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o meu mercado é o mundo DOSSIÊ EXPORTAÇÃO / INTERNACIONALIZAÇÃO

O processo de exportação/internacionalização por parte das empresas portuguesas tem vindo a ganhar terreno nos últimos anos. Não há dúvidas de que, numa altura em que o mercado interno se retrai, apostar em mercados internacionais pode significar uma ampliação expressiva do número de clientes e, consequentemente, do volume de negócios. Neste Dossiê, saiba o que pensam líderes associativos, mas também e principalmente empresários do distrito de Aveiro que, com o seu exemplo, poderão inspirar outros.

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DOSSIÊ EXPORTAÇÃO / INTERNACIONALIZAÇÃO Jornal da Bairrada 29 | março | 2012

ENTREVISTA A PEDRO REIS

“No cenário de crise é ainda mais importante reforçar

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residente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, não tem dúvidas de que Portugal deve encarar a exportação como via de sentido obrigatório para o crescimento económico. No entanto, Pedro Reis aconselha as empresas que pre-

tendam iniciar um processo de internacionalização a procurar o apoio da AICEP. PUB

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Que conselhos dá a AICEP a uma PME que quer iniciar um processo de internacionalização? Como parceiro das empresas no processo de internacionalização, a AICEP dispõe de meios técnicos e de uma rede de delegações no exterior vocacionada para ajudar as empresas. Por isso e desde logo há um conselho importante: as empresas que pretendam iniciar um processo de internacionalização devem procurar o apoio da Agência. Os gestores de clientes, nomeadamente, têm um papel fundamental no apoio e orientação das empresas na concretização das suas estratégias de internacionalização. Para se ter êxito e concretizar projetos de internacionalização, além de vontade determinada, importa ter bom conhecimento das oportunidades e condições dos mercados. É necessário empreender e correr riscos, mas também ter prudência orientando-se pelo conhecimento do produto, do mercado e da concorrência. Há que ter em conta que a internacionalização pode não revestir apenas a forma da exportação tradicional. Os negócios internacionais assumem outras modalidades, envolvendo investimentos, parcerias, acordos de cooperação industrial ou comercial em que participam empresas de diversas dimensões e instituições financeiras e outras entidades privadas e públicas. Conhecer os mercados e a concorrência é fundamental. A Agência organiza várias ações

de formação e informação, entre as quais o programa ABC-mercado a que as empresas podem aceder. A visita ou a participação em feiras internacionais também é muito importante. Portugal vai no bom caminho, no que respeita à internacionalização das empresas e consequente valorização do volume de exportações? Felizmente tem crescido o número de empresas, especialmente PME, com atividade exportadora. Muitas nasceram já com o desígnio da internacionalização das suas atividades. A maioria das nossas empresas já compreendeu que é importante empreender realizações para se tornarem mais competitivas, com o duplo objetivo de ganharem posição no próprio mercado interno face à concorrência internacional e crescerem nos mercados externos. Este esforço integra-se na estratégia estruturante orientada para o equilíbrio da balança comercial, aumentando a base exportadora nacional e concorrendo para diminuir as importações. Esta estratégia, assente na melhoria dos fatores de competitividade das empresas e do País, no alargamento da nossa oferta e na procura de novos mercados de destino para os nossos bens e serviços, a par do esforço feito na manutenção dos nossos clientes tradicionais, tem permitido que, apesar da crise internacional, as exporta-


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“UM PAÍS COM UM MERCADO INTERNO PEQUENO COMO É O NOSSO E COM UM DÉFICE COMERCIAL ESTRUTURAL TEM DE ENCARAR A EXPORTAÇÃO COMO UMA VIA DE SENTIDO OBRIGATÓRIO PARA O CRESCIMENTO ECONÓMICO.” PEDRO REIS Presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

a componente exportadora” ções nacionais tenham continuado a crescer. A exportação é uma estratégia importante para dar a volta à crise? Sem dúvida. É uma estratégia decisiva! No cenário de crise global que nos afeta e que é efetivamente muito agreste, torna-se ainda mais importante reforçar a componente exportadora da nossa economia. E por isso estamos empenhados em a apoiar, rentabilizando o mais possível os recursos disponíveis, apoiando o esforço das empresas na melhoria dos fatores de competitividade e na melhor taxa de aproveitamento de opor tunidades de

negócios em todos os mercados e especialmente nos mercados emergentes menos afetados pela crise. Um País com um mercado interno pequeno como é o nosso e com um défice comercial estrutural tem de encarar a exportação como uma via de sentido obrigatório para o crescimento económico.

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DOSSIÊ EXPORTAÇÃO / INTERNACIONALIZAÇÃO Jornal da Bairrada 29 | março | 2012

A QUINTA DAS BÁGEIRAS, NA FOGUEIRA, PRETENDE CONTINUAR, COM OS SEUS VINHOS, ESPUMAN-

NÚMEROS ∑

Em janeiro de 2012, as exportações nacionais cresceram 13,1% em termos homólogos, atingindo os 3.531 milhões de euros.

