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CAPITAL

15 a 21 de Fevereiro de 2011

País INSS exclui mais de 10 mil benefícios da folha de pagamentos de janeiro MAIS DE 10,3 MIL benefícios da Previdência Social foram excluídos da folha de pagamentos de janeiro. São pessoas que há mais de 60 dias não apareceram nas agências bancárias para sacar o dinheiro depositado. A medida tem o objetivo de evitar fraudes e pagamentos indevidos, como os feitos a segurados já

falecidos. O desbloqueio do cartão para saque é feito pelo próprio segurado nas agências da Previdência Social, que deve apresentar um documento de identificação com foto, como a carteira de identidade ou de motorista. Os bancos fazem o bloqueio dos depósitos que não são sacados no prazo de dois meses e devolvem os va-

lores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Previdência divulgou um alerta sobre as normas de segurança que devem ser seguidas pelos beneficiários ao usarem o cartão. Um dos cuidados é que a senha não seja fornecida a outras pessoas. Assim como nos cartões bancários, a senha também não deve

conter sequências fáceis de serem descobertas, como datas de nascimento, de telefone ou números relacionados ao portador. Outro cuidado é que, em caso de difi culdade para retirar dinheiro, o usuário procure um funcionário do banco e nunca peça ajuda a estranhos que estejam no local.

Governo publica Lei Orçamentária de 2011 no Diário Oficial Dilma Rousseff. Com o corte, o governo esperar reduzir as despesas de R$ 769,9 bilhões para R$ 719,9 bilhões. Com isso, buscará cumprir a meta de superávit primário (receitas menos despesas excluindo pagamento de juros), reduzindo as despesas em R$ 81,8 bilhões ante os R$ 49,8 bilhões previstos anteriormente.

O corte deixou os servidores públicos insatisfeitos. De acordo com o diretor executivo da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, a redução de gastos afeta diretamente a estrutura do serviço público. A categoria está preparando uma mobilização, prevista

para quarta-feira (16), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra a medida. “Será o primeiro recado. Conseguimos unir 23 entidades nacionais. Se o governo não recuar, haverá mais pressão na Esplanada, as mobilizações serão contínuas e até pode haver greve”, disse Silva.

O GOVERNO está confiante que vai conseguir aprovar esta semana na Câmara dos Deputados o valor de R$ 545 para o salário mínimo este ano, contrariando a oposição e as centrais sindicais que consideram baixo o valor. Na reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, na segundafeira (14), o governo bateu o martelo e, de acordo com o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, “não há plano B” para a questão do mínimo. A aprovação do novo valor do mínimo é o primeiro embate do governo da presidenta Dilma Rousseff com o Congresso, e a reunião da coordenação política serviu para traçar estratégias para vencer a queda de braço com a oposição. O assunto foi o único tratado na reunião. Para convencer os deputados e garantir que não haverá dissidências, ficou acertada uma reunião com os líderes da base na Câmara para amanhã, ao meio-dia. Além disso, já está marcada uma comissão geral com a presença do ministro da Fazenda,

Guido Mantega, para debater o assunto na Casa. Dos 513 deputados, 388 são de partidos da base aliada. - Não existe plano B. O que estamos votando não é somente um valor. Estamos votando uma política de valorização do mínimo que já se mostrou vitoriosa - disse o ministro, ao sair da reunião. “O valor de R$ 545 é o estabelecido, vinculado à política, não pode haver exceções”, enfatizou Luiz Sérgio. O acordo para reajustar o valor do salário mínimo prevê o cálculo da inflação do ano anterior, 2010 nesse caso, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, ou seja, referente à de 2009. O governo alega que está cumprindo o acordo, mas as centrais sindicais querem que neste ano, o governo trate com “excepcionalidade” o reajuste, pois o PIB de 2009 apresentou variação negativa, afetado pela crise econômica internacional. Ao sair da reunião, Luiz Sérgio disse que a correção da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) é possível, mas o governo quer tratar o assunto atrelado à votação do mínimo.

Internacional China supera Japão como 2ª potência econômica mundial O GOVERNO do Japão divulgou segunda-feira (14) o balanço econômico de 2010 e confirmou a perda do posto de segunda maior economia mundial para a China. De acordo com dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão em 2010 ficou em US$ 5,474 trilhões. Já a China fechou o ano com um acumulado de US$ 5,8786 trilhões. A queda nas exportações e no consumo interno, desencadeada pela recessão de 2008/2009, prejudicou o desempenho do Japão. Já a China teve excelente desempenho no setor manufatureiro. Segundo os dados divulgados pelo governo, a economia japonesa teve uma retração de 1,1% na taxa anualizada nos três últimos meses de 2010. O crescimento recuou 0,3% em relação ao trimestre anterior. Foi a primeira vez, em quatro trimestres,

BANCO DE IMAGENS

A LEI ORÇAMENTÁRIA de 2011 foi publicada no Diário Oficial da União do dia 10. O governo anunciou, no dia anterior, um corte recorde de R$ 50 bilhões no Orçamento para ajustar a economia, com redução do déficit nominal e manutenção da inflação sob controle. É o primeiro contingenciamento do governo

Ministro afirma: “Não há plano B para o salário mínimo”

que a economia registrou uma contração. Assim, o PIB anual teve expansão de 3,9%. O ritmo de recuperação do Japão foi lento demais para segurar a posição de segunda maior economia mundial, posto que o país ocupou por mais de 40 anos.

Mas o governo diz que o fato não abala a confiança dos japoneses. “Não estamos competindo por rankings, mas trabalhando para melhorar a vida dos cidadãos”, disse o ministro de Política Econômica do Japão, Kaoru Yosano. Yosano afirmou

ainda que o crescimento chinês é uma boa notícia não só para o Japão, mas para os vizinhos asiáticos. “Isso [o crescimento da China] pode ser a base de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, da Ásia Oriental e do Sudeste”, sugeriu.

Reservas internacionais do Brasil ultrapassam US$ 300 bilhões AS RESERVAS internacionais do Brasil ultrapassaram a marca simbólica de US$ 300 bilhões, de acordo com o Banco Central (BC). É a primeira vez na história

do país que o volume de divisas internacionais alcança esse patamar. O valor exato, divulgado pelo BC, é de US$ 300,271 bilhões, mais de meio trilhão de reais. As

reservas no encerramento de 2010 estavam em US$ 288,57 bilhões. De lá para cá a autoridade monetária foi induzida a comprar mais dólares no mercado à vista e a con-

tratar operações de compra no mercado futuro (swap cambial reverso) com o objetivo de conter a desvalorização da moeda norte-americana ante o real.

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