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Ano IX - 487

Brasília, 24 a 30 de outubro de 2020

Presidente do PT-DF defende ampla frente de esquerda para presidente e governador em 2022 Páginas 6 e 7 FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Entrevista Jacy Afonso

O exterminador do futuro De 1º a 7 de outubro, aumentaram 772% os focos de calor no Pantanal, 505% no Cerrado e 199% na Amazônia, segundo o INPE. E o governo federal não enviou dinheiro para as equipes que combatem os incêndios nos três biomas. O Greenpeace ergueu no Pantanal a estátua “Bolsonero” – Bolsonaro vestido de Nero, o imperador que incendiou Roma. No enfrentamento à covid-19, o presidente desautorizou a compra da vacina chinesa Coronovac, produzida pelo Butantã em parceria com o governo de São Paulo, de seu desafeto João Doria. Ou seja: ou o brasileiro morre queimado, ou infectado pelo novo coronavírus.

Pelaí – Página 3 e página 4

GDF reabre policlínicas para consultas ginecológicas

Viúvo não perde pensão por morte se casar de novo

Santé Lago Sofisticação em frente à Ponte JK

Via Satélites – Página 8

Mara Marques – Página 11

Dedé Roriz – Página 10


Brasília Capital n Opinião/Política n 2 n Brasília, 24 a 30 de outubro de 2020 - bsbcapital.com.br

Ex pedien te

A Tecnologia da Informação e a pandemia DIVULGAÇÃO

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Os textos assinados são de responsabilidade dos autores

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Ricardo Ferrer (*) No final de 2019, o Brasília Capital publicou matéria de minha autoria intitulada “Tecnologia da Informação: Gestão e Razão”. A publicação se deu em quatro partes nas edições Ano VIII – 440, 441, 442 e 443. Se autoridades/empresários a leram não tenho conhecimento. O fato é que normalmente não dão muita atenção a matérias que atentam para aquilo que está diretamente ligado à população como um todo, independentemente de sua ascensão social, mas trabalhadores que sofrem com as mazelas do dia a dia por falta de visão dos que

deveriam se preocupar com o seu bem estar. Muito bem, foi preciso uma pandemia tão trágica como a que estamos vivendo, onde centenas de milhares perderam suas vidas, milhões perderam seus empregos, outros tantos milhões passam fome, e o futuro é tão incerto quanto o presente que vivemos, para que percebessem as benesses de uma tecnologia tão fantástica quando aplicada de forma correta. Não que o fizessem por competência, mas por consequência de uma pandemia. Ficou evidente que, dada à necessidade de as pessoas permanecerem em casa, de não se deslocarem pelas ruas e estradas do Distrito Federal e do País, houve um esvaziamento enorme das vias, o que levou a uma economia de mais de um

bilhão de reais para os cofres públicos, segundo o próprio governo admitiu. E o trabalho não ficou totalmente prejudicado, pois o dito Home Office, realizado através dos instrumentos da Tecnologia da Informação, permitiu sua continuidade. E os trabalhadores não se desgastaram com deslocamentos por vias congestionadas que trazem, sem dúvida, estresse diário. Mas, extintas as restrições impostas pelo governo, vemos “tudo como dantes no Quartel d’Abrantes”, como se aquela experiência, apesar de imposta, não trouxesse nenhum ganho para a população. Para entender melhor o que aqui estamos colocando, sugiro que tomem conhecimento do artigo citado acima, nas páginas dos exemplares deste jornal, através de seu site.

Fome no Brasil e no DF Júlio Miragaya (*) AGÊNCIA BRASIL

A fome sempre foi um problema crônico no Brasil e no mundo. Na década de 1950, o médico e geógrafo pernambucano Josué de Castro, em seu notável “Geografia da Fome”, denunciava que o problema no Brasil (e no mundo) era estrutural. Ou seja, o não acesso de milhões de brasileiros ao alimento derivava de nossa estrutura social extremamente desigual. De fato, não se trata de falta de capacidade de produção ou de terras para cultivo. Em 2020, o Brasil está colhendo a maior safra de grãos da história, mais de 250 milhões de toneladas. Mas, 85% do total vão para exportação ou para ração animal. As áreas plantadas com arroz, feijão e mandioca, alimentos básicos do brasileiro, vêm caindo a cada ano, substituídas por com soja, milho e cana-de-açúcar. Isto explica os absurdos aumentos nos

preços desses alimentos essenciais, notadamente o feijão e o arroz. O Brasil tinha, segundo a FAO/ONU, saído do mapa da Fome em 2014. Ou seja, não tinha ainda acabado com a fome, mas tinha reduzido substantivamente a dimensão do problema. Hoje, após anos de estagnação/ retração econômica, que resultaram em enorme aumento do desemprego e do subemprego e subsequente queda da renda, associados a aumentos “criminosos” nos preços dos alimentos básicos, geraram, no país do neoliberalismo, um súbito e absurdo aumento no número de brasileiros em situação de fome. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE, revelou que a fome atinge hoje quase 15 milhões de brasileiros. E nem o DF, a unidade da federação mais rica, escapa: 207 mil famílias (22% do total) apresentam algum grau de insegurança alimentar. O mais grave é que 49 mil famílias (cerca de 200 mil brasilienses) se encontram no grau de maior gravidade, ou seja, chegam a passar 24 horas do dia sem se alimentar, inclusive as crianças.

Se considerarmos o Entorno, este contingente, no mínimo, dobra. Em 2014, último ano do governo petista em Brasília, eram 14 mil famílias. Nesses últimos anos o contingente de famélicos aumentou 250%, enquanto a população total cresceu 11%. Como agravante, o DF alcançou 205 mil contaminados pela covid-19, com 3,6 mil mortos. Dá para se falar em normalidade? Tenho falado nesta coluna sobre a desigualdade como o maior problema da sociedade brasileira. Nesta semana tivemos uma notícia inacreditável: uma família paulista remeteu para o exterior a “módica” quantia de R$ 50 bilhões (isso mesmo). O mais estarrecedor é que recolheu somente R$ 2 bilhões de tributo (apenas o ITCM), ou seja, 4%, isenta que é do Imposto de Renda. Um trabalhador com renda de três salários mínimos recolhe muito mais de impostos. Precisa falar mais alguma coisa?

