade do Viso que tanto se esforçou (e continua a esforçar) para levar este árduo, mas belo e gratificante projecto a bom porto’, revelou, em conferência de imprensa, a equipa de sacerdotes que tem estado à frente do desafiante projecto, padres Armando Esteves e Nuno Almeida, que sublinharam, em uníssono, tratar-se de uma obra de referência, na arquitectura religiosa de Viseu.

José Coelho, um dos responsáveis directos pela execução das obras da Nova Igreja do Centro Pastoral de Nossa Senhora do Viso, disse que o complexo nasceu de ‘um sonho que se tornou realidade. Foram 10 anos a subir à corda. É obra!’, recordou. Mas ‘não acabamos aqui. Ainda há um longo caminho a percorrer não só no que respeita ao termo das obras mas também nas obrigações que temos para com os fornecedores’. Ao recordar todo o passado de uma década recente de trabalho árduo mas profícua e proveitosa, fruto da acção desinteressada de todo o grupo, José Coelho adiantou que se partiu do nada e o padre Sílvio foi o grande impulsionador de toda a Igreja, que chegou a ter um projecto exclusivo. Conseguido o espaço, fruto de uma colaboração tripartida que envolveu o coronel Duque, o Vicariato e a Câmara Municipal de Viseu, deu-se início ao arranque das obras. Trabalho ‘penoso’ mas gratificante, graças à compreensão de toda a Co-

munidade (homens e mulheres de boa vontade), o que é muito importante. ‘Esta obra está aqui porque a comunidade ajudou, nunca regateando esforços’, reforçou. Angariar, ‘nos tempos que correm, 800 mil euros, vindos

directamente da Comunidade, é obra. Um resultado extremamente gratificante e que dá ânimo para se continuar a trabalhar’, vincou José Coelho. Noutra passagem da sua intervenção, realçou a ‘volta’ que o projecto deu, orientando-se mais

para o social, fruto, também, de nova visão e dinâmicas da gente que chegou ao Vicariato, entre a qual os dois os padres Armando e Nuno, acabando por se implementar um projecto diferente e polivalente, ‘potenciando outras valências, ou seja, um espaço que tivesse vida. O espaço que se conseguiu dá essas garantias’, muito pelo poder da liderança e de abnegação da equipa constituída pelos padres citados, sem ‘dúvida as locomotivas deste projecto’, realçou. José Coelho deixou também o seu testemunho de gratidão a toda a Comunidade, que acreditou. A ‘ela se deve o que os olhos podem, agora, contemplar’. Nalguns lados ‘passa-se o tempo a anunciar obras, que nunca mais se concretizam. Aqui, pensam-se e fazem-se. Esta é a grande diferença. Um aspecto importante e um exemplo para o que poderia ser se houvesse mais empenho, vontade e determinação de todos. Estaríamos, sem dúvida, muito melhor’. Textos e Fotos: R. Bispo


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Carta Apostólica «Porta Fidei»

Bento XVI proclama 2013 Ano da Fé tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo, no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca». Pensava que a Igreja poderia, assim, retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar». As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus, para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova, para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado. 5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu aquele Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar», bem ciente das graves dificuldades daquele tempo, sobretudo no que se referia à profissão

da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda, mais intensamente, o dever

de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa». Quero aqui repetir, com veemência, as palavras que disse a propósito do Concílio, poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja».

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1. A «PORTA DA FÉ» (cf. Act 14,27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar aquela porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início com o Baptismo (cf. Rm 6,4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem nele (cf. Jo 17,22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1Jo 4,8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou o seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos, enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor. 2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo, devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude». Sucede, não poucas vezes, que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora esse pressuposto não só deixou de existir como, frequentemente, acaba até negado. Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje, parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas. 3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5,1316). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus, que convida a crer nele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4,14). Devemos

readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6,51). De facto, ressoa ainda nos nossos dias, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6,27). E a questão, então posta por aqueles que o escutavam, é a mesma que colocamos nós, também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6,28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou» (Jo 6,29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação. 4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II, com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E convoquei uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir ao totalidade da estrutura eclesial num

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Região

27 . Outubro . 2011 Nº 4711

Conferência sobre gestão e desenvolvimento regional

Os grandes incêndios em 2011

Decorreu, em Viseu, uma conferência sobre política de gestão e desenvolvimento regional, conforme aqui se noticiou, deixando alguns dos tópicos ali discutidos. A organização do evento pertenceu à Embaixada da Polónia e da Câmara Municipal de Viseu. Impunha-se, agora, fazer um balanço da conferência, ‘realmente positivo’, como vincou a embaixadora da Polónia Katarzyna Skórzynska, sobretudo porque foi possível ‘reunir em Viseu especialistas de política de coesão e de desenvolvimento regional de alto nível’. De um modo geral, as intervenções deixaram clara a ideia de que é necessário agir de acordo com as potencialidades de cada região, no seu conjunto. Para exemplificar, a embaixadora Kararzyna destacou a intervenção de Wolfgang Streitenberger, conselheiro Director Geral da Política Regional da CE. O dirigente falou sobre ‘as alterações na política de coesão que deverão entrar em vigor depois de 2013, enquanto os especialistas portugueses nos apresentaram dados sobre o desenvolvimento do país ao longo dos últimos 30 anos, o que permitiu, sobretudo a quem não conhece Portugal, verificar

Quando tudo levava a pensar que o ano de 2011 seria pouco propício aos incêndios, a verdade é que praticamente ‘fora de época’ o fogo surgiu com uma violência desusada, fruto das condições meteorológicas favoráveis que o sustentou. Na generalidade, os fogos foram aos milhares (entre pequenos e grandes). Dos 101 grandes incêndios – cuja área ardida foi superior a 100 hectares – registados este ano no país (os considerados ‘fogos grandes’), 11 deflagraram/eclodiram no distrito de Viseu. Três dos quais ocorreram no mês em curso. Dizem que a maioria teve mãos criminosas. As Polícias chegaram a prender e levar aos tribunais alguns pirómanos. Mas apenas gastaram tempo e solas porque, quanto se sabe, foram sempre mandados para casa… Entretanto, os dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) revelam, que até ao meio do mês em curso, se evidenciaram dois cenários: Por um lado, a área ardida este ano no distrito de Viseu diminuiu substancialmente, seguindo a tendência nacional; por outro, o número de incêndios de grandes dimensões foi, à escala nacional, considerável, sendo certo que dos 101 fogos com área ardida superior a 100 hectares, o equivalente a 100 campos de futebol, registados em todo o país, 11, como se disse, deflagraram no distrito de Viseu. Em 10 concelhos distintos apenas Sernancelhe teve dois grandes fogos. Neste aspecto, Viseu só foi ultrapassado pelos distritos da Guarda (22), Bragança (18) e Vila Real (12). Distritos vizinhos como Aveiro e Coimbra não tiveram um único incêndio de grande dimensão. No período considerado o mais difícil para os bombeiros foi, este ano, o menos ‘massacrante’. A Causa principal que contribuiu para a queda das estatísticas foi o tempo ‘anormalmente chuvoso’ que então se fez sentir. Do início do ano até agora registaram-se na área do distrito de Viseu, segundo dados fornecidos pela AFN, 441 incêndios, uma média de 1,5/dia. Apenas Vila Real (749), Braga (638), Porto (614) e Viana do Castelo (489) ultrapassaram Viseu. No total, fogos grandes e pequenos, os bombeiros de Viseu compareceram em 1.999 ignições: 441 + 1.558. O total de área ardida foi de 6.671 hectares, correspondentes a 1.902 ha de povoamento florestal e 4.769 ha de matos. Em 2010 foram consumidos pelas chamas 19.331 ha. A maioria dos fogos ocorreu até Agosto.

Políticas de coesão deverão entrar em vigor ‘depois’ de 2013 que houve um grande desenvolvimento, sobretudo ao nível das infra-estruturas rodoviárias (autoestradas) e de outras, situação de que a Polónia ainda está longe de igualar’. Apesar das taxas de crescimento de 4% como vincou, a Polónia ‘ainda continua longe de países como Portugal em termos de PIB per capita’. Os portugueses ‘têm 82% do PIB médio da EU, enquanto os polacos se ficam nos 62%, pelo que olhamos para Portugal como

FALAVA-SE DE POLÍTICAS DE COESÃO

um país cujas metas queremos atingir’. Foi muito proveitosa a troca de opiniões/informações. A propósito, salientou a importância de um trabalho apresentado sobre a reestruturação económica da Alemanha do Leste após a uni-

ficação. Defendeu-se a ideia de que os fundos da CE ‘não devem ser apenas aplicados nas regiões menos desfavorecidas, mas igualmente em apoios pontuais às regiões ricas. Uma ideia que ‘merece ser aprofundada’. A embaixadora polaca considerou, por sua vez, que ‘ainda é cedo para se falar sobre o assunto, tendo em conta que as conversações estão em curso’. Contudo, ‘já se percebe que a Polónia e Portugal contam com uma grande convergência no que diz respeito a este tema’. Aliás, ‘a Polónia, neste momento a presidir ao Conselho da União Europeia, tem a obrigação de ouvir todas as partes envolvidas no processo e negociar de forma objectiva e clara’. Como salientou Katarzyna Skórzynska, atendendo à crise económica que lavra no seio da Comunidade, o próximo orçamento ‘não pode ser minimalista, posição que a Polónia vai defender. O pacote das medidas que deverá entrar em vigor em 2012 ‘prevê maior controlo das finanças dos estados membros, contribuindo para ajudar a evitar situações complicadas como as que se vivem, de presente’.

