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Brasília, 26 de dezembro a 15 de janeiro de 2020

Taxação de super-ricos reduz injustiça social

Pelaí – Página 3

Rosilene Corrêa – Sinpro página 4

Livro conta a história do escritor Nauro Machado

Sindicato dos Bancários honra legado de Chico Mendes

Mario Pontes – Página 12

Kleytton Morais – Página 6

E Brasil S finalmente acelera início P da vacinação E VE R DE A N Ç A

Taguatinga

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

www.bsbcapital.com.br Ano IX - 496

PT adota pragmatismo para derrotar Bolsonaro

Covid-19

Avenida Comercial ganha árvores em janeiro Páginas 8 e 9

Pelaí – Página 3 e Gutemberg Fialho – Página 11


Brasília Capital n Opinião/Política n 2 n Brasília, 26 de de dezembro a 15 de janeiro de 2020 - bsbcapital.com.br

Ex pedien te

Por uma educação mais livre e plural Júlia Lucy (*) DIVULGAÇÃO

Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diagramação / Arte final Giza Dairell Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com

Tiragem 10.000 exemplares. Distribuição: Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG).

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Os textos assinados são de responsabilidade dos autores

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Em resposta ao texto do professor Júlio Barros, publicado na edição 495 do Brasília Capital, quero esclarecer alguns pontos sobre a regulamentação do ensino domiciliar, no intuito de trazer luz à essa importante legislação que irá beneficiar toda a sociedade brasiliense com uma educação mais livre e plural. Longe de pretender substituir ou acabar com outras formas de ensino, públicos ou particulares, a regulamentação veio para assegurar o direito de uma minoria que quer (e tem o direito de) educar os seus filhos em casa, e

com isso corrigir injustiças e distorções históricas. É o caso, por exemplo, de uma família com um filho com autismo, que necessita de pausas para medicação. Assim como essa, há milhares de famílias que já aderem ao homeschooling, mas o fazem na marginalidade, sem estrutura e sem que o Estado possa acompanhar e produzir informações que sirvam para políticas educacionais. A regulamentação é para proteger o direito de uma minoria, mas não contou com o apoio somente dela. O projeto foi amplamente debatido durante dois anos; passou por três comissões e pelo plenário da Câmara Legislativa, em votação em dois turnos; e contou com parecer do Ministério Público do DF e Territórios, que defendeu que a educação familiar está de acordo com o princípio fundamental do

pluralismo político e o sistema jurídico-legal em vigência. Todos ganham com o ensino domiciliar, mesmo aqueles que não serão adeptos: ganham os alunos, com um ensino dedicado às suas necessidades; ganham as famílias, que estarão muito mais presentes e vão dividir o protagonismo e as responsabilidades na nobre missão de educar; ganham os educadores, com as novas oportunidade de emprego e novas metodologias e práticas pedagógicas; ganha o sistema educacional, que terá, com o acompanhamento dessas famílias, dados mais precisos para formular políticas públicas de educação; ganha a sociedade, que terá mais uma opção de ensino e mais liberdade para decidir, criar e formar seus filhos. (*) Deputada distrital pelo Novo e uma das autoras da lei que regulamenta o ensino domiciliar no DF

O ovo da serpente Júlio Miragaya (*) AGÊNCIA BRASIL

Há 100 anos, em abril de 1920, era criado, na Alemanha, o NSDAP, sigla do que ficou conhecido como o Partido Nazista. Tratava-se de um dos vários grupelhos alemães de extrema direita inspirados no movimento Volkisch, que se declaravam antimarxistas, antissemitas, antiliberais e que repudiavam o Tratado de Versailles. Na onda nacionalista que varreu o país após a ocupação francesa do Ruhr, em 1923, o NSDAP tentou um golpe de Estado em Munique (o fracassado putsch da cervejaria), quando ainda era um partido inexpressivo. Na eleição parlamentar de dezembro de 1924, obteve somente 3% dos votos; em 1925, na eleição presidencial, seu candidato, o general Ludendorff, teve 1,1%; e nas eleições parlamentares de 1928, o NSDAP obteve apenas 2,6% dos votos totais. Já nas eleições parlamentares de 1930, o Partido Nazista saltou para

18,3% dos votos. O que propiciou tamanho crescimento? Nas eleições de 1928, o Partido Social Democrata (SPD) e o Partido Comunista (KPD) obtiveram, conjuntamente, 40,5% dos votos, quase dobrando a votação obtida em 1924 (23,8%). Ademais, o crash econômico de 1929 repercutiu violentamente na Alemanha, causando aumento exponencial do desemprego e da pobreza, resultando no aumento da mobilização da classe trabalhadora alemã e dos seus sindicatos. O medo de uma revolução socialista e a hesitação dos partidos tradicionais de direita levaram os capitalistas alemães a aportar uma enxurrada de dinheiro para o partido que, nas ruas, combatia as greves e mobilizações dos trabalhadores com suas tropas de choque (as AS, de Ernest Rohm). Foram os milhões de marcos da burguesia alemã que fizeram o NSDAP saltar de 800 mil votos em 1928 para 6,4 milhões em 1930. Quem financiou os nazistas e “chocou o ovo da serpente” foram, segundo diversas fontes, corporações bem conhecidas como Deutsche Bank, Thyssen, Krupp, Bosch, BMW, Daimler-Benz, Audi, Hugo Boss, Siemens, Bayer, Basf, além

de subsidiárias da Nestlé, Ford, GE, Philips, IBM, que ajudaram de diversas formas os nazistas a fazerem o “jogo sujo” e exterminar os sindicatos e os partidos de esquerda. Nas eleições de novembro de 1932, o NSDAP cresceu para 33% dos votos, mas ainda menor que a votação conjunta do SPD/KPD (37,5%), levando a burguesia alemã a pressionar o presidente Hindenburg a entregar o poder a Hitler, em janeiro de 1933. O resultado todos conhecem. Em qualquer nação do planeta o projeto inicial da classe dominante é governar de forma “civilizada”, mas, se ameaçada for em seus privilégios, não tem escrúpulos em recorrer à barbárie. No Brasil, guardada a devida dimensão, o projeto “Bolsonaro” da burguesia vai nesta linha: desacreditar os sindicatos, criminalizar os movimentos sociais, extirpar os direitos trabalhistas e sociais e sangrar a democracia. Espera-se que os partidos de esquerda e centro-esquerda entendam o que está em jogo e acertem suas arestas, antes que seja tarde. (*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia


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Homenagem – Sessenta homens e 60 mulheres serão homenageados pelo GDF com a medalha Brasília 60 anos, no aniversário da cidade (21 de abril), pela contribuição que deram para a construção, crescimento e desenvolvimento socioeconômico e cultural da capital. Entre as personalidades está o presidente da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga (Acit), Justo Magalhães. Confira a lista completa no site www.bsbcapital.com.br

PT adota pragmatismo para derrotar Arthur Lira FOTOS: CLDF

A decisão pragmática do PT de integrar a frente de esquerda com PDT, PSB e PC do B e se aliar a outras sete legendas de centro-direita para derrotar o bolsonarista Arthur Lira (PP-AL/foto) na disputa pela presidência da Câmara é a sinalização do que pode ocorrer na campanha de 2022.

