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Católica expande atuação e consolida três campus no DF

FAIARA ASSIS/UCB

Melhor universidade particular do Centro-Oeste, segundo a Times Higher Education, instituição que integra a Ubec se fortalece em Ceilândia, Sobradinho e Asa Norte Ano VIII - 423

Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019

Presidente da Ubec, Romualdo Degasperi, e reitor da UCB, Jardelino Menegat, inauguram praça no campus Taguatinga

Página 12

WARNING

EXTREMAMENTE

TÓXICO Em 2017, o Brasil usou 540 mil toneladas de pesticidas, segundo o Ibama, e passou a ostentar o triste título de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Na terça-feira (23), por determinação do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou 31 novos produtos. A medida tem o beneplácito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama). São 169 produtos autorizados

apenas em 2019. Um recorde. Especialistas alertam para os perigos. “Existem tecnologias socioambientais muito superiores ao agrotóxico”, diz o ambientalista Thiago Ávila. “A diminuição de produtos da lista de ‘muito tóxicos’ é um afrouxamento da legislação”, afirma Marina Lacôrte, do Greenpeace. Com a nova metodologia de classificação, a Anvisa estima que a lista de produtos considerados extremamente tóxicos baixará de 800 para 300. Página 4

Liberação do FGTS é voo de galinha Bolsonaro repete erro do antecessor Michel Temer ao tentar reaquecer a economia com a fórmula fracassada de liberar saques no Fundo de Garantia. Tendência é de que o trabalhador use os R$ 500 para pagar dívidas. Chico Sant’Anna - Páginas 6 e 7


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019 - bsbcapital.com.br

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x p e d i e n t e

Hacker invadiu mais de mil celulares Dados foram passados para o The Intercept Brasil de forma anônima e sem cobrança

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REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

Da Redação

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oram presos terça-feira (23), na operação Spoofing, da Polícia Federal, quatro hackers acusados de invadir o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro. O líder do bando, Walter Delgatti Neto, o Vermelho, disse entregou o material para o editor-chefe do portal The Intercept Brasil, jornalista Glenn Greenwald, de forma anônima, voluntária e sem cobrança. Os celulares de mais de mil autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram rackeados. Investigações da Polícia Federal revelam que o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, do Superior Tribunal de Justiça, Otávio Noronha, e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foram alvos dos ataques em seus aparelhos. Nem todos tiveram conversas capturadas, mas Bolsonaro teve seu Telegram invadido, mesmo aplicativo usado por Sérgio Moro em conversas que ele teria tido com procuradores da Lava Jato e divulgadas

Walter Delgatti, o Vermelho: The Intercept Brasil não pagou pelas informações sobre Sérgio Moro

pelo The Intercept Brasil. Walter Delgatti Neto disse à PF que ele mesmo entregou o material publicado desde junho pelo site, que revela conversas entre integrantes da Lava Jato. Além dele, também foram detidos Danilo Cristiano Marques e o casal Gustavo Henrique Elias Santos (o DJ Guto) e Suelen Priscila de Oliveira. A polícia aguarda laudos peri-

ciais e a revisão de alguns dados para concluir a apuração e confirmar se as informações dadas por Delgatti são verdadeiras. Segundo o suspeito, a motivação para entregar as conversas foi por discordar dos caminhos que a operação de combate à corrupção tomou. O jornalista do The Intercept confirmou as informações pelas redes sociais.

Moro quer destruir provas MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O ministro Sergio Moro disse que conversas pessoais das autoridades vítimas dos hackers seriam destruídas para manter a privacidade. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, reagiu e disse que o ministro “banca o chefe de quadrilha” ao se referir sobre a declaração. A entrevista foi publicada pela colunista Mônica Bergamo. Moro alertou autoridades que foram vítimas dos hackers, como o presidente da República, Jair Bolsonaro, e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre”. DEPORTAÇÃO – Moro publicou uma portaria que pode significar a deportação do jornalista Glenn Greenwald, que vem revelando irregularidades da Lava Jato. O texto “regula o impedimento de ingresso, a repatriação, a deportação sumária, a redução ou cancelamento do prazo de estada de pessoa” que tenha praticado “ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição”.

Moro: ministro quer destruir provas e deportar Glenn Greenwald


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019 - bsbcapital.com.br

FUTURO PGR - Cresce o nome de Augusto Aras como candidato à sucessão de Raquel Dodge na PGR. Embora não integre a lista tríplice, o subprocurador-geral impressionou o presidente da República. Jair Bolsonaro disse a interlocutores que “adorou o subprocurador”, com quem se encontrou duas vezes no Palácio do Planalto. Aras agradou, entre outros aspectos, por seu perfil conservador e pelo conhecimento sobre direito do consumidor e ordem econômica. Bolsonaro promete anunciar sua decisão no dia 17 de agosto.

