Jornal Brasília Capital 549

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Em defesa de uma cidade sustentável

Deputado distrital em primeiro mandato, representante da Rede entra na corrida ao Buriti Ano XII - número 549

Páginas 6 e 7

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ENTREVISTA / LEANDRO GRASS

Brasília, 15 a 21 de janeiro de 2022

FOTOS: MARCELO CAMARGO AGÊNCIA BRASIL

Falta transparência no BB e na Caixa É o que mostra ranking do TCU sobre 55 principais estatais brasileiras Chico Sant’Anna - Página 10

Distritais prometem emendas para socorrer o Teatro da Praça

GDF volta a proibir shows e festas

Página 8

Pelaí - Página 3

Objetivo é evitar disseminação da variante Ômicron

Adeus, Barafo! Jornalismo perde o brilhantismo e a irreverência de Valdeci Rodrigues, ex-colaborador do Brasilia Capital Pelaí - Página 2

DIVULGAÇÃO


Brasília Capital n Política/ Pelaí n 2 n Brasília, 15 a 21 de janeiro de 2022 - bsbcapital.com.br

Ex pedien te

UTI – O DF atingiu 81% de ocupação dos leitos de UTI e o governador Ibaneis Rocha determinou a abertura dos hospitais acoplados. O número é considerado alarmante e foi atingido no auge da pandemia. Além da covid-19, os pacientes apresentam quadros de influenza e dengue. Não vacinados são a grande maioria dos quadros graves.

Diretor de Redação

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Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diagramação / Arte final

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O adeus ao velho Barafo BRASÍLIA CAPITAL

O jornalismo se despediu do repórter, editor e articulista Valdeci Rodrigues na quarta-feira (12). Ele morreu em Porangatu, Goiás, aos 61 anos, após complicações em razão de uma pneumonia. Apelidado na redação de Barafo, o repórter trabalhou no Brasília Capital por cerca de dois anos, entre 2016 e 2018. Ele foi sepultado na quinta-feira (12) em Porangatu. TRILHA SONORA DA REDAÇÃO – Valdeci contava boas histórias, apurava matérias e fazia análises políticas com leveza. Seu trabalho era regido por música e um violão bem tocado. No Brasília Capital, sua história não se limita às matérias publicadas sobre cartel de combustível ou eventos culturais. São causos, risadas e muito Zé Ramalho às sextas-feiras depois do fe-

chamento deste semanário. REMINISCÊNCIAS – Entre cafés e pautas, a rotina com Barafo tinha sempre causos - ou reminiscências, como ele dizia. Valdeci falava sobre a vida em Goiás e lembrava de passagens das redações

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Moro marionete As intenções de voto de Sérgio Moro (foto) despertam interesse não só de seu partido, o Podemos, como também do União Brasil e do PSDB. A maio-

ria dos caciques, no entanto, tenta usar o discurso do ex-juiz da Lava Jato, mas praticamente sem ouvi-lo com relação às estratégias políticas.

onde trabalhou, como CBN, Jornal do Brasil, Correio Braziliense, BandNews e Jornal de Brasília. “Valdeci deixou sua marca em nosso jornal. Somos muito gratos por todo ensinamento que nos deixou”, afirma o editor do Brasília Capital, Orlando Pontes.

Cabo de guerra Na Paraíba, o vice-presidente do PSL, deputado federal Julian Lemos, tenta fazer com que Moro vá para o União Brasil e tenha um vice do Podemos. Segundo Lemos, o candidato precisa de ter uma boa estrutura partidária, além de dinheiro para campanha - que dá larga vantagem ao União Brasil, com relação ao atual partido do ex-juiz. Já em São Paulo, o deputado federal Junior Bozzella (PSL-SP) tenta colocar o governador João Dória (PSDB) como vice na chapa de Moro.


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Chuva de indiretas Depois de o governador Ibaneis Rocha (MDB) reclamar que deputados federais não estariam enviando emendas para o Distrito Federal, a deputada Paula Belmonte (Cidadania) respondeu em artigo publicado

no Correio Braziliense na sexta-feira (14). Segundo a deputada, suas emendas direcionadas ao orçamento federal foram indicadas para construir uma creche pública na UnB. Segue a torta de climão nos bastidores. AGÊNCIA CÂMARA

GDF volta a proibir shows e festas O Governo do Distrito Federal voltou a proibir shows, festas e festivais com cobrança de ingressos. O decreto foi

publicado na quarta-feira (12) no Diário Oficial do DF, quando começaram a valer as novas regras.

Alta taxa de contaminação A medida anunciada tem o objetivo de reduzir a taxa de transmissão da covid-19 na capital da República, que

registra índice acima de 2,06. A expectativa é que a regra vigore até depois do carnaval, por cerca de 45 dias.

Só entrada free Pelas novas regras fica proibida a cobrança de ingresso. Sendo assim, a saída encontrada pelas casas é a entrada gratuita. O secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha tentou explicar o decreto: “Fica suspensa, no âmbito do Distrito Federal, a realização de eventos, shows,

festivais e afins. Também se enquadram neste artigo, os eventos realizados em casas e estabelecimentos de festas que promovam a venda de ingressos ou cobrança de qualquer valor a título de contribuição dos convidados, ainda que o valor seja revertido em consumação”.

Renovar é urgente e preciso J. B. Pontes (*) DIVULGAÇÃO

É impossível que o povo brasileiro não tenha aprendido algo com as crises sanitária, política, cultural, social e econômica que vivenciamos nos últimos tempos e que não esteja ansioso pela mudança. E para mudar, necessitamos superar o verdadeiro flagelo que estamos vivendo como nação. E teremos amplas chances para fazer isso nas eleições de outubro deste ano, quando todos, com o nosso voto consciente, poderemos contribuir para dar início a um novo ciclo no país, mais feliz, com mais igualdade e justiça social. Este ano terá que ser um marco histórico de renovação, de reconstrução do nosso país, depois de todos os desastres que estamos enfrentando, promovidos pelo desgoverno Bolsonaro e seus cúmplices – todos os partidos que constituem o chamado “Centrão”, a elite econômica e a classe média inconsciente. Precisamos não só cortar, mas sim arrancar pela raiz, o desgoverno Bolsonaro e o bolsonarismo, verdadeiras pestes que estão nos conduzindo a uma verdadeira catástrofe, alimentadas pelo ódio, pela ignorância, pelo negativismo, pela mentira e pelo fanatismo. Para que isso ocorra, é dever impostergável de todos os brasileiros com um mínimo de consciência lutar para colocar no comando do nosso país pessoas de caráter e compromissadas com os interesses do povo brasileiro. E não só na Presidência, mas também no Congresso Nacional – deputados e senadores. Mas não pensem que isso será fácil. Primeiro porque existe uma significativa parcela da nossa população que, por ignorância, ódio, interesse ou mes-

