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OPINIÃO

NÃO PERCA O BONDE!

Fauzi Timaco Jorge fala em seu artigo mensal de e-commerce, marketplace e marketing digital

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BALCONISTA AUTOMOTIVO

NOVO CONSUMIDOR

A pandemia e o isolamento social em cidades pelo País mudaram o comportamento de consumo

n o166 AGO | 2020

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STREAMING

#LIVE DO BALCÃO O resumo de mais 4 transmissões acontecidas com importantes empresas e profissionais do setor

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REPORTAGEM ESPECIAL

ENTIDADES DO MERCADO Segundo executivos, a retomada já começou e mostra um cenário melhor para o segmento de autopeças

ESTEJA ATENTO ÀS MUDANÇAS!

Como num jogo de xadrez, no setor automotivo é importante escolher as melhores estratégias, principalmente por conta do aumento da demanda por manutenção, desglobalização da cadeia produtiva e das novas formas de consumo, entre outras que estão por vir. PÁG. 10




4 | EDITORIAL JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 166 | ANO XIV | AGOSTO DE 2020

MUDANÇAS NO SETOR AUTOMOTIVO E O NOVO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR Nossa reportagem de capa traz que devemos estar sempre alertas às mudanças que estão por vir e que certamente vão mexer com todo o mercado. O aumento da demanda por manutenção, desglobalização da cadeia produtiva e novas formas de consumo estão entre elas. A pandemia trouxe uma série de desafios para todo o setor automotivo, mas o momento já mostra uma recuperação e oportunidades para todos os players. Ainda: O consumidor mudou, ou ele está postergando a troca do seu veículo, ou dando preferência à aquisição de usados e seminovos. Outro movimento é para a compra de veículos de entrada e, mesmo, a aquisição por assinatura. O receio do uso do transporte coletivo tende a trazer mudanças perceptíveis na mobilidade e, consequentemente, impactar na demanda por manutenção. Como complemento, o que teremos adiante, na visão dos executivos das entidades. A retomada já começou e mostra um cenário melhor para o setor de autopeças. De acordo com o Sindipeças, no acumulado de 12 meses (maio 2019/maio 2020), o segmento contabilizou uma queda de 16% no faturamento, sendo de 44,25% para as montadoras e de 20,39% para o mercado de reposição. E as perspectivas são de uma recuperação continuada. “Embora o cenário seja ainda de difícil previsão, devido aos efeitos potenciais da pandemia, a recuperação a partir de junho sugere que o pior já passou. A velocidade e o ângulo dessa recuperação são incertos, mas creio que mais importante seja a constância no sentido da retomada”, diz o presidente da entidade, Dan Ioschpe.

DIRETORIA

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DIRETOR COMERCIAL Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Valtermário S. Rodrigues Robson Breviglieri Fauzi Timaco Jorge

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

REDAÇÃO Editor-chefe Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br Karin Fuchs redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Também: No caderno Balconista Automotivo deste mês trazemos uma reportagem com o título: Preparese para o novo perfil de consumidor. Ele mudou e você precisará mudar! A pandemia e o isolamento social imposto em várias cidades do País mudaram o comportamento de consumo. O que, consequentemente, requer mudanças no atendimento dos vendedores e balconistas. No artigo do nosso colunista Fauzi Timaco Jorge: “O bonde está passando. Destino: e-commerce”. Os dados são da 41ª. edição do estudo realizado pela Ebit | Nielsen desde 2001, denominado Webshoppers: Em 2019, o e-commerce cresceu 16%, com vendas acima de R$60 bilhões. No período que vai de 2010 a 2019, o Compound Annual Growth Rate (CAGR), ou seja, a taxa de crescimento anual composta é de incríveis 18%. Para fechar o conteúdo que especialmente preparamos para vocês, exibimos o que de melhor aconteceu da 13 a 16ª live que fazemos às terças e quintas-feiras com empresas e profissionais da reposição automotiva. Vale destacar que já passamos de 20 edições daquele que se tornou o principal local de encontro de profissionais do setor, novos ou experientes, em busca de conhecimento, principalmente nesse momento de distanciamento social. Grande abraço!

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FIQUEPORDENTRO

CONTINENTAL

UFI FILTERS

APRESENTA O DURAFILTER – FILTRO DO ÓLEO DE ALTA EFICIÊNCIA

FIRMA COMPROMISSO COM A ONU PARA EMPODERAMENTO FEMININO

C

om o objetivo de fortalecer seu compromisso com a equidade de gênero, a Continental, empresa que desenvolve tecnologias e serviços pioneiros em mobilidade sustentável, acaba de se tornar signatária da Carta de Princípios de Empoderamento das Mulheres, documento conhecido internacionalmente pela sigla WEPs (Women Empowerment Principles). Criado em 2010 pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global, o documento visa promover orientações e metas para empoderar as mulheres e promover a igualdade de gênero, especialmente, no mercado de trabalho. O evento oficial de assinatura aconteceu em 11 de agosto.

MAGNETI MARELLI LANÇA

FARÓIS E LANTERNAS PARA LAND ROVER; E COFAP AMPLIA CATÁLOGO DE AMORTECEDORES PARA VEÍCULOS PREMIUM A Marelli Cofap Aftermarket amplia seu catálogo no segmento de iluminação automotiva sob a marca Magneti Marelli com o lançamento de faróis e lanternas para o Range Rover Sport, da Land Rover. Tanto os faróis como as lanternas são importados da Marelli Europa e destinados aos veículos produzidos de 2014 a 2017. A Cofap também aumenta seu catálogo de amortecedores para veículos premium com a apresentação das novas aplicações para o segmento de veículos premium. Os novos códigos atendem aos modelos das marcas Audi, BMW, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Mini Cooper e Toyota.

ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO

IQA IMPLEMENTA SISTEMA ELETRÔNICO DE AUDITORIAS O

P O R: R E DAÇ ÃO | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pela CGCRE - Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO, implanta um Sistema Eletrônico de Auditorias para Serviços Automotivos que oferece maior agilidade, segurança e confiabilidade no processo de auditoria. “Quando falamos em agilizar a entrega das informações coletadas, nossa área técnica de Serviços Automotivos calculou uma redução de 40% no tempo de entrega do relatório final, e isso significa que o cliente atuará mais rapidamente nas falhas de processo”, explica Sérgio Ricardo Fabiano, gerente de Serviços Automotivos do IQA.

U

FI Filters conta com um meio filtrante de alta tecnologia patenteada pelo grupo para o filtro do óleo de motor - o Durafilter, que possui elevada resistência química e térmica devido a um septo filtrante graduado de fibras inorgânicas, e tem eficiência de 99,5% a 12 mícrons, enquanto outros filtros do mercado contam com eficiência de 80% a 20/25 mícrons. Essa tecnologia consegue manter o alto grau de filtragem, mesmo com longas quilometragens.

PHILIPS RESSALTA PROTAGONISMO DA ILUMINAÇÃO AUTOMOTIVA A iluminação automotiva tem um papel de protagonismo na segurança e na viabilidade do trânsito. Segundo a gerente de Marketing da América Latina da Philips, Juliana Gubel, “a iluminação automotiva da Philips, em constante desenvolvimento durante esses mais de 100 anos de história, permite que os veículos possam desenvolver altas velocidades nas rodovias durante a noite, propondo que os motoristas vejam de forma antecipada e segura”, diz.

FEIRA

REPARASUL ESTÁ CONFIRMADA E REÚNE SETOR AUTOMOTIVO EM NOVEMBRO DESTE ANO

E

stá confirmada para 2020 a 3ª edição da REPARASUL – Feira de Autopeças e Reparação Automotiva, marcada para acontecer de 18 a 21 de novembro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo (RS). A feira profissional reunirá fabricantes, distribuidores, varejistas de autopeças, fornecedores de equipamentos e serviços para oficinas mecânicas de veículos leves, pesados e comerciais.

FUCHS

FABRICANTE REFORÇA PIONEIRISMO E ANUNCIA NOVOS PRODUTOS DA LINHA TITAN PARA O MERCADO AUTOMOTIVO BRASILEIRO A FUCHS anuncia um novo portfólio de produtos desenvolvidos para atender o mercado automotivo. O objetivo é oferecer a qualidade reconhecida da companhia e atender toda a frota brasileira em circulação. A nova gama chega

para complementar a família TITAN e inclui óleos de motor, lubrificantes semissintéticos, sintéticos e minerais, além de lubrificante hidráulico. Os produtos atendem veículos com motores a gasolina, diesel, gás e etanol.


BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 | 7

NOVA CAMPANHA CASTROL MAGNATEC AMAMOS PROTEGER OFERECE DICAS DE PROTEÇÃO PARA O MOTOR DO VEÍCULO E CUIDADOS DE HIGIENE PARA O CARRO

U

ma das principais fabricantes de lubrificantes premium do mundo, a Castrol lançou desde 3 de agosto a campanha Castrol MAGNATEC- Amamos Proteger. A iniciativa conta com diversas orientações respondendo às principais dúvidas dos consumidores relacionadas ao lubrificante e também sobre como cuidar e higienizar o veículo protegendo tanto o motor do seu carro quanto sua família.

OSRAM E AMAZON FIRMAM PARCERIA DE SUCESSO PARA EXPANDIR VENDAS DA LINHA AUTOMOTIVA NO E-COMMERCE A pandemia mudou a forma de fazer compras e impulsionou as vendas on-line. Para oferecer mais praticidade e comodidade para o público B2C, a OSRAM, além de já ter sua loja na internet, firmou uma parceria com a Amazon, pioneira no e-commerce mundial. De fato, motivos satisfatórios não faltam por parte da indústria alemã, uma vez que o novo comportamento do consumidor veio para ficar e diversas pesquisas evidenciam isso.

COBREQ APRESENTA PASTILHAS DE FREIO PARA LINHA ONIX

A

Cobreq, marca da TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo, apresenta ao mercado pastilhas de freio para atender veículos da marca GM/Chevrolet. Os lançamentos são N-2092, para eixo dianteiro do Onix e Onix Plus. A pastilha de freio é a parte mais importante do sistema de frenagem dos veículos, sendo feita de material abrasivo e responsável por criar o atrito no disco de freio, provocando a redução da velocidade do veículo até a parada.

MTE-THOMSON

EMPRESA LANÇA CURSO DE ESTRATÉGIAS DE MARKETING DIGITAL PARA OFICINAS MECÂNICAS A Oficina do Saber, da MTE-THOMSON, desta feita em parceria com a Agência Tribo, empresa especializada em Marketing Digital, lança o curso de Estratégias de Marketing Digital, específico para oficinas mecânicas. O curso é baseado em uma analogia com as estratégias e táticas de um time de futebol e seu desempenho em campo. Confira o conteúdo do curso no: https:// conteudo.mte-thomson.com.br/curso-mkt-digital

MONROE AXIOS

COXIM EM BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO GARANTE A SEGURANÇA DO VEÍCULO

A

Monroe Axios orienta para os cuidados com o coxim, componente responsável pela fixação do conjunto de amortecedores e, também, por evitar oscilações e trepidações na suspensão. Já os amortecedores, segundo a Monroe, garantem a segurança do veículo e seus ocupantes e também devem merecer atenção especial para que cumpram a sua função corretamente durante o trajeto de um veículo. A peça é responsável por controlar a movimentação das molas da suspensão e manter os pneus em contato com o solo. Ambas são marcas no extenso portfólio da DRiV.

BORGWARNER

Fabricante possibilita condução ecológica de alto desempenho com o mais recente módulo de acionamento integrado ao Ford Mustang Mach-E A BorgWarner anuncia que está construindo um potente Módulo de Acionamento Integrado (iDM) para o novo SUV Mustang Mach-E, totalmente elétrico, da Ford. O iDM vem completo com um sistema de gerenciamento térmico e caixa de engrenagens BorgWarner integrado a um motor e componentes eletrônicos de outros fornecedores. "Nosso conhecimento de integração de sistemas, combinado com nossa proficiência em engrenagens, permite-nos projetar iDMs fáceis de montar e operar o mais silenciosamente possível", diz Stefan Demmerle, presidente e gerente-geral, BorgWarner PowerDrive Systems.

DANA CONQUISTA PRÊMIO EXPRESSÃO DE ECOLOGIA COM RECICLAGEM DE 100% DE BORRACHA A Dana, uma das principais empresas do segmento automotivo brasileiro e que acaba de comemorar 73 anos de atividades no País, conquistou pela primeira vez, o Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Reciclagem - Setor de Autopeças - promovido para divulgar as ações ambientais das empresas da região Sul do Brasil. A fabricante se destacou entre os 164 projetos inscritos com o case de Reciclagem de Borracha, no qual recicla 100% dos resíduos de borracha vulcanizada e não vulcanizada, com e sem resíduos metálicos, resultantes de seus processos produtivos.


FIQUEPORDENTRO

BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 | 8

ZF AFTERMARKET

COMPETIÇÃO

EMPRESA EXPANDE ATUAÇÃO NO E-COMMERCE SUPORTANDO A ATUAÇÃO DOS VAREJISTAS

STOCK CAR: FRAS-LE E FREMAX VOLTAM ÀS PISTAS NA TEMPORADA 2020 ALIANDO TECNOLOGIA E COMPETITIVIDADE

O

s produtos das marcas TRW, SACHS e ZF já podem ser encontrados no Mercado Livre, maior plataforma de e-commerce da América Latina e líder absoluta na comercialização digital de peças automotivas. Gradativamente, desde setembro do ano passado, quando a empresa disponibilizou a linha de suspensão, direção e freios TRW no Mercado Livre, a ZF Aftermarket vem ampliando sua presença na plataforma. Em janeiro deste ano, foi lançada a loja oficial SACHS e inseridos kits de embreagens, e neste mês de julho, itens de transmissão e componentes para área agrícola foram também incorporados à loja oficial da marca ZF.

TECFIL

É ELEITA PELO 4º ANO CONSECUTIVO A MARCA DE FILTROS AUTOMOTIVOS PREFERIDA PELOS MECÂNICOS A Tecfil foi eleita, mais uma vez, pela "Pesquisa O Mecânico 2020", como a marca mais lembrada e comprada pelos profissionais da manutenção automotiva, nas categorias Filtro de Óleo, Filtro de Ar, Filtro de Combustível e Filtro de Cabine. Promovida pela Revista O Mecânico, em parceria com o IBOPE Inteligência, a 4ª edição da pesquisa revela os hábitos de consumo dos profissionais de oficinas mecânicas e empresários de todas regiões do Brasil. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas online, com 1.020 profissionais do setor, e avaliou 45 categorias do segmento automotivo.