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Região De vez em quando…

Só uma política de coesão e de desenvolvimento regional poderá ajudar a vencer muitos dos constrangimentos com que se debate a Comunidade Europeia. O pior é que, parecendo que 2013 (altura em que se prevê possa ter início uma vida nova) chegará depressa, talvez mais rápido do que muita gente desejaria, os problemas até lá poderão tornar-se insolúveis, caso não haja medidas eficientes para combater os diversos focos de crise mais ou menos traumatizantes pela sua violência avassaladora porque restritiva aos bens de consumo, que, por norma, estão na base de todas as acções de violência. A população ‘cala-se’ ou não de acordo com a satisfação das suas necessidades primárias. Um estômago ‘vazio’ nunca foi bom conselheiro, sobretudo se ele estiver já numa situação de ruptura…, com poucas ou nenhumas saídas. Claro que há muitas (… pelo menos assim o pretenderíamos entender) possibilidades de que possa haver uma sustentabilidade capaz de dar a volta aos grandes problemas regionais, nacionais e mundiais. Por vezes bastará um simples sinal para que isso passe das intenções aos factos. Mas muita coisa poderá acontecer que obrigue

à união e não à dispersão de forças e ideias. São imensos os arautos da desgraça. Alguns emergem de uma grande escuridão que os tornou ‘invisíveis’ durante os últimos seis anos (e meia dúzia de anos de boca calada é muito ano… É uma ‘eternidade’ em política) surgindo agora como se nada tivesse sido com eles. Barafustam, batem palmas e esfregam as mãos na roupa que envergam, de tecidos mais finos ou grossos, para sacudir a poeira do casaco. Outros ou os mesmos jogam os pés contra o asfalto ou outro tipo de pavimento qualquer onde se encontrem só para arranjarem melhores argumentos para rangerem os dentes… Dizerem que estão ali. Que têm ideias para tudo. Empurram para a esquerda e para a direita e não se importam de fazer uma paragem no centro. Uma vergonha que só tem descredibilizado a política ao longo dos anos. E já são muitos. Seria magnífico que dissessem qualquer coisa e não apenas banalidades impossíveis de concretizar num momento dramático como é aquele em que os portugueses se encontram. Se uma medida é boa (alvíssaras), a outra, a seguir, vem estragar tudo ou, pelo menos,

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Por: António R. Bispo

Problemas ‘insolúveis’ caso não hajam medidas eficientes

trazer mais dúvidas a todos. Percebemos perfeitamente as revoltas da população. Mas revoltarmo-nos contra quem e o quê? Será que os revoltados não terão também alguma culpa? Sim, porque no meio de uns e de outros não há apenas santinhos e diabos. Uns não administraram bem (nada bem, sobretudo nas últimas duas décadas) os bens postos à sua disposição para gerir o país, tornandoo menos desigual (as desigualdades existiram e vão existir sempre – não há regimes perfeitos) enquanto outros quiseram trepar, trepar… sem ter rins ‘elásticos’ ou pernas firmes capazes de os levarem a grandes alturas, vacilando, quanto baste, mas sem cair. Agora teremos de reaprender. Ver onde se falhou para que as distâncias diminuam, rápido! De contrário, o trambolhão será muitíssimo grande! Maior do que aquele que muitos já estão a viver.

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Municípios (14) beneficiaram de 77 projectos Criada em 2007 e constituída por 14 municípios (Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, S. Pedro do Sul, Sátão, Santa Comba Dão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela), a Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões continua a dar cartas, aparecendo em lugar cimeiro, entre as suas pares da Região Centro, tendo em atenção a execução financeira das verbas comunitárias atribuídas pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do programa ‘Mais Centro’. A nível nacional também merece destaque a posição alcançada: 2.º lugar. Como sublinham os responsáveis, dos 73 milhões de euros do FEDER, cuja gestão é da responsabilidade da comunidade, 45,5 milhões, equivalentes a 60 projectos, foram aprovados até ao final de 2010. Porém, desde o início da contratualização, em 2008, foram já aprovados 77 projectos, equivalentes a 58 milhões de euros. Carlos Marta, da Câmara Municipal de Tondela, foi eleito presidente da Região Dão Lafões, cabendo a Américo Nunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu o cargo de vice-presidente, o mesmo acontecendo em relação ao presidente da autarquia de Santa Comba Dão, António Lourenço.

Morreram violentamente 16 crianças Já este ano foram mortas 18 mulheres A GNR de Moimenta da Beira prendeu um homem que estaria a ameaçar a mulher com uma arma de fogo. Uma patrulha, que se deslocou ao local, apreendeu uma arma de calibre 12 milímetros e um cartucho do mesmo calibre. O detido foi presente a tribunal. Dados estatísticos de 2009 (os mais recentes) dizem que 6.539 mulheres foram vítimas de crime, cerca 127 por semana (média de 18 por dia). E, face aos relatos da imprensa, a tendência não é para diminuir. De assinalar que foram também vítimas de crime 610 crianças e que 642 pessoas idosas foram igualmente vítimas de crime – a uma média de 2 por dia. Só este ano já morreram 16 crianças vítimas de violência doméstica em Portugal. A APAV adianta que só tem pena de que a justiça em Portugal falhe muito e seja manifestamente branda.

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Opinião

Ainda não vai longe o tempo em que o tema da sexualidade era tabu. Em vez de falar nele com simplicidade, com naturalidade, no seio da família, evitava-se tocar no assunto, porque havia a ideia falsa de que a sexualidade era algo ligado a matéria que tinha a ver com coisa suja!!! Entre os preconceitos que circulavam no tempo da minha juventude, lembro-me dos seguintes: - “Dos dois sexos, um deve ser activo e forte e o outro, passivo e fraco”… - “ A mulher é feita para agradar ao homem e para ser submissa” - opinião, por exemplo, de J. J. Rousseau. - “O homem faz sempre um presente à mulher, porque ela tem necessidade do casamento e ele não”… - “A mulher é feita para o homem, o homem é feito para a vida” - Montherland Muitos homens, mesmo dos nossos contemporâneos, continuam a defender a tese da superioridade do macho. Ora nada é menos exacto, pois está provado, cientificamente, que a mulher é superior ao homem, não só fisicamente como espiritual e psicologicamente. Se ela viveu dependente do homem durante séculos, foi por

Por: A. Matos

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À ESCUTA DA VIDA Os preconceitos à volta da sexualidade humana

imposição da força dos homens, que a utilizavam, a seu bel prazer, para atingir seus fins. Logo que a mulher assumiu a igualdade de direitos e os pôs ao serviço da sua promoção, tudo mudou e hoje, queiram ou não queiram, as mulheres não são consideradas maiores nem menores, mas diferentes, pois a mulher é complementar do homem e este da mulher. Tudo o que está ligado às questões sexuais está obrigatoriamente carregado de preconceitos e de meias verdades. E isto acontece, no meu entender, porque, em vez de olharmos a mulher no seu todo, um ser humano criado à imagem de Deus, a olhamos como um objecto sexual. Muitos preconceitos nascem da falsa concepção da sexualidade. Que é afinal o sexo? O sexo dos cromossomas xx ou xy? O sexo dos órgãos genitais? O sexo hormonal que permite ao corpo a aquisição de capacidades eróticas? O sexo

psicológico? O sexo do estado civil? Será a sexualidade apenas capacidade animal de se reproduzir ou a simples procura do prazer? Será maneira de se situar no mundo ou de se apropriar o mundo? Ou expressão e fundamento do amor? Será que as diferenças sexuais arrastam consigo diferenças de papéis sociais? Não podemos negar que cada cultura interpreta as diferenças sexuais e organiza os papéis sociais que cada um deve exercer, mas a Igreja pensa que há referências que são essenciais: 1. Deus criou o homem e a mulher seres sexuados e viu que tudo isto era muito bom (Bíblia). 2. A sexualidade é uma maravilha que Deus oferece aos homens e às mulheres. 3. A sexualidade é uma faculdade oferecida ao ser humano, que deve ser exercida com regras, numa família legitimamente constituída e não de forma desregrada.

