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TCU manda tirar R$ 10 bi de Brasília

Aliados jamais conseguiram audiência com o governador

Com medo do desfalque, GDF adota mais rigor nas despesas

Pelaí - Página 3

Página 5 Ano VIII - 406

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Ibaneis não dialoga com distritais Brasília, 30 de março a 5 de abril de 2019

Caos no HRT

FOTOS: ANTÔNIO SABINO / BSB CAPITAL

Em estado de abandono, o maior hospital público de Taguatinga improvisa soluções para não ser obrigado a recusar pacientes

Confusão na EPTG

Imagens feitas na Cardiologia do Hospital Regional de Taguatinga por Jorge Côrte e divulgadas no site bsbcapital.com.br viralizaram na Internet. Ele acusa a direção de de maquiar a situação do Pronto Socorro, sobrecarregando outras áreas da unidade.

Sinalização precária e fiscalização deficitária complicam a vida de milhares de motoristas todos os dias desde as mudanças adotadas pelo governo para aproveitar a faixa exclusiva para ônibus na via que liga o Plano Piloto a Taguatinga. Página 5

Advogado internado grava vídeo mostrando más condições dos pacientes

Nos finais de tarde, a chegada a Taguatinga dá um nó

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Brasília Capital n Opnião n 2 n Brasília, 30 de março a 5 de abril de 2019 - bsbcapital.com.br

x p e d i e n t e

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Sindical

BSB

E

Por André Barreto

CUT ataca capitalização da Previdência Mais de 300 trabalhadores do comércio e serviços do Brasil participaram, semana passada, em Brasília, do 10º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) para traçar estratégias de unidade da classe trabalhadora para a defesa dos seus empregos, direitos e conquistas. Dezoito diretores do Sindiserviços-DF, que representa os trabalhadores terceirizados, participaram da mesa de debate que analisou a conjuntura política nacional e internacional. Criticada por todos os presentes, a reforma da Previdência também foi tema para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, que apon-

tou o ataque à aposentadoria como objeto da luta do movimento sindical. “O que elegeu Bolsonaro foi seu compromisso em entregar a Previdência aos bancos. Mas nós conseguimos mostrar que o trabalhador vai morrer sem se aposentar. Essa questão do estrangulamento financeiro que querem fazer aos sindicatos é para obrigar o movimento sindical a aceitar o regime de capitalização. Isso não passa na CUT de maneira nenhuma. O enfrentamento que temos que fazer à Reforma é o enfrentamento das nossas vidas”, avaliou.A ideia é compartilhada pelo deputado Chico Vigilante (PT). “Essa é a batalha decisiva”, disse.

n Deputado alerta para troca de vigilantes por PMs

n Dieese debate sobre a reforma da Previdência

O deputado Chico Vigilante (PT) disse ao secretário de Educação, Rafael Parente, que a substituição de vigilantes por PMs nas escolas causará prejuízos à categoria. “Essa situação vai trazer desemprego para os vigilantes”, afirmou, enfatizando que a PM tem que estar nas ruas com vistas à segurança pública e não realizando função escolar. O petista estava acompanhado pelo presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB).

Como parte da luta para barrar a reforma da Previdência encaminhada pelo governo Bolsonaro, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a CUT, e demais centrais sindicais, realizarão a 15ª Jornada Nacional de Debates, que abordará tema nos quatro cantos do país. Em Brasília, a ação acontece no dia 2 de abril, às 14h, no Sindicato dos Bancários. Inscrições: erdf@dieese.org.br ou 61-3345-8855.

C

nFernando Pinto Estremeci... esta homenagem é linda demais. Andreia Escudeiro, via Facebook Linda homenagem! Com certeza, de onde está, agradeceu. Obrigada! Leda Sampaio, via Facebook Justa e merecida home-

Contatos: 61. 9 8622.1111 E-mail: luisandre.barreto@gmail.com Facebook: /andre.barreto.jornalista

nagem ao autor de “O menino que tinha medo do escuro”, entre outros. Esmeralda Dall’Oca, via Facebook Que bela homenagem! Leda Vilaca, via Facebook Muito querido o Fernando Pinto. Descanse em paz. Annette Chaves, via Facebook

