Issuu on Google+

CORREIO DOURO do

director|OSCAR QUEIRÓS

ano|59 número|18

nova série

Sábado, 10 de Abril de 2010

preço|0,25€

QUINZENAL REGIONALISTA

Actualidade |Porto

Arnaldo Soares

Deputados do PSD pretendem apresentar “medidas concretas” contra o desemprego no distrito

é o vereador responsável pelas Obras Municipais e pela Rede Viária, este último, sector importantíssimo para o desenvolvimento futuro do concelho.

PÁGINA 3

Actualidade Vereador da CDU critica “partidarização da estrutura dirigente” PÁGINA 3

VALONGO,

TERRA COM FUTURO PROMISSOR

PÁGINAS 06-07 e 11

Regional |Vila Real

Criminalidade em alta Viseu, Vila Real e Viana do Castelo foram os distritos do país onde a criminalidade participada subiu mais em 2009. PÁGINA 13

PUB.

Centro de Valongo está deserto

Comércio tradicional moribundo

PÁGINAS 08 à 10


OpiniĂŁo

UM NOVO PSD - Marco AntĂłnio Costa

A estrondosa vitória de Pedro Passos Coelho nas eleiçþes directas do PSD tem        concretização do desejo de estabilidade directiva por parte dos militantes do PSD. Contra todas as dúvidas e maus augúrios, os sociais 

    mandato absoluto ao seu novo lĂ­der, conferindo sem

“

Este resultado histĂłrico na vida do partido

    de ter sido contra a “aristocracia� do PSD,      que os seus votos, in$ $

          

sombra de dĂşvidas ao presidente do partido uma larga margem de manobra, quer para escolher a equipa diri              ao PS de JosĂŠ SĂłcrates. O resultado de Pedro Passos Coelho (com quase 62%) transforma-o, sem dĂşvida, no lĂ­der mais legitimado de sempre do partido socialdemocrata - escolhido com praticamente dois terços dos votos. SĂł perdeu na Madeira. Mas houve casos, como no distrito do Porto, a maior distrital do paĂ­s do PSD, em que a sua base de sustentação ultrapassou os 70 por cento. Este resultado histĂłrico na vida do partido tem a particularidade de ter sido contra a “aristocraciaâ€? do PSD, que tarda em perceber que os seus votos, individualmente, valem tanto como os dos militantes mais modestos, ou seja os denominados militantes de base. Em termos de opiniĂŁo pĂşblica, estou igualmente convencido que Pedro Passos       a Ăşnica alternativa viĂĄvel a JosĂŠ SĂłcrates. Credibilidade

e convicção são atributos reconhecidos ao novo rosto do PSD que, como líder da oposição, rapidamente serå reconhecido como o futuro Primeiro-ministro de Portugal. Esta Ê, aliås, a condição para que o actual Governo se desmorone para o País estan-

“

Contra todas as dĂşvi          

!   absoluto ao seu novo "  #     $   presidente do partido         escolher a equipa diri   ! % "   ! &#  '( de JosĂŠ SĂłcrates

car os esvaimentos dos recursos dos portugueses, uma        ção socialista. Internamente, esperamos todos que o PSD entre numa fase de acalmia e estabilidade directiva. Durante a cam-

panha interna e jĂĄ na noite dos resultados, os concorrentes Ă  liderança, vence      as intençþes de, “vencesse quem vencesseâ€?, iria existir uma colaboração mĂştua. Pedro Passos Coelho acrescentou ainda que gostaria de ver os seus adversĂĄrios nos ĂłrgĂŁos nacionais do Partido. Os militantes e os portugueses aplaudiram esta atitude.          dades teriam em compreender, caso a cĂşpula voltasse a ditar exclusĂľes. A primeira escolha de opção polĂ­tica da nova liderança ĂŠ sobre o PEC. Apesar de um voto favorĂĄvel no Parlamento (abstenção do PSD), o programa nĂŁo ĂŠ um texto sagrado. E, por isso, o novo lĂ­der do PSD certamente exigirĂĄ melhorias, em especial  

        empresas e cidadĂŁos portugueses. Pedro Passos Coelho, que nĂŁo reconhece os mĂŠritos do documento, irĂĄ, por certo, avaliar os reparos possĂ­veis sem colocar em causa a credibilidade internacional de Portugal.

ficha tĂŠcnica

CORREIO DO DOURO

– QUINZENà RIO www.correiododouro.pt

Propriedade Condor Publicaçþes, Lda. Contr. 508923190 Sede e Redacção Rua Dr. João Alves Vale, 78 – Est. D – 4440-644 VALONGO Tel. 224210151 – Fax 224210310

2 CD

10 de Abril 2010

Director|Oscar Queirós Chefe de Redacção|João Rodrigues Redacção e Colaboradores|Victorino de Queirós - J. Rocha - J. Silva - E. Queirós -Nuno Victorino - Carlos Silva, Marquês do Vale.  Editor Miguel Pereira João Rodrigues Filho

CORREIO ELECTRĂ“NICO:         

        

 

      

      

        NÂş. Registo ERC 125216    


Actualidade A construção de uma nova creche com capacidade para 33 crianças, anunciada pela Câmara de Felgueiras, vai atenuar uma lacuna social da cidade, segundo o vereador da Educação, João Sousa. A futura creche, orçada em cerca de 330 mil euros, vai permitir acolher oito crianças até aos três meses de idade (berçário), 10 até aos 24 meses e 15 até aos 36 meses. João Sousa acredita que o equipamento, cuja construção deverá arrancar após o próximo verão (está presentemente em fase de concurso), vai ser suficiente para corresponder às solicitações das famílias, completando a oferta global da rede de equipamentos que inclui projectos privados. A nova creche, com uma área de cerca de 260 metros quadrados, vai ser construída num terreno adquirido pela autarquia, contíguo ao actual infantário, no lugar de Gandra, Margaride (sede do concelho). Segundo o vereador da Educação, o projecto, que estará pronto após o verão de 2011, prevê também a disponibilização de duas salas destinadas ao desenvolvimento de actividades lúdicas e pedagógicas, além de

™™™Felgueiras

NOVA CRECHE ATENUA PROBLEMA SOCIAL NA CIDADE

Câmara do Porto

VEREADOR DA CDU CRITICA “PARTIDARIZAÇÃO DA ESTRUTURA DIRIGENTE”

O vereador da CDU na Câmara do Porto, Rui Sá, votou esta semana contra a nomeação de quatro novos directores municipais, criticando a “partidarização” da estrutura dirigente da autarquia. “Pelo menos três deles correspondem a uma tendência de partidarização. Pinho da Costa é militante do PSD. Florbela Guedes é assessora política de Rui Rio e Emília Galego foi adjunta do presidente. Votei contra a partidarização da estrutura dirigente municipal”, observou Rui Sá, em declarações aos jornalistas no final da última reunião da Câmara. O PS absteve-se na votação, por considerar que “são decisões da distribuição de competências que a actual maioria conhece melhor”, disse o vereador Manuel Correia Fernandes. A maioria PSD/CDS aprovou a nomeação de novos directores municipais, entre os quais o responsável

pelo Urbanismo. De acordo com a proposta, o novo director municipal do Urbanismo será José Barros Duarte, que está na autarquia desde 2002 e que, desde 2008, era director municipal da Via Pública. Barros Duarte, que antes de chegar à Câmara do Porto tinha passado pela autarquia de Famalicão, substitui José Carapeto, que ingressou no município portuense em Julho de 2002 (depois de, em Janeiro desse ano, Rui Rio ter despedido o director municipal do Urbanismo, Manuel Miranda). Esta transferência de Barros Duarte (que se mudou para a Câmara do Porto com o cargo de chefe da Divisão de Edificações Urbanas) obriga, também à nomeação de novo director municipal da Via Pública: para este cargo, Rui Rio indicou o nome de Pinho da Costa, presidente do conselho

de administração da Empresa Municipal de Gestão de Obras Públicas, que já apresentou a renúncia ao cargo. A proposta do autarca inclui, ainda, mais dois directores municipais. Para a direcção municipal de Recursos Humanos foi indicada Maria Emília Preto Galego, que entre 2004 e 2010 exerceu as funções de adjunta do presidente da Câmara do Porto, “em regime de requisição de serviço”, segundo consta do currículo anexo à proposta. Florbela Guedes vai ocupar o cargo de directora municipal do Gabinete de Comunicação e Promoção, criado no âmbito da nova estrutura nuclear dos serviços municipais (já publicada em Diário da República). A Câmara do Porto aprovou ainda, com a abstenção do vereador da CDU, o lançamento de um concurso internacional para contratação de um serviços de rebo-

ques para remoção de veículos mal estacionados, prevendo-se que uma intensificação da fiscalização. Quatro reboques por dia, a funcionar entre as 09:00 e as 22:00, aptos para remover veículos pesados e circular em vias estreitas, e com capacidade de resposta de 15 minutos são algumas das novidades que o serviço poderá trazer. De acordo com o caderno de encargos para o concurso público, o tempo médio de resposta do serviço “não poderá ser superior a 15 minutos”. O contrato será válido por três anos e, de acordo com a estimativa feita, o número de viaturas a remover nesse período é de 40608 veículos ligeiros e 129 veículos pesados. Rui Sá considera que devia ter sido estudado quanto é que o serviço custaria se fosse executado pelos serviços municipais.

