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EDIÇÃO ESPECIAL DE NATAL

CRUZEIRO DO VALE

DEZEMBRO | 2013

NATAL, TEMPO DE

RENOVAÇÃO

Mais do que arrumar a casa para as festividades ou comprar presentes para os familiares, data que marca o nascimento de Jesus Cristo lembra que nunca é tarde para recomeçar. Edição especial apresenta histórias de superação que nos ajudam a refletir melhor sobre o verdadeiro espírito do Natal


Revista

CRUZEIRO DO VALE

EDIÇÃO ESPECIAL DE NATAL | DEZEMBRO | 2013

04 Reabilitação 06 Ação Social 08 Cartas para o bom

16 Nosso presente

velhinho

10 Um dia especial 12 Meu nome é Natal 20 Mesa farta 24 Renascimento 26 Social de Natal 34 Longe de casa 36 Lazer para a comunidade

14 Uma tarde de andarilho

Diretor Gilberto Schmitt (Reg. Prof. 1557 - MTB/SC) Depto. Financeiro Ana Lúcia Schramm Schmitt, Gilberto Schmitt Filho e Indianara Schmitt Depto. Comercial Maurício Rodrigues Editor-chefe Jean Laurindo (Reg.Prof. 3889 - MTB/SC) Chefe de Redação Sandro Lauri Galarça (Reg. Prof. 8357 - MTB/RS) Projeto Gráfico e Diagramação Sandro Lauri Galarça Anúncios Maria Luiza Junges/Jessé de Almeida Fotografias Carla Superti, Jean Laurindo e Jessé de Almeida Reportagens Carla Superti; Ana C. Bernardes; Jean Laurindo; Thiago Moraes Impressão Gráfica ZF, Blumenau Circulação Dezembro 2013 Cruzeiro do Vale Sede: Cel. Aristiano Ramos, 441 - 1º andar Centro - Gaspar/SC Fones: (47) 3332-9060 | 3332-4259 | 3332-5768 redacao@cruzeirodovale.com.br www. cruzeirodovale.com.br Fundado em 1º de junho de 1990 por Gilberto Schmitt e João Nivaldo Tomazzia

39 Trabalhando no Natal

O Natal e a renovação O ano de 2013 pode ser considerado um ano intenso. Como em outros anos, foram muitos obstáculos, mas também muitas conquistas, boas notícias e triunfos que sempre dão motivos para sorrir e se orgulhar. A chegada do Natal é uma oportunidade para refletir sobre tudo que passou. Envolvidos no espírito da data, podemos avaliar o que aconteceu e planejar a melhor forma de escrever as próximas páginas de nossas vidas. Neste ano, o Cruzeiro do Vale apresenta sua edição especial de Natal em formato de revista, a exemplo do que já ocorre em junho, nas edições especiais de aniversário do jornal. É um convite para uma leitura mais leve e prazerosa para os leitores neste período de reflexão, confraternizações e descanso. Nas reportagens há espaço para personagens e ações que ajudam a transformar o Natal em uma data ainda mais especial, com gestos inspirados na essência natalina. Como eternizou o poeta Carlos Drummond de Andrade, doze meses são suficientes para qualquer ser humano se cansar. Nada que o milagre da renovação não possa corrigir, recuperando as esperanças e o otimismo. Com esta edição especial, a equipe do Cruzeiro do Vale estende a todos o desejo de um feliz Natal e de um ano novo recheado de conquistas e realizações, com o espírito natalino sempre vivo dentro de cada um.

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COM O APOIO DA FAMÍLIA

Um Natal

longe do vício

Ceia com familiares na Unidade Terapêutica Monte das Oliveiras promete fortalecer laços de quem está em recuperação POR THIAGO MORAES Anderson Galitzki olha para o futuro para não se lembrar mais do passado. O curitibano de 34 anos é um dos nove residentes da Unidade Terapêutica Monte das Oliveiras e receberá seus familiares para a ceia de Natal promovida dentro da clínica de recuperação, no dia 24 de dezembro. Este será o primeiro Natal que Anderson irá passar sem consumir cocaína desde o início de seu vício, aos 12 anos de idade. Dia 25, ele e os demais moradores poderão continuar curtindo a presença dos parentes em um almoço de confraternização natalina. “Minha família irá me enxergar com o semblante da esperança. Não vejo a hora de poder passar o Natal com os meus dois filhos e toda 04 | CRUZEIRO DO VALE

minha família”, relata Anderson. Há cinco meses, justo no dia de seu aniversário, em 4 de julho, o paranaense radicado na cidade de Brusque fez uma escolha resoluta: deixou para trás os móveis de casa, a louça na pia, os familiares e a profissão de pintor para fixar residência em Gaspar, na rua Antônio Bernardi, no bairro Bateias, na sede do Monte das Oliveiras. Anderson veio parar na clínica de recuperação de usuários de drogas e álcool por meio de um dos Centros de Atenção Psicossocial, o Caps, de Brusque. “Fui orientado na Prefeitura a procurar o Caps e logo em seguida fui enviado para o Monte das Oliveiras. Vivia enganando meus entes queridos para manter meu vício. O trata-

mento aqui no Monte das Oliveiras é humano e as regras de convivência ajudam muito”, afirma Anderson, que está em uma clínica de recuperação pela primeira vez. Existente desde 1997 e sob nova direção desde 2009, a casa é composta atualmente por nove homens, com faixa etária de 35 anos, que buscam recuperação em drogas ou álcool, e conta com seis voluntários que ajudam no monitoramento e no tratamento medicinal, espiritual, emocional e físico. “Recebemos os três tipos possíveis de internação: a voluntária, a involuntária, geralmente encaminhada por familiares, e a compulsória, quando a Justiça determina”, elenca o coordenador da casa Sérgio Couto.

Anderson passará o primeiro fim de ano longe das drogas desde os 12 anos


Clima de Natal mexe com o emocional dos residentes

Coordenador Sérgio Couto

Nesta época natalina, segundo o coordenador Sérgio Couto, os habitantes da clínica ficam extremamente mexidos em suas emoções, pois relembram de épocas passadas em que ainda conviviam com os familiares. Diferente de 2011 e 2012, quando houve liberação por parte da diretoria para os residentes visitarem os parentes, em 2013 o Natal será na própria clínica. “Como o Natal mexe muito com o emocional deles, e há também alto índice de recaídas, decidimos que neste ano o Natal será na própria casa, quando os residentes poderão passar o Natal com as famílias e pessoas próximas”, avisa o coordenador.

UNIDADE TERAPÊUTICA

MONTE DAS

OLIVEIRAS Presidente: Márcia Regina Foppa Coordenador: Sérgio Couto Onde: Rua Antônio Bernardi, 708, Bateias, Gaspar Como ajudar: Pelos telefones: (47) 3318-7077 e 3318-7008 Blog: www.montedasoliveiras.blogspot.com E-mail: dj.montedasoliveiras@ibest.com.br

De acordo com Sérgio Couto, os usuários de drogas e dependentes do álcool, em sua maioria, já estão com as relações familiares comprometidas, e o Natal é uma época do ano que ajuda muito na recuperação deste laço afetivo. “A droga gera muitos desafetos entre o dependente e o seio familiar. Nesta turma atual a maioria das famílias já confirmou que virá encontrar seus entes”, informa Sérgio. Com uma proposta de seis meses de internação, a reclusão na casa não é absoluta. “Procuramos interagir e integrar os usuários o máximo possível com uma rotina normal de vida. Visitamos igrejas, praticamos esportes, vamos à praia, fora os afazeres domésticos”, ob-

serva Sérgio. Em 2014, está prevista a construção de uma nova sede do Monte das Oliveiras, no mesmo endereço. A maquete já está pronta, assim como o projeto arquitetônico, de engenharia, hidráulico e elétrico. A entidade recebe apoio financeiro das prefeituras de Gaspar e Brusque, que em contrapartida têm vagas disponíveis para encaminhar aqueles que buscam e precisam de ajuda. “É um trabalho árduo, mas recompensador. Já tivemos vários casos de residentes que chegaram totalmente desacreditados e conseguiram sair da casa recuperados. Alguns inclusive hoje são empresários e outros trabalham normalmente em suas profissões”, destaca Sérgio.