CURTAS n Os deputados petistas Padre João (MG), Airton Faleiro (PA) e Carlos Zarattini (SP) solicitaram a presença do ministro Bento Albuquerque para esclarecer à Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados a “modelagem da privatização da Eletrobrás pela abertura de capital acionário da empresa”. n A prévia da inflação de março acelerou para 0,54%, puxada pelo aumento nos preços dos grupos de alimentos e de transportes. É a maior variação em um mês de março desde 2015, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado terça-feira (26) pelo IBGE. O IPCA-15 acumulado nos 12 meses pulou de 3,73% para 4,18% entre fevereiro e março. n De novembro de 2018 a janeiro de 2019, a taxa de emprego subiu 0,9% em comparação ao mesmo trimestre dos anos anteriores. A maioria dos jovens de 18 a 24 anos não conseguiu recolocação. Nesta faixa etária, a queda na taxa de emprego foi de 1,3%, segundo o IPEA.

a r t a s

Linda matéria. Merecidamente. Francisco Carlos Santos, via Facebook Que pena. Ele era um cara fantástico. Antônio Bortoletto, via Facebook Sobre homenagem de Orlando Pontes ao jornalista Fernando Pinto, colunista do Brasília Capital desde 2012,

falecido dia 21, aos 93 anos. nBolsonaro Ibope, instituto de confiabilidade acima de tudo. Lindemberg Cândido, via Facebook Desgoverno. Cai a credibilidade de seus eleitores.

Não à reforma da Previdência. Carlos Eugênio, via Facebook Olha, realmente, pesquisa digna de credibilidade! Carlos Lacerda, via Facebook Sobre nota no Pelaí da pesquisa Ibope mostrando que a aprovação de Bolsonaro caiu 15%, de fevereiro para março.


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 30 de março a 5 de abril de 2019 - bsbcapital.com.br

Morreu segunda-feira (25), aos 75 anos, o economista José Carlos Vidal (foto). Fundador do PT, ele foi presidente da CEB no governo Cristovam Buarque e assessor do presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, no primeiro governo Lula. Vidal foi preso, torturado e exilado durante a ditadura militar.

Sem diálogo Cresce o bloco dos deputados distritais que não conseguem dialogar com Ibaneis Rocha. Semana passada, uma parlamentar, que pede anonimato, disse ao Brasília Capital que desde janeiro não teve “o prazer” de um encontro individual com o governador. E naquele fatídico dia havia agendado uma audiência com sua excelência. Empolgada, preparou uma agenda de assuntos. Mas na última hora ele ligou adiando o encontro. Ninguém sabe para quando...

DIVULGAÇÃO

Izalci (à direita): “não teremos o DF e o Entorno desenvolvidos sem integração”

Ausência de Ibaneis

REPRODUÇÃO

Delmasso sai e ninguém quer a vaga LÍDER RENUNCIA - Um dos sintomas da insatisfação da bancada com o governador foi a renúncia, segunda-feira (25), do deputado Rodrigo Delmasso (PRB/ foto), vice-presidente da Casa, ao cargo de líder da maioria da Câmara Legislativa. Ele alegou “motivos pessoais”, mas não deu detalhes das razões. NINGUÉM QUER - Também incomodou o Buriti o desinteresse de aliados em substituir Delmasso. Durante toda a semana, ninguém se dispôs ocupar tal função. Nos bastidores, a explicação é sempre a mesma: não ha interlocução com o chefe do Executivo.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) lamentou a ausência dos governadores, incluindo Ibaneis Rocha, na audiência pública realizada quinta-feira (28) na Comissão Mista do Congresso que discute a Medida Provisória 862/2018, que cria a Região Metropolitana do DF. A comissão é composta majoritariamente por parlamentares brasilienses, goianos e mineiros. Se aprovada, a MP facilitará ações administrativas nos municípios do Entorno de Brasília. INTEGRAÇÃO - “Esse tema é de suma importância para Goiás, para o DF e até para Minas Gerais. Não teremos um Distrito Federal e região do En-

torno desenvolvidos se não houver essa parceria”, observou Izalci. Para o senador, essa integração contribuirá também para o desenvolvimento socioeconômico da região. “Não adianta achar que vamos resolver a questão do desenvolvimento econômico sem um projeto de integração”, pontuou. SIMPLIFICAÇÃO - Com a criação da Região Metropolitana do DF, os governos poderão coordenar as ações e investimentos locais. Por exemplo, os estados poderão firmar convênios para captar recursos e fazer uma única licitação para uma obra comum, simplificando esforços e reduzindo gastos.

