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ANO XV | OUT / 2020

O DESABASTECIMENTO GENERALIZADO DE PEÇAS

Passado o período da pandemia em que a reposição automotiva viveu uma forte retração, com fechamentos de fábricas ou redução de turnos, a demanda por autopeças voltou com tudo, surpreendeu muitos, e o que o mercado enfrenta é uma forte falta de produtos. PÁG. 18

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PROJEÇÕES OTIMISTAS PARA CAMINHÕES

O mercado de caminhões, com a retomada da maioria das atividades econômicas, dá sinais de recuperação, segundo a Anfavea

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BOM PARA CONSUMIDORES E VAREJISTAS No dia 16 de novembro será lançado oficialmente o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central

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O QUE MOTIVA AS PESSOAS NO TRABALHO?

Nada melhor do que trabalhar em um ambiente motivador. Ainda mais para quem atende no balcão de autopeças ou ao telefone


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| EDITORIAL

JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 168 | ANO XV | OUTUBRO DE 2020

O DESABASTECIMENTO DE PEÇAS PREOCUPA TODA A REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA Até os mais otimistas não poderiam imaginar que alguns setores da economia, como é o caso de autopeças, teriam ainda neste ano uma recuperação em “V”. Passado o período da pandemia em que o setor viveu uma forte retração, com fechamentos de fábricas ou redução de turnos, a demanda por autopeças voltou com tudo, surpreendeu muitos, e o que o mercado está enfrentando, segundo nossa reportagem de capa, é uma forte falta de itens. Em 16 de novembro, será lançado oficialmente o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. A partir dessa data, as empresas que cadastraram as chaves Pix poderão oferecer ao consumidor três formas de pagamento pelo celular ou pelo site: criando um Código QR, enviando um link de pagamento para o consumidor finalizar a transação ou emitindo uma chave de endereçamento. No Caderno Balconista Automotivo: O que te motiva na empresa? Ambiente de trabalho e salário, o quanto isso pesa? Bem, nada melhor do que trabalhar em um ambiente em que a gente se sinta motivado. Ainda mais para quem está diretamente com o cliente, lidando com vendas, seja no balcão de autopeças ou pelo telefone e mídias sociais, isso faz uma grande diferença. Segundo nossos entrevistados, há várias formas, dicas e prescrições de ações que motivam pessoas em diferentes situações.

felizmente, dá sinais de recuperação. Neste cenário, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) melhorou suas projeções para 2020 e tem uma estimativa mais otimista para a venda de veículos pesados, prevendo que o ano termine com uma queda de 18% em comparação a 2019. Antes a expectativa era de uma redução de 36%. Ainda: Confirmada para o mês abril de 2021, Automec possuirá formato híbrido. A organizadora, apesar das incertezas com relação ao surgimento de uma vacina para a Covid-19, garante a Feira; Seminário da Reposição Automotiva será virtual nos dias 17 e 18/11; Prêmio Sindirepa-SP destaca melhores marcas de reparação de veículos; Autop, que seria em formato digital, este ano, é adiada para agosto de 2022. “A hora de grasnar”, artigo do nosso colunista Fauzi Timaco Jorge; no Caderno Balconista Automotivo, Valtermário de Souza Rodrigues apresenta em sua coluna: “Um olhar pelo retrovisor do tempo”; e damos as boas-vindas a Ana Azzar, Founder e CEO da agência Greenhouse, com o artigo “Como as empresas devem se adaptar à lei de proteção de dados no ambiente digital”; e as últimas do Sincopeças-SP.

Em Pesados & Comerciais, o mercado de caminhões, com a retomada da maioria das atividades econômicas,

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MERCADO

| POR: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Pix: As vantagens para consumidores e varejistas

O novo sistema de pagamento instantâneo estará disponível em novembro

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o dia 16 de novembro será lançado oficialmente o Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. A partir dessa data, as empresas que cadastraram as chaves Pix poderão oferecer ao consumidor três formas de pagamento pelo celular ou pelo site: criando um Código QR, enviando um link de pagamento para o consumidor finalizar a transação ou emitindo uma chave de endereçamento (ver BOX). Para as pequenas e médias empresas, um dos benefícios é o fluxo de caixa, uma vez que o dinheiro

de qualquer transação ficará disponível imediatamente na conta. José Luiz Rodrigues, especialista em regulação da JL Rodrigues & Consultores Associados, explica que as transações pelo Pix poderão ser feitas em qualquer horário, dia da semana ou do ano. “Além disso, o pagamento ocorrerá em, no máximo, dez segundos. O Pix também poderá ser usado para qualquer tipo de transação, como transferências de dinheiro entre pessoas ou empresas, realizar compras presencialmente ou na internet, pagar contas domésticas, como água e luz, além de pagar taxas públicas, como a de passaportes

ou impostos, ou de serviços públicos, como o transporte público”, acrescenta. Para o varejo, ele destaca a rapidez no recebimento. “A principal vantagem é o recebimento dos pagamentos de forma muito mais rápida. Isso impacta diretamente no caixa do varejista, nos prazos de entrega, na logística em geral. O varejista terá em mãos um sistema financeiro mais rápido, prático e seguro e isso deverá impactar positivamente na gestão de seu negócio e na própria prestação do serviço”.


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MERCADO

Rodrigues vê como principal vantagem a rapidez. “Como explicado anteriormente, enquanto determinadas formas de pagamento levam dias, as transações do Pix são realizadas em segundos. Hoje se fala num tempo máximo de dez segundos, mas o Banco Central trabalha com uma média de seis segundos”.

Adaptação

José Luiz Rodrigues

especialista em regulação da JL Rodrigues & Consultores Associados

Co-fundador da Mobile2you e CTO de toda a operação tecnológica, Caio Lopes, diz que os benefícios são inúmeros para o usuário comum. “Entre eles, a nova possibilidade de pagamento ao fazer compras, podendo negociar descontos para pagamentos instantâneos, agilidade e praticidade para transacionar, diversas camadas de segurança que garantem a operação, e de acordo com o banco do usuário final, outras opções de serviços complementares podem ser oferecidas para compor a experiência”. E, para o varejo, ele ponta a oportunidade de modernizar a experiência de consumo. “Seja por meio de facilidade na gestão financeira e conciliação bancária, criação de nova interface com o cliente, ou por meio de redução de taxas de inadimplência onde o processo principal de recebimento é via boleto bancário”, exemplifica.

Transações Na avaliação de Lopes, a chegada do Pix vai ao encontro da desmaterialização do dinheiro e, brevemente, do plástico (cartões de crédito e débito). “Com o PIX os usuários poderão realizar transferências e pagamentos, 24 horas por dia, nos sete dias da semana, de forma online, com o dinheiro levando poucos segundos para ir de uma conta para a outra, inclusive entre diferentes bancos”.

Para a aceitação do Pix no varejo é necessária uma conta transacional. “O varejo, juntamente com as instituições bancárias, precisará ver a melhor maneira de disponibilizar essa nova forma de pagamento à disposição dos consumidores. É importante que esse movimento já aconteça porque as chaves de utilização do Pix estão sendo distribuídas aos consumidores, que poderão usufruir dessa inovação a partir de novembro”, explica Rodrigues. Lopes acrescenta que no processo de compra do varejo, a inclusão da opção de pagamento via Pix não afetará praticamente nada. “Há varejistas que já trabalham com QR Codes de outras plataformas de pagamento como iFood, Rappi, PicPay, entre outras. O Pix chega para unificar as opções, facilitando o recebimento por meio do QR Code do estabelecimento em si. Estabelecimento este que poderá criar benefícios para os clientes uma vez que pagarem via Pix, por meio de uma solução de fidelidade, por exemplo”.

“O Pix sobrepõe formas de pagamento, como o boleto bancário, cartões de débito e a tradicional TED." Caio Lopes,

Para o quotidiano dos usuários, diz Lopes, o pagamento via o QR Code do Pix pelo aplicativo do banco do usuário terá uma adoção extremamente alta e rápida. Já os usuários PJ, estabelecimentos comerciais em geral, devem enxergar como utilizar o Pix em seus recebíveis, com novas estratégias de vendas e com a vantagem de redução de custo.

Meios de pagamentos

“Para o usuário pessoa física, o Pix será gratuito e para a pessoa jurídica terá um custo ínfimo se comparado com TEDs tradicionais (que podem chegar a R$ 20,00) de R$ 0,01 a cada 10 transações. A chegada do Pix vai ao encontro da desmaterialização do dinheiro e, brevemente, do plástico (cartões de crédito e débito)”.

Questionados se outros meios de pagamento deixarão de existir, Lopes avalia que seguindo na desmaterialização do dinheiro, dos ATMs (automated teller machine) ou os caixa eletrônicos, cartões plásticos, documentos como RG, CPF, licenciamento veicular, entre outros, o Pix é um pilar importante para acompanhar tantas mudanças que

co-fundador da Mobile2you e CTO de toda a operação tecnológica

Caio Lopes,

Co-fundador da Mobile2you e CTO de toda a operação tecnológica

já não podem ser consideradas tendências, mas sim, realidades globais. “O Pix sobrepõe formas de pagamento, como o boleto bancário, cartões de débito e a tradicional TED. Uma vez que o Pix entrar no quotidiano da população, mostrando a segurança que está embasado e a simplificação na experiência de pagamento, alguns paradigmas serão quebrados e viveremos uma nova realidade de pagamentos digitais”. Para Rodrigues, os outros meios de pagamento continuarão a existir, mas há um entendimento de que o Pix poderá substituir determinados comportamentos financeiros, conforme a popularização do seu uso. “Como, por exemplo, ao balizar os custos das transações para patamares muito baixos com o Pix, o Banco Central está proporcionando melhores condições para que aquelas pequenas transações, típicas de prestadores de serviços autônomos, possam ser realizadas neste novo ambiente digital”. Além disso, ele coloca que por ser mais rápido, o Pix pode diminuir prazos de entrega de compras feitas pela internet. “Enquanto o boleto bancário demora um dia ou dois para registrar o pagamento, o Pix o fará em menos de dez segundos”, compara. E, ainda, que outro benefício virá para os gestores de e-commerce, que provavelmente contarão com uma redução no índice de desistência nos pagamentos via boleto, gerando melhora no fluxo de mercadorias e na gestão de estoque. “Um exemplo prático é o pagamento a um prestador de serviço autônomo por meio de um QR Code gerado pelo vendedor, com o pagamento feito pelo aplicativo da instituição financeira na qual o consumidor tem conta”. Além das vantagens acima citadas, a partir do segundo trimestre de 2021, os usuários poderão fazer saques nos estabelecimentos comerciais. Na prática, isso significa dizer que esse dinheiro poderá ser utilizado no varejo e


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MERCADO

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BC por meio dos aplicativos próprios ou do internet banking. As instituições financeiras não enviam e-mail solicitando o cadastramento do PIX. Evite aceitar convites que venham por e-mail ou mensagens no celular”.

O que muda na ponta Gerente Financeira do Mundo do Caminhão, Ana Rizzi, comenta que o Pix vem para facilitar o dia a dia das empresas. “E, principalmente, do nosso amigo caminhoneiro. As transações financeiras feitas através do Pix trazem certa comodidade para ambas as partes, pois poderão ser realizadas via celulares e em qualquer lugar do País, além de estarem com suas informações armazenadas e também protegidas pelo Banco Central”.

Kelly Carvalho,

assessora econômica da FecomercioSP

com mais clientes na loja, aumenta o potencial de vendas.

Pequenas e médias empresas Para as pequenas e médias empresas, a FecomercioSP reuniu algumas dicas aos empresários do segmento para auxiliá-los neste momento de entendimento da nova modalidade de pagamento. “O primeiro passo é fazer o cadastro das chaves PIX da empresa por meio da instituição bancária na qual se tem conta. Esta opção já está disponível nos aplicativos e no internet banking das instituições desde o dia 5 de outubro”, informa Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP. Kelly alerta para o risco de fraudes. “O cadastramento das chaves PIX deverá ser realizado diretamente na instituição financeira autorizada a operar o sistema pelo

Além disso, ela destaca o recebimento em poucos segundos. “Essa é a principal vantagem do Pix em relação aos outros meios de pagamento. Esse meio de pagamento permitirá que a transação seja efetivada mesmo que seja realizada fora do expediente bancário, agilizando o processo de compra e recebimento”. E traz vantagens também para quem opera com o comércio eletrônico, que é o caso do Mundo do Caminhão. “Em algumas situações, a compensação bancária pode levar dias, principalmente se a operação for realizada em finais de semana ou feriados. Levando em consideração o fato de recebermos o pagamento em poucos segundos, poderemos enviar com a mesma rapidez os pedidos dos nossos clientes. Esse facilitador nos permite agilizar ainda mais o processo de preparo e envio das mercadorias”. Além de redução de custos. “Sabemos que grande

Ana Rizzi,

gerente Financeira do Mundo do Caminhão

parte das operações financeiras gera tarifas altas. A partir do momento em que a empresa passa a ter grande movimentação financeira, consequentemente acaba tendo um custo maior de tarifas. Quando colocamos esse custo na ponta do lápis e comparamos com as novas tarifas do Pix, certamente notaremos uma diferença expressiva”. Em sua opinião, fazendo uma análise geral dos pontos positivos do Pix, ela diz que os principais meios de pagamento afetados serão as transferências bancárias, sejam DOC ou TED, e os boletos. “Considerando as altas tarifas de operações entre contas e também por serem opções mais demoradas para serem compensadas, principalmente quando feitas de instituições financeiras diferentes”, conclui.

FORMAS DE PAGAMENTO Código QR dinâmico e estático: O estático pode ser usado para diversos pagamentos de um mesmo valor e o dinâmico para uma única transação, por permitir apresentar informações diferentes para cada transação. Link de pagamento: Parecido com a experiência do Código QR, porém, ao invés de criar um código, o recebedor fornece ao pagador um link que, quando acessado, processa imediatamente o pagamento. Chave de endereçamento: Neste formato, a maior parte do processo é realizada pelo pagador. Ele utilizará os dados do seu cadastro no Pix para autenticar os pagamentos.


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FIQUEPORDENTRO

P O R: R E DAÇ ÃO | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Monroe fornecerá amortecedores para MERCEDES-AMG GT Black Series em 2021

Grupo Bezerra Oliveira firma parceria com PETRONAS no Maranhão

A sexta geração de supercarros Mercedes-AMG Black Series, de edição limitada, será equipada com amortecedores eletrônicos de Suspensão Inteligente CVSA2 Monroe® da DRiV. A Série GT Black oferece modos de amortecimento ajustáveis no cockpit, desde o mais confortável, até o máximo em desempenho. O sistema de suspensão eletrônica possui amortecedores semiativos, equipados com duas válvulas eletro-hidráulicas montadas externamente.

A Bezerra Oliveira, que atua nos segmentos de autopeças, motopeças e indústria, firmou uma parceria exclusiva com a PETRONAS Lubrificantes Brasil (PLB), que fabrica e comercializa uma linha completa de lubrificantes automotivos, industriais e agrícolas de alta performance. A partir de agora, a unidade de São Luís (MA) da empresa torna-se distribuidora autorizada da PETRONAS no estado.