™™™Gondomar

Cavalete e Couto Mineiro de S. Pedro da Cova já são monumento de interesse público O Cavalete do Poço de S. Vicente e o Couto Mineiro de S. Pedro da Cova, em Gondomar, foram finalmente classificados como monumento de interesse público, o que para o PS local é o “corolário de uma luta” das gentes locais. A classificação consta de uma portaria do Ministério da Cultura publicada no final de Março no Diário da República, a qual fixa, também, uma zona especial de protecção. O cavalete é uma torre de cimento, com cerca de 25 metros de altura, construída para o elevador de um dos poços de onde era extraído o carvão que foi utilizado como combustível tanto no Porto como no país durante mais de 200 anos. Professores da Escola Secundária de S. Pedro da Cova, em Gondomar, lançaram uma petição e um manifesto, em Fevereiro de 2009, apelando precisamente à classificação do Cavalete, que se encontra

abandonado e faz parte do complexo mineiro local. Numa nota enviada aos jornais, o PS de Gondomar recorda que, “em Maio do ano passado”, apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução em que recomendava ao Governo que acelerasse a “classificação do Cavalete do Poço de S. Vicente e de todos os elementos do couto mineiro de S. Pedro da Cova. O projecto apelava, ainda, à “urgente reabilitação desta estrutura”. A deputada Isabel Santos, candidata socialista à presidência da Câmara de Gondomar nas últimas autárquicas, e Renato Sampaio, também deputado e presidente da Distrital do Porto do partido, foram os primeiros signatários desse documento. “O PS congratula-se pelo facto desta luta ter chegado a bom porto e felicita a população de S. Pedro da

Cova por esta conquista”, acrescentando na mesma nota que os seus “vereadores comprometem-se a tudo fazer no executivo [municipal de Gondomar] para a preservação deste monumento”. O processo para a classificação do Cavalete do Poço de S. Vicente prolongou-se por quase 20 anos. Exemplar único na arquitectura industrial, a estrutura faz parte de um vasto complexo onde se incluíam um núcleo residencial, a cantina, a escola, o balneário e outros serviços criados para os operários que lá trabalhavam, que chegaram a ser mais de mil. Isabel Santos, hoje governadora civil do Porto, alertou então que “o cavalete e as antigas instalações do ex-couto mineiro encontram-se há muito votados ao abandono, num estado avançado de degradação e, em virtude de serem propriedade de particulares, estão hoje em risco de se perderem definitivamente”.

cozinha e sala de refeições. João Sousa recordou que o concelho está nesta fase a investir 15,5 milhões de euros na construção ou ampliação de 10 centros escolares. Sete dessas novas escolas nas freguesias de Várzea, Airães, Pombeiro, Macieira, Torrados, Sendim e Caramos vão estar prontas no arranque do próximo ano lectivo, garante o vereador. Outras três estão mais atrasadas, sobretudo o centro escolar de Penacova, que se encontra ainda na fase inicial. Nos casos de Santão e Jugueiros, as obras têm sofrido atrasos e é pouco provável que estejam concluídas a tempo de permitirem acolher os alunos no ano lectivo 2010/2011. O autarca anunciou que o Município também está a preparar uma candidatura para a construção de um centro escolar na vila da Longra. Neste ano lectivo entraram em funcionamento os centros escolares da Lixa, Pinheiro, Margaride e Lagares, prevendo-se que neste último seja concretizada uma ampliação.

™™™PORTO

DEPUTADOS DO PSD PRETENDEM APRESENTAR “MEDIDAS CONCRETAS” CONTRA O DESEMPREGO NO DISTRITO Preocupados com a elevada taxa de desemprego no distrito, os deputados do PSD eleitos pelo Porto iniciaram um conjunto de visitas a vários concelhos, com o objectivo de apresentar “medidas concretas” para ajudar a ultrapassar o problema. O coordenador dos deputados sociais democratas eleitos pelo círculo do Porto, Luís Menezes, explicou que o objectivo é, até ao final da sessão legislativa - fim do mês de Junho - apostar na “ida para o terreno e na proximidade do com as populações”, focando a acção nos temas da “economia e do desemprego”. Até ao final de Junho, os deputados pretendem visitar oito concelhos, o que juntando aos sete a que já foram, faz com que consigam “cobrir o distrito todo”. Depois das visitas, Luís Menezes assegurou que o objectivo é “avançar com uma série de medidas concretas para apresentar ainda durante esta sessão legislativa de forma a dar um contributo para ultrapassar esta situação”. “Os deputados têm um papel com pouca capacidade executiva, tendo a obrigação de chamar a atenção dos problemas e também mostrar os bons exemplos, arranjando soluções e dando contributos para ultrapassar estes problemas”, realçou. Segundo o coordenador dos deputados social-democratas, uma das grandes preocupações é alertar para o problema do desemprego jovem que “em Portugal está próximo de uma taxa de 25 por cento e para o qual é preciso, com urgência, criar mecanismos eficazes que permitam a integração mais rápida dos jovens no mercado de trabalho”. “Vamos tentar apostar em concelhos em que o desemprego jovem seja mais visível”, acrescentou. Maia, Santo Tirso, Vila do Conde e Matosinhos são os próximos concelhos a ser visitados pelos deputados, que segundo Luís Menezes “têm um tecido empresarial completamente diferente e problemas distintos relativos à economia local”. “A região Norte, e o distrito do Porto em particular, têm sido muito fustigados pela actual crise económica, nomeadamente ao nível do desemprego, havendo muitas zonas onde o desemprego atinge quase os 20 por cento”, sublinhou.

10 de Abril 2010

CD 3


Actualidade ™™™MARCO DE CANAVESES POLÍCIA MUNICIPAL SENSIBILIZA CONDUTORES PARA REDUZIR SINISTRALIDADE NAS ESTRADAS. Agentes da Polícia Municipal do Marco de Canaveses iniciaram nos últimos dias acções de sensibilização dos condutores para tentar diminuir a sinistralidade nas estradas do concelho, anunciou fonte da autarquia. Os polícias municipais estão a abordar os condutores a quem entregam um folheto com conselhos práticos para uma condução mais segura, em obediência integral do Código da Estrada. A documentação inclui informações sobre a influência do álcool e a fadiga na condução. “Nesta iniciativa apela-se sobretudo ao bom senso e ao cum-

primento das regras essenciais de segurança���, explica a fonte. No último Sábado, dia 3 de Abril, os agentes percorreram a cidade de Marco de Canaveses, aproveitando o facto de ser dia de feira quinzenal, evento que gera uma maior movimentação na área urbana. Amanhã (dia 10 de Abril) vão repetir a acção na vila de Alpendurada, o segundo pólo urbano do concelho, onde também se realiza o mercado. A autarquia anunciou que, “em nome de um Marco mais seguro na estrada”, outras acções vão alargar-se depois ao resto do concelho. Recorde-se que no Marco de Canaveses encontra-se um dos pontos mais negros da sinistralidade rodoviária da região, a variante à EN 211, na qual já perderam a vida 24 pessoas.

Nesta via, que estabelece a ligação de Marco de Canaveses à A4, tem-se registado a ocorrência de dezenas de acidentes graves. Manuel Moreira, presidente da autarquia, anunciara em Fevereiro que as obras de reforço da segurança da estrada iriam arrancar em Março, meta que falhou pois até hoje não há sinal algum do arranque da tão necessária empreitada. Segundo o autarca, os trabalhos vão incidir no troço entre Penafiel (Nó da A4) e Marco de Canaveses, conhecido como variante à EN 211, numa extensão de cerca de oito quilómetros. Um novo tapete betuminoso rugoso, balizas rebatíveis no eixo da via e nova sinalização horizontal e vertical são as medidas anunciadas.

™™™Penafiel

MULHER ESCONDE AUTOR DE AGRESSÃO

Ninguém viu estranhos nas redondezas mas Hermínia diz que lá estiveram cinco desconhecidos a quem atribui agressões que lhe puseram a cara num bolo. Vizinhos e autoridades acreditam que o autor foi o seu companheiro, ao que parece “useiro e vezeiro” em actos do género.