NAKATA

CURSOS EAD NAKATA MANTÊM ATUALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA REPARAÇÃO DE VEÍCULOS DURANTE A PANDEMIA

C

om a pandemia, as pessoas, muitas vezes, com maior tempo livre devido às exigências do isolamento social, criaram novos hábitos para buscar conhecimento, melhorar as habilidades e continuar focadas no negócio. “Com o distanciamento social, os cursos online passaram a ser excelente opção para os reparadores de veículos aproveitarem o tempo extra, continuarem se capacitando e aprimorando seus conhecimentos”, comenta Jair Silva, gerente de Qualidade de Serviços da Nakata, fabricante de autopeças do mercado de reposição para veículos leves, pesados e motocicletas, e uma das líderes em componentes undercar.

ZM

“EU APLICO ZM” É O PROGRAMA DE FIDELIDADE DA MARCA LANÇADO PARA REPARADORES

A ZM S.A., empresa com 37 anos, atuante e tradicional fornecedora para o mercado de reposição nas linhas elétrica e mecânica, lança o programa de fidelidade “EU APLICO ZM” para reparadores. Para participar, basta o profissional baixar em seu celular

o aplicativo e escanear os “QR CODES” das embalagens e pronto. Ele já está acumulando pontos. O aplicativo pode ser baixado em celulares com sistema Android pelo Google Play e para Iphone, na App Store.

O

Campeonato Brasileiro de Stock Car e Stock Light deu a largada no calendário oficial de 2020 em Goiânia (GO). E pela quinta temporada consecutiva, os carros da principal categoria automobilística do País são equipados com pastilhas de freio Fras-le e discos de freio Fremax. As marcas são fornecedoras oficiais dos componentes, desenvolvidos especialmente para a categoria, sendo um diferencial de competitividade e dinâmica das provas.

ARTEB ALERTA

ESTETIZAÇÃO DE FARÓIS E LANTERNAS AUTOMOTIVOS INFRINGE A LEGISLAÇÃO POR ALTERAR CARACTERÍSTICAS E COMPROMETER DESEMPENHO A estetização de faróis e lanternas, comum nos ramos de manutenção e reparação, costuma oferecer serviços de personalização destes dispositivos luminosos. Apesar de muito procurados, a ARTEB destaca que, além de o procedimento infringir a lei, o desempenho de faróis e lanternas é fruto de desenvolvimento num longo processo de engenharia, no qual ferramentas computacionais e requisitos normativos configuram cada aspecto do produto.

MAXXI TRAINING OFERECE TREINAMENTOS POR MEIO DE AULAS ONLINE AOS PROFISSIONAIS DO SETOR AUTOMOTIVO

O Maxxi Training promoverá em agosto aulas online ao vivo para profissionais dos segmentos das Linhas Leve, Pesada e Agrícola, e de Atendimento. Gratuitas e com certificação eletrônica, elas visam fazer com que o público adquira conhecimento e compartilhe suas experiências. Aos interessados em se inscrever, o link é o: www.maxxitraining.com.br/calendariocursos/. Após os treinamentos, os alunos recebem apostilas.



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C A PA | BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 | CAPA

| BALCÃO AUTOMOTIVO |

MUDANÇAS QUE ESTÃO POR VIR E VÃO MEXER COM TODO O MERCADO O aumento da demanda por manutenção, desglobalização da cadeia produtiva e novas formas de consumo, estão entre elas

A

pandemia trouxe uma série de desafios para todo o setor automotivo, mas o momento já mostra uma recuperação e oportunidades para todos os players. O consumidor mudou, ou ele está postergando a troca do seu veículo, ou dando preferência à aquisição de usados e seminovos. Outro movimento é para a compra de veículos de entrada e, ainda, a aquisição por assinatura. O receio do uso do transporte coletivo tende a trazer mudanças perceptíveis na mobilidade e, consequentemente, impactar na demanda por manutenção.

P O R: K A R I N F U C H S | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Pelos dados mensais de vendas do monitoramento da distribuição de autopeças no País do NDP Group no

Semanalmente, a GiPA do Brasil mediu a atividade

Brasil, no primeiro semestre houve uma queda de 14% no

na ponta com os reparadores. Segundo o diretor Geral,

faturamento quando comparado ao mesmo período de

Laurent Guerinaud, a retomada tem sido lenta. “A crise

2019. “Se considerarmos que o pior resultado das vendas

foi muito brutal, chegando a mais de 85% de queda de

aconteceu no mês de abril (- 38% x abril 2019), em maio

atividade no final de março. Desde então, observamos

o mercado iniciou a recuperação. Quando comparado

uma retomada muito leve ainda durante o período de

ao mesmo mês de 2019, a retração foi de 25%. A boa

quarentena, que acelerou a partir de maio. Contudo, é

notícia é que em junho 2020 x junho 2019, a distribuição

importante ter em mente que parte dessa retomada

de autopeças faturou + 1%”, diz José Guedes, presidente do NDP Group no Brasil.

José Guedes, presidente do NDP Group no Brasil

corresponde a manutenções que tinham sido adiadas por conta do isolamento social”.


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CAPA | AGOSTO DE 2020 |

O abastecimento às oficinas e reparadores será um

Queda nos emplacamentos

dos maiores desafios a ser enfrentado pela indústria e, consequentemente, pelos distribuidores de autopeças,

Para este ano, a Anfavea prevê uma queda

na opinião de Guedes. “Nesse sentido, o monitoramento

de 45% na produção e de 40% nas vendas de

contínuo do desempenho próprio e da concorrência, a

veículos novos, incluindo todas as categorias.

sua oferta, portfólio e posicionamento de preços serão

“O adiamento de compra de veículos novos vai

ainda mais importantes. Os fabricantes mais dedicados à

gerar uma oportunidade de os proprietários fazerem

reparação deverão sofrer o impacto da migração de parte

manutenções mais frequentes em seus veículos atuais.

dos players focados no OEM, possivelmente acirrando a

Laurent Guerinaud, diretor Geral da Gipa do Brasil

Devemos notar que a curva de vendas dos usados segue

concorrência”.

uma tendência similar à dos novos, com uma queda aguda entre março e maio, e recuperação a partir de

o medo do transporte público por conta da epidemia”.

Além da readequação da oferta entre OEM e reposição, ele diz que outro desafio é o câmbio. “A

junho”, analisa Jomar Napoleão, consultor da Carcon Além de tudo isso, o executivo ressalta que hoje o

indústria que produz localmente provavelmente terá

maior impulsionador é o próprio reparador. “Ele precisa

vantagem em relação à definição e manutenção de sua

“Hoje, a frota reparável de veículos leves no Brasil é de

tomar a inciativa, ligar para seu cliente, chamá-lo para a

política de preços ante a concorrência que sofre mais

mais de 36 milhões de veículos. O consumidor priorizará

oficina, explicando o quanto é importante realizar uma

com o impacto cambial”. Ele destaca como oportunidade

a manutenção do seu usado, esperando por um cenário

revisão preventiva depois de longo período sem uso

relevante a manutenção do segmento de pesados, cuja

mais favorável para realizar a troca pelo zero quilometro.

do carro”.

demanda ainda crescerá, uma vez que os caminhões

Automotive.

Esse movimento ainda terá impacto na idade média da frota, que tenderá a envelhecer e beneficiar o aftermarket

seguiram circulando, mesmo durante a quarentena, para

Mudanças

garantir o abastecimento”.

ainda nos próximos anos”, diz Guedes. Para Guerinaud, infelizmente, empresas fecharam as

Guerinaud lembra que o maior problema com as

portas e outras estão à beira da falência, abrindo espaço

peças importadas é o custo, a queda do Real encareceu

E também a priorização por transportes individuais,

para os competidores que precisam estar muito atentos

muito a importação. “Por questões logísticas, pode haver

acrescenta Guedes: “o temor de contágio da Covid-19

para aproveitar essas oportunidades. “É importante

pontualmente falta de peças, mas sempre será possível

fará com que parte dos usuários de transporte público

para a indústria e os distribuidores acompanharem

encontrar algum fornecedor para importar. Da mesma

dê preferência aos veículos próprios, de aplicativos

muito bem o mercado, suas evoluções regionais para

forma, algumas lojas, distribuidores e fabricantes podem

e táxis, e esses últimos têm elevadas frequências de

identificar logo os pontos de retomada e as suas falhas,

não ter ajustado os estoques de forma correta, e subir

manutenção/Km rodado. As empresas que estiverem

o desabastecimento e a indisponibilidade de peças que

falhas no aprovisionamento. Mas o mercado brasileiro

bem posicionadas no mercado de reposição contarão

podem ocorrer, para se posicionarem imediatamente e

já está preparado para esse tipo de situação, varejistas

com grande vantagem competitiva”.

ganharem novos contratos”.

e reparadores trabalham com um grande número de fornecedores e não têm dificuldades em encontrar em

Visão similar compartilha Guerinaud. “O principal fator

A GiPA tem ajudado várias empresas nesse e

Guerinaud

complementa

um as peças que faltam no outro”.

de retomada, em curto prazo, é justamente a realização

monitoramento

que

das manutenções que foram adiadas pelos motoristas,

também é fundamental o planejamento, por parte dos

durante o período de isolamento social. Algumas

distribuidores e da indústria, para adequarem a produção

operações podem ter crescimento forte devido ao

e estoques à realidade do mercado. “As projeções da

Para a produção de veículos, Napoleão analisa

tempo em que os carros ficaram parados, tais como troca

GiPA são um grande auxílio para adequar as capacidades

que a retomada aos níveis anteriores à Covid-19 só

de baterias, pneus, pinças de freio. Outro fator positivo é

ao mercado”.

se dará em 2023. “A maioria das montadoras parou as

Para este ano


12

CAPA

MUDANÇAS QUE VÃO MEXER COM O MERCADO

| BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 |

suas atividades de 4 a 6 semanas, isso fez com que a

- O nível de uso do carro pelos motoristas. A

cenário mais provável hoje, a projeção é de uma queda

previsão atual de produção seja na faixa de 1,7 milhão

quilometragem não percorrida leva a uma perda de

de cerca de 20% do faturamento para 2020, com impacto

a 1,8 milhão, o que indica uma redução de 32% a 34%

atividade, porém, não exatamente proporcional;

maior nas atividades de funilaria e para o mercado OES”,

em relação a 2019. Para 2021, esperamos (dados atuais

informa Guerinaud.

da LMC) uma recuperação de 28% e a volta aos níveis

- A proporção do faturamento perdido no início

anteriores à Covid-19 em 2023”. Junto à sua parceira LMC

do ano, que poderá ser recuperada, correspondente

Automotive, a Carcon Automotive analisa em tempo real

principalmente às manutenções que foram adiadas,

todos os mercados afetados.

por exemplo;

Tendências de consumo e na cadeia produtiva Pela 21ª edição da “Pesquisa Global com Executivos do

No aftermarket, Guedes comenta que “se a tendência

- A velocidade de retomada da atividade no

Setor Automotivo 2020” (Global Automotive Executive

de recuperação a partir de junho se mantiver e se não

aftermarket, que corresponde à normalização da

Survey 2020, em inglês), GAES 2020, conduzida pela

houver novos lockdowns, é bastante provável que o

situação;

KPMG, a indústria automotiva viverá um ciclo de

mercado de reposição tenha um desempenho similar ou até superior ao de 2019. O faturamento da distribuição de autopeças em 2019 foi 2% maior que em 2018”.

mudanças e no Brasil não será diferente, conforme - As variações dos níveis de preços, que podem sofrer pressão para cima (por conta da alta do dólar) ou para

analisa Ricardo Bacellar, sócio-líder do setor Industrial Markets e Automotivo da KPMG no Brasil.

baixo (por conta da intensificação da concorrência). Já a GiPA do Brasil mediu a perda de atividade do

Desglobalização: “Na medida em que a indústria

aftermarket nacional na primeira parte do ano, assim

“A partir dessas variáveis e da nossa experiência de

concentrou a produção de peças e componentes na

como a queda da quilometragem percorrida pelos

35 anos no aftermarket, a GiPA criou e disponibilizou

China, ela também ganhou volume para diminuir custos.

motoristas. A expectativa para o final do ano depende

o DELFOS, um simulador que permite projetar o

Isso funcionou até a pandemia mostrar o lado perverso

essencialmente da evolução de quatro variáveis:

faturamento anual 2020 do aftermarket. Considerando o

dessa história.



14

CAPA

MUDANÇAS QUE VÃO MEXER COM O MERCADO

| BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 |

Talvez um dos principais temas seja a discussão sobre

indústria automotiva, mas também deve-se considerar

repensar o modelo da cadeia logística como um todo. A

que, podendo trabalhar em casa, as pessoas podem optar

questão da globalização bateu muito nas cadeias locais,

por mudar para lugares mais distantes e vão precisar de

agora é o inverso, elas estão começando a enxergar

carro para se locomoverem. Isso tudo trará um equilíbrio

uma série de oportunidades nessa mudança de eixo e

de forças no que diz respeito à mobilidade”.

não tem como o Brasil ficar de fora dessa mudança de agenda. Já estamos conversando com muitos agentes

Investimentos: “Tudo o que estiver ligado a

da indústria sobre as oportunidades que isso traz,

investimento não tem como não ser postergado.

principalmente para a cadeia de fornecedores, sem

Todo capital disponível hoje, que não é muito, está

dúvida, com o aumento de produção local no Brasil”.

voltado para salvar a cadeia produtiva. O governo até

Preços: “Apesar de termos um nível de nacionalização muito bom no Brasil, em média de 70%, a indústria já tinha uma margem muito espremida e com a mudança de patamar muito agravada do câmbio é praticamente impossível as montadoras não reajustarem os preços. Isso traz novamente a discussão de acelerar uma localização de produção, uma estratégia de supply chain para ficarem menos vulneráveis com essas pressões, que não é só cambial, mas também de evolução tecnológica”.

motos, pela explosão dos serviços de delivery”. Oportunidades: “Globalmente, antes da pandemia já vinha crescendo um questionamento muito grande em relação ao tíquete de entrada da indústria automotiva e no Brasil é muito caro ter e manter o carro, parte disso está relacionado aos impostos, as montadoras não têm

se mobilizou rapidamente ao criar um programa de injeção de liquidez para o mercado de R$ 1,2 trilhão, só que essa liquidez não desceu dos bancos para baixo. Para emprestar capital, eles olham risco e da forma que estava, a cadeia apresentava um grande risco. Ou o banco não emprestava ou emprestava a um custo alto, qualquer uma dessas opções é péssima para a cadeia”.

como mexer nisso, mas elas têm oportunidades. Em 2019, quase 50% das vendas das montadoras foram para grandes frotistas e com a venda direta, mas esse mercado caiu. A indústria tem uma janela de oportunidades para inverter a curva e fazer com que aumente a receita com o consumidor final, B2C, a qual a margem é maior. Para isso, ela precisaria oferecer seu produto de forma que reduza o tíquete de entrada e o custo de manutenção”. “Um modelo que tem ganhado força é o de assinaturas, uma forma de oferecer o veículo a um custo baixo de entrada, que é diferente do modelo de locação. Outra questão é: será que o brasileiro teria interesse em pagar menos por um veículo mais simples? Isso não quer dizer tirar itens de segurança. Na Europa, por exemplo,

Jomar Napoleão, consultor da Carcon Automotive

já há uma discussão sobre os kits multimídias, que são caros e só neles há muito dinheiro com tecnologia”. Ou seja, ofertas flexíveis e acessíveis para novos veículos, principalmente nos produtos de entrada.

