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Governador cobra criatividade do primeiro escalão e não titubeará em privatizar empresas deficitárias, como CEB, Caesb e Metrô

Medidas servem apenas para aplacar a opinião pública, sem que seja adotada uma solução ao problema, que é estrutural

Pelaí - Pág. 3

Dr. Gutemberg - Pág. 5 Ano VIII - 413

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Demitir diretores de hospitais só amplia o caos na Saúde

Brasília, 18 a 24 de maio de 2019

A pequenez de Bolsonaro

BRAZIL

Presidente ataca manifestantes contrários aos cortes na Educação e mostra despreparo para governar

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idiotas úteis! massa de manobra! militantes! minoria espertalhona!

SINPRO-DF

U.S. NETW

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As cartas de Ibaneis para não repetir Rollemberg

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olsonaro ficou pequeno diante das manifestações contra os cortes na educação. Em 226 cidades, mais de um milhão de pessoas foram às ruas. Em Dallas, o presidente voltou a bater continência para a bandeira dos EUA e pronunciou impropérios contra estudantes e professores.

MARCOS

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CORRÊA

As posições do Chefe de Estado brasileiro em relação a temas como a homossexualidade e o racismo causaram indignação e repúdio Nova Iorque. Em depoimento de seis horas na Câmara dos Deputados, o titular do MEC, Abraham Weintraub desrespeitou e provocou os parlamentares.

Páginas 2, 3 e 4

REPRO

DUÇÃO

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GONISTA


Brasília Capital n Política n 2 n Brasília, 18 a 24 de maio de 2019 - bsbcapital.com.br SINPRO-DF

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x p e d i e n t e

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Mais de 1 milhão de brasileiros foram às ruas em 226 cidades do País e o presidente limitou-se a chamá-los de ‘massa de manobra’: despreparo

Bolsonaro e os 20 centavos Ao desrespeitar manifestantes, presidente pode ter iniciado trajetória semelhante à de Dilma Rousseff Orlando Pontes

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m junho de 2013, uma série de protestos questionava o aumento das tarifas de trem, metrô e ônibus em São Paulo de R$ 3,00 para R$ 3,20. Entre os grupos mais conhecidos à frente dos atos estavam o Movimento Passe Livre (MPL), fundado em uma plenária no Fórum Social Mundial em 2005, em Porto Alegre. Inicialmente, discussões do MPL feitas em escolas públicas da Zona Sul e da região de Pirituba defendiam o passe livre apenas para estudantes. Com o tempo, o movimento ganhou o apoio de universitários, movimentos comunitários, de moradia e de saúde, e passou a defender a

passagem gratuita para todos. Os protestos ganharam corpo nas ruas, movidos especialmente pelas redes sociais, e culminaram com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Fato histórico tão recente, porém, parece não ter ensinado nada ao atual governo. Na quarta-feira (15), milhões de brasileiros foram às ruas protestar contra os cortes na educação. No mesmo dia, o ministro da área, Abraham Weintraub, convocado pela Câmara dos Deputados, prestava depoimento para explicar as decisões do Executivo. Arrogante e desrespeitoso, tentou transferir a responsabilidade pelas atuais dificuldades financeiras do País para os governos anteriores. E chegou a insinuar que os parlamentares não trabalham: “Fui bancário, carteira assinada, azulzinha, não sei se vocês conhecem”, disparou ele em determinado momento, causando protestos no plenário. Do outro lado do oceano, em Dallas, nos Estados Unidos, seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), não deixou por menos. Ao falar sobre os episódios que ocorriam no

Brasil, classificou os manifestantes de “idiotas inúteis” e “massa de manobra”. E emendou: “a maioria é militante. São idiotas úteis usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona”. Portanto, pelo que se viu, leu e ouviu, Bolsonaro e seus asseclas não tiraram nenhuma lição do que ocorreu no Brasil nos últimos anos. Aquela diferença de R$ 0,20 no valor das tarifas do transporte público, em 2013, é muito menor do que o corte superior a 30% na receita das universidades públicas em 2019. O presidente se apequenou diante da grandeza dos protestos ordeiros e democráticos registrados país afora. E com a assessoria de gente como Weintraub, pode ter iniciado trajetória semelhante à da ex-presidente. Dilma acabou derrubada sob o falso argumento das “pedaladas fiscais”, desculpa esfarrapada encontrada pelo Congresso Nacional para entregar sua cabeça aos leões. Afinal, a alta rejeição junto à opinião pública tornou sua posição insustentável. Será que o cacife de Bolsonaro é maior do que os vinte centavos de Dilma?


