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Entrevista Guilherme Berenguer página 6

Tiago Mohamed O subprefeito apresenta melhorias para a região - página 10 Tenente-coronel Amaral, comandante do 31º BPM, visita a ABM - página 14

detalhe do painel pintado no muro ao longo do bosque

Nº 7 abril 2012 www.portalabm.com.br

CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA Respeite a natureza, ame-a. Ela devolverá o carinho com frutos, flores, perfume, alimento, oxigênio, beleza e muito mais!


Editorial

Mapa

Nesta edição vamos iniciar uma série de reportagens sobre ecologia. Nada melhor para começar do que entrevistar Guilherme Berenguer, um ator que foi apresentador do Globo Ecologia com enorme sucesso. O Tenente-Coronel Amaral, do 31º BPM, fala sobre a segurança do entorno da Associação. E o Subprefeito da Barra relata as mudanças para melhorar o trânsito. Sempre informando os leitores, o Jornal da ABM ainda tem várias outras notícias. Boa leitura!

1- Barra Golden 2- Barra D’oro 3- Aloha 4- Sunset 5- Estrela do Mar 6- Palace

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Diretoria

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Presidente: Lélio Altair Barbosa Assessor: Fernando Vicente Mello Alves Assessor: Valdir da Silva Braga Assessor: Manoel Mattos dos Santos Vice-Administrativo: Amaury Bruno Martins Diretor Financeiro: João Luiz Leite Rabello Coordenador Financeiro: Carlos Afonso Teixeira Diretor Marketing: Paola Polezel Diretor Secretaria: Hamilton da Silva Ramos Carvalho Diretora de Patrimônio: Marta Cruz de Araujo da Silva Braga

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Vice-Presidente de Transporte: Américo José de Araujo Netto Diretor de Fiscalização: Paulo Cesar Monteiro Bessa Vice-Presidente de Esportes: Carlos Alberto de Oliveira Diretor de Futebol: Ricardo Olivieri Diretor de Tênis: Fábio Tonassi Diretor de Volei/Basquete: Fernando Lobo Vice-Presidente Sociocultural: Janete Rocha Martins (em exercício) Diretor Social: Lourival Victorino Diretora Cultural: Janete Rocha Martins Diretor Meio Ambiente: Artur Lourenço da Fonseca

Expediente Editor: Paulo Wagner Fotografia: Jorge Souto Arte: Ideiatrip Comunicação e Design - (21) 4101-2248 Projeto gráfico: Renan Pinto Diagramação: Andressa Luz Revisão: Marilza Bigio Colaboradores: Américo Netto, Ilma Novaes, Sérgio Lima Nascimento Carlos Alberto de Oliveira, Luahine Mendes, Janete Martins Distribuição gratuita Tiragem: 7.000 exemplares

7- Royal Barravaí 8- Jardim Saint Tropez 9- Santorini 10- Marbella 11- Lake Buena Vista 12- Costabella

13- Via Barra 14- Via Cancun 15- Sol de Marapendi 16- Itapoã-Jatiúca 17- Villa Di Genova 18- Costa Blanca

19- Barra Marina 20- Barra Inn 21- Lyon 22- Porto Seguro 23- Barra Sol

Balancete Janeiro 2012 DISCRIMINAÇÃO DOS RECEBIMENTOS MENSALIDADE DOS CONDOMÍNIOS DOAÇÕES DE TERCEIROS (VIVO / CLARO) RECEBIMENTO DE PUBLICIDADE ( painés, site e Jornal) TRANSPORTE & BOSQUE (SEGUNDAS VIAS DE CARTEIRAS + PROTOCOLOS TRANSPORTE + ESPELHOS) CESSÃO DE ÁREAS ESPORTIVAS E SALÃO NELSON GALLO PARA AULAS E ATIVIDADES ALUGUEL DE CHURRASQUEIRA & ALUGUEL DO SALÃO & SALÃO HENRIQUE CORDEIRO REPASSE DAS CANTINAS E SALÃO DE BELEZA (LUZ, ÁGUA, GÁS E CONDOMÍNIO) RENDIMENTOS S/ APLICAÇÕES FINANCEIRAS + JUROS E MULTAS RECEBIDOS ARRECADAÇÃO DA PISCINA (ADMINISTRAÇÃO DA ABM) BOSQUE SOLIDÁRIO - ABM ART MIX

157.061,12 18.441,83 3.482,00 1.718,50 8.704,26 1.024,00 2.629,73 722,35 23.970,55

(I) TOTAL DOS RECEBIMENTOS ............................................................. R$ 217.754,34 * DISCRIMINAÇÃO DOS PAGAMENTOS

DESPESA COM PESSOAL

Salários 26.223,52 4.125,56 Férias Encargos Sociais 23.729,10 RESCISÕES VALE ALIMENTAÇÃO + CAFÉ DA MANHÃ FUNCIONÁRIOS 8.489,86 Vale Transporte 3.321,40 Seguro de Vida + Exames Médicos + Plano Saúde (nov.) 5.014,33 TOTAL DE DESPESAS COM PESSOAL 70.903,77 70.903,77 CONC. PREST. SERVIÇOS ( luz + água/esgoto + Telefone + gás) 23.382,37 14.526,41 SERVIÇOS PRESTADOS MANUTENÇÃO&CONSERVAÇÃO + MAT.LIMPEZA + MAT.EXPEDIENTE 10.950,17 DESPESAS BANCÁRIAS 467,92 VIGILÂNCIA NO BOSQUE 27.717,84 SERVIÇO DE LIMPEZA + MANUTENÇÃO DE ÁREAS VERDES 13.111,16 CAIXA PEQUENO + DESP. DIVERSAS 4.018,73 MANUTENÇÃO DA PISCINA + GÁS 13.551,06 ESCOLA DE NATAÇÃO MF 08 9.520,33 PAGAMENTO À PREFEITURA MENSALIDADE + ATRASADOS (46/60) 32.962,79 DESPESAS COM EVENTOS (ANIV.DA ABM+DECORAÇÃO NATAL) 1.650,98 OUTRAS ENTIDADES ( CAM. COMUNITÁRIA + ACIBARRA) 190,00 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS 2.180,00 6.036,00 DESPESA COM COMUNICAÇÃO (JORNAL & SITE) BENS (móveis e utensilios / mat. Informática / outros) (II) TOTAL DOS PAGAMENTOS ............................................................. 231.169,53 SALDO DO MÊS (I-II)

