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Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que é pastora evangélica, classifica como “absurda” a conduta misógina de igreja do Lago Sul denunciada pelo Brasília Capital. Ano X - número 517

Ary Filgueiras – Página 4

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Damares sai em defesa das presbiterianas

Brasília, 5 a 11 de junho de 2021

JEFFERSON RUDY / AGÊNCIA SENADO

Me dá um DAS 6! Uma semana antes de ser nomeado secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Eduardo Pazuello (foto) foi flagrado conversando com uma autoridade do governo federal, no aeroporto de Brasília, pedindo um cargo de Direção e Assessoramento Superior (DAS-6) no governo. Ele está cotado para ser o candidato de Bolsonaro ao governo do Rio em 2022. Pelaí – Página 3

Registrar BO é atribuição da Polícia Civil

Decreto de Ibaneis acaba com o Termo Circunstanciado (TCO) com o qual PM registrava ocorrência no local, sem precisar ir à delegacia. Netto Costa – Páginas 6 e 7

Dicas de presentes para os namorados

Dedé Roriz Pág. 11

E MAIS: Júlio Mira a ida às ruas gaya – Pág. 2 Silvest Carlos Maga re Gorgulho lhães, a c de Brasília – ara Pág. 2 Anna Ribe Felicidade cla ndestina – Pág iro . 10 José M O segredo do s campeões – atos Pág. 10 G A polêmica d ustavo Pontes a Copa Améri no Brasil – Pá ca g. 12

PIB, pandemia e


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 05 a 11 de junho de 2021 - bsbcapital.com.br

PIB, pandemia e a ida às ruas

Ex pedien te

Júlio Miragaya (*) AGÊNCIA BRASIL

Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diagramação / Arte final Giza Dairell Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com

Tiragem 10.000 exemplares. Distribuição: Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG).

O “mercado” mostrou, nesta semana, o quão distante se acha do povo brasileiro. Com a iminente privatização da Eletrobras, e após o IBGE divulgar que o PIB no primeiro trimestre cresceu 1,2% em relação ao quarto trimestre de 2020, o Ibovespa subiu 2 mil pontos e atingiu seu recorde histórico. Haveria razão para tamanha euforia? Vejamos: mesmo que o PIB em 2021 cresça os 4% esperados pelo “mercado”, ele sequer retornará ao patamar de 2019, quando já foi 3% menor que o PIB de 2013. A título de comparação, de 2003 a 2013, o PIB brasileiro cresceu 49,6%. Há sete anos a economia brasileira patina, e a consequência é a existência de 31 milhões de pessoas desempregadas, inflação em alta, aumento da miséria, da fome e também da riqueza de poucos. Sim, no país da desigualdade, o número de bilionários aumentou na mesma proporção do número de miseráveis. Esse descolamento entre desempenho da economia e a situação do povo não é novo. Em 1970, o general-ditador Médici, num surto de “sincericídio”, disse: “A economia pode ir bem, mas a maioria do

Os textos assinados são de responsabilidade dos autores

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O governo alega que já vacinamos 46 milhões, mas imunizados mesmo são 22 milhões, cerca de 10% da população. Países que tiveram muitos óbitos, como EUA, Reino Unido e Israel, já imunizaram de 40% a 60% de suas populações e reduziram a taxa de óbitos/milhão para 1 a 9 por semana. O Brasil está na companhia de Bulgária, Bósnia e Macedônia, que contabilizam muitos mortos, mas imuniza pouco e, por isso, mantém alta taxa de óbitos/milhão. No nosso caso, 62/milhão por semana. Os negacionistas alegam que países como Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coréia do Sul e Vietnam imunizaram menos de 4% de suas populações, mas são países que tiveram pouquíssimas vítimas e a taxa atual de óbitos vai de zero a 0,5/milhão por semana. Por tudo isso, a aprovação a Bolsonaro está em queda livre. É isso que também explica porque meio milhão foram às ruas em mais de 200 cidades do País em 29 de maio, não obstante o risco de contaminação, pois o risco Bolsonaro na gestão da pandemia, da economia e dos programas sociais é infinitamente maior. Como ninguém suporta mais, não hesitaram em sair às ruas (munidos de máscara) para gritar bem forte: “Fora Bolsonaro”. (*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Carlos Magalhães, a cara de Brasília Silvestre Gorgulho (*) DIVULGAÇÃO

C-8 LOTE 27 SALA 4B TAGUATINGA/DF - CEP 72010-080 TEL: (61) 3961-7550 BSBCAPITAL50@GMAIL.COM WWW.BSBCAPITAL.COM.BR

povo ainda vai mal”. Ocorre que hoje, ambos vão muito mal. Em meio à crise econômica e social, a pandemia continua colhendo os frutos do negacionismo: já são quase 17 milhões de infectados e 470 mil mortos. Nas últimas sete semanas, o número de infectados tem persistido entre 420 e 450 mil, e, nas últimas quatro, o número de mortos varia de 13 a 15 mil. Caso o ritmo de óbitos não se reduza substantivamente, em três meses o Brasil será o país com maior número de mortos pela covid-19, superando os EUA. Alguns alegam que o alto número de óbitos se deve à elevada população, mas, em termos relativos, já estamos entre os 10 primeiros, com 2.100 mortos por milhão de habitantes. Superamos países de maior porte (EUA, México, Itália, Reino Unido, Espanha, França e Colômbia). E à nossa frente estão dois minúsculos territórios: São Marinho e Gibraltar (cuja população somada é menor que a metade da população do Recanto das Emas), e sete pequenos países do Leste Europeu (República Checa, Hungria, Eslováquia, Bulgária, Bósnia, Macedônia e Montenegro), que há 30 anos foram seduzidos pelo capitalismo e se despediram de seus sólidos sistemas de saúde pública e proteção social. Enquanto isso o Brasil paga com vidas o preço das provocações bolsonaristas à China, nos faltando insumos para produzir as vacinas.