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TESOURADA NO FAC - O Edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) prevê um corte de R$ 25 milhões nos investimentos em projetos neste ano. A decisão incomodou a classe artística, que fez um protesto na quinta-feira (16) nas proximidades do Teatro Nacional. O secretário de Cultura, Adão Cândido, justificou o remanejamento dizendo que o dinheiro será aplicado exatamente na recuperação do Teatro, que está fechado desde 2014. O Museu de Arte de Brasília (MAB) também será beneficiado. Ambos os espaços devem ser reabertos em 2020.

Daniel Donizet vai administrar o Gama

As cartas de Ibaneis RENATO ALVES/AGÊNCIA BRASÍLIA

Depois do delegado Fernando Fernandes (Pros) se licenciar do mandato no início do ano para assumir a Administração de Ceilândia, mais um deputado distrital deixará a Câmara Legislativa para comandar a cidade onde mora. A convite do governador Ibaneis Rocha (MDB), Daniel Donizet (PSDB/foto) será o novo administrador do Gama. Sua suplente é Kelly Bolsonaro (PRP), partido que foi incorporado ao Patriota.

Rubinho ingressa no PTB A presidente regional do PTB, Jaqueline Silva, abonará a ficha de filiação do empresário Rubens Costa durante um jantar, segunda-feira (20), a partir das 20h30, no restaurante do Rubinho. No mesmo ato, o novo filiado assumirá a presidência da 15ª zonal do partido. Ele ficará encarregado de organizar a agremiação em Águas Claras para se apresentar como candidato a deputado distrital em 2022.

Ibaneis é recebido pelo ministro Dias Tofolli: STF vai recuperar a Praça dos Três Poderes

As receitas do GDF para 2020, estimadas em R$ 25 bilhões, serão 4,59% menores em comparação ao valor previsto para 2019. É o que diz o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado quarta-feira (15) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) à Câmara Legislativa. CRIATIVIDADE – Mas Ibaneis tem orientado o primeiro escalão a não se prender às dificuldades financeiras a ponto de paralisar a atividade econômica da cidade, como ocorreu com seu antecessor, Rodrigo Rollemberg (PSB). A ordem é usar a criatividade e não temer atitudes até impopulares.

ANTÔNIO SABINO/BSB CAPITAL

PRIVATIZAÇÕES – um dos caminhos será a venda de empresas do governo. Outra opção já em curso é a redução impostos para estimular a produção e a geração de empregos. A área econômica do Buriti tem levantamentos apontando quais os setores deficitários da estrutura do Estado. Rubinho pavimenta candidatura a distrital

NA MIRA – Entre outros, destacam-se

a Companhia Energética de Brasília (CEB), o Metrô, a Caesb e até alguns serviços do Detran. O DFTrans já foi extinto. REAJUSTES – Uma das preocupações do governador é o cumprimento da promessa de campanha de reajustar salários de servidores. Ibaneis sabe que isto pode lhe trazer problemas, se não este ano, mas com certeza em 2020.

Reação de pai A quebra do sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro, o Zero Um, e de 95 suspeitos de participar de um esquema de fraude na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tirou do sério o presidente da República. Jair Bolsonaro acusou o Ministério Público do Rio de tentar atingi-lo, e desafiou os procuradores a investigá-lo diretamente. “Façam justiça! Querem me atingir? Venham pra cima de mim! Querem quebrar meu sigilo, eu sei que tem que ter um fato, mas eu abro o meu sigilo”. O juiz Flávio Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Estado, nem respondeu...