TES E AGUARDENTES, DE GRANDE QUALIDADE, A PRESTIGIAR A NOBRE REGIÃO DEMARCADA DA “BAIRRADA”.

Principais mercados de exportação (cerca de 50%) continuam a ser Espanha, Alemanha e França. Angola ultrapassou o Reino Unido, sendo já o 4.º país de destino das nossas exportações.

QUINTA DAS BÁGEIRAS

Aposta forte na internacionalização

A

Quinta das Bágeiras, na freguesia de Sangalhos (Anadia) é o resultado do trabalho de três gerações. Em 1989, iniciou o engarrafamento dos vinhos produzidos na exploração. O seu proprietário, Mário Sérgio Nuno, que foi premiado com o 2.º prémio nacional no concurso “Jovem Agricultor Português 1989” é, nos dias de hoje, uma referência na produção de bons vinhos, na região da Bairrada. As inúmeras distinções, prémios e excelentes críticas de revistas da especialidade tornaram-no uma figura incontornável da região, na produção de vinhos e espumantes de elevada qualidade. Na pequena aldeia da Fogueira, passo a passo, sempre com forte espírito de equipa, aumentou e melhorou a área de vinha, continuando a criar mais e melhores condições na adega da família, com o objetivo de produzir PUB

cada vez mais e melhor. Em consequência deste esforço e dedicação, a Quinta das Bágeiras tem vindo sucessivamente, ao longo destes anos, a merecer elevadas notas por parte da crítica especializada e a admiração dos consumidores. Com um estilo tradicional, muito particular, tem sabido produzir vinhos de grande caráter, singulares e de grande notoriedade. A paixão de Mário Sérgio está precisamente na determinação em fazer vinhos únicos, que se diferenciam, para nichos de mercado, portanto, contrários à massificação. Mário Sérgio Nuno tem vindo também paulatinamente a apostar na exportação dos seus vinhos. A aventura começou em 1993, para a Alemanha, mercado onde ainda hoje os seus vinhos se mantêm. De lá para cá, a internacionalização dos vinhos da Quinta das Bágeiras não mais parou de crescer. A aposta é feita, agora, nos países emergentes. O

Brasil tem sido muito importante, mas os vinhos da Quinta das Bágeiras já se encontram nos EUA, Inglaterra, Suíça, França, Espanha, Bélgica e Luxemburgo. “Começámos, agora, mais a sério, a trabalhar com a Noruega, Canadá, Áustria e Japão”, refere o produtor, cuja produção média anual ronda as 120 mil garrafas. A exportação representa já 24% da produção anual. Mas foi nos últimos quatro anos que a exportação teve um crescimento mais acentuado. “Durante muito tempo trabalhámos, sobretudo, o mercado nacional, que absorvia a nossa produção. Como crescemos em área vitivinícola (de 13 para 28 hectares) decidimos apostar na exportação, porque somos também ambiciosos e quisemos ultrapassar fronteiras e dar-nos a conhecer ao resto do mundo”, acrescentou, deixando a certeza de que “a exportação faz parte do futuro da Adega”.

Apesar de ainda ser o mercado intracomunitário a absorver o grosso das exportações nacionais (2.564 milhões de euros em janeiro), o mercado extracomunitário foi o que mais cresceu (mais 37,9%, para os 968 milhões de euros).

Principais produtos vendidos são máquinas e aparelhos (14,5%); veículos e material de transporte (13,3%); metais comuns (8,1%); combustíveis minerais (7,3%); plásticos e borrachas (6,8%), químicos (5,7%) e vestuário (5,6%). fonte: INE (Instituto Nacional de Estatística)


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O UNIVERSO EMPRESARIAL É O MERCADO GLOBAL E OS PRODUTOS PORTUGUESES, INÚMEROS ORIUNDOS DA NOSSA REGIÃO, ABRANGEM UMA PARTE SUBSTANCIAL DO GLOBO. ALIÁS, A NOSSA REGIÃO, AINDA COM UMA GRANDE COMPONENTE INDUSTRIAL, CONTRIBUI POSITIVAMENTE PARA A BALANÇA COMERCIAL, I.E., EXPORTA MAIOR VALOR DE BENS MANUFATURADOS DO QUE IMPORTA. HÁ NO PAÍS CERCA DE 40.000 EMPRESAS QUE EFETUAM EXPORTAÇÕES, DAS QUAIS, APENAS POUCO MAIS DE 600 SE CONSIDERAM VERDADEIRAMENTE EXPORTADORAS.