Carlos Magalhães da Silveira, morto em 27 de maio, era a cara de Brasília. Tanto na hora de construir prédios e monumentos como na hora de criticar governantes, combater invasões e grilagens de áreas públicas e especulações imobiliárias. Alagoano formado pela Faculdade Nacional de Arquitetura, no Rio, foi companheiro de escritório de Oscar

Niemeyer. Morava em Brasília desde 1959 e é um dos maiores responsáveis pela capital monumental. O arquiteto sempre jogou pesado na defesa da preservação de Brasília. Atuamos juntos como secretários no governo José Aparecido (1985 a 1988). Ele na Secretaria de Obras, eu na de Comunicação. Aquele governo retomou o ritmo monumental de Brasília. Com um senão: achávamos que tínhamos o poder de estancar as grilagens e o clientelismo na capital. Infelizmente, isto durou apenas enquanto durou a gestão Aparecido. Magalhães construiu a Catedral, terminou a Praça dos Três Poderes,

fez o Panteão da Pátria, levou obras de Niemeyer para as cidades-satélites, plantou a cidade de Samambaia, iniciou a despoluição do Lago Paranoá, fez os primeiros estudos do Metrô, derrubou cercas e muros para construir a ciclovia do Lago e construiu 30 km de passeios no Lago Sul. E ainda nos deixou este ensinamento: ‘‘Toda vez que estou muito sabido, leio as cartas que minha filha, que morreu num acidente de carro no Rio de Janeiro aos 21 anos, me escreveu quando morava em Paris. Aí sinto a fragilidade da vida e como ela é efêmera”. (*) Jornalista


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 05 a 11 de junho de 2021 - bsbcapital.com.br

Frente – Foi lançada segunda-feira (31/5) a Frente Parlamentar em Defesa da Alimentação fora do Lar do DF. O grupo é formado por dez distritais e é presidido pela deputada Júlia Lucy (Novo). Além dela, compareceu ao evento, no Stadt Bar e Music, no Setor Gráfico, o deputado Roosevelt Vilela (PSB). “Sinaliza que o grupo está organizado para, quando necessário, debater assuntos que lhe digam respeito”, disse Júlia Lucy.

Me dá um DAS 6! Eram aproximadamente 16h de segunda-feira (24/5). O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (foto), conversava com um homem à paisana num quiosque na área de embarque e desembarque doméstico do Aeroporto Juscelino Kubistchek, em Brasília. Enquanto lanchavam, o general fez um pedido ao interlocutor: “me dá um DAS 6!”. QUEM PEDE... – O resultado da conversa apareceu na tarde de terça-feira (1º/6), na edição do Diário Oficial da União (DOU): o general foi nomeado pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de As-

320 dias de silêncio “Mais de 320 dias. Esse seria o tempo em que teríamos que ficar quietos para respeitar um minuto de silêncio para cada uma das mais de 460 mil mortes de covid-19 no Brasil”, afirmou a infectologista Luana Araújo, na quarta (2), à CPI da Pandemia. Ela chegou a ser anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para trabalhar na Pasta. Mas, por não defender o tratamento precoce e outras medidas ineficazes contra a doença, foi vetada pelo governo, após consulta à assessoria paralela do Planalto sobre a pandemia.

FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

a função que Pazuello vai desempenhar no novo cargo. Mas, se alguém quiser descobrir quem levou a demanda dele ao Planalto, basta pedir as imagens das câmeras do quiosque do corredor de embarque e desembarque, à direita, em direção à saída do aeroporto. Os dois estavam em pé, com trajes civis. BONIFICAÇÃO EXTRA – Além do DAS Direção e Assessoramento Superior, Pazuello ainda pode ganhar um reconhecimento a mais por sua dedicação à causa bolsonarista. Está cotado para ser o candidato do Patriota, partido ao qual o presidente pretende se filiar, ao governo do estado do Rio de Janeiro em 2022.

suntos Estratégicos da Presidência da República. CAFÉ – Não se sabe bem qual

Calamidade prorrogada O governador Ibaneis Rocha (foto) encaminhou à Câmara Legislativa, terça-feira (1º), projeto de decreto legislativo solicitando nova prorrogação do estado de calamidade pública no DF. Ele aponta como motivos a pandemia de covid-19, a crise econômica e possíveis problemas no abastecimento de energia. O pedido estende o estado de emergência até 1º de dezembro. RISCOS – Para reforçar os argumentos, o governador chamou a atenção para um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que trata dos riscos da pandemia, a imprevisibilidade das infecções e o risco de uma “terceira onda”. E não descartou a adoção de novas medidas restritivas, como a interrupção temporária de atividades econômicas, a depender da evolução da pandemia.

