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Ano 5 - n°76 - Julho de 2013

O JORNAL QUE FALA COM O HOMEM DO CAMPO

Canola, Uma opção lucrativa que ganha espaço no inverno Pág. 10

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Ovinocultura Projetos para o desenvolvimento da ovinocultura gaúcha receberão mais de R$ 1 milhão Pág. 12


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Julho de 2013

Editorial

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Mudanças climáticas

om a palestra “Aquecimento do Planeta Terra – mudanças climáticas globais e regionais e projeções para o século XXI”, Dr. Moacir Antônio Berlato, apresentou no Fepagro em Foco um panorama geral sobre o tema. Para o professor e pesquisador da UFRGS, ainda que não haja total consenso sobre suas causas, o aquecimento global é um fato, como demonstram os dados climáticos. Ele analisou tanto os argumentos em favor de causas naturais, como mudanças na atividade solar e vulcanismo, quanto causas antrópicas, como a atividade industrial e agropecuária. Berlato destacou o aumento do número de “refugiados do clima” como um dos efeitos sociais do aquecimento. “Com 60% da população mundial vivendo em regiões costeiras, o aumento do nível do mar, resultante do degelo, teria um amplo impacto”, alertou. Ele apontou ainda para o fato de diferentes regiões serem impactadas de diferentes formas. No Brasil, por exemplo, o Nordeste e a região amazônica seriam as mais problemáticas, com a redução da floresta e a desertificação. Já no Rio Grande do Sul, tem ocorrido uma mudança climática caracterizada pelo aumento da precipitação pluvial e da nebulosidade diurna, além da redução da amplitude térmica e o aumento da temperatura mínima em todo o estado. “Numa projeção mais otimista, até o final do século, o RS sofreria uma elevação da temperatura média entre 1 e 3°C e um aumento de 0 a 5% de chuvas. Já uma projeção mais pessimista sugere a elevação de temperatura entre 2 a 4°C e o aumento pluviométrico entre 5 e 10%”, avaliou. De acordo com Berlato, a elaboração de estratégias de adaptação a esse cenário de mudança do clima é uma tarefa que governos e instituições não têm encarado com a devida urgência. “Mesmo que não havendo uma exatidão nas projeções sobre o futuro do clima, a humanidade não deve pagar para ver”, finalizou.

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FRUTAS PROPÍCIAS PARA O INVERNO •Morango

- Considerado um dos frutos mais desejados do mundo, o morango possui sabor agradável e aroma delicioso. Quando incluso na alimentação, ele ajuda a prevenir doenças cardíacas, melhora o sistema circulatório e neutraliza os radicais livres. Devido a sua grande quantidade de fibras, o moranguinho contribui com o funcionamento do intestino.

•Figo

- Apesar de ser calórico, o figo garante vários benefícios para a saúde. Ele melhora o rendimento físico, deixa o organismo mais resistente e contribui com o desenvolvimento mental. A fruta originária do Mediterrâneo tem a vantagem de ser um poderoso energético natural.

•Abacate - O aba-

cate é capaz de proteger as cartilagens das articulações, evita as alergias e as doenças autoimunes.

•Pera

- A fruta regula o funcionamento do intestino, melhora a digestão e alivia dores de estômago.

- A fruta cítrica é rica em potássio, um mineral que ajuda na contração muscular. Além de saborosa, ela ajuda a prevenir prisão de ventre, gripes e resfriados.

•Caqui - O caqui ajuda a combater o colesterol alto e garante benefícios para as pessoas que sofrem de hipertensão.

- O fruto da bananeira ajuda a controlar a pressão arterial, além de evitar dores musculares e câimbras. Estudos apontam ainda que a banana também é uma aliada contra a depressão.

Como a evaporação da água na terra é menor no inverno, a quantidade de regas deve ser reduzida. Vale a regra: finque o dedo na terra para sentir se está seca e regue-a pela manhã.

CORONEL BARROS CASA DO PRODUTOR LOJA JOST POSTO LARA COTRIJUI EMATER

CRUZ ALTA AGROLAK STARMAQ CRUZAUTO MARASCA SEMENTES CENTROSUL NEG. RURAIS GARRAFA AGROCOM. RAZERA REDEMAQ REBELATTO FARM. VET. CRUZ ALTA AGRÍCOLA AGRICRUZ SUL PEÇAS JÓIA SINDICATO RURAL POSTO STA. TEREZINHA COTRIJUI SEMEAR LOJA JOST VET. BICHO DE 7 CABEÇAS EMATER

A temperatura caiu, mas nem por isso o seu jardim precisa ficar opaco e sem vida. Coloque nossas dicas em prática e deixe o seu cantinho verde saudável;

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CATUÍPE SINDICATO RURAL AGROP. GIRASSOL CASA RURAL POSTO BURMANN AGROCENTRO LOJA JOST NEDEL DALLA CORTE AGRO CAMPO EMATER S.M. BARONI

CONDOR SINDICATO RURAL POSTO LATINA DO CENTRO MERCADO AVENIDA POSTO COTRIPAL JOSCIL

Quatro dicas para cultivar plantas no inverno

Algumas pragas e doenças aparecem neste período, principalmente em regiões de umidade intensa. Espante lesmas e caramujos com soluções caseiras, à base de fumo ou naturais, com vinagre e alho, que são menos agressivos à planta.

AUGUSTO PESTANA SINDICATO RURAL AGRIPLAN CASA COLONIAL MERCADO PESTANENSE LOJA JOST SUPERM. COTRIJUI BOM GOSTO AGROAMBIENTAL SÃO RAFAEL

BOZANO AGRO-VETERINARIA BOZANO POSTO BOZANO COTRIJUI

•Tangerina

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AJURICABA SINDICATO RURAL MERCADO DEPIERI FERRAGENS COTRIJUI SUPERM. COTRIJUI POSTO CENTRAL MILKTEC OSTER PNEUS

BOA VISTA DO CADEADO CORREIO PADARIA BOA VISTA POSTO IPIRANGA SICREDI

•Banana

•Maçã gala- A maçã tem poder antioxidante, previne colesterol e diminui os riscos de doenças pulmonares.

Pontos de Distribuição do Jornal Correio Rural na região

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Não adube o solo. O ideal é que esse procedimento aconteça mensalmente entre a primavera e o verão, já que as espécies ficam em dormência no inverno.

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Aproveite a estação para fazer remoções de galhos doentes ou secos. Atenção: não realize este procedimento nos arbustos e árvores floridos, o que pode prejudicar a planta.

IJUÍ SINDICATO RURAL EMATER SCHULZ MAT. CONSTRUÇÃO I SCHULZ MAT. CONSTRUÇÃO II TRATOR SUL REDEMAC AGROVEL IROPEL CENTRAL DA CONSTRUÇÃO SUPERM. COTRIJUI I SUPERM. COTRIJUI II ASSOCIAÇÃO ARAI NOVA RAMADA SUPERM. COTRIJUI PANAMBI SINDICATO RURAL VET. IVO GAERTNER CASA PRODUTOR DE LEITE COMERCIAL TRENTINI POSTO BR CENTRAL SEMENTES VAN ASS PEJUÇARA SINDICATO RURAL SIND. TRAB. RURAIS REBELATTO FARM. VET. SICREDI COTRIMAIO SANTO AUGUSTO SIND. TRAB. RURAIS COOMACEL PLANTASUL LUPA AGRÍCOLA GERAL AGROPECUÁRIA TARUMÃ PREFEITURA MUNICIPAL EMATER SANTA BARBARA DO SUL POSTO DO DICO SANTO ÂNGELO SINDICATO RURAL SIND. TRAB. RURAIS POSTO STA. TEREZINHA

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Julho de 2013 Luiz Fernando Mainardi

EMATER/ASCAR

Amuceleiro aprova moção de apoio à Filantropia da Ascar A Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro) aprovou moção de apoio à manutenção da imunidade tributária/Filantropia da Ascar

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documento, assinado pelo presidente da Amuceleiro e prefeito de Vista Gaúcha, Claudemir José Locatelli, destaca que “milhares de famílias que vivem no meio rural serão prejudicadas com a ausência das políticas sociais e da assistência técnica que a Ascar desenvolve em todo o Rio Grande do Sul”, caso a Justiça Federal decida cassar a liminar que garante a Filantropia à Ascar. Desde sua criação, em 1955, a Ascar possui imunidade/Filantropia. Em 1992, por um ato administrativo arbitrário, o INSS revogou a imunidade da Ascar (direito de não pagar a contribuição patronal para o INSS). Em 2003, um segundo ato administrativo, praticado pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, cassou o Cebas (Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social)/Filantropia que a Ascar possuía desde

Municípios da Região Celeiro defendem filantropia

sua criação. Desde 2011, a Ascar mantém, por liminar, a imunidade tributária, concedida pela Justiça Federal em favor de uma Ação Popular encabeçada pelos ex-governadores Alceu Collares, Germano Rigotto, Olívio Dutra e Pedro

Simon, este senador, assim como Ana Amélia Lemos e Paulo Paim, que também endossam a Ação Popular, além de deputados federais, estaduais e lideranças, favoráveis à filantropia. A Amuceleiro, entidade que reúne 21 municípios

da Região Celeiro, também manifestou seu apoio à Ação Popular. “Nosso apoio é no sentido de manter os direitos que a Ascar gozava desde 1955 e que muito beneficiaram e beneficiam os municípios gaúchos”, diz o documento.

PRODUÇÃO DE LEITE

Leite ganha força no Berço Nacional da Soja

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omo forma de reconhecimento da importância da atividade leiteira para a agricultura familiar e para a soberania alimentar das famílias – do campo e da cidade - no noroeste gaúcho, a Comissão de Pecuária da 20ª Feira Nacional da Soja (Fenasoja) promoveu o Seminário Regional do Leite, especialistas de alto gabarito, pesquisadores, extensionistas da Emater/RS-Ascar, técnicos e agricultores puderam trocar e construir conhecimento. O Centro Cívico Cultural de Santa Rosa lotado, ratificou a importância do tema para as regiões Fronteira Noroeste e Missões. Situação da qualidade do leite frente aos atuais acontecimentos; bem-estar animal na pecuária leiteira; sistemas, formas, aspectos práticos de irrigação em pastagens e culturas anuais; e manejo de pastagens e planejamento alimentar foram os assuntos centrais abordados ao longo do seminário. Excursões de produtores de mais de 20 municípios, grande parte

vinculado ao Programa Leite Gaúcho do Governo do Estado, participaram do evento. Segundo o presidente da Comissão de Pecuária da 20ª Fenasoja, Milton Racho, “a diversidade de temas abordados remete à abrangência do assunto leite, que não se limita ao produto, mas contempla questões como bem-estar animal, qualidade, forrageiras e pastagens de baixo custo”. A importância da atividade leiteira na região fica evidente, sendo que a Fenasoja, tradicionalmente, voltada à cultura de grãos abre espaço para o tema. “É um reconhecimento da importância do leite para a agricultura e economia da região”, destaca a presidente da Fenasoja, Ângela Maraschin.

•Alimentação, bem-estar, gestão e irrigação - O médi-

co veterinário da equipe Rehagro, phd na área, Euler Rabelo abordou a relevância de atentar-se ao conforto animal e estresse calórico. O especialista pontuou diferentes benefícios de

A 20ª Feira Nacional da Soja (Fenasoja) ocorrerá de 25 de abril a 4 de maio de 2014, no Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa. A Mostra da Pecuária estará entre as principais atrações

proporcionar o bem-estar às vacas – desempenho animal, maior produtividade de leite, eficiência reprodutiva, sanidade e longevidade da vaca e retorno na produção e renda. “Vaca que está desconfortável come menos e transforma com menos eficiência, o que come, em leite”, enfatizou Rabelo. Em sua palestra destacou também a importância do equilíbrio entre dieta alimentar, condições sanitárias e bem-estar. “Pesquisas apontam que uma hora a mais de descanso do animal equivale a um quilo a mais de leite”, revelou. Outros aspectos que precisam ser observados é a manutenção dos corredores de locomoção, piquetes com drenagem adequada, evitar a superlotação, ter alimento fresco sempre disponível, disponibilizar água com qualidade - com distância máxima de 300 metros do pasto, e adotar estratégias que evitem o estresse calórico. O superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Francis-

co Natal Signor, destacou a situação do leite diante dos últimos acontecimentos que envolveram o esquema de fraude desmantelado pelo Ministério Público. Entretanto, Signor destacou que “uma coisa é a fraude no leite, outra é a carência na qualidade. O fraudador precisa ser combatido. A qualidade do leite depende do manejo na propriedade e do comprometimento das empresas”. Para aqueles que buscam garantir alimentação para os animais ao longo do ano, sistemas, formas e aspectos práticos de irrigação em pastagens e culturas anuais foram apresentados pelo representante da empresa Anivida, Jackson Engler. O palestrante Doutor Wagner Brod Beskow, da Transpondo Consultoria, abordou o manejo de pastagens e planejamento alimentar, importantes cuidados que devem ser levados em conta desde a sobrevivência à excelência da produção de leite a baixo custo.

Secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Estado do Rio Grandedo Sul

Reforma política A volta de milhares de brasileiros às ruas, nas últimas semanas, em movimento que não ocorria desde o “Fora Collor”, fortaleceram minha convicção de que necessitamos, urgente, de uma reforma política e partidária. Entendo que o recado que vem destas manifestações é de que o atual sistema já se esgotou. Que é necessário estabelecermos uma relação mais comprometida entre eleitor e eleito, que vá além do toma-lá-dá-cá, e consolide compromissos com base num programa. Para isso, é fundamental convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, de caráter exclusivo, eleita por fora dos atuais partidos, para elaborar um novo contrato político e social para a consolidação da democracia brasileira. Digo isso a partir do entendimento de que as soluções para esta crise só se operam pela via política. Nigéria – Recebemos a visita da Diretora de Gestão da Legacy Investment & Management, grupo nigeriano especializado em atrair investimentos para aquele país africano. Enitan Obasanjo – Adeleye, é filha do criador do grupo e primeiro presidente do País após a redemocratização, Olusegun Obasanjo. A visita é o primeiro resultado concreto da missão que coordenamos à Nigéria, entre os dias 26 e 31 de maio, já que Enitan veio conhecer empresas e experiências gaúchas nas áreas do arroz, do frango e do leite. Recebemos a diretora, especializada na elaboração e implementação de estratégias, pesquisa e análise para apoiar a tomada dedecisão de investimento, em nosso gabinete, ocasião em que reafirmamos a intenção do Governo do Estado de contribuir para o desenvolvimento da Nigéria, através de intercâmbios comerciais e acordos de cooperação. Quatro novas inspetorias - Entregamos, aos produtores e funcionários da Secretaria da Agricultura, na semana passada, mais quatro novas Inspetorias de Defesa Agropecuária, as antigas IVZs. As inspetorias de Cristal, São Lourenço, Camaquã e Pelotas integram o nosso programa de revitalizar todas 258 unidades que temos espalhadas no interior, visando oferecer melhores condições de trabalho aos funcionários e um ambiente mais agradável e moderno para o atendimento dos produtores rurais de nosso Estado. Festival de Gastronomia - A Secretaria da Agricultura, juntamente com o GT de Gastronomia, promoveu de 25 e 30 de junho, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o 1º Festival de Gastronomia do Rio Grande do Sul. O Festival teve como tema central a gastronomia e os vínculos com o desenvolvimento agrário, cadeias produtivas, pequenos agricultores e agricultores familiares, turismo, cultura, economia, saúde, segurança alimentar, desenvolvimento social, ecologia e educação. Dessa forma, os visitantes terão contato com a origem dos alimentos – seja animal ou vegetal – desde a produção até o produto final que chega a mesa do consumidor. Esperamos todos vocês neste evento que também terá encontro de prefeitos, curso de aperfeiçoamento das merendeiras da rede estadual de educação, mostra de filmes e 140 workshops e oficinas totalmente gratuitas.

“É importante o produtor estipular metas de quanto pretende ampliar o rendimento e reduzir os custos. Pasto é a alternativa mais eficiente e barata. Ração e silagem são complementos”, observou. O equilíbrio na gestão da propriedade também foi enfatizado pelo palestran-

te. “É preciso equilíbrio entre benefício e custo, com atenção à adubação correta, manejo adequado. Quem quer benefício a todo custo, não terá resultados exitosos, assim como quem quer reduzir custos sem investir em nenhuma melhoria”, comentou.