mo falta de caráter, se identifica com Bolsonaro. Segundo porque ele tem governado para os ricos e, portanto, terá, sem dúvida, o apoio do mercado, dos banqueiros e do capital internacional, que estão lucrando como nunca antes. Terceiro porque ele, sem dúvida, também será apoiado, principalmente em estratégias espúrias, por setores conservadores nacionais e internacionais, principalmente da sociedade americana – Trump e companhia –, que ainda estão bem ativos. Bolsonaro soube, ainda, agradar alguns setores da sociedade, tais como as polícias e os militares, oferecendo-lhes vantagens pecuniárias e privilégios negados ao restante da sociedade civil. É de nos frustrar saber, por exemplo, que as Forças Armadas e outros setores da sociedade só defendem os seus próprios interesses, não tendo nenhum compromisso com o povo brasileiro. Mas temos esperanças que alguns setores, a exemplo dos servidores públicos, em especial os das carreiras de Estado, já tenham percebido os malefícios causados pelo desgoverno Bolsonaro e não mais o apóiem. Devemos nos manifestar e demonstrar para os partidos e demais movimentos progressistas que, para derrotar Bolsonaro e o bolsonarismo como o País precisa, é essencial que todos estejamos unidos, numa verdadeira cruzada. As alas progressistas da sociedade não podem continuar se esfacelando, enquanto a ultra direita avança com celeridade, acabando tudo de civilizatório que alcançamos. É essencial que reflitamos que uma nação com tanta desigualdade social não é democrática e nem pode almejar a paz social. A desigualdade social e econômica está na raiz da violência e da criminalidade. (*) Advogado, Geólogo e Escritor


Brasília Capital n Opinião 4 n Brasília, 15 a 21 de janeiro de 2022 - bsbcapital.com.br

Muhammad Ali, 80 anos: um cruzado no Tio Sam Júlio Miragaya (*) AGÊNCIA BRASIL Há 400 anos, migrantes fugindo das “guerras religiosas” na Europa começaram a erigir uma nova sociedade na América do Norte, que veio se tornar a maior potência do planeta. Mas sua história está marcada por preconceitos, perseguições e muito sangue. Os puritanos anglo-saxões traziam, com sua nova religião, conceitos tortuosos de superioridade racial. Crentes de serem o “povo escolhido” e em terem um “destino manifesto”, não tiveram dúvidas em iniciar o massacre dos habitantes originários do novo continente. Carecendo de mão-de-obra, recorreram à escravidão de negros africanos, e na metade do século XIX, tomaram metade do território dos “indolentes” mexicanos. No surto migratório da 2ª metade do século XIX, o preconceito foi

estendido aos católicos irlandeses e italianos e ortodoxos eslavos e, no século XX, aos amarelos” (chineses, japoneses, coreanos e vietnamitas) e islâmicos, sejam árabes, iranianos ou afegãos. Mas as maiores vítimas sempre foram os afro-americanos, que hoje são 40 milhões. Em 1925, há menos de 100 anos, a Ku Klux Klan arregimentava cerca de 5 milhões de adeptos, dispostos a perseguir e assassinar negros pelo simples fato de serem negros. Há 60 anos, dois grandes líderes mobilizavam milhões na luta pelos direitos dos negros: Martim Lutter King e Malcom X. Mas houve um terceiro, notabilizado como o maior pugilista da história, Muhammad Ali, que não marchou, como King, e não se armou, como Malcom X, mas fez como poucos o uso da palavra contra a classe dominante racista. Nascido Cassius Clay no Kentucky há 80 anos (17/01/42), tornou-se em 1960, campeão olímpico e, em 1964, campeão mundial de pesos-pesados. Teve seu primeiro embate com o establishment ao anunciar sua con-

Direito Previdenciário Mara Marques

INSS: confira as principais mudanças para aposentar em 2022 A cada ano, desde a reforma da previdência de 2019, são alterados os requisitos das regras de transição Com a chegada do novo ano, vem também as mudanças nas regras de transição para aposentar em 2022. Após a minha licença maternidade, volto com a coluna de Direito Previdenciário para explicar as alterações nas regras previdenciária para ter acesso a aposentadoria em 2022. A reforma da previdência trouxe diversas alterações nos

requisitos para ter direito a aposentar. A nova regra alterou o tempo de contribuição e a idade, para distanciar o acesso do trabalhador ao direito da aposentadoria. A cada ano, desde a reforma, sancionada em 13 de novembro de 2019, são alterados os requisitos das regras de transição, no qual apre-

versão ao islamismo, repudiando a resignação religiosa (e social) que se exigia dos afro-americanos. Questionado sobre sua adesão à “Nação do Islã”, retrucou: “E como você se sente ao compartilhar crenças religiosas com Hitler?” Consciente de sua condição: “O boxe é um monte de brancos assistindo um negro socar outro negro”, Ali representava a resistência à supremacia branca e desafiava a ordem sociorracial: “Sou o maior, pode ir se acostumando comigo: negro, confiante e arrogante”. Em 1966 foi convocado pelo Exército para a Guerra do Vietnam, mas se recusou, desferindo um uppercut no queixo do Imperialismo norte-americano: “Por que atirar neles? Nenhum vietcong me chamou de preto, nunca me bateram, não roubaram minha nacionalidade nem estupraram e mataram minha mãe e meu pai, por que eu lutaria contra ele?” E acrescentou: “Me pedem para lançar bombas no povo marrom do Vietnam enquanto os negros do Kentucky são tratados como cachorros”.