Da PF para o Senado O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu antecipar o depoimento do governador do Amazonas, Wilson Lima, para 10 de junho. Ele falaria apenas no dia 29 de junho, mas, na quarta-feira (2), foi alvo de mais uma operação da Polícia Federal contra desvios de recursos destinados ao combate à pandemia no estado.

PROCURA-SE – Também está previsto o depoimento de Marcellus Campêlo, secretário de Saúde do Amazonas, alvo de um mandado de prisão temporária expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele foi considerado foragido pela PF após a operação, mas informou que estava viajando e que pretende se apresentar.

Rodoviários O GDF começou a vacinar cerca de 5 mil rodoviários a partir de quinta-feira (3). O anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha após uma paralisação-relâmpago da categoria na terça-feira (1º). O Sindicato dos Rodoviários contabiliza 36 mortes de trabalhadores do setor pela covid-19 desde o início da pandemia.

Paralelo e fantasma A oncologista e imunologista Nise Yamaguchi prestou depoimento por cerca de sete horas, na terça-feira (1º) e negou várias

vezes a existência de um gabinete paralelo junto ao Palácio do Planalto para formular políticas relacionadas ao combate à pan-

demia de covid-19. Apesar das evidências, a equipe do gabinete paralelo também é fantasma: não aparece.


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Em defesa das mulheres presbiterianas Ministra Damares Alves convida ex-pastor para audiência e classifica como “absurda” conduta da igreja do Lago Sul Ary Filgueiras (*) A denúncia de misoginia na Igreja Presbiteriana do Lago Sul de Brasília (IPLS), publicada com exclusividade na edição 516 do Brasília Capital, foi parar na mesa da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves. Ao tomar conhecimento do caso, Damares convidou membros da denominação religiosa e ofereceu apoio. Entre eles, o pastor Marcelo de Oliveira Morais, que revelou haver uma discriminação às mulheres dentro da IPLS. Segundo ele contou à reportagem, há uma resolução interna da igreja que proíbe mulheres de subirem a qualquer púlpito da IPLS para se expressar, seja por meio de pregação ou apenas para dirigir uma palavra em qualquer dependência dos domínios da Igreja Presbiteriana do Lago Sul. Pastora evangélica, a ministra se viu na pele das irmãs daquela denominação religiosa e classificou a conduta da igreja como “absurda.” É o que revela o pastor afastado da IPLS, Marcelo Morais. JEZABEL – “A ministra marcou uma audiência com a minha mulher. Eu a acompanhei juntamente com os presbíteros Bruno Henrique e Bruno Peixoto. Damares classificou o fato como absurdo. Ela colo-

cou à nossa disposição a equipe de conselheiros jurídicos para nos auxiliar no processo na Justiça”, detalha Marcelo ao Brasília Capital. O pastor conta que a ministra se mostrou bastante irritada com o fato. “Eu sou pastora e não sou Jezabel”, comparou ela, se referindo à personagem bíblica, que é descrita no Primeiro Livro de Reis como uma figura pagã, que casou-se com Acabe, rei de Israel, e corrompeu o seu coração, a ponto de o monarca promover orgias em seu reino e passar a cultuar outros deuses. Foi dessa forma, aliás, citando a passagem bíblica, que um pastor da igreja fundamentou sua tese no processo de afastamento de Marcelo, que, na ocasião era o líder religioso da IPLS e descumpriu a proibição peremptória de mulheres prestarem culto ou fazerem qualquer tipo de pregação no âmbito da igreja Presbiteriana ao devotar eventos e espaços para as mulheres. Para justificar o uso da citação bíblica no Tribunal Eclesiástico, o acusador Alberto Jaegher de Carvalho, que é diácono na igreja, comparou a mulher de Marcelo, que pediu para não ser identificada, à figura de alguém que seria a Jezabel, dizendo que ela estava ensinando os homens daquela igreja a prestarem esse culto sexual a outros deuses. SALÁRIO REDUZIDO – Com 20 anos de dedicação à igreja, Marcelo teve seu mandato como pastor da IPLS interrompido no início de 2019 em virtude da acusação de favorecer as mulheres daquele ministério, que assumiu em 2018, quando foi designado a substituir o antigo pastor. “Agora, estou impedido de exercer meu ministério, recebendo um quarto do que recebia antes. Afetaram meu orçamento familiar”, lamenta.

DAMARES REGINA ALVES

Ministra Damares Alves classificou como “absurda” a denúncia de misoginia

Agressão com inseticida Outro fato que também teria desagradado a ministra Damares Alves foi a agressão com inseticida sofrida por duas funcionárias da secretaria de igreja no Lago Sul. A agressão ocorreu porque as funcionárias se recusaram a dar a Alberto um computador usado por Marcelo e que estava lacrado para a Justiça analisá-lo tão logo o processo fosse aberto. “Alberto chegou perto delas e borrifou inseticida no rosto das mulheres. Uma delas é asmática e ele sabia disso”, conta Antônio Silva, vice-presidente da Associação de Membros, Fundadores e Amigos da Igreja Presbiteriana (Ami). “Vamos aguardar a Justiça e a in-

vestigação que fizemos na delegacia sobre os ataques que fizeram à minha mulher”, disse Marcelo. A reportagem continua à disposição da liderança da igreja para, caso queira, se manifestar sobre as acusações. Até a publicação desta matéria, o Brasília Capital não havia recebido resposta do Pastor Cléber, responsável pela Igreja Presbiteriana, sobre os fatos narrados na edição anterior pelo pastor Marcelo Morais quanto à resolução do Colégio Eclesiástico de 2018 e a suposta agressão do diácono Alberto Jaegher de Carvalho às funcionárias. (*) Especial para o Brasília Capital


COVID-19

A VACINA SÓ É EFICAZ APÓS A 2ª DOSE. FIQUE ATENTO.