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Julho de 2013 SOJA

AGRICULTURA

Produção agrícola triplica nos últimos 50 anos Relatório da FAO destaca potencial do Brasil no agronegócio e fragilidade de Moçambique e Timor

Fonte: Agência Brasil

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produção agrícola global triplicou nos últimos 50 anos, informa relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês). O relatório aponta as potencialidades do Brasil e as fragilidades de Moçambique e do Timor Leste. Segundo a FAO, a oferta global de alimentos per capita aumentou de cerca de 2.200 quilocalorias por dia, em 1960, para mais de 2.800 quilocalorias diárias em 2009. Porém, esse crescimento não impediu que, entre 2010 e 2012, a subnutrição atingisse 12,5% da população mundial, quase 870 milhões de pessoas, na grande maioria em países em desenvolvimento. A “redução da fome não tem ocorrido no ritmo esperado” no Timor Leste e em Moçambique, diz a FAO, considerando que os dois países estão entre os que podem falhar no cumprimento do Objetivo do Milênio de erradicar a pobreza extrema e a fome. Cerca de 45% das crianças timorenses com menos de 5 anos sofrem de subnutrição e quase 60% têm atrasos no crescimento. Em Moçambique, os dois indicadores também estão acima de 40%, devido à “prevalência de elevados índices de pobreza e à falta de acesso a água limpa”, enquanto, em Angola, situam-se em 15% e 30%, respectivamente.

Exportação de soja do Brasil superará processamento pela 1ª vez

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Segundo relatório, a despesa pública total em inovação e desenvolvimento (I&D) agrícolas aumentou

De 2005 a 2011, um em cada quatro países africanos registrou “taxa de atraso no crescimento de pelo menos 40%”, incidência que se torna ainda mais elevada no Sul e Sudeste da Ásia – Índia, Laos, Nepal e Timor Leste registram os valores mais altos. Segundo a edição de 2013 do Anuário Estatístico da FAO, a despesa pública total em inovação e desenvolvimento (I&D) agrícolas aumentou puxada, sobretudo, por países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, que, juntamente com Angola, está entre os sete países que concentram metade das terras com potencial agrícola. A China e a Índia são responsáveis por

metade do investimento em I&D, mas o Brasil também está na lista, tendo duplicado a produção de cana-de-açúcar na última década e se tornado um dos maiores exportadores agrícolas, sobretudo de oleaginosas e produtos pecuários. Portugal é apontado no relatório da FAO como o décimo país com mais mulheres trabalhando na agricultura. “Favorecida pelos altos preços dos produtos base, a agricultura tem demonstrado uma resiliência surpreendente durante a crise econômica global”, diz a FAO. Segundo a organização, em 2010, o valor acrescentado agrícola em nível mundial aumentou 4%, enquanto Produto Interno Bruto (PIB)

global cresceu 1%. “Os cereais ocupam mais de metade da área cultivada do mundo e são a fonte de alimento mais importante para o consumo humano”, destaca a agência da ONU. Anualmente, produzem-se 2,3 mil milhões de toneladas de cereais, dos quais cerca de 1 milhão destinam-se ao consumo humano, 750 milhões a rações animais e 500 milhões à indústria. Entretanto, a agricultura e a pecuária, com o uso de fertilizantes sintéticos, têm aumentado a contribuição para o aquecimento global, sendo responsável, entre 2000 e 2010, por mais 1,6% das emissões de gases de efeito estufa.

s exportações de soja em grão do Brasil na atual temporada devem superar pela primeira vez o volume processado pelas indústrias, que reclamam da carga tributária sobre a atividade de esmagamento, disse a entidade que representa as empresas do setor. A exportação brasileira de soja no ano comercial de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014 será de 39 milhões de toneladas, contra um processamento de 37,2 milhões de toneladas, mostrou um relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Em abril, a Abiove havia estimado exportações de 38,2 milhões de toneladas e processamento 38,3 milhões no mesmo período. O secretário-geral da Abiove afirmou que há um “caos tributário” incidindo sobre o processamento de soja, enquanto as exportações são desoneradas. “Hoje o Brasil tem uma

política para exportação de matéria-prima de desoneração total, o que ao nosso ver está correto, para não perdermos competitividade. A parte das indústrias ainda não foi desonerada. Temos problemas de acúmulo de crédito de ICMS, PIS/Cofins”, disse Fábio Trigueirinho à Reuters. Segundo ele, um dos impactos deste movimento de priorização das exportações é uma crescente ociosidade das plantas industriais de esmagamento, com estagnação nos investimentos. “Isso vai elevar um pouco o custo do processamento. Não vai fazer novos investimentos. Vai focar no trading”, disse ele, explicando que, com um menor processamento, há menos atividade nas indústrias para diluir os custos de investimento e obter retorno sobre o capital aplicado. A ociosidade das indústrias brasileiras de soja está ao redor de 30 por cento, segundo a Abiove.

PECUÁRIA

Pecuária tem o desafio de incorporar tecnologias, diz SRB Durante a Feicorte, economista da associação afirmou que produção deve satisfazer aspirações dos consumidores

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economista e consultor da Sociedade Rural Brasileira(SRB), Francisco Villa, afirmou durante sua participação no “Encontro de Líderes” que está sendo realizado na Feicorte, que o grande desafio da pecuária nacional é incorporar tecnologia no sistema produtivo. “Agora o consumidor é quem manda. Temos que satisfazer o consumidor com qualidade, sanidade, regularidade e preço e faremos isso com a utilização de tecnologias na

cadeia”, declarou. Para ele, a pecuária nacional está em um terceiro grande ciclo. O primeiro, de 1970 a 2000, foi de expansão de terra e do rebanho; o segundo, de 1990 a 2015 é de intensificação da produção de carne bovina e o terceiro, de 2010-2025 é de integração da cadeia. “Essa integração não é no sentido da denominação do sistema da avicultura e da suinocultura, mas do setor se juntar, de tempos de melhores relacionamentos entre os diver-

sos elos”, disse. Villa sugeriu que um dos meios de provocar uma maior utilização da tecnologia e melhora de relacionamento são os programas de fidelidade ao produtor. Já o diretor da unidade de negócios de bovinos Phibro Animal Health, Danilo Grandini, defendeu que os produtores já estão utilizando tecnologia na sua produção. “É só olhar a evolução do uso de Inseminação Artificial por Tempo

Fixo (IATF). Temos muito a evoluir, mas já estamos no caminho”, ressaltou.

Conforme Francisco Villa, a pecuária brasileira vive o seu terceiro grande ciclo, com a integração da cadeia

Safra e estoques A Abiove também reduziu sua previsão para a colheita de soja recém encerrada no país, para 81,6 milhões de toneladas, ante 82,1 milhões na projeção de abril. A estimativa para os estoques finais no ano comercial 2013/14 foi reduzida para 2,846 milhões de toneladas, contra 3,4 milhões de toneladas em abril.

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Julho de 2013 Adelar Amarante

COTRIJUÍ

Assessor de imprensa Cotrijui

Presidente Fragoso revela valores de financiamento para revitalizar a Cotrijui

Governo federal apresenta pacote agrícola

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Presidente da Cotrijuí, Vanderlei Ribeiro Fragoso, revelou o montante do financiamento que a Cooperativa está buscando junto a um grande conglomerado financeiro. O montante supera aos 420 milhões de reais. Fragoso deixou claro que esse recurso será utilizado de forma gradual, contemplando ações prioritárias, com destaque para o pagamento da conta corrente aos associados, pendências com Bancos públicos e privados, fornecedores, tributos, ações judiciais e investimentos. Essa medida, segundo o Presidente da Cotrijui, permitirá garantir que a Cooperativa volte a operar com ênfase nas safras de inverno (especialmente trigo e aveia) e verão (soja e milho), além do arroz na fronteira.

O Governo Federal anunciou recentemente o novo Pacote Agrícola, visando o financiamento da safra agrícola. A grande dúvida é se os recursos efetivamente irão chegar para quem precisa. Também é necessário saber a capacidade de endividamento do setor, pois há casos em que os produtores estão despreparados para essa nova realidade.

Frigorífico da Cotrijui espera retomar exportações para a Rússia - O Frigorífico

Cresce expectativa sobre criação de uma grande empresa envolvendo cooperativas Um grupo de 14 Cooperativas agrícolas está gestando um projeto que prevê a criação de uma grande companhia.

Ainda não está definido o perfil da empresa, mas terá papel preponderante especialmente no sentido de barganhar no momento das compras e de pleitos junto aos setores privado e público. O encaminhamento desse projeto está

sendo efetuado pela Organização Brasileira das Cooperativas – OCB, que tem na Presidência o cooperativista Marcio de Freitas. A Direção da Cotrijui está entusiasmada com a proposta, e a tendência é integrar esse conglomerado.

Governo libera subvenção de R$ 700 milhões para manter preços do milho Portaria é destinada a sustentar os preços que estão pressionados pela colheita da safrinha recorde em Mato Grosso

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ma portaria interministerial da Agricultura, Fazenda e Planejamento, divulgada no Diário Oficial da União, estabelece os parâmetros para concessão de subvenção destinada a sustentar os preços do milho, por meio de leilões de equalização de preços (Pepro), escoamento do produto (PEP) e repasse e recompra dos contratos de opção de venda. Os preços do cereal estão pressionados pela colheita da safrinha recorde de milho, principalmente em Mato Grosso, maior produtor nacional. O governo autorizou a liberação de R$ 700 milhões para a operacionalização dos instrumentos de apoio à comercialização do milho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No caso

da Cotrijui, situado em São Luiz Gonzaga, e com faturamento que ultrapassa aos 200 milhões de reais anuais, está na expectativa de liberação do embargo da carne brasileira para a Rússia. Neste inicio de mês uma missão do país do Leste Europeu está vistoriando indústrias brasileiras, com tendência de que o embargo seja suplantado. No caso do Frigorifico da Cotrijui, mais de 60% da carne suína in natura ali beneficiada, é exportado para o exigente mercado consumidor Russo.

Beneficiamento de arroz da Cotrijui é um dos mais modernos do país - O Be-

GRÃOS/MILHO

Fonte: Estadão conteúdo

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Governo também disponibilizou mais 1 milhão de toneladas para atender avicultores, suinocultores e pecuaristas da área de abrangência da Sudene

do Pepro e da recompra das opções, as operações são destinadas a produtores rurais, diretamente ou por meio de cooperativas. No caso da PEP e repasse das opções, as

operações são destinadas aos consumidores e comerciantes de milho. Outra portaria interministerial publicada disponibiliza mais 1 milhão de toneladas de milho

para atender avicultores, suinocultores e pecuaristas (boi, caprinos e ovinos) da área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

neficiamento de arroz segue como referência na região da fronteira. No caso da Cotrijui, a cooperativa mantém moderna indústria de beneficiamento do produto em sua unidade de Dom Pedrito. O empreendimento projeta faturamento para esta temporada entre 160 e 170 milhões de reais. A citada Indústria atende consumidores de vários Estados, além de exportar para nações do Continente Africano. Também é uma das mais modernas do País.

Emplacamento de tratores - A história do emplacamento dos tratores é no mínimo curiosa. A lei aprovada e que será implementada no ano que vem, prevê que os tratores novos que saírem das fábricas terão que ser emplacados, mas que não haverá cobrança de IPVA. Bem, se isso for verdade, qual a razão do emplacamento. Produtores rurais fiquem de olho, pois há um velho ditado de que “onde há fumaça, pode haver fogo”. Financiamento para a Cotrijui - Como é de conhecimento público, a Cotrijui vive há vários anos uma grande crise financeira. O novo Presidente, Vanderlei Fragoso, assumiu a Cooperativa e decidiu enfrentar esse quadro em busca de soluções. Um dos primeiros grandes projetos, passou pela autorização dos associados em Assembléia Extraordinária dia 11 deste mês, em Santo Augusto, Santiago e Augusto Pestana. A operação envolveu um grande grupo investidor, que poderá permitir o saneamento financeiro e a revitalização da Cooperativa. Haverá novo cenário em breve, aguardem.


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Região IJUÍ

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Marcos Roberto Fridrich

Sicredi inicia custeio de milho e soja

Superintendência Regional do Sicredi em Ijuí promoveu encontro com técnicos agrícolas e agrônomos da sua área de ação para apresentar as regras do próximo custeio da lavoura de soja e milho que terá início em 1º de julho. A partir desta data o Sicredi dá início ao recebimento das propostas de custeio, sendo que a estimativa é de ampliar em 20% o número de produtores beneficiados na safra 2013/14, onde o Sicredi deve ultrapassar o montante de R$ 7,6 bilhões em recursos liberados para o setor. O Gerente Regional de Desenvolvimento, Cristiano Amorim Ourique, destaca que “mesmo possuindo o recurso para plantio

recomendamos o custeio da lavoura em razão do Proagro, pois o custo financeiro do financiamento é baixo, no caso do Pronaf a taxa de juros é em torno de 1,5 à 3,5% ao ano, dependendo do enquadramento, e, no caso de perdas em face de problemas climáticos, o produtor tem o auxílio garantido”. Outra novidade é para os associados que financiam acima do teto de cobertura do Proagro, pois a partir do custeio de inverno deste ano o Sicredi passou a disponibilizar o Seguro Colheita Garantida com subvenção do governo federal tornando o seu custo acessível. Ourique destaca ainda que “para dar velocidade ao processo de contratação o produtor pode

agendar o seu atendimento em nossas unidades de atendimento, além disso, nosso desejo em agilizar as liberações de recursos é garantir que o associado esteja focado apenas na estruturação e implantação da nova lavoura, pois a tranquilidade financeira já está assegurada pelo Sicredi”. O Sicredi conta com um grande volume de recursos para aplicar no custeio e, consequentemente, poderá atender a todos os seus associados. O produtor que ainda não for associado do Sicredi e também deseje financiar sua lavoura, poderá visitar uma de nossas unidades de atendimento para fazer os devidos encaminhamentos.

Ijuí é beneficiada com decreto estadual que suspende exigência de GTA para equinos

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egundo o supervisor da Coordenadoria Regional da Agricultura, com sede em Ijuí, Emilio Stumm, as regras antigas seguirão até o fim de 2013. “Será exigido somente a Guia de Trânsito Animal para equinos que participarem de feiras e leilões, ou para esses animais caso sejam comercializados entre os Estados. Já para rodeios e demais atividades não oficiais, os proprietários de cavalos e éguas não precisam retirar a GTA”, diz ele. Isso tudo acontece devido ao decreto estadual, no qual foi suspensa a legislação que exigia necessidade de Guia de Trânsito Animal, consequentemente, o exame negativo de anemia infecciosa, para trânsito de equinos em qualquer situação.

Ainda de acordo supervisor da Coordenadoria Regional da Agricultura até o final desse ano as Inspetorias Veterinárias vão efetuar o inquérito sorológico, ou seja, examinar os equinos para saber se há incidência de anemia infecciosa e em que índice. “Caso a doença ocorra num índice baixo em todo o Estado, o governo vai exigir esses exames de seis em seis meses para movimentação dos equinos e não de dois em dois meses como quer a nova legislação que no momento foi suspensa”, comenta Emílio. Emilio antecipa que no caso da região de Ijuí, pelos exames já feitos, o índice de anemia infecciosa em cavalos e éguas é bastante baixo, quase negativo.

