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Página 14 Ano VII - 314

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Raimundos acústico chega a Brasília

Por que tantos porquês? Aprenda como escrever com o professor Elias Santana Brasília, 3 a 9 de junho de 2017

RODOVIÁRIA Novacap libera acesso à plataforma “E” do terminal, mas não tem prazo de conclusão das reformas /

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PMDB ainda quer Filippelli no Buriti Após sair da prisão, ex-vice-governador segue como aposta dos correligionários para disputar o GDF em 2018, garante o vice-presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, em entrevista ao Brasília Capital Páginas 4 e 5

Rollemberg é proibido de dar reajuste

BETO BARATA / PR

Rodrigo Maia já articula para derrubar Michel Temer

Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) veta também a criação de mais cargos no Poder Executivo Página 6

Centrais sindicais preparam nova Greve Geral para o final de junho Página 12

Presidente da Câmara dos Deputados negocia apoio de PT e PSDB para ser o candidato em eventual eleição indireta. Aldo Rebelo seria o vice. Pelaí - Página 3

Maia (esq.), primeiro na linha de sucessão de Temer, teria como vice o ex-ministro Aldo Rebelo


Brasília Capital n Opinião n 2 n Brasília, 3 a 9 de junho de 2017 - bsbcapital.com.br

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A R T I G O

x p e d i e n t e

Rejuvenescer a Juventude Diretor de Redação Orlando Pontes ojpontes@gmail.com Diretor Comercial Júlio Pontes comercial.bsbcapital@gmail.com Pedro Fernandes (61) 98406-7869 Diretor-Executivo Daniel Olival danielolival7@gmail.com (61) 99139-3991 Diretor de Arte Gabriel Pontes redação.bsbcapital@gmail.com Impressão Gráfica Jornal Brasília Agora Tiragem 10.000 exemplares Distribuição Plano Piloto (sede dos poderes Legislativo e Executivo, empresas estatais e privadas), Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Águas Claras, Sobradinho, SIA, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Lago Oeste, Colorado/Taquari, Gama, Santa Maria, Alexânia / Olhos D’Água (GO), Abadiânia (GO), Águas lindas (GO), Valparaíso (GO), Jardim Ingá (GO), Luziânia (GO), Itajubá (MG), Piranguinho (MG), Piranguçu (MG), Wenceslau Braz (MG), Delfim Moreira (MG), Marmelópolis (MG), Pedralva (MG), São José do Alegre, Brazópolis (MG), Maria da Fé (MG) e Pouso Alegre (MG). SRTVS Quadra 701, Ed. Centro Multiempresarial, Sala 251 - Brasília - DF - CEP: 70340-000 Tel: (61) 3961-7550 - bsbcapital50@gmail.com www.bsbcapital.com.br - www.brasiliacapital.net.br

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Cristovam Buarque (*) Há momentos em que as ideias precisam de pleonasmos que as expliquem melhor, tal como precisamos rejuvenescer a juventude. Nossa geração atual de políticos fracassou. Apesar de tirar o Brasil da ditadura, estancar a inflação, fazer a economia crescer, avançar na liberação de costumes, criar programas assistenciais, aumentar o número de universitários, nós caímos na corrupção, não criamos coesão nacional, nem definimos rumo para a evolução nas próximas décadas. Com isso, provocamos um sentimento de desconfiança em relação aos políticos, à política e aos partidos. Nestas condições, a crise econômica caminha para uma forma de desagregação social visível na violência generalizada, no descrédito político, na permanência da pobreza e da concentração de renda, na descrença dos jovens, na baixa produtividade e na falta de invenção na economia. A próxima eleição de presidente, no prazo previsto ou antecipado por força da crise política, caminha para ser uma disputa entre políticos com ideias velhas e jovens militantes sem ideias próprias. A política brasileira precisa substituir seus agentes atuais por jovens políticos. A maior dificuldade para esta renovação está na divisão da juventude: os que se recusam à ação política e preferem realizar seus projetos

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nAgnelo Queiroz Sabe o que nós brasileiros temos que fazer? Cair fora deste País ou rasgar nossos títulos de eleitor. Tudo isso é uma piada com nossa cara. Esse cara afundou Brasília e agora tá aí solto, desfrutando do nosso dinheiro. Silvanio Diniz Leandro, via Facebook Leitor indignado com a

decisão do desembargador Neviton Guedes de tirar o ex-governador da cadeia.Também foram liberados o dono da Via Engenharia, Fernando Queiroz, o ex-presidente da Novacap, Nilson Martoreli, e a ex-presidente da Terracap, Maruska Lima. nSaidão de festa junina Com todo respeito às opi-

O Brasil corre o risco de estancamento se seus jovens ficarem alheios ao progresso social ou contrários ao progresso técnico; submissos às velhas lideranças e a velhos conceitos pessoais e aqueles que militam politicamente com ideias velhas. Os primeiros olham para frente sem ver o lado, os outros olham para trás sem perceber as mudanças em frente. Assistimos parte dos jovens frustrados, sem motivação política; e jovens mobilizados, mas sem propostas transformadoras. As recentes ocupações de escolas mostraram-se contrárias a pequenos gestos modernizadores na educação. Não tinham o objetivo de defender avanços: fim do analfabetismo, garantia que os filhos dos pobres devem ter o direito de estudar na mesma escola dos filhos dos ricos. Ao não propor novas ideias, a juventude militante passa a impressão de que está contra a modernização

sem perceber a necessidade de mudanças e não parece sintonizada com o “espírito do tempo” das grandes transformações em marcha. Apenas segue palavras de ordem da geração anterior, que não foi capaz de apresentar ideias compatíveis com o futuro. Por outro lado, a juventude sintonizada com os avanços técnicos parece preferir cuidar de seus projetos pessoais. Apesar de jovens, são militantes conservadores por omissão política e pela defesa de conceitos superados. Alguns não entendem as necessidades de transformações sociais, outros reagem na contramão da rápida marcha rumo ao avanço técnico. O Brasil corre o risco de estancamento se seus jovens ficarem alheios ao progresso social ou contrários ao progresso técnico; submissos às velhas lideranças e a velhos conceitos. O futuro precisa subverter as novas gerações renovando-as para que se façam contemporâneas. Um dos maiores desafios dos políticos do País é atrair os jovens para a militância e subverter suas ideias para formularem novos pensamentos, novas formas de organização e de militância, livres dos velhos conservadores saudosistas de um progressismo que ficou reacionário.

(*) Senador do PPS-DF

a r t a s

niões divergentes, essa é mais uma da série “O crime compensa”. Leu Freitas, via Facebook Isso é ridículo. Mais ladrões vão sair e não vão voltar para cadeia. E o que é pior: cometer mais crimes!. Aline Cristina Almeida, via Facebook Os presos sairão das suas celas a partir do dia 9 de

junho e devem voltar no dia 12, em liberdade provisória por causa das comemorações de São João. nRollemberg na lista Então isso quer dizer que a única campanha que recebeu doação da JBS de forma lícita foi a do Rollemberg? Parabéns, governador! Marcelo Arrais Mascare-

nhas, via Facebook As mesmas desculpas usadas por todos os citados. Não passam de desculpas esfarrapadas. Adalberto Reis, via Facebook Comentários sobre resposta do governador de que informou que a doação da JBS à sua campanha foi feito de forma lícita e está registrada TSE.


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ex-senador e ex-ministro do TCU Valmir Campelo (foto) assina a ficha de filiação ao PPS no sábado (10). A cerimônia está marcada para as 11h no Setor Comercial Sul. Os correligionários – incluindo o senador Cristovam Buarque – preparam uma grande festa. Será, na prática, o pré-lançamento da candidatura ao Buriti em 2018.