R$

(13.415,19)

(III) SALDO DO MÊS ANTERIOR

R$

178.210,95

SALDO ATUAL - BANCO ITAÚ DEP. TRÂNSITO APLICAÇÃO CONTA-CORRENTE R$ 110.961,74 R$ TOTAL DISPONÍVEL FDO. RESERVA R$ 21.004,84 TOTAL GERAL R$ 89.956,90 APLICAÇÃO R$ 164.795,76 R$ 53.834,02

OBS: Economicamente o mês da ABM encerra-se no dia 15, considerando que as mensalidades são creditadas a partir do dia 16. Os condomínios interessados no balancete analítico,

favor solicitar a administração da ABM.

Veja a edição completa na internet: www.jornaldaabm.tk Anuncie - Ilma: 8114-0354 - ABM: 2495-6911


Voz da ABM Palavra do Presidente Dr. Lélio Barbosa

Desta vez “achamos” que vai

Como é do conhecimento de todos, o trânsito caótico há muito tempo deixou de ser um problema de São Paulo, do Rio ou da Barra: é global e não só do Brasil, as razões todos já sabem. No que nos diz respeito - o nosso nó, de nossa comunidade, a Av Afonso Arinos, entrou na lista de nossas reclamações às autoridades desde 2010. Na seção ‘Voz da ABM’, na edição nº 5 do Jornal da ABM, assinalamos, após as conquistas que obtivéramos em 2011, do meio para o fim do texto: “Nossa batalha, agora, tem como prioridade ver melhorada a situação do trânsito na nossa área...” falamos

da reunião que vínhamos tentando agendar na Subprefeitura para tratar deste e de outros itens relacionados em longa lista disponível em nosso portal. Pois bem, pouco depois de nosso último e-mail ao subprefeito, em 6 de março, foi publicado no jornal O GLOBO uma entrevista com o Thiago Mohamed, e o que ele anuncia? A realização de diversas obras sendo, sem exagero, 90% da matéria de nossa “lista de pleitos”. A reunião pedida e há algum tempo esperada pela Diretoria foi, finalmente, realizada no dia 14 de março. Presentes o subprefeito, Tiago Mohamed, o administrador regional,

Alvir, e o Coordenador da CET-RIO, João Machado, uma reunião bastante proveitosa, embora com algum atraso, tivemos oportunidade de discutir todos os itens sobre os quais vimos há muito reclamando. O subprefeito assumiu, perante os presentes e com a orientação de sua assessoria técnica, o compromisso de realizar essas obras até maio deste ano. Como informado no “Ao Pé de Ouvido” nº 100 e mensagem de 22/03, inicialmente agendada para 27/03, terça-feira, nossa nova reunião com o subprefeito e assessores foi, finalmente, confirmada para 29/03, quinta-feira, às 20 horas. Nos próximos dias informaremos ainda a questão de segurança.

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Trânsito/ engarrafamento em nossa área

O transporte comunitário – ainda a forma de associação Em recente consulta ao Jornal “O GLOBO” – Caderno MORAR BEM, uma pessoa interessada pergunta sobre a implementação de contratação de ônibus para atendimento exclusivo dos moradores de um condomínio. Indaga sobre o rateio do custo por todas as unidades e como esta aprovação seria feita e a legalidade de inclusão deste serviço. Na resposta, o redator responsável fala em controvérsia e em orientação jurisprudencial atual diversa da que vigorava anteriormente, concluindo por uma suposta forma de contratação como serviço eletivo e facultativo, apenas pelos condôminos interessados. Ousamos afirmar a inviabilidade de tal forma de contratação por um grupo de condôminos, dentro do condomínio, sem a forma jurídico legal de associação e a imprescindível participação da respectiva Assembléia, órgão máximo de sua representação - e esclarecer, por oportuno, que, no caso específico da ABM, não custa repetir: “O nosso usuário do Transporte Comunitário não é o associado do serviço, o associado é o CONDOMÍNIO. O condômino, no

caso, obriga-se a participar não por coação, não por uma associação ilegítima, mas sim por uma deliberação da Assembléia Geral de seu condomínio que, na forma das disposições legais aplicáveis, obriga a todos os condôminos. E, ainda, recordar que a adesão à ABM dos condomínios fundadores se deu mediante aprovação das Assembléias dos condomínios associados, tendo plena legitimidade a sua instituição e atuação.” Este é entendimento pacífico do TJ/RJ, mostrado em iterativa jurisprudência disponível no Portal da ABM. Quando se fala de um grupo de condôminos de um determinado condomínio organizar-se para a contratação de serviço desta natureza, vale indagar de que forma operaria este grupo? Através de uma Associação dentro do condomínio? E o custeio das atividades de apoio? Como organizá-la? Delas participariam aqueles condôminos não associados? Muitas outras indagações caberiam nessa solução. De qualquer forma, estaria ela sempre a depender do consentimento ou não da Assembléia Geral do condomínio.

Quanto, ainda, à menção ao artigo 1.340 do Código Civil, veja-se, pela sua redação, a total inaplicabilidade à matéria: “Art. 1.340 – as despesas relativas a partes comuns de uso exclusivo de um condômino, ou de alguns deles, incubem a quem delas se serve.” Por óbvio, o artigo dirige-se a situações tais como, no exemplo: parte do corredor de um prédio (ou outra área comum) usada somente por uma ou duas unidades que a fecham, claro que com o consentimento da Assembléia; a partir daí, a manutenção e a segurança daquele espaço passa a ser de exclusiva responsabilidade dos usuários. Muito distinta a situação de uso exclusivo de área ou serviço comum, interno, daquela que cuida da contratação de serviço externo, envolvendo pessoa física ou jurídica estranha ao Condominio, que depende de atividade de apoio, controle, fiscalização, contabilização, e local de execução. Ou não. Para mais esclarecimentos estamos aptos, quando necessário.