MARELLI COFAP amplia catálogo de peças para motos

Dona de um dos maiores portfólios de peças para o mercado de reposição, a Marelli Cofap Aftermarket lança seis novos códigos entre amortecedores, tubos internos, kits de motor e kits de transmissão para motocicletas. Mesmo durante a pandemia, a empresa mantém sua programação de lançamentos e até o final do ano a previsão é lançar mais de 1000 códigos de todas as suas 65 linhas de produtos com as marcas Cofap e Magneti Marelli.

YPF BRASIL alcança 3,7% de market share no mercado de autos A YPF Brasil alcança aproximadamente 4% de market share no setor de autos. A grande responsável pela fatia de mercado é a linha Elaion, desenvolvida com tecnologia referência em preservação e melhoria de desempenho para veículos leves. Os produtos F50 e F50J são os que proporcionam à YPF Brasil o aumento de market share. Ambos os lubrificantes são 100% sintéticos e apresentam a Tecnologia Anti-Stress TAS.


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Covid-19: VALEO desenvolve equipamento capaz de eliminar mais de 95% dos vírus em ônibus

A Valeo desenvolveu um sistema de esterilização de ar em circulação nas cabines de ônibus. Após a ativação, o sistema elimina, em um único ciclo de fluxo de ar, mais de 95% dos vírus, inclusive o da Covid-19. Também age sobre qualquer bactéria ou mofo que circula no interior do veículo. Independentemente da fonte de infecção (dentro ou fora do veículo), os módulos projetados pela Valeo são eficazes durante toda a viagem, com passageiros a bordo.

TAKAO cria aplicativo para tirar dúvidas técnicas no celular do aplicador Takao lança um novo aplicativo para ser usado no celular do aplicador que vai revolucionar a relação da marca com os clientes, que tem componentes internos do motor, considerando a linha de anéis, pistões, bronzinas, juntas, bombas d'água e diversos outros componentes, em um total de mais 20 mil itens no catálogo. O app Takao foi lançado há pouco mais de um mês - disponível na Google Play e Apple Store.

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TEXACO lança Havoline Motrio 10W-40 em parceria com a Renault Lubrificante Motoristas que se preocupam com a vida útil do motor sabem que um bom óleo lubrificante é essencial. De olho nesse cuidado especial com os veículos, a Texaco e Renault, por meio de uma parceria inédita, lançam neste mês o Havoline Motrio 10W40. Havoline é a linha de óleos lubrificantes da Texaco para veículos leves, já reconhecida no mercado. Já a Motrio é a marca global de produto genuíno do Grupo Renault.

ZF AFTERMARKET reúne dicas sobre manuseio e montagem de direção eletricamente assistida Os mecanismos assistidos por um motor elétrico, quando comparados aos mecanismos de direção por assistência hidráulica, trazem algumas vantagens essenciais ao funcionamento de um veículo. A começar pela economia de energia, pois esse sistema opera somente quando a assistência é requerida. Em seguida há redução de peso, já que os subcomponentes do sistema de direção são mais compactos.


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GiPa tem novo gerente de Desenvolvimento de Negócios para Espanha e Portugal

BOSCH reconhece a excelência em qualidade de seus fornecedores A Bosch reconheceu seus melhores fornecedores no quesito de “Excelência de Qualidade” em um evento on-line realizado em 21/10. Ao todo, 23 fornecedores de diferentes setores de atuação se destacaram no último ano graças às entregas com alto nível de qualidade e zero defeito. Entre as novidades desta edição está a criação da categoria “Melhor Performance em Qualidade por Segmento de 2019”.

GiPA nomeou Nuno Rosa Garoupa como gerente de Desenvolvimento de Negócios para Espanha e Portugal, tendo como principal missão a gestão e expansão do mercado Português e contribuir para o desenvolvimento do negócio na Espanha. Nuno Rosa Garoupa tem uma vasta experiência nos setores automóvel e pós-venda, tanto em importadores de marcas como no mercado aftermarket, com diferentes responsabilidades.

BORGWARNER conclui aquisição da DELPHI Technologies A BorgWarner Inc. (NYSE: BWA) anunciou neste mês que concluiu a aquisição da Delphi Technologies. A expectativa é que a combinação da BorgWarner e Delphi Technologies fortaleça em capacidade e escala os produtos eletrônicos e eletrônica de potência da BorgWarner, criando um líder em sistemas de propulsão eletrificados que a BorgWarner acredita estar bem posicionada para aproveitar as vantagens da futura migração de propulsão.

CASTROL resgata narrativas de apaixonados por carros antigos e seus trocadores de óleo A paixão por carros antigos aliada à importância da proteção ao motor dá vida à campanha Proteção Que Faz História, desenvolvida pela Castrol para homenagear os profissionais que estão à frente da manutenção dos veículos. Em 2019, a marca instituiu o Dia do Trocador de Óleo, em 30 de outubro. Neste ano, as homenagens ocorrem ao longo deste mês por meio de histórias reais de donos de automóveis antigos e seus respectivos trocadores de óleo.


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FIQUEPORDENTRO Aftermarket Automotivo da SCHAEFFLER disponibiliza produtos e soluções em novas embalagens LWART amplia atuação e passa a coletar, destinar e transformar resíduos pós-consumo A Schaeffler – detentora das marcas LuK, INA e FAG – disponibiliza ao mercado de autopeças seus produtos e soluções de reparos em novos modelos de layout de embalagens, com conteúdo original e qualidade característica da empresa. A divisão de Aftermarket Automotivo tem realizado mundialmente um processo gradual de atualização das suas embalagens. No Brasil, os clientes Schaeffler encontram os produtos nas atuais e nas novas embalagens.

TECFIL apresenta a quinta geração de laboratórios móveis A Tecfil apresenta sua quinta geração de laboratórios móveis, a nova versão dos veículos que dão suporte a clientes em campo, e que estão equipados agora com mais tecnologia e melhor preparados para atender as demandas de mercado. Agora são quatro unidades que irão circular pelas regiões Sul, Sudeste, CentroOeste e Nordeste, realizando visitas técnicas, homologações e diversos testes de filtros.

Empresa 100% brasileira, a Lwart é responsável por coletar mais de 160 milhões de litros de óleo lubrificante usado por ano e transformar em produto nobre, a empresa passa a fazer a gestão de resíduos pós-consumo no setor automotivo e se chamar Lwart Soluções Ambientais. Atualmente, é a maior da América Latina no rerrefino de óleo lubrificante usado e único produtor de óleos básicos de alta performance do Grupo II.

COBREQ oferece linha completa de fluido de freio para linhas leve, moto e pesada O fluido de freio é um componente essencial no sistema de frenagem, usado em carros, motos, ônibus e caminhões. Sua principal função é transmitir a força usada ao pisar no pedal de freio para pastilhas e lonas de freio, fazendo o veículo desacelerar. A Cobreq, marca da TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo, conta com uma linha completa de fluidos que atende todas as demandas e exigências do mercado com qualidade e excelência.


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BRIDGESTONE desenvolve pneus Potenza para o retorno da Maserati aos superesportivos

DRiV celebra 45 anos da sua parceira Compel

Novidade: A Bridgestone é a fornecedora exclusiva de pneus para o MC20, o novo superesportivo da Maserati. Esta colaboração, entre dois líderes da indústria, marca a conquista de novos territórios, com a Bridgestone aprimorando as incríveis capacidades do novo Maserati por meio do desenvolvimento de pneus premium Potenza, com engenharia personalizada.

A Compel Automotiva, parceira de longa data da DRiV, acaba de completar 45 anos de atuação no mercado de reposição. A empresa comercializa em todo o Brasil os produtos das marcas Monroe, umas das líderes mundiais no desenvolvimento e fabricação de amortecedores; e Monroe Axios, empresa referência na fabricação de borrachas e componentes para suspensão, com um portfólio de mais de 20 mil itens.

IQA retoma treinamentos presenciais

Scopino, mecânico e professor, é embaixador da marca PIERBURG no Brasil A Pierburg, comercializada no mercado de reposição pela Motorservice, tem como embaixador no mercado o mecânico e professor Pedro Luiz Scopino, referência no setor de reparação de veículos pela trajetória como empresário, representante de entidades como Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), GOE (Grupo de Oficinas Especializadas) e da AMPB (Associação dos Mecânicos Premium do Brasil).

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva – anuncia a retomada dos treinamentos presenciais na sede da instituição, em São Paulo (SP), a partir deste mês de outubro de 2020. “Aplicamos nosso programa AutoRetorno, em parceira com o Sírio Libanês, de prevenção à Covid-19, e criamos um manual de boas práticas que enviamos aos participantes antes do treinamento”, afirma Sergio Kina, gerente de Operações do IQA.


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Como os catalisadores para motos contribuem para a melhora da qualidade do ar?

NAKATA oferece 140 itens para veículos Nissan A Nakata oferece amplo portfólio de componentes para veículos nacionais e importados, garantindo a cobertura completa da frota circulante no País. Para os modelos Nissan, a fabricante oferece uma linha com mais de 140 itens em suspensão, direção, motor, freios e transmissão. Os componentes atendem modelos como Livina e Grand Livina, March, Frontier e Versa, além de também terem aplicações em todos os outros veículos da marca.

EATON INVESTE NA MODERNIZAÇÃO DA FÁBRICA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP) A primeira fábrica da EATON no Brasil e fora dos Estados Unidos está passando por um amplo processo de modernização. Para se ter uma ideia, a unidade de São José dos Campos (SP) nasceu para atender as demandas locais de uma grande montadora americana na produção de válvulas de motor e ampliou a atuação dos negócios ao longo dos seus 63 anos, celebrados no dia 22 de setembro.

A busca por motocicletas vem aumentando nos últimos anos: hoje são mais de 26 milhões em circulação. Afinal, são uma forma de transporte rápido, econômico e uma ferramenta de trabalho, principalmente com a popularização dos aplicativos de delivery. “Como a qualidade do ar é diretamente influenciada pelas emissões de poluentes atmosféricos de origem veicular e industrial, os catalisadores exercem um papel fundamental nesse cenário”, alerta a Umicore.

SUMITOMO Rubber Industries inicia teste para serviço de gerenciamento de pressão dos pneus A Sumitomo Rubber Industries, das marcas Dunlop, Falken e Sumitomo no Brasil, iniciou o teste de prova de conceito para uma nova solução de gerenciamento de pressão de pneus, que permite o monitoramento remoto e temperatura dos pneus como parte da cooperação da ShinIdemitsu Co. e sua subsidiária do grupo IDEX Auto Japan Co., bem como parceiros na TripodWorks Co., e uma das subsidiárias de vendas de pneus: DUNLOP TIER KYUSYU.


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ESCASSEZ GENERALIZADA DE AUTOPEÇAS E como as indústrias, distribuidores e varejistas estão lidando com essa situação

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P O R: K A R I N F U C H S | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Fundador da 2D Consultores Associados, Marco Flores explica que vários fatores têm levado ao desabastecimento. Especialista em autopeças, já no primeiro semestre ele previa que haveria um aumento de demanda, mesmo naquele cenário em abril e maio em que tudo indicava que o Brasil viveria uma depressão econômica, ou seja: trimestres consecutivos de queda do PIB. “E a minha leitura era que o mercado voltaria em V. Talvez se eu tivesse uma indústria com dois mil funcionários, a minha previsão fosse mais contida”. Previsão que foi certeira e ele acredita que isso não será somente uma bolha no segmento automotivo, ao contrário, a demanda aumentará e um dos principais fatores está relacionado à segurança sanitária. “Entendo que é uma nova demanda relacionada à mobilidade

urbana e vários estudos mostram isso. O que vai criar uma exponencial utilização de veículos próprios”. Sobre os fatores que resultaram na falta de peças, Flores começa por falar dos insumos. “Insumos para a indústria é uma decisão de compra programática. Não é uma decisão de compra chamada de eficácia imediata, como é a do varejo. Além disso, parte dos insumos é importada. Desde o pedido até a entrega esse processo leva em média 90 dias. Portanto, os insumos que elas receberam em setembro foi o que elas compraram no final de maio ou início de junho, em uma época em que o cenário era bem diferente do atual”.

Marco Flores,

fundador da 2D Consultores Associados

De maneira geral, as indústrias acreditaram que o movimento de retomada seria em “U”: uma recuperação


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preços. A exemplo da tonelada de aço, cotada em US$ 93, em janeiro deste ano, e que chegou a US$ 124, em 31 de agosto, fora a variação cambial. “O que também aconteceu aqui, dado que alguns insumos são comprados diretamente do fabricante ou de alguns canais de distribuição, a indústria de autopeças foi impactada pelo aumento de preços. Os aumentos de preços que aconteceram até agora são uma parte, a outra parte, as indústrias terão que repassá-los no último trimestre deste ano”, conclui.

Termômetro Para medir o quanto o desabastecimento está afetando o mercado, Ranieri Leitão, presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce), conta que foi feita uma pesquisa com varejistas e centros automotivos. “A pergunta foi: Em que nível está a entrega dos distribuidores quando vocês fazem a compra? A resposta foi praticamente unânime: - Nós compramos 10 itens e só recebemos 6, e de alguns distribuidores menos do que isso. Levando isso em consideração, o índice de desabastecimento é em torno de 40%”.

mais lenta e que pode levar até dois anos para chegar ao patamar de antes da pandemia. “Principalmente no período da pandemia, a redução da demanda fez com que as indústrias lessem no mercado uma grande demora ou que nem retornaria nesse ano, talvez só no começo de 2021. Mas teve uma recuperação em “V” e para piorar não foi somente o nosso segmento que fez esse movimento, como também o da construção civil, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, entre outros”. Os insumos do mercado de autopeças são comuns em outros setores que tiveram um grande movimento para cima, isso fez com que a falta de mercadorias só se agravasse. Outro fator que contribuiu negativamente foi a desvalorização cambial e as exportações dispararam. “Parte da produção nacional de alguns insumos foi preponderantemente exportada. O volume de exportação de aço, por exemplo, que era de cerca de 50% da produção nacional, passou para quase 80%”. Citando um estudo da FIESP, com a participação de 314 indústrias, Flores conta que 50% dos participantes disseram que no final de agosto estavam tendo um enorme problema para conseguir insumos. Lembrando que a decisão de compra é programática, “o que foi comprado no final de abril chegou no final de junho ou

Para driblar esse transtorno, o caminho tem sido buscar novos fornecedores e até comprar a peça com um valor mais alto. “Porém, os clientes não estão compreendendo esse aumento de preço exacerbado. Precisamos ter dois cuidados: atender o cliente, o que é necessário, mas atendê-lo sem um aumento exorbitante para que ele não imagine que a empresa está querendo explorá-lo”. Na opinião de Leitão, “só teremos um ajuste

Ranieri Leitão,

presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce)

no início de agosto”, ele diz que a atual falta de insumos é corrigível, porém, corrigível programaticamente. “O que me faz prever que a normalização só acontecerá no próximo ano, a partir de fevereiro”. Pelo estudo da FIESP, entre os principais insumos que faltam, em primeiro lugar está o papelão, seguido pelo aço e pelas resinas, como as que compõem o produto plástico. Todos eles são usados na indústria de autopeças e foram também os que tiveram maior aumento de

Edison Carvalho Vieira,

Head of Sales & Marketing – Brazil Aftermarket da DRiV (amortecedores Monroe)


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de conduta para diminuir o desabastecimento por volta de fevereiro ou março de 2021”.

