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Balança registra novo superávit PÁGINA 2

www.jornalcapital.jor.br | ano 3 - n° 72 | Capital EMPRESA JORNALÍSTICA LTDA | de 06 A 12 DE SETEMBRO DE 2011 | NAS BANCAS - rs 1,00

Agronegócio alcança recorde de exportações em 12 meses BANCO DE IMAGENS

Começa a produção de gás no pré-sal O DIRETOR de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella revelou, no dia 1º, que a produção de gás no présal deve começar já na próxima semana. “É um fato histórico”, avaliou, durante palestra que abriu seminário sobre o desenvolvimento da cadeia de fornecedores de petróleo e gás, realizado na sede do

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. “Conseguimos, apenas cinco anos após a descoberta do pré-sal, colocar o campo de Lula em produção de óleo e gás. E ele está a 300 km da costa”, comemorou. Ele ressaltou o crescimento da produção previsto para os próximos anos. PÁGINA 2

Vereador de Duque de Caxias denunciado por desacato PÁGINA 4

O AGRONEGÓCIO brasileiro alcançou um novo recorde ao exportar, no acumulado dos últimos 12 meses, US$ 85,76 bilhões em produtos agropecuários. As importações, na comparação entre os dois períodos, aumentou 34,2%, passando de US$ 11,86 bilhões para US$ 15,91 bilhões. PÁGINA 3

Lider diz que governo não tem como atender aumento do Judiciário mesmo patamar do que será concedido aos servidores do Executivo. “Entendemos a posição do Judiciário, mas esse é um processo de discussão”. O relator do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse dia 3 que considera inviável o aumento para os funcionários do Poder Judiciário e

NA REUNIÃO do Conselho Político do governo realizada segunda-feira (5), o líder governista Cândido Vaccarezza (PTSP), disse que, diante da situação econômica do País, não será possível aprovar aumento de mais de 50% ao Judiciário. Segundo ele, o reajuste deverá ser aprovado no

Câmbio* Compra (R$) 1,648

1,650

Variação % 0,85

Dólar Paralelo

1,590

1,730

0,00

Dólar Turismo

1,590

1,760

1,14

(U$)

(U$)

%

Coroa Dinamarca

5,283

5,286

0,82

Dólar Austrália

1,054

1,054

0,98

Dólar Canadá

0,990

0,990

0,47

Euro

1,409

1,409

0,77

Moeda

MOEDAS COTADAS EM DOLAR (USA)

Dolar Comercial

Franco Suíça Iene Japão Libra Esterlina Inglaterra Peso Chile

Venda (R$)

0,787

0,788

0,08

76,920

76,970

0,18

1,610

1,611

0,65

462,650

463,050

0,53

1.786,000

1.788,000

0,17

4,200

4,250

0,12

Peso México

12,529

12,534

0,97

Peso Uruguai

18,400

18,600

0,00

Peso Colômbia Peso Livre Argentina

Ibovespa

54.998,41

Variação % 2,71

IBX

18.457,19

2,53

Dow Jones

11.240,26

2,20

Nasdaq

2.480,33

2,58

Merval

2.783,34

3,09

Indicadores*

Índice

Valor

Poupança

06/09

0,650

Poupança p/ 1 Mês

05/09

0,593

TR

05/09

0,090

ao ano

12,00

Juros Selic meta

Salário Mínimo (Federal) Salário Mínimo (RJ)

R$ 545,00 R$ 581,88

(*) Fechamento: 05 de SETEMBRO DE 2011

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do Ministério Público. No dia anterior, em mensagem ao Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff considerou a possibilidade. Chinalia disse que o impacto de R$ 7,7 bilhões causado pelo aumento dos salários prejudicaria a aplicação de recursos em outras áreas e o ajuste fiscal do governo.

JOSÉ CRUZ-ABR

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Setor de máquinas e equipamentos fatura R$ 45,8 bilhões O SETOR de máquinas e equipamentos, no acumulado de janeiro a julho, faturou R$ 45,8 bilhões, 10,3% a mais que o registrado no mesmo período de 2010. O resultado, no entanto, é 2,6% menor que o desempenho alcançado nos sete primeiros meses de 2008, antes da crise financeira

Corte de juros, para analistas, não reflete pressão do governo A DECISÃO do Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir em meio ponto percentual a taxa básica de juros, não significa, na opinião de cientistas políticos, uma ingerência excessiva do governo no Banco Central (BC). “Não vejo por onde ela [a presidente Dilma Rousseff] esteja fazendo pressão exagerada sobre o Banco Central, a não ser o fato de dar opinião favorável à queda, o que está no direito de qualquer governante”, diz Renato Boschi, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp/Uerj). Autor do livro ‘O Banco Central Brasileiro? O Leviatã ibérico”, a ser lançado mês que vem, Eduardo Raposo não considera que a redução inédita de meio ponto

Zito deixa o PSDB e assina ficha do Partido Progressista

percentual, depois de três altas na taxa de juros, possa representar uma ameaça à credibilidade do BC. “No momento em que há necessidade de investimento, de crescimento econômico, normalmente quem ganha é o BNDES. Mas quando é hora de arrumar a casa e espantar as ameaças de processo inflacionário, é o BC quem vence’, diz. Esta foi a primeira vez no ano que o BC decide baixar a Selic. Segundo a diretoria do banco, os atuais índices de inflação não comprometem as metas do governo em relação aos reajustes de preços. “Tendo em vista indicações recentes de redução do risco de desvio da inflação em relação às metas, o Copom decidiu reduzir a Selic”.

internacional. Em julho, o setor faturou 6,9 bilhões, resultado 1,1% superior ao de junho e 10,9% ao de julho de 2010. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. A balança comercial do setor esta deficitária este ano em US$ 10,2 bilhões. PÁGINA 8

Atualidade

Estado tem 13 mi vagas para qualificaçao profissional Pais

Repasses para as ONGs não sofreram fiscalização Internacional

UE reconhece ameaça de recessão e menor crescimento www.jornalcapital.jor.br

Dados indicam perda de competitividade da indústria

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Produção de gás no pré-sal começa na próxima semana O DIRETOR de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella revelou, no dia 1º, que a produção de gás no présal deve começar já na próxima semana. “É um fato histórico”, avaliou, durante palestra que abriu seminário sobre o desenvolvimento da cadeia de fornecedores de petróleo e gás, realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. “Conseguimos,

apenas cinco anos após a descoberta do pré-sal, colocar o campo de Lula em produção de óleo e gás. E ele está a 300 km da costa”, comemorou Estrella. Ele ressaltou o crescimento da produção previsto para os próximos anos. Hoje, a Petrobras produz 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia (óleo e gás) no Brasil e no exterior. “Nossa previsão é chegar a 3,7 milhões em 2015 e 6 milhões de bpd em 2020. Esse crescimento

é produto da descoberta do pré-sal”. Estrella destacou a importância estratégica de desenvolver a cadeia de fornecedores no Brasil, ressaltando que as empresas brasileiras sempre estiveram junto à Petrobras ao longo da história da Companhia. - Contabilizamos que precisaríamos de 40 navios-sonda (para perfuração). Esses equipamentos têm forte demanda por motivos geológicos, pois grande parte das desco-

bertas hoje se dá em águas profundas e ultraprofundas. Contratamos então as 12 primeiras sondas no exterior, que estão chegando. As outras 28 sondas serão construídas, pela primeira vez, no Brasil. Sete já foram licitadas e 21 estão em licitação - contabilizou o geólogo, acrescentando que elas terão entre 55% e 65% de conteúdo nacional. “É um índice alto, pois essas sondas, que são altamente complexas, nunca foram feitas no País”.