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 24 a 30 de outubro de 2020 - bsbcapital.com.br

IFB e PDAF – R$ 15 milhões de emendas da senadora Leila Barros (PSB) e dos deputados Israel Batista (PV) e Paula Belmonte (Cidadania) destinados ao Instituto Federal de Brasília (IFB) serão usados para construir novos centros de formação tecnológica nas cidades-satélites. Outros R$ 5 milhões dos distritais Cláudio Abrantes (PDT) e Roosevelt Vilela (PSB) irão para reformas de escolas por meio do PDAF – Programa de Descentralização da Administração Financeira.

O exterminador do futuro FOTOS: DIVULGAÇÃO

Jair Bolsonaro não perde uma oportunidade de se posicionar como anti-herói. Detentor da caneta mais poderosa do País, também não abre mão de sua “otoridade”, mesmo que isto possa representar riscos e frustrações para a população.

Enquanto Bolsonaro insiste em politizar a pandemia, a covid-19 segue fazendo vítimas graves, muitas fatais. Na quarta-feira (21), morreu o primeiro congressista no exercício do mandado. ... NÃO FUNCIONOU – O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) era amigo da família Bolsonaro, defensor da cloroquina para tratamento da doença e contrário às medidas de isolamento social.

NEGACIONISMO – Desde o início da pandemia, nega a letalidade do novo coronavírus, desrespeita as regras de isolamento social e insiste na eficácia – não comprovada pela ciência – da hidroxicloroquina para o combate à covid-19. CAPRICHO – Na última semana, por um capricho político, o presidente deu um banho de ducha gelada na esperança dos brasileiros da chegada da vacina contra a doença. Por um simples detalhe: o imunizante foi anunciado por João Doria, seu desafeto.

lado do governador do Maranhão, Flávio Dino, tentou criar um consórcio dos estados para aquisição da vacina. Pazuello capitulou: “um manda e o outro obedece”, declarou, quinta-feira (22), em vídeo ao lado do chefe.

ULTRAJE – Bolsonaro se sentiu ultrajado. Na quarta-feira (21), dia seguinte ao anúncio, desautorizou o ministro Eduardo Pazuello e atacou Doria: “Brasileiros não serão ‘cobaias’ dos chineses”, disparou.

CALMA LÁ! — O presidente da Anvisa recorreu à Folha de S. Paulo para reafirmar que a Agência não tem partido político. Antônio Barra Torres disse que se tiver comprovação científica da eficácia, autorizará a distribuição da vacina, independentemente da origem. LAVOU AS MÃOS – “Para nós, esse não é um caso diplomático nem que caiba uma gestão do governo chinês. Não queremos nos meter”, disse o porta-voz da embaixada da China.

JUÍZO – Doria ainda esperneou. Ao

DEIXA DISSO — Na sexta-feira (23),

VACINA – Após se reunir com o ministro da Saúde, o governador de São Paulo convocou a imprensa e anunciou a aquisição de 42 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac, produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantã.

o governador do DF, Ibaneis Rocha, seguiu a linha dos que concordam com a tese de que a vacina não pode ser politizada. Ele está mais preocupado com a volta ao normal do que com votos.

CRUZ – No DF, o secretário de Educação, Leandro Cruz, foi internado na segunda-feira (19), após o seu quadro se agravar no fim de semana. Mas recebeu alta do Hospital Santa Luzia dois dias depois, na quarta-feira (21).

BRASA — Ao tentar desprestigiar a vacina chinesa e priorizar a fórmula estudada em Oxford, Bolsonaro saiu do espeto e caiu na brasa. A jornalista Mônica Bergamo revelou que há um composto chinês na vacina inglesa.

ABRANTES – Já o líder do GDF na Câmara Legislativa, Cláudio Abrantes (PDT/foto), completou, sexta-feira (23), dez dias de internação no hospital DF Star. Ambos evoluem bem. Mas garantem: “não é uma gripezinha”.

PRAGA – E para este imunizante o Ministério da Saúde já antecipou uma parcela de R$ 1,5 bilhão para assegurar a primeira encomenda. Os chineses estão em todo lugar. EMPACADO – Já Bolsonaro deveria aproveitar o episódio para rever seus conceitos. Mas, aí já seria pedir demais, né?...

Impugnação no Sindilegis A chapa Renovar é Preciso, que concorre à eleição para a diretoria do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), marca-

Ea cloroquina...

da para o dia 30 de novembro, pediu a impugnação da situacionista Juntos Somos Melhores. Os oposicionistas alegam irregularidades

na composição da chapa formada pelo grupo que há 12 anos comanda a entidade. Leia matéria completa no www.bsbcapital.com.br.


Brasília Capital n Política n 4 n Brasília, 24 a 30 de outubro de 2020 - bsbcapital.com.br FOTOS: DIVULGAÇÃO/GREENPEACE BRAZIL

“Bolsonero” ganha estátua no Pantanal Monumento foi erguido pelo Greenpeace para identificar o presidente com o imperador que incendiou Roma Ary Filgueira (*) O imperador romano Nero se destacou na história por ordenar o incêndio em Roma com o propósito de construir um complexo palaciano ali, já que o Senado havia indeferido o pedido de desapropriação para a obra. Da mitologia aos tempos atuais, ativistas do Greenpeace associaram a imagem do tirano romano com a de Jair Bolsonaro. Na semana passada, ergueram uma estátua de quatro metros de altu-

ra do Presidente vestido em trajes de Nero numa área atingida pelas queimadas no Pantanal. O monumento foi apelidado de “Bolsonero”. Além disso, veio acompanhado da frase “Pátria queimada, Brasil”. Segundo o grupo, para protestar contra o desmonte sistemático da política ambiental brasileira do atual governo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama/Prevfogo), em parceria com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA/UFRJ), o fogo no Pantanal já consumiu mais de 3,9 milhões de hectares do bioma. “Desde o início do governo ele tem demonstrado que não tem uma política ambiental. As queimadas deste ano estão completamente fora de controle. Isso é consequência do desmatamento”, frisa o porta-voz do Greenpeace no Brasil, Rômulo Batista. Os dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) corroboram com a declaração do ativista. A primeira semana de outubro foi o

que se pode chamar de devastadora para três biomas brasileiros. De 1º a 7 do mês, houve um aumento de 772% nos focos de calor no Pantanal, 505% no Cerrado e 199% na Amazônia, em relação ao mesmo período do ano passado. É o maior índice já registrado no período no Pantanal e no Cerrado, e o segundo maior na Amazônia desde 2010. A tendência de aquecimento já era notada em setembro, com um aumento de 180,7% dos focos de calor no Pantanal e 60,6% na Amazônia, quando comparados ao mesmo período do ano passado. E não é um fato isolado - comparando com a série histórica desde 1998 para setembro, as queimadas foram as mais severas para o Pantanal e o segundo pior ano para Amazônia desde 2010. Os dados mostram que entre janeiro e os primeiros 7 dias de outubro, houve um aumento de 18% no número de focos de calor na Amazônia e 215% nos focos no Pantanal, em relação ao mesmo período em 2019.

