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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Jardim Botânico pode ganhar novo bairro Megaempreendimento prevê população de 10,5 mil habitantes em prédios de oito e nove andares. Ambientalistas são contra Ano VIII - 381

Brasília, 22 a 28 de setembro de 2018

Entrevista Izalci Lucas

“Serei um operário na busca de recursos para o DF” Por dois anos o deputado Izalci Lucas se preparou para concorrer ao Buriti. Mas foi abandonado por Cristovam Buarque, Rogério Rosso e Augusto Carvalho na semana do registro das candidaturas. Aliou-se a Alberto Fraga e agora concorre ao Senado para “revolucionar a busca de recursos para o DF”. “Ficar escrevendo artigo para jornal não adianta nada. Não enche barriga nem gera emprego. Tem que trabalhar”. Páginas 7, 8 e 9

Rollemberg vai partir para o ataque Com aprovação em queda e rejeição em alta, governador vai mudar estratégia na reta final

Cristovam, o saco de pancada Alvo do PT, senador despenca nas pesquisas e vê mandato ameaçado por Leila e Izalci Pelaí - Página 3

Chico Sant’Anna - Páginas 4 e 5


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 22 a 28 de setembro de 2018 - bsbcapital.com.br

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x p e d i e n t e

Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com

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Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869

TONINHO MARATONISTA: Disputou a eleição de 2014 e teve 960 votos. Defende a natureza “física, metafísica, quântica, e es-pi-ri-tu-al”. Além do jargão “hope-hope”, costuma falar que está “doidão, piradão e malucão”. (2)

Diagramação / Arte final Thiago Oliveira artefinal.mapadamidia@gmail.com (61) 9 9117-4707 Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com Tiragem 10.000 exemplares Distribuição Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG).

SOBRADINHO II: A rua de acesso à Feira de Sobradinho II é palco de panfletagens e carreatas de candidatos. Sábado (15), a reportagem contou 11 candidatos: Eduardo Pedrosa, Raad Jr, Agaciel Maia, Leila do Vôlei, Flávia Arruda, Izalci, Alberto Fraga, Rollemberg, Vânia Gurgel, Paula Belmonte, Ricardo Vale e Alexandre Yanez. (3)

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MC BANDIDA: Com o número sugestivo 70369 e proposta irreverente (meu silicone, minha vida), a funkeira quer ocupar cadeira na Câmara Distrital. (4)

C-8 LOTE 27 SALA 4B, TAGUATINGA-DF - CEP 72010-080 - Tel: (61) 3961-7550 - bsbcapital50@gmail.com - www.bsbcapital.com.br - www. brasiliacapital.net.br

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Os textos assinados são de responsabilidade dos autores

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Uma palavra para definir esse texto: ESTUPENDO! Da delicadeza à voracidade! Parabéns, muito bom. Tatiana Bedran, via bsbcapital.com.br O mal nosso é fantasiar demais. Isto acontece a todo momento. Cadê o romantismo? Já era. Sou casada há 37 anos e já faz uns 27 que ele – o roman-

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LAMBY SAL – Adverte que “a brincadeira está só no nome e no personagem”, mas que suas propostas são sérias. (5) PAI É PAI - O ex-deputado Raad Massouh assumiu ser dono da pistola encontrada com Raad Jr (foto), dia 10. “Meu erro foi colocar a arma na mala do carro onde estava meu filho”. (6)

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n Os homens e os morangos

PRAÇA DO RELÓGIO: O intenso tráfego de veículos e de pessoas atrai candidatos para divulgar suas propagandas no centro de Taguatinga. Na quinta-feira (20), Wasny de Roure e Eliana Pedrosa (Pros) se revezaram na Praça do Relógio. Ele à tarde e ela pela manhã. (1)

tismo – se foi, e ainda sinto falta. Vovozita, via bsbcapital. com.br Ótima crônica! Todas nós merecemos ser rainhas, com ou sem morangos! Marli Porto, via bsbcapital.com.br É a deusa interior saltitando e tagarelando na cabeça. Precisamos nos fazer rainhas de nós mesmas. Belo texto! Ju Calmaria, via bsb-

a r t a s

capital.com.br Sobre crônica da escritora Anna Ribeiro. nFernando Marques Não sou eleitor deste candidato. Mas, até onde sei, a empresa dele possui gera muitos empregos no DF, possui creche e ainda paga uma boa remuneração para os colabo-

radores. Arley Wonder, via Facebook Se ele fizer pelo povo o que faz por seus funcionários da unidade farmacêutica no Polo JK, tenho certeza de que o Brasil vai pra frente. Elimar Melo, via Facebook Já precisei arrumar um emprego para um familiar e ele me atendeu. Merece o meu voto e o seu. Pode confiar! Francisco

José, via Facebook Ouvi dizer que ele é um ótimo patrão e já conquistou meu voto. Tatiana Aparecida, via Facebook Sobre entrevista com Fernando Marques (SD), candidato ao Senado. Ele quer ser o “senador do emprego e do desenvolvimento”. Fernando é dono de um laboratório farmacêutico e tem 5 mil funcionários.


Brasilia Capital n Política n 3 n Brasília, 22 a 28 de setembro de 2018 - bsbcapital.com.br

ANJO DA GUARDA - Professores da Escola Classe 6, de Taguatinga, estão mobilizando a comunidade para proporcionar um feliz Dia das Crianças para os alunos no dia 12 de outubro. Qualquer colaboração pode ser depositada na conta 058-035345-3, do BRB. A responsável pela arrecadação enviará as notas fiscais das compras e fotos dos meninos que receberem as lembrancinhas. Informações: 61-99605-9430.

