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4 SETEMBRO de 2018 // Ano 3º // Nº 40 // Mensal // Diretor: Jorge Henriques Santos // Propriedade: Associação Desportiva de Belmonte // Preço 0.60€ pub

Belmonte Medieval Pags. 9 e 10

UM BREVE REGRESSO AO PASSADO! LOCAL

Abertura do ano Lectivo //Pág. 3

ACTUALIDADE

ACTUALIDADE

Festas Locais

Devoção Religiosa, Bailes e Reencontro de familiares e Amigos

Nuno da Câmara no Castelo de Belmonte //Pág.7

DESPORTO

Teatro de Rua Ciclismo Junior e Ruinas da em Belmonte //Pág15 Fórnea //Pág.13

//Págs. 4 e 5

PÁGINA DE CARIA

Festa do Emigrante e Ti Chico Barbeiro.

//Pág20

DESPORTO

DESTAQUE

Fragmentos Sonoros Um Projecto Intermunicipal //Pág. 11

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CULTURA

Sofia Barroso de Sá Uma Belmontense em destaque no golf internacional //Pág. 15


DO EDITOR

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Editorial

ANA BISPO

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Feira Medieval

primeira referência deste editorial vai para a XV Feira Medieval de Belmonte, assunto que puxámos a manchete nesta edição. De facto o Modelo de Feira Medieval já se vulgarizou tanto e por tantas localidades, que parece não trazer novidade. Desde Sines, Óbidos, Caminha, Palmela, até Alhos Vedros, Sortelha, Corroios e Quinta do Conde, etc. Aparece um modelo repetido, onde uma ou várias empresas, vulgarmente espanholas, promovem o evento “estilo chave na mão” que as autarquias pagam para entreter o Povo… Belmonte tem porém a particularidade de em termos regionais ter sido pioneiro neste tipo de evento e se nas primeiras edições se podia apontar o mesmo estilo atrás referido. Para quem estando de fora faça a comparação, repara que progressivamente a Feira Medieval tem evoluído. Não apenas se tornou numa atividade de multidões, marcando o calendário de maiores eventos na região, como se verifica que cada vez mais envolve a população residente, tanto na componente da atividade económica, como no envolvimento dos naturais nas performances que são apresentadas. Por outro lado há que registar o assertivo aproveitamento das particularidades de Belmonte, para a exaltação da sua história, do seu património e do seu potencial em termos de turismo histórico. Naturalmente que nem tudo é perfeito e a este propósito se pode registar que o rigor e a fidelidade ao modelo deve ser usado com bom senso e para todos na igual medida… Assim como o patamar da qualidade e do bom serviço, se deve tornar numa exigência a não ser descorada. Nalguns casos assim não aconteceu e este evento deve ter uma marca de qualidade e excelência a si associada…

Panteão Nacional

O segundo aspeto de reflexão e porque recentemente Belmonte foi palco de um dos maiores eventos a nível nacional de evocação à obra de Zeca Afonso, vai para a “ideia peregrina” do presidente da SPA, José Jorge Letria, de levar os restos do cantautor popular para o Panteão Nacional. A ideia já foi devidamente rebatida pela família e pela AJA - Associação José Afonso, criada após a sua partida com o propósito de recolher e perpetuar a obra do Zeca. Não vamos por isso desenvolver mais… Insólito ou talvez não… foi o facto de o presidente da SPA, ter difundido esse propósito na comunicação social antes de o abordar com as duas partes referidas… E mais interessante ainda é o facto de ter vindo a publico precisamente na terceira semana de agosto, na “Silly Season”,[ conceito anglo-saxónico que se refere ao período de férias dos políticos, tribunais, jornalistas, etc.. a falta de notícias consideradas interessantes, que torna os media tomados de assalto pela “falta de assunto” e por uma maior incidência de temas frívolos e mais ou menos estúpidos). José Jorge Letria entre as muitas funções que já exerceu, é jornalista, percebe disto muito bem…

sociedade é feita de pequenos e grandes gestos, mesmo que certos valores estejas sistematicamente a ser posta em causa. Os que valorizam, o que nos rodeia e os que nos envolvem vivem angústias constantes, vemos partir para sempre gente de quem gostamos, isto sem ser preciso ser da nossa família. São aqueles que constituem, o nosso dia que vão assistindo às nossas vitórias e nossas derrotas. Também partem alguns que não perdemos por que só se mudam de lugar, mas deixam um vazio que às vezes é colectivo, difícil de preencher, porque eles enchem as nossas vidas no cotidiano. A sua actividade social e cultural, era uma valia que fazia a diferença, o voluntarismo o seu relacionar marcaram pela diferença, numa sociedade onde o trabalho voluntário está em vias de extinção. Esses amigos vão estar fisicamente ausentes, com as novas tecnologias podemos tê-los todos os dias ao nosso lado, no clicar de uma simples tecla e as saudades facilmente são saciadas, poderemos ir vê-los sempre que se possa e deseja. Assim como contamos com a sua visita. Vai ser difícil, a sua ausência Ana Bispo; aqui na Associação Desportiva e no Jornal de Belmonte,

Já estamos a senti-la, a sua simplicidade, a sua ponderação no elaborar de qualquer actividade eram importantíssimas, assim como o seu empenho em todos os locais por onde passou, o sentimento é geral a Ana… Era uma peça muito importante, no meio onde se movimentava, podia-se contar sempre com ela sem reservas, mulher determinada e voluntariosa como já há pouco. A vida por vezes não somos nós que a controlamos, são as circunstâncias que determinam o nosso querer, elas por vezes são mais fortes que o querer. As suas razões são muito nobres, que admiro muito e sei o que é esse sentir, se a admirava mais ainda a admiro. Como foi dito no jantar de despedida ” ATÉ JÁ ANA BISPO” aqueles que são seus verdadeiros amigos já sentem muitas saudades, desejam muitas felicidades para a sua família que aqui construiu, Rui, Catarina, António e também para a sua mãe. Particularmente vai fazer-me muita falta o seu doce e terno Sorriso. Carlos Afonso .

Correio do Leitor

Caríssimo Director do Jornal de Belmonte

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uero através do vosso jornal manifestar o quanto estou grata ao Jornal de Belmonte, assinante que sou desde o primeiro dia, pelo papel importante que tem tido em se lembrar das pessoas simples. Em particular ao Carlos Afonso pelo seu trabalho ao querer recordar todos os que de alguma forma ajudaram a crescer Belmonte… Aos pais e mães que me entregaram os seus filhos, para que eu os ajudasse a criar, a confiança que depositaram em mim. Ao meu marido a quem todos

chamavam Báb, que almoçava à pressa para ir à escola, que era longe, junto do campo da bola. Às minhas filhas que eram ainda estudantes e que nas horas vaga ajudavam a tratar os mais pequeninos. E por fim a todos os meus meninos, que criei a todos de igual modo e que nunca vos esquece-

rei. Fiz esta quadra toda para vós: Criei-vos com muito amor A todos eu vos quero bem Dei-vos tudo o que pude Até o nome de mãe Com todo o amor da vossa Mãe Mami

ACOMPANHE-NOS NESTA VIAGEM ANUNCIE NO JORNAL DA SUA

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Rigor Histórico...

Uma outra referência apenas à pseudo-inteletualidade com que alguns citadinos se tornam presunçosos quando abrimos os braços e os acolhemos com a nossa simplicidade e os tratamos bem na nossa terra, não perdendo a oportunidade para nos tentar dar uma lição de história, da nossa história local tão ligada aos grandes fenómenos da história Nacional. Claro que se espalham de disparate em disparate… Mas fazemos de conta que não percebemos e lhes devolvemos um sorriso, o “sorriso inteligente da nossa bonomia e simplicidade provinciana”... Jorge Henriques Santos Jornalista - CPJ 3354A

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Rua Pedro Álvares de Cabral, nº 28 6250- 086 Belmonte T: 275 913 527 - 961 653 311

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LOCAL

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Abertura do Ano Lectivo O Centro Escolar de Caria abre dia 14 de setembro

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ano Lectivo irá começar dentro da normalidade, com um quadro docente estabilizado e completo, com a concretização de um sonho. O Centro Escolar de Caria é uma realidade, as novas instalações vão abrir no dia 14 de Setembro, vão ser ocupadas por 49 crianças do 1º ciclo divididas pelos quatro anos deste ciclo, mais quatro crianças da pré-primária. Este equipamento custou 565 mil euros, à autarquia coube a comparticipação de 180 mil euros. As aulas no Agrupamento Pedro Álvares Cabral vão ter o seu início, nos dias 14 e 17 de Setembro. Dia 14 às 9,30 horas será feita a recepção aos alunos do 1º e 5º ano. Dia 17 às 8,30 horas começam as aulas para todos os alunos.

Aniversário da União Desportiva de Belmonte E

m ambiente de muita confiança a União desportiva de Belmonte, celebrou o seu 47º aniversário, no dia 26 de Agosto. Recuando no tempo já lá vai longe, o ano de 1971, em que um homem desta terra, Licínio Esteves de Sousa liderou o processo que fundou, aquela que viria a ser uma das colectividades mais importantes de Belmonte, a União Desportiva de Belmonte. Ao longo destes 47 anos, muitos foram os cidadãos que fizeram parte dos órgãos sociais desta colectividade, assim como muito mais foram os atletas que vestiram as suas cores (Verde e Banco), tornando a UDB no clube de todos, os que amam o futebol. A direcção recentemente empossada, definiu como um dos seus grandes objectivos devolver o clube aos sócios, assim como trazer novamente o público ao estádio. Para dar passos neste sentido, promoveu uma caminhada na manhã do dia 26 de 7 Km, a que se seguiu um almoço servido na nova sede do clube, recentemente equipada e com condições de funcionalidade.

