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AUTÁRQUICAS

GAIA

ISENÇÃO DE IMPOSTOS favorece partidos face a independentes

JOAQUIM COUTO assume compromissos sociais O cabeça-de-lista do PS à Câmara de Gaia, Joaquim Couto, assinou na presença do ministro Vieira da Silva, mandatário da sua campanha, e dos candidatos às 24 freguesias do Concelho, uma declaração de compromisso sobre políticas sociais.

Problema levantado por Narciso Miranda que pondera ir até ao Tribunal Constitucional

CORREIO EIO IO DOURO Pg.|3

Pg.|3

www.correiododouro.pt

director|OSCAR QUEIRÓS

ano|59

número|4

nova série

Sexta, 17 de julho de 2009

do

preço|0,25€

O que se diz e o que é Pgs.|6-7

AUTÁRQUICAS 2009

SOFIA FREITAS DA AM PARA A JUNTA DE VALONGO

REGIONALISTA

Afinal Cristiano Ronaldo não está a construir uma moradia de luxo no Gerês. Tem, isso sim, um projecto na Câmara Municipal de Terras do Bouro para construir um pequeno empreendimento votado para o turismo. O edifício, de 2 pisos, feito de vidro e betão, terá 5 suites viradas para a Albufeira de Caniçada. Do outro lado do rio, mesmo em frente ao terreno de Ronaldo mas em território do município de Vieira do Minho, está a luxuosa casa que deu origem a alguma confusão. Trata-se da moradia de Jorge Mendes, em fase de acabamento, feita a pedido da mulher do empresário que é na tural daquele lugar.

AS CASAS DE RONALDO •••

QUINZENAL

AUTÁRQUICAS/VALONGO

Fernando Melo diz que não é político “mas sim autarca” Pg.|3

VALONGO - Requalificação da urbanização da Fonte da Senhora

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GONDOMAR

PJ APANHA ELEMENTO DO GANG DE VALBOM JUIZ PÔ-LO EM LIBERDADE Pg.|12

UM HOSPITAL, UMA CLÍNICA, UM LAR E CENTENAS DE EMPREGOS Pg.|4

LUÍS RAMALHO CANDIDATO PELO PSD À JUNTA DE FREGUESIA

Pg.|10

“FAZER DE ERMESINDE A CIDADE ONDE QUEREMOS VIVER”

CAMPO SEMANA CULTURAL PROVA DINÂMICA ASSOCIATIVA DA FREGUESIA Pg.|16


Opinião

Quem disse que a política é suja? Oscar Queirós

Há dias Valongo pasmou com a “iniciativa” dos vereadores socialistas (que de facto não são) que decidiram, com a vital cumplicidade do social-democrata João Queirós – quem se junta parece-se – retirar poderes ao presidente eleito, Fernando Melo. Na prática, desde o passado dia 9, qualquer simples acto de gestão corrente terá de ir obrigatoriamente a reunião de Câmara. Os prejudicados? Todos e qualquer um de nós. É óbvio que os “promotores” (na minha opinião “orquestrados”) utilizam e esgrimem motivações substanciadas por vocábulos medonhas como “descalabro”, “endividamento” e outros horrores. Mas uma coisa afirmo, aqui e agora: nunca conseguirão explicar, nem ao ignaro que assumo ser, como conviveram e até participarem tanto tempo nessas “calamidades”. Basta recorrer às actas das reuniões do executivo para verificar da veracidade do que afirmo. Os vereadores socialistas (que agora já não são) e o vice-presidente (que agora também já não é), conviveram quatro anos, quase, com o “descalabro” e, quando o mandato expira, quando faltam apenas dois meses para as eleições, catrapumba: aqui d’el-rei, que isto está muito mau! Foi, nitidamente, uma jogada (politicamente) traiçoeira, com objectivos claros de diminuir a personalidade e, sobretudo, a recandidatura de Fernando Melo e garantir (assim terão pensado) mais fregueses para apoiar Maria José Azevedo. Aos até há pouco socialistas quer-me parecer que esta atitude foi o último estertor de quem se sente cada vez mais longe de um

objectivo que persegue há anos: o Poder. Pensavam chegar lá, rebocados por Maria José Azevedo que por sua vez esperava ocupar o mais destacado lugar na carruagem do PS, para Valongo. Pois é, mas Lobão foi mais expedito e arrancou sem avisar, deixando-os a todos apeados. Restava uma última chance: mudar de roupa, ataviar-se de “independentes” e apanhar um táxi, às suas custas e avançar. Foi o que fizeram mas a marcha revela-se lenta, difícil, ver impossível. E constatando isso, toca a rufar. Este ribombar de latas – patético, creio – que ora promoveram foi uma tentativa, talvez a derradeira, de mudar o curso que se adivinha. Ouve-se ao longe o canto do cisne. Depois disto, para alguns, provável e politicamente, mais nada. E que dizer de João Queirós, homem desde há muito distante de Valongo e desde sempre afastado das suas gentes e dos seus problemas e que, de repente, em 2005, quiçá graças a toque de varinha mágica, manipulada lá longe, surge no segundo lugar da lista do PSD que, vencedora, o transforma em vice-presidente, tendo a seu cargo a área financeira? E que só largou estes poleiro e pelouro, como por acaso, “apenas” oito dias antes dos “ex-namorados políticos” da “rosa” que agora arrulham Maria? As razões que levaram João Queirós a unir-se aos inconstantes (e supostos representantes) da esquerda só ele e o hipotético mentor (que pode ser a sua consciência) o saberão. Mas desconfio que se assemelham em muito às dos ex-socialistas: Poder. Diz-me a – intrincada e nada perspicaz – imaginação com que Deus me dotou que João Queirós, a partir de certa altura, des-

confiou que regressaria à patinagem onde, aí sim, se destacou positivamente. É que havia poucas hipóteses de, conhecendo o seu quase nulo peso (incluindo o político) no concelho, os líderes locais do PSD cooptarem o ex-hoquista para a equipa que agora avançará para a Câmara. E, antes que lhe pusessem os patins, resolveu ser ele a calçá-los e partir, deitando, pelo caminho, a mão aos agora companheiros de fortuna. Até se diz que é o ex-vice-presidente quem tem dado munições a Maria José Azevedo para disparar contra Fernando Melo. Não sei… Mas repito o que acima digo: os disparos, a fazer mossa, não poupariam ninguém do Executivo, muito menos a ele, atendendo ao pelouro que deteve durante até há dias. O resto, tudo o que diga, face a esta insofismável realidade, é pouco importante. E desmontável. Para os que compõe a nova “maioria”, não legitimada pelo voto popular, um lamento: Ao menos tivessem tomado esta atitude na altura que dizem que a situação começou a “descambar”, em Abril de 2008. Nessa altura ainda disfarçavam. Agora fazerem esta coisa (para não a apelidar com o termo que me assoma à mente) agora, a dois meses do Povo, soberano, julgar e sentenciar o desempenho dos eleitos, é inaceitável. E já agora, se a causa do “descambar” é este assinalável investimento nas escolas do concelho, lanço daqui um “obrigado e força” a Fernando Melo. Tudo o que for investimento na Educação, designadamente mais e melhores escolas, devia merecer o aplauso unânime. É investir, de forma segura e judiciosa, no que é vital para o futuro da nossa terra.

ficha técnica

CORREIO DO DOURO

– QUINZENÁRIO www.correiododouro.pt

Propriedade Condor Publicações, Lda. Contr. 508923190 Sede e Redacção Rua Dr. João Alves Vale, 78 – Est. D – 4440-644 VALONGO Tel. 224210151 – Fax 224210310

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17 Julho 2009

Director|Oscar Queirós Chefe de Redacção|João Rodrigues Redacção e Colaboradores|Victorino de Queirós - J. Rocha - J. Silva - E. Queirós -Nuno Victorino - Carlos Silva, Marquês do Vale. Fotografia|Editor Miguel Pereira João Rodrigues Filho

Correio Electrónico: • administracao@correiododouro.pt • oscarqueiros@correiododouro.pt • redaccao@correiododouro.pt • geral@correiododouro.pt • publicidade@correiododouro.pt Nº. Registo ERC 125216 Tiragem desta edição 5000 ex.


Actualidade •••

AUTÁRQUICAS 2009

Sofia de Freitas da AM para a Junta de Valongo “PELO SONHO É QUE VAMOS, COMOVIDOS E MUDOS…,”

A actual presidente da Assembleia Municipal de Valongo, Sofia Freitas, é a candidata do Partido Social Democrata à presidência da Junta de Freguesia da sede do concelho.

Sofia Freitas parte para tirar a freguesia do torpor que a envolve há muito

Professora e conhecida dirigente associativa, Sofia Freitas aceitou o convite do PSD e parte para as eleições de Outubro próximo com “um projecto que tem como objectivo valorizar, inovar e dinamizar [a freguesia de] Valongo, em benefício de todas e todos que aqui vivem, crescem e trabalham”. A candidata que vai a sufrágio na companhia de “um grupo de valonguenses de reconhecido mérito nos mais variados sectores da sociedade [local] explicou as razões basilares que a movem e os sectores onde faz questão de empenho especial “e constante” de modo a alterar o torpor que dura há

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anos na freguesia que deu nome o concelho. Sofia Freitas e a sua equipa, querem promover, de forma inequívoca: o bem-estar seus habitantes, a história da terra e o movimento associativo, em todas as suas vertentes. Crianças, jovens e idosos constituem preocupação maior e a candidata, mais a equipa que a acompanha, já “fervilha” de ideias para mudar uma realidade que

dura há muito. Sofia Freitas, perante uma heterogénea assembleia – autarcas, amigos, familiares, simpatizantes, gente anónima e figuras conhecidas – decidiu, citando Sebastião da Gama, não deixar dúvidas quanto ao que a motiva e faz correr por Valongo: “Pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos…,”.