A volta faz o anzol O deputado Izalci Lucas (PSDB) sente-se traído pelo grupo que o lançaria candidato a governador, do qual fazia parte Cristovam Buarque (PPS/foto). Sem espaço, o tucano concorre ao Senado e está a um passo de tirar o mandato de Cristovam. REPETIÇÃO – Caso isto ocorra, estará se repetindo o que aconteceu em 1994. José Roberto Arruda esperava o apoio de Joaquim Roriz para disputar o Buriti e foi preterido em prol de Valmir Campelo. Este perdeu para Cristovam Buarque e Arruda tomou a vaga de Márcia Kubstcheck, à época, a preferida de Roriz. SACO DE PANCADA – Nas hostes petistas, embora Wasny de Roure e Marcelo Neves ainda estejam distantes dos líderes, a queda de Cristovam é comemorada como vitória. Marcelo Neves continuará batendo no senador, enquanto Wasny trabalhará propositivamente para tentar se eleger. Mas se ressente da falta de empolgação da militância do partido. LEMBRETE - No PT Cristovam é tido como traidor desde o impeachment de Dilma Rousseff.

A cobra vai fumar As pesquisas Ibope e DataFolha da semana apontaram tendência de queda das intenções de voto e aumento da rejeição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB/ foto). Isto acendeu o alerta no Buriti e no comando da campanha. Na reta final, o candidato à reeleição mudará o estilo de apresentar seus feitos e fazer propostas. Vai partir para o ataque. A ordem é mostrar

que Eliana Pedrosa (Pros), Alberto Fraga (DEM), Ibaneis Rocha (MDB) e Rogério Rosso (PSD) são “farinha do mesmo saco” e, de uma forma ou de outra, têm ligações históricas com os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Essa turma, dirá Rollemberg, é toda enrolada com escândalos de corrupção e desvios de dinheiro público. A cobra vai fumar.

Pesquisas causam ciúmes WELLINGTON PULGA

Pela primeira vez disputando um cargo eletivo, a candidata a deputada federal Paula Belmonte (PPS) faz uma campanha surpreendente. Ela aparece em quarto lugar em pesquisas recentes. Quinta-feira (20), durante jantar com empresários no Restaurante do Rubinho, em Águas Claras, ela denunciou que este desempenho tem causado ciúmes inclusive em sua coligação. Disse que foi preterida dos programas de TV, onde já contava com apenas 20 segundos, e sabotada nas inserções no rádio, que são editadas cortando o seu número: 2345. NOVO – Outro novato que pode surpreender Rodrigo Freire (Novo/foto). O dono do Restaurante Oliver aparece entre os dez primeiros colocados na pesquisa espontânea Metrópoles-FSB. HAJA CORAÇÃO – Ainda que a importância das pesquisas seja incontestável, números do Datafolha apontam que, nas últimas eleições, 23% dos eleitores decidiram seu voto na última semana.

Agressões a médicos Nos dias 27, 28 e 29 de setembro será realizado o Primeiro Congresso Médico Acadêmico de Brasília. Os organizadores convidaram o presidente licenciado do SindMédico-DF e candidato a deputado distrital, Gutemberg Fialho (PR/foto) para a mesa-redonda que tratará sobre assédio e agressões aos médicos por autoridades públicas.

Bom demais

Outros 9% só escolheram o candidato de sua preferência no último dia. PATRÍCIA PILLAR - A atriz e diretora Patrícia Pillar, ex-mulher do presidenciável Ciro Gomes (PDT), usou as redes sociais para desmentir supostas agressões cometidas pelo candidato quando eram casados. “Estão usando minha imagem para divulgar notícias falsas em favor de um candidato que jamais seria o meu”, referindo-se a Jair Bolsonaro (PSL). E confirma: “meu candidato é Ciro Gomes. Eu acredito no projeto que ele tem para o Brasil”.

Fundadora do histórico bar Bom Demais (709 Norte) nos anos 1980, Cristina Roberto (PT/foto) é candidata a deputada federal. Além da cultura, ela atua em defesa da alimentação saudável e orgânica e prega o combate a agrotóxicos e transgênicos. REPRODUÇÃO

FOTOS: JÚLIO PONTES


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Acompanhe também na internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress. com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com

Por Chico Sant’Anna

Jardim Botânico pode ganhar novo bairro

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m pleno processo eleitoral e no apagar das luzes do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) convoca a sociedade civil para uma audiência pública que tratará da concessão de licença ambiental a um megaempreendimento imobiliário na Região Administrativa do Jardim Botânico. Denominado Quinhão 16 da Fazenda Taboquinha, o parcelamento, a ser implantado em duas etapas, ocupará uma área de aproximadamente 204 hectares na bacia do Ribeirão Taboca, um dos principais tributários do Rio São Bartolomeu. A área é particular e as normas do PDOT determinam que a região não pode ter uma densidade populacional elevada. A Audiência estava marcada para o dia 26 de setembro, às 15h, mas foi suspensa para cumprimento de formalidades legais. O parcelamento prevê a criação de 64 lotes residenciais, comercias e institucionais, prevendo-se uma população permanente de 10,5 mil habitantes e uma flutuante (empregados, visitantes etc.) de 6,9 mil pessoas, totalizando 17,4 mil. Não está claro na pape-