Ao ouvir que era dever dos cidadãos norte-americanos irem à guerra, disparou: “Assassinam e queimam uma nação pobre para que continue a dominação dos senhores brancos sobre os povos de cor escura mundo afora. O inimigo real de meu povo está aqui”. Ao ser condenado à prisão, não se curvou: “Então eu vou para a prisão? Nós estamos na prisão há 400 anos!” Absolvido, recuperou o cinturão em 1970, novamente em 1974, só o perdendo em 1980. Em 1976, deferiu um jab no domínio sociocultural branco após Hollywood lançar Rock Balboa: “O negro sair por cima iria contra os ensinamentos da América. Tiveram que criar Rock, uma imagem branca na tela, em contraponto à minha. Os EUA têm que ter suas imagens brancas: Jesus, Mulher Maravilha, Tarzan, Rock”. Morto com a doença de Parkinson em 2016, personalidades como Ali fazem imensa falta.

sento a seguir as normas vigentes ao ano de 2022: 1) Aposentadoria por idade: o tempo mínimo de contribuição é 15 anos; e a idade mínima para mulher aumentou para 61 anos e 06 meses e homem permanece 65 anos. 2) Aposentadoria por pontos: o requisito do tempo de contribuição para as mulheres 30 (trinta) anos de contribuição e os homens 35 anos. Contudo, a somatória da idade e tempo de contribuição aumentou um ponto em relação ao ano de 2021. Portanto, para ter direito a aposentadoria por pontos é necessário que a soma da mulher seja 89 pontos e o homem 99 pontos, não havendo a exigência da idade mínima. 3) Aposentadoria por tempo de contribuição e idade mínima: o requisito do tempo de contribuição para as mulheres 30 anos de contribuição e os homens 35 anos. A idade mínima fixada para 2022 é 57 anos e 06 meses

para as mulheres e 62 anos e 06 meses para os homens. As regras de transição do pedágio de 50% e 100% não sofreram alterações. Ressalto que há regra de transição diferenciada para professores. É importante lembrar que aqueles trabalhadores que atingiram os requisitos para aposentar nos anos anteriores a 2022, e que não deram entrada com o pedido junto ao INSS, permanecem com os mesmos critérios dos anos anteriores. Por fim, informo que cada regra de transição tem cálculo distinto para o valor da aposentadoria. Sendo assim, é necessário consultar advogado especialista em direito previdenciário para verificar qual é a regra de transição mais vantajosa para o seu caso.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

(*) Advogada especialista em Direito Previdenciário @maramarquesadv


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I n fo r m e DIVULGAÇÃO

Celular e direção: uma combinação perigosa Zélio Maia da Rocha (*)

Aos 161 anos, a Caixa continua realizando o sonho do povo brasileiro Mariluce Fernandes Ao completar 161 anos de existência, nesta quarta-feira (12), a Caixa continua realizando o sonho de muita gente. A empresa, que tem importante papel a serviço da população, com atuação no desenvolvimento econômico, na viabilização das políticas sociais do governo e na oferta de crédito para todos, continua fortalecida e sendo referência no país graças ao empenho dos seus empregados e empregadas e a confiança de todo o povo brasileiro. “O que seria do Brasil sem a Caixa? Temos um papel importantíssimo em minimizar a desigualdade tão gritante no nosso país. E se a Caixa é esse banco tão especial é graças a seus empregados e empregadas, que têm uma atuação ímpar mesmo com uma direção preocupada em fazer política pessoal, enfraquecer a empresa, desrespeitar seu corpo funcional e tirar direitos históricos. Mas vamos resistir lutando pela Caixa, seu papel social e seus trabalhadores”, ressalta Fabiana Uehara, secretária geral do Sindicato e empregada da Caixa. Wandeir Severo, diretor do Sindicato e também empregado da Caixa, exalta: “As dificuldades vêm e vão. Presidências e diretorias vêm e vão. Mas a Caixa continua aqui, firme, forte, pública e do povo brasileiro, graças aos seus empregados e empregadas. Por isto, neste aniversário de 161 anos o aplauso vai pra você que constrói a Caixa no dia a dia. Parabéns!” BANCO 100% PÚBLICO – “A Caixa é muito mais que um banco e para continuar tendo papel forte no desenvolvimento econômico e social do Brasil ela precisa continuar 100% pública. Todas as minhas homenagens a essa importante instituição brasileira e a todos os seus empregados e empregadas. Parabéns, Caixa!”, enaltece a deputada federal e bancária aposentada da Caixa, Erika Kokay. Em meio a uma das mais graves crises econômicas e sociais das últimas décadas, os bancos públicos se mostraram essenciais a fim

de amenizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A Caixa ficou responsável em fazer o pagamento do auxílio emergencial, atendendo mais de 64 milhões de brasileiros. Os trabalhadores bancários ficaram na linha de frente da crise sanitária, mantendo o atendimento de um serviço essencial à população e enfrentando diariamente os riscos da exposição ao vírus. “Os empregados e suas entidades representativas devem comemorar e lembrar a todas e todos que chegamos até aqui com muito suor, trabalho e luta em defesa da Caixa 100% pública”, destaca a secretária de Relações Institucionais da Fetec-CUT/CN e empregada da Caixa, Maria Gaia. “A Caixa é o principal banco público do país e, nesse momento de pandemia, se mostrou ainda mais essencial. Se ela tivesse sido privatizada, como era a pretensão desse governo neoliberal, estaríamos agora em situação muito mais complicada, apesar de que o modelo de gestão do banco tem diminuído o quadro de pessoal e desvalorizado o trabalhador bancário, que tem orgulho de sua empresa”, avalia Rafaella Gomes, diretora do Sindicato e empregada da Caixa, enfatizando que é preciso manter a luta pela Caixa 100% pública. “É uma causa que deve ser abraçada por toda a população brasileira”. “Toda a categoria bancária merece o respeito da população brasileira, especialmente os trabalhadores da Caixa, responsáveis por manter o atendimento de um serviço essencial durante essa pandemia, não medindo esforços para fazer o pagamento do auxílio emergencial. São profissionais que se orgulham do que fazem. Parabéns, bancários e Caixa!”, ressalta Marlene Dias, diretora do Sindicato e aposentada da Caixa.

Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasília Capital

Terceira maior causa de acidentes de trânsito no Brasil, o uso do celular é a principal causa de distração ao dirigir. Segundo a pesquisa Emotional Driving, realizada com condutores brasileiros pelas empresas Marangoni, Road Steel e Gonvarri Industries, três em cada quatro motoristas afirmam que se distraem ao dirigir e 94% deles afirmam que a distração se deve ao uso do celular. O dado é alarmante, tendo em vista que, ao ler uma mensagem no WhatsApp, por exemplo, o condutor fica em média 4,5 segundos sem prestar atenção na via e pode percorrer até 100 metros absolutamente distraído. Tempo e distância suficientes para desencadear atropelamentos, colisões e outros acidentes. Além disso, o motorista distraído pelo celular demora 35% mais tempo para realizar alguma manobra de emergência, na hipótese de uma freada ou outro imprevisto no trânsito. Não é por acaso que o Código de Trânsito de Brasileiro tipifica o manuseio do celular como infração gravíssima, com multa de quase R$ 3.000 e aplicação de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação. A gravidade da sanção, contudo, não tem sido suficiente para mitigar os efeitos desse pernicioso hábito: a quantidade de motoristas flagrados usando celular no Distrito Federal cresceu 31% em 2021. Se por um lado esse aumento é atribuído ao aumento da fiscalização, por outro revela a necessidade de outras estratégias para enfrentar o problema, não meramente punitivas. Com o objetivo de educar e sensibilizar a população sobre os perigos da combinação entre celular e direção, o Detran-DF lançou uma nova e inovadora campanha educativa. A peça expõe uma forma diferente de abordagem aos infratores: ao invés de serem multados, eles são expostos a vídeos que contém relatos de histórias de vidas ceifadas em razão do uso do celular ao volante. Ao deparar-se com histórias de perdas e tragédias, as reações são sempre de espanto e comoção. Quando assumimos o compromisso de transformar o Detran-DF em um departamento educativo, sabíamos que tão importante quanto fiscalizar é despertar a consciência das pessoas a respeito das consequências de seus atos no trânsito. O alcance da nossa campanha, que já extrapola os limites do Distrito Federal, revela o êxito da nossa prioridade. Com muito trabalho e o apoio da sociedade, alcançaremos, ainda que a médio e longo prazos, o ideal a ser perseguido por qualquer sociedade verdadeiramente educada: o fim das mortes no trânsito. (*) Subprocurador-geral do DF, Advogado (licenciado), Professor de Direito Constitucional e atual Diretor-Geral do Detran-DF.


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Entrevista / LEANDO GRASS FOTOS: ANTÔNIO SABINO

O que leva um deputado distrital de primeiro mandato a se lançar candidato a governador? – O momento que a cidade está passando. Se não o pior, um dos piores da história. Estamos enfrentando uma série de problemas que são resultado de uma gestão ineficiente e corrupta (pelas denúncias de irregularidades que estão sendo investigadas, algumas tramitando no Judiciário). E a necessidade de a gente trazer um projeto para Brasília, o que hoje não existe. Como assim? – Hoje não sabemos para qual rumo a cidade está indo, mas sabemos que é ruim. Vide a saúde, a educação, o que acontece no ponto de vista fundiário. Fomos a unidade da Federação que teve o maior índice de aumento de pobreza nos últimos anos. Creio também que nossa geração tem uma missão, que é ocupar esse espaço. Realmente, sou um deputado novo, de primeiro mandato, mas durante esses três anos fiscalizei o governo intensamente, tive a oportunidade de mergulhar em todos os territórios do DF e ver que a gente tem muita coisa para melhorar e que Brasília pode ser a síntese do que tem de melhor no Brasil. Caso sua candidatura não prospere, qual sua perspectiva para esta aliança de oposição a Ibaneis? – O que eu puder fazer para derrotarmos o Ibaneis e o seu grupo político, farei. Não sou uma pessoa de projeto individual. Sempre fui um político de projetos coletivos. Meu papel neste campo, obviamente, não depende só de mim.

Um candidato sustentável Orlando Pontes

A

os 36 anos, o sociólogo Leandro Grass, formado pela UnB, diz estar mais preocupado com um projeto de desenvolvimento sustentável para Brasília do que com sua própria carreira política. Por isso, mesmo ainda estando no primeiro mandato como deputado distrital, apresentou seu nome como pré-candidato ao Governo do Distrito Federal. “Não sou uma pessoa de projeto individual. Sempre fui um político de projetos coletivos. Meu papel neste campo, obviamente, não depende só de mim. Estou me colocando à disposição para representar o campo, para que a gente anuncie para a comunidade uma agenda e um projeto. Se o campo político entender que há um nome mais representativo que o meu, não haverá nenhum problema. Iremos compor”, diz ele nesta entrevista ao Brasília Capital.

Estou me colocando à disposição para representar o campo, para que a gente anuncie para a comunidade uma agenda e um projeto. Se o campo político entender que há um nome mais representativo que o meu, não haverá nenhum

problema. Iremos compor. O que seria este seu projeto para a cidade? – O desenvolvimento sustentável. O governo atual foca muito em obras... – São

obras que, infelizmente, não atendem às reais necessidades da população. Toda infraestrutura é importante, mas não adianta fazer um viaduto se o sistema de transporte continua falido. Não adianta construir uma UPA se ela não tem médico

para atender as pessoas. Não adianta construir mais uma creche se as mães das crianças estão desempregadas e sem acesso à saúde. Então, infelizmente, é um governo fake, de ilusões. A gente precisa de um projeto com metas claras e resultados determinados para todas as áreas. E esse não será um projeto de quatro anos. Vai além disso. O que seria ‘desenvolvimento sustentável’? – É uma agenda que está sendo implementada nos principais países do mundo. Tem como objetivo promover oportunidades, dar às pessoas a chance de se desenvolverem, de trabalharem sem que as futuras gerações fiquem comprometidas. Não só no aspecto ambiental, que é muito importante, mas também no sentido econômico. Precisamos de empregos de qualidade, remunerações justas e dignas. A gente precisa de uma cultura diversa, plural e que as pessoas possam se expressar. Precisa de uma saúde que priorize a atenção primária, onde a gente consegue prevenir grande parte dos problemas de saúde da população. Uma agenda sustentável é permanecer com políticas de Estado e não de governo. Ibaneis conseguiu criar, ainda, a política de secretariado, onde tudo muda quando troca o secretário. A gente precisa de constância, perspectiva de futuro e planejamento. O que seria o futuro de Brasília num governo sob o seu comando? – Temos questões emergenciais para resolver. Temos 340 mil desempregados, quase 70 mil famílias em situação de extrema pobreza,