Greenpeace criticou governos de esquerda Atos como este, focados na figura de um presidente da República, são corriqueiros nas ações do Greenpeace no Brasil. Para pressionar a presidente Dilma Rousseff (PT) e o Senado a não aprovarem o Código Florestal, um balão inflável foi erguido na Praça dos Três Poderes com o formato de motosserra, que trazia as frases: “Senado, desliga essa Motosserra”, de um lado, e “Dilma, desliga essa Motosserra”, de outro.

Em 2006, durante uma visita a Londres, o presidente Lula deparou com um pequeno grupo de cerca de 30 integrantes do Greenpeace que vestiam a camisa da Seleção Brasileira – em alusão ao fato de que uma área de floresta equivalente a um campo de futebol é devastada a cada dez segundos na Amazônia - para protestar contra o que consideravam devastação da Amazônia no governo Lula, enquanto o presi-

dente passava de carruagem fechada rumo ao palácio de Buckingham. Os manifestantes levavam cartazes com a inscrição “God Save the Amazon” (parafraseando o “God save the Queen”, do hino britânico) e “Deus Proteja a Amazônia”. “Nossa organização é independente. Não recebe ajuda de governo nenhum e nem de partido. Por isso, temos a liberdade de criticar os governos e os presidentes”, reforça Batista.

Ricardo Salles nas cordas Tão logo os incêndios se alastraram pelo Pantanal mato-grossense, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, sobrevoou a área devastada pelo fogo em 3 de outubro. Ele criticou as questões ideológicas para o uso de retardantes de fogo, como é usado nos Estados Unidos e Canadá, e que o governo não tardou em responder. O ministro culpou o clima extremo e o baixo nível do rio Paraguai como dificultadores para se combater os incêndios florestais. Ele defendeu, ainda, o uso do fogo controlado e da pecuária, apoiando a ideia de ter uma brigada de incêndio permanente entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Senado tem pressionado o ministro Ricardo Salles a dar explicações sobre as ações desempenhadas pelo governo federal para combater as queimadas no Pantanal. O requerimento para que o ministro vá ao parlamento foi aprovado no dia 2 de outubro, na comissão criada para acompanhar os serviços das tropas federais na reserva ambiental. A autora do requerimento é a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ela pretende ouvir de Salles informações sobre as multas ambientais aplicadas pelo Ibama nos últimos cinco anos em cada bioma brasileiro. O ministro tem 30 dias para responder.

(*) Especial para o Brasília Capital


As obras do GDF trazem emprego para a Michelle.

Michelle Lorrane

Serviços Gerais contratada

Cuidar da limpeza dos alojamentos e do cafezinho dos operários que trabalham nas centenas de obras que o GDF está realizando é uma tarefa superimportante. A Michelle sabe disso e está bastante feliz com a oportunidade que lhe foi dada. Afinal, conseguir emprego em tempos de pandemia não é fácil. Mas hoje, graças a essas obras, 20 mil pessoas estão obtendo os seus sustentos aqui, no Distrito Federal. Lave as mãos com frequência.

Use álcool gel.

Use máscara, é obrigatório.

Evite aglomerações.


Brasília Capital n Cidades n 6 n Brasília, 24 a 30 de outubro de 2020 - bsbcapital.com.br

Há um ano, você foi eleito presidente do PT-DF. O que mudou no partido em Brasília e até nacionalmente nesse período? – O PT tem uma característica própria de participação da militância, com proporcionalidade de correntes de opiniões. O processo encerrou em outubro. Depois, teve o congresso nacional do partido, em novembro, e tomamos posse em dezembro. Apresentamos algumas ideias novas, tanto no DF como a nível nacional. Infelizmente, a pandemia nos prejudicou, mas também nos forçou a refletir mais sobre os caminhos e o futuro do PT. A primeira coisa que apresentamos foi a ação chamada “Sinergia do PT”. O ex-presidente Ricardo Berzoini tem criticado a burocracia dentro do PT. Você comunga com ele ou fica na linha do conservadorismo interno de manter as estruturas anteriores, que é a postura do Lula e da Gleisi Hoffmann? – Não acho que essa seja a postura do Lula e da Gleisi. Corroboro com as ideias do Berzoini, que, inclusive, é um dos vice-presidentes, junto com a companheira Rosilene Corrêa e os companheiros Vilmar Lacerda e Geraldo Magela. Concordo na observação dessa acomodação. Tanto que apoiamos o Sinergia Petista. A partir dessa reflexão, estamos fazendo uma matriz de ação política nos 20 diretórios e 15 setoriais. Mas veio a pandemia, e para que nós respeitássemos o isolamento, passamos a fazer os chamados “faixaços”. Toda sexta-feira, às 7h da manhã, nós vamos a vários pontos com faixas do PT sobre os temas que a gente entende serem os mais importantes naquela semana. Esse trabalho envolve os companheiros das cidades e os setoriais. A próxima pauta será sobre as eleições do Entorno e, na seguinte, vamos fazer um “faixaço” sobre a nossa luta contra a privatização da CEB. Vamos mostrar para a população os efeitos maléficos das privatizações e mostrar que onde foi privatizado o serviço piorou, além de ter aumentado o preço. Essas ações têm surtido o efeito esperado? A rejeição ao PT tem caído? Vocês têm algu-

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Entrevista / Jacy Afonso

PT quer frente contra Ibaneis e Bolsonaro Pollyanna Villannova

E

leito há um ano presidente do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal, Jacy Afonso faz um balanço de sua gestão e projeta uma aliança dos partidos progressistas para derrotar o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em 2022. “É como se fosse quando você planta bambu. Estamos adubando. Na hora que começar, ele nasce rápido. Acredito que a partir das águas de janeiro a março vai florescer uma unidade da esquerda para derrotar nossos adversários”, diz ele nesta entrevista ao Brasília Capital.