Depois de passar o ano negando a gravidade da pandemia do novo coronavírus, o governo anuncia a antecipação da vacinação contra a covid-19. Diante da pressão da população e de governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse estar empenhado em acelerar o processo no país. PREVISÃO – Agora, a previsão para começar a vacinar os grupos prioritários é o final de janeiro “ou até o final de fevereiro, em uma pior hipótese”, declarou Pazuello, terça (22), na Comissão Externa de Enfrentamento à covid-19, na Câmara dos Deputados.

DIRETAS-JÁ – Ainda um dos principais mentores do PT, o ex-ministro José Dirceu cita exemplos de acordos semelhantes feitos na história recente, desde as diretas-já ao impeachment de Fernando Collor, em que o partido, após atingir os objetivos, voltou à oposição, numa postura de independência. RUSGAS – Assim, José Dirceu defende que o PT esqueça, temporariamente, suas rusgas com o MDB – em função da traição de Michel Temer que levou ao afastamento de Dilma Rousseff – e apoie o deputado Baleia Rossi (MDB-SP/foto) para fazer o sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ). BORRACHA – O petista, preso pela Operação Lava-Jato, passa uma borracha na criminalização do PT que levou à prisão de Lula. Na análise de José Dirceu, tudo isso precisa ser superado no momento em que está em discussão derrotar a extrema direita representada por Bolsonaro. AUTORITÁRIO – Ele classifica o presidente como autoritário e obscurantista. “Bolsonaro põe em prática uma agenda fundamentalista que ameaça a de-

Ministério da Saúde corre para antecipar vacinação

VACINAS – A Fiocruz estima disponibilizar a primeira remessa da vacina da AstraZeneca em 8 de fevereiro. Após o embate entre João Doria e Jair Bolsonaro, o governo avançou nas negociações com o Butantan, desenvolvedor da CoronaVac da chinesa Sinovac. mocracia e faz o Brasil retroceder em suas políticas externa, ambiental, cultural, educacional e científica”. MANIFESTO – “A questão principal para a posição do PT, do PSB, do PDT e do PC do B de integrar a coalizão de partidos capitaneada por Maia é se existe uma agenda democrática no país ou não”, diz, ao defender o manifesto das oposições para a eleição da mesa diretora da Câmara dos Deputados, divulgado na segunda-feira (21). UNIFICAÇÃO – “Há que destacar que a posição do PT unifica os partidos de esquerda – à exce-

ção do Psol, até este momento –, cria as bases para consolidar nossa aliança no Parlamento e abre caminho para uma Frente Popular à semelhança da Frente Ampla Uruguaia ou da experiência portuguesa da Geringonça”. CAMINHO – “Há pela frente um longo caminho que passa pela unificação das oposições de esquerda pela base, pela construção de um programa comum, pela retomada do trabalho nos bairros e territórios, fazer a luta ideológica e cultural, disputar os setores das classes médias que votaram no passado nas esquerdas e nos deram quatro vitórias para presidente”.

COMPRA – O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que o ministério vai expandir a compra da CoronaVac: em vez de 46 milhões de doses, serão 100 milhões ainda no 1º semestre. ASTRAZENECA – Pelo transferência tecnológica com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, planeja entregar ao Programa Nacional de Imunização um milhão de doses da produção da Fiocruz entre 8 e 12 de fevereiro. CORONAVAC – O governo espera 100 milhões de doses da vacina de Oxford no primeiro semestre de 2021, além de 42,5 milhões de doses da Covax Facility, 70 milhões da Pfizer, e tratativas com a CoronaVac.


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Uma injustiça que clama aos céus ARQUIVO SINPRO-DF

Taxação dos super-ricos é um dos instrumentos efetivos para reduzir a injustiça social e livrar a população da miséria Rosilene Corrêa (*)

Na série de documentos intitulada “Curar o Mundo”, o papa Francisco tratou do aumento da desigualdade e seus reflexos no enfrentamento da maior crise dos últimos anos – a pandemia da covid-19. Ele não resumiu isso à pandemia. Muito apropriadamente, o papa lembrou que os sintomas de desigualdade mostram que existe uma doença social provocada por “um vírus que advém de uma economia doente. É o resultado de um crescimento econômico desigual, independente dos valores humanos fundamentais. No mundo de hoje, muito poucas pessoas ricas possuem mais do que o resto da humanidade. É uma injustiça que clama aos céus!” A fala do papa não é uma novidade para nós, brasileiros. Em nosso país, a desigualdade avança cada vez mais depois que, sem nenhum escrúpulo ou ética, deram um golpe no governo popular para conseguir implantar, de forma radical, uma política econômica baseada nos pressupostos do neoliberalismo. Avançaram com uma reforma trabalhista, que, sob o pretexto de gerar empregos, instituiu uma enorme insegurança social. Os empregos esperados até hoje não apareceram porque não são os salários já aviltados dos trabalhadores brasileiros que o provocam. O desemprego é gerado por uma política econômica recessiva em si mesma, que, ao diminuir cada vez mais os salários, implode as con-

dições de consumo do povo, desaquecendo a economia. Não satisfeitos com o absurdo da reforma trabalhista, aproveitaram o momento da eleição de um candidato da extrema-direita para implantar a reforma previdenciária. Aumentaram o tempo de trabalho para aposentadoria, acabando com a possibilidade de inserção de milhares de jovens no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que reduziram os proventos, aumentando ainda mais a implosão das condições de consumo já decorrentes da reforma trabalhista. A situação caótica da economia sob um governo que aplica uma política que fracassou em todo o mundo (veja o exemplo do Chile), usado como modelo pelo atual ministro da Economia, levou à retomada do debate do imposto sobre as grandes fortunas, previsto no artigo 153, inciso VII, da Constituição Federal de 1988. Observe que todos os impostos previstos naquele artigo da Constituição são cobrados, menos o Imposto sobre as grandes fortunas, que depende de uma lei complementar. Já se passaram mais de 30 anos e o Congresso Nacional não conseguiu estabelecer um consenso para fazer a lei que regulamenta esse imposto.