Quem com ferro fere... Tido como aliado de Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articula a própria candidatura para uma eventual eleição indireta. Maia tentou até se aproximar de Lula, que, a princípio, repeliu a investida do democrata. COLIGAÇÃO – Apoiariam a candidatura do democrata partidos de oposição como o PT, PCdoB, PDT e PSB, que indicariam o ex-ministro Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para vice. As negociações têm acontecido em jantares na casa do líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha (MA). Alguns tucanos têm participado, mas o PSDB ainda está dividido. Maia nega tudo...

Tribo sem cacique Embora o secretário-geral do PMDB-DF, deputado Wellington Luiz, trate a prisão do presidente da legenda, Tadeu Filippelli, como “acidente de percurso” (leia entrevista nas páginas 4 e 5), muitos correligionários dizem, nos bastidores, que o episódio transformou o partido numa tribo sem cacique. DURO GOLPE – Esses peemedebistas admitem que foi um duro golpe e que a campanha de Filippelli ao Buriti ruiu. E mais: a presidência do partido no DF deve ser herdada por um dos representantes na Câmara Legislativa – Rafael Prudente e o próprio Wellington Luiz. SOLIDARIEDADE – Após sair da prisão, Filippelli recebeu a solidariedade de vários correligionários. Na quinta-feira (1º), a alguns que o visitaram em sua casa no Lago Sul, ele se mostrou fortalecido e se disse vítima de perseguição política.

CGU sob controle A saída do ministro Torquato Jardim do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) acalmou os ânimos dos servidores. Após protestarem contra o convite a Osmar Serraglio (PMDB-PR) para assumir a pasta, os funcionários apoiaram a escolha do interino Wagner de Campos Rosário. “É de carreira. Tem experiência no combate à corrupção e pode acrescentar ao trabalho da CGU”, disse uma servidora.

REELEIÇÃO – Entre uma talhada e outra de melancia, antes de gravar inserções para o horário gratuito do PMDB que vão ao ar nesta semana, o senador Hélio José reafirmou que continuará no partido – ele esteve com um pé no PEN – com promessa de que terá total apoio em seu projeto de concorrer ao Senado em 2018. REVISÃO – Mas alguns peemedebistas gostariam que Hélio José revisse esse plano, para não repetir o erro de Gim Argello (PTB) em 2014 e terminar sem mandato.

Boi de piranha Em meio a várias denúncias de corrupção, os deputados distritais estão decididos a melhorar a imagem da Casa antes das eleições de 2018. A avaliação é de que, para isso, será inevitável sacrificar alguém. E Sandra Faraj (SD) é a favorita para ser o “boi de piranha”.

PT elege novo presidente O Partido dos Trabalhadores elege neste sábado (3) sua nova direção nacional. Os senadores Gleisi Hoffmann (PR) e Lindbergh Farias (RJ) largaram na frente na disputa. Gleisi, no entanto, é franca favorita. Com o apoio de Lula e de cerca de 60% da militância, a parlamentar paranaense deve ser a nova presidente da sigla. Há a possibilidade, inclusive, de Lindbergh retirar a candidatura para mostrar unidade e apoiar a companheira.

ALÔ – Filippelli telefonou para Hélio José no final da tarde de quinta-feira. O “alô” do senador foi “solidariedade total a você. Você é meu governador”.

CPI da JBS Liderada por Celina Leão (PPS), a oposição quer criar a CPI da JBS na Câmara Legislativa. Cinco das oito assinaturas necessárias já foram protocoladas. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que seria o principal alvo das investigações, articula sua base aliada para boicotar a iniciativa.

AUTOINVESTIGAÇÃO – Resta saber se os deputados aceitarão investigar os próprios colegas. Três deles receberam repasses da JBS: Sandra Faraj (R$ 150 mil em 2010); Rodrigo Delmasso (R$ 34.695 em 2014); e Júlio Cesar (R$ 9.545, também nas eleições passadas).


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Qual sua projeção para as eleições de 2018 após as prisões dos ex-governadores Arruda e Agnelo, além do ex-vice Filippelli, investigados na Operação Panatenaico? O cenário é imprevisível. Qualquer coisa que se fale neste momento, em minha opinião, é açodada. Acho que tem muita coisa pra acontecer e que temos ainda muito tempo até a eleição. O PMDB se manterá na oposição ao atual governo ou existe alguma chance de composição nos próximos meses até o início da campanha? Chance alguma. O PMDB não concorda com a linha desse governo, que tem imposto à população um grau de sofrimento jamais visto. Os números de insatisfação mostram isso claramente. Portanto, nós vamos continuar na oposição até o final do governo. Devido ao constrangimento de ficar preso durante uma semana, o nome de Tadeu Filippelli está fora da corrida eleitoral do próximo ano? O PMDB pode apoiar um candidato de outro partido? Nós continuamos com candidatura própria, inclusive com nome do Tadeu Fillippeli encabeçando a chapa. Eu acho que houve sim um

“Eu acho que houve sim um acidente de percurso, mas se provará a inocência dele e conseguiremos vir com o nome do Filippelli como o nosso candidato”

Entrevista / Wellington Luiz

Filippelli é o nosso candidato Vice-presidente da Câmara Legislativa e secretário-geral do PMDB, deputado vê prisão do correligionário como “acidente de percurso”

“O partido não concorda com a linha desse governo, que tem imposto à população um grau de sofrimento jamais visto. Os números de insatisfação mostram isso. Portanto, nós vamos continuar na oposição até o final”

Orlando Pontes e Gabriel Pontes

Distrital afirma, categoricamente, que “nós continuamos com candidatura própria, inclusive com o nome de Tadeu Filippelli encabeçando a chapa. Ele assegura, ainda, que não existe a menor possibilidade de seu partido fazer uma composição Rodrigo Rollemberg, acusa o governador de sacrificar os moradores. Também sustenta que os peemedebistas continuarão como oposicionistas. No plano federal, reconhece que a situação de Michel Temer é grave por causa das denúncias, mas frisa que são necessárias as provas para incriminar o presidente da República.

acidente de percurso, mas se provará a inocência dele e conseguiremos vir com o nome do Filippelli como o nosso candidato. O senhor é oriundo da Polícia Civil, categoria que há mais de um ano luta para manter a isonomia com a Polícia Federal. Como está essa negociação com o GDF? É lamentável a forma como o governador Rodrigo Rollemberg tem tratado a Polícia Civil do Distrito Federal. O compromisso dele é essa isonomia, que além de histórica é legal, e ele reconhece isso. Há recursos. A própria Secretaria da Fazenda já se pronunciou a respeito disso. Então, não se entende essa postura do governador perante os policiais civis. Isso gera desgaste, desestímulo dos policiais e é ruim para a categoria, para o governo e pior ainda para a população. O senhor acredita em retaliação pe-

lo fato de a categoria historicamente apoiar adversários políticos do governador? Primeiro eu diria que é uma irresponsabilidade do governador. O que realmente o estimula a fazer isso é difícil da gente diagnosticar. Mas é importante dizer que ele sabe da responsabilidade dele. Ele já foi, inclusive, cobrado pelo governo federal a cumprir suas obrigações. E mesmo assim não o faz. Então o governo sabe que está errado e tem insistido. E vai pagar caro por isso. Como ex-presidente da entidade, o senhor avalia que o Sinpol tem conduzido esse processo da melhor forma possível? É claro que a gente espera sempre uma condução que traga um resultado positivo. Mas, nesse caso, eu diria que o grande responsável pela falta de resultados é o governador. Acho que os sindicatos, tanto dos delegados, quanto dos policiais civis, buscaram de forma amistosa e dialo-