O que dizem os fabricantes Head of Sales & Marketing – Brazil Aftermarket da DRiV (amortecedores Monroe), Edison Carvalho Vieira conta que com a pandemia o setor de autopeças inicialmente suspendeu as compras de forma abrupta,

“O que também aconteceu aqui, dado que alguns insumos são comprados diretamente do fabricante ou de alguns canais de distribuição, a indústria de autopeças foi impactada pelo aumento de preços. Os aumentos de preços que aconteceram até agora são uma parte, a outra parte, as indústrias terão que repassá-los no último trimestre deste ano”.

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isto também está impactando os custos na aquisição das matérias-primas”, diz Vieira, acrescentando que a perspectiva para este segundo semestre é de aumento de demanda comparado ao mesmo período do ano de 2019, e de crescimento nas vendas até março de 2021. “Para atender a esta demanda, contratamos cerca de 100 pessoas em nossas operações de produção e logística, e também antecipamos com nossos fornecedores as estimativas de consumo para os próximos seis meses”.

MARCO FLORES, fundador da 2D Consultores Associados

Marcelo Sanches,

diretor de Aftermarket Latam da Dayco

e que com a recuperação rápida dos últimos meses, as indústrias estão enfrentando dificuldades com a cadeia de fornecimento de matéria-prima, principalmente de aço e embalagens, itens que estão presentes em vários setores produtivos. A defasagem é de cerca de 20% do volume total. “E

Amaury Oliveira,

diretor Executivo de Aftermarket para a América do Sul da Delphi Technologies


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autorizamos fretes especiais com mínimo possível de repasse aos preços e intensificamos sinergia entre os diversos CD´s da Dayco espalhados pelo mundo, buscando ajuda mútua”.

Marcos Nunes Bezerra, diretor Comercial do Grupo Bezerra Oliveira

E, segundo ele, com uma vantagem competitiva. “Atendemos o mercado com cerca de 90% de produção local, o que neste momento é uma vantagem competitiva ante a variação cambial e velocidade nas respostas no processo fabril”. Para Vieira, o setor deve planejar suas necessidades com prazo maior neste momento, pois a visibilidade de compras futuras é o que vai ajudar no planejamento da cadeia de fornecimento. Na Dayco, o diretor de Aftermarket Latam, Marcelo Sanches, mostra um cenário similar. “A forte recuperação na demanda por peças no AM vem causando falta de matérias-primas e insumos em geral por toda a cadeia produtiva. Esse parece ser um problema não específico do AM brasileiro, mas mundial. E o acréscimo tem sido percebido de forma homogênea em todos os produtos comercializados pela Dayco, porém a escassez de matérias-primas e insumos se mostra mais preocupante em relação ao aço e papelão”.

Sanches comenta que no curto prazo (3 meses) algum desabastecimento será inevitável. Já no médio e longo prazos, “nós estamos incrementando a produção local e acelerando processo de validação de fontes alternativas. Nosso investimento na nova fábrica instalada em Indaiatuba (SP) também tem contribuído de forma muito positiva nessa retomada, pois proporciona maior agilidade devido à integração de processos, pessoas e logística”.

José Augusto Dias (Jô), Amaury Oliveira, diretor Executivo de Aftermarket para a América do Sul da Delphi Technologies, informa que o desabastecimento é algo que já atingiu os seus fornecedores em diferentes matérias-primas. “Consequentemente, esse cenário resultou na dificuldade de finalização de determinados produtos”. E que por conta da preparação na pré-pandemia, eles conseguiram manter os volumes de entrega por um período mais longo. “Neste momento, estamos agindo em busca de soluções com fornecedores locais para continuar atendendo a demanda sem permitir que faltem determinados produtos”. Conforme ele, é perceptível o aumento em todas as linhas, mas, principalmente, nos produtos de linha Diesel, que não foram afetados pela pandemia. Sobre esse segundo semestre, “acreditamos que o mercado passou por uma alta nos últimos meses e a demanda no segundo semestre está superior ao previsto no início do ano. Estamos administrando o estoque com mais assertividade para garantir produtos a todos os clientes”.

Para lidar com essa situação, ele conta que a Dayco vem buscando alternativas para suprir essa escassez geral dentro de sua rede de CD´s espalhada por todos os continentes, visando minimizar ao máximo os impactos no nosso mercado. “Estamos também procurando acelerar processo de validação de fontes alternativas de suprimento sem, contudo, abrir mão do padrão de qualidade exigido para nossos produtos”. Para este segundo semestre, ele diz que é esperado um aumento de cerca de 40% na demanda em comparação com o primeiro. “Nenhum elo da cadeia de suprimentos parece estar preparado para tal crescimento. Nós voltamos a operar com três turnos de produção, contratamos mão de obra adicional tanto em caráter permanente como temporário,

diretor Comercial da Odapel

Questionado qual seria o caminho para evitar o desabastecimento, Oliveira avalia: “é difícil falar sobre como evitá-lo em um momento em que a maior parte dos fornecedores já está enfrentando falta de matériaprima. A empresa se preparou melhor no antes para não sentir tanto no agora. A produção local tem sido uma ótima opção para suprir esse aumento de demanda e permitir que a Delphi Technologies continue cumprindo seus compromissos de entrega”.

A situação dos distribuidores No Grupo Bezerra Oliveira, Marcos Nunes Bezerra, diretor Comercial, comenta que esta situação não é de agora. “Estou no mercado há 37 anos e esta situação vem se agravando nos últimos 20 anos. Para tentar ter competitividade, a indústria começou a enxugar demais seus estoques. Ela não tem estoque de matéria-prima para garantir dois ou três meses, o que ela produz hoje, ela entrega no dia seguinte”. Para driblar este percalço, Marcos conta que o posicionamento estratégico da Bezerra Oliveira sempre foi o de ter mais estoque. “Isso foi o que fez com que os últimos meses tenham sido surpreendentes para nós, porque falta muita mercadoria no meu concorrente e o mercado virou-se para nós e passamos a vender bem mais. Mas, agora, a minha gordurazinha começou a emagrecer e eu não queria entrar nessa dieta. Estamos precisando de mais mercadorias”.

Claudia N. Bezerra Holanda, diretora Financeira Grupo Bezerra Oliveira

Na opinião da diretora Financeira, Claudia Nunes Bezerra Holanda, a situação é admissível. “Falta um planejamento que tenha mais gordura por parte das indústrias e a nossa esperança é que isso seja resolvido


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sempre fizemos: trabalhando muito na reposição e no planejamento dos nossos estoques”.

o mais rápido possível, porque ninguém esperava pelo que está acontecendo e ninguém quer perder venda. É completamente admissível o que está acontecendo, porque ninguém esperava esse aumento de demanda. A Bezerra Oliveira trabalha com um estoque para três ou quatro meses, se não tivéssemos nos preparados com esse estoque, com certeza, teríamos sofrido bem mais”. O mesmo tem sido vivenciado na Odapel, conforme conta o diretor Comercial, José Augusto Dias (Jô). “A Odapel sempre trabalhou com um estoque bem ajustado, então não sofremos tanto. Principalmente no começo da pandemia houve uma queda de vendas e os nossos estoques que eram de três meses no primeiro mês, virou cinco. Voltamos a comprar normalmente a partir do dia 25 de abril, comprando o que estávamos vendendo e tentamos manter a originalidade da quantidade de estoque do começo da pandemia”. Passados quatro meses, fala Jô, a situação começou a ficar um pouco mais difícil. “As vendas começaram a aumentar em uma velocidade que a gente não esperava e acabamos queimando o estoque. Não que eu não consiga atender o meu cliente, pois se eu não tenho uma peça da marca X, eu tenho a da marca Y. O nosso índice de atendimento é em torno de 98%, 99% e agora está em torno de 96%, 97%. Dificuldades todos estão passando, mas nós um pouco menos pela quantidade de estoque que sempre tivemos na nossa casa”.

Foco no cliente Na avaliação de Ana Paula Cassorla, diretora de Marketing e Compras da Pacaembu Autopeças, “o mercado de distribuição está consumindo seus estoques e a reposição está lenta por parte da indústria. Por isso,

Ana Paula Cassorla,

diretora de Marketing e Compras da Pacaembu Autopeças

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Pressão no estoque

Carlos Eduardo Monteiro de Almeida (Cacai), diretor e proprietário da Auto Norte

nós estamos encontrando falta de produtos no mercado. Além do efeito de falta de produtos, estão havendo muitos aumentos de preços, o que vai impactar bastante no bolso do consumidor final, seja ele frotista ou dono do carro”. A Pacaembu é uma empresa focada 100% em autopeças para veículos comerciais e a venda de peças para caminhões está bem aquecida. “A demanda já está alta. A questão é saber se ela vai continuar aquecida ou se estamos passando por um período especulativo onde as empresas buscam reabastecer seus estoques. De qualquer forma, entendemos que até dezembro, janeiro, a demanda deve continuar aquecida, pois a indústria regularizará sua carteira, recontratando equipe, colocando a roda para girar na mesma velocidade anterior à crise”. De um jeito ou de outro, comenta Ana Paula, a indústria vai se reorganizar e o mercado vai se normalizar. “Esperamos que as demandas atuais se mantenham e cresçam sustentadas pelo crescimento da atividade econômica brasileira. Temos uma grande frota circulante que precisa de manutenção para circular com segurança e, neste momento, as pessoas estão buscando retomar suas vidas, suas atividades com novos hábitos que valorizam saúde e segurança”. Ela acrescenta que a Pacaembu possui uma estrutura forte de estoque e logística e conta com 30 filiais, todas com estoque e equipe comercial. “O cliente tem uma grande chance de encontrar o que procura, pois se não temos na filial mais próxima podemos atendêlo por outra unidade. Vamos sempre fazer o possível para conseguir atender à necessidade dos nossos clientes no menor prazo possível. Continuamos como

Diretor e proprietário da Auto Norte, Carlos Eduardo Monteiro de Almeida (Cacai), afirma que o caminho é aumentar o estoque. “O desabastecimento já afetou os negócios, pois muitos fabricantes não estão entregando mercadorias e nós não estamos atendendo os nossos clientes como gostaríamos. Não dá para mensurar qual é a proporção de desabastecimento, uma vez que são vários fabricantes, de várias linhas de produtos diferentes. O único jeito é aumentar o estoque”. Para este segundo semestre, ele prevê que a demanda aumentará ainda mais. “Com certeza vai haver um aumento de demanda na região (Nordeste), pois temos a safra da cana-de-açúcar e, historicamente, o segundo semestre sempre foi melhor que o primeiro. Para atender a demanda, estamos aumentando o prazo médio de estoque”. Por parte dos fabricantes, ele analisa que o único jeito seriam eles aumentarem também os seus estoques. “Assim como nós, distribuidores, estamos aumentando para atender a demanda deste momento. Nós temos que surfar essa onda”.

Importação Roland Setton, diretor Comercial da Isapa, comenta que, de fato, os problemas nas cadeias de suprimentos estão influenciando negativamente na produção de autopeças para o mercado de reposição. “Somado a esse fato, verificamos um aumento de demanda na ponta, em nossa opinião, de maneira reprimida em decorrência da pandemia”.

Roland Setton,

diretor Comercial da Isapa


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que o primeiro. “Sendo assim, o aumento está previsto. Para poder atender satisfatoriamente o varejo, os pedidos estão sendo reforçados, mas como dito anteriormente, as fábricas não estão conseguindo acompanhar a demanda”.

Alcides Acerbi Neto,

diretor Comercial da Jahu Borrachas e Autopeças

No caso específico da Isapa, a maioria das peças comercializadas é importada, portanto, os problemas estão mais ligados à desvalorização cambial do que à dificuldade na cadeia de suprimentos. “Nosso estoque atual está atendendo às necessidades do mercado, porém, estamos verificando um aumento na demanda de nossos produtos. Por isso, nós estamos aumentando as compras no exterior, para nos adequar à atual situação”. Ele defende que o aumento da produção local é um caminho para evitar o desabastecimento de peças no mercado. “Mas, muitas vezes, são necessários investimentos que demandam tempo de maturação. Além disso, a previsão de demanda para o próximo ano está ainda nebulosa, o que dificulta a decisão de investimento no aumento de capacidade de produção”.

Ruptura

Em sua avaliação, a produção local conseguiria atender o mercado, desde que tivesse matéria-prima e insumos para isso. “Porém, as commodities simplesmente sumiram do mercado. Itens como aço, plástico, borracha e óleo, entre outros, estão sendo disputados entre fabricantes de diversos setores e até papel/papelão para embalagem está faltando”. Ele defende a flexibilização da importação de insumos e matérias-primas para a indústria local.

Agravado nas curvas D e E Diretor da Unidade de Negócios da DPK Distribuidora de Autopeças, Armando Diniz Filho, conta que os meses de março e abril foram desastrosos, as vendas caíram cerca de 65%, e que em a partir de junho as vendas foram voltando à normalidade. “Em julho já estavam em 85%, agosto chegou a 90% e agora está quase igual ao mesmo patamar do período de pré-pandemia”. E assim como todo o mercado, eles também estão sofrendo com o desabastecimento. “Muitas fábricas ainda não conseguiram acertar o nível de produção para o abastecimento. Os índices de ruptura de produtos estão muito grandes, antes, era de oito a dez dias o tempo para a fábrica produzir e nos entregar, hoje está em torno de quinze a vinte dias. Isso gera um descompasso no planejamento de produto”. Mais ainda, nos produtos enquadrados nas curvas D e E. “Percebemos que algumas fábricas estão dando

Na Jahu Borrachas e Autopeças, o diretor Comercial, Alcides Acerbi Neto, diz que houve um descolamento entre a retomada do varejo com a retomada das fábricas, agravados pela escassez de matéria-prima e insumos, resultado disso é o desabastecimento de peças. “Hoje, estimamos a ruptura dos estoques em torno de 25%. Para minimizar, nós estamos colocando programações junto às fábricas e oferecendo produtos similares até os níveis de estoques voltarem ao normal”. Ele informa que a demanda em produtos tem sido geral. “Não existe uma linha específica de peças pedida, o mercado está por consumir todos os tipos de produtos para a reposição dos estoques e o desabastecimento ou ruptura ainda é uma preocupação”. E que, historicamente, o segundo semestre é sempre melhor

Murilo Soler,

gerente de Logística América Latina da SKF

Armando Diniz Filho,

diretor da Unidade de Negócios da DPK Distribuidora de Autopeças

preferência à produção de produtos das curvas A e B, então, a venda das C e D perdida é muito grande; o índice de ruptura é muito grande. Várias fábricas começam a melhorar um pouco mais esse suprimento, o que temos discutido e tem vindo deles é que realmente entrará em um nível normal somente em janeiro de 2021”.