PROBLEMA LEVANTADO POR NARCISO MIRANDA QUE PONDERA IR ATÉ AO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

GAIA

Joaquim Couto assume compromissos sociais O cabeça-de-lista do PS à Câmara de Gaia, Joaquim Couto, assinou na presença do ministro Vieira da Silva, mandatário da sua campanha, e dos candidatos às 24 freguesias do Concelho, uma declaração de compromisso sobre políticas sociais. Na cerimónia, realizada na Escola Secundária de Oliveira do Douro sob o tema Políticas Sociais e Poder Local, Couto assinou a declaração política que, segundo fonte da candidatura, ““constitui um documento simbólico mas, ao mesmo tempo, um compromisso de prossecução de políticas sociais inclusivas e de trabalho institucional em rede, dentro da freguesia, e entre as juntas de freguesia e a autarquia”. “A A importância deste domínio é ainda maior, atendendo à negligência do trabalho social

Foram muitos os que quiseram acompanhar Sofia Freitas à partida da corrida por Valongo

feito no município nos últimos anos, prejudicando pessoas e instituições”, acrescentou a fonte. A declaração inclui compromissos como a criação de um Cartão Idade Mais, com descontos e vantagens em múltiplos serviços e equipamentos aderentes a este programa de descontos e de benefícios, como clínicas, ópticas, dentistas, transportes, farmácias e muitos outros. Prevê ainda a isenção total ou parcial aos aderentes ao Cartão Idade Mais de taxas de acesso a serviços e equipamentos públicos das juntas de freguesia e da câmara municipal, assim como a criação do Provedor do Cidadão com Necessidades Especiais, em cada freguesia e no município. A criação de um plano de investimentos para a eliminação das barreiras arquitectónicas em todo o concelho, melhorando a acessibilidade de idosos e cidadãos com necessidades especiais e a criação de um serviço de centro de dia e de apoio domiciliário por freguesia, em parceria com as instituições existentes e capaz de abranger a procura são outros compromissos inscritos na declaração, assim como um serviço de creche por freguesia, em parceria com as instituições existentes e capaz de abranger a procura.

AUTÁRQUICAS

Isenção de impostos favorece partidos face a independentes A Comissão Nacional de Eleições considera que a legislação que regula os benefícios fiscais dos partidos políticos em campanhas eleitorais pode “colocar em crise” a igualdade das candidaturas por não aplicar as mesmas isenções aos candidatos independentes. Segundo uma nota informativa do gabinete jurídico da Comissão (CNE), o artigo 10º da Lei 19/2003 institui que os partidos não estão sujeitos a IRC (imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas) e beneficiam da isenção de vários impostos: de selo, automóvel, sobre sucessões e doações, sisa, contribuição autárquica e IVA, neste último caso na aquisição e transmissão de bens e serviços que visem difundir a mensagem política e nas transmissões de bens e serviços em iniciativas especiais de angariações de fundos. Os partidos estão ainda isentos de taxas de justiça e custas judiciais. Já os grupos de cidadãos eleitores, que podem apresentar listas às Câmaras e Assembleias Municipais desde 2001, não estão contemplados no mesmo capítulo que regula o financiamento dos partidos políticos, mas “apenas” numa outra parte da legislação, relativa ao financiamento das campanhas eleitorais. “Com efeito, afigura-se que os benefícios e isenções a que se reporta o artigo 10º da Lei 19/2003 apenas abrangem os partidos políticos”, refere a CNE, sublinhando que “este tem sido o entendimento dos tribunais portugueses”

a nível do pagamento de custas judiciais. “Todavia, afigura-se que o regime legal previsto é susceptível de colocar em crise o princípio de igualdade das candidaturas”, acrescenta a entidade reguladora. Este parecer da Comissão surge na sequência de um pedido de esclarecimento enviado em Maio por Narciso Miranda, que concorre como independente à Câmara de Matosinhos. Para Narciso, a exclusividade de isenções para os partidos coloca-os “numa situação de clara e inequívoca vantagem” face aos grupos de cidadãos e constitui “um flagrante e inaceitável atropelo ao princípio de igualdade de oportunidades das candidaturas”. Questionado se vai apelar ao Tribunal Constitucional, o (re)candidato a Matosinhos declarou que ponderará a questão com os seus conselheiros.

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Actualidade •••Paços de Ferreira Acusado de matar a mulher foi preso à saída do hospital Saiu de cadeiras de rodas do hospital e, quando pensava ir directo para casa, tinha à sua espera inspectores da Policia Judiciária que o conduziram ao Tribunal de Paços de Ferreira onde um juiz de instrução lhe decretou prisão domiciliária. Está acusado de ter morto a mulher a tiro, a 21 de Abril deste ano. Álvaro Magalhães Costa Dias, 43 anos, comerciante de automóveis, estava desde 21 de Abril hospitalizado. Tudo começou nesse dia, à hora do almoço, altura em que se dirigiu à serração de madeiras Jorge e Andrade, propriedade dos sogros, e abateu a mulher, Laura Maria Jorge, com um tiro na cabeça. A seguir alvejou-se a si próprio, no pescoço, no que pareceu constituir tentativa de suicídio. Mas não morreu. Socorrido no local e depois conduzido ao Hospital S. João (Porto), o homem viria a resistir, embora ninguém

desse nada por ele. Ao fim dos dois meses, e ainda em estado “periclitante”, mas já sem perigo de vida, Álvaro foi transferido para o hospital Padre Américo, em Penafiel onde passou mais uma temporada e, finalmente, foi dali transferido para o Hospital de Amarante, para convalescer sob vigilância médica. Tudo parecia correr pelo melhor. Dir-se-ia que para trás ficava o homicídio da mulher. Mas não era assim. A PJ, depois de reunir aquilo que crê serem provas inequívocas de homicídio e o seu autor, esperou pacientemente pela saída Álvaro do hospital de Amarante, o que aconteceu há dias. Detido, foi conduzido ao tribunal de Paços de Ferreira onde foi presente ao um Juiz de Instrução Criminal que ordenou a sua prisão domiciliar. As motivações estariam relacionadas com ciúmes, em parte, mas sobretudo pela vontade que a mulher – de quem tinha dois filhos – manifestava em se separar porque, disse-se na altura, “ele lhe infernizava a vida”, alegadamente com frequentes agressões físicas e verbais. De resto, essa era a enésima vez que Laura, “cansada do mau viver que ele lhe dava e aos filhos” abandonava o lar para se refugiar em casa dos pais. Nesse fatídico dia Álvaro tinha um encontro marcado

com os sogros a quem ia tentar convencer que havia mudado. Faltou a essa reunião familiar para se dirigir à serração onde sabia ir encontrar a mulher. Faltava pouco para a uma da tarde quando o indivíduo se dirigiu à empresa dos sogros, cruzando com alguns operários que no exterior aproveitavam a pausa do almoço para descansar. Ninguém suspeitou de nada até que, minutos depois ouviu-se dois disparos. Alguns funcionários correram na direcção dos escritórios e encontram marido e mulher por terra, ele ainda com a arma na mão. Quando o INEM chegou foi confirmada a morte da mulher, “instantânea”, e o estado muito grave de Álvaro, com um tiro entre o maxilar inferior e o pescoço. Sobreviveu. Agora fica preso em casa, com pulseira electrónica, até ao julgamento onde vai responder por homicídio qualificado. Filhos de autarcas

Ambas as famílias são bastante conhecidas em Paços de Ferreira, com a particularidade de os pais dos protagonistas deste drama serem presidentes de juntas de freguesia, o pai de Laura, preside aos destinos de Frazão, enquanto o pai de Álvaro foi eleito para a congénere de Modelos.