“As acusações (contra Temer) são graves, mas não quer dizer que elas tenham sido praticadas, que houve dolo. É um momento de muita dificuldade”


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FOTOS: GABRIEL PONTES

que estariam prontos para essa condição. A gente não os lança por uma questão de preservá-los, mas com certeza temos excelentes nomes que estão na vida política há muito tempo e que se prepararam, caso haja necessidade, para disputar. O governador Rollemberg saiu da base de sustentação do presidente Temer e fez críticas ao governo federal, depois de ter apoiado e ter conseguido várias obras para Brasília com dinheiro da União. Isso prejudica a cidade de alguma maneira? Prejudica. Isso demonstra a falta de maturidade do governo Rollemberg e a falta de responsabilidade que ele tem com a cidade. Ele é um oportunista, e mostrou isso claramente. Diante de uma crise, ele achou, naquele momento, uma forma de debandar. É uma irresponsabilidade, porque ele é um chefe de Estado. E tem que pensar na cidade e não nas questões partidárias. O senhor acredita que Temer se manterá no cargo ou o afastamento dele é uma questão de tempo? Ele tem uma dificuldade muito grande – temos que ser sinceros. Agora, é um governo que tem prestado um exce-

gada encontrar uma saída. Mas o governo é irresponsável e não tem tratado a causa com a responsabilidade que deveria e infelizmente tem desrespeitado os policiais civis. Então ele é o grande responsável. O senhor é vice-presidente da Câmara Legislativa, e a Casa tem passado por momentos difíceis, com operações da polícia dentro de gabinetes de deputados. Como avalia esta situação? Momento difícil! A política passa por uma necessidade de renovação, e estamos sendo cobrados por isso, o que é natural. Todas as vezes que isso acontece, a gente tem oportunidade de sair melhor do que entrou na crise. E temos trabalhado para isso. Estamos usando esses momentos para encontrar soluções. A nossa gestão tem feito isso. Essas dificuldades nós transformamos em propostas, e, é claro, estamos lidando com muita dificuldade,

mas também com maturidade, com a consciência necessária e mostrando para a população que queremos fazer o melhor, dando transparência a tudo que se tem dentro da Casa. Qual sua expectativa em termos de renovação dos 24 deputados distritais para o próximo exercício? É aquilo que eu disse no início. É complicado fazer agora qualquer previsão. Hoje, alguns deputados fazem o planejamento que talvez tenham que alterar no futuro, exatamente porque não sabemos o que vai acontecer com os partidos, a reforma, o financiamento de campanhas, quem vai ser candidato à reeleição, quem vai ser candidato até mesmo a governador. Então, temos aí um jogo de xadrez sem pedras, que ainda serão colocadas no tabuleiro. O senhor vê algum deputado distrital com potencial para a disputa majoritária? Eu vejo alguns bons nomes

“O PMDB não tem dono. O partido tem uma série de pessoas que cuidam dele com zelo. Por exemplo, eu sou o secretáriogeral e tento mostrar o tempo todo que o PMDB tem que ser um partido de pessoas”

lente serviço à população – isso é indiscutível. É claro que nós temos uma dificuldade e que o governo está mostrando a sua força política e tem tentado tocar a vida normalmente. Mas não é um momento fácil. Não adianta a gente querer esconder e jogar isso para debaixo do tapete. Mas ainda tem muita coisa para acontecer. Como policial, o senhor acha que o presidente tem culpa nas acusações de que é alvo? São coisas distintas, as acusações são gravíssimas. Mas se essas acusações têm fundamento, aí é outra coisa. Se realmente ficar provado que há materialidade, complica muito. Agora, tem que saber se tem ou não. As acusações são graves, mas não quer dizer que elas tenham sido praticadas, que houve dolo. Tem uma série de circunstâncias que precisam ser analisadas. É um monento de muita dificuldade, mas só quem está na investigação pode fazer uma análise mais aprofundada. A gente tem o hábito de fazer análise de futebol, todo mundo é técnico de futebol, todo mundo é especialista. Então é muito superficial a gente fazer uma análise à distância. Vejo a denúncia por si só como gravíssima, embora isto não queira dizer que ele esteja definitivamente envolvido. Com o desgaste do Filippelli, quem manda no PMDB-DF hoje? O PMDB não tem dono. O partido tem uma série de pessoas que cuidam dele com zelo. Por exemplo, eu sou o secretário-geral e tento mostrar o tempo todo que o PMDB tem que ser um partido de pessoas. Não pode ser um partido de um dono, uma propriedade particular. Um partido, quando é propriedade particular, perde a sua essência, perde a sua direção, e isso o torna pequeno, mesmo que seja grande. O que temos tentado demonstrar é que o PMDB tem que ser muito maior do que uma pessoa. Teremos a CPI da JBS? Estamos tentando. Não é fácil porque o Buriti tem a maioria. Mas o governador tem que lembrar que ele pregou tanta transparência que deveria ser o primeiro a querer investigar tudo que acontecesse ao redor dele. Se tivesse dignidade, ele seria o primeiro a apoiar a CPI.


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Folha de pagamentos impede investimentos Gasto com pessoal ultrapassa, de novo, o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal DIVULGAÇÃO / SINPRO

Valdeci Rodrigues

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excesso de gastos com pessoal ajuda a paralisar o Distrito Federal. Neste momento, as contas estão acima do “limite prudencial” de 46,55% da arrecadação, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O percentual chegou a 47,19% no período de maio de 2016 a abril deste ano. Como consequência, o GDF terá de ficar ao menos até setembro sem fazer novas contratações ou permitir reajustes salariais, por exemplo. O governo também fica impedido de criar cargos e de pagar horas extras. Tudo que representar aumento de despesas precisa ser justificado e aprovado pelo Tribunal de Contas. O GDF está acima do “limite prudencial” desde janeiro de 2015, lembra o secretário-adjunto de Fazenda, Wilson de Paula. CRISE – São dois anos e meio sob restrição. Durante esse período, o Palácio do Buriti ultrapassou o teto de gastos com pessoal previsto pela LRF. Para Wilson de Paula, a queda na arrecadação tem relação direta com o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e contribui para que a situação continue como está. Wilson de Paula diz que “quando fizemos a LOA

Grande número de funcionários e pressão constante por aumento vira um drama para o GDF (Lei Orçamentária Anual), prevemos um cenário um pouco mais positivo, mas as crises política e econômica alteraram o comportamento econômico do País e influenciaram na frustração da nossa receita”.

2,49% a mais que o permitido significam R$ 482 milhões.

IPTU – Wilson mira na possibilidade de aumentar arrecadação no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), com base em fotos aéreas para verificar se o morador aumentou o imóvel. Os governos estaduais e do DF devem gastar menos de 44% da receita corrente líquida (tudo que é arrecadado, exceto as transferências constitucionais) com a folha de pagamento. De setembro de 2015 a agosto de 2016, o GDF gastou 47,49%, ou R$ 9,2 bilhões. Os

“As crises política e econômica alteraram o comportamento econômico do País e influenciaram na frustração de nossa receita”

AVISO - Para evitar surpresas, a LRF tem dispositivo que funciona como gatilho – é o limite prudencial, que

Wilson de Paula Secretário-adjunto de Fazenda

corresponde a 95% do valor do teto. Para a base de 49% usada pelo GDF, esse gatilho é ativado quando o gasto chega a 46,55%. São considerados números da receita corrente líquida — R$ 20,2 bilhões no período de maio de 2016 a abril deste ano — e da despesa líquida total com pessoal. Nesse período, foram destinados R$ 9,5 bilhões para pagar a folha. Ficam fora da conta repasses do Fundo Constitucional. O excesso de gastos vem da gestão anterior. Rollemberg assumiu com o limite prudencial ultrapassado. O GDF cortou 4 mil cargos comissionados, a diminuiu número de secretarias, revisou contratos com fornecedores e conseguiu aumentar a arrecadação.

