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15 de Novembro/15 de Dezembro - Ano 1

jornalcorpoemovimento.wordpress.com

Distribuição gratuita


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lá. Este é o segundo número do CORPO & MOVIMENTO e já temos novidade pra você: A “GALERIA DE HERÓIS”. Esta foi a maneira que achamos de homenagear nossos heróis dos esportes que desde sempre fizeram bonito defendendo e valorizando o Brasil seja em seus clubes, seja em mundiais de futebol, volei, basquete, natação, esgrima, jiu-jitsu, capoeira, tiro, arco e flecha,

EDITORIAL handebol, salto em altura, corridas e (ufa!) muito, muito mais esportes do que podemos imaginar. Atletas de todas as áreas que foram destaque em mundiais e olimpíadas passarão a partir de agora a contar com um espaço destinado a eles que será devidamente preenchido a cada edição, com foto e um pequeno texto sobre a vida profissional dele. Ou dela! Assim poderemos homenagear aqueles que sempre se dedicaram a

uma carreira voltada para o desporto e fizeram bonito pelo Brasil. Além disso, de acordo com a proposta do CORPO & MOVIMENTO de oferecer informação relevante gratuitamente ao público do Rio de Janeiro, esta é uma atitude que só vem a agregar valor a um periódico que está sempre trabalhando para melhorar cada vez mais. Nesta edição você vai conhecer um pouco da vida profissional do ex-campeão de kitesurf, Roberto

corpoemovimento@tradeagencia.com Ermel, conhecido no esporte como “Boyzinho”, numa entrevista muito legal e com fotos sensacionais. Na coluna Saúde o Dr. Marcelo Serrão dá um show de informação principalmente para aqueles que gostam de correr. O assunto é “canelite”. Eric Lobão, na coluna Fitness, mostra a você o que é realmente o spinning, como ele surgiu e diz também que não tem idade para praticar essa atividade física tão ba-

cana. A coluna Esporte, explica um pouco sobre o Rugby, que não é muito conhecido no Brasil, mas que pouco a pouco vem ganhando adeptos. Em Nutrição e suplementação, a nutricionista Bianca Innocencio dá algumas dicas para a alimentação pré-atividade física para a terceira-idade que está “batendo um bolão”. Aproveite o CORPO & MOVIMENTO e leve uma vida saudável. A hora é essa!

Expediente: O Jornal Corpo e Movimento é uma publicação da Trade Consultoria e Soluções em Marketing Ltda. | Av. N. S. de Copacabana, 978 sala 901 Direção e edição: Marco A. Cidade Erika Pinto Diagramação, projeto gráfico e publicidade: Trade Consultoria e Soluções em Marketing Eventos: Elaine Pinto Os textos assinados são de responsabilidade de nossos colaboradores e podem não refletir a opinião do editor. Os anuncios e informes publicitários são de responsabilidade dos anunciantes. O Jornal Corpo & Movimento é impresso em papel certificado FSC, que garante o manejo florestal responsável

Para anunciar ligue: (21) 2522-3042 |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

ESPORTE

jornalcorpoemovimento.wordpress.com Foto: Tamoio Rugby Clube

Rugby no Brasil

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rugby surgiu na Inglaterra e é o segundo esporte coletivo mais praticado no mundo, ficando apenas atrás do futebol, e é confundido com o futebol americano, mas não tem nada a ver com ele. Dentre as várias histórias sobre o surgimento desse esporte ainda tão pouco conhecido a mais provável é muito interessante: É dito que durante uma partida de futebol na Inglaterra, em 1823, um jogador da cidade de Rugby teria pego a bola com a mão e corrido até a linha de fundo adversária com um monte de jogadores tentando agarrá-lo

a qualquer custo. Mas isso ninguém pode confirmar. O que está claro é que o rugby surgiu como esporte independente em 1871. A FA-Football Assotiation, entidade regulamentadora das regras do futebol desde 1863, resolveu retirar das regras do futebol a posse da bola com as mãos e o contato físico entre os adversários. Foi aí que os clubes que discordaram da proibição se desligaram da FA e fundaram a Rugby Football Union. Através dela, criaram regras específicas para o novo esporte. No Brasil o rugby já tem algum tempo e surgiu

através de Charles Miller, a mesma figura que trouxe o futebol pra cá em 1895. Ele também ajudou a criar o primeiro time de rugby do Brasil. Só que, com o tempo, o que pegou mesmo os brasileiros foi o futebol e o rugby ficou esquecido. Somente na década de 1960 volta a ganhar força aqui. No início da década de 2000, através de campeonatos transmitidos pelas Tvs por assinatu-