Quinhão 16 da Fazenda Taboquinha (detalhe em vermelho) receberá 10 mil habitantes: ameaça ao meio ambiente

lada encaminhada ao GDF quantas edificações serão feitas e de que tipo. Entretanto, uma petição pública organizada na internet pela ambientalista Shirley N. Hauff afirma que serão “mais de 180 prédios”. Uma maquete eletrônica constante do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) elaborado pelos promotores do empreendimen-

to traz imagens de prédios do tipo dos existente nas superquadras do Plano Piloto. Porém com oito e nove pavimentos. Assim, 180 prédios equivaleriam a 16 superquadras, enquanto que 17,4 mil pessoas se aproximam à população de nove superquadras. Essas grandezas dão uma noção do porte do empreendimento, cuja res-

ponsabilidade é de um grupo denominado INCO Empreendimentos Imobiliários S.A. CANION - O empreendimento pretende ocupar as encostas do que poderíamos chamar de cânion, formado pela bacia do Rio Taboca. Os prédios seriam erguidos inclusive nas encostas desse cânion, o que é criticado pe-

los ambientalistas. Na regularização dos condomínios existentes naquela região, o GDF tem contestado o uso de áreas escarpadas e com inclinação acentuada. A região é rica em fontes hídricas e o próprio estudo ambiental realizado identificou espécimes de peixes que não habitam o lago Paranoá. Além de aves, mamíferos e uma flora de cerrado bastante rica. O próprio relatório atesta que a área é classificada como Zona Urbana de Uso Controlado, composta predominantemente de unidades habitacionais de baixa densidade demográfica, com enclaves de alta densidade, sujeitas a restrições impostas por sua sensibilidade ambiental e pela proteção dos mananciais destinados ao abastecimento de água. Com uma população do porte apresentado, o projeto não especifica claramente de onde virá a água a ser consumida pela população que lá irá morar. Cogita-se utilizar água da Caesb a ser coletada, futuramente, do Paranoá, nas imediações da Ponte JK, ou então se valer de manancial subterrâneo existente no local e não descartar usar água captada diretamente do Ribeirão Taboca.


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Maquete do RIMA elaborada pelo empreendimento: prédios como os das superquadras do Plano Piloto, mas com oito e nove pavimentos para uma população de 17,4 mil pessoas

Abastecimento e saneamento

APAs - Embora o empreendimento possa provocar impactos em três grandes Áreas de Proteção Ambien-

R E S I D E N C I A L

NOVO E PRONTO MARCÍLIO BIONE

3° Ofício R.09-143.589. *Sujeito à aprovação de crédito pela instituição financeira

tal - as APAs Gama e Cabeça de Veado, do Paranoá e do São Bartolomeu - além de três parques (das Copaíbas, Bernardo Sayão e Vivencial Canjerana) - sem contar o Parque das Esculturas, criado oficialmente, mas ainda não implementado pelo GDF - e a Reserva Biológica Cerradão, não houve, até o momento, a submissão do empreendimento aos conselhos gestores desses espaços ambientais. Preocupada, a Associação dos Amigos do Córrego do Mato Seco – AMAC-Park Way, integrante do Conselho Gestor da APA Gama e Cabeça de Veado, solicitou formalmente que o projeto seja analisado pelo referido Conselho. Moradores circunvizinhos estão preocupados com o adensamento populacional e seus impactos não apenas ambientais, mas também estruturais, em especial para a mobilidade urbana, já que o perfil de população que viria a morar num empreendimento desse porte teria vínculos profissionais e acadêmicos com o Plano Piloto. E a Ponte JK e as vias do Jardim Botânico estão saturadas. E há carência de transporte público. Segundo o titular da Segeth, Thiago de Andrade, a área onde se pretende realizar esse projeto imobiliário é considerada urbana e pode ser parcelada, desde que com baixa densidade populacional. Além disso, ele informa que após a autorização ambiental o projeto terá que ser avaliado ainda sob os critérios urbanísticos.

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Não existem na região sistemas públicos de esgotamento sanitário e de drenagem pluvial integrada. A rede de energia elétrica é aérea, com sistema precário de iluminação pública. Pelo projeto, não está claro para onde irá o esgoto, estimado em 44,68 litros por segundo. De acordo com o próprio relatório, o interceptor da Caesb ainda em construção para atender o bairro do Jardim Botânico não suportaria um acréscimo de vazão. “A Alternativa considera a implantação de um sistema coletor na área do empreendimento, a construção de uma ou duas estações de tratamento de esgotos específicas para esse setor, e lançamentos finais dos efluentes líquidos no curso d’água Taboca”. Ou seja, o projeto imobiliário propõe jogar os efluxos sanitários no Ribeirão Taboca, afluente do rio São Bartolomeu, curso d’água de onde se cogita retirar a água a ser consumida de forma potável. Mesmo considerando que o projeto nessa hipótese providenciaria um tratamento das águas negras – como o esgoto é classificado -, trata-se de uma solução que causa espécie aos moradores, que temem a contaminação das águas. Afinal, esse curso d’água alimenta a bacia do São Bartolomeu, cujas águas são muito utilizadas em produções agrícolas.


