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General Heleno sugere a Bolsonaro convocar ato contra o Congresso e o STF. Presidente manda mensagem pelo WhatsApp e recua após reação negativa em toda a sociedade.

EDILSON RODRIGUES2/AGÊNCIA SENADO

Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020

DIVULGAÇÃO

Ano IX - 453

Páginas 4 e 5, Pelaí - Página 3 e Opinião - Página 2

Reguffe tenta domar o Leão da Receita Senador propõe correção na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, que está defasada em 103,87%. Quem ganha até R$ 3.881,65 ficaria isento. Para evitar perda de receita do governo, ele sugere tributação de 10% sobre lucros e dividendos. Pequenas e microempresas ficariam isentas Página 7

Estádio do Defelê, na Vila Planalto, volta a receber jogos oficiais

Motoristas de Uber são disputados por Celina, Paula e Luís Miranda

Gustavo Pontes - Página 16

Pelaí - Página 3

Repaginado, Conic ressurge das cinzas nos últimos 8 anos Páginas 8 e 9

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

MARCELO DISCHINGER


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

Ex pedi en te

A hiperconexão da desinformação Adriano Mariano Strazzi (*)

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Novas tecnologias da informação tornam instantânea a desinformação em escala. A avalanche de compartilhamentos em massa da mesma informação e sua replicação em redes sociais como o Facebook criam o viés de confirmação para que grandes grupos, com afinidade ideológica com o conteúdo disseminado, se convençam e militem por contextos pré-fabricados por bots e táticas de enviesamento de percepções, produto de maior sucesso de vendas pelas plataformas digitais. A bola da vez são as manifestações marcadas para o dia 15 de março contra o Congresso e o STF. Uma sucessão de estímulos foi enviada pelo governo: Declarações polêmicas de ministros, como as do general Augusto Heleno e Paulo Guedes, compartilhamento de vídeo convocatório à manifestação diretamente pelo WhatsApp do presidente Jair Bolsonaro. O outro lado não deixou por menos: Lula se reuniu com o Papa e publicizou extensa agenda progressista. Teve senador avançando com retroescavadeira contra policiais em motim e levando dois tiros, escolas de samba com enredos críticos ao governo e uma série de outros embates ideológicos que temperam o caldo da desinformação. É nítido que a dinâmica do embate é o que sustentará este governo, caso ele chegue até o fim. E Bolsonaro não só sabe disso, como se aperfeiçoa diariamente na personagem com o apoio de sua assessoria técnica. Talvez ele queira realmente, lá pro fim do ano, a ameaça de um impeachment esvaziado, tal qual teve Donald Trump nos EUA, para alimentar ainda mais o seu polo ideológico e tentar monopolizar a mídia, cooptar o protagonismo da jornada do herói e garantir sua reeleição sem a necessidade do acaso de uma nova facada. Bolsonaro quer uma Era para chamar de sua, não somente uma reeleição. Pela primeira vez em

JÚLIO PONTES/BRASÍLIA CAPITAL

Adriano Mariano Strazzi, consultor especialista em marketing político eleitoral

A disseminação de conteúdos por aplicativos de mensagens pode pautar enfraquecimentos nas instituições democráticas? A bola da vez são as manifestações do dia 15 de março nossa história, declarar objetivamente que a luta é pelo poder, e não dissimular verbalmente que é pelo bem geral do País, se tornou algo socialmente aceito e publicamente defendido. O importante, das cadeiras almofadadas do Congresso às cadeiras de lata enferrujadas dos botecos da periferia, é vencer no argumento. Não importa o tema – seja banal ou essencial, seja sobre não fazer cocô todo dia e se abster de sexo, seja sobre atentar contra direitos fundamentais e transgredir, a olhos nus, a Constituição. Tudo

pauta a grande mídia e retroalimenta a polarização de opiniões e percepções nas redes e nas ruas. E por falar em grande mídia, ela continua tendo papel de protagonismo nesta dinâmica. É equivocado pensar que ela é agendada pelas mídias digitais. As redes sociais e seus usuários, de fato, ainda não produzem nada de relevante no Brasil, com exceção de alguns canais de streaming. Apenas comentam, editam e versionam o que sai na TV, jornais e grandes portais de notícias. Essas plataformas aglutinam públicos com percepções similares e assim criam grupos de discussão e polarização para vender sua audiência segmentada para conglomerados do varejo oferecerem mais facilmente seus produtos e serviços. É preciso manter a audiência ativa a todo custo. Faz parte do negócio. É o mesmo negócio da TV. Apenas mudou a plataforma. Manipular a comunicação e polarizar a governabilidade significam dinheiro e poder. Criar ecossistemas de significação e sistemas robustos de disseminação de conteúdos têm sido o êxito da nova forma de coalizão política pelo mundo, e no Brasil isso tem sido aprimorado. Se ontem a dinâmica da governabilidade era negociar com deputados e senadores verbas, emendas, ministérios e cargos, hoje o que se coloca na mesa é a ameaça da máquina governamental em promover o escárnio público de congressistas como moeda de troca pela permanência não turbulenta no poder. O presidencialismo de coalizão agora é o embate. A chantagem e a ameaça, no entanto, são armas disponíveis para ambos os lados. Só nos resta saber até quando os polos opostos do poder aceitarão jogar este jogo. Tenho um palpite: Até quando a economia, tão tímida em seus passos recentes, se retrair mais uma vez, tal qual foi com Dilma. Afinal, não há amor – nem histeria coletiva – que resista ao prejuízo do mercado.


Brasília Capital n Política n 3 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

CORONAVÍRUS – No balanço atualizado quinta-feira (29) pelo Ministério da Saúde, havia 132 casos suspeitos de coronavírus no Brasil. O secretário-executivo da Pasta, João Gabbardo, explicou que o número é resultado de um conjunto de fatores, incluindo o primeiro caso confirmado no País, em São Paulo, que deixou as pessoas apreensivas. Segundo ele, o fluxo migratório e o aumento na lista de países em que há transmissão do vírus também influenciaram.

Vou de Uber Pelo menos três dos oito deputados federais do DF tentam conquistar a simpatia dos motoristas de aplicativos. Celina Leão (PP foto) apresentou projeto que possibilita ao profissional escolher o sexo do passageiro, e vice-versa. CANAIS ABERTOS – Paula Belmonte (Cidadania foto) abriu todos seus canais para receber sugestões e apresentou PL que triplica a pena para quem cometer crimes contra os profissionais. Luis Miranda (DEM foto) fez audiência pública, ano passado, e reclamou que os setores não compareceram. UBER 2 – Quem ganhou mesmo destaque entre motoristas foi o ex-ator pornográfico e deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP). Ele quer limitar os ganhos das empresas em 20% do valor cobrado dos passageiros. Hoje, a Uber, por exemplo, cobra, no mínimo, 25% do total da corrida.

Izalci nas redes

Leila diz que gesto de Bolsonaro foi antidemocrático A senadora Leila Barros (PSDB-DF-foto) considerou a convocação de Jair Bolsonaro para uma manifestação contra o Congresso Nacional e o STF “um gesto antidemocrático e lastimável vindo do Presidente da República”. Segundo ela, “o mesmo povo que o elegeu também foi às urnas para escolher cada um dos 594 parlamentares. O mínimo que se espera é que haja harmonia entre os Poderes. Os líderes que encabeçam os Poderes parecem encontrar dificuldade em manter uma relação respeitosa baseada no diálogo. Enquanto isso, quem sai perdendo é a Nação brasileira”.

