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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

www.bsbcapital.com.br Ano X - 497

TVs abertas e Internet disputam transmissão do Campeonato Carioca Gustavo Pontes – Página 12

Gastronomia Brasília tem a sofisticação do sushi em casa e os melhores queijos do mundo

Brasília, 16 a 22 de janeiro de 2021

Dedé Roriz – Página 11

#Partiu2022

A politização da pandemia do novo coronavírus, principalmente pelo Presidente da República, antecipa o debate eleitoral de 2022. Mesmo com uma postura negacionista da letalidade da covid-19, que já causou quase 210 mil mortos e mais de 8,3 milhões de infectados pela doença no Pais, Jair Bolsonaro colhe altos índices de aprovação, e é o principal ator no cenário. Apoiar o Capitão ou ficar contra ele será o divisor de águas no debate político do próximo ano. Páginas 5 a 7 DIVULGAÇÃO

Caminho longo a percorrer

Leia artigo exclusivo do diretor do Instituto Exata OP, Marcus Caldas, sobre os possíveis rumos da próxima campanha eleitoral Página 8

Taguatinga volta a debater arborização da Comercial A recuperação do Complexo Cultural da CEMEIT é a primeira etapa da revitalização da cidade Página 9

Exercício findo de 2006 da Secretaria de Educação será pago este mês em folha suplementar Pelaí – Página 3


Brasília Capital n Opinião/Política n 2 n Brasília, 16 a 22 de janeiro de 2021 - bsbcapital.com.br

Ex pedien te

O racismo estrutural e a imobilidade social Ricardo Nogueira Viana (*) DIVULGAÇÃO

Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diagramação / Arte final Giza Dairell Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com

Tiragem 10.000 exemplares. Distribuição: Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG).

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Em 2020, Brasília tornou-se sexagenária sem festas e sem aplausos, em face da pandemia que assolou o mundo. Mas a capital traçada por Lúcio Costa e moldada por Niemeyer traz uma sombra não vista aos olhos probos, porém sentida no coração pela maioria dos que ajudaram a edificá-la: o preconceito racial. Apesar de possuir alto índice de desenvolvimento humano, é explícita a má distribuição de renda e a fixação do negro nas camadas menos abastadas. Aqui, a estratificação social não destoou dos demais cantões brasileiros.

Negro, filho de maranhenses semianalfabetos, passei a ser singular até em escolas públicas que frequentei. Experimentei alcunhas que me constrangiam e inferiorizavam, mas que assumi para uma aceitação social: negrinho, fumê, feijão. Mas não me quedei. Estudei na UnB e escolhi cargos públicos. Recentemente, já aos 50, grisalho e calvo, tornei-me macaco diante de um alucinado que se sentiu ameaçado diante da minha aproximação. Nossa cidade aproxima-se dos 3 milhões de habitantes (57,6% negros). Dos jovens de 20 a 29 anos, 61,8% declararam-se afrodescentes. As regiões administrativas com menor renda são constituídas em 63,9% por negros. O DF divide-se em castas e o racismo permeia em todas as classes. Sou descendente de escraviza-

dos e não de escravos. Mais de um século pós-escravidão, ainda reivindicamos direitos básicos, como educação de qualidade, saúde, saneamento e reconhecimento que nos conduzam a melhores condições de vida social e profissional. O racismo é estrutural e enraizado para manter o status quo vigente e a imobilidade social. Se Brasília curvou-se diante das milhares de mortes pelo SARS COV-2, também se poderia ressignificar os óbitos e condições vexatórias que parte da população afrodescendente assimila em solo candango. Rogamos por uma imunização contra o vírus e imploramos por extirpar qualquer forma de preconceito! (*) Delegado de Polícia do DF e professor de Educação Física

Feliz 2021? Júlio Miragaya (*) AGÊNCIA BRASIL

A virada do ano representa, para bilhões de pessoas, a esperança de um ano melhor. Mas, infelizmente, 2021 não traz boas novas. O número de infectados no planeta dobrou de 2 milhões/semana em setembro/outubro para 4 milhões desde o início de dezembro. E o número de mortos saltou de 50 mil para 90 mil/semana no mesmo intervalo. Dessa forma, chegamos a 100 milhões de contaminados e 2 milhões de mortos. A chegada do rigoroso inverno tornou a situação mais dramática nos EUA e na Europa. No Brasil, o quadro também se agravou. Havíamos reduzido o número de mortes de 7 mil/semana em julho para 3,5 mil em setembro/novembro, mas, em consequência do absurdo relaxamento, nas últimas duas semanas voltamos aos 7 mil mortos semanais. Já são 8,2 milhões de infectados e mais de 200 mil mortos. Se os cientistas conseguiram criar a vacina em tempo recorde e hoje

mais de 50 países já iniciaram a imunização dos grupos mais vulneráveis, no Brasil, Bolsonaro faz de tudo para adiá-la. Trata-se de um verdadeiro assassinato em massa, pois cada semana de atraso representa cerca de 7 mil pessoas perdendo a vida, 30 mil num único mês. Haveria razão maior para um impeachment? O prolongamento da contaminação representa também o agravamento da crise econômica e do desemprego. Mas Bolsonaro parece não se importar com isso. Nesta semana, a Ford decidiu encerrar a produção de carros no Brasil (iniciada em 1957), fechar suas fábricas nem São Paulo e na Bahia e demitir 4.000 empregados. A produção de veículos no Brasil, que de 2010 a 2014 girava entre 3,5 e 3,8 milhões/ ano, caiu para 1,9 milhão em 2020, resultando na demissão de dezenas de milhares de trabalhadores em toda a cadeia automotiva. Enquanto fecha indústrias, reduz investimentos e corta verbas em C,T&I, Bolsonaro e sua base BBB (do boi, da bíblia e da bala) comemoram a liderança do Brasil nas exportações de soja, milho, carne bovina e de frango. Para nós, economistas, trata-se de um retrocesso de quase um século, ao