Lave as mãos com frequência.

Use álcool gel.

Use máscara, é obrigatório.

Evite aglomerações.

Acompanhe o calendário de aplicação da vacina contra a Covid-19. Mesmo imunizado, você deve se conscientizar de que o uso da máscara, do álcool gel e o distanciamento social continuam evitando que outras pessoas se contaminem.

Saiba mais em: www.saude.df.gov.br


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Freios e con

Decreto de Ibaneis devolve equilíbrio às fun Netto Costa O decreto 42.081/21, assinado no dia 10 de maio pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), reequilibrou a relação de poderes entre a Polícia Civil e as demais forças de Segurança do Distrito Federal. Desde 2016, quando foi implantada a Lei 9.099/95, a Polícia Militar, por exemplo, ao atender uma ocorrência de crime de menor gravidade - uma pequena apreensão de drogas, perturbação do sossego ou ameaça -, o próprio PM registrava, no local, o Termo Circunstanciado, e o encaminhava diretamente ao Judiciário. A medida sempre desagradou à Polícia Civil. “O modelo policial brasileiro é dividido em duas vertentes: a PM tem função ostensiva e preventiva; a Civil é a Polícia Judiciária, que investiga e formaliza os atos que são encaminhados à Justiça. Não cabe à PM fazer o serviço da Civil, que é previsto pela Constituição”, diz o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo-DF), Marcelo Portella. A decisão de Ibaneis visava acabar com a briga corporativa. Mas desagradou a associações ligadas a policiais militares. “Os policiais agilizavam o trabalho, sem ter que perder horas nas delegacias para regitrar um boletim de ocorrência. Significava menos carros da PM estacionados em frente às delegacias e menos policiais esperando para registrar os crimes, o que resultou em maior produtividade, com mais policiais nas ruas, no patrulhamen-

RENATO ALVES/ AGÊNCIA BRASÍLIA

to”, argumenta o presidente da Associação dos Militares Estaduais do Brasil (AmeBrasil), coronel Marco Antônio Nunes. ILEGAL – Com o novo decreto, o GDF estabeleceu que, em vez de mandar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) direto para a Justiça, a PM, os Bombeiros e o Detran terão de enviar as comunicações para a Polícia Civil. E apenas esta poderá passar os TCO ao Judiciário. “A PM poderá fazer o papel dela, que é o policiamento ostensivo e o atendimento pelo 190, por exemplo”, afirma o presidente do Sindepo. Já o dirigente da AmeBrasil afirma que a forma anterior vinha funcionando muito bem. Segundo ele, “apesar da drástica redução do efetivo, a PMDF vinha regitrando aumento de produtividade desde que iniciou a confecção dos TCO, há cinco anos. Como consequência, pela primeira vez em 25 anos o índice de homicídios na capital foi inferior a 20 por 100 mil habitantes”. Para o coronel Nunes, “o decreto é ilegal, ao determinar que os policiais militares tomem procedimento diverso do que está previsto na Lei Federal 9.099”. A associação estuda entrar com ação judicial caso o governador não o revogue. “A medida coloca em risco a rapidez na apuração de crimes de menor poder ofensivo e vai contra lei federal”, justifica. Ele lembra que o procedimento TCO – previsto na 9.099 - vem sendo adotado em 16 estados, além do DF.

Ibaneis busca a integração entre os órgãos da Segurança Pública e a instituição de um sistema de registro de ocorrências

Pacificado no “A Lei 9.099/95 estabelece que, ao lavrar um TCO, o policial o encaminhará diretamente ao juízo competente e que, se o fizer diferente, estará cometendo ilegalidade”, assegura Nunes. E emenda: “Esse entendimento já está pacificado com decisões e portarias do Supremo Tribunal Federal (STF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e provimentos do Tri-

bunal de Justiça e do Ministério Público do DF”. COMO FUNCIONA – O Termo Circunstanciado de Ocorrência foi desenvolvido para dar mais rapidez à prestação de Justiça nos crimes de menor potencial ofensivo, além de gerar economia de recursos públicos. Na prática, o TCO permite que os policiais finalizem uma ocorrência em que a infração ou contravenção co-


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ntrapesos

nções das polícias Civil e Militar DIVULGAÇÃO

NUNES/AMEBRASIL

Portella: “A coragem do governador em enfrentar esse tema põe fim a décadas de omissão que gerava desperdício de trabalho”

Nunes: “O decreto é ilegal, ao determinar que a PM tome procedimento diverso do que está previsto na Lei Federal 9.099”

o STF metida resulte em pena máxima de dois anos de reclusão sem necessidade de ir a uma delegacia. Isso evita, por exemplo, que uma viatura saia do patrulhamenbto ostensivo, ainda que momentaneamente. Assim, o agente de segurança pode ouvir as partes no local. O TCO só se aplica aos casos de crime com baixo potencial e que não resultariam em prisão, como posse e uso de drogas, vias de fato (agressões e brigas) sem lesão corporal, entre outros.