“É UM TRABALHO ÁRDUO, MAS RECOMPENSADOR. JÁ TIVEMOS VÁRIOS CASOS DE RESIDENTES QUE CHEGARAM TOTALMENTE DESACREDITADOS E CONSEGUIRAM SAIR DA CASA RECUPERADOS”

Sérgio Couto, coordenador da Unidade Terapêutica Monte das Oliveiras

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AÇÃO SOCIAL

Alegria compartilhada

com as crianças Há 10 anos, piloto de Motocross se veste de Papai Noel e ajuda crianças de Gaspar

O grupo de amigos que há 10 anos leva um Natal melhor às crianças da escola

Desde 2003, o piloto de motocross Jhonatan Batista, juntamente com familiares e amigos, ajuda a Escola de Educação Básica Angélica Costa, no bairro Sertão Verde, em Gaspar. Ele conta que a ideia surgiu após ele vencer o bicampeonato catarinense da modalidade. “Queria ajudar a comunidade de alguma forma após os títulos”, ressalta. Por isso, perguntou ao amigo Claudio Holzer o que poderia fazer e ele sugeriu que o piloto colaborasse no Natal de alguma creche ou escola que precisasse. Jhonatan começou a ação somente com a família, mas nos anos seguintes teve a ajuda de três amigos, Pablo Reinert, Fabrício Spengler e Jean Carlos Batista. Atualmente, após

10 anos de doações, outros três amigos, Cristiano Schmitt, Fernando Bello e Luciano Pamplona colaboram com um Natal melhor para as crianças da escola. Para saber que entidade escolher, na época o piloto entrou em contato com a Prefeitura de Gaspar. Eles falaram que a Escola de Educação Básica Angélica Costa era a de maior necessidade da região. “Então passamos a ajudá-la”, afirma. Em alguns anos, o grupo de amigos ajudou outra creche, mas o foco sempre foi a escola, que foi totalmente destruída na calamidade de 2008, ano em que a contribuição do grupo com o Natal das crianças foi ainda mais importante. Segundo Jhonatan, todo final de ano a direção da instituição promove

Jhonatan, os amigos e as crianças em dia de festa

uma festa de encerramento com pais e alunos. “Por trás dessa boa ação, eu e alguns amigos levamos o Papai Noel para a distribuição de balas e presentes para as crianças”, revela. O número de alunos ajudados sempre altera conforme o ano. O piloto ressalta que começou ajudando 70 crianças, mas em outros anos esse número passou de 180. Neste ano, a ação social aconteceu no dia 10 de dezembro, uma terça-feira, na Capela São Sebastião. Os amigos distribuíram balas para as crianças e os brinquedos foram entregues por turma pelo Papai Noel. “É satisfatório ver a alegria no rostinho de cada criança ao receber o presente. Que possamos realizar por muitos anos essa alegria para as crianças”, destaca.

Alguns dos presentes arrecadados neste ano 06 | CRUZEIRO DO VALE


“É SATISFATÓRIO VER A ALEGRIA NO ROSTINHO DE CADA CRIANÇA AO RECEBER O PRESENTE. QUE POSSAMOS REALIZAR POR MUITOS ANOS ESSA ALEGRIA PARA AS CRIANÇAS”

Jhonatan Batista, piloto de motocross e Papai Noel voluntário

UMA CARREIRA DE

SUCESSO Jhonatan tem 31 anos e atua como piloto de motocross desde o ano 2000. Ele corre nas categorias MX1 e MX2. Em 2001, ganhou o campeonato Catarinense de Motocross na categoria 125 cilindradas. No ano de 2002 foi vice-campeão na mesma competição e em 2003 foi bicampeão. A carreira de sucesso continuou nos anos seguintes. Em 2004 ele foi novamente vice-campeão do Campeonato Catarinense e em 2008 conquistou o tricampeonato. Somente neste ano, o piloto conquistou quatro títulos. Ficou em primeiro lugar na Copa Norte de Motocross nas categorias MX1 e MX2. Ele também foi vice-campeão do Catarinense nas duas modalidades. Atualmente, Jhonatan conta que se dedica mais à empresa da família, em Gaspar, do que ao Motocross. “Meu esporte se tornou um lazer que não consigo ficar sem”, finaliza.

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DOAÇÕES

Cartas para o

bom velhinho

Projeto Papai Noel dos Correios existe há aproximadamente 10 anos em Gaspar Quase 170 crianças que estudam do pré ao quarto ano em duas escolas municipais de Gaspar escreveram cartinhas ao Papai Noel pedindo presentes de Natal neste ano. Elas fizeram parte do projeto Papai Noel dos Correios, que realiza os sonhos de meninos e meninas do Brasil inteiro nesta época. De acordo com a gerente dos Correios da cidade, Veneranda Oliveira, a agência de Gaspar

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recebeu mais de 220 cartinhas de crianças no total. Destas, nem todas eram de alunos dos colégios, mas também de outras crianças de Gaspar que queriam fazer um pedido ao bom velhinho. As cartas eram endereçadas ao Polo Norte, mas foram adotadas pelos gasparenses. A entrega dos presentes aconteceu no dia 5 de dezembro, antes de o período letivo terminar. Os nomes dos peque-

nos que fizeram os pedidos e dos doadores não são divulgados pelos Correios, pois uma das regras é que a ação aconteça no anonimato. Veneranda ressalta que as crianças não podem pedir presentes caros. Assim, os pedidos escritos nas cartinhas ao Papai Noel podem ser atendidos. “Neste ano, as crianças pediram muitas bolas, bonecas, mochilas, produtos escolares. O pedido de várias meninas

foi bonecas ou até mesmo materiais escolares da Monster High”, revela a gerente dos Correios. Em Gaspar, o projeto Papai Noel dos Correios existe há cerca de 10 anos. “Sempre deu bom resultado”, completa Veneranda. Além dos alunos da rede municipal, outras crianças da cidade também mandaram cartinhas. De acordo com os Correios, a maioria dos pedidos foi atendida.


A satisfação de doar “GERALMENTE AS CRIANÇAS QUEREM ROUPAS, MATERIAL ESCOLAR, BRINQUEDOS COMO BONECAS, BOLAS E URSINHOS”

João Manoel Wessling de Souza, que adota cartinhas do projeto Papai Noel dos Correios há quatro anos

O estagiário do Ministério Público João Manoel Wessling de Souza, 22 anos, conta que adota cartinhas do projeto Papai Noel dos Correios há quatro anos. Ele ressalta que adora participar da ação e os pedidos quase sempre são simples. “Geralmente as crianças querem roupas, material escolar, brinquedos como bonecas, bolas e ursinhos”, diz. Toda pessoa que adota cartinhas para o Papai Noel mais de uma vez tem alguma história que chama mais atenção. Para João, é a de três irmãos que moravam no bairro Bela Vista. “A cartinha me emocionou mui-

to. Era de uma família que morava na comunidade da Marinha. Os irmãos pediam apenas roupas, materiais escolares e uma cesta básica”, lembra. Curioso para saber quem eram essas pessoas, João foi até o endereço do remetente dos pedidos, como já fez em outras vezes que adotou cartinhas. “Fui até a Marinha e vi que se tratava de uma família em estado alarmante. Moravam em uma casa de madeira e papelão, não tinham nada na cozinha, uma só cama de casal com dois colchões. Foi então que conversei com meu pai, que

é comerciante na cidade, e ele me ajudou a comprar os presentes pedidos”, ressalta João. Eles compraram os materiais escolares, roupas, três cestas básicas e um colchão de casal novo. O sorriso estampado no rosto da família quando eles ganharam o produto é uma coisa que João vai levar para sempre. “Quando cheguei vestido de Papai Noel, as crianças ficaram muito felizes. Agradeceram como se fosse um presente de Deus. E acho, sinceramente, que Deus me colocou no caminho daquela família aquele ano”, pontua, satisfeito com o resultado da doação.

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COMEMORAÇÃO DUPLA

Um dia

especial Andressa Michel nasceu em 25 de dezembro e Natal Soares no dia 18, mas foi batizado em homenagem à data para ter sorte A palavra natal vem do latim nãtãlis, que significa nascimento. No dia 25 de dezembro, quando é comemorado o Natal, homenageia-se o nascimento de Cristo. Mas para outras pessoas a data tem mais um significado especial. Andressa Michel nasceu no dia 25 de dezembro de 1988. Segundo a nutricionista, nada foi planejado, tudo aconteceu ao acaso. “Minha mãe começou a sentir as contrações no dia 24 à tarde e foi para o hospital. O médico disse para ela ir para casa tranquila e passar o Natal com a família”, conta. A noite de Natal a mãe de

Andressa, Denise Radins, conseguiu passar com a família. Mas no dia 25, as contrações voltaram e não teve jeito. “Estourou a bolsa e nasci às 14h de parto normal”, destaca a jovem, que veio ao mundo com 51 centímetros e 3,5 quilos. Nascer no Natal para Andressa tem um significado diferente, pois a data é para ela união em família, o que torna o aniversário ainda mais importante. Ele é comemorado com grande parte de seus parentes até hoje. Só que, justamente por ter nascido neste dia, vêm também algumas manias de família que a jovem

tenta mudar. “Nunca gostei que cantassem parabéns para mim na ceia. Todo ano peço para cantarem no dia 25”, revela. Em relação aos presentes, Andressa conta que há desvantagens. “Alguns me dão um presente só ou dois mais simples”, reclama. Neste ano, a nutricionista comemora 25 anos. Segundo a jovem, quando pequena o aniversário já foi comemorado com festas. Mas hoje geralmente tem um bolo no almoço em família e ela sai para jantar com os parentes mais próximos e o namorado. Uma forma de comemorar as duas datas separadas, como ela gosta.