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Caso você não seja cancrianças fora da escola e pacientes sem tratamento para didato a governador, qual câncer. Essas coisas têm que seria seu próximo passo? – Infelizmente, na lógica ser resolvidas para agora. normal da política as pesE para o futuro? – Para soas pensam em cargo. Eu o futuro temos que solucio- penso em projeto. Nosso nar, por exemplo, o plane- projeto é apresentar uma jamento da cidade. Brasília candidatura ao governo está crescendo de maneira com um campo político amdesordenada. Organizar plo, plural e com diferentes este crescimento é uma partidos. De forma que a agenda de futuro, fortale- gente anuncie para Brasícendo a saúde primária, cui- lia uma agenda para curto, dando da primeira infância. médio e longo prazos. Educação é o melhor invesE como estão indo as timento que o Estado pode fazer. A agenda do futuro conversas? – Estão indo é fazer agora para termos muito bem. Temos dialogaresultado no médio e longo do com diversas lideranças prazo. O Ibaneis fez uma partidárias, temos converagenda populista, de obras sado com parlamentares femegalomaníacas, mas sem derais e distritais, lideranças relevância social, para ten- políticas. Queremos trazer a tar a reeleição, não para dei- juventude para esse debate. Temos uma plataforma com xar um legado de verdade. 250 voluntários participanRollemberg adotou o do ativamente da nossa prédiscurso de “arrumar a -candidatura. Foram onze casa” e acabou perdendo a eleição para um outsider, o próprio Ibaneis... – Temos que trabalhar com a verdade. Não adianta fazermos compromissos só para iludir a população. Temos que apresentar compromisso reais, que vão afetar positivamente a vida das pessoas. O Ibaneis, além de se aproveitar da organização fiscal que o governo anterior conseguiu fazer, também tomou decisões contradizendo suas promessas. Como, por exemplo, vender a CEB. Esse dinheiro que ele está gastando em viaduto é o patrimônio da CEB. E agora tem previsão de vender o Metrô e abrir o capital da Caesb. Todas essas entregas que ele tem anunUma agenda ciado são às custas de um sustentável é estelionato eleitoral que ele cometeu e está apresentando permanecer com uma solução que não condiz políticas de Estado e com a necessidade verdadeinão de governo ra das pessoas.

de trabalho? – O trabalhador não tem mais saúde para trabalhar. Estamos com um nível de licença médica muito alto. Só a educação gasta mais de R$ 200 milhões com o afastamento de professores. Se tivéssemos um programa de promoção da qualidade de vida e de saúde para os servidores, teríamos melhor atendimento à população e mais economia. Mas, para isso o governador precisa governar para as pessoas e não para os amigos. É isso que faremos.

encontros técnicos para a elaboração do pré-programa de governo, inclusive publicamos um documento sobre isso com algumas propostas preliminares. Como disse, acredito no coletivo e em planejamento. Queremos apresentar um plano para Brasília com objetivo de buscar resolver os problemas que a população está enfrentando. O que você tem a apresentar como feitos para a cidade? – Em primeiro lugar, é importante lembrar que nós fizemos o que nos comprometemos a fazer. Então, o que estamos prometendo agora, para 2022, iremos fazer no governo. O que produziu em seu mandato? – Em nosso mandato priorizamos aquilo que entendíamos ser essencial, como a educação, a saúde e a agenda ambiental. Educação porque é o eixo de desenvolvimento de qualquer sociedade que queira evoluir. E não falamos só sobre escolas, o lugar da educação formal. Falamos de educação como projeto de sociedade. Destinamos mais de R$ 20 milhões para a educação pública, reformamos mais de 400 escolas. Fiscalizei a saúde intensamente. Fui o principal opositor do governo, não apenas por confrontar o governo, mas porque verifiquei essas irregularidades. A operação Falso Negativo, que culminou com a prisão do secretário de Saúde, partiu de uma denúncia nossa, em abril de 2021. Então eu tenho condição de dizer que conheço o DF, que sei da realidade de cada local da cidade e que a partir disso a gente tem condição de apresentar um projeto consistente.

Em nosso mandato priorizamos aquilo que entendíamos ser essencial, como a educação, a saúde e a agenda ambiental O que diria aos servidores públicos? – Ibaneis disse na campanha que iria fortalecer o serviço público. Mas fez uma reforma de previdência muito mais dura do que aquela que o governo federal apresentou. Mais dura em que aspecto? – Na taxação de inativos, por exemplo. Os aposentados estão pagando praticamente o mesmo que os ativos. Em algumas carreiras, o aposentado ganha R$ 2 mil e está contribuindo com 11%. Está errado do ponto de vista de justiça tributária e previdenciária. E agora o governo vai pagar a terceira parcela às vésperas da eleição. Então, o que o governo fez foi aumentar a desigualdade entre as carreiras do serviço público. E quanto às condições

Qual sua mensagem para a população do DF como pré-candidato ao Buriti? – Quero pedir à população que tenha esperança. Vivemos um momento delicado, de aumento da pobreza, desemprego em alta, empresas falindo. Estamos sem horizontes. Mas não podemos perder a esperança. Vamos passar por isso. Vamos superar este momento tenebroso que Ibaneis e Bolsonaro projetaram para o DF e para o Brasil. Nós vamos resgatar a capital do País para que ela seja a síntese do que temos de melhor em iniciativas públicas, privadas e da sociedade civil organizada. Temos uma malha de instituições e pessoas muito boa em Brasília. O governo não vai resolver tudo, precisamos do empresariado, das entidades da sociedade civil, de todas e todos. A cidade é nossa e a gente precisa cuidar dela não só para agora, mas também para os brasilienses que ainda vão nascer e que precisam encontrar a cidade de pé, sustentável, viva e com oferta de direitos à população.


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Satélites

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Por Gabriel Pontes

CHUVAS INTENSAS – Há risco de temporais, alagamentos e deslizamentos no Distrito Federal. O alerta foi feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A orientação é para os brasilienses evitarem ficar embaixo de árvores durante rajadas de vento e acionarem a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros sempre que algum risco de desabamento for detectado.