A cinturinha de Carlucho O vereador Carlos, o Zero Dois do clã de Jair Bolsonaro, postou sexta-feira (17) três fotos no Twitter, que deram muito o que falar entre os internautas. As imagens evidenciam a tentativa de Carlucho de realçar a cinturinha afinada por meio de alguma montagem fotográfica. REPRODUÇÃO TWITTER

DIÁLOGO – Por isso, tem sinalizado para os sindicatos que não está fechando as portas ao diálogo. “Se tivermos superávit, e vamos trabalhar para isso, distribuiremos com os órgãos que precisam, com pagamento de servidores, com aumentos salariais”, disse durante solenidade quarta-feira no STF, onde assinou um convênio para recuperação da Praça dos Três Poderes. REPLAY – Mas, para Ibaneis, está em primeiro lugar manter os salários em dia. E nisto ele repete Rollemberg.

Carlos Bolsonaro: montagem fotográfica


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Foi só um aperitivo Greve Nacional da Educação expõe insatisfação do povo e prepara a greve de 14 de junho SINPRO-DF

Mais de um milhão de pessoas em 226 cidades participaram, quarta-feira (15), do protesto contra o desmonte da educação e da Previdência Social. A Greve Nacional da Educação, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), foi planejada para ser contra a reforma da Previdência, que impedirá os trabalhadores de se aposentarem. Mas houve muitos ataques à educação que culminaram com o corte de 30%. Isso levou a CNTE a ampliar a pauta e liderar as manifestaões em defesa da educação pública e gratuita e contra a reforma da Previdência. A comunidade acadêmica e outras categorias se uniram à CNTE em todo o país. “A CNTE manteve o foco na reforma da Previdência e abraçou a pauta da educação, cujos cortes extinguirão as universidades públicas, os institutos federais e a pesquisa científica do País”, alerta Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF e da CNTE. GOLPE - Ela diz que o protesto da educação foi uma antessala da greve geral, marcada para o dia 14 de junho. “Foi uma resposta ao projeto neoliberal em curso de desmonte da educação pública para privatizá-la e

Em frente ao Congresso, o Sinpro e a CNTE alertaram para o perigo da reforma da Previdência

a todas as políticas que acabam com os direitos”, afirma. Rosilene explica que o corte é um golpe mortal no direito social à educação, que já está com orçamento limitado pela Emenda Constitucional 95/2016, que congelou por 20 anos o investimento nas áreas sociais para escoar dinheiro público para os bancos. “Mostramos ao mundo e ao governo que o povo rejeita essas políticas de privatização das riquezas do país, dos serviços e empresas públicas e dos direitos, como o direito à

aposentadoria e à educação pública. Nosso país não é mercadoria, nosso patrimônio não é para ser entregue à iniciativa privada para ela lucrar”, declara a diretora. Rosilene lembra que o crescimento e o desenvolvimento do país e o direito a uma vida digna passam, necessariamente, por investimento público na educação. “Todos os países desenvolvidos só conseguiram isso com investimento pesado do dinheiro público na educação em todos os níveis”.

Beco sem saída A marcha em Brasília começou no Museu da República, foi até o Congresso Nacional, local em que professores da rede pública do DF fizeram uma apresentação de cartazes, e retornou à Rodoviária. O Sinpro-DF apresentou o “Beco sem saída” – uma abordagem lúdica que mostra quem não irá se aposentar caso a reforma da Previdência de Bolsonaro seja aprovada. Trata-se de uma cabine em que a pessoa é convidada a adentrar. Lá dentro, ela se depara com a pergunta (Quem não vai se aposentar com a reforma da Previdência?) e uma porta. Ao abri-la, fica diante de um espelho e vê que ela mesma não irá se aposentar. O panfleto distribuído segue a lógica da cabine e disponibiliza contatos dos parlamentares do DF e sugere que a pessoa ligue para eles e exigija de cada um não votar na reforma da Previdência.