Sindepo parabeniza governador O Sindicato dos Delegados parabeniza Ibaneis pela edição do decreto nº 42.081, “que normatiza a integração dos sistemas de segurança pública do DF”. Para a entidade, “com a medida, poderemos, efetivamente, integrar as diversas forças e corporações do DF, que juntas têm como objetivo primário entregar Segurança Pública de excelência à população da capital federal”. E finaliza: “A coragem do governador em enfrentar esse tema põe fim a décadas de omissão que gerava desperdício de informações e trabalho, posto que cada corporação desenvolvia seus próprios sistemas incomunicáveis entre si. O Sindepo está certo de que a inovação é um marco divisor na gestão e nos resultados da segurança pública do Distrito Federal”.

Foco é a integração Em nota enviada ao Brasília Capital, a Secretaria de Segurança Pública destaca que o decreto 42.081/21 tem foco na integração entre os órgãos do sistema de segurança e na instituição de um sistema de registro de ocorrências. “A integração das bases de dados é, além de obrigatória, uma necessidade, tendo em vista os problemas gerados pela perda de informações (...) com prejuízo inclusive às estatísticas e definição das políticas de segurança pública”, diz trecho da nota. A SSP-DF já está formando um

grupo de trabalho que vai desenvolver a interoperabilidade entre os sistemas. A ideia é otimizar o fluxo de informações e aperfeiçoar o tratamento dos dados. “Não é verídica qualquer afirmação de que o Decreto 42.081 veda o registro de ocorrências de menor potencial ofensivo por policiais militares”, reforça a nota. E prosegue, “pelo contrário, o artigo 4º da norma autorizou o registro integrado de ocorrência pela PM e demais forças de segurança pública, com imediata liberação do

autor do fato, não havendo que se falar, portanto, em obrigatoriedade de condução até a delegacia, salvo quando necessário exame pericial”. A nota da SSP/DF finaliza dizendo que “a integração se dará sem prejuízo de manutenção dos sistemas próprios de cada corporação, não adentrando, ainda, em questões afetas ao Poder Judiciário, a quem cabe definir, nos casos de infrações penais, como os procedimentos lhes devem ser encaminhados e quais os órgãos autorizados a fazê-lo”.


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Sindicato cobra imunização dos bancários do DF Entidade denuncia risco de morte pela demora da inclusão da categoria no plano de vacinação contra a covid O Sindicato dos Bancários de Brasília destaca que os trabalhadores do sistema financeiro, no âmbito do Decreto 10.329/20, integram o rol de atividades tidas como essenciais, e, por isso, atuam continuamente, durante todo o tempo da pandemia, na linha de frente das atividades de atendimento ao público, sendo fundamentais para mitigar as consequências econômicas da covid-19. Assegurando pagamentos aos aposentados, diversos benefícios e programas sociais, só para citar alguns exemplos, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o BRB foram responsáveis por milhões de atendimentos de auxílio-emergencial, Pronampe e Supera/DF. Apenas na Caixa, esse fluxo significou o atendimento de mais de 121 milhões de brasileiros – uma imensa exposição para atender as infindáveis filas. Por todo o período, sem trégua, a categoria segue sem reconhecimento por parte dos governos e parlamentos, apesar das iniciativas incansáveis do Sindicato, que tem atuado em todas as frentes, na perspectiva de conseguir o justo direito à imunização. A reivindicação dos bancários tem fundamento porque encontra argumento na recomendação da OMS 1, que demonstra que em um cenário epidemiológico de transmissão comunitá-

FOTOS: ANA BERING

ria, grupos sociais e trabalhadores essenciais que estão expostos a níveis elevados de risco de se contaminar e transmitir infecção devem ser considerados para priorização de vacinas. Nas enquetes realizadas pelo

Sindicato nos locais de trabalho, verifica-se que a quase totalidade dos trabalhadores já esteve exposta ao vírus, o que representa um risco enorme à sua saúde e à sua vida, além da de seus familiares e clientes.

GREVE – “Com as notícias de casos graves e óbitos de colegas, o temor só aumenta a cada nova situação”, aponta o presidente do Sindicato, Kleytton Morais. Segundo dados do Caged, analisados pelo Dieese, a situação de exposição da categoria bancária é gritante, pois somente no período da pandemia a evolução do número de óbitos subiu mais de 180%. O presidente do Sindicato reforça que a inclusão dos trabalhadores do ramo financeiro nos grupos prioritários para a vacinação da Covid-19 é medida sanitária de extrema urgência. Ele destaca que, se necessário for, o Sindicato convocará paralisação por vacina já, caso não se avancem as tratativas junto ao Ministério da Saúde e ao GDF.