BOZANO

Prefeitura de Bozano receberá cerca de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para obras públicas e agricultura

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município de Bozano vai ser beneficiado com uma série de emendas de parlamentares federais, cujos valores já foram aprovados. A confirmação foi obtida pelo prefeito Géder Móri, durante viagem feita a Brasília. O prefeito bozanense confirmou emendas de 100 mil reais do deputado federal Jerônimo Goergen, também 100 mil do senador Paulo Paim, ainda 100 mil do deputado federal Darcísio Perondi e outra emenda de 200 mil do deputado federal Luis Carlos Heinze. Ainda está certa outra emenda de 200 mil reais, autoria do deputado federal Vilson Covatti. Géder Móri explicou que o dinheiro da emenda do deputado Heinze vai servir para comprar

uma pá carregadeira para a secretaria municipal de obras. Já os 200 mil por intermédio de Vilson Covatti são destinados para asfaltamento e calçamento, cujas obras ainda serão definidas. Os outros 300 mil reais dos demais parlamentares serão investidos na compra de maquinários para a patrulha agrícola, a fim de beneficiar grupos de produtores. No entanto, essas emendas mencionadas serão liberadas somente no segundo semestre deste ano. O prefeito de Bozano ressaltou que também na recente viagem para a capital federal obteve informação de que foi publicada no Diário Oficial da União a confirmação de que o município vai ser contemplado com uma patrola através

do Ministério de Desenvolvimento Agrário. Géder Móri informou ainda que uma empresa de Santa Catarina venceu a licitação para realizar o calçamento da nova avenida construída ao lado do ginásio poliesportivo. O investimento nessa última obra é de 118 mil reais, sendo 100 mil de emenda do deputado Afonso Hamm. A realização do calçamento deve começar nesta semana. Por outro lado, o prefeito de Bozano ainda enfatizou que vai ser feita a licitação para compra de equipamentos à patrulha agrícola com outras emendas, ou seja, dos deputados Jerônimo Goergen e Afonso Hamm, num total de 242 mil reais. Essas aquisições ocorrem em breve.

Presidente da APROMILHO

Avanços da biotecnologia X regulamentação Uma amostra das tensões e desafios que envolvem produtores e consumidores de alimentos.

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uero destacar dois fatos ocorridos nos últimos dias, que tem algumas coisas em comum e exemplificam muito bem os complexos e fascinantes desafios vividos pela agricultura moderna. Em primeiro lugar a liberação da China para a importação de três novas sojas transgênicas, a saber: CV 127 da BASF e EMBRAPA, Liberty Link, da Bayer Crop Science e Intacta RR2, da Monsanto, que além de resistir ao herbicida Glifosato, também é tolerante ao ataque da maioria das lagartas (resta à indagação sobre sua eficiência contra as “novíssimas” pragas, Helicoverpa zea, e suas primas H. armigera e H. gelotopoeon, e da um pouco mais conhecida Heliotis virescens ou Lagarta das maçãs) e que também promete ser capaz de atingir novos patamares de produtividade. Estas cultivares já foram testadas e liberadas para plantio e comercialização no Brasil, entretanto como a China é o maior mercado consumidor da soja produzida aqui, era imprescindível a liberação também pelo governo chinês. Este é apenas um exemplo de um verdadeiro drama da vida real, que será repetido muitas vezes nos próximos anos, em um palco onde temos os seguintes atores: Na ponta consumidora, uma massa que não para de crescer de pessoas vivendo em cidades cada vez maiores, no meio, governos, tanto dos países produtores, como de países populosos que não conseguem produzir todo o alimento que consomem e precisam ao mesmo tempo garantir o abastecimento e também a segurança deste abastecimento, além de grandes multinacionais como Monsanto, Basf e Du Pont, para dar alguns exemplos, que tem poder de fogo para investir milhões de dólares em pesquisa para desenvolver novas tecnologias, indispensáveis para atender a demanda sempre crescente. Temos também as famosas ONGs, de todas as cores e matizes ideológicos, normalmente abraçadas à bandeiras politicamente corretas, como a conservação de meio ambiente. Finalmente, na ponta produtora, agricultores de países como Brasil, Argentina, EUA, Austrália, Canadá e Ucrânia, capazes de produzir grandes excedentes exportáveis de grãos e carnes. Existe uma verdadeira selva de leis, normas, regulamentos, siglas e todo tipo de burocracia para regrar as relações entre países produtores e consumidores de alimentos, além de inúmeros grupos de pressão, movidos pelos mais diversos interesses, que tentam de todas as formas pressionar as autoridades responsáveis por estas leis. Neste contexto quero destacar o segundo fato relevante, ocorrido mais precisamente em 14 de Maio do corrente ano, em Buenos Aires, na Argentina. Trata-se da criação da MAIZALL, Aliança Internacional do Milho, englobando as associações de produtores de milho do Brasil, da Argentina e dos EUA, com o objetivo de ajudar os agricultores a encarar e superar as dificuldades advindas ao longo deste processo, que envolve o desenvolvimento, liberação e adoção de novas tecnologias de produção e também melhorar a comunicação e o entendimento entre os produtores e consumidores do milho e dos milhares (isso mesmo, milhares) de produtos derivados dele. Finalmente, um alerta e um convite aos colegas produtores: gostando ou não, tendo tempo para isso ou não, regras, regulamentos e leis, muitas vezes aprovados no outro lado do mundo, interferem e vão interferir cada vez mais em nossa atividade, portanto, faça parte da associação que te representa, participe, informe-se e vamos fazer cada vez melhor a nossa parte!

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ESPECIAL

Lucrativa, Canola ganha espaço no inverno A canola constitui-se numa boa alternativa como cultura de inverno, ocupando o terceiro lugar entre as oleaginosas cultivadas no mundo

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implementação no Brasil ocorreu em 1974 procedente do México, país criador da canola. A expansão da cultura encontrou vários percalços inicialmente, porém, a cultura vem ganhando notoriedade nas últimas safras. Sendo assim, a grande disponibilidade de informações e cultivares e o sistema de produção já estabelecido proporciona uma grande vantagem e segurança aos empresários e produtores

de canola, em todas as fases da cadeia produtiva, desde o cultivo até a comercialização e industrialização. Isso torna a cultura atraente para o país, principalmente no sul, e na região noroeste do Rio Grande do Sul. De acordo com Carlos H. Zimmermann, Técnico Agrícola Celena Alimentos S/A, a região noroeste do estado tem demonstrado condições favoráveis para o cultivo de canola e cada vez mais está tendo maior

investimento dos produtores. Nesta região, as médias são maiores que a média do estado. “Temos produtores que já plantam canola há mais de 10 anos e dominam totalmente os tratos culturais e com certeza vão continuar plantando. Logo, essas médias são de 1500 Kg. Ou seja, quando o produtor acredita na cultura e cuida dela, a mesma lhe oferece o retorno em produtividade”, revela. Para ele o cultivo da ca-

nola vem desenvolvendo-se ano após ano no estado, e hoje já está consolidado. “Em breve a produção de canola vai colorir grande parte da área do cultivo de inverno, já que com certeza ela é uma ótima planta para colocarmos na rotação de culturas, pois apresenta benefícios na quebra do ciclo de muitas doenças do trigo, as quais não se desenvolvem na canola, e também na descompactação de solo. Além disso, há o bom retor-

no financeiro”, explica Carlos. Segundo o Técnico Agrícola, a venda da canola é muito tranquila, pois os produtores já tem o preço e a compra garantida antes do plantio. “Seu preço é na maior parte balizado no preço da soja balcão da época de entrega do grão, mais ajuda de frete. Podemos dizer que a cultura tem total liquidez, e grande estabilidade de preços”, comenta.

Utilidades:

- Produção de grãos - Produção de óleos comestíveis - Produção de óleos para biocombustíveis para transesterificação - Produção de farelo para ração (34 a 38% de proteínas) Estruturação e aeração de solos: - Rotação de culturas – Inclusive trigo - Diversificação de renda nas regiões tritícolas do Sul do Brasil

Vantagens do Cultivo da Canola: - Uso do nitrogênio residual; - Interrupção do ciclo de doenças fúngicas do trigo e milho (giberela, glomerela, septória e cercosporiose); - Controle de ervas daninha; - Tolerância ao estresse hídrico

Rotação de Culturas:

- Dois anos de intervalo entre cultivos – desejável vazio sanitário no intervalo - Usar na rotação culturas com plantas de famílias diferentes da Canola - Rotação recomendada: Soja > Canola > Milho >Trigo

“No passado tínhamos híbridos muito deiscentes (que debulham com muita facilidade), hoje os materiais tem maior uniformidade e com isso menor índice de debulha. Por isso, estamos adotando em muitos caso o corte enleirado que muda totalmente o sistema de secagem da planta. Contudo, ainda estamos esperando a liberação de defensivos registrados para a cultura”, conclui Zimmermann.

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EMPLACAMENTO DE TRATORES

Deputados apoiam pleito contra emplacamento de tratores A Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo vai apoiar a demanda dos agricultores gaúchos contra as exigências legais impostas a máquinas agrícolas

BNDES lançará nova linha de R$ 1 bilhão para setor sucroalcooleiro

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tema foi em audiência pública proposta pelo deputado Heitor Schuch no Teatro Dante Barone. Mais de 200 agricultores familiares ligados à Fetag atenderam ao pedido do movimento sindical e participaram das discussões na Assembleia Legislativa. O presidente da Fetag, Elton Weber, logo após sua manifestação, entregou um documento que traz as principais reivindicações dos agricultores familiares em relação à disciplina legal referente às máquinas agrícolas. A Comissão de Agricultura de imediato se associou ao documento, da mesma forma apoiado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul). O documento foi entregue ao coordenador de infraestrutura do Departamento Nacional de Trânsito, Milton Walter Frantz.

Segundo o presidente da Fetag, Elton Weber, a entidade deseja a alteração imediata do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para que as máquinas agrícolas recebam um tratamento específico e diferenciado em um artigo próprio. “Nós estamos dispostos a colaborar e temos sugestões. Mas das leis e resoluções hoje postas nós discordamos”, afirmou. Conforme Weber, os agricultores não são contrários a exigências de itens de segurança para o maquinário novo que sai de fábrica, mas discordam da necessidade de emplacamento. Da mesma forma, a Fetag não discute a criação de um cadastro nacional de máquinas agrícolas para fins de registro e de estatísticas, contanto que não haja a intenção posterior de criação de impostos, como o IPVA. Solicitam ainda que qualquer categoria de carteira nacional de habilitação (CNH) seja aceita para os condutores de máquinas agrícolas

em vias públicas. Já o deputado Heitor Schuch explicou que, antes de se atacarem as Resoluções do Contran, é preciso alterar o próprio CTB, nos seus artigos 105, 115 e 144. Para ele, esses artigos prevêem a exigência de itens de segurança obrigatórios e de registro e licenciamento para máquinas agrícolas, além de CNH com categoria C, D ou E para o condutor do maquinário nas vias públicas. “O trator só utiliza a via pública em pequenos trechos e em eventualidades”, defendeu o parlamentar. Também na opinião de Schuch, não há mais espaço para novas taxas e exigências burocráticas que atinjam o agricultor. O representante do Denatran explicou que cabe ao órgão federal regulamentar a lei da forma como ela está posta. Esclareceu que a Resolução 429 faculta e não obriga o registro das máquinas agrícolas. Disse ainda que a exigência quanto aos itens de segurança se refe-

re apenas ao maquinário novo. “Os tratores novos deverão vir com esses itens de segurança. Cabe à indústria fabricar os novos tratores com esses itens”, afirmou. Quanto à obrigatoriedade da CNH, Frantz afirmou que essa exigência se deve à possibilidade de as máquinas transitarem em via pública. O representante do Denatran estima que a frota de máquinas agrícolas no Rio Grande do Sul seja da ordem de 300 mil veículos. O diretor técnico do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski, ressaltou que a realidade do Estado quanto ao tema é muito diferente da situação nacional, pois no Rio Grande do Sul está o maior número de pequenos agricultores e cooperativados do país. Diante disso, ele solicitou que haja flexibilização e cronograma para o cumprimento da lei e da normatização, de forma a atender a interesses de segurança no trânsito sem prejuízo para a agricultura.

vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Wagner Bittencourt, anunciou no Ethanol Summit, que a instituição lançará, em parceria com a Agência Brasileira de Inovação (Finep), uma nova linha de fomento para a inovação do setor sucroenergético, com recurso inicial de R$ 1 bilhão e destinado exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento agrícolas. A nova linha foi batizada de “Paiss Agrícola” e será semelhante ao Plano de Inovação dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), que destinou recursos para a inovação industrial das duas cadeias produtivas. Segundo o diretor do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, o Paiss Indústria teve uma demanda de R$ 3,1 bilhões, e R$ 2,4 bilhões já foram aprovados. Com isso, o executivo avalia que a demanda e a aprovação de crédito do Paiss Agrícola devem superar o montante de R$ 1 bilhão previsto inicialmente. “As novas rotas de tecnologia de primeira geração chegaram ao limite e as tecnologias de produção precisam mudar de nível no País. Para isso, precisam de incentivo”, disse.


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OVINOCULTURA

Aprovado mais de R$ 1 milhão

para projetos de apoio à ovinocultura Cinco projetos para o desenvolvimento da ovinocultura gaúcha receberão mais R$ 1,13 milhão

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total de investimentos, através de convênios com associações de produtores, entidades e instituições de pesquisa e extensão, foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundovinos que, sob a coordenação do seu presidente, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, esteve reunido na sede da Secretaria da Agricultura. Os projetos já haviam sido validados pela Câmara Setorial da Ovinocultura. Os primeiros projetos apresentados pelo coordenador da Câmara Setorial da Ovinocultura, José Galdino Dias, foram o Programa de Melhoramento Genético das Raças de Lã e Mistas e o Projeto Merino Fino que, juntos, totalizam um investimento de R$ 460 mil. O terceiro item discutido foi a Esquila Tally Hi, um método usado mundialmente que beneficia tanto a qualidade da lã, como o bem estar

do animal. O projeto prevê cursos para aprendizagem do método, treinamento e a qualificação de dez esquiladores, de cada um dos de 35 municípios envolvidos, sob o custo total de R$ 199.500,00. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco), Paulo Afonso Schwab, relatou alguns problemas da cadeia produtiva da carne ovina, como o fato da oferta ser suprida pela informalidade e a dificuldade na terminação dos animais por parte do produtor. Foi apresentado ainda o Projeto Cordeiro Gaúcho, que visa o acompanhamento das propriedades por técnicos a fim de identificar os animais, avaliar suas condições corporais e garantir uma padronização na hora do embarque, dentro das condições ideais para o abate. Composto por produtores, entidades de pesquisa e representantes do setor produtivo, o projeto pretende

atender dois mil produtores, com um investimento total de R$ 417 mil. Outra proposta apresentada foi para o Melhoramento Genético dos Reprodutores das Raças de Lã, que trata da identificação, coleta e seleção por finura de lã e o seu acompanhamento informatizado, com um custo de R$ 55 mil. Dos seis programas apresentados ao Fundovinos, apenas o projeto para o

Desenvolvimento da Ovinocultura de Leite, que surgiu na tentativa de incentivar a criação de ovelhas leiteiras na fronteira oeste, não foi aprovado durante a reunião, devido à necessidade de debater e aprofundar o tema - para tanto, foi constituído um Grupo de Trabalho que envolve, além da secretaria da Agricultura, Fepagro, Ufrgs e o programa Juntos para Competir.

GRÃOS/FINANCIAMENTO

Sicoob libera R$ 4,07 bilhões para safra 2013/2014 Crédito garantirá desempenho superior em relação à safras passadas

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Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) prevê liberar R$ 4,07 bilhões em crédito rural para seus associados. Os recursos são provindos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2013/2014, lançado pelo Governo Federal no início deste mês. Do total, em torno de R$ 1,2 bilhão está orçado para investimento. O restante será orçado para custeio e R$ 50 milhões serão destinados à comercialização. Espera-se um desempenho superior aos níveis projetados com a taxa média das safras passadas, de acordo

com Luciano Ribeiro Machado, gerente de Agronegócios doBancoob, instituição financeira provedora do crédito rural para as cooperativas do Sicoob. “Com o processo de implantação do financiamento do agronegócio em diversas regiões do país, as taxas de crescimento da oferta do crédito nas cooperativas do Sicoob registram uma tendência de aumento nivelada com o mercado nacional”, diz Machado. Segundo o gerente, a demanda de investimentos tem como fontes o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), com R$ 300 milhões,

o Fundo Constitucional do Centro-oeste (FCO) com R$ 60 Milhões e o Bancoob, com R$ 38 milhões de recursos próprios. Os demais valores são oriundos do Depósito Interfinanceiro Rural (DIR) e da Poupança Rural Equalizada pelo Tesouro Nacional. Machado destaca, ainda, que o crescimento da participação do Sicoob no financiamento do agronegócio brasileirorepresenta um avanço na capacidade de promoção do desenvolvimento econômico local. “Em diversas localidades do interior, o PIB do agronegócio supera a casa dos 40% do PIB

total, com inúmeros efeitos positivos sobre a economia. Dessa forma, aprimoramos nossa capacidade de promoção do bem-estar social, com crescimento e distribuição de renda”, completa. O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui mais de 2,5 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 500 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação).