Conforme o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado no fim de 2019, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, ficando atrás apenas de nações do continente africano, como África do Sul, Namíbia, Zâmbia, República Centro-Africana, Lesoto e Moçambique. O levantamento tem como base o coeficiente Gini, que mede desigualdade e distribuição de renda. O documento destaca ainda que apenas o Catar tem maior concentração de renda entre o 1% mais rico da população do que o Brasil. “A parcela dos 10% mais ricos do Brasil concentra 41,9% da renda total do País e a parcela do 1% mais rico concentra 28,3% da renda”. A situação é tão absurda que um auxílio de pouco mais de cem dólares (600 reais), teve impacto na diminuição dessa desigualdade. Um auxílio que o governo foi obrigado a dar depois de proposto e aprovado pela oposição, no Congresso Nacional, e absorvido, atualmente, por um aumento absurdo e sem precedentes do custo da cesta básica nos últimos anos. Acompanhando as reflexões do papa Francisco, a Oxfam, em seu relatório intitulado “Quem paga a

conta?”, informa-nos que, mesmo em plena pandemia, 73 bilionários da América Latina e do Caribe aumentaram suas fortunas em US$ 48,2 bilhões (equivalentes a cerca de R$ 268.624 bilhões) entre março e junho deste ano. No Brasil, 42 desses bilionários tiveram suas fortunas aumentadas em US$ 34 bilhões (R$ 189.486 bilhões). No caminho contrário à justiça fiscal, o atual governo federal insiste em tentar tributar os mais pobres e até desempregados, aumenta a contribuição dos aposentados e trabalhadores da ativa, diminui e quer extinguir o auxílio emergencial devido à pandemia. Nem sequer cogita, na contramão do mundo, implantar o imposto sobre as grandes fortunas. Por isso, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e mais 50 entidades em todo o país lançaram, no dia 29/10, e mantêm em curso, a campanha “Tributar os Super-Ricos”, com a qual defendem a implantação de medidas tributárias capazes de solucionar a crise financeira do Brasil sem massacrar os mais pobres. Os números da desigualdade e a crise sem precedentes que nosso país e o mundo irão enfrentar em 2021, exigem que o Imposto sobre as Grandes Fortunas seja implantado. Mas isso só acontecerá se houver uma ampla mobilização e conscientização do povo brasileiro sobre a necessidade de justiça fiscal. Enquanto isso não acontece, nós, os pobres, pagamos a conta. E como diz o papa Francisco, “é uma injustiça que clama aos céus!”. (*) Diretora do Sinpro-DF, da CUT e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)


Jeff

BARBEIRO

USO OBRIGATÓRIO DE MÁSCARAS Uma lei que protege a família do Jeff e todo mundo ao seu redor.

Em 2020 a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou ações que ajudaram muitas pessoas a seguirem em frente durante a pandemia, como é o caso da lei que estabeleceu o uso obrigatório Fotografe o QR Code e conheça mais ações da CLDF.

cl.df.gov.br

de máscaras

de

proteção

em

estabelecimentos

públicos,

industriais, comerciais, bancários e de transporte de passageiros, medida que protegeu e protege até hoje toda a população.

LEI 6.559/2020

Para nós, o mais importante são as pessoas.


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Assim como Chico Mendes nos legou DIVULGAÇAO

Sindicato dos Bancários: ligado às lutas sociais e ambientais há 59 anos Kleytton Morais (*)

O Sindicato dos Bancários de Brasília completou 59 anos no dia 23 de novembro. É uma história repleta de lutas e conquistas importantes, que faz dos bancários referência enquanto uma das categorias mais organizadas e fortes nacionalmente, atuando no enfrentamento de pautas como a retirada de direitos dos trabalhadores e o abandono da soberania nacional, incluindo o ponto da sustentabilidade e questões ameaçadas pelos projetos de privatizações, por exemplo, dos bancos públicos. Em 2020 o Sindicato comemora também um segundo marco histórico: os 40 anos da retomada democrática da entidade para as lutas da categoria, após ficar 16 anos sob intervenção da ditadura militar e de seus prepostos. A caminhada do Sindicato das Bancárias e dos Bancários até aqui nos ensina a importância desse sujeito histórico e coletivo, tanto para a categoria bancária quanto para a sociedade do Distrito Federal e do Brasil. Em 27 de janeiro de 1961, os funcionários transferidos para Brasília, muitos com militância sindical, criaram, sob a liderança memorável do companheiro Adelino Cassis, a Associação dos Bancários de Brasília, que se transformou em Sindicato no dia 22 de novembro, e por ele presidido. A organização sindical dos bancários de Brasília surgiu junto com a capital. Este fato, reforçado pela atuação firme das direções e por escolhas da base, fizeram com que a luta da categoria se entrelaçasse com a luta da cidade, do DF. Mas não somente. Por aqui passaram pautas salariais, melhorias das con-

O presidente Kleytton Morais prepara as comemorações do sexagenário do Sindicato

dições de trabalho, jornada legal, valorização do salário mínimo, defesa ambiental, entre outras tantas, e a participação na vida política, vivenciada em movimentos como Diretas Já, Fora, Collor, e contra o golpe jurídico-parlamentar de 2016. O Sindicato já nasceu combativo. Em junho de 1962, os bancários de Brasília fizeram a primeira paralisação, uma greve histórica que começou no dia 2 daquele mês e durou 17 dias, para exigir o cumprimento do acordo salarial do ano anterior. Em 6 de dezembro de 1962, participaram da greve nacional de 24 horas dos bancários pela manutenção do 13º salário, que estava ameaçado de extinção por causa de um projeto de lei que tramitava no Congresso Nacional. Os bancários e bancárias continuaram participando das crescentes mobilizações da categoria e da classe trabalhadora em todo o país, até que veio o golpe civil-militar de 1º de abril de 1964, que interveio no Sindicato, destituiu a diretoria, perseguiu e prendeu vários dirigentes, inclusive o presidente Adelino Cassis, que foi demitido do Banco do Brasil e teve os direitos políticos cassados por 10 anos. Como aconteceu com praticamente todo o movimento sindical, o regime militar passou a nomear juntas interventoras para dirigir o Sindicato dos Bancários. A partir de 1968, permitiu a realização de “eleições” na entidade, com chapa