Nova mobilidade: “Antes da pandemia havia um drive muito forte de troca de posse por serviço, e ela trouxe um cenário diferente. O movimento de aversão ao transporte público começou na China, primeiro país a retomar. Lá, as pessoas começaram comprando carros usados e seminovos e, posteriormente, optando por carros de entrada. No Brasil está acontecendo a mesma coisa, perceptivelmente pelos resultados de vendas de usados e seminovos. Nessa conta também entram as

Retomada: “Estamos vendo a retomada de vendas de veículos usados e seminovos, isso não está reativando a produção, por isso, a sua retomada está com uma curva mais desafiadora do que à de vendas. Lembrando que antes da pandemia, chegou um momento em que os estoques de veículos eram de até quatro meses. As vendas estão retomando, isso é bom, mas quando começarem os mega engarrafamentos haverá a rediscussão sobre mobilidade. Por outro lado, a pandemia trouxe a questão do home office no mundo inteiro e isso tem influência na

Ricardo Bacellar, sócio-líder do setor Industrial Markets e Automotivo da KPMG no Brasil Novas tecnologias: “As montadoras e sistemistas tiveram que direcionar o que ainda tinham de capital para ajudar a cadeia para ela sobreviver. Para investir em tecnologias, veículos elétricos, ondas de embarques tecnológicos, é preciso definir prioridades. Por isso, não só no Brasil, mas globalmente há uma discussão para adiamento das metas de redução de emissão. Antes da pandemia essa discussão já estava forte na Europa. Aqui no Brasil é uma rediscussão da premissa do Rota 2030, para uma postergação de pelo menos dois anos. É uma nova realidade sistêmica. Para que a indústria dê uma respirada é necessário que esses patamares sejam postergados”.



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ENTIDADES

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O QUE TEREMOS ADIANTE, NA VISÃO DOS EXECUTIVOS DAS ENTIDADES A retomada já começou e mostra um cenário melhor para o setor de autopeças | P O R: K A R I N F U C H S | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

D

e acordo com o Sindipeças, no acumulado de 12 meses (maio 2019/maio 2020), o setor contabilizou uma queda de 16% no faturamento, sendo de 44,25% para as montadoras e de 20,39% para o mercado de reposição. E as perspectivas são de uma recuperação continuada. “Embora o cenário seja ainda de difícil previsão, devido aos efeitos potenciais da pandemia, a recuperação a partir de junho sugere que o pior já passou. A velocidade e o ângulo dessa recuperação ainda são incertos, mas creio que mais importante seja a constância no sentido da retomada”, diz o presidente da entidade, Dan Ioschpe. Segundo ele, a retomada está ocorrendo, como indicam os volumes vendidos e produzidos a partir de junho. “A venda de autopeças para a reposição sofreu, mas menos que no caso das autopeças destinadas à produção de veículos. O que é normal em um cenário de envelhecimento da frota pela queda brusca na venda de veículos novos”. Retomada que também é comentada pelo presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce), Ranieri Leitão. “O ano começou bem para o setor, mas em seguida veio a pandemia e dificultou a vida de todos. O primeiro semestre foi de muitas dificuldades, com um resultado entre 60% a 65% do que foi o primeiro semestre de 2019. Nos Estados que estão mais livres da pandemia, principalmente no Nordeste, já estamos com resultados acima do mês de julho de 2019. A perspectiva tem sido muito boa, com um aumento de demanda que perdurará por mais alguns meses”. Presidente do Sincopeças-SP e vice-presidente da FecomercioSP, Francisco Wagner De La Tôrre, conta que o segmento de reposição e manutenção automotiva, diferentemente de outros setores, não parou por completo, mas sofreu uma queda muito significativa, com caída de 80% da atividade em abril e de 50% a partir de maio e junho. “Antes da pandemia a atividade ainda não era a ideal, mas começávamos a nos recuperar de uma crise muito profunda, então, tivemos queda de 50% em uma atividade que já vinha enfraquecida. Em julho, as lojas de autopeças já registram 80% do faturamento de 2019, com tendência de crescimento. Creio que em agosto voltaremos ao faturamento do ano passado. De toda forma, podemos olhar esses dados como um copo meio cheio ou meio vazio”.

Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças

A expectativa, diz ele, é que os próximos meses sejam melhores, pois as pessoas começaram a usar mais o carro. “Já a área agrícola que teve as atividades aquecidas durante a pandemia movimentou a reparação nas regiões onde há concentração do agronegócio, como a Centro-Oeste”.

Produção local Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional, informa que houve queda no movimento apesar do serviço de manutenção ter continuado em funcionamento na quarentena por ser considerado essencial. “Foi o que ajudou a não termos um cenário pior, como outros setores que simplesmente ficaram paralisados, como é o caso de restaurantes, comércio, shoppings, entre ouros. Para isso, o Sindirepa-SP enviou uma solicitação ao governo do Estado de São Paulo que foi atendida”. De qualquer forma, ele diz que o cenário está sendo bem desafiador, principalmente porque o setor de reparação não tem amparo para obter linhas de crédito com condições adequadas ao negócio. “No geral, as empresas são pequenas e não possuem capital de giro suficiente para suportar as quedas que foram sentidas. Existe a necessidade de linhas de crédito para empresário conseguir colocar a casa em dia. Além disso, o consumidor com redução do poder de compra precisa de parcelamento maior para pagar os serviços”. Ele acrescenta que tudo isso somado aos encargos das empresas torna a gestão bem complicada nesse momento, pois os custos continuaram com a folha de pagamento, já que as empresas de reparação de veículos oferecem serviços e a mão de obra é a maior despesa. “Foi preciso se reinventar e quem não estava nas redes sociais precisou correr atrás para entrar e atrair clientes. Tem ainda a preocupação com a saúde dos funcionários e os cuidados necessários com adoção de medidas no dia a dia”. Fiola comenta que as empresas que atendem a linha leve em grandes centros urbanos ainda sentem muito forte o impacto negativo da pandemia. “A retomada é lenta, mas já está bem melhor do que no começo quando tudo parou. O consumidor ainda está inseguro e com medo por temer em perder o emprego e ficar sem renda, por isso fica resistente com gastos extras, como a com manutenção do veículo, além disso, também está optando mais por home office, evitando deslocamentos. Tudo isso afeta o movimento nas oficinas”.

Com a pandemia, ficou perceptível o risco que é depender de fornecedores de outros países. Questionado se está havendo algum movimento para aumentar a produção local de autopeças, Ioschpe diz que a pandemia mostrou que é prudente possuir mais de uma opção de fornecimento para qualquer componente. “Dito isso, o que irá determinar a médio e longo prazos a localização da produção serão as condições competitivas dos países e regiões. No caso do Brasil, temos de avançar com os temas que impactam a nossa competitividade sistêmica, como a questão tributária e a falta de infraestrutura, para citar apenas dois exemplos”. Para De La Tôrre, haverá não apenas um aumento da produção local, mas um reposicionamento das indústrias, principalmente as globais, que perceberam que não é prudente depender de um único local como fornecedor global de produtos. “Creio que os países terão que repensar quais são os setores mais estratégicos e ter uma produção local. Mesmo que isso tenha impacto no preço, ficou claro que não dá para depender de um único lugar como fornecedor global de mercadoria industrializada”.

Ranieri Leitão, presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce)

Ele explica que isso favorecerá não somente a indústria de autopeças como outros setores estratégicos nacionalmente. “Já percebemos que as lojas de autopeças e os distribuidores estão com sérias dificuldades para reposição de seus estoques na plenitude do seu mix por conta do gargalo logístico que se criou com a parada



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ENTIDADES

| BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 |

O QUE TEREMOS ADIANTE, NA VISÃO DOS EXECUTIVOS DAS ENTIDADES

da atividade econômica da Ásia no primeiro semestre, e agora estamos sentindo os efeitos dessa paralisação. Independentemente do câmbio, esse fato, por si só, já incentiva a produção local”. Na opinião de Leitão, deveria haver um esforço maior para apoiar as indústrias nacionais. “Deveríamos nos esforçar e falar a mesma linguagem em todo o País para apoiar as indústrias nacionais e o nosso parque de autopeças. Isso seria bom para o Brasil e traria mais confiança ao setor com as peças de fabricação nacional. Nós, do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce) e também como Sincopeças Brasil e Câmara Automotiva Nacional, damos apoio total é pela produção das peças feita pela indústria brasileira”.

Vendas de veículos Em junho, para cada veículo leve foram vendidos 4,5 usados. Fiola avalia que a queda nas vendas de veículos novos vai resultar no aumento do movimento na reposição. “As pessoas vão adiar a troca do carro e vão precisar fazer manutenção no usado, o que vai refletir positivamente na cadeia da reposição. Essa situação já aconteceu em outras crises, quando a reposição se manteve estável. Outro fator importante é que a idade média dos veículos está aumentando e já chega a 9 anos e 8 meses, isso também contribui para o aumento da demanda de manutenção nas oficinas”. Ioschpe comenta que a frota circulante brasileira, de 45,9 milhões de veículos em 2019, envelhece ininterruptamente desde 2014, segundo o tradicional levantamento do Sindipeças. “Se a frota envelhecerá mais, isso dependerá da recuperação, que pode minimizar ou não o impacto. Mas, como tendência, a queda na venda de veículos novos acelera o envelhecimento da frota”.

Francisco De La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP e vice-presidente da FecomercioSP

Ele pontua que em 2019, a idade média chegou a 9 anos e 8 meses, e que especificamente os caminhões tinham cerca de 11 anos e 7 meses de idade, bem mais que em 2014, de 9 anos e 7 meses. “Políticas públicas que estimulem a renovação da frota, inicialmente de veículos comerciais, podem reverter essa curva. Temos trabalhado intensamente com o governo nessa ação, que é fundamental para a preservação da vida, pela diminuição

na quantidade de acidentes, e do meio ambiente, com a redução da emissão de poluentes, com ênfase na linha pesada neste momento”. Na opinião de Leitão, a queda nas vendas de novos tem o lado bom e o ruim. “O bom é que haverá reparo de mais veículos, o varejo venderá mais para os clientes resolverem os problemas dos carros usados e para fazerem as manutenções. Com a comercialização dos veículos usados a tendência é também crescer o volume de negócios do varejo e da reparação. No futuro, menos veículos novos vendidos impacta no setor”. O executivo do Sincopeças-SP faz uma avaliação similar. “A venda do carro zero hoje é a demanda do nosso mercado depois que passa a garantia desses veículos. A queda de 40% que a Anfavea projeta para este ano, lá na frente vai impactar negativamente o nosso mercado. De toda forma, cada automóvel seminovo e usado vendido hoje gera três vendas, porque o consumidor que compra este carro seminovo vende o dele mais antigo e alguém compra este mais antigo. É um giro de três vezes que promove um movimento positivo para a reposição e a reparação, haja vista que quem vende o automóvel faz uma revisão prévia e quem compra dá uma incrementada e isso gera negócios para o nosso segmento”.

Transporte individual Com a pandemia está havendo uma tendência de as pessoas utilizarem o transporte individual em detrimento ao coletivo. De La Tôrre não chamaria isso de oportunidade. “Mas como um incremento da demanda, muito embora seja um pouco cético com relação a essa observação porque estamos num País de poder aquisitivo muito baixo. Desde antes da pandemia, quem pode evitar o transporte público já evita porque é muito ruim e a infraestrutura não consegue atender minimamente a demanda de transporte porque é pouca e precária”. Segundo ele, quem tem condições econômicas já opta por utilizar o veículo. “Pós-pandemia teremos, seguramente, um consumidor e um usuário de transporte mais pobre, portanto, essa observação apontada pelos especialistas, de tendência de aumento do transporte individual, tenho dúvidas se isso serve para o Brasil. De qualquer forma, temos o atendimento das demandas provocadas pela retomada da economia e por uma frota mais envelhecida, que demanda mais serviços e muitas vezes serviços mais complexos. Essas são as oportunidades”. Já Leitão acha que isso é uma tendência. “As pessoas estão usando mais os veículos particulares, o que é notório em todo o País, exceto nas cidades menores. Isso irá oportunizar mais veículos precisando de manutenção e nosso mercado será aquecido neste ano”. E Fiola também comenta sobre os reflexos positivos. “Muitas pessoas vão optar pelo transporte individual

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional

e devem tirar o carro da garagem para trabalhar ou usar aplicativo, mais veículos nas ruas gera demanda de manutenção nas oficinas. O que é preciso observar também é a mudança de perfil do consumidor, com mais carros alugados para motoristas de aplicativos, as locadoras se tornam clientes em potenciais e a maneira de lidar e trabalhar é diferente, mas deve ser considerado pelo reparador como um nicho de mercado a ser explorado”.

Impactos da pandemia Ranieri Leitão e Francisco De La Tôrre analisam quais serão as principais mudanças no setor. A começar por Leitão: “sintetizando, a pandemia trouxe mudanças profundas no psicológico do empresário de autopeças. Primeiro, nós temos que imaginar que todo o cenário está mudando e as empresas passarão a vender não só presencialmente, mas essencialmente por plataformas virtuais. O empresário que não se atentar a isso ficará para trás”. Ele orienta que é muito importante querer conhecer o novo, que não é mais tão novo. “Sintonizar as empresas com o mundo virtual e encontrar soluções para minimizar os problemas que podem acontecer no futuro. O mundo virtual é sem volta e o empresário que quiser participar desse bolo terá que ter mudanças mentais para poder se congregar a esse universo”. Para De La Tôrre, falar sobre as principais mudanças no setor após a pandemia é uma pergunta bem difícil. “Mas, posso afirmar com certeza que a utilização da tecnologia, como forma de manutenção do sistema de trabalho e como forma de conexão entre clientes e fornecedores, veio para ficar. Não tenho dúvida que o processo de utilização da tecnologia disponível será aumentado em todas as suas possibilidades, ou seja, tanto no processo administrativo de gestão das empresas como no processo de compra e venda de produtos”. Ainda de acordo com ele,“olhando para o que aconteceu durante a gripe espanhola, no auge da pandemia, as pessoas também tiveram uma alteração muito profunda e abrupta dos seus hábitos e, na medida que a pandemia foi passando, os hábitos voltaram a ser como antes. Não sei como essa pandemia afetará os costumes, mas estou certo quanto à utilização da tecnologia como forma de otimização do negócio em todos os seus aspectos. Os veículos continuarão precisando de reparação e reposição de peças e as lojas devem manter o foco no seu negócio, investindo, na medida das suas possibilidades, em tecnologia e treinamento dos seus funcionários”.