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Brasília Capital n Política n 7 n Brasília, 22 a 28 de setembro de 2018 - bsbcapital.com.br THIAGO OLIVEIRA

Entrevista Izalci Lucas Estamos a duas semanas da eleição. Qual a sua expectativa para o dia 7 de outubro? – Nosso desafio hoje é mostrar para as pessoas que somos candidato ao Senado. Tem muita gente ainda achando que eu sou candidato ao governo, porque eu passei quatro anos trabalhando no projeto de concorrer ao GDF, que foi adiado para 2022. Por que esse adiamento? – Me preparei demais para governar e não cuidei bem da questão partidária, onde, na última hora, ocorre muita traição, corre muito dinheiro. Por isso acabei não conseguindo consolidar todos os partidos para caminharmos juntos. Durante dois anos eu falei que seria candidato. Ninguém do grupo disse que concorreria ao governo. Mas, na última semana... Quem roeu a corda? – Cristovam (Buarque), (Rogério) Rosso. Este nunca disse que seria candidato, e eu nunca disse que não seria candidato ao governo. Mas, na última semana, por questões de composição, para acomodar o Fernando Marques (candidato ao Senado pelo Solidariedade), que chegou com o poder econômico, eu fui preterido. Adiamos. Não adianta ficar sonhando sozinho. Então resolvi conversar com o (Alberto) Fraga e apresentei todos os projetos que fiz, as propostas para governar Brasília. O Fraga aceitou, e eu preferi apoiá-lo. Então o seu plano de governo está incorporado ao do Fraga? – Exatamente. Ele incorporou os nossos projetos.

Em seus dois mandatos Izalci foi apontado como o deputado mais atuante da bancada federal do DF. Agora, ele quer levar essa experiência para o Senado

Um operário na busca de recursos para o DF Orlando Pontes

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urante dois anos, o deputado Izalci Lucas (PSDB) se preparou para concorrer ao Buriti. Trabalhou intensamente na Câmara e estruturou um programa de governo. Mas descuidou-se das articulações com os partidos com os quais po-

Nós tínhamos preparado um bom plano, e eu tenho certeza de que teremos a liberdade de implementar muita coisa. De que forma participará da execução desse plano? – Primeiro, trazendo recursos. É muito importante a população entender o papel do senador. Ele representa o estado. Por isso, são três representantes de cada estado. Nos últimos anos Brasília não teve obra nenhuma do governo federal. Não tem recurso nenhum em Brasília. O Teatro Nacional está caindo aos

deria se coligar. Na última semana do registro de candidaturas, os deputados Rogério Rosso (PSD) e Augusto Carvalho (SD) uniram-se ao senador Cristovam Buarque (PPS) e confirmaram a chapa majoritária encabeçada por Rosso, com o pastor Egmar (PRB) de vice e o empresário Fernando Marques (SD) na segunda vaga para o Senado. Izalci se aliou a

pedaços; escolas em petição de miséria; não tem investimento em metrô, em saneamento básico. Tudo isso é trabalho de senador. Discursos e artigos em jornal não resolverão os problemas econômicos da cidade. Dois senadores encerram seus mandatos, mas o Cristovam tenta se reeleger. Foi ele que mudou de lado e lhe fez adiar o projeto de concorrer ao Buriti? – Existem vídeos e matérias de jornais com todos eles declarando apoio à minha candidatura. E de repente

Alberto Fraga (DEM) e agora se esforça para explicar que não é mais candidato a governador, e, sim, a senador. Se eleito, promete “uma revolução em termos da captação de recursos para Brasília”. E cutuca Cristovam: “Não adianta ficar escrevendo artigo para jornal todo dia ou fazendo discurso. Isso não resolve nada, não enche barriga, não gera emprego”.

houve uma mudança. Ai eu fui apoiar o Fraga. Nele a gente pode confiar. Quando ele dá a palavra, cumpre. O Fraga também herdou o apoio do Jofran Frejat, que liderava as pesquisas e desistiu da candidatura. Ele tem ajudado na sua campanha? – Muito. Inclusive já tem um programa que nós colocamos na TV e nas redes sociais com uma declaração de apoio à minha candidatura. O Jofran sempre acompanhou meu trabalho. Eu fui do PR junto com ele, tive-

mos mandato juntos. Ele sabe a dedicação do trabalho que nós fizemos na Câmara. Outro que também desistiu foi o Paulo Octavio... – Ele também já declarou apoio à minha candidatura. Inclusive já fez reunião com o grupo dele dizendo que eu sou o candidato dele. Assim também o deputado Ronaldo Fonseca, que sabe do meu trabalho na Câmara em defesa dos valores da família. Ele trabalha abertamente pra gente. Como está o seu projeto


Brasília Capital n Política n 8 n Brasília, 22 a 28 de setembro de 2018 - bsbcapital.com.br

Entrevista Izalci Lucas para a educação, uma de suas principais bandeiras? – Há uma diferença muito grande entre ideias e práticas. Não adianta ficar só no discurso. Antes de ser deputado, eu lancei o projeto do cheque-educação. Mais de 100 mil alunos estudaram com ele no DF. O projeto virou o PROUNI, que nasceu em 2004, seis anos depois. É a cópia fiel do cheque-educação. Temos milhões de estudantes no Brasil fazendo faculdade em função desse projeto. Depois de criá-lo, fui deputado distrital, federal e secretário de

os professores tiveram a oportunidade de comprar seu notebook, onde o governo investiu a metade do valor em parcelas. Mais de 30 mil educadores receberam notebooks na época.

lá o Popó. Não dá para brincar de ser senador. Os senadores de outros estados são ex-governadores, ex-presidentes, pessoas que estão no Legislativo há muito tempo, que têm experiência.

O senhor foi relator do projeto que implementou o Pronatec... – Quem estendeu a possiblidade de dar curso técnico nas faculdades, nas universidades, no Sistema S, foi a Comissão de Educação, a partir de uma emenda de minha autoria. Quando discutimos o Plano Nacional de Educação, quem apresentou a emenda e brigou pelos 10% do PIB fui eu. Quando chegou o projeto dos royalties do petróleo, quem apresentou a emenda, e aprovamos que 50% dos royalties seriam da educação, também fui eu. Fui presidente da comissão que aprovou a reforma do Ensino Médio. A partir do ano

Então, a articulação política é outra característica da função de um senador... – Tem que ter articulação. Tem que visitar os ministérios. Isso é papel do senador. O Senado é uma Casa revisora. Tudo que chega da Câmara tem que ser revisado. Mas, também são atribuições de um senador, aprovar, emendar, rejeitar, fiscalizar o governo federal.