única, formada pela direção da Contec com bancários que apoiavam o golpe e eram subservientes ao governo e aos banqueiros. Apesar das perseguições e da repressão, aos poucos os bancários começaram a se reorganizar, inicialmente quase de forma clandestina. Em 1974, a Oposição Bancária, liderada por Augusto Carvalho, disputou e perdeu a eleição do Sindicato de Brasília. É a partir daí que surge o Movimento Bancário de Renovação Sindical (MBRS), que começa a desenvolver um trabalho de organização e de sindicalização da categoria. Depois de várias derrotas, o MBRS finalmente vence a eleição de 1980, retomando o Sindicato para a categoria bancária, 16 anos após o golpe militar. VANGUARDA DAS LUTAS – O Sindicato dos Bancários de Brasília tornou-se, assim, em plena ditadura militar, um dos primeiros do país a ser reconquistado pela organização e luta dos trabalhadores. A partir daí, os bancários do DF sempre estiveram na vanguarda das lutas, não só da categoria, mas de toda a classe trabalhadora. Os bancários de Brasília foram fundamentais na criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), assim como Chico Mendes, e das organizações que construíram a unidade nacional da categoria bancária a partir da década de 1980, que tem como pilar central a Contraf-CUT. A importância dessa redemocrati-

zação vai além da pauta local ou de um interesse corporativo. É a luta de todos os trabalhadores, que se inspiram e buscam força em outros exemplos nacionais para voarem coletivamente. É o momento da retomada e do crescimento do movimento sindical. Chico Mendes nunca fez voo solo. Sempre colocou a luta dos seringueiros como essencial para a preservação da floresta, de um estilo de vida, de um grupo que deveria ser visto e valorizado, como parte de uma identidade nacional. Chico organizava os atores da floresta e os conectava com o cenário nacional. No momento da redemocratização do Sindicato, tivemos participação no primeiro Encontro Nacional dos Seringueiros, ocorrido em Brasília em 1985, com a presença do grande companheiro Chico Mendes como um importante sindicalista, fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Também por iniciativa dele, aconteceu o Encontro Nacional de Seringueiros e, consequentemente, o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), instituição que presidiu. Chico esteve sempre associado ao Sindicalismo, impulsionando nossa luta. Nesse pré-sexagenário aniversário, queremos comemorar os valorosos préstimos que a entidade proporciona e, tão importante quanto, reafirmar o compromisso histórico com a pauta dos direitos da classe trabalhadora, da defesa das instituições públicas e, nessa quadra em que a barbárie se apresenta absurdamente e sem qualquer modéstia, defender a vida enquanto valor supremo e inalienável. Isso significa lutar por justiça, inclusão e contra toda e qualquer forma de discriminação, intolerância e injustiça. Assim como o companheiro Chico Mendes nos legou!


Cláudia foi a primeira moradora do DF diagnosticada com a covid-19 e a precisar de UTI da rede pública de saúde.

os durante Mantenha os cuidad fim de ano: as comemorações de COOL GEL • USE MÁSCARA E ÁL FREQUÊNCIA • LAVE AS MÃOS COM ANCIAMENTO • MANTENHA O DIST ÕES • EVITE AGLOMERAÇ CLÁUDIA e ANDRÉ foram o primeiro casal do DF diagnosticado com a covid-19. Para ela, foram 45 dias de internação na UTI do HRAN e sequelas que trazem dificuldades até hoje. O GDF contratou 3.796 novos profissionais de saúde e disponibilizou 720 leitos exclusivos. Ninguém ficou sem atendimento. Mas é melhor evitar os riscos da doença. Mantenha os cuidados durante as celebrações de fim de ano e tenha mais Anos Novos para comemorar.


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TAGUATINGA

Arborização da Comerc FOTOS: ANTÔNIO SABINO

Administração Regional faz levantamento dos pontos onde serão plantadas mudas ou transplantadas árvores adultas Orlando Pontes Comitê Taguatinga Verde reunido na Coordenação de Licenciamento de Obras

A administração regional de Taguatinga vai apresentar, na primeira quinzena de janeiro de 2021, as opções de espaços para plantio de mudas e transplantes de árvores adultas para a Avenida Comercial Norte e Sul. O prazo foi estabelecido durante reunião, terça-feira (22), de representantes do Comitê Taguatinga Verde, com o coordenador de Licenciamento e Obras, André de Araújo, e a diretora de Ordenamento Territorial, Mariana Félix. Os dois foram destacados

pelo administrador, Bispo Renato Andrade, para tratar do assunto em nome do órgão. Ele lembrou que é necessário, também, consultar a Novacap e a Caesb para coordenar o plantio dentro das normas e evitar danos às redes de água, esgoto e de águas pluviais. DF ÁGUAS – André de Araújo e Mariana Félix ressaltaram que o governo está prevendo para março, após o período das chuvas, o início do programa DF Águas. O investimento será para a construção de galerias de captação de águas pluviais em várias cidades. Em Taguatinga as obras serão nas avenidas Hélio Prates e Comercial. “Precisamos verificar onde já existem tubulações e onde serão implantadas as novas redes, antes de liberar o plantio de mudas ou mesmo o transplante de árvores adultas, tanto para evitar que elas sejam derrubadas em curto prazo como para evitar desperdício de recursos públicos”, alertou o coordenador de Licenciamento de Obras.

O calçadão da EIT é uma das seis áreas que receberão o plantio de árvores

Árvores nos Uma alternativa apresentada pelo Comitê Taguatinga Verde para melhorar a arborização da cidade é o plantio de mudas em becos e corredores que ligam a Comercial à Avenida Samdu ou ao Pistão Norte. Observando o mapa da cidade juntamente com os assessores da regional, o grupo identificou, inicialmente, seis espaços possíveis: os beA Munguba em frente ao Banco do Brasil, é a única árvore da Comercial Norte

cos entre as QNA 17/29 e QNA 30/41 e da QND 28/47, todas na Comercial até o Pistão Norte; o corredor das QNE 1/2, até a QNE 13/14; e as calçadas da EIT, no centro, e em torno do CED 2, o Centrão, na Comercial Sul. ESCOLAS – “Só isto já daria um grande ganho de presença do verde em Taguatinga”, come-


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cial começa em janeiro Plantas nativas do Cerrado

Justo Magalhães, presidente da ACIT

Sebastião Neco, secretário-geral do PT

Mariana Félix, diretora de Ordenamento Territorial

Cristina Cruz, da Diretoria Regional de Ensino

André Araújo, Coordenador de Licenciamento e Obras

Eduardo Gouveia, do Coletivo Manifesta Taguá

s becos e corredores mora a vice-presidente do PT na cidade, Adriana Luz. A representante da Direção Regional de Ensino, Cristina Cruz, propôs que a campanha se estenda às 66 escolas públicas da cidade, envolvendo toda a comunidade escolar. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Ta-

guatinga (Acit), Justo Magalhães, sugeriu que o plantio seja feito, também, em áreas residenciais, nas partes sul e norte da cidade, desde o setor CSG até a M Norte. “Esta iniciativa suprapartidária pode se tornar modelo para todo o Distrito Federal”, previu o presidente regional do PT, Jacy Afonso, autor do artigo “É tempo

de plantar”, publicado na edição 493 do Brasília Capital, que deu origem ao projeto. No texto, ele conta a história da única árvore existente ao longo dos 4 quilômetros da Comercial Norte, uma Munguba da década de 1980. que sobrevive até hoje na QNE 17, em frente à agência do Banco do Brasil.