4. O exercício da sexualidade exige maturidade física, moral, espiritual e psicológica. Segundo a Bíblia, a sexualidade é uma coisa boa, uma coisa maravilhosa. Mas, como toda a maravilha humana, comporta os seus limites. O facto de um completar o outro (“não é bom que o homem esteja só”) pode ver-se como marca do limite do homem e da mulher. É evidente que um procura no outro a marca de Deus, mas descobrem que ambos são limitados e incompletos e incapazes de se bastarem a si próprios. Para se realizarem, no amor, precisam de se reencontrar. Por ser limitada, a sexualidade pode transformar-se em lugar de ambiguidade, pois, além de ser uma experiência extremamente boa e agradável, em que a bondade da criação se exprime no encontro entre homem-mulher, ela pode ser também um desvio do sentido deste encontro e tornar-se uma experiência infeliz, em que a vio-

“Esperança” em tempo de crise!… A crise económica e financeira, que estamos a viver em Portugal, vem-se arrastando desde 2001. Ao longo dos últimos anos, a economia portuguesa foi definhando e afastando-se cada vez mais da média europeia, sendo ultrapassada por vários países da Europa de Leste. É do reconhecimento geral que a crise é também uma consequência do crescimento da despesa pública na segunda metade da década de 90. Uma crise estrutural de que o País sofre as consequências. As pessoas, de um modo geral, vivem aflitas e angustiadas. Reconhecem tratar-se não apenas de uma crise mas de crises diversas – de valores, cultural, de esperança. Muita gente tem resvalado pela via da depressão e amargura. Muitos já não acreditam na recuperação nem no acerto da situação financeira. Têm esquecido que “tempo de crise” pode ser tempo de esperança. Cabe-nos julgar que esta crise que não tem parado de crescer em vários níveis, tem pelo menos três causas fundamentais, sendo a primeira a causa das outras duas: I. Sociedade sem valores – Uma sociedade que tem descaído a olhos vistos. Questiona-se a verdade objectiva revelada, ultrapassam-se limites intocáveis, infringem-se regras da moral natural em matérias graves como tudo o que diz respeito à vida humana, vive-se para o momento imediato… II. Política sem valores – A realidade tem demonstrado, de

forma evidente, que cada sociedade é regida pela política com a qual se identifica maioritariamente… III. Economia sem valores – Consequência lógica das causas anteriores. Uma economia sem regras, sem planeamento; de luta selvagem em que vencem os mais fortes. Os ricos ficam mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Os recursos económicos são escassos, porque mal distribuídos… Um círculo vicioso a caminho do descalabro, da auto – destruição, como é próprio das sociedades decadentes. Resta-nos, contudo, a Esperança e alguma curiosidade de saber como será a nova sociedade do futuro… Será, certamente, a resultante da nossa Esperança! Uma esperança que “apesar dos pesares” do momento, que se multiplicam e a todos afectam, será a força impulsionadora dos desafios adequados que, como mola que foi comprimida, nos fará chegar mais alto e mais além… Com fé, esperança e vontade inabalável – qualidades genuínas dos portugueses de outros tempos –, utilizando os meios adequados, venceremos as dificuldades. Podemos “afogar o mal com abundância de bem”! Se outros conseguiram, nós por que não?! A crise é o “novo gigante” a ser ultrapassado! Com iniciativa, inteligência e determinação vamos conseguir. Trabalhar! Trabalhar a sério; produzir para poupar… é o caminho… O título atribuído a este texto, recorda-nos, com saudade, a his-

tórica visita do Santo Padre Bento XVI ao nosso País em Maio de 2010 onde, ao dirigir-se, não apenas aos católicos, mas a todos os homens, “independentemente da sua fé ou religião”, transmitia palavras de Esperança e de estímulo para que a mensagem de Cristo impregne, com os valores cristãos, todas as actividades sociais, económicas e culturais de uma sociedade cada vez mais descristianizada. Em todas as intervenções o Papa procurou transmitir energias de Fé, de Esperança e de Caridade, incutindo a todos um ânimo novo… Mas, de modo particular, foi no Aeroporto de Sá Carneiro, no Porto, que o Papa se despediu dos portugueses com palavras de gratidão e ao mesmo tempo de estímulo para todos os que acataram a sua mensagem de Esperança através de palavras sábias e oportunas, que revelam não só o seu pensamento claro como a sua profunda visão do mundo actual. Iniciada sob o signo da Esperança e pretendendo ser uma proposta de sabedoria e de missão, esta visita terminaria sob esse mesmo signo, quando ao despedir-se Bento XVI disse: “Continuemos a caminhar na Esperança! Adeus”! Da nossa parte, apenas nos resta acrescentar: - Continuemos com Fé e Perseverança, rumo a uma nova vida! Embora ténue, já podemos vislumbrar a tal “luzinha ao fundo do túnel”!… Maria Helena Marques Prof.ª Ensino Secundário

lência pode transformar o outro em escravo ou em coisa. A Bíblia não privilegia nenhuma das partes que formam o par humano. O Novo Testamento mostra, com evidência, que o homem e a mulher se definem em reciprocidade, um em relação ao outro, tendo cada um a mesma dignidade. É no casal estável que a sexualidade encontra a sua expressão normal. Aí ela concorre para a realização de cada um. Segundo João Paulo II, “a união dos corpos foi sempre a linguagem mais forte que dois seres puderam dizer um ao outro”. Mas o casal não pode ser reduzido só ao exercício da sexualidade. São complemento um do outro e será no respeito do compromisso e no diálogo permanente que poderão construir uma família feliz que realize o projecto de realização plena que Deus quer para todos os humanos. Para concluir, só uma referência aos celibatários. Os celibatários, por causa do Reino de Deus, não poderão viver normalmente sua sexualidade, se a vivem negativamente, apenas como abstenção de relações sexuais. O celibato só tem sentido, quando vivido positivamente como disponibilidade para um projecto maior ao serviço de Deus e dos irmãos.

Editar Num mundo em que tanto se procura a felicidade, em que esta é tão discutida, debatida e mesmo até questionada, a proposta de uma felicidade eterna feita por Jesus parece tão alienante, tão fora de sentido... É rodeado pelas multidões, pelos discípulos que com Ele querem aprender, que Jesus nos faz esta proposta, nos dá a realidade suprema das Bemaventuranças... Caminhos de felicidade eterna, que são contrários às pequenas e passageiras alegrias propostas pelo mundo, mas que é preciso seguir com perseverança... Para quem quer ser feliz para sempre, ser bem-aventurado, ser santo, as Bem-aventuranças são o caminho a seguir: - Ser pobre, para receber a verdadeira e única riqueza...

- Ser humilde, para alcançar a grandeza de possuir a eternidade... - Chorar, para que a consolação venha de Deus... - Ter fome e sede de justiça, para se saciar em pleno no Reino de Deus... Usar de misericórdia, para que também a saiba receber... - Ser puro de coração, para ver a Deus face a face... - Promover a paz, para ser um com o Pai, na eternidade, como filhos... - Ser perseguido por amor da justiça, para que por esse mesmo amor alcance a verdadeira liberdade em Deus... E caminhar desta forma, numa vida à procura de santidade, apenas porque sabemos que a recompensa, essa verdadeira santidade, será imensamente maior em nós... NA

Bodas de Ouro Matrimonais No passado dia 8 de Outubro, realizaram-se as Bodas de Ouro Matrimoniais de Libânia Sobral e António Sobral. Para familiares e amigos tiveram Missa de Acção de Graças na Igreja Paroquial de Aguiar da Beira onde residem. Ao casal deseja JB muitos mais anos de felicidade e saúde. “O Amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba”. (S. Paulo)


Tema

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HISTÓRIA E PATRIMÓNIO LOCAL

Dinâmica musical na cidade de Viseu - II Retomo aqui, neste apontamento sobre a dinâmica musical da cidade, a análise dum período da história da Música correspondente aos primeiros séculos da nossa nacionalidade. A Idade Média, que alguns designaram como período das trevas, deixou-nos o românico e uma espiritualidade profunda, por vezes assente no temor, por vezes misturada com práticas pagãs, o que levou a Igreja a cometer erros no julgamento dessas práticas. A música medieval religiosa apresentava-se assim com características próprias, destinada ao recolhimento, assente em melodias simples sem notação rítmica. Na fase inicial do Canto Gregoriano a melodia fluía livremente, sem acompanhamento instrumental. Os cantos eram executados ora no estilo antifonal, ora no estilo responsorial. No entanto, com o correr dos anos, evoluiu para outras formas musicais, o organum e o motete, com peças elaboradas a partir de melodias sobrepostas, até se chegar à polifonia. Fora da Igreja, a música profana fazia caminho, através da existência de uma tradição trovadoresca peninsular, de cariz local. Influenciada pela lírica provençal, teve o seu apogeu no reinado de D. Afonso III, mas o