ma pesquisa que mostre isso? – Eu acho que nós precisamos combinar várias ações, e uma delas é essa. As pessoas que saem de casa veem uma manifestação do PT mostrando, por exemplo, arroz a R$ 28 o quilo, o preço da gasolina, a luta que nós queremos fazer contra a privatização, o descuido com o Pantanal, a Amazônia, o meio ambiente. Outra questão é a atualização cadastral dos nossos filiados. O PT tem 60 mil filiados no DF, e o congresso aprovou um recenseamento. A partir de janeiro, visitaremos todos esses companheiros. Nós tivemos um sucesso, na semana passada, na eleição dos conselheiros de cultura do DF. A maioria deles foi sugerida pelo PT. Então, com esses trabalhos nós vamos superando essa aversão que foi criada, diariamente, contra o PT.

Antes de janeiro, teremos novembro e as eleições municipais. Nas capitais, o PT ou não tem candidato ou tem se coligado com outros partidos, mas com pequenas chances, segundo as pesquisas. Vocês têm algum trabalho previsto para as próximas semanas para tentar reverter esse quadro? – Nós vamos recuperar as alianças. Esse processo fez com que o PT amadurecesse, tivesse mais políticas de alianças. Estamos apoiando a Manuela D’Ávila, em Porto Alegre. Em Belém, apoiamos o candidato do Psol, que lidera as pesquisas. No Espírito Santo, o ex-prefeito João Coser está no páreo. Aqui em Anápolis o PT está disparado na frente. A Marília, em Contagem (MG), tem 42% de intenção de votos e o segundo colocado tem 4%.

Existe um processo de renovação. Estamos empenhados nesse trabalho aqui no Entorno. Em quais cidades do Entorno o PT pode ter sucesso nas urnas? – Podemos ter sucesso com o Professor Silvano, em Valparaíso; temos a candidatura da companheira Kadima, na Cidade Ocidental; do companheiro Jorge, em Formosa; do Professor Francisco, no Novo Gama. Tem também o Isaías Cassimiro, ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, que é candidato em Dom Bosco (MG), perto de Unaí. Significa que o PT está se reorganizando. O que vocês esperam dessa reorganização? É Lula de novo em 2022 ou o PT vai ter novidade? – Isso é um processo, e a gente precisa trabalhar nesse sentido. Vamos ter uma frente de esquerda. No DF, precisamos derrotar o Ibaneis. Precisamos de uma frente para derrotar o Bolsonaro. Eu, pessoalmente, entendo que o PT tem nomes, tanto no DF quanto a nível nacional para debater junto com esses partidos. A decisão sobre se será Lula ou não em 2022 é muito mais pessoal do companheiro Lula – se ele quer disputar ou não. Os sinais dele não deixam claro, mas o nosso objetivo é derrotar o Bolsonaro; derrotar essa política do Bolsonaro e dos seus aliados, que é uma política de destruição. O PT do DF quer, nesse processo, apresentar uma proposta de inovação, de fazer uma nova ligação com o povo. Fizemos governos extraordinários, mas acabamos nos acomodando nos governos. Portanto, o PT está reaprendendo essa relação. O fim das coligações proporcionais e do financiamento privado/empresarial vai surtir mudanças. Vai ter uma redução da quantidade de partidos e vai estimular o PT, como está estimulando, por exemplo, em Valparaíso, onde o PT tem chapa completa, com mais de 20 vereadores. Não tem mais coligação. Portanto, todos os votos que forem dados para os candidatos, vão para o PT. Acho que vai ter uma mudança significativa nesse subsolo, de irrigação. Nós vamos adubar isso para que em 2022 a gente volte, tanto no DF quanto no Brasil.


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Nacionalmente, Bolsonaro tem navegado tranquilo. Não tem adversário, não tem um contraponto. Nega a pandemia, desdenha das vítimas da covid-19 e cresce nas pesquisas. Não existe uma estratégia de desconstrução desse discurso do Presidente? – Recomendo o documentário Dilema das Redes. Estão lá profissionais, ex-executivos das empresas de Tecnologia da Informação mostrando várias dessas questões. Mostra, inclusive, que a eleição do Bolsonaro é fruto dessa política de fake news, de uso de robôs. Nós temos que ter a humildade de chamar os especialistas de comunicação, de cultura, de neuroliguística para fazer isso e pensar em uma forma do PT e da sociedade tanto desconstruir essa política do Bolsonaro, quanto reconstruir o nosso linguajar junto à população. O PT está apresentando um jornalzinho esta semana, para mostrar que é preciso reconstruir o Brasil e transformá-lo.

“A partir de janeiro, florescerá uma unidade da esquerda para derrotar homofóbicos, feminicidas, racistas e entregristas”

Dá um spoiler do jornal. Que mudanças o PT está propondo? – Primeiro, defendemos que o auxílio emergencial deve ser permanente. Bolsonaro o utilizou temporariamente e agora não quer continuar. Estamos apresentando um conjunto de propostas sobre o nosso ponto de vista do petróleo, do emprego. Vamos trabalhar em cima disso de forma popular, dialogada. A gente tem que ter as redes sociais, mas termos também um jornal impresso, onde você dialoga com as pessoas. Nós precisamos ter essa forma de comunicação, e é isso que o Lula e o PT estamos apresentando. Quando passar a eleição municipal, começará 2022. A tendência é insistir nas can-