debate travado nos anos quarenta entre Roberto Simonsen, que defendia a industrialização do país, e Otávio Bulhões, que preconizava uma economia baseada na produção agrária. Só que a produção dos ruralistas é para exportação, não de produtos que o brasileiro mais consome. Por isso, a inflação dos alimentos fechou 2020 em 18%, sendo que os itens que compõem a cesta básica tiveram os seguintes aumentos: arroz, 76%; feijão, 45%; batata, 67%; tomate, 52%; banana, 40% e óleo de soja, 103%. Na contramão do aumento da pobreza, mas coerente com o sistema capitalista selvagem, a fortuna dos cinco homens mais ricos do mundo cresceu 45% em 2020, de US$ 490 bilhões para US$ 710 bi. Para culminar, Trump, o “ídolo” de Bolsonaro, promove um tipo de insurreição mambembe em Washington, insuflando a turba de racistas, misóginos, homofóbicos e desmiolados a tentar impedir a posse de Joe Binden, o candidato que o derrotou nas urnas. Pelo visto, 2021 vai ser bem doloroso! (*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 16 a 22 de janeiro de 2021 - bsbcapital.com.br

Sem oxigênio – Na sexta-feira (15), o Brasil ultrapassou as 207 mil mortes por covid-19. Com recordes de internação e aumento de 193% nos sepultamentos de dezembro para janeiro, Manaus sofre com a falta de oxigênio nos hospitais. O Amazonas começou a transferir pacientes para outros estados. Artistas como Whinderson Nunes e Marília Mendonça fazem campanha de doação de cilindros e cobram ação das autoridades. Mais uma vez atrasado, o governo federal promete enviar aviões da FAB para auxiliar.

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A novela do exercício-findo No dia 15 de outubro do ano passado, durante uma live comemorativa ao Dia do Professor, o secretário de Educação, Leandro Cruz, anunciou o pagamento de dívidas com a categoria do chamado exercício-findo (pendências do governo com os servidores não pagas no mesmo ano e que dependem de um decreto para serem quitadas). FRUSTRAÇÃO – A promessa era de que o dinheiro entraria na conta dos professores junto com o salário de novembro, no quinto dia útil de dezembro. No entanto, isto não ocorreu. Ainda em dezembro, a Secretaria refez a programação e garantiu que a primeira parcela do exercício-findo (R$ 35 milhões), referente a 2006, seria paga no início de janeiro. Mais uma vez, a expectativa frustrou a categoria.

gamento dos exercícios-findos começa este mês, de forma escalonada. A cada mês será realizado o pagamento referente a um ano. O de 2006 será em janeiro, por meio de folha suplementar. CENAS – Uma professora aposentada, leitora do Brasília Capital, que tem dinheiro a receber justamente relativo a 2006, comentou: “virou novela”. Esperemos as cenas dos próximos capítulos... ACACIO PINHEIRO/AGÊNCIA BRASÍLIA

Crítico das urnas eletrônicas e defensor da volta do voto impresso, Jair Bolsonaro já figurou como beneficiário de fraude no uso de cédulas de papel. Reportagem de 17 de novembro de 1994, do Jornal do Brasil (foto), mostrou que na

FOLHA SUPLEMENTAR – O Brasília Capital, que em outubro publicou a informação em primeira mão, entrou em contato com a Secretaria de Educação na quinta-feira (14). A assessoria de Leandro Cruz respondeu: “O pa-

IMBRÓGLIO – Desde o início do

24ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, o juiz Nélson Carvalhal identificou cédulas falsas. Elas beneficiavam o então candidato a deputado federal pelo PPR, Jair Bolsonaro. O episódio foi lembrado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG).

Moro vaiado

Uma solução para o Centrad O secretário de Economia, André Clemente, solicitou ao conselheiro Inácio Magalhães, relator do processo do Centro Administrativo de Taguatinga (Centrad) no Tribunal de Contas do DF, uma audiência de conciliação para tratar da ocupação do complexo.

Bolsonaro foi beneficiado por fraude com cédulas de papel

governo, ocorreram várias reuniões entre representantes do Executivo e a concessionária do Centrad em busca de uma solução, mas até agora não se chegou a um consenso. A ordem do governador Ibaneis Rocha é para que dar um fim ao imbróglio que se arrasta há seis anos.

O ex-juiz Sérgio Moro (foto) foi alvo de protestos e vaias na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, ao se apresentar, segunda-feira (6), para fazer uma palestra sobre governança e combate à corrupção no Brasil. TENDENCIOSO – Antes de a organização do evento retirar os insatisfeitos com sua presença e seus posicionamentos, o responsável pela Lava Jato ouviu gritos de “tendencioso”. Durante a palestra, Moro explicou a Operação Lava Jato para uma plateia composta por muitos brasileiros. AGENTE DA CIA – Moro chamou

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de “teoria da conspiração” notícias sobre ele ser agente da CIA. Mas seus críticos distribuíram material confirmando que o ex-juiz, de fato, foi treinado pelo Departamento de Estado Norteamericano.