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Terceira onda se aproxima, dizem especialistas Especialistas acreditam que uma possível terceira onda da covid-19 pode chegar ao Brasil em junho – antes do esperado, em julho. Apesar de me considerar um “realista esperançoso”, temo que a previsão esteja correta, levando em conta o fato de que uma nova cepa, a indiana (mais transmissível), está, oficialmente, em terras brasileiras. O cenário é alarmante e, como alertei no passado, pode levar nosso país a um looping infinito da pandemia: sem começo, meio e o tão esperado fim. Nesse contexto, é preciso pontuar algumas questões sobre as quais tenho alertado. O DF, por exemplo, falha terrivelmente em não promover testagem em massa. Entre as nações mais afetadas pela pandemia, a nossa continua sendo uma das que menos testa sua população. Segundo a plataforma “Nosso Mundo em Dados”, ligada à Universidade de Oxford, 77 países do mundo testam mais do que nós. Em 2020, no início da pandemia, eu falei da necessidade dos testes em massa para o controle da

doença. Além disso, tenho advertido sobre a necessidade de corrermos contra o tempo para ampliar a vacinação, tanto no DF quanto no restante do País. É absurdo (e indecente) que, com mais de 467 mil mortes pela doença, tenhamos apenas 21,38% da população brasileira imunizada. Quantas ondas ainda teremos? Outro ponto importante para ser observado, questionado e solucionado, são as fronteiras do Brasil abertas para todos. A cepa indiana, supostamente, chegou pelo Maranhão. Digo isso porque, se não temos controle de quem entra e quem sai, como culpar os tripulantes do cargueiro no Maranhão pela entrada da variante no Brasil? Agora, até Copa América querem fazer para cá. Inclusive, começando pelo DF, no estádio Mané Garrincha. O mapeamento genético também deixa a desejar no País. Apesar de termos centros de pesquisa e material humano de excelência, o sequenciamento do genoma não é prioridade das gestões. Outra falha. Porque, por meio dele, é possí-

VIA

Satélites

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DISTRITO FEDERAL

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vel traçar estratégias de combate à doença. Ele ajuda a entender o comportamento do vírus em determinados locais e, assim, é possível traçar metas de combate mais efetivas. Ainda falando da anunciada terceira onda, digo a você, leitor, que, como tudo ainda é novidade, não temos ideia de quanto tempo dura a proteção das vacinas. Há alguns estudos que indicam seis meses. E aí, vamos à outra preocupação: quem foi vacinado em janeiro não estará mais imune ao vírus em julho, no provável pico da terceira onda. É um problema? Com certeza. Tem solução? Sim. Mais vacinas! Enquanto patinarmos na aquisição de vacinas para a imunização de massa (75% da população), seremos o país cancelado por outras nações. Nos EUA, por exemplo, passageiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias não estão autorizados a entrar em território norte-americano. Hoje, um brasileiro só pode entrar nos EUA se não tiver passado pelo Brasil antes. Essa é a regra. E, digo a você: sabe qual é

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

o nome disso? Prevenção. Políticas públicas de saúde. Nas próximas eleições, pense nisso: sem políticas públicas de saúde, estamos à mercê da pandemia. Vote consciente disso. Chegou a hora de dar à saúde o tratamento que ela merece: prioridade.

Por Lorrane Oliveira

DISTRITO FEDERAL

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DISTRITO FEDERAL

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TAGUATINGA

Vacina para pessoas com 59 anos

Construção do Hospital Oncológico

Vagas para qualificação profissional

Senac abre cursos na área de tecnologia

A vacinação da população geral começa na quarta-feira (9). O primeiro grupo imunizado será o de pessoas com 59 anos. O agendamento para esse público começa na segunda-feira (7), junto com o de pessoas com comorbidades com 18 anos ou mais. A expectativa é vacinar a população paralelamente aos outros grupos que já fazem parte do público-alvo.

O governador Ibaneis Rocha assinou, quarta-feira (2), a ordem de serviço para a construção do Hospital Oncológico de Brasília, especializado no tratamento do câncer, que será erguido no Setor de Áreas Isoladas Norte (Sain). Serão 172 leitos (20 de UTI e 152 de internação), num investimento de R$ 100 milhões. O prazo para conclusão da obra é de até três anos.

A secretaria de Trabalho lançou, segunda-feira (31), o programa Renova-DF. São 3 mil vagas em cursos de carpintaria, eletricista, encanador, serralheiro, pedreiro e jardineiro para pessoas desempregadas (aulas práticas presenciais para auxiliar de manutenção). Os participantes receberão ajuda de um salário mínimo, auxílio transporte e seguro contra acidentes.

O Senac-DF anunciou, terça-feira (1º), abertura de vagas para cursos na área de Tecnologia da Informação e informática na unidade de Taguatinga, nas áreas de operador de computador; desenho de ambientes em 2D; técnicas avançadas de Word e Powerpoint; Excel básico e avançado, entre outras. Os valores dos cursos estão no site do Senac, onde também podem ser feitas as inscrições.