O Comitê Taguatinga Verde acatou sugestão do fundador do Projeto Reflorir, João Bruno Vidal, de uso de espécies nativas do Cerrado para recomposição do verde em Taguatinga. Vidal e seu grupo são responsáveis pelo plantio de milhares mudas às margens do Lago Paranoá, no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), na Asa Norte, e em vários outros locais do Distrito Federal.

Participaram da reunião de terça-feira (22) na Administração Regional: André de Araújo – coordenador de Licenciamento e Obras Mariana Félix – Diretora de Ordenamento Territorial Sebastião Neco – Secretário-geral do PT-DF Carlos Eduardo Gouveia – Coordenador do Coletivo Manifesta Taguá Adriana Luz – Vice-presidente do PT-Taguatinga Justo Magalhães – Presidente da ACIT Jacy Afonso – Presidente do PT-DF Cristina Cruz – Direção Regional de Ensino Orlando Pontes – Editor do jornal Brasília Capital


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VIA

Satélites

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SOBRADINHO

Bistrô realiza rèveillon na Rota do Cavalo A Casa da Ceissa Bistrô vai realizar, no dia 31 de dezembro, o 1º réveillon da Rota do Cavalo, em Sobradinho. O espaço é uma nova opção em culinária e música na área rural do DF, às margens da DF 440. O evento marcará a estreia do novo espaço de lazer, diversão e arte, com serviços exclusivos de restaurante e bar. O 1º Réveillon da Rota começa às 22h, com o músico Alessandro Maia, buffet completo e open bar de refrigerantes e sucos. Bebidas alcoólicas, drinks e combos serão vendidos. O evento fará controle de entrada, mesas em áreas abertas e tendas, distanciamento social por grupos. Tudo para garantir diversão com segurança e distanciamento social.

Por Lorrane Oliveira

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Museu da Bíblia – A Secretaria de Cultura publicou, segunda-feira (21), o edital do concurso para elaboração do projeto arquitetônico do Museu Nacional da Bíblia. O certame escolherá o estudo preliminar para contratação de equipe técnica. As inscrições, de 15 de janeiro a 1º de março de 2021, serão pela página oficial do concurso. A obra, no formato de uma Bíblia aberta, será erguida no Eixo Monumental de Brasília.

TAGUATINGA

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Inauguradas novas instalações da 17ª DP O secretário de Segurança, Anderson Torres, inaugurou, segunda-feira (21), a nova 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). A solenidade contou com a presença do administrador regional, bispo Renato Andrade, e do presidente da Associação Comercial e Industrial local (Acit), Justo Magalhães. A DP foi reformada seguindo o novo padrão de identidade visual da PCDF. Advogados terão sala de

apoio e mulheres e crianças contarão com um espaço apropriado para atendimento. Suspeitos serão conduzidos por uma entrada diferente da reservada às vítimas, e policiais militares ganham uma sala para aguardar a elaboração dos boletins de ocorrência. As celas foram projetadas para evitar autolesão dos presos. Servidores vão contar com alojamentos com salas de apoio e descanso em área reservada.

ESTRUTURAL

Novo campo sintético no Parque Urbano Os moradores da Estrutural vão ganhar a reforma do campo de grama sintética do Parque Urbano. A licitação para contratação de empresa de engenharia para execução do serviço, publicada pela Novacap, será realizada no dia 5 de janeiro, às 14h. O investimento será de pouco mais de R$ 1 milhão, com recursos de emendas parlamentares dos deputados distritais Rafael Prudente (MDB) e Júlia Lucy (Novo). A previsão é de que a obra comece em fevereiro.

Corpo de Bombeiros ganha reforço O Corpo de Bombeiros do DF recebeu, segunda-feira (21), 378 novos servidores. Serão 309 alunos no curso de formação de Praças, 22 no de habilitação de oficiais (especialistas) e 47 no de formação de oficiais (combatentes). Os cursos têm duração de 11 meses (CFP), dois anos (CFO) e seis meses (CHO) para capacitação ao combate a incêndios, salvamento, atendimento pré-hospitalar e resgate veicular, entre outros.

REPRODUÇÃO PCDF

Metrô terá horário especial

Serviço: 1º Rèvellion da Rorta do Cavalo Ingressos: R$ 150 por pessoa Informações e reservas: (61) 98443-6120 ou (61) 98644-9639 Instagram: @casadaceissabistro

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DISTRITO FEDERAL

Administrador regional Renato Andrade e o presidente da Acit, Justo Magalhães

Assinado novo TAC para Parque no Pistão Sul Foi assinado, segunda-feira (21), pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e pela Administração de Taguatinga, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a construção do Parque Urbano Universitário Pistão Sul. A implementação da infraestrutura para a oferta da construção dos mobiliários urbanos

(pistas de cooper, estações de exercícios físicos, banheiros, bebedouros, estacionamentos, quadras poliesportivas, parques infantis) é de responsabilidade da UCB, que se encarregará da manutenção, segurança e limpeza do espaço. O investimento estimado é de R$ 600 mil por ano, durante 50 anos. O mesmo acordo foi assinado em dezembro de 2018 e não foi cumprido até hoje.

A Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) definiu horários especiais para o Ano Novo. No dia 31 de dezembro, os trens vão circular das 5h30 às 20h. No feriado de 1º de janeiro, o funcionamento ocorrerá das 7h às 19h. Como não haverá queima de fogos na Esplanada dos Ministérios, o horário na virada não será estendido. O Metrô permanecerá com o funcionamento padrão nos demais dias.

Mantidas cirurgias eletivas na rede pública A Secretaria de Saúde decidiu manter, até 4 de janeiro, os hospitais da rede pública autorizados a fazer cirurgias eletivas. A pasta seguirá avaliando o cenário da pandemia de covid-19 no DF. A depender da situação, poderá continuar a realização das cirurgias posteriormente a essa data. Até 31 de outubro, foram feitas 53.610 cirurgias, entre eletivas e de urgência, em toda a rede pública de saúde.


