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Entrevista

Ibaneis Rocha diz que Rollemberg não vai ganhar por W.O. Ex-presidente da OAB-DF coloca seu nome para 2018 Páginas 7 a 9

Ano VII - 333

Brasília, 14 a 20 de outubro de 2017

DIVULGAÇÃO

Quem manda é o povo Trinta e sete anos após sua fundação e 13 meses depois de ser apeado do poder pelo que considera um golpe da direita, com o impeachment de Dilma Rousseff, o PT “radicaliza pela democracia”. O partido lança uma plataforma digital para ouvir a população sobre sete eixos temáticos que comporão os programas de governo para o DF e para o Brasil em 2018 Páginas 4 e 5 e Editorial Página 2

Brasília Vôlei conta com a torcida para superar dificuldades

GDF quer construir shopping ao lado do Mané Garrincha

Página 11

Chico Sant’Anna - Páginas 12 e 13

Segura que o pau é teu A fissura dos jovens pela autoimagem gera um verdadeiro ritual bestial Orlando Pontes - Página 16


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 14 a 20 de outubro de 2017 - bsbcapital.com.br

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E D I T O R I A L

x p e d i e n t e

PT dá a volta por cima Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diretor-Executivo Daniel Olival danielolival7@gmail.com (61) 99139-3991 Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com Tiragem 10.000 exemplares Distribuição Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG). C-8 LOTE 27 SALA 4B, TAGUATINGA-DF - CEP 72010-080 - Tel: (61) 3961-7550 - bsbcapital50@gmail.com - www.bsbcapital.com.br - www. brasiliacapital.net.br

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“O que não me mata, me torna mais forte”. Esta frase-ideia atribuída ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche é tão repetida que se parece com um ditado popular – raramente alguém não a tenha ouvido. O Partido dos Trabalhadores, depois de chegar ao fundo do poço, tendo vários de seus dirigentes presos e condenados pela Justiça por suposta prática de corrupção, dá sinais de ressurgimento e de manutenção de sua importância no cenário político brasileiro. “O DF e o Brasil que o Povo Quer” é o ponto de partida da legenda, aumentando o entrosamento com seus filiados e com o eleitorado de todo o País. O PT nem chega a renascer das cinzas porque, apesar de tudo que enfrentou nos últimos doze anos, especialmente em 2015 e 2016, e ainda enfrenta, manteve seu objetivo em meio àqueles que acabaram atrás das grades, como os ex-ministros José Dirceu e Antônio Palocci, dentre outros. Mas, ao atravessar momentos tão ruins, a derrocada de outros partidos acabou por tornar tua situação menos calamitosa. E o PT trata de se levantar, aumentar o número de filiados e ocupar seu lugar de destaque na política brasileira – obviamente, fazendo reparos que possibilitem reconquistar a confiança do eleitorado. Aqui, a agremiação enquadra-se

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nEstratégia para reeleição Estamos há mil dias sem ouvir um caso de corrupção na cidade, ao contrário dos governos anteriores. Vamos ver se os eleitores irão optar por um governo que nada faz e não rouba ou se irão por um governo no estilo rouba mas faz! Marcelo Marques, via Facebook Rapaz, vai ter que ser uma estratégia muito boa... beiran-

do o impossível. Na boa, só cumpre o restante do mandato sem fazer mais m... e sai de fininho, Rollemberg. Mauricio do Nascimento Nogueira, via Facebook Estratégia? Tem que fazer é milagre. Ulysses Louzada, via Facebook Manchete da edição 332. Entrevista exclusiva revela que PSB está montando estratégia para reeleger Rollemberg.

Existe uma realidade fascinante, depois de tudo que se passou com a legenda: aumento no número de filiados e o ótimo desempenho de Lula em pesquisas de opinião perfeitamente nos dizeres do filósofo Nietzsche (1844-1900), tornando-se mais forte depois de toda a cruel realidade por que passou. Os petistas movimentam-se para que os desvios que engolfaram integrantes do partido fiquem para trás e sirvam de nascedouro para o refortalecimento da legenda, incluindo uma participação importantíssima: a da população. Por isso, está sendo aberto um canal direto com todos os brasileiros. A contribuição de todos levará à montagem de programas locais e nacional que atendam as necessidades da Nação. Hoje, já existe uma realidade fascinante, especialmente depois de tudo o que já se passou: aumento no número de filiados e a posição do lí-

der maior, Luiz Inácio Lula da Silva, em pesquisas de opinição para a eleição presidencial de 2018. O petista tem aparecido em primeiro lugar. O que a própria legenda admite para o próximo ano é abrir mão de candidaturas a governador em vários estados para fortalecer o nome do PT à Presidência da República. “O que o povo quer” parte do princípio de que a legenda precisa debater as necessidades da população brasileira – no DF e nos estados –, de tal forma que os programas para os governos estaduais e federal contenham propostas com participação do maior número possível de brasileiros. E, claro, trata-se de aprofundamento da democracia partidária, não apenas da necessidade de votos para que candidatos do PT ganhem as eleições. As movimentações do PT mostram que a legenda ainda poderá servir como exemplo para outros partidos, se quiserem mesmo aprofundar as raízes democráticas. A reformulação no Partido dos Trabalhadores dá ânimo aos cidadãos que sempre desejaram que tanto Lula quanto seus corregilionários continuem sendo a esperança de dias melhores. Especialmente, e principalmente, porque o que manchou a imagem dos petistas sujou muito mais a imagem dos principais grandes partidos à sua direita.

a r t a s

nEstacionamento atrativo Bem feito! Eles colocam som às alturas até a madrugada, não respeitam os moradores vizinhos, além de atrair bêbados malucos que ficam gritando e brigando na madrugada. Não obedecem leis, sumam daqui e não voltem nunca mais! Ronaldo Maia, via Facebook no grupo AMAAC - Associação de Moradores e Amigos de Águas Claras - DF

Eu sei que era complicado o barulho e tudo mais, mas enquanto vocês estavam em casa reclamando de som alto, existiam uns 100 funcionários que ficaram sem emprego. Pensar no próximo ninguém pensa. Fran Consuelo, via Facebook no grupo AMAAC. “Atração” era roubar estepes de carro, como aconteceu com o meu. Boa decisão da Justiça! Carla R. Abreu, via

Facebook no grupo AMAAC. O Piratas foi tarde, extremamente desrespeitoso com a vizinhança, colocava música ao vivo na varanda, transmitia jogos e lutas após o horário permitido. Cláudio Paixão, no grupo AMAAC. Cercamento da área do Parque Central de Águas Claras, espaço que era usado para estacionamento de clientes do Shopping One (Edição 332).


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Crise hídrica

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urante as celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, quinta-feira (12), na Esplanada dos Ministérios, o governador Rodrigo Rollemberg pediu chuvas generosas para o Distrito Federal. Ele estava ao lado de sua mãe, Teresa Sobral Rollemberg. Participaram da cerimônia 80 mil fiéis.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Presságio O próximo partido a romper com Rollemberg será o PSD do vice-governador Renato Santana. Esta é a vontade do presidente da legenda, deputado Rogério Rosso (foto), que sonha lançar (ou lançar-se) candidato ao Buriti em 2018. DÉJÀ VU – Após declarar, em entrevista ao Brasília Capital (edição 331), que “não vejo motivo para comemorar” o uso das reservas do Iprev para pagar salários de servidores, Santana passou a utilizar a frase como bordão nas redes sociais. Gravou um vídeo mostrando a dificuldade de uma aluna cadeirante de subir as escadas da Escola Classe 3 do Gama. E repetiu: “não há motivos para comemorar”.