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Nessa tarde realizou-se o primeiro jogo da pré-epoca, da equipa sénior de futebol de 11, jogo amigável com o Clube Académico do Fundão, foi disputado com muito equilíbrio e amizade entre as equipas em campo, no final a vitória coube à equipa da casa por 1-0. A equipa da Vila de Belmonte apresentou-se com um plantel bastante jovem, a maioria atletas formados no clube. A equipa técnica liderada por João Miguel Alves, homem que conhece bem os cantos à casa, tem como adjunto, outro jovem que também já tem muitos anos de União Desportiva de Belmonte, Daniel Tavares, esta dupla espera fazer um bom trabalho com a ajuda de um grupo de atletas, que maioritariamente também sente um carinho especial pelo clube. O dia era de festa, após o jogo de futebol, foi servido um lanche, que se prolongou até já noite serrada, na sede do clube onde a confraternização entre associados, atletas e dirigente, a volta da mesa foi uma constante, sentindo-se uma grande unidade de vontades, para levar o União até ande forem capazes, com espirito de sentir a camisola. A Direcção da União Desporti-

va de Belmonte, acredita que poderá desta forma reverter a situação a que o clube chegou, a pouca participação nas actividades da União, dos associados e amigos, situação que quer alterar e tudo fará para o conseguir, prometendo que se vão esforçar por cumprir o prometido.

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ACTUALIDADE

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Festas de Verão Santa Luzia

Senhora da Graça na Gaia

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festa da Santa Luzia do Monte do Bispo mantem-se como elo de ligação, entre os naturais desta localidade O Monte do Bispo que traz os seus naturais espalhados pelo país e Europa, vestiu-se de gala e reuniu-os para celebrar a senhora da sua devoção, a Santa Luzia, Foram três dias de festa 10, 11 e 12 de Agosto, vividos com muita devoção e divertimento. No dia 10 celebrou-se a missa e imponente procissão de velas, pelas ruas da aldeia, seguido de arraial no recinto da

antiga escola, animado pela banda musical Tiago. A festa continuou no dia 11 com as celebrações religiosas e festa civil com gru-

po musical Novo Ritmo, que encheu a noite. No dia 12 a animação esteve a cargo de João Clara e irmãs que tomaram conta da noite.

O São João Degolado, uma vez mais, no seu dia 28 de Agosto

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erdem-se no tempo as comemorações do São João Degolado no Carvalhal Formoso, esta festividade celebrou noutros tempos em honra e louvor do mártir São João Batista contemporâneo de Jesus Cristo e seu primo, a quem Barrabás, Rei da Judeia mandou cortar a cabeça. Noutros tempos o pendor religioso era a essência desta festa, com a ida da população a banhos na Fonte Santa, o qual já teve melhores dias. Hoje como noutros tempos o dia 28 de Agosto no Carvalhal Formoso, é o dia do São João Degolado, onde a componente

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localidade da Gaia celebrou festa em Honra da Senhora da Graça, sua padroeira, nos dias 18 e 19 de Agosto Este povo nunca abandonou a sua senhora, sempre teve por ela grande devoção. A quando das Invasões Francesas, as gentes da Gaia tiveram que abandonar a povoação e refugiar-se na serra. Nesta fuga o povo não abandonou a sua senhora levou a imagem consigo, Regressaram ao povoado só quando foi seguro e a imagem da Senhora da Graça voltou à sua capela. No dia 18 sábado, houve missa e procissão de velas, na componente religiosa, seguindo-se animação musical. No domingo a festa continuou em louvor

da santa padroeira, com devoção religiosa nas ruas da localidade e arraial musical no largo da casa do povo. Esta festa já foi mais imponente quando o lugar tinha mais habitantes, porém a devoção da sua gente continua intacta e a celebrar sua festa, com as pessoas que tem. C.A

A Senhora da Estrela

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Senhora da Estrela, é a santa de devoção do povo de Inguias e teve a sua festa, nos dias 18, 19 e 20 de Agosto. No dia 18 a festa teve o seu início com o arraial à noite, abrilhantado pelo Duo Musical Luís e Ilda. Domingo, dia 19 foi dia da celebração da eucaristia e procissão na capela da Senhora da Estrela. A noite foi animada pelos grupos Nova Invasão e DIANJA. Segunda- feira dia 20 foi servida a mega feijoada para todos os que apareceram, como já vem sendo habitual e a festa continuou noite dentro, animada por Virgílio Faleiro. Durante séculos foi no mês setembro

que tinha lugar a Romaria da Senhora da Estrela, cuja tradição se perde no tempo. A sua capela está localizada, num sítio emblemático de devoção, onde mesmo antes do cristianismo se veneraram outros deuses, como Júpiter, Deus venerado pelos Romanos. Assim o prova, a Ara existente no interior da capela. Actualmente com muito menos população residente, a romaria que já teve melhores dias, foi antecipada para o mês de Agosto e é obra de um grupo de resistentes que faz tudo para que esta grande romaria de outros tempos, não acabe. C.A

religiosa foi posta de lado, mesmo assim a festa teima em ser rija. Animação esteve a cargo do Belmontense Vergílio Faleiro, que se afirma na região, sempre com povo garantido e mais uma vez assim foi no Carvalhal Formoso, a noite foi bastante participada, o baile e o jantar juntou uma população inteira em são convívio. As festas de Agosto do Concelho de Belmonte terminaram aqui no Carvalhal e não podiam ter o seu epílogo de melhor forma, com grande participação isto mesmo sendo dia de semana, prolongou-se noite fora. C.A.

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ACTUALIDADE

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Festa da Amizade e da Freguesia dicional missa campal teve lugar às 18 horas. Seguidamente a Junta de Freguesia serviu um aperitivo para aconchegar o estômago, enquanto se esperava pela vitela que estava no grelhador e foi servida com arroz de feijão. A noite prosseguiu em são convívio, com a animação a cargo de um músico da região “Coverkill”, que deu brilho a esta noite agradável de Verão A Presidente da Junta, Carla Cruz e restantes membros do executivo da freguesia não pararam para que nada

faltasse aos convivas. Carla Cruz manifestou o seu contentamento pela boa adesão da população. Quem também manifestou um grande sentimento de satisfação foi Joaquim Antunes, que era o então presidente da Junta, quando esta festa se realizou pela primeira vez, estave acompanhado pelo o seu amigo José Silvestre, natural de Maçainhas, residente em Lisboa, o qual das 27 edições que já leva a “Festa da Amizade” nunca faltou a nenhuma. C.A.

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ai na 27ª edição, a Festa da Amizade em Maçainhas que decorreu nos dias 18 e 19 de Agosto, constituindo um pretexto de convívio entre a população residente e os naturais que residem fora. A festa começou no sábado dia 18, com um torneio de Sueca que a Associação da Juventude de Maçainhas realizou. Também neste dia se realizou a 13ª edição do passeio de BTT, iniciativa que esteve a cargo dos "Ceboleiros-Todo-o-Terreno". No domingo dia 19, o evento deste ano sofreu alterações de horário, dado que a sala de visitas de Maçainhas, que é a lameira, está a ficar sem sombras. A tra-

Festa do Emigrante na Estação de Belmonte

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liga dos Amigos da Estação, realizou mais uma vez a festa do emigrante. Ponto de encontro para muita gente, emigrados e locais que aproveitaram para se divertir e matar saudades. No dia 15 de Agosto festa acolheu mu-

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ito povo no grande baile animado por Virgílio Faleiro. Novos e velhos, divertiram-se à grande na sexta festa dos Amigos da Estação . Ainda um bom serviço de bar, como se quer em qualquer arraial. C.A

Festas Nas Olas

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mbora sem tradição muito antiga mas com muita participação popular e exemplar organização, realizou-se nos dias 24, 25 e 26 de Agosto. a festa em Louvor de Santa Ana. Este evento registou uma significativa adesão da população tanto na festividade religiosa como no arraial e bar. No dia 25 as festividades começaram ás 14h com jogos populares, abertura de bar e quermece, serviço de refeições e a noite, bailde com João Clara e Irmãs, e esmerado serviço de bar. No domingo dia 26 ás 15horas teve lugar a eucaristia seguida de procissão com imagem da Santa Ana. Prosseguiua festa com arrematação de ofertas, arraial ao final da tarde com "Os Beirões da Concertina", serviço de refeições e arraial noturno, animado por Filipe Nunes, até altas horas de domingo. No ultimo dia de festa foi apresentada a lista de novos mordomos para o ano de 2019, merecendo destaque o facto de a grande maioria serem mulheres . jhs

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ACTUALIDADE

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II Festival Hípico do Carvalhal Formoso O

Festival Hípico iniciou-se com uma Gala Equestre, as 22 horas do dia 25 de Agosto, com um jantar e espectáculo de Sevilhanas de S. Jorge, a que se seguiu um momento musical com Daniela Romano. O Festival Hípico começou às 11h30m da manhã de dia 26 com início do salto mais baixo 30 cm, concluindo-se o festival às 17 horas, com o salto mais alto 1,10 m. As provas foram-se desenrolando ao longo do dia com os seguintes saltos: 30, 50, 80, 1,00 e 1,10 metros. A última prova de 1,10m foi a mais participada com 14 conjuntos, nos participantes houve gente de todas as idades desde crianças de 8 anos até aos 65. Aqui a idade

não definiu nada, os mais pequenos deram cartas em todas as provas. As diversas provas decorreram sobre calor intenso, o que não foi obstáculo para podermos considerar que foi um bom Festival Hípico. Também há a salientar que o concelho de Belmonte teve dois participantes: Eduardo Miguel e Paloma Adolfo, ambos de Carvalhal Formoso. Paloma Adolfo subiu ao pódio, ficou em primeiro lugar na prova de 80 centímetros. Foi um dia cheio de emoções,

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com alguns percalços: Eduardo Miguel caiu do cavalo, sem consequências de maior e assistimos a outras quedas menos aparatosas. A garra e determinação foram o sentimento que sempre esteve presente nos cavaleiros. Este espectáculo pouco habitual no nosso meio, teve um público bastante razoável, será uma actividade que deverá continuar, mas repensada o calor foi inimigo, tanto do público, cavaleiros e cavalos. Carlos Afonso