Brasília Capital n Cidades n 11 n Brasília, 26 de de dezembro a 15 de janeiro de 2020 - bsbcapital.com.br

Que venha 2021 com vacinação e sem covid-19 No Séc. XVIII, a Europa tinha uma população de cerca de 190 milhões de pessoas. À época, a varíola ceifava aproximadamente 400 mil vidas por ano. Na segunda metade daquele século, o médico inglês Edward Jenner observou que pessoas expostas à varíola bovina desenvolviam resposta imunológica à variação humana da doença. Surgiu então a vacina. Hoje, a maior parte das vacinas é feita com vírus atenuado ou fragmento dele. Na mobilização mundial pelo combate ao novo coronavírus entraram em cena as vacinas genéticas - produtos sintéticos que simulam parte do DNA do novo coronavírus e levam as células humanas a produzir as próprias defesas, da mesma forma que as vacinas tradicionais. Em condições normais, o desenvolvimento de uma vacina leva até 10 anos (95% desse tempo é gasto nos testes clínicos). Do ponto de vista da saúde pública, elas possibilitam, além da redução da mortalidade e eventuais sequelas que podem chegar a ser incapacitantes, uma imensa

economia, pois diminuem os custos com tratamentos e internações. A estimativa é de que sejam disponibilizadas aproximadamente 20 bilhões de doses de vacina em 2021, diante de uma população mundial de 80 bilhões de pessoas. Por um longo tempo, ainda teremos de conviver com as máscaras, o álcool em 70% e os cuidados de distanciamento social. Sendo liberadas pelos órgãos de controle, como a FDA, nos Estados Unidos, a EMA, na Europa, e a Anvisa, no Brasil, as vacinas para prevenir a covid-19 serão as genéticas; a de vetor viral, que usa micro-organismos geneticamente modificados; e as proteicas, produzidas com proteína extraídas do vírus. Para conseguir o registro, é preciso apresentar efetividade comprovada nos testes clínicos de fase três. Entre as que devem ser usadas no Brasil, a que se mostrou com menor eficácia (70,4%) foi a AstraZeneca/Oxford. As demais demonstraram eficácia superior a 90%. A vacina contra a gripe tem entre 40% e 60% e a BCG, contra a tuberculose, de 70% a 80%.

Em paradoxo à eficiência no desenvolvimento das vacinas, há gargalos na logística para que elas cheguem às populações. No Brasil, no máximo 70 milhões de pessoas serão imunizadas contra a convid-19 em 2021. O que preocupa os especialistas é a falta de comando centralizado na organização da campanha de vacinação, armazenamento e transporte, uma vez que é necessário que a temperatura delas seja mantida entre dois e oito graus. Até agora, faltou unidade de comando no combate à pandemia. Também não há equipamentos suficientes nem para o armazenamento, muito menos para a acomodação nos locais de vacinação. Expostas a uma temperatura inadequada, as vacinas perdem efetividade. O Distrito Federal tem expertize comprovada para realizar aqui as campanhas de vacinação do calendário do Ministério da Saúde. Agora, tem que adaptar a estrutura para as exigências do momento. Espera-se que isso seja feito sem o amadorismo, a improvisação e o

Direito Previdenciário

Dr. Gutemberg Fialho Médico e advogado Presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

desperdício de recursos com que o combate à doença tem sido conduzido desde março. A resposta da ciência à pandemia da covid-19 está sendo dada em tempo recorde, graças a entendimento e articulação em nível mundial. Cabe agora aos governantes em todos os níveis decisórios repicar esse mesmo grau de eficiência.

Advogada especialista em Direito Previdenciário @maramarquesadv

Mara Marques

Revisão da vida toda: quem tem direito? Você teve salários altos antes de 1994, depois os seus rendimentos foram caindo e, ao se aposentar, o valor do seu benefício ficou bem abaixo do esperado? Entenda como é possível requerer a revisão da sua aposentadoria e aumentar a sua renda. A partir de 1999, ocorreu a mudança nos cálculos do valor da aposentadoria. Passou a ser considerado apenas os salários a partir de 1994, sem incluir as remunerações anteriores. Tal cálculo ocasionou prejuízo e desvantagem ao trabalhador, pois a não

inclusão das verbas anteriores a 1994 acarreta aposentadoria com valor bem inferior. A revisão da vida toda é uma forma de o aposentado revisar o valor da aposentadoria, no intuito de incluir todos os salários da sua vida profissional, inclusive os períodos anteriores a 1994. Tem direito a essa revisão a pessoa que é aposentada há menos de 10 anos e tenha salários altos antes de 1994. A revisão da vida toda somente é possível ser alcançada por meio de ação judicial contra o

INSS. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manifestou-se favorável a esse tipo de revisão. Entretanto, ainda está pendente de julgamento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Eu oriento que, apesar dessa espera pela definição do STF, é aconselhável ingressar com o processo judicial a fim de resguardar o seu possível direito, para não ultrapassar o período de 10 anos. Caso haja decisão favorável, o aposentado receberá os valores retroativos aos últimos cinco anos, incluindo o período que a ação tramitará.

Contudo, antes de demandar judicialmente, é recomendável solicitar ao advogado especialista em direito previdenciário os cálculos, a fim de verificar se realmente há a majoração do benefício, bem como analisar as remunerações do CNIS. Caso haja inconsistência do valor descrito no CNIS e as informações da CTPS/holerites/ contrato de trabalho, deve solicitar ao Judiciário que considere as informações nos documentos que informam o maior valor da remuneração.


Brasília Capital n Cultura n 12 n Brasília, 26 de de dezembro a 15 de janeiro de 2020 - bsbcapital.com.br

Criador a Nordeste Livro-documentário “Impressões sobre Nauro Machado”, organizado por Arlete Nogueira, conta a história do escritor maranhense

Emanuel Lima (*)

Mario Pontes (*)

Nauro Machado tornou-se bem conhecido desde cedo, isto é, nos primórdios de sua vida de intelectual criativo. Nesses decênios, apesar do isolamento, sua poesia tem sido positivamente recebida por leitores de boa parte do país. Além de leitores, não lhe faltaram críticos competentes e honestos para aferir a qualidade do que escreve. Agora, tanto os leitores antigos quanto os que só recentemente tomaram conhecimento da obra do poeta maranhense, dispõem de um extenso documentário, capaz de ampliar o conhecimento dos fatos da vida do autor, documentário que pode ajudá-los em um julgamento mais seguro de suas qualidades artísticas. O livro-documentário intitula-se Impressões sobre Nauro Machado (Ed.Halley), e é organizado por Arlete Nogueira da Cruz Machado, companheira do poeta. Em suas 628 páginas, o volume acolhe, além da contribuição biográfica de Arlete, nada menos de 260 breves textos avaliativos, assinados por 130 autores oriundos de vários estados. Alguns são críticos profissionais; outros, conhecidos por suas obras de criação literária. Mas o fato é que cada um contribui para a fixação da imagem do poeta maranhense no grande cenário da literatura brasileira. Entre os que têm ajudado