Valongo - Requalificada a urbanização da Fonte da Senhora

Um hospital, uma clínica, um lar e centenas de empregos de um hospital privado, um hotel, uma clínica e um lar para a Terceira Idade. A proposta foi aceite e aprovada (o PS absteve-se, desligando-se da iniciativa) em reunião do Executivo que atribui ao projecto interesse público, o que permitirá, de acordo com normativos legais, designadamente os previstos no PDM, que se ultrapasse os 0,8 de índice de

O empreendimento em números Investimento: 15 milhões de euros Pensava-se que a única saída era a demolição. Era de resto o mal menor. No entanto a Câmara Municipal conseguiu transformar aquela nódoa urbanística num empreendimento que fará de Valongo um caso sério no que toca à saúde e a vários sectores a ela associados, designadamente a hotelaria. E mais algumas centenas de postos de trabalho. É o novo rumo desta terra. A cidade de Valongo vai ganhar um novo hospital (privado), uma clínica com várias especialidades e um lar de idosos. Estes equipamentos serão instalados na inacabada urbanização da Fonte da Senhora e envolvem um investimento mínimo de 15 milhões de

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euros, além de garantirem várias centenas de novos empregos. Requalificar e investir

Depois de surto de construção que parecia nunca mais acabar, Valongo, a exemplo de muitas terras deste país, sucumbiu à crise do sector imobiliário, ficando com inúmeros empreendimentos por acabar. Uns – é verdade, por culpa da crise – outros por responsabilidade exclusiva dos donos da obra, ávidos de ganhar dinheiro, sem olharem a meios. Parece ter sido este o caso da urbanização em causa. A determinada altura o município em-

bargou a obra, composta por várias edificações destinadas a habitação, por irregularidades no processo. Esperava-se a normalização da situação mas o promotor nunca mais deu sinal de si, acabando o empreendimento por ser tomado pela entidade bancária que servia de suporte à sua construção. E passaram-se dez anos sem que a obra evoluísse. O banco em questão tentou várias saídas, nomeadamente procurando interessados para finalizar os edifícios e comercializá-los mas a crise, entretanto surgida em força, afastou os eventuais interessados. Agora, a dona da urbanização, a Caixa de Crédito Agrícola propôs à Câmara um projecto que prevê a construção

Hospital – 108 quartos Hotel – 99 quartos Residência Sénior – 44 quartos construção previstos para aquela zona. Fonte da autarquia explicou ao nosso jornal que este projecto se insere “no nosso empenho em colocar este concelho no conjunto dos motores que deverão acelerar a nossa saída da crise”. Para além do investimento e dos muitos empregos que proporcionará, este é, segundo a mesma fonte, “mais um exemplo do desígnio da autarquia para colocar um fim aos edifícios inacabados no concelho”.


Actualidade Autárquicas/Valongo

Fernando Melo diz que não é político “mas sim autarca”

Fernando Melo não conteve as lágrimas

O presidente da câmara de Valongo apresentou há dias a sua recandidatura à autarquia, numa sessão em que se como-

veu e durante a qual admitiu que gosta “de estar distante dos partidos” porque “não é político mas autarca”.

“Sinto-me equidistante dos partidos porque me habituei a estar aqui no concelho, independentemente dos partidos”, frisou Fernando Melo que vai a sufrágio em coligação com o CDS-PP, acrescentando ter pedido o afastamento à própria comissão política do PSD. Respondendo a alguns que nos últimos tempos se afastaram ao pressentir que não iriam nas listas de Outubro próximo, Fernando Melo considera estar a “gastar o necessário”, salientando que a autarquia está de boa saúde e tem “capacidade de endividamento” já que a própria Direcção Geral do Tesouro concedeu recentemente “um crédito de nove milhões de euros”. Sobre a demissão do vice-presidente (ocorridfa a 30 de Junho), o autarca frisou que “nunca” se entendeu com o vereador João Queirós e que “se calhar devia ter ido mais cedo”. Fernando Melo prometeu para o próximo mandato “uma pousada de juventude na Serra de Santa Justa, novos Paços do Concelho, novas e melhores acessibilidades inter-freguesias, novos corredores ecológicos e desenvolvimento do turismo ambiental e urbano”, entre outros. Garantiu ainda que um dos objectivos é a “fixação de empresas para criar emprego” e ainda a “construção de um estádio municipal em Ermesinde” e parques de lazer em todas as freguesias. No seu discurso lembrou os 16 anos que já cumpriu à frente da autarquia de Valongo (ver paginas centrais),

durante os quais começou por “satisfazer as necessidades básicas da população, nomeadamente ao nível do saneamento básico”. Também no ambiente, cultura, educação, desporto e acessibilidades levou a cabo diversas iniciativas pelo concelho como a despoluição do rui Simão, a criação de bibliotecas, pólos de leitura e centros culturais, requalificação do parque escolar, construção de pavilhões gimnodesportivos e polidesportivos, recuperação das piscinas municipais, ligações entre freguesias, etc. Ao nível da acção social, destacou a construção de acolhimento para crianças em risco e de habitação social, lançamento de um serviço de tele-assistência para idosos e deficientes e oferta de refeições a 200 famílias carenciadas. “Eu chorei quando me deparei com pessoas que tinham vivido bem e que agora estavam carenciadas e precisavam de uma refeição”, contou Fernando Melo, num momento em que também se comoveu. Quando à educação, o autarca e candidato salientou que apesar das acusações da oposição sobre a construção de escolas no concelho, mantém como “prioridade do actual mandato” a “requalificação do parque escolar de Valongo”. “Podem-me acusar de tudo, mas sempre fiz obra e vou continuar a fazê-lo”, garantiu. O candidato contou com o apoio dos vice-presidentes das distritais do PSD e CDS-PP, do presidente da concelhia do PSD e do vice-presidente da concelhia do PP.

Pobreza

Líder parlamentar do CDS acusa Secretário de Estado de “faltar à verdade” O novo líder parlamentar do CDSPP, Pedro Mota Soares, acusou o secretário de Estado da Segurança Social

de “faltar à verdade” relativamente aos dados divulgados sobre a pobreza e de “tentar enganar os portugueses”.

TALHO DO MARQUÊS Talho do Marquês: Rua Costa Cabral, 22 Telef.: 225 020 239

Talho Bom Boi:

Praça Machado dos Santos, 46 Telef.: 224 220 231

Talho Central Carvalhido

Praça Exército dos Libertadores, 58 Telf.: 228 311 842

Talho Ribapena Rua da Natália, 69 Telef.: 228 313 343

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Pedro Mota Soares reagia assim as declarações do secretário de Estado Pedro Marques ao referir que o “pico” das desigualdades aconteceu em 2003, com o governo de coligação PSD/CDS. A polémica estalou quando o presidente do CDS/PP, Paulo Portas, responsabilizou o governo socialista pela estagnação da pobreza em Portugal, num comentário aos números da pobreza em Portugal divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o INE, o número de portugueses em risco de pobreza manteve-se, em 2007, nos 18 por cento. “Lamento que o secretário de Estado, que tem a obrigação de conhecer os números, falte à verdade e tente enganar os portugueses”, disse Mota Soares.

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Actualidade

O que se diz e o que é

as casas de ronaldo A

final Cristiano Ronaldo não está a construir uma moradia de luxo no Gerês. Tem, isso sim, um projecto na Câmara Municipal de Terras do Bouro para construir um pequeno empreendimento votado para o turismo. O edifício, de 2 pisos, feito de vidro e betão, terá 5 suites viradas para a Albufeira de Caniçada. Do outro lado do rio, mesmo em frente ao terreno de Ronaldo mas em território do município de Vieira do Minho, está a luxuosa casa que deu origem a alguma confusão. Trata-se da moradia de Jorge Mendes, em fase de acabamento, feita a pedido da mulher do empresário que é na tural daquele lugar.

Foi por indicação de Jorge Mendes, seu empresário, que Cristiano Ronaldo adquiriu, em Fevereiro deste ano, um terreno com 8.385 m2, no lugar de Assento, na freguesia de Valdosende, no concelho de Terras de Bouro. Trata-se de um terreno virgem, pleno de pinheiros, fetos e outra vegetação, em declive até à albufeira do Cavado, ali conhecida como Albufeira da Caniçada. E porque indicou Jorge Mendes aquele terreno especifico? Porque, na outra margem, exactamente em frente, no lugar de S. Miguel, freguesia de Caniçada, terras do concelho de Vieira do Minho, o empresário está a construir uma luxuosa moradia. E a razão desta construção num local de excepção é simples: naquele lugar, a escassos 30 metros, está a casa dos sogros, onde nasceu a sua mulher. Logo ao lado, também moram os tios, e na vizinhança residem ainda outros familiares. São todos dali naturais, portanto a escolha prende-se apenas com a vontade de manterem o clã unido. Foi isso mesmo que nos contou um familiar da mulher de Jorge Mendes, “ela sempre quis ter aqui uma casa, perto dos pais e de nós. Somos uma família muito unida e por isso nada de mais natural que procurarmos manter essa união”. Quanto à moradia que fez manchete em alguma imprensa nos últimos dias, “está perfeitamente legal, junto da Câmara de Vieira do Minho. Não percebemos esta

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confusão toda, parece que tudo o que o meu familiar [Jorge Mendes] faz, envolve logo o Cristiano Ronaldo. Está tudo louco”, enfatiza o nosso interlocutor, visivelmente incomodado com a nossa “visita” ao local. No entanto, “e porque percebo o vosso trabalho”, o senhor Francisco acedeu indicar-nos o terreno que, ele sim, pertence à mais brilhante estrela do futebol mundial: “está a ver aquele terreno ali em frente, do outro lado do rio? Pois é ali o terreno que o Cristiano Ronaldo comprou. E como vê não há nada ali construído. É tudo invenções”. E acrescentou: “posso garantir que esta casa, aqui deste lado, pertence única e exclusivamente aos meus sobrinhos, o Jorge e a mulher”. Confiando na palavra do tio (por afinidade) do patrão da Gestifute, nada naquela nova construção – ao lado da Capela de S. Miguel, no lugar com o mesmo nome – está ilegal. “Está tudo conforme a Lei”, assegurou. No entanto regista-se uma pequena “ilegalidade”: não está visível a placa com o alvará da construção e o nome do dono da obra. “Pormenores”, disse-nos alguém, ZoNa privilegiada