“Não dá para brincar de ser senador. Tem que ter experiência” governo, quando lancei o Bolsa Universitária. A gente também dava bolsa integral para o aluno da faculdade. Quase 10 mil alunos que, no contraturno, davam a contrapartida ministrando aulas de reforço nas escolas públicas, ou outras atividades esportivas e culturais. exatamente na implementação da educação integral. Nós tivemos quase 200 escolas iniciando o processo de educação integral. Os governos seguintes acabaram com tudo isso. Também lancei o projeto, a ideia, e implementei, o computador para os educadores. Todos

que vem, todos os jovens do Ensino Médio poderão optar para fazer um curso profissional e sair do Ensino Médio com uma profissão. Avançamos bem na questão da educação. A questão é que o senador é um representante do estado, mas para chegar lá precisa entender as questões locais e conquistar o eleitor... – Se o plenário do Senado fosse para disputar uma partida de futebol eu votaria no Pelé para ser senador; se fosse basquete, votaria no Oscar; se fosse box, teria

A sua atuação como deputado o credencia a pleitear uma vaga no Senado? – Eu fui o deputado mais atuante do DF em oito anos e estive entre o terceiro e o oitavo mais atuantes do país. Sou um deputado que trabalha. O que mais tem hoje na Esplanada dos Ministérios é prefeito e governador atrás de recurso. Nós moramos aqui do lado, os funcionários dos ministérios e dos órgãos do governo moram em Brasília, querem ajudar, mas não tem articulação. No DNIT, o departamento de estradas, não tem uma obra no DF. Orçamento zero. Ministério das Cidades, zero. Poderíamos pleitear a ampliação do metrô e o túnel na entrada Taguatinga – Exatamente. Além de saneamento básico. Para cada real que o GDF aplica, o governo federal dá uma contrapartida de 20. A contrapartida do governo federal é muito grande. Tem que pegar o máximo possível de recursos. Por que nós temos 350 mil desempregados? Exatamente porque não tem obra, não tem investimento, não tem reajuste dos servidores. Está tudo parado. A falta de empolgação com a candidatura do Geraldo Alckmin no DF atrapalha a sua campanha – Eu acho que não interfere. Na eleição

“Não adianta escrever artigo pra jornal todo dia ou fazer discurso. Isso não enche barriga, não gera emprego. Precisamos de ação”

passada o candidato do PSDB a presidente teve 62% dos votos e nosso candidato ao governo teve 3%. O Alckmin foi governador de São Paulo quatro vezes. Tem experiência, está preparado para governar o Brasil. A aliança com o Fraga, que é mais ligado ao Jair Bolsonaro, ajuda ou atrapalha a sua candidatura? – Ajuda. O Fraga vai resolver o problema da segurança. Disso ele entende. Estamos precisando de um governador mais duro com relação à violência. As pessoas estão sendo assaltadas 5h da manhã. Eu fui à praça do Bicalho, em Taguatinga, e 90% dos comerciantes já tinham sido assaltados. Inclusive teve uma morte num supermercado. O Fraga tem dito é que não só vai expulsar os bandidos de Brasília, como vai colocar o preso para trabalhar. Eu estava em Ceilândia, na Bambina, que for-

nece alimentação para escolas e para o sistema socioeducativo. São seis refeições por dia para os presos – sanduiche de queijo, salsicha, café da manhã, lanche, almoço, outro lanche, jantar e ceia. Na sala ao lado, estavam preparando o lanche para os alunos de uma escola pública, um pãozinho seco. Então, o preso se alimenta melhor que o estudante... – Temos que rever isso. O Fraga diz que vai colocar o preso para reformar as carteiras, escolas, fazer meio-fio. Outra demanda do DF é a legalização de lotes em condomínios... – Aprovamos no Congresso a regularização fundiária, que hoje permite regularizar todas as áreas do DF, os condomínios e a área rural. Ali, existem pessoas esperando há mais de 40 anos e só agora receberam a escritura. Os con-


Brasília Capital n Política n 9 n Brasília, 22 a 28 de setembro de 2018 - bsbcapital.com.br FOTOS: THIAGO OLIVEIRA

Inclusive, na nossa coligação a professora Amábile pode ajudar muito. É especialista nessa área. O projeto está praticamente pronto. O que precisamos fazer é implementar a educação integral, utilizar mecanismos para revitalizar as escolas. O PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira) é um bom caminho? – Ultimamente não tem ajudado muito. O valor é baixo, chega tarde, depois das férias, em um momento inoportuno. Geralmente, quem fica encarregado desse valor fica por conta disso e acaba comprometendo o seu trabalho. Muitas vezes o PDAF é menor do que o salário do diretor, que fica perdendo tempo com essa burocracia, em vez de cuidar da educação. Tem que simplificar. Temos que utilizar a tecnologia. Você pode ter a relação das empresas que podem ser utilizadas, fazer a compra com o cartão. Depois, cabe ao contador prestar contas, e não ao diretor da escola. Devem ser implementadas politicas modernas de controle e tirar essa burocracia do diretor. domínios fechados foram consolidados. Uma emenda que eu fiz diminuiu em 40% o preço de cada lote. Fizemos um bom trabalho na Câmara Federal e agora teremos mais facilidade de implementar isso no governo. Poderemos atrair novas empresas que virão atrás dos incentivos que a lei permite dar agora. A sua relação histórica é com as escolas privadas. Por isso existe uma divergência sua com o Sindicato dos Professores. O senhor atribui isso ao corporativismo? – Eu não tenho mais essa relação com as escolas particulares Vendi minha escola quando fui deputado distrital, há 15 anos. Meu compromisso é com as escolas públicas. Estudei em escola pública. Minha mãe era servente na escola do Guará, e naquela época as melhores escolas eram as públicas. Meu compromisso é resgatar essa qualidade.