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ACTUALIDADE

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Nuno da Câmara Pereira No Castelo de Belmonte Um concerto marcado pela proximidade e pelo profissionalismo que proporcionou um espetáculo de elevada produção, para um público mobilizado e identificado com o cantor. Onde tudo vinha a propósito, menos o que não vinha a propósito… Jorge Henriques Santos

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monárquico e mediático cantor, natural de Évora e pertencente a uma família que se distingue no mundo do fado com presença frequente nas televisões nacionais, tem-se vindo a afirmar como cantor com raízes e ligado a Belmonte. Se é discutível a sua relação direta de linhagem hereditária com Pedro Álvares Cabral, filho do “Senhor de Belmonte” e descobridor do Brasil, já não o é a sua assumida proximidade a Belmonte, a sua pública amizade com o Presidente da Câmara e a forma como acaba por encher sala em cada uma das suas atuações em Belmonte. Aliás “Belmonte Encantos Mil” foi o título de um single, que integra o seu último trabalho “Mar Português”, lançado em 23 de Abril no Coliseu de Lisboa e o qual tem servido de tema a vários concertos que o cantor tem apresentado. O concerto que agora noticiamos decorreu no passado dia 25 de agosto no anfiteatro do Castelo de Belmonte e vinha sendo anunciado desde essa altura. Nem o contingente que alguns anunciavam, nem a ausência que outros vaticinavam, como testemunham as fotos, tratou-se de uma “casa” bem composta, naquela que se tornou o mais emblemático espaço cultural do concelho. No palco e na produção, tudo o que um concerto de primeira linha requere: excelente som; excelente iluminação, adequada ao espaço e ao estilo musical; e também um excelente conjunto de músicos. Ao melhor nível do que se apresenta nos melhores espaços. O guião e a sequência musical também muito bem estruturada e diríamos que um espetáculo com o melhor profissionalismo. Na interação com o publico, Câmara Pereira sentia-se em casa e o publico, conhecia e sabia ao que

ia, a primeira empatia estava criada. O reportório era simples e na sua maioria conhecido do publico, foi fácil o retorno interativo dos Belmontenses. No reportório passaram os êxitos mais populares de Nuno da Câmara Pereira, como “Cavalo Russo” (de Paulo José Vidal e Frederico Valério); “Apenas Desalento” (de Jorge Fernando); “Rosinha dos Limões” (de Artur Ribeiro); “Fado do Ladrão Enamorado” (de Rui Veloso); “Rainha Santa Isabel”, que o próprio popularizou; Bem como outros temas do seu ultimo álbum “Mar Português” onde se inclui o tema “Belmonte Encantos Mil” que naturalmente aqui também cantou, assim como “Rio Azul” uma canção que se inclui no mesmo disco e é tida como uma espécie de hino dos setubalenses, já que foi escrita em 1959 por Laureano Rocha, um poeta de origem Galega que se radicou nesta cidade, com música de Mário Regalado e que Chico da Cana, ambos sadinos popularizaram. Ao palco subiu também Mico da Câmara Pereira, que cantou dois temas com o seu irmão e um a solo; e a jovem Sofia que acompanhou o protagonista e cantou um fado a solo e ainda o Sr. Joaquim Antunes de Belmonte que em homenagem a Nuno da Câmara Pereira

ali foi cantar "Saudades de Évora". Digamos que “um espetáculo completo” e em termos de produção no seu melhor. Onde o único senão terá sido, por ventura, o excesso de à vontade de Nuno da Câmara Pereira, com várias alusões não corretas da história de Belmonte e dos descobrimentos, referências sobre o Papa Francisco e o Ecumenismo, a politica do País e os incêndios… e o próprio “Dartanham”… que não tinham nada a ver com o espetáculo...

SABEMOS ONDE OS SEUS CLIENTES MORAM ANUNCIE NO JORNAL DE BELMONTE Edição nº 40

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ENTREVISTA

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Entrevista a João Triska

Músico que veio do Brasil para acompanhar Nuno da Câmara Pereira João Triska é um o músico brasileiro que acompanhou Nuno da Câmara Pereira no Concerto de dia 25 de agosto. João ficou mais uns dias em Belmonte, para conhecer melhor a terra de Cabral e se entrosar com as gentes desta terra. J.B. aproveitou a oportunidade e entrevistou o músico e cantautor. Jorge Henriques Santos Jornal de Belmonte: Assim num jeito brasileiro. Como é o seu nome mesmo? João Triska: João Triska com k, Triska é uma família descendente de Ucraniano, por parte da minha Mãe. Por parte do meu Pai sou Borges dos Santos que é um nome descendente dos Portugueses, mas como no Brasil Triska é menos vulgar, foi por isso que adotei João Triska como nome artístico. JB: E a sua profissão mesmo. É músico profissional? JT: Sou músico profissional, formado em Filosofia, mas atuo só com a música, concertos Shows, acompanho outros músicos e vivo apenas disso.

é em Ré Maior. A caixa de ressonância também é menor, o braço é do mesmo tamanho. Mas tem essa sonoridade particular porque ela tem um acordoamento em que cada três dos pares são oitavados. Quer dizer cada par tem duas cordas com sonoridade de uma sétima acima da outra. JB: É isso que lhe permite essa sonoridade mais alargada? JT: É fica um som cheio, o que lhe dá uma sonoridade mais ampla. JB: Como é que surgiu essa viola no Brasil? Você conhece a história da Viola Caipira? JT: Não conheço em profundidade a sua história, mas eu sei que ela é derivada da viola portuguesa. Assim como outras violas que são

JB: Mas há pelo menos um que é conhecido do publico português e o trouxe cá!? JT: Sim com efeito o Nuno da Câmara Pereira.

JB: Quando começou a tocar e a cantar? JT: Com 14 anos comecei a tocar. JB: A tocar o quê? Viola já? JT: Comecei com guitarra elétrica, depois fui para o violão clássico, fui aprender a tocar viola com 20 anos. JB: Em escola de música ou como autodidata? JT: Andei em escola de música e com vários mestres no início. Como já tocava violão, com a viola foi mais autodidata. Depois fui lá numa escola aprender com um Mestre chamado Rogério Godim, um mestre de viola caipira e foi com ele que aprendi esta técnica e me apaixonei por este instrumento. JB: A viola caipira. Em que é que ela mais se distingue das outras? JT: A particularidade dela é que ela tem 10 cordas, cinco pares de cordas duplas, com uma afinação aberta. A afinação da minha viola

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diferentes, a viola boiera ela tem uma caixa maior, mas também é derivada da viola portuguesa. Caipira é um termo que foi retirado dos trabalhadores sazonais e os moradores da roça. A designação alargou-se a populações do sudeste que hoje são vários estados do brasil como: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso , Minas Gerais, Goiás etc. Há também a viola gaúcho. Gaúcho é também um trabalhador do interior, mas que se desloca a cavalo. A viola Gaúcho é também derivada da portuguesa, mas diferente. Sempre que alguém levava uma viola de Portugal para um local, ela acabava por ser modificada e adaptada a essa região. Existe assim uma grande variedade de violas, cada uma com sua técnica, mas praticamente todas de origem portuguesa. JB: Que músicos tem acompanhado? JT: Lá vários músicos da região, mas não são muito conhecidos aqui

JB: Como foi que vocês se conheceram e começaram a tocar juntos? JT: A gente se conheceu na Baía na gravação do disco dele, participei nas gravações do disco dele na Baía. Tem uma produtora brasileira chamada Marta Saez que em Curitiba assistiu a um espetáculo meu. Ela gostou bastante da viola e do meu trabalho e ela sugeriu ao Nuno que seria interessante que eu participasse nas gravações do disco, uma vez que o Nuno estava procurando assim sonoridades que fizessem relação entre o fado e a música brasileira. Então foi aí que eu entrei, falámos muito sobre essa relação da viola caipira com a música portuguesa e correu bem. JB: Foi a primeira vez que se introduziu a viola caipira no fado? JT: Não sei se isso já aconteceu outras vezes, mas foi para mim uma coisa nova e que resulta. JB: E costuma vir a Portugal ou foi esta a primeira vez? JT: já tinha vindo outra vez, mas foi para o mesmo objetivo. Precisamente apresentar o disco do Nuno em Lisboa no Coliseu, este disco JB: E veio só com este propósito? JT: Sim vim para acompanhar o Nuno e para fazer um concerto em

Lisboa num espaço que se chama Madame Bacú, fica em Alfama e é no dia 2 de setembro às 19h.

ior parte pela América do Sul, tem assim um conjunto de ritmos e sonoridades já de outros países.

JB: Com esta vinda a Portugal há a perspetiva de encontrar aqui projetos para o futuro? JT: A minha busca é essa de conhecer outros músicos portugueses. Da outra vez eu acabei por participar numa feira de música em Lisboa e acabei por conhecer outros músicos, nomeadamente a Eugénia Melo e Castro.

JB: E projetos para o futuro? JT: Esta passagem por Portugal pode ser a descoberta para novos projetos.