Análise Econômica

Prof°Dr. Argemiro Luís Brum Departamento de Economia e Contabilidade da UNIJUÍ

A soja e o fator cambial A recuperação dos preços da soja, no mercado gaúcho, nestes últimos dias se deve basicamente à surpreendente desvalorização do Real. A moeda nacional iniciou um processo de forte desvalorização a partir de 14/05, saindo de R$ 2,00 para R$ 2,23 alcançados no dia 24/06, após ter batido em alguns momentos em R$ 2,28. Enquanto isso, o preço de balcão da soja gaúcha, na média, passou de R$ 54,68 para R$ 61,56/saco. Ao mesmo tempo, a cotação da soja em Chicago, para o primeiro mês, recua de US$ 15,24 para US$ 15,12/bushel. Dito de outra maneira, o bushel de soja teve seu valor modificado em muito pouco nos últimos dois meses, ao passar de US$ 14,30 no dia 18 de abril para US$ 15,12 no dia 24/06, alcançando seu ponto máximo nos dias 13 e 14 de junho (US$ 15,40) e seu ponto mínimo no dia 24 de abril (US$ 14,04). Esse comportamento, portanto, é pouco responsável pela forte elevação no preço da soja no mercado brasileiro em geral e no gaúcho em particular, especialmente nos últimos 40 dias. O grande causador da nova elevação nos preços da oleaginosa é o câmbio. Tanto é verdade que nesse período, compreendido entre os dias 14/05 e 24/06, enquanto o Real se desvalorizava 11,5%, o preço do bushel de soja em Chicago recuava 0,8% e o preço do saco de soja no balcão gaúcho ganhava 12,6%. Vale considerar ainda que o prêmio médio no porto de Rio Grande, no período, caiu de 25 centavos de dólar por bushel para apenas 7,5 centavos de dólar, o que seria mais um fator baixista para o preço nacional, porém, absorvido igualmente pelo fator cambial. Nesse contexto, duas outras lições podem ser tiradas desta realidade. Em primeiro lugar, a mesma, em sendo duradoura, e consolidando um novo patamar cambial, ao redor de R$ 2,20, indica um preço da soja, para o final de ano, mais elevado do que o até agora projetado. Considerando que Chicago continua apontando para novembro/13 valores entre US$ 12,50 a US$ 12,75, o preço da oleaginosa, ao novo câmbio, terminaria o ano entre R$ 51,00 e R$ 53,00/saco. Em segundo lugar, caso o Real retorne à casa dos R$ 2,00, a partir das medidas que vêm sendo adotadas pelo governo para tanto, o preço da soja no final do ano recuaria para valores entre R$ 46,00 e R$ 47,00/saco. Enfim, o pior dos mundos seria a confirmação de forte queda em Chicago após a colheita dos EUA (caso ela venha cheia), como indicou o relatório do USDA do dia 12/06 (média de US$ 10,75/bushel), combinada a um retorno do Real aos níveis anteriores. Nesse caso, o saco de soja no balcão gaúcho poderia terminar o ano ao redor de apenas R$ 43,00. Por sua vez, havendo frustração na atual safra estadunidense e o câmbio conservando o novo patamar alcançado, teríamos o melhor dos mundos, com a soja gaúcha podendo alcançar valores ao redor de R$ 60,00/saco e até mesmo um pouco mais.

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(J5843-6) Vende-se loja agropecuária completa: ferragens, linha campeira, pet shop, atacado de gás com o melhor preço da cidade, loja com amplo estoque, no centro da cidade de humaitá. Aceita-se troca. Estuda-se propostas. Fone:(55)9608-5087. (J582B-9) Vende-se um aparelho elíptico da marca oceano com quatro meses de uso. em ótimo estado, estou vendendo por motivo de doença. Valor R$ 600,00 negocia-se. Fone:(55)33333454. (J580A-3) Vendo um apartamento de 2 dormitórios no residencial Bela Vista, com estacionamento e posição solar.Valor de 100 mil e pode ser financiado. Fone:(55)3332-4279. (J5804-6) Vendo casa com terreno em ótima localização no bairro Getúlio Vargas, próximo ao mercado Santo Antônio. Fone:(55)9120-5078. (J57CC-4) Vende-se Casa de alvenaria, 80 m², localizada no bairro Getúlio Vargas, Rua João Batista, Quadra L, nº 3. Fone:(55)9153-9413. (J57C2-3) Vende-se casa de alvenaria, inacabada, 190 m², no bairro glória, próximo ao novo mercado Rei das Frutas, perto da escola Anita Garibaldi. Averbada e pode ser financiada. Fone:(55)9115-1345. (J588D-8) Aluga-se Kit-Net no edifício América 4° andar. Fone:(55)8102-2323. (J5852-3) Aluga-se apar-

(J5811-1) Aluga-se apartamento novo, com 1 dormitório, sala e cozinha conjugados, banheiro completo, com sacada, estacionamento fechado com controle remoto, localizado á Rua Rio Grande do Sul, nº 905, Bairro Assis Brasil, a 150 metros do Imeab, sem condomínio. Valor R$ 495,00. Fone:(55)3332-3147. (J580D-6) Alugo 1 apartamento mobiliado com churrasqueira, ar, garagem, por R$ 1.100,00, proximo a sede da fidene.Tratar após às 18 horas Fone:(55)33324279. (J580B-4) Alugo 2 salas comerciais bem localizadas, na Rua 19 de outubro, 1302. Fone:(55)3332-4279. (J57E0-6) Aluga-se casa alvenaria, sala, cozinha, banheiro, garagem, 02 dormitórios. Próximo ao Hospital de Caridade. Fone:(55)9906-9333. (J57DF-5) Aluga-se quartos individuais para estudantes valor R$ 280,00 cada, num apartamento, banheiro, cozinha e sala, lavanderia, garagem com churrasqueira próximo ao posto Fischer. Fone:(55)91788495. (J579C-1) Aluga-se apartamento localizado próximo ao HCI, 1 dormitório, garagem coberta no 2º andar, com condomínio incluso. Valor R$ 600,00. Fone:(55)91373037. (J5796-4) Pensão p estudantes ou trabalhadores, dorm. coletivo,casa mobiliada c ar cond. e internet, prox ao Senai. Fone:(55)9963-3693. (J585D-5) Vende-se terreno no B. 15 de Novembro, 100% plano, com 2.200 m² distância de 40 m da Rua Miguel Konageski R$ 130.000,00, aceita-se carro ou camionete gabinada até R$ 60.000,00, tratar com Adão. Fone:(55)99618 5 2 7 . Fo n e : ( 5 5 ) 8 1 1 4 0193.

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Julho de 2013 rana, R$ 170.000,00, troca-se por chácara em Palmeira das Missoes Fone:(55)9600-6395. (J5840-3)Vende-se ótimo terreno há 50 m da BR 285, com 2203,50 m². Ótimo negócio, documentação em dia, R$ 200.000,00, aceitamos propostas. Fone:(55)8457-6409. (J581D-4) Vende-se 4 terrenos medindo 25 x 100, na localidade de vila Santana, com luz e água. Fone:(55)9139-1783. (J57F8-3) Vende-se 2 ótimos terrenos, 675 e 725 m² ou área total 1400 m², localizados na Rua Emílio Frederico Bührer, apenas 100 m da Rua do Comércio. Fone:(55)3332-5829. (J57C9-1) Vende-se terreno no loteamento novo do Bairro Modelo, medindo 12 x 30, calçamento na rua em frente. Valor R$ 35.000,00 aceito carro no negócio. Fone:(55)9125-7345. (J57B8-2) Vendo 2 terreno 12 x 30,novo leste,rua Julio Lopes. Não financia. Aceito Montana ou saveiro no negocio. Valor R$ 45.000,00. Fone:(55)9997-7588. (J5792-9) Vende-se ou troca-se uma casa em construção no Bairro Jardim,ótima localização. Fone:(55)91344767. (I5776-8) Vende-se casa de madeira, com 3 dormitórios, sala, cozinha, banheiro, com porão do tamanho da casa com banheiro, terreno todo fechado com 330 m², 3 quadras da sogi, na rua 7 de setembro, 1373 centro. Valor R$ 150.000,00. Fone:(55)9115-0170. (I575F-3) Vende-se casa de material, com 4 peças, casa medindo 10 x 15 m. Valor R$ 150.000,00. Fone:(55)9919-1373. (I5732-3) Vende-se uma casa de alvenaria, bem localizada e no alto, posição pra rua, entre o hospital da Unimed e HCI a 30 m da Av. David José Martins, com uma suite mais dois quartos, duas salas, 4 banheiros, piscina grande com calefação solar, duas churrasqueiras, salão de festas, garagem e escritório. Bom preço. Fone:(55)33329340. (I5737-8) Vendo apto,próximo Unijui sede, 2 dorm, sala, cozinha, lavanderia e box garagem, 80 m², cozinha sob medida, lareira, espera p/ home theater, 2 climitizadores, negativo de gesso no teto ,massa corrida nas parede. R$ 170.000,00. Fone:(55)9148-0237. (I5716-2) Vende-se excelente casa de alvenaria medindo 117,69 m e 402,75 m de terreno,situada á Rua Serrana 490, bairro Ser-

(I56FB-2) Vende-se apartamento no condomínio 3 figueiras e apartamento no condomínio bela vista. Fone:(55)3332-8836. (I56CD-1) Vendo tv 29’ Cineral + dvd philips com entrada usb, pend e driver. Os dois por apenas R$ 350.00. Fone:(55)9154-9162. (I5685-1) Vendo casa de alvenaria 2 quartos, sala, cozinha, banheiro e garagem aberta. Fone:(55)9143-7723. (I5675-3) Vende-se apartamento no edifício Plaza Tiradentes, com 1 dormitório, com garagem, área central e móveis sob medida. Valor R$ 160.000,00 negocia-se. Fone:(55)9181-4146. (I5668-8) Vende-se casa de material, com 2 dormitórios no Bairro Burtet, com garagem aberta, ao lado do polivalente. Fone:(55)9155-9103. (I577C-5) Aluga-se apto Bela Vista, 02 dorm. m o b i l i a d o . Fone:(55)9906-9333. (I5771-3) Alugo 3 quartos semi mobiliados, com cozinha, sala, banheiro para pessoas que estudam ou trabalham tenho boas informações pessoais. Fone:(55)84096867. (I5739-1) Aluga-se peça comercial na Av.Alfredo Steglich, peça bem localizada, excelente para qualquer tipo de comércio. Fone:(55)91939022. (I567B-9) Aluga-se ponto comercial de grande fluxo, localizado em esquina em frente madeireira leal 140 m² c/ 02 bh, preço de ocasião R$ 750,00. Fone:(55)3331-2985. (I5734-5) Vende-se terreno com 1.675 m² com casa de alvenaria, terreno de esquina, avenida em frente asfaltada, totalmente plano, ideal para condomínio ou construção civil, situado na Av. São Luis no Bairro Herval. Fone:(55)3332-3358. (I5725-8) Vende-se 6 terrenos no Bairro das Chácaras medindo 10 x 25 m e 2 terrenos medindo 12 x 25 m. Negocia-se. Fone:(55)9196-0329. (H5622-1) Vende-se terreno de 9,5 x 15 m, com casa de madeira, bairro Storch, ótima localização. Valor R$ 27.000,00. Fone:(55)9130-0475. (H55E0-7) Vende-se casa mista,com dois pavimentos na parte superior, três quartos, sala, cozinha e banheiro, situada na Rua Visconde de Mauá esquina com Adolpho Hoese Bairro Boa Vista. Valor R$ 50.000,00. Fone:(55)9105-5797.

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GRÃOS/TRIGO

Conab vende 94% do volume de trigo ofertado em leilão Foram comercializadas mais de 66 mil toneladas

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Fonte: Estadão Conteúdo

leilão de trigo dos estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vendeu 66,184 mil toneladas, que correspondem a 94,05% das 70,372 mil toneladas ofertadas. O preço médio de arremate no leilão foi de R$ 832 por tonelada, com ágio de 22% sobre o valor de abertura de R$ 682 por tonelada. A Conab arrematou no leilão R$ 55,036 milhões. Das 40,049 mil toneladas ofertadas no Paraná foram arrematadas 35,87 mil toneladas (89,58%) e o preço médio de arremate ficou em R$ 875 por tonelada, com ágio de 26,1%. A receita pelo cereal depositado em armazéns paranaenses somou R$ 31,388 milhões. No Rio Grande do Sul, foram arrematadas 30,308 mil toneladas, volume que corresponde a 99,95% das 30,323 mil toneladas ofertadas. O preço médio pelo produto gaúcho foi de R$ 780 por tonelada, com ágio de 16,5%. A receita alcançou R$ 23,648 milhões. Dos 20 lotes ofertados no leilão cinco tiveram sobras. O maior lote, de 15,773 mil toneladas depositadas em Ponta Grossa, negociou 99,5% da oferta e registrou o preço mais alto do pregão (R$ 905 por tonelada). O maior ágio (41,5%) foi pago por um lote de 500 mil toneladas, também depositado em Ponta Grossa. O lote menos negociado foi de 6 mil toneladas depositadas em Pato Branco, das quais foram vendidas 3,350 mil toneladas (55,8%). O menor ágio e também menor preço do pregão ocorreu na negociação de um lote de 3,5 mil toneladas depositadas em Santa Rosa (RS), que saiu por R$ 725/tonelada, valor 8,2% acima do preço de abertura.

Embrapa seleciona novos chefes de Unidades Cerca de 22 novos chefes-gerais de Unidades Descentralizadas da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - devem ser selecionados ainda neste ano

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Recrutamento e Avaliação da Habilitação de Candidatos aos Cargos de Chefe-Geral de Unidade Descentralizada e Gerente Geral de Serviço Especial da Embrapa, regido por norma interna (clique aqui para acessar), é aberto para toda a sociedade, com publicação no Diário Oficial da União. Esse procedimento é uma das ações estratégicas para melhoria da gestão global da empresa, além de ser um instrumento técnico transparente para apoiar o presidente da instituição na designação dos chefes das Unidades. Processo seletivo - O processo seletivo, em linhas gerais, conta com as seguintes etapas: abertura, divulgação, inscrições; avaliação da documentação; homologação das inscrições; apresentação de memorial e defesa pública da proposta de trabalho de cada candidato; arguição por parte dos membros do

Comitê de Avaliação e Seleção (CAS) e dos empregados da Unidade Descentralizada; avaliação da capacidade e do potencial gerencial dos candidatos; formação de lista tríplice; entrevista dos candidatos indicados com a Diretoria-Executiva e designação do Chefe/Gerente Geral da Unidade pelo Presidente da Empresa. Especificamente quanto à fase de inscrição, de acordo com as premissas técnicas do processo, e primando pelo enriquecimento e ampla concorrência, é possível a prorrogação dos prazos, cuja prerrogativa é da Diretoria Executiva da Empresa, considerando, para tanto, o fiel cumprimento dos princípios administrativos, sem que haja prejuízos para os envolvidos O Comitê de Avaliação e Seleção (CAS) é específico para cada processo e constituído por prazo determinado. É composto por 5 membros designados

pelo Presidente da Embrapa, sendo: 2 profissionais (pesquisadores/analistas) da Unidade; 1 profissional da Sede e 2 profissionais externos à Embrapa. O CAS deve, primordialmente, avaliar o Currículo, a Proposta de Trabalho, o Memorial dos candidatos e contatar as referências profissionais fornecidas, verificar o atendimento aos requisitos mínimos por meio da documentação apresentada, avaliar candidatos e, após essas fases, indicar uma lista tríplice para envio à Diretoria-Executiva da empresa, que realiza entrevista com os candidatos. Após as entrevistas, é responsabilidade do Presidente designar o Chefe/Gerente Geral da Unidade. O cargo de Chefe/Gerente Geral é de livre nomeação e, portanto, cabe ao Presidente da Embrapa decidir sobre o perfil mais adequado para ocupá-lo, a partir da lista apresentada a ele após o processo de avaliação da habilitação dos candidatos.