A nossa reportagem arrancou então para o lado de lá da albufeira, para Terras de Bouro. Em linha recta, se atravessássemos as águas do Cávado, teríamos de fazer aproximadamente 200 metros e estaríamos em domínios do “Senhor da Bola”, Ronaldo. De automóvel, tivemos de fazer 10 quilómetros para lá chegar. Subimos até à estrada de Vieira do Minho e descemos para a ponte de Caniçada, onde se apanha a estrada para a zona termal do Gerês. Chegados à Caniçada – onde começam as Terras de Bouro, virámos à esquerda, em direcção a Valdosende. Aqui, nesta freguesia, toda a gente sabe que Cristiano Ronaldo vai “fazer uma casa”. “Onde?” - Mandaramnos procurar o lugar de Assento, o que fizemos. E ali devíamos demandar pela “Quinta do Agrinho”, uma bonita unidade de Turismo Rural, que será vizinha de Ronaldo. Depois, por caminhos de terra “sempre por aí abaixo, até ao rio”, cruzando-nos com duas ou três propriedades, uma das quais murada e sob videovigilância, acabámos por encontrar a propriedade do futebolista madeirense. Trata-se de um terreno enorme, bastante íngreme, onde proliferam os pinheiros e alguns castanheiros, o tudo envolto numa luxuriante mas um pouco selvagem verdura, tão própria daquela zona, a meia dúzia de quilómetros do Gerês. No terreno, que confronta, a sul, com a lindíssima albufeira, nem um tijolo se vê. Não há construção alguma. Decidimos, não fosse o diabo tecê-las, procurar quem nos atestasse que estávamos, de certeza, no terreno que procurávamos. Não foi difícil. Todos, naquele lugar, têm a certeza: “é do Ronaldo. E só o vimos cá uma vez. Quem vem mais vezes, é o Jorge Mendes”. O empresário de Ronaldo terá lá estado várias vezes na companhia de um arquitecto, para estudar a implantação do edifício que ali deverá começar a nascer nos próximos


As casas de CR9 meses. “Tudo legal”

do para o tudimento, este não será o primeiro vira A confirmar-se a natureza do empreen em Porto vontade de construir um resort de luxo sua a lica púb é que to mui há pois o rism xima bastante um preço que, na região, se diz se apro Santo, onde já comprou o terreno por dos 10 milhões de euros. tem várias a casa de Benavente, na Mata do Duque; Quanto a residências, tem quase pronta ura. Belo em casa ue das Nações e, diz-se, uma no Funchal, um apartamento no Parq eleição para o imobiliário parece ser o terreno de E parece que não se ficará por aqui pois o futebol e a publicidade. investir os muitos milhões que lhe dá Sempre é mais seguro que alguns bancos…

E de Assento fomos para a sede do concelho, a várias dezenas de quilómetros dali, com o objectivo de ir à Câmara Municipal. Fomos pela estrada principal, uma via larga, bem construída mas cuja sinuosidade parece “ multiplicar” a distância. Mas vale a pena, pela beleza da paisagem que, metro a metro, nos vai surpreendendo. Chegámos, enfim, aos Paços do Concelho onde, no sector da Obras Particulares no foi dito que, “sim senhor”, existe um processo em nome de Cristiano Ronaldo. Trata-se do processo nº 11/2009, em nome de Cristiano dos Santos Aveiro, que deu como residência uma morada na cidade do Porto, ao que parece ligada à empresa de Jorge Mendes, a Gestifute. de Jorge Mendes O pedido é para uma uniTerreno de Roanldo visto da casa dade de Habitação e Alojamento Local, o nome que por ali se dá às pequenas unidades de hotelaria. O projecto de arquitectura, assinado pelo arquitecto João Filipe Costa Pimenta, inscrito na Ordem sob o nº. 11025, prevê um quarto para Ronaldo, o dono da obra, mais 4 para alugar. Obviamente que não são quartos simples, mas antes “suites”, todas viradas para a albufeira, e… para a casa do Jorge Mendes, que sobressai na outra margem. Sempre segundo o processo que nos foi disponibilizado com uma prontidão exemplar, embora o processo seja recente, trata-se de retomar um projecTerreno de Ronaldo to antigo de 7 anos, apresentado pelo anterior proprietário do terreno, Vicente Magalhães Ferreira que ali queria construir um “edifício de 2 pisos, encastrado”; e as alterações que Ronaldo quer introduzir visam aumentar “a capacidade de alojamento, a própria habitação e as condições do serviço a prestar”. Terá “grandes planos de vidro”, de resto o material de eleição na “trilogia” dos principais componentes da construção: betão, pedra e vidro. O processo “cumpre todas as regras e requisitos legais”, segundo fonte camarária; e por isso, no passado dia 16 de Junho, por despacho do presidente da edilidade, foi aprovado, no que toca ao projecto urbanístico. O requerente (Ronaldo) tem agora um prazo (legal) para apresentar os projectos das vaterreno de Ronaldo rias especialidades, como água A casa de Jorge Mendes, vista do e saneamento (abastecimento de água será privado e o saneamento correrá para fossa estanLogo pela manhã foram chamados à presidência, que, “nas suas dimensões máximas”), projecto “Não houve nem há favores para ninguém” fiscais e outros técnicos do município para “verifitérmico, acústico, de estabilidade, etc. A última segunda-feira constituiu “um dia di- car, rapidamente” da veracidade de algumas notíMas até agora, “está tudo nos conformes”. ferente” para funcionários e eleitos da autarquia. cias que davam como certa “a construção em fase

Actualidade avançada” de uma moradia de luxo de Cristiano Ronaldo, em território de Terras de Bouro. Com recortes de notícias nas mãos de um, com o processo 11/2009 nas mãos de outro, os funcionários foram averiguar. A deslocação revelou-se célere. É que quando chegaram ao terreno de Ronaldo, cedo constataram que continua na mesma, selvagem. Quanto à casa que as fotos apresentavam, não tiveram de procurar muito: bastou levantarem a cabeça e olhar para o outro lado. Lá estava ela. Não fizeram mais démarches já que aquela estava no outro lado, em terras do concelho vizinho. A notícia sossegou o Executivo de Terras de Bouro, onde “nos prezamos de cumprir e fazer cumprir todas as regras”, como nos adiantou fonte próxima da liderança da autarquia. “Mas se por acaso, fosse quem fosse, tivesse construído à revelia da autarquia e da Lei, o caminho a seguir seria o da demolição. Aqui não se brinca”, garantiu. Quanto ao facto de Cristiano Ronaldo ir ali construir, não parece ter relevo especial. Segundo a nossa fonte, “é sempre um orgulho receber na nossa terra gente como o Cristiano. Mas temos o mesmo orgulho em receber gente anónima. O que nos interessa é que venham por bem”. Sobre alegadas queixas de habitantes que terão afirmado que “se fosse para nós, não podíamos construir ali”, a resposta é sem ambiguidades: “está de acordo com o PDM que diz que aquela zona é de espaços turísticos. Se fosse apenas para habitação, não seria permitido. Nem a ele, nem a ninguém. Não é o caso e toda a gente sabe que o Cristiano Ronaldo tem outros empreendimentos turísticos em curso, noutras zonas do país. Não temos dúvidas que é esse o objectivo. O projecto apresentado também está de acordo com o Plano de Ordenamento da Albufeira da Caniçada (POAC), por isso não há aqui favorecimento algum, antes um respeito estrito da legalidade”. E acrescentou: “Para dizer a verdade, não nos acreditámos que haja aqui pessoas, no nosso concelho, que pensem que se trata de favores. Todos conhecem as regras legais e todos as elas se sujeitam”.

Nota da Redacção

O Gerês não integra a área geográfica que o nosso jornal, por vocação, quer cobrir: o Douro. No entanto Cristiano Ronaldo, para o bem e para o mal, é um nome que faz vender jornais. Mas nem sequer foi por isso que nos deslocámos a Vieira do Minho e a Terras de Bouro. A razão desta reportagem reside apenas na nossa vontade de manter o leitor de sobreaviso sobre aquilo que por vezes lê como sendo verdade e o que é real. Este é um exemplo paradigmático. Noticia-se que fulano de tal fez isto, construiu aquilo, no caso concreto de Ronaldo, diz-se que à margem da lei e perante a inércia (ler cumplicidade) de uma autarquia. Não é verdade, não houve rigor. A verdade às vezes está ali mesmo, à mão, e fazemos de conta que não a vemos, em nome de interesses, por vezes comerciais, outras mais obscuros. Tudo isto para dizer que, brevemente, o CORREIO DO DOURO iniciará um conjunto de reportagens, envolvendo instituições ou pessoas, onde tentará por a nu situações menos correctas, ou incorrectas de todo. Nesse tipo de trabalho não cometeremos as mesmas incorrecções que transformam a mentira em verdade. Seremos rigorosos. E quem nos ler saberá que está perante factos reais.

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Discurso Directo

Fernando Melo no anúncio da sua recandidatura “Quando há 16 anos assumi a Presidência da Câmara de Valongo, estávamos em 1993, a minha primeira preocupação foi satisfazer as necessidades básicas da população. Assim, abastecimento de água e saneamento foram as minhas primeiras prioridades.

A

bastecimento de água - era um município muito carenciado (a cidade de Ermesinde chegava a estar semanas sem água), situação que foi totalmente resolvida. Hoje [o problema] está resolvido a 100%; Saneamento - era de 11%, hoje está nos 94%, o que, entre outras coisas, faz com que não só não poluímos os nossos rios como os estamos a despoluir;

A aposta grande deu-se essencialmente em 3 áreas, Ambiente, Cultura e Educação.