Indústria de alta tecnologia está sob risco, mesmo com bom desempenho ANÁLISE sobre a produção da indústria brasileira feita pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que o crescimento industrial variou conforme o grau de complexidade tecnológica. Os segmentos cujo uso de tecnologia é mais intenso, como fabricação de aviões, equipamentos médico-hospitalares, relógios, computadores, televisores e aparelhos de DVD, tive-

ram aumento de produção de 6,6% no último semestre na comparação com o 1º semestre de 2010. O desempenho é bem superior ao verificado na indústria de baixa complexidade, que registrou queda de 1,6%. De acordo com o Iedi, há uma escada na performance dos setores: os segmentos de média-alta tecnologia cresceram 2,5%; e a indústria de média-baixa tecnologia subiu em 2,3%. O câmbio e a estabilidade de preços dos componentes no mercado internacional explicam a diferença na evo-

lução dos indicadores industriais. Os setores de menor intensidade tecnológica sofreram com a concorrência direta de produtos importados, já os setores com maior complexidade se aproveitaram do real apreciado para importar componentes de baixo valor. “Na medida em que eles importam peças a preços mais baixos, têm custos menores e, assim, conseguem manter produtos a preços baixos e ter uma produção ainda crescente”, avalia o economista chefe do Iedi, Rogério Souza. Segundo ele, o melhor

desempenho, no entanto, guarda o forte risco de desindustrialização nacional. Cada vez mais, os fabricantes utilizam peças importadas de fornecedores estrangeiros e as cadeias produtivas no Brasil diminuem de tamanho. “Não é sustentável manter os nossos níveis de produção por esse fator. Não existe prática no mundo que para estimular um setor mantenha o câmbio valorizado por muito tempo. As consequências são mais graves”, alertou o economista.

Ponto de Observação ALBERTO MARQUES

Dilma tem solução caseira para o SUS IMPOSSIBILITADA pelas famosas forças ocultas, que se escondem na base governista, de prosseguir na faxina geral e irrestrita da estrutura do Governo, medida profilática que iría descobrir os ralos ponde onde desaparecem os bilionários recursos destinados á Saúde, a presidente Dilma clama pela volta da CPMF, desta vez carimbada como “Exclusiva para o SUS”, muito embora disponha de uma fórmula caseira, que dispensaria a criação de novos tributos, quer como Imposto, quer como contribuição compulsória. E essa fórmula verdadeiramente milagrosa saiu do próprio Ministério da Saúde. Ao participar de um debate em torno das fontes de financiamentos da Saúde, que, segundo Dilma Rousseff, deve ser universal, gratuita e de qualidade, o deputado e médico Alexandre Padilha, do PMDB, indicou as tres fontes a serem literalmente exploradas para garantir

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os recursos reclamados por sindicatos, prefeitos e governadores para o financiamento da Saúde em todo o País: os tributos cobrados pelos consumidores de fumo, bebida alcoólica e donos de veículos automotores, o atualmente mal aplicado IPVA. E a escolha dessas tres fontes não foi aleatória ou mero capricho de um médico. As estatísticas demonstram que a maior parte dos casos que acabam na rede de Saúde derivam do uso do álcool {porta de entrada para o uso de outras drogas mais agressivas}, do fumo [principalmente na área da oncologia} e acidentes de trânsito. Não se pode esquecer que muitos atropelamentos ou batidas de automóveis e caminhões resultam do consumo de álcool e/ou drogas. Assim, com a receita dos impostos cobrados sobre o consumo de álcool, fumo e uso dos automóveis, seria possível melhorar e ampliar o Sistema Único de Saúde. Com exceção da parcela da população com maior renda e que tem carro próprio, os demais contribuintes compulsórios

desses tributos seriam, lá na frente, os beneficiários de um moderno e eficiente sistema de saúde, onde os pacientes sejam tratados com dignidade, não como ocorre hoje na maioria absoluta da rede pública, como escória da sociedade. Não é possível que um País que dispõe dos equipamentos e procedimentos mais modernos na salvação de vidas – principalmente na área de transplante de órgãos – não tenha leitos suficientes na rede hospitalar, no momento em que as pesquisas feitas pelo próprio governo revelam o fechamento de hospitais e extinção de leitos em todo o País. Um governo que usa os Direitos Humanos como senha para o reconhecimento de outro País soberano, como é o presente caso da Líbia, não pode tratar os pacientes como se fossem parias! Uma vantagem adicional da transferência para a Saúde dos impostos gerados pela venda de bebidas alcoólicas, de fumo e de veículos é que vem num crescendo o consumo desses produtos, isto é, a base de contribuição está em

constante crescimento, o que evitaria a criação de novas alíquotas dos tributos que hoje são cobrados dos consumidores dessas tres áreas. Já que as Centrais Sindicais, que se beneficiam do Imposto Sindical, deveriam, em tese, defender os interesses dos trabalhadores, as maiores vítimas do atual sistema de Saúde, elas poderiam dar a sua contribuição, pressionando os parlamentares para que incluam na Emenda Nº 29, que Dilma Rousseff já apelidou de “presente de grego”, os tributos gerados pelo consumo de fumo, bebida e uso de veículos automotivos como fonte de financiamento da Saúde. Para evitar que os lobbies das grandes empresas do ramo justifiquem a manutenção do “status quo”, os parlamentares poderiam/deveriam excluir apenas os veículos de transporte de carga ou passageiros, como ônibus e caminhão. Como dizia o comercial de conhecida operadora de telefonia: simples assim!