Haddad na presidência do PT

Mata-mata X morre-morre

Bolsonaro é acusado de racismo

ANA LUIZA VINHOTE/METRÓPOLES

Candidato derrotado a presidente da República em 2018 com 47 milhões de votos, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é o preferido da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) para assumir a presidência nacional do PT. Mas ele avisou que só aceita a missão se tiver o aval do ex-presidente Lula. QUAQUÁ – Haddad conta com o apoio do presidente do PT paulista, Washington Quaquá, ex-prefeito de Maricá. “Sob o comando do professor Haddad, vamos chamar o país à união em torno de objetivos democráticos”, entusiasma-se. No entanto, de acordo com informações do jornalista Sérgio Roxo, d’O Globo, por enquanto, a preferência de Lula é que a deputada Gleise Hoffmann continue no cargo. SINAIS – Mesmo demonstrando pouco apego ao cargo, Haddad mandou sinais para a militância petista. Usou as redes sociais para fazer um alerta: “as últimas ações do governo Bolsonaro, que envolvem ameaças, interrogações e até intimidações, ferem a liberdade democrática. Democracia, acordem!”, disse. REPRODUÇÃO/CARTA CAPITAL

Haddad: aguardando definição de Lula

Torcedor fanático do Flamengo, o governador Ibaneis Rocha passou o bastão para o vice Paco Brito, pegou seu avião particular e voou para Guayaquil, no Equador, onde foi assistir, quarta-feira (24) o jogo de seu time contra o Emelec pela Copa Libertadores da América. Chegou a arriscar um palpite: 2 a 0. Deu ruim. Foi 0 a 2. PÉ-FRIO – Por aqui, a repercussão foi péssima. Flamenguistas disseram

que a derrota deveu-se ao pé-frio de Ibaneis. No DFTV, os telespectadores não perderam tempo. Um deles mandou mensagem dizendo que “enquanto o governador viaja para assistir ao mata-mata da Libertadores, o jogo nos hospitais da rede pública continua sendo de morre-morre. VOLTA – Na próxima quarta-feira, o jogo de volta será no Maracanã. Será que Ibaneis vai lá?

Governador tem direito a férias No início de julho, o chefe do Executivo se licenciou do cargo e ficou dez dias na Europa com os filhos. A Lei Orgânica do DF prevê que o governador e o vice têm direito a trinta dias de férias por ano e não podem se ausentar de Brasília por mais de

15 dias sem autorização da Câmara Legislativa. A ausência não justificada pode acarretar perda do cargo. Conforme levantamento do portal Metrópoles, entre missões oficiais e viagens pessoais, Ibaneis deixou o DF pelo menos 15 vezes em 2019.

Parentes usam helicóptero da FAB Um helicóptero da Força Aérea Brasileira foi usado para levar parentes do presidente Jair Bolsonaro ao casamento seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), no Rio de Janeiro, com a psicóloga Heloisa Wolf, no dia 25 de maio. VÍDEO - Um registro em vídeo da ida do helicóptero presidencial ao casamento foi publicado no Facebook de um dos sobrinhos do presidente, Osvaldo Costa Bolsonaro. No entanto, ele removeu o conteúdo de suas

Doze deputados e senadores da Frente Parlamentar em Defesa do Nordeste entraram com uma representação na Procuradoria Geral da República acusando Jair Bolsonaro de racismo por conta da declaração em que usou o termo ‘paraíba’ para falar do Nordeste e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). DESPREZO – Se a denúncia for aceita, eles esperam que seja aberto um processo no STF para investigar o caso. “As palavras do presidente expressaram o seu sentimento de desprezo e repúdio contra os indivíduos nascidos na região nordeste, bem como evidenciam a prática de racismo pelo representante máximo da nação”, alega a representação. FLAGRANTE – A PGR informou que quando uma representação é feita ao MPF, uma Notícia de Fato é instaurada para analisar o pedido. Mas lembrou que, durante o mandato, o presidente da República só pode ser processado por crimes de responsabilidade ou flagrantes.

redes sociais. REPRODUÇÃO/CARTA CAPITAL

NOTA - Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional declarou que uso do equipamento da FAB se justifica pela segurança do presidente: “O GSI é responsávelpor zelar pela segurança do Presidente e de seus familiares. Por razões de segurança, o coordenador de segurança de área decidiu que o Presidente e familiares fossem transportados em helicópteros da Força Aérea.Portanto, justifica-se o procedimento adotado pelo GSI”.

Os paraíba: bancada nordestina quer enquadrar Bolsonaro por racismo


Brasília Capital n Política n 4 n Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019 - bsbcapital.com.br

Extremamente tóxico ISTOCK

Governo libera 169 agrotóxicos em 2019. Brasil é o maior consumidor desses produtos no mundo

Caveira some dos rótulos A caveira que aparece hoje na maioria das embalagens de agrotóxicos só será usada para os que forem classificados como "extremamente tóxicos", "altamente tóxicos" e "moderadamente tóxicos". Marina Lacôrte, do Greenpeace, entende que ela é um símbolo importante porque o nível de escolaridade de trabalhadores rurais é muito variado e a figura dá um recado. "É importante saber que aquilo é tóxico e carrega consigo o perigo", aponta. "Esse marco não é mais restritivo. Ele aumenta os níveis de classificação. A diminuição de produtos da lista de 'muito tóxicos' é um afrouxamento", diz a representante do Greenpeace.

Da Redação

A

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou 31 novos agrotóxicos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na terça-feira (23), após tramitação dos processos a toque de caixa na própria Anvisa e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Ao todo, 169 produtos foram autorizados no ano, o que preocupa ambientalistas e profissionais da saúde. A aprovação de novos produtos cresceu muito nos últimos três anos. Em 2018, foram registrados 450 agrotóxicos. Em 2015, foram 139. O Brasil é considerado o maior consumidor de agrotóxicos do mundo em números absolutos. Relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) revelou que a agricultura brasileira usou 540 mil toneladas de pesticidas em 2017. Os 169 produtos contêm, além de um novo princípio ativo e suas "cópias", compostos que chegam ao agricultor e os "genéricos" desses compostos. Dos 31 agrotóxicos registrados, 29 são reproduções de princípios ativos já autorizados no país, e serão utilizados para fabricação de produtos formulados que efetivamente podem ser utilizados por agricultores para controle de pragas.