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TENDÊNCIAS

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TRANSMISSÕES CONTINUAM A TODO VAPOR NO FACEBOOK E CANAL DO YOUTUBE DA PUBLICAÇÃO | POR: SILVIO ROCHA | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Em continuação à série de lives que o Balcão Automotivo vem fazendo nesse momento de pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), mais trechos de quatro transmissões que obtiveram grande repercussão no canal. Confira os principais temas abordados e alguns pensamentos importantes destacados durante as transmissões, que foram coordenadas mais uma vez por Silvio Rocha, editor-chefe do Balcão Automotivo Digital.

21/07

“Como o Aftermarket Automotivo pode se reinventar neste período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19)?” “Eu acredito nesse segundo semestre, que já estamos, estou super otimista. Na verdade, eu converso com todo mundo, com a distribuição, com a nossa equipe de representantes, com outras pessoas de indústrias, e a gente vê que estão todos no mesmo patamar em relação às vendas. Então, todo mundo com produtos diferentes e satisfeito com os meses. Embora maio, junho e julho tenham sido muito bons, os seguintes ainda são meio incertos, não se sabe se agosto e setembro vão nessa leva, aí estamos na torcida para que o ano continue da mesma forma. Mas em contrapartida, mesmo com pandemia, a gente tá conseguindo ver bons números e ter fé em Deus uma melhora maior, porque estando ruim lá fora as vendas estão boas. À medida que minimizar a pandemia as vendas vão crescer. Para o final do ano, eu estou bem otimista e para o segundo semestre também”. Jane de Castro, gerente Comercial da Ampri

“Eu compactuo desse mesmo otimismo da Jane porque o pessoal está fazendo manutenções nos veículos, está procurando as oficinas mecânicas. O

cliente, hoje, consegue programar uma manutenção, mesmo a corretiva, e aí nesse momento que ele chega nas oficinas... elas têm como trabalhar um pagamento mais estendido, melhorar um valor de mão de obra, fazer um serviço ainda superior. Então, eu vejo esse crescimento na reparação tanto junto ao mecânico como ao varejo, ao balconista. O que queremos, e isso não pode deixar passar de jeito nenhum, é que esse pessoal que atua ali com o cliente final, com o dono do veículo, não deixe para trás o conhecimento, de buscar informação. Porque, hoje, é fundamental começar o dia ouvindo ou assistindo um jornal para saber o que acontece na sua cidade, no seu estado. Eu espero que o profissional aproveite melhor esses grupos de WhatsApp de mecânico e balconista para troca de informação”. Edson Clemente, consultor técnico da Ampri

23/07

“Como o Aftermarket Automotivo pode se reinventar neste período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19)?” “Em conversa com o pessoal do mercado, a tendência é de uma recuperação, de certa forma, do nosso setor. Tenho certeza que, no mínimo, todo mundo vai trabalhar para fazer os números de 2019. Essa melhora dos dois últimos meses, junho e julho, já demostram uma certa recuperação, eu tenho certeza que estão todos trabalhando para fazer os números do ano passado, para não ter perdas desses números. E a partir de janeiro vida nova, o maior desejo de todo mundo é que 2020 acabe logo para começar tudo do zero, mas a gente tem uma retomada. Talvez, o mercado

de montadora demore um tempo - até em função da dificuldade econômica que as pessoas tão passando hoje, o que de certa forma é positivo para o nosso setor. Mas olhando como empresa, onde temos uma certa dependência da montadora, não é tão positivo assim. Então, aí a gente tem que torcer para que o aftermarket acelere mais, melhore num volume maior para compensar o que perdemos no mercado de montadora, de equipamento original”. Ivan Furuya, gerente de Vendas Aftermarket da DRiV

“Se a gente voltar no tempo, 2008 e 2013, você pode perceber que o mercado automotivo brasileiro não sofreu tanto o impacto como os outros segmentos. Então, parece que temos uma cultura diferente também nesse setor. Isso permite que fiquemos sempre otimistas e os números já dizem, não falo de crescimento, mas de recuperação de perda. Eu faço uma analogia que o segmento é um avião, até o mês passado esse avião estava com bico apontado para baixo, porque a curva estava decrescente. Agora, a gente vê uma retomada, ele empina o nariz para cima, já se posiciona nesse crescimento. O que teremos que perceber é quanto tempo o mercado vai demorar para reagir aos mesmos patamares da pré-pandemia, a evolução dos meses de setembro e outubro, a que níveis podemos chegar. Eu acredito numa melhora rápida, até por conta da própria retração do segmento original. Então, as pessoas vão valorizar o carro usado e isso vai abrir um nicho, uma oportunidade muito grande para recuperar essas perdas”. Juliano Caretta, supervisor de Treinamento da DRiV



TENDÊNCIAS

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28/07

“Como o Aftermarket Automotivo pode se reinventar neste período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19)?” “A Dayco manteve e vem fomentado bastante o lançamento de novos produtos nos últimos dois, três anos. Então, mesmo com toda essa situação, nós não paramos em momento algum, a gente vem desde março para cá muito forte no lançamento de novos itens. Aliado a isso, estudamos também o lançamento de novas linhas de produtos e um fomento maior na linha pesada, que a gente percebe que a Dayco tem uma carência de reconhecimento desse importante segmento. Aproveitamos esse período para nos reinventar não somente no atendimento ao mercado, na forma digital, mas em tudo que discutimos, estudar possíveis parcerias com outras empresas em lançamentos de itens, nós temos algumas parcerias em andamento. Nesse sentido, também somando a tudo isso que falei, eu acredito na tendência de recuperação nessa segunda parte do ano, ou no final do nosso ano fiscal. Se a gente conseguir fechar com o mesmo resultado de faturamento já me darei por satisfeito”. Marcelo Sanches, diretor de Aftermarket Latam da Dayco

“A Dayco está nas principais montadoras do mundo, então a gente tem muita tecnologia para trazer para o mercado de reposição. Por isso, conseguimos manter esse bom ritmo de lançamentos citados pelo Marcelo tanto na linha leve quanto na linha

| BALCÃO AUTOMOTIVO | AGOSTO DE 2020 |

pesada. Lançamos mais alguns códigos de correias de Scooter. Então, foi o que eu falei no começo: a gente continua trabalhando forte nas nossas ações, percebemos uma retomada bem forte nos últimos dias, até de solicitações por ações promocionais, e estamos fazendo com o maior cuidado, até no brinde que o nosso promotor está entregando passamos álcool em gel para deixar na maior segurança. Para o futuro, vamos aliar o melhor do digital com o melhor do presencial. Claro que certamente vamos deixar de perder tempo com deslocamentos desnecessários e focar no que realmente dá resultado. Nessa linha, a Dayco, com a mudança para Indaiatuba (SP), acabou por implantar home office que funcionou muito bem”. Nathália Amorim, supervisora de Marketing Latam da Dayco

31/07

“Como o Aftermarket Automotivo pode se reinventar neste período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19)?” “Uns falam em recuperação em V, outros em U e em W, subir, descer, subir e descer. Realmente é muito difícil prever. Eu tenho muito contato com médicos, alguns da família, inclusive infectologistas, pergunto para eles: - Vamos passar o Natal juntos? Eles falam que não, porque a perspectiva até o final do ano é que continue a situação parecida. Se me perguntarem se o ano que vem vai crescer três, cinco ou dez por cento, eu não sei responder, isso até a vacina ficar pronta. Está tendo

Vale destacar que todas essas lives estão disponíveis no canal do YouTube do Balcão Automotivo. Aliás, se você ainda não se inscreveu no canal, inscreva-se e seja avisado toda vez que iniciarmos uma nova transmissão ou postarmos algum conteúdo novo. É fácil, rápido e o que é melhor: GRATUITO. *Por conta de espaço, nos reservamos o direito de editar os depoimentos extraídos nas respectivas lives

uma corrida política pela vacina, mas acredito que no começo de 2021 a gente consiga, no primeiro semestre, vacinar a maioria das pessoas e vamos deixar essa pandemia para trás”. Roland Setton, diretor Comercial da Isapa

“Eu sou corintiano, brasileiro e vendedor, sou otimista por natureza, acho que o pior nós já passamos. A gente pode até ter alguma tendência de queda, fechar ou não algumas cidades, temos que continuar nos cuidando, todo mundo que vai à rua tem que levar álcool em gel, usar máscara. Temos que voltar a viver, vamos todos retomar a nossa vida com muito cuidado. Eu entendo que a tendência é ter um segundo semestre muito bom, acho que 2021 vai ser o ano do mercado de reposição, entendo que o segmento inteiro vai bater recordes atrás de recordes, essa é a minha esperança”. Marcelo Martins Ferreira, gerente nacional de Vendas da Isapa



20 VEZES OBRIGADO! Obrigado a todos que participaram e assistiram às nossas 20 primeiras transmissões. O Balcão Automotivo prepara para a segunda série de lives ainda mais novidades.

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23/ABRIL

30/ABRIL

07/MAIO

14/MAIO

28/MAIO

04/JUNHO

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O P I N I ÃO

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MOMENTO ECONÔMICO

O BONDE ESTÁ PASSANDO. DESTINO: E-COMMERCE | P O R: FAU Z I T I MACO J O R G E*

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s dados são da 41ª. edição do estudo realizado pela Ebit | Nielsen desde 2001, denominado Webshoppers, que possui alta credibilidade sobre o comércio eletrônico brasileiro e constitui principal referência para os profissionais do segmento: em 2019, o e-commerce cresceu 16%, com vendas acima de R$60 bilhões. No período que vai de 2010 a 2019, o Compound Annual Growth Rate (CAGR), ou seja, a taxa de crescimento anual composta, é de incríveis 18%! Difícil imaginar que, no ano da pandemia que nos impele ao recolhimento social e que já vem demonstrando crescimento exponencial desta modalidade de comércio, este número não salte para além dos 30% de aumento nas vendas assim realizadas. O estudo revela que o aumento da quantidade de pedidos é o principal motivador desse crescimento ao longo dos anos. Para um crescimento de 13% no ticket médio – o valor médio de cada pedido – o índice de quantidade de pedidos sai de 100 em 2010 para 447 em 2019. Uma elevação, portanto, de 347% no período! Outro dado significativo diz respeito à quantidade de novos consumidores, algo em torno de 10,7 milhões em 2019, denotando um crescimento em torno de 9% em relação ao ano anterior. Como o nome do estudo – Webshoppers [lojistas da internet] – indica, trata-se de uma análise de compras online em lojas, baseada no cadastro da empresa (CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas), reunindo 12 segmentos de lojas: 1) Alimentos; 2) Automotivo; 3) Autosserviço; 4) Bebidas; 5) Casa e Decoração; 6) Departamento; 7) Esportivo; 8) Farma; 9) Informática; 10) Perfumaria; 11) Petshop e 12) Roupas e Calçados. No caso específico do segmento automotivo, que nos interessa mais diretamente, são analisadas as compras em “lojas online com predominância na venda de acessórios automotivos, como rodas, pneus, faróis, alarmes de segurança, etc”.

*Mestre em Economia pela PUC/SP. Exerceu função executiva em empresas nacionais e estrangeiras nas áreas de vendas, exportação e planejamento. É sócio-gerente da Timaco Planejamento Empresarial desde 1994, uma consultoria na área de planejamento empresarial. Atua como Professor-Tutor no Pós-Graduação Online em Gestão Financeira do sistema FGV Online, desde 2010. Em suas atividades acadêmicas consta a coautoria de diversos livros versando sobre Economia, Finanças e Controladoria

Neste segmento, o faturamento cresceu 8% em 2019. Outro dado relevante no caso do e-commerce do segmento automotivo assim especificado diz respeito aos caminhos utilizados pelos consumidores para acesso às lojas. Prevalecem os sites de busca e redes sociais, além de recomendação e site de comparação de preços, seguidos de digitação do nome da loja, promoção via e-mail e site do fabricante. No conjunto de todos os segmentos, a “Black Friday dispara ante o Natal e se consolida como data mais importante do e-commerce”. O estudo aponta, ainda, que as vendas via mobile, identificadas como M-Commerce, ultrapassam as vendas via desktop a partir de novembro de 2019. Outro dado geral relevante indica que as compras de brasileiros em sites internacionais seguem em crescimento, impulsionadas pelo aumento dos pedidos. Em suas “Considerações Finais”, o estudo destaca e recomenda: • a importância de investimento em logística, descentralizando centros de distribuição visando rapidez e agilidade e, sempre que possível, utilizar lojas físicas para atender o e-commerce (store pick up); • prepare-se para um novo cenário competitivo, porque lojas offline têm se tornado online, aplicativos de entrega ganhando força e capilaridade, investimento em sites/plataformas para gerar uma melhor experiência de compra online; • reforçar benefícios e vantagens através das redes sociais, porque o consumidor já conta com mais experiência online. Eles aprenderam com

a quarentena, que transformou o distanciamento digital em aproximação digital.

Marketplace Que tal usufruir de um sistema de e-commerce colaborativo, enquanto não agiliza sua própria loja virtual para uma prática direta de e-commerce? Ou até mesmo para turbinar suas vendas nesta modalidade? Existem vários tipos de filtros nesta espécie de shopping center virtual, por ser um ambiente que dispõe dos mais diversos tipos de produtos ali inseridos. Assim, tipo de produto, preço, prazo de entrega, frete e outros atributos podem ser facilmente identificados. Num primeiro momento, não hesite em colocar seus produtos nos vários sites existentes. Depois, veja em qual deles os seus produtos foram melhor pesquisados e quais os que resultaram mais efetivos, proporcionando pedidos e cumprindo à risca as condições contratuais estabelecidas. Como toda e qualquer forma de comercialização e distribuição de seus produtos, um marketplace reúne vantagens e desvantagens. Dentre as vantagens, proporciona menores custos, maior visibilidade e maior volume de vendas. No entanto, uma vez ali, a decisão sobre os approaches [apelos] comerciais, exposição da marca e outros fatores que impulsionam os negócios ficam totalmente por conta do marketplace. Mercado Livre, Magalu, Americanas, Via Varejo, Shoptime, Walmart, OLX, Bom Negócio, Seu Zé e outras empresas fazem parte deste mundo especial dos marketplace. Como nos lembra Brian Halligan, um dos pais do Inbound Marketing, cofundador e CEO da HubSpot, uma das principais empresas de marketing digital do mundo:

HÁ 10 ANOS A EFETIVIDADE DO MARKETING ERA DEPENDENTE DO PESO DA SUA CARTEIRA. HOJE, A EFETIVIDADE DO MARKETING É DEPENDENTE DO TAMANHO DO SEU CÉREBRO.


T E X TO: R E DAÇ ÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

FRAS-LE APRESENTA RECEITA LÍQUIDA DE R$ 620 MILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO

FOTO(S): DIVULGAÇÃO

A Fras-le fechou este primeiro semestre com receita líquida de R$ 620 milhões. No mesmo período, o resultado do mercado externo apresentou crescimento de 2%, em comparação ao ano anterior, chegando a R$ 336 milhões. Já o EBITDA foi de R$ 80 milhões, aumento de 13%, se comparado ao primeiro semestre de 2019. Em relação aos números do segundo trimestre de 2020, a Fras-le registrou a receita líquida de R$ 280 milhões e o EBITDA teve redução de 0,1%, comparando o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 42 milhões.