Perpétua Mineira

a construir e fixar a imagem inquieta e criativa de Nauro, bem como no reconhecimento das positivas qualidades de sua poesia, estão críticos bem conhecidos em todo o país, como Antônio Olinto, que tratou do sagrado e o profano na obra de Nauro; Fábio Lucas, que examinou, em particular e com muita propriedade, das razões vivenciais e filosóficas do poeta na escolha dos seus caminhos. E outros, que procuraram caracterizá-lo como um poeta capaz de encontrar a luz no meio das trevas; e, finalmente, que medida também o inspiram a herança do clássico e os frutos da modernidade. Faltou alguma coisa em Impressões sobre Nauro Machado? Sim. Faltou à organizadora a lembrança do quanto é difícil ao leitor das pequenas cidades adquirir livros publicados a milhares de quilômetros dos grandes centros culturais, muitas vezes comercializados em microlivrarias, onde tudo depende da boa vontade e dos esforços de modestos livreiros interioranos para tê-los em suas prateleiras e vitrines, à disposição de suas isoladas clientelas. É necessário não esquecer o particular e valioso interesse de tais clientes pela obra de autores cujas vidas e cuja atividade criativa registrou-se em

algum lugar situado a milhares de quilômetros dos grandes centros. Para minorar essa carência, Nauro bem poderia ter sido agraciado com a reserva de pelo menos um caderno – digamos dezesseis das seiscentas e tantas páginas do volume – destinado à publicação de uma microantologia de seus poemas. Apesar de poucas, essas páginas antológicas satisfariam a curiosidade do leitor pelo poeta de quem se fala ao longo de cadernos e cadernos, mostrariam como ele se inspirava e passava para o papel os frutos de sua inspiração. Mas mesmo sem essa esclarecedora microantologia, vale a pena ler com atenção as numerosas páginas desse testemunho crítico inevitavelmente dominado pela emoção. (*) Jornalista e escritor

A cidade do Rio de Janeiro era a capital do Vice-Reino do Brasil em 1789, quando foi denunciada a conspiração dos inconfidentes de Minas Gerais e todos eles foram presos. Em 4 de junho de 1790, para tormento dos intelectuais da época, começou o vice-reinado do Conde de Resende. Desconfiado, aterrador, sem piedade, o Conde de Resende foi um cruel opressor do povo e implacável perseguidor de poetas e literatos – alguns foram encerrados em prisões pelo crime de se reunirem em palestras literárias e científicas. A repressão não arrefeceu nem mesmo após Tiradentes ser enforcado e os chefes da conspiração saírem em desterro, em 1792. O clima era de desconfiança e terror em meio às perseguições e abusos do vice-rei. Na Rua do Ouvidor, morava Perpétua Mineira, amante de Tiradentes e dona de um restaurante (na época chamava-se saleta de pasto). Alta e bem talhada de corpo, tinha negros e belos olhos, rosto branco e oval. Perpétua adquiriu celebridade por ser também amante do vice-rei, mas apaixonou-se por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes). Após a execução de seu amado, em 21 de abril de 1792, ela saiu da cidade na mesma noite, envolta em uma mantilha preta e desapareceu. Mas houve quem dissesse que se encontrara na estrada de Minas Gerais, e junto de um poste onde foi deixado exposto um dos quartos do corpo de Tiradentes (ele foi esquartejado após ser enforcado), o cadáver de uma mulher. Era Perpétua Mineira. (*) Professor de História da Secretaria de Educação do DF


Brasília Capital n Variedades n 13 n Brasília, 26 de de dezembro a 15 de janeiro de 2020 - bsbcapital.com.br

Especial

Dicas de presentes

Empresário e radialista divulgando a boa gastronomia e eventos de Brasília

Dedé Roriz Dra Karinie Marinho A dermatologista atende no Centro Médico Lúcio Costa (610/611), na Asa Sul

Boutique da Beleza Estética facial, micropigmentação labial e de sobrancelha. Tudo coordenado pelos empresários David e Suélen

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Voluntária faz aplicação de toxina botulínica (botox)

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Kátia Magna Looks para todas as ocasiões. A loja na Feira dos Goianos é comandada pela empresária Katia Magna

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Macacão vermelho

R$ 210,00 Vestido branco longo detalhes em paetê dourado .R$

245,00

Nanda Modas Looks para festas de fim de ano com entregas em todo o DF A empresária Fernanda Reis comanda a loja virtual Instagram: @nandamodasbsb Vestido branco curto

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Vestido xadrez

Vestido bege

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R$ 120,00

R$ 235,00

TV Comunitária lIGADA EM BRASÍLIA

CANAL 12 NA NET WWW.TVCOMUNITARIADF.COM @TVComDF

TV Comunitária de Brasília DF


Brasília Capital n Geral n 14 n Brasília, 26 de de dezembro a 15 de janeiro de 2020 - bsbcapital.com.br

ESPÍRITA

José Matos Vencedores espirituais Eles precisarão superar três estações: a tentação do sexo fácil e ilícito, a ambição espiritual ou material e a vaidade Qual é o objetivo da vida? Recuperar a face original. O que é face original? “É aquela que você tinha antes de nascer”, responde o Zen-Budismo. O que é o vencedor espiritual? É aquele que cumpriu a sua programação existencial – o Dharma, dos indianos, ou lenda pessoal, de Paulo

Coelho, ou, ainda, no dizer de Jesus, aquele que estabeleceu o Reino de Deus dentro de si. Os espíritas o denominam como “completista”, embora algumas pessoas, como Chico Xavier e Huberto Rhoden, tenham sido mais que “completistas”, porque foram além do que lhes foi traçado.

Vencer espiritualmente não é muito diferente de vencer profissionalmente. Você precisará caminhar até que não exista mais nem o caminho e nem o caminhante, e só exista o caminhar. Não inveje os vencedores; aprenda com eles. Leia suas biografias. Ore e peça a Deus disposição, coragem e perseverança. Os vencedores se dedicaram; sacrificaram fins de semana e feriados. Enquanto alguns se divertiam, passeavam, os vencedores estavam se capacitando, estudando, meditando. A graça não é de graça. Boa vontade, garra, disposição e perseverança são energias que você irradia e contagia os outros. Você não tem nada a perder, exceto, sua má vontade! Para vencer espiritualmente, você terá que ultrapassar cinco ou sete etapas, dependendo da institui-

ção. Em cada mudança de nível você entrará em crise. Se você não desistir, ficará mais forte e a caminhada se tornará mais clara. Na caminhada você enfrentará, basicamente, três tentações: a tentação do sexo fácil e ilícito, a ambição espiritual ou material e a vaidade. A médium Ivone Pereira, autora do clássico “Memórias de um Suicida”, e o médium Chico Xavier, foram exemplos de superação de tentações. Ambos não desfrutaram nenhum centavo das obras que receberam; nunca se envaideceram e, não caíram na tentação do sexo fácil e ilícito. O Apóstolo Paulo, vencedor espiritual, que chamou a caminhada espiritual de “o bom combate”, afirma que o venceu e guardou a fé! José Matos Professor e palestrante

