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Jornal Biomassa Br Jornal Brasileiro das Indústrias de Biomassa

Ano: II

w w w . j o r n a l b i o m a s s a b r . c o m

Edição: 07

Circulação: Março/Abril de 2013

Instalações do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) Ciência básica e Inovação...pág. 02

Aproveitamento dos tocos de eucalipto: uma inovação para o setor florestal brasileiro...pág. 20

Ministério de Minas e Energia aponta boas perspectivas para energias renováveis no Brasil...pág. 13 Conheça as potencialidades da biomassa florestal...pág. 06 Soluções inovadoras reduzem os problemas de destino dos resíduos...pág. 18 Briquete de casca de café: solução eficiente para gestão de resíduos...pág. 09 Entrevista exclusiva com o novo presidente da Renabio...pág. 16


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Biorre�inaria Virtual de Cana-de-açúcar Por: Antonio Bonomi (antonio.bonomi@bioetanol.org.br) Otavio Cavalett (otavio.cavalett@bioetanol.org.br) Vera Gouvêia (vera.gouveia@bioetanol.org.br)

U

ma ferramenta capaz de analisar impactos bustíveis, eletricidade e produtos químicos. De forma análoga econômicos, sociais e ambientais de novas a uma refinaria de petróleo, produtos químicos como plásticos, tecnologias associadas ao ciclo produtivo da solventes, alimentos, medicamentos, cosméticos, dentre outros cana-de-açúcar. Esta é a descrição resumida podem ser obtidos a partir de plantas como a cana-de-açúcar. da Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC) desenvolvida no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), através de seu Programa de Avaliação Tecnológica (PAT), em Campinas, São Paulo. A BVC é uma plataforma de modelagem matemática e simulação computacional de processos integrada a outras ferramentas analíticas para mensurar o estágio de desenvolvimento e sucesso de uma nova tecnologia de produção de etanol, e outros produtos da cana, se comparada à Instalações do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) cadeia de produção padrão do setor. Ciência básica e Inovação: Iniciativas fundamentais para manter a liderança brasileira no ciclo cana-deCom esta ferramenta é possível -açúcar / etanol. obter uma avaliação antecipada do sucesso de um processo, ou inovação O conceito de biorrefinaria utilizando a cana-de-açúcar como tecnológica, através de dados consistentes e confiáveis. matéria-prima abre novos mercados para a indústria sucroeBiorrefinaria é a instalação industrial que integra os nergética. Os princípios básicos de uma biorrefinaria podem processos de conversão de biomassa para a produção de com- ser visualizados na (Figura 01).

EXPEDIENTE Editor: Tiago Fraga Jornalista Responsável: Ana paula maciel Soukef mendes - mTB 9217/pR Comercial: Bianca Ramos, douglas Garcia Supervisão: Eliane Oliveira Distribuição: Lucas Alexandre Edição de arte e produção: Vorus design - Gastão neto Apoio: Renabio – Rede nacional para Biomassa e Energia Colunistas/Colaboradores: Prof. Dr. Laércio Couto – Presidente da Renabio e Membro permanente do conselho mundial de Bioenergia; Dr. Luiz Carlos Couto – Eng. Florestal pela Universidade Federal de Viçosa – UFV;

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Antonio Bonomi, Otavio Cavalett, Vera Gouvêia, José Manuel Cabral de Sousa Dias, Daniela Tatiane de Souza, Melissa Braga, Marcia Mitiko Onoyama, Cesar Heraclides Behling Miranda, Patrícia Flávio Dias Barbosa e José Dilcio Rocha (Embrapa Agroenergia, Brasília/DF); Eng. Marco Vezzani – Diretor Técnico - VOMM BRASIL; Evandro Carrera – Negócios Florestais do Grupo Columbia. Distribuição Dirigida Empresas, associações, universidades, governos, assinantes, circulação em feiras e eventos dos setores de Biomassa, Florestas e Energias Renováveis.

Versões impressa / eletrônica

Tiragem 9.000

Site oficial w w w. j or na lbi omass abr. com

Contato: (42) 3025.7825 E-mail: contato@jornalbiomassabr.com comercial@biomassabr.com O Jornal Biomassa BR é uma publicação da


Jornal Biomassa Br 99Grãos 99Biomassa lignocelulósica 99Biomassa Florestal 99Resíduos sólidos municipais

Matérias-primas (biológicas, várias, mistura)

Tecnologias de processamento (várias, Combinadas)

Produtos, materiais e energia (vários, sistemas multiproduto)

99Bioprocessos 99Processos químicos 99Processos termoquímicos 99Processos térmicos 99Processos físicos

99Combustíveis 99Químicos 99Materiais 99Especialidades 99Commodities, bens

Figura 01 - Princípios básicos de uma biorrefinaria (Kamm e Kamm, 2004).

A Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC) possui industriais de biorrefinarias são simulados através da platauma série de aplicações, dentre elas: forma de simulação Aspen Plus®. A fase de uso dos produtos •Realizar a otimização e integração de conceitos e gerados, englobando logísticas de transporte e comercializaprocessos de uma biorrefinaria como, por exemplo, novas ção, é também avaliada através de planilhas eletrônicas. Ferestratégias agrícolas para a cultura de cana-de-açúcar. ramentas específicas são usadas para as avaliações ambien•Analisar, tendo em foco a sustentabilidade econômica, tais, sociais e econômicas. Esta configuração da BVC pode ser ambiental e social, diferentes alternativas de biorrefina- visualizada na (Figura 02) onde há um detalhamento das interações dos aplicativos utilizados. rias. O uso de etanol gerado a partir do material celulósico é um bom exemplo desta análise. •Avaliação do estágio de desenvolvimento de novas tecnologias. A plataforma da BVC é constituída por um conjunto de aplicativos dentre eles simuladores de processos industriais, planilhas eletrônicas e softwares de análise de Ciclo de Vida. Para simular a fase agrícola (que engloba todas as operações agrícolas da cana desde o pré-plantio até a colheita e transporte) foi desenvolvido, através de planilha eletrônica, o CanaSoft. Os diversos cenários

Figura 02 - Esquema da biorrefinaria virtual de cana-de-açúcar (bvc)

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Jornal Biomassa Br Os impactos sobre a sustentabilidade avaliados pela BVC são detalhados abaixo:

Existem duas rotas tecnológicas que possibilitariam ampliar a produtividade de litros de etanol por hectare por

•Impactos Econômicos: investimento necessário, rentabilidade (taxa Interna de Retorno – TIR e outros parâmetros), custo de produção dos produtos, receitas e impostos, entre outros. São analisadas as implicações da tecnologia sobre a cadeia produtiva e o risco ligado á implantação do novo processo.

ano de cana plantada. A primeira engloba a introdução de

•Impactos Ambientais: balanço energético (relação entre energia renovável produzida e a fóssil consumida), balanço de emissão de gases de efeito estufa, consumo de água, mudanças no uso da terra, impactos sobre a biodiversidade e outros impactos frequentemente incluídos na metodologia Análise do Ciclo de Vida, como acidificação, formação de foto-oxidantes, nitrificação, eutrofização, toxidade humana, entre outros.

Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) tem como um de

•Impactos Sociais: impactos locais derivados da automação, escala da planta industrial, mecanização do setor agrícola e outros, sobre o número e a qualidade dos empregos (renda e escolaridade, por exemplo), uso da terra e relações com a comunidade e qualificação da mão de obra. A fim de se garantir uma base confiável para a análise de novas tecnologias pela BVC o PAT/CTBE busca constantemente parcerias com indústrias do setor sucroenergético e mantém simulações de processos industriais validados por plantas existentes. Além disto, o CTBE possui uma Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos (PPDP) que busca novas rotas tecnológicas industriais para biorrefinarias, onde a BVC atua avaliando o potencial nível de sucesso alcançado por uma nova rota. Aplicação similar da BVC é realizada para avaliar inovações desenvolvidas também no Programa Agrícola do laboratório. De maneira geral, a BVC contribui direcionando de maneira adequada o investimento em pesquisa ao possibilitar a identificação de áreas com maior benefício futuro. As rotas tecnológicas atualmente avaliadas pela BVC são mostradas na tabela abaixo. Rota Rota 1 Rota 2 Rota 3 Rota 4 Rota 5 Rota 6 ... Rota n

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Descrição Etanol de 1ª geração, açúcar e eletricidade. Uso integral da cana, foco na produção de etanol de 2ª geração (rota bioquímica – hidrólise). Uso integral da cana, foco na produção de biocombustíveis líquidos a partir da gaseificação da biomassa (rota termoquímica). Alcoolquímica. Sucroquimica. Química a partir da lignina. ... Outras rotas.

novas variedades de cana e a segunda busca desenvolver tecnologias que aproveitem integralmente a biomassa da planta para produzir etanol. Dá-se o nome de etanol de 2ª geração (2G) ou etanol lignoccelulósico ao etanol produzido por esta última rota tecnológica. O Laboratório Nacional de seus principais objetivos a realização de estudos científicos e técnicos, em parcerias com a comunidade científica e industrial (nacional e internacional), visando o desenvolvimento da rota de produção de etanol de 2ª geração, propiciando a geração de tecnologia de biorrefino do bagaço em seus componentes poliméricos (hemicelulose, celulose e lignina) e a transformação destes (hemicelulose e celulose) em bioetanol. O PAT/CTBE publica anualmente um relatório sobre o estágio de desenvolvimento da Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (CTBE, 2011). Entre os destaques da publicação mais recente está a avaliação da otimização e extensão da safra de cana com sorgo sacarino em usinas e destilarias de 1ª geração; estimativas dos resultados econômicos e ambientais da integração da produção de etanol de 2ª geração (bagaço e palha) numa biorrefinaria de 1ª geração; vantagens da produção integrada do etanol de 2ª geração; e produção de biobutanol associado à indústria de bioetanol e açúcar. O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) integrado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma instituição de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) na área de etanol de cana-de-açúcar. Aberto a usuários externos, o CTBE foi criado para contribuir com o Brasil na manutenção da liderança na produção de etanol, buscando respostas para desafios científicos e tecnológicos em todo o ciclo produtivo. Neste contexto a Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC) se mostra uma importante ferramenta com crescente utilização na comunidade científica e industrial (nacional e internacional). Referência: CTBE, 2011. Relatório BVC 2001. https://goo.gl/SNZJo. Kamm, B., Kamm, M., 2004. Principles of Biorefineries. Applied Microbiology and Biotechnology, 64,137-145.


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Os briquetes como uma alternativa promissora

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combustão de energias fósseis, como o óleo combustível, o carvão mineral e o gás natural, entre outras, matérias-primas correntes consumidas na economia mundial, constituem as principais fontes de emissões de dióxido de carbono (CO2), um gás capaz de provocar importantes mudanças climáticas. Por outro lado, decorrente da combustão da madeira a quase totalidade de CO2 liberado corresponde praticamente à quantidade captada pela planta, quando de seu crescimento.

neutra do ponto de vista emissões de CO2, desde que a sua exploração florestal seja devidamente gerida, e sem levar em conta as emissões de CO2 produzidas para atender às necessidades em energia elétrica, no caso em que a energia utilizada nos respectivos equipamentos de aquecimento seja oriunda da biomassa florestal. Ressalta-se que o Protocolo de Kyoto imputa a seis gases a maior responsabilidade pelos efeitos estufa na atmosfera: o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o dióxido de nitrogênio (NO2), os hidrocarbonetos fluorados (HFC), os hidrocarbonetos Neste contexto, a madeira pode ser inteiramente fluorados (PFC) e o hexaconsiderada como uma fonte de energia fluoreto de enxofre (SF6).

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A biomassa vegetal e em particular a de origem lenhosa, pela sua capacidade de realizar simultaneamente a reciclagem, a captação e a estocagem de CO2, é uma fonte de energia renovável cuja produção de CO2 natural, por via fotossintética, é a mais importante do planeta. Ressalta-se que a quantidade de CO2 emitida ao longo da cadeia de aprovisionamento da madeira é em torno de três vezes menor do que aquela do óleo combustível. A tabela a seguir ilustra as emissões de gases com efeito de estufa decorrentes da utilização de diferentes tecnologias de produção de energia térmica.


Jornal Biomassa Br Equivalente CO2 em g/GJ1 de combustível Mínimo Máximo

Tipo de aquecimento Doméstico Fogão à lenha Caldeira alimentada com madeira (combustão inversa) Caldeira ao gás natural Caldeira ao óleo combustível Aquecimento coletivo ou industrial Madeira: Combustão em leito fixo Combustão em leito fluidizado Gaseificação em leito fixo Energias fósseis: Caldeira ao gás natural Caldeira ao óleo combustível 1 Gigajoule Sabe-se que crescimento não reprimido da oferta de combustíveis em face à crescente demanda energética mundial tem gerado uma série de problemas diversos. Entre eles os de ordem socioeconômica e geoestratégica. Mas por outro lado estes problemas têm provocado mudanças nas políticas governamentais, na tentativa de assegurar o controle sustentável da energia. Já é consensual a inclusão de incentivos significativos para favorecer a utilização de formas de energias renováveis. Essa já é uma postura altamente significativa em termos ambientais, no sentido de limitar ao máximo as emissões de gases com efeitos nocivos ao meio ambiente e em particular à camada atmosférica. É nesse cenário que a biomassa florestal (dendrocombustíveis) torna evidente a sua potencialidade para responder a esses objetivos. Os briquetes, categoria de dendrocombustível obtido a partir da biomassa florestal fragmentada em granulometria apropriada, por apresentarem uma densidade energética elevada e outras características interessantes que tornam a sua utilização, transporte e armazenamento facilitados, se colocam como uma alternativa promissora. Em decorrência, tanto a sua

391 46 63223 73138

7130 207 63223 73138

355 0 0

928 580 230

55237 73534

61489 74673

produção quanto a sua inserção em diferentes mercados, tem sido objeto de um crescimento considerável como fonte de alternativa e renovável de energia. A propósito, a biomassa florestal é atualmente o principal recurso renovável e representa mais de 10% da oferta mundial em termos de fontes alternativas de energia. Os briquetes apresentam forma regular e constituição homogênea. É considerado em muitos fóruns como uma “lenha ou carvão ecológico”. Em seu processo de fabricação, no caso em que não se utiliza algum tipo de ligante para a consolidação e coesão das partículas, pressões e temperaturas relativamente elevadas são empregadas tais como, por exemplo, 1478,58 kg/cm2 (100 bars) e maior do que 205ºC respectivamente. A ação de ambas na lignina contida na biomassa florestal na forma de serragem, a interior de um equipamento conhecido por briquetadeira, provoca nesse respectivo composto químico um fenômeno conhecido como transição vítrea. Isso equivale dizer que a lignina é submetida a um amolecimento, mas reversível após o resfriamento da matriz (briquete acabado). Com o resfriamento, a lignina que tem por excelência propriedades