Brasília Capital n Política n 4 n Brasília, Brasília, 16 a 22 de janeiro de 2021 - bsbcapital.com.br

Reforma da Previdência ainda está em curso no DF O ano de 2020 ficará marcado como um período de dificuldades e de retrocessos. De um lado, a pandemia do novo coronavírus, que soma mais de 200 mil mortos. Do outro, um governo com políticas antipovo, que aprofunda os efeitos dessa pandemia, ao mesmo tempo que se utiliza dela para implementar projetos ultraliberais que prejudicam justamente os que mais precisam. Uma política que, inacreditavelmente, vem sendo seguida por governos estaduais e do Distrito Federal. A reforma da Previdência é um dos pontos centrais dessa política. Essa lei já causou uma série de estragos, mas ainda pode gerar outros graves danos para o conjunto do funcionalismo público distrital. Depois de ter tirado do bolso dos servidores públicos do DF valores vultuosos, com o reajuste da alíquota previdenciária, a re-

PAULO H CARVALHO/AGÊNCIA BRASÍLIA

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Cléber Soares, do Iprev-DF, destaca as mobilizações convenceram os parlamentares

O advogado Lucas Mori alerta que no DF “tudo pode piorar”

forma da Previdência deixou em as mudanças nas regras de transição para aposentadoria. De acordo com o advogado do Sinpro-DF, Lucas Mori, “a qualquer momento o Executivo local pode enviar à Câmara Legislativa um novo projeto de lei au-

mentando a idade e o tempo de contribuição para se aposentar”. “Aqui, tudo pode piorar”, diz. O alerta não é desprovido de razão. Na ideia original do governador do DF, Ibaneis Rocha, além do reajuste da alíquota previdenciária de 11% para 14% e a

Luta diária

inclusão da maior parte dos aposentados no rol de contribuintes, também estava previsto a incorporação de todo regramento realizado em âmbito federal para aquisição do direito à aposentadoria, como ampliação da idade e do tempo de contribuição. “Com uma série de mobilizações virtuais, material de rua e muita articulação com parlamentares, nós do Sinpro, junto com representações de outras categorias do funcionalismo e a Central Única dos Trabalhadores do DF, conseguimos mudar esse cenário e convencer os parlamentares a não aceitarem essa mudança de regra. Não conseguimos número suficiente para barrar o aumento da alíquota previdenciária, mas evitamos a alteração do tempo e da idade para aposentar”, afirma o diretor do Sinpro, Cléber Soares, que integra o Conselho de Administração do Iprev/DF.

Vitórias na Justiça DIVULGAÇÃO

Mesmo diante da complexidade da revogação da reforma da Previdência, o Sinpro-DF vem fazendo todos os esforços para pôr abaixo um dos projetos mais severos do governo federal replicado pelo GDF. “Nós do Sinpro, da CUT e demais entidades da classe trabalhadora continuamos discutindo com os parlamentares da Câmara Legislativa a possibilidade de avançarmos na discussão da reforma da Previdência, evitando que os prejuízos sejam ampliados com o retorno do debate das regras de aposentado- Sinpro-DF continua mobilizado para evitar ria, e também para tentar re- perda de direitos, diz diretor Cléber Soares verter a alteração das alíquotas, principalmente a imposta aos “Por isso, se não alterarmos a aposentados”. reforma da previdência na esfeDe qualquer forma, o debate ra federal, fica muito mais difíno DF tem relação muito forte cil alterar no DF qualquer item com o debate na esfera federal. dela”, reforça Cléber Soares.

Além da luta no campo político, o Sinpro-DF e sindicatos que representam os servidores públicos do DF também vêm atuando no campo judicial, onde já obteve algumas vitórias. A primeira delas foi ainda no início da discussão da implementação da reforma da Previdência no DF. Por meio de mandado de segurança distribuído ao Conselho Especial do TJDFT, foi garantida liminar que proibia o GDF de implementar o reajuste da alíquota previdenciária sem que o tema passasse pela Câmara Legislativa. Isso não só garantiu que o desconto da alíquota previdenciária reajustado fosse feito precocemente, como, principalmente, garantiu que a idade para aposentar e o tempo de contribui-

ção não fossem implementados no DF naquele momento. Recentemente, uma ação direta de inconstitucionalidade, também distribuída ao Conselho Especial do TJDFT, questionando como um todo a reforma da Previdência no DF, impetrada pelo conjunto de entidades representativas do funcionalismo público local, expõe a ausência de respaldo técnico para a implementação da reforma no DF, além do confisco realizado contra servidores aposentados. A ação está em apreciação.


Brasília Capital n Política n 5 n Brasília, 16 a 22 de janeiro de 2021 - bsbcapital.com.br

2022 é logo ali Partidos já discutem a sucessão de Ibaneis Orlando Pontes Na vida real, neste início de ano a população está mais preocupada com a pandemia, com o atraso da vacinação no Brasil e no Distrito Federal, com a crise econômica, com o desemprego e, principalmente, com o pós-pandemia. Porém, no meio político, 2021 faz parte do calendário pré-eleitoral de 2022. No cenário do DF, numa primeira observação, os atores continuam os mesmos de 2018. Até porque o isolamento e o distanciamento social impostos no ano passado retraíram o debate político – exceto pelo Presidente da República, com suas declarações inoportunas e despropositadas. E justamente por isso, Jair Bolsonaro será o divisor de águas. A depender dos resultados da economia e do combate ao novo coronavírus nos próximos meses, ele se credenciará à reeleição para o Planalto, podendo transferir votos para aqueles que o seguirem, ou, ao contrário, reforçar-lhes a rejeição. Já os seus opositores precisarão encontrar o eixo de um discurso que descons-

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Negacionista e transgressor das normas sanitárias, Bolsonaro será o divisor de águas

trua a imagem de um Presidente “destemido”, que nega a gravidade da crise sanitária e prioriza, segundo ele, a economia. Incrivelmente o discurso agrada a mais de 35% da opinião pública nacional, segundo pesquisas divulgadas no final de 2020. TRANSGRESSOR – Mais que encaixar esse discurso, a oposição – sempre dividida – deve procurar líderes que personifiquem, em cada unidade da Federação e no país como um todo, essa indignação em relação a Bolsonaro. Transgressor declarado das regras de prevenção à covid-19, o chefe da nação também envereda por searas como o desrespeito à preservação do meio ambiente e das liberdades individuais, especialmente das minorias. E mesmo assim sua popularidade mantém-se alta. Nesta primeira edição de 2021, o Brasília Capital abre o debate da sucessão do governador Ibaneis Rocha (MDB). O cientista político Marcus Caldas, do Instituto Exata, escreve artigo exclusivo, fazendo uma leitura do que espera o eleitor brasiliense nas urnas de 2022.