Coluna do Moreira Moreira Franco é Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

Banco Popular RESOLVER o simples pagamento de um boleto de cobrança deixou de ser um evento quase solene, que obrigava o cidadão a por roupas formais para enfrentar o raio-x da porta de uma agência bancária. Isso ocorre porque o Brasil criou os correspondentes de bancos. Hoje existem 151 mil deles espalhados pelo país realizando operações bancárias em lugares como papelarias, supermercados, açougues, vendas, lotéricas, cartórios, Correios e concessionárias de veículos. Um caso incomum e bem sucedido em que os bancos foram onde o povo está. Em reportagem recente publicada por um grande jornal carioca, a jornalista Vivian Osvald dá a dimensão da importância dos correspondentes para a economia brasileira: sozinhos, eles já respondem por mais da metade do crédito concedido às pessoas físicas no país e injetam R$394 bilhões na economia. A importância social desses agentes não é menor que a econômica. Os correspondentes da Caixa são o principal canal para a concessão de benefícios sociais à população. O banco, por meio de comércio e lotéricas, responde por 71,1% dos pagamentos do Bolsa Família, 19% do INSS e 30 milhões de benefícios ao trabalhador (PIS, abono salarial e seguro-desemprego). No total, só pelos correspondentes da Caixa, circulam cerca de R$ 33 bilhões por ano, ou 146 milhões de atendimentos. Os números impressionam, mas o mais importante é o que está por trás deles. Foi graças a essa rede de correspondentes que grande parte dos 30 milhões de brasileiros que entraram no mercado de consumo nos últimos dez anos puderam ser incluídos no sistema financeiro. A conta bancária aberta na loja da esquina significou para os novos clientes acesso a crédito para aquisição de bens, compra da casa própria e o financiamento do curso superior. A rede de correspondentes pode ser considerada o banco do povo da nova classe média. Os correspondentes não tiram emprego de ninguém. Eles facilitam o dia-a-dia, pois funcionam em horário comercial e até nos sábados. Por tudo isso, é lamentável que ainda questionem no Congresso a existência desse serviço, justamente quando atende mais brasileiros e aos brasileiros que mais precisam dele.

Balança comercial fecha agosto com superávit de US$ 3,873 bi O SUPERÁVIT comercial de agosto chegou a US$ 3,873 bilhões, maior do que o resultado registrado em igual período de 2010 (US$ 2,392 bilhões), informou dia 1º o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No mês passado, as exportações chegaram a US$ 26,158 bilhões, com média por dia útil de US$

1,137 bilhão. As importações somaram US$ 22,285 bilhões, com média por dia útil de US$ 968,9 milhões. De janeiro a agosto, o superávit comercial ficou em US$ 19,959 bilhões, resultado maior do que o registrado em igual período de 2010 (US$ 11,618 bilhões). Nesse período, as exportações chegaram a US$ 166,713 bilhões.

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Agronegócio alcança recorde de exportações em 12 meses BANCO DE IMAGENS

O AGRONEGÓCIO brasileiro alcançou um novo recorde ao exportar, no acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto de 2010 e julho deste ano, US$ 85,76 bilhões em produtos agropecuários. O resultado é 23,7% maior que o registrado nos 12 meses anteriores, quando o valor comercializado para o exterior foi US$ 69,36 bilhões. As importações, na comparação entre os

dois períodos, aumentou 34,2%, passando de US$ 11,86 bilhões para US$ 15,91 bilhões. De acordo com o Ministério da Agricultura, que divulgou os dados, o saldo da balança comercial do agronegócio cresceu 21,5% nesse período, ou US$ 12,35 bilhões, passando de US$ US$ 57,5 bilhões para US$ 69,85 bilhões. Os principais compradores dos produtos do agronegócio brasileiro con-

tinuam sendo a China, com participação de 14,8%, os Países Baixos (7,4%), os Estados Unidos (6,7%) e a Rússia (5,7%). Entre os que apresentaram maiores aumentos percentuais nas compras, destacam-se Argélia (104,7%), Espanha (55,9%), Japão (49,3%) e Rússia (40,9%). Em julho, as exportações do setor alcançaram US$ 8,47 bilhões, um aumento de 15,6% em relação

ao mesmo mês de 2010. As importações cresceram 23,8%, chegando a US$ 1,41 bilhão, o que rendeu um superávit de US$ 7,06 bilhões. O saldo é 14,1%, ou US$ 873,5 milhões, maior que o de julho do ano passado. Segundo o ministério, os setores que mais contribuíram para os resultados positivos foram o complexo sucroalcooleiro, com aumento de 53,1% das exportações em julho, a soja, com crescimento de 31,6% e o café, com 12,5%. Entre os três produtos mais vendidos no mês (complexo sucroalcooleiro, soja e carne), com mais de US$ 1 bilhão em exportações, a carne foi o único que teve retração no mês, de 3,2%. As exportações de carne de aves se expandiram, mas as de carnes bovina in natura e suína, esta última mais afetada pelo embargo da Rússia a frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso, diminuíram 22,5% e 17,4%, respectivamente.

Direito Empresarial ARTHUR SALOMÃO*

Novo Código de Processo Civil deverá reduzir risco jurídico para empresas O NOVO Código de Processo Civil deverá reduzir expressivamente o risco jurídico brasileiro e diminuir as chances de que o passado seja, como é hoje, uma fonte de surpresas desagradáveis para as empresas em suas relações com o Fisco. Segundo o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), duas mudanças vão afetar diretamente a vida das empresas. A primeira é que as companhias que têm os mesmos pedidos na Justiça tenham a mesma decisão. A segunda é que as mudanças de entendimento do Judiciário, que

trazem inesperados custos adicionais de impostos e de produção às empresas, só podem valer a partir de posição definitiva dos tribunais superiores. Essas duas mudanças estão previstas na reforma do Código de Processo Civil (CPC) e podem transformar-se em realidade a partir de 2013. O texto já foi aprovado no Senado e, se passar na Câmara, vai impedir que empresas que contam com decisões judiciais para não pagar determinados tributos tenham de fazê-lo, caso o Judiciário mude de posição, arcando inclusive com custos por anos anteriores à

nova orientação. O novo Código terá incidentes processuais que permitirão ao STF assumir casos de instâncias inferiores e dar uma diretriz única para todo o país. Se, nesses casos, houver mudança de jurisprudência, o novo entendimento só será aplicado a partir da decisão do STF, que terá de ser explícito sobre a partir de quando ele passará a valer. Será uma proteção às empresas. Fux informou que pelo menos dois grandes casos devem ser decididos pelo novo processo - a possibilidade de empresários abrirem filiais de suas lojas

(*)ARTHUR SALOMÃO É ESPECIALISTA EM DIREITO EMPRESARIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL.

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próximas a shopping centers com os quais já têm contratos e a de as lojas de conveniência em postos de gasolina poderem vender remédios anódinos, como aspirina e vitamina C. Uma vez adotado, esse incidente também permitirá ao STF dar orientação única para milhares de questões, como a cobrança de tributos, cujo pagamento, hoje, depende de decisões que costumam ser divergentes na Justiça algumas empresas pagam e outras não. Pelo instrumento, o STF terá o prazo máximo de um ano e meio para dar uma resposta única a todas as empresas do país.