principal centro difusor era Santiago de Compostela. Há, desta época, um número significativo de poemas escritos em galaico-português, de teor religioso e profano, reunidos em cancioneiros, a maior parte deles sem notação musical. Os monarcas portugueses deram especial atenção ao cultivo da música. De D. Fernando a D. João I, de D. Duarte a D. Afonso V, muitas são as notícias referentes à contratação de mestres de capela, músicos instrumentistas, cantores e professores que tinham, entre as suas obrigações, a de ensinar e adestrar os moços na charamela, na viola de arco e outros instrumentos. A música religiosa ocupava, também, lugar de relevo nas instituições da corte. A Capela Real era a principal instituição musical criada por D. Dinis em 1229, no Palácio das Alcáçovas. Nos séculos X e XI o norte da Península cobria-se de pequenos mosteiros, muitos deles sob a influência de Cluny. A diocese de Viseu, como outras dioceses, foram governadas por bispos educados sob os princípios da Regra de S. Bento, que era seguida pela abadia de Cluny, então no seu apogeu. Os monges de Cluny touxeram e implementaram a liturgia franco-romana acompa-

nhada pelo chamado cantochão ou canto gregoriano. Deste período, conhece-se o testamento de Mumadona Dias (939) onde há referências a vários livros litúrgicos que poderão ter incluído notação musical, nomeadamente um organum, eventualmente de polifonia primitiva. A pauta musical de 4 ou 5 linhas foi sendo progressivamente adoptada em Portugal para a escrita do cantochão. Os principais manuscritos deste período provêm de Alcobaça e Lorvão, duas casas monásticas das mais relevantes do País, localizadas na zona centro, relativamente próximas de Viseu. É bem possível que a difusão dos manuscritos se fizesse através da cópia dos originais e se espalhasse pelos mosteiros da região, chegando aqui. Havia, contudo, poucos tratados musicais, o que terá levado os historiadores a considerarem que o ensino da música era empírico e fechado a influências estrangeiras. Talvez isso justifique e confirme o aparecimento dum sistema de notação musical português. A organização musical nas sés catedrais começou a delinear-se nos séculos XII e XIII. A seguir ao Deão vinha o Chantre ou cantor responsável pelo canto litúrgico. Nas escolas capitulares ou

ANÁLISE POLÍTICA

A crise não é para todos Afinal, havia um buraco colossal, de três mil milhões de euros, afinal, estávamos mais próximos do desastre grego do que o pensamos. Pedro Passos Coelho justifica assim um plano de choque – particularmente para os funcionários públicos – que é muito mais do que isso, é o início de uma mudança de vida, tantas vezes anunciadas e nunca concretizadas. Vai ser um regresso ao passado, para começar tudo de novo. O plano colossal de Pedro Passos Coelho, que transforma as duras medidas temporárias deste ano em suaves ajustamentos, atinge, em primeiro lugar, os trabalhadores do Estado e das empresas de capitais públicos. Porque o desequilíbrio das contas públicas é grave e não pode continuar a ser resolvido com medidas extraordinárias. O corte dos subsídios de férias e de Natal nos próximos dois anos é violento, até porque se segue à redução salarial de 2011, mas resulta, obviamente, de uma decisão política, porque, como diz o primeiro-ministro, o Orçamento não é uma peça contabilística, é um documento com opções: Passos Coelho e o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, decidiram cortar salários a despedir funcionários públicos, uma opção sensata tendo em conta a situação económica do País. Este ponto é particularmente relevante, porque se coloca a questão da equidade das medidas de austeridade, entre o sector público e privado. E a percepção de equidade é fundamental para garantir que o aumento do nível de conflitualidade social não venha a pôr em causa a execução do acordo com a ‘troika’. A equidade existe, desde logo porque o sector privado, quando precisar de cortar nas despesas com o pessoal, não suspende os subsídios, simplesmente despede. E é por isso que a taxa

de desemprego é a que é, na casa dos 12%, e que vai aumentar. As contas públicas estão à beira do colapso, como se depreende do que foi revelado. Mas este facto, que tem de ser corrigido, sob pena de perdermos o apoio de quem nos empresta dinheiro e acabarmos no abismo, não deveria ter esgotado as explicações de Pedro Passos Coelho. Vivemos, em Portugal, muito mais do que uma crise conjuntural que vai passar na próxima esquina. Vivemos uma crise estrutural profunda, que nos obriga a mudar de vida, a regressar aos padrões de consumo dos anos 80, porque não produzimos para consumir mais do que isso. É o que pressupõem as medidas anunciadas – como o aumento do IVA de um conjunto muito significativo de produtos para a taxa máxima de 23% - e as outras, já conhecidas, como o fim das deduções de educação e saúde para os agregados familiares com rendimentos mais elevados ou o agravamento do IRS. O plano de austeridade não justifica elogios, simplesmente é necessário. Por razões internas, e por razões externas. Mais, se calhar, nem será suficiente. É a vida, como dizia Guterres. Faltou, então, o quê? O financiamento da economia e a competitividade. Pedro Passos Coelho não tocou na questão na banca, mas revelou que vai trocar a redução da Taxa Social Única pelo prolongamento, em meia hora diária, da jornada de trabalho, além das alterações aos feriados. Pelo que foi dito, o Governo pode e deve ir mais longe. Os portugueses vão viver nos próximos anos, particularmente em 2012 e 2013, um ajustamento violento do seu nível de vida, mas serão necessárias medidas do lado da economia. Porque, caso contrário, a austeridade terá sido em vão. Orlando Fernandes

claustrais educavam-se os moços de capela ou meninos cantores. A formação incluía a formação musical, a educação da voz, memorização de melodias e o conhecimento de cerimónias litúrgicas. A escola capitular mais antiga conhecida é a de Braga, que já existia em 1072, seguindo-se a de Coimbra (1086), Lisboa (1150), Porto (1186) e Évora (1200). Não se conhece a data de criação da escola capitular da Sé de Viseu, mas considerando o período em que a diocese foi governada por Priores e a sua ligação ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, é provável que tenha existido a partir do século XII, ou inícios do século XIII. Em Portugal, nos séculos XIV e XV, e relativamente ao ensino da polifonia nas escolas capitulares e ao próprio uso no ofício divino das igrejas, ainda se mantinham como fontes musicais os livros de cantochão que provinham dos inícios da Idade Média. Havia uma notória falta de informação sobre a polifonia religiosa que poderá estar relacionada com a austeridade da regra de Cister. Os primeiros indícios de polifonia estão relacionados com a contratação de um compositor da escola de Avignon, Jehan Simon de Haspres.

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Na crónica da Tomada de Ceuta é feita referência à música do Te Deum, na cerimónia em que os infantes foram armados cavaleiros, e que correspondia à polifonia. Ainda na mesma obra de Gomes Eanes de Zurara, citada por Lucena e Vale na Beira Alta (1945, 1.º trimestre), há referência ao cantochão na Sé Catedral de Viseu, por alturas do baptismo de D. Duarte, em 1391, e as festas que se realizaram na velha sé românica, no Natal de 1414. O Infante D. Henrique, “entusiasmado com a expedição a Ceuta, e na mira de recrutar homens para esta aventura, ordenou que se fizessem nobres festas na cidade de Viseu, para as quais convidou o conde de Barcelos, seu irmão, bispos, fidalgos e homens bons da comarca da Beira”. O futuro rei D. Duarte encontrava-se em Santarém com seu pai, D. João I. Ao saber destas festas, logo manifestou desejo de vir a Viseu, chegando a tempo de ouvir ainda o ofício de vésperas, em dia de Reis, com os seus irmãos, na velha Sé românica. Ficamos com a descrição desse momento: “Sobe no ar com o fumo do incenso, a melodia religiosa dos salmos. À luz movediça dos cereais do Côro e dos archotes das naves o templo como que se espiritualiza. E talvez que nessa hora um frémito misterioso trespassasse, percorresse as pedras da velha Sé românica, erguida também ela para glória de Deus em plena guerra de cruzada”. Por: A. Vicente