Quanto melhor a escola pública, melhor será a particular. Se você tem uma escola pública de qualidade, a tendência é a privada ter grande excelência ou mesmo desaparecer. Mas, para isso, é preciso valorizar os profissionais, os professores... – Nós temos em Brasília os melhores profissionais do Brasil da Educação, da Segurança e da Saúde. A melhor qualificação. Mais da metade tem pós-graduação. O que falta é gestão. Essa Saúde caótica certamente terá grande melhora com o Joran Frejat e o Fraga. Frejat assumiria a Secretaria de Saúde num governo Fraga? – Isso eu não sei. O senhor assumiria a Educação? – Não sei se assumiria diretamente, mas a gente poderia colocar pessoas que implementarão o que acreditamos.

E na Saúde? – Neste caso o que falta também é gestão. Eu fui contador de hospital particular. Lá, se você riscar um palito de fósforo dentro do quarto, você paga. Se tem dor de cabeça, eles colocam 40 gotas de dipirona ou Novalgina. Ninguém bota 43 ou 45. São 40 gotas. No serviço público, não. Sai uma carreta do SIA, eles já dão baixa no estoque. Não tem controle de estoque de medicamento. Todos os procedimentos são cadastrados no Ministério da Saúde. Se você registra os procedimentos que são feitos no hospital, isso é reembolsado. Fiz um levantamento no Hospital de Base. Se eles fizessem os registros dos atendimentos e procedimentos, daria quase R$ 350 milhões por ano de dinheiro que acaba não entrando. Eu fiz auditoria do Fundo Constitucional. Nos últimos anos, teve quase um

bilhão que não foi executado por incompetência, e o dinheiro volta para o Tesouro. O Agnelo comprou mais de dois milhões e meio de cartões para implementar no SUS o “cartão único”. Esse cartão tem o prontuário. Se você atende alguém de outro estado ou do Entorno, o dinheiro é reembolsado. Assim, em vez de os municípios vizinhos comprar ambulância para fazer o transporte dos pacientes para cá, eles terão de investir na saúde de lá, porque ele vai ter que pagar a conta. Reclama-se muito da centralização dos serviços do governo. Como vê isso? – Na época em que fui distrital, quem dava alvará, fiscalizava, tapava buracos, emitia habite-se, era o administrador. Hoje, o administrador não tem nem informação. Tiraram todo o poder dele. Educação, Saúde

Entrevista Izalci Lucas ches. O governador não conseguiu licitar. Botamos dinheiro para o viaduto do Recanto das Emas e ele não fez. O Fundo do Centro-Oeste tem mais de R$ 20 bilhões de investimento e a gente não opera. Então o senhor seria o senador operário do DF? – Um operário da Educação, da Saúde, da geração de emprego. Temos que trazer investimentos para executar grandes obras. Temos muitas áreas sem nenhuma infraestrutura. É as-

“Podem ter certeza: nós vamos fazer uma revolução no Senado em termos de recursos” e administração tem que descentralizar, tem que dar poder para quem está na ponta. O que a população pode esperar do Izalci senador? – Muito trabalho. Ninguém trabalha mais do que eu no Congresso. Podem ter certeza: nós vamos fazer uma revolução em termos de recursos. Mas precisamos de um governador que execute. Nós colocamos R$ 160 milhões para fazer o Hospital do Câncer e ainda nem teve licitação. Eu coloquei dinheiro para fazer cre-

sim no Arapoanga, no Pôr do Sol, na Estrutural, Santa Luzia. Tudo isso a poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios. As pessoas estão morrendo de fome, não têm onde morar, não têm saneamento, esgoto. Isso cabe ao senador. Não adianta ficar escrevendo artigo para jornal todo dia ou fazendo discurso no plenário. Isso não resolve nada, não enche barriga, não gera emprego. Precisamos de ação. E ação depende de articulação, de experiência. Não dá para brincar de ser senador.


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Jesus e a política Estivesse hoje entre nós, Ele recomendaria: responsabilidade. Votar ignorando o programa dos candidatos é irresponsabilidade Nenhum grande Mestre pode ignorar a atividade política porque, como ensinou Brecht, tudo vem dela. Com Jesus não poderia ser diferente. Questionado sobre a obrigatoriedade do pagamento de impostos, ensinou: “de quem é a imagem na moeda?”. “De César”, responderam-lhe. Então, dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Mesmo sendo uma atividade não

espiritual, de homens, Jesus pregou o respeito. Estivesse hoje entre nós, faria recomendação semelhante na hora do voto: responsabilidade. Votar ignorando o programa dos candidatos é irresponsabilidade. Infelizmente, no Brasil, ainda predomina o voto nas pessoas. Há pessoas que escolheram um candidato apenas pela possibilidade de usar uma arma de fogo, de aplicar a pena de morte etc.