Aproximação com os fornecedores Murilo Soler, gerente de Logística América Latina da SKF, conta que por diferentes razões, conforme o tipo de produto e aplicação, a cadeia de autopeças já sentiu reflexo no abastecimento dos estoques. “Em geral, com a forma abrupta em que o mundo se deparou com a Covid-19, as ações de quarentena, isolamento social e os fechamentos de fronteiras internacionais geraram o efeito “chicote” com a interrupção da cadeia de suprimentos”. Percentualmente, ele informa que a disponibilidade de peças teve uma queda de 30% para pedidos recebidos. “E a nossa principal ação foi se aproximar dos fornecedores, entender a real capacidade de fornecimento e, em conjunto, traçar planos para reverter a carteira em atraso de toda a cadeia. Durante essa crise, ficou muito clara a necessidade de planejamento colaborativo para buscar aumentar o nível de serviço, onde é chave a análise de demanda para correta decisão de reposição dos estoques”. Ele acrescenta que o alinhamento entre cada parte da cadeia de fornecimento é crucial, assim como decisões estratégicas para replanejar a cadeia e encontrar maneiras de acelerar o nível de disponibilidade e oferta ao mercado. “O fluxo importante para preparação dos estoques


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desabastecimento de estoques, e mais rápida as ações de reversão em uma crise”. E, ainda, “o uso de tecnologia com certeza também é um diferencial, portanto investir no conceito de SC4.0 buscando conectar toda a cadeia e seus estoques, cadenciar as produções e prover informações em tempo real para cada parte são ações imprescindíveis para reduzir o índice de desabastecimento de peças no mercado”.

João Pelegrini,

fundador do Grupo Pelegrini

começa em um alinhamento com especialistas em vendas através de um fórum de S&OP, e a propagação dessa demanda para o restante da cadeia”. Com esse alinhamento, Soler destaca algumas decisões tomadas para melhorar o nível de serviço: localização de fornecedores estratégicos, suporte de produção, desenvolvimento junto com time de compras de opções novas de fornecedores para atender alta de demanda e alinhamento de estoque de segurança em toda a cadeia. “Outro ponto de grande importância foi um projeto de otimização do centro de distribuição na SKF, concluído no primeiro semestre”. Além disso, a empresa está investindo em tecnologia e digitalização para a obtenção de informações de demanda, com dados mais assertivos, o que colabora para um planejamento mais eficaz. “E a busca pela melhoria contínua em nossos processos internos, com foco no cliente, tem sido de grande importância para alcançarmos um melhor desempenho. É fundamental para reverter o desabastecimento causado pela crise da COVID-19 a colaboração e aproximação de todos os pontos da cadeia de suprimentos”. Ele esclarece que o processo de S&OP, onde vendas e operações decidem as estratégias baseadas em análises de históricos e inputs de especialistas sobre o futuro, é essencial para evitar desabastecimento e manter alto nível de serviço. “Esse alinhamento gera valor para toda a cadeia por traçar planos que não oneram nenhum player, mas sim geram redução de custos e aumento de ganhos tanto para o cliente final, quanto para fabricantes e fornecedores. Quão mais eficiente, livre de barreiras e colaborativo for o alinhamento na cadeia de suprimentos, menores serão as chances de ter

Jesse Perim,

“Estou no mercado há 37 anos e esta situação vem se agravando nos últimos 20 anos. Para tentar ter competitividade, a indústria começou a enxugar demais seus estoques. Ela não tem estoque de matériaprima para garantir dois ou três meses, o que ela produz hoje, ela entrega no dia seguinte”. MARCOS NUNES BEZERRA, diretor Comercial do Grupo Bezerra Oliveira

No varejo Fundador do Grupo Pelegrini, João Pelegrini, comenta o quanto a situação está complicada. “Estão faltando peças e a previsão é que isso só se normalize em 2021. Faltam insumos, principalmente de papelão para embalar as peças, e de aço e plástico para produzi-las. Outro ponto importante, os chineses estão produzindo mais do que nunca, o nosso País ficou barato (câmbio), o que aumentou exacerbadamente as exportações”. Além disso, ele lembra que “no período da pandemia

diretor Comercial da Perim Autopeças

as fábricas ficaram dois meses paradas ou reduziram os turnos, ou dispensaram funcionários, e agora estão precisando recontratar, o que não acontece do dia para a noite”. Em sua opinião, houve um descompasso: um consumo exacerbado internamente e inesperado, as exportações que dispararam e a redução do ritmo de produção das fábricas. Nesse cenário, Pelegrini conta o que eles estão fazendo para minimizar essa situação. “Nós temos um organismo muito grande de dedicação para que o problema seja resolvido. Vamos atrás de quem tem a peça, porém, o preço está subindo e já tem muitas pessoas esperando por determinados produtos em um prazo maior, pois ele não é encontrado em lugar nenhum. É uma situação que não imaginávamos antes, então, vamos ter que conviver com isso”.

Novos fornecedores Na Perim Autopeças, o diretor Comercial, Jesse Perim, expõe a situação, dividindo-a entre as linhas leve e pesada. “Desde junho já estamos sofrendo com o desabastecimento. Como a linha pesada foi classificada como serviço essencial nas autopeças, sofremos muito pouco com a crise, no final de março até parte de maio. Da segunda quinzena de maio para cá, tem crescido muito a demanda e os fabricantes não estão dando conta e o desabastecimento está piorando cada dia mais”. Na linha leve, ele diz que a retomada está um pouco mais lenta. “Demorou um pouco mais para voltar esse mercado, ele está se recuperando, mas não como o da linha pesada, até porque caminhão é uma ferramenta de trabalho. Mas, como muitas fábricas produzem para ambas as linhas, a situação acaba sendo a mesma”. Além


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aumento dos preços”.

da alta do dólar, o que impacta nas importações de peças e insumos e, consequentemente, no aumento de preços.

Segundo ele, tudo indica que a demanda crescerá até final do ano. “Nós estamos tendo que diversificar nossos estoques em marcas similares, na necessidade de ter determinado produto, minimizando as faltas. E disparou o sistema de delivery e nós tivemos que aprimorar e aumentar a estrutura, pelo atual momento. Estamos também investindo em vendas online e marketing digital como alternativas para manter as vendas”.

“A demanda está superior à demanda normal, e o que está acontecendo é essa bolha: o fabricante não consegue dar conta de produzir, o varejo não está estocado e muito menos o nosso cliente, ele compra quando quebra o caminhão. Mesmo considerando que esta super demanda foi para cobrir a lacuna do período da pandemia, isso já foi superado e ela está muito superior ao mesmo período do ano passado”. Na Perim, eles lidam com essa situação da seguinte forma: “além do desabastecimento, uma das dificuldades enfrentadas é de aumento de preço, todos os dias por parte de alguns fabricantes. Nós estamos tentando desenvolver novos fornecedores, colocando pedidos para muito mais tempo de estoque, quem consegue nos atender, ótimo, quem não consegue, paciência. E focamos muito no importado, pois eles estão com menos dificuldades, mesmo com o dólar alto, estamos tendo que buscar peças fora”.

Marcelo Gianantonio,

proprietário da Auto Peças Gian

Marcelo Gianantonio, proprietário da Auto Peças Gian, conta que em nenhum momento eles pararam, houve uma queda brusca de movimento durante a pandemia e agora, a retomada. “Ainda abaixo do que era antes (85% do faturamento) e um dos motivos é a falta de peças em todas as linhas. Automaticamente, está ocorrendo

Para finalizar, Gianantonio afirma que o mercado necessita aumentar a produção, pois a rede de distribuição está com estoque muito baixo, devido à parada de algumas fábricas na quarentena. “Além disso, outra iniciativa para minimizar esse problema, no meu entendimento, seria o Governo reduzir os impostos de importação para compensar a alta do dólar, visto que nosso mercado de autopeças depende muito dos importadores”.


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OBRIGADO! Obrigado a todos que participaram e assistiram às 36 lives do Balcão Automotivo E, finalmente, obrigado a todos os patrocinadores dessa jornada que teve início em 23/abril /2020 OBRIGADO APLIC RESOLIT, OBRIGADO AUTOSHINE, OBRIGADO BORGWARNER OBRIGADO CORTECO, OBRIGADO CVN AUTOPARTS, OBRIGADO DAYCO, OBRIGADO ISAPA , OBRIGADO MONROE AMORTECEDORES, OBRIGADO MONROE AXIOS, OBRIGADO MOTORCRAFT, OBRIGADO M&E LOGÍSTICA, OBRIGADO NGK, OBRIGADO NIDEC, OBRIGADO NYTRON, OBRIGADO SK DISTRIBUIDORA, OBRIGADO SKF, OBRIGADO WEGA, OBRIGADO ZF


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O P I N I ÃO

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MOMENTO ECONÔMICO

A HORA DE GRASNAR | POR: FAUZI TIMACO JORGE*

A

economia nos proporciona meios técnicos de preciosa utilização nestes momentos de queda da atividade econômica por que passa o mundo como um todo. Um destes elementos é o que diz respeito ao comportamento da quantidade demandada como consequência direta das variações dos preços praticados nos diversos segmentos de mercado. Trata-se da elasticidade-preço da demanda, um aspecto relevante na análise microeconômica – ramo da ciência econômica que focaliza a teoria do consumidor, a teoria da produção e a teoria do preço. Na sua forma mais simples, este conceito nos aponta a consequência direta da redução ou aumento do preço de um bem sobre a quantidade demandada deste mesmo bem. Conhecido o coeficiente de elasticidade-preço da demanda Edn, dado pela relação entre a variação percentual da quantidade demandada e a variação percentual do preço do produto, tal que

"E" _"dn" "= " "Variação % da quantidade demandada do bem n" /"Variação % do preço do bem n" é possível estimar qual seria a repercussão de certas reduções do preço praticado sobre a receita total da firma. Essa ferramenta de microeconomia nos indica, sem fazer qualquer outra conta mais complicada, se uma redução de preço de 10%, por exemplo, provocaria aumento ou redução da receita total, definida pela multiplicação do preço pela quantidade vendida. Se este coeficiente de elasticidade-preço da demanda Edn for maior do que |1|, caracteriza-se uma demanda elástica em relação a preço. Qualquer variação percentual do preço praticado levaria, portanto, a um aumento da quantidade demandada numa proporção maior do que essa variação percentual do preço, por exemplo, em 20%. Como consequência, a receita total da firma

*Mestre em Economia pela PUC/SP. Exerceu função executiva em empresas nacionais e estrangeiras nas áreas de vendas, exportação e planejamento. É sócio-gerente da Timaco Planejamento Empresarial desde 1994, uma consultoria na área de planejamento empresarial. Atua como Professor-Tutor no Pós-Graduação Online em Gestão Financeira do sistema FGV Online, desde 2010. Em suas atividades acadêmicas consta a coautoria de diversos livros versando sobre Economia, Finanças e Controladoria

aumenta, mesmo com redução do preço praticado. Para uma verificação do que ocorreria com a receita total da firma, utilizemos o percentual de redução do preço aqui sugerido de 10% e, como consequência, um impacto de 20% a mais na quantidade demandada do bem. Logo, a receita total, dada pela multiplicação dos preços praticados e quantidades vendidas, sairá, por exemplo, de R$ 10.000,00 quando o preço for R$ 100 e a quantidade vendida for 100, para R$ 10.800,00 quando o preço passa a ser R$ 90 e a quantidade saltar para 120, em razão das variações percentuais aqui apontadas. E todos os agentes ficarão felizes: o consumidor que pagou menos, a indústria que produziu mais e os governos estaduais e municipais - que não reduziram seus tributos - abocanharão uma parte maior desta Receita Total. Teoria à parte, vamos relembrar alguns momentos específicos do nosso passado recente. Por pesquisas diretas, se concluiu que bens de consumo duráveis, de maneira genérica, respondem mais do que proporcionalmente às variações de preço. Logo, sua demanda é elástica em relação a preço. Esses bens compreendem os produtos da chamada linha branca – geladeira, fogão, máquina de lavar – e os veículos automotores, onde se incluem os automóveis, caminhões e autopeças. Por conta desta observação sobre o tipo de elasticidade-preço da demanda, o governo federal decidiu, na gestão de Guido Mantega como Ministro da Fazenda naquela época, promover a redução ou mesmo eliminação de um dos impostos federais - o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) - e, com esta medida, alavancar a atividade econômica, pelo aumento da quantidade demandada. A indústria de carros e seus componentes e a indústria de produtos da linha branca observaram um crescimento das vendas, com

aumento da produção. O ano de 2012 apresentou um crescimento diferenciado para a indústria destes bens de consumo duráveis. Segundo o IBGE, conforme registra o Estadão, “a redução do IPI fez com que a categoria de bens de consumo duráveis apresentasse desempenho bem diferente do setor industrial como um todo. Enquanto os bens duráveis apontaram avanço de 9,4% em outubro e novembro, na comparação com o mesmo período de 2011, o total da indústria cresceu apenas 0,8%”. Não seria o caso, então, de um lobby [grupo de pressão] da indústria destes bens de consumo duráveis junto ao Governo Federal por meio de suas Associações de Classe, para uma retomada da eliminação deste IPI, reduzindo o preço de mercado de seus produtos, para uma alavancagem dos negócios neste momento de sensível queda da demanda agregada? Aí nesse apelo se juntariam os governos municipais e estaduais, que teriam uma ampliação de sua receita tributária na razão direta do aumento do volume de vendas da indústria. Evidentemente, outros setores, como é o caso dos bens de capital, também poderiam aderir a estes apelos, considerando os efeitos benéficos sobre a quantidade demandada de seus produtos. A repercussão de um aumento da


| BALCÃO AUTOMOTIVO | OUTUBRO DE 2020 |

ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA: comportamento da quantidade demandada como consequência direta das variações dos preços praticados nos diversos segmentos de mercado. demanda de bens de capital se faz sentir diretamente sobre a produtividade, fator por excelência de crescimento econômico. Como devem ter notado, a fórmula da elasticidadepreço da demanda não indica variação percentual de preço para mais ou para menos. Isso porque, conceitualmente, aumento de preço leva a uma queda da quantidade demandada e redução de preço leva a um

aumento da quantidade demandada, coeteris paribus, ou seja, com tudo o mais constante. Se a eliminação de tributos incidentes sobre a base consumo, ao contribuir para a redução do preço de mercado, leva a um aumento da quantidade consumida, o efeito inverso também é verdadeiro: ao retornar o IPI na sua extensão sobre tais produtos, o preço de mercado aumenta. Como consequência, presenciamos substancial queda da quantidade demandada destes produtos, carros-

chefes da economia. Colbert, controlador geral das finanças do rei Luiz XIV, da França, citado por Hélio Beltrão, colunista da Folha de S.Paulo, apregoava: “A arte da tributação é a arte de depenar o ganso, obtendo o máximo de penas com o mínimo de grasnidos”. E o colunista pergunta: “É HORA DE GRASNAR?”.


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SETOR DE CAMINHÕES REALIZA PROJEÇÕES MAIS OTIMISTAS PARA 2020 Em crescimento: com 26 anos recém-completados neste mês, a Bravo Caminhões e Ônibus tem rendimento melhor do que 2019 e atinge recordes com marca histórica de R$ 9 milhões no pós-venda


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TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

O

mercado de caminhões, com a retomada da maioria das atividades econômicas, dá sinais de recuperação. Neste cenário, a Associação Nacional dos Fabricantes

de Veículos Automotores (Anfavea) melhorou suas projeções para 2020 e tem uma estimativa mais otimista para a venda de veículos pesados, prevendo que o ano termine com uma queda de 18% em comparação a 2019. Antes a expectativa era de uma redução de 36%. Na Bahia, por exemplo, as perspectivas seguem na mesma direção, apesar de ainda existirem incertezas em relação à pandemia da Covid-19. Completando 26 anos neste mês de outubro, a concessionária Bravo Caminhões e Ônibus alcançou resultados

volume expressivo para este ano", diz.

ainda mais promissores, registrando uma queda de apenas 10,7% no volume

Novidade - Lançado este mês, o caminhão

de caminhões faturados até setembro em relação ao mesmo período de 2019.