A 8ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do DF e Territórios deu ganho de causa ao Sindicato do Professores (Sinpro) na ação sobre o reajuste do plano de carreira da categoria e determinou o pagamento retroativo a 2015 até a situação se regularizar.

Sob medida Mesmo os adversários mais ferrenhos admitem, nos bastidores, que a corrida ao Buriti em 2018, no cenário atual, tem um favorito: o ex-deputado Jofran Frejat (PR-foto). Ele tem o recall da disputa com Rollemberg em 2014, o histórico como secretário de Saúde de Joaquim Roriz e a possibilidade de herdar os votos de José Roberto Arruda. NOIVA – Não é à toa, segundo os analistas, que Frejat é a noiva cortejada pelos partidos mais à direita (PMDB, PSDB, PTB), que indicariam o vice e os senadores da chapa, e também à esquerda, como o PDT e Rede.

PDT fora AMIGO ASSIM... – O vice não somente está em campanha como faz oposição ao expor problemas de seu próprio governo.

Toma lá... O senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai cobrar apoio do presidente Michel Temer para derrubar, terça-feira (17), no plenário do Senado, a decisão da 1ª Turma do STF de afastá-lo do mandato e a ordem de recolhimento noturno. ... DÁ CÁ – Aécio lembra o presidente que costurou entre os tucanos a indicação de seus conterrâneos Paulo Abi-Ackel e Bonifácio de Andrada para relatar, respectivamente, a primeira e a segunda denúncias contra Temer na Câmara dos Deputados.

Justiça manda GDF pagar professores

Como o Brasília Capital adiantou na edição 328, o PDT confirmou na terça-feira (10) o desembarque da base de apoio do Palácio do Buriti. A legenda tem dois deputados na Câmara Legislativa – Reginaldo Veras e Joe Valle – e comanda a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

PODE RECORRER – A ação judicial é referente à sexta parcela do reajuste salarial da Lei nº 5.105/13, que deveria ter sido paga em setembro de 2015. Mas o GDF ainda pode recorrer da decisão publicada quinta-feira (12) no Diário da Justiça. SEM JUSTIFICATIVA – No entendimento da diretoria colegiada do Sinpro, não há justificativa para o governo não obedecer a determinação judicial. “Com o aumento da arrecadação e a saída do Distrito Federal do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, não há mais nada que justifique o não cumprimento da lei”, afirma Dimas Rocha, da diretoria Sinpro.

Telma reprovada A deputada Telma Rufino (Pros-foto) foi denunciada pelo Ministério Público do DF por comprar diplomas de graduação e pós-graduação na Faculdade de Ciências, Educação e Tecnologia Darwin (Faceted), no Areal. As provas foram coletadas na Operação Trick, em abril de 2015. Telma teria forjado dois diplomas e históricos escolares sem sequer frequentar a faculdade.


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JÚLIO PONTES

“Nosso objetivo é formular um programa que esteja conectado com o cenário pós-golpe, marcado pela retirada de direitos e retrocessos nas políticas públicas” Erika Kokay Presidente do PT-DF

PT radicaliza pela democracia Partido volta às suas origens para dar a volta por cima. Estratégia é conectar-se diretamente com os anseios da população Orlando Pontes e Valdeci Rodrigues

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scaldado pela crise que o equiparou aos partidos da velha política, o Partido dos Trabalhadores voltará a ser “radicalmente democrático”. O primeiro passo nesse retorno às suas origens será dado segunda-feira

(16) com o lançamento da plataforma “O DF e o Brasil que o Povo Quer”. O evento está marcado para as 19h, no Teatro dos Bancários, na 513 Sul. A presidente regional do PT, deputada Érika Kokay, explica que não se trata da apresentação de um plano de governo para as eleições de 2018. “Estamos disponibili-

zando uma plataforma digital totalmente livre à participação popular para discussão e aperfeiçoamento de oito eixos centrais de interesse dos brasileiros em geral e dos brasilienses, em particular”. A plataforma “O DF e o Brasil que o Povo Quer” é o início da formulação de um programa em nível local e nacional,

com foco no diálogo com os cidadãos depois do que o partido considera um golpe arquitetado pela direita que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. Inclusive com a retirada, depois, de vários direitos dos trabalhadores, no entendimento dos petistas. Esta é a fórmula para a legenda se reencontrar com as

três vertentes históricas – os movimentos eclesiais de base da Igreja Católica, o movimento sindical e a luta contra a ditadura militar (agora focada na manutenção das conquistas democráticas dos 13 anos em que governou o País) – que tornaram o PT, desde a fundação, em 1980, na maior agremiação política do Brasil. “Diferentemente de outros partidos, que se resumem a uma discussão de nomes para disputar os espaços de poder, o PT quer dialogar com a população sobre um projeto democrático e popular para o Brasil e para o DF. Nosso objetivo é formular um programa que esteja conectado com o cenário pós-golpe, marcado pela retirada de direitos e retrocessos nas políticas públicas”, explica Erika Kokay. De forma pioneira, a Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, lançou um processo de escuta da população por meio de uma plataforma digital na qual as pessoas podem participar dos debates, enviando opiniões acerca de diversos temas, como qualidade de vida, desigualdade e inclusão social, participação social, liberdade e direitos. O projeto também propõe debates descentralizados territorialmente de forma a possibilitar a participação direta e presencial da população. A finalidade dessa forma de atuação política é apresentar programas tanto para Brasília quanto para o Brasil em perfeita sintonia com o que desejam os brasilienses e os brasileiros. A coordenadora do projeto no DF, ex-vice-governadora Arlete Sampaio, afirma: “Vamos construir coletivamente um projeto para governar”. Ela diz que o partido tem condições de lançar candidato próprio ao GDF ou com partidos que considerar importantes para uma coligação.


Brasília Capital n Política n 5 n Brasília, 14 a 20 de outubro de 2017 - bsbcapital.com.br Brasília Capital  Geral  11  Brasília, 14 de outubro a 18 de outubro de 2017 - bsbcapital.com.br

Sem oposição, Rollemberg nada de braçada “Os que mandam não só não se detêm diante do que nós chamamos absurdos, como se servem deles para entorpecer as consciências e aniquilar a razão”. A frase é do escritor português José Saramago e, embora tenha sido escrita em 2004, no livro Ensaio Sobre a Lucidez – cujo principal enredo é a democracia – define bem o que acontece hoje no Distrito Federal. São tantos os absurdos da gestão de Rodrigo Rollemberg que a oposição não consegue se organizar: está entorpecida. Ela assiste à proximidade das eleições do ano que vem, sem deDr. Gutemberg, fi nir um canpresidente do Sindicato dos didato ao BuMédicos do DF e advogado

riti comprometido a tirar Brasília da mediocridade e da falta de projetos. Ao transformar a capital do Brasil em um verdadeiro caos, sem saúde, educação e segurança, Rollemberg conseguiu também degradar a política, transformando-a em palco da inércia. Ninguém sabe para que lado vai. Qual é a prioridade? São tantas as falhas e as queixas da população que, até o momento, a oposição não conseguiu formar consenso em torno de um nome. Por outro lado, com as poucas gambiarras que ostenta, incluindo um deck milionário próximo a uma estação de tratamento de esgoto, o atual governador segue firme rumo às eleições de 2018.