Arruda, Agnelo e Filippelli são liberados Da Redação Os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), e o ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB) – ex-assessor especial do presidente Michel Temer – deixaram a cadeia na quarta-feira (31). Com eles saíram os outros sete presos. Todos são investigados por participar de suposto roubo de dinheiro público, especialmente na construção do Estádio Mané Garrincha, com a soma embolsada chegando a R$ 900 milhões A decisão foi tomada pelo desembargador Federal Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), acatando argumentos de que as diligências ligadas à operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, já tinham sido feitas. MAIS PROVAS – De acordo com a PF, os crimes são de lavagem de dinheiro, associação criminosa, corrupção ativa e passiva e fraude em licitação. A prisão temporária dos dez citados começou no dia 23, e foi prorrogada por mais cinco dias no dia 26. Entre os presos estavam o dono da Via Engenharia, Fernando Queiroz; o ex-presidente da Novacap Nilson Martorelli; a ex-presidente da Terracap Maruska Lima; e o ex-secretário da Copa Cláudio Monteiro. ROSSO – O ex-governador tampão Rogério Rosso (PSD), atualmente deputado federal, também é citado no escândalo. Teria pedido R$ 12 milhões para campanhas, mas “apenas” R$ 500 mil foram pagos. Rosso nega. Ele também alega que não recebeu doações ilegais campanhas, e que não procurou nenhuma da empresas citadas em 2014.


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A R T I G O

As redes sociais na política Júlio Pontes (*) A proibição do financiamento de campanhas eleitorais por empresas ainda é uma incógnita para todos os que pretendem se candidatar nas eleições de 2018. De onde sairá o dinheiro? Em 2014, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), e seu opositor, Aécio Neves (PSDB), arrecadaram milhões de reais, e a maior parte dos recursos foi doada por empresas privadas. Sem essa fonte, os candidatos terão que reduzir drasticamente seus gastos em 2018 – ou tentar driblar a lei e se arriscar a ter de dar explicações à Justiça. Uma alternativa serão as redes sociais. Os vídeos caseiros – nada amadores – que Jair Bolsonaro (PSC-RJ), João Dória (PSDB-SP) e até o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB) vêm gravando poderão se transformar numa boa forma de economizar com comunicação e alcançar seus eleitores. Mas todo cuidado é pouco. Um erro muito comum nas campanhas municipais de 2016 foi o fenômeno “bolha”, causado pelas mídias sociais. O candidato que não soube fazer um conteúdo interessante e “compartilhável” acabou gastando tempo e dinheiro em materiais digitais que só

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Um erro muito comum nas campanhas municipais de 2016 foi o fenômeno “bolha”, causado pelas mídias sociais chegavam para seus cabos eleitorais e eleitores fieis – considerados multiplicadores de conteúdo, mas sem relevância no quesito quantidade de votos na urna. Muitos indecisos não foram atingidos com os conteúdos publicados pelos candidatos – às vezes com alto custo. Por mais bem produzido que fosse o material, não impactava na intenção de voto. Os candidatos e marqueteiros precisam produzir conteúdos de fácil compartilhamento. Para isso, podem usar receitas simples, como prestar serviço à sociedade com informações relevantes e publicar fotos bonitas. Os cachorrinhos são muito bem-vindos! Lembrem que o objetivo é romper a barreira da atual base eleitoral. Dificilmente uma pes-

soa irá compartilhar com seus amigos um conteúdo que se assemelhe com o horário político, empurrados goela abaixo dos telespectadores e ouvintes – eleitores ou não – no espaço gratuito da Justiça Eleitoral. AÉCIO NEVES – Em vídeo publicado em sua página no Facebook no dia 23 de maio, o senador Aécio Neves tentou explicar as gravações e possíveis desvios de conduta delatados pelos executivos da JBS. E reafirmou que não cometeu crime algum. O mérito não é se o ex-presidente do PSDB cometeu ou não irregularidades, e sim o modo como se portou para o público diante dos acontecimentos. No vídeo, a linguagem séria, o formato imóvel e o tempo longo são muito semelhantes ao que normalmente se utiliza na televisão. As redes sociais exigem um novo padrão - ou talvez não tenham padrão. Quem sabe, mesmo num momento difícil, o vídeo pudesse ter sido gravado no quintal de casa, com a presença de familiares citados por ele no texto. (*) Administrador de empresas com especialização em Marketing Digital pela ESPM (São Paulo) e BMS Brasília

Brasília Capital bate novo recorde de audiência A audiência do portal Brasília Capital aumentou 17,65% em maio em comparação a abril. O resultado confirma a tendência de crescimento do número de visitantes do site, que em abril havia registrado aumento de 187% em relação a março. Os 131.320 visitantes de abril foram superados pelos 154.495 de maio, de acordo com Google Analytics. Os números são ainda maiores quando avaliados pelos dados do medidor de audiência americano comScore: 159.057 visitas. O Brasília Capital é considerado de grande relevância para o público jovem: 61% dos leitores estão na faixa etária de 18 a 34 anos. Além dos leitores em todo o País e no exterior, principalmente nos Estados Unidos, onde o portal é bem recebido. Apenas em abril, 29.817 internautas acessaram o portal no Distrito Federal e no Entorno. É válido ressaltar que desde abril o site, que está no ar há sete anos, passou a publicar material exclusivamente produzido para internet. As reportagens são apuradas por uma equipe especializados na cobertura jornalística de Brasília e do Brasil REDES SOCIAIS – Os perfis do Brasília Capital no Facebook, Twitter e Linkedin também cresceram vertiginosamente. O portal tornou-se uma página de notícias verdadeiras credenciada pelo Facebook, onde já chegou a mais de 16 mil curtidas. Os números nessa rede social impressionam. O crescimento no número de visualizações de vídeos atingiu 2.186%. As de página subiram 82%, e o alcance das publicações subiu 140% em 28 dias. No Twitter, o Brasília Capital ultrapassou a marca de 30 mil seguidores. No Linkedin, lançado em abril e voltado a um seleto público com interesses em negócios, já são 79 seguidores.

59º ANIVERSÁRIO DE TAGUATINGA Mesa com 8 lugares: R$ 600

Data: 10 de junho de 2017 Local: Lions Club (Área Especial 18 - Setor QSE) Reservas: 61-3354-3000 www.acitdf.com.br

Convite individual: R$ 75 (Inclusos: comida e bebida)

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Taguatinga festeja Taguatinga II Reservas: 3354-3000 – www.acitdf.com.br

Apoio:


Brasília Capital n Cidades n 8 n Brasília, 3 a 9 de junho de 2017 - bsbcapital.com.br

RODOVIÁRIA

Plataforma é liberada MARIA GABBRIELA VERAS

Novacap não define prazo para conclusão da reforma do terminal

plicada da viagem, nos últimos meses, tem sido o desembarque na Rodoviária. “Preciso contar com a sorte para obter a ajuda de uma ‘alma boa’ na hora do desembarque. Não é fácil descer de um ônibus com duas crianças e uma cadeira de rodas num local que não foi feito para isso, como o pátio da Rodoviária”, relatou.