THIAGO OLIVEIRA/BRASÍLIA CAPITAL

FOTOS: DIVULGAÇÃO

ABSOLUTISMO – “Não existe Estado democrático de direito nem democracia sem um Legislativo forte. É necessário que o Legislativo cumpra o seu papel. Essa onda de “fechar o Congresso” não é bom para a democracia e pode voltar, no futuro, contra aqueles que hoje defendem esse discurso. Isso é absolutismo”. ENXUTO – Reguffe defende, porém, mudanças no Parlamento. “Ele precisa ser mais enxuto, reduzir o seu tamanho, ter menos parla-

Nunca mais Em resposta às mensagens de Bolsonaro, organizações de oposição anunciaram o ato “Ditadura Nunca Mais” para o dia 18. Não pedirão o impeachment. Entendem não haver, ainda, clima político para defender o afastamento do presidente.

Andorinha solitária Na quinta-feira pós-carnaval, o senador Reguffe (Podemos) foi trabalhar. Como não houve sessão porque os demais não compareceram ao Plenário, gravou um vídeo em que se posicionou sobre a polêmica da convocação do presidente Bolsonaro para a manifestação de 15 de março.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) passou a fazer lives nas redes sociais às quintas-feiras, inspirado nas transmissões ao vivo do presidente Jair Bolsonaro, que ocorrem no mesmo dia desde antes das eleições, em 2018. As duas primeiras aparições de Izalci foram para tratar do reajuste das forças de segurança do DF. Na última, o tema foi o coronavírus.

mentares, menos assessores, acabar com verba indenizatória, com plano de saúde vitalício e aposentadoria para parlamentares, com carros oficiais”. DECORO – Lembrou de um projeto de sua autoria que tramita na Casa que proíbe parlamentares de indicar pessoas para o Executivo e tipifica esse ato como quebra de decoro parlamentar. ABSURDOS – “Os poderes têm de ser independentes. O Executivo formula e executa políticas públicas; o Legislativo legisla, fiscaliza e destina os recursos do Orçamento, que serão executados pelo Executivo; e o Judiciário julga. Não é porque esses poderes, às vezes, cometem absurdos que temos de defender o fechamento deles. Agora, esses absurdos precisam, sim, serem combatidos”.

Fraga se explica Alberto Fraga (DEM) teve de explicar a Bolsonaro que não foi ele quem disseminou a informação de que o presidente compartilhou vídeos convocando para o ato do dia 15. “Ele falou que estava tudo certo”.

Candidato? Luciano Huck ainda não oficializou candidatura a qualquer cargo eletivo. Mas, cada vez mais se porta como tal. Vai participar da Brazil Conference, em abril, e apresentar um pouco sobre a Agenda para o Desenvolvimento Social do Brasil.


Brasília Capital n Política n 4 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br AGÊNCIA BRAASIL

Mais uma vez, Bolsonaro abriu a boca para atacar o Congresso e o Supremo

Bolsonaro convoca população contra instituições democráticas Em dois vídeos enviados pelo seu próprio WhatsApp, Presidente atiça seguidores contra o Congresso e o STF Pollyana Villarreal

Durante o carnaval, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar os Poderes da República. Mas, quando viu as reações e a ameaça de um impeachment por crime de responsabilidade, voltou atrás. Na quinta-feira (27), numa live no Facebook, atacou a jornalista Vera Magalhães, do Estadão, acusando-a de mentirosa porque ela, na terça-feira de carnaval, teve acesso à mensagem enviada por ele, via WhatsApp, convocando seguidores para ato público no dia 15 de março contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Vera checou que a convocação partiu do celular utilizado pelo Presidente da República.

Na sexta-feira (28), a imprensa voltou a denunciar Bolsonaro e a dizer que, até na live, ele mentiu. A nova cruzada do Presidente contra a democracia começou na terça (25), quando ele compartilhou vídeos convocando seguidores para o ato. GENERAL HELENO – O Globo afirmou que a convocação do Presidente havia sido sugerida pelo general Augusto Heleno, ministro de Segurança Institucional, contra o Congresso depois da queda de braço sobre o controle de execução de emendas parlamentares no Orçamento da União. Na terça (19), Heleno se reuniu com o Presidente e teria proposto “convocar o povo às ruas”. Apesar das reações de autoridades e do risco de desencadear um processo de impeachment, Bolsonaro não recuou. Na Quarta-Feira de Cinzas (26), pelo Twitter, não negou ter compartilhado os vídeos e disse que, no Whatsapp, tem "dezenas de amigos" com os quais troca "mensagens de cunho pessoal" e que quaisquer ilações fora desse contexto "são tentativas rasteiras de tumultuar a República". Seu filho e deputado federal

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), contudo, confirmou a intenção do clã ao dizer, no Twitter, que “se houvesse uma bomba H no Congresso você realmente acha que o povo choraria?'' REAÇÕES – Parlamentares de diversas legendas reagiram. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, disse no Twitter, na quarta (26), que "criar tensão institucional não ajuda o País a evoluir. Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir". Em outra postagem, afirmou que "só a democracia é capaz de absorver sem violência as diferenças da sociedade e unir a Nação pelo diálogo. Acima de tudo e de todos está o respeito às instituições democráticas". No entanto, na quinta (27), em visita ao rei Filipe VI, da Espanha, Maia também recuou e disse que estava tudo tranquilo entre os Poderes. Outras lideranças manifestaram contrariedade com o Presidente e mantêm o alerta contra qualquer ameaça à Constituição e aos Poderes constituídos.

Ministros do STF reagem ao ataque presidencial No STF, o ministro Gilmar Mendes pediu respeito entre os Poderes da República, ao reagir, sem citar nomes, ao compartilhamento do vídeo convocando para ato de 15 de março. O decano do Supremo, Celso de Mello, disse à Folha de S. Paulo que, se confirmada a conclamação de Bolsonaro, revela “face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional”, e que “demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce”. Mello diz também que “o Presidente da República, qualquer que ele seja, embora possa muito, não pode tudo, pois lhe é vedado, sob pena de incidir em crime de responsabilidade, transgredir a supremacia político-jurídica da Constituição e das leis da República”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou uma posição ‘’urgente’’ do Congresso contra o vídeo compartilhado por Bolsonaro. Ciro Gomes, também pelo Twitter, disse que, “se o próprio Presidente da República convoca manifestações contra o Congresso e o STF, não resta dúvida de que todos aqueles que prezam pela democracia devem reagir”. E alerta para o fato de que “é criminoso excitar a população com mentiras contra as instituições democráticas e sem causa nenhuma, a não ser sua agenda anti-pobre”. Ciro cobra do Congresso uma “reação a essa ameaça”. O governador de São Paulo, João Dória, que se uniu a Bolsonaro nas eleições (quando entoava o “BolsoDória”), manifestou-se no Twitter contra a atitude do Presidente e destacou que o Brasil lutou para resgatar sua democracia e que “devemos repudiar qualquer ato que desrespeite as instituições”. ORGANIZAÇÕES SOCIAIS – “As reações à ofensiva do Presidente desmentem a declaração de seu filho Eduardo Bolsonaro, nas redes sociais, de que a população brasileira não está interessada na democracia”, afirma Maria das Graças Souza, advogada integrante do coletivo Advogados e Advogadas pela Democracia. Ela afirma que as entidades da sociedade civil já se articulam para ingressar com o pedido de impeachment caso o ato se confirme.