Petistas descartam aliança com PPS

O que Rollemberg fez e faz, na verdade, é a exata fórmula que muitos encontram para ter mais chances de manter-se no poder, pois sem oposição não há democracia. E a falta de democracia é uma das marcas desta gestão. Sem diálogo com a população, com os trabalhadores e seus representantes. Trocando em miúdos, a autocracia é o regime escolhido por esta gestão do GDF para governar: ele decide, negocia, distribui cargos, troca favores e toca em frente suas propostas que só atrasam e comprometem o futuro da cidade. A população precisa enxergar a face da oposição. Os eleitores precisam saber que ali, no fim do túnel, após quatro anos de des-

mandos e desmontes no serviço público, há uma luz. E eles têm pressa. Têm pressa porque não querem reeleger Rollemberg. Aliás, diga-se de passagem, 72% deles o rejeitam. Não é, portanto, apenas uma questão de fazer oposição. Uma oposição frágil fortalece um governo ruim. Na situação em que estamos hoje no DF, o mais preocupante “não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, como afirmou o ativista político Martin Luther King. Por isso, já passou da hora de a oposição mostrar a Rollemberg que a reeleição não é uma possibilidade.

EIXOS TEMÁTICOS

CLDF

A coligação do PT, segundo Érika Kokay pode conter o PDT, que acaba de deixar o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). Mas ela refuta qualquer aliança com o PPS, onde estão os distritais Celina Leão e Raimundo Ribeiro. Concorda em conversar com a Rede, hoje abrigo dos ex-petistas Cláudio Abrantes e Chico Leite. Arlete Sampaio cita também Psol e PCdoB como ponto inicial. “A partir daí podemos ampliar”. Sobre a possível candidatura do atual presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), ela responde que o PT está aberto a todas as possibilidades, “mas não descartamos candidato próprio”. Érika admite que ela própria poderia ser a candidata,

Eixo I A ordem mundial, a soberania e a defesa da nação.

“Vamos construir coletivamente um projeto para governar” Arlete Sampaio coordenadora do projeto no DF

Eixo II Participação popular, liberdade e direitos. Qual democracia queremos?

Eixo III Integração nacional e serviços no Brasil. É possível construir um País mais justo para todos?

Eixo IV O que é qualidade de vida para você?

Eixo V Quem pagará o aumento da infraestrutura e dos bens de consumo no Brasil?

o que também não é descartado por Arlete. Mas ambas dizem que existem outros companheiros cujos nomes podem ser colocados para a disputa. Citam o ex-deputado

Geraldo Magela. Em nível nacional, nenhuma das duas titubeia ao afirmar que “Lula é nome que a população deseja” e que “existe um complô para tirá-lo do páreo”.

Eixo VI Como reduzir a desigualdade e garantir inclusão social no Brasil?

Eixo VII Como mobilizar os recursos naturais e tecnológicos gerando riqueza para todos?


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Entrevista/ Ibaneis Rocha Barros Júnior

“Rollemberg não vai ganhar por W.O.” JÚLIO PONTES

uma característica diferente. O que falta é a priorização e melhoria da gestão. Temos um Fundo Constitucional de mais de R$ 13 bilhões que estado nenhum tem. Outras unidades da Federação têm que arcar com saúde, educação e segurança. Nos demais estados você tem uma receita compartilhada com os municípios. Em Brasília, não tem. É o local de maior renda per capita do país. Você tem condições que, se bem geridas, tenho certeza de que o resultado seria outro. Eu tenho uma perspectiva que o governante nunca pode vender a desilusão. Mesmo que a situação esteja difícil, ele tem que apontar rumos. O erro do Rollemberg está aí? Acho que o governante não precisa vender ilusões, mas também não precisa passar desesperança. Um gestor público tem que trabalhar com parcerias público-privadas, com incentivo ao empresariado. O que se verifica é que houve uma quebra do empresariado em virtude da desilusão.

Ibaneis Rocha: o que falta a Brasília é a priorização e melhoria da gestão. O governante não pode vender a desilusão Orlando Pontes

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x-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) no triênio 2012/15, o brasiliense Ibaneis Rocha Barros Júnior, 46 anos, filho de piauienses de Corrente, tem o sonho de governar a capital da República. Morou no interior quando o pai, funcionário da UnB, foi para a Universidade Federal do Piauí implementar o primeiro projeto de desenvolvimento de soja do estado e da expansão dos campus da UFPI. Em 1987, retornou para Brasília, concluiu o segundo grau e ingressou na faculdade. Formou-se em Direito pelo UniCeub em 1983.

Essa vivência e convivência com a sociedade organizada é o que lhe faz pensar em concorrer ao GDF? A vivência, a convivência e o amor pela cidade que me deu tudo criam essa perspectiva de poder contribuir com a discussão política do DF. Sabemos da dificuldade por que passam todos os governos. É um momento de gestão muito difícil. Mas também é um momento de as pessoas que querem o bem se colocarem à disposição.

Seu escritório, especializado em questões trabalhistas, cíveis e tributárias, conta com 50 advogados, além de funcionários de apoio. Como presidente da OAB, conheceu os problemas da cidade e vivenciou as dificuldades de sua gente. “A Ordem tem essa característica de se envolver nos problemas para poder solucioná-los. Isso nos abriu muitos campos. Por exemplo, no setor imobiliário nós tínhamos um contato muito próximo com o pessoal da Ademi, da Asbra e do Sinduscon em virtude desta trava existente no sistema imobiliário do DF, no que diz respeito à emissão de alvarás e licenças de funcionamento. Isso fez com que a gente discutisse toda a legislação imobiliária no âmbito da OAB.

Qual sua avaliação do trabalho do governador Rollemberg? Só querer o bem não resolve. Tem que ter habilidade de gestão e vontade de ser gestor executivo. Tem pessoas que nascem para o parlamento, mas não conseguem executar aquilo que se pretende. O senhor nasceu para o Executivo? Eu tenho essa característica de até como advogado ser um executivo. Acho

que teria condições de ser um solucionador de problemas. Eu tenho a capacidade da negociação, buscando as partes, tentando tirar os entraves. Sempre foi isso que fiz na vida. O senhor acredita na crise financeira de Brasília? Qual seria a alternativa para ela? Crise financeira todo mundo passa, tanto no setor público quanto no privado. Mas Brasília tem

Tem a ver com a não valorização do servidor público? Temos em Brasília uma classe trabalhadora voltada para o serviço público. Aí você diz para essas pessoas que está em crise profunda. A primeira reação, como consumidor, é retrair as compras. É natural do ser humano. Quando você aponta para ele um cenário de crise, você o tira do mercado. Isto teve um impacto muito forte nas empresas. Inúmeras fecharam, cresceu o desemprego e houve uma fuga muito grande de empresas. Na minha visão, em vez de buscar a solução e trazer esperança de desenvolvimento, preferiu-se apostar na crise para, agora, se dizer que a situação está regularizada. O Sr. concorda que era necessário usar os recursos da aposentadoria dos servidores para contornar a crise? A situação se agravou a tal ponto que as saídas tiveram que ser negociadas neste sentido. Ele, como um político tradicional, deveria saber da situação de Brasília e tinha a obrigação de ter procurado uma saída há três anos, quando ganhou a eleição. Até porque você tem que começar a governar já sabendo o que vai ser feito. O senhor não é um político profissional. Sabe da real situação do DF? Tenho buscado estudá-la profundamente, principalmente a área finan


Brasília Capital n Política n 8 n Brasília, 14 a 20 de outubro de 2017 - bsbcapital.com.br