RICARDO ABRANTES Presidente da AEA (Associação Empresarial de Águeda)

OPINIÃO

Exportar ou morrer

N

ão podemos nós empresas, associações empresariais, administração central e sindicatos permanecer na eterna discussão da divida, do deficit das contas públicas, da desalavancagem financeira ou da austeridade. As cláusulas sociais e laborais devem ser muito mais discutidas, o emprego deverá ser uma preocupação constante e deverá existir um enfoque na melhoria da qualidade de vida e de bem estar dos nossos trabalhadores. Na verdade, os trabalhadores e o emprego deveriam ser alvo de preocupação constante no nosso pensamento e atuação. O crescimento económico deveria figurar vincadamente na nossa agenda económica e social. O mundo dos negócios e do comércio internacional tem regras próprias, talvez exista

um Deus Mercado. E como é grande esse deus! Mais de 62 triliões de PIB mundial e um mercado de trocas de bens e serviços, entre países, superior a 17 triliões de USD anuais. As palavras que hoje mais se ouvem são G7, G20, DOHA, FMI, ….. Mas também são usadas palavras terríveis como crises, deficit, divida soberana, austeridade, desemprego, etc.. Será este Deus bom? Podemos ter o melhor produto, dotado da melhor tecnologia, com materias e processos certificados, com mão de obra paga legalmente, com regras apertadas de higiene, segurança e saúde, com o melhor índice ecológico e o mais politicamente correto, mas se o Deus Mercado disser não? É mesmo não! Esse Deus, normalmente, gratifica um bom produto mas também paga regiamente produtos cheios

de mão de obra escrava, trabalho infantil, trabalho mal remunerado, com matérias provenientes de destruição de recursos naturais, de fábricas cujas chaminés e resíduos destroem a prazo toda a envolvente humana, vegetal ou animal. Este deus MERCADO também paga regiamente produtos asquerosos tais como: cocaína, heroína, marijuana, LSD, craque, extasy, e todos os outros estupefacientes. Paga, também, e muito bem, produtos que tem no seu conteúdo altas doses de sexo, chantagem, extorsão… Este é o mercado global onde um reduzido número de empresas exportadoras portuguesas opera. Mas eu coloco a seguinte questão: como podemos aumentar as exportações? Terá o tal DEUS MERCADO piedade dos produtos manufaturados num pequeno país pe-

riférico com os combustiveis mais caros de sempre (e dos mais caros da europa), com eletricidade e gás natural drasticamente caros (cujos preços aumentaram 50% para clientes empresariais nos últimos 2 anos), com os impostos mais elevados de sempre e sem crédito bancário para financiar a aquisição de matéria prima? Bem se sabe, lamentavelmente, que o principal bem português exportado tem sido o desemprego, as pessoas e os trabalhadores. Caricatamente, com o alto patrocínio dos nossos governantes. A atual exportação de pessoas só tem paralelo com a emigração da década de 60! Apesar de tudo, estou convicto que nos próximos anos as exportações continuarão a aumentar. Refiro-me, claro, à exportação de trabalhadores!

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CAVE CENTRAL DA BAIRRADA

Empresa com história e tradição É na capital da Bairrada (Anadia) que está implementada a Cave Central da Bairrada, S.A.. Esta empres a foi fundada em 1924 p o r J o s é F e r re i r a Tavares, Lda., tendo como denominação social José Ferreira Tavares e como denominação comercial Cave Central da Bairrada. A sua atividade principal era o fabrico de Vinhos Espumosos Gaseificados. Depois de ter passado por diversos proprietários foi adquirida, em 1977, por Américo Matos e alguns familiares, sendo estes os atuais proprietários. À atividade principal de produção de Vinhos Espumosos Gaseificados juntou-se a produção de Vinhos de Mesa, Licores, Aguarden-

tes, Brandies e bebidas não alcoólicas e a comercialização de Vinhos de Região Demarcada, nomeadamente das Regiões da Bairrada, do Dão e do Vinho Verde. Porém, há que destacar o lançamento do Vinho Frisante Gaseificado “Castiço”, no ano de 1978, o qual, dada a sua excecional qualidade e por se tratar de um vinho especialmente criado para acompanhar grelhados e o célebre e muito apreciado

Leitão Assado à Bairrada, rapidamente alcançou uma posição de líder incontestado no mercado nacional. Em 1994, devido à imobilização do mercado interno, decidiu iniciar a exportação e, atualmente, exporta com sucesso para o Brasil, Estados Unidos da América, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e faz transmissão intra-comunit ária de bens para França, Suíça, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, etc.. Em 2002, com o objetivo de melhorar a qualidade e acompanhar as tendências do mercado consumidor, a Cave Central da Bairrada efetuou uma profunda alteração no processo de produção. Com o novo processo, deixou de

se adicionar gás carbónico aos vinhos, passando estes a adquirir o seu próprio gás, por fermentação natural em cubas fechadas – “método charmat”. Passando a produzir Vinhos Espumantes. Durante o ano de 2005, a Cave Central da Bairrada aplicou o mesmo processo produtivo ao Vinho Frisante Gaseificado “Castiço” que passou a denominar-se Vinho Frisante “Castiço” pelo facto do gás ser adquirido por fermentação em cuba fechada. Um grande controlo do processo de produção e uma óptima relação qualidade-preço permitem a esta empresa manter a política de expansão, procurando e trabalhando novos mercados.