JB: E como é a sua carreira a solo? JT: Em 2014 lancei um trabalho, um disco chamado “Nos Braços dos Pinheirais”. É um disco sobre os ritmos regionais, ou seja, sobre os ritmos de raiz do interior do Brasil. Chamei a participação de um grande acordeonista brasileiro do interior do Brasil, chamado Luís Carlos Borges. JB: Quem canta? JT: Eu, canto eu e tem também uma parte que canta uma cantora que me acompanha e toca flauta. JB: Como é que isso saíu em termos comerciais? JT: Foi muito bom, esteve colocado nos melhores 100 discos da música brasileira e no ranquing da música local chegou ao nono, nos primeiros 10. Foram editados 2000 e foram quase todos vendidos. Depois lancei este segundo disco em 2017 e é um disco assim já de MPB (Música Popular Brasileira). São canções que eu fiz viajando a ma-

JB: Mas Portugal tem sempre um mercado muito limitado?! JT: Sim, mas Portugal é também uma porta para a Europa e por aqui se consegue contacto com muitos músicos e muita relação com pessoas de outros países. JB: Que ideia leva de Portugal? JT: Gostei muito, Portugal é o Brasil em ponto pequeno, na sua raiz. Ou antes o Brasil é um Portugal grande que se transformou. Vir aqui é também uma forma de conhecer o Mundo, tem-se contacto com muitas pessoas de outros países JB: E de Belmonte, o que é que mais o fascinou? JT: A sensação de tocar na terra onde nasceu o Pedro Álvares Cabral é fascinante. E também foi uma surpresa assim para mim saber que Belmonte é uma terra que acolheu muito bem os Judeus, numa época que eram perseguidos. Mas sem dúvida o que mais me fascinou foi o Castelo, assim como a natureza que a envolve e também as pessoas: Fiz muitos amigos esses dias aqui, as pessoas me conheceram do concerto, falam para vir cá mais vezes. A receptividade do Povo de Belmonte é algo impar…

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DESTAQUE

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Feira Medieval de Belmonte

Um evento de grande impacto económico e cultual Pese o facto de as Feiras Medievais se tornarem vulgares em muitas cidades e locais, Belmonte marca algum pioneirismo, com a sua XV edição, tornando-se no maior evento local e num dos maiores da região. Assim como dos melhores (4º) do género a nível nacional. Jornal de Belmonte ouviu participantes e o rtepresentante da entiudade promotora. Jorge Henriques Santos

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vila de Belmonte viveu, entre 10 e 12 de agosto, a XV edição da feira “Belmonte Medieval”. Mais de 140 expositores e vendedores e cerca de uma centena de atores e figurantes, para cerca de 35mil a 40 mil visitantes, marcaram o evento deste ano. "Promover a economia local, divulgar o concelho e contribuir para dar a conhecer alguns aspetos da história de Belmonte”, foram os principais desígnios apontados pela autarquia para o evento deste ano. Nesta viagem no tempo, a Empresa Municipal, promotora do evento, pretendeu que se contasse a história de Belmonte, “proporcionando aos visitantes a experiência de reviver momentos da história local que é muito rica”. Assim Luís Gil Cabral, Fernando Álvares Cabral, Fernão Cabral e João Fernandes Cabral foram as personagens ostentadas no cartaz incorporadas por habitantes bem conhecidos em Belmonte. Embora este tipo de eventos se tenha vulgarizado em todo o País, Belmonte regista o facto de já o realizar há 15 anos e segundo revelou ao JB, Joaquim Costa, presidente da Empresa Municipal de Belmonte tem características especiais e muito próprias para este tipo de evento, desde a sua tipicidade urbana, o seu património e a sua história, havendo uma preocupação para que se envolva a população e os agentes económicos locais no evento. Um trabalho que a autarquia procura fazer ao longo do ano, quer mobilizando as empresas e os recursos locais para as várias componentes da iniciativa, quer nomeadamente com a realização de Workshops de comida Medieval, procurando que também os restaurantes locais tenham pratos específicos para apresentar aos clientes nesta época e não só... Um aspeto a que os locais não têm aderido muito, mas constitui uma aposta do Município. Em termos de participação a Feira Medieval, envolveu cerca de 150 participações de artesãos e vendedores na feira, dos quais assegurou o presidente da Empresa Mu-

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nicipal, cerca de 60% são exercidas por pessoas do concelho. Ainda sobre o envolvimento local, Joaquim Costa destacou as produções teatrais e de multimédia que na sua maioria foram feitas com gente e recursos do concelho. Assim como em termos de investimento, “a autarquia aplica no evento cerca de 100 mil euros e de onde tira um retorno económico de apenas de cerca 20%”. Um prejuízo que representa um investimento no apoio aos agentes económicos locais e a este propósito referiu que no dia 11, sábado, todas as unidades de alojamento na localidade ficaram esgotadas e muitos visitantes tiveram de procurar dormida na Guarda, Fundão

foi apresentada, sobre o encontro de Cabral com os Indios Patachós no Brasil. Um filme que se está a tornar viral nas redes sociais e com um grande impacto em todo o País e no Brasil. Sobre os desígnios para o futuro Joaquim Costa referiu que, no seu entender, a grande aposta é “a implementação de um autêntico espírito medieval”, levar a que durante estes dias comerciantes, atores animadores e os próprios visitantes se sintam levados para um autêntico espaço da Idade Média. Levantando o véu, disse que estudam inclusivamente a possibilidade de haver uma zona restrita e mais intimista, onde desde a de luz elétrica, a objetos de plástico e outros materiais não medievais, não existam, e haja uma entrada paga só vá quem pretenda aderir a essa autenticidade.

e Covilhã. Estimando, segundo dados fornecidos pela GNR, em cerca de 35 mil a 40 mil pessoas que nos dois dias e meio, estiveram em Belmonte. Para além do investimento na economia local, destacou o fator promocional do concelho na região e no País que decorre da Feira Medieval. Onde Belmonte se destaca, estando considerado como a quarta maior Feira Medieval do País, competindo com Óbidos, Sines, Caminha e Tomar. Uma “concorrência” que (segredou Joaquim Costa ao JB) “este ano contou com oito olheiros”, visitantes de outras localidades que aqui vêm observar ideias e inovações... Ainda sobre os impactos fora de portas, referiu a dimensão que está a ter o vídeo …. Da peça que aqui

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DESTAQUE

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TESTEMUNHO DOS PARTICIPANTES TAMANQUEIRO TATÚAGENS Pedro Silva de Cantanhede. Beatriz Venâncio Teixeira e a sua amiga Eva

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stiveram com a sua barraquinha de tatuagens, pela primeira vez

na feira, o seu público é a juventude. Beatriz tem as suas raízes em Belmonte e sempre veio à feira medieval.

Verónica Gonzales, uma animadora da Feira

O JAVALI DE BELMONTE João Alves

É

a minha primeira vez, que venho a esta feira, é uma boa feira, fiquei surpreendido. Sou Tamanqueiro é uma arte que já vem de família e que eu quero continuar. A feira é muito boa a todos os níveis, desde o público que gostou da minha arte, que vendi

bastante, os emigrantes gostam muito dos tamancos, uns para usarem, outros como decoração. Assim como a animação, que foi variada e em quantidade como não se vê em outras feiras. Quero voltar porque achei uma boa feira medieval que ainda vais mantendo essas características, outras já estão descaracterizadas.

ESCULTURAS EM MADEIRA E GESSO Artesã Ester Andrade

É

uma feira que tem alguns bons artesãos, já venho há muitos anos a esta feira, é um evento muito bom, que se nota que está em crescendo, e isso permitiu que à feira tornasse mais fluida. Hoje a feira já ocupa a outra encosta do castelo no início era só esta parte. A feira tem qualidade, sei

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que há gente que diz mal, mas para isso é preciso ir ver as outras fei-ras, como eu vou, algumas podem até ter muitos milhares de pessoas, mas a de Belmonte man-tem a qualidade, boa animação e um público espectacular, cada vez mais os vendedores estão vestido a rigor. Podem sempre melhorar, adora Feira Medieval Belmonte.

Não temos razão de queixa, temos tido muita gente. A feira está muito diversificada e bem organizada, embora ache menos barracas de artesanato, é mais comes e bebes. Ao nível de espectáculos acho que têm sido ópti-

mos e nós ficamos num sítio privilegiado, temos assistido a muito bons espectáculos. Ao nível da afluência de pessoas acho que este ano houve menos gente, mas uma boa feira. Eva diz que adorou a experiência.

H

á 15 anos que faço a feira, ainda não faltei a nenhuma, este ano acho que tem menos gente,

que o ano passado, também acho que houve pouca animação de rua. É preciso renovar ou repensar a Feira Medieval de Belmonte.

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DESTAQUE

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“Fragmentos Sonoros”

Um espetáculo de muito agrado e adesão

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largo fronteiriço à Janela Manuelina do Castelo de Belmonte foi palco no dia 14 de Agosto, do magnífico espectáculo “Fragmentos sonoros” cheio de luz, cor e de um multiplicidade de sons, que fez vibrar o público e viajar no tempo. As imagens sintonizadas com os mais diversos sons foi uma constante do espectáculo, tudo se encaixou na perfeição. Este espectáculo teve uma bela moldura humana a assistir. Foi uma noite onde se encheram os sentidos. Fragmentos Sonoros é um trabalho em rede, onde músicos de diferentes lo-

calidades dos Concelhos de Belmonte, Covilhã, Fundão, Guarda e Sabugal se reuniram em palco e experimentaram várias texturas, vários ambientes e melodias, que reflectem sobre o presente, que nos transporta numa viagem de memórias e afectos. Essas viagens e sons interagem num espaço de partilha. Apontamentos sonoros e cadências rítmicas, que nos levam do caos à harmonia de uma área geográfica comum. Esta actividade é inserida no projecto “Cultura em Rede das Beiras e Serra da Estrela” CIMBSE com a colaboração da Associação dos Municípios da Cova da Beira

Jornal de Belmonte falou com Tiago Pereira e Cristóvão Matos O Projecto "Fragmentos Sonoros" foi uma aposta ganha, acha que tem pernas para andar? Este projecto ganhou, uma dimensão de espectáculo, que ultrapassa o local e o regional, pode ser apresentado em qualquer grande cidade como Lisboa ou Porto. Agora não sabemos como desenvolvê-lo, mete muita gente amadora, de vários sítios da região, a logística de ensaios é muita difícil, o tempo de ensaios foi curto, dois meses. É um projecto que assenta na base do voluntariado, tendo esta característica, não podemos exigir muito dos participantes, aquilo que fizemos foi agilizar, na forma de não

Para dizer a verdade não me iria perdoar se tivesse deixado passar a oportunidade de participar num evento e fazer parte de um grupo desta

dimensão humana e cultural. Os 5 concertos são apenas a celebração de algo muito mais rico e profundo que foi estar junto

com estas 40 pessoas e poder aprender mais um pouco com cada uma delas. Sem exageros, é uma experiência que te muda, que te faz perceber e va-

lorizar quem somos e de que fibra o Interior de Portugal é feito. Carlos Afonso

haver conflitos nos trabalhos de cada um e interferir o menos possível na vida familiar. Tivemos de nos organizar de forma a montar o espectáculo, que não é circunstancial, o futuro não o sabemos. Já me perguntaram se não achava o espectáculo arrojado. Acho que em termos de organização, devemos ser arrojados, sabiamos que não tinhamos, muito tempo, houve um desafio que foi lançado a equipa artística e os participantes aceitaram-no, desafiando-nos a nós mesmo, acho que foi conseguido.