AGRICULTURA

Nota da Contag sobre as manifestações “A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag valoriza as manifestações democráticas e populares protagonizadas, principalmente, pela juventude em todo o Brasil e compreende que o clamor que vem das ruas decorre não de problemas pontuais e localizados, mas de questões estruturantes relacionadas ao modelo de desenvolvimento que aprofunda as desigualdades e a exclusão no Brasil. Muitos dos problemas vivenciados nas cidades, como a falta de qualidade nos serviços de saúde, educação, segurança e de mobilidade, têm relação direta com a forma com que, historicamente, o Estado vem tratando as políticas públicas, especialmente aquelas direcionadas ao campo brasileiro, que provocam o esvaziamento do interior e o inchaço dos grandes centros urbanos. Muitas lutas foram realizadas alcançando conquistas importantes para o povo brasileiro, porém não foram suficientes para romper com a desigualdade e fazer as mudanças necessárias nas instituições públicas e na qualidade de vida da maio-

ria da população. Por isso, é preciso retomar a pauta das reformas estruturantes, especialmente em relação à Reforma Agrária, Reforma Urbana, Reforma Política, Reforma Tributária, Reforma do Judiciário, democratização dos meios de comunicação, garantia de produção de alimentos saudáveis e utilização correta dos recursos públicos para atender as necessidades em torno dos direitos à saúde, educação, cultura, segurança, transporte, dentre outros. A Contag reconhece as mobilizações como resultado do ambiente democrático vivenciado no país. A democracia no Brasil é um legado da construção histórica de lutas protagonizadas por organizações sociais e políticas, onde se inclui o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais coordenado pela Contag. Este legado inspira a atual geração e lhe garante condições de sair às ruas para cobrar ampliação de direitos e melhoria da qualidade de vida. Neste momento é fundamental que os movimentos sociais e populares que historicamente organizam a

classe trabalhadora no campo e na cidade contribuam, de forma articulada, com as mobilizações assegurando que esse momento seja capaz de fazer avançar na construção

de um projeto popular para o Brasil e na defesa dos direitos da classe trabalhadora e na construção de uma nação justa, democrática e solidária”, - Diretoria da CONTAG”.

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Julho de 2013 mensionado, comando, banco Recaro, cor cinza. Fone:(55)9151-1529.

(J5838-4) Vendo Golf Generation, 1.6, prata, ano 2005/05, completo, Ar Digital, alarme original, vidro e retrovisores elétricos, volante escamoteável, DH, bancos em couro. Quitado, livre para financiamento. IPVA 2013 pago! Valor R$ 24500,00 Fone:(55) 9147-5752.

(J5809-2) Vende-se Gol 1.0 16v, ano 2001, básico, 4 portas, amarelo, em perfeito estado de conservação. Motivo outros negócios, sem troca. Fone:(55)99202775. (J5803-5) Vende-se Gol G5, 2010, preto, básico, único dono, 20.000 Km, por R$ 20.000,00 sem troca, à vista. Fone:(55)8111-7602.

(J5824-2) Vende-se Gol plus ano 96 com ar condicionado, direção hidráulica, limpador e desembaçador traseiro, na cor bordo. Fone:(55)9965-0510. (J5810-9) Vende-se Gol 1.0 16 v, completo ano 2001, 4 portas, com som. Valor R$ 10.000,00. Fone:(55)8402-0929. (J580E-7) Vendo Voyage GLS, 89,injetado,suspensão com rosca nas 4 rodas, vidro, trava, coletor di-

(J57FA-5) Vende-se Crossfox, 1.6 8V (total flex) ano/modelo 2008, cor cinza. R$ 31.000,00. Fone:(55)9118-9776. (J57EB-8) Vende-se Gol G4, 2009, Flex 1.0, se-

gundo dono, com manual do proprietário, nota fiscal de compra, ar-concionado, ar-quente, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, Limpador e desembaçador traseiro. IPVA 2013 pago.Valor 21.000,00 Fone:(55)9672-4151. (J57CD-5) Vende-se Kombi ano 96, branca, motor 1.600 todo feito, IPVA 2013 pago. Fone:(55)9196-1505. (J57D3-2) Vendo Fusca, motor 1.600, ano 74, vermelho, com rodas esportivas. Ótimo estado de conservação. Fone:(55)9151-8242.

(J57A7-3) Compra-se, Gol , Corsa , Celta , Strada, Pampa, Saveiro. Valor ate R$ 15.000 que receba outro veiculo ou moto na troca, volto a vista. Fone:(55)99822095. (J5795-3) Vendo Gol 94, 1.6, CHT, IPVA pago com rodas de liga.. Fone:(55)9181-5171. (J5794-2) Vendo Saveiro super surf ano 2003 completa preta. Fone:(55)9171-9302. (J5790-7) Compro gol quadrado pago até 4.000. Fone:(55)92077321.

(J57C0-1) Vendo Saveiro Surf 2009 1.6, completa de tudo. Torro valor da tabela FIPE. Fone:(55)9166-1599.

(I577A-3) Barbada. Vendo Fusca Itamar ano 94. Valor R$ 7.500,00 tabela FIPE R$ 9.000,00. Fone:(55)9113-6323.

(J57BA-4) Vende-se Gol ano 2012 cor prata, completo, 28.000 km revisões em dia e garantia. Fone:(55)9112-5480.

(I5779-2) Barbada. Vendo Fusca Itamar ano 94/95. Valor R$ 7.000,00 tabela FIPE R$ 10.000,00. Fone:(55)9113-6323.

(J57AA-6) Vende-se Fusca Itamar 93/94, motor 1.600 a gasolina, na cor bege metálico, super inteiro, único dono. Fone:(55)33333976.

(I5778-1) Vende-se Gol 1994, em perfeito estado, rodas de liga, amortecedores novos, revisado, documentos Ok. Fone:(55)9650-5708.

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(J5854-5) Vende-se fiat/ fiorino 96 verde, ótimo estado de conservação, R$ 12.800,00 Fone:(55)9155-9955. (J584C-6) Vendo Palio Fire 1.0 8v básico, ano 2001. Valor R$ 13.000,00. Fone:(55)9147-4658. (J584B-5) Vendo Fiat Tempra 97 completo, segundo dono, carro pra quem tem bom gosto.

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(J5800-2) Barbada! Vendo Fiat Stilo, 16V, modelo 2005, cor cinza, Valor:R$ 5.000,00 + tranferência de carnê. Veículo Financiado em 48 vezes(BV Financeira)no valor de R$ 775,00 cada parcela, já pago 5 parcelas. Motivo: Outros Negócios. Fone:(55)9976-1913. (I576E-9) Vende-se Fiat Brava 2002 4 cc, completíssimo, banco de couro, lindo carro, ar condicionado, na cor preto, direção hidráulica, vidro elétrico, som, roda. Valor R$ 13.000,00 aceita-se troca por outro carro de preferencia Gol. Fone:(55)8122-2028. (I5757-4) Vende-se Fiat Uno fire flex, ano 2007. Valor R$ 3.000,00 mais 42 x de R$ 402,00. Fone:(55)8444-1443. (I576D-8) Vendo Pálio Weekend 98 / muito inteira , R$ 12.300,00 Fone:(55)9128-0387. (I5753-9) Brabada. Vende-se Fiat Uno 4 portas, para-choque na cor do carro. Valor R$ 10.500,00. Fone:(55)8442-1191. (I5752-8) Troca-se Fiat Uno 2001, por carro de maior valor já financiado ou não. Fone:(55)91173120. (I5707-5) Vendo Fiat Tipo, 1.6 ie, ano 95/95,vermelho,4 portas,teto solar,direção hidráulica, vidros e travas elétricas, placa IDW4445. Valor R$ 6.500,00. Fone:(55)9971-1553. (I56D4-8) Vendo Marea 1998/99, 2.0. Completo. R$ 9.800,00. Preço abaixo da tabela Fipe. Fone:(55)8428-2011. (I56B3-2) Vendo Camionheta Fiat Fiorino furgão, cor branca, ano 90, à gasolina. Valor R$ 7.500,00. Aceito proposta Fone:(55)9912-5200. (I5672-9) Vendo Palio ED 1997 imposto pago, todo revisado com rodas 14” esportivas. Carro com procedência garantida todo revisado Filé. Fone:(55)9191-0020. (H561D-5) Vende-se caminhote Adventure 2010, cabine dupla, completa. Fone:(55)99654440. (H561C-4) Vende-se Palio flex ano 2012, 4 portas, 10.000 Km rodados. Fone:(55)9965-4440.

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Julho de 2013 ou material de construção. Valor R$4.300,00 Fone:(55)9988-0271. (J5823-1) Vende-se Verona ano 92, motor AP 1.8, em bom estado, vidro e trava elétrica, direção hidráulica, teto solar, documentos em dia. Valor R$ 7.500,00. Fone:(55)8424-7879.

(J57F7-2) Vendo Escort Hobby Ano 94 Motor 1.0 Super inteiro na cor vermelha. Somente à vista R$ 5,500,00 Fone:(55)9963-3100.

(J5825-3) Vende-se F4000 ano 87 turbinada, segundo dono, carroceria graneleira/ boiadeira nova, em ótimo estado, original. Fone:(55)9965-0510.

(J57F5-9) Vendo F-1000 ano 90 Motor MWM, na cor Cinza, toda restaurada, com carroceria de madeira. Aceita troca de menor valor R$ 28,000,00. À vista faço diferença. Fone:(55)9963-3100.

(J57FE-9) Vendo Escort, ano 88, vidro elétrico, limpador traseiro, pintura nova, bom de pneus. Troco por moto

(J57D6-5) Barbada! Vendo Escort ano 87, a álcool, 1.6, bom de motor estofaria e pneus, documentação em dia

cor azul, R$ 4.300,00 Fone:(55)9113-3626. (J57D5-4) Vende-se Corcel I ano 75. Fone:(55)9145-7563. (J57C7-8) Vende-se Corcel 2 ano 80, com 4 pneus novos e já com placas novas. Valor R$ 3.000,00 aceito proposta. Fone:(55)92035427.

(I5774-6) Vendo focus 2003 completo, IPVA 2013 pago. aceito carro de menor valor. Fone:(55)9141-5665. (I5760-4) Vende-se F100 á Diesel ano 74, ou troca-se por carro. Fone:(55)9197-0444.

(I5780-9) Vende-se Escort ano 86, em bom estado, troco por material de construção. Fone:(55)9174-2811.

(I575A-7) Vende-se ou troca-se Ford Fiesta ano 95, 4 portas, alarme, banco de couro, manual do proprietário, em bom estado. Á Vista R$ 5.000,00 ou troca-se por carro de maior valor. Fone:(55)9147-3909.

(I577D-6) Compro Eco Sport 2009 ou mais novo, ofereço Eco Sport 2005 e R$ 10.000,00 à vista. Fone:(55)3332-7660.

(I570D-2) Vende-se uma Belina, cor verde, ano 85, R$ 3.000,00. Falar com Elci. Fone:(55)9157-5756.

(J5863-2) Vende-se Celta ano 2001, c/ ar cond. e rodas esportivas, doc 2013 quitados. Fone:(55)9131-2146. (J5855-6) Vende-se marajo ano 87 dourada, motor, caixa e 4 pneus novos, R$ 4.500,00 . Fone:(55)9155-9955. (J5820-7) Vende-se Corsa sedan ano 2000, ar condicionado, vidro elétrico, trava elétrica, alarme, 4 portas, bom estado de conservação, carro já financiado e não precisa transferir. Valor

R$ 6.000,00 e assume 21 parcelas R$ 572,00. Fone:(55)9178-1506. (J5826-4) Vende-se Corsa sedan 1.4, completo, ano 2009, em ótimo estado. Fone:(55)99650510. (J57F3-7) Vendo Corsa sedan mileniun, ano 2001, super inteiro por dentro e revisado de mecânica, só precisa de uma pintura, valor R$ 9.500,00 à vista sem troca. Fone:(55)91611631. (J57F2-6) Vende-se ou troca-se Vectra CD, 2.0, ano 1994, cor preto, 4 portas, completo, teto solar, IPVA 2013 Pago, com pequeno reparo no motor para fazer. Valor R$ 8.500,00 troco por gol bolinha ou Corsa Wind no valor. Fone:(55)9172-0829. (J57D4-3) Vende-se D-10 á diesel, ano 84, d.h, aceita-se proposta. Fone:(55)9145-7563. (J57D9-8) Troco Kadett SLE 1.8, ano 92, por carro de maior valor, Gol, Corsa, Pampa, Strada, Celta, Fiorino, S10. Valor até R$ 15.000,00. Volto à vista. Fone:(55)99822095. (J57CB-3) Vende-se Celta 2001 básico, azul, em bom estado. IPVA 2013 OK. Fone:(55)91539413. (J57B6-9) Vendo kadett ano 94/95 preto, completo. Valor R$ 6.000,00. Fone:(55)9115-5680. (J57B3-6) Vendo Corsa Hatch 1.4 2009, direção hidráulica, trava alarme, IPVA 2013 pago. Fone:(55)9135-6660. (J57A4-9) Vende-se ou troca-se kadett ano 96 2.0 impecável, com 13.000 Km, para pessoas exigentes. Fone:(55)9122-5196. (J57A2-7) Vende-se um Corsa sedan ano 2004, 4 portas, com ar condicionado, em ótimo estado. Fone:(55)9130-9768. (J5797-5) Vendo Corsa millenium 2001. 4 portas completo. R$ 13.000,00 contato com Marcelo Fone:(55)91719302. (J5785-5) Vende-se Chevett ano 93, com xenon coletor, 1.6, 04 pneus novos R$ 5.000,00 Fone:(55)9173-2648. (J578C-3) Vende-se uma D/20 ano 1993 à diesel, muito linda, por R$ 30.000,00, aceito carro até 15 mil. Fone:(55)3333-6282.


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Julho de 2013 DEMARCAÇÕES DE TERRAS

Fetag vê gravidade na demarcação de terras As recentes demarcações de terras indígenas e quilombolas em regiões onde predomina a agricultura familiar, que envolvem mais de 130 municípios, está provocando uma forte inquietação junto a milhares de famílias e também aos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais

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e acordo com informações divulgadas pela assessoria de imprensa, no site www.fetagrs.org.br, diante desta conjuntura, a Fetag, juntamente com o gabinete do deputado Heitor Schuch, realizou no dia 20 de junho, na sede da Federação, um seminário sobre Demarcações de Terras Indígenas e Quilombolas. Além de dirigentes sindicais, houve a participação de representantes do Incra, da Funai, do Governo do Estado e do secretário Nacional de Meio Ambiente da Contag, Antoninho Rovaris. O presidente da Fetag, Elton Weber, falou da necessidade de esclarecer aos agricultores e pessoas envolvidas a gravidade da situação no sentido de que saibam o que poderá acontecer e que se defendam. “A Fetag e os sindicatos vão ajudar a trabalhar nesse sentido. Caso contrário, se ninguém se posicionar ou contestar as demarcações de terras indígenas ou quilombolas, poderá ser julgado a revelia, isto é, não se defendendo, se pressupõe que

concordam”, disse. A outra providência, segundo Weber, é realizar um trabalho conjunto do movimento sindical – Contag, Fetag e STR`s – e propor a alteração de regras e de legislações que hoje integram todo esse processo, seja de terra indígena ou quilombola. Isto não quer dizer que esses povos e etnias tenham suas terras ou seus direitos reconhecidos. “Nós queremos impedir que espertalhões façam laudos não condizentes com a realidade e se aumentem as áreas reais de ocupação em 10, 20 ou 30 vezes. Então, o fato é que precisamos regularizar melhor as regras hoje colocadas para que não ocorra uma grande injustiça com quem produz comida, que são os nossos agricultores familiares. Faremos ações nessa linha e não descartamos, inclusive, procurar o Ministério Público para oferecer denúncias de casos de terras que, escancaradamente, após terem sido desapropriadas, estão sendo arrendadas para agricultores. Não é esse o intuito, pelo

que entendemos da lei, e também é importante frisar que a agricultura familiar cumpre, conforme a Constituição de 1988, a função social da terra, que é nela viver, produzir e garantir renda às suas famílias”, defende. A Fetag irá promover seminários ou esclarecimentos onde as regionais sindicais e os sindicatos entenderem essa necessidade, além de esclarecimentos ou mesmo a mobilização contrapondo a forma como estão ocorrendo todas essas questões. CONTAG - O secretário nacional de Meio Ambiente da Contag, Antoninho Rovaris, enfatizou que a Confederação está vendo com muita preocupação as demarcações, especialmente nas Regiões Sul e Centro-Oeste, onde ocorrem vários conflitos. “Nós estamos procurando acompanhar de perto todas essas discussões, mas temos um posicionamento claro, isto é, respeitamos todas as formas de abordagem com relação à

ocupação das terras, porém entendemos que a agricultura familiar, que já está instalada nessas, área não pode, simplesmente, ser o grande alvo de todo esse processo. A Contag está atenta e com certeza tem a missão de buscar uma melhor forma de regularizar as condições para que haja a colocação de quilombolas e de indígenas em áreas que estejam sendo desapropriadas, em especial públicas, que entendemos ainda existentes para esse fim”, observa. Rovaris vê a necessidade de realizar uma ação forte inciando pelo Ministério da Justiça, depois Funai, Incra, Ministério do Desenvolvimento Agrário e demais órgãos envolvidos. “Temos que sensibilizá-los em busca de alteração de normas que regem todo esse processo como forma de garantir a estabilidade dos agricultores familiares, bem como a possibilidade de assentar todos aqueles que legitimamente são quilombolas e indígenas”, completa.