Quem pergunta... Depois de ter reflectido sobre o matrimónio como um “consórcio de toda a vida”, gostaria de entender as expressões que completam a definição do matrimónio: “ordenado pela sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole”. As expressões referem-se aos fins do matrimónio e são igualmente es­senciais, isto é, se faltar num ou nou­tro contraente a intenção de pros­seguir qualquer desses fins, o ma­trimónio está ferido de nulidade. Expliquemos melhor. Estes fins são de ordem natural. Como consequência, são próprios de todo e qualquer matrimónio, mesmo daqueles que não estão obrigados à forma canónica (realizados por não baptizados ou baptizados fora da Igreja Católica). E são eles, então: O bem dos cônjuges. Homem e mulher casam-se para o bem do casal, a sua felicidade, que resulta do amor que leva a partilhar a vida, toda a vida, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”, como os noivos afirmam na prestação do consentimento matrimonial, segundo o ritual. Quem é de tal modo egoísta que só quer o seu bem e quer usar o outro como meio para o conseguir, se realiza o seu casamento com essa finalidade contrai-o invalidamente, pois o casamento não é para a felicidade de um só, mas dos dois em comunhão de vida. A procriação. É finalidade do matrimónio a fecundidade que, para além de espiritual, deve ser também corporal para a propagação da espécie: “Crescei e multiplicaivos...” Quem contrai matrimónio e exclui a possibilidade de ter filhos porque não os quer ter (outra coisa seria se não os pudesse ter) torna inválido o seu matrimónio, pela exclusão da prole. Educação da prole. Não basta querer procriar. É finalidade também do matrimónio a educação dos filhos que é tarefa e obrigação primária dos pais, de ambos. Se, acaso, algum dos progenitores (ou ambos) vai para o casamento e põe de parte esta sua obrigação, também não realiza um verdadeiro matrimónio que inclui, para além da sua felicidade, a felicidade dos filhos. E aqui a educação (religiosa, escolar, cultural e cívica) é chave para essa felicidade. Daí a necessidade de uma preparação cuidada dos pais para esta tarefa que, podendo receber muitas ajudas (da Igreja, do Estado, da sociedade), é sua obrigação primária. O matrimónio é, assim, um ca­mi­nho, um projecto de amor que se vai construindo, dia a dia, lado a la­do, como um rio que desde a nascent­e vai engrossando, transpondo obstáculos, cantando nas descidas, es­praiando-se nas planícies, desaguan­do no mar... PJ


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Vária

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Extinções há muito esperadas

Dois anos à espera de resposta do Governo para extinguir ViseuPolis Há ‘sociedades’ que vão ser extintas e outras que conseguirão sobreviver à vassoura imposta pelo governo, que diz estar a cumprir ‘determinações’ impostas, de uma forma ou de outra, pela ‘troika’, procurando andar um pouco mais à frente para se colocar a coberto de alguma indesejada ‘descoberta’ que implique mais sacrifícios inesperados ao povo. Àquela entidade ‘abstracta’ que paga todos os desvarios e falta de rigor de muitos governantes, que agora se procuram cobrir com a crise mundial, que tudo (ou quase) desculpa. Porém, há extinções que deixam alguma perplexidade, na medida em que de fora continuam muitas outras que o deveriam ter sido já, tais como muitas das fundações pagas com o dinheiro do povo (outra vez) apenas para alguns se pavonearem.

De entre as várias medidas anunciadas pelo Governo na sua proposta de Orçamente de Estado para 2012 é a extinção de oito sociedades Polis do país. Viseu espera por esta solução há dois anos, apenas se questionando porque se demorou tanto. Agora, segundo o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, deverão encerrar as sociedades Polis de Viseu, Tomar, Albufeira, Vila Nova de Gaia, Covilhã, Castelo Branco, Aveiro e Setúbal. No que concerne a Viseu, o vicepresidente da Câmara Municipal, Américo Nunes, disse que já há dois anos que é aguardada uma decisão do Governo para pôr fim à sociedade, rematando: ‘A sociedade está em fase de liquidação há bastante tempo, só estamos à espera da assunção dos compromissos por parte do Estado’,

Missa de 5.º aniversário

revelou à comunicação social. O caso de Viseu é muito simples, tem adiantado Américo Nunes. ‘Os dois sócios – Câmara Municipal de Viseu e o Governo – têm de definir os termos de encerramento da sociedade’. Como accionista minoritário, a CMV tem 40%, cabendo o resto à outra parte, aguardando-se, por conseguinte, que se ‘chegue a um entendimento’. Mas há mais. Em aberto continuam situações que se prendem com expropriações, que estão a ser tratadas em tribunal, não se sabendo o seu valor. Por fazer ficaram alguns trabalhos. Mas isso não foi da responsabilidade da autarquia viseense. Com alguma satisfação e orgulho, Américo Nunes refere, com frequência, que ‘os trabalhos acordados estão feitos e não houve derrapagens’. Texto: R. Bispo

NA MÃO DE DEUS - Faleceu, em Abraveses, Américo Esteves de Almeida Ferreira, com 73 anos, casado com Glória Pereira Rebelo Ferreira. Era pai de Ester Rebelo de Almeida Ferreira e de Carlos Manuel Rebelo Almeida Ferreira. - Faleceu, em Jugueiros, Alvarim Alves Pereira, com 68 anos. - Faleceu, em Santos Evos, Celeste Coelho Cardoso, com 77 anos, viúva de Daniel Ferreira de Almeida. Era mãe de Maria de Jesus Coelho de Almeida Abreu e de José Coelho Pina de Almeida. - Faleceu, em Santiago, António dos Santos da Costa, com 87 anos. - Faleceu, em Pascoal, Firmino de Almeida, com 80 anos, casado com Cassilda Assunção Marques. Era pai de Maria Emília Marques Almeida, José

FERNANDO AUGUSTO DOMINGOS PEDRO

Fernando Mar­ques Almeida e de Victor Manuel Marques Almeida. Estes funerais estiveram a cargo da Funerária Viseense. - Faleceu, em Bodiosa, Maria de Lurdes dos Santos Mendes, com 73 anos, casada com Constantino Dias Monteiro. Era mãe de António Luís dos Santos Monteiro, Constantino Gil dos Santos Monteiro e de Elsa Maria dos Santos Monteiro Feliciano. - Faleceu, em Vouzela, Aurélio Joaquim Cosme, com 81 anos, viúvo de Aldina de Jesus Cosme Martins. Era pai de José Guilherme Martins Cosme e de José Aurélio Martins Cosme (Nino). - Faleceu, em Vildemoinhos, Maria Alcina Almeida Campos, com 80 anos, casada com Serafim Lopes Rodrigues. Era mãe de João Campos Rodrigues, Luís Miguel Almeida Campos Rodri-

gues, Teresa Luísa Almeida Campos Rodrigues e de Maria da Conceição Almeida Campos Rodrigues e Silva. - Faleceu, em Boa Aldeia, Cremilde Pereira de Jesus, com 93 anos, viúva de António Ribeiro Marques. Era mãe de Maria Jerónima Duarte, Américo Duarte Marques, Alzira Jesus Ribeiro, Ilda Jesus Ribeiro Barata, João Duarte Ribeiro Marques, Maria Cremilde de Jesus Ribeiro Martins, José Duarte Ribeiro e de Maria da Conceição Pereira Ribeiro. Estes funerais estiveram a cargo da Funerária Amaral e Sobrinho, Lda. - Faleceu, em Viseu, Maria Irene de Andrade Castilho, com 87 anos, casada com José de Castilho. Era mãe de João Manuel Andrade Castilho, Leopoldina de Jesus Andrade Castilho, Margarida Maria de Jesus Andrade Castilho, Celso José Andrade Castilho. Este funeral esteve a cargo da Agência Balula.

Às famílias enlutadas apresenta JB sentidas condolências.

A família de FERNANDO AUGUSTO DOMINGOS PEDRO, na passagem do 5.º aniversário do seu falecimento, vem por este meio participar que será celebrada Missa de sufrágio pelo seu eterno descanso, na Igreja do Coração de Jesus - Viseu, no próximo dia 30 de Outubro, pelas 18 horas. Desde já agradece a todas as pessoas que se dignarem participar neste piedoso acto litúrgico.

PROF. MÁRIO NABAIS SALADA Missa de 4.º aniversário

A família de PROF. MÁRIO NABAIS SALADA, na passagem do 4.º aniversário do seu falecimento, vem por este meio participar que será celebrada Missa de sufrágio pelo seu eterno descanso, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no próximo dia 4 de Novembro, pelas 18h30. Desde já agradece a todas as pessoas que se dignarem participar neste piedoso acto litúrgico.

MANUEL CHAVES Missa de 5.º aniversário

A família de MANUEL CHAVES, na passagem do 5.º aniversário do seu falecimento, vem por este meio participar que será celebrada Missa de sufrágio pelo seu eterno descanso, na Igreja do Coração de Jesus - Viseu, no próximo dia 31 de Outubro, pelas18 horas. Desde já agradece a todas as pessoas que se dignarem participar neste piedoso acto litúrgico.

JOAQUIM SOEIRO DA SILVA CHIQUELHO Agradecimento e Missa de 30.º dia

A família de JOAQUIM SOEIRO DA SILVA CHIQUELHO, na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo, agradece reconhecidamente a todas as pessoas que participaram no seu funeral e Missa de 7.º dia. Aproveita para anunciar que a Missa de 30.º dia será celebrada no próximo domingo, dia 30 de Outubro, pelas 18h15, na Capela de São Pedro, na Esculca. Desde já agradece a todas as pessoas que se dignarem participar neste piedoso acto litúrgico.