Meteor, o novo cavalo mecânico da

"Mesmo com essa redução no volume de caminhões faturados, a rentabilidade deste ano está superior a 2019. Além disso, o pós-venda superou nossas expectativas e atingiu seguidamente três recordes de venda", destaca Marcelo Cruz, diretor Comercial da Bravo Caminhões e Ônibus. Para ele, a performance é fruto da oferta atrativa de crédito no mercado, taxas competitivas abaixo de 1%, queda na inadimplência e o aquecimento de alguns segmentos. Segundo

Alessandra

Lobo,

Volkswagen, chega com motores de 460 cv e 520 cv. A nova família de extrapesados Meteor tem os maiores veículos da marca. As duas versões disponíveis no momento, o 28.460 6x2 e o 29.520 6x4, têm o mesmo motor, MAN D26, com seis cilindros turbodiesel de 13 litros em versões desenvolvidas e

diretora

executiva da concessionária, "mesmo com a recuperação, as projeções são cuidadosas, já que o cenário continua incerto. Estamos traçando estratégias para planejar nossa atuação de forma mais assertiva. Uma das medidas que nos trouxe resultados foi a antecipação do abastecimento do estoque. Com isso, somos a marca que mais entregou caminhões na Bahia e ainda temos um

fabricadas no Brasil. Além do motor, a cabine e chassi são de origem MAN. A Volkwagen lançou também o Constellation 33.460 6x4. Com características para operações fora de estrada e uso misto, propício para a mineração, o novo Constellation tem o mesmo trem de força da versão de entrada do Meteor, com motor de 13 litros, 460 cv de potência e 234,5 mkgf de torque. A transmissão é ZF Traxon automatizada de 12 ou 16 velocidades. O PBTC é de 74 toneladas e a Capacidade Máxima de Tração (CMT) é de 125 toneladas.


E X TO: DAÇ ÃO DIVULGAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO T E X TO: R ETDAÇ ÃO R| EFOTO(S):

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ZF É HOMENAGEADA PELA DAF TRUCKS A ZF foi homenageada com quatro prêmios pela DAF Trucks, como parte do Supplier Performance Management (SPM), programa anual da empresa que destaca os melhores fornecedores. A premiação avalia o desempenho nas áreas de desenvolvimento de produtos, suporte operacional e alinhamento de negócios. As homenagens reconhecem a excelência da ZF em áreas-chave, incluindo inovação de produtos e melhoria contínua de desempenho.

| OUTUBRO DE 2020 | | BALCÃO AUTOMOTIVO | OUTUBRO DE 202038|

CONEXO: EMPRESAS RANDON LANÇAM INICIATIVA DE INOVAÇÃO ABERTA

Criar conexões a fim de gerar conhecimento, fortalecer networking, resolver problemas reais, valorizar ideias, capacitar as pessoas e gerar novas possibilidades de negócios. Com essas premissas, as Empresas Randon lançam a Conexo, que funcionará como um hub de conexões, por meio físico e digital, entre as Empresas Randon e diversos players, como empreendedores, grandes empresas, startups, universidades, instituições deste ecossistema e comunidade.

VOLVO INICIA TESTES DE CAMPO COM CAMINHÕES ELÉTRICOS PESADOS NA EUROPA Após o início da produção em série de caminhões elétricos semipesados para transporte urbano e coleta de resíduos, a Volvo Trucks começa testes na Suécia também com caminhões elétricos maiores, na categoria de pesados. Desenvolvidos para operações na construção civil, os veículos iniciarão operações de campo na Europa neste mês de outubro. Dois caminhões pesados 100% elétricos serão entregues para a empresa Swerock, da Escandinávia.

NOVO DAF XF GANHA COR LARANJA E AMPLIA OPÇÃO DE CUSTOMIZAÇÃO DO MODELO O novo DAF XF já pode sair de fábrica na cor Aurora Orange, elaborada exclusivamente para o modelo brasileiro. A coloração marcante veio para combinar com o design único do caminhão, que conta ainda com robustez, conforto, segurança e alta tecnologia, aliados a um consumo de combustível até 14% menor em comparação à versão anterior. O caminhão com a nova cor pode ser adquirido, sob pedido, em toda a Rede de Concessionárias DAF.


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ALLISON LANÇA O EGEN POWER™, NOVO EIXO ELÉTRICO DE EMISSÃO ZERO

ARGENTINA JÁ CONTA COM VEÍCULOS VOLARE BIOSAFE PARA O TRANSPORTE SEGURO

A Allison Transmission anuncia o eGen Power, sua nova série de eixos elétricos de emissão zero. A família de produtos eGen Power será o segundo produto do recém-anunciado portfólio Allison eGen, com soluções de propulsão elétrica e híbrida/elétrica. Em breve, lançará o eGen Power 100D, com capacidade para 11,5 ton GAWR (gross axle weight rating — classificação de peso bruto do eixo), como a primeira variante de eixo elétrico da série eGen Power.

A Volare, por intermédio do Grupo Fênix S.A., representante da marca na Argentina, acaba de exportar um veículo Volare Fly 9 com as principais soluções Marcopolo BioSafe. O objetivo é oferecer as tecnologias de biossegurança para os operadores de transporte argentinos. A partir deste mês, o Fly 9 será utilizado para demonstração das soluções BioSafe a algumas das mais importantes empresas e operadores do País.

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T E X TO: R E DAÇ ÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

MERCEDES-BENZ FAZ DEMONSTRAÇÃO VIRTUAL E PRESENCIAL DO NOVO ACTROS O Novo Actros continua ganhando as ruas de todo o Brasil. A MercedesBenz e seus concessionários, seguindo todos os protocolos de proteção contra a coronavírus, desenvolveram uma ação forte de demonstração da nova linha de caminhões extrapesados, que começou a ser entregue aos clientes em julho. A terceira parada foi em Bauru, no interior de São Paulo, nas instalações do concessionário Aoki, entre 23 e 25 de setembro.

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PNEUS BRIDGESTONE PARA ÔNIBUS E CAMINHÕES RECEBEM NOVAS MEDIDAS A Bridgestone anuncia a extensão de novas medidas para os modelos de pneus radiais M842 e L325. Específicos para uso em ônibus e caminhões, ambos serão comercializados também na medida 12R22.5. “Esta extensão de medidas nos ajudará a ter um portfólio ainda mais abrangente dentro da nossa linha de pneus para ônibus e caminhões”, explica Marília Padrão, diretora de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Bridgestone Latin America South.

MAGNETI MARELLI LANÇA BICOS INJETORES DIESEL NA REPOSIÇÃO

MINICARREGADEIRAS SÉRIE 300 DA NEW HOLLAND DÃO UM SHOW EM LIVE

A Marelli Cofap Aftermarket apresenta a linha de Sistemas de Alimentação Diesel, com 40 códigos de bicos injetores para veículos utilitários, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Disponíveis para os motores diesel das principais marcas e modelos, os bicos injetores Magneti Marelli foram desenvolvidos para propulsores que usam tecnologias UIS® (Sistema de Unidade Injetora), UPS® (Sistema de Bomba Unitária), Common Rail® e Piezoelétricos Common Rail®.

Mal chegou ao Brasil, a Série 300 da New Holland Construction já arrebata corações. Perfeita para as mais variadas aplicações, da agricultura à construção, a nova geração das minicarregadeiras da marca da CNH Industrial foi uma das atrações da live Drive-In Na Terra, realizada no domingo, 18/10. Os modelos arrancaram elogios da dupla sertaneja Maiara e Maraisa, que apresentou o primeiro drive-in de máquinas agrícolas do mundo.

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FPT INDUSTRIAL É PARCEIRA DE PROJETOS INOVADORES PARA REDUZIR EMISSÕES

DUNLOP APOIA AÇÕES DA REDE SOLIDÁRIA CHICO DA BOLEIA

A FPT Industrial, marca de powertrain da CNH Industrial, lidera pesquisas em avaliação, testes e uso de combustíveis alternativos. O compromisso em fornecer soluções inovadoras de baixa emissões é evidenciado no apoio fundamental a dois projetos de sustentabilidade na Europa: LONGRUN e IMPERIUM. São esforços que estabelecem novas metas para consumo e uso de combustíveis alternativos na União Europeia.

Diante da pandemia do novo coronavírus, a sociedade precisou se organizar para garantir o abastecimento das cidades. Caminhoneiros não pararam por um só minuto e seguiram transportando bens e mercadorias. Para ajudar estes profissionais que seguiram nas estradas, o Grupo Chico da Boleia criou a “Rede Solidária Chico da Boleia” com o objetivo de levar informação e entregar kits de cuidados pessoais para os caminhoneiros pelas rodovias do País.

CLIQUE AQUI e leia estas notas na íntegra no portal jornal Balcão Automotivo

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EVENTOS

| P O R: R E DAÇ ÃO B A LC ÃO AU TO M OT I V O | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Automec 2021 Confirmada para o mês de abril de 2021, Automec possuirá formato híbrido

A

pesar de toda a incerteza que ronda o Brasil e o mundo quando o assunto é a descoberta de uma vacina para a Covid-19, a Reed Exhibitions confirmou a Automec, principal feira para o mercado de reposição automotiva da América Latina, para abril de 2021. A Automec 365 é a plataforma online onde os expositores e visitantes terão acesso a rodadas de negócios e conteúdos relacionados aos produtos da feira, paralelamente ao evento do meio físico, no caso, os 90 mil m2 do São Paulo Expo, de 6 a 10 de abril.

Claudio Della Nina, CEO da Reed Exhibitions na América Latina, confirmou, ainda, que 95% do espaço comercial da Automec já estão vendidos. Há expectativa de participação de 1,2 mil marcas e público estimado em 65 mil visitantes nos cinco dias de evento. A Reed Exhibitions informou para 2021 a realização, também com alterações devido à Covid-19, de outros três eventos automotivos: Salão Duas Rodas, Fenatran e um novo para o mercado de mobilidade, respectivamente em setembro, outubro e novembro.

Seminário da Reposição Automotiva

Evento será virtual nos dias 17 e 18/11

O

rganizado pelo Grupo Photon com as entidades que compõem o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva (Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, Andap – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças, Sicap – Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças, Rolamentos, Acessórios e Componentes da Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo, Sincopeças-SP – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo, e Sindirepa Nacional – Associação dos Sindicatos da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios), esta

edição do Seminário ocorrerá nos dias 17 e 18 de novembro no formato virtual. Tradicionalmente, o importante evento reúne presencialmente cerca de 500 profissionais da indústria, distribuição e varejo de autopeças, além de oficinas mecânicas e segmentos afins, trazendo questões que impactam os negócios do mercado independente de reposição e reparação automotiva.


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EVENTOS

Prêmio Sindirepa-SP

Evento destaca melhores marcas de reparação de veículos Assista à premiação: https://www.youtube.com/embed/OhBaDtcJ0bk

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omo todo ano acontece, reparadores (259) elegeram as marcas de produtos e serviços que mais atendem às suas necessidades destacadas em pesquisa que avalia o desempenho em qualidade, atendimento e disponibilidade. Esta 11ª edição do Prêmio Sindirepa-SP teve seu resultado divulgado no dia 22 de setembro, durante evento virtual. A premiação é bastante esperada pelos fabricantes que utilizam os selos OURO, PRATA e BRONZE para as respectivas classificações ao longo de um ano, como forma

AUTOP 2022 que seria em formato digital este ano, é adiada para agosto de 2022

de mostrar a posição de destaque definida pelos reparadores que são formadores de opinião e decidem a marca de produtos que será aplicada no veículo na oficina. Segundo o presidente do Sindirepa-SP, Antonio Fiola, a premiação conquistou respeito do mercado ao longo dessas 11 edições e se tornou uma referência para as marcas que disputam a preferência dos profissionais. “Por isso, as empresas aguardam tanto a avaliação e fazem questão de divulgar as posições de destaque que alcançaram na pesquisa”, revela.


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C A D E R N O

# 12 OUT

2020

BALCONISTA

AUTOMOTIVO

O que te motiva na empresa? T E X TO: K A R I N F U C H S | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Contribuindo para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças


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C A D E R N O B A L C O N I S TA AU T O M O T I V O

Ambiente de trabalho e salário, e o quanto pesam

N

ada melhor do que trabalhar em um ambiente em que a gente se sinta motivado. Ainda mais para quem está diretamente com o cliente, lidando com vendas, seja no balcão de autopeças ou pelo telefone e as mídias sociais, isso faz um grande diferença. Segundo Renato Bitencourt, coordenador de implantação da DB1 Global Software, há várias formas, dicas e prescrições de ações que motivam pessoas em diferentes situações. “Deixo como dica um conselho que recebi no ano passado de um colega de trabalho, e que considero a mais valiosa que recebi até hoje sobre o tema: uma pessoa se mantém motivada no trabalho se ela tem um ambiente que a energiza e que faça sentido para ela”. Desse conselho, ele tirou três ações chaves para quem cumpre esse papel: usar ferramentas que auxiliem na comunicação e alinhamento de itens abstratos, moldar um ambiente favorável e, talvez o que ele considere mais importante, é ser um “guardião” do propósito de motivar a equipe. “A primeira dica tem o objetivo de entender e alinhar com as pessoas os fatores que impactam elas, como: trabalhar em equipe, influenciar/participar nas decisões do time, relacionamento, status, entre outros, ou seja, aqueles sentimentos e percepções que as pessoas normalmente têm dificuldade de expressar, entender isso é a base para desenvolver ações que impactem o time forma positiva”. Ele sugere a utilização da ferramenta Moving Motivators, que auxilia a compartilhar e externalizar os fatores intrínsecos que motivam as pessoas, com isso fica mais claro qual direção tomar com o time ou com cada participante. “Outra ferramenta que deve fazer parte do dia a dia é o feedback sobre ações que são realizadas com o time, faço uso constante de formulários eletrônicos para coletar os pontos positivos e as sugestões de melhoria sobre as ações que realizamos com o time”. E, ainda, as ferramentas de desenvolvimento pessoal, como o Road Map de carreira. “É importante saber se a função atual está alinhada com o que a pessoa espera para seu futuro. É crucial para o líder saber onde os liderados querem estar ou querem ser no futuro, isso ajuda a balizar ações individuais de desenvolvimento e ter um entendimento comum de que o membro do time está no caminho certo, caso contrário, não importa a ação, ela não irá fazer sentido suficiente para as pessoas da equipe”.