“NUNCA GOSTEI QUE CANTASSEM PARABÉNS PARA MIM NA CEIA. TODO ANO PEÇO PARA CANTAREM NO DIA 25“

Andressa, em visita a Balneário Camboriú, resolveu visitar o Papai Noel em um shopping 10 | CRUZEIRO DO VALE

Andressa Michel, que nasceu no dia 25 de dezembro de 1988


Meu nome é Natal O mestre de obras Natal Soares não nasceu no dia 25 de dezembro, mas recebeu esse nome como forma de homenagem ao nascimento de Jesus Cristo. Porém, ele nasceu próximo à data, no dia 18 de dezembro de 1966. “Acho que não foi nada planejado porque nós somos cinco irmãos. Nunca fiquei a par disso”, afirma. Quando Natal nasceu, no hospital em Gaspar, o médico disse que ele não viveria muito. Por isso, foi

batizado no hospital. “Meu avô que escolheu esse nome para dar sorte. E deu. Estou vivo até hoje”. Com o nome diferente, Natal conta que sempre tem alguém fazendo brincadeiras em relação a isso. Mas, para ele, não importa. “Tenho orgulho de ter um nome único. Sou bem conhecido na cidade. Acho que sou o único Natal que mora aqui. A gozação acontece, mas até que eu gosto”, reconhece.

O aniversário dele é comemorado sempre em festa com familiares e amigos. E, no Natal, outra festa acontece na casa do mestre de obras. Dia 25 é comemorado o nascimento de Jesus na casa de Natal, que é católico. Além disso, a família agradece o ano que passou e pede forças para mais um. Até 2011, por quatro anos, Natal saía com a família e amigos vestido de Papai Noel em um caminhão para entregar presentes às crian-

ças carentes. Mas em 2012 a situação mudou. Em outubro do ano passado ele foi atropelado e até hoje está debilitado, tendo que tomar 11 tipos de medicamentos. “No ano passado e neste ano não fizemos o mesmo dos natais anteriores. Mas neste ano resolvi enfeitar meu sítio para entrar no espírito novamente. Coloquei piscapiscas, pinheirinho e até mesmo um presépio”, pontua Natal, ressaltando que adora comemorar essa data.

“TENHO ORGULHO DE TER UM NOME ÚNICO. ACHO QUE SOU O ÚNICO NATAL QUE MORA AQUI. A GOZAÇÃO ACONTECE, MAS ATÉ QUE EU GOSTO”

O mestre de obras Natal Soares não nasceu no dia 25 de dezembro, mas carrega no nome a homenagem ao nascimento de Cristo Até 2011, Natal se vestia de Papai Noel e entregava presentes para crianças nas ruas de Gaspar

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PAIXÃO: PAPAI NOEL

O bom velhinho

de 32 anos

Escritor gasparense Elias Lana cresceu em uma família onde o espírito natalino impera todo ano POR CARLA SUPERTI Magro, alto e de cabelos escuros. Assim é o escritor Elias Anízio Lana, 32 anos, no dia a dia. Quem o vê nem imagina que no final do ano ele se transforma em outra pessoa totalmente diferente. O Papai Noel. Isso mesmo, Elias é um jovem Papai Noel por escolha e paixão. O morador de Gaspar conta que a primeira vez que se tornou o bom velhinho foi no ano de 2000, quando não tinha nem 20 anos. “Cresci vendo meu tio ser Papai Noel. Surgiu essa oportu-

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nidade e comecei a ser também”, ressalta. Mas o tio de Elias não é a única influência que levou o escritor a se caracterizar como o bom velhinho. O espírito natalino está na família. Ele conta que sua avó é fã de carteirinha do Natal. Neste ano, ela enfeitou a casa, no bairro Barracão, com 120 papais noéis. Outro tio de Elias também contribuía com a solidariedade de Natal na cidade como o motorista do Papai Noel. Ele morreu no ano passado e foi um dos motivos que levou Elias

a querer encarnar o personagem mais vezes neste ano. A paixão pelo tema é tanta que Elias se inscreveu para o Festival de Papais Noéis da Aldeia do Papai Noel, em Gramado, no Rio Grande do Sul, e foi chamado para participar. Lá, ele conheceu mais de 50 papais noéis de todo o Brasil. “Eu era o mais novo deles, pois a maioria tinha entre 50 e 80 anos. Pensei que ia ser mal recebido, mas fui bem adotado por todos. Uns até falaram que começaram a ser Pa-

pai Noel aos 20 e poucos anos. Foi mágico”, ressalta. Ele encontrou o evento pela internet e conseguiu ir através de uma ação entre amigos feita em Gaspar, chamada Ação Noel. Além de Elias, mais quatro Noéis catarinenses foram para Gramado. O encontro aconteceu de 7 a 9 de novembro e a experiência foi positiva. “Em Gramado vi que Papai Noel é tudo igual e qualquer um pode ser. Nesse meio não se pode ter competição. O que vale é o espírito”, completa.


Hora de vestir a fantasia Gorro e roupas vermelhas, botas e cinto pretos, barba branca. Essa é a vestimenta de Elias quando sai para participar de ações solidárias em Gaspar. Na maioria das vezes, ele não usa enchimentos para fingir ter umas “gordurinhas”, como o tradicional Noel tem. “Fui natural para Gramado e isso chamou bastante atenção. Poderia ter colocado enchimento, mas ficaria artificial. Uma barba branca é fácil de colocar e fazer parecer real. Até apren-

di uns truques sobre isso no alojamento onde fiquei com outros Noéis”, conta, completando que, além dele, apenas outro homem na Aldeia do Papai Noel era um bom velhinho magro. Elias é Papai Noel por paixão e não ganha nada com isso, apenas os sorrisos das crianças e adultos. “Nunca cobrei. Se surgir alguma oportunidade até pego, mas esse não é meu foco. É mais bonito fazer por querer e não tornar isso profissional”, avalia.

Segundo o bom velhinho, para ser Papai Noel é preciso ter o espírito natalino e saber ouvir as pessoas. Neste ano, o escritor adquiriu a experiência de ser Papai Noel mais de 10 vezes. O objetivo dele é vestir a roupa e entregar presentes e alegria às pessoas que precisam de mais atenção no Natal. “Claro que o Natal gira em torno do comércio. Mas seria interessante levarmos essa questão de um ajudar o outro adiante. Por que não fazer o bem o ano todo?”, pontua.

“NUNCA COBREI. SE SURGIR ALGUMA OPORTUNIDADE ATÉ PEGO, MAS ESSE NÃO É MEU FOCO. É MAIS BONITO FAZER POR QUERER E NÃO TORNAR ISSO PROFISSIONAL“

Elias Anízio Lana, 32 anos, um jovem Papai Noel por escolha e paixão

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TESTE DE SOLIDARIEDADE

Uma tarde de

POR JEAN LAURINDO

andarilho

Era início da tarde quando saí da redação do Jornal Cruzeiro do Vale para percorrer o Centro de Gaspar. As roupas velhas, os braços sujos, rosto e cabelos envelhecidos com o auxílio de uma maquiadora. Na cabeça um chapéu que cobria parte da face e nas mãos um saco plástico com alguns pertences. O figurino até mesmo caricato deixou-me mais próximo da imagem de andarilhos que percorrem as cidades do Vale do Itajaí. A intenção era fazer algumas abordagens e saber o quão alto fala a solidariedade das pessoas poucos dias antes do Natal. Depois de um giro rápido na Praça Getúlio Vargas, resolvi testar o disfarce com quem mais

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conhece esse estilo de vida, justamente alguns andarilhos que descansavam no Coreto Municipal. O grupo, de São Paulo, está há oito meses em Gaspar e considera a cidade boa para viver. “É só não roubar e não incomodar que ninguém reclama”, orientou-me um deles, que ainda se preocupou em saber se eu já havia almoçado. Na saída, ia esquecendo minha garrafa com cachaça cenográfica quando fui alertado amigavelmente pelos trecheiros. Segui pelas calçadas percebendo que a maioria preferia não me notar. Nos primeiros minutos, a autoestima, de tão baixa, impede de encarar qualquer um

nos olhos. Passei batido até por conhecidos, reforçando na prática o conceito da invisibilidade social. Após pedir algumas moedas a pedestres, sem sucesso, abordei motoristas em semáforos da Avenida das Comunidades. O vidro fechado em função do ar-condicionado é também uma barreira. Tudo que consegui foram poucos centavos de dois motoristas mais receptivos. De volta às ruas, após passar sem ser incomodado pelo prédio da Secretaria de Desenvolvimento Social, abordei mais alguns pedestres e atendentes de lojas em busca de ajuda para comprar um pão, dizia eu. A maioria, é verdade, nega. Às vezes mais por

medo da abordagem do que por convicção. O caso mais marcante foi o de um homem carregado de presentes, todos embrulhados em belos papéis, que sequer desviou o olhar para dizer não. Uma mostra de como o espírito do Natal pode ser distorcido pela sociedade de consumo. Mas uma parcela significativa, que precisa ser reconhecida, deixa o receio de lado e resolve ajudar. Esses gestos, por mais questionados que possam ser por analistas sociais, valem muito para quem pede e precisa. Assim como a comida tem outro sabor quando se tem fome, as moedas têm um valor muito maior quando se depende delas.