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Após manifestação, distritais prometem socorro ao Teatro da Praça DIVULGAÇÃO

Artistas, moradores e membros do Conselho de Cultura e Movimento Cultural de Taguatinga fizeram uma manifestação na terça-feira (12) pedindo a reforma imediata do Teatro da Praça, no centro da cidade. Os manifestantes cobraram do governo a destinação dos mais de R$ 500 milhões anunciados pelo administrador, Bispo Renato Andrade, para obras na cidade. Segundo o administrador, no entanto, o dinheiro já tem destinação e não prevê melhorias para o Teatro da Praça. A solução apontada pelos deputados distritais presentes na manifestação, Arlete Sampaio (PT) e Reginaldo Veras (PDT), foi a destinação de emendas parlamentares para a reforma do teatro. O valor será usado para

Poda de árvores Para evitar acidentes neste tempo chuvoso e com vento, equipes da Administração de Águas Claras estão podando as árvores na cidade. Na terça-feira (11) as equipes estiveram nas proximidades da estação Arniqueiras, onde fizeram a poda nas árvores próximas às calçadas e ao metrô. A ação será realizada em toda a cidade. GABRIEL PONTES

as reformas emergenciais: telhado, parte elétrica e banheiros. Por parte do governo, o chefe de gabinete da Administração Regional de Taguatinga, Ezequias Pereira, se comprometeu em agilizar os trâmites burocráticos

para que as emendas sejam executadas o quanto antes. Em fevereiro, uma nova reunião entre artistas e parlamentares será realizada para o acompanhamento da destinação e do projeto de reforma do Teatro.

Defesa Civil teme novo desabamento A Defesa Civil descartou a possibilidade de entrar no prédio que desabou em Taguatinga Sul na semana passada. Segundo resultados da análise topográfica, o edifício “não está estável” o suficiente e ainda há o risco de desabamento dos outros três pavimentos. Segundo a equipe técnica do órgão, o edifício se movimentou mais do que o esperado nos últimos dias, e pode ruir a qualquer momento. Em parecer, o órgão indicou a demolição do prédio. Famílias que ficaram desabrigadas após o desabamento foram alocadas em hotéis. O governo do Distrito Federal chegou

ÁGUAS CLARAS

AGÊNCIA BRASÍLIA

a informar que arcaria com as despesas, mas, segundo o pro-

prietário do imóvel, é ele quem está pagando as hospedagens.

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DISTRITO FEDERAL

Absorventes já! Na terça-feira (11) completou um ano da sanção da lei 6.779/21 que determina a distribuição gratuita de absorventes em escolas públicas e em UBSs para mulheres em situação de vulnerabilidade no DF. Mas, por falta de regulamentação pelo GDF, a lei não saiu do papel. Uma campanha nas redes sociais com as hashtags #absorventesjá e #regulamentaIbaneis pressiona o governo a normatizar a nova lei.


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I n fo r m e

O GDF não cuida de quem cuida de você Gutemberg Fialho (*)

As Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Emergências dos hospitais estão novamente lotados. Além da nova variante do coronavírus em circulação, a ômicron, vivemos um surto de gripe influenza e as duas coisas no período em que começa a aumentar a incidência de dengue, chikungunya e zika. Os profissionais de saúde são afetados duplamente: com aumento do volume de trabalho e, com maior exposição, também contraindo covid – adoecendo pela contaminação e pelo cansaço físico mental e emocional a que estão submetidos, especialmente desde o início da pandemia. Segundo os boletins epidemiológicos da covid emitidos pela Secretaria de Estado de Saúde, entre o final de novembro e o final de dezembro de 2021, foram confirmados 31 casos de covid, dentre os quais 15 eram profissionais de saúde. Entre 31 de dezembro e 13

de janeiro, os casos de covid saltaram para 18.543 e 150 profissionais de saúde foram contaminados. Para a imprensa, a SES-DF informou, no dia 10, que havia 3.207 servidores afastados para cuidar da saúde: 146 por covid, 175 por gripe e 273 por outras doenças infectocontagiosas. Os demais casos não foram especificados, mas vão desde afastamentos decorrentes de gravidez a questões relacionadas à saúde mental. Ocorre uma retroalimentação negativa ao já caótico atendimento aos pacientes que lotam as unidades de saúde: mais pacientes procuram as unidades de saúde, mais profissionais adoecem e precisam ser afastados, o que sobrecarrega os profissionais que ficam. E esses acabam adoecendo por maior exposição ou por estarem extenuados. Importante destacar que a Organização Pan-Americana de Saúde, a Opas, aponta que o número de profissionais

de saúde infectados pela covid-19 durante a pandemia foi três vezes maior do que o de profissionais infectados na Europa, no Canadá e nos Estados Unidos, este último, o recordista mundial de casos de infecção e óbitos por covid-19. Parte da explicação para isso é exatamente o tipo de situação instalada aqui no Distrito Federal. O que se percebe nisso é que, apesar de dois anos de enfrentamento à covid-19. O GDF não faz um planejamento adequado nem dá condições dignas de trabalho aos profissionais de saúde, para que esses possam prestar o socorro de que nossos pacientes precisam. E essa situação precisa mudar com ações efetivas do GDF. Um ponto primordial é o abastecimento das unidades de saúde com equipamentos de proteção individual em quantidade suficiente. E mais que isso, a contratação, com salários dignos, de profissionais em número adequado para suprir os serviços de saúde. E isso vale tanto

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

para o enfrentamento da pandemia de covid-19 e da epidemia de gripe quanto para os demais atendimentos de que a população precisa.

** Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasília Capital

I n fo r m e

Sinpro: vacinação de crianças é prioridade na volta às aulas “Os imunizantes não serão suficientes para o primeiro dia”. Foi assim que o vice-governador Paco Britto abriu a coletiva em que anunciou oficialmente o início da vacinação contra covid-19 de crianças de 5 a 11 anos no DF, que deve começar neste domingo (16). O primeiro lote pediátrico, com previsão de entrega para esta sexta-feira (14) pelo Ministério da Saúde, contém apenas 16.300 doses. O GDF pretende com elas atender 15 mil crianças com comorbidades ou sob tutela do Estado, e mais outras 40 mil crianças na faixa dos 11 anos. A conta não fecha. Fecharia se o GDF decidisse vacinar primeiro as 15 mil crianças com comorbidades. Depois apresentasse um cronograma para as outras crianças. (Na verdade, fecharia se houvessem 270 mil doses disponíveis apenas para o DF, mas não temos, de momento, um governo federal que respeita minimamente a vida dos cidadãos.)