Ambiente - Sobre a segunda ação, “o ambiente é um fator-chave para o time e quando se fala em “energia”, aquela sensação de estar em um local positivo, onde mesmo na presença de desafios constantes e momentos de stress você se sente bem, para qual você deseja voltar no dia seguinte”. Ele acrescenta que as pessoas do time esperam encontrar, quando falamos em ambiente, além de equipamentos e estruturas que permitam realizar a função de forma adequada, é um ambiente em que as pessoas se comportem valorizando o espírito de time, a camaradagem, sejam transparentes, veja o lado positivo das coisas, eu sei que a descrição parece um comercial de margarina de anos atrás, mas é isso mesmo, o ambiente não pode tirar a energia, o ânimo, a alegria daquilo que fazemos. “Para criar um ambiente favorável me apoio bastante no código de cultura que temos no grupo DB1, pois nele estão bem definidos os valores que esperamos encontrar no ambiente de trabalho. Se você não tem algo assim na sua empresa, elenque os comportamentos que fazem sentido para o seu time e realize ações e discussões de como manter esses comportamentos constates”. Ele coloca um ponto de atenção para essa sugestão. “A escolha de comportamentos não é uma eleição, simplesmente uma questão de que fazer sentido para a maioria, tem que fazer sentido para TODOS, sem exceção”. E deixa alguns exemplos de comportamentos que fazem sentido para eles e que estão relacionados ao código de cultura do grupo DB1: - Sempre comemore as conquistas, independentemente do tamanho delas (Energia); - Foque no que pode fazer, ao em vez de se queixar dos que os outros deveriam estar fazendo (Empoderamento); - Assuma seus erros (Transparência), - Tenha disciplina de ser intenso todos os dias em tudo que faz (Energia). Estímulos – E a terceira ação, por ele colocada, visa ter sempre um responsável que garanta a continuidade de ações e estímulos dentro da equipe. “O líder com certeza tem que ser esse guardião, mas não precisa ser o único, ele pode delegar esse papel para aqueles, dentro da sua equipe que tem um perfil ou são motivados em realizar esse tipo de ação”.


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forma mais eficiente de reter pessoas na equipe”.

Renato Bitencourt, coordenador de implantação da DB1 Global Software Liderança – Nas palavras de Bitencourt, o líder normalmente é a referência inicial que a equipe busca quando se trata de comportamento certo ou de referência para o local onde estão. “Se o líder falta em demonstrar energia, disposição, bomhumor, transparência, preocupação com as pessoas, os liderados vão de forma intuitiva replicar esse comportamento ou no mínimo serão influenciados e aos poucos irão demonstrar a falta de energia e ânimo no cotidiano”. No papel de líder, ele diz que é preciso declarar constantemente os comportamentos que são valiosos para o time, assim como exercê-los de forma constante e intencional. Retenção de talentos – Bitencourt orienta que o líder que busca uma equipe coesa, que faça sentido, deve estar atento a cada membro, entender as motivações, o momento de cada um, se estão bem profissionalmente e no âmbito particular. E conta como ele faz isso na prática: “Eu faço reuniões diárias com cada time que acompanho, antes de cobrar algo ou obter deles status sobre a posição das entregas nas quais estão envolvidos. Eu procuro saber como eles estão, com está sendo a semana ou foi o dia anterior, faço perguntas pontuais sobre temas que levantamos nos dias anteriores, questões simples, na maioria de acompanhamento, e demonstro que me importo de forma sincera e que estou interessado em conhecêlos para que tenhamos um bom relacionamento”. O que, segundo ele, não tira dele a responsabilidade de garantir o atingimento das metas. “Mas também não me obriga a ficar apartado deles ou que impeça de ter um bom relacionamento com meus liderados. Construir um relacionamento saudável e transparente com os liderados é provavelmente a

Por que as pessoas permanecem nas empresas? – Para Bitencourt, a resposta é simples: ambiente de trabalho saudável/positivo, relacionamento com as pessoas e remuneração adequada. “Sei que é clichê citar esses itens, mas é verdade, acredito que de forma mais abrangente são os pontos que retêm verdadeiramente uma pessoa, desde que haja um mínimo de equilíbro entre eles e que nenhum deles seja entendido pela pessoa como ruim ou insatisfatório”. Ainda, de acordo com ele, ‘o salário é o que mantém uma pessoa no trabalho’ é uma suposição para lá de equivocada. “Ainda hoje vejo colegas em outras organizações com essa linha de pensamento, essa forma de atuar impulsiona equipes cada vez mais caras e instáveis, o que não é uma perspectiva sustentável ou escalável na minha percepção”. Outro ponto comum é que quando a coisa aperta os resultados não estão legais ou o ambiente está extremamente estressante, os líderes tendem a se afastar cada vez mais da equipe, ou, passar para uma postura somente de comando. “O que não vai ajudar, quanto mais séria ou grave uma situação, o líder deve aproximar mais o liderado, transparência e seriedade são itens chave nesses momentos, para assim obter o comprometimento das pessoas e garantir que elas estejam bem e engajadas para superar o cenário”.

NO PAPEL DE LIDERADO Renato Bitencourt conta a sua própria história. “Na unidade que trabalho e no grupo como um todo, acredito que o que mantém as pessoas é o ambiente, um local no qual você, desde o primeiro dia (falo da entrevista ou antes mesmo disso) se sente acolhido, as pessoas se mostram preocupadas se você está sendo bem atendido e que já esteja encaminhado para o quer que o tenha trazido à empresa”. Ele lembra que, quando contratado, teve um processo de desenvolvimento na função que foi bem orientado. “A equipe constantemente me apoiava e se mostrava disponível, com muita camaradagem e enfatizando espírito de time, ao longo do tempo foram vários os desafios em que recebi apoio e muitos outros nos quais forneci apoio, construí relacionamentos e me desenvolvi pessoal e pessoalmente”. Ainda

hoje

ele

tem

mapeado

pontos

a

Marcelo Arone, headhunter e especialista em recolocação executiva desenvolver para que consiga progredir na carreira que ele deseja. “Para isso, eu tenho apoio de pessoas e processos dentro da organização. E um dos motivos que pesa fortemente na minha retenção é que meu líder está nitidamente cuidando para que o ambiente, os relacionamentos e a remuneração estejam fazendo sentido para mim”.

E QUEM É O LÍDER CERTO? Marcelo Arone, headhunter e especialista em recolocação executiva, especifica os cinco passos para a escolha do líder certo para seu time. O primeiro passo é escolher alguém que saiba delegar e que saiba observar as qualidades do seu time, para delegar certo. “Não adianta ter um PhD na direção das ações da sua empresa, se ele é do tipo que não sabe trabalhar com outras pessoas. A pandemia veio mostrar, entre outras coisas, que precisamos muito mais uns dos outros do que imaginamos, e é por isso que o líder precisa ser agregador”. O segundo passo é ele ter inteligência emocional e mais empatia. “É preciso que o líder conheça e reconheça os limites e as qualidades da equipe dele, que saiba como extrair o que de melhor a equipe possa oferecer. E que seja bom não apenas no serviço/ produto/mercado em que atua, mas também com as pessoas com quem vai lidar”. O terceiro passo é ele ser um exemplo, tanto na área dele, como também uma referência para outras áreas com as quais ele se relacione. “O líder é o detentor da cultura da empresa. Todos os colaboradores precisam, obviamente, ter uma relação com a cultura da empresa, mas o líder é o representante e é ele quem contamina tanto para o bem quanto para o mal todos os seus times”.


C A D E R N O B A L C O N I S TA AU T O M O T I V O

O quarto passo é ele ter agilidade. “O novo líder terá que ser ágil, atualizado, conectado com as tendências do negócio em si, do mercado, da cultura da empresa em que ele atua. Um executor que vai levar seus times com ele”. Por fim, o quinto passo é observar se ele deixou um legado ou foi reconhecido por onde passou. “Para cada processo de seleção de um líder, as empresas têm que fazer uma pesquisa de referências, para entender o legado e a história que a pessoa já construiu. Observar se teve ciclos sólidos na carreira dele, ou se teve passagens mais superficiais em outras companhias”.

ATRÁS DO BALCÃO Na visão de Alessandro Braun, da Auto Peças Zagonel, em Lajeado (RS), o principal papel do líder é servir como exemplo. “Eu me guio muito mais pelo exemplo do que pela palavra em si. Com o exemplo,

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se todos estiverem engajados na ideia passada, isso facilita bastante abraçarem a causa. Mas é importante cumprir o que foi combinado, como uma meta, por exemplo, pois ao contrário, se houver outra, as pessoas acabam não querendo colaborar”. Ele conta que na Zagonel não há um líder ou um gerente de vendas, mas sim o dono da loja e seus filhos que dão todo o incentivo para a equipe em cada área em que eles atuam. “Há um comprometimento por parte deles nesse sentido de motivação. Estou há 14 anos na empresa, no começo não era tanto, mas cada vez mais, nos últimos anos, eu tenho notado um progresso no aumento da motivação e até na cobrança por parte deles, o que gera resultados”. Recentemente, a empresa adotou um sistema de remuneração por volume de vendas, uma comissão. Braun diz que isso incentivou mais ainda os balconistas. “Não tanto pelo valor, mas para informarem às chefias o que falta na loja (mercadorias), por exemplo. Mais do que a remuneração, o que faz com que o pessoal

Alessandro Braun, da Auto Peças Zagonel, de Lajeado (RS) fique na empresa é eles serem ouvidos. E aqui, as passadas para as chefias são bem aceitas. O eu acho muito importante, pois quem tem a maior vivência do balcão é o vendedor”.


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UM OLHAR PELO RETROVISOR DO TEMPO “Liberdade, Liberdade! Abras as asas sobre nós E que a voz da igualdade Seja sempre a nossa voz”

Texto: Valtermário de Souza Rodrigues* Foto(s): Divulgação

E

m viagem pelas curvas da estrada de Santos, rumo ao litoral paulista, pai e filho seguem conversando sobre variados temas. A viagem acontece no mês de outubro do ano de 2050. Em dado momento, o filho pergunta: “Pai! Qual o maior desafio que o senhor enfrentou na época em que foi balconista de autopeças lá em Salvador (BA)”? O pai responde: “Filho! Em minha atuação ao longo de muitos anos como balconista, penso que o maior desafio que enfrentei foi durante o ano de 2020 até 2021, quando, inesperadamente, o mundo precisou travar uma guerra contra um inimigo invisível, após a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretar pandemia do novo coronavírus (chamado de SarsCov-2). Em Salvador, no Brasil e em todo o mundo milhões de pessoas se infectaram pela Covid-19 (doença provocada pelo vírus)”. Essa doença começou em Wuhan, na China, em dezembro de 2019, até que, em março de 2020, o surto foi declarado uma pandemia. Dentre outras coisas, tivemos que conviver com o

distanciamento social, uso de máscaras, higienização das mãos com álcool em gel e maior cuidado com a higiene pessoal. Governo e Prefeitura se uniram para construção de hospitais de campanha em tempo recorde, houve restrição de acesso às praias; fechamento de shoppings, academias e outras atividades não essenciais, por um bom período. Muitas empresas adotaram a política de suspensão do contrato de trabalho de colaboradores, como medida para tentar inibir demissões e adotaram o trabalho em home office, enfim, um “novo normal” foi estabelecido a partir daquela época. Sugiro que leia sobre esse assunto. Recomendo a leitura de um artigo que escrevi no ano de 2020, publicado na minha então coluna no caderno do Balconista Automotivo, do Jornal Balcão Automotivo, edição 162, de mar/abr-2020, onde foi publicado o artigo “Pandemia Empresarial”, o qual foi bastante comentado nas redes sociais da época. O texto retrata que, a qualquer momento, podemos enfrentar situações inesperadas, e o grande desafio, sem dúvida, é saber lidar com as adversidades e buscar

soluções que minimizem os efeitos causados por esses momentos. O setor automotivo, por se enquadrar nas atividades essenciais, sofreu menor impacto em relação a outras atividades, tais como o turismo (aviação, hotéis, restaurantes, shoppings, etc), embora o mercado de carros novos tenha sofrido uma considerável queda nas vendas a partir de março/2020. Em contrapartida, a compra e venda de veículos usados e a consequente manutenção desses veículos movimentaram o setor de reparação automotiva. A partir do segundo semestre, o mercado automotivo, como um todo, reagiu e houve um aquecimento nas vendas em toda a cadeia automotiva. Outra questão relevante foi a adesão ao e-commerce pelas empresas vendedoras e compradoras, bem como pelo consumidor final. Muitas empresas tiveram que antecipar projetos de vendas digitais e outras que não pensavam em aderir a esse tipo de negócio, impulsionadas pelas


C A D E R N O B A L C O N I S TA AU T O M O T I V O dificuldades impostas pela pandemia por conta do isolamento social, precisaram entender e participar do “mundo digital”. Em consequência, muitos empresários acabaram descobrindo que as vendas presenciais, em paralelo com as vendas digitais, se tornaram uma realidade, um “novo normal”, um caminho sem volta, assim como, de modo geral, as lives, as vídeo conferências e o home office se tornaram realidade a partir de então. Outro grande desafio, há trinta anos, era me manter atualizado para lidar com uma gama enorme de itens de motor para atender às demandas por manutenção dos veículos. Os veículos da época eram bem diferentes dos veículos autônomos e veículos elétricos, atualmente, produzidos em massa. Durante o ano de 2020 até o segundo semestre de 2021, passamos por momentos desafiadores, até que grandes laboratórios, finalmente, conseguiram aprovação para produção em massa de milhões de *trecho do Samba-Enredo 1989 - Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós – composição de: Jurandir / Niltinho Tristeza / Preto Jóia / Vicentinho

doses de vacinas contra a coronavírus, que foram disponibilizadas em larga escala para a população de grande parte do mundo. Dessa forma, começamos a nos livrar desse vírus que causou inúmeras perdas humanas e bastantes transtornos para a população mundial. O GRANDE APRENDIZADO QUE FICOU DE TUDO ISSO? • O quão é importante é a nossa liberdade; • Que o nosso tempo é uma questão de prioridades; • Que a família é o nosso bem mais precioso; • Que o poder e dinheiro sem saúde de nada valem; • Que disponibilizar momentos para relaxamento e meditação são importantes para a saúde da nossa mente.

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Uma pandemia ignora a desigualdade social. De alguma forma, atinge a todos, sem distinção e serve para fazermos uma reflexão sobre nossas vidas e proceder algumas correções. Olhar pelo retrovisor do tempo, portanto, não deixa de ser importante em nossa trajetória de vida. Olhar pra trás, para o caminho percorrido, é tão importante quanto o presente e o futuro, vibrar pelas conquistas e perceber o quanto as dificuldades enfrentadas e os possíveis insucessos que aconteceram ao longo de nossa vida foram importantes para a nossa evolução, quer seja pessoal ou profissional, não deixa de ser uma injeção de ânimo, no sentido de olharmos pra frente e seguirmos na constante busca pela realização dos sonhos e metas. O sinal está verde! dê uma rápida olhada pelo retrovisor e acelere rumo ao sucesso!

Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em Administração de Empresas; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”


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LEGISLAÇÃO

LGPD

Lei Geral de Proteção de Dados

| P O R: A N A A Z Z A R* | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Como as empresas devem se adaptar à lei de proteção de dados no ambiente digital

O

universo digital ganhou muita força na pandemia. Muitas marcas, que ainda não estavam presentes nas redes sociais, ou faziam qualquer comunicação por e-mail, vendas online, precisaram correr atrás e buscar soluções imediatas, ainda que não estivessem completamente preparadas para isso. E mesmo as marcas que já trabalhavam o marketing digital e tiveram seus negócios afetados pela pandemia foram quase que forçadas a pensar em um novo modelo de atuação aliado à transformação digital. Ou seja, estar presente no ambiente digital se tornou uma prerrogativa fundamental para as ações de marketing das marcas, seja para se comunicar com os outros elos da cadeia ou com o consumidor final.