Uma das marcas líderes no mercado latinoamericano na fabricação de mini e micro-ônibus, a Volare apresenta sua Fan Store, por intermédio da recentemente lançada plataforma Marcopolo Parts, também dedicada à venda de peças de ônibus, tanto de carrocerias quanto de chassis. O objetivo é ampliar ainda mais a abrangência da marca e atender à crescente demanda de internautas, busólogos e apaixonados por itens da coleção Volare.

DUNLOP E MARCOPOLO EXPANDEM PARCERIA PARA COMERCIALIZAÇÃO DE PNEUS

CONTINENTAL PROMOVE HIGIENIZAÇÃO GRATUITA DE VEÍCULOS ESSENCIAIS E CAMINHÕES AUTÔNOMOS EM SÃO PAULO

dos estagiários e dos jovens aprendizes por meio de webinars.

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PACCAR PARTS INAUGURA O EXPRESS! BOX RÁPIDO PARA A REDE DE CONCESSIONÁRIAS DAF

MERITOR BRASIL INTENSIFICA CONTRIBUIÇÕES COM O AUTODESENVOLVIMENTO DOS COLABORADORES Em decorrência do isolamento social recomendado no combate ao coronavírus, a área de treinamentos da Meritor Brasil tem reforçado os cursos online ofertados no Meritor Learning Calendar. O objetivo é proporcionar o autodesenvolvimento e progresso dos seus colaboradores com conteúdos, agora disponíveis também na língua portuguesa para elevar o nível de adesão. No terceiro trimestre, houve ainda a continuidade do desenvolvimento

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Com o objetivo de contribuir e fortalecer laços solidários no combate à pandemia da COVID-19, a Continental, empresa que desenvolve tecnologias e serviços pioneiros em mobilidade sustentável, promoverá a higienização de veículos de serviços essenciais a partir de julho. A iniciativa contempla ambulâncias do SAMU e viaturas da Polícia Rodoviária Federal de Guarulhos (SP), além de caminhões de profissionais autônomos, que seguem percorrendo as estradas do País a fim de garantir o abastecimento da população.

Em abril deste ano, a Dunlop fez o seu primeiro fornecimento de pneus de carga para equipamento original na América Latina, equipando os veículos da fabricante Volare, empresa da Marcopolo S.A, fabricante de carrocerias de ônibus com cinco unidades no Brasil e 11 no exterior, e agora as empresas irão expandir a sua parceria. A partir de agora, toda a rede de representantes Marcopolo e Neobus, assim como os concessionários Volare em todo o Brasil, serão atendidos através da rede de distribuidores Dunlop espalhados por todo o País.


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SUSPENSYS E VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS FIRMAM PARCERIA INÉDITA

ZF É RECONHECIDA COMO A MELHOR EM TRANSMISSÕES E RETARDERS PELO ETM AWARDS

A Suspensys, unidade que integra as Empresas Randon, e a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) assinaram acordo de parceria para o ingresso da companhia gaúcha no Consórcio Modular mantido pela montadora. A operação ocorrerá dentro do complexo industrial da VWCO em Resende (RJ), onde serão montadas as suspensões pneumáticas de veículos comerciais da Volkswagen. Em uma parceria inédita entre as marcas, a Suspensys ficará responsável pela pré-montagem de suspensões pneumáticas para caminhões e ônibus da VW.

Mais de oito mil leitores da tradicional editora alemã ETM – grupo formado por fabricantes, operadores de frota e motoristas profissionais – votaram na ZF como a “Melhor Marca - Transmissão para Veículos Comerciais” e “Melhor Retarder”. Os leitores reforçaram novamente sua opinião durante cerimônia de premiação ETM 2020, realizada na Alemanha, de que os sistemas de acionamento ZF oferecem a melhor qualidade com os mais altos níveis de eficiência e custo-benefício.

MAGNETI MARELLI LANÇA NOVOS INJETORES GDI E VELAS AQUECEDORAS PARA LINHA DIESEL

A Magneti Marelli lança três códigos de injetores GDi (injeção direta de combustível) e mais um para a linha de velas aquecedoras para motores diesel. Os novos códigos de injetores GDi, tecnologia presente em motores mais modernos, que garante maior economia de combustível, melhor desempenho e redução na emissão de poluentes e gases formadores do efeito estufa, trazem em seu DNA o know how da empresa, que é referência mundial em injeção eletrônica e que vem acompanhando a evolução dos motores a combustão há mais de 100 anos.

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ALLISON EQUIPA 49 CAMINHÕES DE LIXO MERCEDES-BENZ QUE FORAM ADQUIRIDOS PELA PREFEITURA DE GOIÂNIA (GO)

SABÓ LANÇA LINHA DE JUNTAS DE VEDAÇÃO PARA TURBINAS DA LINHA PESADA E UTILITÁRIOS

A SABÓ amplia o seu portfólio para linha pesada e utilitários com o lançamento de jogos de juntas para vedação de turbinas. São 15 novos jogos de juntas, compostos por juntas da base, do corpo (caracol) e arruelas ou juntas das conexões de lubrificação, fabricados sob medida para um melhor assentamento e ajuste, com mais de 50 aplicações, fabricados com material de alta qualidade e tecnologia para aplicação em uso severo, exigidos para maior durabilidade e resistência necessários para veículos da linha pesada e utilitários.

Pela primeira vez a Comurg passa a utilizar os caminhões Mercedes-Benz Atego 1729 com transmissões totalmente automáticas Allison para a coleta de resíduos na capital do estado. A Comurg é uma empresa de economia mista, com capital majoritário da Prefeitura de Goiânia (GO). “Há dois anos venho fazendo pesquisas com outras empresas que estavam operando caminhões automáticos para a coleta de lixo no Brasil”, justifica a escolha Luiz Carlos Cascão, da diretoria de Transportes da Comurg.



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MOTORSERVICE APRESENTA NOVOS ITENS DE LINHA PARA TRATORES, SUVS E AUTOMÓVEIS DE PASSEIO Para complemento de linha para tratores, SUVs e automóveis de passeio, a Motorservice lança bronzina de mancal para veículos leves e máquinas agrícolas das marcas AGCO, New Holand, Renault, Hyundai, Toyota, Kia e válvula da VW. Vale destacar que a Motorservice é responsável pela comercialização das marcas Kolbenschmidt (KS) no mercado de reposição, apresentando sempre novos itens para veículos leves e máquinas agrícolas, por exemplo, adicionados ao portfólio de produtos da marca premium que é fornecedora das principais montadoras.

EATON AMPLIA PORTFÓLIO DE REPOSIÇÃO PARA O MERCADO AGRO E MANTÉM PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO NO SEGMENTO Mesmo durante a pandemia que se estende por mais de três meses no Brasil, o agronegócio continua crescendo e, segundo dados do IBGE, o resultado positivo se deve pelo desempenho principalmente das culturas de grãos, como soja e arroz. Esse cenário promissor refletiu nas projeções de crescimento da Divisão de Aftermarket da EATON que está ampliando o portfólio exclusivo de componentes de reposição para o mercado agrícola lançado no início do ano, a EATON Aftermarket Parts (EAP).

EMPRESAS RANDON ADOTAM AÇÕES DE PREVENÇÃO EM ÁREAS COMPARTILHADAS PARA MANTER COLABORADORES SEGUROS

VOLARE FECHA PRIMEIRA VENDA DE VEÍCULOS COM SOLUÇÕES DE BIOSSEGURANÇA PARA GARANTIR TRANSPORTE SEGURO Para garantir a retomada segura e saudável das atividades em Manaus (AM), uma das cidades mais afetadas pela pandemia da Covid-19, a Sena Transporte e Comércio Ltda., operadora de transporte da capital amazonense, vai incorporar à sua frota cinco veículos Volare Attack 8 Fretamento para a aplicação no transporte de passageiros da ZFM (Zona Franca de Manaus). Os veículos, os primeiros da marca comercializados com as soluções de biossegurança Marcopolo BioSafe, serão entregues em setembro pela Macrobus Concessionária de Veículos.

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VOLVO CELEBRA DIA DO MOTORISTA COM AÇÕES DE VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS

Nos últimos meses, as Empresas Randon vêm adotando medidas rigorosas para auxiliar no combate à Covid-19, com o objetivo de manter seus colaboradores e suas operações de maneira segura. Os protocolos envolvem medidas de higienização, distanciamento e organização nos períodos de troca de turno. Entre as ações realizadas já no início do ano, está o cuidado rigoroso em ambientes frequentados de forma compartilhada pelos colaboradores, como transporte, vestiário e restaurante.

Entre 24 e 31/07, a Volvo promoveu a “Semana do Dia do Motorista”, com ações comerciais e de comunicação em homenagem àqueles que rodam para o Brasil seguir em frente. “Entendemos a importância destes profissionais e a posição fundamental deles dentro de nossa sociedade. Por isso investimos em segurança e tecnologia. Mais do que um caminhão, queremos entregar soluções para uma jornada mais segura, confortável, com menor consumo de recursos e maior eficiência”, diz Alessandra Almada, gerente de MKT da Volvo.

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DISTRIBUIDORA

| BALCÃO AUTOMOTIVO |

COMPEL: 45 ANOS COM OS PÉS NO CHÃO Tradicional distribuidora de autopeças fala sobre as histórias, os planos e o panorama atual da reposição automotiva brasileira | P O R: S I LV I O R O C H A | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Em 2020, a Compel completa 45 anos superando para se consolidar como uma importante distribuidora do setor. Fundada em 1975, na Zona Leste da capital paulista, a empresa tem ampliado seu alcance por todo estado de São Paulo e também no Paraná. Com a pandemia do novo coronavírus, o plano de comemoração desta marca importante teve que ser alterado e outras adaptações tiveram que ser tomadas, mas sempre cautelosa com os próximos passos. “Nosso crescimento sempre foi muito gradual. Essa é uma marca da empresa: crescer com os pés no chão”, contou Arnaldo Pires, diretor Comercial e de Marketing da Compel. Em entrevista às redes sociais do jornal Balcão Automotivo, o executivo falou sobre as histórias, os planos e o panorama atual do mercado de distribuição regional. BALCÃO AUTOMOTIVO: Arnaldo, queria, em primeiro lugar, que você contasse um pouco da trajetória vitoriosa da Compel - data de fundação, seus principais desafios e como foi o seu crescimento no mercado? ARNALDO PIRES: A Compel é uma empresa de São Paulo (SP). Iniciou suas atividades na Zona Leste, precisamente, em julho de 1975. O sócio e fundador, Sr. Armando era um representante comercial que já vivenciava o mercado e com sua experiência iniciou a empresa. Assim, conseguiu se consolidar com todo o networking que possuía no mercado e formar uma boa equipe de representantes dentro da cidade. Posteriormente, o Sr. Carlos, que tinha uma larga experiência nas indústrias, veio fazer parte da sociedade. Ele tinha muito conhecimento com distribuidores também. E a parceria de ambos levou a essa trajetória de crescimento e consolidação da empresa. O diferencial da Compel sempre foi a especialização. No começo da sua existência, a empresa já era conhecida como especialista em carburação. O cliente que queria encontrar peças de carburador e produtos desse segmento ligava na Compel e encontrava um portfólio bem amplo. Essa é a tônica da empresa, trabalhar sempre com cauda longa de produtos. E aí, naturalmente, foi acontecendo uma migração para o setor de alimentação, injeção eletrônica, freios, suspensão – e toda a composição de Undercar, sempre atuando no segmento de linha leve até os dias de hoje, com parceria com renomados fabricantes, comercializando em torno de 45 marcas e aproximadamente 20 mil itens. Nosso crescimento sempre foi muito gradual. Essa é uma marca da empresa: crescer com os pés no chão. A nossa primeira filial foi aberta em 1997 na cidade de Curitiba (PR), naquele momento a empresa sentiu necessidade de ter uma unidade fora do estado. Tínhamos também bons representantes da região, então, aproveitamos este ensejo e iniciamos a primeira unidade lá. Posteriormente, em 2005, a empresa ampliou suas atividades indo para Sorocaba (SP), que era um mercado já consolidado por nós. Com isso, transferimos o departamento de compras do grupo pra lá. Em 2009, foi a vez de São José dos Campos, consolidando o Vale do Paraíba. Depois, em 2013, abrimos uma filial na Zona Sul da capital paulista. E a mais recente unidade adicionada foi a de Rio Preto (SP) - que foi aberta em 2018.