adesivas naturais, ao retornar à temperatura ambiente, provocará uma forte adesão entre as partículas, consolidando o produto final conhecido. Ressalta-se que o resfriamento dos briquetes se dá praticamente na própria prensa e, mais especificamente, sobre o sistema transportador (correia), exatamente correspondente ao percurso entre a saída da prensa até o local de estocagem ou armazenamento. Além da exigência de uma granulometria adequada (entre 5,0 e 10 mm) a matéria-prima destinada à fabricação do briquete deverá apresentar um teor de umidade compreendido entre 8% de 15%. Fora deste intervalo de teores de umidade, o processo estará comprometido. Na fabricação dos briquetes poderá haver a adição de algum agente ligante, como a parafina, para o processo de consolidação e coesão do mesmo. Esses produtos quando utilizados não poderão exceder 5% em relação ao peso da biomassa absolutamente seca do material. A utilização de ligantes no processo de consolidação dos briquetes implica igualmente em pressões menores. Eles poderão apresentar diferentes formas segundo o gabarito utilizado na saída da prensa briquetadeira. Ressalta-se que, devido à existência de diferentes tipos de prensas briquetadeiras e utilizações diversificadas para os briquetes, não existe para os mesmos um padrão fixo de dimensões. Todavia, tem-se em geral que o diâmetro ideal dos briquetes para a queima em caldeiras e fornos é da ordem de 83 a 93 cm de diâmetro e comprimentos variando de 250 a 400 mm. Outras dimensões tais como 63 mm de diâmetro e comprimentos na mesma ordem de grandeza do que as anteriores são bem aceitas, por exemplo, em estufas, fogões com alimentação automática, grelhas, churrasqueiras etc. Ainda que a massa individual possa variar segundo a sua utilização e

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equipamentos são mais comuns aquelas Outros materiais lignocelulósicos sário adaptar um sistema de evacuação podem ser utilizados na fabricação dos automática de cinzas, mais robustos compreendidas entre 1,0 e 2,0 kg. briquetes, tais como o bagaço de cana e de melhor desempenho do que os Em se tratando da biomassa floresde açúcar, casca de arroz, palha, sabugo sistemas de geração de energia com tal tem-se como base que uma tonelada de milho, palhas de sorgo e trigo entre briquetes produzidos com biomassa flode briquetes equivale a aproximaoutros. Todavia, essas matérias-primas damente quatro estéres de madeira. ainda que relativamente abundantes, restal. Ressalta-se que os briquetes vêm Madeiras que tenham sido impregna- apresentam algumas desvantagens sendo utilizados desde os meados de das por produtos químicos (fungicidas, principalmente quando utilizadas na 1970 quando surgiu nos EUA, e posteinseticidas, agentes ignífugos etc.), geração de vapor em caldeiras indus- riormente na Europa, a partir de 1990. por questões ambientais, não podem triais. Isso pelo fato de que apresentam Hoje, além de se posicionar como sendo ser usadas na fabricação de briquetes. teores de cloro (Cl ) relativamente eleva- uma das maiores produtoras de brique2 Quanto aos processos em si de densifi- dos se comparados à biomassa florestal e tes no mundo, a Europa se posiciona cação da matéria-prima na produção de em consequência, após a combustão, os igualmente como uma das maiores briquetes, eles diferem entre si, essen- gases presentes na fumaça liberada são consumidoras. Suas características de cialmente pelos tipos de prensas utili- carregados de moléculas de cloro (Cl2), massa volúmica aparente e densidade zados. As unidades de produção são, no que reagem facilmente com as moléenergética significamente elevadas, entanto, muito variadas e por vezes até culas de água decorrentes da própria gases com menor potencial impactante muito específicas. Isso se deve, de um reação de combustão formando assim o para o meio ambiente, poder calorílado, à grande variedade de matérias- ácido clorídrico (HCl). O ácido clorídrico fico inferior (PCI) consideravelmente -primas que poderão ser utilizadas, de é conhecido entre outros pelo elevado elevado e baixa emissão de partículas sua morfologia e de suas características potencial de corrosão e consequenteintrínsecas e, do outro, às exigências mente a estrutura metálica da caldeira sólidas, fazem desse biocombustível próprias de cada tipo de prensa. Sendo estará seriamente comprometida ao uma fonte alternativa e renovável de assim, é impossível de se conceber um longo do tempo. Além disso, o teor de energia face aos combustíveis de origem equipamento universal. Cada novo pro- cinzas desses resíduos agrícolas é sig- fósseis. A tabela a seguir ilustra algujeto demandará uma análise precisa e nificativamente mais elevado (ex. casca mas características de diferentes fontes de tal forma que a unidade de produção de arroz 17%) do que o da biomassa flo- de energia. restal (1-1,5%). deverá ser o melhor elo de ligação entre Fonte de energia Assim, após a Massa volúmica Poder calorífico a matéria-prima bruta e as característi3 sua combustão, aparente (kg/m ) Inferior (kWh/kg) Briquetes: cas do produto final. o baixo ponto de Biomassa florestal 650 a 1000 4,5 a 5,0 Na fabricação dos briquetes vários fusão de suas Trigo 750 4,2 fatores deverão ser considerados dois cinzas, provocaSorgo 730 4,5 grupos de características que visam rão em alguns 750 4,5 assegurar a qualidade do produto final. s i s t e m a s d e Centeio 500 4,5 O primeiro diz respeito à matéria-prima combustão (ex. Aveia Milho 830 4,3 como, por exemplo, a sua origem e fogões, lareiras Bagaço-de cana 1300 5,45 natureza, composição elementar e fun- etc.) entupimenOutras fontes de energia damental, teor de matérias minerais, tos nas grelhas, 12,88 GLP1 granulometria, conteúdo de umidade, o que acarretará Lenha comercial 340 3,60 pressão e temperatura do processo, perdas na eficiBagaço-de-cana 120 3,60 massa volúmica aparente e presença ência energética, Óleo combustível 2,47 de materiais abrasivos de natureza maior consumo 11,12 de combustíveis Coque de carvão mineral diversa. O segundo grupo concerne à 8,00 e maior custo de Coque de petróleo massa volúmica aparente dos briquetes, 7,49 Carvão vegetal 230-300 (MDC)2 operação. resistência à abrasão (friabilidade), teor 1 Gás liquefeito do petróleo de matérias minerais, conteúdo em umiNeste caso, 2 Metro de carvão – unidade usual de comercialização e vairável com as dade e poder calorífico inferior (PCI). torna-se neces- espécies utilizadas

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Empresa inova com produção de briquetes com resíduos do café A palha de café é matéria prima única para a produção dos briquetes do empresário Maxiano Stöckl que desde 2006 produz biomassa na Região das Montanhas Capixabas no município de Marechal Floriano. O Espírito Santo tem no agronegócio do café uma das atividades mais importantes do estado, por seu grande peso social que da sustentação econômica á 80% dos municípios. Na cadeia produtiva do café, a palha residual de seu beneficiamento é um problema a ser gerenciado; volumosa e de utilização limitada, seu aproveitamento de forma sustentável e economicamente viável motivou o empresário a investir em estudos e pesquisas sobre o aproveitamento destes resíduos para Energia de Biomassa. Os resultados mostraram um cenário perfeito para implantação de uma indústria de briquetes.

para que a Stöckl Indústria de Briquetes Ltda começasse a produzir briquetes de excelente qualidade e poder calorífico elevado. Nasceu assim um projeto voltado para o futuro do meio ambiente e com o intuito de apresentar soluções eficientes de gestão de resíduos, que assim deixam de ser um grande problema ambiental. No caso específico dos resíduos do café, a produção de um produto ecologicamente correto, aliado à oportunidade de implantar um negócio lucrativo e economicamente viável, foi o que mais nos atraiu para este novo e promissor setor, que tem sua demanda cada vez mais crescente no mercado, complementa Maxiano Stöckl.