Brasília Capital n Política n 5 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

Indignação na sociedade civil e no Parlamento “O que Jair Bolsonaro está fazendo é crime e está enquadrado no Art. 85 da Constituição, que é claro ao elencar os crimes de responsabilidade dos atos do Presidente da República. Um deles, no inciso II, São os que atentem contra o livre exercício do Legislativo”, explica a advogada Maria das Graças Souza. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, declarou que, se confirmado o ato de Bolsonaro, fica aberto o caminho para pedido de impeachment, já que a convocação pode se enquadrar no art. 85 da Constituição, que diz que são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Carta Magna e, especialmente, contra o livre exercício dos Poderes Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais. PARTIDOS – O líder do PT, deputado Ênio Verri (PR), afirmou que é inadmissível que o Presidente defenda manifestação pedindo o fechamento

do Congresso. “Toda a sociedade está sendo agredida e deve se levantar contra mais esse atentado cometido por Bolsonaro”. O líder do PSB, Tadeu Alencar (PE), avaliou a atitude como grave e extremista. “O presidente brinca com fogo; nós, democratas, não devemos permiti-lo, sob pena de grave omissão histórica”, disse. O líder do PTB, Pedro Lucas Fernandes (MA), se manifestou contrariamente à fala de Bolsonaro. “O Brasil precisa de equilíbrios institucionais, de poderes harmônicos, independentes e respeitando-se para poder crescer. Isto é democracia!”. O líder do PDT, André Figueiredo (CE), afirmou que a fala do Presidente tem um viés autoritário e golpista. “Querem incitar a população a esfacelar ainda mais o Estado brasileiro. Mas não temos medo de milicianos e fascistas que usam o povo para galgar novo golpe”. APOLOGIA AO AI-5 – Circulam nas redes sociais dois vídeos e imagens

AGÊNCIA BRASIL

Aliado de Bolsonaro, Fraga confirma ter recebido os vídeos antes do carnaval

divulgados por Jair Bolsonaro convocando a população a sair às ruas, no dia 15 de março, em defesa do governo e contra o Congresso e o STF. Com imagens e sobreposição de fotos suas, os vídeos têm trechos idênticos, como a frase que classifica Bolsonaro como um presidente “cristão, patriota, capaz, justo e incorruptível”.

O jornal O Estado de S. Paulo declarou, em matéria divulgada no feriado de terça-feira (25), que o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) confirmou que, antes do carnaval, recebeu desses vídeos do próprio Bolsonaro pelo WhatsApp. Os vídeos foram enviados pelo secretário da Pesca, Jorge Seif Jr, a seus contatos no aplicativo. DITADURA – Outros veículos de imprensa mostraram, na terça de carnaval, que o Presidente compartilhou tais vídeos com seus aliados, estimulando a presença de todos na manifestação anti-Congresso, convocada por grupos de direita e extrema direta. Ambos os vídeos foram compartilhados e protagonizados pelo próprio Bolsonaro. No primeiro, usa como mote, em tom de dramaticidade, a facada que levou durante a campanha de 2018. No outro, ataca ministros do STF e o Congresso, fazendo apologia a um golpe militar e a uma nova ditadura.

MAIS DE 64 MIL

ESTUDANTES BENEFICIADOS COM A LEI DO CARTÃO MATERIAL

ESCOLAR Eu apro�ei!

Em 2019, mais de 64 mil estudantes em todo o Distrito Federal ganharam um incentivo a mais para estudar com a aprovação pela Câmara Legislativa da Lei do Cartão Material Escolar. Porque a Câmara trabalha para criar projetos para você e todo o DF.

Câmara Legislativa do Distrito Federal. Aprovada por você.


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A velha política revigorada

H

á menos de 2 anos, a manchete de um site de notícias do Distrito Federal anunciava: “Ibaneis quer servidores concursados em 70% dos cargos comissionados”. Tratava-se, à época, de uma entrevista do então recém-eleito governador do DF afirmando que queria “diminuir ao longo do tempo essa dependência dos cargos comissionados”. Agora, no entanto, o mesmo portal informa que a opinião do emedebista mudou completamente. A nova prioridade do Poder Executivo local é aprovar, na Câmara Legislativa, Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) nº 19/2019, que desobriga os órgãos públicos da capital a manter o percentual mínimo de 50% dos cargos em comissão ocupados por servidores de carreira. Ou seja, menos funcionários públicos, mais cabides e cabos eleitorais. Além da evidente mudança de postura do governador, é de

estranhar também o silêncio de políticos sobre o tema: Tanto dos eleitos quanto dos não eleitos. Isso porque, em época de campanha, é comum assistirmos boa parte deles defendendo o funcionalismo público e a abertura de novos concursos. Além disso, vale ressaltar, a Proposta, no mínimo, além de agredir diretamente a gestão pública (com servidores públicos na maioria dos cargos), fere diretamente o artigo 37 da Constituição Federal, que determina um percentual mínimo de cargos comissionados em órgãos públicos e, ainda, a própria Lei Orgânica do DF. O que a atual gestão do DF pretende com o projeto é o aparelhamento do Estado, como ocorreu, durante anos, em governos de esquerda, sem qualquer cerimônia. E quando parlamentares eleitos e outros políticos se calam diante de tal fato é, no mínimo, de estranhar. A quais interesses esperam atender? Aos da popu-

lação, certamente, não são. Porque, apesar das críticas ao funcionalismo público – que só não funciona efetivamente, muitas vezes, por falta de boa e correta gestão -, os servidores públicos servem à sociedade, cuja estabilidade está integralmente ligada ao conhecimento da prestação de serviços ao cidadão e, também, à defesa contra pressões políticas e de setores econômicos. O limite para a contratação de comissionados existe, justamente, para impedir que órgãos públicos (e cargos) virem moeda de troca. Na realidade, o que ocorrerá, inevitavelmente, caso a proposta seja aprovada pela Câmara é a troca recorrente de cargos para atender a interesses políticos. E isso é catastrófico para qualquer gestão pública, aqui no DF ou em qualquer outro lugar do mundo. Perde-se em eficiência, em compromisso técnico, em resultados e, principalmente, favorece a corrupção.

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

Os resultados dessa possível aprovação, levando-se em conta a enorme quantidade de moitas nas quais se escondem importantes figuras do cenário político do DF, são condenáveis e assustadores. Para o serviço público, repito, a solução dos problemas passa, obrigatoriamente, pelos servidores e não por cabos eleitorais.

CLDF abre consulta pública sobre plano de saúde de distritais O deputado distrital Rodrigo Delmasso (Republicanos), vice-presidente da Câmara Legislativa, abriu, sexta-feira (28), uma consulta pública pelo site e-Democracia para que cidadãos opinem sobre as mudanças no Fundo de Assistência à Saúde da Casa (Fascal). A proposição foi lida em Plenário durante a sessão ordinária de quinta-feira (27) e, antes de ser apreciada, será tema de audiência pública em 27 de março. A proposta inicial era a de que ex-deputados distritais pudessem aderir ao benefício para que a CLDF conseguisse novas contribuições a fim de reduzir um rombo de R$ 14 milhões nas contas do plano de saúde. Outra ideia em cogitação é a de firmar acordos com operadoras, como o Saúde BRB, caixa de assistência vinculada ao BRB. A consulta pública ficará aberta no site e-Democracia até o dia 13

de março. O Projeto de Resolução nº 40/2020 estabelece um novo regulamento para o Fascal e permite, entre outras medidas, “a realização de convênios visando à melhoria dos procedimentos de gestão”. “Vamos ouvir o contribuinte, que é o patrão do servidor público, e os associados do Fascal. Os deputados distritais também contribuirão com emendas. Assim, chegaremos a um consenso em torno da manutenção do plano que, neste momento, se apresenta altamente deficitário”, ressalta Delmasso. A vice-presidência da CLDF é responsável pela administração do Fundo. “Está prevista no PR nº 40/2020 a possibilidade de firmar acordo com operadoras de planos de saúde. Isto pode significar uma economia anual em torno de R$ 3,5 milhões para os cofres públicos”, estima o parlamentar do Republicanos.