Brasília Capital n Política n 6 n Brasília, 16 a 22 de janeiro de 2021 - bsbcapital.com.br

Ibaneis larga na frente PAULO H. CARVALHO/AGÊNCIA BRASÍLIA.

Governador tem a vantagem de estar no poder durante o distanciamento social

A inércia favorece quem já está no poder. É diante dessa lógica que aliados do governador Ibaneis Rocha (MDB) se sustentam para tentar adiar o debate sobre a sucessão no Palácio do Buriti. “Este ano será muito melhor. As benfeitorias que iniciamos começarão a aparecer”, diz um assessor do gabinete do titular do Buriti. Ibaneis cumpriu a metade de sua trajetória em meio a alguns escândalos – como a prisão de toda a cúpula da Secretaria de Saúde, em meados de 2020 –, além de adotar medidas polêmicas, como a militarização de escolas e a privatização da Compa-

nhia Energética de Brasília (CEB). O chefe do Executivo local também viveu uma reviravolta no relacionamento com o comandante do Planalto. Um dos primeiros governadores a decretar lockdown após a chegada do novo coronavírus ao Brasil, em março, Ibaneis chegou a se empolgar com a possibilidade de disputar a cadeira de Bolsonaro. Comprou até um avião para percorrer o Brasil. Mas, diante da reação negativa do Capitão, passou a rezar na cartilha do Planalto. E o presidente declarou que estava “apaixonado” por ele. Como o vice-presidente Hamilton Mourão

(PRTB) anda se estranhando com o chefe, a vaga dele na chapa sucessória de 2022 não está garantida. E Ibaneis sonha com ela, embora, de fato, trabalhe mesmo é com a hipótese de se reeleger para o cargo atual. E aqui, como lá, a vaga de vice está em jogo. Paco Britto (Avante) pode ser preterido. Caso isto ocorra, o espaço seria preenchido por uma mulher. As mais cotadas são as deputadas Celina Leão (PP) e Flávia Arruda (PL). Esta, porém, orientada pelo marido e ex-governador José Roberto, prefere pleitear a única vaga no Senado e se cacifar para tentar o governo em 2026.

Três senadores na pista MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Os três senadores da bancada local são pré-candidatos ao GDF. Izalci Lucas (PSDB) é o mais ávido pelo cargo. Ele tentou a vaga para concorrer no pleito passado. Como o partido não deu o suporte que esperava, conquistou a cadeira de senador e agora está decidido a ir para o embate na base do “ninguém me segura”. Reguffe (Podemos) gosta de repetir que seus compromissos estão registrados nos panfletos que distribui durante as campanhas. E neles está escrito que ele é contra político disputar cargos que já ocupou, para evitar o carreirismo. Como Reguffe já foi deputado distrital e federal, e agora senador, restam-lhe quatro opções: governador ou vice, presidente ou vice. A quinta – não concorrer a nada está fora de questão. Mas negar o que está escrito (a sexta) é uma possibilidade real. Ouvido pela reportagem, o senador foi taxativo: “Esta-

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Bloqueado em 2018, Izalci chega decidido: “ninguém me segura”

Leila Barros é a que reúne melhores condições de liderar a oposição

Reguffe escreveu no panfleto de campanha que não disputa reeleição

mos no meio de uma pandemia, com milhares de pessoas morrendo. Político que estiver preocupado com eleição agora é porque não tem consciência da sua responsabilidade e nem deveria estar na política. Minha preocupação é continuar cumprindo minha função com dignidade e ajudando o DF, trazendo recursos para a saúde, como tenho trazido”.

LEILA UNE – A senadora Leila Barros (PSB), a Leila do Vôlei, é uma das mais cotadas para encabeçar uma coligação de centro-esquerda em torno do seu nome. Eleita pelo partido do ex-governador, ela é a esperança de Rodrigo Rollemberg de puxar votos para a legenda, pela qual pretende retornar a um cargo eletivo, provavelmente como deputado federal.

“Minha chapa seria a Leila para governadora e o Reguffe para o Senado”, diz Rollemberg. Mas ele não descarta apresentar o próprio nome para o GDF, caso a parlamentar não queira concorrer. “Ela tem todas as condições de reunir o conjunto de partidos de centro-esquerda – PSB/PDT/PV e Rede, entre outros – em torno do seu nome”, aposta o ex-governador.


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Veras quer a Câmara Federal, mas espera ordem de Carlos Lupi

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Vigilante trabalhará para o PT ter a vice na frente de esquerda

PT quer aumentar bancada A aposta de Rollemberg coincide com a avaliação do deputado distrital Chico Vigilante. Para o petista, dentro de um programa de governo negociado com todas as legendas, Leila poderia ter um vice do PT, e este passaria a priorizar a eleição das bancadas nas Câmaras Legislativa e Federal. O PDT é outro partido que depende dos acordos nacionais para se posicionar mais claramente no DF. O distrital Reginaldo Veras pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Mas sabe isto depende do que a direção nacional, sob o comando do presidente Carlos Lupi, vai buscar para montar o palanque do presidenciável Ciro Gomes nos estados e no DF. Este discurso tem a concordância do ex-distrital Peniel Pacheco, uma espécie de curinga pedetista. Legendas menores, como o Psol, que elegeu o distrital Fábio Félix em 2018, temem a chamada “cláusula de barreira”. No pleito passado, para manter o registro, cada partido precisaria receber 1,5% dos votos dos eleitores de todo o País. No próximo