Cristóvão Matos, O que é para ti participar nos Fragmentos Sonoros?"

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ACTUALIDADE

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Música no Coreto encerra o ciclo com “Boa Onda” M

úsica no Coreto foi um conjunto de actuações , que o município de Belmonte promoveu nos mês de Junho Julho e Agosto. No dia 22 de Junho subiu ao coreto do Jardim de Belmonte, o artista de Penamacor “Coverkill”, cujo concerto noticiámos na edição de Julho; A 26 de Julho foi a vez do belmontense a José Ninguém, animar a noite que noticiámos na anterior edição. O ciclo terminou a 30 de Agosto, com um grupo da nossa vizinha Covilhã, os “Boa Onda”. Culminando esta espécie de Festival

de Verão com valores locais, numa noite musical, cálida mas agradável, com boa música e uma razoável participação do público. A “Boa Onda” é composta por três jovens músicos amadores: O vocalista Renato que também toca viola acústica, acompanhado por Pedro na bateria e João na viola baixo. Esta banda com apenas um ano e meio, está a afirmar-se na região, toca música portuguesa, fazem arranjos de várias músicas do panorama nacional, dando-lhe uma roupagem nova. Estão a ter um verão ac-

tivo, onde o público tem sido muito receptivo a sua sonoridade e forma de interpretar. Em contacto com o Jornal de Belmonte salientaram a importância do festival de bandas, que se realizou em Fevereiro, em Belmonte, onde estiveram presentes. “Oportunidade verdadeiramente importan-

te para os jovens como nós, que assim podemos mostrar o nosso trabalho”, assim como se mostraram agradecidos “por terem sido convidados para este magnífico espaço, o jardim público de Belmonte”, manifestaram-se muito satisfeitos com a receptividade do público. Foi mais uma noite musical

onde o público correspondeu mais uma vez, entre as tantas que este ano se têm realizado, justificando a importância de o município investir na actividade cultural e para a qual existe na região potencial com capacidade artística e na localidade publico que a sabe apreciar. C.A

VIII Mercado Kosher Tertúlia do Cabral O

Cabrallounge Café, como se está a tornar habitual, todos os dias 12 do mês realiza as tertúlias do Cabral. Em Setembro o orador é Fernando Nobre, que vai versar vários temas muito actuais e pertinentes que estão interligados: “Pobreza, Migrações, Alterações Climáticas e Catástrofes” Dia 12 de Setembro ás 21 horas no Cabrallounge Café. C.A.

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ste mercado anual, que sempre se realizou em Setembro, este ano, por motivos de várias festividades da comunidade Judaica, a sua realização será a 14 de Outubro. O lugar onde irá decorrer este mercado é o Largo do Castelo, como tem sido nas últimas edições. O Mercado kosher tem por objectivo promover, produtos regionais que têm Certificação Kosher, e na região já vão aparecendo várias marcas certificadas, assim como o azeite, vinho, queijo entre outros. C.A.

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CULTURA

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"Rua Esquecida" nas Ruas de Belmonte

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"Rua Esquecida", peça de teatro, com produção do Astro Fingido, percorreu várias ruas de Belmonte no núcleo histórico da vila, procurou contar um pouco da vida dessas ruas e da sua gente. Público, artistas e figurantes, alguns naturais da vila, encontraram-se no Largo do Castelo, seguiram para o largo José Afonso, Rua 25 de Abril, Travessa da Republica, Praça da Republica, Rua de Inverno, Largo de Santarém terminando no adro da Igreja de São Tiago. Foi um espectáculo que interagiu com o público, procurou reflectir sobre a vida destas ruas e o que elas perderam. Pelas mais diversas razões, assim como a sua importância e relevância de outrora.

Também salientando a tratada Zona turística e história de Belmonte, assim como os seus encantos, a memória e o esquecimento, base de todo o fio condutor do espectáculo. Aparentemente a ideia do esquecimento levou-nos ao declínio, mas dramaturgia traznos à memória as vivências, de um passado longínquo e mais presente. O trágico-cómico da vida quotidiana das ruas de outro tempo, assim como acontece nos dias de hoje, é composto de bons e maus momentos, são as vidas das ruas de ontem e de hoje, composta pelas suas gentes, sem elas as ruas não existem são meros fantasmas do passado, isto foi bem demonstrado pela “Rua Esquecida”, em cada esquina, em cada canto e lar-

go, há muitas histórias de vida para contar, assim haverá muitas outas histórias a construir. Foi música, foi drama e juven-

tude que esta peça trouxe as ruas de Belmonte, foi uma vivência deveras, importante a que o público se associou, viveu, participou e sentiu. O teatro no dia 26 deu vida a

algumas ruas de Belmonte e deixou a mensagem que as ruas têm muitas histórias de vida e que elas sem gente morrem, assim como as suas histórias. C.A.

Ruinas Romanas da Fórnea Uma visita guiada por "Rufino"

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onforme o Jornal de Belmonte noticiou na anterior edição, teve lugar nos dias 25 e 26 de Agosto a visita ás Ruinas da Fórnea, “Rufino trabalhou nas obras da Villa da Quinta da Fórnea, trabalhou sobretudo na pavimentação e acabou por ficar a laborar para o senhor, este gosta de ter a sua propriedade sempre impecável, sobretudo quando recebe visitas. Os pavimentos dos banhos foi o que custou mais fazer”. Foi com esta personagem que os visitantes tomaram contacto com esta realidade histórica patente no concelho de Belmonte. Em 1999, quando estavam em curso as obras de construção da autoestrada A23, descobriram-se por aqui vestígios de ruínas antigas que, veio a saber-se mais tarde, pertenciam a uma antiga "villa" romana. As escavações que se realizaram no local, revelaram tipos de peças romanas bastante diversas, levando a crer tratar-se de uma propriedade habitada por uma família e criados. Grande parte das divisões encontram-se ainda bem delineadas dando uma perspetiva exata de como era composta uma quinta romana no Séc. II. Se transportássemos esta "Villa Romana" para os dias atuais, poderíamos dizer que este lugar representaria o ideal perfeito de uma quinta rural dedica-

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da à agricultura e pecuária, ao vinho e ao azeite. Dela fazem parte uma “Pars urbana” (alojamentos do proprietário ou Villicus responsável pela exploração, uma “Pars rustica”, onde se localizam os alojamentos dos trabalhadores e dos escravos, uma “Pars fructuaria”, constituindo-se esta última pelo conjunto de edifícios de cariz agrícola, como celeiros, lagar, adega…etc. Foram também colocadas a descoberto uma zona de banhos, com os tradicionais tanques, (local preferido na época para conversações e reuniões de negócios) que permitiriam banhos de diferentes temperaturas (frigidarium, tepidarium, caldarium), um deles apresentando paredes com mais de 1,50 metros de altura, com vestígios de escadas e revestido a “opus signinum”

(espécie de tijoleira). Além dos tanques, descobriram-se também vestígios do “hipocausto e apoditerium” (equipamentos próprios das estâncias termais romanas) se bem que aqui numa dimensão reduzida. Foram também descobertos vários compartimentos, provavelmente relacionados com a habitação dos proprietários e dos seus dependentes. Todas estas estruturas, assim como a zona da entrada da villa e todos os espaços vazios que estariam ocupados com colunas e espaços ajardinados, comprovam a grandeza e riqueza dos seus proprietários. Bem como uma bem segura portaria (ou porta de armas da época); O que seria uma zona de cozinha na época com vestígios evidentes de um forno de pedra e espaços para armazenamento de comida.

Cómodos que acolheriam uma população residente de cerca 250 pessoas, com alguma importância para a época uma vez que se localizava próximo da grande via romana de Mérida a Bracara Augusta (Braga), e a qual sustentava em toda a sua extensão cerca de 20 mil soldados na sua vigilância, Segundo o “anfitrião Rufino”, por volta do sec. IV a “vila da Fórnea” terá perdido o interesse e sido abandonada pacificamente, deslocando-se o seu proprietário para “Bracara Augusta”. Ainda segundo “este reencarnado personagem” ele próprio teve uma vida cheia de peripécias que numa ocasião lhe mereceu louvores do Império e noutra foi vítima de conspirações, intrigas e invejas que levaram à sua execução. Alguma fantasia também fará parte desta história, mas indiscutível, é o testemunho de uma

presença romana muito marcante e tão próximo da sede de concelho, que durante muitos anos permaneceu oculta e que apesar disso também muita coisa tem ainda para investigar uma vez que a “villa romana da Fórnea” ainda tem muita área por escavar e muita história para revelar. Pelo que foi o comentário dos visitantes e a nossa própria constatação, o local merecia ainda estar mais preservado e cuidado. Estas vistas e no modelo encontrado apresentam uma forma feliz de conhecer o local, pena que em ambos os dias não chegasse à dezena de participantes, ficando a sugestão para maior aposta na promoção e alargar a sua realização para os dias uteis dirigido também para as escolas. jhs

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MEMÓRIA

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DESPORTO

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Ciclismo Volta a Portugal de Juniores O

ciclismo voltou em Agosto a Belmonte, no dia 23 o plutão composto por 165 ciclista teve a sua partida simbólica junto do Museu dos Descobrimentos. Esta etapa com 116,9 Km, que começou em Belmonte, teve o seu términos, na cidade do Fundão, percorrendo varias localidades da região foi em direcção a Orjais, voltando ao concelho de Belmonte, passando por Caria e Monte do Bispo, passou em Penamacor e Capinha. Fazem uma primeira passagem na cidade do Fundão, seguindo para Vales do Rio e regressam à Avenida da Liberdade no Fundão. A segunda etapa no dia 24, começou com um contra-relógio na cidade do Sabugal com a distância de 15,9 Km, seguiu-se a ligação entre o Sabugal e Almeida com uma etapa de 59,2 Km. No domingo é dia da terceira e ultima etapa, que ligou Penamacor a Manteigas com a distância de 113,5 Km. Segundo a direcção da prova, este plutão está cheio de grandes valores do ciclismo Português, que garantem um futuro promissor.