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Conversa com a Presidenta Encaminhe perguntas para a Presidenta: redacao@jornalcapital.jor.br ou redacao.capitalmercado@gmail.com

JERUSA DE ALENCAR VIVEIROS, 42 anos, agricultora em Petrolina (PE) - Como o governo pode incentivar os agricultores familiares para que eles possam plantar mais, ganhar mais dinheiro, se capitalizar, colocar comida na mesa? Presidenta Dilma - Jerusa, nós já temos várias políticas voltadas para a agricultura familiar, que é um dos pilares do nosso processo de crescimento econômico com inclusão social. Em julho, lançamos o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, que disponibiliza R$ 16 bilhões para financiamento. As taxas de juros para projetos de investimentos foram reduzidas à metade – passaram de 4% ao ano para apenas 2% ao ano – e o limite de crédito foi ampliado para R$ 130 mil, com até 10 anos para pagar. Visando garantir a renda dos produtores, reservamos R$ 300 milhões para a Política de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar (PGPM-AF), que serão utilizados quando os preços do mercado estiverem muito baixos. Outro incentivo foi a ampliação, para R$ 793 milhões, do orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite a compra de produtos da agricultura familiar, garantindo a regulação de preços e destinando parte da produção às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional. Há ainda a previsão de que pelo menos 30% dos recursos para merenda escolar sejam destinados à compra de produtos desses agricultores. No programa Brasil sem Miséria, estamos fornecendo sementes, assistência técnica e apoio na documentação civil, visando a inclusão produtiva das famílias de agricultores familiares em situação de extrema pobreza. Além disso, estamos fazendo parceria com a rede privada de supermercados, para que comprem os produtos da agricultura familiar. DAGMAR FERREIRA DE QUEIROZ, 35 anos, doméstica em Teresópolis (RJ) - O Bolsa Família ganhará algum aumento ainda nesse ano? Presidenta Dilma - Nós já reajustamos o Bolsa Família este ano, Dagmar. Desde abril, os benefícios estão sendo pagos com reajuste médio de 19,4%, o que representa um ganho real, ou seja, acima da inflação, de 8,7%. Os valores dos benefícios, que iam de R$ 22,00 a R$ 200,00, passaram a variar de R$ 32,00 a R$ 242,00. Os reajustes foram diferentes para as diversas parcelas que compõem o benefício. O maior crescimento ocorreu em relação à parte correspondente às crianças e jovens de até 15 anos de idade, que teve reajuste de 45,5%. Isso por que nossa preocupação principal é com as crianças e jovens mais pobres – queremos criar as condições para que possam sair da pobreza. Esta foi a quarta recomposição dos valores dos benefícios, desde que o Bolsa Família foi criado, em outubro de 2003. Os recursos investidos no Bolsa Família dão imenso retorno ao Brasil, pois movimentam praticamente todos os setores da economia – cada R$ 1,00 investido no programa aumenta em R$ 1,44 o Produto Interno Bruto (PIB). Com esse estímulo ao crescimento e à geração de empregos, ganham, não apenas os beneficiários do Bolsa Família, mas todos os brasileiros. RAMALHO CRISPIM, 55 anos, pequeno empresário em Varjota (CE) - 35 mil empresas, com débitos totais de cerca de R$ 5 bilhões, foram excluídas do Simples Nacional. Por que a Receita não permite que os débitos sejam parcelados, se existe parcelamento em todos os órgãos governamentais? Presidenta Dilma - Na realidade, em 2010, de todas as empresas optantes pelo Simples Nacional, existiam 560 mil com débitos que chegavam a R$ 4,3 bilhões. Desse imenso conjunto, Ramalho, a Receita notificou apenas as 35 mil que tinham as maiores dívidas. Como 5 mil regularizaram a situação, a Receita excluiu 30 mil devedores. Ou seja, 94,6% dos devedores tiveram uma segunda chance. O parcelamento não pôde ser feito porque a Lei que criou o Simples não permite. Mas nós incluímos a possibilidade de parcelamento no Projeto de Lei que enviamos ao Congresso para aperfeiçoar a Lei do Simples. Com a aprovação, mesmo as empresas que foram excluídas podem parcelar os seus débitos e fazer nova opção pelo Simples Nacional. Este mesmo projeto aumenta o limite de faturamento anual, para opção pelo Simples, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. Para os que exportam, o limite passará a ser de R$ 7,2 milhões, bastando que a metade deste valor seja de vendas para o exterior. O Simples Nacional, criado há quatro anos, entre outras vantagens, unifica 8 tributos das áreas federal, estadual e municipal, exigindo apenas uma declaração, e reduz a carga tributária em índices que variam de 12% a 67% no nível federal.

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06 a 12 de Setembro de 2011

Claise defende jornada de 30 para assistentes sociais divulgação

OS DEPUTADOS estaduais Claise Maria Zito (PSDB) e Marcelo Freixo (PSol) vão procurar pessoalmente a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos para cobrar o cumprimento da Lei federal 12.317/10, que ajusta a jornada de trabalho de 30h para assistentes sociais sem redução salarial. A iniciativa foi anunciada durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), com representantes do Conselho Regional de Serviço Social do Rio (Cress). “Sabemos que alguns órgãos públicos não

estão cumprindo a lei, que já está há um ano em vigor, e é inadmissível, porque o Estado não pode não cumprir uma lei. Em relação às universidades federais, assim como à Prefeitura do Rio, que tem mais de mil assistentes, e ao Tribunal de Justiça, enviarei ofício pedindo que o direito seja garantido”, afirmou Freixo, presidente da comissão, lembrando que o poder de fiscalizar prefeituras cabe às Câmaras de Vereadores. - Os assistentes sociais são a primeira porta de entrada de qualquer esfera de governo para lidar diretamente com as reais necessidades da população mais

carente. É preciso valorizar a atuação destes profissionais, garantindo que possam atuar durante as 30 horas previstas na lei, de forma a proporcionar mais tempo a sua qualificação. Além disso, precisamos garantir salários mais dignos e melhores condições de trabalho para estes profissionais que lidam diretamente com a vida humana - disse Claise, que é assistente social. Segundo a vice-presidente do CRESS, Moara Paiva, alguns argumentos e subterfúgios estão sendo adotados pelos empregadores. “A incidência do não cumprimento é no setor

público, tanto na esfera federal, quanto na estadual e municipal, porque eles alegam que o texto da lei faz referência a ‘contrato de trabalho’ e que este contrato não incluiria os servidores públicos. Mas sabemos que contrato de trabalho significa qualquer ligação de empregador, empregado”, disse Moara. A funcionária do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Márcia Fortuna, disse que os 70 assistentes sociais trabalham 40 horas. “A divisão jurídica da Uerj afirmou que era inconstitucional”, contou. No caso dos hospitais privados, o advogado da Federação dos Hospitais, Alexandre Riscado, afirmou que a maioria cumpre a jornada de 30 horas, mas afirmou que a entidade, sendo notificada, vai tentar o diálogo com os estabelecimentos que não estiverem dentro da lei. Já no caso da Prefeitura, que, segundo o CRESS, é o órgão que tem mais profissionais prejudicados, a assessora jurídica da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio, Michele Cáritas, afirmou a todos os presentes que o secretário Rodrigo Bethlem já teria se manifestado informando que cumprirá a adequação.