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Transporte

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Nosso transporte comunitário

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A ABM iniciou o serviço de gestão do contrato de transporte comunitário em agosto de 1997. Lá se vão 14 anos. O setor de transporte da ABM possui um banco de dados com todos os usuários cadastrados permitindo imediata identificação sobre o histórico de qualquer unidade dos condomínios associados, tais como: titularidade, dependentes grau de parentesco e números de carteiras emitidas, independente da renovação de moradores por motivo de mudança entre outros. A ABM é uma associação sem fins lucrativos com legislação própria frisando que os verdadeiros donos do contrato do transporte comunitário são os condomínios participantes representados por seus respectivos síndicos. Toda e qualquer decisão é resultado de uma seção plenária (assembleia) do conselho geral de associados. O vice-presidente de transporte e a diretoria também compõe o CTC Conselho de Transporte Comunitário - em assembleia deliberativa denominada plenária deliberam apenas sobre estudos, itinerários, renovação de contrato, entre outros. Portanto, toda decisão é definida pelo Conselho Geral de Associados que é composto de 23 síndicos, 46 representantes efetivos e 46 representantes suplentes dos condomínios associados. Cabe lembrar que a ABM não recebe dinheiro dos condomínios e o pagamento é efetuado pelos síndicos diretamente a

empresa contratada Vênus. Importante ter-se consciência da grandiosidade de nosso transporte, o mais barato e completo da Barra da Tijuca proporcionando 234 viagens por dia de 2ª a 6ª feira e 6 viagens Barra x Centro, Centro x Barra aos sábados, transportando em média 7.000 diários usuários para os bairros adjacentes e para o centro da cidade, e ainda 500 usuários dentro da Barra, com conforto, higiene e segurança proporcionada pela empresa Vênus, contratada criteriosamente pelo Conselho Geral de Associados. O transporte comunitário é constituído por 26 condomínios que somam 5864 apartamentos tendo em uso a média de 14.500 carteiras do total de 55.656 emitidas desde sua criação, em agosto de 1997. Tendo em vista o relato acima, chega-se a conclusão de que o nosso transporte é bem sucedido. Por isso é visitado para solicitações, informações técnicas e operacionais por diversos outros condomínios e associações, sendo considerado referência no assunto. Fica aqui registrado que o setor de transporte da ABM orgulha-se dos serviços prestados, como também agradece a todos os seus associados pela confiança declinada, pelo apoio e compreensão ao nosso setor sem o qual não poderíamos atingir a excelência que representa o transporte nas vidas de nossa comunidade.

VOCÊ SABIA? A contratada está sujeita às seguintes penalidades: a) Pagamento equivalente ao preço de 2 (duas) viagens básicas, pela não realização de qualquer viagem programada, desde que a contratada incorra em culpa; b) pagamento equivalente ao preço de 2(duas) viagens básicas, pelo atraso na saída da primeira viagem diária de cada ônibus, com tolerância de até 10(dez) minutos; c) Pagamento equivalente ao preço de 20(vinte) viagens básicas, pela ausência de qualquer veículo contratado, ou descumprimento da programação diária de qualquer ônibus; d) Pagamento equivalente ao preço de uma viagem, conforme estipulado no quadro de horário pelo não cumprimento, devidamente comprovado, de qualquer das outras obrigações da contratada definidas na Cláusula Segunda, tais como, pontualidade, identificação dos ônibus, observância de paradas nos pontos de embarque etc, ou de outras determinações acessórias acordadas e não cumpridas, considerando-se, nos casos pertinentes, a contagem de uma infração a cada viagem.

Dicas 1.

Consulte a tabela com grade de horários e itinerários.

2.

Aguarde o ônibus no ponto oficial de embarque.

3.

Embarque sempre portando a sua carteira de identificação ou protocolo junto a identidade; ela é fundamental.

4. Fale ao motorista o estritamente necessário. 5.

Use o celular de forma discreta, para que não perturbe os demais usuários.


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Entrevista

por Luahine Mendes fotos Jorge Souto

No quintal verde de Guilherme

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Ator e ex-apresentador recebe equipe da ABM em prédio onde mora com paisagem aconchegante

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Dizem que todo nordestino é arretado. “Arretado”, segundo o mestre dicionário, quer dizer grandioso, valente, excitado. Guilherme Berenguer é um pernambucano calmo, tranquilo, mas, definitivamente, também é um rapaz arretado. Ele é um ator, apreciador das artes cênicas e do meio ambiente, que foi de professor de inglês a galã na série Malhação. Natural de Recife, começou na TV protagonizando a telenovela da Rede Globo, em 2004, na pele de Gustavo. Logo em seguida fez as novelas Bang Bang, Sinhá Moça, Desejo Proibido, entre outros trabalhos, foi posto a frente do Globo Ecologia, em 2007. Como apresentador ele surpreendeu e se mostrou bastante comprometido com educação ambiental. Atualmente como o Francisco de Vidas em Jogo, da Rede Record, vive um romance com Patrícia (Thaís Fersoza). Seu primeiro vilão deve estrear este ano nos cinemas, em Tainá 3 – A Origem, de Rosane Svartman. Guilherme nos recebeu às 10 horas da manhã de uma quinta-feira no prédio onde mora com a mulher, na Barra da Tijuca, com uma leve cara de sono, porém muito disposto a atender aos pedidos da equipe da ABM. O local que escolheu para viver também representa o quanto o ator valoriza a natureza (os fundos do prédio abrigam um imenso jardim). Entrevistar Guilherme Berenguer foi uma peça fundamental nesta edição do Jornal da ABM, na qual queremos tratar de ecologia. São tantas coisas das quais ele se mostra interessado e inteirado. Ele falará melhor na entrevista exclusiva cedida ao Jornal.