Os factos terão acontecido numa residência da rua Pedrantil, freguesia da Croca, em Penafiel. Eram 10 horas da manhã da última sexta-feira quando Hermínia Pinto, de 30 anos, chegou esbaforida ao café da Rua, o “Bessa”, queixando-se de ter sido agredida violentamente por cinco desconhecidos que a terão esperado pouco antes à saída de casa. Nem precisava de falar de agressões pois apresentou-se no café “com a cara feita num bolo. Parecia um monstro” de tão inchada que estava, segundo clientes do café Bessa. “Tinha um discurso desconexo, não dizia coisa com coisa, parecia alucinada”, contou Raul, o proprietário do café onde a mulher procurou socorro. “Falou de cinco homens que lhe tinham batido e que estariam à sua espera no exterior do café”, continuou, acrescentando que “fui espreitar mas na realidade não estava ninguém”. Fosse o que fosse, os bombeiros foram chamados para transportar Hermínia ao hospital mas, ali chegados, decidiram chamar e esperar pela GNR pois a mulher não corria perigo imediato e a história que contava não convenceu os socorristas. Só depois da chegada dos militares é que Hermínia foi conduzida ao Hospital Padre Américo onde foi tratada a múltiplas equimoses no rosto. Para a vizinhança o que se passou foi “a repetição de algo que acontece

4 CD

Herminia diz que quem a pôs assim foram ‘cinco desconhecidos’. Parece que não. há muito e que tem a ver com maus tratos dentro da própria casa”, atribuindo as mais que prováveis agressões ao companheiro de Hermínia. De resto, na vida do casal o que parece não faltar são episódios de violência, facto que terá provocado a retirada de uma filha menor, colocada numa instituição pela Segurança Social. O caso caiu sob a alçada do Ministério Público de Penafiel.

COMBATE (A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA) TAMBÉM É FACTOR DE COMPETITIVIDADE A secretária de Estado para a

10 de Abril 2010

Igualdade, Elza Pais, disse no início da semana que o combate à violência doméstica “é um sinal de direitos humanos e de justiça, mas também factor de competitividade”. “Além de ser um problema de direitos humanos, combater a violência doméstica é também um imperativo económico e social. Se, num momento de crise, queremos ultrapassar a crise, aproveitando também esta oportunidade para criarmos uma nova organização económica e social, este problema tem de estar no centro das nossas preocupações”, defendeu a governante.

A secretária de Estado intervinha na abertura da 1.ª sessão “Violência Doméstica e Condições de Trabalho”, que decorreu na terça-feira no governo civil de Coimbra, no âmbito do fórum “Empresas contra a Violência Doméstica”. Dados internacionais avançados pela secretária de Estado indicam que, nos países desenvolvidos, 5 a 16 por cento de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva quando são vítimas de violência doméstica. Por outro lado, os custos deste crime oscilam entre 1,6 e 2 por cento do PIB de um país.

“Combater a violência doméstica é garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento de um país e as empresas que apostam neste combate têm visão de futuro; são empresas que sabem que não podem desperdiçar recursos humanos e as mulheres são centrais, não só por uma questão de justiça social, mas por uma questão de desenvolvimento e competitividade”, frisou. Para Elza Pais, “as empresas que apostam na diversidade de recursos - a primeira é a diversidade de género - são mais competitivas”. “As empresas que promovem a responsabilidade social e apostam na diversidade são mais competitivas e uma das maneiras de o fazermos é lutarmos contra a violência doméstica”, sustentou. Na sua intervenção, a secretária de Estado reiterou o apelo à denúncia dos crimes de violência doméstica, considerando-a “um dever de cidadania”. “O Estado sozinho não será tão eficaz”, sustentou, ao defender que todos se devem envolver nesta luta. Um dos especialistas que participou na sessão, Manuel Lisboa, director do Observatório de Violência e Género, divulgou dados já anteriormente publicados sobre os custos directos e indirectos, sociais e individuais da violência doméstica. “O que temos vindo a constatar é que as mulheres vítimas de violência doméstica são obrigadas a viver numa espécie de mundo paralelo, que afecta toda a sua vida e naturalmente tem implicações na esfera profissional”, salientou. Por seu lado o psiquiatra João Redondo, coordenador do Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, defendeu a importância de no local de trabalho existir informação sobre este crime, sustentando ainda que todos os empregadores devem conhecer a rede de cuidados existente na sua área para responder a estas situações.


Valongo Arquivo histórico VALONGO ROGA À RAINHA ELEVAÇÃO A VILA Dando continuidade à divulgação do acervo, o Arquivo Histórico Municipal de Valongo apresenta mais um Documento do Mês, sob o tema “Valongo Contornos da sua Elevação a Vila”. Durante o mês de Abril, está patente ao público, no átrio do edifício do Museu e Arquivo Histórico Municipal, mais um interessante documento referente ao fundo documental da Câmara Municipal de Valongo. Trata-se do primeiro livro onde a nova municipalidade valonguense registou, entre 1837 e 1839, a correspondência recebida e expedida. No primeiro fólio encontra-se registada a missiva enviada à rainha D. Maria II, rogando para que a cabeça do novo concelho de Valongo fosse elevada à categoria de vila. Serão realizadas todas as sextas-feiras de cada mês, sob marcação prévia, sessões informativas relacionadas com o tema.

A41

FERNANDO MELO EXIGE LIGAÇÃO A SOBRADO O presidente da Câmara Municipal de Valongo e o vereador das Obras Municipais, Arnaldo Soares, entregaram ao ministro das Obras Públicas um documento que versa sobre a estratégia viária da autarquia onde é exigida, entre outros, uma ligação da auto-estrada A41 a Sobrado. Nesse dossier que foi também entregue a Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, a autarquia reclama, sobretudo, uma ligação da A41 a Sobrado, uma vez que o traçado desta auto-estrada rasga a freguesia mas não contempla sequer uma ligação. Este é um pedido feito há já dois anos mas que até agora não obteve resposta. No documento entregue aos governantes é sugerida uma ligação com cerca de 800 metros a partir do nó da Gandra. No entanto, e como Fernando Melo fez questão de ressalvar junto de António Mendonça, se esta ligação não for exequível, o município está na disposição de aceitar outra ligação, desde que a freguesia de Sobrado

não seja esquecida neste plano viário. “O que queremos é uma solução”, frisou o autarca. Aproveitando a visita do ministro e do secretário de Estado às obras da concessão do Douro Litoral, o presidente e o vereador da Câmara de Valongo deixaram ainda claro que estão contra o alargamento do actual traçado da A4 junto sede do concelho. No documento entregue a autarquia

Rotários de Valongo plantam árvores No passado dia 21 de Março o Rotary Club de Valongo associou-se às comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade. Retomando uma tradição antiga, o Rotary valonguense distribuiu algumas dezenas de árvores pelos agrupamentos de escolas de Valongo, Sobrado e Campo e efectuou uma plantação em algumas freguesias, designadamente Sobrado e Valongo, aqui no Parque da Cidade. A iniciativa, que contou com a colaboração de alguns membros do Rotaract Club de Valongo, teve a coordenação de técnicos da Câmara Municipal, da área de jardinagem. Segundo os promotores, “foram momentos de descontracção, onde mais uma vez o sentido de companheirismo e solidariedade se manifestou entre todos os membros” daquele clube rotário. As escolas de Valongo, Sobrado e Campo aderiram à iniciativa “com muito entusiasmo, servindo a ocasião para os alunos, guiados pelos professores, porem à prova os seus conhecimentos de jardinagem, ao plantarem diversos tipos

propõe a alteração do traçado, bem como da localização do nó de Valongo da A4, deslocando-as para a zona da Biblioteca Municipal, permitindo assim uma ligação à pretendida variante à EN15. Durante a visita ficou acordado agendar uma reunião entre a autarquia e a secretaria de Estado das Obras Públicas, para debater mais detalhadamente as pretensões da autarquia valonguense.

de árvores”. Algumas das árvores dispensadas à Câmara Municipal de Valongo, na sua maioria medronheiros, serão plantados, mais tarde, na zona da aldeia de Couce. Com esta actividade pretenderam os rotários de Valongo “sensibilizar a população para a necessidade urgente de tratar e preservar as florestas de modo a proteger a Biodiversidade, um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável e económico”.

Terra de campeões Vítor Neves, do Clube de Canários de Postura de Valongo, renovou este ano o título de Campeão do Mundo , na exposição mundial de ornitologia que se realizou em Portugal. Parabéns ao Vítor e ao clube que representa, pela forma extraordinária como têm representado Valongo e o seu cada vez mais potente movimento associativo.

10 de Abril 2010

CD 5


Entrevista Arnaldo Soares é o vereador responsável pelas Obras Municipais e pela Rede Viária, este último, sector importantíssimo para o desenvolvimento futuro do concelho. Por isso fomos saber o que projecta o autarca cuja experiência “se resumia” à Junta de Freguesia de Alfena onde, realcese, deixou um trabalho a todos os títulos exemplar.

VALONGO, TERRA

COM FUTURO PROMI

O que podemos esperar da sua liderança no pelouro da rede viária municipal? E quais são exactamente as suas responsabilidades e projectos? Este pelouro tem duas componentes muito diferentes: uma que é a sua manutenção e a segunda que tem a ver com planos e estratégia para o futuro. Penso que, tanto numa como noutra muito foi feito nos últimos anos mas penso também que há ainda bastante por fazer. Em termos de manutenção das estradas e arruamentos do concelho, depois de me familiarizar com o sector, apercebi-me que deveria começar por um melhor aproveitamento dos recursos e meios da autarquia. Uma politica de valorização dos recursos da câmara pareceu-me a melhor resposta. Dava-se muito trabalho de manutenção e pequenos arranjos a fazer fora quando a autarquia tinha meios humanos e equipamentos que lhe permitiam fazer ela própria esses trabalhos. O que vi, quando cheguei, foi que a Câmara Municipal tinha estrutura, nomeadamente ao nível de recursos humanos e equipamento para fazer muito trabalho. Por isso a minha prioridade foi a de valorizar e aproveitar ao máximo o que tínhamos. Havia que pôr tudo a funcionar, designadamente – e para além empregados – as máquinas e camiões. Havia equipamento desaproveitado e até algum avariado. É certo também que, para optimizar este desempenho que quero que tenhamos, certamente teremos que adquirir mais algum equipamento que nos falta, mas será de certeza um investimento correcto, necessário, para a assumpção plena das responsabilidades da autarquia.