ra, começou a bombar, ganhando cada vez mais adeptos e muitos campeonatos começaram a ser organizados. No Rio o rugby só começou a ser praticado pra valer mesmo a partir da década de 1970 tendo o Niterói Rugby como

campeão brasileiro. Atualmente há cerca de 20 clubes de rugby ativos no Rio e foi criada a Federação Estadual de Rugby para gerir o campeonato estadual que novamente voltou a ser disputado na

variante “sevens”, que está nas olimpíadas (disputado com 7 jogadores de cada lado em um campo com medidas semelhantes às do futebol, 2 tempos corridos de 7 minutos e intervalo de 1 minuto entre eles; a versão original tem 15 jogadores de cada lado, as medidas do campo são semelhantes só que tem 2 tempos corridos de 40 minutos e intervalo de 10 minutos entre eles) e desde 2008 tem duas divisões. Neste ano está sendo realizado o primeiro torneio estadual de rugby “sevens”. Dentre os times do Rio, uma das mais novas equi-

pes é a do Tamoios Rugby Clube, fundado em 2009. Há mais equipes que vêm se destacando, como o Rio Rugby F.C., UFF Rugby e Vila Real Rugby Futebol Clube, mas que ficam impedidas de crescer e disputar maior número de torneios nacionais e principalmente internacionais dado à falta de patrocínio. Investimento e apoio são necessários aos rapazes e também às meninas, já que alguns deles, tem um time feminino. Em outras edições do CORPO & MOVIMENTO você vai ter oportunidade de saber mais sobre este esporte, mas se a curiosidade for grande basta acessar o blog do Tamoios: tamoiosrugby.blogspot.com


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Eric Lobão

FITNESS

www.balancefitness.com.br eric@balancefitness.com.br

Gerente geral da academia Balance Fitness

Desmistificando o spinning

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ue tal esclarecer algumas dúvidas sobre a uma atividade interessantíssima e motivante, conhecida (e popularizada!) como o “Spinning?” Para começar, esse é um caso em que fazemos uso da figura de linguagem chamada metonímia, onde a marca de um produto assume a proporção de sinônimo do mesmo (lembra do caso da Gillete, e não lâmina de barbear?). Isso porque nem toda atividade praticada em bicicletas estacionárias em salas fechadas é “Spinning!” Essa modalidade de “ciclismo in-

door” (esse é um nome abrangente) foi criada em 1995 pelo sul africano Johnny G, quando se preparava para a prova de ciclismo “Race Cross America” e sua mulher engravidou. A solução que ele encontrou para não interromper os treinos foi montar na sua garagem um espaço de treino em bicicletas estacionárias. Ao convidar amigos para participar, criou o “Spinning”. A partir daí, variações dessa atividade se espalharam pelo mundo. Bem, antes dos benefícios, vamos aos cuidados. Como qualquer outra atividade física, é necessário o aval de um médico

e a busca por um local confiável, com profissionais qualificados. Explico: ao entrar em uma sala de “bike indoor” (outro sinônimo!) temos bicicletas de última geração com música empolgante e galera alto astral. Esses são ingredientes perfeitos para os novatos passarem dos limites. E as conseqüências podem variar de dores musculares a lesões graves (isso sem falar no risco para o sistema cardiovascular e uma “falha” no coração). Tomadas as devidas precauções, os adeptos dessa prática colherão bons frutos. Os variados estímulos farão com que não haja aulas enfadonhas, o

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que garante a adesão e permanência por muito tempo. É um excelente estímulo para o coração e a musculatura envolvida (membros inferiores e glúteos). A música transporta o praticante para o ritmo do pedal, o tempo voa (ou melhor pedala!) e as calorias gastas se multiplicam (estima-se um total de 400 a 800 Kcal por aula). Algumas academias utilizam recursos audiovisuais, simulando corridas reais com subidas e descidas e clipes motivantes. Mas o que vai garantir o sucesso do projeto inteiro é o professor. Esse será responsável pelo ajuste correto da “bike”,

pelo cuidado com a hidratação, pela vestimenta adequada, pelo estímulo constante aos praticantes, pela segurança e correta programação das aulas e pela quebra de um mito (ou paradigma): “alunos iniciantes não podem fazer Spinning”. Podem sim! A intensidade do treino é ajustada ao nível de condicionamento do aluno e esse controle pode ser feito de várias maneiras: desde a aferição da freqüência cardíaca (quantas vezes o

coração bate por minuto) ao índice de esforço percebido (uma graduação que é dada ao desconforto sentido durante a atividade). Portanto, se você é atleta com 30 anos, ou iniciante com 80, pode fazer “ciclismo indoor” com segurança! Basta escolher o local correto (com profissionais gabaritados) e seus objetivos de emagrecimento e condicionamento físico serão alcançados!