ABM: Sua participação no Globo Ecologia foi um sucesso, marcou! Para lembrar do seu trabalho, é inevitável as associações com este programa e com Malhação, sua porta de entrada na TV. Hoje pode se dizer que procuram apresentadores parecidos com você para dar sequência ao sucesso do programa. Você encarnou o personagem, ou a relação com a ecologia faz parte de seu dia a dia? Guilherme: Eu fico bastante feliz em poder ter começado em Malhação e ter tido essa resposta que Malhação me deu. Foi uma surpresa pra mim e para as outras pessoas envolvidas na fase, em 2004. Teve aquela coisa da Vagabanda, uma certa reverência. Teve um belo encontro de roteiristas, de atores, de equipe, de momento. E eu sempre tive o desejo de poder acrescentar como cidadão. Uma das primeiras perguntas que fizeram sobre o Globo Ecologia era se eu faria um personagem ou se seria

o Guilherme falando. Prontamente eu respondi que seria o Guilherme cidadão, o Guilherme pessoa mesmo, falando para o público, sendo o porta-voz desta questão muito nobre. A gente precisa ter essa consciência. Minha mãe sempre me deu educação. Eu nunca fui uma pessoa de pegar um papelzinho de chiclete, lata de refrigerante, ou seja lá o que for, e ficar jogando na rua. Eu sempre tive a plena consciência de que eu sou responsável pelo ambiente que me cerca. Eu como indivíduo sei que não devo sujar, eu sei que devo tentar manter o que me cerca. A ecologia sempre fez parte da minha vida. Certamente eu desconhecia muitas coisas que eu aprendi com o programa. Como é um programa que eu era o Guilherme, eu me envolvi muito. Eu me envolvia com as pautas, com as questões, de que forma eu estava falando aquilo. Eu precisava de credibilidade, precisava estar envolvido. A relação com a ecologia


As melhores oportunidades para aqueles que pretendem seguir uma carreira em artes cênicas ainda são Rio e São Paulo. Sendo você um pernambucano, o que você acha que falta para incrementar os cenários de teatro e TV regionais fora desses eixos? É obvio que você tem alguma programação de televisão, cinema, teatro local. Mas a gente tem uma tradição de anos e anos no Rio de Janeiro e em São Paulo em publicidade, em cinema, teledramaturgia. Então, o foco acaba sendo aqui mesmo. É onde se faz há mais tempo, existem mais profissionais, é onde as ideias nascem, o poder de execução é maior. Eu acho que pra incrementar as regiões a gente tem grandes oportunidades hoje como, por exemplo, a internet. Na Web TV, por exemplo, você tem as web séries. Hoje com acesso à tecnologia, uma boa ideia de pessoas comprometidas, profissionais competentes pra poder fazer essas programações, você consegue desenvolver. Eu tive que sair de Recife pra São Paulo em busca de informação, não que em Recife eu não tivesse. Eu comecei em Recife, mas eu precisava ir para o mercado nacional. Em São Paulo eu fui para o mundo, de São Paulo eu fui para o Brasil. Então acaba que o que é feito em São Paulo e no Rio de Janeiro é feito para o Brasil. O que é feito nas regiões acaba sendo divulgado ali no Estado, nos Estados vizinhos. Realmente pra você ir pro mercado nacional, você tem que ficar entre o eixo Rio-São Paulo. Você chegou a ser professor de inglês. A experiência como ator ajudou de alguma forma nessa profissão? Certamente. A partir do momento

Você acha que teatro deveria ser uma matéria eletiva nas escolas, pois poderia preparar melhor profissionais de várias áreas? Eu fiz peças de teatro quando criança e isso me abriu horizontes. Fiz Os três porquinhos e me divertia bastante. Acho que o universo criativo lúdico para qualquer profissão que seja vai te beneficiar. Sem dúvidas, se você tem a opção das artes cênicas dentro da escola, o teatro vai sempre te acrescentar e nunca vai tirar. Ele vai te fazer saber usar ferramentas que dificilmente usamos, que é o que já temos: a nossa voz, nosso corpo, nossa concepção, criatividade e capacidade de lidar com o improviso. Eu lembro que fiz um curso de teatro em São Paulo e, entre os alunos existiam advogado, pessoas da área comercial, diversas pessoas que estavam experimentando teatro com esse olhar do que se pode extrair dele

e utilizar na profissão. Isso é maravilhoso. A timidez, às vezes, nos impede de chegar a determinados lugares, o medo de falar com as pessoas, de fazer alguma pergunta, de se expor... Muitas pessoas têm inúmeras ideias, mas não sabem como se organizar e teatro é um exercício constante.

“Eu nunca fui uma pessoa de pegar um papelzinho de chiclete, lata de refrigerante, ou seja lá o que for, e ficar jogando na rua” Sua carreira hoje em TV é maior que a de teatro. Você pretende, apesar das dificuldades financeiras que o teatro impõe, incrementar isso no futuro? Como espectador, que tipo de teatro você mais aprecia? Eu gosto de todo tipo de teatro como espectador, mas eu tenho, obviamente, minhas preferências. Adoro comédia. A última que assisti foi um belo espetáculo que minha amiga Vanessa Gerbelli faz, se chama Emilinha e Marlene, que não é propriamente comédia, mas é um espetáculo com muito humor. Em Malhação e em Vidas em Jogo você canta. Tem interesse em seguir

algo nessa área ou mesmo no teatro musical? Eu sou um ator meio musicado. Eu tenho bastante vontade de cantar, fiz pouquíssimas aulas de canto. Eu acho que a música sensibiliza também. Eu canto com a alma. A música acaba me perseguindo e eu gosto. Em Malhação me perseguiu, em Bang Bang me perseguiu, em Vidas em Jogo me perseguiu e é sempre um desafio porque você acaba não sabendo que rumo isso vai tomar. Eu só não tive a oportunidade de cantar no teatro ainda. Você é uma pessoa descontraída, brincalhona e traz o teatro desde criança na veia. Você ainda cultiva a criança que existe em você? Tem que cultivar. Eu sempre cultivo a criança que tem dentro de mim. Eu não gosto de mau humor, de fofoca, pessimismo. Então, eu uso as brincadeiras pra usar um ambiente propício à produtividade. Eu uso inspiração pra abrir canais dentro de mim e poder colocar em prática essa criança que eu tenho e essa vontade de poder crescer. No seu blog você tem uma cara bem de super-herói. Você tem heróis que te inspiram? Claro. O que seria de mim se não fosse o Rocky Balboa? (risos) O que seria de mim se não fosse o Superman passeando com a Lois Lane lá no espa-