MAS A CRISE… É certo que atravessámos uma fase crítica, para todos, tanto nas autarquias como nos lares de todos nós. A crise é transversal e não poupa ninguém. Por isso a nossa imensa preocupação em tudo, sobretudo no que toca a investimento. Não podemos nem queremos fazer investimentos que não tragam retorno, nomeadamente máximo proveito para os munícipes. Estamos cientes das nossas responsabilidades, acrescidas exactamente pelo período que atravessámos, e vamos responder em conformidade. Como disse, vamos optimizar

6 CD

10 de Abril 2010


Entrevista

SSOR

o potencial da autarquia para fazer o máximo. Sempre fui apologista do trabalho de proximidade, que responda às necessidades mais prementes das populações, como o são os pequenos arranjos, reparações, de caminhos e estradas. Vamos fazer isso com a nossa gente, com o nosso equipamento. Podem ter a certeza que esta câmara está a fazer uma aposta clara na optimização dos seus recursos. Falando de crise, Valongo, como qualquer outra terra, claro, só poderá dela escapar com a dinamização do seu tecido empresarial. E para isso seria necessário optimizar e até multiplicar as zonas industriais… É uma questão prioritária para este executivo. Há, nesse sentido, uma estratégia muito clara para o conselho, e que passa pela sustentabilidade e dinamização das zonas industriais que Valongo. Estou a referir-me à zona industrial de Campo e este executivo espera que a breve prazo a zona industrial de Alfena venha a ser uma realidade. Isto é extremamente importante porque estas zonas industriais serão o coração, o motor, do desenvolvimento do nosso concelho. Neste aspecto, este pelouro que me foi delegado pelo Dr. Fernando Melo, assume particular importância porque as artérias, ruas e estradas, são importantíssimas para o sucesso de qualquer zona industrial. Existe já um conjunto de infra-estruturas, de vias e artérias, que passam, que atravessam o concelho, nomeadamente A41 que passa tanto em Alfena como em Campo. Esta via veio dar uma nova e imensa potencialidade à zona entre Alfena e Sobrado, com um nó (Sr.ª Amparo) que dá acesso rápido transformando esta zona numa atractiva área para a instalação de industrias. Por outro lado, e finalmente, a zona industrial de Campo vai ter o acesso que merece, com uma ligação directa à A41. Para além disso a zona industrial de Campo tem um outro privilégio, único no Norte, que é o terminal ferroviário. É um atributo fabuloso, uma âncora extraordinária, sobretudo quando pensámos que os transporte ferroviário vai ter um novo elán. Sinceramente, estou convencido que estas zonas industriais, de Alfena e Campo, terão em tempos muito próximos, uma forte dinamização. E

Continua na Pág.11

10 de Abril 2010

CD 7


Valongo O comércio tradicional valonguense está a definhar a olhos vistos. Os empresários reconhecem que o sector tem limitações e que é preciso novas estratégias e outros comportamentos. Se nada for feito para travar a desertificação do centro da cidade, adivinham-se tempos de maior agonia e adversidade.

Palavras para quê

Centro de Valongo está deserto

COMÉRCIO TRADICIONAL MORIBUNDO

Óscar Queirós e Carlos Silva

A concorrência no mercado da distribuição de bens de consumo sofreu, nas últimas décadas, enormes, profundas e forçadas mudanças que influenciaram a transformação dos hábitos de compra dos consumidores, modificando radicalmente todo o sistema mercantil, tal e qual o conhecíamos. Antes da investida inesperada do grande poder económico e financeiro no sector da distribuição, o mercado do comércio a retalho pertencia, todo ele, a micro e pequenas empresas daquele que hoje se chama Comércio Tradicional. A concorrência entre comerciantes

8 CD

10 de Abril 2010

fazia-se de uma forma honesta e saudável, com cada um a melhorar as condições de venda, atendimento e atracção do seu estabelecimento, na tentativa de conseguir aumentar a sua cota e prestígio no mercado local. E dessa forma se iam modernizando e desenvolvendo. De repente, sem qualquer aviso prévio e sem a menor preocupação em encontrar soluções razoáveis, o poder político vergou-se aos grandes grupos económicos e financeiros, nacionais e internacionais, abrindo-lhes escancaradamente as portas do comércio. Mais: apoiou-os com incentivos fiscais e outras benesses nunca antes concedidas aos comerciantes tradicionais. É insofismável que os sucessivos go-

Era preferível vivermos numa cidade em que pudéssemos ir às compras na “baixa”, na zona “velha” e nobre, do que ser obrigados a ir sempre a centros comerciais. Era bom gostarmos da rua, das pessoas, do burburinho, do sol, de passear.

vernos, depois seguidos pelas autarquias, apoiaram a invasão do sector da distribuição, sabendo bem que o objectivo dessas organizações era concentrar em si todo o comércio português. Não houve planos, estudos, procura de soluções de equilíbrio, nada que permitisse intensificar a concorrência – para o bem do consumidor – mas de forma equilibrada, algo que permitisse que cidades e vilas se mantivessem vivas, com a saudável agitação que só o comércio tradicional lhes empresta. Valongo não escapou e as suas ruas são hoje triste prova disso. Mas será que podemos dizer, com justiça, que a culpa é apenas do Poder polí-


Valongo

Largo de CentenĂĄrio

tico? Claro que não. Culpados são tambÊm, e muito, os próprios comerciantes tradicionais. Nunca souberam juntar-se e lutar contra o óbvio que era o seu fim. E lutar como? Com manifestaçþes, cortes de estrada, ou quejandos? Nada disso. A sua reacção, a luta pela sobrevivência, teria de passar pela união e por se reinventar. Os que sobram, ainda – são jå

      dente do NĂşcleo Recreativo e Cultural de Valongo, candidata Ă  Junta nas Ăşltimas autĂĄrquicas, tinha no seu programa, e como prioridade, uma mĂŁo-cheia de ideias e iniciativas para reanimar a cidade, trazĂŞ-la de novo Ă  vida. Era pedir muito que fossem “beberâ€? ao seu programa?

muito poucos – limitam-se a queixar-se.

CONHECEM O CAMINHO‌ Uns queixam-se da autarquia, outros do Governo, outros da crise, a “mĂŁeâ€? de todos os males. Mas hĂĄ tambĂŠm quem faça o acto de contrição e fale da falta de uma associação que os una e represente e de onde possam surgir ideias e estratĂŠgias para renascerem. Mas o que tĂŞm to-

A Praça Machado dos Santos em dia feriado

Praça Machado dos Santos

Praça Machado dos Santos. Em pleno centro da cidade, não hå gente. Os passeios limitam-se a receber postes de iluminação

A culpa tambĂŠm ĂŠ nossa umidores, que aceitĂĄCulpados somos tambĂŠm nĂłs, cons tirassem a mercearia mos em agradado silĂŞncio que nos a drogaria do fundo da da porta, o sapateiro da esquina, ossar a “carneiradaâ€? rua. AceitĂĄmos, de bom grado, engr os comprar coisas que corre aos grandes supermercad rais. Loucos, sem duvidosas, em troca de produtos natu titosos dos proape e razĂŁo, trocĂĄmos os odores frescos as embalagens lind por ro dutos do nosso antigo merceei mente condiz rara o eĂşd cont de plĂĄstico e cartĂŁo e cujo r das arreliandize que E a. cap da com as artĂ­sticas fotos               pras da rua, com todo mos felizes em ter trocado as com passeios de automĂłvel, o folclore que as acompanha, por cos armazĂŠns de beacabando encaixotados em gigantes as mĂĄgicasâ€?, exprestĂŁo e metal, iluminados por “lâmpad cção por monatra tir samente fabricadas para nos incu              as tambĂŠm frut das , dias de ia que crescem em meia dĂşz   !