Vereador acusado de desacatar médicas em posto de Imbariê BANCO DE IMAGENS

O VEREADOR Cláudio César Rodrigues Pereira, conhecido como Tato (PSDC) foi denunciado na 62ª DP por invadir o Posto de Saúde de Imbariê e

desacatar médicas plantonistas e um agente administrativo da Prefeitura com palavras ofensivas. O fato aconteceu na madrugada de sexta-feira (2) e as vítimas registraram queixa crime contra o parlamentar. Segundo o registro 6203063/2011, o vereador aparentemente embriagado, chegou ao posto e começou a ofender os funcionários da equipe de plantão chamando alguns de vagabundos. Em seguida, tentou

invadir o alojamento feminino sendo impedido pelo vigia da unidade. O vigia e as quatro médicas foram à delegacia e registraram queixa contra o invasor. Todos se comprometeram a comparecer no dia 1º de novembro, às 11h, ao I Juizado Especial Criminal da cidade para audiência preliminar, segundo informou a Prefeitura. Procurado pelo Capital, o vereador, através de sua assessoria, negou as

acusações e disse que o a denúncia era mentira. A assessoria informou que o vereador foi acordado por um vizinho na madrugada do episódio, de quem ouviu relato de que tinha ido ao posto e não foi atendido, pois os médicos estavam dormindo. A nota diz que o vereador lá esteve e “constatou o descaso” mas não desacatou os profissionais. A nota encerra afirmando que o vereador “é oposição ao Prefeito”.

Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado Jornalista Roberto Marinho GEIZA ROCHA é jornalista e secretária-geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro ornalista Roberto Marinho. www querodiscutiromeuestado.rj.gov.br

Os desafios da Educação A BIENAL do Livro, que vai até o dia 11 de setembro no Riocentro, além de trazer grandes autores e aproximar escritores de seus leitores é também um espaço de experimentação e de formação de uma nova geração de amantes da literatura. É animador ver o interesse que o evento desperta neste público, que lota os corredores e estandes. Os jornais retratam isso, e um dos espaços mais disputados pelas crianças e jovens nesta edição é o de degustação, em que e-books e tablets ficam à disposição deles para que utilizem e se apaixonem. Apesar do alto preço destes produtos, a expansão da banda larga e a fabricação no País destes aparelhos pode torná-los acessíveis, como já ocorreu com o computador. Se isso acontecer, esta será mais uma área em que a tecnologia pode nos salvar, já que infelizmente ainda somos ineficazes na aproximação entre a população e a leitura. Na medida em que os tablets e e-books se popularizarem, podemos fazer chegar os livros àqueles que ainda os vêem como artigos de luxo. E não é à toa que isso ocorre. Não conseguimos, até hoje, formar uma cadeia produtiva do livro. Enquanto nos Estados Unidos são produzidos 11 livros per capita ao ano, na França, 7, e no Brasil, 2,4. Desses 2,4, apenas 0,7 são livros não-didáticos. Sem uma indústria do livro, que poderia a partir da produção em massa barateá-los, fica muito difícil construirmos um Brasil de leitores a despeito dos incentivos já existentes. Precisamos resolver este gargalo com urgência. Se queremos fazer deste um País sem pobreza, devemos começar investindo não apenas na educação formal, mas em mecanismos que a apóiem, como é o caso dos livros não-didáticos. Não importa o formato: papel ou cristal líquido, o que importa é que os jovens possam “degustá-los” em suas casas ou em espaços coletivos, como as bibliotecas, e torná-los parte integrante de suas vidas. Requerimentos de falência ocorridos na Baixada Fluminense em agosto de 2011 Comarca de Duque de Caxias 03/08/2011 - Cartório da 2ª Vara Cível 0020692-32.2011.8.19.0001 Autor: Hyats Comercio Ltda Réu: Santos e Scremin Ltda Me e outros 15/08/2011 - Cartório da 1ª Vara Cível 2215919-60.2011.8.19.0021 Autor: Luiz Gonzaga de Lima Réu: Engecarf Engenharia Ltda e outros Requerimento de Falência / Recuperação Judicial e Falência / Empresas 26/08/2011 - Cartório da 4ª Vara Cível 2218181-80.2011.8.19.0021 Embargante: Paulo Cesar de Oliveira Embargado: Massa Falida de Revenquimica Industria e Comercio de Produtos Quimicos Ltda Comarca de Nova Iguaçu 30/08/2011 - Cartório da 3ª Vara Cível 0139165-60.2011.8.19.0038 Requerente: Marcos Paulo Nascimento Silva Réu: Nasavig Prestadora de Servicos de Vigilancia Armada e Desarmada S/A

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Mercado reduz mais uma vez estimativa de crescimento do PIB A PROJEÇÃO de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano caiu pela quinta semana seguida. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,79% para 3,67%. Para 2012, a estimativa foi reduzida pela segunda semana consecutiva, ao passar de 3,90% para 3,84%. As informações constam do

boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base na expectativa dos analistas para os principais indicadores da economia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (2), o PIB alcançou R$ 1,02 trilhão no segundo trimestre. Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 0,8%. Em rela-

ção ao mesmo período do ano passado, a economia cresceu 3,1% no segundo trimestre deste ano, a menor taxa desde o terceiro trimestre de 2009, quando houve uma queda de 1,8%. A estimativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, caiu de 2,96% para 2,63%. Para 2012, a projeção continua em 4,30%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 39,15%

para 39,20%, em 2011, e permanece em 38%, no próximo ano. A expectativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 1,60, ao fim de 2011, e em R$ 1,65, ao final de 2012. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 22,90 bilhões para US$ 23 bilhões, este ano, e caiu de US$ 12,10 bilhões para US$ 11,60 bilhões, em 2012.

Zito assina filiação ao Partido Progressista O PREFEITO de Duque de Caxias é o mais novo integrante do Partido Progressista. A ficha de filiação foi assinada sexta-feira (2), durante uma visita do presidente do PP, senador Francisco Dornelles, à sede da Prefeitura. Os

dois conversaram sobre os projetos desenvolvidos pelo governo municipal para melhorar a qualidade de vida da população. O anúncio da transferência de Zito do PSDB para o PP foi anunciada em primeira em entrevista exclusiva ao

Capital, publicada dia 24 de maio. Em 2008, quando venceu a eleição para a atual gestão, foi através de uma coligação que incluía os dois partidos. Com a filiação de Zito e sua candidatura à reeleição, o objetivo

do partido é trabalhar para eleger um considerável número de vereadores no próximo pleito do município. A filiação de Zito reuniu, também, dezenas de simpatizantes e vereadores da base governista na Câmara Municipal.