ASCOM

Após polêmica sobre inclusão de ex-distritais no Fascal, Delmasso quer ouvir a população


Brasília Capital n Economia n 7 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

Reguffe quer reduzir apetite do Leão Senador propõe correção da tabela do IRPF, que está defasada em 103,87%. Quem ganha até R$ 3.881,65 ficaria isento Pollyanna Villarreal O Fisco começa a receber as Declarações de Imposto de Renda (IR) 2020 na segunda-feira (2). O prazo para enviar as declarações termina em 30 de abril. A Receita Federal espera receber 32 milhões de declarações – cerca de 1,3 milhão a mais do que em 2019. Esse dado é crescente por causa da tabela de IR, que está defasada desde 1996. Para corrigir essa defasagem, o senador José Antônio Reguffe (DF), indicado pelo Podemos para titular da Comissão Mista da Reforma Tributária, no Congresso, apresentará, nesta semana, na primeira reunião do colegiado, sua proposta de correção da tabela do IR. “Vou defender a correção imediata dos limites de isenção da tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física que estão defasados – tomando como base a inflação do período – em 103,87%, de 1996 até o fim de 2019”, afirma. O senador explica que, quando o governo não corrige os limites de isenção da tabela do IR, está fazendo

JANE DE ARAÚJO/AGÊNCIA SENADO

O parlamentar brasiliense assegura que, com essa proposta, estará fazendo a parte dele e afirma que “em troca da correção dos limites de isenção, proponho a tributação de lucros e dividendos em 10%, ficando isentas as micro e pequenas empresas”. Reguffe informa que uma pesquisa feita em 100 países mostra que apenas o Brasil e a Estônia não tributam lucros e dividendos. “A proposta faz justiça fiscal. Faz com que os trabalhadores dêem menos de seus salários para o Estado. A não correção dos limites de isenção da tabela do IRPF pela inflação representa, na verdade, um

aumento de carga tributária. Quando o governo não corrige essa tabela, ele está aumentando impostos para a população”. O senador irá apresentar a proposta na primeira reunião da comissão, prevista para ocorrer a qualquer momento a partir de terça-feira (3). A comissão mista foi instalada no dia 19 de fevereiro pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Naquela data, a Receita divulgou as regras do IR de 2020 e confirmou que a faixa de isenção permanece para quem ganha até R$ 1.903,98 por mês.

Reguffe: Valores defasados desde 1996

um aumento real de carga tributária para a população de forma indireta e disfarçada. “Isso é inaceitável”.

Bolsonaro não cumpriu promessa Reguffe se baseou nos estudos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) para formular sua proposta. A entidade indica que a defasagem da tabela do IR atingiu 103,87% desde 1996, já considerando a inflação de 4,31% em 2019. Por causa da falta de correção, cada vez mais pessoas são retiradas da faixa de isenção e o número de contribuintes aumenta. Para se ter uma ideia, a Receita espera receber, em 2020, um novo recorde de impostos. Em 2019, prestaram contas ao Leão 30,7 milhões de trabalhadores. A correção da tabela era uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que elevaria a faixa de isenção do IR para cinco salários mínimos. Mas

10% sobre dividendos e lucros e isenção para microempresas

não cumpriu. O Sindifisco afirma que, se tivesse ocorrido a correção, 11 milhões de pessoas seriam isentas do pagamento de IR. Diante dessa situação, o senador afirma que se a tabela for corrigida, tomando como base a inflação do período, quem ganha até R$ 3.881,65 não pagaria IR. “Hoje é isento do IR quem ganha somente até R$ 1.903,98. A correção da tabela isentaria quem ganha até R$ 3.881,65. Essa correção favoreceria também outras faixas de renda. Por exemplo, quem ganha R$ 7 mil, que hoje paga R$ 1.055,64, passaria a pagar R$ 330,32. Quem ganha R$ 5 mil, paga R$ 505,64. Vai cair para R$ 83,88. E, quem ganha R$ 4 mil e paga R$ 263,87, passaria a pagar apenas R$ 8,88”, explica o senador.

Um peso nos ombros do trabalhador O presidente do Sindifisco Nacional, Kleber Cabral, afirma que “a não correção da tabela do IRPF representa, ano após ano, aumento da carga tributária sobre os ombros dos assalariados. Mais de 11 milhões não deveriam pagar Imposto de Renda se houvesse a correção do IRPF pela inflação desse período”, destaca. Daniel Zugman, professor de Direito Tributário do Ibmec, afirmou, no mesmo dia, que, ao

não realizar uma correção pela inflação, o governo acaba por realizar um aumento indireto da carga tributária dos mais pobres. Ele explicou ao InfoMoney: “Se uma pessoa recebe pouco menos de R$ 1.900 e seu salário foi reajustado pela inflação, esse contribuinte passa, automaticamente, para a primeira faixa de pagador. Com isso, começa a ser tributado, mesmo que não haja nenhum ganho real em avanço patrimonial”.

Prazos de entrega da declaração O site da Receita Federal indica que o prazo para o início do envio da declaração do IRPF começa no dia 2 de março e vai até 30 de abril. Por isso, é im-

portante o contribuinte separar a papelada e checar todos os documentos e exigências, para não correr o risco de cair na malha fina.


Brasília Capital n Cidades n 8 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br MARCELO DISCHINGER

Conic, a fênix repaginada

Centro comercial passa por reformulação e “ressurge das cinzas” nos últimos 8 anos Eduardo Monteiro (*) O Setor de Diversões Sul (SDS), mais conhecido como Conic, teve seu auge nas décadas de 1970 e 1980. Apesar do descaso e até do abandono do Estado em boa parte desse período, nunca perdeu a sua essência como ponto pioneiro e líder de projetos e movimentos socioculturais na capital do País. Uma inequívoca vocação cultural e artística, preconizada por Lúcio Costa e confirmada na prática ao longo dos tempos. A exemplo da Fênix, pássaro lendário da mitologia grega que, quando morre, ressurge das próprias cinzas, com força ainda maior, o Conic vem se reinventando. Composto por 15 condomínios de proprietários diferentes, o setor tem uma complexidade administrativa maior que seu “primo-irmão”, o Conjunto Nacional, que tem apenas um proprietário. Considerado, na década de 1970, um dos principais redutos da elite brasiliense, o SDS iniciou um processo de mudança em sua rotina após a saída gradual das embaixadas, em consequência da conclusão de suas sedes. Foi, também, o período do surgimento de clubes noturnos e de bares pouco sofisticados, dando início à degradação da área. Apareceram, ainda, boates de “strip-tease”, casas de massagens e cinemas pornô. À noite, tornou-se antro de prostituição e tráfico. Por isso, na década de 1980 ganhou o apelido de “boca do lixo”. A partir da década de 1980, o Conic passou a ser um centro comercial popular, bem distante do projeto de Lúcio Costa. Contudo, o espaço ganhou outras e mais variadas cores, sem perder a vocação de espaço multicultural e diverso. Surgem movimentos sociais e culturais ocupando o espaço de maneira ordeira e plural. Sem protagonismos desse ou daquele grupo sociocultural.