Entrevista/ Ibaneis Rocha Barros Júnior ceira. Sei de onde podemos tirar recursos, quais áreas precisam ser motivadas – por exemplo, a área de regularização fundiária –, destravar o andamento das empresas e buscar trazer investimentos para o DF. Existem coisas que podem ser feitas em Brasília que nos colocariam em outra perspectiva de crescimento. O sr. não é filiado a nenhum partido. Como pretende viabilizar sua candidatura? A atual conjuntura depende de uma harmonia, discussão e formação de um grupo partidário que queira recuperar a cidade. Não teremos em Brasília nenhum salvador da pátria. Isso não se busca. Estar filiado a um partido será importante, mas essa discussão tem sido feita com os partidos. Quais? Já tive conversa com o PDT, do Joe Valle (presidente da Câmara Legislativa). Tive uma boa conversa com o Alírio Neto, do PTB. Com o senador Cristovam Buarque, que foi governador e está no segundo mandato de senador. Tive conversa com o PMDB, do ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Já estive com vários partidos menores também, como o PHS e o PEN. O sr. também já esteve com o governador Rollemberg? Em que pese discordar do modo de gestão de Rollemberg, sou amigo pessoal dele. Nossa conversa girou em torno de política. Sobre as pretensões dele de reeleição e a nossa de enfrentá-lo. Ele tentou atrair o Sr para o grupo dele? De certo modo, houve um convite. Mas deixei bem claro que não concordava com o modo como ele gere a cidade. O momento é de colocar o debate na mesa. O convite seria para sr. se filiar ao PSB? O convite seria para ficar ao lado dele. Só que, por não acreditar na proposta implementada durante esses anos, não dei nenhuma abertura. Para que isso viesse a ocorrer, deveria haver muitas conversas e uma mudança de postura muito forte do governador. O que é melhor para Brasília: o discurso de Rollemberg de colocar a

casa em ordem, o do Agnelo ou o dos governos anteriores, que acabaram em escândalos? Brasília vem passando por um longo período de desilusão. Saímos de um período de escândalo, onde o ex-governador foi abatido no momento em que fazia um bom voo. Depois, tivemos duas gestões de governadores interinos. Ali começou a farra dos reajustes, com Rogério Rosso e com Wilson Lima. Alguns deles necessários, pois havia uma política de desvalorização do servidor. No governo Agnelo, tivemos um período de amplo crescimento da cidade, com grandes obras, infelizmente, muitas acusadas de corrupção. Mas foi um período em que a cidade passou por uma revolução nas suas obras: estádios, obras viárias ainda não concluídas, o Centro Administrativo que parou na situação que está, mas deveria ter sido concluído. Quem tiver praticado corrupção, que pague. Mas o Centrad é uma obra que certamente estaria servindo para Taguatinga. Foi baseado nessa expectativa de arrecadação que Agnelo concedeu tantos reajustes a servidores? Provavelmente. Mas a concessão desses reajustes não foi bem pensada.Rollemberg tinha conhecimento. Como senador eleito com apoio de Agnelo, sabia de tudo e nunca se colocou contra. Nem na época em que era candidato a governador – e muitos desses reajustes foram concedidos nesse período. Ele assumiu sabendo qual era o encargo. Ele deveria ter cumprido os acordos? Essa conta vai ser paga talvez até por mim, se eu chegar a ser governador. Ele simplesmente adiou a conta, deixando para uma gestão futura. A maneira como foi tratada a questão do reajuste não foi acertada. Ele deveria ter buscado outros meios de negociação e não gerar um passivo judicial, que vai ficar acrescido de honorários, juros e correções monetárias. Sem contar o passivo das empresas. Temos inúmeras ações das empresas que trabalharam para o GDF e foram questionadas na Justiça. São inúmeros processos judiciais transitados em julgado. O passivo que o governo Rollemberg está deixando para o próximo governo é muito elevado. Acredito que

“O passivo que o governo Rollemberg está o próximo governo é muito elevado. Acre deveria ter feito a política invers

ele deveria ter feito a política inversa. É possível pagar essa passivo? O governo não é de pessoas, e sim, do público. Está tudo registrado e terá que ser pago. O pior disso tudo não foi só esse desgaste administrativo nos últi-

mos 10 anos. É que nas últimas eleições sempre ganhou o menos pior. O Agnelo concorreu com Dona Weslian Roriz, por uma circunstância do afastamento do marido dela, Joaquim Roriz. Posteriormente, tivemos a eleição de Rol-

JÚLIO PONTES

“O governador não pode ser escolhido por uma circunstância política em que ficam ausentes os candidatos”


Brasília Capital n Política n 9 n Brasília, 14 a 20 de outubro de 2017 - bsbcapital.com.br Brasília Capital n Cidades n 9 n Brasília, 5 a 11 de agosto de 2017 - bsbcapital.com.br JÚLIO PONTES

de e buscar esquadrinhar as soluções possíveis e viáveis a partir desse debate. Quem for nos enfrentar, se for o governador ou qualquer outro candidato, também terá que partir para este debate com clareza. O PSB está articulando uma aliança para reeleger Rollemberg. O PT também se reorganiza. Afinal, quem são os nomes com quem o senhor tem conversado que já fazem parte desse pensamento que o inclui como candidato? Parti de uma conversa com o Joe Valle. A partir daí, conversamos com o presidente regional do PDT, Georges Michel, e com o presidente nacional, Carlos Luppi. Tivemos conversas com o senador Cristovam e com o pessoal que representa o maior ramo das igrejas do DF, o grupo do PRB. Existe uma disposição de se montar um grupo com Alírio Neto, Filippelli, entre outros.

deixando para edito que ele sa”

lemberg, em virtude de uma teimosia do Arruda em manter a candidatura que ele sabia inviável desde o início. Então, houve uma ausência de debate. A entrada de Jofran Frejat, se tivesse sido mais no início, tornaria o debate mais amplo e o governador teria oportunidade de explanar com mais clareza as suas ideias. Então, em 2018, com essa sua postura, não haverá vitória por WO... Não só com a minha postura. Nós temos que ter candidatos competitivos. A cidade e os eleitores têm que ter a oportunidade de debater os temas da cidade e escolher qual rumo que vai se dar. O governador não pode ser escolhido por uma circunstância política em que ficam ausentes os candidatos. Esse é o meu propósito. Se eu for o candidato desse grupo que está em formação, vamos trazer os problemas da cida-

Mas esse grupo tem se reunido sem a sua presença... Tem se reunido exatamente com essa convicção de que tem que se montar um grupo voltado para discutir os problemas da cidade e colocar os melhores quadros, aqueles que não estiverem envolvidos em problemas de corrupção e ética. O sr. conversou com o grupo que reúne a direita e o outro dos políticos de centro-esquerda . Afinal, com qual dos dois o Sr mais se identifica? Não acredito que Brasília vai conseguir uma recuperação da situação em que está se não fizermos uma ampla aliança de negociações. Nós temos uma legislação que precisa ser atualizada no DF; nós precisamos do empresariado; precisamos discutir com os setores produtivos da cidade, debater com os servidores públicos, que precisam ser valorizados. Então, acredito que esta deve ser uma ampla aliança no sentido de recuperar a cidade. . Fazer a boa política será a sua contribuição para Brasília? Estou muito feliz de ter entrado neste debate e ver que as coisas estão evoluindo. As pessoas estão se reunindo um ano antes da eleição, o que impõe até ao próprio governador a posição discutir e buscar alianças. Para mim, mesmo que não venha a ser o candidato escolhido por esse grupo que pretende governar o DF, só de proporcionar o debate, já estou feliz.