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a d n o a N surf e t i k o d

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entre vista

Roberto Ermel, o “Boyzinho”, 37, um dos precursores do kitesurf no Brasil, é pentacampeão brasileiro e bicampeão sulameriano de windsurf e apesar de não competir mais, pretende, com seu espírito aventureiro, surfar na pororoca com uma “foilboard” (prancha com uma longa quilha que termina em forma de asa) e bater o recorde mundial que é de 40 minutos.


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Corpo & Movimento: Apesar de ser um esporte bastante praticado no Brasil, ainda há muita gente que não tem informações sobre o kitesurf. Quando ele surgiu e quantos praticantes estima-se que tenha, hoje, no Brasil? Roberto Ermel: O kitesurf foi criado na França. Quando chegou no Havaí, por volta de 1995, conquistou feras do windsurf como: Robby Naish e Peter Cabrinha entre outros que fizeram o esporte decolar, virando febre no mundo todo. Hoje no Brasil, acredito que já temos entre 5 e 6 mil velejadores, número que vem crescendo de 30 a 40% por ano. C&M: Há muitas escolas de kite aqui no Rio? Quanto custam as aulas e quanto tempo leva em média para se estar apto a iniciar a prática do esporte? RE: No Rio você encontra 3 escolas, todas localizadas na Barra de Tijuca. A Barra possui condições perfeitas de praia, mar e vento para a prática e para quem quer aprender o esporte. Todos os cursos tem uma infraestrutura que torna a aula mais segura para o aluno e para o banhista.

O tempo em média para aprender a velejar com total domínio leva 10 horas. Se a pessoa já tem a base do wakeboard o tempo de aprendizagem cai para 5 horas C&M: Qual é a idade ideal e os pré-requisitos para praticar kitesurf? RE: A idade ideal será sempre o mais novo possível, desde que saiba nadar bem. Já tem casos aqui na praia de pais velejando com seus filhos de 6 a 8 anos (na mesma prancha). C&M: Qual é o investimento para um iniciante ter seu equipamento? RE: Isso vai variar se o material vai ser do ano, ou novo (do ano passado), isso já cai o preço 30%. Também pode ser usado, que vai depender de oportunidade. Em média se gasta de R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00 Reais com tudo incluso (prancha, kite com barra de controle e trapézio) C&M: Há muitas lojas de equipamentos para kitesurf no Rio? RE: Somente duas C&M: Você mesmo, que “pensa e respira” kitesurf, tem produtos

com a sua marca? RE: Minha marca “Boyzinho”, não. Hoje trabalho meu nome junto a marca do meu quiosque e da minha escola Kite & Co., e ajudo a desenvolver as pranchas do Rui Camargo em parceria com a Superglass. C&M: Você é jornalista por formação. Exerce a profissão ou vive exclusivamente do kitesurf? RE: Já trabalhei na Sportv, apresentando o Zona de Impacto, já escrevi coluna para o Jornal dos Esportes, mas hoje vivo do quiosque e das aulas. Dar aula é muito gostoso; quando o aluno consegue dar seus primeiros bordos ele sai da água com uma felicidade e euforia, igual a do meu filho de 5 anos que ganhou um brinquedo novo. Isso dá muito prazer, ainda mais nos dias de hoje que temos muitas preocupações. C&M: Quanto à questão do patrocínio para o esporte: É difícil encontrar empresas que se predisponham a investir nos atletas? Há algum incentivo do Governo ou da prefeitura do Rio? RE: No Brasil os empresários não tem o costume de formar atletas. Quan-

do apoiam, acham que estão fazendo um favor; apoiar não é patrocinar. Essa mentalidade vai ser muito difícil mudar, veremos surgir um Guga, depois uma Maureen Maggi e logo em seguida um Cielo e assim por diante. Quem patrocinou esses atletas no começo da carreira? C&M: Comparativamente, qual é o percentual de homens e mulheres praticantes de kitesurf no Brasil atualmente? RE: 90% homens e 10% mulheres, mas a mulherada está começando a descobir o esporte. Muitas acham que é preciso muita força, o que não é verdade. O importante é não ser sedentária. C&M: Há muitas mulheres premiadas nacional e internacionalmente? RE: Temos várias meninas premiadas no Brasil como Carol Freitas, Mila Ferreira entre outras. Internacionalmente temos a atual campeã mundial do circuito PKRA freestyle Bruna Kajiya e Nayara Licarião (PB) esta se destacando na categoria regata.