Briga na bancada Antes mera formalidade, a escolha do coordenador da bancada do DF no Congresso Nacional está dando o que falar. Entre candidatos que entraram e saíram, pelo menos seis nomes já surgiram na disputa. Na última lista estão os deputados federais Júlio César (PRB), Flávia Arruda (PR), Celina Leão (PP) e o senador Izalci Lucas (PSDB). A FORÇA DA LEOA – O nome novo neste grupo é o de Celina Leão, que, incensada por pessoas muito próximas ao governador Ibaneis Rocha (MDB), tem boas chances de conquistar o cargo. Na semana passada, por duas vezes o senador Reguffe (sem partido) tentou, sem sucesso, intermediar um acordo. LAMBUJA – Mas a fogueira de vaidades falou mais alto. No meio da pendenga, a possibilidade de influenciar na liberação de mais de uma centena de milhões de reais de emendas do orçamento federal para o DF. E de sobra (e que sobra!), o sonho de almejar a cadeira de Ibaneis no ainda longínquo 2023. JÚLIO PONTES / BSB CAPITAL

Dividir ou não dividir Por trás do atraso na criação das prometidas regiões administrativas de Sol Nascente, Arapoanga e Arniqueiras estão renhidas disputas de bastidores. Grupos ligados a políticos - eleitos e não eleitos - que se consideram “donos do pedaço” pressionam o governo em sentidos opostos.

BOLO – Os eleitos se opõem à criação das novas Regiões Administrativas com medo de dividir o bolo eleitoral. Já os que não detêm mandato buscam a todo custo convencer Ibaneis Rocha a optar pela divisão territorial. As redes sociais são o grande ringue da disputa.

Celina cresce com apoio de Ibaneis


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Brasília

Acompanhe também na internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress. com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com

Por Chico Sant’Anna

Embolados, mas separados As eleições de 2018 deixaram 14 dos 35 partidos registrados no TSE em situação precária. Eles não atingiram a ‘cláusula de barreira’ e, por isso, precisam tomar um destino, seja por meio de uma decisão partidária ou individual dos filiados ou candidatos eleitos. Se nada fizerem, já em 2020, nas eleições municipais, não terão direito à propaganda eleitoral nem ao fundo eleitoral. Saíram das urnas com futuro incerto partidos tradicionais, como o PCdoB, PCB, PCO, PMN, PSTU e o PPS. Estão na mesma situação siglas mais recentes, tais como a Rede, o Patriota, PHS, PTC, o Partido da Mulher Brasileira, o Partido Pátria Livre, o PRTB, e o PRP. SOBREVIDA - A cláusula de barreira estabelece que só tenha direito ao fundo e ao tempo de propaganda a partir de 2019 o partido que tiver recebido ao menos 1,5% dos votos válidos em

2018 para a Câmara, distribuídos em pelo menos nove Estados, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um deles. Se não conseguir cumprir esse parâmetro, a legenda poderá ter acesso também se tiver elegido pelo menos nove deputados federais, distribuídos em um mínimo de nove unidades da federação. Para não ser penalizado, o Patriota ainda em dezembro, anunciou a fusão com o PRP. Se de um lado garante a sobrevida do novo partido que manterá o nome Patriota, não foi forte suficiente para evitar a saída do senador Jorge Kajuru, hoje no PSB. PCdoB e PPL também somaram forças. O PCdoB apoiou Rollemberg. A dúvida é se as legendas unificadas – que continuarão com o nome PCdoB, ficarão no Buriti ou não. Messias de Souza, que foi administrador do Plano Piloto no governo de Agnelo Queiroz (PT), disse que nada mudará e os ex-pepelistas,

Boulos na UnB

CHICO SANT’ANNA

Boulos fala para mais de mil estudantes: mais rua e menos hashtag Enquanto outros partidos buscam uma sobrevida, o Psol, que cumpriu a cláusula de barreira,

promove um giro de Guilherme Boulos pelo Brasil para ganhar mais musculatura popular. A ideia

IMBRÓGLIO - O PPS, que já foi Partido Comunista Brasileiro, mudou de nome novamente. Agora é Cidadania 23. O novo nome era para inaugurar um reforço de musculatura com a incorporação da Rede e do PV. O novo partido resultaria em uma bancada de sete senadores (cinco da Rede e dois do PPS) e 13 deputados federais (oito do PPS, quatro do PV e um da Rede). Houve inclusive rumores de que a esse grupo poderia se juntar o senador Reguffe (sem partido). Mas os antigos vermelhos nao conseguiram formar um consenso com os verdes. A Rede pulou fora, mas não sem pagar o preço. E nesse imbróglio, a Rede já perdeu dois senadores: Alessandro Vieira (SE) migrou para o PPS, e o Capitão Styvenson Valentim