didaturas do partido, mesmo que seja para nem chegar ao segundo turno? – Na questão nacional, nós temos o Lula; temos o Haddad, que em 2018 mostrou que tem capacidade de ter votos; temos os governadores da Bahia, do Ceará, do Piauí. A única governadora mulher é do PT, a Fátima, do Rio Grande do Norte. A gente pode discutir uma aliança. A gente tem bons nomes. Acredito também para o DF, mas estou querendo dizer que tenho dialogado com os partidos daqui. A gente tem tido ações concretas com o Psol. Já fazemos um bloco de oposição na Câmara Legislativa. Tenho dialogado também com o PSB, o PCdoB, com a REDE. A gente precisa construir um nome. E o diálogo com o PDT de Cláudio Abrantes, líder do governo, de Reginaldo Veras, oposicionista, e do eterno presidenciável Ciro Gomes? – Tenho conversado bastante com o presidente regional Georges Michel. Em algumas reuniões fizemos o gesto de realizá-las na sede do PDT. O PDT está no nosso horizonte. A gente precisa superar essas divergências. Nós podemos ter uma aliança nacional que não obrigatoriamente tenhamos aqui. Precisamos construir propostas. A gente devia assumir o compromisso de estar juntos, e lá na frente discutir, de forma conjunta, quem que será o candidato. O PT tem nomes, mas não queremos impor esses nomes. Então, vamos analisar quem é que tem mais viabilidade eleitoral para derrotar o Ibaneis. Essa é a tese que vou defender no PT já no início do ano. É como se fosse quando você planta bambu. Estamos adubando. Na hora que começar, ele nasce rápido. Acredito que a partir das águas de janeiro a março vai florescer uma unidade da esquerda para derrotar nossos adversários. E esse bambu é pra dar em quem? – Nos homofóbicos, nos feminicidas, nos racistas, nos entreguistas, como é hoje o Bolsonaro, que bota nosso País em submissão ao interesses dos Estados Unidos. Um companheiro criou o termo Ibanaro Bolsoneis, uma junção de Ibaneis com Bolsonaro. Estão ai o nosso objetivo: derrotar os dois.

Bancários ganham ação após nove anos contra o BB O Sindicato dos Bancários de Brasília venceu, nesta semana, uma batalha judicial de nove anos contra o Banco do Brasil. A entidade conseguiu a condenação em definitivo do BB na ação coletiva que reivindica o pagamento da 7ª e 8ª horas dos Assistentes A UA do CSO SIA – Cadastro e Operações. A ação corria na Justiça desde 2011. Na quarta-feira (21) à noite, o sindicato fez uma live para explicar a conquista e tirar dúvidas dos bancários. Mesmo quem não pôde acompanhar, tem a possibilidade de rever o vídeo pelo link http://app.bancariosdf.com.br/live_7_8_BB/ “É importante que os bancários que exercem ou exerceram a função de Assistente A UA no antigo CSO – Cadastro e Operações busquem esclarecimentos quanto aos procedimentos para recebimento dos valores devidos e outras dúvidas que venham a surgir”,

orienta Marianna Coelho, secretária de Assuntos Jurídicos do sindicato. A decisão em favor do Sindicato se deu após esgotados todos os recursos ingressados pelo banco – o que ocorreu na última semana -, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF). A sentença determina o pagamento de duas horas extras diárias no período laborado em 8 horas diárias, com todos os reflexos cabíveis, a quem exerce, ou exerceu, a função de Assistente A UA no CSO SIA – Cadastro e Operações, Trecho 3, a partir de 16 de junho de 2006. Os beneficiários que preenchem os requisitos da sentença devem entrar em contato com o Sindicato pelo e-mail acaocsosia@ bancariosdf.com.br e eventuais dúvidas podem ser esclarecidas pela LBS Advogados, assessoria jurídica da entidade, pelo telefone (61) 99213-0432. DIVULGAÇÃO

Marianna Coelho orienta àqueles que tenham direito a procurarem o Sindicato


Brasília Capital n Cidades n 8 n Brasília, 24 a 30 de outubro de 2020 - bsbcapital.com.br

VIA

Satélites

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Transporte escolar – O auxílio financeiro para os proprietários de veículos de transporte escolar e de turismo será prorrogado por mais três meses. O projeto de lei que estabelece a extensão do benefício foi encaminhado na terça-feira (20) à Câmara Legislativa. O investimento do GDF é de R$ 3,1 milhões. Além dos escolares, o projeto de lei beneficiará 225 motoristas profissionais ligados ao setor de turismo.

Por Lorrane Oliveira

DF Sem Miséria

DISTRITO FEDERAL

Policlínicas retomam consultas ginecológicas As consultas ginecológicas e ações preventivas ao câncer de mama e de colo do útero foram retomadas na segunda-feira (19). O atendimento se estenderá até a primeira quinzena de novembro, nas unidades da Asa Norte, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Guará I, Sobradinho, Planaltina, Gama, Paranoá,

São Sebastião, Brazlândia, Taguatinga (QSD 12 e no HRT) e na Ceilândia (QNM 27 e na QNN 16). Quimioterapia - O Hospital de Base vai retomar as sessões de quimioterapia a partir desta semana. O anúncio foi feito nesta quinta-feria (22) pelo presidente do Instituto, Paulo Ricardo Silva.

A Secretaria de Desenvolvimento Social iniciou, terça-feira (20), o pagamento do DF Sem Miséria. 58.771 mil famílias serão contempladas em outubro pelo programa de transferência de renda do GDF. O pagamento segue até o dia 31, de acordo com o calendário nacional do Bolsa Família. A folha do bene-

fício ficou em R$ 8.047.540,00. Atualmente, 84.019 cidadãos recebem o Bolsa Família no DF e 58.771 também têm direito ao DF Sem Miséria neste mês. O benefício é um adicional ao programa do governo federal e tem como objetivo adequar os valores recebidos ao custo de vida na capital federal.

AGÊNCIA BRASÍLIA

DER retoma atendimento presencial O Departamento de Estradas de Rodagem do DF reabriu, na quinta-feira (22), em sua sede, o atendimento presencial aos motoristas que necessitam resolver questões

pendentes no setor de multas e penalidades. É necessário fazer agendamento prévio no site do DER. O expediente será de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. DIVULGAÇÃO/DER-DF

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VICENTE PIRES

Moradores passam a ter coleta seletiva Os moradores de Vicente Pires já podem contar com a coleta seletiva (foto acima) na porta de casa. A novidade começou a valer na quarta-feira (21). O serviço também volta a funcionar em Taguatinga, Águas Claras e parte da Estrutural/SCIA. A área

de atuação onde o serviço acontecia parcialmente também foi ampliada no Guará II, Asas Norte e Sul, Cruzeiro Novo, Lago Norte, Sobradinho II, Sudoeste e Octogonal. A coleta seletiva está presente em 27 regiões administrativas do DF.