Vale lembrar também que a Compel, a partir deste ano, consolidou uma importante parceria com a Petronas. Recebemos uma proposta para ser um distribuidor autorizado da marca no interior e atendermos a região de Sorocaba e mais 100 municípios em volta. É um projeto que vem virando a chave da Compel, que agora também direciona seu foco para a linha de Lubrificantes. BA: Show de bola! Você deu um panorama legal. Isso é importante. Eu vi no site de vocês que tem uma linha do tempo, contando sobre. E, realmente, como você destacou, essa parceria com a Petronas é importante - uma empresa internacional. Agora, queria que falasse a respeito dos pontos mais marcantes, os obstáculos e as oportunidades da empresa nesses 45 anos. Então, você falou que antes a Compel era referência em carburação. Claro, com tempo foi evoluindo, injeção eletrônica… Queria que contasse passagens nesta trajetória da Compel. E o que a empresa faz, também, para se manter atualizada e sempre por dentro das tendências de mercado? AP: Em relação às passagens, algo que marcou foi em 1999. Neste ano, foi feita uma eleição entre os principais varejos do Brasil e a Compel, que atua somente em São Paulo, foi apontada como a principal empresa em alimentação de veículos. Isso entrava a linha de carburação que, na época, já migrava para injeção eletrônica. Foi uma conquista significativa por estarmos somente no Estado de São Paulo e a maciça votação ter nos deixado qualificado na primeira posição. Foi algo que marcou. E como oportunidades, temos a parceria com a Petronas. É um projeto muito promissor que vem mudando um pouco nosso modo de atuar. Sempre atuando com peça, essa parceria nos direcionou para o mercado de lubrificantes. Em termos de dificuldades, obstáculos, por sermos distribuidor regional, nossa dificuldade nunca foi concorrer com grandes distribuidores. Sempre usamos agilidade, além de sermos enxutos, a nosso favor. O que atrapalhou de certa forma historicamente, foi o regime tributário do País. Sempre existiram oportunidades de empresas de fora atuarem em nossos mercados utilizando o fator preço como diferencial e deixando o atendimento um pouco de lado. Isso é algo que limitou um pouco não apenas a Compel, mas acredito que todos os distribuidores regionais. Sobre oportunidades de consolidação, a Compel faz parte

do grupo Nexus Brasil. Um grupo internacional que conecta distribuidores e fabricantes mundialmente, compartilhando informações, projetos e tecnologia. Em termos de faturamento, se eu não me engano, é o maior grupo de distribuidores e fabricantes do mundo. A Compel é uma empresa muito atuante na associação dos distribuidores. Através dos nossos diretores, temos participação ativa na ANDAP, colaborando com as principais decisões do segmento. Sempre atuamos e nos posicionamos de forma significativa em nossas associações. Colocaria esses pontos como os de maior relevância. BA: Perfeito. Você falou que a Compel, hoje, tem um portfólio de mais de 20.000 itens. Queria que destacasse as linhas. Vocês continuam exclusivos de Undercar ou têm também outros produtos? Vocês têm a parte de óleo agora. E eu queria saber, leve, pesado, os dois? O quanto isso representa em distribuição e percentual de faturamento da empresa? AP: Falando de portfólio, o nosso é praticamente voltado para linha leve. Somos especialista em linha leve. A linha de utilitários, muito pouco. Nosso principal segmento é o Undercar, merecendo destaque, também, a linha de injeção e peças para ignição. E esse setor de filtros e lubrificantes assumiu um destaque maior agora com o projeto da Petronas. Então, o nosso DNA é regional. Bem paulistano, mas também com um lado paranaense. Nos qualificamos como um distribuidor regional de São Paulo que tem um carinho muito especial pelo Paraná - que foi a nossa primeira filial. BA: Perfeito. Agora, falando um pouco desses 45 anos. Vocês têm alguma coisa prevista, vão fazer um algum evento…. Acredito que, dificilmente, por conta da pandemia, dê para se festejar, né? Mas a marca precisa ser lembrada. AP: Exatamente. Nós tínhamos a ideia de fazer algo comemorativo, mas acabamos postergando. Nós vamos ver se numa próxima oportunidade conseguimos fazer essa comemoração. Estamos usando as redes sociais, assim como vocês do Balcão Automotivo. Fazendo anúncios em nossas mídias sociais, é o meio que temos para divulgação. E o nosso agradecimento, neste momento, é pela vida de cada colaborador que não parou de trabalhar, que se dedicou. Nosso agradecimento especial, nesse momento de 45 anos, é


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aos colaboradores que estão conduzindo a empresa. Procuramos também manter o nosso relacionamento comercial com os clientes, parceiros e fornecedores. Então, tocamos dessa forma. Comemoração existe, só que ela fica mais dentro de casa. E, no momento oportuno, a empresa vai fazer a comemoração. BA: Legal. é importante fazer esse gancho. Você falou das vidas dos colaboradores que não pararam de trabalhar. Queria saber, entrando nessa questão da pandemia, quais foram as medidas adotadas? Assim que houve essa quarentena, um distanciamento gerido pelo governo, o que vocês fizeram? Afastaram alguns funcionários com mais idade, comorbidade. O que fizeram? E como é que tá isso hoje? Está retomando? Ainda continuam no Home Office? AP: Num primeiro momento, até conversando com outros distribuidores, houve o afastamento daqueles de grupo de risco. Nós temos uma equipe externa que tivemos que segurar as visitas. Tem pessoas afastadas até hoje. Algumas trabalhando em Home Office, demos férias para uma boa parte dos colaboradores, procuramos usar todos os métodos de higiene, divulgando dentro da nossa equipe. Enfim, fizemos tudo que estava no protocolo, tudo que estava ao nosso alcance. A empresa não parou. O mês de abril foi um mês muito difícil para todos do segmento, mas já teve uma retomada. Está tendo um crescimento gradual. Julho foi um mês que já praticamente podemos dizer que foi normal. Abril e maio assustaram um pouco. Mas o nosso segmento se mostra muito forte na retomada. Nosso setor, nas crises, reage bem. Principalmente, eu vejo, pelo transporte público oferecer um risco maior de contágio, acredito que as pessoas estão usando mais seus veículos particulares. Então, acaba por gerar uma maior reparação e sentimos um pouco isso no mês de julho. O cenário foi de retomada. Agora, estamos restabelecendo algumas contratações. Para retomar algumas atividades, as externas ainda estão bem limitadas. Como atuamos no estado de São Paulo inteiro, tem região que está classificada como vermelha, que está indo para a laranja... então, o vendedor que atua nessa região acaba tendo que fazer um trabalho mais comedido. Enfim, acompanhamos tudo o que acontece e pilotamos o negócio conforme as informações que vão surgindo e a gente vai ajustando até voltar ao normal. Normalidade, eu acredito que este ano não vai voltar. Vamos ter que ter algumas adaptações, como já estamos fazendo. BA: Perfeito. E como você bem disse, o mercado de reposição parece não sentir tanto, como outros setores, né? Então, ele sente, mas a sua retomada é melhor. Eu queria que falasse como é que você vê os elos da cadeia. Estão preparados para isso? Porque algumas empresas, pequenos varejos, tiveram que fechar as portas. Mas, também, porque não vinham bem antes da pandemia. Isso aconteceu com outros negócios. Queria que desse um panorama pelo que você conversa com seus pares do mercado. O que projeta e como você vê esse setor. Já está preparado para isso? Com relação ao mercado, tá sentindo que está retomando mesmo? AP: Sim, o mês de julho, conversando com uma boa parte dos parceiros, foi um mês satisfatório para todos. E isso você colocou bem, abril e maio foram meses que quem já estava com uma gestão comprometida acabou sofrendo. O que eu percebi foram algumas situações de clientes que balançaram um pouco, mas depois retomaram. E eu até achei que foi

algo exagerado. Se você pegar uma oficina, um comércio, com as regras e distanciamentos funcionando, não tem por que fechar. Era só seguir os protocolos. Vemos um certo abuso da população, em algumas situações que acabam preocupando como cidadão. Não só como empresa, mas como cidadão. Arnaldo Pires, diretor Comercial e de Marketing da Compel

muito positivo. Vamos falar um pouquinho sobre essa parte de crédito e pagamentos. Ficamos um pouco assustados. Acho que todos ficaram. Mas percebíamos uma vontade muito grande de todos para se ajudar, procurar recursos para poder passar pela turbulência. A maioria passou, ficaram alguns pelo caminho, mas muito poucos. Percebemos que a grande maioria da nossa base de atendimento de clientes conseguiu superar, em virtude de o mercado também ter uma boa recuperação. Se tivéssemos mais dois meses, como foram abril e maio, talvez algumas empresas também acabariam ficando. Mas percebemos que houve uma retomada, as empresas se ajustaram e percebemos um cenário mais promissor agora para o fim do ano. Um cenário bem mais otimista do que vimos para trás. BA: Eu imagino como deve ter sido complicado para vocês, uma distribuidora regional, já que num certo momento as lojas de autopeças fecharam, de um dia para o outro, e ficaram mais de 80 dias fechadas. E as oficinas, que foram consideradas como serviço essencial, não tinham as peças, então as autopeças tiveram que se virar com o comércio eletrônico, drive thru... tiveram que correr bastante. Imagino vocês, pensando na inadimplência, o que seria do setor, né? AP: Não foi fácil. Foi realmente desafiador. Mas acredito que a maior parte das lojas já conseguiu superar. O pior momento já passou. Até essas medidas de fechamento, agora, a gente começa a entender que não foram a melhor medida que foi tomada - no meu entendimento. Eu acho que tem algumas situações e alguns tipos de negócios que realmente geram aglomeração e riscos, e então, na hora que você abrir tem que ser algo gradual. Mas no segmento de peças, que é um serviço essencial, não vejo aglomerações nos atendimentos desde que se siga protocolos adequados. Acho que o que faltou foi um protocolo definido, uma linha de conduta definida para o comércio, em geral. Foi algo que aconteceu muito rápido, não deu tempo. Faltou esse plano de retomada, pelo menos dos negócios essenciais. E, agora, a gente percebe que as coisas estão voltando à normalidade, em termos de reabertura e o contágio continua. Então, percebemos que tem que ter uma consciência coletiva. Logo no começo você percebe que o uso de máscara não foi difundido. Tinha uma comunicação, mas nem todos usavam. Depois a coisa ganhou um pouco mais de seriedade. Acho que isso foi contendo um pouco o avanço das coisas e eu acredito que o comércio, se tivesse mantido aberto, com os protocolos definidos, teria impactado menos na economia e o contágio estaria sob controle. Algumas situações, vejo agora, ao andar pela rua, bares retomando e é impressionante a conduta das pessoas, parece que não está acontecendo nada, ninguém de máscara. Isso eu acho que é

BA: Perfeito. Você falou do mercado, mas agora o que o segmento pode esperar da Compel nesse segundo semestre e início de 2021. AP: Em termos de novas tecnologias, a Compel, hoje, já atua com algumas frentes. Nós acabamos de lançar o nosso B2B, um facilitador de compra para o nosso cliente. Internamente, nós temos uma ferramenta de CRM que melhora nosso grau de informação para lidar com os nossos clientes. Nós trouxemos a ferramenta da Salesforce para nossa equipe que ajuda bastante também na composição de rotinas de visita, informações que precisamos ter dos clientes. Enfim, são ferramentas reconhecidas pelo mercado e que a nossa empresa se atualizou e trouxe para dentro de casa. Então, acredito que as novidades são essas. O novo meio de lidar com os relacionamentos comerciais, e estamos procurando, através de ferramentas de gestão, melhorar esse elo de comunicação também. BA: Arnaldo, agora, eu queria que você deixasse uma mensagem. A gente está concluindo a entrevista. Queria que deixasse uma palavra para o mercado, uma mensagem de alento para o setor, nesse momento que estamos passando. Mas, em contrapartida, é um momento muito importante para a Compel nesses 45 anos, né? Como você disse, queriam comemorar, fazer alguma coisa, e vem esse momento e posterga isso. Adia um pouco. Queria que você falasse sobre isso. AP: É exatamente isso que você falou. Comemoração, conseguimos postergar. Por ser uma data comemorativa, as minhas considerações são de um sentimento de gratidão a todos aqueles que participaram, de alguma forma, da nossa história. Eu queria agradecer a todos os clientes, fornecedores e nossos colaboradores que sempre confiaram em nossa empresa. Conduzir uma empresa por anos, nesse cenário de turbulência é desafiador. Mas sempre encaramos com muito positivismo e através de ações ágeis, serenas, conseguimos conduzir. A primeira geração conseguiu passar o bastão para segunda geração. E entramos assumindo esse desafio com muita vontade e dedicação por esse legado que foi construído de forma brilhante. Sempre muito pautado em ética, respeito às pessoas e ao mercado e, acima de tudo, com muito trabalho e muito suor. Então, esperamos aqui que venham novos 45 anos. Terminamos só o primeiro tempo e que venham outros tempos pela frente. E a trajetória continua. A minha palavra final é gratidão ao setor e dizer que continuamos com muita vontade. Acredito que, em 2021, vamos tirar do papel planos que estavam alinhados para este ano. BA: Perfeito, ficou alguma coisa? Quer concluir com mais alguma coisa? Acha que ficou algum assunto que a gente não conversou? AP: Acho que a gente conseguiu dar um cenário atual da empresa, uma breve linha do tempo, os pontos que entendemos como novidades... e, enfim, é isso. Eu queria agradecer a vocês, do Balcão Automotivo, pelo espaço, pela parceria que temos há anos, e é um prazer para nós poder contribuir com o mercado e passar a nossa história.


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MERCADO

NÚMEROS DO SETOR Indústria automobilística apresenta sinais de recuperação em julho, mas indicadores ainda estão muito abaixo dos níveis pré-pandemia P O R: R E DAÇ ÃO | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

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primeiro mês do segundo semestre apresentou números mais positivos para o setor automotivo, na comparação com o tombo dos três meses anteriores. De acordo com balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção em julho chegou a 170,3 mil unidades, alta de 73% sobre junho, mas ainda 36,2% inferior ao mesmo mês de 2019. Apesar da elevação, foi o pior julho desde 2003.

Como vem ocorrendo desde o início da pandemia no Brasil, os segmentos de caminhões e máquinas conseguem manter ritmo de vendas e produção acima dos veículos leves, o que não impede perdas na comparação com o ano anterior. O único indicador positivo no acumulado do ano, para se ter uma ideia, é o de vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias, 1,3% superior às de 2019.

Os emplacamentos de autoveículos (174,5 mil) cresceram 31,4% sobre junho, mas caíram 28,4% em relação a julho de 2019, pior volume desde 2006. Nas mesmas comparações, as exportações subiram 49,7% e recuaram 30,8%. No resultado acumulado do ano, a queda mais dramática é na produção (48,3%), a mais baixa deste século, seguida pelas exportações (43,7%) e por licenciamento (36,6%).

Redução de emissões de poluentes

"Além de um número maior de dias úteis, julho foi um mês no qual as montadoras e concessionárias fizeram um grande esforço para recompor o caixa prejudicado pela longa quarentena. Mas o ritmo de vendas diário foi apenas 20% superior ao de junho. Ainda temos uma pandemia que não deu trégua, com casos crescentes de Covid-19 em estados importantes do País", avalia Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

O presidente da Anfavea também apresentou um resumo das ações do setor automotivo para reduzir as emissões de poluentes, que começaram há quase 40 anos, quando foi instituído o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). Desde então, as seis fases para veículos leves já reduziram radicalmente os níveis de emissões de poluentes: 95% para monóxido de carbono, 98% para hidrocarbonetos, 96% para óxidos de nitrogênio e 87% para aldeídos. No caso dos pesados, sete fases reduziram a emissão de óxidos de nitrogênio em 86%, e em 95% a de materiais particulados.


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C A D E R N O

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AGOSTO 2020

BALCONISTA

AUTOMOTIVO

Contribuindo para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças

PREPARE-SE PARA O NOVO PERFIL DE CONSUMIDOR

ELE MUDOU E VOCÊ TAMBÉM PRECISARÁ MUDAR T E X TO: K A R I N F U C H S | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

A

pandemia e o isolamento social imposto em várias cidades do País mudaram o comportamento de consumo. O que, consequentemente, também requer mudanças no atendimento dos vendedores e balconistas. Para Marco Quintarelli, consultor de Varejo, sócio-fundador e diretor da ABMAPRO (Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização), um dos principais destaques são as compras mais conscientes.

Roberta Veloso, especialista em Administração e Marketing de Empreendimentos Comerciais, comenta que, em função do isolamento, o consumidor testou outros meios para comprar e um deles foi a pesquisa de preço virtual. “Esse hábito certamente estará mais ativo na vida das pessoas. Além disso, vamos ter um consumidor mais comedido neste momento, adquirindo bens e produtos de maior necessidade deixando mais pra frente as compras de desejo e impulso”.

“Como a pandemia influenciou economicamente a vida de cada um, comprar se necessito e se tenho como honrar meus compromissos financeiros. Em contrapartida reforçou-se um segmento de mercado da indulgência que considera se presentear com aquilo que tem como desejo por causa do momento de privação que está enfrentando”, explica.