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Desporto

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ACADÉMICO, 3 – VALCAMBRENSE, 2

Vitória chegou no período de descontos Jogo no Fontelo, dirigido por João Martins, da C.A. de Coimbra, auxiliado por Pedro Raposo e Renato Carvalho. Académico – Nuno; Filipe (Zito) Calico, João Canelas (João Paulo), Tiago Gonçalves, Álvaro (Tiago Rodrigues) Marco Almeida, Ricardo, Bacári, Hélder Rodrigues e Soleymane. Treinador – Lima Pereira. Valcambrense – Filipe; Garrinha (Tiago Oliveira), Caxana, Sérgio, Porto, Bento, Marcelo, Rui Pedro (Brinca), Bruno Fogaça, Paulinho e Ricardo Pina (Silva). Treinador –Artur Jorge Marcadores – Ricardo Pina, 15, Marco Almeida, 51, João Paulo, 56, Rui Pedro, 67 (g.p) e Bacári, 92 minutos.

NACIONAL DE JUNIORES 2.ª DIVISÃO w Academistas ganham 1 ponto No difícil campo do Paredes, o Académico de Viseu conquistou 1 ponto, ao conseguir uma igualdade a 2-2. RESULTADOS TOURIZENSE – PENAFIEL..............3-3 BEIRA MAR – INFESTA.....................5-2 ACADÉMICA – SALGUEIROS........2-0 PAREDES – ACADÉMICO................2-2 PADROENSE – SABUGAL...............6-1 CANDAL – LOUROSA.....................4-0 CLASSIFICAÇÃO J V E D G P PENAFIEL 7 6 1 0 17-6 19 PADROENSE 7 5 1 1 16-4 16 ACADÉMICA 7 5 0 2 16-6 15 CANDAL 7 4 1 2 18-9 13 AC.VISEU 7 3 2 2 13-10 11 PAREDES 7 3 2 2 13-12 11 LOUROSA 7 3 1 3 9-15 10 SALGUEIROS 7 3 0 4 13-12 9 BEIRA MAR 7 2 1 4 11-19 7 TOURIZENSE 7 1 3 3 7-9 6 INFESTA 7 1 0 6 12-22 3 SABUGAL 7 0 0 7 4-25 0

LIGA HONRA w Atlético excelente em Matosinhos Imparável está o clube de Alcântara que foi vencer o Leixões no seu reduto. RESULTADOS AROUCA – PENAFIEL......................0-2 BELENENSES – U. MADEIRA..........1-1 SANTA CLARA –OLIVEIRENSE.....2-1 MOREIRENSE – TROFENSE............4-1 NAVAL – FREAMUNDE....................1-1 ESTORIL – AVES..................................1-0

Quando nada o fazia prever, pois as equipas ainda não tinham feito por isso, o Valcambrense chegou ao golo, aos 15 minutos, por intermédio de Ricardo Pina, que aproveitou uma falha da defensiva academista. Até

ao intervalo, mesmo a jogarem mal, os viseenses tentaram chegar ao golo, não o conseguindo. Melhorou um pouco, na segunda parte, a equipa local, que conseguiu o empate aos 51 minutos, por Marco

Almeida num excelente remate à entrada da área. Aos 56 minutos, o Académico passa para a frente do marcador por intermédio de João Paulo, aos 56 minutos, num excelente golpe de cabeça. Quando o jogo parecia controlado, mais uma fífia defensiva, quando um defesa viseense comete grande penalidade que deu origem ao empate da equipa forasteira. E foi já em desespero e no período de desconto que o Académico marcou o golo da vitória por intermédio de Bacári, aos 92 minutos. Enfim, uma vitória do Académico arrancada a ferros, mas não invalida o mau jogo que fez, perante uma equipa do fundo da tabela. Boa arbitragem. José Saraiva

LEIXÕES – ATLÉTICO......................0-1 SP COVILHÃ – PORTIMONENSE.2-0 CLASSIFICAÇÃO J V E D G P ATLÉTICO 7 5 1 1 8-3 16 PENAFIEL 7 3 3 1 13-9 12 MOREIRENSE 7 3 2 2 12-9 11 SANTA CLARA 7 3 2 2 8-7 11 BELENENSES 7 2 4 1 7-6 10 LEIXÕES 7 3 1 3 7-7 10 SP. COVILHÃ 7 3 1 3 5-5 10 FREAMUNDE 7 2 3 2 8-7 9 DESP. AVES 7 2 3 2 7-6 9 ESTORIL 7 2 3 2 5-6 9 OLIVEIRENSE 7 2 2 3 6-6 8 AROUCA 7 2 2 3 6-7 8 NAVAL 7 2 2 3 6-7 8 TROFENSE 7 2 2 3 6-12 8 U. MADEIRA 7 2 1 4 8-10 7 PORTIMONEN. 7 2 0 5 7-12 6

2.ª DIVISÃO NACIONAL w Tondela perde a liderança Ao perder no seu terreno com o Angrense, o Tondela perdeu o comando. O Cinfães conseguiu um nulo no campo de Coimbrões. RESULTADOS S. JOÃO VER – PAREDES..................1-0 TONDELA – ANGRENSE................0-2 ALIADOS – ANADIA........................0-0 GONDOMAR – PADROENSE........0-3 COIMBRÕES – CINFÃES.................0-0 ESPINHO – AMARANTE..................2-0 OPERÁRIO – OL. BAIRRO..............1-0 MADALENA – BOAVISTA (. ADIADO) CLASSIFICAÇÃO J V E D G P ESPINHO 6 5 1 0 10-2 16 TONDELA 6 5 0 1 12-6 15 S. JOÃO VER 6 4 2 0 10-6 14 ANADIA 6 2 3 1 8-5 9 PADROENSE 6 2 2 2 11-11 8 ANGRENSE 6 2 2 2 9-10 8 OPERÁRIO 6 2 2 2 4-6 8 CINFÃES 6 2 1 3 11-11 7 GONDOMAR 5 2 1 2 5-8 7

85 ANOS DA AF VISEU A Associação de Futebol de Viseu acaba de comemorar 85 anos de existência, tendo como presidente José Alberto Ferreira à nove anos. Um dos pontos altos desta comemoração foi a entrega aos campeões da última época dos troféus conquistados.

ALIADOS COIMBRÕES AMARANTE MADALENA BOAVISTA OL. BAIRRO PAREDES

5 5 6 4 3 6 6

1 1 1 1 1 0 0

3 3 2 1 1 1 1

1 1 3 2 1 5 5

8-6 6 3-5 6 7-8 5 6-4 4 3-2 4 4-11 1 3-13 1

3.ª DIVISÃO NACIONAL w Académico sobe na tabela Ao vencer o Valcambrense, o Académico trepou na classificação geral. O dérbi O. Frades – Penalva deu empate. No seu terreno o C. Senhorim perdeu com a Sanjoanense. No campo do comandante, a Sampedrense sofreu derrota. No reduto do Leça, o Lamego empatou a 3-3. RESULTADOS O. FRADES – P. CASTELO................1-1 ALBA –OL. HOSPITAL......................3-0 AC.VISEU – VALCAMBRENSE........3-2 BUSTELO – AVANCA.......................3-1 C. SENHORIM – SANJOANENSE.. 2-3 NOGUEIRENSE – SAMPEDRENSE.4-1 CLASSIFICAÇÃO J V E D G P NOGUEIRENSE 6 4 2 0 14-6 14 P. CASTELO 6 3 3 0 9-6 12 ALBA 6 3 2 1 8-4 11 SANJOANENSE 6 3 1 2 9-8 10 AC.VISEU 6 2 3 1 8-5 9 AVANCA 6 2 2 2 10-9 8 OL. FRADES 6 2 2 2 8-9 8 BUSTELO 6 2 1 3 10-10 7 SAMPEDRENSE 6 1 4 1 5-6 7 OL. HOSPITAL 6 2 1 3 5-9 7 C. SENHORIM 6 0 2 4 5-12 2 VALCAMBRENSE 6 0 1 5 5-12 1 PRÓXIMA JORNADA OL. FRADES – ALBA OL. HOSPITAL - AC.VISEU VALCAMBRENSE – BUSTELO AVANCA – C. SENHORIM SANJOANENSE – NOGUEIRENSE P. CASTELO – SAMPEDRENSE

LIGA w Rio Ave consegue primeira vitória Ao vencer o Leiria, o Rio Ave conseguiu a primeira vitória no presente campeonato.