Para o Greenpeace, o aumento de classificação de produtos liberados é um afrouxamento na legislação

Glifosato causa câncer Três dos produtos registrados derivam do glifosato, que nos Estados Unidos é associado a um tipo de câncer. Mas a Anvisa garante que, dentro dos limites e formas de aplicação definidos por ela, e com o manejo agrícola adequado, as substâncias são seguras. O Ibama e o Ministério do Meio Ambiente não se manifestaram. Em nota, o Ministério da Agricultura diz que o uso desses agrotóxicos pode ser benéfico para o mercado. "Espera-se um aumento de concorrência, onde o agricultor terá novas opções para escolher o produto mais adequado para executar o controle de pragas no seu cultivo". O Sindicato Nacional da Indústria de produtos para Defesa Vegetal ressalta que "todos os novos registros se tratam de novas marcas comerciais de produtos que já eram disponibilizados no mercado". "Isso significa mais opções para o agricultor, e não

um aumento na quantidade de produtos utilizados no campo". O ambientalista Thiago Ávila repudia o uso de agrotóxicos em qualquer hipótese. “Esses produtos não têm nenhum benefício. Já está provado que quem alimenta a população é a agricultura familiar. O agrotóxico impermeabiliza o solo e usa veneno para tentar controlar doenças”, afirma. “Existem tecnologias socioambientais muito superiores ao agrotóxico, mas não são implementadas porque implicam em uma alteração na concentração de terras com recursos governamentais, além de envolverem trazer justiça para o campo, o que este governo não quer”, pontua Ávlia. NORMAS - De acordo com o presidente de autorização e registros sanitários da Anvisa, Renato Porto, a mudança é vista como um avanço, pois o Brasil passa a seguir regras internacionais. "Não estamos flexibilizando. Estamos igualando o marco regulatório do Brasil com o do mundo", afirma. Na nova norma, os rótulos apresentarão a identificação do perigo de uso dos produtos em categorias: ex-

tremamente tóxico (tarja vermelha); altamente tóxico (vermelha); moderadamente tóxico (amarela); pouco tóxico (azul); e produto improvável de causar dano agudo (azul). O novo padrão é chamado de Sistema de Classificação Globalmente Unificado (Globally Harmozed System of Classification and Labelling of Chemicals — GHS, em inglês). Endossado pela ONU, ele foi proposto pela primeira vez em 1992, na Eco 92. A partir de 2008, a comunidade europeia adotou esse padrão. Além disso, 53 países já realizaram a implementação total e 12 a implementação parcial. No Brasil, o GHS tinha uma implementação parcial, já que as regras são aplicadas no uso de produtos químicos e nas normas de segurança do Ministério do Trabalho. Dos 2.201 agrotóxicos registrados no País que estão no mercado, a Anvisa já recebeu dados para reclassificação de risco de 1.981. A agência estimou que o volume dos considerados "extremamente tóxicos" poderá baixar de 800 para 300 na nova metodologia. Isso porque mudou o que será levado em conta na hora de dizer o quão perigoso é o produto.


DE PERTO A GENTE SE CONHECE MELHOR.

A Câmara Legislativa quer estar sempre perto de você, para ouvir suas necessidades, entender e resolver melhor os problemas da população. É para isso que existe o Câmara Mais Perto de Você, um programa que promove sessões itinerantes do nosso legislativo nas diversas cidades do DF. Assim, a Câmara pode criar leis, fiscalizar o governo e transferir recursos com eficiência para beneficiar o cidadão. Aguarde a próxima edição e participe de perto você também.

Câmara Mais Perto de Você. A casa do povo bem perto da sua casa.


Brasília Capital n Política n 6 n Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019 - bsbcapital.com.br

Brasília

Acompanhe também na internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress. com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com

Por Chico Sant’Anna

FGTS: o voo de galinha se repete REPRODUÇÃO INTERNET

Errar uma política econômica pode ser até um acidente, mas repetir o erro não tem desculpa. O governo Bolsonaro vai adotar a mesma fórmula fracassada de esquentar a economia adotada pelo governo Temer. De setembro a meados do ano que vem, pretende liberar R$ 30 bilhões do FGTS. Só quem agradece são os bancos e financeiras, pois a experiência mostra que a maior parte dos recursos é usada para pagar dívidas. Em 2017, Temer autorizou o saque de R$ 43 bilhões. A expectativa era provocar um crescimento de 0,3% do PIB, mas o que se viu ao longo do período foi a queda nas vendas e alta do desemprego. Isso pelo fato, segundo a Confederação Nacional do Comércio, de que para cada R$ 4 sacados no FGTS, R$ 3 foram para os credores. O consumo, que poderia movimentar a economia, ficou em segundo plano. A tendência para essa nova liberação deve ser ainda pior. Primeiro, o volume é menor. Segundo, a instabilidade econômica, o desemprego e a falta de expectativa vão incentivar o brasileiro a não gastar os recursos liberados. Se alguma coisa sobrar depois de pagar as contas vencidas, o destino primordial deve ser a poupança. Terceiro, o montante per capita a ser liberado tende a ser menor. O limite de saque fixado em R$ 500 por pessoa equivale a um terço do saque médio em 2017, quando cada trabalhador levou pra casa R$ 1.686, em média. Diante desse quadro, nem um crescimento no estilo voo de galinha – aquele que sobe mas cai logo à frente -, deve acontecer. No máximo, a Serasa e o SBPC devem ficar um pouco mais aliviados. Me-

Para cada R$ 100 mil sacados do FGTS uma moradia popular deixa de ser construída no Brasil, segundo a Associação de Incorporadoras

lhor seria investir os R$ 30 bilhões em moradia e saneamento básico – finalidades precípuas do FGTS, além de proteger a aposentadoria e o desemprego do trabalhador. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontam que, para cada R$ 100 mil sacados em FGTS, deixa de ser construída uma moradia popular. Portanto, a proposta de Bolsonaro pode implicar na não construção de 300 mil casas, num país onde o déficit habitacional é de 7,7 milhões residências.