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O convite para o filme Tainá 3 teve a ver com essa imagem? Eu acho que não porque no Tainá 3 eu faço um contrabandista de madeira, então eu seria o contraponto. O convite do Tainá 3 veio através da Rosana Svartman, uma produtora de elenco que precisava de um vilão, e eu abracei uma bela oportunidade porque eu precisava fazer um primeiro vilão e eu sempre tive um público infantil muito bacana. Deve estrear o filme agora em junho, nas férias de meio de ano. O público infantil e infanto-juvenil eu adoro.

em que você está diante de um público, que você tem alunos, de alguma forma você tem que incorporar o personagem, inclusive usar de recursos para desinibir, pegar o aluno que está travado, que tem um problema com pronúncia e quebrar essas barreiras através de recursos das artes cênicas mesmo. Aquecimento de voz, alongamento, brincadeiras interativas, isso tudo ajuda muito na hora de você sensibilizar para passar um conhecimento.

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sempre fez, continua e vai continuar fazendo parte da minha vida.


ço? Aquela cena em que ele dá a volta ao contrário e volta no tempo voando pra salvar a mulher da vida dele... Quantas vezes a gente não tem que voar no sentido contrário à Terra para poder salvar nossa mulher?

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Isso seria uma declaração de amor a sua mulher? Sempre. A gente tem sempre que fazer declaração de amor. Eu faço sempre. Essa é uma entre milhares durante o dia.

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Você tem vontade de encarnar um super-herói no cinema? Eu fiz um audition, pois estavam querendo descobrir um novo Zorro. Acho que eles já têm ideia de quem seria o novo Zorro, mas só de fazer o teste, pensando que eu poderia fazer o Zorro, imaginei o quanto ia ser legal porque fez parte da minha infância. Imagina fazer um Zorro? Muito divertido! (risos) O que mudou na sua vida após o Globo Ecologia? Você vê o meio ambiente com outros olhos? A gente escuta muita coisa e quando você passa a ver e fazer parte, você está envolvido, está vendo de dentro pra fora, sua leitura muda completamente. Muita coisa mudou. A gente fica

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chocado com as questões. Por exemplo, teve um programa que me chamou muita atenção com o processo de desertificação no Nordeste, que é o fato de você plantar e aí, aquele solo não é tratado. Com as plantações feitas ali, aquele solo começa a perder os minerais, ele não é cuidado novamente para poder ficar fértil e isso gera um processo de desertificação, pois não se consegue plantar mais nada ali, deixando aquela área estéril. Então, eu nunca imaginei que no Brasil nós fossemos encontrar áreas desertas, o que me chocou muito porque a gente sempre escuta falar do Brasil como terra fértil e de repente você escuta falar em processo de desertificação. Ao falar em deserto a gente lembra da Califórnia, do Oriente Médio. Por mais que no Brasil tenha as secas, é diferente de deserto. Daí que começamos a ver os desequilíbrios. Nos dias de hoje e cada vez mais os jovens vêm levantando a bandeira da sustentabilidade. Você consegue enxergar essa mudança? Consigo. A gente fala muito do crescimento do Brasil, agora com Olimpíadas, Copa do Mundo. É fato que o Brasil está se desenvolvendo. A gente vê grandes melhorias, mas eu paro pra me perguntar: será que a mente do

povo brasileiro está acompanhando? Eu falo da questão da educação, que é onde nasce a sustentabilidade. A sustentabilidade deve fazer parte do currículo escolar de cada um. Então, será que a educação está sendo feita? Eu acho que essas campanhas, os programas, o próprio Globo Ecologia já abriu muito a cabeça, já se fala mais nisso, mas as pessoas precisam estar mais atentas a questão, precisam saber que toda ação tem uma reação e isso não é brincadeira. Hoje também tem o eco negócio. Hoje em dia, ao desenvolver algo ecologicamente correto dentro das empresas se gera outros benefícios econômicos. Isso tudo é muito positivo, mas começa com a gente. O que eu posso fazer, eu tenho que fazer. O que você pode fazer você tem que fazer. Você passa ter uma espiritualidade bastante trabalhada. Você segue alguma religião? Não. Não sigo nenhuma religião. Eu tenho exemplos. Eu tenho um estilo de vida. Eu sou cristão. Eu vejo o exemplo de Cristo, um homem que circulou em todos os ambientes, com todos os tipos de pessoa e não tem nenhum tipo de julgamento, bem pelo contrário, está sempre querendo ajudar, sempre pensando no próximo.

Você é muito ligado à família? Seus irmãos e pais moram aqui no Rio? Minha mãe, minha irmã mais velha e meu irmão moram. Tenho uma irmã que mora em Belém e meu pai mora no interior do Rio. Como é a vida de casado? Sua esposa é também do meio artístico? Não. Minha esposa é psicóloga e empresária. Temos um estúdio de Still Photography, foto de produtos e vídeos institucionais. Já pensam em ter filhos? Já pensamos. Queremos um casal. Você morou um tempo no Barra Inn, um prédio associado à ABM. Você conheceu bem a Associação? Qual a lembrança que você tem de lá? A lembrança que tenho é lazer. Um ambiente para quando a gente precisava ter um lugar para, com segurança, se divertir, fazer uma ginástica, uma aula de natação, arejar a cabeça.

Interessados a se contactar com o estúdio da esposa de Guilherme: Estúdio OartisticO/ Telefone: 96573581/ e-mail: oartistico@me.com


Meio Ambiente por Luahine Mendes

Pescadores reciclam lixo e ajudam na despoluição de lagoas cariocas

O pescador Carlos Alberto, de 55 anos, recolhe o lixo do condomínio Porto Seguro

Zilda Rodrigues Conceição, presidente da cooperativa, entre os pescadores cooperados numa tarde de recolhimento de material reciclável

com a possibilidade de pescar. Há 13 anos, com a pesca proibida na região, eles se concentraram na limpeza das águas e, hoje estão inseridos no projeto “Rio Ama os Rios”, do INEA. Naquela época foi implantada na lagoa uma ecobarreira para ajudar na despoluição e, assim, retiravam-se 42 caminhões de gigogas por dia. Com a quantidade de lixo que se joga nas águas, os pescadores também catam vários tipos de objetos. Hoje, são de 7 a 8 toneladas de material reciclável recolhidas por mês entre ruas e lagoas. 2,73% da reciclagem da cidade do Rio de Janeiro ficam a cargo de catadores autônomos ou cooperativas. Além de donativos (garrafas PET, papelão etc) que recebem, alguns síndicos de condomínios associados à ABM também colaboram com esta forma de sustentabilidade. Os catadores vão até os

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prédios e recolhem o material reciclável que o síndico já deixa separado. Na cooperativa, tudo é bem organizado, eles têm uma mesa destinada à separação dos diferentes tipos de materiais para, posteriormente, eles mesmos reciclarem e venderem – um lucro a mais para 12 dos pescadores cooperados.