Repórter, uma profissão em extinção Onde estão eles, que assinavam sensacionais reportagens nos jornais impressos? Provavelmente, cumprindo pautas no Céu De repente, surgiu na minha mente a grande interrogação: onde estão eles, que assinavam sensacionais reportagens nos jornais impressos? Provavelmente, cumprindo pautas no Céu, tal qual o nortista Ubiratan de Lemos, baixinho e feio, que tinha o apelido de Baiaco, mas que dava uma sorte incrível com mulheres cariocas, conforme já contei aqui neste cantinho de página. Ele foi um dos melhores repórteres que conheci

em toda esta longa trajetória, trabalhando nas Redações de grandes diários e semanários, como as revistas O Cruzeiro e Manchete, editadas no Rio de Janeiro. Como sou bom de memória, cito os nomes e respectivos epitáfios de três inesquecíveis repórteres nascidos no Rio: Amado Ribeiro, que virou personagem numa peça de teatro de Nelson Rodrigues, “Beijo no Asfalto”; Octávio Ribeiro, conhe-

MARCELO RAMOS O REPÓRTER DO POVÃO

Programa O Povo e o Poder das 8h às 10h de segunda a sábado Notícias, Esportes e Músicas

Rádio JK - AM 1.410 Ligue e participe: (61) 9 9881-3086 www.opovoeopoder.com.br

Seria cômico se não fosse trágico. Há tudo por se fazer neste país, e a educação deve ser a bandeira mais importante. Com educação integral e de qualidade, ajuda-se a resolver os problemas de saúde, segurança e qualidade no emprego. Atualmente, as redes sociais têm mostrado imagens do passado de Chico Xavier sendo conduzido por duas pessoas para votar aos 90 anos de idade e pregando a importância do voto. Não é anulando o voto ou não comparecendo que se faz um país melhor. É pesquisando para votar naquele que se acha que é melhor para o país e para a cidade. Marco Maciel ensinava: “o voto é um dever”. Não é justificável dizer que não se tem em quem votar. Temos. Apesar de serem homens comuns, com falhas, alguns são idealistas e responsáveis.

No passado tivemos Rui Barbosa, Bezerra de Menezes, João Calmon (que dedicou toda a sua vida parlamentar à luta por mais recursos para a educação), Paulo Freire, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves (o conciliador), e Leonel Brizola (o pregador da escola integral, cujo sonho se concretizará em 2020 no Ceará com todas as escolas estaduais integrais). Não desanime. Seja responsável. Os candidatos que se apresentam é o que temos. Se você não os acha bons, procure os menos ruins. Mas vote. O Brasil somos todos nós. Ser irresponsável com o voto é crime de lesa-pátria, mas omissão também o é.

cido como “Pena Branca”, o melhor repórter policial do Brasil; e o genial Luiz Carlos de Moraes Sarmento, que escreveu a peça teatral “Eu não estou louco!”, mas já estava a caminho, sim, porque todo gênio tem alguma coisa de louco. No cenário das Redações locais, o Correio Braziliense tem um número enorme de bons comentaristas (*) e até um excelente editor, o José Carlos Vieira, mas ficou vazio no quadro de repórteres desde a saída da Conceição de Freitas, que virou dona de banca de jornais, na 308 Sul, onde semeia Cultura, diariamente. Radicados em Brasília, posso destacar dois nomes, porém os ditos cujos não estão na ativa: a sempre charmosa pernambucana Ana Dubeux, que foi promovida a Diretora de Redação do Correio Braziliense; e o carioca Gilson Rebello, que voltou à produção na Literatura, inclu-

sive com vários livros premiados, dois dos quais quando ainda era adolescente no Rio de Janeiro. Ainda no contexto local, há em ação um versátil jornalista de fato e de direito (diplomado pelo CEUB), por sinal, nascido candango legítimo: o Repórter (com “R” maiúsculo) Orlando Pontes, que patrocina aulas gratuitas por escrito sobre a nobre profissão, semanalmente, nas edições deste Brasília Capital.

José Matos Professor e palestrante

(¨*) Ao contrário da ação dinâmica e cansativa do repórter, que vai garimpar informações úteis quase sempre longe das Redações, o comentarista escreve sentado, confortavelmente, catando milho em seu computador, igualzinho a este aprendiz de escriba: eu!

Fernando Pinto Jornalista e escritor


Diferentes na raça. Iguais na proteção. Leve seu cão e/ou gato (maior de 3 meses, prenha ou que tenha acabado de ter filhotes) para tomar a vacina contra raiva. Essa doença pode matar.

Vacinação até:

29/9

Confira os postos de vacinação em: www.saude.df.gov.br Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

Secretaria de Saúde

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


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Representar a Saúde significa beneficiar a todos

D

esde que assumiu o governo do DF, Rodrigo Rollemberg se esforça para colocar a população contra os servidores públicos: uma estratégia política cujo objetivo único é manipular a opinião pública e colocar em diferentes pontas grupos que, na verdade, são complementares. E, a praticamente 15 dias das eleições, isso precisa ser enxergado. Hoje, segundo pesquisas, uma das principais preocupações e insatisfação dos cidadãos do DF é a área da Saúde. As pessoas estão sem acesso ao Sistema Único de