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Dr. Marcello Serrão

centro.escoliose@gmail.com 2522-1090

Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, Membro do Comitê de Joelho da SBOT – RJ e diretor do Centro Ortopédico Orto-Plus (Taquara-RJ). Atua na área de Ortopedia e Traumatologia e é especialista em cirurgia de joelho.

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unca esteve tão na moda praticar corrida. Trata-se de um esporte prático e democrático, pois precisamos apenas de um par de tênis e roupas leves. É saudável e sociabiliza os participantes. Correndo, é possível fazer novos amigos, queimar calorias, aumentar a resistência à fadiga, além de reduzir o estresse e melhorar o sistema imunológico. Mesmo para quem não pretende sair por aí participando das maratonas, vale a pena conhecer

Você sofre da Síndrome de Tensão Medial da Tíbia? melhor essa opção de exercício. E como em toda atividade física, os praticantes devem tomar certo cuidado para não adquirirem problemas de saúde quando se exerci-

tam de forma incorreta. Atletas recreacionais e profissionais dessa modalidade já sofreram em algum momento com dores na

parte interna das pernas, especificamente na metade delas. É bem provável que estes corredores tenham sido vítimas da síndrome de tensão medial da

tíbia, ou no jargão das academias e dos grupos de corrida, da Canelite. Em termos técnicos, isso seria uma periostite, ou seja, uma inflamação do periósteo que é o tecido de revestimento do osso. Isso acontece devido a uma tensão elevada na parte interna da perna que pode ser causada por excesso de treinamento, calçados inadequados ou gastos, superfícies muito duras, alterações no arco plantar (pés pronados) ou do eixo mecânico (varismo), além de problemas musculares e tendinosos. O diagnóstico da patologia é clínico, porém alguns exames complementares podem ajudar, como a ressonância e a cintilografia óssea.

Saúde Quanto ao tratamento, este é essencialmente conservador, ou seja, não precisa de cirurgia e sim de antiinflamatórios, repouso, alongamento e fisioterapia (crioterapia). Algumas dicas para evitar a Canelite seriam evitar o excesso da corrida, modificar a superfície de treinamento, alongar e fortalecer a musculatura sistematicamente, fazer avaliação baropodométrica (pisada e passada) para avaliar alterações e buscar orientação quanto ao tipo de tênis a ser usado, além da necessidade de uso de palmilhas. Por último, vale lembrar que os calçados têm vida útil e devem ser trocados com regularidade. Bom treino a todos!

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Bianca Innocencio

www.bianutric.com

Nutrição e suplementação

Nutricionista especializada em nutrição clinica funcional, esportiva e estética

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om o avanço da ciência vivemos hoje muito mais e melhor. Pessoas entre 50 e 80 anos disputam espaço nas esteiras e calçadões com disposição de fazer inveja aos jovens. Porém não podemos esquecer que mudanças hormonais e fisiológicas no envelhecimento são naturais. Redução do colágeno, mudança na composição corporal e perda óssea são algumas das queixas de pessoas ativas desta faixa etária. Uma alimentação variada rica em alimentos como frutas, legumes, cereais integrais, carne magra e gordura boa reduz o impacto negativo na saúde e garante ao organismo uma boa adaptação ao exercício e às mudanças. Uma alimentação pobre em nutrientes, rica em produtos industrializados e químicos - em contrapartida – irá acelerar o envelhecimento, baixar a imunidade e favorecer lesões. Para prevenirmos a perda óssea a sinergia entre os

Comer, comer

nutrientes é fundamental, principalmente cálcio, magnésio, vitaminas C e D, o consumo de alimentos verde-escuro, vegetais, sardinha, oleaginosas, frutas, gergelim, se expor ao sol matinal e fazer atividade física de impacto são medidas essenciais para mantermos os ossos fortes e saudáveis. Para a manutenção da massa magra o fracionamento da dieta e o consumo de proteína, devem ser observados. Boas fontes: ovos/ frango/ peixe/ carne magra/ feijões/ lentilha/ soja e grão de bico. Consumir alimentos leves antes dos treinos e nos intervalos das refei-

ções evita picos de glicose e hipoglicemia de rebote, fornecendo energia gradualmente. Interessante ter sempre à mão: oleaginosas, cereais integrais, frutas, mel e frutas secas. Sem esquecer é claro da água ou isotônicos em pequenos goles, principalmente nos dias quentes! A individualidade bioquímica de acordo com a etapa da vida deve ser respeitada para conservar um bom estado nutricional, com o fornecimento adequado de energia, proteínas, vitaminas e minerais. Desta forma o idoso ativo resiste às doenças e se mantém independente.