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Paula Belmonte tenta ocupar o vácuo Paula Belmonte seria o nome preferido do correligionário Cristovam Buarque, que tem Izalci Lucas como segunda opção. O ex-governador e ex-senador diz que não deve ser candidato em 2022. Mas traça o perfil do que considera importante para quem pretende ter seu apoio, no qual Paula Belmonte tenta se encaixar. A deputada terá, ainda, de vencer a resistência do próprio marido, Luís Felipe Belmonte. Ele é o primeiro suplente de Izalci Lucas e herdaria a vaga caso o senador consiga se eleger para o GDF. O advogado, porém, reforça a rejeição ao nome da parlamentar nas correntes mais à esquerda por ser o principal articulador da criação do Aliança Pelo Brasil, partido que abrigaria a ala mais fiel e radical do bolsonarismo. ALE MOTTA

Palanque para Ciro é a prioridade do PDT, que tem um pé na oposição e outro no GDF

ano, este índice subirá para 2%. “Por isso, no primeiro turno há uma tendência de os pequenos partidos lançarem candidatos próprios a cargos majoritários (governador e senador) e, assim, obter maior visibilidade durante as inserções gratuitas no rádio e na TV”, diz o jornalista Chico Sant’Anna, que concorreu ao Senado pelo Psol em 2018.

O vácuo de lideranças abre espaço para o surgimento de candidaturas pouco prováveis. É o que percebe a deputada Paula Belmonte (Cidadania). Em seu primeiro mandato na Câmara Federal, ela vem imprimindo um ritmo de trabalho com visitas regulares às cidades-satélites e forte presença nas redes sociais e na mídia.

Paula tenta se enquadrar no perfil traçado por Cristovam Buarque


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Eleições 2022: Caminho longo a percorrer Marcus Caldas (*) DIVULGAÇÃO

Brasília tem suas particularidades, e o fato de não haver eleições municipais no DF distancia o pensamento do eleitor do pleito, que acontecerá daqui a dois anos. A pandemia e o pós-pandemia ocupam o consciente e o inconsciente das pessoas neste momento. Qualquer prognóstico agora é pura especulação. Alguns recados vêm das urnas nas eleições municipais de 2020. Os chamados outsiders, figuras desconhecidas da política, não tiveram muito sucesso, como nas eleições federais de 2018. O eleitor está esperando dos governantes mais experiência do que aventuras desconhecidas. O elei-

tor de hoje prefere a segurança naquele que já é conhecido. Muitos prefeitos se reelegeram, a exemplo de Valparaíso de Goiás, onde Pábio Mossoró conquistou a confiança dos moradores com uma gestão sem escândalos e com muitas obras, e assim conseguiu fazer história, sendo o primeiro prefeito reeleito do município. Outro exemplo é Fábio Correia, da Cidade Ocidental, reeleito com uma votação expressiva, numa demonstração nítida de que a população quer segurança. Aqui no DF, o governo Ibaneis vem se destacando pela agilidade de ações e volume de obras, inclusive dando andamento a obras emblemáticas, como o túnel de Taguatinga, dentre outras. A região de Vicente Pires, que vinha passando por graves problemas em períodos de chuvas, como os alagamentos, mostrou

ESPÍRITA

José Matos Crescimento espiritual, crises e superação Humildade! Numa subida de mil degraus, você pode cair até do 999º As religiões perderam o sentido esotérico, isto é, o trabalho do crescimento espiritual, e hoje voltam-se apenas para o sentido exotérico, exterior. Somente um passatempo para os fiéis, ou o chamado ópio, de Karl Marx. O crescimento espiritual precisa de acompanhamento de um Mestre encarnado ou desencarnado para que o candidato possa

superar os conflitos que surgem a cada mudança de degrau. Você não é mais o que era, mas ainda não é o que quer ser, drama exposto pelo Apóstolo Paulo na Epístola aos Romanos 7: 15-25: (...) porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, este faço (...); por Swami Rama, no livro “Entre os Monges do Himalaia”, e por Yo-

nas últimas fortes chuvas que parece ter superado esse desafio. Ibaneis Rocha, sem dúvida, é um forte candidato. O PT, que passou sua pior fase há três anos, está com um pouco mais de musculatura. Tem nomes fortes na política local, como Chico Vigilante e Erika Kokay. Esse fator pode ser o fiel da balança num segundo turno, por exemplo. Porém, dificilmente emplacará um candidato majoritário. O ex-governador Arruda continua sendo um nome forte, mas sem condições jurídicas para uma tentativa em 2022. Deixou uma herança eleitoral para Flávia Arruda, que se mostrou muito competente e está agora em voo solo e com identidade própria. Outros nomes estão tentando se colocar como oposição ao governo local, mas esses movimen-

gananda em sua obra “Autobiografia de um Yogue!. Nas “Sociedades Secretas”, o candidato admitido é chamado de neófito (nova planta) ou pedra bruta, na Maçonaria. No primeiro grau, o deslumbramento. O discípulo pensa que já é santo ou iluminado, quer mudar todo mundo, até perceber que não o é; entrará numa fase de desânimo e poderá desistir, se não for esclarecido sobre as dificuldades da caminhada. Se continuar, poderá cair inúmeras vezes, mas perceberá que ficará cada vez mais forte. Ao mesmo tempo que reconhecerá suas limitações, ficará cada vez mais humilde, e terá muita compreensão para com os demais. No sexto grau, a prova definitiva, a prova de fogo: o Mestre se afastará e o discípulo fará este trecho da caminhada sozinho, o chamado fio da navalha: caminha e se corta. Este grau foi ilustrado por Jesus car-

tos não chegam aos eleitores, que, no momento, não estão com as atenções voltadas para a futura eleição. A principal preocupação agora, de 9 entre 10 pessoas, é a vacina contra o coronavírus e seus desdobramentos. Segundo os últimos levantamentos realizados pelo nosso Instituto, a manutenção de empregos, o funcionamento de escolas, a volta dos concursos para vagas de emprego, a reabertura de creches etc., dominam o pensamento das pessoas. As eleições municipais de 2020 foram completamente diferentes das de 2018 e serão totalmente diferentes das eleições de 2022. A fotografia de hoje pode ser muito diferente daqui a dois anos. Ainda há um longo caminho a percorrer. (*) Diretor do Exata OP – Pesquisas