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O aprendiz da saúde pública do DF O sistema público de saúde do Distrito Federal emprega cerca de 30% dos médicos com registro ativo na cidade. Do outro lado está a demanda: 70% da população do DF não tem plano de saúde e depende exclusivamente do SUS. O desequilíbrio é evidente. Os médicos e os demais profissionais que atuam no serviço público ainda têm que lidar com carência de leitos, de equipamentos, de medicamentos, materiais de trabalho e até de espaço físico para atender os pacientes. Além disso, as unidades de saúde não têm autonomia para contratar ou fazer compras. São essas as condições dadas aos profissionais da saúde, aos diretores de hospitais e chefes de serviços para prestar assistência à população que, não raras vezes, demonstra de forma explosiva o justificado descontentamento com o retorno que o governo

lhe dá pelos impostos pagos. O desafio de qualquer um que assuma o governo do Distrito Federal é resolver essa equação, respeitando o que as leis estabelecem e se mantendo dentro dos limites orçamentários. Sem mudar as condições de trabalho dadas pelo governo, não adianta cobrar do conjunto de servidores e administradores locais desempenho comparável ao da iniciativa privada, que concentra 70% dos profissionais para atender 30% da população, sem limite de meios para prestar assistência que não a capacidade de pagamento do usuário do serviço. A melhora do desempenho da saúde pública depende de investimentos corretos em valor suficiente e de definições de políticas no nível da Secretaria de Estado de Saúde. Demissões em sequência de diretores de hospitais não fazem mais do que ampliar o caos nas

unidades de saúde e dificultar ainda mais a organização dos serviços e a articulação do sistema de saúde como um todo. Fatos como o ocorrido no Hospital Regional de Sobradinho no último sábado (11) devem ser investigados e não podem ser tratados como casualidade ou erro pontual, com resposta dada apenas para aplacar a opinião pública sem que seja adotada uma solução ao problema, que é estrutural. A única demissão cabível neste momento seria a do secretário de Saúde escolhido pelo próprio governador. Comparando o que se fez nesses primeiros meses do atual governo com o que foi feito no governo passado, não vemos avanços e verificamos até alguns retrocessos. A única coisa verdadeiramente clara é a mudança no marketing de governo: passamos do estilo da vítima

Dr. Gutemberg, presidente do Sindicato dos Médicos do DF e advogado

injustiçada para o do apresentador milionário de reality show de empreendedorismo. Do discurso da “herança maldita” (que de vez em quando ainda é tirado do armário), passamos para o “você está demitido!” – retórica que não muda a realidade de pacientes e servidores, os quais continuam vivendo no mundo real onde os problemas são negligenciados.

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Brasília

Acompanhe também na internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress. com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com

Por Chico Sant’Anna

Sinal amarelo para Alírio

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x-deputado e ex-delegado, Alírio Neto vai enfrentar trânsito pesado em sua nova missão como diretor-geral do Detran. Alírio foi nomeado sucessor de Fabrício Moura, servidor de carreira, em meio à suspeição de uma licitação de “modernização de semáforos”, orçada em R$ 120 milhões. Entre as tarefas que tem pela frente, Alírio vai enfrentar o sindicato que representa os servidores da autarquia. Sem papas na língua, Fábio Medeiros, presidente do Sindetran/DF, em duas cartas-abertas ao governador Ibaneis Rocha, não economizou tinta da caneta: “A nomeação de um Delegado de Polícia não é modernizar nada, é simplesmente mais do mesmo. O Detran não pode servir para acomodar políticos que não tiveram êxito nas urnas, pessoas que estão sem cargos e etc. Historicamente, sempre que tivemos Delegados e/

REPRODUÇÃO FACEBOOK

Ex-deputado e delegado aposentado, Alírio terá missão complicada na direção geral do Detran

ou Coronéis na direção do Detran, estes trouxeram suas tropas. O Detran não é casa de repouso para acomodar viúvos de Roriz ou de Arruda”. Para Medeiros, está havendo um

loteamento do Detran. E ele ainda denuncia o desaparecimento de documentos internos: “Os servidores estão perplexos com os ‘novos’ acontecimentos no órgão. Pareceres téc-

nicos apagados, servidores efetivos exonerados, contratos emergenciais sobrevalorizados e outros. “[...] Qual o interesse dos contratos de Engenharia por parte de pessoas externas ao Detran-DF? Por que afastar servidores, pessoas técnicas e de grande capacidade, que alertam para os problemas? “[...] Alertamos que de nada adianta exonerar o diretor geral se continuarem na diretoria do Detran pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas nas atuais denúncias e, pior, com suspeitas de interesse particular e alheio ao órgão”. A entidade questiona ainda a privatização dos depósitos do Detran-DF, cujo edital foi publicado no último dia 30 de abril. E levanta uma suspeição: “A quem (isso) interessa?”. Procurado para comentar o posicionamento do Sindetran/DF e falar de seus projetos, Alírio Neto não respondeu à coluna.