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ENTREVISTA A VALDEMAR COUTINHO

“Internacionalização deve ser assumida como estratégia de crescimento da empresa” residente da Associação In-

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dustrial do Distrito de Aveiro (AIDA), Valdemar Coutinho, acredita na vitalidade e capacidade empreendedora da Re-

gião, demonstrada pelo nascimento diário de 14 empresas. Como caracteriza o tecido empresarial do distrito de Aveiro? O tecido empresarial do distrito de Aveiro caracteriza-se pelo seu dinamismo, fruto do caráter empreendedor dos seus empresários, sendo bastante diversificado ao nível de setores de actividade, quer ao nível da indústria, quer ao nível do comércio e serviços. De destacar, o desenvolvimento de atividades económicas estreitamente ligadas às tecnologias da informação e comunicação, recorde-se que é em Aveiro que se encontra o Pólo das “TICE”, o que faz com que se assista no distrito à coexistência

entre mão de obra intensiva e mão de obra especializada. O comércio internacional, com especial destaque os setores ligados à fabricação de produtos metálicos, indústria do couro, metalomecânica ligeira, calçado, cerâmica, alimentar, indústria de componentes para automóveis, indústria da madeira e mobiliário, materiais de construção e veículos de duas rodas, tem sido outra grande aposta das nossas empresas. Sendo, também, estes os setores que têm mais representatividade no volume das exportações nacionais de forte componente inovadora. Os empresários do distrito de Aveiro começam já a demonstrar uma grande preocupação com os fatores críticos da competitividade como a inovação, transferência e capitalização de conhecimento em domínios altamente qualificados, enquanto fatores diferenciadores e impulsionadores da competitividade empresarial. Quantas empresas (e de que setores) do distrito foram obrigadas a fechar portas desde que se despoletou a atual crise nacional e internacional? Em termos de dimensão, e à semelhança do resto do país, as empresas da Região são, maioritariamente, de micro e pequena dimensão, razão pela qual se encontram mais expostas e vulneráveis aos efeitos da atual crise económica mundial. Como é sabido, o setor empresarial em geral enfrenta dificuldades financeiras, sendo os processos de insolvência uma

realidade presente e, infelizmente, crescente. As insolvências afetam todos os setores de atividade, em especial aqueles que se relacionam com a construção civil e indústria automóvel. Pelos dados oficiais disponíveis ao momento, verificaram-se na Região Centro, no terceiro trimestre de 2011, 4 ações de insolvência por dia. Ainda assim, e paradoxalmente, assistiu-se ao nascimento diário de 14 empresas, o que demonstra a vitalidade e capacidade empreendedora da Região. Apostar na exportação pode revelar-se um caminho fundamental para dar a volta à crise? A internacionalização das empresas portuguesas constitui, sem dúvida alguma, um eixo estrutural do desenvolvimento económico do país. Nesse sentido, a exportação assume um papel fulcral na economia nacional, face à fraca capacidade de resposta do mercado interno que, em determinados segmentos, se encontra completamente saturado, não oferecendo, por isso, alternativas viáveis às empresas nacionais. É imperioso que as empresas portuguesas diversifiquem os mercados onde operam e, para isso, tem de se investir na qualidade, excelência e inovação. Pese embora a existência de empresas portuguesas com forte potencial de crescimento e implementação no mercado externo, verifica-se que muitas outras estão, ainda, demasiado


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orientadas para o mercado interno, possuindo uma carteira de produtos e serviços, em alguns casos, pouco intensivos em tecnologia e conhecimento, o que acarreta dificuldades acrescidas de sobrevivência face ao aumento da concorrência (agravada com a agressividade comercial de países terceiros). São também visíveis fragilidades ao nível da gestão, estratégia e qualificação dos ativos, pelo que se impõe um maior apoio por parte do Estado ao tecido empresarial para iniciar o processo de internacionalização. Não obstante a presença crescente de novos pólos de especialização produtiva, as atividades em que, comparativamente, Portugal revela maiores vantagens inscrevem-se nos denominados setores tradicionais, assumindo como factor chave de competitividade o custo do trabalho ou a disponibilidade de recursos naturais, realidade que, contudo, está a mudar. Na sua opinião, quais as principais vantagens para uma empresa que arrisca num processo de internacionalização? A internacionalização deve ser assumida como uma estratégia de crescimento da empresa. De facto, e como já referi, o mercado interno está saturado, dada a sua reduzida dimensão e à entrada de novos concorrentes. Assim, a internacionalização tem como vantagem permitir aumentar a quota de mercado, maximizando o volume de vendas e beneficiar de economias de escala, uma vez que as empresas que internacionalizam a sua atividade podem optar por localizar os vários elementos da sua cadeia de valor onde for mais vantajoso, designadamente ao nível da disponibilidade dos recursos necessários. Outra vantagem, frequentemente esquecida, é a de aumentar a competitividade no mercado interno. Efetivamente, a uma empresa que pretende impor-se no mercado externo exigese excelência aos mais variados níveis (produtos, processos, gestão de recursos humanos e práticas ambientais). Ora, esta excelência será reconhecida quer no mercado externo, quer no mercado interno. E quais os riscos? O processo de internacionalização pressupõe, para que seja eficaz, a existência de um planeamento adequado, algo essencial à definição da melhor abordagem a efetuar. Este planeamento passa, designadamente, pelo conhecimento dos mercados e suas especificidades, caso das obrigações legais e administrativas, pela adaptação dos produtos aos mercados e pelo domínio de outros idiomas. Ora, tudo isto acarreta um elevado dispêndio de recursos financeiros. Acresce que nos encontramos num mundo em constante mutação. Os processos, de fabrico e gestão, não são estanques, a caracterização da concorrência vai-se alte-