Mazinho inicia campanha para filiar 20 mil ao PDT O PRÉ-CANDIDATO a prefeitura de Duque de Caxias, vereador Dalmar Lírio Mazinho de Almeida Filho, o Mazinho, presidente da Câmara, participou de um grande

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encontro na manhã de sábado, dia 2 de setembro, na “Fábrica de Sonhos”, no bairro Vila São Luiz, evento que contou com a presença de mais de 300 amigos que lotaram a qua-

dra. O objetivo do Mazinho era dar a partida para alcançar uma meta de 20 mil filiações no PDT até o fim do ano. “O PDT é a mudança para Caxias, o novo e com certeza vai

fazer história na cidade”, afirmou o vereador, que trocou o PSDB pela tradicional agremiação fundada por Leonel Brizola, cercado de familiares, amigos e correligionários.

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Bastidores de Brasília Priscilla Ricarte, jornalista, é correspondente do Capital em Brasília

Câmara discutirá dedução de impostos para tablets produzidos no país A CÂMARA analisa esta semana a Medida Provisória 534/11, que reduz a zero o PIS e Cofins incidentes sobre a venda de tablets - computadores portáteis com tela fina e sensível ao toque - produzidos no Brasil. Por causa do feriado de 7 de setembro as sessões serão realizadas na segunda e terça. Por meio de decreto, o governo também reduzirá o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Importação (II). A redução de tributos é uma das condições para que esses dispositivos sejam produzidos aqui, conforme negociações feitas pela equipe da presidente Dilma Rousseff em sua visita à China, no início do ano. Além desta, outras quatro Medidas Provisórias trancam a pauta do Plenário: - MP 535/11: cria os programas de apoio à conservação ambiental e de fomento à produção rural, direcionados às famílias em situação de extrema pobreza. - MP 536/11: reajusta para R$ 2.384,82 o valor da bolsa para médicos-residentes a partir de 24 de junho deste ano. - MP 537/11: abre crédito extraordinário de R$ 500 milhões para os ministérios da Defesa e da Integração Nacional usarem em ações de defesa civil MP 538/11: prorroga, até 31 de dezembro de 2012, 53 contratos temporários de pessoal do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

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Atualidade Bienal do Livro: Debates são destaque da programação PELA PRIMEIRA vez na condição de país homenageado pela Bienal do Livro do Rio, que se realiza no Riocentro, o Brasil é tema de vários debates e encontros que integram a programação cultural do evento, aberto na última quinta-feira (1º) e que se estende até domingo (11) no Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Nesta próxi-

ma quarta-feira (7), Dia da Independência, o jornalista e escritor gaúcho Eduardo Bueno será a atração da atividade Encontro com Autores, às 15h, apresentando o tema “Pátria Amada Pátria Minha? Como o Brasil Se Tornou Mais Brasil?”. Autor de best-sellers sobre os primeiros anos da história do Brasil, como A Viagem do Descobrimento e Náufragos, Traficantes e Degredados, Bueno terá

como mediadora no debate com os leitores a também jornalista e escritora Valéria Martins. No mesmo dia, em mais uma atividade da programação cultural Mulher e Ponto, às 17h, o tema em debate será a presença feminina na Academia Brasileira de Letras (ABL). As escritoras Nélida Pinõn e Ana Maria Machado, ambas integrantes da ABL, farão as discussões. Na vés-

Estado oferece mais de 13 mil vagas em cursos de qualificação A SECRETARIA de Trabalho e Renda do Estado vai oferecer um total de 13.487 vagas para qualificação profissional em todo o estado até o fim de 2011. As primeiras 810 começaram a ser preenchidas nesta segunda-feira (5), com a abertura das inscrições para a segunda turma do projeto Cidadão Olímpico, que vai profissionalizar moradores de nove comunidades do Rio de Janeiro em diferentes áreas do turismo. As outras oportunidades começam a ser oferecidas a partir de novembro.

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Elas fazem parte do Plano Territorial de Qualificação (Planteq), que vai qualificar 2.677 pessoas nas áreas de petróleo e gás, indústria naval, turismo e comércio; e do ProJovem Trabalhador, que vai oferecer 10 mil vagas em cursos profissionalizantes voltados para construção civil, telemática, esporte, turismo e comércio. Em sua segunda fase, o Cidadão Olímpico vai beneficiar os moradores do Complexo do Alemão, Vila Cruzeiro, Jardim Gramacho, CantagaloPavão-Pavãozinho, Vigário Geral, Rocinha, Maré, Jardim Primavera e Re-

alengo. Os cursos têm duração de seis meses, com aulas três vezes na semana, que acontecem dentro dos ônibus do programa, equipados com computadores. Os alunos podem escolher entre as formações para camareira/arrumadeira, capitão porteiro/mensageiro, barman/barwoman, garçom/garçonete. Português e inglês são oferecidas em todas as especializações, além de aulas práticas no hotelmodelo do Centro de Cidadania Rinaldo Delamare, em uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social.

pera (6), às 19h30, outro debate reúne a historiadora Magali Engel e a advogada e escritora Rosiska Darcy de Oliveira, abordando o tema As Mulheres da História do Brasil”. Duque de Caxias terá uma autora representando o município, no último dia da Bienal, às 13h. Maria Vitória da Silva Santana, de 8 anos, estará lançando o livro artesanal “No mundo de Vivi”, no estande da

Biblioteca Comunitária Solano Trindade. A história contida na obra mostra a visão que a menina tem a respeito do mundo, a partir do universo infantil em que vive, buscando uma forma de preservar o mundo. A Bienal do Livro Rio, que ocupa uma área de 55 mil metros quadrados e onde se concentram 950 expositores, funciona nos seguintes horários: Dia 6 (09h às 22h), dia 7 (10h

às 22h), dia 8 (09h às 22h), dia 9 (09h às 22h), dia 10 (10h às 22h) e dia 11 (10h às 22h). A entrada custa R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Ela pode ser adquirida no próprio local e em vários como postos de gasolina, agências de turismo e shoppings, entre outros locais. O telefone de contato é (21)¬ 3035-3100.