Onde o trabalho não tem vez

Por toda a complexidade envolvida, pedir doações em dinheiro não foi o foco principal. Os R$ 4,95 que consegui repassei no mesmo dia a um catador que encontrei na volta para casa. Em estabelecimentos como lanchonetes e postos de gasolina, aproveitamos para saber como as pessoas à margem da sociedade são tratadas quando precisam de alguma ajuda. Inspirado até mesmo na Bíblia, pedi um pedaço de pão e água. Em dois locais,

fui atendido com educação e recebi um copo de água. Da torneira, mas suficiente para amenizar o calor. Em outros, nem isso. “Essa hora não. A chefia não quer”, ouvi. Coloquei-me à disposição para ajudar uma equipe que instalava luminárias e, em uma oficina mecânica, ofereci-me para trabalhar em troca de alguns trocados. Diante das recusas, perguntei se alguém conhecia um lugar onde eu poderia ser útil, mas nada adiantou. Na

estrada, um morador chegou a sugerir que eu procurasse a Prefeitura. Por fim, recorri à atividade que toma conta das grandes cidades e me ofereci para cuidar de carros estacionados em uma área pública. Ali pude notar mais assertividade dos motoristas. Fui tratado com educação, recebi alguns reais. Mas saí com a impressão de que, em condições normais, seria difícil me superar e conseguir ganhar dinheiro dignamente sem a intervenção de alguém.

CAMARADAGEM DE

ESTRADA

Na adolescência sempre enxerguei com simpatia o estilo de vida de hippies e nômades. A geração beat dos anos 1950 e toda a ideologia citada por autores como Jack Kerouac eram vistas com uma dose bondosa de romantismo, que enfraqueceu da mesma forma que a rebeldia e outros traços da juventude. Ao incorporar um andarilho para avaliar a reação de nossos moradores para o Jornal Cruzeiro do Vale, pude resgatar parte desta percepção. Enquanto fazia abordagens na região central da cidade, reencontrei dois dos andarilhos com quem havia conversado no início de minha andança. Enquanto eu pedia, eles coletavam materiais recicláveis, que vendidos a R$ 0,80 o quilo garantem um dinheirinho para se manter nas ruas. Questionado sobre por que eu estava ali, inventei uma desilusão amorosa e disse que vinha de Ijuí (RS), a primeira cidade que me veio à cabeça. Vendo minha situação, um deles tentou me motivar a virar o jogo. Deu conselhos, sugeriu que eu tomasse um banho, ofereceu uma roupa limpa e até um corte de barba e cabelo para seguir na estrada. “Do jeito que você tá ninguém vai te dar nada. Eu te ajudo, ‘vamo’ lá. És um cara novo...”, instigou-me Ingo, o que mais pareceu se convencer do meu disfarce. Assim, do início ao fim, pude perceber que a maior ajuda costuma vir mesmo é de quem está numa situação igual ou pior à sua.

“EM ESTABELECIMENTOS COMO LANCHONETES E POSTOS DE GASOLINA, APROVEITAMOS PARA SABER COMO AS PESSOAS À MARGEM DA SOCIEDADE SÃO TRATADAS QUANDO PRECISAM DE ALGUMA AJUDA”

Jornalista Jean Laurindo, vagando como mendigo pelas ruas de Gaspar

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Nosso presente

UM LAR PARA A FAMÍLIA CAITANO

de NATAL

Quinta edição da campanha coordenada pelo Jornal Cruzeiro do Vale entregou uma casa para uma família carente “Eu queria ser uma casa vazia para acolher os abandonados”. Ao som de versos como esse, da música Canção da Fraternidade, Elson Caitano, a esposa Carla e os três filhos receberam oficialmente nesse sábado, dia 14, a chave simbólica da nova casa da família, construída em uma campanha coordenada pelo Jornal Cruzeiro do Vale e que contou com o apoio de entidades, empresários e moradores da cidade. A entrega oficial ocorreu em uma confraternização na área de festas da própria residência. A família de Elson Caitano, escolhida por uma comissão entre outras famílias carentes que enviaram cartas ao Jornal Cruzeiro do Vale contando sua história, participou do evento e

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demonstrou a satisfação com o novo lar. A casa foi construída no Loteamento Novo Horizonte. A família já planeja como serão os primeiros dias na moradia. “Foi um presente de Deus depois de um período de sofrimento, pois a casa onde morávamos foi interditada pela Defesa Civil após a catástrofe de 2008, por estar numa área de risco. Não precisaremos mais pagar aluguel e poderemos passar o Natal de 2013 já em nossa nova moradia. A felicidade é infinita. Somos eternamente gratos aos doadores, desde quem doou um tijolo até quem doou quantias maiores”, declarou Elson. Representantes da Prefeitura e empresários que colaboraram com a construção da casa também estiveram presentes na entrega. A

casa de 70 metros quadrados conta com três quartos, sala, cozinha, lavação, varanda, cobertura com laje, muro e área de festas. O prefeito Pedro Celso Zuchi e a esposa Liliane Zuchi marcaram presença. “Tem certas coisas na vida que valem ouro. Mas outras não têm preço. A entrega da quinta casa coordenada pelo Jornal Cruzeiro do Vale não tem preço, pois é um gesto de solidariedade impagável”, compartilhou Zuchi. A coordenadora da Defesa Civil de Gaspar, Mari Inez Testoni Theiss, observou que a coordenação e a comissão julgadora da campanha foi feliz na escolha da família contemplada. “Certamente muitos mereciam esta casa, porém acredito que acertamos em cheio quando escolhemos a família

Caitano para receber esta residência”, salientou. Representando os empresários no discurso antes da entrega oficial da chave, o empresário Alfredo Santos, do Santos Materiais de Construção, ressaltou que a solidariedade faz a diferença quando todos se abraçam em prol de um único objetivo. “Temos de agradecer desde o Cruzeiro do Vale até todos os que doaram recursos para a construção da casa da família Caitano. Este ato prova que a solidariedade é um dos mais belos atos do ser humano”, afirmou Alfredo. “A casa está linda, só de entrar nela você vê um ambiente aconchegante e acolhedor. Há uma atmosfera especial nesta residência, o clima na casa é de bondade, fraternidade e solidariedade”, destacou o empresário Joel da Costa.


Construção iniciou em setembro Com construção iniciada no dia 23 de setembro, a casa ficou pronta dentro do prazo previsto. A residência foi construída em alvenaria, em um terreno de 300 metros quadrados cedido pela Prefeitura de Gaspar. A obra foi feita com os recursos arrecadados com as entradas do Stammtisch Cruzeiro do Vale, realizado em junho, além de diversas doações de materiais de construção de vários segmentos da comunidade, sociedade e empresariado. A lista de doadores pode ser conferida no portal de notícias Cruzeiro do Vale. No total, foram arrecadados R$ 20.060 com os ingressos

do Stammtisch Cruzeiro do Vale, que foram integralmente revertidos para a construção da casa. “Foram três meses intensos, de muito trabalho, onde tivemos de sacrificar inúmeras horas de sono, fins de semana, além de tantas outras coisas. Fica o nosso muito obrigado aos pedreiros, àqueles que ajudaram de alguma forma com mão de obra, aos doadores da campanha e à sociedade gasparense como um todo. Foi um privilégio, mais uma vez, para o Jornal Cruzeiro do Vale coordenar a quinta campanha de casas construídas para famílias carentes”, agradeceu o diretor do Cruzeiro do Vale, Gilberto Schmitt.

“FICA O NOSSO MUITO OBRIGADO AOS PEDREIROS, ÀQUELES QUE AJUDARAM DE ALGUMA FORMA COM MÃO DE OBRA, AOS DOADORES DA CAMPANHA E À SOCIEDADE GASPARENSE COMO UM TODO. “

Gilberto Schmitt, diretor do Jornal Cruzeiro do Vale, coordenador da campanha

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Carta relatou dificuldades da família Esta foi a primeira vez que uma família foi escolhida por meio de cartas, que contavam um pouco das trajetórias de vida das pessoas. Diversos relatos chegaram à redação do Jornal Cruzeiro do Vale entre abril e agosto. As famílias, no entanto, precisavam atender a alguns critérios básicos como renda familiar mensal, registro de atendimento na Defesa Civil com perda total do imóvel ou comprovação de morar em área de risco e também não possuir outro imóvel. Cada carta foi analisada cuidadosamente pela comissão julgadora para garantir que a família atendesse a todos os critérios. A carta de Elson Caitano, enviada ao Jornal Cruzeiro do Vale no dia 24 de junho, conta parte da história da família

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após chegar a Gaspar, no final do ano 2000. Assim que se mudaram para o município, eles conseguiram, com muito trabalho e dedicação, comprar um terreno no bairro Gasparinho, onde construíram uma pequena casa. A residência fica na encosta de um morro e, após a catástrofe de 2008, o local foi interditado pela Defesa Civil por estar em área de risco. “Assim que foi interditada, tivemos que procurar uma casa para morar de aluguel e pagávamos aluguel até hoje, no valor de R$ 500”, conta Elson Caitano. Apenas Elson e a filha mais velha, Luciane, trabalham, já que a esposa Carla está com problemas de saúde. Ele é servente de pedreiro e a jovem, repositora em um supermercado.