EMISSÃO DE GUIAS

REDE LEITE

Mapa atualiza regras para emissão de guias de trânsito por veterinários Entre as novidades, profissionais poderão utilizar sistema eletrônico para emissão do documento

A

regulamentação para que médicos veterinários sem vínculo com o serviço oficial possam emitir guias de trânsito animal (GTA) foi atualizada. A norma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passou a valer desde 21 de junho, após publicação no Diário Oficial da União (DOU). Pelas novas regras, os Profissionais habilitados a emitir as documentações para o rebanho têm a opção de utilizar tanto documentos impressos quanto eletrônicos. “A legislação anterior não previa o sistema e GTA, que é feito por computador, mais ágil e já adotado nos principais estados pecuaristas do país”, explicou o chefe de Divisão de Trânsito Ani-

mal do Mapa, Gabriel Torres. Outra novidade refere-se à emissão do documento para ruminantes na entrada e saída de eventos, como feiras e leilões. Anteriormente, apenas o serviço veterinário oficial podia emitir esse tipo de guia de trânsito. Em relação às penalidades, foram definidas ações que valem para todo o país, e vão da suspensão à desabilitação do sistema oficial. “Essa medida é importante para unificar processos, pois antes cada estado definia as punições”, afirmou Gabriel. Também foram uniformizados os cadastros com as informações mínimas sobre os médicos veterinários habilitados. Para habilitar-se no Ministério da Agricultura, o

profissional precisa estar com o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinário em dia, além de comprovar a assistência técnica para os rebanhos que terão GTAs emitidas. No Brasil, são emitidas cerca de 15 milhões desses documentos por ano por aproximadamente 2 mil veterinários cadastrados no serviço oficial.

GT Econômico da Rede leite propõe “banco de ideias” para fomentar projetos

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Grupo Econômico, um dos sete Grupos Temáticos do Programa em Rede de Pesquisa-Desenvolvimento com Sistemas de Produção com Atividade Leiteira na Região Noroeste do RS (Rede Leite), está propondo a criação de um banco de ideias. O objetivo é transformar essas ideias em projetos. O assunto foi discutido em Cruz Alta, junho, entre os representantes do GT: administradora de empresas, Silvana Matos, professora da Unicruz, Claudia Mera, extensionistas daEmater/RS-Ascar, Oldemar Weiller, Júlio Paris, João Marino Moccellin e Neuri Turra, professora da Unijuí, Angélica Oliveira, e pesquisador da Embrapa, Vinícius Lampert. Para o banco de ideias, foram apontados, preliminarmente no encontro, alguns eixos, que pode-

rão servir de orientação ao esforço intelectual dos pequenos agricultores, extensionistas rurais e pesquisadores que integram a Rede Leite. Os tópicos discutidos em Cruz Alta foram os seguintes: - análise de sistemas leiteiros de recria alternativos; - análise comparativa de dados da Planilha de Sistematização de Produção (PSP); - manual prático com formulários de coleta e registro de informações: livro de registro de anotações diárias (caderneta de anotações); PSP anual, PSP mensal (adaptada e ampliada); - análise comparativa entre sistemas a pasto e sistemas alternativos mais intensivos - dados obtidos nas Unidades de Observação da Rede Leite (UOs). Esses tópicos foram

sugeridos com vistas à fomentar ideiais que venham a estimular os pequenos produtores de leite a utilizar ferramentas de gestão, fazendo uso de indicadores personalizados às suas necessidades, bem como, estimular os pesquisadores na busca incessante de indicadores cada vez mais eficazes. Segundo relatos dos extensionistas da Emater/ RS-Ascar, os produtores rurais não têm o hábito de tomar nota do que fazem na atividade leiteira. Outro tema do encontro, o livro da Rede Leite que será lançado no segundo semestre de 2013 terá um capítulo dedicado ao GT Econômico. Esse grupo temático irá contar sua história, dificuldades e êxitos, bem como projetar ações futuras. Todos os componentes do GT Econômico contribuirão com a redação para o livro.


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(I5777-9) Vectra CD 98, completo, teto Solar, computador de bordo, Airbag, controle de tração, ar condicionado. Barbada por apenas R$ 7.500,00. Com pequenos reparos na lata e no estofado de couro + problema na caixa (escapando as marchas) Carro Rodando. Fone:(55)9122-8025. (I5769-4) Vende-se Corsa Milenium 2001, 4 portas completo. Valor R$ 13.000,00. Fone:(55)9132-4738.

Julho de 2013 (I5762-6) Vende-se C14 á Diesel ou troca-se por carro. Fone:(55)91970444. (I575C-9) Vende-se Kadet ano 1996, impecável, vidro elétrico, alarme. Fone:(55)9169-2336. (I576B-6) Barbada. Vende-se Vectra GLS 2,2 prata ano 2000, super inteiro, lacrado e revisado, nunca foi batido placa IJP 7719, R$ 18.000,00. Fone:(55)9134-9030. (I5727-1) Vende-Se Corsa Ano 1998, Branco, Básico, já financiado. Entrada de R$ 6.000,00 + 20 X R$ 307,00. Aceito proposta. Fone:(55)91105615.

(I572F-9) Vendo Corsa sedan 2000 ,4pt , ar quente, trava elétrica, roda esportiva. RS 13.500,00. Fone:(55)9652-5884. (I5729-3) Vendo corsa sedan 2003 1.0,branco, super conservado. Trava, alarme, desenbaçador, à vista R$ 14.500,00 ou R$ 8.500,00 entrada+19 x 326.00.carro de mulher. Fone:(55)8112-6907. (I5728-2) Vende-se Celta ano 2006, revisado, IPVA 2013 PAGO, DH Fone:(55)9977-6184. (I571D-9) Vende-se Corsa Sedan prata, ano

200/2003 completo, 4 pneus novos, super inteiro. Valor R$ 21.000,00. Fone:(55)3331-1016. (I5726-9) Vendo celta branco, 2005, com ar condicionado, IPVA pago, radio com usb, bom de pneus, motor bom, suspensão boa, estofamento bom, lacrado, pintura boa, películas, alarme, trava elétrica, R$16.500,00 à vista. Fone:(55)8109-7050. (I571F-2) Vendo Chevette 1979 R$ 2900,00 aceito Not no negócio e parcelo o restante. Fone:(55)9114-1760. ( I 5 7 1 2 - 7 ) Ve n d e - s e

Corsa Sedan Spirit, direção hidráulica e ar quente, 4 pneus novos. Fone:(55)9967-6892. (I570F-4) Vende-se Corsa Hatch Maxx, 1.8, 2007, prata, vidro elet., ar cond., alarm., interface na chave. Ent.R$ 6.000,00 + financiamento. Fone:(55)91537047. (I5704-2) Vendo Corsa Classic, ano 2008, ar quente, em ótimo estado, aceito picape na troca. Fone:(55)91584494. (I56D1-5) Vendo Agile LT, vermelho, 2011, com 23 mil km, estado de novo. Fone:(55)91278831.

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Máquinas Implementos Agrícolas (J5801-3) Vendo colheitadeira SLC1000, ano 1979, plataforma flexivel, estuda-se troca. Fone:(55)9963-1109. (J57C6-7) Vendo um Trator CBT 2105. Fone:(55)9149-0329. (J57C4-5) Vendo uma lamina frontal para trator Valmet. Fone:(55)9149-0329.

(J5793-1) Vende-se colheitadeiras SLC 6200 ano 89 gabinada 13 pés máster e SLC 7500 ano 94 gabinada 16 pés. Fone:(55)9122-7243. Vende-se máquina massey fergusson 6845, ano 1994. Fone: (55) 9912.8382 Vende-se caçamba de milho 5 linhas da vence tudo. Fone: (55) 9912.8382

Caminhões (J5845-8) Vende-se Caminhão Chevrolet B60 original, ano 80, em excelente estado de conservação. Valor R$ 20.000,00. Fone:(55)91595846. (J57F9-4) Vendo Agrale 7000D Motor MWM ano 95 Dir. Hid. e freio ar e estacionário, cor amarela, com furgão bran-

co de 2,10 de altura e 4,20 de comp,em ótimo estado de conservação. Estudo troca Valor R$ 35,000,00 Fone:(55)9963-3100. (I575E-2) Vende-se Caminhão VW ano 95, turbinada, direção hidráulica, freio á ar. Fone:(55)9103-3277. (I5754-1) Vendo caminhão Toco Baú Mercedes 1218 em ótimo estado. Fone:(55)91362807. (I5750-6) Vende-se Caminhão VW 7.90 motor MWM em átimo estado, carroceria boa. Valor R$ 35.000,00. Fone:(55)91173120. (I574F-5) Vende-se F 4000 ano 80, em ótimo estado, direção hidráulica, turbinada, mecânica nova, carroceria nova. Valor R$ 28.000,00. Fone:(55)91173120.

Implementos Novos: ( Lista de preços SEM REAJUSTE! )

- Raspo Transportador mod. 2000 marca IBL. - Twister 1500 STARA ano 2011, com taxa variável. - Pulverizador Condor AM-14, 800Lt, com barra automática de 14m, ano 2011. - Plantadeira STARA, mod. 3150 7/7 linhas. - Plantadeira STARA, mod. 3150 7/8 linhas. - GPS marca STARA mod. TOPER 4500. -Semeadeira de trigo STARA mod. Ceries Master, 20 linhas -Semeadeira de trigo STARA mod. Ceries Master, 22 linhas -Distribuidor de ureia duplo STARA mod. Tornado 1300 geração IV

Implementos Usados:

- Plantadeira SFIL Hi-Tech geração 2, ano 2000, 10/9 linhas. - Plantadeira SFIL 6 linhas 5300, ano 97, hidráulica. - Plantadeira SFIL Hi-Tech geração 2, ano 2000, 12/11 linhas. - Plantadeira EICKHOFF 6 linhas, com rotor, hidráulica. - Pulverizador Advanced 3000Lt, barra com 24m, automático. - Distribuidor de ureia NOGUEIRA, mod. Rota Flw RS-N, ano 2002. - Classificadores de Semente marca WEILLER, mod. HW 4, e HW 12. - Pulverizador Autopropelido c/ Ford 6610 e Colubia Cross 2000Lt, 18m de barras. - Plantedeira GHIAL c/ 17 linhas de trigo e 8 linhas de soja, ano 2003. - Plantadeira IMASA, para trigo, c/ 20 linhas, revisada. - Plantadeira LAVRALE, para trigo, c/ 16 linhas, reformada.


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Feira realizada por SLC

Comercial é destaque em Ijuí “Do pequeno ao grande produtor. Por gerações. O Brasil não seria o mesmo sem o verde e o amarelo’.

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o último dia 14 de junho o grupo SLC completou 68 anos, já no dia 16 de julho, a SLC Comercial como concessionária comemora 29 anos. Em Ijuí desde 2010, a empresa atende 9 municípios, porém, no total o grupo tem 7 lojas, atendendo 67 municípios do estado. Entretanto, no dia 22 de julho a SLC Comercial, realizou uma feira de peças e serviços. “O Super Sábado SLC”, evento este que contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas. Um dia totalmente voltado para aquisição de peças e serviços da concessionária, com preços especiais. O evento aconteceu das 8 às 16 horas, e os clientes foram contemplados com uma programação especial, através de palestras, assim como um espaço destinado para mulheres, já que houve uma parceria com o Boticário, na realização de maquiagem para o público

feminino. Além disso, o público pode contar com a participação da equipe do SEG - Sistema Educacional Galileu, os quais realizaram verificação da pressão arterial, testes de glicose e diabetes. De acordo com o gerente da unidade, José Eduardo Varotto, “O Super Sábado SLC”, acontece anualmente, e neste momento o mercado agrícola está aquecido, o que valorizou ainda mais o evento. “Atualmente a linha de produção está em alta, tendo em vista que os financiamentos bancários estão com linhas de créditos acessíveis, como é o caso do Finame PSI, o qual apresenta a taxa de 3,5% ao ano, para o segundo semestre de 2013”, comenta o gerente. Eduardo destaca ainda que os clientes tiveram condições de adquirir produtos com pre-

ços especiais, bem com tirar suas dúvidas em relação aos equipamentos expostos, com a equipe de técnicos e mecânicos da empresa. “Nosso objetivo foi mostrar os produtos da nossa linha, com alta tecnologia e preços especiais. Apesar de ter sido uma semana de chuva, os amigos clientes compareceram e puderam usufruir do evento, além da aquisição dos pro-

dutos e peças, tiveram acesso a informações atualizadas. E ainda tiveram a oportunidade de conhecer o tamanho da estrutura, mão de obra especializada e peças originais”, conclui ele.

A história da SLC Comercial...

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histórico da empresa está intimamente ligada ao processo de desenvolvimento da mecanização agrícola da região Noroeste do Rio Grande do Sul. Mesmo antes do ano de 1964, a empresa funcionava como setor de compra e venda de tratores importados, locomoveis (antigas máquinas geradoras de energia para múltiplas finalidades), trilhadeiras, colheitadeiras rebocadas e motores, o que evidenciou e proporcionou uma valiosa experiência, forjando assim, a tradição no segmento agrícola. A partir de 1964, com a no-

meação como revendedor de tratores da marca Valmet para os municípios e região Noroeste do Rio Grande do Sul, criou-se dentro da empresa denominada na época da Schneider Logemann S. A., um departamento específico, voltado à comercialização de tratores, implementos e peças, além de prestação de serviços de assistência técnica à estes produtos revendidos. No decorrer dos anos, pela confiança dos seus usuários, passou a se constituir numa das maiores revendedoras das marcas que representa. Em 1984, a então Schneider

Logemann S.A., optou por transformar em empresa independente também a atividade da revenda. Assim, em 16 de julho de 1984 foi constituída a Comercial de Máquinas Agrícolas Schneider Logemann Ltda., que passou a contar com instalações modernas e específicas para sua atividade, com sede em Horizontina (RS) e contando com diversos representantes de vendas nos municípios da região de atuação. Quanto à representação, a empresa no período de 1964 até 1996 era concessionária autorizada das marcas Valmet e também

SLC que teve alteração em sua marca mais tarde, quando a John Deere adquiriu certo percentual da fábrica, passando para a marca SLC - John Deere. A partir de 1996, a SLC - John Deere começou a trabalhar com mais produtos no Brasil, inclusive tratores, quando então, a SLC Comercial passou a ser concessionária autorizada unicamente de produtos SLC – John Deere. No ano de 2001, com novas alterações societárias na fábrica, quando a empresa norte americana John Deere adquiriu o controle acionário, a SLC Comercial passou a representar os produtos com a marca John Deere. A SLC Comercial revende, além de máquinas, tratores e im-

plementos agrícolas, também óleos lubrificantes, pneus agrícolas, peças e presta serviços de mão-de-obra e assistência técnica, contando com uma equipe especializada e treinada na própria fábrica. A principal preocupação da empresa é oferecer sempre produtos de qualidade, com as configurações mais indicadas para as necessidades de seus usuários. Podemos destacar ainda, a sua filosofia de trabalho, revelada na permanente prestação de serviços especializados e fornecimento de peças originais dos produtos que comercializa, firmando seu compromisso com a excelência em qualidade nos produtos e serviços.