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QUESTÕES DA ALMA

Anna Ribeiro

Felicidade clandestina Por si só, felicidade já é pleonasmo. O melhor mesmo é ter este caso secreto com você. Não conte. A felicidade é clandestina Não. Não é plágio à Clarisse Lispector. Ela é uma musa inimitável. O que estou falando aqui é exatamente dessa clandestinidade que nos é imposta por nós mesmos e pelos que nos cercam. A felicidade é uma visita que nem sempre agrada os visitados. A felicidade é linda, rica, autossuficiente e profundamente, in-

suportavelmente, feliz! Quem aguenta? Estamos em casa e de repente eis que bate à porta Ela, a Felicidade. O que fazer? Esconder a tristeza embaixo do sofá? Fingir serenidade? Usar clichês manjados? Não adianta. Nada vai disfarçar o profundo incômodo que se sente ao se deparar com aqui-

lo que buscamos, mas que nunca conseguimos sequer tocar. O mais próximo que chegamos dessa “tal felicidade” foi na música do Tim Maia e em comercial de margarina. E aí... E aí, que de uma hora pra outra a vida te dá um sacolejo, te vira do avesso, te desmonta toda. Você mal consegue soletrar seu nome sem que isso te cause uma certa dúvida. A vida do avesso. O Norte no Sul. E estranhamente você se percebe Feliz. Mas feliz, de um jeito que é totalmente novo pra você. Uma felicidade que parece ter nascido com você, que te sustenta, que te suporta, que te abraça. É um café. Quente e açucarado. Eis que agora é você a indesejada das gentes. A felicidade em pessoa. Em primeira pessoa. Descobriu-se bela, descobriu-se outra e a mesma. Uma fusão entre dois

pontos. A lógica sobre o abismo. Feliz de doer. E como é de verdade, nada te abate, nada te desaponta. Porque você aceita. Aceita o Yin e o Yang. Aceita o mártir e a vilã da novela das oito. Tudo com alegria. Mas não é aquela alegria blasé, falsa. É felicidade. Mas, lembre-se: nem sempre será bem-vinda. Felicidade, por si só, já é pleonasmo. E, em tempos de recessão, quem aguenta? Economizamos risos, lágrimas, sinceridade, tudo, absolutamente tudo está pela hora da morte. E em alguns já se celebra a missa de sétimo dia. Então, minha amiga, o melhor mesmo é ter este caso secreto com você. Não conte. A felicidade é clandestina. Anna Ribeiro Escritora

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ESPÍRITA

José Matos O segredo dos campeões As maiores personalidades do mundo experimentaram insucessos, mas não desistiram e recomeçaram com mais sabedoria e vontade Há tempos, o filósofo alemão Goethe ensinou: “quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor”. O universo conspira a favor, como ensinou Goethe, mas é seletivo. Ele só ajuda se estiver dentro de sua programação. Se você estiver empenhado em atingir algum objetivo e ele fizer parte do seu plano de vida, as forças ocultas providenciarão pessoas e meios para você alcançá-lo. Pense! Quantas vezes você recebeu ajuda importante em momentos importantes de sua vida?

Um colega que apareceu, uma namorada, esposa, um parente, um amigo, um professor, um anônimo, um pai, uma mãe etc. Você pode atribuir tudo ao acaso, mas o acaso não existe. Como dizia Einstein: “Deus não joga com dados”. Vá à luta com determinação, como se tudo dependesse somente de você e, ao mesmo tempo, como se tudo dependesse somente de Deus. Quando o cientista Thomas Edson, buscando desenvolver a lâmpada elétrica, já tinha tentado 700 vezes e foi estimulado por um empregado a desistir, saiu-se com esta pérola: “Não. Já aprendemos 700 maneiras de como não fazê-

-la”. Quando a Seleção Brasileira de Vôlei foi disputar a Olimpíada que deu a primeira medalha de ouro ao Brasil, os jogadores combinaram: “se não ganharmos vamos treinar 10% a mais”. “A palavra ‘fracasso’ adquiriu um aspecto demasiadamente pesado em nossas vidas. Mas o fracasso não pode ser nosso coveiro, sepultar nossos sonhos. Ele deve ser o nosso professor. Se de um jeito não deu certo, tente de outro modo. Aprimore-se! O fracasso apenas sinaliza que, no momento, não deu certo”. As maiores personalidades do mundo também experimentaram

insucessos. A diferença é que não desistiram, e recomeçaram com mais sabedoria e vontade. Ninguém chegará à vitória alimentando pensamentos de derrota. Milhares de pessoas não são vítimas do fracasso; são vítimas do próprio orgulho. Orgulho se cura com humildade. Humildade para reconhecer nossos limites e tentar superá-los com esforço constante. “Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”. José Matos

Professor e palestrante


Brasília Capital n Geral n 11 n Brasília, 05 a 11 de junho de 2021 - bsbcapital.com.br

Dedé Roriz

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília Instagram: @dederoriz

Dia dos Namorados

Dicas de presentes para o 12 de junho Sábado, 12 de junho, é o Dia dos Namorados. A coluna aproveita para dar as dicas de presentes, que podem ir desde lentes de contato a um novo celular, passando, é claro, por um jantar romântico à luz de velas. Confira: A loja Manful sugere roupas casuais, como camisas polo, blazers e bermudas. “Sempre caem bem”, diz o gerente Pedro.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

A dica do casal Neto e Renata é presentear com lentes de contato para os dentes: “oportunidade de deixar a pessoa amada com o sorriso dos artistas e famosos” INFORMAÇÕES: Clínica Iora Odontologia Instagram: @iora_odontologia_especializada

INFORMAÇÕES: Manful Águas Claras Shopping Instagram: @manfulmenswear

Aproveitar a linha Apple de IPhones, MacBooks e acessórios na loja Imove DF na Feira dos Importados é a dica do Cristiano.