AGRADECIMENTO A família contemplada com a campanha encaminhou uma carta à redação do Jornal Cruzeiro do Vale agradecendo o apoio para a nova moradia. Confira: “Nossa família é composta por Elson Caitano, Carla Elizandra Morás, Luciane Caitano, Luana Caitano e Paulo Ricardo Caitano. Somos os ganhadores da campanha coordenada pelo Jornal Cruzeiro do Vale e admiramos essa empresa que se preocupa com as pessoas. Somos muito simples e estamos muito felizes por ter pessoas tão sérias e honestas em Gaspar. Pedimos desculpas por não sabermos nos expressar através de palavras, mas através desta carta queremos agradecer toda a equipe do Cruzeiro do Vale, especialmente Gilberto Schmitt, sua esposa Ana Lúcia e seus filhos. Através de vocês vamos ter uma casa digna. Também agradecemos todos que estão ajudando na campanha e os pedreiros Vitor e Chico. Sabemos que outras famílias mereciam ganhar este presente, mas nós fomos contemplados. Nunca vamos poder pagar por esta iniciativa, então, de coração, fica aqui o nosso abraço e um muito obrigado! Elson Caitano e Família.

“FOI UM PRESENTE DE DEUS DEPOIS DE UM PERÍODO DE SOFRIMENTO, POIS A CASA ONDE MORÁVAMOS FOI INTERDITADA PELA DEFESA CIVIL APÓS A CATÁSTROFE DE 2008, POR ESTAR NUMA ÁREA DE RISCO“

Elson Caitano, pai de três filhos, que agora recomeça a vida no lar construído com a ajuda da comunidade

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CEIA DE NATAL

Mesa farta

para celebrar Com origem na Europa, refeição que reúne famílias e amigos tem pratos tradicionais como peru e castanhas

Tão difícil quanto passar o Natal sem se render às reflexões e ao encanto desta época do ano é imaginar as reuniões de famílias e amigos sem a tradicional ceia de Natal. A mesa farta, com pratos típicos deste período como peru, bacalhau, castanhas e frutas, já se tornou uma das principais marcas natalinas e sempre recebe atenção de quem deseja receber os parentes e celebrar o nascimento de Cristo de uma forma carinhosa. A ceia de Natal tem ori-

gem na Europa, há vários séculos, onde segundo a tradição a população tinha o costume de deixar as portas abertas no dia de Natal para receber viajantes e peregrinos, que junto com a família participavam de uma confraternização especial. A comemoração, sempre regada a muita comida, foi se espalhando pelo mundo, recebendo adaptações e passou a fazer parte dos lares de diversos países, incluindo o Brasil. Entre as adaptações que

a refeição sofreu estão a inclusão de frutas, nozes e castanhas, também com origem europeia, e o tradicional panetone, original da Itália. Já o costume de comer peru na ceia de Natal partiu dos Estados Unidos, onde o prato é tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, importante data do calendário em que os americanos manifestam a gratidão a Deus e a tudo de bom que ocorreu durante o ano. Há relatos de que a ceia

também se origina de celebrações pagãs da Europa, que cultuavam deuses da agricultura, o que explica a fartura de alimentos nas comemorações. Mas a relação com a Santa Ceia, quando Cristo participou da última refeição com os apóstolos, sempre lembrada nas celebrações da Páscoa, também é relacionada com a força da ceia de Natal graças aos significados da partilha de alimentos e do espírito de união presentes nas confraternizações.

O COSTUME DE COMER PERU NA CEIA DE NATAL PARTIU DOS ESTADOS UNIDOS, ONDE O PRATO É TRADICIONALMENTE SERVIDO NO DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS

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PRATOS DE

NATAL Peru Nozes e castanhas Bolinho de bacalhau Frutas Rabanada

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FEITOS PELOS GASPARENSES

Artesanatos e doces temáticos dão

charme ao Natal Além de enfeitar, produtos são comercializados e podem gerar renda extra para o fim de ano

Doces especiais e uma decoração onde o vermelho e o verde são destaque. Esses são detalhes que não podem faltar no Natal. Afinal, a ceia não fica completa sem um panetone e o bom velhinho fica triste se a casa não estiver enfeitada para recebê-lo. A procura por doces e enfeites artesanais é grande nessa época. E quem trabalha com isso agradece. Sandra Regina Tavares é uma das alunas da Casa das Oficinas Culturais Dagoberto Günther, que fica no bairro Coloninha, em Gaspar. A artesã conta que produziu telas, panos de prato, toalhas, trilhos de mesa e vários produtos com o tema natalino. Os principais desenhos que podem ser vistos nos

trabalhos são velas, sinos e poinsétias, conhecidas como flores de Natal. Sandra, que também vende o que faz, fala o quanto é gratificante produzir artesanato. “É maravilhoso. Tu queres ficar com tudo e nem quer vender”, afirma, sorrindo. Neste ano, a casa de Simara Schnaider está enfeitada para o Natal com artesanatos produzidos por ela mesma. Ela fez jogos americanos para comercializar e colocar nas estantes, armários e mesas estampados com Papai Noel, renas, velas e sinos. “Vendi bastante, mas fiz mais para minha casa. E ainda estou fazendo”, destaca. Papais noéis e guirlandas também são feitos por

Denise de Lara. Ela ressalta que adora artesanato e consegue tirar um dinheiro extra nessa época com seus trabalhos, feitos com biscuit. “Estou cheia de encomendas, produzindo bastante. Sem contar o que fiz também para enfeitar a casa”, revela. Angela Mara Rosa Custódio trabalha há oito anos com artesanato. No curso de biscuit, ela conta que as alunas começaram a produzir enfeites de Natal em agosto. “Não dá para bobear, pois quando a gente vê o Natal tá em cima”, enfatiza. Ela afirma que entra no espírito natalino com o artesanato e até produz menos do que gostaria, porque se dedica a ensinar as alunas.

Denise tira uma renda extra com suas artes de Natal

Alunas começaram a fazer produtos em agosto

“ESTOU CHEIA DE ENCOMENDAS, PRODUZINDO BASTANTE. SEM CONTAR O QUE FIZ TAMBÉM PARA ENFEITAR A CASA”

Sandra Regina Tavares é uma das alunas da Casa das Oficinas Culturais Dagoberto Günther Para Sandra, produzir panos de pratos de Natal é uma alegria 22 | CRUZEIRO DO VALE


Cestas com panetone e chocolates são opções de presentes

Queridinhos na hora

da sobremesa e de presentear Alessandro Fernandes é filho do dono de uma loja que vende chocolates de fabricação própria em Gaspar. Segundo ele, as vendas para o Natal são as mais esperadas do ano. “Neste ano, estimamos o aumento de 30% nas vendas de chocolates e panetones para a data em relação ao ano passado”, afirma.

Ao entrar na loja, o cliente fica encantado com as diversas opções de dar água na boca, que podem servir como presentes e também fazer parte da ceia de Natal. Os panetones e chocotones são os queridinhos das prateleiras. Mas também tem espaço para os chocolates feitos especialmente para essa épo-

ca, como as botinhas do Papai Noel, pinheirinhos e pirulitos feitos de chocolate. Alessandro conta que a loja prepara cestas, canecas e caixas de chocolate que combinam com o bolso do cliente. “Se a pessoa quer presentear um amigo secreto que é de R$ 10, R$ 20, R$ 30 temos as canecas, as bo-

tinhas e também montamos caixas de chocolate nestes valores”, destaca. Além destas opções, as cestas natalinas repletas de guloseimas são presentes que podem ser feitos em diversos preços e tamanhos diferentes. “Também temos as caixinhas com frutas secas, ótimas para essa data”, lembra Alessandro.

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DEVOÇÃO

Presépios lembram

renascimento

Programações religiosas e recriações do ambiente em que Jesus veio ao mundo marcam época natalina nas igrejas

O símbolo natalino atrai diversas pessoas pela simplicidade, beleza e resgate do espírito natalino POR ANA C. BERNARDES Os olhares atentos se emocionam ao ver o belo presépio montado na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo de Gaspar. O símbolo natalino, exposto no local no início de dezembro, atrai diversas pessoas com a sua simplicidade, beleza e capacidade de resgatar parte do espírito natalino. As responsáveis pelo trabalho foram Maria Anita Quaiato Cazett e Gertrudes Spengler, com o apoio dos funcionários da Paróquia São Pedro. 24 | CRUZEIRO DO VALE

Anita conta que esta foi a primeira vez em que ela pôde montar o presépio da Igreja Matriz e se sente muito feliz e honrada por ter sido convidada. “Há mais de 20 anos confecciono presépios na comunidade do Bom Jesus e em casa e ser convidada a montar o da matriz foi maravilhoso. É uma alegria imensa, já que este importante símbolo é essencial nesta época do ano”, destaca.