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Santo Augusto

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Augusto distribui mudas de árvores para reflorestamento O

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Augusto e extensão de base em São Valério do Sul se engajou na campanha da CERTEL energia e FETAG onde distribuiu gratuitamente 3.500 mudas de árvores nativas para reflorestamento aos seus associados. O Sindicato é parceiro na questão ambiental e com as novas regras já está instruindo os agricultores que precisam fazer reposição de áreas de APP na beira dos rios, que hoje são de trinta metros, já que as novas regras de legislação ambiental permitem um tratamento di-

ferenciado para a agricultura familiar. A reposição quando necessário seguirá conforme o tamanho da propriedade rural, não afetando assim os pequenos proprietários na questão da produção e não ficando muito pesado para os pequenos agricultores fazerem sua parte contribuindo para a preservação do meio ambiente. Segundo o presidente Clóvis Sequinatto, também nos próximos dias iniciará o cadastramento de todas as propriedades rurais com o CAR (Cadastro Ambiental Rural), que tem prazo de um ano para ser feito prorrogá-

vel por mais um. Além disso, o sindicato estará fazendo um curso, através do técnico agrícola Luiz Pommer, para ajudar no cadastramento das propriedades sendo que também na reserva legal a agricultura familiar. Conforme lei 11.326 que define esta, tem um tratamento diferenciado sendo dispensada dos 20% obrigatório para imóveis que detinham em 22 de julho de 2008 áreas de 4 módulos fiscais. A reserva legal neste caso será constituída com área ocupada com vegetação nativa existente em 22 se julho de 2008, vedadas novas conversões.

Curso recicla técnicos classificadores para novas Instruções Normativas do MAPA A última edição do curso de reciclagem para classificação de milho e trigo baseado nas novas Instruções Normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa - aconteceu nos dias 27 e 28 de junho, em Porto Alegre. Com esta atividade, todos os técnicos classificadores habilitados para esses produtos estão qualificados para classificar com base nos novos padrões estabelecidos nas IN n° 60/2011 e 18/2012 (milho) e n° 38/2010 (trigo). Nesta turma participaram 15 técnicos classificadores, que atendem as demandas de classificação para comercialização e importação de produtos, tanto no mercado interno, como no externo, e teve como instrutores o engenheiro agrônomo Antônio Carlos de Souza Guimarães, também coordenador do curso, o economista e classificador Rogério Henrique Bruschi e o classificador Gilceu Cippolat. Em referência as mudanças significativas da legislação nos produtos trigo e milho, se destacam respectivamente alguns itens: Trigo (já em vigor): - Exigência na determinação de análises químicas para identificação os itens estabilidade, n° de queda e força de glúten;

- Levantamento do percentual de grãos germinados para fins de estudos técnicos (não são considerados defeitos na classificação). - Grãos com pontas pretas não serão considerados defeitos na classificação. Milho - (em vigor a partir de setembro): - Inclusão da peneira 3 mm para classificação, além da de 5 mm; - Mudança na forma de identificar matérias estranhas, impurezas e fragmentos; - Definição de que o grão Giberelado não é considerado defeito; - Foi acrescido o defeito Gessado na classificação. Os cursos de formação ou de reciclagem para classificador são aprovados e homologados pelo Mapa e, obrigatoriamente, são acompanhados por um fiscal do Ministério, que verifica desde a estrutura disponibilizada, se existem condições para as analises e se as amostras estão adequadas, até o acompanhamento final na aplicação das provas. “A atualização é importante para que o classificador não seja só um operacional. Ele tem que entender o que significa a Normativa e repassar as informações corretas para os clientes da empresa. O número de cursos foi

expressivo nos últimos tempos e denota um esforço para manter os classificadores atualizados. E isso vai fazer diferença lá na ponta. Há uma diferença significativa do profissional que passa por uma reciclagem daquele que não. O objetivo do Ministério é verificar se as empresas estão cumprindo com as Normativas que foram acordadas com todos. Se isso não acontece, quem sai prejudicado é a sociedade. Isso mantem a empresa em patamares distintos e é um diferencial importante”, avalia a fiscal da Superintendência Federal da Agricultura no RS, Helena Pan Rugeri. Esse grupo encerra um ciclo de quatro eventos em reciclagens, proporcionando a participação global de 80 classificadores da Emater-RS, registrados no Mapa. “A importância de estarmos sempre atualizados quanto à legislação, proporcionando a capacitação dos técnicos classificadores que atuam diariamente no campo, são necessidades constantes para a aplicação de um atendimento qualificado dos serviços, visando sempre nos posicionarmos como empresa referência de classificação no país”, comenta Carlos Weydmann, gerente da Gerência de Classificação e Certificação.

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SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE IJUÍ

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí comemora 50 anos O cinquentenário aconteceu no dia 26 de junho, porém, no dia 29 de junho, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí comemorou seus 50 anos com uma grande festa para seus associados e comunidade

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evento marcou os 50 anos de lutas, vitórias, conquistas e desafios dos agricultores de Ijuí, que tem no sindicato o seu representante. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí, Carlos Karlinski, um dos grandes destaques desses 50 anos são os objetivos alcançados. “Através da comemoração tivemos a oportunidade de divulgar o que foi feito nos últimos 50 anos, bem como as mobilizações necessárias. A confraternização não é só da categoria, e sim de todas as pessoas que estiveram envolvidas nesse processo”, afirma. Karlinski destaca que ao longo desses anos o sindicato conseguiu vários benefícios. “ Tivemos várias fases e públicos, na década de 80, por exemplo, as mulheres tiveram uma expressiva participação no

sindicato, além disso a constituição de 88 foi uma grande vitória, tendo em vista que reconhecia a profissão da trabalhadora rural. Outro grande benefício conquistado foi a aposentadoria para homens e mulheres, bem como o Pronaf com políticas agrícolas para as famílias. Cabe destacar ainda os avanços significativos na área da saúde, habitação no meio rural, e claro, o exercício da própria cidadania”, revela. Segundo o presidente Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí, existem alguns desafios. “Daqui para frente precisamos investir nos jovens, no ensino, e na sucessão rural. A questão agrária ainda é um grande desafio, e nessa estrutura precisamos de uma consolidação politica. E claro, cuidar para não ter nenhum retrocesso, consolidando saúde, educação”, conclui ele.


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Augusto Pestana

Prefeitura firma parceria com o SEBRAE “Juntos para Competir”

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Prefeitura Municipal de Augusto Pestana, através da Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Econômico reúne produtores de leite, Hortigranjeiros e Fruticultura, inscritos no Programa “Juntos para Competir.” Participaram de uma importante reunião de explanação do Programa. O Juntos para Competir, foi realizado em conjunto com a Farsul, Senar e Sebrae, visando o desenvolvimento das principais cadeias produtivas do agronegócio do estado e municípios. Isso tudo acontece através da capacitação, integração e organização dos diferentes segmentos agropecuários, buscando incrementar a qualidade dos produtos e agregar valor à produção. Em Augusto Pestana serão trabalhados na Produção Leiteira , Hortigranjeiros e Fruticultura.

PANAMBI

Fundação Pró-Sementes apresenta cultivares de soja adaptadas à várzea na 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz Desde a safra 2008/2009, a Fundação Pró-Sementes conduz experimentos com cultivares de soja na microrregião 101, que compreende a metade sul do Rio Grande do Sul. Com base nos resultados obtidos com este trabalho de pesquisa, foram identificadas seis cultivares de soja do portfólio de licenciamento da Fundação que apresentam bom potencial produtivo para a região, caracterizada pelas áreas de várzea. De acordo com o coordenador da rede experimental da Pró-Sementes, Luiz Augusto Corrêa Pereira, as cultivares FPS Urano RR, FPS Júpiter RR, BRS Tordilha RR, FPS Iguaçu RR, FPS Solimões RR e FPS Paranapanema RR adaptam-se muito bem à região de várzea, tradicionalmente utilizada para a produção de arroz. O pesquisador explica que a implantação da soja nessas áreas exige cuidados especiais, como um planejado sistema de drenagem do solo. A Fundação Pró-Sementes apresenta esses materiais na vitrine tecnológica da 23ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, evento promovido pela Federarroz em Restinga Sêca (RS), entre os dias 21 e 23 de fevereiro.

Benefícios da Previdência Social pautam encontro microrregional de mulheres em Panambi

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rabalhadoras rurais de Panambi, Cruz Alta, Pejuçara, Condor e Boa Vista do Cadeado optaram por esclarecer em Panambi, dúvidas a respeito dos benefícios garantidos pela Constituição de 1988. O tema pautou o 11º Encontro Microrregional de Mulheres Rurais, que reuniu aproximadamente 700 pessoas no ginásio do Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt. “É importante conhecermos nossos direitos, porque muitas pessoas querem se aproveitar das conquistas que são daquelas que laboram no meio rural e se constituem como seguradas especiais da Previdência”, disse a secretária geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Elisete Hintz. A gerente da agência local da Previdência Social, Nelsi Neher, listou os principais benefícios previstos em lei: aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte, auxílio-doen-

ça e auxílio-reclusão. No caso da aposentadoria, explicou Nelsi, as agricultoras precisam levar em conta dois fatores: a idade mínima de 55 anos e o tempo de exercício da atividade rural no regime de economia familiar, que é de 15 anos. “Para comprovar essa condição, existem vários documentos, como por exemplo, contrato de arrendamento, declaração do sindicato, comprovante de cadastro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre outros”, disse Nelsi. Outro direito, o salário-maternidade, destacou Nelsi, é pago às trabalhadoras que comprovarem estar na atividade rural, pelo menos, dez meses antes do nascimento do bebê. O benefício também se aplica em casos de natimorto, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Os benefícios mencionados podem ser solicitados por meio do telefone 135, da Central de Atendimento (funciona de se-

gunda a sábado, das 7h às 22h), no portal www.previdencia.gov. br ou nas agências da Previdência Social. A Previdência Social - seguro social que provê a subsistência do trabalhador em caso de perda da sua capacidade - é administrada pelo Ministério da Previdência Social. As políticas relacionadas a essa área são executadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Outro tema do encontro, a sucessão rural foi apresentada ao público - mães em sua maioria - como uma oportunidade de crescimento social e econômico para os adolescentes. Foram relatadas experiências de jovens empreendedores, à frente dos negócios de família, dos municípios de Pejuçara e Tenente Portela. “A agroindústria é um grande potencial para os jovens, porque envolve tecnologia e agrega valor à matéria-prima”, disse o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper.


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Catuípe CATUÍPE

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Catuípe participa de audiência pública em Porto Alegre

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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Catuípe, Neri Floriano Felden, participou de uma audiência pública, no último dia 27 de junho de 2013, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Durante a audiência requerida pelo deputado Heitor Schuch, foi abordada a resolução do conselho nacional de trânsito (CONTRAN), que determina, entre outras exigências, o emplacamento de todos os tratores que

circulam em vias públicas a partir de 1º de junho de 2013. Além disso, cabe destacar que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Catuípe, através do Programa Minha Casa Minha Vida, entregou na Caixa Econômica federal de Ijuí, a documentação de 40 habitações que serão construídas no município. Os documentos serão analisados pela Caixa e depois será agendada a data da assinatura dos contratos com os contemplados.

EMATER/RS - ASCAR

Emater/RS-Ascar avalia trabalho com famílias em situação de pobreza extrema A Emater/RS-Ascar avaliou o andamento das ações gratuitas, planejadas e continuadas que desenvolve com 590 famílias beneficiadas na região administrativa de Ijuí pelo Programas Brasil Sem Miséria e o RS Mais Igual

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a região de Ijuí, a assistência técnica abrange nove municípios. No Estado, porém, são 69 municípios e seis mil famílias do meio rural que receberão assistência técnica da Emater/RS-Ascar até 2014. Contudo, o técnico da Emater/RS-Ascar responsável pelos Programas, Lauro Bernardi, antecipou que o número de famílias atendidas passará para oito mil e o número de municípios, para 289. “Todos os municípios já concluíram a fase das visitas e capacitações e

a grande maioria já está com os projetos produtivos elaborados”, explicou a coordenadora regional de Bem-Estar Social da Emater/RS-Ascar, Silvana Canova. “É uma necessidade melhorarmos a autoestima no meio rural, promovendo a inclusão social, porque qualificamos os produtores e fortalecemos a inclusão produtiva”, disse o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Geraldo Kasper. “O projeto produtivo, às vezes, passa a ser um detalhe, não menos importante, diante do

fato de irradiarmos políticas públicas a esses sujeitos sociais”, completou a gerente técnica adjunta da Emater/RS-Ascar, Regina Miranda. Segundo Regina, para alguns gestores públicos a pobreza é uma ofensa, uma vergonha, escondida embaixo do tapete. Contudo, se o gestor não aceita a pobreza no seu município, é porque o pobre nega a sua pobreza. Após o relato dos extensionistas técnicos e sociais sobre o que estão fazendo em seus municípios com o público da

extrema pobreza, Regina parabenizou o trabalho da equipe e lembrou as palavras do bispo Dom Mauro Morelli, que há anos dedica-se a encontrar soluções para problemas gerados pela fome e miséria no Brasil. Segundo Morelli, o pior da pobreza é passar por ela e não se indignar. “E hoje, aqui, eu percebi nas falas de vocês uma indignação com a pobreza e com a miséria e isso é muito bonito, isso é cidadania”, concluiu a gerente técnica adjunta da Emater/ RS-Ascar.

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TABACO

inspeciona tabaco Agricultura familiar é a mais China exportado pelo RS afetada pelas mudanças do clima, aponta Embrapa E Os agricultores familiares são os produtores agrícolas mais intensamente afetados pelas mudanças do clima, como a alteração do ciclo das chuvas e o aumento das temperaturas causado pelo efeito estufa

E

ssas informações são do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Assad, um dos palestrantes do seminário Caminhos para uma Agricultura Familiar sob Bases Ecológicas: Produzindo com Baixa Emissão de Carbono, que ocorreu na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O evento vai discutir as formas de produção agrícola familiar de forma sustentável nos diversos biomas brasileiros. Sobre os efeitos do clima na produção agrícola, o pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad, explicou que a chuva é um dos fatores mais importantes. No caso do Brasil, a quantidade total de chuvas não tem tido alterações, mas a intensidade das precipitações, sim. Isso resulta no aumento da erosão, na perda de fertili-

zantes e em inundações de áreas produtivas - como em áreas ribeirinhas, ocupadas, principalmente, por pequenos produtores. Assad também explicou que, em relação ao aumento das temperaturas, deverá haver uma mudança na geografia das produções agrícolas no Brasil, com o deslocamento de algumas plantações para o sul, onde o clima é mais ameno. No caso dos agricultores familiares, esse deslocamento ocorre em menor escala, pois a maioria das famílias está fixada em local determinado. Para elas, portanto, o prejuízo é mais intenso também por ser, em muitos casos, a única fonte de subsistência. Os exemplos de prejuízos são as produções de laranja e do café. Picos de temperatura, tanto para o quente quanto para o frio, alteram a floração da la-

voura - o que faz com que as frutas e os grãos percam qualidade. De acordo com o pesquisador da Embrapa, em 2010, só o estado de São Paulo perdeu 250 mil hectares de café por causa das alterações de temperaturas. Atualmente, muitas plantações no estado foram substituídas por seringueiras, o que fez com que São Paulo tenha ultrapassado o Acre, como o maior produtor de borracha no país. Para tentar minimizar os impactos do clima sobre a produção agrícola familiar, Assad citou o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que propõe ações que minimizem as emissões de gases causadores do efeito estufa. Essas medidas têm o objetivo de evitar e, sobretudo, não intensificar os problemas já existentes, decorrentes das mudanças climáticas. O programa tem

vigência de 2010 a 2020 e oferece linhas de crédito. Para o pesquisador, o programa parte da adoção de sistemas agrícolas (aplicação de técnicas e tecnologias), que podem ser conduzidos tanto por agricultores empresariais quanto por familiares - variando a escala das iniciativas. Segundo ele, no caso da agricultura familiar, é importante a participação de atores estratégicos, no sentido de conscientizar as famílias para a adoção desses sistemas. Entre esses atores estão cooperativas (só de grão, carnes e leite são mais de 900 no Brasil), produtores de sementes (mais de 700 entrepostos), postos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Aters) e universidades com cursos de ciências agrárias (atualmente, há mais de 400, considerando zootecnia e medicina veterinária).

stá no Brasil missão técnica enviada pelo governo da China para inspecionar todas as partidas de tabaco produzido e processado no Rio Grande do Sul e exportado para aquele país. Desde 2005, a China envia técnicos da Administração Geral de Supervisão de Qualidade e Quarentena (AQSIQ), devido à exigência quarentenária da praga Peronospora tabacina, causadora do fungo denominado mofo azul. Os chineses, que chegaram ao Brasil no início desta semana, devem permanecer por um período de 40 dias no estado para realizar trabalhos de campo em conjunto com fiscais federais agropecuários da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul (SFA/RS). Anualmente, o Brasil exporta à China cerca de 60 a 70 mil toneladas de tabaco processado, representando divisas na ordem de US$ 500 milhões. Todas as etapas de produção, processamento e exportação, incluindo um completo sistema de rastreabilidade e segregação, são inspecionadas pela representação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no Rio Grande do Sul, garantindo as vendas do tabaco brasileiro para o mercado chinês. “A não detecção da doença do mofo azul nas inspeções realizadas pelos técnicos do MAPA e da China representa a manutenção deste importante mercado comprador e, por conseguinte, a geração de empregos, renda e divisas para o país”, afirmou o superintendente Federal de Agricultura, Francisco Signor. O diretor da AQSIQ, Li Hansong, chefe da delegação chinesa, destacou a eficiência do trabalho feito pelo MAPA. “Os trabalhos realizados em parceria com o Ministério, setor produtivo e Universidade de Santa Cruz do Sul(UNISC), estão em consonância com o protocolo e oferecem credibilidade fitossanitária do tabaco exportado à China”, observou. Fiscais Federais Agropecuários apresentaram relatório das ações preconizadas no protocolo Brasil - China, realizadas durante a safra 2012/2013. “Se não forem observados sintomas da praga, todos os lotes inspecionados estarão aptos à exportação”, esclareceu o fiscal Jairo João Carbonari, do Serviço de Sanidade Vegetal (SSV/RS).