Agora com a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados LGPD, nº 13.709, aprovada em agosto de 2018 e com aplicação desde agosto de 2020, marco regulatório para garantir o direito de privacidade e proteção de dados, as empresas estão sendo exigidas para uma série de adequações. As novas regras estabelecem diversas mudanças e a dificuldade destas adequações vai depender muito da maturidade da empresa. Os esforços podem ser enormes ou se a empresa já tiver processos bem definidos com uma área de Compliance bem estruturada, uma política de segurança da informação bem planejada, executada e divulgada já é um bom caminho. No marketing, os cuidados dependem dos canais, do uso dos dados que,


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sem dúvida, estão relacionados ao plano da área. Diferente de olhar para a LGPD como uma restrição para as atividades de marketing, entendo que a lei fará um favor: engajar os leads e clientes realmente interessados na marca. Na prática, as empresas vão ganhar se souberem usar isso como um valor para a marca, é o que acredito. Respeito é algo que se perdeu na massificação do marketing digital. Estamos em um bom momento para rever isso. Para adequar as práticas e rotinas, é importante fazer um assessment sobre os processos que implicam em tratamento – captura, uso, armazenamento e segurança de dados para trazer a proposição de soluções. De forma geral, o ponto de partida para saber quais são as adequações necessárias são os dados em questão, onde eles estão hospedados e como são usados. A área de segurança da informação das empresas, por exemplo, tem um papel fundamental nesse processo para avaliar o que precisa ser alterado em sistemas e executar o que for preciso. As áreas de TI, Compliance, RH, jurídico e marketing também

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LEGISLAÇÃO

são afetadas. A adequação irá variar caso a caso. Por isso, é um projeto que pode ser bastante complexo dependendo da maturidade da empresa. No B2B, é importante lembrar que existe um CPF responsável pela empresa. E, para tratar estes dados de pessoa física, ainda que dentro de uma relação comercial B2B, os cuidados são os mesmos. Como agência que tem expertise em construir marcas e gerar vendas usando todo potencial do marketing digital e CRM estamos trabalhando fortemente nessa área através da nossa frente de consultoria atendendo clientes de vários segmentos, inclusive autopeças. Entendemos que o nosso papel na consultoria é promover as adequações do marketing e toda a parte de comunicação relacionada, a fim de viabilizar o trabalho de comunicação e marketing digital. Temos feito ainda apresentações e palestras sobre o tema para as empresas que estão iniciando sua trajetória de adequações. * Ana Azzar é Founder e CEO da agência Greenhouse


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Sincopeças-SP assina Convenções Coletivas de Trabalho com comerciários do Interior, Osasco e Franco da Rocha O Sincopeças-SP assinou a Convenção Coletiva de Trabalho 2019-2020 com a Fecomerciários, entidade que representa 71 sindicatos de comerciários do Interior do Estado Pela CCT, os salários serão reajustados a partir de 01º de setembro de 2019, mediante a aplicação de 4,18% e, excepcionalmente, as empresas concederão abono de R$ 60, 00 para os empregados admitidos até 31 de agosto de 2019, a ser pago uma única vez, juntamente com o salário de outubro de 2020. Em decorrência do atraso de assinatura da CCT, eventuais diferenças de salários, férias, 13º salário, verbas rescisórias complementares e outras verbas referentes ao período de 01º de setembro de 2019 a 31 de agosto de 2020 poderão ser pagas em até quatro parcelas. Veja íntegra da CCT Interior 2019-2020 no Portal da Autopeça (CCTInterior-2019-2020.pdf). CCT de Osasco e Região A prorrogação da vigência da norma anterior objetiva a preservação do emprego, da renda e da atividade empresarial em face do estado de calamidade pública O Sincopeças-SP assinou aditamento da CCT de Osasco e Região 2020-2021. Celebrada entre o Sincopeças e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região em 19 de dezembro de 2019, o aditamento terá vigência até 31 de outubro de 2021. A prorrogação da vigência da norma anterior objetiva a preservação do emprego, da renda e da atividade empresarial em face do estado de calamidade pública. Com exceção do reajuste salarial, ficam mantidas todas as condições de natureza econômica, inclusive os valores dos pisos salariais. Confira a íntegra da CCT de Osasco e Região no Portal da Autopeça (CCT-Osasco-e-Região-2020-2021-Aditamento.pdf). CCT de Franco da Rocha e Região As mesmas condições foram firmadas com comerciários de Franco da Rocha e Região Veja íntegra do aditamento da CCT Franco da Rocha e região 20202021 no Portal da Autopeça CCT-Franco-da-Rocha-e-Região-20202021-Aditamento.pdf Outras categorias Também foram firmados acordos com outras categorias profissionais, entre elas Vendedores e Viajantes, Técnicos de Segurança, Nutricionistas, Técnicos Industriais Nível Médio, Contabilistas de Santos, Motoristas de Campinas, Motoristas de Cargas Próprias e trabalhadores de entidades sindicais. Confira as CCTs no Portal da Autopeça (www.portaldaautopeca.com.br) ______________________________________________________

Programa de suspensão de contrato e redução de jornada é prorrogado Decreto foi publicado no Diário Oficial da União O governo federal prorrogou novamente o programa que autoriza empresas a suspenderem o contrato de trabalho ou a reduzirem a jornada e os salários dos funcionários, em troca da manutenção do emprego. O decreto foi publicado em 14 de outubro no Diário Oficial da União e estende o pagamento do benefício emergencial até 31 de dezembro, quando encerra o estado de calamidade pública decretado em março em razão da pandemia de covid-19. O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) foi instituído pelo governo em abril, por meio da Medida Provisória nº 936/2020 e transformado na Lei nº 14.020/2020 em julho. Ele já havia sido e, agora, terá um prazo total de 240 dias para celebração dos acordos e pagamento de benefício. Em nota, a Secretaria Geral da Presidência informou que a prorrogação é necessária em razão do “cenário atual de crise social e econômica, e com a permanência de medidas restritivas de isolamento social”. “Essa ação irá permitir que empresas que estão em situação de vulnerabilidade possam continuar sobrevivendo a este período e, desta forma, preservar postos de trabalho e projetar uma melhor recuperação econômica”, diz. O Bem equivale a uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido e é pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). No caso de redução de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, o governo paga um benefício emergencial ao trabalhador para repor parte da redução salarial. As empresas podem optar ainda por pagar mais uma ajuda compensatória mensal a seus funcionários que tiveram o salário reduzido. Se o trabalhador tiver jornada e salário reduzidos em 50%, seu benefício corresponderá a 50% do valor do seguro-desemprego ao que teria direito, se tivesse sido dispensado. No total, o benefício pago pode chegar até a R$ 1.813,03 por mês. No caso de suspensão do contrato de trabalho em empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o trabalhador receberá 100% do valor do seguro-desemprego a que teria direito. Para empresas com faturamento maior, o valor do benefício pago pelo governo será 70% do seguro-desemprego, enquanto a empresa pagará uma ajuda compensatória mensal de 30% do valor do salário do empregado. Desde o início do programa, 9,7 milhões de trabalhadores fecharam acordos com seus empregadores de suspensão de contratos de trabalho ou de redução de jornada. As estatísticas são atualizadas pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia em um painel virtual. Fonte: Agência Brasil ______________________________________________________

Seminário da Reposição Automotiva será virtual nos dias 17 e 18 de novembro

A 26ª edição do Seminário da Reposição Automotiva, único

Francisco De La Tôrre Presidente do Sincopeças-SP

evento exclusivamente voltado ao mercado independente de reposição e reparação automotiva do Brasil, terá nova data e novo formato de realização em função da pandemia Organizado pelo Grupo Photon com as entidades que compõem o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva (Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, Andap – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças, Sicap – Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças, Rolamentos, Acessórios e Componentes da Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo, Sincopeças-SP – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo, e Sindirepa Nacional – Associação dos Sindicatos da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios), esta edição do Seminário está sob a presidência de Francisco De La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP, e acontecerá nos dias 17 e 18 de novembro no formato virtual. Tradicionalmente, o evento reúne presencialmente cerca de 500 profissionais das fábricas de autopeças, da distribuição, dos varejos, das oficinas mecânicas, fornecedores, prestadores de serviços e de segmentos afins, trazendo à tona questões cruciais que impactam os negócios do mercado independente de reposição e reparação automotiva. Por conta da pandemia, este ano o Seminário transcorrerá no formato virtual, inédito, que ampliará de maneira exponencial a participação de empresários do Brasil e de países que mantêm negócios no mercado brasileiro. Para o presidente Francisco De La Tôrre, esta edição do Seminário será desafiadora. "Novembro está chegando e com ele o Seminário da Reposição Automotiva. Como tudo nesses tempos que estamos atravessando, ele será muito desafiador e as ferramentas digitais vêm atender perfeitamente as atuais necessidades impostas pela realidade do afastamento social. Tivemos que repensar nesse novo formato, adaptar o seu conteúdo e principalmente adequá-lo a um cenário que muda todo tempo, mas isso é que nos dá mais motivação para trabalharmos com mais empenho e entregar para o mercado um excelente seminário". Em seu entender, o Seminário da Reposição Automotiva já está consolidado e amplamente bem aceito no mercado. "Tanto que já estamos na 26ª edição e o desafio de entregar algo da envergadura que o evento merece é ainda maior. Abordaremos e trataremos de temas atuais e pertinentes que nos ajudarão a ter um olhar mais acurado para o futuro e para qual direção a biruta dos ventos tomará nesses novos tempos". Segundo De La Tôrre, um aspecto interessante é que no seminário tradicional o público estava limitado ao número de cadeiras do auditório. "Com esse novo formato, o seminário pode ser visto a qualquer tempo, a qualquer hora, em qualquer parte do mundo. Portanto, as possibilidades de acesso ao seminário são muito maiores e seus conteúdos terão maior penetração. Fica a dica para os nossos patrocinadores, pois suas


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marcas, produtos e serviços serão muito mais visualizados". O Sincopeças-SP, Sindirepa, Sindipeças, Andap e Sicap conclamam todos os profissionais do mercado independente de reposição e reparação automotiva do Brasil a participarem do principal e mais importante evento do setor. Acesse o link e veja formas de participar: Formas de participação no Seminário da Reposição Automotiva 2020 Informações: Imprensa Sincopeças-SP Robson Breviglieri - Jornalista / MTb 13.084/SP (11) 9 9779 1091 / imprensa@sincopecas.org.br _____________________________________________

Dia 30 de outubro comemora-se o Dia do Comerciário

Em razão da data, Convenção Coletiva da categoria prevê um abono em favor do empregado comerciário, correspondente a um ou dois dias de sua remuneração No dia 30 de outubro é comemorado o Dia do Comerciário e, em razão dessa celebração, a Convenção Coletiva prevê um abono em favor do empregado comerciário, correspondente a um ou dois dias de sua remuneração, conforme a seguinte proporção: a) até 90 (noventa) dias de contrato de trabalho na empresa, o empregado não faz jus ao benefício; b) de 91 (noventa e um) dias até 180 (cento e oitenta) dias de contrato de trabalho na empresa, o empregado fará jus a 1 (um) dia; c) acima de 180 (cento e oitenta) dias de contrato de trabalho na empresa, o empregado fará jus a 2 (dois) dias. Esse abono deve ser calculado com base na remuneração auferida no mês de outubro, e deve ser pago juntamente com esta a todo comerciário que integre o quadro da empresa nessa data. Por se tratar de abono, a verba não possui incidência fiscal e/ ou previdenciária. Já quanto à conversão ou não em descanso dependerá de cada norma, já que algumas facultam essa possibilidade e outras não. Se a conversão for possível deverá obedecer a proporcionalidade relacionada à concessão do benefício. Algumas normas, como a de Osasco, por exemplo, condicionam a concessão à condição de contribuinte do empregado. Fonte: FecomercioSP _______________________________________________________

Conheça as principais linhas de crédito emergenciais

Empresário precisa avaliar opções que mais se adaptam ao seu tipo de negócio, sem que isso comprometa a sustentabilidade da empresa em uma dívida impagável. A FecomercioSP reuniu em um e-book as principais linhas de crédito disponíveis Em um momento caótico para a economia, no qual a permanência de um negócio no mercado não depende apenas das habilidades de gestão empresarial, é preciso que

o empreendedor tenha um foco estratégico direcionado para o que é mais importante: sobreviver pelos próximos meses de crise; preservar a sustentabilidade do caixa; tentar levantar recursos para pagar os funcionários, os fornecedores e as contas; e evitar uma dívida que se torne impossível de arcar no futuro. Possivelmente, o maior conflito para pôr essa estratégia em pé é a negociação com bancos comerciais tradicionais, tendo em vista que há uma tremenda exigência de garantias reais e a desconfiança de que o empresário não conseguirá pagar por um empréstimo – fatores que encarecem demasiadamente o preço do crédito. Por outro lado, o sistema de concessão de recursos emergenciais foi bastante aprimorado nos últimos meses, em razão da pandemia e do fechamento de muitas empresas. Fique por dentro do ambiente de crédito para empresas • O segredo contra a crise: crédito liberado por fintechs pode ser alternativa promissora para negócios • Excesso de garantias, burocracia e juros altos afastam os empresários das linhas de crédito tradicionais • E-book orienta micros, pequenos e médios empreendedores a obter crédito com o BNDES É para essa possibilidade de crédito emergencial (que tem ganhado força) que o empresário precisa olhar com atenção. Há diversas agências de fomento e bancos disponibilizando recursos com base em programas que facilitam a liberação do dinheiro, que reduzem os juros e que possibilitam prazos maiores para pagamento, cujos principais focos são a preservação do fluxo de caixa e de capital de giro das empresas. Essa deliberação pode ser o grande diferencial entre uma empresa que vai sobreviver, mas em condições graves de endividamento, e uma que conseguirá reduzir os danos ao escolher a linha de crédito ideal para o negócio. Alguns exemplos de linhas emergenciais disponíveis atualmente: o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac); O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); programas do Banco do Povo Paulista, do Desenvolve SP e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); entre outros. Para facilitar a busca, a FecomercioSP reuniu em um e-book as principais linhas de crédito disponíveis, hoje, e os fatores que precisam ser analisados na hora de buscar recursos, tais como condições de financiamento, opções de pagamento e destinação do crédito. Além disso, no Guia de linhas de crédito emergenciais, você encontra um resumo de cada opção disponível em bancos e agências de fomento. Acesse e-book-guia-de-linhas-de-credito-emergenciais Fonte: FecomercioSP _______________________________________________________