18 de outubro é Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa e dos participantes da Funcef

A próxima quarta-feira 18 será marcada por manifestações em todo o país em defesa da Caixa e dos participantes do fundo de pensão da empresa, a Funcef. No Dia Nacional de Luta, promovido pelo Sindicato dos Bancários de Brasília e demais entidades, a mobilização será pelo pagamento do contencioso pe-

la Caixa e contra o PLP 268/16, que propõe a redução da presença dos trabalhadores na gestão dos fundos de pensão. Empregados e empregadas também vão cobrar da Caixa e da diretoria da Funcef a incorporação do REB ao Novo Plano, a preservação da paridade no equacionamento e demais pontos de interesse dos participantes. Assinaturas serão coletadas para exigir da Caixa uma solução para o contencioso, maior responsável pelo déficit nos planos da Funcef. A ação faz parte da campanha “Contencioso: essa dívida é da Caixa”, que já colheu mais de 10 mil assinaturas. “A Caixa é um patrimônio do povo brasileiro e não pode ser dilapidada ou privatizada por um governo de plantão, ilegítimo e golpista. A direção da Caixa não pode tratar essa empresa como patrimônio privado que, ao invés de fazer estudos sobre eficiência operacional, deveria priorizar ações e atividades que promovam distribuição de renda e o desenvolvimento do país”, destaca o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.


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Bodas de ouro com o balcão

Dono de lanchonete há 50 anos em Taguatinga entregará negócio ao filho e garante que trabalhou por prazer JÚLIO PONTES

Júlio Maria de Oliveira (esq.): O filho, gerente no período da tarde, é conhecido por inúmeros fregueses desde a infância, quando ia apenas acompanhar o pai

Valdeci Rodrigues

P

oucas são as pessoas que se dão ao luxo de afirmar que trabalham também por prazer, além da óbvia busca pela subsistência. Júlio Maria de Oliveira, 72 anos, é uma dessas exceções. Sua situação de raridade afunila-se ainda mais por estar há quase 50 anos praticamente no mesmo endereço, em Taguatinga Centro, com a Lanchonete do Júlio. Ele conta, com orgulho, que já atende a uma terceira geração de fregueses fiéis. “São filhos e netos

dos meus primeiros fregueses”, afirma com alegria. De seus quatro filhos – dois homens e duas mulheres – um está com ele na lanchonete. É Júlio Leonardo Moreira, 43 anos, que gerencia o estabelecimento durante a tarde e início da noite até o fechamento. Mas, se dependesse da vontade do pai, os quatro estariam no comércio. “Eu queria que eles viessem. O comércio é gratificante”, justifica. Júlio neto só não está por ali porque “hoje em dia é crime começar a trabalhar com essa idade”, reclama Júlio filho, referindo-se ao garoto de 11 anos.

Júlio pai espera aposentar-se em 2020, quando pretende passar o negócio definitivamente para Júlio filho. Por enquanto não consegue desligar-se

Bar - O patriarca Júlio Maria de Oliveira trabalha atualmente de forma menos corrida, desde que abriu a lanchonete em

1970, no centro de Taguatinga, onde está até hoje. Mudou de local, mas continua na mesma quadra da galeria que foi aberta em 1966. No primeiro ponto, seu estabelecimento funcionou até 1978. Os endereços ficam perto um do outro. E a lanchonete já teve também atendimento de bar por alguns anos. Ele teoriza que tem a fidelidade da freguesia porque trabalha com prazer. Júlio pai garante que o atendimento de hoje é igual ao dos anos 1970. “Toco do jeito que tocava antes. Sem luxo, mas com a mesma qualidade”, afirma. Mais tranquilo

agora – antes chegava às 4h30 para preparar pastéis que são fritos quando o freguês pede–, ele passa pela lanchonete todos os dias. Considera-se “afastado” há quatro anos e prepara-se para aposentar-se em 2020 e “aí, ficar à toa”. O afastamento mesmo foi apenas do serviço mais pesado. “Só eu faço compras. Só quem admite ou demite sou eu”, exemplifica. A lanchonete continua sendo aberta às 5h30 e funcionando até o início da noite. São vitaminas, sucos, salgados, “tudo feito na hora”. Quando começou, Júlio pai diz que Taguatinga Centro “era tudo barraco. Não havia prédio. Só havia uma casa”. Casado há 39 anos com a mesma mulher, Júlio pai demonstra bom-humor ao narrar a história de sua família, “que veio de São Gotardo (Minas Gerais), fugindo da crise”. Parecença – Júlio filho dá mostras de que está mais do que preparado para assumir o lugar do pai. Começou a trabalhar com ele quando tinha entre 13 e 14 anos. De lá pra cá, chegou a montar outra empresa, no mesmo ramo de atividade, no Setor de Oficinas. Disse que se cansou e voltou a trabalhar com o pai. É ele que assumirá os negócios a partir de 2020, se realmente houver a aposentadoria do patriarca. Alex Relojoeiro – ele não conta o sobrenome – é freguês da Lanchonete do Júlio há 40 anos. “O pastel é tradição. Nunca mudou nada”, assegura. Ele vende relógios em Taguatinga há quatro décadas, orgulha-se de ter formado cinco dos seis filhos. Júlio filho diz que é comum histórias assim como a de Alex. São fregueses que o conheceram menino, ajudando o pai. “A grande maioria me conhece. E muitos dizem que sou parecido com meu pai”, conta o filho. A lanchonete funciona na C-8 lote 18 loja 1.


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TAGUATINGA

Classificação nas mãos da torcida O Brasília Vôlei estreia neste sábado (14) na Superliga Feminina 2017/2018 contra o Fluminense, às 13h, no Rio de Janeiro. Com a redução do investimento dos patrocinadores, o representante do Distrito Federal aposta na força da torcida, que deverá comparecer em peso ao ginásio Sesi, na QNF 24, com capacidade para 1.200 pessoas. A saída da Terracap, principal patrocinadora do time, fez com que a capitã Paula Pequeno, campeã mundial pela Seleção Brasileira, deixasse a equipe no início da temporada. “Foi uma decisão difícil (...) A ordem é reduzir custos”, disse o presidente James Figueiredo Rocha. Paula foi para o Vôlei Bauru. Mas James acredita no potencial do Brasília Volêi, e espera que o time surpreenda e chegue aos playoffs – fase eliminatória da competição. Ele não comemora o fato de ser a única equipe brasiliense disputando a elite de competições nacionais, já que representantes do futebol, como Brasiliense e Gama, e do basquete, como o UniCeub, estão fora. CRESCENTE – James sucedeu Leila Barros, atual secretária de Esportes, que fundou a agremiação, juntamente com a também medalhista olímpica Ricarda Lima. Desde o ingresso na Superliga, em 2013, a equipe segue uma linha ascendente na competição. Para esta temporada, houve a diminuição dos investimentos e corte na folha salarial. O objetivo, agora, é estar entre as oito melhores da competição. Os dirigentes tentam captar mais recursos e trazer reforços para o time de Sérgio Negrão até 31 de dezembro, quando fecha a janela de transferências.