 

         

a não ser para encher servem para absolutamente nada, os sacos que agora jå se pagam? as empolgadas com E as promoçþes? Aquelas senhor os de limpeza, com o lançamento de novos produt pó. E a histeria promoçþes de pizzas e sabão em rior do superinte do daquela mulher a telefonar, estrondosa e a lhe domercado, para a amiga dan a oferecer estå e skip o que utilíssima novidade de viagem a Roma, um pano de cozinha e a rifar uma de 5 quilos? na compra de uma embalagem

‘Coração’ da cidade fantasma

dos em comum ĂŠ a falta de reacção. AliĂĄs, e para cĂşmulo, nĂŁo sĂŁo poucos a admitir que, enquanto consumidores, frequentam os centros comerciais. Outro facto inexplicĂĄvel, Ă  luz da razĂŁo, ĂŠ que todos parecem conhecer o remĂŠdio mas nada fazem para a ele chegar. Reconhecem que a diferença entre o desenvolvimento sempre crescente das grandes superfĂ­cies e o moribundo comĂŠrcio tradicional estĂĄ nos aspectos que uns e outros podem proporcionar ao consumidor. Sabem, por exemplo, que as lojas do centro da cidade nĂŁo oferecem estacionamento automĂłvel, enquanto as mĂŠdias e grandes superfĂ­cies garantemno e gratuitamente. Sabem que esta ĂĄrea da cidade estĂĄ cada vez menos atractiva e nada fizeram nem fazem para inverter a fatal tendĂŞncia. Neste, como noutros factores, limitam-se a apontar o dedo ao Poder Local, tambĂŠm – e ĂŠ verdade – laxista quando promoveu a mudança de local da feira semanal. Indubitavelmente essa troca foi uma terrĂ­vel facada nĂŁo apenas nas casas de comĂŠrcio de todo o centro na prĂłpria vida da cidade. E jĂĄ que falĂĄmos deste aspecto – a desertificação do centro de Valongo – poderia tambĂŠm questionar-se a autarquia (Junta de Freguesia) pela falta de iniciativas para combater o problema. É inaceitĂĄvel a passividade com que assiste ao fenĂłmeno de esvaziamento do centro, sem que contraponha com iniciativas como programas de animação para os quais seria fĂĄcil obter apoios quer da Câmara Municipal, quer dos prĂłprios comerciantes. Era preferĂ­vel vivermos numa cidade em que pudĂŠssemos ir Ă s compras na “baixaâ€?, na zona “velhaâ€? e nobre, do que ser obrigado a ir sempre a centros comerciais. Era bom gostarmos da rua, das pessoas, do burburinho, do sol, de passear.

Rua de S. Mamede

10 de Abril 2010

CD 9


Valongo

Largo do CentenĂĄrio

Rua do PadrĂŁo

S. Mamede

Discurso directo % &'(

DOMINGOS MOUTINHO,

FRANCISCO BRAGA,

ANTĂ“NIO COSTA,

Comerciante na ĂĄrea da fotograďŹ a e cinema

Comerciante de pronto a vestir (La Chica)

comerciante de pronto a vestir e calçado (Criaçþes Paulino)

- A situação do comércio no centro de Valongo está péssima e tenho sérias dúvidas que algum comerciante diga o contrário. Há crise e desemprego em Valongo como há no país, mas poderíamos reagir de outro modo, reabilitando, por exemplo, o centro de Valongo para ajudar a de ""    !  #    uma reabilitação idêntica àquela que foi feita no centro da cidade de Ermesinde. Um dos grandes responsáveis pela crise do nosso comércio local, obviamente que foi a ida da feira semanal para longe do         $    o comércio tradicional. Por outro lado é lamentável a falta de uma associação do sector.

- É claro que jĂĄ nada ĂŠ como antigamente. '         ) E disso foram os comerciantes quem mais         ! "  as pessoas a visitar a cidade. NĂŁo temos nada cĂĄ. Sabemos da existĂŞncia da crise mas ela nĂŁo explica tudo. HĂĄ que ser honesto e reconhecer que no centro de Valongo temos “eirasâ€?, enquanto em Ermesinde hĂĄ uma realidade diferente como, por exemplo, o Parque Urbano, bem no centro, Trata-se de um espaço agradĂĄvel em qualquer dia, a qualquer hora. *!    + / %01 ' 

(      2  " mesmo para as pessoas apanharem o transporte e ir embora. Outra “eiraâ€? ĂŠ o Largo do CentenĂĄrio, antes cheio de vida. SĂŁo lugares que nĂŁo cativam ninguĂŠm, nada tĂŞm que possa interessar visitantes. Por outro lado o excesso de hipers e centros comerciais cĂĄ em Valongo tambĂŠm nĂŁo ajuda nada. A solução? Trazer de novo Valongo Ă  vida.

- O negócio estå mau, estå muito mau! O desenvolvimento não passa pelo centro de Valongo logo nós sofremos por isso. Falta intervenção no centro [da cidade] e contenção em centros comerciais. Mas a câmara nunca se esquece de vir cobrar as licenças de toldos, rampas etc‌ Nós pagamos mas tambÊm merecíamos mais atenção. Faltam actividades que povoem esta parte da cidade e que lembrem o comÊrcio tradicional. É uma pena ver o centro de Valongo com tão pouca gente durante todos os dias. Só em festas ou          dþes. Mas isso acontece apenas uma ou duas vezes por ano. Todos sabemos que sem gente não hå comercio. Para a crise tambÊm contribui o facto de agora os estacionamentos serem a pagar. E para cúmulo, trata-se dos mais caros do distrito.

10 CD

10 de Abril 2010


Entrevista Continuação das Págs.6-7

isso far-se-á sentir não apenas nessas freguesias mas em todo o concelho. Pode escrever o que digo: daqui vão resultar milhares de postos de trabalho que, como se sabe, tem efeitos multiplicadores. Os munícipes podem ter a certeza que estamos a criar uma forte dinâmica de desenvolvimento, com dois pólos industriais muitíssimo próximos, a escassos minutos, do porto de Leixões, do aeroporto e de todas as ligações ao resto do país e ao mundo. Na verdade estamos numa encruzilhada de vias estruturantes que nos levam tanto para norte como para sul, a qualquer ponto do país ou do estrangeiro Isso vai obrigar a novas vias intermunicipais, ou ficar-se-ão pelo que possa resultar da A41? Obviamente que esta realidade necessita de ser complementada com uma rede interna e já estamos a tratar disso, nomeadamente com a “Via Distribuidora” e respectivos braços, artérias estruturantes que optimizarão as zonas. Já que falámos da A41, há um problema com Sobrado… É porque Sobrado é atravessado pela A41, tem todos os impactos negativos que qualquer via desta natureza provoca e só que tem uma entrada na Rotunda do Ciclista e uma saída já em Campo. Ou seja, a freguesia é atravessada sem outro acesso à A41. Aquilo que nós pretendemos é que seja contemplado um acesso da zona da Lomba ao nó de Gandra, de modo a que todos possam usufruir dessa auto-estrada. Isso implica uma alteração ao contrato da concessionária mas estou convencido que será feito. Como sabe, eu e o senhor presidente da Câmara já falámos com os senhores ministro e secretário de estado que tutelam esse sector e ambos mostraramse sensibilizados para o problema. É de crucial importância para Sobrado e de toda a justiça já que tem o impacto negativo ao menos que tire algum proveito. VARIANTE À N15 Fala-se de aliviar o centro de Valongo do trânsito de pesados. O que há de verdade nisso? É verdade. A Estrada Nacio-

nal 15 (EN15) é uma via que, segundo estudos, tem tráfego idêntico ou superior ao das auto-estradas, ou seja, muito trânsito, nomeadamente de pesados. A intenção da autarquia é desviá-la do centro da cidade, fazer uma variante. Será desviada no Alto da Serra e irá desembocar à rotunda de Campo, passando pelos Lagueirões, Continente, Biblioteca, até à primeira rotunda de Campo. Essa variante é que deverá passar a EN e o troço que atravessa Valongo, passaria a ser estrada municipal. Essa alteração não irá prejudicar ainda mais o comércio tradicional de Valongo? Ao afastar o trânsito afastam também potenciais clientes… Penso que não. Acho que não estamos a falar de um comercio de distancia mas antes de um comércio de proximidade. E todos aqueles que utilizam esse troço da EN15 como ponto de passagem para irem de e para Paredes, Penafiel, Amarante, etc, fazemno sem parar, não são eles que dinamizam, ou vão dinamizar, o comércio local. Creio que se houver mais paz, em termos de transito, no coração de Valongo, o comercio vai recolher benefícios, pois as pessoas andarão mais à vontade, mais descansadas, sem as preocupações características de quem tem de andar nas vias muito movimentadas. Acho que será bom para todos.