Sancionada lei que põe fim a benefícios fiscais do ICMS no Estado de São Paulo FecomercioSP alerta para a inconstitucionalidade da lei, que deve gerar aumento de tributos para empresas. A proposta original foi

apresentada pelo próprio governo estadual Sancionada pelo governador João Doria, a lei que possibilita o fim dos benefícios fiscais do ICMS e do IPVA em todo o Estado deve gerar um aumento de tributos em curto espaço de tempo, uma transferência de mais de R$ 10 bilhões do setor privado e dos paulistas para o setor público, e uma elevação de preços de diversos alimentos e bens essenciais. A FecomercioSP, e diversas empresas que integram seus conselhos, se mostraram totalmente contrárias ao avanço dessa agenda de aumento de tributos, sobretudo neste momento de recuperação econômica, de desemprego, de falência de negócios e de queda na renda. Em ofícios à Assembleia Legislativa e ao governador, a Federação reforçou os danos que isso traria à economia do Estado e à situação de pessoas mais vulneráveis financeiramente, além de enfatizar que a medida é inconstitucional. O projeto de lei 529/2020, agora convertido na lei 17.293/2020, possibilita que o governo estadual renove e/ou reduza benefícios fiscais relacionados ao ICMS, sendo que qualquer alíquota fixada atualmente abaixo de 18% é considerada um benefício. Quanto ao IPVA, afeta sobretudo as empresas de locação de veículos. Entenda os efeitos desse projeto de lei • FecomercioSP envia propostas ao projeto de Reforma Administrativa do Estado para evitar aumento de carga tributária • “Revogaço” dos benefícios fiscais do ICMS aumenta carga tributária no Estado de São Paulo • Projeto de lei sobre redução de benefícios fiscais pode elevar carga tributária em SP Medida é inconstitucional Esta proposta de lei foi apresentada pelo próprio governo estadual como uma forma de enxugar a máquina pública e de cobrir um déficit orçamentário estimado em R$ 10,4 bilhões para 2021 – tendo como principal aposta o aumento da arrecadação. O maior problema, apontado pela FecomercioSP desde a apresentação do projeto de lei, é que o artigo que trata do ICMS contradiz a Constituição Federal (CF) em relação ao princípio da estrita legalidade tributária. Em outras palavras, a instituição ou majoração de tributo só pode ser feita por meio de lei, conforme o artigo 150, inciso I da CF. No mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula 544, diz que "isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa, não podem ser livremente suprimidas". Histórico O projeto de lei foi aprovado na madrugada de quarta-feira (14) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e teve seus destaques votados na quinta-feira (15) pelos parlamentares, que encaminharam o texto ao Poder Executivo. No mesmo dia, foi sancionado pelo governador João Doria. Na sexta-feira (16), a lei foi publicada no Diário Oficial do Estado, assim como seus Decretos regulamentadores 65.252, 65.253, 65.254 e 65.255. Fonte: FecomercioSP


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Comércio e serviços do Estado perdem mais de 300 mil empregos formais

Já no comércio da cidade, houve perda de 57.287 empregos (42% do saldo negativo estadual) formais nos oito primeiros meses do ano, com destaques negativos para o varejo (que registrou déficit de mais de 41 mil postos de trabalho), mais especificamente para as lojas de roupas e acessórios (-12,4 mil).

Pesquisa da FecomercioSP mostra retomada da empregabilidade nos setores; em agosto, comércio registrou maior crescimento mensal desde novembro passado Os setores do comércio e de serviços do Estado de São Paulo registraram, juntos, um saldo negativo de 308.727 empregos formais no acumulado do início do ano até agosto, ainda em meio à pandemia do novo coronavírus, aponta a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) da FecomercioSP. No caso do comércio, foi o pior desempenho da série histórica: a redução de 134.708 no total de empregos formais no período significou uma queda de 5% em relação ao seu estoque de vínculos. A área mais impactada foi o varejo, que registrou um déficit de 104.333 vagas no período. Já no setor de serviços, houve também pior desempenho para o período, mas a retração proporcional foi menor: 174.019 vagas a menos e um recuo de 2,81% nos primeiros oito meses do ano. Ao se considerar o período de impacto da pandemia da Covid-19, de março a agosto, o saldo de posto de trabalho celetista do comércio paulista foi negativo em 120.241 vagas, ao passo que o setor de serviços, negativo em outras 240.788 vagas, com reduções proporcionais respectivas de 4,52% e 3,84%. Apesar dos resultados negativos em 2020, o comércio paulista apresenta os primeiros sinais de retomada: depois de fechar o mês de abril com um déficit de mais de 73 mil vagas e de seguir fechando postos de trabalho entre maio e junho, o setor teve saldos positivos de empregos celetistas em julho (7.122) e em agosto (15.339), quando registrou avanço de 0,6% proporcionalmente ao estoque – mês com maior crescimento do mercado formal entre os comerciantes do Estado, desde novembro de 2019. A situação é parecida à do setor de serviços, que chegou a ter déficits de 132 mil empregos formais em abril e de 55,5 mil em maio, mas voltou a registrar saldo mensal positivo em agosto: 15.635 novas vagas e um crescimento de 0,26%. GRÁFICO 1 - Saldo líquido mensal de empregos no comércio paulista

PRINCIPAIS NÚMEROS DA PESP Saldo de empregos celetistas em comércio e serviços no Estado de São Paulo (janeiro a agosto de 2020): -308.727 GRÁFICO 2 - Saldo líquido mensal de empregos no setor de serviços paulista Para a FecomercioSP, apesar da queda mais acentuada no comércio nos oito primeiros meses do ano, é o setor que encabeça a retomada agora – tanto pelo impacto dos recursos emergenciais na economia, a partir de maio, quanto pela flexibilidade no atendimento e no retorno físico dos consumidores de muitas áreas do varejo. Os comerciantes também estão em vantagem na concorrência pela demanda, exemplificada pela maior busca dos consumidores por produtos nos supermercados do que serviços de restaurantes. Ainda segundo a Federação, os dados recentes do comércio mostram inversão de cenário: por um lado, o crescimento do saldo em relação a julho (saldo positivo de 7.122 vagas), o maior registro positivo desde novembro de 2019 e o melhor resultado para um mês de agosto desde 2014 (22.639 vagas) servem de alento ao setor. Por outro, no entanto, 2020 é, até agora, o ano com a maior retração de vagas para o período da história do Estado, e, mesmo com uma retomada lenta, um retorno ao nível de estoque de vínculos antes da pandemia demorará meses para ser atingido. Capital paulista Os serviços paulistanos foram ainda mais impactados pela pandemia de covid-19 nos primeiros meses do ano do que o comércio. Os dados indicam que mais da metade (57%) do saldo negativo de empregos formais, registrados no setor, em todo o Estado, se deve ao desempenho da capital, onde 99.279 vagas formais foram extintas. Só na área de alimentação da cidade, por exemplo, houve déficit de 46 mil vagas entre janeiro e agosto. Atividades como de serviços administrativos e de saúde humana, por sua vez, puxaram o saldo final positivo de 3.545 empregos formais registrado em agosto – avanço de 0,13%. Para a FecomercioSP, o resultado do mês é residual, tendo em vista a retração do setor em São Paulo, e, mais do que isso, sinaliza para uma recuperação lenta aos próximos meses, impactados agora pelo reajuste dos hábitos de consumo das famílias depois da pior fase da pandemia.

Saldo de empregos celetistas no comércio do Estado de São Paulo (janeiro a agosto de 2020): -134.708 (queda de 5% em relação ao estoque de vínculos) Saldo de empregos celetistas nos serviços do Estado de São Paulo (janeiro a agosto de 2020): -174.019 (queda de 2,81% em relação ao estoque de vínculos) Saldo de empregos celetistas no comércio da cidade de São Paulo (janeiro a agosto de 2020): -57.287 Saldo de empregos celetistas nos serviços da cidade de São aulo (janeiro a agosto de 2020): -99.279 Nota metodológica A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo – (PESP) passou por uma reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista do comércio e serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, passando a se chamar, portanto, PESP Comércio e Serviços. Fonte: FecomercioSP __________________________________________________

30 anos do CDC e a nova realidade de consumo Em setembro o Código de Defesa do Consumidor completou 30 anos de existência, uma legislação que indiscutivelmente transformou o mercado de consumo brasileiro e trouxe significativas repercussões sociais e econômicas Apesar dessa consolidação, ainda existe outros conceitos que estão em constante formação e transformação, em especial desafiado pelas novas tecnologias que trazem o mercado do consumo digital.


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O paradigma tecnológico da digitalização significa uma disruptiva transformação de produtos e serviços, dando vida a “objetos” inteligentes, que podemos denominar de serviços simbióticos. Nesse mercado as pessoas estão interruptamente falando, comunicando, influenciando, 24 horas por dia, inseridos em uma economia que transforma tudo em objeto e todas as informações em sujeitos. A noção de gratuidade de oferta de serviços pela internet já foi esclarecida pelo STJ que concluiu: “ o fato de o serviço prestado pelo provedor de serviço de internet ser gratuito não desvirtua a relação de consumo, pois o termo ‘mediante renumeração’ contido no art.º3, §2º, do CDC, deve ser interpretado de forma ampla, de modo a incluir o ganho indireto do fornecedor” (STJ, 3ªT., REsp º1316921-RJ, Rel. Min Nancy Andrighi, j. 26/6/2012, DJe de 29/6/2012). Desse modo entende-se que no mercado, em quase todos os casos, há remuneração do fornecedor, direta ou indiretamente. Nós como “sujeitos digitais” usando plataformas e “apps”, fornecemos dados e perfis em “big data” que são utilizados para construção de novos negócios. Há nestes casos interação entre a prestação de um serviço que poderá ser de oferta ou de custódia de bens digitais. “A proteção do consumidor, ante a este novo paradigma tecnológico, não reside exclusivamente nas normas do direito do consumidor, mas na compreensão destas em comum com outras legislações, como é o caso das atinentes à proteção de dados pessoais, à defesa da concorrência, ao processo civil, dentre outras” (MIRAGEM, 2019b, p-17-62). A inteligência artificial pode apresentar diversos riscos potenciais, tais como intrusão da nossa vida privada, utilização maliciosa, discriminação com base em gênero ou outros tipos. Dessa forma não pode se considerar a defesa do consumidor on-line do mesmo modo das relações de consumo tradicional, sendo que o risco de danos é muito maior. Ainda que exista leis com como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados é perceptível a falha ou ausências de fazeres e quais as consequências para resguardo dos consumidores. As iniciativas de atualização das normas de proteção ao consumidor são desafiadas pela rápida transformação do mundo digital. Mais do que definir é necessário identificar os impactos nas vidas dos consumidores e construir regras que permitam combater de modo efetivo as novas práticas desleais, os dados pessoais, a privacidade dos consumidores, evitar assédios e discriminação de consumo. Fonte: Ribeiro, Di Chiacchio Sociedade de Advogados _______________________________________________________

Aspectos legais do trabalho aos domingos e

feriados Confira orientações da Assessoria Técnica da FecomercioSP com relação ao trabalho em feriados Depois de muitas idas e vindas, o trabalho em domingos e feriados continua a ser disciplinado pela Lei 10.101/00, com a redação alterada pela Lei 11.603/07. Em suma, o trabalho aos domingos fica autorizado, desde que observadas as seguintes regras: • Cumprimento da legislação municipal (se a lei municipal, que dispõe sobre a abertura do comércio aos domingos, proibir o funcionamento nesses dias, não haverá trabalho, nem se estiver previsto em convenção ou acordo coletivo). Isso decorre do disposto no artigo 30, inciso I, da Constituição Federal, que estabelece a competência dos municípios para legislar sobre assuntos de interesse local, dentre os quais se inserem as condições que regulam o funcionamento do comércio. • Concessão do repouso semanal remunerado, que deverá coincidir, pelo menos uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo (sistema 2X1); e • Observância das demais normas de proteção ao trabalho (duração da jornada, por exemplo) e outras a serem estipuladas em negociações coletivas. Isso quer dizer que as convenções e acordos coletivos podem estipular condições especiais para o trabalho nesses dias, como o pagamento de uma bonificação ou o fornecimento de refeição, ou ainda a concessão de valetransporte específico para esse dia. Em relação à legislação municipal, ressaltamos que sua competência se restringe à permissão para funcionamento/ abertura do comércio, não se confundindo com a autorização para o trabalho, cuja competência é Federal. Já os instrumentos coletivos devem se ater às normas de proteção ao trabalho. Em resumo: A lei federal dispõe sobre o trabalho; já a lei municipal dispõe sobre a autorização para abertura e funcionamento. São coisas distintas. Quanto ao trabalho em feriados, a autorização decorre exclusivamente de Convenção Coletiva de Trabalho, sendo considerados nulos de pleno direito os Acordos Coletivos que tenham essa finalidade. Entende-se por Convenção Coletiva o instrumento normativo celebrado entre as representações laboral e patronal. Já acordo coletivo é a norma celebrada por uma ou mais empresas com o sindicato laboral. Nesse caso não há, necessariamente, participação da representação patronal, salvo se da norma coletiva constar condição específica exigindo sua participação. No entanto, como se viu, não é possível autorização para o trabalho em feriados mediante acordo coletivo, mesmo com

a assistência patronal. A intenção do legislador está clara – evitar a concorrência desleal entre empresas de um mesmo segmento econômico, o que irá ocorrer se a lei admitir a autorização por meio de ACORDO COLETIVO DE TRABALHO (ACT): ou a autorização beneficia todas as empresas do mesmo ramo de atividade por meio de uma CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO ou nenhum estabelecimento poderá funcionar nos feriados, sendo ilegal a autorização para trabalho em feriados por meio de ACT. Em 24 de agosto último, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho - SEPRT - baixou a Portaria nº 19.809/20, alterando o anexo da Portaria SEPRT nº 604, de 18 de junho de 2019, que dispõe sobre a autorização permanente para trabalho aos domingos e feriados civis e religiosos a que se refere o artigo 68, parágrafo único, da CLT. Pela nova redação, o trabalho no comércio em geral aos domingos e feriados passou a ser autorizado permanentemente. É claro que isso acirrou a antiga discussão sobre a prevalência de portaria sobre a lei. No entanto, a situação hoje voltou a ser mais favorável às empresas. Uma coisa é certa. Autorização para o trabalho em feriados por acordo coletivo está fora de cogitação, sendo medida ilegal, passível dos procedimentos jurídicos cabíveis. No entanto, eventuais medidas nesse sentido, dependem da avaliação de cada sindicato. Por fim, mas não menos importante, lembramos que se o prazo de vigência da norma coletiva for de dois anos, ou ainda se houver cláusula de ultratividade, o trabalho nesses dias já estaria autorizado. Resta saber se essa condição não foi excepcionada, a exemplo do reajuste salarial. Fonte: FecomercioSP _______________________________________________________

Cartilha orienta sobre aplicação da LGPD ao varejo Em parceria com Cerveira Advogados Associados foi desenvolvida a Cartilha sobre a LGPD (Lei geral de proteção de dados) voltada para aplicação ao Varejo A LGPD reforça os direitos constitucionais da liberdade, privacidade e da autodeterminação informativa das pessoas naturais (pessoa física), na medida em que dita regras gerais ao mercado sobre a utilização, armazenamento e compartilhamento de informações pessoais, bem como a obrigatoriedade de instituir uma política de governança de dados pessoais e de segurança da informação. Confira como será a aplicação da LGPD no Varejo. Acesse o link: leigeral-de-protecao-de-dados-pessoais-e-aplicacao-ao-varejo Fonte: Sindilojas Campinas e Região


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