Estrutural: não é o que parece Não raro o poder público, em diferentes instâncias, se vale de imagens para ilustrar falsamente um feito. Na ditadura militar, o icônico Jornal do Brasil detectou uma montagem fotográfica num material de divulgação da Superintendência para o Desenvolvimento da Pesca (Sudepe). Para ilustrar um informe que propalava os bons serviços do órgão, foi distribuída uma foto que trazia um verdadeiro milagre da multiplicação – não dos peixes, mas sim, dos barcos pesqueiros. Uma imagem com cinco barcos ancorados foi montada para apresentar uma flotilha de cerca

de 30 embarcações. A história se repete agora na Cidade Estrutural. O SLU e a administração regional têm feito ações de limpeza e, para registrar o feito, na noite de segunda-feira (13), foram postadas no Facebook da administração fotos de garis em ação. No entanto, moradores logo perceberam que o cenário não era a Estrutural. Em uma das fotos, vê-se ao fundo um edifício de sete andares, o que não existe na cidade. Na madrugada, as imagens foram substituídas. Nas redes sociais, o tema virou alvo de chacotas. Dizem que a culpa é do estagiário...

Chacota: moradores ironizaram imagens postadas no Facebook da Administração


Brasília Capital n Geral n 7 n Brasília, 18 a 24 de maio de 2019 - bsbcapital.com.br

O homem dos livros O piauiense Chiquinho Carvalho, radicado em Sobradinho, começou a vida como jornaleiro é hoje um dos mais tradicionais livreiros de Brasília. Agora, sua história vai para a telona. Sob direção de Hélio Doyle, no dia 29 de maio acontece no anfiteatro 10 do Minhocão, a avant-première de Chiquinho, o livreiro da UnB. Chiquinho sobreviveu à Internet, e só há pouco tempo rendeu-se ao facebook. Mas é conhecido por todos que se dedicam à pesquisa acadêmica. Quem passou nos últimos 40 anos pelos bancos escolares da UnB, em especial no ICC-Sul, o conhece. Certamente terá comprado em sua banca um livro ou escutado as novas sobre oúltimo lançamento deste ou daquele pensador. Já tentaram remover sua banca da entrada Norte do “Minhocão”. Em reação, houve até quem pensasse em transformar a banca e ele em Patrimônio Cultural. Assim, aqueles que dispõem de tempo para folear um livro ou curtir uma prosa fácil, continuam contando com aquele minúsculo quadrado rico no que há de melhor no pensamento nacional e internacional. E, conforto dos confortos, podem sentar-se numa das duas poltronas de pneus reciclados. Basta ter a sorte de encontrar uma delas desocupada... DIVULGAÇÃO

Homenageado com filme de Hélio Doyle

ESPÍRITO

José Matos Relacionamentos têm segredos O que você pensa e sente em relação aos outros provoca neles - pela Lei de Atração e Lei dos Semelhantes - os mesmos sentimentos em relação a você. Você se acha uma boa menina e só atrai gente que não presta? Seja sincera! Você, na intimidade, não é uma boa pessoa. Preste atenção no que você pensa e sente, principalmente quando é contrariada. Não mata, mas pensa em matar. Não mata, mas pensa em agredir fisicamente ou com palavrões. Então, ainda se acha boa menina? OK, você se acha boa pessoa porque é responsável, cumpre seus deveres, tem curso superior e é uma

menina de família. Certo, isso é bom, provoca admiração, amizade, mas há algo mais forte nos relacionamentos: é o magnetismo que você irradia que vem de dentro, da sua intimidade, dos seus sentimentos. Melhore seus pensamentos e sentimentos e melhorará a qualidade das pessoas que você atrai. Ah, você é uma boa pessoa mesmo, mas então o que acontece com essas atrações? A Lei dos Semelhantes não pode estar errada. Ah, talvez seja uma faceta da adolescência não amadurecida que faz com que você tenha ímpetos de aventura, então se deslumbra, mesmo que inconscientemente, quando