InformAção Câmara Legislativa aprova Lei Orgânica da Cultura

A

Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a Lei Orgânica da Cultura (LOC), como ficou conhecido o Projeto de Lei Complementar no 84/2016, do Executivo, que institui o Sistema de Arte e Cultura do Distrito Federal, e o PLC no 85/2016, também do Governo, que autoriza a criação da Fundação das Artes do Distrito Federal – FundARTE-DF e da Fundação de Patrimônio Cultural do Distrito Federal – FunPAC-DF. As propostas seguem para sanção do governador.

Você merece saber tudo o que acontece na Câmara Legislativa.

AGENDA DA SEMANA

16/10/2017 | Segunda-feira 10h

Sessão Solene: Dia do Professor

19h

Audiência Pública: Moradores do Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo

17/10/2017 | Terça-feira 9h

ARTISTAS PARTICIPARAM ATIVAMENTE DA DISCUSSÃO EM PLENÁRIO

Audiência Pública: Debate sobre a logística reversa do vidro

9h30

Reunião Extraordinária: Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof)

15h

Sessão Ordinária

Produção Legislativa PROJETOS

18/10/2017 | Quarta-feira

PLC 84/2016, que institui a Lei Orgânica da Cultura;

PLC 85/2016, que cria a Fundação das Artes do Distrito Federal (FundARTE-DF) e a Fundação de Patrimônio Cultural do Distrito Federal (FunPAC-DF);

10h

Derrubada de veto parcial ao PL 1.569/2017 (LDO), que restabelece a recomposição salarial de servidores do SLU.

Sessão Solene: Homenagem à Paróquia Nossa Senhora Aparecida

15h

Sessão Ordinária

Comissões •

Comissão de Educação, Saúde e Cultura – CESC

Comissão de Constituição e Justiça – CCJ

CPI da Pedofilia

19/10/2017 | Quinta-feira

Projeto de Lei consolida descentralização administrativa e financeira das escolas

A

s comissões de Educação, Saúde e Cultura e de Constituição e Justiça aprovaram o Projeto de Lei no 1.674/2017, do GDF, em conjunto com o Projeto de Lei no 360/2015, que institui o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) nas unidades escolares e regionais de ensino da rede pública do DF.

www.cl.df.gov.br

9h

Sessão Solene: Ceasa

15h

Câmara em Movimento: Paranoá

19h

Sessão Solene: Dia do Piauí

20/10/2017 | Sexta-feira 9h

Audiência Pública: Conselhos Tutelares do Distrito Federal

15h

Audiência Pública: Lei Orçamentária Anual (LOA)

19h

Sessão Solene: Dia do Médico

AGENDA SUJEITA A ALTERAÇÕES.


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DIVULGAÇÃO

Por Chico Sant’Anna

Rollemberg com os nervos à flor da pele A proximidade das eleições, as dificuldades de manter unida a base de apoio – o PDT é o mais recente partido a abandonar o barco –, e o distanciamento de organizações da sociedade civil que o apoiaram em 2014 estão deixando o governador Rodrigo Rollemberg (PSB/Foto) num estado irritadiço, bastante diferente daquele apresentado nas rodas de conversas no período pré-eleitoral, há mais de três anos. Pouco aberto a críticas, o governador recebeu uma delegação de vinte entidades comunitárias insatisfeitas com as propostas de políticas urbanas, ambientais e de mobilidade, entre uma relação de quatorze pontos que compuseram uma carta aberta à população que provocou a reunião. As organizações defendiam mais estudos técnicos e, principalmente dos impactos na crise hídrica, antes de se avançar nas propostas da nova Luos, e de propostas de mudanças urbanísticas, tais como a implantação da segunda etapa do Taquari, na Serrinha do Paranoá, do Adensamento Urbano do Park Way, das mudanças de destinação de uso de áreas consideradas apenas residenciais e do recém-anunciado Planap – pelo qual poderá haver uma proliferação de puxadinhos em todo o DF, atropelando os projetos urbanísticos de cada uma das cidades. Queriam também que o GDF acatasse a recomendação do Ministério Público e só encami-

nhasse Luos ao Legislativo, após a aprovação do Projeto de Zoneamento Ecológico e Econômico do DF (ZEE). Uma medida que a todos parece lógica: definir primeiro as áreas que terão maior proteção ambiental, para depois, via Luos, especificar que uso econômico e residencial essas áreas poderão ter. QUEDA DE BRAÇO – Mas o que parece ser o correto para o MP e para as entidades, não o é para Rollemberg, nem para seu secretário de Gestão Territorial e Habitação, Thiago de Andrade. E MARTA CRISÓSTOMO ROSÁRIO Rollemberg está decidido a enviar ainda neste ano a Luos à Câmara Legislativa. A toque de caixa, aprovou, na terça-feira (9), o projeto no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan) e agora está a um passo de chegar à CLDF, onde o GDF acredita contar com o apoio dos segmentos econômicos de Brasília, que, a exemplo do que aconteceu na votação da reforma previdenciária, pressionarão os distritais para uma votação ágil e favorável ao GDF. Tudo isso fragiliza a situação do secretário de Meio Ambiente, André Lima (Rede), a quem compete tocar o ZEE. Nessa queda de braço, André Lima não admite perder. Acredita que o ZEE estará pronto no início do ano que vem, e por ser mais simples, terá uma tramitação mais ágil do que a Luos. É ver para crer.

Serrinha: Ministério Público é contra o loteamento

Lotear a Serrinha do Paranoá As entidades presentes ao Buriti saíram chocadas da reunião com Rollemberg. Muitos, inclusive, foram apoiadores e até formuladores das propostas de governo na fase pré-eleitoral e afirmam que nunca viram o governador tão nervoso. “Ele não respondeu a nenhum dos 14 pontos por nós elencados. Repetia que era um tratamento injusto para com ele e que ninguém percebia os avanços que seu governo tem feito”, registrou Vera Ramos, presidente do Instituto Histórico Geográfico do DF. “Entramos com um conjunto de 14 questões e saímos com 15. A declaração enfática do governador sobre a área da Serrinha (Taquari): ‘ou o GDF faz um loteamento ou os grileiros vão parcelar aquela área’ nos deu a clareza da incapacidade do GDF em cumprir com uma de suas obrigações: o controle do uso e ocupação do solo. Diante disso, passa a ser questionável qualquer plano ou regramento de uso do solo, pois não haverá controle e garantia que ele seja respeitado. E não há planejamento sem controle. Quanto às demais questões postas na Carta Aberta, nenhuma obteve resposta”, afirmou a urbanista Tânia Batella, uma das coordenadoras do movimento. O MP também é contra o loteamento da Serrinha do Paranoá, que passaria a abrigar uma população de 7 a 10 mil novos moradores. No local, existem mais de cem nascentes que correm para o Lago Paranoá, bem próximo de onde foi construída emergencialmente uma estação de captação de água. Além disso, o esgoto desse novo loteamento seria tratado na Estação Norte da Caesb, que, segundo técnicos, já estaria com sua capacidade esgotada.