(RN) foi para o Podemos. O Podemos buscou musculatura ao absorver o PHS, que em Brasília elegeu o distrital Hermeto. Este já pulou fora e foi para o MDB. A iniciativa renderia ao Podemos força política no Congresso: passando de 11 deputados para 17, e no Senado, de sete senadores, atrás apenas do MDB e do PSDB. Mas, já corre na justiça eleitoral um pedido de divórcio. O racha interno no PHS é fruto de uma acusação formal de que a fusão com o Podemos não seguiu os tramites legais necessários Procurado por esta coluna, o senador Álvaro Dias, disse que não comentaria o caso. Brasília, por não ter eleições municipais, vai demorar a sentir o novo cenário. No Entorno, contudo, as mudanças já serão notadas ano que vem. Além disso, não será permitida a coligação para cargos proporcionais. Nas eleições para vereador, será cada partido por si.

é apresentar o Psol como a verdadeira oposição ao governo Bolsonaro e atrair mais filiados e militantes para ampliar suas bases em todo o País. Hoje, a legenda conta com 150 mil filiados, cerca de 1% do total de brasileiros que são filiados a algum partido. Em Brasília, são cerca de 3.500, segundo os dados de fevereiro do TSE. O partido, com 10 deputados federais, tem feito barulho contra a reforma da Previdência, a redução dos direitos humanos e combate à flexibilização dos direitos trabalhistas. Em Brasília, Boulos falou esta semana para cerca de mil estudantes da UnB. Pediu que a garotada não ficasse apenas no hashtag e vá pra rua defender seus direitos.

Contribuintes que se descontam do Imposto de Renda a pagar os valores que recolheram para o INSS de empregados domésticos têm neste exercício o último ano para usar do mecanismo. A lei 11.324/2006, que autorizou o desconto, prescreve em 2019. O fim do benefício pode gerar uma queda na arrecadação previdenciária e aumentar a precarização do trabalho desses trabalhadores. Atualmente, 6,24 milhões de pessoas trabalham em residências, e só 1,82 milhão têm carteira assinada. Para evitar um caos maior, o senador Reguffe apresentou projeto prorrogando o benefício aos patrões por mais 5 anos. Cabe ao Congresso aprovar a proposta, para que em 2020 os patrões possam continuar a se valer dos descontos.

hoje comunistas, poderão continuar na Secretaria do Trabalho, do emedebista Ibaneis Rocha.


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Sufoco e confusão na EPTG ANTÔNIO SABINO / BSB CAPITAL

Mal sinalizada e sem fiscalização educativa, mudança no trânsito irrita motoristas

D

uas semanas após ser implantado, o novo modelo de uso das faixas exclusivas para ônibus na Estrada Parque Guará-Taguatinga (EPTG) continua causando confusão. A principal reclamação dos motoristas é quanto à falta de sinalização e, principalmente, da orientação dos fiscais do Departamento de Estradas e Rodagens (DER). Pelo esquema proposto, das 6h às 9h, os ônibus trafegam pela faixa exclusiva na contramão de quem segue do Plano Piloto para Taguatinga. Do outro lado, a pista que seria apenas para os ônibus pode ser usada pelos carros particulares. O inverso ocorre no horário das 17h30 às 19h45, quando o fluxo é mais intenso na volta de Brasília

Engarrafamentos quilométricos tiram a paciência dos motoristas todos os finais de tarde na chegada a Taguatinga para as cidades-satélites. Mas a sinalização precária e a atuação pouco efetiva do DER deixa motoristas em dúvida e muitos aca-

bam cometendo infrações e sendo multados. Uma das determinações é que após acessar a faixa exclusiva nos horários permitidos, o motoris-

ta só pode sair dela no final do trajeto, sendo proibido retornar à faixa normal entre os cones. Mas isto nem sempre ocorre.