Instagram: @Imovedf

Para os mais românticos, a pedida é um jantar à luz de velas no aconchegante restaurante Au Fondue, na QI 11 do Lago Sul, que serve um delicioso rodízio de fondue de queijo, carne, frango e chocolate.

Instagram: @aufondue


Brasília Capital n Esportes n 12 n Brasília, 05 a 11 de junho de 2021 - bsbcapital.com.br ANDRE BORGES/AGÊNCIA BRASÍLIA

O Mané Garrincha receberá a abertura e a decisão da competição sul-americana

COPA AMÉRICA

Brasília sediará oito jogos do torneio da Conmebol Gustavo Pontes Mesmo com hospitais cheios, alto número de casos e de mortes por covid-19 e com a pandemia ainda descontrolada, o Brasil se ofereceu para sediar a Copa América, após desistência da Argentina para receber o torneio da Conmebol. Na terça-feira (1º), o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, confirmou que as partidas serão realizadas em Brasília, Mato

Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Goiás. Os jogos serão sem a presença de torcedores. As datas permanecerão as mesmas previstas anteriormente para a Argentina: início no dia 13 de junho e a final no dia 10 de julho. Além da Argentina, a Colômbia, que vive uma grave crise social, também já tinha negado à Conmebol sediar o torneio. A Copa América terá a participação de dez seleções divididas em dois grupos. Argentina, Bolívia,

Chile, Paraguai e Uruguai estão no Grupo A. Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela formam o Grupo B. Brasília sediará cinco partidas pela fase inicial. Pelas quartas de final, a capital receberá, em 3 de julho, às 19h, o confronto entre o 2º colocado do Grupo A e o 3º melhor classificado do Grupo B. Três dias depois, pelas semifinais, o Mané Garrincha definirá o segundo finalista do torneio continental. Fechando a partici-

pação na Copa América, o Mané Garrincha será palco para o confronto de definição do 3º lugar. A partida acontecerá em 9 de julho, às 21h. Confira os jogos da primeira fase no Mané Garrincha:

13 de junho, 18h – Brasil x Venezuela 18 de junho, 21h – Argentina x Uruguai 21 de junho, 21h – Argentina x Paraguai 24 de junho, 21h – Chile x Paraguai 27 de junho, 18h – Venezuela x Peru

SÉRIE D

Reformulado e de técnico novo, Gama estreia sábado Após ficar em terceiro lugar no Candangão 2021, o Gama está passando por mudanças em todas as áreas. Para a disputa da série D do Brasileirão, principal competição do clube na temporada, o Verdão fechou parceria com novos gestores, que estão trabalhando contra o tempo para montar um time praticamente novo. Na semana passada, os primeiros nomes anunciados foram do gerente de futebol, Diego Ziegg, e do treinador Ricardo Colbachini, que se destacou nas categorias de base do Internacional-RS, onde também treinou o time principal em dois jogos. Em 2020 e 2021 foi treinador do Pelotas-RS na série D e no Campeonato Gaúcho. Do elenco que disputou o Candangão, apenas os goleiros Matheus, Léo Unamuzaga, Victor Hugo, os zagueiros Vinícius e Igor, o volante Kasado e os atacantes Igor Paim e

VINICIUS DE MELO/ AGÊNCIA BRASÍLIA

O Bezerrão, casa do Gama, está interditado para receber um hospital de campanha

Pedro Henrique continuam. Para reforçar o elenco, foram contratados mais de 10 atletas, com destaque para o goleiro Douglas, o meia Elias e o atacante Hugo Almeida, além da volta dos ídolos da torcida, Gabriel e Victor Xavier. O clube segue na busca por mais reforços. O alviverde está no grupo X da série D, junto com Aparecidense, Brasiliense, Goianésia, Jaraguá-GO,

Nova Mutum, Porto Velho e União Rondonópolis. A estreia do Gama será neste sábado, às 15h30, fora de casa, contra o Jaraguá. Serão 14 jogos na primeira fase e os quatro melhores do grupo se classificam. Sem casa – Às vésperas da estreia na série D do Brasileirão, o Gama ainda não sabe onde poderá mandar seus jogos na competição. O Bezerrão, casa do time, está receben-

do um hospital de campanha e não tem previsão de liberação. A segunda opção do alviverde é o Mané Garrincha. Mas dois fatores estão afastando as possibilidades de o clube mandar seus jogos no estádio que traz boas lembranças ao torcedor gamense, como a conquista da série B em 1998: o aluguel do estádio gira em torno de R$ 30 mil por partida, um valor alto, tendo em vista que os jogos serão com portões fechados; e o anúncio da realização de jogos da Copa América no estádio nacional. Apelo – Em sessão extraordinária da Câmara Legislativa, o deputado distrital Agaciel Maia (PL) fez um apelo ao GDF e a outros parlamentares para que o Gama receba uma ajuda para arcar com os custos dos jogos no Mané Garrincha. “É um clube com grande torcida que representa a cidade numa competição nacional”, justificou.

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