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Série Rápida

Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil Indústria do esporte deve dobrar seu crescimento nos próximos cinco anos. De acordo com Sérgio Schildt, vice-presidente da Abriesp - Associação Brasileira da Indústria do Esporte, “A indústria do esporte vinha crescendo cerca de 10% nos últimos anos. Para 2010, a previsão é aumentar 15% em relação a 2009. O mercado deve dobrar nos próximos cinco anos.” Isso se dará por conta dos megaeventos esportivos que acontecerão sucessivamente no Brasil (Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, em 2016. Segundo estudo da Fundação Instituto da Administração (FIA), da USP, encomendado pelo Mi-

nistério do Esporte, os cofres do Brasil devem se beneficiar do montante de R$285,2 bilhões. Sérgio Schildt, principal executivo da RECOMA, grande empresa do segmento de infraestrutura esportiva, boa parte dessa verba vai para o setor de equipamentos esportivos (empresas que produzem e instalam materiais voltados para os esportes mais praticados, ginásios poliesportivos ou campos de grama sintética). As obras desses locais deverão aumentar nas cidades-sede e em outras também, uma vez que municípios vizinhos dessas cidades também poderão atender à demanda de espaços apropriados para competições. *****

Agenda

Esportes infantis

Jiu-jitsu

Corrida I

Corrida II

Através do Instituto Passe de Mágica, a ex-jogadora de basquete Paula, uma das maiores do mundo nos anos 80/90, vai administrar um projeto da Petrobras com verba no valor de R$100 milhões para cinco anos que contemplará talentos em várias áreas como boxe, levantamento de peso, esgrima, remo e taekwondo. Mas Paula está preocupada com a motivação das crianças, que se interessam cada vez menos pelos esportes. Ela é adepta da ideia de que é cada vez mais importante a boa preparação e a motivação de professores para que eles incentivem as crianças a procurem atividades físicas através dos esportes. *****

Acontece no dia 05 de dezembro, no Clube Canto do Rio, em Niterói ( Rua Visconde do Rio Branco, 701 - Centro) o X-COMBAT ULTRA BRASILIAN JIU-JITSU. Informações pelo site www. x-combat.com.br

Dia 28 de novembro às 8h, acontece a Corrida e Caminhada Estácio, com largada nas praias do Leblon e de Ipanema, respectivamente. O objetivo principal do evento é a integração entre alunos, colaboradores, familiares e o público. Há duas modalidades que podem ser escolhidas para a participação: caminhada de 3 Km e corrida de 6km. Mais informações pelo site http://www.estacio. br/corrida/

O Circuito das Estações Adidas é hoje o maior e mais importante circuito de corridas do País. Com 4 etapas no mesmo percurso em cada cidade, o objetivo é dar ao corredor parâmetros reais para comparar suas marcas de acordo com as diferentes condições climáticas, e, assim, estabelecer metas para medir a melhora de seu condicionamento físico ao longo do ano. Ao final das 4 etapas, o corredor completará sua mandala com as medalhas de cada estação. O circuito Rio de Janeiro verão acontece dia 05 de dezembro. O percurso de 5 e 10km será no Aterro do Flamengo com largada às 08:00h na pista sentido Centro. *****

Tênis Entre os dias 1º e 5 de dezembro será realizado o XV Campeonato Nacional de Tênis dos Magistrados, nas quadras do Complexo Esportivo da Amil, no Recreio. Para ver o regulamento acesse o site www.amb. com.br. As inscrições poder ser feitas pelo telefone (21) 3133-2315 ou pelo e-mail tenis@amaerj.org. br (a/c de Amélia).

Boxe savate Seminário e torneio de boxe savate, sábado 27 /11 de 09 às 21h, na XGym no Barra World. Informações: Richard des Forest (21)7844-6588 e ID 23*32629.

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Jornal Corpo & Movimento - Edição 2  

Esporte, estética, saúde, fitness.

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