Fachada do Edifício Boulevard Center, com seu imponente painel de Led. Uma conquista da atual administração, que trouxe prestígio e recursos para o condomínio

Boulevard Center, a estrela da companhia Literalmente na esquina de Brasília, o Boulevard Center passou por reformas estruturantes nos últimos 8 anos que lhe dão a condição de um dos melhores edifícios do Centro de Brasília. Com 14 mil m2 de área construída, abriga atividades como óticas, restaurantes, barbearia, clínicas dentárias, de exames, de ecografia, estúdios de gravação, start ups, imobiliárias, sindicatos, conselhos, federações. Enfim, todos os serviços prestados com excelência. O sistema de segurança conta com serviço de monitoramento por câmeras de última geração. O prédio possui rede de captação de águas pluviais que possibilitou, nos últimos 3 anos, uma eco-

nomia de mais de 600 mil reais. Está implantando ainda sistema com rede de placas fotovoltaicas e já conta com horta coletiva. Outra novidade é a preparação para se tornar o primeiro edifício colaborativo de Brasília, oferecendo uma série de espaços a empresários de todo o Brasil, em um modelo tipo co working, com auditórios, salas de escritórios, dentre outros. Com o objetivo de gerar maior rendimento e atrair um público que hoje não frequenta o SDS, estão previstas várias inovações. Entre elas, a sobreloja abrigará uma empresa de design, com alguns dos principais nomes da cidade; os corredores

abrigarão obras de artistas plásticos locais; o corredor Toninho de Souza abrigará um espaço de convivências, com dança, palestras e descanso. As lojas também estão se preparando para essa transformação. Óticas abrigarão outros serviços, como decoração, moda etc. Segundo a síndica Flávia Portela, para atingir essa condição, a atual administração organizou as finanças, implementou melhorias arquitetônicas, de acessibilidade, serviço de coleta do lixo e criou novas fontes de receita, o que possibilitou com que o edifício fizesse todas essas melhorias sem representar taxas extras para os condôminos.


Brasília Capital n Cidades n 9 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br DAPRESS MULTIMÍDIA

CONSTRUTORA CONIC

Construção do edifício Conic, atual Boulevard Center, na década de 1970. A sinalização da obra com o nome da construtora acabou sendo decisiva para popularizar o nome

Cine Atlântida, em construção no início da década de 1970, foi desativado em 1995. Foi o maior cinema de Brasília até hoje, com capacidade para 1.200 lugares. Em sua época de ouro, o SDS chegou a ter oito salas de cinema

DAPRESS MULTIMÍDIA

Entrada do Cine Ritz, horário do almoço, década de 1980. Ao centro da foto uma das atrizes dos shows de streap-tease, deixa o local

O sonho da volta aos bons tempos A prefeita do Setor de Diversão Sul, Flávia Portela, que também é a síndica do edifício Boulevard Center, antigo Conic, afirma que é necessário o interesse governamental para reformar o espaço. Em parceria com o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), ela desenvolveu um projeto de Ressignificação do Centro de Brasília, que tramita no GDF. A ideia é criar uma PPP para revitalizar o setor. “Pelo calçadão do Conic passam em torno 500 mil pessoas por dia e MARCELO DISCHINGER

Vista parcial da sala da administração do Edifício Boulevard Center

circulam nas áreas internas cerca de 15 mil. É a esquina cultural do DF. Brasília precisa retomar suas características originais. Não temos mais espaço para amadorismos. Toda a cidade ganhará com esse projeto, com o Teatro Dulcina de Moraes outra vez em pleno funcionamento, os cinemas, novos espaços e os quase 30 auditórios que se encontram no setor. A proposta é ampliar para todo o SDS o projeto bem sucedido que realizamos no Boulevard Center”, diz.

Entre as propostas e projetos em andamento, está a construção de um centro de negócios – voltado para jovens empresários – que se encontra em fase de construção. A obra, localizada na área central do SDS, é uma antiga reivindicação da comunidade e, por isso mesmo, teve o apoio decisivo da administração local na articulação junto à Terracap, no sentido de licitar para a iniciativa privada os imóveis anteriormente subutilizados. Em toda a sua história, o Conic ARQUIVO PREFEITURA DO CONIC

ARQUIVO PREFEITURA DO CONIC

Festival de Dança de Rua, na Praça Ari Pararraios

A síndica do edifício Boulevard Center, Flávia Portela. No destaque, detalhe do sistema de câmeras do condomínio

Parceria com o Legislativo Mais uma boa notícia para a comunidade do SDS e para a população do DF foi a apresentação de uma emenda parlamentar de R$ 600 mil pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT) para a revitalização da Praça do Aposentado, localizada entre o SDS e o Hotel Nacional. Vigilante informou que “o pro-

jeto técnico está sendo desenvolvido pela Novacap, e se trata de uma antiga reivindicação da sociedade, além de ser um justo reconhecimento aos trabalhadores pela contribuição que já deram ao País”. CURIOSIDADE – O nome Conic veio de Companhia de Constru-

sempre foi palco de eventos culturais variados, do Reage ao Rock, do Hip Hop ao Gospel, da música folclórica à clássica, do Funk ao Samba. Cenário tradicional das escolhas das marchinhas do Pacotão, concursos pré-carnavalescos, rodas de samba e muito mais. Palco de eventos históricos e decisivos na vida política e cultural de Brasília, o SDS é, ainda hoje, um local emblemático de manifestações sociais e culturais.

ção Indústria e Comércio, construtora criada em 1950, com sede em Recife, e responsável pela construção do atual Boulevard Center, que, por sua localização (na fachada mais vista e fotografada de Brasília), acabou emprestando o seu nome a todo o Setor de Diversões Sul, que

ARQUIVO CONIC

Praça do Aposentado será construída entre o Conic e o Hotel Nacional: Revitalização com emenda do deputado Chico Vigilante (no detalhe)

passou a ser conhecido como Conic. Em Brasília, a empresa também executou o auditório do Quartel General do Exército (projeto de Oscar Niemeyer) e a Embaixada do Canadá. (*) Especial para o Brasília Capital


Brasília Capital n Cidades n 10 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

VIA

Satélites

{DISTRITO

Por Lorrane Oliveira

Cartão Creche para igrejas – Durante o Congresso Unidos, da Assembleia de Deus, terça-feira (25), em Taguatinga Norte, o vice-governador Paco Britto afirmou que os novos cartões creche podem beneficiar igrejas e templos e seus serviços assistenciais – as instituições podem se cadastrar na Secretaria de Educação para cuidar de crianças e receber remuneração pelo serviço. Os créditos disponíveis no cartão são de R$ 803. As instituições religiosas devem ter se instalado no imóvel antes de 2007 e estar em área urbana.

FEDERAL

{LAGO

Brasília monitora coronavírus A Secretária de Saúde do DF informou, quinta-feira (27), que monitora cinco casos suspeitos de infecção pelo novo coronavirus, o Covid-19. Três pessoas estão internadas e duas em isolamento domiciliar. De acordo com o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares Mendes (foto), de janeiro até agora foram registrados 22 casos suspeitos de infecção pelo Covid-19. Desses, apenas cinco não foram des{TAGUATINGA

O alargamento do viaduto da Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) com a Estrada Parque Contorno (EPCT) foi inaugurado, na sexta-feira (28), pelo vice-governador Paco Britto. As faixas destinadas a veículos particulares têm 3,5 metros de largura, e a pista para ônibus tem 4 metros. A velocidade no trecho foi mantida em 60 km/h. No local, passam, diariamente, 135 mil veículos. O investimento do GDF foi de R$ 5,2 milhões.