Diretora Executiva do IBEVAR, Patricia Cotti, informa que o medo financeiro impacta diretamente no tipo de consumo (categorias buscadas e compradas). “Bem como no impacto das soluções de preço, força dos descontos e, claro, aumento do número de pesquisas diante de itens mais básicos e necessários. Por não ter certeza do que está por vir, o consumidor tende a fazer reserva de valor (mesmo aqueles que mantiveram suas rendas), e isto faz com que suas compras fiquem mais conscientes”.


C A D E R N O B A L C O N I S TA AU T O M O T I V O

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empresa e o produto diante do seu novo estilo de vida”. Quintarelli sintetiza que a resposta é sempre a mesma: “entender o que o consumidor necessita e tentar encantá-lo, a fim de executar uma melhor experiência de compra. Novo consumidor, novas experiências, novas oportunidades”.

Dicas Marco Quintarelli, consultor de Varejo, sócio-fundador e diretor da ABMAPRO (Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização)

Ela acrescenta que “ao se acostumar com o novo cenário, o consumidor passa a entender qual é a real situação econômica e de saúde do País e, diante das adaptações de indivíduo-ambiente, se inserem aos poucos no mercado. Isso não significa que seus comportamentos voltam à normalidade, mas que começam a adotar um padrão comportamental mais fixo, que tenderá a se fixar com o tempo. Este padrão comportamental é a mistura do que se era com o novo cenário, um processo evolutivo”. Ainda de acordo com Patricia Cotti, alguns destes comportamentos são: a valorização do varejo local, aumento do consumo de áreas residenciais versus áreas de comércio, aumento do consumo digital (e-commerce e ferramentas digitais, de uma maneira geral), aumento da educação dentro do lar, valorização da saúde, aumento da importância da segurança e da transparência das empresas, valorização dos aspectos “lar” e “família”.

Atente-se Para atender esse consumidor, a primeira dica de Roberta Veloso é a segurança. “O consumidor precisa se sentir seguro, protegido. O estabelecimento terá que mostrar constantemente que o ambiente se encontra higienizado, seguindo os protocolos. O grau de barganha também mudou. O cliente em função das inúmeras informações por meio digital estará mais negociador e uma promoção com um bom custo x benefício, certamente chamará a atenção e resultado em vendas”. Se conectar a este novo momento e gerar empatia de acordo com os novos valores criados pelo mercado é a orientação de Patricia Cotti. “Pense em você em primeiro plano, como consumidor. Qual o valor desse produto para o seu novo estilo de vida? O que ele preenche? Por que seria importante ele diante de seu novo estilo de vida? E diante de seu consumidor?”. Ela ressalta que “a sensação de proximidade, família, lar, saúde estão muito valorizadas e podem ser usadas a favor da venda, desde que com a correta conexão. É preciso entender como este novo consumidor enxerga a

Para o atendimento pelos meios digitais, eles também dão algumas dicas: “o primeiro ponto é o tempo de resposta. Nos meios digitais, o tempo de resposta deve ser curto, quase que imediato. E isso demanda controle, monitoramento e equipe. Rede social não é e não pode ser utilizada como e-mail, com 1 ou 2 dias de respostas. O consumidor é imediatista e está na frente da tela querendo uma solução”, diz Patricia Cotti. E ainda, “uma dica bem prática é o levantamento interno de um FAQ (perguntas frequentes). Comece de maneira simples, levantando quais são as principais perguntas que o consumidor pode te fazer, e estruture uma resposta, de acordo com a linguagem e abordagem que você deseja dar ao mercado. Isso garantirá mais rapidez, alinhamento do time (caso haja mais de uma pessoa responsável pela resposta), bem como maior entendimento de sua operação e até percepção da necessidade de desenho de alguns processos internos até então não estudados”, explica Patricia Cotti. Quintarelli destaca que por meio das redes sociais, percebe-se melhor o tipo de comportamento do consumidor e as tendências de mercado. “Por isso, muito cuidado com o “politicamente correto” e as “Fake News”, o segmento está sensível a tudo que está ligado à ética, sustentabilidade e a inclusão social”.

Roberta Veloso sempre diz que atender o cliente não é apenas entregar o produto e receber o dinheiro. “Neste meio do caminho, existem perguntas, dúvidas que precisam ser esclarecidas com brevidade. O cliente se sentirá mais acolhido, importante e esta interação trará mais velocidade na transação da venda. Mas, é preciso ter uma inteligência digital por trás, contratando profissionais qualificados para um planejamento substancial nas mídias sociais”.

Qualifique-se Na opinião de Roberta Veloso, o treinamento, o comprometimento e entender o objetivo da empresa se aplicam em todos os segmentos. “É importante ter propriedade ao falar com cliente, principalmente quando o produto tem uma especificação técnica e detalhada. Um discurso seguro, potencializando a marca, sua funcionalidade e qualidade certamente trarão mais credibilidade ao cliente”.

Roberta Veloso, especialista em Administração e Marketing de Empreendimentos Comerciais

Patricia Cotti reafirma que o FAQ já mencionado é um grande início. “Por se tratar de produtos técnicos, pode ser considerado já, previamente, a resposta de perguntas técnicas com consulta aos próprios fornecedores, de maneira a otimizar a operação e garantir uma maior fidelidade. Podem ser trabalhados vídeos também, diante daqueles produtos de maior dúvida. Um arsenal de conteúdo já prévio pode auxiliar muito”. E Quintarelli afirma que “a melhor dica é transformar a mensagem para o entendimento do consumidor final. Tentar ser didático, esclarecedor e confiável no que se oferece para o seu consumidor final. Seja ele um mecânico, um indivíduo comum que quer adquirir um produto que atenda às suas necessidades”.

Opção do cliente O que faz a diferença pelo consumidor optar por comprar em uma determinada loja, na opinião de Quintarelli, é a entrega. “Não somente a entrega do produto fisicamente propriamente dito, mas a entrega daquilo que foi prometido. Você não vende produto, você vende solução. O que se promete deve ser cumprido e o consumidor não paga pelo custo do produto, mas pelo valor do que ele representa”. Para Roberta Veloso, a diferença é atendimento e preço. “A famosa personalização do cliente nunca foi tão atual. A qualidade, atenção e um bom produto com valor agregado certamente sairão na frente em relação aos concorrentes e resultado nas vendas”. E, para finalizar, Patricia Cotti sintetiza em: conveniência. “Essa é a grande palavra de moda, aqui entendida não só como aquela conveniência de proximidade, mas como o valor que o consumidor busca naquele momento de compra, o seu humor. Por exemplo, disponibilidade do produto é importante, e sempre foi. Mas de acordo com os novos valores de conveniência, ele pode ser não só a disponibilidade imediata do produto na loja, mas a entrega em tempo rápido, já que o valor aqui é a disponibilidade”.


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extremamente rigoroso que privilegiasse os cuidados especiais tanto com os públicos interno como com o externo. Todas as lojas foram sinalizadas em seus ambientes e com uma comunicação para os colaboradores e para a base de clientes”.

Patricia Cotti, diretora Executiva do IBEVAR

Mercadocar CEO do MercadoCar, de São Paulo (SP), Rodrigo Carneiro lembra que por força das determinações governamentais, naturalmente, eles cumpriram todas elas. “Ficamos por 45 dias com as portas fechadas, trabalhando apenas com o drive-thru, isso nos permitiu desenvolver e aperfeiçoar um protocolo

O MercadoCar passou a ter processos e procedimentos diferenciados, privilegiando os cuidados, como o distanciamento, a obrigatoriedade do uso de máscara, incluindo para os atendentes diretos um cuidado a mais: a máscara que protege os olhos, para transmitir confiabilidade aos seus clientes. “Tudo isso foi um trabalho de muita orientação, muito acompanhamento, feedback e monitoramento”. Da parte dos clientes, Carneiro conta que além da máscara, outra exigência foi a entrada de uma única pessoa da família nas lojas. “Às vezes há conflito, mas a gente administra e não entram mais do que duas pessoas no elevador. Além disso, definimos o número de pessoas que é permitido entrar na loja. É duro ver uma fila do lado de fora, mas essa é uma definição das autoridades sanitárias”. No comportamento do consumidor, quase nada

Rodrigo Carneiro, CEO do MercadoCar, de São Paulo (SP)

mudou, somente as lojas deixaram de ter picos de movimento. “Esse movimento passou a ser alterado. Evidentemente com o isolamento, o retorno de frequência às lojas se deu de forma gradual e progressiva. Estamos confortáveis com os volumes que temos praticado, pois não abrimos mão do conforto e da segurança dos nossos colaboradores e dos nossos clientes. A pandemia não foi o que fez aumentar o

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TRADIÇÃO E CONFIANÇA


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novo conceito ou pelo menos percebemos que há novas ferramentas para fazer negócios para nos relacionarmos com o mercado. Nessa realidade de tecnologia todo mundo tem as informações nas mãos. Pela velocidade, tivemos que entender que temos que aplicar tecnologia e um desafio para todos nós, empresários, é a cultura da empresa”.

João Pelegrini, fundador do Grupo Pelegrini, de Uberlândia (MG)

atendimento pelos meios digitais, pois a sociedade está em evolução em termos de hábitos e costumes, eles estão mudando o tempo inteiro”.

Grupo Pelegrini Fundador do Grupo Pelegrini, de Uberlândia (MG), João Pelegrini, informa que eles já vinham em um processo de mudança que precisou ser acelerado. “Aceleramos um

Ele explica que quando se fala em usar as tecnologias e as redes sociais, em primeiro lugar é preciso saber qual é a maneira mais simples e mais tranquila para começar a ter uma cultura no seu negócio e, principalmente, as pessoas precisam saber utilizá-la. “Não adianta ter tecnologia se sua equipe não estiver preparada. O grande desafio é começar aculturar os seus colaboradores”. Com isso, Pelegrini cita alguns dos benefícios, como aproveitar o banco de dados do cliente/mecânico e atendê-lo da forma que ele gostaria. “Se ele compra mais a parte de motores, outro, mais a de câmbio, e há o cliente que compra mais a de freios, é preciso ter esse conhecimento para lhe enviar informações que vão ao encontro das suas necessidades e não encher a caixa de mensagem deles com coisas que não serão úteis para eles”.

É aproveitar a tecnologia com o que há de convivência e começar a mudar gradativamente. “Essa é a nova realidade, pois as pessoas ficaram em casa ou foram obrigadas a ter mais contato com a tecnologia. Elas perceberam que comprar, receber e trocar funcionam com a tecnologia, o que antes para nós era um tabu. De forma que a assertividade do negócio venha ao encontro da necessidade do cliente”.

Autopeças Rocha Desde antes da pandemia, a equipe da Auto Peças Rocha, de Campinas (SP), já estava bem preparada para o atendimento digital, pelo WhatsApp, aos clientes cadastrados e isso foi ampliado. “Aumentamos o número de aparelhos com WhatsApp para atendê-los e criamos o WhatsApp web, de forma que o cliente entra em contato, passa as informações das peças que precisa e nós retornamos”, informa o empresário Roberto Rocha. Uma vez aprovado o orçamento, o cliente pode retirar na loja pelo sistema delivery ou solicitar a entrega. “Isso ajudou bastante. Antes, esse serviço era só para os mecânicos cadastrados e passou a ser também para o

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E o que pesa é o preço e o atendimento. “Nessa hora, ele procura o melhor preço para gastar o mínimo possível. O que para nós é uma vantagem, pois temos bastante estoque nas lojas com variedade de peças. Dificilmente, o cliente não encontrará o que precisa nelas. Se não tivermos, nos comprometemos a encontrá-la”.

BALCONISTA Rápida adaptação Roberto Rocha, da Auto Peças Rocha, de Campinas (SP)

público em geral. Isso fortalece o atendimento, pois eles já conseguem vir à loja com tudo pronto e só retirar a mercadoria”. Ele lembra que diferentemente dos Estados Unidos e da Europa, no Brasil a cultura é da manutenção corretiva. “Quando o carro quebra, o cliente não tem como fugir da compra da peça, pois caso contrário o veículo ficará parado e essa é a pior compra, pois ele gastará para não agregar nada em seu carro, mas sim, para substituir uma peça”.

PRODUTOS ESPECIAIS

Cada vez mais as empresas querem interagir com os Balconistas de Autopeças, em uma plataforma familiar, rápida e confiável. O uso do WhatsApp Business em seu negócio abre as portas para uma melhor comunicação, propiciando maior envolvimento, confiança e relacionamento de longo prazo com o profissional do balcão. Um novo canal de comunicação do Balcão Automotivo Digital com os recursos necessários para uma fácil implementação.

Na Maurício Auto Peças, de Osasco (SP), André dos Santos lembra que no início não foi fácil. “Eu já estou aqui na empresa há 15 anos e eu nunca tinha visto nada parecido. A loja ficou fechada por um tempo para nos adaptarmos às novas normas de higiene e de isolamento com o cliente. Foi um pouco difícil, mas agora nós já estamos adaptados, usando máscaras e o álcool em gel frequentemente, e também mantendo o distanciamento. Acredito que essas questões irão melhorar somente quando houver uma vacina”. Do lado dos clientes, ele diz que eles estão mais

André dos Santos, da Maurício Auto Peças, de Osasco (SP)

receosos. “O cliente também tem receio de chegar perto de nós, pois temos contato com várias pessoas. Mas aos poucos isso está melhorando, nós já nos adaptamos às novas normas que têm no mercado de autopeças. Inclusive, aumentou o número de entregas, de serviços online e de atendimento por telefone. O número de funcionários na parte de entregas também aumentou, o de motoqueiros”.

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MEDIDAS PARA CONTER O AVANÇO DOS VELHOS PARADIGMAS Texto: Valtermário de Souza Rodrigues* Foto(s): Divulgação

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abe ao balconista, ao profissional de vendas e ao profissional de qualquer área de atuação, periodicamente, realizar uma reflexão sobre sua carreira e estabelecer estratégias e ações no sentido de alavancar sua carreira profissional. O momento atual é bem propício para realizarmos esse exercício. Um momento único para tirarmos a máscara da timidez ou de qualquer outra crença limitante que porventura nos impeça de colocar nossa carreira numa curva de crescimento linear! Precisamos atingir o platô platô, ou seja, o ápice da carreira profissional, e manter nossa performance em alto nível. Uma boa sugestão é sair do isolamento social e estabelecer uma rede de relacionamentos (network). Essa proposta de reflexão é bastante importante, afinal, na correria do dia a dia, muitas vezes acabamos por não fazer um balanço da performance profissional,

entramos no grupo de risco e não percebemos que estamos assintomáticos para problemas do tipo: auto isolamento e desmotivação. É preciso disseminar o vírus da motivação em prol do sucesso. A motivação provoca uma disseminação comunitária, e todos que estão à nossa volta acabam por se contaminar. Com isso, todos acabam ganhando, quer seja pelos resultados financeiros, pela sensação de felicidade e, em consequência, certamente acontece a melhoria do clima organizacional. O distanciamento social, nesse momento, não é recomendado apenas pelo contato físico, contudo, há diversos meios de manter contatos profissionais através das redes sociais e, então, gerar negócios e aumentar a propagação do network. Nossa carreira profissional não pode chegar a um estado de calamidade nesse momento de pandemia. Se

os resultados atuais não estão satisfatórios, não devemos, portanto, lavar as mãos e imaginar que é normal. Sabemos que há um surto do comodismo e da zona de conforto se propagando com alta taxa de transmissão. Para não sermos contaminados, devemos combater esse surto com trabalho, persistência, motivação e busca constante por melhores resultados. É momento de sair da quarentena, realizar o teste da reflexão, a fim de detectar em qual estágio estamos profissionalmente e partir rapidamente para as ações necessárias no sentido de alavancar sua carreira. Tomara seja positivo o resultado! A cura para vencer os velhos paradigmas depende apenas de tomarmos a vacina que já conhecemos e que em sua composição leva doses de ação, reação e motivação, portanto, pegue “carona” com a atitude e siga em frente!