Ambiente: Despoluímos o Rio Si-

mão, o que nos proporcionou o Prémio Nacional do Ambiente em 2007, e estamos a despoluir o Rio Leça e o Rio Ferreira; Serra de Santa Justa (serra emblemática do município) onde retiramos um sucateiro que lá estava há 20 anos; instalamos um parque de lazer muito aprazível e um centro de interpretação ambiental que atrai milhares de jovens oriundos não apenas do concelho mas também de fora; Criamos o Parque Paleozóico da Serra de Sta Justa e sinalizamos todos os fojos romanos existentes; Por nossa iniciativa surgiu o Corredor Ecológico, que termina no sopé da Santa Justa, numa extensão de 10Kms que liga Valongo à aldeia comunitária de

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Couce, através das margens do Rio Ferreira; Em representação da Câmara de Valongo e como Presidente do Conselho de Administração da LIPOR (antiga FERTOR) resolvemos o grave problema dos cheiros nauseabundos das lixeiras a céu aberto – quem não se recorda do nevoeiro, originado pela fermentação do lixo a céu aberto de onde emanava um cheiro insuportável? Era este, quando aqui cheguei, o cartão-de-visita de Ermesinde! Cultura:

As apostas que fizemos na Cultura revolucionaram a mentalidade da maioria das pessoas deste concelho. Promovemos a realização de grandes concertos Construímos uma Biblioteca Municipal onde se realizam encontros com escritores e pensadores de grande nomeada (Prof. José Hermano Saraiva, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, Prof. Dr. Mário Cláudio, Rodrigo Guedes de Carvalho, Miguel Sousa Tavares, Rosa Lobato Faria, Mia Couto, Água Lusa entre outros), precedidos de apontamentos artísticos (corais, etc.) tornando o concelho de Valongo conhecido a nível nacional; Temos um Centro Cultural em cada freguesia; Vamos continuar a apoiar todas as manifestações de cultura popular (Bugiadas, marchas de S. João e outras) e


Discurso Directo religiosa; Construímos Museus Municipais; Continuaremos a apoiar as associações deste concelho.

Educação:

Entendeu, este executivo, definir como prioridade do seu actual mandato, e seu principal objectivo, a Educação ao nível da Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico. A decisão de avançar para a construção de novas escolas e de requalificar todo o parque escolar no município de Valongo deve-se a várias razões e estas devem ser devidamente explicadas para o esclarecimento cabal da população. O executivo desta Câmara Municipal decidiu implementar este projecto tão complexo porque em primeiro lugar se registou nos últimos anos um aumento exponencial da população, o que tornou as actuais escolas inadequadas, nomeadamente pela falta de sala de aulas. Tal situação fez com que as aulas estejam a funcionar em regime duplo, o que não permite corresponder ao princípio da chamada escola a tempo inteiro. Desta forma, e com o actual regime duplo que ainda funciona em muitas escolas do concelho de Valongo, os alunos do 1º. Ciclo do Ensino Básico não podem beneficiar das actividades de enriquecimento curricular, como o Inglês, Música, Educação física e expressão plástica. Em segundo lugar, decidimos avançar para a requalificação total do parque escolar uma vez que vários estabelecimentos não estavam dotados de refeitórios, o que obrigava a várias deslocações diárias dos alunos, com todos os aspectos negativos que a situação implica para a criança e para os encarregados de educação. Com a obra em curso conseguiremos suprir

totalmente essa dificuldade. Em terceiro lugar, importa destacar que, no âmbito da requalificação do parque escolar, daremos resposta aos novos desafios, nomeadamente na implementação do Plano Tecnológico – colocação de quadros interactivos e internet. Em quarto lugar com este projecto, vamos corresponder por inteiro ao definido na Carta Educativa, já aprovada pela Direcção Regional de Educação do Norte e pelo Ministério da Educação. Finalmente, a requalificação do parque escolar do concelho de Valongo corresponde à satisfação de uma necessidade social que visa uma melhor qualificação na educação que, no fundo, é o garante do futuro das nossas crianças. Esta é a visão estratégica do actual Executivo da Câmara Municipal de Valongo.

Desporto:

Contribuímos com 3 milhões de euros para 2 pavilhões gimnodesportivos de 2 escolas EB 2,3 (do Estado) Fizemos 14 Polidesportivos distribuídos por todo o Concelho. Foram construídos 2 Pavilhões Gimnodesportivos Municipais Recuperamos as Piscinas Municipais Estamos a construir um Complexo Desportivo municipal em Valongo e vamos construir um estádio municipal em Ermesinde; vamos proceder à aquisição total do campo de futebol de Sobrado; Parques de Lazer:

Temos Parques de Lazer em todas as Freguesias do Concelho, destes quero destacar: O Parque Urbano de Ermesinde; a Praça da Cultura; a Vila Beatriz;

O Parque da antiga SOCER que vamos inaugurar dentro de poucos dias; por outro lado vai surgir, igualmente dentro de poucos dias, um parque radical em Ermesinde (envolvente à Piscina de Ermesinde); O Parque Radical de Valongo; Emprego:

Estamos, para além de tudo isto, a promover a fixação de empresas para aumentar a riqueza e criar postos de trabalho (embora o desemprego neste município não seja superior ao da média nacional). Temos indústria extractiva (lousa), metalomecânica, têxtil, panificação, mobiliário, gráficas, etc. [E mais haverá, anunciado a seu tempo] já que somos [na região] o município que desfruta das melhores acessibilidades (várias auto-estradas) duas linhas de caminho de ferro (Douro e Minho) e a única Central Rodo-ferroviária a Norte do Tejo. Acção Social:

Construímos um Centro de Acolhimento para Crianças em Risco, cuja gestão entregamos à Misericórdia de Valongo; Construímos Habitação Social em todas as freguesias do concelho; Lançamos o Serviço de tele-assistência - Valongo em Linha [ndr – serviço de assistência a idosos, deficientes ou pessoas sós. Em caso de emergência, problemas de saúde, avarias domésticas, segurança ou simples caso de solidão, o utilizador estabelece, de modo simplificado - intercomunicador telefónico, activado por controlo remoto - o contacto imediato com uma central de assistência. Funciona 24 horas por dia. A autarquia fornece o equipamento]. Lançamos o Plano de Emergência Alimentar (200 refeições por dia às famí-

lias carenciadas) Criamos a Agência para a Vida Local que é constituída por 2 Espaços Infantis Imediatos (Ermesinde e Valongo), Banco de Tempo (permuta de serviços), Gabinete de Apoio ao Imigrante, Espaço Hora Sénior Digital, um Gabinete de Apoio ao Cidadão e ao Consumidor e um Gabinete de Apoio a Vitimas de Violência Doméstica; Cursos de qualificação para pessoas com poucas ou nenhumas habilitações. Acessibilidades: Fizemos a ligação Valongo – Alfena (através da Quinta da Lousa); A ligação Ermesinde – Alfena, desde a A4, com a construção do Túnel da Costa; Eliminação das passagens de nível no concelho; Construção do viaduto na Rua Miguel Bombarda para eliminar passagem de nível; Via Distribuidora da Zona industrial de Campo, para servir esta zona industrial, ligando-a à A41. Futuro

Vamos construir o futuro, onde para além das infra-estruturas desportivas que enumerei pensamos construir uma Pousada da Juventude na Serra da Santa Justa, uns novos Paços do Concelho, melhorar e construir novas acessibilidades, nomeadamente as ligações entre as freguesias; novos corredores ecológicos em todas as freguesias e desenvolver o turismo ambiental e urbano (bibliotecas e museus). Todos, em todas as freguesias, podem contar comigo e com o meu empenho. Olhemos para o futuro com esperança. Quero ser o Presidente de Todos. A Vitoria é de Todos”.

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Actualidade “Valonguenses estão a ser prejudicados” Do presidente da Câmara Municipal de Valongo recebemos o seguinte comunicado que, pela sua importância, publicámos na íntegra: “O alerta de que a retirada de um conjunto de competências ao presidente da Câmara Municipal iria prejudicar sobretudo os munícipes começa a ter efeitos práticos no terreno. Face às consequências em actos tão simples como a emissão de licenças de construção, entendo como imperativo tomar a seguinte posição: - É profundamente lamentável que querelas partidárias e oportunismos políticos coloquem em causa o funcionamento de um órgão democraticamente eleito pelos valonguenses. Numa altura de grande instabilidade económica e, consequentemente, social, é de uma total irresponsabilidade aprovar medidas que vão afectar gravemente o dia-a-dia

dos munícipes de Valongo. Mais do que qualquer outro efeito, a retirada de competências só serve para obstaculizar a acção da autarquia que, infelizmente, se vai repercutir na vida dos munícipes. A título de exemplo, refira-se que a emissão de uma licença de construção, um simples acto administrativo, vai necessitar de ser aprovado em reunião de Câmara. Na prática isto pode representar um atraso de, no mínimo, duas semanas, num procedimento que normalmente é feito praticamente na hora. Para além deste facto, a impossibilidade do presidente poder recepcionar as obras já efectuadas vai fazer com que os munícipes sejam privados de muitos serviços e/ou equipamentos fundamentais para a melhoria da sua qualidade de vida. Apesar de todos estes constrangimentos que afectam profundamente os munícipes do concelho de Valongo, mantenho-me firme na intenção de continuar a dotar o concelho de todas as condições para se manter na senda do progresso que o tem caracterizado nos últimos anos. Não serão tricas políticas de quem está desesperado que me vão fazer alterar o rumo que há 16 anos tracei para o concelho de Valongo. O presidente da Câmara Municipal de Valongo Fernando Horácio Moreira Pereira de Melo