GDF terá desfalque de R$ 10 bilhões no orçamento Uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira (27) poderá retirar R$ 10 bilhões do orçamento do Governo do Distrito Federal ainda neste ano. A Corte reconheceu que a União deve reter os valores do Imposto de Renda incidente sobre os salários de policiais civis e militares e do Corpo de Bombeiros. A justificativa é de que o custeio dos servidores das forças de segurança da Capital da República é feito com recursos do Fundo Constitucional, mantido pelo governo federal. A reação imediata do GDF foi fechar os cofres. O secretário da Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente (foto), analisará com muito mais rigor as

despesas previstas e as negociações com as diversas categorias de servidores do GDF. Estão na mira da tesoura de Clemente, com o respaldo do governador Ibaneis Rocha, discussões em torno de reajustes salariais, contratos com fornecedores, novas licitações e investimentos. O orçamento do governo local para 2019 é da ordem de R$ 42 bilhões. O Imposto de Renda sobre os salários das forças de segurança garantirá R$ 700 milhões aos cofres locais até dezembro. Mas a decisão do TCU retroage a janeiro de 2003, quando foi criado o Fundo Constitucional. Assim, o acu-

mulado a ser ressarcido pelo Distrito Federal ultrapassa os R$ 10 bilhões. O posicionamento de André Clemente, no entanto, não agrada aos servidores. Diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, espera que as negociações que vêm sendo mantidas com o governo desde o início do ano não sofram retrocesso. “A solução não pode ser, mais uma vez, sacrificar os servidores”, diz ela. O presidente do Sindireta, Ibrahim Yusef defende que o DF recorra da decisão do TCU e, independentemente do que ocorra, honre

os compromissos já assumidos com as categorias. O presidente da Associação dos Oficiais da PM, Eduardo Nalme, remete à possibilidade de o governo pagar o reajuste de 37% da Polícia Civil, sem conceder o mesmo direito às demais categorias. “Se os compromissos de campanha forem cumpridos para uma, têm de ser cumpridos para todas”, alerta. Além da pressão dos servidores, o GDF sofrerá cobrança das demais 26 unidades federativas, todas com problemas de caixa. É que o dinheiro retido em Brasília abasteceria o Fundo, que seria dividido entre os demais estados. Por exemplo, a Bahia receberia R$ 425 milhões e Minas Gerais abocanharia R$ 418 milhões.


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VIA

Satélites Por Júlio Pontes

No Setor - Um grupo realiza atividades de ocupação do espaço público do Setor Comercial Sul. A iniciativa contribui para revitalizar a área central, que, abandonada pelo poder público, tornou-se ponto de concentração de traficantes e usuários de drogas. O coletivo “No Setor” se uniu ao Centro de Excelência em Turismo da UnB para criar o SCS Tour para apresentar a história do SCS. O trajeto começa na saída da Galeria dos Estados e passa por becos, ruas, praças e prédios para contar a importância do local na história da Capital.

{TAGUATINGA

{VICENTE

Pacientes se revoltam no HRT

Se chover o bicho pega

REPRODUÇÃO VÍDEO

Internado há mais de 60 dias na Cardiologia do Hospital Regional de Taguatinga, onde aguarda transferência para o Instituto do Coração para fazer implantação de quatro pontes de safena, o advogado Jorge Côrte gravou um vídeo publicado em primeira mão pelo site bsbcapital. com.br denunciando as más condições da unidade. Segundo ele, a direção do HRT tenta maquiar a situação do Pronto Socorro transferindo pacientes para a Cardiologia, onde as enfermarias com capacidade para seis pessoas estão recebendo, cada uma, duas novas macas. Na transição entre as duas áreas, os pacientes são mantidos nos corredores, como mostram as imagens. A revolta do advogado é comum a todos os pacientes e acompanhantes. Maria de Fátima (foto), cujo marido também aguarda cirurgia no Incor e foi mandado para casa, desafia o governador Ibaneis Rocha a ir ao HRT. “O senhor prome-

Maria de Fátima desafia Ibaneis a visitar o HRT

teu resolver os problemas da Saúde do DF. Então, venha aqui ver como as pessoas são tratadas”, diz ela. Jorge Corte, emenda: “mas não fique apenas no Pronto Socorro, onde a direção está fazendo essa maquiagem. Venha até à Cardiologia”. RESPOSTA - Em nota, a Secretaria de Saúde respondeu ao Brasília Ca-

pital que “o Hospital Regional de Taguatinga pôs em prática o Plano de Capacidade Plena, que propõe diferentes medidas quando a ocupação dos leitos no pronto-socorro ultrapassa 150% da capacidade. Não havendo mais leito vago para transferência da emergência para enfermaria, o paciente é alocado temporariamente no corredor, desde que se encontre estável, sem necessidade de oxigênio ou curativo, entre outras condições que permitam aguardar por exames e procedimentos. O plano é ativado para que seja possível manter o atendimento à população. Mesmo no corredor, o paciente permanece sob os cuidados de rotina, com toda assistência das equipes médica e de enfermagem. O HRT ressalta, por fim, que os pacientes mostrados no vídeo já não estão mais no corredor. Tiveram alta ou foram transferidos para leitos nas enfermarias”.