Atualmente, a Stöckl Indústria de Briquetes Ltda Depois de diversos testes para certificar-se que o produto compactaria e atenderia às exigências do mercado e adquiri- produz aproximadamente (10) dez mil toneladas por ano de dos os equipamentos necessários para o processo completo de briquetes de casca de café, que são coletados em diversos produção, foram seis meses de muitos ajustes e adaptações municípios capixabas.

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Resíduos Agro�lorestais e Agroindustriais como Matérias-Primas de Briquetes e Péletes José Manuel Cabral de Sousa Dias (jose.cabral@embrapa.br), Daniela Tatiane de Souza, Melissa Braga, Marcia Mitiko Onoyama, Cesar Heraclides Behling Miranda, Patrícia Flávio Dias Barbosa, José Dilcio Rocha (Embrapa Agroenergia, Brasília/DF)

O

s briquetes e péletes consUm estudo realizado pela Embrapa coco (Nordeste), casca de amendoim e tituem substitutos dire- Agroenergia em 2012 revelou que o palhada de capim (Sudeste e Centrotos da lenha em muitas potencial de aproveitamento de resí- -Oeste) e resíduos de processamento de aplicações, incluíndo o duos agroflorestais e agroindustriais madeira (diferentes regiões). A Figura 1 uso residencial, industrial e em esta- como biocombustíveis sólidos é bastante mostra um mapa sobre a localização de belecimentos comerciais como olarias, significativo no Brasil. Estima-se que alguns resíduos agroflorestais e agroincerâmicas, padarias, pizzarias, fábri- haveria cerca de 167.000 mil toneladas dustriais no Brasil. Embora grande cas de alimentos, entre outros. Não de bagaço de cana-de-açúcar e 18.000 parte dos resíduos agroindustriais já existem no Brasil estatísticas oficiais mil toneladas de resíduos de arroz apresente aplicação corrente, a biosobre a produção e venda de briquetes em casca. Outros produtos também massa residual de atividades agrícolas e péletes, conquanto a Associação Bra- apresentam potencial relevante como ainda é subutilizada no país. Na maioria sileira das Indústrias de Biomassa e endocarpo do babaçu, casca e fibra de das vezes é deixada para decomposição Energia Renovável tenha estimado em 2012 que são produzidos cerca de 1,2 milhão de toneladas de briquetes por ano. A taxa de crescimento da demanda de briquete é de 4,4% ao ano, o que demonstra a importância potencial no mercado de energia renovável. Por outro lado, a demanda de péletes também vem aumentando, devido à conveniência, facilidade de manuseio e transporte. A Europa utiliza aproximadamente 85% do total produzido no mundo, ressaltando-se que somente a Suécia responde por 20% Figura 1: Mapa do Brasil mostrando a disponibilidade de resíduos nas diferentes regiões. desse consumo.

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Jornal Biomassa Br natural no solo, sem aproveitamento da energia nela contida e gerando passivos ambientais importantes, não só pela produção de gás carbônico, mas também pela formação de metano.

Artigo Dentre os condicionamentos da matéria-prima ainda pouco explorados no Brasil, destaca-se a torrefação ou pré-aquecimento, que ativa os ligantes naturais, como a lignina, ou aqueles adicionados à biomassa, tais como o amido ou mesmo o alcatrão vegetal. Tal processo tem se mostrado efetivo quando se emprega compactação via extrusão e para alguns resíduos como a casca de arroz, pois melhora a fluidez do material no equipamento de compac-

consumidores, pode fortalecer o mercado internamente.

Deve-se notar que um grande impacto no custo dos produtos finais decorre da inexistência de canais de A composição química e condições distribuição das matérias-primas. As físico-químicas desses resíduos, que dificuldades na coleta e comercialização para esses processos são considerados de resíduos derivam da ausência de uma matérias-primas, são variadas e muitos rede sólida de fornecedores dos mesmos. devem passar por diversos tratamentos Para alguns resíduos agroindustriais, até a produção de briquetes ou péletes. cuja aplicação se destina à própria uniDependendo das condições iniciais, dade produtora, como a borra de café pode ser necese o bagaço da sário triturar a cana-de-açúcar, matéria-prima a logística da para diminuir o biomassa não tamanho das parconstitui um tículas ou secá-la entrave ao crespara reduzir o teor cimento do setor, de umidade, antes mas esse não é o de introduzi-la na caso de diversos prensa ou extruresíduos agrosora. A Figura 2 florestais, cuja resume as etapas coleta é feita em pelas quais as campo e a venda matérias-primas é realizada em podem passar lugares distandesde a colheita tes da origem. dos insumos até O aproveitao armazenamento mento dos resídos briquetes ou duos agrícolas e péletes produflorestais passa zidos. A necespelo desensidade de cada volvimento de etapa deverá ser máquinas e sisavaliada considetemas que perrando o material mitem recolher Figura 2: Possíveis etapas pelas quais a matéria-prima passa até ser transformada em briquetes ou péletes. de partida. tais resíduos objetivando a produção de briquetes e A secagem, por exemplo, não é nor- tação, reduzindo a energia requerida péletes e também valorizando-os como malmente necessária para materiais para o processamento. Somado a isso, o matérias-primas para outros processos como casca de café, de amendoim e de pré-aquecimento aumenta a densidade da indústria química. arroz. Já para matérias-primas úmidas, final do produto e, portanto, aumenta como a palha de coco, bagaço de cana e a resistência mecânica e a densidade Outras informações relacionadas capim, a secagem torna-se essencial e energética. ao assunto podem ser obtidas no docupode ser efetuada utilizando os gases mento Produção de briquetes e péletes A inclusão dessas etapas encarece o de combustão do pré-aquecimento do a partir de resíduos agrícolas, agroinprocesso, porém os benefícios podem ser fluido térmico, fornalha ao ar livre ou dustriais e florestais, em http://www. notados na qualidade do produto fi nal, o qualquer outra técnica que reduza o teor infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/ que, além de melhorar a satisfação dos de umidade. doc/952626/1/DOC13.pdf

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Biomassa está entre as prioridades energéticas do governo brasileiro As fontes renováveis serão responsáveis por cerca de 85% da oferta de energia elétrica no ano de 2021 no Brasil. A afirmação foi feita pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, durante o encontro empresarial entre Brasil e Finlândia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O Brasil é um grande laboratório na utilização de energias renováveis. Temos boas perspectivas de investimento para os próximos anos no setor e continuaremos o processo de diversificação da nossa matriz energética”, disse o Secretário. Citando dados do plano decenal de energia 2021, Ventura lembrou que a hidroeletricidade, a biomassa e a energia eólica, que somadas correspondem a 76,4% do total da expansão da capacidade instalada para os próximos 10 anos, serão as prioridades do governo para ampliação da matriz de energia elétrica. “O Brasil dispõe de grande quantidade dessas três fontes”, explicou. Altino defendeu as qualidades de fontes de energias menos poluentes. De acordo com ele, além de competitivas

e com baixa emissão de gases que colaboram com o efeito estufa, tais fontes possuem tecnologia nacional. “Por esse conjunto de razões, contamos com esse tipo de fonte para a próxima década”, avaliou. No setor de energia Crédito/Foto: Francisco Stuckert/MME elétrica, o Secretário aproveitou para apresentar à comitiva finlandesa o cenário de produção de energia elétrica no Brasil. “Da energia utilizada em nosso país, pouco mais de 90% é produção nacional. Em outras palavras, somos quase autossuficientes na produção de energia elétrica”, afirmou. O potencial do mercado de energia eólica, que deve crescer nos próximos anos, também foi apontado como promissor. “Hoje, a eólica é uma fonte competitiva, com crescimento acelerado”, disse. Assessoria de Comunicação Social Ministério de Minas e Energia