Maria Gabbriela Veras

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acesso aos 14 boxes da plataforma “E” da Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 700 mil pessoas todos os dias, está liberado desde a semana passada. A reabertura foi feita pela Novacap, após denúncia do Brasília Capital (edição 311, que circulou no dia 13 de maio). A metade dos boxes estava interditada até aquela data para uma reforma que deveria ter sido concluída em agosto de 2016. Mas o trabalho foi abandonado pela empreiteira vencedora da licitação, contratada pela

Novacap. Por isso, o espaço estava inacessível para embarque e desembarque. O restante do trabalho, porém, continua sem previsão para ser feito porque depende da realização de nova concorrência pública. Antes da liberação desses boxes, os ônibus paravam no pátio, o que causava transtornos aos passageiros, principalmente para os que têm alguma dificuldade de locomoção, como mostrou a reportagem.

Rede colaborativa 2.0 Startup brasiliense encurta distâncias para pessoas trocarem experiências e contribuições a custo zero Gabriel Pontes Inicialmente criado por um grupo de amigos como uma plataforma de aluguel, o grupo colaborativo Boomberang já é uma realidade na economia colaborativa no DF. A ideia é simples: trata-se de um grupo no Face-

ALMA BOA – É o caso da Josiele Francelino, de 35 anos. Mãe de duas crianças – uma de colo, outra portadora de paralisia cerebral – e moradora da Estrutural, ela contou as dificuldades que enfrenta nos dias que precisa levar a filha para o tratamento no Hospital de Base. Josiele sai de casa segurando a caçula com uma mão e empurrando a cadeira de rodas da mais velha com a outra. Mas a etapa mais com-

ABANDONO - A Novacap admitiu que a construtora contratada para fazer os reparos no local abandonou o trabalho. Apesar da retirada dos tapumes e da liberação do espaço e dos boxes para os ônibus e pedestres, a estatal afirmou que o futuro do local ainda é indefinido, pois estuda a viabilidade jurídica para contratar a segunda colocada no certame. A Rodoviária virou praticamente um canteiros de obras. O estacionamento superior está interditado desde julho do ano passado.

mas sempre com o intuito de ir e voltar, tal qual um bumerangue. São doações, empréstimos e trocas – vendas são proibidas. A terapeuta holística Verônica Milhome, por exemplo, troca sessões de Theta Healing ou Barras de Access por uma identidade visual para sua clínica. Com 13 mil pessoas e com o objetivo de trocar experiências e contribuições, a startup está prestes a lançar um aplicativo e romper as fronteiras da capital. Atualmente, apenas brasilienses integram o Boomerang, que

é seleto e aceita, no máximo, 100 novos usuários por dia. Cerca de 8 mil internautas aguardam na fila para fazer parte do coletivo. O Boomerang surgiu em maio de 2015 e, para os criadores, é a economia colaborativa concretizada no dia a dia. “É a rede colaborativa 2.0. É o futuro em nossas mãos”, comemora Amanda. Segunda-feira (29) os organizadores fizeram o pré-lançamento do aplicativo Boomer para os 50 usuários mais frequentes da plataforma.

Parte dos obstáculos desaparece, mas há mais obras por fazer

book onde pessoas trocam experiências e contribuições sem envolver dinheiro. “Você precisa do furo, não da furadeira”, resume Amanda Elys, 23 anos, uma das criadoras. A todo minuto são postados no Boomerang anúncios dos mais diversos tipos,

DF está pronto para virar um grande arraial Quentão, pamonha, canjica, arroz doce, pipoca e muitas outras bebidas e comidas típicas acabam de desembarcar em Brasília para a temporada de festas juninas que se estenderá até agosto. Paróquias, escolas, clubes e moradores de quadras do Plano Piloto e das cidadessatélites já estão preparando a decoração das festas e das quermesses. Nesta semana, pelos menos 15 festejos acontecem no DF, com atrações e preços de ingresso variados.

Arraiá Legis 2017 Data: sexta-feira (9) Horário: 19h Local: ASCADE - SCES Trecho 2 conjunto 10 Atrações: Adelmário Coelho, Banda Lordão e Só Pra Xamegar Ingressos: R$ 30 (meia) Pontos de venda: Secretaria do clube Ascade. Informações: (61) 3226-4503 Festa Joanina Data: sexta-feira (9) e sábado (10) Hora: 19h Local: Minas Tênis Clube - SCEN Trecho 3 Atrações: Trio Parada Dura, Alan Morais, Pedro Paulo e Matheus, Danilo e Daniel e Henrique e Ruan Ingressos: R$ 30 a R$ 600 Pontos de Venda: Lojas Sete Mares, Bilheteria Digital, Casa do Cowboy e, online, pelo site www.oquevemporai. com/ingressos. Informações: (61) 3342-2232 Arraiá da Academia – Especial 10 Anos Data: sexta-feira (9) e sábado (10) Hora: 18h Local: Estádio Nacional Mané Garrincha Atrações: Felipe Araújo, Trio Siridó, Rastapé, Willian e Marlon, Ygor Galdino, Trio do Nordeste e Dj Raul Mendes. Ingressos: R$ 40 (meia) Pontos de Venda: Bilheteria Digital. Confira a programação completa no portal (www.bsbcapital.com.br).


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Sesc abriu nova seleção para cadastro-reserva, com salários de R$ 3 a R$ 7 mil e as inscrições podem ser feitas pelo site cmkservicos.selecao.net. br. A banca organizadora irá até 12 de junho. Nível superior: assistente social, cirurgião-dentista, instrutor em educação física, médico ginecologista e pediatra e professor de educação infantil. Nível médio: curso de técnico em enfermagem.

CEILÂNDIA

TAGUATINGA

GDF faz obras no Sol Nascente

Pentecostes atrai cerca de um milhão de pessoas

DÊNIO SIMÕES / AGÊNCIA BRASÍLIA

O Governo de Brasília começou as obras de drenagem de águas pluviais na Avenida Comercial (Trecho 1) do Sol Nascente, terça-feira (30). A via será pavimentada e receberá meios-fios. Segundo o governador Rodrigo Rollemberg, a conclusão dos serviços está prevista para o final deste ano. “Isso vai melhorar a qualidade de vida da população, a limpeza e a segurança no Sol Nascente”, disse Rollemberg. O Brasília Capital mostrou, em sua última edição (313), a precária infraestrutura para pedestres e motoristas no Sol Nascente.

Rollemberg (4º da esq. p/ dir.): “Vai melhorar a qualidade de vida da população”

LAGO SUL

BRAZLÂNDIA

Pontão ganha pista de patinação

Ajuda aos dependentes químicos

A maior pista artificial de patinação no gelo da América Latina chega a Brasília no dia 21 de junho. Ela fará parte do complexo Brasília Ice Park, no Pontão do Lago Sul, que terá também shows, teatro infantil, cinema ao ar livre e brinquedos infláveis. Além da brincadeira para todas as idades, o parque gelado terá também um cardápio especial desenvolvido pela chef do Universal Diner, Mara Alcamim. O ingresso para a pista de patinação custa R$ 30, de segunda a quinta-feira, e R$ 50 de sexta a domingo. O acesso ao parque custa R$ 5, de segunda a quinta, e R$ 10 de sexta a domingo.