Rodoviária “provisória” vira definitiva. E péssima O terminal rodoviário de Taguatinga era para ser uma estrutura provisória. Entretanto, desde 2013 funciona de maneira praticamente definitiva. A falta de estrutura causa transtornos e desconforto cerca de 10 mil pessoas que diariamente passam pelo local. As reclamações são antigas e repetitivas. Os problemas vão desde a falta de linhas de ônibus, banheiros imundos e fechados, até a ausência de proteção para quem espera o transporte. Os donos de quiosques alimen-

tam a esperança de melhorar as condições de trabalho a partir da prometida transferência dos gabinetes governamentais para o Centro Administrativo, que fica ao lado da rodoviária. “Quem sabe assim, o governo vai se atentar às nossas necessidades”, disse a vendedora de passagens, Milayne Ferreia. O líder comunitário José Luiz Lopes protocolou uma reclamação na Administração Regional de Taguatinga no dia 16 de março, mas até a sexta-feira (29) não havia recebido resposta do órgão.

ANTÔNIO SABINO / BSB CAPITAL

PIRES

ANTÔNIO SABINO / BSB CAPITAL

Falta de asfalto prejudica o comércio

Proprietário de uma barbearia na Rua 12, Matheus Oliveira diz que em dias de chuva o movimento cai 60%. “Peço a Deus para não chover em horário comercial”. A gestão Rollemberg investiu na regularização de lotes e foi alvo de críticas do governador Ibaneis Rocha, que, após eleito, prometeu investir na Feira do Produtor e acelerar a conclusão das obras iniciadas pelo antecessor. Mas nada mudou. “É comum os carros quebrarem. É impossível andar aqui e não cair num buraco”, afirma o contador Felipe Menezes, morador da Rua 10.

Preparação para o Enem

Rodoviária: infraestrutura precária

A partir de 6 de abril, a Administração oferecerá um curso gratuito, aos sábados, na Faculdade Mauá. Serão aulas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências da natureza e exatas. Videoaulas serão transmitidas ao vivo nas redes sociais e dois simulados ajudarão a avaliar a melhor forma de preparar os estudantes para o Enem.


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PROFESSOR

Elias Santana Taxas-extra ou taxas-extras? Querido (a) leitor (a): quem nunca, ao longo de uma conversa, travou em razão da formação de plural de um substantivo composto? Para dificultar mais ainda, às vezes, a possibilidade de plural parece, aos ouvidos, esdrúxula. Faça um exercício em sua mente: pense no plural de ar-condicionado. Eu tenho certeza de que o resultado produzido em sua cabeça é bastante estranho – e é por isso que temos tantas dúvidas! Vamos acabar com elas? Se o substantivo composto for formado por duas palavras variáveis (substantivos, adjetivos, numerais), ambas vão ao plural. Ex.: couve-flor/couves-flores; sexta-feira/sextas-feiras; amor-perfeito/amores-perfeitos; ar-condicionado/ares-condicionados. Antes de continuar, preciso fazer uma consideração em relação às palavras acima. Note que: - A primeira palavra possui um significado; - A segunda palavra possui outro significado;

ESPÍRITO

José Matos Problemas: impedimentos ou desafios? Se você acha que problemas são impedimentos, não entendeu o jogo da vida! Há pessoas que se aproveitam até de um pé torto para esmolar. São os miseráveis da existência. A deficiência, que era pra ser um desafio de superação, faz com que se vitimizem e percam sua existência. Quando o deficiente vence, mesmo com todas as dificuldades da deficiência, torna-se exemplo de motivação até para os saudáveis. Conheci Jerônimo Mendonça. Cego, tetraplégico e alegre, ele andava pelo País fazendo palestras motivacionais, estimulando e até envergonhando aqueles que são saudáveis, mas vivem sem disposição. Hoje temos a geração "flocos de neve". São pessoas que se abatem com qualquer dificuldade; buscam fugir pelas drogas e suicídio, sem coragem para enfrentar e vencer os desafios da vida. Fraqueza é ignorância. Sabedoria é fortaleza. É pelo enfrentamento e reflexão que desenvolvemos sabedoria; não o é pela fuga. Hoje, melhor que