Dor e alegria no Natal Antônio Villarreal (*) DIVULGAÇÃO

Celebrar o Natal é uma das tradições populares mais importantes do mundo. Em cada lugar, continentes, países, cidades e vilarejos, as pessoas comemoram o nascimento de Jesus Cristo. Representa, para milhões de cristãos, a chegada do filho de Deus, que vem nos salvar do caos e da maldade que se alojou nos corações humanos, levando a esquecer a verdadeira alegria de amar a Deus e a vida de todos os seres vivos. Mas, lembrar do Natal neste ano,

parece ser intrigante! Faz-nos perguntar: o aniversariante gostaria de comemorar seu aniversário num ano cheio de tristezas e sofrimentos? A tragédia que se abateu sobre nós e o consequente número de mortos em todos os países nos assombra. A espera pela vacinação contra a covid-19, ao mesmo tempo que vivenciamos a segunda onda da pandemia, enche nosso fim de ano de ansiedade. Chegamos ao fim do ano em crise econômica, social e política. Várias autoridades e governos que negaram a pandemia estão revendo suas atitudes e se tornando mais humildes. O Natal é um grande momento de confraternização nas igrejas cristãs e nas famílias, as quais nos levam a fortalecer os laços que existem entre os seres

humanos. Alegria, reencontros e muito amor para compartilhar, da forma que sempre deveria ser o dia de Natal. Neste ano, a dor e o sofrimento pela perda de milhares de vidas humanas se juntam à alegria do nascimento do Menino Jesus. Difícil situação, mas servirá de lição a todos de bom coração. Temos de valorizar a Vida. Nossa caminhada aqui na Terra deve estar condicionada a mais atenção ao próximo, principalmente, aos mais necessitados, como os trabalhadores explorados desta Terra e nossos idosos abandonados. Neste Natal, muitas famílias lamentarão a falta de muitos dos seus entes queridos, levados pelo novo coronavírus. Suas comemorações devem ser acompanhadas de cuidados especiais – uso de máscaras, lavagem

das mãos com água e sabão ou com álcool em gel e distanciamento social. O medo é real, mas também é normal. A alegria de comemorar o nascimento de Cristo é a necessidade vital do ser humano de buscar a perfeição. E a perfeição é Deus. E com certeza Ele exclui qualquer cerimônia exterior: purificações, oblações, jejuns, festas... pois, como diz o Evangelho: “[...] não é aquilo que entra na boca que macula, e sim o que sai do coração”. Então, comemore o Natal com os devidos cuidados consigo mesmos e com o próximo. "Bate o Sino, pequenino, Sino de Belém" (*) Professor de História aposentado da Secretaria de Educação do DF


Brasília Capital n Esportes n 15 n Brasília, 26 de de dezembro a 15 de janeiro de 2020 - bsbcapital.com.br

CANDANGÃO FEMININO

BRASILEIRÃO

Real Brasília é bicampeão DIVULGAÇÃO

Leoas do Planalto vencem o Minas na final pelo segundo ano consecutivo Gustavo Pontes

O Real Brasília conquistou o bicampeonato de futebol feminino do Distrito Federal ao derrotar na final o Minas Brasília, pelo segundo ano consecutivo. Em jogo único, disputado no Bezerrão, as Leoas do Planalto venceram por 2 a 1. Os dois times representarão o DF no Campeonato Brasileiro de 2021. A rivalidade entre as duas equipes começou no ano passado, quando o Real iniciava o projeto na modalidade. Na primeira fase, os times se enfrentaram no estádio Defelê, casa do Real Brasília. O Minas venceu por 1 a 0, aproveitando os desfalques das adversárias, que teriam um jogo importante pelo Campeonato Brasileiro na sequência. E essa continua sendo, até agora, a única derrota na história do Real

As bicampeãs do DF (de azul) estarão na elite nacional em 2021, juntamente com o Minas Brasília

Brasília no futebol feminino. Na final de 2020, o Minas começou pressionando e criou boas chances no início do jogo, mas parou na ótima goleira Flávia, que defendeu um pênalti cobrado pela atacante Hulk, artilheira do campeonato. Minutos após, o Real aproveitou a bola parada e abriu o placar com a capitã Luciana. O Minas voltou diferente para o segundo tempo em busca do empate. Mas foram as Leoas que marcaram, em um lindo

Rodada ‘natalina’ será nos dias 26 e 27 de dezembro Devido à pandemia da covid-19, o Campeonato Brasileiro terá um final de ano diferente do usual. A CBF divulgou a atualização da tabela de jogos da 26ª até a 29ª rodada, sendo que a 27ª, acontecerá entre os feriados de Natal de Ano Novo, nos dias 26 e 27 de dezembro. Depois, a competição terá uma pausa de 10 dias e será reiniciado na quarta-feira, 6 de janeiro, com a 28ª rodada. Destaque para os clássicos Fla x Flu, no Maracanã, e Palmeiras x Corinthians, no Allianz Parque, em São Paulo. Está agendada para 30 de dezembro a rodada de volta das semifinais da Copa do Brasi – América-MG x Palmeiras, em Belo Horizonte, e São Paulo x Grêmio, no Morumbi, na capital paulista. Os jogos de ida aconteceram uma semana antes, dia 23. (GP)

Confira os jogos da 27ª rodada do Brasileirão: 26 de dezembro Atlético-MG x Coritiba – 17h Santos x Ceará – 17h Goiás x Sport – 19h Fortaleza x Flamengo – 19h Fluminense x São Paulo – 21h

contra-ataque, ampliando para 2 a 0. No fim da partida, o Minas diminuiu, em cobrança de pênalti. Mas não foi o suficiente para evitar o bicampeonato do Real Brasília.

27 de dezembro Botafogo x Corinthians – 16h Bahia x Internacional – 16h Athletico-PR x Vasco – 16h Palmeiras x Red Bull Bragantino – 18h15 Grêmio x Atlético Goianiense – 20h30

SÉRIE D

Brasiliense é goleado e se complica Enquanto no futebol feminino as equipes do DF são motivo de orgulho, com Real Brasília e Minas na primeira divisão, no masculino o representante na Série D tem uma difícil missão para manter o

sonho do acesso à Série C em 2021. Desde 2013 o DF está afundado na última divisão do futebol nacional. Após o Gama ser eliminado na segunda fase, o Brasiliense seguiu como a última esperança para a

capital voltar a ter um representante na terceira divisão. Mas o sonho ficou muito perto do fim com a derrota por 4 a 0 do Jacaré para o Mirassol, em São Paulo. Os dois times voltam a se en-

frentar no domingo, às 15h, no estádio Serejão, em Taguatinga, e o Brasiliense precisa vencer por 5 gols de diferença para se classificar ou por 4 gols para levar a decisão para a disputa de pênaltis. (GP)


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Jornal Brasília Capital 496  

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