rando e os gostos dos consumidores mudam rapidamente, o que obriga a uma constante atualização e investimento. Ao processo da internacionalização estão, assim, inerentes alguns riscos como a perda de quota da empresa para empresas locais, dependência dos agentes, incapacidade de adequação ao meio envolvente e dificuldade de relacionamento (joint-venture) no caso de investimento direto, risco cambial ou de insolvência do cliente no caso de projetos, riscos estes que só são passíveis de ser minimizados se houver um cuidadoso estudo do mercado que se pretende explorar. Temos bons exemplos de empresas exportadoras no nosso distrito? No sentido de ultrapassar os atuais constrangimentos económicos, temos vindo a assistir, nos últimos anos, e de forma cada vez mais acentuada, a um aumento da procura de novos mercados por parte dos empresários da Região, em alternativa ao mercado interno. O tecido empresarial da Região de Aveiro tem forte representatividade ao nível das exportações portuguesas, como é amplamente conhecido através dos rankings nacionais e regionais, e a AIDA orgulha-se de poder dizer que muitas das oportunidades de negócio internacional concretizadas surgiram em Missões Empresariais por si organizadas. Que projetos tem tido a AIDA de apoio à promoção da exportação das nossas empresas? O apoio à internacionalização das empresas da Região de Aveiro é um dos propósitos da Associação desde o ano de 1991, ano em que a AIDA realizou a primeira missão empresarial. Até à presente data realizaram-se já 36 Missões Empresariais a mercados tão distintos, como Europa, África ou América do Sul. Concretamente no apoio à promoção da exportação, a AIDA tem vindo a implementar um vasto conjunto de ações no âmbito de diferentes projectos, como são exemplo, o Export+ no ano de 2011, o iCOMPETE em 2010 e o INOVEXPORT no ano de 2009. Presentemente, a AIDA prevê realizar diversas atividades no âmbito de dois projetos, a saber o APEx – Apoio à Promoção das Exportações das PME aprovado ao abrigo QREN - Ações conjuntas de apoio à internacionalização e IREAM AVEIRO (que termina em março de 2013) no âmbito do SIAC – Sistema de Apoio às Acções Coletivas. Estes projetos contemplam várias ações, concretizadas em seminários de apresentação de mercados, realização de missões empresariais e organização de missões invertidas promovendo assim a entrada das empresas e dos produtos da região nos mercados externos, bem como o aumento das exportações, pela aproximação entre a procura e a oferta. De salientar que, durante o mês de abril, se realizarão Missões Empresariais a Silicon Valley e a Marrocos.

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“PESE EMBORA A EXISTÊNCIA DE EMPRESAS PORTUGUESAS COM FORTE POTENCIAL DE CRESCIMENTO E IMPLEMENTAÇÃO NO MERCADO EXTERNO, VERIFICA-SE QUE MUITAS OUTRAS ESTÃO, AINDA, DEMASIADO ORIENTADAS PARA O MERCADO INTERNO.” VALDEMAR COUTINHO Presidente da AIDA - Associação Industrial do Distrito de Aveiro

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EXPORTAR

ENTREVISTA A VALDEMAR COUTINHO

VANTAGENS

Crescimento e/ou diversificação geográfica da base de negócios das empresas. Obtenção de margens comerciais acrescidas. Aproveitamento de vantagens competitivas detidas e/ou exploração de oportunidades de negócio existentes em nichos de mercado estrategicamente escolhidos. Avanço na cadeia de valor do produto e procura de economias de escala.

“Pressão fiscal e obstáculos burocráticos são os maiores condicionantes” O Estado tem apoiado da melhor forma as PME? A capacidade competitiva das empresas depende de um processo de partilha de responsabilidades com o Estado. Ao empresário cabe arriscar, saber inovar e ter visão estratégica. Mas, para tal, é essencial que o Estado cumpra as suas funções e crie condições para o exercício da atividade empresarial. E isso passa quer pela estabilização da economia, quer pela promoção do crescimento e desenvolvimento económico sustentável através da adoção de políticas públicas de incentivo ao investimento. Não se pode exigir à iniciativa privada que se substitua ao Estado. É necessário dinamizar a cooperação empresarial e institucional, no sentido de implementar uma estratégia conjunta que reforce a competitividade das empresas portuguesas e permita a sua afirmação nos mercados externos. Vivendo as nossas empresas uma fase extremamente negativa, motivada pela crise económica mundial, urge implementar políticas públicas de simplificação de procedimentos que diminuam os encargos das empresas e contribuam, simultaneamente, para estimular o empreendedorismo e a inovação necessárias ao aumento da sua competitividade. É preciso não esquecer também o papel que o setor privado, designadamente as micro e pequenas empresas, tem na criação de emprego e que exige que se lhe dê especial atenção. A necessidade premente de reduzir os custos burocráticos suportados pelas empresas portuguesas é algo para que a AIDA tem vindo a alertar, a elevada burocracia que, apesar das medidas de simplificação administrativa, continua a fazer-se sentir em Portugal acarreta elevados custos de contexto, custos esses que são sentidos de forma particular pelas empresas de pequena dimensão que, atendendo à sua estrutura, têm dificuldades acrescidas no