Valongo, 15 de Julho de 2009”

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Ermesinde

Luís Ramalho candidato pelo PSD à Junta de Freguesia

“Fazer de Ermesinde a cidade onde queremos viver” Tem 32 anos, nado e criado em Ermesinde, foi também ali que, finda a escolaridade obrigatória, começou a trabalhar. Aos 26 anos sentiu-se “frustrado por trabalhar com números” porque a sua “vocação eram as pessoas”. Não hesitou! Voltou a pôr os pés ao caminho e eilo licenciado em psicopedagogia a que acresce uma pós-graduação em gestão autárquica. E porque gosta de se sentir contente e sente “uma enorme satisfação” quando consegue “ajudar alguém a melhorar o seu caminho e a sua vida”, aceitou o convite do PSD para ser candidato à presidência da Junta da mais populosa das freguesias do concelho: Ermesinde. Tem um discurso sensato, sim, mas não que não lhe permite disfarçar entusiasmo e ambição para transformar a sua terra natal numa “cidade onde queremos viver e não apenas morar”. O seu programa é a prova disso: “Modernização autárquica - Apostar na maior modernização dos serviços, possibilitando uma maior celeridade nos processos e prestando assim um melhor serviço aos cidadãos. Formação e emprego - Criar ofertas formativas complementares que promovam respostas capazes de autonomizar a população desempregada, impulsionando a criação do seu próprio projecto de negócios/empresa; rentabilizar as infra-estruturas disponíveis, criando um pólo de apoio ao empreendedorismo, concedendo apoio à instalação de micro-empresas Educação - Garantir um apoio mais eficaz às escolas do primeiro ciclo DO ensino básico, auscultando as reais necessidades de cada escola e assegurando um compromisso eficaz e justo; promover a criatividade da população escolar, criando concursos de decoração temática de espaços públicos, recorrendo a materiais reciclados; distinguir/premiar os alunos dos vários ciclos de ensino que obtenham os melhores resultados. Juventude - Criar uma Assembleia de Freguesia Jovem; assegurar a realização de actividades em períodos de férias, capazes de respon-

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Luis Ramalho durante a apresentação da sua candidatura (Foto André Carvalho) der às necessidades das famílias. Terceira Idade - Realizar actividades de carácter desportivo e lúdico, dirigidas à população

sénior e desenhadas à sua medida; continuar a realizar o passeio anual, diversificando os locais a visitar e apostando na vertente cultural. PUB.

Acção social - Dinamizar o gabinete de acção social, apoiando de forma directa um conjunto mais alargado de agregados familiares e participando activamente na rede de parceiros por forma garantir um apoio mais eficaz, ao invés de se continuar a aplicar medidas avulso. Associativismo - Recorrer às Associações da Freguesia para dinamizarem algumas das actividades propostas, reduzindo custos e promovendo formas indirectas de apoio Cultura - Promover animação cultural própria, complementando a oferta do Município; assegurar a atribuição bianual da medalha da cidade, homenageando as personalidades e instituições que marcam o desenvolvimento da freguesia; organizar anualmente a comemoração do dia da cidade, assumindo o prestígio que essa data merece; devolver à romaria de Santa Rita a “alma” de outrora, garantindo animação de qualidade durante a festividade e promovendo a sua projecção regional. Obras - Reivindicar junto da Câmara Municipal de Valongo um maior número de competências, assumindo a Junta de Freguesia de Ermesinde como parceiro privilegiado; assumir um papel mais activo nas decisões que interferem na vida da população, intervindo na concepção de projectos de obras de reparação Ambiente - Reivindicar, junto da Câmara Municipal, um maior número de zonas abrangidas pela recolha selectiva de resíduos domésticos; promover campanhas próprias, junto das Escolas, de sensibilização para a separação de lixos, reciclagem rentabilização e poupança. Cidadania e empowerment - Promover uma política orçamental participativa, permitindo que os cidadãos decidam qual a melhor aplicação para uma parte do Orçamento”. E conclui o candidato: “É com estas medidas e com muitas outras se irão ser levadas a cabo, mas sempre com as Pessoas no nosso pensamento que vamos fazer de Ermesinde a cidade onde queremos viver, e não só morar”.


Actualidade

BRUXEDO & VIGARICES

“Mestre Dami” condenado a três anos e 10 meses de cadeia VIGARIZOU ECONOMISTA DE SOBRADO E UMA JORNALISTA DE PAREDES. VAI CONTINUAR PRESO E INDEMNIZAR AS VÍTIMAS –

AUTÁRQUICAS/TROFA

PSD recandidata o único presidente da câmara desde a elevação a concelho O presidente da câmara da Trofa, Bernardino Vasconcelos, apresentou a recandidatura ao cargo que ocupa desde a criação do município e prometeu fazer obras em vez de “gabinetes de trabalho bonitos”. “Estamos em crise. Há muita gente a passar dificuldades e, por isso, faremos uma campanha com os custos controlados, gastando o menos possível”, referiu. Bernardino Vasconcelos na apresentação da recandidatura à câmara da Trofa. O autarca do PSD, que preside à edilidade desde a criação do concelho da Trofa, quer fazer “o último mandato” à frente do executivo para “dar continuidade e finalizar projectos já iniciados”. “A educação e o emprego são as áreas onde vamos continuar a apostar fortemente”, afirmou Bernardino Vasconcelos. A construção de um edifício para a câmara municipal, até agora, a funcionar numa vivenda, foi um dos compromissos assumidos pelo candidato social-democrata. “Em dez anos, já podíamos ter construído um edifício para os paços do concelho mas o executivo preferiu investir 15 milhões de euros na rede de saneamento do que investir em gabinetes de trabalho muito bonitos”, frisou. As acessibilidades e a construção da variante à Estrada Nacional Porto/Braga são obras que Vasconcelos quer ver terminadas no último mandato à frente da câmara da Trofa. “A Trofa só não tem metro hoje porque não era concelho quando a decisão das adjudicações foi tomada, mas agora o Metro será uma realidade por força da insistência e influência junto do governo”, finalizou Bernardino Vasconcelos.

O Tribunal de São João Novo, Porto, condenou na quinta-feira o “Mestre Dami” a três anos e dez meses de cadeia por burlas relacionadas com rituais ditos de bruxaria.

Água

Conselho de Ministros aprova fusão de empresas a Norte do Douro O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira passada a fusão das empresas de captação, tratamento e abastecimento de água e saneamento do Cávado, Minho-Lima e Ave, juntando 32 municípios num único sistema. “Este novo sistema multimunicipal permite obter significativos ganhos de escala”, refere o Conselho de Ministros, em comunicado, acrescentando que a fusão de sistemas visa “melhorar o seu desempenho e contribuir para a sua solidez e sustentabilidade”. A nova concessionária da exploração e gestão do sistema, Águas do Noroeste, é criada com um capital social de 70 milhões de euros, repartidos pela Águas de Portugal (AdP) e pelos 32 municípios. Aos jornalistas um especialista na área explicou que esta fusão visa concentrar esforços nos investimentos que ainda falta fazer no alargamento dos sistemas a zonas mais rurais e “tentar diminuir custos de exploração”. Esta política de fusão de empresas da AdP tem em vista também “uma

tentativa de racionalizar mais” a gestão dos diferentes sistemas, mantendo os municípios proporcionalmente a participação que tinham. Na mesma reunião, o Conselho de Ministros aprovou a fusão dos sistemas de triagem, recolha, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos do Baixo Tâmega, Alto Tâmega e Douro Sul, juntando 34 municípios num único sistema. As sociedades concessionárias dos três sistemas são fundidas na Resinorte, que nasce com um capital social de oito milhões de euros. O Conselho de Ministros aprovou ainda o decreto-lei que constitui a sociedade Simdouro, a quem é atribuída a exploração e gestão do sistema de recolha, tratamento e rejeição de efluentes dos concelhos de Arouca, Baião, Castelo de Paiva, Cinfães, Maia, Paredes, Penafiel e Gaia. A Simdouro é criada com um capital social de 23 milhões de euros, detidos pela Águas de Portugal e pelos oito municípios.