Sofia Barroso de Sá

Uma Belmontense em destaque no golf internacional

A

golfista de Belmonte Sofia Barroso Sá, durante uma paragem de torneios em Portugal, deslocou-se a Espanha, cidade de León, para participar na II COPA CASTILLA Y LEÓN, de 4-7 de agosto. Competição que conta para o Ranking Mundial Amador de Senhoras. Este torneio teve lugar no campo de golfe de León com duas jornadas em stroke play (36 buracos), cujo objetivo foi ordenar as jogadoras e selecionar as oito com melhores resultados. A jogadora belmontense que antes de iniciar o torneio tinha como objetivo passar à fase de match play e assim, amealhar alguns pontos para o ranking mundial. Revelou no final do torneio que não tinha feito mais de 350 Km apenas para ISSO, entregando o cartão de jogo com o 2º melhor resultado, aca-

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bando por surpreender Madrilena Marta Pérez, com um cartão de 75 pancadas, enquanto esta o apresentou com 80 pancadas, prosseguindo a Sofia para o terceiro como cabeça de série na ordenação para a fase de match play. A Belmontense, jogou assim o primeiro match com a oitava, Ana Huerta, a quem venceu por quatro buracos. Quando faltava ainda 3 buracos para os 18 regulamentares (4/3), ganhou a Carlota García por (3/2). No quarto dia de competição a Sofia (a belmontense) terminaria CAMPEÃ DA II COPA CASTILLA Y LEÓN após ter superado Beatriz Rabanal no buraco 17 para terminar 3/1. Com este resultado, Sofia Barroso Sá, galgou cerca de 600 posições no Ranking Mundial Amador, passando da posição 1700 para 1093, cotando-se

como a segunda melhor portuguesa neste ranking. Já após este torneio a jogadora da Seleção Nacional, participou Loretto Golf Academy Scottish Girls'U16 & U14 Open, na Escócia com obtenção do 9.ºlugar entre 50 participantes de várias Nacionalidades. Dia 26 do corrente mês Sofia Barroso, tem viagem marcada com mais duas jogadoras da Seleção Nacional para a Irlanda onde irão participar no 2018 World Amateur Team Championship, prova que irá decorrer durante 5 dias de 29 de agosto a 2 de setembro com participação de mais 70 Países. A World Amateur Team Championship, é a competição mundial mais importante do golfe amador, realizando-se de dois em dois anos e em diferentes continentes.

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OPINIÃO OPINIÃ0

OPINIÃ0

Daqui vos falo: desta Lisboa bela, descontraída e desavergonhada- parte I

O MUNDO ESTÁ ÀS AVESSAS

José Ferraz Alçada

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Mª José Duarte

stou na praia e não olho o mar. Olho e sinto o nervosismo de mulheres e homens que já de bronze leve na pele, ainda não conseguiram relaxar. Custa-lhes tanto perder o peso dos dias e entrar na calmaria do tempo que rola simplesmente, sem que precisemos de o contar! É segunda? É terça-feira? O que é que isso interessa num fim de tarde doirado de um areal manso, sem vento e sem qualquer pecado (mortal ou venial)? Ai!, a falta de dinheiro… Poucas são as profissões que nos dão um subsídio de férias gordo. Um subsídio que permita hotel, avião ou viagem de carro (longa claro, com portagens, “portaginhas” escondidas nas SCUTS, gasolina cara, etc.) e que permita uma estadia com refeições fora de casa… Mas os Portugueses fazem milagres, sabem que não se pode pedir muito mais ao seu país pobre, mas honrado. E há muito que muitos Portugueses fazem férias cá dentro. (E quando digo dentro é mesmo isso: dentro da sua própria terra ou habitação.) Pode ser com piqueniques, pode ser com praia fluvial, pode ser com a bailação nas festas do santo da sua devoção. Mas que a cabeça areja, lá isso areja. Tal como a primavera vinga o inverno e o outono vinga o verão, assim o mês de relaxe vinga um ano inteiro de ralação. O mundo não tem sentido sem contrastes. É o preto que nos dá o branco, o frio que nos mostra o que é o calor. É a dor que nos guia, depois e por comparação, pelo caminho da alegria. É, pois, verão. Há férias. O problema é que é só na reta final que se começa a entrar no espírito da coisa: acorda-se devagar, ouvem-se os filhos e/ou o marido e/ou a mulher sem ninguém se enervar, trata-se dos nossos com paciência infinita, não se quer saber exatamente onde ou o que se vai almoçar (está tudo tranquilo, alguma coisa se há-de arranjar.) É nesse ponto maravilhoso da situação que, ui!, as férias estão mesmo a acabar. Este ano, ainda para mais, houve o desassossego de um fogo de sete dias no Algarve. E houve um Verão fingido, que ia dos 40 graus aos 20 enquanto o diabo esfregava um olho e houve a água para ir a banhos que estava gelada, independentemente do calor que ardia na pele. E houve chuva e trovoada. Na areia, eu penso. (Coisa que em férias era bem escusado.) Como é que os ricos escolhem o seu destino de férias? Quem lhes dá nomes de que nunca ouviram falar? O que faz com que o turista médio escolha o sítio A ou B e vá para lá aos milhares? Vêm-me à memória três locais fan-

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tásticos que, nesta silly season, concorreram entre si para o pódio da desgraça. E é de memória que vou citar uma aldeã tailandesa entrevistada “Foi um acidente que lamentamos, mas pôs a nossa aldeia no mapa”. A vida é irónica, de facto. Ficou no mapa a aldeia tailandesa de Pong Pha, (quem conhecia grutas como a tham luan nang non, antes do acidente?) ficaram as termas de Monchique mostradas pelos media (quem conhecia aquele edifício majestoso, antes deste incêndio?) e ficou a Amareleja, (quem já visitou a Amareleja?) a aldeia do calor infernal. Mas os profetas da desgraça, não saíram vencedores em nenhum dos três casos. As duas que dependeram dos humanos, foram lutas titânicas do bem contra o mal. Afinal, as crianças da gruta salvaram-se todas e salvou-se o sábio e imprudente jovem treinador; afinal, o fogo levou tanta, tanta coisaflorestas, casas, animais, a saúde das pessoas- mas a aldeia de Monchique e as termas foram salvas sem perdas humanas; afinal, a natureza não quis fazer a vontade aos jornalistas que ocuparam a Amareleja e não puderam relatar o calor assassino a quebrar recordes por causa das alterações climáticas. Em nenhuma das três tragédias anunciadas se pode dizer que houve um final inteiramente feliz. (Um mergulhador morto na Tailândia, a maior área ardida da Europa no Algarve e uma terra que já bateu recordes de temperatura anteriormente e que pode voltar a fazê-lo.) Mas foram três vitórias contra a adversidade e é por isso que temos mil lições a aprender com elas. Hei-de falar desses jovens tailandeses (anjos e demónios), dos crónicos incêndios portugueses e também de alterações climáticas em futuros textos. Mas agora estou de férias. Estamos todos de férias. Menos as lições da alma. Essas não tiram férias porque não há férias para a nossa magnífica humanidade ou para a nossa crítica incontinente. Não há férias para as grandes lições de humanismo e heroísmo, para a nossa grandeza e capacidade de solidariedade, como não há férias para o sofrimento de quem perde todos os bens materiais, para as nossas fraquezas e hesitações, terrores e derrotismos. Não há férias para conseguirmos ser, se empurrados pelo destino, maiores do que nós próprios. O corpo e a mente bem podem teimar em descansar, mas o mundo continua a girar. Aprendemos três lições gigantescas, neste verão atípico. Nada mau, para uma silly season num país à beira mar plantado.

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s peixes nadam. Os pássaros voam. Os cães ladram (alguns deles à lua). Os gatos miam. Os homens caminham, muitas vezes aos bordos, sem destino, sozinhos à procura de nada. Na Cimeira dos G7, Donald Trump acusou o primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, de ser desonesto e fraco. É preciso ter lata!...

A discussão sobre a eutanásia foi civilizada, encheu as páginas dos jornais e os noticiários alargados das nossas televisões. É necessário dar tempo ao tempo e que a tolerância dê lugar à razão. Com eutanásia ou sem eutanásia, ao fim e ao cabo todos nós, ricos ou pobres, perfeitos ou imperfeitos, caminhamos a passos largos, com filarmónica ou sem filarmónica, para o bu-

OPINIÃ0 FERIAS PARA QUE VOS QUERO!