RESULTADOS P. FERREIRA – ACADÉMICA............2-0 OLHANENSE – V. GUIMARÃES......1-0 BEIRA – MAR – BENFICA................0-1 RIO AVE – U. LEIRIA..........................0-2 FC PORTO – NACIONAL...............5-0 SP. BRAGA – FEIRENSE.....................3-0 MARÍTIMO – V. SETÚBAL................1-0 SPORTING – GIL VICENTE.............6-1 CLASSIFICAÇÃO J V E D G P FC PORTO 8 6 2 0 22-5 20 BENFICA 8 6 2 0 20-8 20 SPORTING 8 5 2 1 19-9 17 SP. BRAGA 8 5 2 1 12-3 17 MARÍTIMO 8 5 2 1 13-9 17 OLHANENSE 8 3 3 2 9-8 12 ACADÉMICA 8 4 0 4 12-12 12 V. SETÚBAL 8 3 1 4 7-12 10 GIL VICENTE 8 2 3 3 10-16 9 BEIRA MAR 8 1 4 3 3-3 7 P. FERREIRA 8 2 1 5 9-13 7 FEIRENSE 8 1 4 3 5-13 7 NACIONAL 8 2 1 5 3-18 7 U. LEIRIA 8 2 0 6 8-16 6 RIO AVE 8 1 2 5 6-9 5 V. GUIMARÃES 8 1 1 6 7-12 4

NACIONAL DE INICIADOS w Académico empata e Repesenses perde No Campo 1.º de Maio, Académico de Viseu e San­ joa­nense repartiram os pontos. Em Repeses, os jo­vens da equipa da casa foram surpreendidos pelo Anadia, vindo a perder. O Oliveira de Frades foi derrotado em S. Romão. RESULTADOS TABOEIRA – EST. ALMEIDA............3-0 GAFANHA – BEIRA MAR................0-1 OLIVEIRENSE – GUARDA...............0-0 AC.VISEU – SANJOANENSE...........1-1 REPESENSES – ANADIA...................0-1 SÃO ROMÃO – OL. FRADES.........2-1 CLASSIFICAÇÃO J V E D G P BEIRA MAR 9 8 0 1 30-5 24 TABOEIRA 9 7 2 0 28-4 23 SANJOANENSE 9 5 4 0 19-9 19 GAFANHA 9 5 0 4 17-7 15 OLIVEIRENSE 9 4 2 3 13-14 14 EST. ALMEIDA 9 4 2 3 17-14 14 AC.VISEU 9 3 4 2 16-10 13 ANADIA 9 3 1 5 7-16 10 REPESENSES 9 2 2 5 5-12 8 GUARDA 9 2 1 6 10-20 7 SÃO ROMÃO 9 2 0 7 7-21 6 OL. FRADES 9 0 0 9 8-45 0

DIVISÃO DE HONRA DA AFV w Lusitano e V. Benfica ganham O Viseu e Benfica, em casa do Lajeosa, e o Lusitano de Vildemoinhos, no seu terreno, alcançaram vitórias. RESULTADOS FORNELOS – PAIVENSE..................2-2 C. DAIRE – MORTÁGUA.................1-3 ARGUEDEIRA – ALVITE...................2-1 SÁTAO – SILGUEIROS......................1-1 PARADA – MOLELOS.......................3-3 VALE AÇORES – TAROUCA...........4-2 LUSITANO – LAMELAS....................2-1 LAJEOSA – VISEU E BENFICA........1-4 CLASSIFICAÇÃO J V E D G P C. DAIRE 5 4 0 1 13-6 12 SÁTÃO 5 3 2 0 11-5 11 MOLELOS 5 3 2 0 10-5 11 LUSITANO 5 3 1 1 10-6 10 SILGUEIROS 5 3 1 1 10-8 10 MORTÁGUA 5 3 0 2 15-10 9 VALE AÇORES 5 3 0 2 10-9 9 PAIVENSE 5 2 1 2 7-9 7 V. E BENFICA 5 2 0 3 8-7 6 TAROUCA 5 2 0 3 9-10 6 ALVITE 5 1 2 2 4-6 5 LAMELAS 5 1 1 3 5-9 4 FORNELOS 5 1 1 3 6-11 4 LAJEOSA 5 1 1 3 5-11 4 ARGUEDEIRA 5 1 0 4 5-12 3 PARADA 5 0 2 3 8-12 2 PÓXIMA JORNADA PAIVENSE – LAJEOSA MORTÁGUA – FORNELOS ALVITE – C. DAIRE SILGUEIROS – ARGUEDEIRA MOLELOS – SÁTÃO TAROUCA – PARADA LAMELAS – VALE AÇORES VISEU BENFICA – LUSITANO

DISTRITAIS DA AF VISEU 1ª DIVISÃO NORTE V. MAIORENSE – SERNANCELHE.0-0 M. BEIRA – RESENDE........................3-1 OL. DOURO – F. AVES.......................2-3 RORIZ – BOASSAS............................3-0 CARVALHAIS – VOUZELENSES.....0-4 CEIREIROS – SEZURENSE...............4-2 1ª DIVISÃO SUL – C. SAL................2-1 VILA CHÃ SÁ – C. ST` MARIA.......1-2 MANGUALDE – S. CASSURRÃES.3-1 SP. NANDUFE – P. GONTA.............3-1 CAMPIA – M. DÃO............................4-2 CABANAS – SANTAR......................5-2

5 ptFARMINHÃO

Farmácias de Serviço

DE 28 DE OUTUBRO A 03 DE NOVEMBRO Dia 28 (Sexta-Feira) SILVA OLIVEIRA - Rua de S. Pedro, 7 - Gumirães - Tel. 232440525. Dia 29 (Sábado) MARQUES - Av. Alberto Sampaio, 22 - Tel. 232424341 (CONFIANÇA - R. Formosa, 10 - Tel. 232480340 - até às 22h.). Dia 30 (Domingo) A MEDICINAL - Marzovelos - Tel. 232436642 (SILVA OLIVEIRA - Rua de S. Pedro, 7 - Gumirães - Tel. 232440525 - até às 22h.). Dia 31 (Segunda-Feira) VIRIATO - Av da Bélgica, 150 Tel. 232415137. Dia 01 (Terça-Feira) OLIVEIRA - Rua Alexandre Herculano, 41 - Tel. 232423665) (A MEDICINAL Marzovelos - Tel. 232436642). Dia 02 (Quarta-Feira) VAZ SUC. - Rua Formosa, 115 - Tel. 232436273. Dia 03 (Quinta-Feira) MOURO - Quinta do Galo, Lt, 18 - Tel. 232425276. HORÁRIOS: Farmácias de Serviço das 9h do dia indicado às 9h do dia imediato.

TELEFONES ÚTEIS Serv. Emerg. (PSP)..............112 B.Voluntários........ 232436812 B. Municipais......... 232436216 GNR....................... 232467940 GNR (Trânsito).... 232467970 PSP.......................... 232480380 Hosp. S. Teotónio.232420500 Maternidade......232420565/6 Inf. Anti-Veneno... 217950143 Cruz Vermelha..... 232422961 EDP: (Reclam.)..... 800246246 (Avarias)...... 800505505 Táxis: C. Camion. 2. 32411181 Rossio.................... 232425444 Stª Cristina............ 232423510 Soldado Desc........ 232429453 Hospital Viseu....... 232458506

palpite JB CONC. Nº44/30.10.11 BENFICA – OLHANENSE.......... 1 ACADÉMICA – BRAGA.............. 2 NACIONAL – BEIRA MAR.........X U. LEIRIA– SETÚBAL.................... 1 V. GUIMARÃES – RIO AVE.......... 1 FREAMUNDE – LEIXÕES........... 1 U. MADEIRA – ESTORIL..............X OLIVEIRENSE – BELENENSES... 1 TROFENSE – NAVAL...................X PORTIMON. – AROUCA............. 1 ROMA – AC. MILAN..................... 1 INTER – JUVENTUS..................... 1 R. SOCIEDAD – R. MADRID...... 2 CONC. EXTRA Nº44/30.10.11 APOEL – PORTO.......................... 2 BENFICA – BASILEIA................... 1 VALÊNCIA – LEVERKUSEN....... 1 GENK– CHELSEA......................... 2 ARSENAL – MARSELHA............. 1 BATE BORISOV – AC. MILAN... 2 PIZEN – BARCELONA................ 2 VILLAR. – MANCHESTER...........X RUBIN – TOTTENHAM............... 1 VASLUI – SPORTING................... 2 BRAGA – MARIBOR..................... 1 AT. MADRID – UDINESE............. 1 SALZBURGO – BILBAU..............X