Juntos Pela Leitura A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) iniciou, quarta-feira (21), a campanha Juntos Pela Leitura, para arrecadar livros que serão destinados ao sistema socioeducativo do DF. Os interessados devem fazer as doações nas unidades dos Conselhos Tutelares, postos do Na Hora, Sub-

secretarias da Sejus, unidades de Meio Aberto, Semiliberdade e Internação da Subsis e nas sedes da secretaria localizadas no SAAN e antiga rodoferroviária. Os participantes podem doar obras infanto-juvenis, quadrinhos e mangás, além das temáticas de filosofia, sociologia e autoajuda.

GDF oferece cursos gratuitos O programa de qualificação profissional, da Secretaria do Trabalho, disponibilizará 4 mil vagas em 13 cursos presenciais, gratuitos, com direito a certificado. Cursos para garçom, atendente de consultório,

mecânico, maquiagem e designer de sobrancelha, auxiliar de contabilidade, assistente administrativo, entre outros. As inscrições podem ser realizadas até dia 7 de novembro, pelo site da Secretaria do Trabalho.


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Principal virtude de um líder: definir prioridades A Secretaria de Saúde do DF está de mudança. Sairá de um prédio em que não há custos, cedido pela Emater, para outro, de propriedade do grupo Paulo Octavio, na 701 Norte, com um aluguel que pode representar milhões. O problema é que os recursos da Saúde são parcos: questão de prioridade. Dinheiro nosso, dos contribuintes. E nem a pandemia causada pela covid-19 e nem a crise na área foram resolvidas. A mudança de sede vai representar mais remédios, leitos, profissionais e equipamentos? Se não, não é prioridade. Além do provável valor que a Secretaria deverá pagar na nova sede, chama a atenção o processo de mudança. A proposta foi anunciada em agosto, por meio de chamamento público para locação de imóvel, sem licitação, assinado à época pelo ex-subsecretário de Administração Geral da Secretaria, Iohan Struck, preso pela Operação Falso Negativo, por suspeita de favorecer o direcionamento de contratações superfaturadas para testes de covid-19. Sem licitação, sem obrigação de escolha pelo menor preço. Importante frisar.

Além da evidente falta de prioridades, tem outros detalhes não menos preocupantes. Qual o valor das propostas enviadas à SES-DF? O órgão não revelou. Por que a escolha pelo prédio da 701 Norte? Não ficou claro. Segundo a Pasta, o prédio atenderia a todas as necessidades para abrigar os mais de mil servidores. E sabem o que mais ele abriga? A diretoria do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), o qual a Secretaria deve fiscalizar e cobrar resultados. A propósito, o Iges-DF já é investigado pelo Tribunal de Contas por causa do valor do aluguel. Ao contrário do que ocorre com o valor do aluguel da nova sede, ainda não revelado, para justificar a saída do prédio antigo, a SES-DF publicou nota justificando o motivo. Segundo o órgão, o atual prédio está em condições precárias, com risco aos servidores. E argumentou: a Emater, proprietária da atual sede, teria solicitado a devolução do espaço. Mas, em nota, a Emater nega. A Secretaria de Saúde não se pronunciou sobre a nota da Emater. E até agora continuamos, nós, os con-

tribuintes, sem a transparência desse processo. Caso a mudança realmente ocorra, pelo valor que provavelmente irá custar aos cofres públicos, presumo que já estejam em andamento solução para outros problemas da rede pública. Por exemplo, a falta de insumos e Equipamentos de Proteção Individual. E a ausência de contrato de manutenção do ponto eletrônico dos servidores da SES-DF (FORPONTO), problema que existe desde 2011, já foi resolvido? Como cidadão contribuinte e presidente do Sindicato dos Médicos do DF, acho absolutamente necessária a transparência da SES-DF para mudança de sede. Se há problemas estruturais no atual prédio, que sejam resolvidos. No entanto, para que não haja qualquer suspeita nesse processo, o caminho correto é uma licitação. Só assim o resultado da escolha será a proposta mais vantajosa, tanto em qualidade quanto em preço. A saúde pública do DF padece e todo e qualquer dinheiro público deve ser revertido em investimento para os pacientes que aguardam nas longas filas de espera. Do contrário, me pre-

Direito Previdenciário

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

ocupa que os “problemas estruturais” na SES-DF possam ser outros, talvez imperceptíveis aos olhos. Em outras palavras, como diria Shakespeare, “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Advogada especialista em Direito Previdenciário @maramarquesadv

Mara Marques

Viúva (o) não perde o direito à pensão por morte Muito se questiona se o novo casamento do pensionista, na qualidade de viúvo/companheiro, é motivo para cessar o pagamento da pensão por morte. Vamos abordar os aspectos da pensão por morte em favor do marido/esposa/companheiro, e explicar que o novo matrimônio não é fundamento para a perda do direito à pensão. Na legislação atual não há nenhum impedimento para cessar o pagamento da pensão por morte deixada pelo cônjuge/ companheiro em razão da nova boda. Assim, o viúvo (a) é livre para contrair matrimônio após o

falecimento do seu parceiro (a). Inclusive, se o segurado falecido, mesmo divorciado ou separado, na data do seu falecimento tiver sido obrigado por determinação judicial ao pagamento de alimentos ao ex-cônjuge/companheiro, a pensão por morte será devida a este. Contudo, destaco que, diferentemente do caso do atual cônjuge, a pensão por morte que fora concedida em virtude dos alimentos do ex-parceiro, o novo casamento é motivo para perda do direito ao recebimento deste benefício previdenciário. É vedado o acúmulo de pen-

sões por morte. Assim, se o pensionista se tornar viúvo novamente, terá o direito de optar em receber a pensão que lhe for mais vantajosa. Este benefício tem alguns requisitos específicos que devem

ser observados a cada caso, como o prazo de cessação ao recebimento da pensão, que poderá variar conforme a idade do viúvo ou viúva ou do companheiro, iniciando em três anos até o período vitalício. Ressalto que essas considerações se referem ao Regime Geral da Previdência Social, ou seja, aos benefícios previdenciários concedidos pelo INSS. Com relação aos servidores públicos, é necessário verificar a legislação relacionada a cada ente, por se tratar de Regimes Próprios da Previdência Social. Por isso, é adequado sempre consultar um advogado especialista em direito previdenciário.