O melhor estimulo na combalida economia brasileira seria somar esses R$ 30 bilhões aos R$ 60 bi que a construção civil deve contar para executar os programas habitacionais financiados pelo FGTS. Transformar o Brasil num grande canteiro de obras, fazendo um milhão de casas e implantando saneamento básico. A construção civil movimenta diversos setores industriais, econômicos e de serviços. Dado da Cohab de Minas Gerais aponta a geração de dois empregos para cada casa

popular construída. Ou seja, teríamos perto de dois milhões de pessoas contratadas. Além disso, técnicos apontam que a construção de residências populares estimula a abertura de lojas, escolas e outros empreendimentos, propiciando mais oportunidades de trabalho e de geração de renda. Empregado, o trabalhador se sente mais confiante em consumir. Melhor do que ter R$ 500 na carteira, é ter a Carteira de Trabalho assinada e o salário no fim do mês.


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DIVULGAÇÃO/PMDF

Arsenal apreendido do Comando Vermelho reforça o poder de fogo da Polícia Militar do DF

Crime organizado já está entre nós A Polícia Militar do DF comemorou a incorporação de onze armas de alto poder de fogo ao seu arsenal. Todas de uso restrito, sendo uma espingarda adaptada para arrombamento, cinco fuzis calibre 762 e outros cinco calibre 556. São de fabricação iugoslava, norte-americana e turca. A PM já utiliza fuzis de calibres 556 e 762, mas conta apenas com 203 peças. Ou seja, a corporação teve um incremento de 5,4% em seu arsenal. Mas esse armamento não foi obtido por licitação. Ele foi incorporado ao paiol a partir de uma apreensão de arsenal do Comando Vermelho. Uma justa decisão, mas que revela o poderio do crime organizado já instalado em Brasília e que tende a crescer, segundo os analistas, com a transferência de líderes de facções do crime organizado para a penitenciária federal da Capital Federal. Todo esse armamento, mais 10 pistolas, 30 pentes carregadores, munições e muitos explosivos, foi apreendido em uma única operação em Samambaia, no ano passado. Uma operação que mais lembrava as cenas cariocas que assistimos na TV. Diversas viaturas e até helicópteros foram empregados na perseguição e prisão dos criminosos. Por decisão do ministro Sérgio Moro, como esta coluna já registrou,

líderes do Comando Vermelho - CV, Primeiro Comando da Capital - PCC e Família do Norte foram transferidos para Brasília. A capital hospeda o que há de mais perigoso dentre as lideranças do crime organizado. O retrato da criminalidade candanga já é outro. Segundo a Polícia Civil, integrantes do PCC e do CV já dominam seis regiões administrativas. A presença deles no Entorno é registrada pelas autoridades, que no final do governo Temer apontavam a presença de 1.500 homens a serviço dos dois grupos. Esses criminosos atuam no contrabando, comércio ilegal de armas e tráfico de drogas. As cidades-satélites que já teriam como território estão exatamente na divisa com Goiás, fazendo uma espécie de cinturão que começa na Ceilândia, terminando em Planaltina, passando por Gama, Santa Maria, Paranoá e São Sebastião. O Ministério da Justiça diz que os líderes das facções estão presos em segurança. Mas a insegurança está do lado de fora. O brasiliense ficou exposto a um tipo de criminalidade que não existia aqui, graças à política de Moro. No mínimo, deveria haver a concordância dos governantes locais. Afinal, estamos numa República Federativa.

GDF perde R$ 3,672 milhões de verbas federais Um velho problema de gestão de recursos federais se repete no governo Ibaneis. O DF deixa de receber repasses de verbas de programas da União por não fazer o dever de casa. No governo Rollemberg, Brasília não ampliou a rede de creches, as linhas do metrô, a coleta seletiva e muito mais, por falta de projetos. E agora a história se repete. Com 330 mil desempregados no DF, as políticas públicas de assistência social vivenciam um colapso devido às reduções orçamentárias. E com a economia local em frangalhos e baixa capacidade de receita pública, o GDF perde R$ 3,672 milhões de verbas federais. A denúncia é do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural (Sindsasc). No primeiro semestre, o valor, em recursos federais, recebido pelo DF para a assistência social, foi de apenas R$ 753.738,42. No mesmo período de 2018, o montante foi de R$ 4.426.584,09. Ou seja, o DF ficou agora com 17% do total. Quem paga a conta é o povo mais sofrido. Esses recursos são normalmente usados no custeio de benefícios como cestas básicas emergenciais, auxílios vulnerabilidade, natalidade e excepcional, além da liberação de passagens interestaduais de retorno da população carente que migrou pro DF. A entidade atesta que já há restrição no atendimento pela falta de recursos. O bloqueio de verbas deste ano se deve ao não uso integral de verbas repassadas no governo passado. Para que uma unidade federativa receba um montante significativo é preciso que ela tenha aplicado os repasses recebidos no ano anterior. Atualmente, o DF tem recursos em conta que ainda não foram utilizados para a assistência social, o que faz que com que o GDF receba um repasse menor da União. O critério é um mecanismo de medição de eficiência seguido pelo governo federal. Pecou a gestão Rollemberg e persiste no erro a gestão Ibaneis. REPRODUÇÃO INTERNET