Projeto homenageia artistas de Caxias no Armando Mello C O M P L E TA M E N T E reformado, o Teatro Municipal Armando MeloTEMAM, de Duque de Caxias, inaugura sextafeira (9), às 19h, o projeto Sexta Especial - Homenagem ao Artista de Duque de Caxias. Para a estréia, foi convidado o violonista Joaquim Bernardo da Costa, o Kim, que está completando 63 anos de carreira. O músico, trabalhou nas rádios Nacional e Tupi entre as décadas de 40 e 50, acompanhando artistas como Angela Maria, Ademilde Fonseca, Emilinha Borba, Gilberto Alves, Marlene e Nelson Gonçalves, entre

tantos outros. A entrada e franca e o Teatro funciona na Rua Frei Fidélis s/nº, no Shopping Center de Duque de Caxias. O telefone do teatro é 2671-3056. Os cantores e músicos convidados para homenagear o veterano instrumentista são André Vianna, Beto do Cavaco, Beto Gaspari, Bira da Vila, Braguinha, Canthídio, Chiquinho Maciel, Dagô, Denilson do Cavaco, Hugo do Araruama, Iris de Paula e Vidigal, com apresentação de Gelson Costa. No acompanhamento, o grupo Amigos do Samba: Índio (cavaco), Jorginho (vocal), Luizinho (surdo), Neizinho (tantan),

Nilton (pandeiro), Tatão (reco-reco), Tizil (violão) e Zé Antonio (tamborim). O show tem direção de Carlos Lima. Kim é também fundador da Associação Carnavalesca de Duque de Caxias, a ACDUC, a qual presidiu algumas vezes, e foi jogador de futebol profissional por cerca de dez anos. Aos 81 anos de idade, Kim ainda está na ativa e não perde uma boa seresta ou roda de samba. “Não entrei na música por dinheiro, toco porque me dá prazer”, diz.

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País Governo quer parceria de escolas e lan houses para ampliar acesso à internet O SECRETÁRIO executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, avalia como “acertada” a estratégia do governo de querer ampliar o acesso à internet de alta velocidade na zona rural por meio da frequência de 450 mega-hertz (MHz), em vez do uso de satélites. Ele disse que o Estado tem “uma dívida com o Brasil rural” por ainda não ter concretizado a inclusão digital nessas áreas e

acenou com a possibilidade de o governo criar mecanismos para as aproximar lan houses das escolas públicas e dos cursos técnicos promovidos pelo Sebrae. Ele credita esse atraso a uma decisão estratégica do governo, que optou pela migração da frequência de rádio usada pela Polícia Federal (450 MHz) a fim de abrir espaço para a interiorização da internet. “Atrasarmos em dois anos [aguardando a liberação da frequência, pela PF, e a

licitação para uso] com o objetivo de evitar preços maiores na transmissão de internet por satélites”, disse Alvarez. O governo ainda está aguardando a migração da PF para outra

Nova versão do cartão Emoções quer atrair consumidor masculino A CREDICARD vai lançar uma nova versão do cartão de crédito de Roberto Carlos até o final do ano. A diferença em relação à atual é que ela não traz uma imagem do cantor. O lançamento é uma forma de atrair o público masculino. Pesquisas feitas pela empresa revelaram que muitos homens tinham interesse no cartão “Emoções”, mas se sentiam desconfortáveis em levar na carteira um produto com a foto de Roberto. O cartão de Roberto Carlos foi lançado em abril e, até o momento, vem atraindo principalmente o público femini-

no. “Já temos 100 mil cartões e o compromisso de atingir 250 mil no primeiro ano”, diz Cintia Yamamoto, superintendente de marketing da Citi Brasil. “Queremos chegar a um milhão de amigos nos próximos cinco anos”, afirma Cintia. Convencer o Rei a ter um cartão de crédito com seu nome levou tempo.

Segundo seu empresário, Dody Sirena, já nos anos 1990 um banco fez uma proposta neste sentido. “Naquela época, o Roberto estava na sua fase mais religiosa”, lembra Sirena. “Então, quando falei da proposta, ele disse: ‘Não posso aceitar. Imagine se alguém usa o meu cartão para pagar o motel que levou a amante?’

faixa de frequência para abrir a licitação da faixa de 450 MHz. Ele acenou também com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Teleco-

municações (Fust) para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pessoas do meio rural à banda larga. O secretário propôs, ainda, a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses para tornálas um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação. “As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S”, disse Alvarez. O Sistema S é

um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes. Alvarez acrescentou que estão sendo analisadas parcerias com o Ministério da Educação com o objetivo de incluir as lan houses no Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), para usar dessas estruturas na rede pública de ensino.

Mais da metade dos repasses a ONGs não foram fiscalizados BENEFICIADAS por R$ 3,5 bilhões nos cofres federais apenas no ano passado, as organizações não governamentais (ONGs) contam com um estímulo para terem o nome envolvido em irregularidades: a incapacidade de fiscalização pelo Poder Público. Em 2010, 45,7 mil convênios não tiveram a prestação de contas analisada, num total de R$ 21,1 bilhões empenhados (autorizados) e cuja aplicação não teve qualquer acompanhamento. O valor equivale a 54,9% - mais da metade - dos R$ 38,4 bilhões em convênios fechados desde 1999 entre a União e entidades sem

fins lucrativos. Os números constam do Relatório das Contas de Governo do Exercício de 2010, aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em junho com ressalvas. De acordo com o levantamento, 2.780 entidades deixaram de entregar a documentação, mas o principal problema ocorre com as organizações que enviaram os esclarecimentos, mas não tiveram a prestação de contas verificada. Ao todo, 42.963 convênios estavam nessa situação no fim do ano passado, num atraso médio de seis anos e dez meses na análise dos papéis. Se a fiscalização da atuação das entidades sem fins

lucrativos leva tempo, a punição é mais rara. A estatística mais recente, divulgada pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) das ONGs, que começou em 2007 e só teve o relatório publicado em dezembro do ano passado, apontava que apenas 2,7% dos convênios firmados entre 1999 e 2006 foram considerados inadimplentes e tiveram a liberação de recursos suspensa pelo governo federal. Se forem levados em conta os contratos que chegaram a ser suspensos, mas tiveram a punição revertida, o total chega a 3,3%.

Internacional União Europeia reconhece risco de recessão e crescimento modesto O PRESIDENTE da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse nesta segunda-feira (5) que a Europa está ameaçada por uma recessão e previsão de crescimento “modesto”. A análise foi feita no momento

em que há indicadores de instabilidade econômica em países como a Grécia, a Espanha e a Itália, que anunciaram pacotes para redução de gastos. “A última previsão da Comissão Europeia mostra que haverá um crescimento, um crescimento modesto”, disse Barroso.

Segundo ele, a União Europeia e o euro “são fortes e sólidos,” apesar da queda da moeda em comparação ao dólar, nas últimas três semanas. Barroso disse ainda que há previsões da agência de classificação de riscos Standard & Poors, que reduziu

a nota dos Estados Unidos e da Venezuela, indicando que deve ocorrer um “abrandamento do crescimento” no segundo trimestre do ano e a “perspectiva” de uma recessão provavelmente na Europa. No entanto, ele prefere trabalhar com a hipótese de a perspectiva

de recessão não ocorrer, baseado nos esforços dos líderes da comunidade europeia em conter gastos e aumentar a arrecadação. A agência revisou de 1,9% para 1,7% a previsão de crescimento na zona euro em 2011. Para 2012, também houve uma redução

na estimativa, de 1,8% para 1,5%. “Estamos fazendo tudo o que for necessário [para evitar a concretização dessa previsão]”, disse Barroso, reconhecendo que há ainda problemas fiscais e de regulação financeira a serem resolvidos.