regando a cruz, sozinho. Possivelmente, o Mestre Osho, caiu nesse grau, nessa prova, ao ser expulso dos Estados Unidos, revoltar-se, e seus ensinamentos perderem em substância. As provas que mais derrubam os discípulos são: sexo, ambição e vaidade. As virtudes que mais devem lhe acompanhar são: humildade, perseverança, confiança. Possivelmente, o Mestre Osho caiu por vaidade. Ivone Pereira foi testada em sexo e ambição. E venceu. Chico Xavier foi testado, principalmente, em ambição. Venceu. Ao final da vida, declarou: sou feliz; fiz todos os meus deveres de casa. Escreva aí que sou zero (s/ego). Humildade! Numa subida de mil degraus, você pode cair até do 999º, ensinou Emmanuel. José Matos

Professor e palestrante


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A disparada dos lucros dos planos de saúde Enquanto a maioria dos segmentos de atividades profissionais e empresariais lutou para continuar existindo, os planos de saúde tiveram um lucro financeiro recorde acumulado em R$ 15,9 bilhões até o terceiro trimestre de 2020. Para comparação, é bom ter em mente que o ganho financeiro no mesmo período de 2019 foi de R$ 9,2 bilhões. Um aumento de lucros de 66%, enquanto a economia do país e os salários naufragam. Como isso aconteceu? Os usuários dos planos pagaram mensalidades, mas não foram aos consultórios, deixaram de fazer exames e cirurgias em função da pandemia da covid-19. E os médicos e demais prestadores de serviço, por sua vez, não foram remunerados. Foi um ganho baseado em inércia e com reajustes mantidos por previsão contratual. A perspectiva para 2021 é ainda melhor para os planos de saúde, mas nada boa para os usuários deles: reajustes podem representar aumentos de 25% a até mais que 100% das mensalidades praticadas até dezembro do ano passado. Isso porque, a partir de janeiro, o usuário vai ter incorporado à sua mensalidade o reajuste suspenso em agosto do ano passado por 120 dias; as parcelas do reajuste suspensas parceladas em 12 vezes; e ainda o reajuste anual e por mudança de faixa etária

referente a 2021, a partir da data de aniversário do contrato. Embora as operadoras digam que os dados referentes ao lucro sejam parciais e que houve aumento da procura por atendimento no trimestre seguinte, mesmo havendo alguma redução, o lucro ainda será recorde. O aumento da demanda só vai justificar o índice de reajuste deste ano, que é baseado na chamada “sinistralidade”, ou simplesmente pelo quanto o serviço é usado no período de um ano. Para os contratos individuais e familiares, que correspondem a menos que um quinto do total de beneficiários de planos de saúde (em torno de 47 milhões de vidas), o índice é definido pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e ficou em 8,4%. Os reajustes dos planos de grupos empresariais ou por adesão sempre são maiores, o que não será diferente este ano. O aumento vai afetar de forma pesada os orçamentos das famílias ou simplesmente vai incapacitar a manutenção dos planos. Até para mudar para um mais barato, os usuários que não tiverem capacidade financeira de arcar com o aumento vão ter que cumprir novos prazos de carência e não terão acesso à mesma oferta de serviços. Daí já se prevê duas consequências: uma é o aumento de demandas judiciais – a questão pode vir a ser

mais um assunto em que o Supremo Tribunal Federal acabe intervindo. A outra é o aumento da demanda por atendimento no SUS, que já estará, se não colapsado, sobrecarregado com o atendimento represado durante a pandemia, quando a imensa maioria das cirurgias e tratamentos eletivos ficou suspensa. Durante a pandemia, a situação de pacientes crônicos ou que já aguardavam procedimentos cirúrgicos não melhorou. Eles, no máximo, foram estabilizados ou assistiram impotentes ao agravamento de sua condição. Com o desequilíbrio no setor da saúde suplementar, o lucro das empresas em descompasso com a realidade de usuários, prestadores de serviço, da saúde pública e do próprio conjunto da economia pode significar aumento de despesa (ou de desassistência) no SUS e no sistema Judiciário. Sem o financiamento suficiente, o SUS volta a ser vilão e os planos de saúde seguem como um sonho de consumo da população e um oásis imaginário, uma miragem de prestação de assistência em saúde. Essa situação merece atenção da área econômica e do Ministério da Saúde antes que se torne um novo drama. A pandemia nos colocou em uma situação de excepcionalidade e os planos de saúde devem, como todo

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

o conjunto da população e das instituições, dar o seu quinhão de sacrifício pelo bem da coletividade. O Estado, no entanto, não precisa intervir diretamente no mercado de planos de saúde ou da assistência privada para controlar preços ou impor índices de reajuste. O SUS, com financiamento adequado, gestão competente e transparente, e padrão de atendimento competitivo com as instituições de mercado, é a melhor ferramenta de regulação, de promoção de equidade e forma de controle natural da ganância de empresas que colocam o lucro acima das necessidades coletivas.

Arborização da Comercial de Taguatinga volta a ser debatida O Comitê Taguatinga Verde voltará a se reunir esta semana para definir as próximas etapas do projeto de arborização das avenidas Comercial Norte e Sul. No encontro, o administrador regional Bispo Renato Andrade vai apresentar os locais onde é possível plantar árvores sem oferecer riscos às redes de elétrica e de esgotos e águas pluviais.