A cooperativa ainda conta com um Ecoponto no Canal de Marapendi onde três pescadores ficam incumbidos de recolherem o lixo das águas. “Nós somos responsáveis por acabar com a dengue da Barra, pois nós catamos potes às margens da Lagoa, potes que enchem com a chuva e armazenam larvas”, completa o pescador cooperado Osmar, apelidado de Zinho pelos amigos. O grupo já participou das duas edições do SOS Canal de Marapendi, realizado nos anos de 2010 e 2011, com objetivo de formar um mutirão de limpeza para recolher lixos às margens do Canal. O trabalho deles é essencial para a preservação desses habitats e, mesmo satisfeitos por trabalharem em prol do meio ambiente, os pescadores gostariam que a população fosse mais educada, não poluindo os locais que lhe trazem os peixes, seus grandes trunfos.

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Muitos moradores da Barra da Tijuca e adjacências podem não saber que 21 pescadores formam uma cooperativa responsável pela limpeza das lagoas da Tijuca, de Jacarepaguá, Marapendi e Camorim. Desses 21, 12 homens fazem parte do setor de reciclagem. A cooperativa partiu de uma proposta da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (SERLA - agora, o unificado Instituto Estadual do Ambiente) para que a colônia de pescadores ajudasse na retirada de algas gigogas da Lagoa da Tijuca. As algas nascem no verão e com a chuva vão para as lagoas, acabando

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Uma cooperativa de catadores se divide entre a limpeza das águas e a reciclagem, incluindo seu trabalho nos 3% da ação de reaproveitamento de lixo da cidade do Rio de Janeiro, onde a Comlurb só tem participação de 0,27%


Entrevista

por Luahine Mendes fotos Jorge Souto

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Subprefeitura da Barra melhora o trânsito, reforma ciclovia e se mostra preparada para ouvir a população

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Tiago Mohamed, subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, recebeu uma equipe do Jornal da ABM na Subprefeitura da Barra na penúltima semana de março de 2012 e falou dos trabalhos que tem feito, trabalhos que irão beneficiar os moradores da Associação. Uma das grandes mudanças na qual a Subprefeitura está atuando é o trânsito da Av. das Américas. Obras bem menores que uma Transolímpica ou Metrô facilitarão muito o dia a dia de quem mora na Barra. A principal modificação será no retorno em frente ao hipermercado Extra, na altura do número 1.500, que

terá o sentido alterado. A saída, que hoje dá acesso à Zona Sul, será invertida para que um menor número de veículos tenha que ir até o Barra Space Center, passando a ser utilizada por veículos que vierem do Recreio e precisarem retornar. Os motoristas que saem do estacionamento do supermercado estão fazendo o retorno em frente à

concessionária Renault. Para os pedestres, em frente ao mesmo supermercado será feita uma nova travessia e, com isso, a mudança do semáforo. “Além disso, a gente está fazendo uma obra para diminuir o canteiro lateral do retorno próximo ao Barra Space para aumentar a acumulação de carros ali”, complementa Tiago. O canteiro que fica logo após o Dunas, no sentido Zona Sul, será retirado, permitindo o acesso às pistas laterais. No trecho após a Praça Pimentinha será aberta uma agulha de saída da pista central para as faixas laterais, após o prédio do Comitê Olímpico Brasileiro, permitindo o acesso ao shopping Downtown ou à Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso. “Para quem mora na Dulcídio e para quem quer ir ao Downtown vai melhorar absurdamente”, lembra o Subprefeito. O semáforo da pista lateral, em frente à concessionária Eurobarra, sentido Zona Sul, será retirado. Assim, quem sai da Av. Afonso Arinos de Melo Franco e vai para o Downtown ou Zona Sul será beneficiado. Sem semáforo, os pedestres terão que atravessar as vias em dois tempos: da Afonso Arinos para a Praça Pimentinha, da Praça Pimentinha para o próximo semáforo. Será feita remoção do canteiro de frente à Concessionária para facilitar o giro à direita de quem sai da Afonso Arinos. Questionado se os pedestres serão prejudicados, ele acredita que não: “Quem atravessa ali é o morador dali e, como o morador vai ter o benefício direto do trânsito, não vai reclamar por demorar a atravessar segundos a mais.” Tiago ainda afirma que essas intervenções não são as definitivas. Definitivo será fazer o Mergulhão e ele acha

que vai acabar acontecendo. Também recorda que essas mudanças são frutos das conversas com a Diretoria da ABM e diz se sentir muito mais responsável por um negócio assim, pontual, que é mais barato, mas não vai causar um impacto tão grande como uma Transoeste. Outra importante obra, iniciada efetivamente em 12 de março deste ano, é a recuperação da Ciclovia ao longo da Av. Prefeito Dulcídio Cardoso. O Subprefeito pondera: “Antigamente não se tapava buraco da rua, quanto mais recuperar ciclovia. Agora o Prefeito criou uma Secretaria de Conservação para dar a devida atenção à conservação. Se alguém vai andar na ciclovia e toma um tombo porque ela está cheia de buracos, isso influencia no dia a dia da pessoa”. A ABM é parceira do Parque das Rosas neste pleito da ciclovia, tendo sempre solicitado sua reforma. O local recuperado deve ser entregue no fim do mês de junho. Já a mudança do sentido do retorno em frente ao Extra deve passar a valer este mês. As outras obras têm conclusão prevista para o fim de abril ou início de maio. O trabalho de conservação da Subprefeitura no entorno da ABM é constante. O tempo inteiro a ABM demanda questões dessa categoria, como poda de árvores, lâmpadas apagadas, tapa-buraco. A última batalha da Associação para a melhoria da região, discutida com o Subprefeito, é com os vendedores ambulantes irregulares na Av. Afonso Arinos. A Prefeitura tem uma equipe da SEOP que fica somente pela Barra da Tijuca fazendo repressão a esses vendedores. E essa repressão ali aumentou. Eles tiram os ambulantes do local, mas nunca haverá efetivo