A Comunidade Terapêutica Esperança, parte social do Centro Espírita “A Caminho da Luz”, precisa de colaboração para cuidar de dependentes químicos. A instituição atende, atualmente, 19 internos – homens com mais de 18 anos – que necessitam de alimentos, roupas e calçados. O projeto é administrado por três professoras aposentadas da Secretaria de Educação do Governo de Brasília. “O dependente químico carece de assistência. Existem vários casos em que eles saem daqui recuperados. Diariamente, recebem cinco refeições, assistência psicológica, oftalmológica e odontológica de profissionais que atuam como voluntários. Em contrapar-

tida, os internos colaboram com serviços prestados. A principal doença é o alcoolismo”, diz o colaborador Moacir Pereira. O projeto foi criado há oito anos em Vicente Pires e hoje busca doações para conseguir abrigar mais dependentes químicos. Nos dias 10 e 11 de junho, das 16h às 18h, a Comunidade Terapêutica Esperança vai reunir outros centros para debater os perigos e a importância de se cuidar dos internos. SERVIÇO As doações podem ser feitas por meio de depósito em dinheiro no Banco do Brasil, agência 1887-2, conta corrente 28729-6.

No final, um milhão de fiéis terão passado pelas celebrações da Semana de Pentecostes em Taguatinga. A vigília começou no domingo da semana passada (28) e já reuniu 25 mil pessoas na Paróquia São Pedro, em Taguatinga Sul. As principais celebrações estão previstas para este final de semana (3 e 4 ) no Taguaparque. A estrutura é menor do que nos últimos anos, mas a devoção é a mesma para a festa que se tornou tradicional no Distrito Federal. Sob o comando do padre Moacir Anastácio, a celebração completa 18 anos. “Nesses dezoito anos, presenciei milhares de testemunhos do poder de Deus. Vocês testemunharam o poder de Deus nas suas vidas”, afirma. Para as celebrações, o Taguaparque teve reparos há 40 dias. Esta será a segunda edição de Pentecostes após o envolvimento do padre Moacir Anastácio em denúncias da Operação Lava Jato. O sacerdote começou a ser investigado depois de a paróquia que ele comanda ter recebido R$ 350 mil da construtora OAS, a pedido do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), atualmente preso em Curitiba.

Procuram-se artistas A Galeria Olho de Águia lançou o projeto Artistas de Bairro para exposição de obras fotográficas, cinematográficas e de novas mídias. Todo mês um artista da cidade será convidado a expor seus trabalhos por 20 dias para visitação e comercialização. O objetivo é contribuir para a valorização dos artistas locais e incentivar a formação de estudantes de artes plásticas. Para entrar em contato com os organizadores, mande um e-mail para olhoaguia@gmail.com. Telefone: (61) 9-9996-2575


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Distrito Federal está em liquidação. O termo da moda agora é concessão de gestão. Mais um nomezinho para disfarçar a privatização de bens e serviços públicos. Na União, a pechincha da vez é a Água Mineral, em Brasília, e o Parque da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. No DF, a lista é grande: Centro de Convenções, Parque da Cidade, e até as estações do BRT-Sul estão na lista de privatizáveis. SENNA - A mais recente oferta é o Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, que engloba o Ginásio Nilson Nelson, a Piscina Coberta Cláudio Coutinho, o Parque Aquático e o bilionário Estádio Mané Garrincha, além de todas as estruturas de uso popular que circundam o complexo, exceto o Autódromo Nelson Piquet. Quem arrematá-lo poderá ficar com ele até 2052. Na linha do pensamento econômico liberal, a concessão de bens públicos é apontada como a saída para a crise financeira na administração pública. Dizem que o o governo é incompetente para gerir serviços dessa natureza e que a iniciativa privada pode fazê-los bem melhor. Será?

Nelson Piquet

Por Chico Sant’Anna

Vende-se Brasília! Quem vai querer? FOTOS: TONY WINSTON / AGÊNCIA BRASÍLIA

PROBLEMAS – Constatou-se problemas na prestação de contas das bilheterias e da publicidade – sobre as quais o GDF teria uma participação – e má conservação de infraestrutura. O TCDF apontou, por exemplo, que novos guardrails foram maquiados com o reposicionamento das antigas proteções. O GDF herdou de volta um autódromo ainda mais sucateado. O governo teve que investir R$ 200 mil reais, num arremedo de reforma, e, hoje, são necessários cerca de R$ 20 milhões para que aquele espaço possa ser chamado novamente de autódromo.

Dúvidas e respostas

Cemitérios sem melhorias, mas com aumento de 300% nos preços

ESQUELETO – É importante olhar para experiências passadas. Verifica-se que, na prática, muitas vezes, a privatização representou a elevação dos custos para os usuários. E também no uso hiperintensivo do bem público e, quando não há mais uma gota de sangue para sugar, devolve-se o esqueleto para o Estado. PÉ NA COVA – É a situação de seis cemitérios. Em 2002, o Consórcio DCB/empresa Campo da Esperança Serviços Gerais Ltda – com a qual a ex-deputada Eliana Pedrosa tinha vínculos, segundo a CPI dos Cemitérios da CLDF –, de uma só tacada, elevou os preços dos enterros em até 300%. Ao invés de serviço melhor, a Controladoria-Geral do Distrito Federal concluiu que o GDF deve romper com a concessioná-

Em 1996, no governo Cristovam Buarque, o Autódromo Nelson Piquet foi arrendado à empresa do piloto de Fórmula 1 que deu nome à pista. O contrato era de dez anos, passível de ser renovado por igual período. Dizia-se que o equipamento passaria a contar com uma administração competente, tocado por quem entende do assunto. Mas em 2006, o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou o fim do contrato com a NZ Empreeendimentos, de Piquet.

Autódromo Nelson Piquet foi devolvido ao GDF ainda mais sucateado ria por descumprimento de suas obrigações. Por exemplo, má conservação dos jazigos, túmulos quebrados e até sepultamento na vertical de três corpos numa mesma cova de terra nua, sem as paredes de concreto. Crematório Mais: falta de higiene no local

das exumações, com insetos e roedores passeando pelas instalações, falta de estacionamento e de vagas para deficientes e idosos e rampas para cadeirantes. Houve “ganhos exorbitantes” e “possível sonegação de receita”, que gera prejuízo porque o GDF fica com 5% do que é faturado. O crematório não foi construído.

- Terá o poder público condições, estrutura e expertise fiscalizadora para que não se repitam os casos de sonegação e descumprimento contratual verificados nos casos já citados? - Que garantia o contribuinte tem de que não receberá uma sucata caindo aos pedaços ao final do contrato? - Teremos gestores públicos e privados penalizados em caso de fracasso? - Há, efetivamente, empresas especializadas, com capital, e que não sejam aventureiras em busca do dinheiro rápido e fácil? São respostas que só o governo pode dar. Mas parte desses problemas é evitável com regras firmes nos editais de licitação e nos contratos. O problema é que, muitas vezes, esses contratos são confeccionados por encomenda dos próprios empresários interessados. Casos da licitação dos ônibus, conforme concluiu a CPI do Transporte Coletivo. A privatização dos cemitérios foi condenada à época pela Procuradoria do DF, mas que o Buriti ignorou o parecer. Regras subjetivas e pouco severas também noteraram a licitação da Água Mineral, em que o Tribunal de Contas da União já determinou ao ICMBio uma série de exigências para sanar problemas antes que a privatização siga adiante. O brasiliense já pagou muito caro até com superfaturamento. Houve precarização da saúde, da segurança e da educação públicas. O mínimo que se pede é a aplicação correta dos impostos.