PAULO H. CARVALHO/AGÊNCIA BRASÍLIA

{CARNAVAL RENATO ALVES/AGÊNCIA BRASÍLIA

GDF reinaugura viaduto da EPTG

cartados. Quatro pessoas tiveram passagem pela Itália e uma pela Austrália. Na quarta-feira (26), o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de infecção no Brasil – um homem de 61 anos, de São Paulo, que esteve na Itália em fevereiro. Ao retornar, ele apresentou os sinais e sintomas compatíveis com a doença (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) e teve resultado positivo no exame laboratorial.

Menos vandalismo no transporte público Os casos de danos contra o transporte público do DF tiveram uma queda expressiva no carnaval 2020 e poucas ocorrências precisaram ser resolvidas em delegacias. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) registrou 11 ônibus danificados ao longo dos quatro dias. Em 2019, 64 foram de-

predados e, em 2018, 58. O Metrô-DF registrou nove trens com danos em portas, janelas e extintores. Outros atos de menor dano operacional foram registrados, como pichações em quatro trens. Em 2019, 24 trens foram danificados. Já em 2018, o vandalismo atingiu 26 trens.

Masterplan prioriza preservação ambiental A contenção de processos erosivos, a revegetação e a revitalização de corredores ecológicos são as principais ações recomendadas pelo grupo de trabalho formado por representantes do governo e da sociedade civil para o Plano de Uso e Ocupação da Orla do Lago Paranoá (foto), denominado Masterplan. Será dada prioridade às ações destinadas à recuperação ambiental para atender à determinação judicial de desobstruir a orla num espaço de 30 metros da Área de Preservação Permanente (APP) do Lago. Sobre as áreas desobstruídas, não haverá retrocesso. Permanece assegurado, também, o acesso às áreas públicas da orla contínua, como a Concha Acústica, a Praça dos Orixás e o Pontão do Lago, que serão revitalizados. Além disso, há previsão de implntação do Parque Ecológico das Garças, na QL 15 do Lago Norte, e de equipamentos de apoio na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do bosque, na QL 10 do Lago Sul. TONINHO TAVARES/AGÊNCIA BRASÍLIA

Álcool na direção e recorde de apreensões A PM autuou 411 foliões por embriaguez no volante durante o carnaval. Cem militares fizeram quatro bloqueios por dia e 150 condutores foram flagrados nas blitze com teor alcoólico acima do permitido em lei.

Na segunda-feira (24), a Secretaria DF Legal registrou recorde com 416 apreensão de bebidas destiladas. A fiscalização pegou, só no Baratona, a maior parte das apreensões.


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gov_df

99532-1873

df.gov.br

Veja o que o GDF está fazendo: O GDF está indo de casa em casa instalando armadilhas e checando os possíveis focos do mosquito; O GDF recebeu 40 veículos do Ministério da Saúde e aumentou a frota de fumacês; O GDF está limpando terrenos e recolhendo entulhos; O GDF capacitou 320 servidores para reforçar as equipes de combate à dengue; O GDF comprou produtos e insumos para combater o mosquito.

DENGUE Elimine os focos antes que o mosquito da morte elimine você.

Ele ficou conhecido como o mosquito da dengue. Só que, de uns anos para cá, ele também passou a ser o mosquito da zika, da chikungunya e da febre amarela. Um inseto mortal, capaz de infectar até 300 pessoas durante o seu curto ciclo de vida. O mosquito da dengue se transformou no mosquito da morte. É preciso eliminar os focos para que ele não elimine você.

Veja o que você precisa fazer: Não juntar lixo. Com as chuvas, ele se torna o principal criadouro do mosquito; Impedir que a água fique acumulada em qualquer tipo de recipiente capaz de abrigá-la, tais como: garrafas, tampas, vasos, pneus, baldes, calhas etc.; Manter as lixeiras e caixas-d’água tampadas; Denunciar pelo 160 a existência de casas e terrenos abandonados que possam servir de criadouro para o mosquito.


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Brasília

Acompanhe também na Internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress.com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com

Por Chico Sant’Anna

Brasília, capital dos bicos II DIVULGAÇÃO

Mulheres sofrem mais do que os homens. No DF, taxa de subemprego para o sexo feminino foi de 23,5%; para os homens, 16,9%

C

om o desemprego em alta, a saída para muitos é viver de bicos, ou do subemprego, como gostam de chamar os economistas. A taxa de subutilização da força de trabalho, aferida pelo IBGE, cresceu no quarto trimestre de 2019 e chegou a 20,2%. Embora tenha caído no DF em relação aos meses anteriores, ainda está acima de alguns estados. Os que apresentaram as menores taxas foram Santa Catarina (10,2%), Mato Grosso (12,9%) e Rio Grande do Sul (14,6%). As maiores taxas foram observadas no Piauí (42%), na Bahia (39%) e no Maranhão (38,2%). Nesse quadro, as mulheres sofrem mais do que os homens. Na força de trabalho brasiliense, a taxa de subemprego para o sexo feminino foi de 23,5%. Já os homens, 16,9%. Por grupo etário, os percentuais de subutilização, no DF, foram menores na faixa etária de 40 a 59 anos. SEM CARTEIRA, SEM CNPJ – A taxa de informalidade média na capital federal – trabalhadores urbanos e domésticos sem carteira assinada, empregador sem CNPJ, conta

O desemprego vem caindo no DF, mas ainda está acima de estados como SC, MT e RS

própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar – em Brasília chegou a 29,6%, superando as taxas dos 3 anos anteriores. São cerca de 350 mil pessoas nessas condições. Esses números refletem de volta no desempenho do GDF e do governo federal. Sem carteira assinada, não há recolhimento da Previdência e o trabalhador vê a aposentadoria ainda mais distante. Sem CNPJ, o GDF não recolhe ICMS nem ISS, e o caixa fica curto, gerando o círculo vicioso do cobertor curto. Os números da informalidade do quarto trimestre de 2019, em Brasília, quando comparados com os do mesmo trimestre de 2018, último mês do governo Rollemberg, tiveram aumentos de 15 mil pessoas (12,8%) e 9 mil pessoas (15,2%) nos números de empregados no setor privado sem carteira e de trabalhadores domésticos sem carteira respectivamente.