- As duas juntas formam um terceiro significado, bem diferente dos dois primeiros. Serei ainda mais claro e popular: couve é uma coisa; flor é outra coisa. Couve-flor é algo totalmente diferente de couve e de flor. Isso não acontece, por exemplo, com palavras como taxa-extra, banana-maçã e erva-mate. Em outras palavras, uma taxa-extra não deixa de ser uma taxa; uma banana-maçã não deixa de ser uma banana; uma erva-mate não deixa de ser uma erva. Isso significa que a segunda palavra apenas delimita o significado da primeira. Nesses casos, há duas possibilidades de plural: os dois podem ir ao plural ou apenas o primeiro! Ex.: taxa-extra/taxas-extras/taxas-extra; banana-maçã/bananas-maçãs/bananas-maçã; erva-mate/ervas-mates/ervas-mate. Viu como não é difícil? A análise é simples, basta ter um pouco de atenção. Todavia, ainda não acabamos! Na semana que vem, falaremos um pouco mais acerca desse assunto! Não perca!

Elias Santana Professor de Língua Portuguesa e mestre em Linguistica pela Universidade de Brasília (UnB)

ontem, amanhã melhor que hoje. Problemas são desafios para que cada um desperte o melhor de si. Nada de comparação com ninguém; nada de questionamentos do tipo “por que comigo?”. Pense como Júlio César: “vim, vi e venci”. No livro “Socorro e Solução”, o educador José Carlos de Lucca analisa o momento atual. "Gastamos muito tempo e energia com queixas e lamentações improdutivas, quando deveríamos empregar nossas forças para derrubar as cercas de problemas que nos amarram. As verdadeiras limitações são aquelas que impomos a nós mesmos”. Nick Vujicik nasceu sem braços e pernas, e hoje é um palestrante motivacional mundial. Ele afirma: "encontrei a felicidade quando entendi que, por mais imperfeito que eu seja, sou uma obra de Deus, criada de acordo com o plano que ele designou pra mim. Sempre tento melhorar, para que, assim, possa servir melhor a Ele e ao mundo. Acredito, do fundo do meu coração, que a vida não tem limites. Quero que sinta a mesma coisa em relação à sua vida, quaisquer que sejam seus problemas". Então, siga com Nick. Vá até o YouTube, veja seus vídeos e viva com garra e determinação.

José Matos Professor e palestrante

O menino que tinha medo de gente Ricardo Férrer (*) Naquele canto de página, tivemos o privilégio de ler, por sete anos e 348 edições do jornal Brasília Capital, as crônicas de um jornalista autodidata. Aquele canto, agora, se calou. Parafraseando o poeta, “naquele canto tá faltando ele e a saudade dele está doendo em mim”. Fernando Pinto partiu no dia 21 de março de 2018. Assim se foi o “menino que tinha medo de gente”, conforme título de seu livro autobiográfico. Autodidata na profissão, autodidata na vida. Vida que lhe foi ingrata desde a infância, ao perder a mãe aos três anos, e o pai, seu herói, aos oito. Acolhido pelo tio, não sobreviveu aos seus tratos. Menino de rua, refugiava-se onde se lhe apresentasse um banco de praça e uma página de jornal para espantar o frio da noite, sem perceber que aquele jornal seria o mote de sua vida. Descobriu uma biblioteca onde abusou dos livros, o que lhe deu uma cultura não muito afeita aos jovens da época. Nos jornais que lia naquela biblioteca descobriu o anúncio do primeiro emprego em uma tipografia, onde rapidamente passou de meio-oficial de tipógrafo a corretor de erros nas provas tipográficas, e outras funções maiores. Agora sim, tinha o que comer e onde morar, com o soldo de seu trabalho. Mas, a vida continuava a lhe pregar peças. Fugindo de gente que lhe afligia, buscou na diversidade do trabalho que se lhe oferecia a forma de vencer as angústias. Da tipografia ao jornalismo foi uma ascensão mais que natural, o que o levou aos mais altos rincões da notícia, culminando com participação em praticamente todas as grandes transformações, desde a construção de Brasília à correspondência de guerra, em viagens mundo afora. O menino que tinha medo de gente venceu todos os obstáculos e se transformou num verdadeiro sucesso em sua profissão. Aí sim, a vida lhe sorriu com uma profissão, com uma família bonita, com uma esposa e filhos dedicados, com netos e netas queridos e com amigos ao seu redor. Mas a vida que lhe foi ingrata e que lhe sorriu, agora o levou para outros rincões espirituais e deixou para todos aqueles que com ele conviveram, a saudade. Uma saudade gostosa... Afinal, saudade foi feito para a gente sentir, já dizia o poeta. E aquele canto no jornal está acéfalo a perguntar: onde está minha inteligência? Quem me comanda? Onde está Fernando Pinto?