O colectivo dirigido pelo juiz William Themudo condenou ainda o “Mestre Dami”, aliás Diamantino Gimenez, o luso-brasileiro de 51 anos, a pagar aos lesados indemnizações que ascenderiam a perto de 240 mil euros, mas que se reduzem a perto de 50 mil euros, uma vez que serão deduzidas as verbas já restituídas e as apreendidas ao arguido pela polícia. Na avaliação do colectivo de juízes da 4ª. Vara Criminal, ficou provado que o auto-intitulado “Mestre Dami” cometeu três dos quatro crimes de burla qualificada de que vinha acusado. O advogado de defesa, Luís Vaz Teixeira, declarou à saída da sala de audiências que vai recorrer do acórdão para a Relação do Porto, por considerar a pena aplicada “manifestamente injusta”. Luís Vaz Teixeira também requereu que o arguido, actualmente em prisão preventiva, aguarde o resultado do recurso em liberdade, mas o colectivo de juízes decidiu só analisar a pretensão após obter uma posição do Ministério Público. A acusação referia que o alegado parapsicólogo aproveitava a fragilidade emocional das pessoasalvo: fazia-lhes crer que podia resolver os seus problemas através de determinados rituais, acabando por burlá-las em avultadas quantias. Entre as vítimas contou-se uma repórter de televisão e uma economista, de quem partiu a queixa que desencadeou a investigação policial, a prisão preventiva do arguido e o subsequente processocrime. Num dos casos, em 2007, Gimenez fez crer à pessoa que o procurou que só se libertaria de uma “praga” que a afectava caso guardasse debaixo da cama, durante sete dias, um cofre fechado com 50 mil euros. Desse montante global, 40 mil seriam fornecidos pela pessoa “amaldiçoada” - que teve de recorrer a empréstimo bancário - e 10 mil pelo próprio arguido. No preciso momento em que a vítima cumpria a determinação do bruxo de fechar os olhos e rezar, o cofre foi trocado por outro exactamente com as mesmas características, mas onde havia larvas e não dinheiro. Quando percebeu o logro, a vítima obteve de Gimenez a explicação de que as lavras teriam devorado as notas. Uma senhora de Sobrado (Valongo), que foi quem desencadeou o processo, foi burlada em mais de 200 mil euros. Como as outras vítimas vai ser indemnizada, tendo o caso servido para a “vacinar” contra o bruxedo.

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Actualidade POLÍCIAS MUNICIPAIS

Sindicato exige uma “verdadeira reforma” ou a extinção polícias municipais uma realidade “deplorável e caótica”. O quadro descrito pelo sindicato é caracterizado pela existência de “polícias municipais de primeira e segunda, agentes nomeados e outros a contrato, agentes armados e outros desarmados, completa descaracterização do fardamento, ausência de controlo e fiscalização dos procedimentos, desmotivação completa e expectativas goradas”. Em comunicado, o SNPM afirma ter sido igno-

O Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM) admitiu um cenário de extinção daquelas autoridades administrativas caso não sejam alvo de “uma verdadeira reforma”. “O Ministério da Administração Interna deve ter coragem política para assumir uma verdadeira reforma das polícias municipais ou, então, deve equacionar a extinção destes serviços, integrando estes elementos em polícias congéneres, em nome do interesse público”, afirma o SNPM. A estrutura sindical garante que se vive nas

rado pelo ministério e pela Associação Nacional de Municípios na discussão do regulamento da Lei-quadro das Polícias Municipais. Esta Lei-quadro, aprovada em 2008, deveria estar regulamentada 90 dias depois, mas só agora foi iniciada a discussão dessa legislação complementar. De acordo com o sindicato, o projecto de regulamento em embrião “é uma ofensa a todos os profissionais” e ignora “questões fundamentais” como os vínculos, carreiras e remunerações.

•••Gondomar PJ apanha elemento do gang de Valbom Juiz pô-lo em liberdade Era procurado desde Setembro do ano passado, altura em que foram detidos, em Valbom, uma vintena de elementos do seu gangue. Suspeito de roubos e assaltos, bem como de tentativa de homicídio na pessoa de um inspector da PJ, foi capturado no domingo mas horas depois era libertado pelo TIC que apenas lhe decretou apresentações periódicas. A Policia Judiciária deteve no passado domingo o “Neca Preto”, elemento destacado do gang de Valbom, em fuga desde Setembro

do ano passado, altura em que a PJ desencadeou a “operação Charlie” que poria fim às actividades criminosas daquele que era tido como um dos mais violentos grupos de malfeitores do norte do país. Da operação policial resultou a detenção de duas dezenas de homens, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, ficando seis deles, os líderes e seus principais lugar-tenentes - em prisão preventiva, situação que se mantém. Faltava o “Neca Preto”, considerado “violentíssimo”, que “apenas por sorte”conseguira então escapar

à s malhas estendidas pela PJ, fugindo, crêse, para o estrangeiro. Em Abril deste ano, foi referenciado nas proximidades da casa de uma amiga, conseguindo mais uma vez escapar, numa atribulada fuga onde forçou, com êxito, uma barreira policial de que resultaram danos signi-

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ficativos em algumas viaturas das autoridades. Agora a PJ voltou a ter notícias dele. Estava em Gaia, na residência de “uma namorada”. Montada a operação que envolveu uma dezena de inspectores, não foi dada qualquer oportunidade de reacção ao “Neca”. Detido e conduzido às instalações da PJ, a meio da tarde de domingo último, o indivíduo passaria ali a noite para ser presente no dia seguinte ao TIC. Suspeito vários assaltos violentos com recurso a armas de fogo, associação criminosa, posse e tráfico de armas e droga, entre outros, o “Neca”, ao contrário dos restantes elementos que com ele integravam o “núcleo duro” do gang, veria o Juiz de Instrução decretar-lhe apenas apresentações periódicas, sem qualquer limitação de movimentos. ALVEJARAM INSPECTOR DA PJ

Ao gang de Valbom – ou da Giesta, nome do bairro onde moravam dois dos seus líderes – além de assaltos e tráfico, são imputadas várias tentativas de homicídio, uma das quais na pessoa de um inspector da Polícia Judiciária, em Abril de 2008. O polícia foi surpreendido por homens mascarados quando, à noite, regressava a casa com a mulher e a filha, bebé. Os bandidos queriam o carro do inspector que reagiu, identificando-se. Não lhe deram tempo para mais. Foi logo ali alvejado com um tiro na cara. Os bandidos além do carro também

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lhe subtraíram a arma que, como o veículo, até hoje ainda não apareceu. O inspector esteve vários dias em estado grave mas, felizmente, recuperou e depois de um longo período de convalescença, retomou o serviço. REI MORTO, REI POSTO

O gangue da Giesta esteve bastante activo no período que precedeu a operação “Noite Branca” (Dezembro de 2007), disputando, sem grande êxito, ao bando da Ribeira, liderado por Bruno Pidá, o controlo da cidade do Porto, então a braços com uma onda de mortes violentas nunca vista. Nos dias que se seguiram à detenção e prisão preventiva de Pidá e companhia, Filipe Bianchi e “Cubilhas”, figuras principais do grupo de Valbom, esconderam-se pois temiam que a “Noite Branca” não se ficasse por ali. Quando se aperceberam que na realidade os “concorrentes” da Ribeira tinham sido o único alvo daquela operação da PJ, voltaram à rua, agora com uma sanha multiplicada, estendendo a sua criminosa influência até uma área que ultrapassou largamente o Grande Porto. Viriam a ser detidos quase um ano mais tarde – a 19 de Setembro de 2008 – numa operação que acabaria com vinte detenções e a apreensão de dinheiro, armas, droga, automóveis, ouro e jóias, presumivelmente produto dos vários assaltos que no inquérito lhes foram atribuídos. Ouvidos no TIC, alguns deles ficaram em prisão preventiva, designadamente Filipe Bianchi, “Cubillas”, Trilho, “Pitbul” e Bruno “Skin”. Ao “ramalhete” faltava, e continua a faltar, o “Neca Preto”.


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EDITAL Nº 102

DECLARAÇÃOO DE UTILIDADE PÚBLICA E POSSE ADMINISTRATIVA DAS PARCELAS DE TERRENO NECESSÁRIAS A EXECUÇÃO DA OBRA “CONSTRUÇÕES E PAVIMENTAÇÕES – ERMESINDE, PASSAGEM INFERIOR NA RUA MIGUEL BOMBARDA E ACESSOS” Engenheiro, Mário Armando Martins Duarte, Vereador com delegação de competência conferida por despacho do Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Valongo, faz público que: Nos termos do art. 17º da Lei nº. 168/99, de 18 de Setembro (Código de Expropriações) que por despacho do Senhor Secretário de Estado Adjunto da Administração Local, de 04 de Maio de 2009, publicado no Diário da República 2ª série, nº. 97 de 20 de Maio de 2009, com declaração rectificativa em Diário da República, 2ª série, nº. 107 de 03 de Junho do mesmo ano, foi declarada a utilidade pública e autorizada a tomada de posse administrativa das seguintes parcelas: Parcela de terreno “13”, com área de 47,50m2 e proprietários desconhecidos. Parcela de terreno “14”, com a área de 10,00m2, a destacar do prédio inscrito na Matriz Predial de Valongo-1ª Repartição sob o número 3576 rústico – Ermesinde e descrito na Conservatória do Registo Predial de Valongo sob o nº 4882, pertencente a José Manuel Moreira Lúcio, Maria Rita Bartolomeu, João Pedro Gomes, Ondina Pinto Teixeira Gomes, Ana Maria Cardinal Machado, Eduarda Maria Varizo Martins Rodrigues, Maria Bernardete de Carvalho Xavier Rodrigues, Alice do Nascimento Martins, Fernanda Alice Martins e Mendes de Figueiredo, António Maria Martins, Emília Maria Martins, Elisa Martins Pinto Barandas e o Crédito Predial Português, SA, como parte interessada no processo. Parcela de terreno “17”, com a área de 5,00m2, a destacar do prédio inscrito na Matriz Predial de Valongo-1ª Repartição sob o número 3576 rústico – Ermesinde e descrito na conservatória do Registo Predial de Valongo sob o nº 4882, pertencente a José Manuel Moreira Lúcio, Maria Rita Bartolomeu, João Pedro Gomes, Ondina Pinto Teixeira Gomes, Ana Maria Cardinal Machado, Eduarda Maria Varizo Martins Rodrigues, Maria Bernardete de Carvalho Xavier Rodrigues, Alice do Nascimento Martins, Fernanda Alice Martins e Mendes de Figueiredo, António Maria Martins, Emília Maria Martins, Elisa Martins Pinto Barandas e o Crédito Predial Português, SA, como parte interessada no processo. Nos termos do nº. 1 do art. 35º. da mesma Lei, e no que concerne á parcela “13”, reitera-se a proposta anteriormente efectuada através do Edital nº 47 datado de 06 de Março de 2008. Nestes termos, vai proceder-se em conformidade com o preconizado na citada lei, a fim de se efectuar a posse administrativa das parcelas acima, com vista á concretização da obra. Valongo e Paços do Concelho, aos 08 de Junho de 2009