Manuel Geraldes

M

arcelo Rebelo de Sousa gosta de mergulhar. Mergulha no mar, rios, ribeiras, praias fluviais. Onde há gente. Gente com quem partilha espaços, sorrisos e problemas. Foca-se mais nos problemas. Utiliza um discurso simples, carismático, directo e pessoal. Diz o que outros políticos nunca disseram. Os políticos de secretária com muitos adjuntos e secretários fazedores de discursos, a maior parte das vezes contraditórios com o passado e descontextualizados com o presente, ocos e vazios, falam muito sem nada dizer. Políticos a viver longe dos problemas da população. Também os há no poder local. Estes também têm adjuntos e chefes de gabinete verdadeiramente dispensáveis e inúteis nas funções para que foram contratados. Pagos a peso de ouro, sempre à espreita e clientes do poder instalado. A virtude de Marcelo é mergulhar e envolver-se nos problemas. Mistura-se e solidariza-se com a população que os sente. Orgulha-se de ser o Presidente de pessoas corajosas, determinadas e com capacida-

de de superação. Marcelo, fora do seu palácio, luta contra a inércia, reflecte e faz reflectir sobre os problemas, potencialidades e soluções para interior. Mobiliza iniciativas e eventos apartidários capazes de criar oportunidades, desafios e vida em territórios de baixa densidade. A sua presença é determinante e encorajadora de projectos de desenvolvimento que anulem as assimetrias regionais. Não podem adiar-se soluções. A recente delegação de competências do Estado central para as autarquias locais e comunidades intermunicipais tem ser operacionalizada tendo em conta valores e princípios, como respeito pelas populações, descriminação financeira positiva e transferência de recursos adequados. Este processo deve ser um desafio e uma demonstração de que somos capazes. Precisamos de líderes e lideranças competentes e responsáveis, respeitando critérios eficientes e eficácia proporcional aos resultados. Privilegiando interesses e necessidades das populações. Portanto, o papel da liderança em cada concelho

raco final. Se houvesse eutanásia em Portugal, talvez o meu amigo Bernardes (que há anos sofria de mal ruim) não tivesse sido encontrado pela mulher enforcado no guarda-fatos do quarto do casal. Estamos no mundial de 2018, a Rússia está prenhe de Africanos bem vestidos, bem nutridos e felizes, o que nada tem a ver com os milhões de refugiados que fogem dos paraísos inventados, à cata de um naco de conduto para matar a fome. Também lá, tal como por cá, os dinheiros estão mal repartidos. Ronaldo já foi apontado por muitos como um Deus, enquanto alguns dizem que o seu golo contra Marrocos foi um milagre. Embora os Portugueses estejam a viver este mundial com grande euforia, apetece-me dizer: Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

ou região neste processo é fundamental, pois ela é responsável pela gestão das competências próprias assumidas progressivamente a médio e longo prazo. É preciso uma visão holística e integrada de um pacote de medidas coerentes com a realidade e especificidade. Quando é preciso fazer, deve ser feito o que falta fazer, mas fazer bem. Acompanhar e regular, aproveitar e usar bem os dinheiros públicos. Muito se fala sobre incentivos para atrair e fixar jovens em zonas demograficamente envelhecidas, até agora os aprovados e implementados não deram resultado pretendido. São medidas avulso de curto prazo, sem sustentabilidade e garantia no futuro. Aos jovens que saíram do País no período da Troika e que queiram regressar vem agora o governo, atento aos problemas, prometer uma redução de 50% no IRS num período que pode ir de 3 a 5 anos. Parece-me mais uma dessas medidas. Os nossos jovens fogem do interior e emigram inconformados, desiludidos e contrariados. Querem reverter o movimento migratório imposto pelo Governo de Passos Coelho? É preciso criar mais investimento local e regional, mais empregos adequados à formação técnica e académica dos jovens e vencimentos condignos. Perante estes incentivos desta natureza, eles regressarão. O Governo e o Presidente da República devem ser o garante do consenso nacional sobre as soluções para o interior.

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OPINIÃO OPINIÃ0 «Fogos de verão? Não Obrigado… E porquê?»

Acácio Dias

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a década de sessenta do seculo passado, todos os dias percorria o trajeto entre a minha casa no Vale do Pereiro e a estação de Belmonte para apanhar o comboio que me levaria até à Covilhã, onde prosseguiria os meus estudos na Escola Industrial e Comercial Campos Melo. Todo o trajeto era ladeado por terreno com pasto, com mato, com floresta, por terreno cultivado e nunca vi aquelas terras devastadas por um grande incendio. Naquele tempo uma grande parte das composições ferroviárias ainda era puxada pelas velhas máquinas a vapor produzido com combustão de carvão. Muitas vezes sucedia que ao alimentar a fornalha eram expelidas pequenas partículas de carvão incandescente que ao caírem nos pastos secos circundantes, rapidamente provocavam um incendio. Nunca me lembro no entanto de tais incêndios terem provocado grandes catástrofes, ou se terem propagado sem controlo. Havia sempre alguém que ao ver a mais pequena coluna de fumo,

dava o alerta e corria para o foco do incêndio com as ferramentas que havia â mão. (Uma pá, uma enxada, uma podoa ou mesmo um ramo de giesta verde) Os vizinhas acudiam e quase sempre rapidamente o incêndio era dominado e extinto. Este era o sentido da responsabilidade individual e coletiva, mas também o da solidariedade entre a comunidade. Ninguém estava à espera da obrigatoriedade da ajuda de terceiros. Porem se o incendio durava mais algum tempo, a prontidão dos Bombeiros Voluntários de Belmonte, aparecia. Dez ou doze homens transportados numa viatura de caixa aberta emprestada, ou mais tarde no seu carro de socorro, o velhinho «OPEL» e rapidamente, com a bravura e discernimento que todos lhes reconhecíamos, «pegavam o fogo pelo rabo», e pronto; Já está. Era extinto com suor e sem interferência da proteção civil e sem SIRESP. Havia no entanto outras condicionantes que ajudavam a que a propagação do incêndio se desenvolvesse. O mato e a floresta eram constituídos por espécies autóctones misturadas e dispersas. Os

OPINIÃ0 REGRESSEI

H

Estela Cruz

.á ainda noites maravilhosas, á luz da lua e raios de sol que continuam dourando a nossa pele, mas o que está claro é que já estamos dando pequenos passos para o Outono… Enfim, abre-se uma janela á nova época, com outras temperaturas, dias mais pequenos mas novas ilusões e outros sonhos. Nem só o Verão é para diversão, sonhar com as cores que se aproximam dá-nos energia e permite-nos sonhar com melhores noites de descanso. - Chegam-me notícias, que me fazem sofrer, o desaparecimento de

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alguns amigos; Não vou esquecer Adelino Telha e Toninho Amaro… Seres simpáticos que sorriam, sorriam sempre… Saudades…- Minha senhora precisa alguma coisa? Verdadeiramente viemos para partir, somos instantes e em instantes vamos. - Observo que a explanada do Zequinha se mantem invariavelmente branca e com a mesma disposição. Pedro das Descobertas ladeado de arvoredo contínua impávida e sereno, ouvindo o palavrear dos homens que diariamente se sentam por ali. O marco vermelho impenetrável, o silêncio ao cair da tarde envolve

rebanhos de ovelhas e cabras, que no nosso concelho eram da ordem de milhares, pastavam durante todo o ano reduzindo ao mínimo a manta de material combustível. Os resíduos florestais eram aproveitados para o aquecimento das casas nas lareiras, para cozinhar e para aquecimento dos fornos de cozer o pão quer nas habitações rurais que nos fornos comunitários das localidades. Por outro lado, havia a descontinuidade da floresta e do mato, porque os terrenos, sempre que o acidentado o permitia, eram cultivados com culturas tradicionais e com sementeira de cereais. Tudo isto contribuía para que não acontecessem as calamidades a que ultimamente temos assistido. Perguntar-me-ão - Soluções? Várias, mas só em conjunto poderão contribuir param a redução do flagelo dos incêndios. Incentivos ao repovoamento do interior; Incentivos ao ordenamento florestal; Incentivos à pastorícia; Valorização dos resíduos florestais através da sua utilização em centrais geradores de energia através da queima de biomassa; Valorização dos resíduos florestais na utilização de combustível de aquecimento domestica. Proceder durante o inverno à limpeza dos locais de risco quer por meios mecânicos, ou mesmo através de queimadas controladas, um dos meios conhecidos que se revela eficaz. Por último, entregar a direção das operações de controlo dos incêndios aos operacionais que fazem o combate no terreno, deixando para a Autoridade da proteção civil a prevenção e a logística.

tudo numa melancolia, já de Outono. - Noite no Castelo iluminado torna-se ainda mais grandiosa com os acordes e voz singular de Câmara Pereira… não morro de amores pelo fado… mas Nuno tem um jeito e um timbre que sempre me fascinou. Recordo-o na Igreja Matriz numa participação peculiar igualmente brilhante e de arrepiar o pêlo. Nesta noite morna e intimista o público que o ouviu rejubilou de alegria e participou de forma activa no embalar sedutor de “Belmonte Encantos Mil”. Regresso, e a minha alma encanta-se com este ambiente sonoro e mágico do meu Castelo. Há anos que não sentia esta alegria tão maravilhosa que me potencia o gosto por esta terra que tem sido lugar de acontecimentos que me orgulham e engrandecem quem os promove. Talvez por encontrem subtilezas tão grandiosas muitos se instalam e usufruem da Terra e de todas as subtilezas que ela envolve.