Serviço social do GDF terá apenas 17% dos recursos federais de 2018


Brasília Capital n Cidades n 8 n Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019 - bsbcapital.com.br

VIA

Satélites

{DISTRITO

FEDERAL

Ações preventivas de combate à dengue O GDF já tem a estratégia para combater a dengue neste ano e em 2020: prevenção a partir da vigilância e controle do mosquito aedes aegypt, transmissor da doença. Representantes do governo se reuniram na quinta-feira (25) e apontaram, entre outras ações, contratar mais médicos, fortalecer a atenção primária, construir e reformar Unidades de Saúde Básica (UBSs), realizar projetos em escolas públicas, usar drones em imóveis fechados, manter denúncias por meio do 199. As iniciativas sugeridas ainda serão estudadas e avaliadas por técnicos do GDF. O governo realizou um trabalho integrado em todo o DF. De janeiro a julho, 74.500 imóveis foram inspecionados, com a colaboração de 4.075 militares do Corpo de Bombeiros. Foram instaladas dez tendas de hidratação nos locais com maior incidência de casos. Em 37 dias, foram feitos 36.244 atendimentos. Desse total, 24.644 estavam com suspeita de dengue, 7.749 receberam hidratação ou medicação e 682 precisaram ser levados para hospitais. Pelo fone 199, a Defesa Civil e a Secretaria de Saúde permitiram que a população recebesse informações e fizesse denúncias anônimas sobre o aedes aegypt. Os agentes vão ao local e dão um prazo para que o morador limpe o terreno. Caso o dono do imóvel não tenham condições de fazer a higienização, órgãos do governo são mobilizados para fazer a limpeza.

{PLANO

Passe Livre - O DFTrans foi extinto segunda-feira (22) pelo governador Ibaneis Rocha. As atribuições do órgão foram transferidas para a Secretaria e Mobilidade e para o Banco de Brasília (BRB), que assume a comercialização e o processamento dos créditos do sistema de bilhetagem automática e passa a administrar os processos de recarrega dos cartões de integração. A Secretaria fica responsável pelo planejamento e coordenação do transporte público, além da política tarifária e a emissão de cartões, como o do Passe Livre.

PILOTO

{BRAZLÂNDIA

Lazer no horário de expediente IGO ESTRELA/METRÓPOLES

Garota de programa embarca na viatura da PM: intimidade com o motorista

Começa a obra na DF-001 O DER iniciou o alargamento de 8 quilômetros da DF 001 entre o entroncamento da via Estrutural e a BR-080/BR-251. Serão construídas duas novas faixas de rolamento e um separador de fluxo entre as pistas. O investimento é de R$ 8 milhões e beneficiará cerca de 30 mil motoristas que passam diariamente pelo local, que liga Taguatinga a Brazlândia. O objetivo da obra é garantir mais segurança aos usuários e reduzir os riscos de acidentes por colisões frontais. A previsão de execução do serviço é de 180 dias. LÚCIO BERNARDO JR/AGÊNCIA BRASÍLIA

Na madrugada de quinta-feira (25), a reportagem do site Metrópoles flagrou uma viatura da PM dando carona a uma garota de programa que saía da boate Alfa Pub, no Setor Comercial Sul. De minissaia, a moça aparentava ter intimidade com o motorista, que estava fardado. Sentou-se ao lado dele e colocou a bolsa no banco traseiro. Durante quatro meses, o Metrópoles acompanhou a relação próxima entre policiais, proprietários da casa noturna, funcionários e mulheres que ganham a vida com o sexo. Durante as campanas, a reportagem constatou que, semanalmente, gru-

pos de PMs frequentam o estabelecimento. Alguns chegam a passar até três horas dentro do prédio. De abril a julho, 13 viaturas de diferentes prefixos transportaram mulheres que trabalham na casa de shows após as noitadas. Os policiais tinham o hábito de entrar na boate no intervalo entre 23h30 e 3h30, quando o movimento de pessoas é reduzido nas ruas do Setor Hoteleiro. Em outro caso, em junho, dois policiais fardados cruzaram a porta da Alfa Pub à 1h10 e saíram 18 minutos depois carregando sacolas com cervejas.

De cara nova na volta do recesso escolar Das 697 escolas que solicitaram recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) neste ano, 647 foram atendidas. Segundo a subsecretaria de administração geral da Secretaria de Educação, o repasse chegou a R$ 45 milhões. O PADF foi criado

para gerar autonomia financeira nas unidades escolares e coordenações regionais de ensino. A liberação dos recursos é condicionada à prestação de contas dos anos anteriores. Recursos utilizados em desacordo com os critérios do programa deverão ser ressarcidos.

A obra causará transtornos por 180 dias {ÁGUAS

CLARAS

PCDF faz megaoperação contra tráfico de drogas A Polícia Civil montou uma megaoperação de combate ao tráfico de drogas em pracinhas de Águas Claras na noite de quinta-feira (25). Equipes da 21ª DP (Taguatinga Sul) buscavam, com o apoio de um helicóptero, suspeitos de comercializar entorpecentes na cidade. Em solo, viaturas prendiam os suspeitos e os transportavam à carceragem da unidade policial.