O Vereador

EDITAL N.º 110

DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA E POSSE ADMINISTRATIVA DAS PARCELAS DE TERRENO NECESSÁRIAS Á EXECUÇÃO DA OBRA “PROLONGAMENTO DA VIA DA FONTE – VIA DE LIGAÇÃO DA RUA FONTES PEREIRA DE MELO À RUA MIGUEL BOMBARDA, ERMESINDE” Doutor, Fernando Horácio Pereira de Melo, Presidente da Câmara Municipal de Valongo, faz público: Nos termos do art.º. 20º. da Lei nº168/99, de 18 de Setembro (Código de Expropriações), que no próximo dia 06 de Julho de 2009 pelas 10.15 horas, a Câmara Municipal tomará, no local em questão, posse administrativa da parcela designada por “8” pertencente a Ana Ferreira Alves Teixeira. Mais comunica, que em 27 de Janeiro de 2009 foi depositada na Caixa Geral de Depósitos de Valongo a importância de €15.846,95 (quinze mil, oitocentos e quarenta e seis euros e noventa e cinco cêntimos), à ordem de Ana Ferreira Alves Teixeira. Nestes termos, vai proceder-se em conformidade com o preconizado na citada lei, a fim de se efectuar a posse administrativa da parcela acima, com vista á concretização da obra. Valongo e Paços do Concelho, aos 15 de Junho de 2009 O Presidente da Câmara

Vende-se Terreno Oliveira de Azeméis

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PRÉMIO NACIONAL DE EXCELÊNCIA AUTARQUICA 2004

PRÉMIO NACIONAL DE EXCELÊNCIA AUTARQUICA 2004

IC2

LISB OA

CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

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PORTALVALONGO.net

Notícias|Eventos|Vídeos|Fotos Em www.portalvalongo.net a NOTÍCIA é você  O PortalValongo é um novo meio de comunicação ao serviço de todo  o concelho de Valongo e especialmente dos seus habitantes.  Plural,  generalista  e  independente,  o  portal  está  aberto  a  todos  os  valon‐ guenses para darem notícias, informações, fotos e vídeos  que gosta‐ riam  de  ver  publicados.  Basta  para  tal  enviarem  a  informação  para  isabelrmontei‐ ro@gmail.com, onde todas as que respeitem o estatuto editorial serão publicadas na  rubrica VOZ DO POVO. 

CULTURA em destaque  O  PortalValongo  valoria  sobretudo  o  jornalismo  de  proximidade  do  concelho,  apre‐ sentando muitas rubricas de interesse para todos os estratos sociais e etários, nomea‐ damente  ACTUALIDADE,  JOVEM,  EMPRESAS  &  NEGÓCIOS,  ASSOCIAÇÕES,  PATRIMÓNIO.  Merece  especial  destaque  a  CULTURA  a  todos  os  níveis,  desde  a  Música  ao  Teatro,  ou das  exposições  de  Pintura  ao  Ballet,  mas  sobretudo  dando  atenção às associações culturais. 

Promoção do DESPORTO  O  DESPORTO  a  nível  de  todo  o  concelho  é  uma  das  apostas  fortes  do  nosso  portal,  dando  ênfase  ao  desporto  praticado  pelos  clubes  desporti‐ vos  amadores  valonguenses,  dando  informação  sobre  resultados,  fazendo  entrevistas  com dirigentes e atletas, publicando fotos e notícias regulares dos acontecimentos des‐ portivos mais marcantes das diversas freguesias.     

AMBIENTE A defesa e a promoção do AMBIENTE serão uma das fontes importantes de informação  do PortalValongo, procurando promover a educação ambiental e a melhoria das condi‐ ções ambientais junto das populações do concelho.   A ACTUALIDADE completa o painel de rubricas contempladas neste portal, que irá procurar contar histórias de vida real e do  dia a dia da população.   

POLÍTICA  A Política  não pode, obviamente, ser esquecida. A poucos meses das eleições autárquicas,  o portalvalongo.net dá a conhecer, da direita à esquerda, os  protagonistas  das várias can‐ didaturas que se posicionam na luta  pela presidência da Cãmara Municipal de Valongo e os  projectos  que  representam.  À  direita,    «A  Vitória  é  de  Todos»,  numa  coligação  que  une  o  PSD  e  o  CDS/PP;    surge  a  recandidatura  de  Fernando  Melo.    A  disputar  a  presidência  da   autarquia  estão  ainda  a  independente  Maria  José  Azevedo  e  a  associação  Coragem  de  Mudar, o socialista Afonso Lobão, o comunista Deolindo Caetano, o bloquista Eliseu Lopes,  bem como o também independente Vitorino Silva. Os projectos, as ideias, as promessas. Toda a actualidade no seu portal de  notícias de Valongo. 

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Passatempos Cruzadas

Rir faz bem Cada letra deve ficar em seu local exacto para que todas possam ser encaixadas. Para facilitar sua tarefa vá marcando com um “x” as palavras já usadas. Passatempo indicado para todas as faixas etárias.

Sudoku

Um grupo de loucos, devidamente acompanhados, sai do manicómio, para passar uma tarde a caçar. A certa altura e já embrenhados na mata, dois deles perdemse do grupo. Andaram os dois às voltas para encontrar os colegas mas em vão. Então diz um ao outro: - E se disparássemos para o ar, a ver se os outros nos ouvem e nos vêm buscar? -Boa ideia, responde o colega. Uma hora mais tarde, continuam perdidos e ninguém os veio buscar. O que achara boa ideia disparar, sugere: Acho que não nos ouviram... Porque é que não voltas a disparar? O outro, enervado, responde: - Não posso! Já não tenho mais setas!!! Uma mulher vai ao médico e queixa-se: - Ai Sr. Dr. estou tão inchada, será que estou grávida? O médico, do alto dos seus conhecimentos, responde: - Não minha Sra., isso são gases. Passados 8 meses o médico encontra a mesma paciente com um bebé ao colo e pergunta-lhe: Ai que linda menina, é sua filha? - Não Sr. Dr., são os meus gases.

Cruzadas

s Soluçõe

Sudoku

Dois veterinários acabavam de operar um elefante. Cansados mas satisfeitos lavam as mãos, enquanto ouvem um ruído estranho, surdo. Um deles pergunta de repente: não deixamos nada dentro da barriga do bicho, pois não? - Não, que eu me recorde não. Mas pergunta à enfermeira, respondeu. -Ok… Mas onde esta a enfermeira? Uma senhora entra, muito zangada, na lavandaria e diz: Veja este trabalho! Foi lavado aqui! – Responde o funcionário: Não sei o que tem a dizer: o guardanapo está limpinho! - Guardanapo !? Isto era um lençol !!!

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Actualidade

A C I M Â N I D A V O R P L A R U T L U C SEMANA A I S E U G E R F A ASSOCIATIVA D Jorge Rocha

Se dúvidas houvesse quanto ao pulsar da freguesia cujos pergaminhos falam de sangue, suor e lágrimas – largados nas profundezas onde homens corajosos arrancavam o pão para os seus – ficariam desvanecidas pelo modo empenhado com que as associações de Campo participaram na Semana Cultural que de 13 a 18 deste mês tomou conta da Escola EB 2/3 Padre Américo. Organizada pela Câmara Municipal de Valongo, Junta de Freguesia de Campo e colectividades locais – que expuseram os seus talentos – a mostra de pouco serviria se a população a ela não aderisse. E essa sim, mais uma vez, foi a nota dominante do certame, emprestando-lhe a pujança que as gentes de Campo põem em tudo o que fazem. A Semana Cultural é, a par das festividades da Nossa Senhora da Encarnação, das iniciativas que mais motiva esta

laboriosa gente. O único senão parece ser uma deficiente promoção que devia ser bastante mais antecipada e vasta, de modo a trazer mais gente de fora a esta freguesia de características únicas. Mas o caminho faz-se andando.

O ponto alto da Semana Cultural foi o XX Festival de Folclore Rancho Regional de Campo que contou com a participação do anfitrião, o Rancho Regional de Campo e dos congéneres: Grupo Folclórico da Casa do Povo de Alte (Algarve), Rancho Folclórico de Landeira - Vendas Novas (Alentejo), Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vila Nova de Tázem - Gouveia (Beira Alta - Serrana), Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Vila Nova de Paiva - Viseu e do Rancho Folclórico e Etnográfico “Os camponeses de Brenha” - Figueira da Foz.

PUB.:

Correio do Douro nº4  

Jornal