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ANDRITZ na vanguarda da energia renovável – Etanol de segunda geração

Enquanto o etanol de primeira geração enfrenta severas críticas por competir com a cadeia alimentar, o biocombustível produzido a partir de resíduos agrícolas, palha, bagaço de cana e madeira, evita esse problema e por isso é uma alternativa atrativa aos combustíveis fósseis. Focada em biocombustíveis de segunda geração, a ANDRITZ vem desenvolvendo soluções e tecnologias neste setor já há algum tempo, tendo fornecido alguns sistemas pilotos e comerciais a clientes em vários países.

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A produção de biocombustíveis chamados celulósicos ou de segunda geração utiliza a celulose e hemiceludo petróleo ou de matérias- loses contidas no bagaço da -primas de origem alimen- cana, na palha, em resíduos de madeira e agrícolas. O tar. A necessidade de alteretanol celulósico pode ser nativas para substituição misturado com a gasolina de combustíveis fósseis, o ou utilizado na forma anidro crescimento populacional e como combustível de transa subida dos preços dos ali- porte, tornando nossa matriz mentos, torna a necessidade energética mais verde e susdo uso de combustíveis de tentável. s combustíveis atuais são produzidos a partir

segunda geração cada vez mais importante.

um pré-tratamento e o uso de enzimas para tornar os monômeros de açúcar disponíveis para a fermentação e posterior transformação em etanol. Desenvolvimento contínuo

ção e avançados, além de precursores para a indústria química. Apoiado em quatro laboratórios próprios, a Andritz tem desenvolvido e comercializado sistemas piloto, de demonstração e de escala comercial para clien-

A Andritz atua na pes- tes no Brasil, EUA, Canadá, quisa e desenvolvimento de Noruega, Itália, África do tecnologias para biocombusSul, Austrália e China. tíveis desde 2004, com foco na conversão das mais difeTecnologias para A produção de etanol rentes biomassas em comprodução de etanol de fibras de celulose requer bustíveis de segunda geracelulósico Com a experiência acumulada em outros setores produtivos como o de celulose e papel, a Andritz conta com diversas alternativas de equipamentos e configurações para produção do etanol celulósico - já em escala comercial - estando apta a fornecer sistemas customizáveis para manejo e transporte de biomassa, pré-tratamento, hidrólise enzimática, evaporação, separações sólido-líquido, caldeiras, gasei-

Áreas de fornecimento da ANDRITZ para produção de etanol celulósico.

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ficadores e peletizadoras.


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entrevista

Entrevista exclusiva com o novo presidente da RENABIO. Dr. Luiz Carlos Couto – Eng. Florestal pela Universidade Federal de Viçosa – UFV, Mestre na área de Tecnologia de Produção de Celulose e Papel – UFV, Ph.D. pela Université Laval – Québec, Canadá na área Ciências da Madeira e da Floresta; Consultor do PNUD – Programa das Nações Unidas – Atualmente é professor na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, em Diamantina, Minas Gerais – luizcarlos@renabio.org.br A Rede Nacional de Biomassa para Energia – RENABIO foi fundada em 18 de novembro de 2002, em Viçosa. Minas Gerais com o apoio da Secretaria de Energia do Ministério de Minas e Energia – MME. Desde a sua criação ela tem priorizado a sua missão institucional que é a de promover a difusão do conhecimento técnico-científico concernente à área de biomassa para energia. Neste contexto, enfatizar a produção de biomassa florestal para a geração de energia tem sido o maior de seus propósitos.

Jornal Biomassa BR - Qual a importância da RENABIO para os setores acadêmicos e empresariais na área de biomassa para energia em nível mundial? Luiz Carlos Couto - Uma das contribuições mais importantes da RENABIO nesse sentido foi o de assegurar a especificidade em relação a um tema de interesse tanto nacional quanto internacional que concerne a questão energética e em particular à biomassa florestal. É do conhecimento de todos, os resultados das transformações de ordem social, política e econômica, decorrentes das crises do petróleo, praticamente sucessivas, nos anos 70. A partir daí, o mundo ocidental procurou imediatamente buscar soluções alternativas para reduzir os impactos até então, da dependência dos combustíveis de origem fósseis. A resposta brasileira foi o Programa Nacional do Álcool – Proálcool, pioneiro no mundo e que se tornou em consequência, uma referência e modelo mundial em termos de biocombustíveis. Simultaneamente, o Brasil com essa iniciativa, contribuiu por minimizar os impactos ambientais pela redução das emissões de gases impactantes na camada atmosférica, pela oferta do etanol, em detrimento dos combustíveis fósseis, significamente mais poluentes. Todavia, o etanol é apenas um dos componentes da matriz energética brasileira e de uso muito específico, ou seja, como biocarburante. Foi dentro dessa premissa que a RENABIO estabeleceu como meta principal, a valoração energética da biomassa florestal para uma utilização mais generalizada, como por exemplo, para geração e/ ou co-geração de energia. Além disso, a biomassa florestal é por excelência uma fonte alternativa e renovável de energia. Porém, para que a RENABIO pudesse alcançar esse objetivo, foi preciso de imediato encontrar mecanismos que pudessem de um lado, gerar de imediato, novos conhecimentos oriundos de pesquisas específicas e pontuais, e do outro, obter o apoio do setor empresarial, segmento capaz de absorver e repassar essas novas tecnologias. JBB - Como você poderia situar a RENABIO no contexto internacional? LCC - A RENABIO é conhecida como uma entidade que está associada com a produção de biomassa florestal para geração de energia. No Brasil, em particular, quando se fala em biomassa florestal para energia, faz-se automaticamente uma associação com a produção do carvão vegetal para fins siderúrgicos. Todavia, a RENABIO vem apoiando o setor empresarial para desenvolver novas alternativas energéticas que possam agregar maior valor