tem que se adequar à demanda e o serviço tem funcionado. Por exemplo, a Rio Luz atende mais de 90% das solicitações por lâmpada queimada em até 48 horas. A Rio Luz era campeã de reclamações quando Eduardo Paes se tornou Prefeito da Cidade. Hoje em dia, a empresa é a campeã de atendimento no 1746. “O índice internacional das cidades desenvolvidas é 2% de apagamento. A Rio Luz está nesse índice já”, comemora Tiago.

A Subprefeitura tem o papel principal de interlocução entre a população e a Prefeitura - as Secretarias e até mesmo o prefeito. É preciso que a população aponte o que está vendo de errado e sugira mudanças para, então, a Subprefeitura desenvolver as questões junto às Secretarias, traduzindo-as em melhoria direta para o bairro.

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pra ficar o tempo inteiro, então os ambulantes voltam. A Prefeitura tem hoje um canal de atendimento - número 1746 – atendendo essa e diversos outros tipos de solicitações. Antes tínhamos o Disque Ordem, Disque Buraco, Disque Luz e tudo foi centralizado para facilitar as coisas. Com o 1746 a Prefeitura está mostrando que não tem medo do desafio e sua função é colocar o serviço à disposição. O órgão

João Luiz Rabello - Diretor Financeiro da ABM, Ilma Novaes, Ricardo Magalhães, Tiago Mohamed, Luahine Mendes e o fotógrafo Jorge Souto no gabinete do Subprefeito

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Tiago apresenta as melhorias para a equipe do Jornal da ABM


Delícias

Culinárias

Por Maria Cristina Salgado

Bolo de milho

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“Todas as vezes que tenho uma visita relâmpago em minha casa ou quando quero, simplesmente, um café com bolo, faço esse rápido e fácil bolo de milho.” – Maria Cristina Salgado

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Ingredientes: 1 lata de leite condensado 1 lata de milho verde escorrida 3 ovos inteiros 1 colher de sopa de fermento 1 pacote de côco ralado desidratado Preparo: Bata tudo no liquidificador por 2 minutos. Coloque em uma forma pequena untada (se for média dobre a receita) e leve em forno pré-aquecido a 180º C, deixando por 20 minutos ou até dourar. Pronto... Sirva quente ou frio, com chá, café ou suco e a vencedora do mês afirma que o sucesso está garantido! Envie sua receita para: deliciasculinarias.abm@gmail.com


Curtas

hidroginástica na piscina da ABM, participou do Campeonato Brasileiro de Triathlon de Longa Distância seletiva para o Mundial - em Cambuco, Fortaleza. Ele foi o 1º colocado em sua faixa etária (55 a 59 anos). Tão bacana quanto sua vitória foi o gesto das alunas de hidroginástica. Elas ajudaram Fernando em sua viagem. Parabéns para ele e para elas!

Ciclovia Piscina bate recorde Mais de 300 alunos estão matriculados na escola de natação do Parque Aquático da ABM. Venha fazer uma aula experimental e conheça o motivo de tanto sucesso!

Maestro Féo

Reunião com o subprefeito

Começaram as obras de recuperação da Ciclovia Canal de Marapendi no dia 12 de março deste ano, o que vem coroar a ação conjunta das associações de nosso entorno (ABM, AMAPLUC, AMAROSAS, RIVIERA E CCBT). Nota 10 para o, maestro José Féo, do Coral da ABM. Toda terça-feira de manhã a ABM se enche de um lindo canto. O maestro tem ficado com os coralistas até a parte da tarde para que novas músicas sejam bem ensaiadas. Parabéns!

Padaria Forno Prime Com sucesso foi inaugurada a padaria Forno Prime, no Barra Prime Office. Os moradores adoraram a novidade, pois agora pertinho de casa tem pão quentinho, lanches e umas guloseimas a mais. Muito sucesso ao casal William e Sibele, os donos da Forno Prime!.

Vândalos à solta A ABM colocou no Bosque vários banners pedindo que os donos de cães usassem o cachorródromo para soltar seus cães e também para que, quando andassem pelas alamedas, mantivessem seus animais presos pela guia. Não é que no mesmo dia, entre 19h e 20h, um cidadão (que não se pode chamar assim) arrancou todos os banners sem que ninguém o visse! Temos que repudiar as ações de vandalismo. Todos os locais, públicos ou não, têm que ter regras para que as pes-

MF8 no triathlon O professor Fernando Ferreira da MF8 Esportes, empresa contratada para dar aulas de natação e

Recebemos o Subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, Tiago Mohamed, em 29 de março, no Salão Social da ABM. Tiago apresentou o projeto novo de trânsito para a Av. das Américas. A Central de Atendimento da Prefeitura – o número 1746 – foi também destacado para que moradores façam suas solicitações. João Machado, coordenador da CET-RIO Barra também participou da reunião. Os usuários da ABM presentes puderam fazer perguntas às autoridades. Um morador questionou se existe algum plano para disciplinar o trânsito de vans e ônibus. O Subprefeito afirma que a fiscalização não é tão eficaz quanto gostaríamos, mesmo tendo sido criada uma Subsecretaria de Fiscalização dentro da Secretaria de Transporte, porém vai tentar solucionar o problema. Um assunto muito debatido entre todos foi a falta de respeito à malha próxima a Rua Jornalista Henrique Cordeiro. Apesar da placa de sinalização, motoristas sofrem todos os dias com a confusão para entrada e saída da rua. Vai ser verificada a possibilidade de se colocar um semáforo antes da malha para facilitar os veículos que saem da JHC. Até aplicação de multa foi sugerida por alguns moradores presentes. João Machado nos passou uma informação relevante: foi feito um levantamento que informa que a Barra abriga quase um veículo por pessoa, algo inédito no Rio de Janeiro. Foi aí que uma moradora sugeriu a implementação do Bike Rio no bairro. Tiago Mohamed apoia as pessoas que andam de bicicleta e os próprios BRT’s estão sendo feitos para que se ande menos de carro. Um assunto muito interessante foi apresentado pelo Subprefeito: uma futura campanha, principalmente, para a Av. Prefeito Dulcídio Cardoso e para a praia, em relação à preferência dos pedestres nas faixas não semaforizadas. Pedestres também devem ser respeitados no momento da travessia, mesmo quando há a marcação da faixa sem o sinal.