Dentro da proposta de revitalização das principais áreas da cidade, foi inaugurada, no início do mês, a primeira etapa da recuperação do Centro Cultural CEMEIT , que inclui o Teatro da Praça e a Academia Taguatinguense de Letras (ATL). As obras foram coordenadas pela Diretoria Regional de Ensino, com recursos de emendas parlamentares dos

distritais Leandro Grass (Rede) e Reginaldo Veras (PDT). A Regional de Ensino também atualizou quatro imagens dos acadêmicos Leão do Norte, Nara Nascimento, Hilda Mendonça e Ildebrando David, pintados na entrada da ATL. A pedido do presidente da academia, Gustavo Dourado, o trabalho foi executado pelos artistas Elon e Minoru.

Além deles, agora também estão expostas obras dos artistas Nabrisa, Brixx, Naiana, Soneka, Leonardo, Pedro Sangeon (Gurulino) e Pedro Drepo. A segunda etapa da revitalização, que inclui o paisagismo e arborização do centro, faz parte do projeto Taguatinga Verde, no qual deve ocorrer o plantio de mudas na principal avenida da cidade.


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VIA

Satélites

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Primeiro leilão do ano – O Detran-DF marcou para os dias 18, 19 e 20 de janeiro o primeiro leilão do ano de veículos retidos ou apreendidos pelo órgão. O pregão será feito exclusivamente on-line e ocorrerá a partir das 9h. Entre as opções, há um Camaro, cujo lance inicial é de R$ 15 mil, e alternativas populares, como um Fiat Uno, com lance inicial de R$ 1,5 mil, além de diversas motocicletas, com valores a partir de R$ 400.

Por Lorrane Oliveira

ENTORNO

{ JOEL RODRIGUES/AGÊNCIA BRASÍLIA

DISTRITO FEDERAL

Bolsas para servidores A Secretaria de Educação abriu, segunda-feira (11), processo seletivo para concessão de bolsas em cursos de graduação e pós-graduação para servidores efetivos das carreiras de Assistência à Educação e Magistério Público. As inscrições serão de 1º a 10 de fevereiro, com 29 vagas distribuídas em qua-

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tro Instituições de Ensino Superior conveniadas à pasta. Os interessados devem criar um processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), em SEE, Gestão Educacional: Processo Seletivo. Os critérios e a documentação necessária estão disponíveis no Edital nº 1, publicado no Diário Oficial do DF.

PLANO PILOTO

Hran recebe doação da CBF

GDF assume transporte público da RIDE A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) delegou ao GDF a responsabilidade pelo transporte coletivo de passageiros entre Brasília e os 33 municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Caberá ao governo

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local a gestão, regulação e fiscalização dos serviços prestados, além do poder de integrar o transporte semiurbano com os sistemas locais, elaborar estudos, licitar novas bacias, acompanhar a prestação dos serviços, definir políticas tarifárias e fiscalizar as empresas.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) doou uma ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O Fiat Fiorino faz parte do projeto Craques da Saúde, que vai doar 27 ambulâncias a unidades públicas em

todos os estados brasileiros. Serão premiados os hospitais com maior índice de pacientes recuperados da covid-19. A entrega simbólica ocorreu durante a partida Atlético Goianiense x Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. DIVULGAÇÃO/NOVACAP

DISTRITO FEDERAL

Aeroporto venderá passagens de ônibus O Aeroporto de Brasília recebeu, quarta-feira (13), um espaço de venda de passagens viárias e pontos de embarque. O objetivo é favorecer o turismo com opções acessíveis de viagens multimodais, em que o passageiro utiliza avião e ônibus para a ligação rodoviária, sem

a necessidade de se deslocar ao terminal. Esta é a primeira etapa do projeto. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), a projeção é de que as linhas de ônibus possam atender direto de diversos aeroportos do país.

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NÚCLEO BANDEIRANTE

Reforma na Feira Permanente A Novacap iniciou, segunda-feira (11), a reforma da Feira Permanente do Núcleo Bandeirante, que será concluída em março do próximo ano. Todos os boxes da área de ais de 4.000 m2 receberão melhorias, assim como a praça de alimentação e o estacionamento público.

Será criado um estacionamento interno e boxes de guarda, venda, abate e preparo de aves. Com investimento de R$ 10 milhões, a reforma vai abranger, ainda, a infraestrutura das instalações de água, elétrica, esgoto, drenagem pluvial, combate a incêndio e pânico.


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Gastronomia

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília

Dedé Roriz

SUSHI HOUSE FOTOS: DIVULGAÇÃO

A sofisticação do sushi no conforto de casa O empresário Douglas Oliveira usou sua experiência de sete anos como sushiman para montar a Sushi House. Trabalhando desde 2013, ele percebeu que nenhum restaurante ou lanchonete fazia entregas de comida japonesa de boa qualidade. E assim descobriu o seu nicho de mercado. Douglas lançou um box bem sofisticado, com 120 peças, que serve até cinco pessoas. O kit custa R$ 299, com sashimi de salmão, uramaki com alho poró, nigiri de salmão, jyo de geleia de maracujá e pimenta biquinho, além do Hot Philadelphia com couve. Um espetáculo! A Sushi House ainda tem a opção de lindos barcos, que atendem de uma a quatro pessoas. As entregas são feitas em praticamente todo o Distrito Federal, mediante pedidos com reservas.

Sushi House Telefone: 61-98201-8007 Instagram: @sushihousedeliverybr

SWISS GOURMET

Sanduíches com os melhores queijos do mundo Se você quer experimentar um hamburguer super diferente, não pode deixar de conhecer os sanduíches da Swiss Gourmet. Entre as opções, o cliente pode escolher onde colocar o queijo raclete – no hamburger, na baghete de picanha ou na batata. O espaço foi aberto num ato arrojado das empresárias Patrícia Naggle e Marília Rodrigues, mãe e filha, que abriram as portas da Swiss Gourmet em agosto do ano passado, no auge da pandemia. E a lanchonete na 109 Norte tornou-se um sucesso. Seus preparos diferenciados conquistaram a clientela, especialmente pelo conhecimento da dupla acerca de queijos considerados os melhores do mundo. Ali, os amantes dessa iguaria encontram o lugar ideal para apreciar uma das melhores comidas suíças de Brasília, mas sempre com toque brasileiro. E para quem quiser organizar uma festa ou evento, pode contar com a consultoria de Patrícia, uma especialista no ramo.