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Centrais preparam nova Greve Geral em junho LULA MARQUES/AGPT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as demais centrais sindicais decidiram, em reunião na última semana, realizar uma nova Greve Geral, no final deste mês, em data a ser definida, contra as reformas e o governo Temer. Como referência, foi indicado o período de 26 a 30 de junho. Embora alguns defendam 48 horas, a maioria, aparentemente, prefere realizar o movimento somente em um dia. A decisão final deve sair na segunda-feira (5), quando os dirigentes voltarão a se reunir, em São Paulo. Eles prometem um movimento mais amplo do que o registrado em 28 de abril. Na quinta-feira (1º), representantes de nove centrais se reuniram na sede da CTB,

em São Paulo, para avaliar a recente marcha a Brasília e definir as próximas ações contra as reformas. Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, foi “o movimento mais forte e solidário da última década”, mesmo com ações de possíveis infiltrados durante o ato na capital federal. “Não podemos perder esse foco”, afirmou, referindo-se à tramitação das reformas da Previdência, na Câmara, e trabalhista, no Senado. “Para nós, tudo começa e termina nas reformas, que têm rejeição de 90% da população”, reforçou o diretor executivo da CUT, Julio Turra. Além da manutenção do “Fora Temer”, a preocupação é impedir a tramitação

Expectativa é fazer um ato maior do que o do dia 28 de abril das propostas no Congresso, mesmo com uma possível saída do presidente, que poderia ser substituído em uma eleição indireta. “Aos olhos do mercado, Temer perdeu credibilidade”, avalia Turra. Por isso, as centrais, ainda que não de forma unânime, defendem eleições diretas. A data exata da greve deve

acompanhar o calendário das reformas no Congresso. “O consenso é de que será maior do que a de 28 de abril”, disse o dirigente cutista. Para o presidente da CSB, Antônio Neto, o ato de Brasília mostrou que as centrais estão articuladas e unidas. “Foi uma das maiores manifestações que Brasília já viu”, afirmou. Segundo ele,

este é o momento de mostrar quem tem “compromisso com a história do Brasil”. O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, disse que os sindicalistas “repudiam a atitude da polícia e de pessoas infiltradas no movimento de Brasília, que originou aquela praça de guerra”. Segundo ele, as centrais estudam acionar a Polícia Militar do Distrito Federal por causa do tumulto. Além da nova greve, os sindicalistas mantêm as manifestações nas bases eleitorais de deputados e senadores. Algumas centrais deverão fazer ato diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça (6), data prevista para o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.


Brasília Capital n Geral n 13 n Brasília, 3 a 9 de junho de 2017 - bsbcapital.com.br

Experimente o amor real Mestre Osho, no livro “Amor, liberdade e solitude - uma nova visão sobre os relacionamentos”, comenta sobre o amor ilusório e o amor real. Para ele, raramente, alguém experimenta o verdadeiro amor. Vejamos: “Durante toda a minha vida, comentei sobre o amor de mil maneiras diferentes, mas a mensagem é a mesma. Entretanto, não se trata do amor que você chama de amor. O amor que você conhece nada mais é do que um

impulso biológico, sensualidade corporal; ele depende de sua química e de seus hormônios. “O amor real conhece a compaixão, mas não a preocupação. Algumas vezes ele é duro, pois às vezes é necessário ser duro. Algumas vezes ele é muito distante. Se ficar distante ajudar, ele ficará distante. Outras vezes ele é muito frio; se for necessário ficar frio, então ele será frio. “Tudo que for necessário, o amor

Qual é a melhor dieta? Tenho refletido sobre essa pergunta, a qual ouço com certa frequência: com tanta informação disponível sobre alimentação, nutrição, emagrecimento, estética, performance, afinal, qual é a melhor dieta? A palavra dieta vem do grego e significa “maneira de viver”. Seu conceito e utilização têm mudado muito ao longo dos anos. Dieta, para a maioria das pessoas, está associada à restrição de alimentos ou nutrientes, devido à disseminação dessa associação. Mas eu ainda prefiro o

significado original da palavra, relacionado a estilo de vida, escolhas alimentares e comportamento alimentar. As dietas da moda no último século estiveram muito presentes na nossa sociedade, talvez associadas ao capitalismo, pois enxergo a forma como elas aparecem sempre com algum intuito comercial, seja de um profissional, de um livro, de um programa de emagrecimento etc. Tenho até pena de chamar algumas “dietas” como “da moda”, pois, na ver-

MARCELO RAMOS O REPÓRTER DO POVÃO

Programa O Povo e o Poder das 8h às 10h de segunda a sábado Notícias, Esportes e Músicas

Rádio JK - AM 1.410

Ligue e participe: 3351-1410 / 3351-1610 www.opovoeopoder.com.br www.marceloramosopovoeopoder.blogspot.com

leva em conta, mas não fica ansioso. Ele não satisfará nenhuma necessidade irreal, nenhuma ideia venenosa. O amor é o que nutre a alma. Sem amor a alma fica fraca. “O primeiro passo em direção ao amor é: Ame a si mesmo. Ao amar a si mesmo, você destruirá muito do que a sociedade implantou em você. Você se tornará mais livre da sociedade e de seus condicionamentos, e só então poderá amar o outro. “O segundo passo é: Observe, apenas observe seu caminhar, seu comer, a água no banho caindo sobre você. Observe tudo, hoje amanhã e sempre. À medida que você se torna mais observador, começa a ter asas - então, todo o céu é seu. “O terceiro passo é: desapegue-se e relaxe. Esteja aberto; abandone sua

armadura, a sua mente calculista, ponha seu ego de lado. “O amor cria problemas, mas são problemas muito essenciais. Precisam ser enfrentados, ultrapassados. Temer o amor, é permanecer fechado numa cela escura. Ele é doloroso, mas não o evite. Se você o evitar, evitará a maior oportunidade de crescimento de sua vida. Ele lhe dará a primeira prova de que a vida não é sem sentido. “Sim, existe agonia, mas a partir dessa agonia nasce o êxtase. O amor é a única coisa digna de ser feita. Tudo o mais é secundário. Assim, não importa a dor, ame!”.

Então, para concluir o raciocínio, a melhor dieta é aquela que te faz feliz. E felicidade tem, sim, a ver com estar saudável

Não acho um problema a gente seguir um padrão alimentar por considerá-lo mais adequado. Aliás, acho isso excelente. Passo por isso diariamente na minha vida pessoal, com meus alunos e pacientes. Porém, a deturpação das informações e a forma como elas chegam à massa da população é que considero, por vezes, danosa. Então, para concluir o raciocínio, a melhor dieta é aquela que te faz feliz. E felicidade tem, sim, a ver com estar saudável, fisicamente ativo, mente ativa, mas também com gostar da sua forma de viver. Por isso, a melhor dieta é aquela pensada e elaborada para você.

dade, são comportamentos ou padrões alimentares descritos por pesquisadores como parte de uma cultura alimentar, como o caso do padrão alimentar dos povos do mediterrâneo ou da era paleolítica. E o ser humano tem a capacidade de distorcer tudo e comercializar isso como produto.

José Matos Professor e palestrante

Caroline Romeiro Nutricionista e professora na Universidade Católica de Brasília (UCB)


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Por que tantos porquês? Por quê? Não há brasileiro alfabetizado que não tenha se feito essa pergunta, não é mesmo? O meu objetivo agora não é respondê-la – até porque essa é uma pergunta que se faz a Camões –, mas esclarecer como usá-los! Vamos lá? 1.O porquê: sempre um substantivo. Está sempre acompanhado por um determinante (artigo ou pronome adjetivo): os porquês, um porquê, seu porquê, esse porquê, alguns porquês. Pode estar no singular ou plural.