10 de Abril 2010

CD 11


Actualidade ™™™PORTO EXPOSIÇÃO DE DIABOS E DIABRETES Vícios, crimes e atitudes que pretendem retratar a sociedade actual ganham corpo em forma de diabos e diabretes numa mostra/instalação de Beatriz Sendim, patente na Cooperativa Árvore, Porto. Denominada “Que Diabo queres de mim?”, esta exposição/ instalação conta com 33 bonecos artesanais - 13 diabos e 20 diabretes - que “se conjugam com personagens habitantes de um espaço que se pretende símbolo, sinal e signo do momento actual em que o mundo vive, sobretudo que Portugal está vivendo”. A criadora, Beatriz Sendim, afirmou que esta mostra pretende ser “uma intervenção verídica”, apresentando “diabos da nossa sociedade”, sendo a corrupção o tema base deste trabalho. Corrupção, arrogância, violência, luxúria, preconceito (problemática gay), cinismo, promiscuidade (imprensa e media), alienação (futebol, drogas e jogo), poluição e globalização são temas que dão corpo aos diabos. Quanto aos diabretes, todos iguais, representam “o enorme potencial que existe para a continuação do processo de proliferação da corrupção de valores por toda a sociedade”. Contudo, nesta instalação Beatriz Sendin pretende também transmitir a mensagem de que há esperança, que é possível “sobreviver” a esta sociedade corrupta. “Todos estes diabos limitam a minha liberdade”, disse, “mas é possível inverter a situação, embora não possamos deixar isso

ao curso da história, temos que queimar estes diabos”. E é na continuação deste propósito que hoje, no jardim da Cooperativa Árvore, a inauguração desta mostra contará com a queima de um diabo grande. “É um elemento purificador e catalisador… acção simbólica da expiação dos males e da purificação através do fogo… de toda a diabrice que nos é proposta para meditação e, se possível, de actuação energética e demolidora deste estado das coisas”, refere a criadora no desdobrável da exposição. A juntar aos bonecos, a mostra conta com uma instalação sonora, baseada num texto que escreveu através da adaptação de dois outros: “O Corrupto e o Diabo”, de Paulo Morgado, e “O Sermão do Diabo”, de Machado de Assis. Beatriz Sendin, de 52 anos, é directora financeira de uma instituição e foi no início deste milénio que decidiu “fazer algo”, sendo que o artesanato tinha sido já a base do seu trabalho enquanto jovem. Caleidoscópios, fantoches e bijutaria para criança eram peças que vendia enquanto jovem, tendo em 2001 decidido pegar de novo nos seus brinquedos artesanais. A propósito de uma celebração familiar, avançou para esta arte de fazer bonecos com tecido, materiais reciclados e massa polímera e não mais parou. Este trabalho estará na Cooperativa Árvore até ao dia 28 de Abril.

™™™ALIJÓ “A FOTOGRAFIA NO DOURO” NO AUDITÓRIO MUNICIPAL De 11 a 30 de Abril, estará patente na Sala de Exposições do Teatro Auditório Municipal de Alijó a exposição “A Fotografia no Douro”.O Organizada originalmente em colaboração com o Centro Português de Fotografia no âmbito das Comemorações dos 250 Anos da Região Demarcada do Douro, pretende mostrar uma panorâmica da prática fotográfica dos mais representati-

12 CD

vos fotógrafos no Douro (desde a década de 40 do século XIX até à actualidade), estabelecendo, em simultâneo, uma história da fotografia no Douro e uma história geral da fotografia. A exposição poderá ser visitada de segunda a sexta-feira das 10.00h às 19.00h. Aos sábados das 15.00h às 19.00h e das 20.30h às 24.00h. aos Domingos das 15.00h às 19.00h.

10 de Abril 2010

™™™Santo Tirso

APROVADA CONTA DE GERÊNCIA DE 2009

Em reunião extraordinária a Câmara Municipal de Santo Tirso aprovou – com cinco votos a favor (PS) e dois contra (PSD) – o relatório e o conjunto de documentos que vulgarmente se designam por Conta de Gerência 2009.

  Apesar das bem conhecidas limitações e dificuldades várias com que a generalidade das autarquias se teve de debater, o Município de Santo Tirso conseguiu em 2009, gerir uma conta efectiva (despesas pagas e receitas cobradas) 26% superior à verificada em 2008.  Maugrado a baixa da receita fiscal, mesmo com o acréscimo de encargos por novas responsabilidades quer no âmbito da Educação quer ao nível das funções sociais foi possível reforçar os meios financeiros geridos até aos 41,4 milhões de euros.  Segundo consta do Relatório da autarquia “foi para as Funções Sociais (Educação, Saúde, Acção Social, Habitação, Ordenamento do Território, Cemitérios, Protecção do Meio Ambiente, Serviços Culturais e Desporto, Recreio e Lazer) que se destinou a maioria das verbas investidas…” ou seja 70,2% do valor total, sendo que às Funções Económicas (Agricultura, Indús-

tria e Energia, Transportes e Comunicações, Rede Viária Urbana e Rural, Transportes Colectivos, estacionamentos, Comércio e Turismo, Mercados e Feiras) foram dedicadas verbas na ordem dos 19,2 %, diminuindo as verbas afectas à Administração Geral para apenas 10,5 %.  O activo foi em 2009 reforçado em 3,4% e atingiu 5.997.451,26€, tendo as principais massas patrimoniais mantido idêntico peso relativo no Balanço e que vinham registando ao longo dos últimos anos. Vistas as contas, o município trofense continua a poder aceder ao crédito bancário em virtude dos indicadores de uma gestão tida como “equilibrada e prudente” adoptada a tempo, o que no entender dos es-

pecialistas, “possibilita que se encare com tranquilidade os vários novos desafios” com que a autarquia se depara. Ainda segundo o documento, “as contas evidenciam com transparência, o historial do município nas várias vertentes de apreciação, quanto a fluxos financeiros e foram apresentadas de acordo com o formato e conteúdo legalmente definido”. Recorde-se que as contas são auditadas por entidade externa com competência para o efeito, para além da validação que compete às várias entidades tutelares, designadamente o Tribunal de Contas, Inspecção de Finanças, Direcção Geral Administração Autárquica e outras.

ExpoTrofa 2010

FEIRA DECORRE DE 3 A 11 DE JULHO NO PARQUE SENHORA DAS DORES A Câmara Municipal da Trofa está nos preparos finais da Edição 2010 da ExpoTrofa, que vai decorrer de 3 a 11 de Julho, no Parque Nossa Senhora das Dores, um certame que é uma organização conjunta do Pelouro do Turismo da autarquia e da Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores. A feira conta também com o apoio das oito Juntas de Freguesia do Concelho.

Os objectivos da organização ExpoTrofa passam pela divulgação e promoção do tecido económico e empresarial do concelho, bem como a dinamização do movimento associativo daquele concelho. A par dos stands e das tasquinhas, cada dia da ExpoTrofa conta com

um programa de animação, pensado para os visitantes. Assim, todas as noites subirão ao palco artistas locais para animar as que se esperam noites quentes de Verão. Durante a semana, a animação de cada uma dessas noites é organizada pelas várias Juntas de freguesia, com o objectivo de promover o seu património artístico e cultural. Ainda aberta a participação das várias entidades interessadas em participar nesta edição, devem fazer a sua inscrição através de carta enviada à Câmara Municipal da Trofa, Edifício Sede - Pólo I, Rua das Indústrias, n.º 393, 4785-624 Trofa, dirigida ao Vereador do Pelouro do Turismo, Assis

Serra Neves, até 22 de Abril de 2010. Informações complementares podem ser obtidas na Casa da Cultura, Pelouro de Turismo, através do telefone: 252 400 090. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal da Trofa, pretende demonstrar o seu empenho na promoção do tecido económico, industrial e associativo do concelho. Para o vereador do Turismo, Assis Serra Neves, esta feira “é uma iniciativa de valor decisivo para o Concelho, já que o Turismo se insere nas preocupações estratégicas deste Executivo Municipal e são inúmeros os visitantes que a Trofa recebe durante este certame”.  


Regional ™™™VILA REAL

CRIMINALIDADE EM ALTA

Viseu, Vila Real e Viana do Castelo foram os distritos do país onde a criminalidade participada subiu mais em 2009, enquanto Lisboa continua a registar o maior número de crimes violentos e graves, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). O RASI, recentemente aprovado em Conselhos de Ministros, refere que Viseu registou um aumento de 14,5 por cento da criminalidade participada, com mais 1280 casos em 2009 do que em 2008, seguido de Viana do Castelo (mais 11,4 por cento) e Vila Real (mais 10,8 por cento). Porto, com mais 4488 casos (mais 6,9 por cento), Coimbra (mais 7,4 por cento) e Leiria (mais 7,6 por cento) são outros dos distritos que viram a criminalidade participada aumentar em 2009. De acordo com o RASI, registaram-se decréscimos nos distritos de Setúbal (menos 2940 casos), Lisboa (menos 2107), Aveiro (menos 1618), Évora (menos 352) e Beja (me-

™™™CELORICO DE BASTO CÂMARA MUNICIPAL CRIA GABINETE DE APOIO AO EMIGRANTE

™™™LAMEGO NOVO HOSPITAL CONCLUÍDO ATÉ SETEMBRO DE 2011

O protocolo para a criação do Gabinete de apoio ao Emigrante decorreu numa cerimónia no Salão Nobre dos Paços do Concelho e foi conduzida pelo presidente da Câmara, Joaquim Mota e Silva, e pelo director dos Serviços Regionais dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, Jorge Oliveira, contando ainda com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga. Aquando da assinatura, Mota e Silva realçou a importância do novo gabinete que permite um maior acolhimento e integração dos cidadãos que decidem regressar ao seu país de origem, e, neste caso concreto, a Celorico de Basto, bem como na prestação de informação àqueles que pretendem agora emigrar. “Este gabinete vai permitir que os nossos emigrantes sejam tratados como merecem com um serviço de qualidade. Vai ajudar os emigrantes que regressam, os emigrantes quando vêm passar férias e as pessoas que pretendam emigrar. Também dará a informação e o aconselhamento a quem se prepara para trabalhar no estrangeiro. Isto