ETANOL

Consumo de etanol pode chegar a 1,9 bilhão de litros por mês no 2° semestre Compras que caíram devido a alta das cotações podem voltar a crescer com aumento da produção

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or conta dos preços pouco competitivos em relação à gasolina, o consumo de etanol no Brasil caiu sensivelmente nos últimos anos, saindo de um patamar de 1,5 bilhão de litros mensais, registrados em outubro de 2009, para 809 milhões de litros, média verificada no primeiro trimestre de 2013. No ano passado, o consumo médio foi de 820 milhões de litros por mês. “Acreditamos que com a retração dos preços já verificada nos postos de gasolina de todo o país, o consumo volte a crescer”, estima Plínio Nastari, presidente da empresa de consultoria Datagro. O potencial para o segundo semestre deste ano é de 1,9 bilhão de litros por mês. De acordo com a Datagro, os preços pagos ao consumidor caíram 4,26% entre fevereiro e junho em São Paulo, enquanto a gasolina recuou apenas 1,12%. Para que o etanol seja vantajoso em relação à

gasolina o litro tem que custar 70% do preço da gasolina, mas de acordo com Nastari, os consumidores tendem a optar por usar o combustível renovável quando ele esta com preço em torno de 65% da cotação da gasolina. “A mudança demora a acontecer e por hábito o consumidor demora um pouco a mudar de combustível, mas percebemos que isso acontece com mais frequência quando os preços do etanol custam entre 60% e 65% do valor pago pela gasolina”, diz. Levantamento realizado pela Datagro mostra que os preços estão favoráveis ao etanol em diversas praças brasileiras, a exemplo de São Paulo (preço é 65,5% da gasolina), Paraná (67,43%), Mato Grosso (65,08%),e Goiás (66,93%). Este ano produtores brasileiros devem optar por aumentar a produção de etanol e reduzir a de açúcar, devido os preços ruins do açúcar.

Produtores brasileiros devem aumentar a produção de etanol e reduzir a de açúcar em 2013


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Financiamento

pelo FINAME e cart達o BNDES

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Arroz mantém valorização em junho

AGRICULTURA

ARROZ

No entanto, velocidade começa a cair em relação a maio pela resistência do varejo ao repasse dos preços da matéria-prima e aumento da oferta do produtor para cumprir com compromissos de custeio e compra de insumos para a nova safra

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epois de alcançarem uma valorização de 3,42% no mês de maio, as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul acumularam uma alta de preços de 1,13% nos 17 primeiros dias de junho, segundo o indicador de preços do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (58x10 / 50kg). Apesar da valorização, a segunda quinzena começou com preços idênticos aos do início do mês. Ao longo destes dias foi registrada leve retração. Assim, a cotação da saca de arroz em casca nos padrões citados, fechou em R$ 33,91 no dia 17/06, um valor equivalente a US$ 15,61 pela cotação do dia. Vale lembrar que o dólar vem alcançando forte valorização frente ao Real, o que poderá auxiliar num movimento de retomada das exportações, após os pífios resultados obtidos nos últimos meses. O enfraquecimento na recuperação de preços já era esperado considerando a necessidade dos produtores fazerem caixa para cobrir as parcelas de custeio que começam a vencer em julho, pagamento de dívidas e até mesmo a compra de insumos para a próxima lavoura, que será formada no Rio Grande do Sul a partir de agosto, mas algumas operações de preparo de solo são iniciadas em julho, de acordo com o clima. Por outro lado, há forte resistência do varejo em aceitar o contínuo repasse do custo da matéria-prima, pelas indústrias, ao produto beneficiado. O próprio Cepea reporta uma retração na comercialização de beneficiado, em maio, para o varejo. No mercado livre gaúcho o cereal é comercializado entre R$ 32,50 e R$ 33,50 na maioria das praças, preço bruto ao produtor. Nos polos industriais o valor oscila entre R$ 33,50 e R$ 34,00. Exceto na Fronteira-Oeste, onde Itaqui e Uruguaiana voltaram a apresentar valores um pouco inferiores à Zona Sul e Planície Costeira Interna. Nos dois anos passados a razão do “descolamento” das cotações da Fronteira Oeste dessas regiões citadas, teria sido a demanda para exportações. Em 2013, esse fenômeno não tem esta justificativa e os analistas consideram que pode ser um “aumento regionalizado de oferta”. No entanto, ainda

“O campo está exposto” - Ignorância e negligência de alto risco A ignorância e a negligência são os principais fatores causadores de acidentes e doenças ocupacionais no campo

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é uma situação pouco clara, que também pode estar relacionada à maior concentração de grandes indústrias, com mais condições de estabelecerem seus preços, uma vez que não são muitas as opções dos produtores. Em Santa Catarina as cotações permanecem estabilizadas entre R$ 32,00 e R$ 33,00 no Sul do Estado, e em até R$ 34,00 em Turvo. No Mato Grosso, com uma safra suficiente para abastecer as indústrias no primeiro semestre, mais as importações do Paraguai, as cotações se mantiveram na faixa de R$ 35,00 a R$ 36,00 para a saca de 60 quilos, com 55% acima de inteiros. O avanço claudicante das cotações e a queda nas vendas externas, provocadas pelo maior preço interno e queda da competitividade do grão nacional, fez com que o governo federal reduzisse a pressão sobre o mercado com relação a leilões de oferta de arroz. Os baixos estoques públicos, principalmente de grãos de qualidade, também levaram à posição mais cautelosa. Os arrozeiros, no entanto, sabem que as águas paradas são profundas, e permanecem atentos à movimentação.

• Setorial - A principal entidade de defesa dos interesses arrozeiros, a Federarroz, vive momento eleitoral, cuja eleição aconteceu no último dia 27, e com a situação de calmaria no mercado, arrefeceu o ímpeto de negociações com o governo federal. A pauta deverá ser retomada no início de julho pelo novo presidente, que saiu dentre os nomes do ex-presidente da Associação de Arrozeiros de Alegrete (RS), Henrique Dornelles, e do ex-presidente da Associação de Arrozeiros de Tapes (RS), Juarez Petry, segundo notícia circulante no setor. Renato Rocha já cumpriu os dois mandatos possíveis segundo os estatutos da entidade e será conduzido ao Conselho Consultivo, formado pelos ex-presidentes da entidade. • Internacional - No cenário internacional, a semana foi de confirmação do avanço da China para a condição de maior importadora mundial, com 2,7 milhões de toneladas. A Índia, com grandes estoques armazenados em quase três anos de ausência do mercado externo, se manterá como a maior exportadora, uma vez que a Tailândia mantém sua política de valorização dos preços internos e

o Vietnã não conseguiu suprir a ausência de sua principal concorrente do mercado, exatamente pelo ingresso da Índia. Nota-se também um grande esforço da nações africanas em busca do auto suprimento. No Mercosul, a notícia que gera expectativa foi o anúncio, por autoridade do Iraque, no Oriente Médio, de que uma carga adquirida no Prata teria uma concentração de arsênico acima do desejável. Os preços internacionais tiveram leve queda na primeira quinzena de junho. •Mercado - A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica cotações médias estáveis de R$ 33,60 para a saca de arroz de 50 quilos, em casca, no Rio Grande do Sul. O valor referencial para a saca do produto beneficiado, em 60 quilos, é de R$ 70,50, com valorização de 50 centavos em 10 dias. Nos demais produtos derivados, estabilidade total. A tonelada do farelo de arroz colocada em Arroio do Meio/ RS se manteve em R$ 350,00, uma vez que a boa safra de verão garante o abastecimento de soja e milho para as rações. Também estável é o preço do canjicão (60kg/ FOB) em R$ 37,00. A quirera (60kg/FOB) permanece em R$ 33,50.

afirmação é do engenheiro agrônomo e de segurança do trabalho Lino Hamann, diretor da Elo Engenharia. Um especialista consultado pelo Portal Agrolink, que aponta causas e origens do problema, bem como o que deveria ser feito. “É muito baixo o nível cultural e profissional do trabalhador rural brasileiro, de forma geral. Em recentes cursos que fiz no interior do Rio Grande do Sul, havia um quesito sobre a escolaridade nas fichas de inscrições dos participantes. A grande maioria tinha o curso fundamental incompleto, e raros com segundo grau, seja completo ou incompleto. Isto em uma região com alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)”, exemplifica Hamann. “Essa mão de obra lida diariamente em atividades de alto risco, sujeitos a acidentes e doenças ocupacionais que poderão ser fatais, ou ter reflexos por toda a vida. Estão expostos ao perigo e riscos, na grande maioria dos casos, sob o manto da ignorância e ou da negligência”, aponta o engenheiro. Segundo ele, as situações de alto risco não envolvem apenas quem lida com agroquímicos: “O manuseio diário com máquinas e equipamentos agrícolas; a exposição diária aos efeitos das intempéries; o levantamento de peso em excesso (e de forma continuada); e a exposição ao ataque de animais peçonhentos, são situações que expõem o trabalhador. Acidentes em silos e armazéns graneleiros são frequentes – e normalmente fatais”.

•O caminho - Lino Hamann aponta o que deveria ser feito. “Para todos os casos há a necessidade de capacitação dos traba-

lhadores, através de cursos específicos, como ditam as Normas Regulamentadoras (NRs), além de palestras motivacionais – inclusive para empregadores, dirigentes e lideranças do setor. Questionado sobre a quais leis o agricultor deveria estar atento, o especialista enfatiza a “NR 31 – Se as lideranças, empregadores, empregados e profissionais da área rural observassem essa norma, os acidentes e doenças ocupacionais no campo reduziriam drasticamente. Ela abarca praticamente todas as atividades rurais e suas respectivas seguranças no trabalho”. Ele cita ainda outras normas para “casos mais específicos e pontuais, como Equipamentos de Proteção (NR 6), Prevenção de Riscos ambienteais (NR 9), Máquinas e Equipamentos (NR 12), Ergonomia (NR 17), Trabalho a Céu Aberto (NR 21) e Espaço Confinado (NR 33), entre outras”.


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Variedades

Consultório

‘‘Causos’’

Rurais

Rural

Caipiras e políticos Um avião cheio de políticos caiu no campo. Três caipiras que viram o acidente foram até lá e enterraram todos. Logo apareceu um helicóptero, de onde desceu um bombeiro, que perguntou: -Vocês viram os políticos que estavam nesse avião? -A gente enterrou “eles”, senhor. -Mas vocês verificaram se algum estava vivo? -Ah, moço, quando a gente perguntou, eles até levantaram a mão. Mas o senhor sabe como político é tudo mentiroso…

Os frutos do pé de bergamota ponkan racham ao meio quando atingem um certo tamanho e passam a ficar amarelados. O que pode ser?

D Qual a diferença entre álcool, diesel, etanol e gasolina? A

principal diferença entre esses combustíveis é a origem de cada um deles e as aplicações. Enquanto a gasolina e o diesel têm origem fóssil, o etanol, que é o tipo de álcool que usamos nos carros, tem origem vegetal. Etanol e gasolina servem para abastecer veículos leves, como carros e motos, enquanto o diesel é o combustível que move ônibus, caminhões e até grandes embarcações. No Brasil, o etanol é produzido da cana-de-açúcar desde a década de 1970, quando foi lançado o programa Proálcool. Os objetivos eram não depender somente de combustíveis obtidos do petróleo, ajudar na diminuição da emissão de gases de efeito estufa e, ainda, gerar emprego e renda no campo. DA NATUREZA O etanol é resultado do processo de destilação da cana. Nessa fase, ele ainda contém um pequeno percentual de água, por isso é chamado de hidratado. Na etapa seguinte, de desidratação, ele vira o anidro, que é misturado à gasolina vendida nos postos.

DA NATUREZA

O etanol é resultado do processo de destilação da cana. Nessa fase, ele ainda contém um pequeno percentual de água, por isso é chamado de hidratado. Na etapa seguinte, de desidratação, ele vira o anidro, que é misturado à gasolina vendida nos postos.

DO PETRÓLEO

A gasolina e o diesel são frações do petróleo, destilado a diferentes temperaturas. Nas refinarias, esse óleo em estado bruto passa por uma série de processos até se transformar em derivados, que além da gasolina e diesel podem ser lubrificantes e querosenes de aviação

DO PETRÓLEO A gasolina e o diesel são frações do petróleo, destilado a diferentes temperaturas. Nas refinarias, esse óleo em estado bruto passa por uma série de processos até se transformar em derivados, que além da gasolina e diesel podem ser lubrificantes e querosene de aviação.

CURIOSIDADES: - Álcool era como chamávamos o etanol antigamente. Hoje a palavra caiu em desuso e só se usa etanol nas bombas. - Biodiesel é um combustível que pode ser produzido de plantas oleaginosas, de gordura animal e até de óleos residuais de fritura.

urante o crescimento de tangerinas é comum o rompimento da casca que, apesar de ser elástica, não acompanha o desenvolvimento da parte interna do fruto. A expansão da tangerina é estimulada principalmente durante o verão e o outono, quando ocorre molhamento intenso da planta por meio de chuvas acentuadas logo após um período de seca prolongada. Para minimizar a incidência de rachaduras nas cascas, recomenda-se realizar irrigações antes de iniciar a estação das chuvas de verão.

CAVALO E CARRAPATO

Dizem que onde pasta égua tem carrapato, que são atraídos pela sua urina. Isto tem fundamento científico ou é crendice popular?

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urina dos mamíferos tem vários compostos que servem de atrativo químico às moscas hematófagas – insetos que se alimentam de sangue. Contudo, pela mobilidade limitada e pelo comportamento que apresentam, os carrapatos não devem ser atingidos por alguma influência do odor da urina. Os carrapatos não saem atrás de hospedeiros. Pelo contrário. Eles ficam na vegetação e agarram um animal quando por eles passa, o que leva a crer que seja apenas uma crendice.

Fonte: Globo Rural

CASCAS DE BERGAMOTA

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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Correio rural ed 76  

Correio Rural - Edição 76 - Agosto 2013

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