O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) demonstra preocupação com o anúncio que não traz clareza de como e em quanto tempo se dará a vacinação. “Essa falta de vacinas é resultado de um governo que parece não estar preocupado com o bem-estar e a saúde da população, e vai contra os próprios

anseios da maioria dos pais e mães, que é vacinar seus filhos o quanto antes para protegê-los. A vacinação das crianças de 5 a 11 anos é prioridade para a volta às aulas”, afirma a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon. Num contexto de voos cancelados por falta de tripulantes, e lojas de comércio sem poder abrir por falta de profissionais, todos de atestado em casa por conta da covid, a completa segurança para a retomada “normal” das aulas está comprometida, mesmo com o esquema vacinal completo para as crianças. “Embora o anúncio seja de que as doses não contemplem todo público infantil até o início das aulas, o Sinpro-DF lembra que é dever do Estado vacinar todas as 268 mil crianças do Distrito Federal que têm entre 5 e 11 anos – e estão em idade escolar.”, avalia Montandon. VACINAS DIFERENTES – A vacina da

Pfizer contra covid-19 específica para crianças de 5 a 11 anos é diferente da vacina para indivíduos maiores de 12 anos. Para o público pediátrico, o frasco tem tampa amarela, enquanto o frasco para pessoas com 12 anos ou mais tem tampa roxa. As cores diferenciam a composição. Não há como ministrar a vacina “roxa” para o público infantil, mesmo que em dosagens menores. Por isso, não há como direcionar vacinas de adultos para as crianças. São produtos específicos e diferentes.

Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasília Capital


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Brasília

Acompanhe também na Internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress.com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com

Por Chico Sant’Anna

TCU quer mais transparência do BB e da Caixa FOTOS: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Ranking feito pelo Tribunal de Contas da União avaliou 55 empresas estatais. Entre os bancos, BB e Caixa foram os últimos colocados O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são os dois bancos federais com o menor nível de transparência no país. A informação é do Tribunal de Contas da União que acaba de publicar o Relatório Final de Acompanhamento de Transparência em Portais da Administração Pública Federal. Entre 55 empresas estatais, de todos os campos de atuação, o BB ficou na 54ª colocação e a CEF, na 45ª. Considerando apenas os bancos federais, o BNDES é o mais transparente, 9º lugar. Em seguida, despontam os da Amazônia e do Nordeste, 25ª e 28ª posições, respectivamente, no ranking geral de estatais. No mundo dos negócios confiança é a moeda mais poderosa. As empresas devem cumprir as normas legais. Em economês denomina-se o comportamento de compliance - estar em conformidade, na tradução livre. Conformidade com as leis, regras, ser ética e não se envolver em desmandos ou em

Posição dos Bancos Banco do Brasil e Caixa devem seguir à risca normas legais

casos corrupção. Compliance é ainda mais demandado se a empresa for pública, pois ali há dinheiro do contribuinte. Assim, é necessário que as empresas garantam, através de ações e práticas, relações éticas e, principalmente, transparentes para com seus colaboradores, clientes, poder público e, no casos das estatais, com o contribuinte. O levantamento feito pelo TCU verificou os portais na internet de 55 estatais. O objetivo era averiguar se cumpriam as normas legais e as boas práticas de transparência. Empresas estrategicamente sensíveis, como a Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (7ª posição) e a Imbel - Indústria de Material Bélico do Brasil (30ª posição), demonstraram maior nível de transparência do que a Caixa e o BB. ÍNDICE DE TRANSPARÊNCIA – No índice de transparência do TCU, que reflete o percentual de obediência às normas legais e aos critérios de

Bloqueio tecnológico Algumas estatais se valem ainda de recursos tecnológicos para dificultar a consulta e pesquisa de seus dados, embora eles estejam publicados nos respectivos portais. Um exemplo encontrado pelo TCU é transformar

documentos de textos em imagens, como se fosse uma foto. Assim, não há a possibilidade de se fazer pesquisas a partir de palavras chaves. A pesquisa textual das informações e eventual transposição dos dados (copiar e colar)

transparência, o Banco do Brasil ficou com 44%. Se fosse uma nota de colégio, não passaria de ano. A CEF obteve 62,7%. Banco do Brasil e Caixa Econômica foram cobrados pelo TCU por não divulgarem corretamente, dentre outros dados omitidos, informações sobre receitas e despesas, a CEF também não divulga os dados da sua execução orçamentária. De maneira geral, nas 55 estatais, a falta de transparência ocorre mais acentuadamente nas atividades que envolvem a gestão de recursos. “A análise integral permitiu concluir que as regras da Lei 13.303/2016 apresentam baixo percentual de cumprimento, especialmente na temática de licitações e contratos. Temas como a transparência de despesas de publicidade e patrocínio, remuneração dos dirigentes e empregados e a acessibilidade de sítios também apresentaram percentual de desconformidade elevado” - diz o relatório.

não podem ser efetuadas pelo usuário, dificultando a elaboração de relatórios. O TCU notificou o Ministério da Economia e a Controladoria-Geral da União (CGU) para que aprimorem as normas de forma a propiciar maior transparência de suas informações. Houve uma cobrança específica para que as em-

Em resposta à coluna, o BB disse que disponibiliza informações relevantes e de forma tempestiva ao púbico em geral em seu site de Relações com Investidores. E que os apontamentos de não conformidade listados pelo TCU foram encaminhados para as áreas internas responsáveis para avaliação e adoção de medidas corretivas. “Parte das não conformidades apontadas são relacionadas à divergência na interpretação das normas relacionadas, situações essas que são objeto de recursos nas esferas competentes”. A CEF também informou que melhorias estão em andamento para atender as orientações do TCU. E que nos últimos anos, houve significativa evolução no Portal de Transparência da CEF, com índice de avaliação que saltou de 0,35 para 0,63. E que no ano que passou, ela obteve a melhor nota em Índice de Governança e Gestão Pública (IGG), dentre as empresas financeiras estatais.

presas estatais deem transparência às informações referentes à remuneração paga por elas a seus dirigentes. “Sem exceções” – destaca o relatório. Com essa ação de cobrança, o TCU espera induzir a melhoria da transparência das estatais e o uso dos dados públicos pela sociedade, em prol do controle


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QUESTÕES DA ALMA

Anna Ribeiro Entrevista de namoro Primeiro encontro é como entrevista de emprego. As conversas mais desconexas estão prontas para dar início aos personagens que criamos Assim, sem qualquer timidez, a pergunta-convite: me conta um segredo? Do outro lado, o susto. Como alguém pode ser assim tão direta, tão absurdamente invasiva? Pois bem, se é para viver que seja com tudo que a vida requer, incluindo o inesperado. A mente

rodava, qual segredo menos secreto, qual segredo politicamente correto pode-se compartilhar com alguém assim tão imprevisível? Era um primeiro encontro. Os dois ali, prontos para trocar amenidades, um pouco da trajetória de sucesso de um, um pouco das batalhas