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro garantiu há dias que o novo hospital de Lamego, um projecto pioneiro no país, baseado num conceito de proximidade, ficará concluído até Setembro de 2011. “A obra está em franco desenvolvimento, não há atrasos”, disse Carlos Vaz aos jornalistas, no final de uma visita às obras do hospital (iniciadas em Agosto de 2009), em que participou o secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro. O governante frisou que o hospital de Lamego “é um projecto pioneiro”, com um serviço predominantemente de ambulatório, que servirá uma população directa de cem mil habitantes dos dez concelhos do Douro Sul e fará uma cobertura indirecta a 375 mil habitantes (toda a população que integra o centro hospitalar). “Estes cuidados de proximidade têm mais valências, melhor equipamento, excelentes profissionais de saúde que já existem”, frisou, acrescentando que será “uma mais valia” para a região. Na sua opinião, a nova unidade de saúde também será importante ao nível da competitividade territorial, porque os turistas que visitam o Douro Sul gostam de saber que podem contar, “para qualquer emergência, com cuidados de saúde adequados”. O novo hospital, orçado em mais de 41 milhões de euros e que fica situado junto ao nó da auto-estrada A24, disporá de cirurgia de ambulatório (três salas

não funciona como forma de incentivo à emigração mas para que se evitem situações de fraude”, realça. Joaquim Mota e Silva sublinhou que o entendimento entre as comunidades é fundamental para facilitar o desenvolvimento económico do concelho, realçando ainda que a união deve aplicar-se também entre o Estado e todos os sectores públicos e privados numa altura de crise que o país atravessa. O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, concordou com o que o presidente da Câmara referiu e sublinhou a importância dos municípios para fomentar o contacto de proximidade com as populações. “A união é um sinal da capacidade de dar uma resposta à sociedade”, disse, acrescentando que “o Gabinete de Apoio ao Emigrante é a minúcia com todas as capacidades que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem”.   Este gabinete é considerado pelo secretário de Estado como uma mais-valia na articulação de competências entre o poder local e a administração central.  

nos 165). Faro e Guarda registaram uma estabilização. Em Lisboa foram participadas às autoridades 108 735 ocorrências em 2009 (menos 1,9 por cento). O documento refere que Lisboa continua a ser o distrito com maior número de registos, representando 26,1 por cento do total, seguido do Porto (16,7 por cento) e Setúbal (8,6 por cento). Foi também no distrito de Lisboa que se registaram mais crimes violentos e graves no ano passado (10 875), seguido do Porto (3846), Setúbal (3001), Faro (1423) e Braga (1065). Segundo o RASI, as 10 875 participações efectuadas no distrito de Lisboa representam 45 por cento do total das participações na criminalidade violenta e grave, apresentando um rácio de mais de quatro crimes por mil habitantes.

“Conferências de Amarante”

operatórias), consulta externa (14 gabinetes), urgência básica, hospital de dia e visitas domiciliárias. Carlos Vaz admitiu que a população estranha o facto de o hospital não ter internamento, considerando “normal que as mudanças e as coisas novas preocupem as pessoas”. No entanto, lembrou que, “em todo o mundo desenvolvido, nomeadamente nos Estados Unidos, já vão na quinta geração de hospitais de ambulatório”. “É muito melhor para os doentes, que não gostam de estar internados. E o desenvolvimento da cirurgia e da própria medicina leva a que pensemos que, de facto, as paredes e as camas não tratam doentes”, acrescentou. O responsável sublinhou que “quem trata os doentes são os profissionais, a tecnologia” e que é melhor que as pessoas, depois de intervencionadas, tenham “um bom acompanhamento de visitas domiciliárias e hospital de dia”, ficando junto dos seus familiares e evitando as infecções hospitalares. O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, manifestou preocupação sobre a forma como será feita a transição de um hospital normal para um hospital de ambulatório. “Grande parte dos profissionais de saúde trabalha há muitos anos em medicina hospitalar e irão querer continuar na mesma área funcional, serem aproveitados o melhor possível dentro das suas especializações”, realçou, fazendo votos para que não haja “qualquer tipo de desmotivação”.

LABORINHO LÚCIO E PINA MOURA EM CICLO DE CONFERÊNCIAS Os ex-ministros Laborinho Lúcio e Pina Moura inauguram no sábado em Amarante um ciclo de conferências que vai reunir, até ao final do ano, 12 conhecidas personalidades nacionais. Nesta sessão inaugural estiveram também, o antigo secretário de Estado Luís Todo-Bom e o sociólogo André Freire. “Os partidos políticos como organização: estratégia e objectivos” foi o tema proposto para os trabalhos que decorreram no auditório do Centro Cultural de Amarante. Até ao final de 2010, no âmbito desta acção, intitulada “Conferências de Amarante”, vão passar por aquela cidade Teixeira dos Santos, Paula Teixeira da Cruz, Mega Ferreira, D. Manuel Clemente, João Salgueiro, João Teixeira Lopes, Manuel Salgado e Daniel Bessa. “Pretendemos que sejam abordados temas transversais da nossa sociedade, desde a economia, à justiça, passando pela educação, terceira idade e juventude, entre outros”, afirmou João Sardoeira, da organização. Todas as personalidades vão participar a título gratuito. O ciclo de quatro conferências anuais vai repetir-se em 2011 e 2012, prevendose que o seu conteúdo, como “projecto piloto”, seja publicado pela Imprensa Nacional Casa da Moeda. A segunda sessão está marcada para 19 de Junho com o tema “Como uma boa estratégia para a cidade contribui para uma boa cidadania”. Nela vão participar D. Manuel Clemente, Manuel Salgado e António Mega Ferreira. O ciclo de conferências prossegue depois com sessões agendadas para 16 de Outubro e 11 de Dezembro.

10 de Abril 2010

CD 13


Regiões ™™™FELGUEIRAS

™™™MURÇA IDOSOS UTILIZAM COMPUTADOR PELA PRIMEIRA VEZ

“OS AMIGOS DA FLORESTA” NO ÁTRIO DA CÂMARA MUNICIPAL

A Biblioteca Municipal de Murça recebeu, a 6 de Abril, um grupo de idosos do Lar da Santa Casa da Misericórdia local, alguns deles para e pela vez primeira utilizar as novas tecnologias disponíveis neste serviço. Por alguns momentos fez-se um silêncio admirado e nos seus rostos era visível a ansiedade de experimentar as “máquinas”. Houve quem o quisesse fazer só mas também quem se sentia melhor em grupo. O que conta é que foi uma manhã cheia de novidades, onde o interesse dos idosos pelas novas tecnologias foi constante. Segundo João Teixeira, presi-

Está a decorrer, até ao próximo dia 16 de Abril, no átrio principal do edifício da Câmara Municipal de Felgueiras, uma exposição de trabalhos elaborados por alunos do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico do concelho participantes, por turmas, no concurso “Os Amigos da Floresta”. O certame é organizado pela autarquia. Cada munícipe visitante tem a possibilidade de votar directamente, durante o período de exposição, para a escolha da turma vencedora. O resultado será dado a

conhecer uma semana após o encerramento da exposição. Uma viagem de avião a Lisboa, ida e volta, é o prémio previsto para todos os alunos da turma que vencer o concurso. Esta iniciativa – concurso e exposição – tem como objectivo consciencializar a população escolar para a preservação da floresta, através da sua participação numa iniciativa lúdicopedagógica, fomentando o espírito crítico e criativo sobre as potencialidades e problemas da floresta.

Justiça

TRIBUNAL DE VILA REAL VOLTA A PÔR A POLÍCIA ATRÁS DE JORNALISTA

O repórter Augusto Freitas de Sousa, que começou a ser julgado na quarta-feira em Vila Real por alegada difamação a um procurador, foi alvo de um mandado de condução ao tribunal, o segundo daquela instância judicial visando jornalistas. De acordo com o próprio Augusto Freitas de Sousa, o mandado não chegou a ser cumprido porque o jornalista já se encontrava a caminho da cidade transmontana quando a Polícia se dirigiu à sua residência, em Lisboa. O julgamento esteve mar-

14 CD

cado para 24 de Março, tendo sido adiado por ausência do arguido, justificada por motivos de saúde. O anterior caso de condução sob prisão de um jornalista ao Tribunal de Vila Real envolveu no final da década de 90 a repórter da SIC Sofia Pinto Coelho e, nesse episódio, o mandado foi mesmo executado. A jornalista, autora do livro ‘Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa’, acabou por ser absolvida. Em causa estava, nesse processo, a alegada prática dos crimes de difamação e injúrias.

10 de Abril 2010

dente da Câmara de Murça, “esta iniciativa surge do bom rela-

cionamento que existe entre as organizações de solidariedade

social e os serviços culturais da autarquia. Por outro lado damos seguimento a duas grandes missões do Manifesto da UNESCO para a Biblioteca Pública, ou seja, promover o conhecimento sobre a herança cultural”. Para o autarca “a Biblioteca Municipal pretende ser um elo de ligação entre os mais jovens e os mais experientes, tecendo pontes que constituam patamares coesos de conhecimento entre o antigo e o moderno, entre a tradição e a novidade, entre o que foi e o que é”.