(*) Advogada especialista em Direito Previdenciário – @maramarquesadv


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Gastronomia

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília

Dedé Roriz

SANTÉ LAGO

Jantar com vista para a ponte JK Que a ponte JK é um dos locais mais bonitos e visitados de Brasília todo mundo sabe. Para explorar esse potencial, o empresário Oswaldo Scafutto resolveu levar o sucesso do Santé 13 da Asa Norte para a beira do lago Paranoá, com vista para orla do monumento que leva o nome do fundador da cidade. No Santé Lago, inaugurado recentemente, o chef Divino, um dos mais renomados da Capital, criou alguns pratos exclusivos, e manteve no cardápio os que já fazem sucesso na matriz. Entre eles, o risoto de alho poró com filé mignon em volta, com crostas de pães especiais. Esse prato estaria, tranquilamente, na lista dos três melhores do Distrito Federal. Outra boa opção é o risoto ao Pesto com camarões. De entrada tem a pedra da conversa, com queijos, pães e azeitonas. Como sobremesa, para fechar a noite com chave de ouro, a torta Banoffe. É divina!

Serviço Instagram: @santelago Local: Orla da Ponte JK Reservas: 2099-2460

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

FOTOS: DIVULGAÇÃO

DOCE LU CAFÉ

Aconchego na Vila Planalto Há 12 anos, os empresários Rodrigo Nascimento e Luciana Araújo montaram a Doce Lu. A ideia surgiu porque a Lu fazia tanto sucesso na faculdade vendendo brigadeiros, que todo mundo dizia que ela deveria montar sua loja. Desde então, Lu se especializou, fez cursos e tornou-se uma expert em bolos decorados. Os bombons de morango e os bolos decorados são deliciosos, mas a casa também tem tortas de frango e um quiche de alho poró diferenciado, além da opção vegana de quibe de soja, para agradar todos os paladares. Agora, os bolos no pote de Ninho com Nutella e os copos de Brownie são a nova sensação. Não duram muito tempo na vitrine. O charme da casa é o cafezinho mineiro, que vem na mesa e você coa na hora. Sai muito quente e bastante saboroso. Imagina tomar um café apreciando o lindo jardim em plena Vila Planalto!

Serviço Instagram: @docelu_cafe Encomendas pelo ifood ou No Zap: 61-98169-5000

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

TV Comunitária de Brasília DF


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Governo Bolsonaro quer acabar com o aumento real de piso salarial de professor O governo Jair Bolsonaro quer vincular o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica à inflação, o que elimina o ganho real garantido pela lei atual. A proposta do governo é alterar a Lei do Piso na regulamentação do Fundeb. A Lei do Piso, sancionada pelo governo Lula (PT), em 2008, vincula o reajuste anual à variação do valor por aluno do Fundeb, o que reflete em aumentos acima da inflação. O governo quer que a atualização seja só pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Caso a regra já valesse, o reajuste, em 2019, seria de 4,6%. O último aumento pela lei foi de 12,84%, quando o piso chegou a R$ 2.886,24. No Dia do Professor (15), o governo fez propaganda com este índice como se fosse realização da gestão, apesar de ser da lei. Mas a proposta de Bolsonaro consta em posicionamento do governo, obtido pela imprensa, sobre o projeto de regulamentação do Fundeb da Câmara dos deputados. O Fundo direciona à educação básica recursos de uma cesta de impostos acrescidos de complementação da União. O governo quer que o Congresso

Nacional vote a regulamentação do Fundeb neste mês para ter tempo de operacionalizar as novas regras. No entanto, já trabalha em uma Medida Provisória caso o tema não avance até novembro, o que pode corroborar seus entendimentos. “É uma preocupação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação de forma a viabilizar a operacionalização da distribuição dos recursos do Fundeb”, disse o banqueiro Paulo Guedes, ministro da Economia. NOVO FUNDEB – Principal mecanismo de financiamento da educação básica, o Fundeb foi ampliado neste ano pelo Congresso. A complementação da União vai saltar dos atuais 10% para 23% até 2026, de modo escalonado —em 2021, passa a 12,5%. Desde essa ampliação, o representante do mercado financeiro no governo federal tenta abocanhar o dinheiro e reduzir os recursos financeiros da educação. O governo sugere a inclusão de artigo no projeto de regulamentação. “Maior complementação da União e a nova distribuição de recursos elevarão significativamente o valor anual por

ESPÍRITA

José Matos A vida é um jogo. Jogue limpo! Se você vive de forma desonesta; se acha que importante é ganhar a qualquer preço, quando você acordar será tarde Viver de forma ética não é questão de religião; é questão de ciência. Toda a prática “suja” realizada é jogada no inconsciente, o porão da individualidade, onde, em algum momento, subirá até à sala - o consciente -, desequilibrando o frágil equilíbrio da mente, regulada pela sua centena de neurotransmisso-

res, provocando depressão, pânico, culpa, remorso, arrependimento e medo de morrer. Se você vive de forma desonesta; se você acha que importante é ganhar a qualquer preço, quando você acordar será tarde. De nada adiantarão as noites mal dormidas, preocupações e milhares de reais gastos por

aluno mínimo recebido, o que impactará o piso em cerca de 15,4% ao ano nos próximos seis anos”, diz a justificativa. PRESSÃO ESCOLAS PRIVADAS – O mesmo documento prevê que escolas privadas sem fins lucrativos recebam verbas do Fundeb em toda educação básica (hoje, isso é limitado onde há falta de vagas, como na educação infantil e no campo). O governo propõe limite de 15% das matrículas para “vencer a resistência”. “Como se tratam de etapas com demanda praticamente 100% atendida, e visando vencer a resistência a essa ampliação da destinação para a rede privada, sugere-se restringir a autorização a margens, o que evitaria uma migração das vagas da rede pública para a privada”, diz a justificativa do governo. A proposta vai ao encontro da pressão de entidades religiosas e filantrópicas e conta com apoio de Bolsonaro e do ministro da Educação, Milton Ribeiro. Também tem forte aderência entre parlamentares. Questionados, os ministérios da Educação e da Casa Civil não responderam.

seus pais para torná-lo gente. Você não entendeu o jogo da vida; você perdeu a viagem. Você veio aqui em missão para aprender, cumprir bem seu dever, e voltar maior. Se você recebeu da vida o mau exemplo, o desestímulo e o sofrimento, faça como se fosse um limão: transforme-o numa limonada. Se você vive magoado, cobrando atenção das pessoas, você não saiu do “eu”. Simplesmente ame, dê atenção e não exija. Se você revoltar-se com as dores da vida e não beneficiar os outros, você perdeu a sua encarnação. Lembre-se: amor cura, liberta. Amargura é tortura. Para o que você veio fazer, terá o bom exemplo, o incentivo ou o mau exemplo, o sofrimento para lhe acordar. Tudo depende da sua natureza. Desvele o segredo. Tudo o que você passar de ruim na vida será para você fazer o melhor aos outros. Viver é topar em