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cumprimento das diversas obrigações legais. É, pois, essencial que a dimensão das empresas seja tida em conta aquando da elaboração de legislação. Não faz sentido que uma microentidade seja equiparada a uma grande empresa em termos do cumprimento da obrigação de prestar informações financeiras, por exemplo. Entre as maiores condicionantes à atividade das empresas portuguesas encontram-se precisamente a pressão fiscal e os obstáculos burocráticos. Basta pensarmos no regime do IVA que torna exigível a sua liquidação no momento da emissão da fatura, independentemente do recebimento por parte dos clientes, originando graves problemas de tesouraria às empresas, especialmente tendo em conta a rigidez de prazos. Ainda ao nível fiscal, não podemos deixar de lembrar, e lamentar, as constantes alterações legislativas e consequente instabilidade que tal situação cria. Os prazos legais para a recuperação do IVA por parte das empresas exportadoras também não estão a ser cumpridos, o que acarreta transtornos acrescidos à atividade diária das empresas, nomeadamente na compra de matérias-primas. Presentemente, encontra-se em curso uma série de reformas estruturais de que são exemplo, entre outras, a alteração na legislação laboral e do código da insolvência e recuperação de empresas, há muito reclamadas pela AIDA, que se espera venham a contribuir para que as empresas tenham melhores condições para o exercício da sua atividade. E a banca, qual deve ser o seu papel no apoio às PME? A banca, como os restantes atores económicos, assume um papel vital na sustentabilidade e crescimento das PME e esse papel passa, essencialmente, pela conceção de crédito a taxas com spreads que permitam que seja-

mos mais competitivos. E é precisamente a dificuldade na obtenção de crédito que impede muitas empresas de alterar o seu modelo de negócio/produção e adequar-se às mudanças do mercado. Assiste-se, atualmente, a um preocupante estrangulamento das condições de concessão de crédito. O que se exige à banca não é que assuma riscos sem se precaver, mas sim que faça uma correta avaliação dos riscos. O desemprego atingiu a taxa mais elevada de sempre – mais de14%. Como dar a volta a estes números alarmantes? Neste momento, os números do desemprego em Portugal agudizaram a necessidade de introduzir, no nosso mercado de trabalho, reformas estruturais que potenciem a capacidade produtiva e competitiva das empresas através, entre outros fatores, de uma utilização mais racional da mão de obra disponível. A promoção da flexibilização do mercado de trabalho assim como o aumento das qualificações e competências dos ativos, com vista à sua constante adequação às necessidades de inovação, às mutações e evolução dos processos tecnológicos e produtos e aos novos modelos de organização do trabalho, são os pontos fulcrais a ter em consideração para qualquer reforma que incida sobre a política de emprego e legislação laboral. A mudança do quadro legislativo laboral é urgente, como forma de promoção da competitividade do tecido empresarial e captação de investimento estrangeiro para o nosso País. Simultaneamente é necessária a alteração de mentalidade de todos os intervenientes no processo produtivo, com o objetivo de promover o aumento da produtividade nacional.

RISCOS

Barreiras Tarifárias ou Pautais, relacionadas com direitos aduaneiros e taxas que incidem sobre os produtos importados nos mercados de destino. Barreiras Técnicas ou Não Tarifárias, designadamente documentação necessária, regulamentação técnica a cumprir, certificados, licenças, inspeções, ou particularidades de um determinado mercado. As duas maiores barreiras psicológicas à penetração nos mercados via exportação têm relação entre si: as empresas desconhecem as principais matérias envolvidas na atividade exportadora e têm receio dos riscos acrescidos que ela envolve.

fonte: AICEP

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A MARMOGUIA, EMPRESA DE TRANSFORMAÇÃO DE TODO O TIPO DE PEDRAS PORTUGUESAS, COM SEDE EM PAREDES DO BAIRRO, ATINGIU EM 2011 UM VOLUME DE VENDAS PARA O MERCADO EXTERNO DE 69%. AGORA, ESTÁ APOSTADA EM CONQUISTAR NOVOS MERCADOS EXTERNOS, NOMEADAMENTE O MÉDIO ORIENTE, ALEMANHA E ARGÉLIA. Máquina de corte topo de gama recentemente adquirida pela Marmoguia

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De Paredes do Bairro para todo o mundo