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Reuniu-se em Assembleia, no mês de março, o Conselho Geral de Associados da ABM. Motivo: pista de skate. Manter, reconstruir ou acabar? A pista tem gerado vários transtornos, pois está em local aberto a todos e, em vez de esporte saudável, tem atraído usuários de drogas, sem falar no barulho para os prédios vizinhos e falta de segurança para as crianças que iam até lá. Depois de vários debates, o resultado foi acabar com a pista e receber da construtora Calçada indenização total. Em outra Assembleia a ser marcada o CGA irá deliberar como esse dinheiro será aplicado.

soas possam compartilhar o espaço sem problemas e perigo. Quem sabe um acordo entre donos de cães, idosos e crianças possa ser selado breve com uma reunião para tratar deste assunto, junto com o Conselho Geral de Associados na ABM. Essa foi uma ótima ideia do presidente da ABM, Lélio Barbosa.

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Pista de skate


Segurança

por Luahine Mendes fotos Jorge Souto

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ENTREVISTA COM O COMANDANTE DO 31º BPM

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O Tenente-Coronel Amaral, do 31º Batalhão da Polícia Militar, esteve presente no Salão Nelson Gallo (Salão Social) da ABM para se reunir com alguns membros da Diretoria, no último dia 2 de março. Na oportunidade, foram respondidas algumas perguntas e foram apresentadas ao Comandante informações sobre o circuito das câmeras de segurança da ABM, instaladas este ano. ABM: Esta região da Associação Bosque Marapendi, Riviera e Parque das Rosas soma 50 mil habitantes aproximadamente, o que equivale a uma cidade não tão pequena. Você pensa em aumentar o policiamento ostensivo nessas áreas? COMANDANTE: Eu não tenho como aumentar o efetivo diretamente pra cá, em detrimento de outras áreas. Não sei se todos conhecem a área de atuação do 31° Batalhão hoje. Hoje, estou com um efetivo 50% menor e a população aumentou 70% comparado ao que tinha há 10 anos. Recebemos mais uma área de atuação que é Barra de Guaratiba e mandaram de lá apenas 1/3 do efetivo que eu precisava. No carnaval, só tivemos problemas lá. É uma área problemática, com alguns conflitos sociais. Então, o que tenho que fazer em determinadas áreas é o cobertor curto, por exemplo, se está tudo certo aqui na ABM, eu mantenho um policiamento na cabine, uma viatura rodando. Se eu tiver algum tipo de

O Comandante entre alguns síndicos e Diretores da ABM

problema, eu aumento o policiamento. Hoje, recebi duas denúncias de roubo dessa molecada que fica na Praça Pimentinha. Então, estou trazendo a segunda seção pra cá. São os homens do serviço reservado e nós vamos tentar espantá-los de alguma maneira. Esses garotos vão roubar em outro lugar e eu vou monitorar eles. É um problema social hoje, pois eles pedem coisas, pedem dinheiro, mas isso evolui. A partir do momento em que as pessoas não dão – e não tem que dar mesmo – eles vão roubar. Eu já fiz e vou fazer um outro contato com a Prefeitura pra tirar a população de rua daqui porque estamos convivendo com esse problema há algum tempo.

A operação tem que ser em conjunto: Polícia Militar e Prefeitura. Cabe à Prefeitura e não à Polícia a remoção dessas pessoas. A Prefeitura tem que coibir isso, tem que fiscalizar e a gente pode apoiar porque no meio desse pessoal pode ser que haja alguns meliantes e já aconteceu. A gente está combatendo agora os flanelinhas no Parque das Rosas. Na última operação que fizemos, antes do carnaval, recolhemos quatro, sendo dois deles com passagem pela polícia. Um tinha uma prisão preventiva em aberto e já ficou preso. Os outros que não tinham nada voltam pra rua. Então, são limitações legais. E é muita gente. Recolhemos e depois aparecem outros.

Nós temos na Av. Afonso Arinos de Melo Franco a problemática dos vendedores ambulantes irregulares. Alguns moradores cobram da ABM a retirada deles de nosso entorno. O que falta pra acontecer uma operação que acabe de vez com o problema?

Com a construção da Linha 4 do Metrô, algumas pessoas acreditam que a Barra da Tijuca vai estar mais a risco da criminalidade devido ao acesso rápido e fácil ao bairro. Ainda teremos os corredores Transcarioca, Transoeste e Transolímpica. O 31° BPM está preparado para isso?

É, nós vamos ter um maior fluxo de pessoas aqui. E vou mais além, terá os dois grandes eventos, Copa do Mundo e Olimpíadas. Ano que vem já temos Copa das Confederações. Eu fiz um estudo que precisamos dobrar o efetivo do Batalhão até 2016. Em junho, também tem Rio+20. Hoje nós temos um programa do Governo do Estado, que é prioridade, que é a Unidade de Polícia Pacificadora, que precisa de um efetivo muito grande. O que os senhores acharam do nosso policiamento de praia durante o verão, com, inclusive, uniforme diferente? É um projeto piloto que eu trouxe pra cá. Eu tenho a promessa de ficar com ele até o verão, se vai além nós veremos. Aqui na Barra eu tenho três pontos críticos: o posto 1, a saída do Terminal Alvorada (posto 8) e o posto 12 do recreio, próximo ao Terreirão. Tenho também observado bem a Praça do Ó e quero fazer um trabalho por lá.


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