Viseu Ano 91

Quinta-Feira Nº 4.711

As que vieram nos jornais e outras Passos em direcção à pobreza Economista de Viseu (Alfredo Simões) disse que estão a ser dados ‘os primeiros passos em direcção à pobreza’. O ‘orçamento restritivo é inevitável. É como uma família que deve tanto que não tem outra solução se não cortar na despesa’. Na sua opinião, seria uma ‘catástrofe’ se o Estado mandasse para a rua ‘dezenas de milhar de funcionários públicos. Seria insustentável, tanto em termos políticos, como sociais’. Disse que ‘cada uma das medidas piora a outra’. E que o Ministro da Economia ‘não tem meios para incentivar a economia’. ‘Pouco pode fazer’. Ladrões assaltam apartamentos com portas de segurança Grupo da Europa de Leste terá encontrado forma de entrar nas casas sem necessitar de arrombar as fechaduras, por mais sofisticadas que sejam. Há casos não só em Viseu, mas também em Coimbra, Vila Real e Aveiro. Por mais sofisticadas que as portas sejam, parece que não são obstáculo para os ladrões, face às queixas recebidas pelas autoridades. É preciso inovar também no caso da segurança para que os bens das pessoas não voem sem deixar rasto. Um dos casos mais recentes ocorreu em Viseu, junto à rotunda de Nelas. Fuga de animais selvagens provoca pânico nos EUA Leopardos, leões, ursos e outros animais exóticos fugiram da ‘casa’ de um particular e lançaram o pânico na cidade norte-americana de Zanesville, Ohio. Quase todos foram encontrados e abatidos. O dono do zoo foi encontrado morto. As autoridades acreditam que foi o próprio dono do zoo a libertar os animais antes de se suicidar com uma arma de fogo. A polícia encontrou o seu corpo no zoo, junto das jaulas, abertas, onde estavam os animais, ao todo 56. Associação Sindical considera “imoral” aumento secreto de salários dos chefes O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia classificou de “imoral” que os directores de topo da PSP tenham aumentado em segredo os seus salários, uma situação revelada por uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças. O Director-Nacional, os três Directores adjuntos e o Inspector Nacional da PSP aumentaram-se a si próprios já no ano passado, colocando-se logo no novo regime remuneratório da polícia, deixando para trás a esmagado-

ra maioria do efectivo que não transitou para esta tabela, em vigor desde início do ano. Só para o “chefe” máximo foram mais de 800 euros mensais. UE quer proibir avaliações das agências de ‘rating’ A União Europeia (UE) quer proibir as agências de ‘rating’ de avaliar Estados, noticiou o matutino alemão Financial Times Deutschland, que teve acesso a um projecto ainda confidencial do comissário europeu para o mercado interno, Michael Barnier. Hospital de Braga condenado a pagar 450 mil euros por negligência O Hospital de São Marcos, em Braga, foi condenado a pagar uma indemnização de 450 mil euros, acrescida de juros, por negligência num parto realizado há 16 anos e que deixou o bebé num estado vegetativo para o resto da vida. Porém, o hospital recorreu da sentença. Mais 16 anos à espera?! Com a justiça que ainda temos tudo é de esperar. Prostituição - Portugal lança campanha europeia para abolir esta prática

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Última 27 . Outubro . 2011 www.jornaldabeira.net

exige relativamente menos aos que têm maior capacidade contributiva do que a muitos outros com rendimentos mais baixos’, frisando que ‘as injustiças semeiam a descrença nas instituições e minam a coesão nacional’. Cavaco critica mas não vai travar Orçamento O PSD lembra que o Presidente se comprometeu com a necessidade de os órgãos de soberania se manterem “unidos e coesos”. Constitucionalistas, em declarações ao DN, garantem que cortes nos subsídios de férias e de Natal são “excessivos” e ilegais e que, por isso, Cavaco Silva deve enviar o Orçamento do Estado para o Tribunal Constitucional. Mas Cavaco não quer explicar mais nada e remeteu-se ao silêncio depois de lançar uma ‘bomba’, na semana passada. Os municípios e os cortes nas transferências Apenas seis em 308 municípios portugueses serão poupados aos cortes nas transferências, recebendo ainda mais do que em 2011: Mirandela, Lagos, Loulé, Nazaré, Sintra e Trofa. O total a distribuir por todos os municípios é de 2.284.034.410, quando no ano passado receberam 2.397.864.673 euros. Por distrito, o de VISEU recebe 143,1 milhões (menos 4,9 %), o de Lisboa, 234,4 milhões e os concelhos do Porto, 233,3 milhões. Aveiro encaixa 136, Braga, 158,3, Coimbra, 107, Santarém, 127,5 e os de Setúbal, 112,4 milhões de euros. S. Pedro do Sul admite deixar projectos na gaveta

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM) lançou em Portugal uma campanha europeia de sensibilização para abolir a prostituição, classificando esta prática como uma forma de violência contra as mulheres. A campanha europeia “Junt@s por uma Europa livre de Prostituição”, lançada num seminário europeu sobre “Prostituição e Tráfico de Seres Humanos para Fim de Exploração Sexual”, apela à União Europeia e aos Estados Membros “para se acabar com a prostituição enquanto violação grave dos direitos humanos das mulheres”, disse à agência Lusa a presidente da PpDM, Margarida Medina Martins.

O presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo, admitiu que poderá não avançar com obras que já têm comparticipação garantida do QREN por causa da proposta do Orçamento do Estado para 2012. De acordo com a proposta, a autarquia vai receber, em 2012, 7.607.289 euros de transferências, menos 396.862 euros do que em 2011. António Carlos adiantou que, ‘ao nível da execução do QREN, é catastrófico. Por um lado, incentivam à elaboração de projectos e à execução dos fundos que são postos à nossa disposição e, depois, estrangulam financeiramente as autarquias, o que é um incongruência’, lamentou.

Corte dos subsídios viola equidade fiscal

Disponibilizados 372 milhões do QREN

O Presidente da República sublinhou, em relação às novas medidas do Orçamento de Estado, que ‘a distribuição dos sacrifícios é uma questão a que os decisores políticos devem prestar a máxima atenção’. A ‘austeridade orçamental, só por si, não garante que, no futuro, o país se encontrará numa trajectória de crescimento e melhoria das condições de vida. É necessário evitar que cresça na sociedade portuguesa o sentimento de que é injusta a distribuição dos sacrifícios, que se

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, garantiu, na semana passada, que até final do ano serão disponibilizados 372 milhões de euros do Quadro Comunitário de Referência Estratégica (QREN) para financiar projectos em todo o país. A verba vai ajudar ‘obras em curso de autarquias, instituições particulares de solidariedade social e algumas corporações de bombeiros’ e assim ‘ajudar a economia, com dinheiro que será distribuído pelo país’.

Ministro da Economia garantiu auto-estrada Viseu-Coimbra O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, garantiu que a construção da auto-estrada a ligar Viseu a Coimbra iria ser uma realidade. O presidente da Concelhia do PSD, Guilherme Almeida, disse que o ministro deixou a garantia de que o projecto não vai ficar ‘ad aeternum’ na gaveta. Disse mesmo que ‘continua a ser uma prioridade para o actual Governo’. Avançou ainda que o projecto avançará numa lógica de parceria público-privada, sem custos para o Estado, e que, ‘logo que seja possível, o Governo desenvolverá todos os procedimentos para o lançamento do concurso de concepção/construção deste troço’. Quanto às portagens na A24 e A25, disse que foi o PS que decidiu tudo, mandando, inclusive, colocar ‘os pórticos para a sua cobrança’, manifestando, por tal facto, o ser ‘repúdio’ pelas declarações dos responsáveis socialistas. ‘Trata-se de uma atitude irresponsável, demagógica e reveladora do verdadeiro estado de amnésia do PS local’, critica.

Executivos de Sócrates deviam estar a ser julgados O ex-presidente do PSD, Luís Marques Mendes, defende que ex-governantes socialistas do Executivo de José Sócrates, agora deputados, deviam estar a ser julgados pela “gestão danosa de orçamentos” e pelo “caminho de ligeireza e irresponsabilidade”. Marques Mendes falava numa conferência organizada por militantes do PSD e que reuniu várias dezenas de pessoas. O antigo líder social-democrata defendeu, sem apontar nomes, que “muitos ex-governantes com ares sorridentes no Parlamento deviam estar a ser julgados”, já que “não chega a responsabilização política” para situações como a “gestão danosa de orçamentos”. De acordo com Marques Mendes, ex-membros do Governo de Sócrates deviam ter “vergonha” pelo “caminho de ligeireza e irresponsabilidade” que, a seu ver, levou o País à recessão.

Postal da Semana

O postal da semana de hoje é um desafio à memória dos leitores, os quais, de certo, não padecem de amnésia, patologia que está muito em voga e que ‘serve’ para deixar de cumprir as responsabilidades, como gente de bem. O ‘não sei’, ‘não vi’, ‘não fui eu’ e outros ‘nãos’ mais ou menos denunciadores de quem não tem a intenção de ter palavra (o que é isso nos tempos que correm!?),

na medida em que negar parece estar a ser proveitoso, sobretudo enquanto a justiça não pegar nesta gente e responsabilizá-la pelas atrocidades que fez ao país. Mas, como já estamos a seguir para caminhos onde não queríamos entrar, vamos ficar já, já, por aqui, na expectativa de que a imagem de hoje não seja nenhum quebra-cabeças. Isto aconteceu há poucos anos e por esta mesma altura… O postal da semana passada foi colhido na Praça Carlos Lopes. Sem o cartaz ficaria bem melhor. Mas…, por vezes, tem de se juntar o ‘inútil’ ao agradável. Aos valores que entram no cofre municipal e que fazem um jeitão. No entanto, se for possível escolher outro local para o reclame, tanto melhor.

Jornal da Beira - 27 de Outubro de 2011  

Edição de 27 de Outubro de 2011

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