M

a r m o g u i a - M á rmores e C ant ar ia s, Lda., é uma empresa de transformação de todo o tipo de pedras portuguesas e estrangeiras, nomeadamente mármores, granitos e calcários. Com sede em Paredes do Bairro, começou em 1980 como uma serração de blocos e venda de chapa para outras unidades de transformação exclusivamente no mercado nacional/norte e evoluiu para o mercado da obra ao longo dos tempos. Hoje em dia, é uma referência no mercado nacional e internacional do comércio de Rochas ornamentais portuguesas, mormente na chapa/pavimento e revestimento standard e não standard/ obra por medida em mármore, calcário e granito. Fechou 2011 com 69% de volume de vendas para os mercados externos. O volume de negócios centra-se quase 90% na venda de obra acabada (material standard e não standard), tendo como principais clientes empresas de construção nacionais e internacionais, empresas internacionais especialistas em assentamento e comercialização de pedra natural e distribuidores internacionais. A nível nacional, a Marmoguia tem como principal mercado a zona Norte e Centro de Portugal. Internacionalmente estabelece relações comerciais com França, Luxemburgo, Noruega, Dinamarca, Suíça, Costa do Marfim, Austrália, entre outros países. A empresa está decidida em apos-

tar, futuramente, em novos mercados, como é o caso do Médio Oriente, que é um mercado onde a pedra natural é um produto reconhecido e com interesse; na Alemanha, outro mercado exigente e com volumes interessantes e que valoriza a qualidade. O Norte de África, nomeadamente a Argélia, é outro mercado a procurar, já que este país aposta muito em fachadas de grandes edifícios públicos e residenciais. A Marmoguia procurará ainda crescer nos seus principais mercados externos. Entretanto, no sentido de melhorar a qualidade dos produtos ao nível da precisão e da esquadria, a Marmoguia adquiriu, recentemente, uma máquina de corte com tecnologia CNC, com uma rotatividade de disco a 180.º. Uma vez que o disco é rotativo, os trabalhos que anteriormente eram feitos manualmente, agora são produzidos à máquina, com muito maior precisão e acabamento. Trata-se de uma máquina muito versátil, com a qual a Marmoguia faz outros produtos que, anteriormente, não executava, nomeadamente peças maciças – lavatórios, lava louças, entre outras.

BI ∑ DATA DE FUNDAÇÃO: MARÇO 1980 ∑ SÓCIOS/ADMINISTRADORES: ANTÓNIO ALMEIDA / DELFIM RIBEIRO ∑ N.º FUNCIONÁRIOS: 17 ∑ N.º VIATURAS: 6 ∑ VOLUME DE NEGÓCIOS 2011: 900 MIL EUROS

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DOSSIÊ EXPORTAÇÃO / INTERNACIONALIZAÇÃO Jornal da Bairrada 29 | março | 2012

EMPRESA QUER SER LÍDER EM PORTUGAL NA PRODUÇÃO DE EMBALAGENS DE PAPEL DE BAIXO PORTE.

A BOLSEIRA

Investir sempre em equipamentos de ponta, para estar presente nos mercados mais exigentes

A

Bolseira nasceu há 15 anos, na Zona Industrial de Oiã, desde logo com uma visão focada no crescimento do seu negócio, acompanhando e muitas vezes antecipando as necessidades dos clientes. Esta empresa de embalagens de papel de baixa gramagem (nomeadamente sacos de papel e rolos de papel para embalagem no ponto de venda) trabalha com armazenistas/distribuidores, sendo o seu produto vendido para todo o país. A nível internacional, A Bolseira trabalha com vários países, mas o destaque vai para França e Espanha. “A nossa aposta consiste em investir sempre em equipamentos de ponta, de forma a podermos estar presente nos mercados mais exigentes”, garantem os sócios/administradores Carlos Fernando Oli-

de papel de baixo porte”, afiançam os sócios e administradores da empresa do concelho de Oliveira do Bairro. A Bolseira tem como premissas da sua atuação, reconhecer as necessidades dos seus clientes, oferecendo maior valor acrescentado ao seu produto; proporcionar as melhores condições de trabalho, reconhecendo que a empresa só pode crescer com o empenho de todos os colaboradores; e atuar no mercado com uma postura ética e transparente com todos as entidades que consigo interagem. Esta empresa mantém também uma preocupação com o Ambiente, procurando obter um produto “limpo”, com o menor impacto ambiental, tanto na sua produção como na sua utilização.

veira Tribuna, José Eduardo Oliveira Tribuna e Helena Sofia Oliveira Tribuna. Em 2011, o volume de negócios de A Bolseira chegou aos 3 milhões e 200 mil euros, tendo a exportação um peso de 57%. Para este ano, essa percentagem deve chegar, acreditam os sócios, aos 70%. A Bolseira, fundada a 1 de janeiro de 1997, conta hoje com 26 funcionários. Entre os objetivos de curto prazo está a certificação na cadeia de responsabilidade florestal (FSC). No médio/longo prazo, a Bolseira pretende continuar a crescer pelo menos como até aqui e para isso quer aumentar ainda mais a capacidade produtiva. “Na área específica onde atuamos, queremos estar na charneira e ser líderes em Portugal na produção de embalagens