™™™VILA REAL EXPORTAÇÃO SUSPEITA DE MEDICAMENTOS ORIGINAM INVESTIGAÇÕES EM VILA REAL O Ministério Público ordenou investigações em Vila Real, Almada, Barreiro e Lisboa sobre indícios de ilegalidades na exportação de medicamentos, revelou anteontem a Procuradoria Geral da República (PGR). O presidente do Infarmed-Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, Vasco Maria, disse na quarta-feira que aquele organismo enviou para o Ministério Público seis processos sobre indícios de ilegalidades na exportação de medicamentos.

Em resposta a uma questão colocada pelos jornalistas sobre o ponto da situação desses processos, a PGR informou que “as participações enviadas pelo Infarmed ao Ministério Público deram lu-

gar à instauração de inquéritos, em Almada, Barreiro, Vila Real e DIAP de Lisboa”. Vasco Maria tinha explicado na Comissão Parlamentar de Saúde que as queixas se relacionam com rotura de

‘stock’ de alguns medicamentos, que “estarão a faltar no mercado português por serem exportados”. “Essa pode ser a razão da falta de medicamentos no nosso mercado. É legal, mas não é legal que se prejudique os direitos dos doentes portugueses”, afirmou. Segundo Vasco Maria, foram realizadas inspecções para esclarecer o assunto, das quais resultaram seis processos com “indícios de ilegalidades” que foram enviados para o Ministério Público.


Passatempo Palavras Cruzadas HORIZONTAIS 2. Descrição da mente e suas funções 4. Carácter do que é homónimo 5. Carácter ou estado de severo 8. Comportamento semelhante ao do macaco 10. Conjunto ou sistema de penas que a lei impõe 12. Ciência que trata da origem e constituição da Terra 16. Conjunto ou grande quantidade de louças 17. Cobertura para a cabeça, entre diversos povos da Ásia, usada por mulheres e também por homens efeminados na Grécia e em Roma, na Antiguidade 18. Conjuntura de tempo, lugar e acidentes, próprios para a realização de alguma coisa 19. Decomposição das matérias orgânicas pela acção das enzimas microbianas 20. Disputa, briga, discórdia, desavença

VERTICAIS 1. Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem 3. Coroa de flores naturais ou artificiais 6. Degolação 7. Cargo de tutor 8. Conversa 11. Descargas simultâneas de fuzil ou de qualquer arma 13. Compartimento ou recinto quadrado 14. Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem 15. Classificação em que se divide cada coisa ou cada proposição em duas, subdividindo-se cada uma destas em outras duas, e assim sucessivamente

Mais vale rir Uma cigana chega ao registo civil para registar a sua filha. Pergunta-lhe a funcionária: - Então qual é o nome que vai dar à sua filha? - Cravo Bicicleta! – responde a cigana. O quê?! Isso lá é nome que se dê a uma criança? E depois?! Vocês não têm uma Rosa Mota? Atão nós também podemos ter uma Cravo Bicicleta!...

Dois Alentejanos que não se falam encontram-se num caminho. Um deles leva um bovino à frente. Diz o outro: - Atão vai passear o boi? O outro, muito admirado: - Mas que jêto, compadre? A gente nã se falava há tanto tempo! Mas isto nã é um boi. É uma vaquinha. O compadre enganou-se. Resposta do primeiro: - Ê cá nã falê consigo. Foi com a vaca.  Logo após a chegada dos americanos à lua, um grupo de astronautas soviéticos decidiu ir também a um sítio onde ninguém tinha ido antes. Decidiram ir ao sol. Quando contaram isso ao chefe deles, este disse: - O quê?! Ir ao sol! Vocês estão tolos! Vocês não vêem que se vão queimar todos?! - Não se preocupe! - Responderam eles - Nós vamos de noite!...

Sudoku

s Soluçõe

Palavras s Cruzada

s Soluçõe Sudoku

10 de Abril 2010

CD 15


Última ™™™ESPINHO

CLUBE DE NATAÇÃO DE VALONGO

MARIANA VALE É CAMPEÃ TUCÁTULÁ REGIONAL SÉNIOR Filipe Marques Decorreram durante os dias 19, 20 e 21 de Março nas Piscinas Olímpicas da Povoa de Varzim os Campeonatos Regionais de Juniores e Seniores, salientando-se nesta última categoria a vitória da atleta valonguense Mariana Vale. Esta competição foi organizada em conjunto pela Associação de Natação do Norte de Portugal (ANNP) e pela Associação de Natação do Minho (ANMINHO) e contou com a participação de 255 atletas em representação de 24 clubes, designadamente o Clube de Natação de Valongo (CNV) que esteve representado por 6 atletas sendo eles: Bárbara Sousa, Mariana Vale, Cátia Silva, Mafalda Lino, Nelson Martinho e Bruno Cavadas. Os atletas do CNV estiveram em grande destaque, nomeadamente a atleta Mariana Vale que alcançou o lugar mais alto do pódio na prova de 100m Costas com a marca de 1:11.07 que é novo recorde do clube. A jovem valonguense conseguiu ainda quatro 4ºs lugares nas provas de 50m Livres, 100m Livres, 200m Livres, e 1500m Livres, ficando em todas estas provas muito perto dos lugares do pódio. O atleta Nelson Martinho, embora não se apresentando na sua melhor forma, conseguiu um brilhante 3º lugar na prova de 100m Livres (56.31) logo atrás dos internacionais Jorge Maia e Luís Vaz do Grupo Desportivo de Natação de Famalicão. Mas não foi só a nível individual que o

O

CNV esteve brilhante. Nas estafetas de 4x50m Estilos e 4x100m Estilos no escalão de Seniores, o clube de Valongo alcançou o 3º lugar no pódio. De referir ainda que o CNV está presente no Campeonato Nacional Sénior que começou hoje (sexta-feira) e termina no próximo domingo, no Complexo Olímpico de Piscinas de Coimbra. O clube valonguense está represen-

tado pelos atletas Nelson Martinho e Mariana Vale.

“CIDADE DE VALONGO” EM MAIO O torneio de natação “Cidade Valongo” vai ter lugar no próximo dia 2 de Maio. Esta prova, que já vai na sexta edição, é realizada pelo CNV, em parceria com a Câmara Municipal de Valongo.

festival Tucátulá, que a Câmara Municipal de Espinho promove desde 5 de Março até 15 de Maio e que reúne 31 iniciativas da área do teatro, da dança, da música e das artes visuais, prossegue no mês de Abril com um novo ciclo de espectáculos dirigidos aos mais diversos públicos. Esta sexta-feira, dia 9,às 21.30h, no Centro Multimeios, haverá espectáculo de dança contemporânea com a coreografia “ Um tempo para dançar...”, de Margarida Ferreira para o grupo Mov’ln-Mento. No domingo, dia 11, na Junta de Freguesia de Espinho, pelas 16.00 horas, o Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde apresenta um espectáculo que se centra no inicio do século XX, dias antes da visita de El Rei D. Manuel II a Espinho. Por outro lado, e por motivos imprevistos, o espectáculo “Antídoto”, programado para o dia de amanhã (sábado), teve que ser adiado para o dia 15 de Maio, data de encerramento do Festival Tucátulá. Para os interessados em obter mais Informações sobre os múltiplos espectáculos que integram o festival podem ser consultados os serviços de Acção Cultural, através dos seguintes meios: dac.cultura@cmespinho.pt ou pelo telefone 22 733 58 00 ou ainda através do site www.cm-espinho.pt

SEMINÁRIO SOBRE FOGOS FLORESTAIS NO VALLISLONGUS Organizado pelo Governo Civil do Porto, decorreu na tarde da última terça-feira no auditório António Macedo um seminário sobre “Planeamento e Gestão Urbanística e Defesa da Floresta”, assunto que interessou uma plateia composta essencialmente por elementos das forças policiais e bombeiros. Aberto pelo governadora Isabel Santos, o seminário contou também com a presença do vice-presidente da Câmara, João Paulo Baltazar, responsável da Protecção Civil que

falou do trabalho da autarquia na protecção da floresta que ocupa vastas áreas do concelho. Intervieram ainda nesta iniciativa a Dr.ª Célia Ramos, em representação da CCDRN, o Prof. Domingos Xavier Viegas, da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial – Centro de Estudos Sobre Incêndios Florestais, da Universidade de Coimbra, e o Eng. Luís Mário Ribeiro, também desta Universidade.

José Ribeiro já arrancou

CONTACTO: CARLOS PONTES - 915 848 348

José Manuel Ribeiro, deputado na Assembleia da República, eleito pelo PS, apresentou no final de Março a sua candidatura à comissão política concelhia do PS de Valongo. Esta iniciativa é vista como o arranque do deputado valonguense para a candidatura à presidência da Câmara Municipal dentro de 4 anos. Segundo José Manuel Ribeiro, “este gesto não é resultado de um acto meramente individual, é antes pelo contrário a concretização de uma genuína vontade colectiva de aprofundar o trabalho de preparação do nosso partido para as tarefas de governação local e de projecção metropolitana deste concelho.” Carlos Silva

16 CD

10 de Abril 2010


Correio do Douro nº18