ESPÍRITA

José Matos Demônio é invenção das religiões Tudo é questão de encantamento. Encantese com o mal e aumentarás suas trevas. Encante-se com o bem, aumentarás sua luz Você é luz e trevas. A sua função na Terra é acender uma luz na escuridão do ser, como ensinou o psicanalista Carl Jung. O demônio é o símbolo da sua parte ruim ou, a sombra, como chamava Jung. À medida que você vai se humanizando, a influência do demônio externo diminui até acabar por-

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

que o seu demônio interno ou sombra, iluminou-se. Sem demônio interno não há demônio externo. Quanto pior a sua parte ruim, maior a influência do demônio externo porque há ressonância. Quanto menor, menor a influência porque a ressonância diminui e aumenta a influência da luz.

do outro. Tem feito muito calor, os preços estão abusivos. Sou libriana, sofri um acidente, fui ao mercado. E assim, as conversas mais desconexas estão prontas a dar início aos personagens que criamos. Os primeiros encontros são como entrevistas de emprego. Eufemismos aos montes, minimização dos defeitos, exaltações tímidas das muitas qualidades e o excelente pacote de benefícios que podemos ser e obter se tudo der certo e houver um segundo encontro. Mas, a tal pergunta sobre o segredo quebrou os protocolos. Quebrou as pernas dele. Quebrou a estrutura da entrevista que agora estava muito mais para uma conversa entre dois amigos íntimos. A confissão de um segredo te sequestra, compartilhar o segredo de alguém também sequestra quem houve. Agora, de ouvinte torna-se cúm-

plice. Compartilham segredos. Eis uma forma muito divertida de começar uma relação. Convite aceito, os dois riam como se fossem velhos amigos que há muito estavam separados, mas que enfim se reencontraram para dividir lembranças. Aos que assistiam a dúvida: amigos, amantes, namorados. Não era possível saber. Horas e horas se passavam, o café já estava se sentindo rejeitado. Esfriou, virou expectador. Compartilharam ali, num instante, os tombos, as travessuras, os absurdos, os erros, as falhas. Tudo envolvido em humor, afeto, interesse sincero. Viraram tão amigos, mas tão amigos que desde então passaram a ter segredos juntos.

Tudo é questão de encantamento. Encante-se com o mal e aumentarás suas próprias trevas. Encante-se com o bem, aumentarás sua própria luz e atrairás os seres da luz. Atraia os seres das trevas e se tornarás escravo. Atraia os seres da luz e serás livre. Luz é liberdade. Trevas é escravidão. À medida que você orar pedindo a Deus, luz, discernimento, sabedoria, esta mensagem se instalará no seu inconsciente até tornar-se realidade. O poder de encarnados ou desencarnados sobre você é proporcional a sua parte de luz ou trevas. Quanto mais luz interna, mais poder da luz externa. Quanto mais trevas internas, mais poder das trevas externas. “Vamos nos recordar de qtas coisas boas já nos aconteceram

e acontecem. A gratidão é um grande farol a dissipar a escuridão dos maus momentos”. Viva com sabedoria! Diante das chatices da vida você tem duas opções: revoltar-se e cair ou reagir e superar. Viver é topar em pedras e tirá-las para que outros não topem. Agindo assim, você estará com Deus e sob suas bênçãos e proteção. O próprio Cristo ensinou e garantiu: “o que você quiser receber, faça-o ao outro”. Eu eu acrescento: mas faça-o de coração. É assim que você aumenta a própria luz que trouxe como herdeiro do Criador que é, imunizando-se contra as trevas externas ou os demônios das religiões.

Anna Ribeiro Escritora

José Matos

Professor e palestrante

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

TV Comunitária de Brasília DF


Brasília Capital n Gastronomia n 12 n Brasília, 15 a 21 de janeiro de 2022 - bsbcapital.com.br

Gastronomia Dedé Roriz

CLASSIFICAÇÃO $ - BARATO $$ - MÉDIO $$$ - ALTO $$$$ - CARÍSSIMO

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília Instagram: @dederoriz

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Açaí a partir de R$ 6 O restaurante mexicano Taco Pep já está também em Vicente Pires. A unidade foi inaugurada em agosto e traz a mesma variedade de pratos já tradicional no Taco Pep de Águas Claras. A casa, sob o comando da empresária Nellifer Sampaio e de seu marido Arnaldo, oferece rodízio no jantar a partir das 17h com preços que variam de R$ 49,90 de segunda a quinta e R$ 54,90 de sexta a domingo. O rodízio é completo: entradas, pratos principais e sobremesas. De entrada, nachos artesanais, tradicional chilli dipy, guacamole (pasta de abacate levemente salgado), pico de galo (molho de pimenta) e sour cream. O hall de pratos principais tem taco, burrito e quesadilla de carne, frango, calabresa ou machaca (carne desfiada refogada ao shoyu). Já as sobremesas são todas acompanhadas de sorvete. Dentre as opções, tortilhas de Romeu e Julieta (queijo com goiabada), chocolate com banana, banana com canela, doce de leite e beijinho de côco.

MAIS INFORMAÇÕES Instagram: @tacopepvp Vicente Pires ao lado da Sia do Açaí. $$

Taco Pep chega à Vicente Pires Com 15 lojas espalhadas pelo DF, a Sia do Açaí oferece a iguaria paraense sem nenhum tipo de conservante ou corante. Para melhorar, os copos custam a partir de R$ 6 e, enquanto estiver montando o seu açaí, o cliente tem à sua disposição todos os acompanhamentos do balcão. A Sia do Açaí está em Águas Claras, Núcleo Bandeirantes, Vicente Pires, dentre outras cidades do DF. O empresário Arnaldo Coimbra explica que o açaí da casa é estilo frozen e o copo vem dividido em camadas que se revezam entre açaí e mais de 20 opções de acompanhamentos, como leite em pó, paçoca, tapioca, amendoim, além de caldas de leite condensado e chocolate. “Por ser um produto sem nenhum tipo de conservante ou corante é recomendável o consumo imediato”, afirma Arnaldo.

MAIS INFORMAÇÕES Instagram: @siadoacai Nossa dica é a loja da Vicente Pires ao lado do Taco Pep $


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