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Gestão do Mané agora é privada

“Q

RENATO ALVES/AGÊNCIA BRASÍLIA

ueremos mostrar que Brasília é muito mais que política e tribunais. Toda grande metrópole tem sua referência de lazer. A partir de hoje, Brasília também terá”. O discurso é do presidente da Arena BSB, Richard Dubois, durante a assinatura do contrato pelo qual passará a gerir a operação o Estádio Nacional Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson e o Complexo Aquático Cláudio Coutinho nos próximos 35 anos. Dubois prevê potencialização do esporte na capital. O objetivo é trazer para o DF futebol, basquete, futsal, vôlei, esportes indoor. Além disso, ele diz que tem planos de ser grande pólo do Planalto Central para shows e eventos e potencializar o padrão de acolhimento. “Esperamos trazer 10 milhões a mais de turistas para Brasília. Temos uma área maravilhosa ociosa e queremos aproveitar isso”. EMPREGOS – Na cerimônia na tribuna de honra do estádio, com a presença do governador Ibaneis Rocha, do vice Paco

e nacionais de desportos aquáticos.

Ibaneis diz estar cumprindo promessa de transformar Brasília em referência nacional

Britto, secretariado e parlamentares, ficou estabelecido que a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) supervisionará a transição da gestão para o consórcio nos próximos 180 dias, chamada de operação assistida. Para o presidente da Terracap, Gilberto Occhi, “de tudo o que está sendo feito, das economias que o governo terá de suas despesas, da geração de receita, talvez o fato mais importante sejam as novas oportunidades de emprego. Não só nas obras que serão realizadas, mas os empregos permanentes que serão oferecidos para população”. CIRCUITO – A concessão deve inserir

Brasília no circuito nacional de grandes eventos. No Mané Garrincha, a perspectiva é de jogos de futebol de relevância e shows nacionais e internacionais. O Nilson Nelson deve passar por modernização e adequação e ser palco de partidas de basquete, vôlei, shows e espetáculos com público de 10 a 15 mil pessoas. O Cláudio Coutinho manterá o programa de utilização social, que recebe mais de 3 mil crianças e adolescentes que praticam natação, polo aquático, salto ornamental, karatê, judô e deep water. A ideia é promover a massificação do acesso ao esporte e sediar campeonatos regionais

ECONOMIA – Pela concessão de 35 anos, o GDF poderá arrecadar mais de R$ 3 bilhões, incluindo tributos pagos pelo Arena BsB e os incidentes sobre a receita da Arena Boulevard. Deve ser gerados 4 mil empregos diretos. A esse montante, soma-se a economia aos cofres públicos com a dispensa da manutenção do Centro Esportivo, na ordem de R$ 13 milhões por ano. A expectativa é que o Arena BsB invista em reformas pontuais e revitalização, incluindo paisagismo e adequações no equipamento e na área de estacionamento, com mais de R$ 700 milhões. Nos 35 anos, terão sido repassados R$ 150 milhões em outorga à Terracap. O consórcio terá um prazo de carência de 5 anos para realização das obras, além do repasse de 5% do faturamento líquido. Ibaneis disse que “é um projeto muito importante para a reconstrução da capital, para nos colocar no cenário internacional e transformar em um grande hub de turismo e muito mais está sendo pensado.

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Brasília Capital n Cidades n 10 n Brasília, 27 de julho a 2 de agosto de 2019 - bsbcapital.com.br

Acusado de erros, HRSM é campeão em partos normais É estarrecedor que uma onda de denúncias seja estimulada contra um hospital e uma equipe de profissionais, provocando uma crise na saúde pública, como ocorre em Samambaia. Mais ainda no Distrito Federal, que tem uma das menores taxas de mortalidade neonatal do país (8,2 por 1 mil nascidos vivos). Fica pior quando se considera que o alvo é exemplo para a maioria das maternidades do país e reconhecido como referência pela Pastoral da Saúde da Igreja Católica: enquanto a maioria dos partos realizados no Brasil (cerca de 55%) são cesarianos, no Hospital Regional de Samambaia, 70% dos partos realizados são normais. São realizados no HRSM de 400 a 450 partos por mês – foram 3.741 em 2018, número que coloca o Centro Obstétrico do hospital como o terceiro do DF em relação à produtividade, apesar de o hospital ser pequeno. A crise gerada em relação ao atendimento obstétrico no HRSM gira em torno de interpretações e visões diferentes a respeito de temas de saúde e questões transversais de caráter legal, ético, ideológico, técnico-científico,

comportamental, profissional, político, emocional e da gestão dos serviços públicos. Turbulência e desentendimento que são nacionais e motivam a queda vertiginosa na busca por especialização médica em obstetrícia. O parto, em si, envolve emoções conflitantes, dor, sangue, suor, lágrimas, técnica, ciência e, não raro, decisões difíceis a serem tomadas de imediato, para evitar sofrimento desnecessário e/ou salvar as vidas das mães e dos bebês. Na imensa maioria das vezes, as lágrimas são de alegria. No dia a dia, decisões políticas equivocadas e a insuficiência de investimento dificultam a assistência obstétrica e das demais especialidades médicas. Ao mesmo tempo, aumenta a demanda de uma população cada vez maior, que se sente desamparada, frustrada e revoltada porque o Estado não oferece o atendimento desejado. E. no centro de todas as questões que, direta ou indiretamente, compõem essa discussão estão pacientes e médicos, na situação ainda mais delicada um atendimento duplo e simultâneo – à mãe e ao bebê. Os médicos e demais profissionais

de saúde também estão expostos, vulneráveis, ameaçados e assustados. Todas as fases do acompanhamento no processo da gestação ao puerpério (pós-parto) estão prejudicadas nas unidades públicas de saúde do DF. Faltam profissionais qualificados em número suficiente para o pré-natal, especialmente depois que os ginecologistas foram tirados dos centros de saúde. Na hora do parto, faltam leitos, profissionais em quantidade adequada, equipamentos e materiais para acolher e tratar devidamente as parturientes e os bebês. Por último, no período do puerpério, quando a mulher passa por uma série de modificações físicas e psicológicas, também não existe estrutura suficiente para o atendimento humanizado. Com a forma atabalhoada que se lançou aos quatro ventos a possibilidade de que tenham ocorrido erros nos procedimentos de parto – é indispensável deixar claro que não houve comprovação de um único erro – criou-se um drama social e um problema de saúde pública: 400 partos realizados por mês podem deixar de ser realizados no HRSM, porque criou-se