Fome pode matar 750 mil pessoas na Somália em quatro meses A FOME pode causar a morte de que cerca de 750 mil pessoas, principalmente crianças e adolescentes, nos próximos quatro meses, na Somália. A conclusão está em um relatório do Centro de Análise para

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Segurança Alimentar das Nações Unidas, divulgado segunda-feira (5) em Nairóbi, no Quênia. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o controle da situação na Somália e de outros países da região denominada Chifre da África, como o

Quênia e a Etiópia, depende da comunidade internacional. O objetivo é reunir aproximadamente US$ 2,4 milhões na tentativa de conter a crise alimentar na área. A Somália é o país mais afetado pela fome e pela seca na região. De acordo

com especialistas, a crise atinge cerca de 13 milhões de somalis. As principais vítimas são crianças com menos de 5 anos. Pelo relatório, a crise na Somália foi causada por uma combinação de fatores desde um longo período de seca, afe-

tando a produção agrícola – principalmente de milho e sorgo – aos conflitos armados internos e à redução de salários. A região mais afetada do país é o Sul. Segundo os especialistas, a tendência é a de todos esses problemas

persistirem ao longo de 2012. O Centro de Análise para Segurança Alimentar das Nações Unidas informou que manterá o monitoramento da área para atualização e análise dos dados.

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Serviços puxam crescimento da economia no último trimestre O CRESCIMENTO de 0,8% do setor de serviços foi a principal alavanca para o aumento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. Os principais destaques no setor foram os serviços de informação (1,9%) e intermediação financeira e seguros (1,6%). O comércio teve crescimento de 1,1% no período. De acordo com dados divulgados dia 2 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços também foram o destaque na comparação com o segundo trimestre de 2010, já que apresentaram um crescimento de 3,4%. Os serviços de informação, com aumento de 5,5%, e o comércio, com alta de 4,9%, foram as principais atividades nessa base de comparação.

A indústria teve um crescimento mais moderado, de 0,2%, no segundo trimestre. O crescimento desse segmento foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que teve alta de 2,2% no período. A produção e a distribuição de eletricidade, gás e água também teve aumento (1,5%). Já a construção civil teve um crescimento menor, de 0,5%, e a indústria de transformação ficou estável em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, a indústria teve um aumento mais expressivo (1,7%), com destaque para a produção e a distribuição de eletricidade, gás e água (3,4%). O PIB teve crescimento de 3,1% na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, de 3,6% no acumulado do ano e de 4,7% no acumulado de 12 meses. BANCO DE IMAGENS

Cresce faturamento do setor de máquinas e equipamentos O SETOR de máquinas e equipamentos, no acumulado de janeiro a julho de 2011, faturou R$ 45,8 bilhões, 10,3% a mais que o registrado no mesmo período de 2010. O resultado, no entanto, é 2,6% menor que o desempenho alcançado nos sete primeiros meses de 2008, antes da crise financeira internacional. Em julho, o setor faturou 6,9 bilhões, resultado 1,1% superior ao de junho e 10,9% ao de julho de 2010. Os dados, divulgados dia 31, são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Os setores que apresentaram os melhores resultados foram máquinas agrícolas, com aumento de 24,5% no faturamento; hidráulica e pneumática (15,1%); e bombas e motobombas (11,7%). Os piores resultados foram verificados em máquinas têxteis (-38,9%), válvulas

divulgação

(-20,8%) e máquinas para plástico (-1,7%). Segundo a Abimaq, a balança comercial do setor esta deficitária este ano em US$ 10,2 bilhões. Um rombo 27,3% maior que o registrado no mesmo período de 2010 (US$ 8,1 bilhões). De janeiro a julho, as exportações somaram US$ 6,3 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 16,5 bilhões, crescimento de

29,5% e 28,1%, respectivamente, na comparação com 2010. Entre os principais destinos das exportações brasileiras destacaram-se, em valor, os países da América Latina (47%), seguida de Estados Unidos (18%) e Europa (18%). Com relação aos desembarques, os destaques foram, em valor, Estados Unidos (25,5%), Alemanha (14%) e China (13,1%).

Para o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, apesar de o faturamento do setor ter crescido até agora, o governo precisa intervir nas políticas de câmbio e juros para manter o país competitivo. “A competitividade não será restabelecida caso o governo não mexa, urgentemente, na política cambial, nos juros e no custo Brasil”.

Receita deve liberar esta semana consulta ao quarto lote de restituições A RECEITA Federal do Brasil espera liberar na próxima sexta-feira (9) a consulta ao quarto lote regular de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2011. Há também lotes residuais de 2010, 2009 e 2008. O dinheiro estará disponível no próximo dia 15 no banco. A consulta deverá ser feita por meio da página da Receita na

internet ou do ReceitaFone (146). Segundo a Receita, nos três lotes anteriores, 4.927.772 contribuintes tiveram direito à restituição. Foram pagos cerca de R$ 5,5 bilhões. Estão programados mais três lotes regulares até o final do ano (outubro, novembro e dezembro). Mas o contribuinte não deve esperar até dezembro para verificar se caiu na

malha fina. Para evitar pagar multas desnecessárias, recomenda-se o acesso ao Centro de Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), em que é possível visualizar o extrato da declaração e conhecer as formas de regularização. A Receita informa que, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá ir a qualquer agência do Banco do Bra-

sil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 40040001 (capitais), 0800 729 001 (demais localidades) e 0800-7290088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. A restituição ficará disponível no banco durante um ano.

Bovespa começa a semana em queda e dólar se valoriza A BOLSA de Valores de São Paulo começou a semana com pregão em queda, ainda sob impacto dos números fracos do emprego nos Estados Unidos e pelas incertezas sobre o poder de recupe-

ração de algumas economias periféricas da Europa, como Grécia, Espanha e Portugal. Além disso, o feriado de segunda-feira (5) nos Estados Unidos pelo Dia do Trabalho contribuiu para um

dia de poucos negócios aqui também, de acordo com Alfredo Barbutti da corretora BGC Liquidez. O Ibovespa, principal índice da Bovespa, encerrou o dia com desvalorização de

2,71%, aos 54.998 pontos, depois de fechar 378.055 operações no valor de R$ 3,324 bilhões, o que corresponde a pouco mais da metade da média diária de R$ 6,5 bilhões.

Vendas de automóveis no país cresceram 6,2% em agosto FORAM vendidos no mês de agosto 236,9 mil automóveis no país, 6,2% a mais do que o registrado em julho. Na comparação com o mesmo mês de 2010, houve uma queda de 0,4%. No acumulado de 2011, de janeiro a agosto, as vendas totalizaram 1,7 milhão de unidades, 4,9% a mais que o alcançado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados dia 2, na capital paulista, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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Edição Nº 72  

Jornal Capital - Edição nº 72

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