Ex.: Entendi o porquê do seu sofrimento. Obs.: Note que sublinhei a palavra e o determinante. 2.Porque: sempre em orações que expressam, explicitamente, causas ou explicações (justificativas). Em alguns casos, pode ser substituído por “pois”. Ex.: Ela está sorrindo porque conseguiu a aprovação. (cabe “pois”) Ex.: Se ele não chegou é porque está atrasado. (não cabe “pois”, mas introduz uma justificativa explícita

O São Francisco da Asa Sul É mais do que óbvio que o Vaticano ainda não tomou e nem tomará conhecimento da modesta presença do personagem que todas as manhãs comparece aqui no gramado da SQS 113, para alimentar os pombos e que me dá a impressão (de longe) que conversa com os famintos animaizinhos. Aparentando quarenta e poucos anos, ele chega por volta das 9 horas, empunhando uma sacola de pano contendo pedacinhos de pão misturados com restos de refeições, complementado por um vasilhame raso com água. A julgar por seus trajes, calça remendada, camisa desbotada e sandália furada, tudo leva a crer que não se trata de alguém de origem endinhei-

rada. Até muito ao contrário: é mais chegado ao tipo pobre, o que me fez lembrar do santo da canção interpretada por Ney Matogrosso: “Lá vai São Francisco / Pelo caminho / De pés descalços / Tão pobrezinho / Dormindo à noite / Junto ao moinho / Bebendo a água do ribeirinho... Lá vai São Francisco / De pé no chão, / Dizendo ao vento: / Bom dia, amigo! / Dizendo ao fogo: / Saúde, irmão! / Lá vai São Francisco / Pelo caminho, / Contando histórias / Pros passarinhos...” De repente, me deu vontade de me aproximar do maltrapilho de minha quadra para entrevistá-lo jornalisticamente, mas me dei conta de que poderia quebrar o encantamento.

para o atraso.) Ex: Ela está feliz porque conheceu a praia? (mesmo sendo uma pergunta, há uma justificativa explícita para a felicidade dela. A pergunta serve para saber se essa justificativa é válida ou não).

a “o motivo pelo qual”. Meu conselho: onde não se encaixam os três primeiros casos, encaixe o quarto!

Obs.: sublinhadas estão as justificativas explícitas.

Ao longo desta semana, fiz dois eventos destinados ao estudo dos porquês. O primeiro é o meu programa, Na Ponta da Língua, que você consegue assistir pelo YouTube (exibido em 29 de maio de 2017 – link: bit.ly/eliasporque). No mesmo dia, fiz uma live no meu Facebook (Elias Santana) acerca do assunto. A minha missão é que esta seja a sua última semana de dúvidas acerca desse assunto! Bons estudos!

3.Por quê (?): sempre seguido de pontuação. Em geral, ponto de interrogação, mas não exclusivamente. Ex.: Ele chegou atrasado por quê? Ex.: Ela pediu demissão e não se sabe por quê. Obs.: O que está sublinhado? O “por quê” e a pontuação. 4.Por que: pode ser um pronome interrogativo; pode ser um pronome relativo; pode ser equivalente

Graças a esse exemplo de humildade explícita, foi criada na Igreja Católica Apostólica Romana a Ordem dos Franciscanos, que fazem votos de pobreza para exercer seu mandato sacerdotal, a exemplo do Papa Francisco Com certeza, sua história deve ser bastante diferente da de São Francisco, santo nascido na cidade italiana de Assis, moço rico que se chamava Giovanni di Pietro di Bernardone e que era bastante extravagante, esbanjando dinheiro em farras, até ser tocado pelo Espírito Santo.

Ex.: Por que ele chegou atrasado? Ex.: A causa por que luto é nobre. Ex.: Não sabemos por que ele lê tanto!

Elias Santana Professor de Língua Portuguesa e mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB)

Ainda jovem, abandonou a riqueza familiar e foi viver em cabanas no meio do mato, familiarizando-se com a natureza e particularmente com os passarinhos. Graças a esse exemplo de humildade explícita, foi criada na Igreja Católica Apostólica Romana a Ordem dos Franciscanos, que fazem votos de pobreza para exercer seu mandato sacerdotal, a exemplo do Papa Francisco. Por essa postura de dádivas, se não fosse evangélico (prestes a ingressar na doutrina de Allan Kardec), eu seria devoto do santo de Assis. Mas, sinceramente, não teria o mesmo altruísmo de me tornar, por opção, tão pobre quanto São Francisco ou parecido com o misterioso São Francisco brasiliense da SQS 113, cujo ninguém conhece e nem sabe de onde veio, da mesma forma como os pombos que ele alimenta.

Fernando Pinto Jornalista e escritor


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Dia dos Namorados

Raimundos volta com show acústico

Criatividade que vale presente Em tempos de crise, não é recomendável recusar promoções. A grife brasiliense de roupas Born Concept e o restaurante Shakai Sushi vão premiar com um presente e um jantar o convite mais criativo para o Dia dos Namorados. A ideia é simples: convide alguém para jantar no Dia dos Namorados pelo perfil da Born (@bornconcept) no Instagram. Pode ser o atual, o ex ou até a paquera da vez. O convite mais criativo ganha um jantar com comida oriental e um kit de roupa para arrasar no visual.

Jantar com comida oriental e um kit de roupas: presentes que serão sorteados para uma das datas mais comemoradas do ano

Po e s ia Elias Costa (*)

M

jardim do Centro de Convenções, com a banda do bloco Eduardo e Mônica e DJ’s renomados, tocando o melhor da black music e do pop rock. O grupo lançou recentemente o CD/DVD “Raimundos Acústico”, gravado em Curitiba, que servirá de base para o show em Brasília.

Serviço: Raimundos + Bloco Eduardo e Mônica + DJs e festa after Data: 10 de junho de 2017 (sábado) Hora: 22h Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães

i c r o c o n t o

Luis Gabriel Souza

O amor Eu ainda estou aqui, Disse o amor. Eu ainda estou aqui, no mesmo lugar de sempre, Pois, o amor nunca muda. Um dia desses, Ouvi dizer por aí que eu havia morrido. Mas era tudo mentira. E eu ainda estou de pé.

A banda Raimundos volta a tocar em Brasília e pela primeira vez traz seu show acústico à cidade. Em turnê nacional, a banda de rock que é uma das maiores do Brasil, tem lotado os teatros por onde passa. O show intimista traz os maiores sucessos do grupo, que completa 20 anos, com arranjos jamais vistos antes. A apresentação está marcada para 10 de junho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Além de curtir a apresentação inédita, o público testemunhará uma confraternização do rock da cidade e se divertirá em um after, ao ar livre, no

Ops, caiu! Se eu ainda estivesse morto Aceitaria melhor a imposição desse frio Que abate o coração dos homens, Desse silêncio que constrói covardes, Mas eu estou mesmo é incendiando, e em gritos, Pois, o AMOR NUNCA MORRE. (*) Major QOPM - Comandante do 2º BPM – Taguatinga-DF

Eu tava com uma fome lascada e só 15 reais no bolso. Parei na lanchonete e pedi o lanche condizente com a minha fortuna, sem opção de escolha, a não ser a de matar a fome. Senha 621. Sai correndo antes que dessem meu alimento a outro. Peguei a bandeja, fechei os olhos e dei um suspiro profundo, como quem diz: “vou matar essa maldita agora”. Dois passos cuidadosos pra virar e seguir rumo à minha mesa! E... pááá... um ser maravilhoso esbarrou em mim. Lanche no chão e fome nas alturas. O desgraçado saiu sem ao menos pedir desculpas. Tudo bem. Eu não ia desculpá-lo mesmo! (Baseado na leitora Adriane – Gama/DF).


Jornal Brasília Capital 313  
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