Varjão, (49,68%); Itapoã, (44,90%) e Estrutural (44,78%) são as Regiões Administrativas com os maiores percentuais de trabalhadores informais em relação ao universo do total de trabalhadores. Além de não estarem protegidos pelos benefícios sociais, os informais (média de R$ 2.591) ganham bem menos do que os que têm carteira assinada (média de R$ 4.097,87). BOLSA FAMÍLIA – Reflexo desse quadro crítico pode ser visto na fila do Bolsa Família, que no Brasil já acumula mais de um milhão de pessoas. Em Brasília, embora não aponte os números, o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) diz que é crescente o volume de pedidos do benefício, que não vêm sendo liberados pelo governo Bolsonaro. Também é sentido no bolso

(final)

das pessoas. Em janeiro, segundo a Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF), o total de famílias com algum tipo de dívida passou de 791 mil, em dezembro de 2019, para 806.375. “Significa que 81,1% das famílias brasilienses estavam endividadas em janeiro, ante 79,7% em dezembro. O montante de famílias com contas em atraso também cresceu: Passou de 114.322 mil famílias para 123.841 mil, em janeiro. Na comparação com o ano passado, o endividamento também está mais alto. Em janeiro de 2019, o percentual de endividados era de 79,2%”, diz o informe da entidade. COMPRAS PÚBLICAS – O somatório desses indicadores demonstra que é urgente a adoção de uma política econômica que assegure a retomada do desenvolvimento local. Haja visto que essa retomada, dificilmente, dar-se-á pelo consumo família, pois o desemprego campeia e as pessoas não têm poupança. Dessa forma, uma política de investimentos públicos se faz fundamental. As mais recentes iniciativas do GDF, voltadas à construção de túneis e viadutos, podem não ser suficientes para mudar o cenário. O GDF deve rever seus critérios de compras públicas – como a recente aquisição de uniformes escolares – e adotar mecanismos que fomentem a economia local. Do contrário, poderá ver se avolumar os índices da precariedade social na capital da República.


Brasília Capital n Educação n 13 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

Bloco da Educação é destaque no carnaval de 2020 A educação pública fez sucesso no carnaval deste ano em todo o País. Se, em São Paulo, a Escola de Samba Águia de Ouro consagrou-se campeã com uma homenagem ao educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, nas demais unidades da Federação o sucesso ficou por conta do lançamento do Bloco da Educação. Criado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Bloco saiu às ruas, esse, por sua vez, em todo o País para protestar e denunciar os ataques à educação pública e gratuita. No Distrito Federal, o grupo participou do evento, também lançado neste carnaval, denominado Bloco da Balbúrdia. O Bloco da Balbúrdia, por sua vez, reuniu integrantes dos movimentos sindical, estudantil, docente e social numa proposta nova: A de protestar com alegria. O evento lotou, no sá-

ARQUIVO SINPRO-DF

O Bloco da Balbúrdia reuniu os movimentos sindical, estudantil, docente e social

bado (22/2), o Canteiro Central. Com o abadá do Bloco da Educação, centenas de foliões dançaram, cantaram, protestaram e denunciaram os desmandos na educação com marchinhas e músicas apresentadas por DJs, pelas Escolas de Samba Aruc e Acadêmicos da Asa Norte. A fes-

ta carnavalesca contou também com a apresentação de grupos musicais, como o 7 na Roda e os DJs Mamacita e Paula Torelly. BALBÚRDIA – Se nas universidades a palavra “balbúrdia” foi ressignificada para desmentir o discurso do ministro da Edu-

cação, Abraham Weintraumb, e do Presidente da República, mostrando a força da produção acadêmica e da pesquisa de ponta desenvolvidas nas universidades públicas brasileiras, bem como o valor da educação pública e gratuita do ensino básico, no carnaval a “balbúrdia” veio para denunciar os ataques do governo Bolsonaro à educação. Professores e estudantes transformaram o conceito da palavra “balbúrdia” em objeto de protesto na folia de 2020. Com um imenso boneco de Paulo Freire, o Bloco da Educação, que saiu dentro do Bloco da Balbúrdia, teve até apresentação de duas marchinhas próprias.


Brasília Capital n Geral n 14 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

ESPÍRITA

José Matos Torne-se gente! Isto só ocorre quando entendemos que vivemos num regime de interdependência e em solidariedade Ninguém nasce gente. Nasce-se como um projeto para tornar-se gente, mas a maioria não se torna. Coisas, sobrenome, cor, origem, dinheiro, cargos, títulos, diplomas. Nada disso lhe faz gente, humano. Você só se torna gente quando entende que todos nós vivemos num regime de interdependência e vive em solidariedade.

Por que você se acha importante pelo sobrenome, cor, dinheiro, títulos, diplomas, cargos? Porque sem isso você não é nada. Então, precisa se escorar em valores ilusórios, materiais. Por que você é contra benefícios sociais para o pobre melhorar de vida? Porque você não presta. Quem só pensa em si, não presta; não é gente.

NUTRIÇÃO

Caroline Romeiro Acabou o carnaval. E como fica a dieta? Aumentar a ingestão de frutas e vegetais ricos em fibras, água, vitaminas e minerais será importante para o organismo se reequilibrar O carnaval acaba, tecnicamente, na Quarta-Feira de Cinzas. Mas muita gente ainda estica a festa até o domingo seguinte. Para a maior parte dos brasileiros, o ano só começa na segundafeira, que este ano caiu no dia 2

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

de março. Você pode estar pensando que eu estou exagerando. Mas, culturalmente, no Brasil agimos assim. Sejamos realistas! Agora, que já passamos pelas festas de fim de ano e acabou o carnaval, como fica a dieta? Para

Eles são pobres materiais, e você é pobre espiritual. Mas você inventa desculpas para justificar sua posição medíocre. “A criança pobre, ignorada de hoje, é o marginal adulto que vai lhe assaltar amanhã”, ensina Joana de Ângelis, mentora espiritual de Divaldo Franco. Após a morte, no Além, ninguém vai lhe perguntar o que você foi na Terra. Vão lhe perguntar o que você fez de bom para si e para o seu próximo. Você não nasceu por acaso. Nasceu por uma causa: Crescer e ajudar a crescer. Com orgulho e egoísmo, você está na contramão da vida. Tem gente tão imprestável, que a única coisa que deixa na Terra é o cadáver para alimento dos vermes. E contra a sua vontade. Tudo é questão de encanta-

mento. Se você se encantar com o bem, se desenvolverá, tornar-se-á gente e sentirá paz e alegria. Se for com o mal, cairá. Deus não vem pessoalmente ajudar seus filhos. Ele os ajuda por meio dos seus filhos. Deus é amor. Ame, e estará com ele e sob a proteção Dele. “Se você não buscar Deus no verão de sua vida, Ele também não virá no inverno”. Sofrimento desnecessário acontece a quem descumpre as Leis de Progresso e de Solidariedade. Assim, atrai a Lei do Carma, que cobra de cada um de acordo com suas obras. Não cobra para você sofrer. Cobra para você se tornar gente. Acorde, mendigo espiritual! Viver é nós: Todos se ajudando.

quem levou a sério as dicas de carnaval que os nutricionistas prescreveram e muitos chegaram a postar nas redes sociais, pode até ter passado ileso (ou “quase”) pela ressaca pós-folia, que acontece, especialmente, pela desidratação que o álcool gera no nosso corpo. Mas outros cuidados devem ser tomados de agora em diante. E estou aqui para falar sobre eles: Aumentar a ingestão de frutas e vegetais ricos em fibras, água, vitaminas e minerais será uma estratégia importante para ajudar seu organismo a se reequilibrar. Esses alimentos contribuem as nossas bactérias intestinais voltarem à sua normalidade, pois o álcool gera uma desordem no ambiente intestinal. Além do mais, as vitaminas e minerais são os nutrientes que

regulam nossas vias metabólicas. Garantir a hidratação é fundamental, especialmente com água natural e água de coco. Uma boa opção nesse momento pode ser inserir chás na dieta dos próximos dias. Os de gengibre, hibisco e chá verde são opções interessantes, pois têm ação anti-inflamatória, antioxidante e diurética. Para os que precisam ajustar a dieta, a dica mais valiosa neste momento é: Procure um nutricionista! Ele é o profissional que irá te dizer o quanto, como, e a que horas comer os alimentos que você precisa para retornar ao seu equilíbrio.