Para a montagem, elas levaram três tardes e utilizaram materiais simples como papeis, tintas e galhos secos. Ainda segundo Anita, o presépio é um dos maiores e mais importantes símbolos do Natal, capaz de acender o espírito natalino em todos que o contemplam. “É impossível ver um presépio e não se lembrar do nascimento do menino Jesus, não pensar na importância de sua vinda”.

“É IMPOSSÍVEL VER UM PRESÉPIO E NÃO SE LEMBRAR DO NASCIMENTO DO MENINO JESUS, NÃO PENSAR NA IMPORTÂNCIA DE SUA VINDA”

Maria Anita Quaiato Cazett, uma das responsáveis pela montagem do presépio de Igreja Matriz


Trabalho se estende às demais paróquias IGREJA Assim como na Matriz, as demais paróquias do município também montaram seus presépios como símbolo do nascimento de Jesus Cristo, que estão expostos para toda a comunidade. “A montagem do presépio é muito importante nesta época do ano e também é uma forma de mostrar a nossa fé em Cristo”, ressalta o

padre Roberto Fritzen. Além da montagem do presépio, a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo preparou uma programação especial de Natal para toda a comunidade. Será realizada uma missa especial no dia 24 de dezembro, véspera de Natal, às 19h. Já no dia 25, a missa de Natal acontece às 8h e também às 19h.

LUTERANA

Os fiéis da Igreja Luterana também iniciam cedo a preparação para celebrar o Natal. No dia 8 de dezembro, a Paróquia Evangélica Luterana de Gaspar realizou um evento natalino, que contou com diversas apresentações culturais das crianças e demais grupos da paróquia. O próximo evento acontece na véspera de Natal, dia 24, quando será promovido um culto de Natal a partir das 19h30. Além das orações, os fiéis poderão compartilhar uma ceia para celebrar a data. “Este também é um momento muito especial para nós. É quando celebramos a volta de Jesus Cristo”, destaca o pastor Gilmar Finken Zacomelli. No dia 31, antes da virada do ano, outro culto está programado pela paróquia para reunir os fiéis. O encontro está marcado também para as 19h30.

IGREJA EVANGÉLICA

ASSEMBLEIA

DE DEUS

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Gaspar também se dedica a celebrar a data. “Comemoramos o nascimento de Jesus, nosso salvador”, afirma o pastor Oséias Morlo. O tradicional Culto de Natal da Igreja Evangélica Assembleia de Deus aconteceu na noite do último domingo, 15 de dezembro, e contou com a participação de dezenas de fiéis. Durante o culto, foram realizadas apresentações de músicas natalinas, coros, orquestras e apresentações teatrais de fiéis totalmente voltadas à data.

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SOCIAL DE NA


ATAL INDIANARA


SOCIAL DE NA


ATAL INDIANARA


SOCIAL DE NA


ATAL INDIANARA


SOCIAL DE NA

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ATAL INDIANARA

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A 3 mil quilômetros

BUSCA POR OPORTUNIDADES

de CASA

Maranhenses deixaram a terra natal este ano e passarão o primeiro Natal em Gaspar

O maranhense da cidade de Araioses, Paulo Alves Galeno Neto, foi o pioneiro de seus familiares a sair de seu Estado natal. O jovem de 24 anos percorreu 3.600 quilômetros de ônibus, durante uma semana, para desembarcar em Gaspar, em busca de uma nova perspectiva de vida. Radicado em Gaspar de modo definitivo desde agosto,

ele é um dos migrantes que passará o primeiro Natal no município. “Concluí que tinha de mudar do Maranhão. Parei tudo e me deparei de frente à rodoviária para comprar a passagem depois de receber um convite para trabalhar de um parente já estabelecido em Gaspar. O tempo passou rápido, passarei esta ceia de Natal sem a presença de minha família, mas quem sabe em

dezembro de 2014 dê para fazer uma visita”, afirma Paulo. Ele conta que os colegas de trabalho acabam se tornando uma segunda família, e que já foi avisado que haverá uma confraternização entre os funcionários na semana de Natal. De acordo com Paulo, quando pisou pela primeira vez em Gaspar, percebeu à primeira vista que a cidade era aconchegante e boa para

se viver e morar. Trabalhando e vivendo no bairro Poço Grande, Paulo migrou para Gaspar em agosto e não pretende voltar à terra natal, apesar da insistência da mãe. “Gostei daqui e não desejo retornar. Meus familiares insistem, em especial minha mãe, porém em 2014 vou estudar aqui mesmo em Gaspar, fazer algum curso profissionalizante”, conta Paulo.

“GOSTEI DAQUI E NÃO DESEJO RETORNAR. MEUS FAMILIARES INSISTEM, EM ESPECIAL MINHA MÃE, PORÉM EM 2014 VOU ESTUDAR AQUI MESMO EM GASPAR, FAZER ALGUM CURSO PROFISSIONALIZANTE“

Paulo Alves Galeno Neto, maranhense da cidade de Araioses

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Adaptação climática e novas amizades Algumas pessoas passam o ano todo à espera do Natal em dezembro. Não é o caso do amigo de Paulo Alves Galeno Neto, o também maranhense de Araioses José Erinaldo, de 45 anos. Trabalhando e morando com o amigo, José veio para Gaspar em janeiro deste ano. Prestes a completar um ano na cidade, ele relata que o município é hospitaleiro e destaca que com a convivência é possível fazer novas amizades e se adaptar à cultura, ao clima e ao ritmo de vida. “Não dará para regressar ao Maranhão neste Natal. Vou trabalhar direto, sem recesso. Gaspar é uma cidade muito boa para se vi-

ver, diferente do Maranhão. Como o Estado fica no extremo oeste do Nordeste, as cidades do interior são em sua maioria pequenas em sua população. Todos são conhecidos e reconhecidos na cidade. Em Gaspar as pessoas são desconfiadas no início da convivência, mas com o passar do tempo as amizades surgem ao natural”, afirma José, que tem um filho em Araioses. Segundo os dois colegas, que vieram a Gaspar a convite de parentes e conhecidos que já residiam na cidade, o clima é uma das principais diferenças. “Deixamos o solzão de nossa terra para conviver com o tempo instável daqui”, brinca Paulo.

Paulo (D) veio com seu colega do Maranhão e diz que não pretende voltar

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LAZER PARA A COMUNIDADE

Envolvimento

o ano inteiro

Com a realização de três eventos de lazer nos bairros neste ano, associação Aviva Gaspar evidencia importância das ações comunitárias Quando voltou dos Estados Unidos, em 2012, o jovem Giliarde Schmitz, 26 anos, trouxe na bagagem experiências de trabalhos sociais que acompanhou nas áreas mais carentes de Richmond, capital da Virgínia. Não demorou para que ele compartilhasse as ideias com amigos e desse início a uma iniciativa de levar entretenimento e educação a crianças dos bairros de Gaspar. Assim nasceu a associação Aviva Gaspar, que reúne voluntários para oferecer tardes de lazer com brinquedos infláveis, pinturas faciais, apresentações de música, dança, teatro e distribuição de lanches para crianças e jovens das comunidades. O primeiro encontro aconteceu ainda no final do

ano passado, mas a iniciativa ganhou força no segundo semestre de 2013. Em três meses, o grupo que atualmente tem cerca de 40 voluntários promoveu eventos em três bairros de Gaspar - Sete de Setembro, Barracão e Santa Terezinha. As tardes de lazer da Aviva Gaspar chegaram a reunir mais de 1 mil crianças dos bairros e garantiram a alegria das famílias. A estrutura necessária para os eventos o grupo consegue com o apoio de parceiros. Com raízes cristãs, o grupo busca apresentar apenas princípios como moral e ética nos encontros com a comunidade. “Nossa intenção é levar um dia de entretenimento e amor à comunidade, que muitas vezes é

Última Tarde de Lazer deste ano ocorreu no início de dezembro, no bairro Santa Terezinha 36 | CRUZEIRO DO VALE

tão carente deste tipo de iniciativa”, afirma Giliarde. Para o próximo ano, a expectativa é de que sejam realizados eventos a cada 40 dias, com mais sete bairros recebendo a Tarde de Lazer da Aviva Gaspar, o que deve levar mais voluntários à associação. Os encontros também devem incorporar serviços como corte de cabelo e decoração de unhas, a fim de atrair também os pais das crianças às confraternizações. “Um assunto que pretendemos divulgar mais é o alerta contra as drogas e a dependência química. Acreditamos que trabalhar esses temas com as crianças é uma forma importante de prevenção”, assinala o gasparense.