Dr. Gutemberg, presidente do Sindicato dos Médicos do DF e advogado

pânico entre as gestantes; servidores, assustados e amedrontados diante de ameaças dentro dos próprios corredores do hospital, sentem-se compelidos a pedir remoção; e novos servidores que venham a ser contratados não vão querer assumir vaga de trabalho naquela unidade de saúde. Mais do que qualquer um, os profissionais (médicos e toda a equipe do HRSM) desejam apuração rápida, séria e a confirmação para a população de que, apesar de todas as limitações que se impõem a cada dia, ali se pratica boa medicina em benefício de toda a população da cidade.

GDF se esconde atrás da intervenção militar O Governo do Distrito Federal estendeu a gestão compartilhada para mais seis escolas da rede pública, totalizando, dez unidades sob intervenção militar. Importante observar que as demais 668 estão relegadas ao abandono. Quase oito meses de governo Ibaneis e, até agora, nenhum anúncio de investimento foi feito. O cenário da educação pública da capital do país é mais preocupante porque há escolas que ainda não receberam os recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF); escolas sem professores efetivos que utilizam como solução para essa ineficiência e ineficácia do governo os professores de contrato temporário, precarizando o ensino público. O governo Ibaneis usa a propaganda

para dizer que a militarização das escolas tem sido um grande investimento na educação. E a fórmula para dar continuidade a esse tipo de sucateamento e desqualificação da educação pública é o abandono financeiro das demais unidades. No início de fevereiro, o deputado distrital Leandro Grass (Rede) protocolou uma Proposta de Decreto Legislativo que suspende a portaria do Poder Executivo que institui a militarização nas escolas públicas do DF. A partir do segundo semestre de 2019, estarão sob intervenção militar o Centro de Ensino Fundamental

(CEF) 19, de Taguatinga; o CEF 407, de Samambaia; o Centro Educacional Gisno, do Plano Piloto; o Centro Educacional (CED) Condomínio Estância III, de Planaltina; o CEF 01, do Núcleo Bandeirante; e CEF 05, do Paranoá. Cláudio Antunes, diretor do Sindicato dos Professores no Distrito Federal, disse que a entidade fará, neste segundo semestre, a consolidação dos dados de uma pesquisa encomendada pela entidade com análise e diagnóstico das quatro primeiras escolas militarizadas no primeiro semestre. Na avaliação do diretor, “é necessário verificar o resultado das escolas militarizadas,

sempre lembrando que essas estão recebendo muito mais recursos financeiros do que as escolas de verdade”. Ele diz ainda que “o projeto de gestão compartilhada é mais uma forma de o GDF tentar impulsionar a publicidade de seu governo para esconder da comunidade escolar a falta de investimento nas nossas escolas”. Samuel Fernandes, também diretor do Sinpro, afirma que o governo Ibaneis deveria fazer outros investimentos na educação. “Precisamos de escolas com número de estudantes reduzido por sala de aula e com investimentos financeiros. Escolas atrativas, com boa estrutura, quadras poliesportivas, laboratórios, bibliotecas, refeitórios e com profissionais em número suficiente”.


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ESPÍRITO

José Matos Viva antes de morrer Tire tempo para os amigos, para a natureza, para a família e o lazer, para o enriquecimento do espírito e da mente Entre os arrependimentos de pacientes terminais registrados pela médica Ana Claudia Quintana, especializada em atendimentos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), nota-se como dos mais importante o fato de não terem “vivido a vida”. “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que

eu vivesse; queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos; de ter ficado em contato com meus amigos; de não ter trabalhado tanto; de ter me permitido ser mais feliz”. Estas reflexões que deveriam nos acompanhar ao longo da vida. A vida, para a maioria, é apenas um comprar e vender camelos. Pra que você quer dinheiro? Pra comprar ca-

NUTRIÇÃO

Caroline Romeiro Cura do diabetes tipo 2 O Distrito Federal está à frente no tratamento da doença, numa parceria do HRAN com a Universidade Católica A Secretaria de Saúde do Distrito Federal inaugurou o primeiro serviço no Brasil de cirurgia para a cura do diabetes tipo 2.