PORTAVEIRO

MOREIRA CONGELADOS

Aumentar exportação está no horizonte

60% da produção exportada para 26 países

A PORTAVEIRO, com sede na Zona Industrial da Palhaça, desenvolve há 17 anos a sua atividade empresarial, no ramo de portas de garagem e automatismos. Tomando partido da elevada experiência e know-how da sua equipa, coloca no mercado um conjunto vasto de soluções, seja na comercialização de produtos, na elaboração de estudos e projetos, seja na instalação, manutenção e assistência de sistemas. Em 2011, o volume de negócios da PORTAVEIRO foi de 1 milhão e 200 mil euros, sendo que 40 mil euros dizem respeito ao volume de exportação. Atualmente, a empresa mantém relações comerciais em alguns países europeus, nomeadamente França, Espanha, Suíça e Inglaterra, e também em Angola. O seu objetivo é aumentar a exportação a curto/médio prazo.

A Moreira Congelados é uma empresa conhecida nos quatro cantos do mundo. Em Portugal, há muito que distribui os seus produtos alimentares congelados de norte a sul. Fora do mercado nacional, a Moreira Congelados está presente em 26 países, sendo Angola um país estratégico, assim como todo o corno de África, não esquecendo a Europa. A exportação foi claramente uma aposta ganha, estando a Moreira Congelados a ganhar quotas de mercado em vários países, com destaque para Luxemburgo, França, Itália, Suíça, Bélgica, Inglaterra, Angola e Cabo Verde. Esta empresa, sedeada em

Sangalhos, Anadia, e fundada em 1976, está ligada, desde o início, à transformação, em grande escala, de produtos alimentares congelados (peixa, marisco,

pré-cozinhados e legumes) com marca própria (Moreira). Estende também a sua atividade comercial pela produção de outras marcas próprias, genéricas de

grandes superfícies, distribuição e cadeias de supermercados, tendo-se tornado “uma referência no mercado de produtos alimentares congelados graças ao esforço e empenho de toda a equipa, à melhor relação qualidade-preço e excelência do serviço ao cliente”, salienta o diretor comercial da empresa, Osvaldo Moreira. A Moreira Congelados emprega entre 55 a 70 funcionários, dependendo da sazonalidade. Tendo sempre presente a inovação, a Moreira Congelados lançou a campanha “por amor a Portugal”, mostrando, “cada vez mais, um espírito nacionalista e ao mesmo tempo regional”, frisa Osvaldo Moreira.


DOSSIÊ EXPORTAÇÃO / INTERNACIONALIZAÇÃO Jornal da Bairrada 29 | março | 2012

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DUFEPI ESTÁ NESTE MOMENTO EM PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ISO 9001:2008.

DUFEPI

Aumentar presença no mercado francês é a principal ambição

A

Dufepi - Alumínios, Lda. entrou no mercado em 1995, com apenas cinco ou seis funcionários, começando a laborar em instalações modestas e alugadas. Hoje, tem instalações próprias, 15 funcionários e seis viaturas, e um volume de negócios que, em 2011, chegou a 1 milhão e meio de euros. Esta empresa, sedeada na Zona Industrial de Oiã, concelho de Oliveira do Bairro, produz todo o tipo de caixilharias em alumínio, desde a caixilharia tradicional, passando por fachadas, revestimentos, coberturas, gradeamentos, etc.. Ao longo destes 17 anos, fruto do esforço das pessoas envolvidas, a Dufepi foi aumentando a sua área de intervenção,

conseguindo fidelizar muitos dos habituais clientes. A sua maior área de atuação é o distrito de Coimbra. No entanto, a Dufepi tem marcado presença em importantes obras (públicas e privadas) na zona de Aveiro e também a longa distância, nomeadamente Lisboa, Portalegre, Viseu, entre outras. A Dufepi já se virou para o mercado externo, tendo apostado em França, país que os sócios, Fernando Pinho e Edite Martins de Pinho, consideram “um país em desenvolvimento progressivo, ao contrário de Portugal”. Este é, de facto, um mercado que interessa a esta empresa de Alumínios, sendo seu objetivo aumentar aí a sua pre-

sença. A Dufepi está atualmente a desenvolver todo o processo necessário para dentro em breve começar também a produzir caixilharia em PVC, “pois dada a conjuntura económica do país, é essencial colocar à disposição do cliente uma variedade cada vez maior de produtos e serviços”, consideram os sócios. Para além disso, estão em processo de implementação do Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001:2008. “Pela grave crise económica que o nosso setor atravessa, é necessário melhorarmos, aperfeiçoarmos a nossa estrutura para podermos dar ao nosso cliente produtos e serviços de maior qualidade”, concluem os responsáveis da Dufepi. PUB


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Dossie Exportação  

O processo de exportação/internacionalização por parte das empresas portuguesas tem vindo a ganhar terreno nos últimos anos. Não há dúvidas...

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