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além de poder contribuir para que o Brasil possa se tornar referência tanto na produção quanto na exportação. Uma delas é a questão da produção de pellets de madeira fabricados a partir da biomassa florestal, na forma de serragem prensada, na forma cilíndrica de pequenas dimensões, cujas características básicas são pequena massa volúmica e poder calorífico superior aos da matéria-prima que lhes deram origem. Existem grupos empresariais brasileiros que já abraçaram plenamente essa alternativa energética, com investimentos altamente significativos. Na busca por se tornar uma referência, por exemplo, na questão “pellets” a RENABIO tem se envolvido e participado de eventos, seja no âmbito nacional ou internacional, inclusive ministrando palestra. Essas ações têm contribuído para uma maior visibilidade institucional. Nesse contexto a Revista Biomassa & Energia e o jornal Renabio News, esse último com tiragem semestral são considerados os veículos de divulgação mais importantes nesse processo, para a RENABIO. O reconhecimento internacional de suas ações da em prol da questão de produção da biomassa florestal para fins de geração de energia, pode ser representado pela outorga do Prêmio World Bioenergy 2010 AWARD, recebido na Suécia pelo seu Presidente da época, Professor Laercio Couto. JBB - O que a RENABIO faz para cumprir a sua missão? LCC - Acredito que o principal instrumento que a RENABIO utiliza para cumprir a sua missão é a sua visibilidade institucional o que se tornou a sua marca registrada. Em efeito, desde a sua criação em 2002 procuramos despertar e consolidar no país uma consciência para as questões relacionadas a fontes alternativas e renováveis de energia. Assim, promover, articular e coordenar eventos de interesse nacional, que abordam esse tema. Como resultado verifica-se que quando se trata da questão biomassa florestal para fins de geração de energia, não tem como não associá-lo com a RENABIO. No mais, a presença da RENABIO no seio das Universidades se faz presente desde a sua própria criação. Esse processo teve início em Universidades onde existem cursos de Engenharia Florestal, dado à interação natural desses, com a questão da produção de biomassa florestal. Com isso, foi natural o fato que tanto a comunidade docente quanto discente se tornassem colaboradores assíduos da RENABIO, seja para a participação em projetos de pesquisas em parcerias com o setor privado ou com artigos científicos publicados nos em nossos veículos de comunicação. Vale ressaltar que a Revista Biomassa & Energia é a única no gênero no Brasil e até mesmo na América


entrevista Latina, que incentivou e permitiu ao segmento Universitário dedicar-se igualmente à produção científica em questões ligadas tanto à produção quanto à geração de energia a partir da biomassa florestal. Ainda como resultados desse processo interativo catalisado pela RENABIO, algumas Universidades disponibilizam em seus programas de pós-graduação aos seus discentes e até mesmo aqueles oriundos de outras instituições, a possibilidade de desenvolverem os seus estudos de mestrado e/ou doutorado abordando entre outros a produção de biomassa florestal para geração de energia. JBB - Quais são os planos da nova Diretoria? LCC - É preciso ressaltar que basicamente as linhas gerais de ação da RENABIO já estão consolidadas pela Diretoria anterior. Todavia, como é de praxe após a eleição de uma nova Diretoria, uma ou mais reuniões de acordo com a necessidade, serão realizadas. Na oportunidade todas as questões serão abordadas e se necessário, novas ações poderão ser implementadas para racionalizar ainda mais as funções de cada membro da Diretoria. Certamente que questões como adesão de novos parceiros (principalmente empresas), captação de recursos para a promoção de eventos e publicação da Revista Biomassa & Energia, reavaliação das representações regionais da RENABIO, e apoio a diversos projetos interinstitucionais principalmente entre Universidades e empresas serão abordadas. JBB - Relacionamento da RENABIO com as Universidade, Instituições de Pesquisas e Empresas? LCC - A RENABIO desde a sua criação tem mantido um bom relacionamento com as Universidades principalmente aquelas que possuem curso de Engenharia Florestal. Todavia, nesses últimos cinco anos, novos cursos de Engenharia Florestal foram criados agregando assim em seus respectivos quadros docentes, potenciais pesquisadores e/ou possíveis colaboradores da RENABIO. Esta na pauta da nova diretoria realizar o levantamento dessas novas instituições para o estabelecimento de novas parcerias. A presença da RENABIO nessas instituições fundamental para inclusão de tópicos em conteúdos programáticos que venham reforçar ainda mais na comunidade discente, o interesse pela biomassa florestal, assim como também, contribuir para o desenvolvimento de Monografias de conclusão de cursos que abordem essa questão. Com relação às Instituições de Ensino e/ ou Pesquisas, a RENABIO tem entre as suas Associadas, algumas Unidades Regionais da Embrapa, o Laboratório de Pesquisas Florestais – LPF/ Serviço Florestal Brasileiro e cerca de 14 Universidades incluindo a Universidade de Ciências Aplicadas de Rottenburg – Alemanha. Com relação a Empresas, esse número é ainda mais significativo com mais de sessenta empresas parceiras. A estratégia de gestão da nova Diretoria da RENABIO será de realizar a atualização de seus respectivos cadastros e ao mesmo tempo procurar a adesão de novos parceiros. A partir dessa atualização será possível também de avaliar o grau de satisfação dessas respectivas instituições e/ou empresas e se necessário, corrigir rumos. JBB - A RENABIO e os seus contatos internacionais? LCC - Constituirá uma meta da recém empossada diretoria da RENABIO articular os meios para novas possibilidades de conta-

Jornal Biomassa Br tos e/ou parcerias com diferentes instituições estrangeiras sejam elas ligados ao ensino e à pesquisa e também ao setor privado. Isso pelo fato de que contatos com essas entidades estrangeiras constituem a forma mais eficaz de antecipar informações, absorver e gerar conhecimentos. Essa forma de interação é de interesse bilateral, pois o Brasil tem sido considerado uma referência mundial em termos de fontes alternativas de energias renováveis. Por essa razão inúmeras Grupos internacionais estão investindo no Brasil, e veem na RENABIO uma fonte segura e confiável de informações sobre essas empresas. A importância dos contatos da RENABIO com instituições estrangeiras pode ser, por exemplo, demonstrada na questão dos pellets. Setores empresariais brasileiros interessados nesse segmento, tiveram todo o apoio da RENABIO na busca de soluções e algumas delas, se tornaram objeto de pesquisas em algumas Universidades disponibilizando assim, respostas pontuais e de interesse do setor empresarial. JBB - Principais linhas de pesquisas da RENABIO? LCC - O universo das linhas de pesquisas associadas à RENABIO é consideravelmente elevado. Por essa razão é que na impossibilidade de atender simultaneamente a todas foi necessário à RENABIO estabelecer prioridades. Todavia, esse procedimento não foi aleatório e se baseou na premissa de que quando se trata do tema produção de biomassa florestal para geração de energia, tem que considerar os aspectos mais relevantes. O primeiro se refere à produção da respectiva biomassa. O segundo trata-se da transformação dessa matéria-prima em produto acabado (processo industrial), por exemplo, os pellets. O terceiro aspecto se refere às implicações ambientais decorrentes da utilização doméstica e/ou industrial do produto acabado. Dentro deste contexto e concernente ao primeiro aspecto que é a produção da matéria-prima florestal, temos consciência de que o atual estágio de produção de matéria-prima para fins energéticos e outros a partir de espécies exóticas de rápido crescimento (ex: eucaliptos) se encontra completamente consolidado ainda que possa haver algum aporte de pesquisa. Nesse caso, as parcerias entre Universidades e empresas atendem plenamente esse objetivo. Quanto ao segundo aspecto que corresponde à transformação da matéria-prima é aonde a RENABIO vem se dedicando nesses últimos em parcerias com instituições de Ensino e Pesquisa, visando otimizar e/ou adaptar processos. Nesse caso, linhas de pesquisas concernentes a equipamentos, qualidade e características fundamentais tanto da matéria-prima quanto do produto final têm sido priorizadas. Finalmente, o terceiro aspecto que se refere às implicações ambientais decorrentes da utilização do produto final (ex: pellets) compõe a mais recente linha de pesquisa iniciada pela RENABIO a qual pretendemos consolidar. Tomando como base, por exemplo, os pellets, a sua concepção baseou-se na sua utilização para fins de geração de calor e energia (combustão) quer seja para uso doméstico quanto industrial. Como a sua utilização envolve o processo de combustão não existe como eliminar as emissões de gases associados ao processo, cada um deles com diferentes níveis impactantes.