Acompanhe também na internet o blog Brasília, por Chico Sant’Anna, em https://chicosantanna.wordpress.com Contatos: blogdochicosantanna@gmail.com


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DIVULGAÇÃO

Mané Garrincha: a bola da vez No meio desse imbróglio, a privatização do Complexo Desportivo que reúne estádio, autódromo e ginásio de esportes (foto do croqui) ganhou um ingrediente novo. Para tornar mais atrativa a privatização daquela área, o GDF propõe a possibilidade de que quem assumir as instalações possa erguer um centro comercial a céu a aberto, uma espécie de mall, denominada Boulevard, entre o estádio e o autódromo. PUXÃO DE ORELHA – Dentro de 45 dias deve sair o edital para a privatização da área de 1,653 milhão de metros quadrados – uma mancha que vai das imediações do UniCeub, na Asa Norte, até o Eixo Monumental; e do Setor Hoteleiro Norte até as proximidades do Palácio do Buriti. A iniciativa, embora tenha contado com a bênção do IPHAN, é considerada agressiva ao

tombamento do Plano Piloto enquanto Patrimônio da Humanidade. Em algumas localidades dessa área, poderão existir edificações de até 12 metros de altura. Segundo Vera Ramos, as 36ª e 37ª Decisões do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco ao Brasil, em 2012 e 2013, determinaram que projetos para a área do Estádio Mané Garrincha e seus arredores sejam submetidas previamente ao Centro do Patrimônio Mundial, “antes de qualquer compromisso de aprovação de projeto ou execução de obras”. Do Rio de Janeiro, a filha de Lúcio Costa e tia de Rollemberg entrou nessa empreitada de tentar proteger o projeto de Brasília. Nas redes sociais, Maria Elisa Costa foi instada a dar um puxão de orelha no sobrinho, mas respondeu: “santo de casa não faz milagre!!!

DNA para a coisa errada Se um dia pesquisadores genéticos analisarem o DNA do clã Roriz, será que vão encontrar um gene que leve seus integrantes a cometer o malfeito? Não bastasse os problemas judiciais de Joaquim Roriz, Jaqueline e Liliane, agora é a vez do sobrinho, Dedé Roriz a burlar as leis. Em plena campanha eleitoral fora de época, Dedé tem distribuído cestas básicas e outros agrados por onde passa. Tudo é registrado por sua equipe e postado nas redes sociais com legendas do tipo “enquanto alguns só ficam de blá-blá-blá nos grupos de zap, e não ajudam os mais carentes. Dedé Roriz FAZ !!”. Isso, sem contar os outdoors espalhados pelas rodovias do DF. Se o Ministério Público decidir agir, ele pode até ficar inelegível, como seus familiares.


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Entre X Dentre Com certeza, em algum momento da sua vida, você já se perguntou “neste meu texto, o corre-

to é usar entre ou dentre?” É um questionamento tão recorrente que posso afirmar, com segurança: quem nunca o fez ainda o fará! A qualquer brasileiro, independentemente do nível intelectual, é concedido o direito – e por que não chamar de benefício – da dúvida! Cabe a cada um de nós apenas o desejo de saná-la! Vou começar pelo óbvio ululante: a preposição entre significa estar no meio de uma coisa e outra ou meio-termo. Vejamos alguns exemplos: (1) Recebi neste mês uma quantia entre 200 e 300 reais. (2) Escolha uma cor entre o preto e o cinza. Agora, compare comigo estas construções: (3) Entre os aprovados, estão pessoas formadas em direito. (4) Dentre os aprovados, saíram pessoas formadas em direito. Para entender a diferença entre as duas formas, você deve estar atento aos verbos sublinhados. Em 3, é possível entender que pessoas formadas em direito estão no meio dos aprovados. Já em 4, o entendimento é um pouco diferente: pessoas formadas em direito saíram do meio dos aprovados. Compreende-se, portanto, que entre é equivalente a no meio de, e dentre corresponde a do meio de. A diferença está na preposição adequada ao contexto oracional. Se for a preposição em, use entre; se for de, use dentre! Agora, é com você! Preencha as lacunas

abaixo: (5) Os pássaros surgiram _____ as árvores. (6) Estávamos conversando _____ amigos. (7) Ele retirou _____ os documentos a certidão de nascimento. (8) _____ os brasileiros, a opinião é sempre a mesma. Os comentários acerca das quatro orações estão abaixo! Para você não se sabotar, eles estão invertidos! Após responder, vire o texto ao contrário e confira o seu desempenho! Espero que seja positivo!

Nas construções ímpares, o correto é dentre. Note que as formas verbais “surgiram” e “retirou” exigem a presença da preposição de (surgir de algum lugar e retirar de algum lugar). Já nas pares, o adequado é empregar entre (“estávamos conversando no meio dos amigos” e “a opinião é sempre a mesma no meio dos brasileiros).

P.S.: Para redigir este artigo, contei com o auxílio do Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, do renomado Cegalla. É uma obra valiosa e barata, capaz de dirimir várias das suas dúvidas! Perguntar não é a única ação capaz de gerar esclarecimento. Pesquisar ainda é uma forma louvável de obtenção da luz!

Elias Santana Professor de Língua Portuguesa e mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB)

MI C ROCONTO

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Luis Gabriel Sousa

Flash! Entrei no ônibus segurando a sacola com meu frango, morto, é claro. Sentei no último banco, na última fileira de bancos, naquele que fica na reta do corredor e não tem onde a gente se segurar direito. Uma freada brusca. Um grito meu,

daqueles que sai lá de dentro: «Nããããããoo!». O frango voou, voou tanto que parecia que tinha ressuscitado. Eu não sabia o que fazer com todo mundo me olhando. A única certeza que eu tinha era a de que o jantar tinha criado vida, e eu, morta por dentro, virado uma celebridade instantânea. (baseado em leitora anônima)

Pimenta para aumentar a força? A capsaicina é um composto bioativo presente nas pimentas responsável pelo sabor picante do fruto. Esse composto, além de ser conhecido pela sua atividade antioxidante, tem recebido grande destaque na literatura pela sua capacidade termogênica, auxiliando na perda de peso corporal. Em estudo recente, realizado por pesquisadores brasileiros, foi avaliado esse efeito termogênico em um grupo de pessoas que realizavam treinamento resistido Substância com a suplementaresponsável pelo ção de capsaicina. sabor picante Os resultados do fruto tem demonstraram que o grupo de pessoas recebido destaque que suplementacomo importante ram esse composto auxiliar na na dieta conseguiu perda de peso aumentar a carga de peso no treino e corporal fizeram mais repetições. Os pesquisadores verificaram um efeito ergogênico no treinamento resistido. No entanto, são necessários mais estudos sobre o tema. Apesar de a literatura mostrar diversos benefícios sobre o uso da capsaicina, é importante ressaltar que algumas pessoas são sensíveis a esse composto, o que pode gerar desconfortos gastrintestinais. Portanto, como sempre reforço semanalmente neste espaço, é importante procurar seu nutricionista para saber a indicação da capsaicina, a quantidade e a melhor forma de utilização.

(*) Com a colaboração de Gabrielle Gonçalves, estudante de Nutrição/Iniciação Científica da Universidade Católica de Brasília

Caroline Romeiro Nutricionista e professora na Universidade Católica de Brasília (UCB)


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panheiros de evolução. Estão reunidos para se ajudarem. No contato com a mulher, o homem deve desabrochar os sentimentos de paternidade, carinho, dedicação, paciência etc. No contato com o homem, a mulher deve desenvolver liderança, coragem, energia, firmeza. Não obstante, quando a convivência se torna impossível, é hora de parar a experiência de forma civilizada, sem apelar para a violência.