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OPINIÃ0 DIREITOS À DERIVA QUANDO SE FACTURA POR “ESTIMATIVA”

Mário Frota

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e “Uma chamada de uma operadora de comunicações electrónicas a oferecer-me um pacote de serviços. A telefonista disse que ia gravar a chamada. Não aceitei nada. O que me revoltou foi o considerarem que o contrato se fez, sendo por tal devido um pagamento mensal. A nada dei concordância. Fui a uma das lojas da operadora, no Alma, em Coimbra, e quem me atendeu disse-me, com toda a “autoridade”, que se havia gravação do telefonema, havia contrato: isso era prova bastante. Reagi, mas a minha filha, que me acompanhara, insistia que deixasse de reclamar, aceitasse o contrato e pagasse. Basta a gravação para que o contrato se considere passado? Mesmo sem o meu SIM?” NÃO! A LEI DAS COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS diz no seu art.º 48: “3 - Quando o contrato … for celebrado por telefone ou através de outro meio de comunicação à distância, o prestador do serviço … deve facultar ao consumidor, antes da celebração do contrato, sob pena de nulidade deste, todas as informações referidas nos n.ºs 1 e 2, ficando o consumidor vinculado apenas depois de assinar proposta contratual ou enviar o seu consentimento escrito ao … prestador de serviços…” E o que contêm os n.ºs 1 e 2? Um sem-número de cláusulas que reforçam, aliás, a ideia de que o contrato não é algo simples, de breve, de ligeiro ao alcance de um telefonema... Entre outras, . Os detalhes dos preços e os meios de obtenção de informações actualizadas sobre todos os preços e encargos de manutenção aplicáveis… . A duração do contrato, as condições de renovação, de suspensão e de cessação dos serviços e do contrato; . Os sistemas de indemnização ou de reembolso dos assinantes, aplicáveis em caso de incumprimento dos níveis de qualidade de serviço previstos no contrato; . Quando seja o caso, a existência do direito de [desistência], o respectivo prazo e o procedimento para o exercício do direito, nos termos da Lei dos Contratos à Distância; . As condições em que é disponibilizada a facturação detalhada; O contrato, ainda que não negocia-

do presencialmente (mas à distância: pela internet, pelo telefone; ou fora de estabelecimento…), obedece a um considerável número de requisitos, incluídos os da LEI DOS CONTRATOS À DISTÂNCIA. E, a despeito de se dizer no n.º 7 do artigo: “Qualquer suporte duradouro, incluindo gravação telefónica, relacionado com a celebração, alteração ou cessação do contrato de comunicações electrónicas deve ser conservado pelas empresas pelo período previsto [na lei] e disponibilizado ao Regulador ou ao assinante sempre que tal seja requerido por um ou outro”, a gravação por si só não supre as mais exigências de forma do contrato. O clausulado do contrato (que deve constar de suporte duradouro) tem de ser presente ao consumidor “antes da celebração do contrato”! ANTES DA CELEBRAÇÃO DO CONTRATO, sob pena de NULIDADE: o contrato é, pois, NULO e de NENHUM EFEITO. Suporte duradouro é “qualquer instrumento, designadamente o papel, a chave Universal Serial Bus (USB), o Compact Disc Read-Only Memory (CD-ROM), o Digital Versatile Disc (DVD), os cartões de memória ou o disco rígido do computador, que permita ao consumidor ou ao fornecedor de bens ou prestador do serviço armazenar informações que lhe sejam pessoalmente dirigidas, e, mais tarde, aceder-lhes pelo tempo adequado à finalidade das informações, e que possibilite a respectiva reprodução inalterada.” E o consumidor só fica, em princípio, obrigado após assinar a oferta ou remeter o seu consentimento por escrito, caso a iniciativa do telefonema parta da operadora. “Em princípio”: é que depois da celebração de um contrato não presencial (v. g., por telefone) o consumidor dispõe de 14 (catorze) dias consecutivos para se retractar, ou seja, para “dar o dito por não dito”. Goza do direito de desistência. A lei confere-lhe a possibilidade de, em 14 dias, ponderar, reflectir, ajuizar da conveniência ou não de celebrar o contrato. Mas para tanto é necessário que do clausulado conste tal direito. Se dele não constar, o consumidor passa a dispor, não de 14 dias, mas de 12 meses para dar o dito por não dito. Sem quaisquer consequências. E como forma de se penalizar a operadora pela não observância da lei.

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ÚTEIS Telefones Ùteis

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Necrologia

Serviços Públicos FICHA TÉCNICA Diretor: Jorge Henriques Santos Subdiretor: Carlos Afonso Redação Jorge Henriques Santos-CPJ 3354 A; Carlos Afonso e Ana Bispo Publicidade: Patrícia Batista e Carlos Afonso TM 919 127 494 Paginação: Jorge Henriques Santos Design e Criação Gráfica: Cristóvão Matos Revisão Mª José Portugal, Patricia Batista Apoio Administrativo, Gestão e Relações Públicas: José Augusto Marques

Câmara Municipal geral: 275 910 010 Bombeiros Belmonte:

275 910 090

Numero Nacional de Emergencia 112 Proteção à Floresta 117 Linha do Cidadão Idoso: 800 203 531

GNR Belmonte 275 910 020

Fundadores João Botão dos Santos Francisco Ribeiro Ângela Antunes Propriedade: Associação Desportiva de Belmonte Bairro de Santa Maria 6250 – 021 Belmonte NIF 502 810 238 Nº ERC 126687 Depósito Legal 394398/15 Periocidade: Mensal Tiragem: 500 exemplares Sede: Bairro de Santa Maria 6250 – 021 Belmonte Impressão: FIG – Indústrias Gráficas, SA Rua Adriano Lucas 3020-265 Coimbra

Nasceu a 02/10/1947 e Faleceu a 17/08/2018 Neste momento de sentida dor comunica-se o falecimento de José Pedro Gonçalves. Homem que aqui construiu a sua vida, teve os seus filhos e deixou os seus amigos. Ainda novo, traído pela doença, deixa um sentido consternar e vazio na comunidade. O Jornal de Belmonte neste momento difícil para a sua esposa Célia e seus filhos: Rute e João Pedro, manifesta a mais sentida solidariedade. A Família também agradece a todos os que de alguma forma, manifestaram a suas condolências e a sua solidariedade neste momento tão difícil.

GNR Caria 275 476 141

João Tavares Pombal

Hospitais Cova da Beira 275 330 000 Guarda 271 222 149

Centros de saúde Belmonte: Covilhã;

275 910 030 275 320 650

Cronistas Acácio Dias; Estela Cruz; Car- Juntas de Freguesia los Afonso; Maria José Duarte; José Ferraz Alçada; Manuel Belmonte Colmeal: Geraldes, Pedro Turner e 275 913 058 Mário Frota * As crónicas e restantes espaços de opinião quando identificados como tal são da exclusiva responsabilidade dos seus autores

José Pedro Gonçalves

Nasceu a 11/11/1926 e Faleceu a 16/08/2018 João Tavares Pombal faleceu aos 92 anos de idade, natural da Lardosa, adoptou Belmonte como sua terra há muitos anos. Veio para Belmonte ainda menino, com toda a sua família. Seu pai grande mestre de Pedreiro o Ti Luís Pombal, vem em 1934, para a construção da Igreja Nova. Foi uma grande família que a partir dessa data ficou em Belmonte, os POMBAIS. João Tavares Pombal além de pedreiro também foi um bom ciclista no seu tempo e um homem querido em Belmonte. O Jornal de Belmonte manifesta sentidas condolências a toda a sua família. A família agradece a todos os que de alguma forma manifestaram o seu pesar.

Caria: 275 476 124 Macainhas: 275 912 922 Inguias: 275 913 158

Farmácias Belmonte Far. Costa Caria Central

275 911 141 275 476 592

Covilhã Pedroso S. Cosme S. João Holon Crespo Santana

275 320 530 275 331 463 275 323 699 275 322 325 275 310 100 275 313 050

Mendes

275 322 249

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FESTA DO EMIGRANTE DE CARIA

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os dias 17 e 18 de Agosto, teve lugar a festa do Emigrante de Caria. Esta festa teve o seu início pelas 18 horas do dia 17, com a abertura do recinto de festas; Às 20h30m celebrou-se a eucaristia em honra e louvor de Nossa Senhora de Fátima, seguida de imponente procissão de velas, como há muito não se via em Caria. O grupo musical Onda Sonora animou a noite do dia 17, onde os Carienses se encontraram e mataram saudades, o recinto foi pequeno para acolher todos os que aqui passaram para confraternizar. Segundo alguns dos presentes esta festa, “fez lembrar Caria de outros tempos”. A festa continuou dia 18. Pelas 18h saiu à rua a Fanfarra da Banda Filarmónica de Caria fazendo a abertura do recinto da festa. As barraquinhas com artesanato, o bar da organização, a barraquinha dos finalistas do 12º Ano, do ano lectivo Pub.

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2017/2018 também marcaram presença, assim como os gelados artesanais da Setenta & Sete. Às 21 horas o “Grupo de Cantares de Caria Toca da Moura” subiu ao palco para uma brilhante actuação, à qual se seguiu o” Grupo de Cavaquinhos do Mileu”, da Guarda. Conti-

nuou a noite animada e participada com a subida ao palco do artista Tiago José Grilo, que fez o encerramento da festa. Destaque para a Banda Filarmónica de Caria que mais uma vez se revelou a grande dinamizadora desta festa do Emigrante em Caria.

Ti Chico barbeiro apresenta

Casa Etnográfica de Caria

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isita guiada à Casa Etnográfica de Caria nos dia 18 e 19 de Agosto pela 10 da manhã. O Ti Chico Barbeiro homem do seu e nosso tempo guia-nos à Casa Etnográfica de Caria. A visita começou com o ti Chico Barbeiro, a dar a conhecer a sua família, assim como se vivia na sua juventude, falou do tipo de construção daquela que foi a sua casa. O ofício de Barbeiro que durante muitos anos foi o seu, falou dele em pormenor e da importância do barbeiro na sua época, explicando em minúcia a sua profissão. Na barbearia do Ti Chico falava-se de tudo até mesmo de politica, quando era proibido. A barbearia era noutros tempos também, onde se tratava da saúde: se davam injecções, vendia chás e laxantes e arrancavam dentes. Segue-se a oficina do Sapatei-

ro, onde se podem ver todas as ferramentas que se utilizavam para fazer ou consertar um par de sapatos ou botas. Esta visita termina na oficina de Marceneiro e Carpinteiro, esta está completa, é uma verdadeira relíquia, onde se podem ver todas as ferramentas e moldes dos mais diversos para trabalhar as madeiras, onde não faltam: a garlopa, a polaina, formões de vários feitios. Uma verdadeira oficina, onde se pode ainda hoje criar arte. Esta visita faz parte de um serie de visitas, que a Empresa Municipal de Belmonte está a realizar, nos meses de Julho, Agosto. CA.

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Edição de Setembro 2018, do Jornal de Belmonte  

Edição nº 40 relativa ao mês de Setembro de 2018, do Jornal de Belmonte, Beira Baixa, Portugal.

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