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DA BIOMASSA À ENERGIA LIMPA

Por: Eng. Marco Vezzani Diretor Técnico - VOMM BRASIL

A atividade industrial busca constantemente novas tecnologias que reduzem ou eliminam o impacto ambiental, sempre de forma econômica e segura. De origem italiana, a VOMM que está no Brasil há mais de 30 anos oferecendo soluções inovadoras no processo de secagem para diversos setores industriais (alimentício, químico e farmacêutico) desenvolveu o Turbo Dryer Ecologist™, que seca, estabiliza e higieniza as lamas, os lodos e as borras de forma geral, reduzindo os problemas de destino destes resíduos.

soluções para intervir no campo das energias renováveis e das biomassas para uso energético – o chamado Waste to Energy. Toda essa potencialidade tecnológica é aplicada também à fração orgânica do lixo, para criar uma importante alternativa ao composto ou despejo tal e qual. O procedimento de base é o mesmo: são secos os co-produtos e transformados em biomassa, com a vantagem de permitir a estocagem em embalagens codificadas, facilitando seu rastrea-

O constante aperfeiçoamento do Turbo Dryer Ecologist™ permitiu novas aplicações, tra- mento e destinação final. tando desde lodos de estações de tratamento de efluentes até Com os favoráveis resultados obtidos nos últimos anos, industriais, para transformá-los em co-produtos, que podem ser utilizados na própria cadeia de produção ou como matriz a VOMM expandiu a utilização do Turbo Dryer Ecologist™ energética. através do novo departamento VOMM SERVICE, na forma Estas atividades, no Brasil e no exterior, permitem a uti- de prestação de serviços, evitando investimentos numa época lização de energias limpas, sobretudo no desenvolvimento de marcada por crises.

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FENASUCRO ABRE POSSIBILIDADE DE NEGÓCIOS PARA TODA A CADEIA DA CANA-DE-AÇÚCAR, DIZ PRESIDENTE DO CEISE BR Antonio Eduardo Tonielo Filho, atual presidente do CEISE BR (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) está ciente dos desafios que o setor sucroenergético enfrenta. Entretanto, para o empresário existem boas perspectivas. Entre os pontos positivos, ele destaca que o setor identificou uma aproximação do governo federal com a cana-de-açúcar, e prevê cenário promissor em relação ao etanol celulósico. “Nos últimos meses houve uma mudança de postura do governo federal, que passou a conversar com o setor. É um bom sinal, e algumas medidas já começaram a ser adotadas, apesar de paliativas. Mesmo assim, não serão suficientes para a segurança e viabilidade de nossa esfera. É preciso, urgentemente, que o governo defina o marco regulatório do setor energético do país, que adote políticas públicas que incentivem a competitividade do etanol hidratado perante a gasolina”. No atual momento pelo qual passa a indústria da cana-de-açúcar no país, Tonielo Filho ressalta a importância da FENASUCRO – 21ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergético, evento do CEISE Br organizado pela Reed Multiplus – associada à Reed Exhibitions Alcantara Machado. Considerada a maior feira do setor sucroenergético em todo o mundo, a Fenasucro oferece oportunidades únicas de negócios a empresários, reunindo em um só lugar o que há de mais

moderno para as empresas do setor. “Com certeza, é o evento perfeito para quem busca a mais alta tecnologia associada à inovação, desenvolvimento e manutenção, em todas as vertentes sucroenergéticas”. Um dos assuntos mais em voga do momento, a produção de etanol celulósico – obtido de biomassa, como o bagaço da cana – também tem uma análise precisa de Tonielho Filho. “Assim como o pré-sal, o etanol celulósico carece de recursos para investimentos. O etanol de segunda geração, ou ainda, bioetanol, é uma realidade, mas precisa de regulamentação e planejamento para que não se perca mais uma oportunidade. A sua produção é capaz de incrementar toda a cadeia produtiva da cana, inclusive a indústria de base. Os empresários interessados precisam ampliar os investimentos, porém, ao mesmo tempo, as linhas de financiamentos também precisam aumentar. É necessária ainda uma política de preços mais competitiva do etanol”. FENASUCRO - 21ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergético Data: 27 a 30 de agosto de 2013 Horário: 13h às 20h Local: Centro de Eventos Zanini, Sertãozinho, São Paulo Fonte: Jornal Brasileiro das indústrias de Biomassa / Assessoria Fenasucro.

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Extração de tocos de eucaliptos em áreas de reforma das plantações e o seu aproveitamento como uma nova fonte de biomassa para energia Por Dr. Laércio Couto, Presidente da Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura. Membro do Board da World Bioenergy Association lcouto@renabio.org.br

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Evandro Carrera, Negócios Florestais do Grupo Columbia.

capacidade de brotação dos tocos remanescentes das árvores de eucalipto após a colheita florestal levaram os silvicultores a utilizarem o sistema de talhadia simples e talhadia composta no manejo dos povoamentos desse gênero nas mais diversas regiões do mundo e também no Brasil. Assim, durante muito tempo, o sistema silvicultural adotado no Brasil para o manejo e condução das plantações de eucaliptos foi o de talhadia, com o primeiro corte aos sete anos de idade e dois cortes subseqüentes da primeira e segunda brotação dos tocos, num ciclo total de vinte e um anos quando, então, os plantios eram reformados. Em face desse sistema adotado pela maioria das Empresas florestais do Brasil, é possível encontrar ainda hoje, áreas imensas de reflorestamentos com eucaliptos onde a presença de tocos na área dificulta sobremaneira o preparo da mesma para um novo plantio. A necessidade de se mecanizar algumas operações de plantio levou a maioria das Empresas florestais a plantarem nas entrelinhas dos plantios originais, resultando em um número ainda maior de tocos por hectare. A busca de uma solução para este problema passou inicialmente por equipamentos que tinham como objetivo a destruição mecânica desses tocos, como por exemplo, o equipamento desenvolvido pela Denis Cimaf, que se encontra operando com sucesso no Brasil. No entanto, a crescente demanda por biomassa para energia em nosso País, estimulou pesquisadores e empresários a buscarem novas soluções, que inclusive permitissem o aproveitamento dos tocos e raízes, para a produção de biomassa para energia.

o arranquio dos tocos de eucaliptos e o seu processamento em cavacos para energia, separando-os das partículas do solo que acompanham as raízes e deixando a superfície da área em condições adequadas para o estabelecimento de novas plantações. Este trabalho pioneiro desenvolvido através da parceria destas três empresas acima mencionadas, irá promover um

Figura 1. Arranquio dos tocos com equipamento desenvolvido com o apoio da Caterpillar

avanço no setor florestal brasileiro devendo, portanto, ser copiado por outras Empresas existentes no mercado doméstico e mesmo em outros países. Várias Empresas florestais de grande porte já demonstraram o interesse em ter a OperFlora como parceira na remoção dos tocos de eucaliptos de suas áreas, o que lhes permitirá

Um estudo dessa técnica, em nível de Mestrado, encontra-se em andamento na ESALQ em Piracicaba, sob a orientação do Professor Fernando Seixas, da área de colheita florestal, trabalho este sendo realizado pelo estudante de Pós-graduação, Vinicius Casselli. Em nível comercial, a OperFlora, uma empresa do Grupo Columbia, com sede em Porto Feliz, São Paulo, vem desenvolvendo juntamente com a Caterpillar e a Vermeer, um conjunto de pinças hidráulicas, gruas e picadores que permitem

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Figura 2. “Cavaqueamento” utilizando picador florestal no campo


Jornal Biomassa Br uma redução substancial no custo da implantação das novas plantações com novos clones de eucaliptos.