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

Mesmo fora do Brasil essa cirurgia ainda é uma inovação, visto que poucos grupos fazem o procedimento para tal finalidade.

melo. Pra quê? pra ganhar dinheiro. Pra quê? pra comprar camelo. Pra quê? Pra ganhar dinheiro. Pra quê? Viva! A vida não é só acumular cacarecos. Você vai pensar nisso só na hora da morte? O amanhã pode não vir. Você pode se tornar a pessoa mais rica da Terra, mas, se não souber viver, você será apenas mais um mendigo endinheirado. Tire tempo para os amigos, para a natureza, para a família e o lazer. Tire tempo para o enriquecimento da mente e do espirito. O espírito precisa amar. Amor na sua forma mais elevada é caridade. Caridade para consigo e para com seu próximo. Faça a sua vida valer a pena. “Ame, e tudo o que você fizer estará certo”, ensinou Santo Agostinho. A Terra é uma escola e todos somos professores e alunos uns dos outros. Com os hipócritas, aprenda sinceridade. Com os egoístas, solida-

riedade. Com os violentos, paz. Com os sofredores, compaixão, resignação e superação. Com os diferentes, aceitação. Com os fofoqueiros, discrição. Com os estúpidos, gentileza. Com os pessimistas, otimismo. Com os ateus, fé. Com os pessimistas, esperança. Com os derrotados, persistência e disposição. Com os vencedores, lembrar-se da sua capacidade. Com os doentes, a saúde. Com os tristes, alegria. Com os presos, valorizar a liberdade. Com os corruptos, honestidade. Com os Mestres, lembrar-se de si. Aprenda com os bons, como ser. Com os maus, como não ser. Na economia da vida, nada deve se perder.

O procedimento é como uma cirurgia bariátrica, mas tem o intuito de curar o diabetes no qual as células não respondem mais à ação da insulina, hormônio responsável por sinalizar para as células do nosso corpo que tem glicose no sangue e, com isso, a glicose entra nas células para gerar energia. Realmente, trata-se de algo muito novo e o acompanhamento nutricional no pré e pós-operatório se faz fundamental. O curso de Nutrição da Universidade Católica de Brasília (UCB), em parceria com o serviço de cirurgia do diabetes tipo 2 do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) fará o acompa-

nhamento nutricional desses pacientes. Os candidatos à cirurgia passam por criteriosa seleção, e aqueles que têm indicação farão parte do grupo que será acompanhado por esses profissionais. Alguns pré-requisitos são necessários. Mas o certo é que o Distrito Federal está à frente neste assunto. Em breve, vamos trazer mais detalhes.

José Matos Professor e palestrante

Caroline Romeiro Nutriocionista e professora na Universidade Católica de Brasília (UCB)

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

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Universidade Católica em expansão Melhor instituição de ensino superior particular do Centro-Oeste consolida novos campus no DF, em Ceilândia, Sobradinho e Asa Norte FAIARA ASSIS/UCB

Em 2018, o projeto de expansão da Universidade Católica de Brasília (UCB) chegou a três localidades do Distrito Federal: Ceilândia, Sobradinho e Asa Norte. A instituição, que faz parte do grupo UBEC (União Brasileira de Educação Católica), foi considerada a melhor universidade particular do Centro-Oeste no ranking Times Higher Education 2018 - THE. O campus Ceilândia tem uma área total de 15mil m², com oferta de cursos de graduação, pós-graduação lato sensu e a distância. A estrutura funciona onde antes era o Colégio CESAM - Centro Salesiano do Aprendiz, uma das províncias fundadoras do grupo UBEC. “Os novos campus são um marco na história da UCB, que segue em seu projeto de expansão para levar a educação padrão Católica de qualidade cada vez para mais perto da população”, explica o professor Márcio Pereira Dias, diretorexecutivo da UBEC. Para o reitor da UCB, Irmão Jardelino Menegat, a expansão é uma forma de fazer com que a universidade se aproxime de seus alunos. “Temos um número significativo de estudantes que vivem em Ceilândia. O novo campus atende a eles e aos novos alunos. Assim também acontece na Asa Norte e em Sobradinho”. Segundo o reitor, “a UCB tem os pés em Brasília, o coração nas pessoas e os olhos no mundo”.

Cada campus tem um foco, mas todos os cursos da sede podem ser replicados ou estendidos para os novos espaços

Excelência em ensino e nota máxima no MEC COMUNICAÇÃO UCB

Na modalidade presencial, a UCB oferece 40 cursos de graduação, 24 lato sensu e 15 stricto sensu. Com recursos próprios ou de financiadores externos, tem mais de 100 projetos de pesquisa envolvendo alunos da graduação e pós-graduação e mais de 50 projetos de extensão. Os cursos de Administração, Medicina, Direito, Odontologia, Educação Física e Biomedicina da UCB têm nota 5 (a nota máxima) no Ministério da Educação. “Isto atesta a qualidade de ensino, do corpo docente e da infraestrutura da universidade”, reforça Irmão Menegat. NOVA UCB – A UCB está finalizando um plano de gestão que será posto em prática pelo menos até o ano de 2030. O objetivo é que as escolas e universidades da rede estejam prontas para serem laboratórios abertos

Sala inovativa: modernização do ensino em sala de aula

de aprendizagem, onde estudantes são protagonistas e professores mediadores do processo de ensinar e aprender. “A nossa Universidade quer fazer a diferença na vida de seus estudantes. Queremos ser reconhecidos como uma instituição que oferece formação integral aos alunos. Sabemos que esse trabalho não é fácil, mas é possível, quando oferecemos um quadro de docentes competentes e colabo-

radores técnico-administrativos que sabem acolher, respeitar e cuidar dos nossos alunos”, afirma o reitor. A MELHOR DO CENTRO-OESTE - Em 2018, a UCB foi indicada como a melhor universidade particular do Centro-Oeste, a quarta do Brasil e a oitava da América Latina, segundo o ranking Times Higher Education (THE). A avaliação foi realizada com base em cinco indicadores: ensino, pesquisa científica, impacto da pesquisa, internacionalização e relação com a indústria. “Em 2020, quando celebra seu Jubileu de Prata, a UCB será uma Instituição de referência na Extensão, na Pesquisa e no Ensino, indissociáveis e comprometidos com a inovação, o desenvolvimento sustentável e a Justiça Social”, garante o reitor Irmão Jardelino Menegat.

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