NUTRIÇÃO

Caroline Romeiro Seletividade alimentar na infância Pior do que ouvir a frase “socorro, meu filho come mal!”, é ouvir: “Socorro, meu filho não quer comer nada!”. Alguns profissionais apontam a seletividade alimentar extrema ou a recusa alimentar como um transtorno alimentar infantil, caracterizado por uma tríade de recusa alimentar, pouco apetite e desinteresse pelo alimento. A introdução de alimentos sólidos complementares ao leite materno, que deve ocorrer aos seis meses

de vida, é um processo muito importante, num período crítico. Ele deve ser conduzido de uma forma muito leve pelos responsáveis. Além disso, o comportamento alimentar da família é um dos pilares para os quadros de recusa de alimentos. Em estudos norte-americanos com crianças altamente seletivas, os principais grupos alimentares envolvidos no processo de seletividade identificados foram frutas, legumes e verduras.

visualiza esta possibilidade em alguém ou quando sonha em encontrar o amor de sua vida. Mestre André Luís ensina que: “encontramos na vida pessoas, lugares e situações necessários à nossa evolução”. Então é confiar. Boas pessoas encontrarão boas pessoas, exceto, se carregarem, inconscientemente, o medo de fracasso e buscarem encontrar defeitos nos outros para se justificarem pela solteirice ou se programaram para não encontrar alguém. Se você optou pela solidão, não terá ajuda das forças ocultas para este fim. Siga com Santo Agostinho: “Ame, e tudo o que você fizer estará certo”, e siga também com Jesus com sua regra de ouro: “Trate os outros como gostaria de ser tratado”.

José Matos Professor e palestrante

O conceito de “sabedoria do corpo”, criado pela Dra. Clara Davis, que experimentou oferecer uma dieta variada às crianças, descreve que elas são capazes de escolher sua própria comida de forma equilibrada, mesmo que o apetite apresente variação de dia para dia e de refeição para refeição. É natural alguma seletividade entre a criança, bem como alteração do apetite, mas os pais devem ficar de olho e procurar um nutricionista especialista em alimentação infantil para encontra a melhor estratégia a ser utilizada. Em alguns casos, pode haver a necessidade de uma atuação em conjunto com um psicólogo.

Caroline Romeiro Nutriocionista e professora na Universidade Católica de Brasília (UCB)


O GDF é trabalho. É presença. É entrega. É todo dia.

Divulgação/CEB

“PA REC E A L UZ DO DIA . DE UM MÊS PA RA C Á, MEL H OROU

LUÍS EUS TÁQ UIO ,

MUITO. ”

SOB R E A N OVA I LUM I N AÇ Ã O DA E PTG.

Mais eficiência nas soluções de problemas e agilidade nas ações de tapa-buraco, limpeza de ruas e retirada de entulhos em todas as regiões. O programa conta com sete Unidades de Planejamento Territorial (UPT) em parceria com a Nova Capital (Novacap).

Divulgação/CEB/Agência Brasília

Renato Araújo/Agência Brasília

PR OGR AMA GDF PR ESEN TE

MAIS ILUMINAÇÃO E S EG URANÇA NAS ES TRADAS

1.351 luminárias de LED foram instaladas na EPTG e EPIG. Isso significa mais segurança para os pedestres e motoristas, e mais economia com manutenção e consumo de energia.

GDF PRESENTE

MAIS

ILUMINAÇÃO Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Tony Winston/Agência Brasília

2 , 4 MI L NOV OS PR OF I SSIONA IS N A SAÚDE

EPTG - MAIS MO BILIDADE

2.420 profissionais serão contratados, por meio de processo seletivo, para atuar no Instituto Hospital de Base de Brasília (IHBDF), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

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2,4 MIL PROFISSIONAIS DE SAÚDE

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99531-9137

Desde 18 de março, o fluxo das faixas exclusivas para ônibus foi invertido na EPTG. A operação está diminuindo o tempo de viagem dos ônibus e aumentando em 20% a fluidez do trânsito, nos dias úteis, das 6h às 9h e das 17h30 às 19h45.

DF.GOV.BR

E P TG –

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