Figura 3. Peneiramento com o cavaco á esquerda e os resíduos incluindo solo, a direita.

Essa operação de destoca e aproveitamento dos tocos para

produção de biomassa para energia representa uma inovação no setor florestal brasileiro e vai facilitar extraordinariamente o preparo das áreas para a renovação das plantações de

eucaliptos no Brasil. Varias Empresas já estão interessadas nesta nova tecnologia e a OperFlora, do Grupo Columbia sai

na frente juntamente com a Caterpillar e a Vermeer nesse tipo de operação florestal. A redução do custo da implantação

florestal dessas áreas vai promover um aumento crescente do uso de áreas com residuais de plantações de eucaliptos

Figura 4. Área já destocada e pronta para ser preparada para o novo plantio de eucalipto

onde o grande problema era a erradicação dos tocos que hoje se tornou uma operação sustentável. Isso ira estimular a renovação das velhas plantações de eucaliptos permitindo que clones mais produtivos sejam plantados, reduzindo a área de terra necessária para o mesmo resultado de produção volumétrica. Essa operação devera ter inicio em São Paulo, chegando até Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Mato Gross, devendo chegar a todos estados Brasileiros.

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notas

A FRG Mídia Brasil fechou um acordo bilateral com a Expobioenergia, principal Feira de Bioenergia do mundo que acontece nos dias 22 a 24 de outubro, na cidade de Valladolid - Espanha O sucesso da Expobioenergia nas edições anteriores a transformou em um ponto de encontro único no setor de bioenergia e uma referência mundial em feiras do setor. A Expobioenergia tem se consolidado como uma excelente vitrine para os expositores apresentarem novas tecnologias, produtos e serviços, á um público seleto e com interesse direto no assunto. Além de apoiadores, a FRG Mídia Brasil vai participar com stand no evento. Vamos distribuir uma grande tiragem de exemplares do Anuário de Energia Renováveis e também do Jornal Brasileiro das indústrias de Biomassa, este que terá todo o seu conteúdo também em espanhol especialmente para a ocasião, destaca Bianca Ramos, Marketing/Comercial da FRG Mídia Brasil.

www.expobioenergia.com

Fonte: Biomassa BR

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LANÇAMENTO DO 2o ANUÁRIO BRASILEIRO DAS INDÚSTRIAS DE BIOMASSA E ENERGIAS RENOVÁVEIS Em breve será lançado a 2ª edição do Anuário Brasileiro das Indústrias de Biomassa e Energias Renováveis. A primeira edição do projeto foi um sucesso segundo o editor responsável pela publicação, que teve 120 páginas de preciosas informações, além da participação das principais empresas e fornecedores do setor em todo o Brasil. Para a 2ª edição temos a previsão de que a publicação tenha mais de 200 páginas com artigos e matérias dos principais pesquisadores em nível mundial, além de mapas do setor em todo o Brasil em parceria com as principais associações em energias renováveis. Será também uma oportunidade única para empresas apresentarem suas soluções, produtos e serviços a um público seleto e com interesse direto no assunto finaliza Tiago Fraga (Editor do Anuário e Jornal Brasileiro das indústrias de Biomassa). Para maiores informações sobre a 2ª edição do Anuário envie e-mail para comercial@anuarioenergiasrenovaveis. com ou pelo fone 55(42) 3025.7825.

www.anuarioenergiasrenovaveis.com

Fonte: Jornal Brasileiro das indústrias de Biomassa / FRG Mídia Brasil.


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notas FEZER recebe prêmio PROEX Excelência 2012 Categoria Exportação Destaque A empresa FEZER S.A Indústrias Mecânicas, acaba de receber um prêmio do Banco do Brasil chamado: “PROEX excelência 2012 - Categoria Exportação Destaque”. O prêmio PROEX Excelência reconhece o esforço das empresas que se destacaram nas operações do PROEX, programa de financiamento às exportações do governo federal. A premiação é uma forma do Banco do Brasil estimular a busca de parceiros comerciais no mercado externo e reconhecer a importância das empresas exportadoras para ampliação do comércio exterior brasileiro. O prêmio é dado para a empresa cujas operações tenham por característica maior agregação relativa de valor, em função da tecnologia industrial aplicada. Nas palavras do diretor Fernando Fezer: “Nossa empresa é exportadora de tecnologia desde 1975, trabalhamos para o mundo. Receber um prêmio de destaque do Banco do Brasil significa para a FEZER um reconhecimento ao nosso continuado espírito de luta para gerar vendas para exportação.”

Chiang Máquinas apresenta soluções para o setor da madeira em congresso florestal 3° MS FLORESTAL ocorrre em Bonito (MS), de 9 a 11 de abril A Chiang Máquinas e Equipamentos vai participar como patrocinadora do 3º Congresso Florestal de Mato Grosso do Sul, MS FLORESTAL. O evento, que ocorre de 9 a 11 de abril, pela primeira vez em Bonito (MS), reúne pesquisadores e especialistas e aborda os desafios da competitividade florestal. Com sede em Caxias do Sul (RS), Indaiatuba (SP) e escritório na China, a Chiang está alinhada com o propósito do congresso: inovações para aumento da produtividade, otimização de recursos e preservação ambiental. Alicerçada em pesquisas que aliam a produtividade à sustentabilidade, a empresa desenvolve linhas contínuas para a produção de painéis MDF, HDF, OSB totalmente automatizadas e informatizadas. O sistema contínuo de produção proporciona uma economia de até 20% em relação às linhas não contínuas, além de maior estabilidade, precisão e facilidade de operação. Desenvolvedora também de máquinas e equipamentos para os setores do plástico e do alumínio, a Chiang quer aproximar suas soluções tecnológicas à indústria da transformação da madeira, um mercado potencial. E o MS Florestal, com público altamente qualificado, é um bom cenário para esta proposta. Além de pesquisa e inovação, o congresso aborda temas como legislação, mão de obra, infraestrutura e desoneração tributária.

A importância de utilizar a publicidade e a propaganda O mundo nos dias atuais vive uma intensa competitividade, isso faz com que as empresas pesquisem, inovem e busquem alternativas para alcançar êxito nos negócios. A publicidade e a propaganda neste caso são ferramentas de extrema importância, pois se bem utilizadas são capazes de promover a empresa, fazendo com que lucro e visibilidade apareçam. Cada vez mais as empresas procuram utilizar a propaganda para alcançar seus alvos e objetivos.

produtos e serviços, á um público seleto e com interesse direto no assunto. Com foco nos setores da Biomassa e Energias Renováveis a empresa tem se destacado pelo pioneirismo em suas ações, e se tornou a mais importante e destacada ferramenta em toda a WEB, também como em mídias impressas com o Jornal Brasileiro das indústrias de Biomassa e também o Anuário Brasileiro das indústrias de Biomassa e Energias Renováveis, todas as mídias líderes de mercado e preferência dos leitores em seus segmentos.

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Caldeiras Flamotubulares

Capacidade: 1 a 40 ton/h vapor Pressão de trabalho: 10 a 23kgf/cm²

Caldeiras Aquatubulares

Capacidade: 10 a 60 ton/h vapor Pressão de trabalho: 15 a 68kgf/cm²

Aquecedores de Fluído Térmico Capacidade: 0,5 a 10 GKal/h

Sistema de Recuperação de Energia Térmica Ecoterm Capacidade: 1 a 40 ton/h vapor Pressão de trabalho: 10 a 23kgf/cm²

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Jornal Brasileiro das Indústrias de Biomassa Ed 07