TARDE

DE LAZER A próxima Tarde de Lazer do Aviva Gaspar deve ocorrer em fevereiro, após o reinício das aulas nas escolas. Quem quiser colaborar ou buscar mais informações sobre o trabalho da associação pode entrar em contato pelo telefone 9931-1247.

“NOSSA INTENÇÃO É LEVAR UM DIA DE ENTRETENIMENTO E AMOR À COMUNIDADE, QUE MUITAS VEZES É TÃO CARENTE DESTE TIPO DE INICIATIVA“

Giliarde Schmitz, um dos 40 voluntários da Aviva Gaspar

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O dia é de

NATAL NA ATIVA

trabalhar

Konrado é taxista em Gaspar e conta que, por escolha, de 10 natais na cidade, trabalhou pelo menos em cinco Normalmente na noite do dia 24 de dezembro e no dia 25 as cidades param. Até mesmo nas grandes metrópoles a data serve para descansar. E se for para trabalhar, em alguns casos, os donos dos estabelecimentos é que devem fazer isso, sob pena de multa se tirarem os funcionários de suas casas. Mas tem pessoas que gostam de trabalhar no Natal e fazem isso porque querem. O taxista Denisio Konrad, 64 anos, conhecido como Konrado, trabalha no ponto de táxi na esquina do Bradesco, entre as ruas Augusto Beduschi e Coronel Aristiliano Ramos, no Centro de Gaspar. Ele

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conta que de 10 natais que passou nessa função na cidade, trabalhou em pelo menos cinco. “Ano passado também trabalhei. Não tinha muito movimento, mas sempre tem alguém que chega de viagem”, lembra Konrado. Neste ano a rotina do taxista não vai ser diferente. Ele também vai trabalhar no dia 25 de manhã, seu horário habitual de serviço. Como a empresa municipal de ônibus vai trabalhar com horários reduzidos na data, o movimento está garantido com as pessoas que precisam se deslocar com algum meio de transporte dentro da cidade.

“TRABALHAR COMO TAXISTA É BOM PORQUE A GENTE FAZ O NOSSO HORÁRIO. FICAR PARADO NÃO DÁ“

Taxista Denisio Konrad, mais conhecido como Konrado


PLANOS

PARA O ANO NOVO Konrado conta que vai celebrar o Natal apenas com a esposa e a sogra, já que os três filhos, já casados, vão viajar na data. Por isso, trabalhar de manhã vai ser até bom. Na hora do almoço, porém, ele vai para casa e fica com a família. No feriado de Ano Novo o taxista também tem outros planos: folgar e viajar com a família por alguns dias. Há 18 anos na função, Konrado conta que resolveu ser taxista após se aposentar de uma multinacional onde trabalhava em São Paulo. No começou ele atuou nas ruas do estado do Sudeste do Brasil, mas está em Gaspar há quase 10 anos, quando se mudou com a família. “Trabalhar como taxista é bom porque a gente faz o nosso horário. Ficar parado não dá”.

Konrado já se aposentou, mas trabalha como taxista para não ficar parado

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Natal

Mural de

ta s e F m e l a t a N r a p s Ga

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e h c e r c a im n a t c a r Inte eado co evento foi cust ub de Gaspar. m o Rotary Cl co ia er em parc

Terno de Reis

a ação Gaspar. Em um ste Natal em stival ne Fe a 9º alt o em am te promover Ar mbém estiveram r ta pa s a 2ª as na G m ia e co or o te aç o, juntamen quia São Pedr As tradições a 7 de dezembr tradiVicentina, Paró di O cia i. do ên a Re er an o nf m ist se Co Cr conjunta, u no final de ram no Salão is, que acontece eventos ocorre upos de cidades aspar. Os dois de Terno de Re G a presença de gr de m ia co ár is ra lid So ltu cu ia s do. O Terno de om õe ta aç on en nt Ec es se pr Feira de Reis teve apre também foi re de ão o rn am m Te al. de de i at al N bo católico do cional Festiv O tradicional orações do culto usque e Itajaí. Br em o m m co co às as do nh vizi é volta em Portugal e Reis tem origem

s n io L o d l e o N i a p Pa

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Magia de Natal

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Praça Encantada esente lino esteve pr O clima nata ração co de a Gaspar com no Centro de Prefeida pe ui eq la pe natalina, feita alados 60 r. Foram inst tura de Gaspa Coronel as ru s la pe os ad braços ilumin o, São dr Pe o Sã amos, ronel Aristiliano R Co as sais. Nas ru José e transver l José ria st du In e amos Aristiliano R locadas albém foram co Beduschi tam do o “Gasrolas divulgan gumas bandei chada da fa A . a” Fest par Natal em a decoum u bém recebe Prefeitura tam aça GePr da ê Ip o e iada ração diferenc minação nhou uma ilu túlio Vargas ga quedos in br s, enfeites e especial. Luze e garanes or ad or m m de Natal atraíra mílias na sseios para fa tiram bons pa praça central.

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Natal

Mural de

Natal da Apae

emorado com ar, o Natal foi com Na Apae de Gasp m ze bro. Apresenal no dia 13 de de um encontro especi rticipação de pais, pa m a presença e a co s, no alu de s õe taç abrilhantaram a munidade em geral professores e a co i Noel, responsáa chegada do Papa festa, que teve ainda ae de Gaspar A blico presente. Ap pú o iar ag nt co r vel po ação de Natal foi ste ano, a comemor tem 233 alunos. Ne tivo e educacional vo complexo espor realizada já no no ano, com salas rado em agosto deste da entidade, inaugu tivo. or sp lie po cina e ginásio de aula, dança, pis

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Mensagens de Nata

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r i l s

o h in r a p s a G o n a t s e F

teregria e confra ta emoção, al ui m ho. o, rin br pa m as ze G 1º de de Festa no Ainda no dia ão do Natal em ciedade Gasparinho iç ed a xt se a ram na So , nização marca 2006, ocorreu cola Ana Lira alizado desde irro como a es ba do as G es e O encontro, re ad ad tid paretto, Socied o apoio de en idaFolclórico Gas e contou com ra po ei rc ru te G , da es or Morad o e Grupo Associação de Santo Antôni mensagens, elho da Capela resentações de ap m co ou parinho, Cons eç m . Todas as co vo a vi st fe io ép A es a. rin sentação de pr re de Santa Cata ap comunie a ro at ra te pa os, coral, gem de Natal sa en m a Reis e cantos natalin su de cantou Terno bairro deixaram nças, rupo Talismã entidades do ia G cr o s, as õe ra aç pa nt s aprese Noel, com bala i ou o pa dade. Após as ch Pa fe do os a . A chegad cas e docinh animou a noite orro-quente, cu ch ca m co ão izaç tifício. e a confratern de fogos de ar ido pelo show encontro, segu

Show nacional

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io c r é m o c o d s e õ ç Atra

de Dirires, a Câmara s anos anterio ou aticip rti pa m A exemplo do bé spar, CDL, tam Ga oção de om s pr ta jis da gentes Lo Natal. Além ogramação de a Classic pr rs Co da te um o en m eir va de jan rteia no dia 18 a de 42”, a en especial, que so D Semp Toshib LC s do re ça iso en lev es te 0km e três cidade com a pr movimentou a as desde 7 tidade também a Getúlio Varg aç Pr na ve te es e Centro de qu l, no Papai Noe helicóptero ando chegou de charme a um u de e s ça de dezembro, qu didos das crian pe e. Ativiviu ad ou e cid El da Gaspar. as no comércio pr m co de ão Total do aç mais ao perío o caminhão Tr e passeios com L. as CD tiv da ea cr al re at s N dade das atrações de rte pa am er fiz também

Alunos em festa

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CAMPANHA NATAL DECORADO

Era uma casa

muito enfeitada

Ana Maria e José Carlos de Avis capricharam na decoração de Natal e venceram promoção do Cruzeiro do Vale e da CDL Enfeitar pinheiros, fixar guirlandas, instalar pisca-piscas. Este é o roteiro que se repete todo ano na maior parte das casas quando o Natal se aproxima. Algumas famílias, porém, levam mais a sério este compromisso. É o caso de Ana Maria da Costa de Avis, 68 anos, e José Carlos de Avis, 59, moradores do bairro Barracão. A casa número 100 da rua Manoel Fernandes da Silva, no Loteamento Vila Isabel, pode ser vista de longe graças às luzes e aos enfeites pendurados com carinho

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por Ana Maria. A família sempre teve o hábito de enfeitar a casa no Natal e também em épocas como Páscoa e Copa do Mundo. Há três anos, porém, depois que a dona da casa trabalhou em uma empresa de decoração, o acervo ficou maior. A varanda e a frente da casa são tomadas por luminárias, pinheiros, papais noéis, fitas e personagens de presépio. Mas a decoração não para por aí. Nas laterais da casa, 10 pinheiros enfeitados completam a decoração, que se

estende também ao chalé nos fundos da casa. “Sinto um prazer ainda maior porque sou eu que faço tudo. Confecciono as guirlandas, aprimoro os enfeites. Nunca fiz curso, mas acredito que quando você faz algo com amor as ideias aparecem”, afirma Ana Maria. A ceia de Natal da família já está marcada para a área de festas decorada de Ana Maria e Carlos. Os cinco filhos, quatro netos e três bisnetos devem estar reunidos. Ainda assim, haverá tempo para Ana Maria e Carlos irem a uma

casa no bairro Sete para entregar presentes vestidos de Papai Noel. O esforço de Ana Maria e Carlos e o resultado da decoração foram fundamentais na escolha da comissão do Jornal Cruzeiro do Vale e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Gaspar, CDL, encarregada de eleger a casa e a loja com a melhor decoração da cidade na campanha Natal Decorado. A casa do Loteamento Vila Isabel foi eleita a vencedora e, como prêmio, o casal poderá passar um fim de semana no Fazzenda Park Hotel.