José Matos Professor e palestrante

Caroline Romeiro Nutricionista e professora na Universidade Católica de Brasília (UCB)

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

TV Comunitária de Brasília DF


Brasília Capital n Cultura n 15 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

A saudável conexão do selo editorial Maria Cobogó DIVULGAÇÃO

Maria Félix Fontele (*) A criatividade é um rio perene que corre na gente e ninguém tem força para estancá-lo. O melhor a fazer é abrir as comportas e deixar as águas da imaginação irrigarem os lugares por onde passam. Não importa se vivemos uma crise no mercado editorial – acentuada a partir de 2018 com o fechamento de grandes livrarias – a sinalizar a involução das gigantes do setor. Não importa se crescem as tentativas de sufocamento da cultura nacional com censuras de livros até o cerceamento do livre pensar. O processo de criação é contínuo e inquebrantável, e estará sempre presente na História, a movimentar e a mudar a vida e o mundo. Os que amam a literatura e as artes permanecerão determinados a produzir suas obras, nos diversos formatos de alcance e visibilidade do público. No universo da literatura surgem pequenas e diligentes editoras, na contramão dos blockbusters (arrasa-quarteirões) do comércio do livro e dos poderosos de plantão. Muitas mulheres caminham nessa nova trilha, tendo em mente que é preciso destravar os bloqueios inacessíveis à chegada de suas publicações às livrarias e às mãos dos leitores. MUROS – Um dos ícones dessa luta vem de Brasília. O mercado local foi sacudido, nos últimos 2 anos, pelo frescor do Selo Editorial Maria Cobogó, composto por sete mulheres escritoras: Ana Maria Lopes, Alessandra Roscoe, Christiane Nóbrega, Claudine Duarte,

O coletivo de mulheres escritoras sacudiu o mercado local nos últimos 2 anos

Elisa Maria Mattos, Marcia Zarur e Solange Cianni. O coletivo edita e lança a própria produção e de outras escritoras e faz uma feira literária anual, a Loca por Livros, com participação de convidados. Aliadas do grupo Mulherio das Letras, elas pretendem voar bem mais alto. Ana Maria Lopes, em recente entrevista, deu a senha: “Pretendemos ultrapassar os muros que isolam os escritores do DF. Queremos que poetas, romancistas, escritores de contos e crônicas de nosso Quadrado sejam expostos nas grandes livra-

rias e circulem no eixo Rio-São Paulo e em todas as regiões do País. Vamos lutar por isso”. É o espírito solidário que aparece, expande-se pelo Planalto Central, ganha corpo e dá ao fazer literário uma saudável conexão. Eis que me lembro da velha frase de Confúcio: “A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros”. Essas Marias que amam Brasília e o mundo me representam!

(*) Jornalista e escritora

A Viradouro se tornou a grande campeã do carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “Viradouro de alma lavada”, que fala sobre o grupo das Ganhadeiras de Itaupã, quinta geração de mulheres que lavavam roupa na Lagoa do Abaeté e faziam outros serviços em busca da compra de sua alforria. Foi o segundo título da escola. O desfile mostrou as atividades que as Ganhadeiras exerciam, como lavar roupa, cozinhar e vender alimentos e bugigangas, costurar, etc. A exaltação dessas mulheres como as "primeiras feministas do Brasil", mostrou a força que elas tiveram para ir atrás da liberdade e sua importância para a cultura da Bahia. Foi o primeiro desfile do casal de carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon juntos na Viradouro. Na comissão de frente, uma sereia. A atleta da seleção brasileira de nado sincronizado, Anna Giulia, dava mergulhos de até um minuto num aquário com sete mil litros de água mineral, representando a Lagoa do Abaeté. As baianas representaram as quituteiras, com saias bordadas com figuras de abará, tapioca e acarajé. O samba tinha influência de afoxé, ritmo baiano. A cantora Margareth Menezes teve destaque no carro (foto) que lembrou as cirandas de roda à beira do mar aberto, uma contribuição das Ganhadeiras à música baiana. O grupo de encerramento se chamava "Lute como uma mulher!", e levou mulheres negras ligadas à pauta feminista para a avenida. DIVULGAÇÃO

Literatura feminina no DF

Viradouro exalta mulheres negras e é campeã no Rio


Brasília Capital n Esportes n 16 n Brasília, 29 de fevereiro a 6 de março de 2020 - bsbcapital.com.br

Real Brasília inaugura casa nova na Vila Planalto Estádio do Defelê, o primeiro de Brasília, volta a receber jogos oficiais. Domingo, a visita é o Brasiliense Gustavo Pontes Após um ano de reforma do estádio popularmente conhecido como Defelê, na Vila Planalto, o Real Brasília vai estrear em sua nova casa no domingo (1º) contra o Brasiliense, às 15h30, em jogo válido pela sétima rodada do Candangão. A arena tem capacidade para 1,5 mil torcedores, mas foram colocados à venda apenas 1.000 ingressos (100 deles para a torcida visitante). O Leão do Planalto está em segundo lugar na tabela, dois pontos atrás do Gama. O Jacaré é o terceiro colocado, 3 pontos atrás do Real. O jogo por si só já era muito esperado. No entanto, a maior atração é a reinauguração do estádio Ciro Machado do Espírito Santo, muito aguardada pelos moradores da Vila Planalto. A nova casa do Real tem muita história. Foi o primeiro estádio da capital e era a casa do Defelê na década de 1960, quando o time da Vila ganhou quatro títulos. SURPRESAS – Para conquistar a torcida da Vila, o departamento de Marketing do Real preparou algumas surpresas. Além da presença do mascote, que agrada especialmente as crianças, outras ações estão no planejamento para as famílias que comparecerem ao estádio terem uma ótima experiência. Haverá uma superpromoção de lançamento do projeto de sócio torcedor: Os primeiros 100 ganharão uma camisa comemorativa do Real Brasília, em homenagem ao Defelê. Para se tornar sócio-torcedor do Leão do Planalto basta baixar o aplicati-

vo oficial do time, disponível na Apple Store e no Google Play. O título custa R$ 49,90 ao ano e oferece os seguintes benefícios: - Ingresso para os jogos do Real Brasília no Defelê (Candangão e Campeonato Brasileiro Feminino). - Ingresso para os jogos do Real Tubarões (Futebol Americano). - Desconto nos ingressos do Real Brasília Futsal na LNF. - Desconto em todos os produtos oficiais. - Desconto na escolinha do Real Brasília. - Desconto em mais de 70 parceiros do App Real Brasília.

GUSTAVO PONTES

Os ingressos e as adesões ao sócio-torcedor estarão à venda na bilheteria do estádio Defelê e também no CT do Real Brasília Horários: Quarta-feira: 14h às 18h Quinta-feira e sexta-feira: 9h às 12h e 14h às 18h Sábado: 10h às 12h e 14 às 17h Domingo: A partir das 11h Valores: R$ 20 – inteira R$10 – meia Sócio-torcedor – gratuito

Jogos da 7ª rodada Sábado (29/2) 15h30 – Sobradinho x Formosa 16h – Paranoá x Gama Domingo (1º/3) 15h30 – Unaí x Taguatinga 15h30 – Capital x Luziânia 15h30 – Real x Brasiliense 15h30 – Ceilândia x Ceilandense

O antigo estádio passou por reforma durante 1 ano e ganhou as cores do Real Brasília

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