Swiss Gourmet Endereço: 109 Norte Bloco A Telefone: 61-3037-9443 Instagram: @swiss.gourmet


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COPA LIBERTADORES

COPA VERDE

Adiós, Hermanos! Santos e Palmeiras despacham Boca e River e farão a final em jogo único no Maracanã Gustavo Pontes Desde que passou a ser decidida em jogo único, pela primeira vez a final da Libertadores será no Brasil, e com um clássico nacional de

muita história e rivalidade. Santos e Palmeiras eliminaram os dois gigantes argentinos, Boca Juniors e River Plate, e farão, no dia 30 de janeiro, uma final histórica no maior torneio da América do Sul. Será a terceira final do torneio entre duas equipes brasileiras. Em 2004, São Paulo e Atlético-PR decidiram o título, com vitória do tricolor paulista, e em 2006 o Internacional conquistou seu primeiro título ganhando do mesmo São Paulo. Em uma Libertadores diferente, com estádios vazios por conta da pandemia, Palmeiras e Santos che-

gam à decisão com muitos méritos. O Palmeiras, ainda sob o comando de Wanderley Luxemburgo, fez a melhor campanha da primeira fase e a melhor campanha geral, com 29 pontos. Já o Santos, fez 27 pontos e a segunda melhor campanha. O Santos busca o quarto título, o que tornaria o maior vencedor da Libertadores entre os brasileiros. O Palmeiras tenta o bicampeonato. Além do troféu, também está em jogo uma premiação de US$ 15 milhões (R$ 80 milhões) para o campeão. O vice levará US$ 6 milhões (R$ 32 milhões).

BRASILEIRÃO A-2 FEMININO

Com a pandemia, a Copa Verde 2020 teve de ser adiada e apenas agora será iniciada. Brasiliense e Gama são os dois representantes do DF no torneio regional e estreiam no próximo dia 20. O Jacaré enfrenta o Vitória-ES, em jogo único, no Serejão, e o alviverde joga contra o Santos-AM, fora de casa. O Brasiliense, caso avance, encara o Luverdense na fase seguinte, enquanto o Gama pegará o Remo-PA, que recentemente conquistou o acesso para a série B do Brasileirão. G.P.

1ª fase (20/1):

Real Brasília joga domingo por uma vaga na final GUSTAVO PONTES / REAL BRASÍLIA

Já garantido na elite do futebol feminino em 2021, o Real Brasília está em busca do segundo objetivo: o título da série A-2 do Campeonato Brasileiro. No jogo de ida da semifinal, as Leoas do Planalto ficaram no 0 a 0 com o Napoli-SC. No domingo (17), decidem a vaga fora de casa, em Caçador-SC. O vencedor se classifica para enfrentar o vencedor de Botafogo e Bahia, também garantidos na série A-1 e que fazem a outra semifinal. REFORÇOS – Mesmo ainda na disputa da série A-2, o Real Brasília já se movimenta para reforçar o elenco para a disputa da Primeira Divisão. A lista de reforços conta com jogadoras experientes, como a volante Andressa, ex-São Paulo e destaques da série A-2, como Janete, ex- Tiradentes. G.P.

Gama e Brasiliense representam o DF

A- São Raimundo-RR x Galvez B- Manaus x Ji-Paraná-RO C – Santos-AP x Gama D – Fast x Independente E – Palmas x Real Noroeste-ES F – Aparecidense x Aquidauanense-MS G – Brasiliense x Vitória-ES H – Sinop x Águia Negra-MS

2ª fase (24/1)

1 – Paysandu x Vencedor A 2- Atlético-AC x Vencedor B 3- Remo x Vencedor C 4 – Rio Branco-AC x Vencedor D 5 – Vila Nova x Vencedor E 6 – Cuiabá x Vencedor F 7 – Luverdense x Vencedor G 8 – Atlético-GO x Vencedor H

Quartas de Final (31/1 e 7/2): 9 – Vencedor 1 x Vencedor 2 10 – Vencedor 3 x Vencedor 4 11 – Vencedor 5 x Vencedor 6 12 – Vencedor 7 x Vencedor 8

Semifinal (13 e 17/2)

13 – Vencedor 9 x Vencedor 10 14 – Vencedor 11 x Vencedor 12

Real Brasília já está classificado para a elite do futebol feminino e agora disputa o título

Final (21 e 24/2)

Globo perde exclusividade dos jogos do Cariocão A transmissão dos jogos do Campeonato Carioca de 2021, que começa no fim de fevereiro, está em disputa por três redes de televisão aberta: Globo, Bandeirantes e SBT. Outra possibilidade é a liberação apenas para a internet, pela Claro/ Sky. Os clubes também avaliam a

contratação de um canal paperview, com cada um deles ficando com um percentual do que for adquirido por sua torcida. A discussão sobre a transmissão do Cariocão começou ainda em 2020, após a aprovação da Medida Provisória 984, que permitia aos

clubes negociarem individualmente seus jogos. Como a Globo tinha exclusividade na transmissão, alegou quebra de contrato e interrompeu as transmissões. A Globo pagava cerca de R$ 18 milhões para cada grande clube pelos direitos de transmissão e a MP

caducou e não vigora mais. O valor, considerado alto para os padrões brasileiros, não será mais pago pela emissora carioca. Os clubes avaliam que, para receber algo em torno de R$ 17 milhões, o contrato de transmissão terá de ser firmado com mais de um canal - sem exclusividade.

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Jornal Brasília Capital 497  

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