(*) Escritor


Brasília Capital n Geral n 8 n Brasília, 30 de março a 5 de abril de 2019 - bsbcapital.com.br

A reforma da previdência tem que prever saúde Na discussão sobre a reforma da Previdência Social temos visto referências ao “problema” do envelhecimento da população. Vamos deixar claro que o aumento da longevidade no Brasil é, antes de tudo, sinal de que alguma coisa certa estamos fazendo: Morríamos aos 45 anos, em 1940, e agora passamos de 76. A longevidade está aumentando porque diminuíram os riscos de morte por doenças infectocontagiosas, como gripes e tuberculose. O que nos aflige atualmente são doenças crônicas, como como câncer, diabetes, hipertensão e doenças de fundo psicoafetivo. Isso nos impõe novos desafios: a sustentabilidade do sistema previdenciário e o custo da assistência em saúde, que é maior para as doenças crônicas, cuja incidência tende a aumentar com a ida-

de. É natural que as políticas para as duas áreas sejam revistas. E não se pode mudar a Previdência sem considerar a Saúde. Em primeiro lugar, precisamos reconhecer que os governos têm errado ao deixar de educar a população para fazer reserva pessoal para o futuro – a discussão do déficit previdenciário não é nova. Fique claro que a previdência privada deve existir para complementar e não substituir a pública. Da mesma forma que a saúde suplementar existe para suprir aquilo que o SUS não pode prover e não para disputar público. Os anos da velhice podem não chegar a ser os melhores da vida, mas certamente serão os mais caros. A perspectiva de diminuição do poder econômico pós-aposentadoria, como se desenha com o Projeto de Emenda à Cons-

tituição que está sob análise do Congresso Nacional tem o potencial de impacto de um tsunami se errarem a mão. O problema começa na falta de previsão de piso para aposentadorias e pensões. Ou seja, aposentados e pensionistas poderiam ficar com rendimento inferior a um salário mínimo. Outro aspecto é o reflexo de um eventual empobrecimento na terceira idade. Pela letra da lei, a responsabilidade pela garantia de acesso à saúde dos nossos idosos, mais do que quaisquer outros, é do Estado. Temos 28 milhões de brasileiros acima de 60 anos e teremos mais de 40 milhões em dez anos. Entre os mais velhos de hoje, 24% (cerca de 6,8 milhões) têm plano de saúde e 76% (21 milhões) dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde. O custo da saúde suple-

mentar (os planos) é cada vez mais difícil de ser absorvido pelas famílias – a inflação específica do setor da saúde oscila anualmente na casa dos 20%. Mais grave que isso, dados do Sistema de Indicadores para Acompanhamento de Políticas de Saúde do Idoso da Fiocruz mostram que, dos 863 mil óbitos de idosos ocorridos em 2016, 211 mil eram evitáveis – ocorreram antes da hora – por falha na prestação de assistência. Desses, pasmem, 156 mil não tiveram acesso a atendimento médico. Resultado do desmonte que tem ocorrido no SUS. Apesar de 56% dos idosos brasileiros terem renda nominal de até um salário mínimo, muitos têm voltado a ser o provedor principal da família, tanto pelo desemprego que é maior na juventude quanto pela dilação do tempo de formação acadêmica com

Dr. Gutemberg, presidente do Sindicato dos Médicos do DF e advogado

a torrente de pós-graduações que o mercado cobra. Ao mesmo tempo, há estudos indicando que aposentados gastam metade de seus ganhos com medicamentos. Esses e outros dados expostos por especialistas de diversas áreas deixam uma coisa clara: a reforma da Previdência é necessária, mas não se restringe a uma questão de equilíbrio orçamentário – pode ter reflexo até na própria expectativa de vida do cidadão.

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