NATAL DECORADO: CATEGORIA LOJA

Aposta na

decoração interna

Relojoaria Ônix abriu espaço para guirlandas, presépio e árvore de Natal e também foi destaque na campanha do Cruzeiro do Vale e CDL Já o prêmio para a loja com a melhor decoração de Natal ficou para a Relojoaria Ônix, situada no Centro de Gaspar. O responsável pela loja, Luciano Bernardino dos Santos, conta que o serviço é terceirizado, mas acompanhado de perto por duas funcionárias, que têm a missão de cuidar dos detalhes e das novidades, sempre necessárias a cada ano. Neste ano, a Ônix apostou em um ambiente interno com muitos componentes que remetem ao Natal, como um presépio no centro da loja, uma árvore de Natal de quase dois metros, além de guirlandas, presentes e bonecos do Papai Noel. Além do Natal, a loja também

aposta em decorações especiais para datas como Páscoa e Dia das Mães, quando há maior demanda de clientes na relojoaria. “O efeito da decoração é algo que não é possível mensurar, mas com certeza tem um peso na hora de atrair o cliente para comprar”, avalia Luciano. Ainda sem saber se a loja havia sido eleita na campanha Natal Decorado, Luciano contou que ainda precisaria estudar como seria aproveitada a premiação caso ela ficasse com a Ônix. “Acredito que vamos sortear entre os funcionários”, antecipou. O prêmio para a categoria loja também é um fim de semana no Fazzenda Park Hotel, com direito a acompanhante.

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CONSUMIDOR

Atenção na hora de

ir às compras

Procon de Gaspar dá dicas sobre prazos, pagamentos, trocas e reclamações

A chegada do Natal e do Réveillon normalmente vem acompanhada de gastos com ceias, roupas e presentes. O Procon de Gaspar orienta que as compras devem ser feitas com calma e, se possível, antecedência. Segundo o órgão, uma das principais dicas é que o consumidor pesquise os preços antes de efetuar as compras, pois eles variam de loja para loja. Quando comprar a prazo é bom ficar atento aos juros e demais encargos. Quanto mais prazo para pagar, mais juros podem ser cobrados em cima do valor do produto. O diretor-geral do Procon de Gaspar, Roberto Procópio de Souza, afirma que a nota fiscal do produto adquirido deve ser sempre exigida. Ela é a garantia da compra e necessária no caso de trocas ou reclamações. Como é época de presentear, o cliente deve perguntar ao comerciante se ele 46 | CRUZEIRO DO VALE

troca produtos sem defeito. O Procon alerta que a loja não é obrigada a trocar mercadorias que não apresentem problemas. Por isso, prazos e condições de trocas devem ser perguntados na hora da compra. Os produtos em promoção também seguem a mesma regra. É bom que o consumidor peça por escrito em nota fiscal, recibo ou encarte do produto tudo o que o lojista informar verbalmente. As compras de fim de ano podem ser prazerosas, mas às vezes dão dor de cabeça. O consumidor, além de direitos, tem deveres. Deve ficar atento ao prazo previsto por lei para reclamar. Produtos não duráveis que apresentem problemas como alimentos, perfumes, medicamentos e maquiagens, podem ser reclamados em até 30 dias. Já os duráveis, como eletrônicos, roupas e sapatos, em 90 dias.

“QUANTO MAIS PRAZO PARA PAGAR, MAIS JUROS PODEM SER COBRADOS EM CIMA DO VALOR DO PRODUTO”

Roberto Procópio de Souza, diretor-geral do Procon de Gaspar

PRODUTOS COM DEFEITO Problemas de produtos comprados com defeitos precisam ser resolvidos em 30 dias pelo comerciante ou fabricante; Se o prazo não for cumprido, o consumidor pode exigir a substituição da mercadoria, cancelar a compra e receber o dinheiro de volta ou pedir um abatimento do preço pago e ficar com o produto; Produtos essenciais, como fogão e geladeira, devem ser trocados imediatamente pelos comerciantes; Alimentos, medicamentos e outros bens que não são duráveis também exigem troca imediata, caso apresentem problemas.


COMPRAS

PELA INTERNET Fique atento ao site, que deve conter número do CNPJ, telefone e endereço físico do estabelecimento; Confira se o site é conhecido e se ele possui reclamações de clientes insatisfeitos em outros sites; Verifique se há reclamações ou processos contra a empresa nos órgãos de defesa ao consumidor; Depois de efetuar a compra, imprima a tela do site com prazos de entrega, preços e confirmação da compra. Ele é obrigado a informar o prazo de entrega no endereço que você escolher; Fique atento ao prazo de sete dias para desistir da compra feita pela internet, contados a partir do recebimento do produto.

Procon orienta que consumidor evite compra por impulso

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AVALIAÇÕES

Momento de

renovar os planos Entidades avaliam o que aconteceu no ano em Gaspar e traçam prognósticos para a cidade em 2014 O ano vem chegando ao fim e, com ele, alguns objetivos, metas e projetos que foram alcançados ou serão novamente traçados para o próximo ano. Em 2013, as três maiores entidades da cidade, Ampe, Acig e CDL, realizaram diversos trabalhos na cidade e já começam a planejar novos projetos e ações para o próximo ano. Para o presidente da Associação de Empresários de Micro e

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Pequenas Empresas, Ampe, Ricardo Karstedt, 2013 foi um ano positivo e o próximo deve ser ainda melhor. Segundo ele, a entidade se fortaleceu ainda mais na cidade e trouxe aos empresários de micro e pequenas empresas e demais pessoas da comunidade a oportunidade de realizar diversos cursos de aperfeiçoamento e qualificação. “Formamos a terceira turma do MBA, estreitamos ainda mais a parceria com o gru-

po Sebrae e realizamos diversos encontros com empresários para crescimento profissional. Além disso, tivemos forte participação nos conselhos municipais e nas discussões sobre o Plano Diretor”, destaca. Para o ano que vem, Ricardo acredita que haverá outras metas a serem alcançadas tanto para a Ampe quanto para o próprio município, além do crescimento das oportunidades para os

micro e pequenos empresários. Como melhorias para a cidade, ele destaca a possível mudança da Prefeitura do Centro para o prédio da Bunge e o novo Plano Diretor. “Qualquer estrutura bem organizada com o intuito de crescimento contínuo precisa de um bom planejamento. Por isso a revisão do Plano Diretor é importante. Mesmo tardia, se o resultado sair como desejamos vale a espera”.


Esperança no comércio Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Gaspar, CDL, José Rovere Passos, revela que este foi um ano atípico para diversos segmentos, principalmente para o comércio. Segundo ele, as vendas no comércio gasparense diminuíram em relação ao ano passado, porém a expectativa para 2014 é bastante positiva. “Acredito que fomos prejudicados devido às obras na Ponte Hercílio Deeke. Agora que elas chegaram ao fim já começamos a ver mudanças positivas e esperamos que no próximo ano elas sejam ainda mais visíveis”, opina. Além da finalização da Hercílio Deeke, Rovere destaca a Ponte do Vale que deve estar pronta em março de 2014. “Com certeza ela trará muitos benefícios à cidade e também ao nosso comércio. Por isso acredito que 2014 será um ótimo ano para o município”.

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O presidente interino da Associação Empresarial de Gaspar, Acig, José Eduardo de Souza, também considera o ano de 2013 positivo. Neste período, a entidade passou a trabalhar mais ativamente nas questões que envolvem os empresários do município e acredita que isso deve continuar no ano seguinte. “Temos a ideia de criar novos núcleos na cidade, como o Núcleo Setorial Imobiliário e Núcleo Jovem, que são muito importantes na cidade. Continuar oferecendo novos serviços e capacitação para os empresários também é nosso objetivo”, ressalta. Ainda conforme o presidente interino da Acig, a entidade pretende lutar para que seja mais reconhecida pelo poder público para que possa acompanhar os trabalhos desenvolvidos no município.

“CONTINUAR OFERECENDO NOVOS SERVIÇOS E CAPACITAÇÃO PARA OS EMPRESÁRIOS TAMBÉM É NOSSO OBJETIVO”

José Eduardo de Souza, presidente da Acig


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