As pessoas sonham encontrar alguém que caiba nos seus sonhos, mas isso é ignorância porque ninguém tem que atender às expectativas de ninguém. Então, encontrando e acumulando aborrecimentos, sem dialogar para resolvê-los ou afastar-se, pode acontecer um acúmulo de ódio e descambar de forma desproporcional em violência costumeira ou definitiva, quando não se tem princípios humanísticos. Portanto, aprenda a conversar, sem medo, desde o namoro. A omissão para não aborrecer e chegar ao casamento é causa-raiz que leva a barbaridades cotidianas. A mensagem cristã “seja seu falar, sim, sim, não, não”, indica que deve haver sinceridade nas relações. Mestre Osho leva-nos a pensar:

“Num mundo melhor e mais inteligente, as pessoas sentirão amor. As pessoas não são coisas, não se pode possuí-las. Nenhuma mulher ou homem é propriedade de ninguém. Que tipo de mundo é esse que vocês criaram? As pessoas foram reduzidas a propriedades, e depois surge o ciúme, o ódio. O amor é um entendimento profundo de que de alguma forma alguém o completa. A presença do outro melhora a sua presença. O amor dá-lhe liberdade para ser você mesmo; não é sentimento de posse. A última e mais difícil prova da universidade dos relacionamentos é deixar o outro livre, inclusive para não te amar”.

Mas, por favor, convém não confundi-las com as gorduchinhas, cuja diferença essencial (consoante o neologismo verbal que inventei), é que as gordinhas, geralmente, acrescentam apenas cinco ou seis quilos à sua conjuntura física, enquanto as gorduchinhas somam mais de 15 quilos ao corpo, e daí em diante seguem no rumo dos 100 quilos, devido ao descuido ou ao excesso de apetite. Diante desse quadro real, posso me considerar um idoso feliz por tanto ca-

rinho demonstrado por parte de minha linda família, residente aqui em Brasília, com destaque à minha mulher Ledinha, por quem continuo cada vez mais apaixonado após 47 anos de convívio; à já citada filhoca Fernanda (e meu genro Marcus) que me proporcionaram em sua mansão do Lago Norte uma festividade de arromba quando completei 90 anos em 20 de novembro de 2015, e que, agora em 2017 a Nana vai ampliá-la, em comemoração por seu pai ter vencido a borrasca; ao meu dedicado filho Cláudio (e nora Alê); aos meus cinco filhos cariocas; e quinze netos; aos Irmãos da Maçonaria e à multidão de amigos, o meu tesouro, localizado onde os ladrões não alcançam e nem conseguem furtar. Complementando, é oportuno relembrar o Sermão da Montanha, proferido por Jesus, transcrito pelo evangelista Mateus, destacando este versículo:

- “Ouviste o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu porém vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, oferece-lhe também a capa; dá a quem te pedir e não te desvies daquele que quer que lhe emprestes!” Convém não esquecer o Velho Testamento, citando uma passagem do Eclesiastes: “Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar!” E vou optar pela dança, embora nunca tenha conseguido “dizer samba no pé!”, mesmo no Carnaval carioca, inclusive por absoluta falta de rebolado!

Ame, cuide e seja feliz Até meados dos anos 1970, o homem que matava uma mulher por traição era absolvido no tribunal por “legítima defesa da honra”. Entretanto, era normal e aceitável o homem trair a mulher. Até que as mulheres se revoltaram, protestaram em passeatas e artigos publicados na imprensa. E esse entendimento mudou. Na mesma época, surgiu o slogan “quem ama não mata”. Marido, mulher e filhos são com-

Louvor às gordinhas No meio tempo após a delicada cirurgia a que me submeti no Hospital Brasília, fui atendido eficientemente em casa por enfermeiras profissionais contratadas por minha filha Fernanda. A maioria, moças elegantes, mas algumas delas gordinhas, o que só me proporcionou vantagens, levando-se em conta que as mulheres gordinhas são bem-humoradas, além de eficientes de braços e pernas, a exemplo de minha neta Gabriela, que também auxiliou as citadas enfermeiras, incansavelmente.

MARCELO RAMOS O REPÓRTER DO POVÃO

Programa O Povo e o Poder das 8h às 10h de segunda a sábado Notícias, Esportes e Músicas

Rádio JK - AM 1.410 Ligue e participe: (61) 9 9881-3086 www.opovoeopoder.com.br

José Matos Professor e palestrante

Fernando Pinto Jornalista e escritor


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Orlando Pontes

B

rasiliense, filho de carpinteiro com dona de casa, conheci o mar apenas aos 22 anos, numa viagem de ônibus com amigos para São Luís, no Maranhão. Desde aquela primeira experiência, no início dos anos 1980, aprendi a curtir as delícias litorâneas. Além da culinária, que inclui peixe frito, caldeirada, camarão, frutos do mar e frutas regionais, sempre me chamaram a atenção as mulheres com seus corpos bronzeados pelo sol. Adoro, ainda hoje, aos 56 anos, vê-las desfilar nas areias brancas com seus biquínis, maiôs e saídas de praia. Embora, devido à pouca melanina de minha cútis clara, necessite me manter mais à sombra de árvores, guarda-sóis e barraquinhas do que propriamente exposto à incidência dos raios ultravioleta. Passadas mais de três décadas daquele meu primeiro contato com o mar, percebo radical mudança de comportamento – quiçá de preferência – dos jovens atuais em comparação aos da minha geração. Há trinta anos, nosso preparo físico era forjado no futebol. Jogávamos bola em qualquer lugar, a qualquer hora. Hoje, rapazes e moças moldam a silhueta em

Segura que o pau é teu ARTE: THIAGO OSVAIR

academias superaparelhadas e com acompanhamento de personal trainers. Comíamos e bebíamos de tudo. Nos dias atuais, eles seguem rígidas dietas receitadas por nutricionistas. O que isso tem de errado? Nada. São coisas da evolução humana. Mas, em recente viagem a Maceió, a linda ca-

pital de Alagoas, saltou-me aos olhos a verdadeira “fissura” dos jovens (alguns já em idade adulta) pela própria imagem. Rapazes e moças consomem vorazmente equipamentos eletrônicos vendidos na praia. Celulares, capinhas para proteger os aparelhos, carregadores, baterias e (a paixão de todos)

pau de selfie são muito mais comercializados do que cocada, picolé e cerveja. Pau de selfie é, na verdade, uma “extensão” do braço do portador de celular. E com esse pauzinho na mão, eles só pensam naquilo: o autorretrato. Moças lindas isolam-se próximo às ondas para posar para si mesmas. Estica daqui,

sorri dali, cruza perna pra acolá... E tome foto pra todo lado. Rapazes musculosos, sarados, bombados e tatuados não deixam por menos. Exibem seus dotes diante da pequena câmera, deitam na areia, simulam pegar pesos para realçar os músculos e uma eventual (às vezes só aparente) virilidade. Gravam tudo em fotos e vídeos. Depois, a exemplo das moças, sentam-se a uma sombra para editar o material, postar nas redes sociais e aguardar as curtidas, comentários e compartilhamentos. Um verdadeiro ritual bestial. Enquanto se autoadmiram, tudo o que está ao redor pouco importa. Mal saboreiam as comidas e bebidas oferecidas pelos garçons, que pouco vendem. Tampouco, apreciam o “sexo oposto” exposto logo ali, a poucos centímetros da mão, logo ali à sua frente ou ao lado. Diante de tamanho desperdício de tempo e de tesão juvenil, resta aos mais experientes – homens e mulheres – dessas excursões pelas areias brasileiras babar só de imaginar como agiriam diante de corpos tão bem esculpidos trinta anos atrás. De minha parte, posso assegurar. Eu não titubearia em dizer a esses moços, pobres moços: segura que o pau é teu. Do resto, deixa que eu tomo conta...

Jornal Brasília Capital 333  
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