A atualização na lei era prevista por parlamentares já na tramitação do Fundeb. Mas há discussões para se chegar a formato que mantenha ganhos reais. Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), diz que qualquer reformulação deve observar o Plano Nacional de Educação (PNE). Meta prevê equiparação salarial dos professores à média de profissionais com a mesma titulação. “Tem que ter ganho real, se não nunca chegaremos à equiparação”, diz. “Estamos dispostos a discutir, não adianta para nós ter lei sem aplicação”. Em abril de 2019, oito estados não cumpriam o piso, segundo a CNTE. Na média, docentes da educação básica ganhavam, em 2012, o equivalente a 65% da média dos demais profissionais com nível superior. Chegou a 78%, em 2019.

pedras e tirá-las do caminho para que outros não topem. Creia que tudo que acontece, naturalmente, faz parte de sua programação existencial, garantem os Mestres do Oriente. Relaxe! “A maturidade vem somente quando você está pronto para enfrentar a dor do seu ser; para aceitar o desafio. E não há desafio maior que o amor. Para Deus, você é igual a todos. Não importa se você é o porteiro do palácio ou o presidente. Deus quer que você cumpra bem o seu papel. “Um Buda é um Buda; Um Cristo é um Cristo. Você é você mesmo e não é, de forma nenhuma, inferior a ninguém. Respeite a si mesmo”. A vida é um jogo. Jogue limpo. Cresça e ajude a crescer. Isto é tudo! José Matos

Professor e palestrante


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LIBERTADORES

Oitavas terão três confrontos Brasil x Argentina Apenas o São Paulo não se classificou na fase de grupos Gustavo Pontes A Conmebol sorteou, sexta-feira (23), os confrontos das oitavas de final da Copa Liber-

tadores da América. O atual campeão Flamengo enfrentará o Racing, da Argentina. Ainda ocorrerão outros dois confrontos entre brasileiros e argentinos: o Internacional encara o Boca Juniors e o Athletico-PR enfrenta o River Plate, finalista nas duas últimas edições. O Palmeiras, time de melhor campanha na primeira fase, vai jogar contra o Delfin, campeão

equatoriano. Já o Grêmio vai pegar o Guarani do Paraguai, clube que eliminou o Corinthians na pré-libertadores. O Santos também não terá vida fácil e vai precisar encarar a LDU e a altitude de Quito. Os jogos de ida acontecerão na semana dos dias 24 e 25 de novembro. A volta acontece na semana seguinte, nos dias 1º e 2 de dezembro.

Todas as honras ao Rei No dia 23 de outubro de 1940, nascia Edson Arantes do Nascimento, o homem que, graças à sua habilidade com a bola nos pés, pararia até uma guerra. Mas o jogador Pelé nasceu mesmo em 1948, quando o menino que mais tarde seria Rei, pronunciava de forma equivocada o apelido do goleiro Bilé, amigo de seu pai. Com apenas 15 anos de idade, Pelé estreou pelo Santos e marcou o primeiro dos 1281 gols da sua carreira, que o transformaram no maior artilheiro de todos os tempos, recorde que dificilmente será batido. Pelo Santos, o Rei fez mais de mil gols, conquistou títulos nacionais, Libertadores, Mundial de Clubes e até parou uma guerra. PARCERIA INVENCÍVEL – Se o Brasil é penta, tem que agradecer muito ao Rei do futebol, que em 1958, com 16 anos, disputou e ganhou a sua primeira Copa do Mundo, marcando seis gols, sendo dois deles na final contra a

Entregamos em Domicílio ou Retire seu pedido

Guarani (Paraguai) x Grêmio (Brasil) Independiente Del Valle (Equador) x Nacional (Uruguai) Delfín (Equador) x Palmeiras (Brasil) Internacional (Brasil) x Boca Juniors (Argentina) Racing (Argentina) x Flamengo (Brasil) Libertad (Paraguai) x Jorge Wilstermann (Bolívia) Athletico Paranaense (Brasil) x River Plate (Argentina) LDU (Equador) x Santos (Brasil)

BRASILEIRÃO FEMININO DIVULGAÇÃO

Invencíveis: ao lado de Garrincha, Pelé jamais perdeu defendendo a camisa canarinho

Suécia, que jogava em casa. Mas também não pode deixar de fazer reverência ao anjo das pernas tortas, que formou com o Rei uma parceria imbatível na Seleção Brasileira. Pelé e Garrincha jogaram juntos pela primeira vez naquele ano e juntos nunca perderam um jogo. Foram 40 jogos, com 36 vitórias, 4 empates e duas Copas do Mundo conquistadas. Em 1962,

Confira todos os duelos:

Pelé se machucou ainda na primeira fase e viu seu companheiro assumir o protagonismo na conquista do bi. Após fracassar em 1966, O Brasil chegou ao México, em 1970, com Pelé mais experiente e rodeado de grandes craques, que encantaram o mundo. Com gol do Rei na final, o Brasil conquistou o tri e a posse definitiva da taça Jules Rimet. (GP)

Real Brasília encara o Vila Nova-ES Após mais de sete meses de paralisação, o Campeonato Brasileiro Feminino da série A-2, equivalente à Segunda Divisão, volta neste final de semana. O Real Brasília, representante do Distrito Federal, enfrenta o Vila Nova do Espírito Santo, domingo, às 15h, no estádio Defelê, na Vila Planalto. Será a primeira vez que o time atuará na arena reinaugurada no início do ano. A partida terá portões fechados e transmissão da CBFTV pela plataforma MyCujoo. As Leoas do Planalto estrearam no dia 15 de março num empate sem gols com o Botafogo, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Com a paralisação por conta da pandemia, as atletas passaram a treinar à distância e se reapresentaram no final agosto. O Vila Nova-ES empatou na estreia com o Atlético-MG. O grupo E ainda conta com Goiás e Vasco, que também empataram na primeira rodada. (GP)

202 Sul

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