Saúde (SUS) e não, isso não é culpa dos servidores. Eles, aliás, são parte da solução. Assim como aqueles que precisam da rede pública: os pacientes. E, nesse sentido, é preciso estar atento e saber que a saída para o caos que enfrentamos é a união. Servidores e usuários do SUS precisam estar juntos para lutar por um Distrito Federal melhor. E essa batalha começa logo ali adiante, nas urnas, no dia 7 de outubro. Por isso, a palavra “representatividade”, que tem sido usada nos últimos anos para separar em vez de

agregar, deve ser compreendida por todos como algo muito maior, porque, lado a lado, todos querem de volta o direito integral à Saúde, como rege a Constituição. Eu, agora, sou representante da categoria médica. E, como tal, diariamente, luto pela Medicina. Quando faço isso, no entanto, não penso apenas nos meus colegas. Há em mim, sobretudo, a certeza de que o exercício digno da minha profissão está diretamente ligado à condições de assim fazê-lo. E isso envolve uma série de questões que, na rede pública, obrigatoria-

mente, dependem de vontade política. Precisamos de investimento e capacidade de gestão. A Saúde de todos depende disso. A existência do SUS depende disso. As nossas vidas dependem disso. E, agora, se todos nós, servidores e população em geral, tivermos consciência de que estamos do mesmo lado, acredito que, sim, podemos mudar esse cenário. E, ao contrário do que diz Rollemberg, somos um único grupo: cidadãos do DF usuários e servidores - que querem e precisam recuperar o SUS. Estamos juntos e,

Dr. Carlos Fernando, presidente do Sindicato dos Médicos do DF

na hora de votar, vamos fazer isso conscientes de que a representatividade, na Saúde, é para todos.


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Voz passiva e passividade As orações na voz passiva possuem a passividade, mas a passividade não existe apenas em orações na voz passiva O título deste artigo é o mesmo de uma das seções mais bem elaboradas da Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara. Digo isso porque, em poucas linhas, o célebre vernaculista conseguiu explicar o que muitas pessoas ainda não conseguem entender acerca do assunto. Para que não haja mais qualquer dúvida, vou detalhar, de maneira objetiva, qual é a diferença entre voz passiva e passividade. Voz passiva é uma estrutura oracional. Portanto, quando se fala nesse conceito, é necessário, primeiramente, olhar os componentes morfossintáticos

de um período. Ela pode ser representada em dois formatos: • Por meio de uma locução verbal, em que o auxiliar é o verbo SER e o principal aparece no PARTICÍPIO. Ex.: Os crimes foram investigados pela polícia. • Por meio de um verbo acompanhado do pronome -SE, que, necessariamente, deve ser uma PARTÍCULA APASSIVADORA . EX.: Vendem-se casas. Portanto, para que haja voz passiva, é necessário identificar uma dessas duas estruturas. O fato de o sujeito sofrer a ação denotada pelo verbo (o famoso sujeito paciente) é uma consequência

Alimentação na infância e saúde bucal Atenção odontológica precoce deve envolver orientações sobre a higiene adequada A promoção da saúde deve começar ainda na infância, principalmente a saúde bucal após a introdução alimentar. Nessa fase se inicia a formação dos hábitos alimentares, que influenciará a saúde imediata e futura da criança. A alimentação adequada desempenha papel essencial na formação da dentição.

A principal doença bucal em crianças é a cárie dentária, comumente associada à má introdução alimentar. O desmame precoce do aleitamento materno, com a introdução de bebidas açucaradas associada à não higienização bucal adequada, favorecem o surgimento da cárie, além de perdas dentárias precoces.

dessa estrutura. Vejamos uma questão acerca do assunto: (FCC/2017/TRT24) Está na voz passiva o verbo do seguinte fragmento do texto: a) É produzido com matérias primas da própria região... b) Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de várias outras contribuições das muitas migrações... c) A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais... d) O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato Grosso do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências culturais do Estado. e) As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às populações indígenas... O gabarito só pode ser a letra A. Até coloquei em negrito cada um dos verbos. Não é adequado analisar primeiramente o sentido. É preciso olhar a estrutura oracional. Uma questão como essa é simples, desde que o estudante lance o olhar

A cárie que acomete bebês no primeiro ano, também chamada de cárie severa da infância, é diretamente relacionada à utilização irrestrita de chupetas adoçadas, mamadeiras, e o hábito de adormecer consumindo bebidas adoçadas e/ou com sacarose. A atenção odontológica precoce deve envolver orientações sobre a higiene bucal adequada. Crianças que usam medicamentos contendo sacarose por via oral podem desenvolver a doença caso não seja feita higiene bucal. Crianças com presença de defeitos de desenvolvimento no esmalte dentário ficam mais vulneráveis. Estudos que relacionam a junção da Nutrição à Odontologia referente à saúde da criança abordam que o desenvolvimento da cárie com a transição alimen-

correto sobre ela. Em contrapartida, existe a passividade, que é uma característica semântica. Ocorre quando o sujeito recebe ou sofre a ação verbal. As orações na voz passiva possuem a passividade, mas a passividade não existe apenas em orações na voz passiva! Veja os exemplos. • O Brasil sofre com a corrupção. • O funcionário recebeu o salário na data correta. Nas duas construções, não há estrutura de voz passiva, mas os sujeitos (“O Brasil e “O funcionário”) são passivos em relação à ação verbal. É correto, por conseguinte, afirmar que há passividade em ambas, mesmo não ocorrendo voz passiva. Espero que, a partir de agora, esse assunto esteja claro na sua cabeça! Bons estudos!

Elias Santana Professor de Língua Portuguesa e mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB)

tar pode estar associada ao surgimento de outros problemas, como a obesidade. A obesidade e a cárie estão associadas a hábitos alimentares inadequados. Portanto, odontólogos e nutricionistas devem conscientizar os pais, e a população, sobre os efeitos dos hábitos alimentares inadequados na infância. Porém, somente o nutricionista é responsável por esse ajuste na alimentação, podendo auxiliar de forma eficaz sobre como manter hábitos alimentares saudáveis para diminuir os riscos de desenvolvimento de doenças.

(*) Texto elaborado pelas estudantes Bárbara Almeida, Jamile Braz, Juliana Almeida e Rhaylane Gomes, da Universidade Católica de Brasília


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