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em Administração de Empresas; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”


C A D E R N O B A L C O N I S TA AU T O M O T I V O MENSAGENS SOBRE “O INESPERADO ACONTECEU! E AGORA” Conheça algumas repercussões a respeito do artigo da edição passada do colunista Valtermário de Souza Rodrigues Olá, meu Amigo, boa tarde! Vislumbrar novas possibilidades, sempre! Motivador, parabéns pela excelente reflexão! Compartilhei com a equipe. Abs, Celia Simioli, Administração Autopeças Campinas - DASA

Isso! Até em uma batalha entre a cruz e a espada temos perdas e vitórias. Parabéns, amigo. Deus continue te dando talento para ir sempre além, poder acreditar no seu potencial e enfrentar os desafios. - Anderson

Como sempre, excelente, é de extrema necessidade termos conhecimento e esclarecimento desta natureza. Este é o tipo de artigo que só nos engrandece profissionalmente. Parabéns, show de bola... - Nivaldo Barbosa

Quantas coisas acontecem em nossas vidas e percebemos que sim, podemos sonhar, idealizar, planejar... mais em nossas mãos temos apenas o hoje porque o amanhã não nos pertence. O inesperado realmente pode acontecer de forma positiva ou não, mais uma coisa é certa: não devemos perder a esperança que dias melhores virão, em nome de Jesus. - Adeilde

O homem a cada passo está à beira da catástrofe. Não é meu esse pensamento, mas cabe. É preciso reconhecer seus pares e protegê-los. "Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol". Pablo Picasso. - Valter Pereira Parabéns, cada dia melhor. Muito bom! Acho que esse superou todos. Lindo artigo. - Vanise Tatiana Silva

Artigo Show. Mais um para inovar e alavancar diante da atual situação que estamos vivendo. O inesperado acontece... - Ana Barbosa Parabéns, mais um artigo saindo do forno e nos fazendo refletir que o inesperado acontece, que o tempo e o imprevisto sobrevêm e todos nós devemos estar preparados. - Maria Célia

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A FORÇA DA RADNAQ Após incêndio que levou mais da metade do faturamento da empresa, a indústria química está se reerguendo com a força de seus colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros 2020 não tem sido um ano fácil para a economia. Com o setor automotivo, não é diferente. Porém, além do cenário incerto ocasionado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), algumas empresas do setor estão tendo que superar outros problemas, como é o caso da Radnaq. No dia 29 de junho deste ano, um incêndio na sede da empresa fez com que ela perdesse uma parte responsável por 70% de seu faturamento. Com a garra de colaboradores e solidariedade de clientes, fornecedores e parceiros a indústria tem gradualmente recuperado sua força de trabalho. “Nem a gente tinha ideia do tamanho da Radnaq, do tamanho do carinho, da solidariedade do mercado”, contou Katarina Polido, da área Comercial da Radnaq. Em entrevista ao jornal Balcão Automotivo, ela conta sobre as superações da empresa depois do ocorrido e suas perspectivas para o futuro. Balcão Automotivo: Já que você falou, logo no início, sobre esse incidente, então vamos lá. No dia 29 de junho deste ano, a Radnaq passou por um incêndio de grandes proporções em sua unidade de Guarulhos, na grande São Paulo. Queria que você falasse a respeito desse triste episódio. Quais medidas foram tomadas para enfrentar esse período? Katarina Polido: Então, foi na hora do almoço. Estávamos fazendo uma manutenção no tanque de óleo e em questão de segundos teve um pequeno foco e se alastrou de uma forma muito rápida. A gente perdeu tudo. Esse incêndio aconteceu na nossa sede principal que representava 70% do nosso faturamento. Temos duas fábricas, uma delas é das linhas de aerossol e de tintas. E essas permaneceram intactas, então a gente continuou atendendo nossos clientes com essas linhas. Em alguns poucos dias, começamos a terceirizar alguns itens da curva A para poder atender os clientes. BA: Caramba! Você falou da hora do almoço, eu estava em casa... A gente está em home office e, de repente, fomos surpreendidos com uma notícia de incêndio. Até então era uma empresa e não sabíamos muito sobre. Infelizmente, logo a gente tomou conhecimento de que era do setor. Ficamos sabendo que foi uma fatalidade, uma coisa complicada. E a gente procurou saber como estavam.

| P O R:S I LV I O R O C H A | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO

Graças a Deus, não teve óbito e nenhum problema com relação a isso. E as coisas materiais são conquistadas. Depois a empresa corre atrás, né? Faz toda essa parte. Mas é interessante ver esse recomeço. Queria que você dissesse acerca disso. Pois, graças ao trabalho de todos, em menos de um mês, recebemos um vídeo de vocês que já estavam recomeçando as suas atividades. Numa nova unidade, que não sei se vai ser a sede principal, fabricando as linhas de aditivos, power flex e aerossóis. E também, tudo isso aconteceu concomitante a uma pandemia. Então, queria que falassem sobre isso, esse recomeço e também o que fizeram para tentar desvencilhar da pandemia e tentar resguardar os funcionários. KP: Então, foi isso mesmo. Em um mês, nós conseguimos montar uma nova fábrica. Foi um grande feito. A gente perdeu 70% do faturamento e, em um mês, levantamos uma nova fábrica. Conseguimos começar a produção da linha de aditivo de radiador que é o nosso carro-chefe. Iniciamos, também, a linha de aditivo de combustível da linha Power Flex. Foi muito rápido assim. Em meio à pandemia, fornecedores com quadro reduzido… a gente conseguiu um milagre, Silvio! Graças a Deus, está fluindo. E a nossa nova fábrica, também da linha de limpeza, já começou a produzir a linha de CarCare. Então estamos andando, Graças a Deus. BA: Então vocês tiveram, em decorrência do acontecido, um mês, uns 30 dias, creio eu, com alguns funcionários fazendo Home Office e também por conta da pandemia. Essa foi uma das ações que a Radnaq tomou? O que vocês fizeram? Ou a linha de produção continuou a todo vapor? KP: Não, a gente não parou. Continuamos a trabalhar normalmente. O comercial ficou em Home Office por um tempo, mas a fábrica continuou atuando. Na verdade, assim, a gente sofreu no início da pandemia mais pela falta de informação. Porque estava todo mundo meio perdido. Não sabia se abria, fechava, continuava... Alguns estados estavam em lockdown. Então sofremos com isso no começo também. Alguns clientes trabalharam de porta fechada. E aí o que fazemos? O que o mercado está precisando? Precisa de álcool? Vamos começar a fabricar álcool. A gente começou a ter, em linha, álcool em gel, líquido, aerossol. E foi assim que continuamos a atuar e atender os nossos clientes. E também, graças a Deus, o nosso segmento foi considerado como atividade essencial. Então, tinha oficina trabalhando, Centro Automotivo... Você

tinha que fazer reposição. Como precisou fazer a reposição, atuando normalmente. A fábrica não parou. A gente foi se reinventando. Todo mundo aí achou novas formas para atender os clientes. Seja hora marcada, porta fechada ou só delivery. Nós continuamos. BA: Ok. Você falou que grande parte da linha era fabricada na unidade que teve o incêndio, e também, com a questão da pandemia, houve uma queda de faturamento? Vocês já chegaram em números que projetaram? Como que vocês estão vendo esses meses. Porque o mercado de reposição, particularmente, é um setor que fica meio ileso assim, né? Ele não sofre tanto como outros mercados. Então, queria que você falasse sobre o comportamento de vendas da Radnaq nesse sentido. KP: Se a gente tivesse continuado só na nossa linha, iríamos sofrer um pouco. Porque como foi tudo muito no susto, muito surpresa, sofreríamos uma queda do faturamento. Mas como a gente colocou em linha o aerossol e o álcool, eles supriram. Então, conseguimos também atender outros mercados. Não só o automotivo como era uma linha que abrange muitos segmentos. A gente conseguiu fluir e suprir. BA: Muito bom! Agora, vamos falar um pouco de história. A gente já falou desse episódio, “bola para frente”, como vocês mesmos dizem, né? E até depois tem uma continuação dessa questão no final. Queria saber um pouco da história da Radnaq. Data de fundação, desafios. Eu acompanhei de perto, 20 anos no setor. E acompanhei de perto a evolução da empresa até chegar nos dias de hoje. Queria que você contasse um pouco, por favor. KP: A Radnaq foi fundada em 1995. Em 2002, quando o atual sócio tomou posse, ele deu uma guinada na indústria. Pra você ter uma ideia, quando pegou a Radnaq, tínhamos apenas cinco itens em linha. Então, ele foi começando a investir em um produto. Viajava bastante, via as necessidades do mercado e ia trazendo. Pra você ter uma ideia, antes do incêndio, a gente estava com mais de 300 itens em linha. Por isso que hoje a Radnaq é considerada uma das indústrias com a linha mais completa do Brasil. Temos muita coisa. E é isso. Trabalhando bastante, vendo a necessidade do mercado e lançando produtos. BA: Legal. Quais são as características principais que você destaca na Radnaq? E como ela se consolidou no mercado? Você falou dessa capacidade de identificar a necessidade do


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| AGOSTO DE 2020 |

queria saber o que vem para o fechamento de 2020, os próximos investimentos, novidades da Radnaq. O que o mercado pode esperar? Radnaq sempre antenada nos lançamentos de produtos.

mercado. Essa é uma das características que você identifica? Gostaria que você contasse outras, por favor. KP: Essa é uma delas. Além de termos a linha mais completa, estamos sempre preocupados em lançar produtos que atendam a necessidade do cliente. A gente fica muito em cima de divulgação da marca. Então, divulgamos nos principais jornais e revistas, participa das maiores feiras do segmento e estamos presentes em muitos eventos. BA: E sempre causam alvoroço, diga-se de passagem (risos). KP: A gente quer estar sempre ali. Trazendo os clientes para perto de nós. Então é uma forma que vimos e que deu certo. Ouvimos o consumidor final, ouvimos o distribuidor, as necessidades deles todos. A gente colocou promotor de venda nas ruas também. Eles fazem a visitação com carro todo adesivado para divulgar sempre a marca. Tabalhamos muito com a divulgação da marca. BA: Legal, então, essa é uma das formas que vocês se mantêm atualizados, seria a próxima questão. Mas aí, você já destacou que vocês vão para o mercado ou pegam opinião de clientes, observam o termômetro. O termômetro é sentido em feiras, não é? Podemos perceber se uma determinada linha atinge mais um público ou outro. Então, esse é o termômetro que vocês fazem para determinar uma continuação de linha, um incremento... É isso? KP: É isso. Hoje em dia, os consumidores são muito mais exigentes. Então, assim, a gente vai atrás deles. O que eles estão precisando? O que eles querem? Sempre priorizamos a nossa qualidade, em embalagens e rótulos que se destacam, chamam a atenção na gôndola. É por isso que a gente luta aí para manter a Radnaq nos principais, no topo. BA: Katarina, você fala com tanta propriedade da empresa... Queria que você contasse a sua trajetória na Radnaq. De como você começou até onde você está hoje. O que você pode falar pra gente, nesse sentido… Quantos anos de empresa? KP: Eu entrei em 2003 na Radnaq. Em setembro deste ano, eu completo 17 anos de empresa. Eu aprendi a falar aditivo. A primeira palavra foi aditivo para radiador (risos). Você disse que eu falo com propriedade é porque eu acompanhei todo esse crescimento. Quando eu entrei eram poucos itens em linha. Então, foi um crescimento pessoal e profissional muito grande. Todo meu embasamento, eu criei junto. Cresci junto com Radnaq. BA: Caramba, que legal. Parabéns, viu? Pela força aí e agora, a gente chegou na questão que eu queria que você falasse sobre o vídeo que divulgaram. Então, vocês ressaltaram no vídeo a importância da compreensão do segmento com relação ao ocorrido. Tanto de fornecedores quanto de toda a cadeia. Queria que contasse um pouco mais a respeito disso. Você falou dessa capacidade de se reinventar. Então, me vem à cabeça resiliência, né? É isso! Aprender a lidar com uma situação difícil, mas ter que conviver, dar satisfação para o mercado. KP: Essa certeza foi a parte mais emocionante de tudo, Silvio. Porque, quando aconteceu, a gente começou a receber ligações, mensagens e nenhum dos nossos clientes cancelou pedido. Nenhum. Entramos em contato para explicar, oferecendo as opções e o que ouvíamos era:

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Galpão da Radnaq

“Não, Katarina e todo departamento comercial, vocês não vão cancelar meu pedido. Vocês deixem ele aí!”. Eles foram extremamente compreensivos com a gente. Muitos deles começaram a trabalhar com as linhas de aerossol e tinta que não tinham. Como eram itens que já tínhamos a pronta entrega, eles falavam: “Não, me manda um pouco disso. Eu vou te ajudar!”. Para você ter uma ideia, Silvio, alguns anteciparam pagamentos, fizeram doação de móveis, de material de escritório, material de limpeza. Então, assim, cada dia foi uma luta. Mas foi por eles que a gente falou “Não. Todo nosso trabalho, tudo que plantamos, tá consolidado. Deu certo!” Nem a gente tinha ideia do tamanho que a Radnaq era, do tamanho do carinho, da solidariedade do pessoal. Foi sensacional. E também os nossos colaboradores. Todos eles chorando, mas arregaçando as mangas. E vamos para cima, nós precisamos. BA: São quantos colaboradores no total, Katarina? KP: Em torno de uns 200, por aí. É grande. Juntando tudo, eu acho que mais ou menos isso. Não sei te dizer precisamente. BA: Eu acredito que, no primeiro momento, quando você vê as proporções que um incêndio causa, você imagina “o que vai ser da gente depois?” Estamos num momento tão difícil, de desemprego, pandemia. Então, pode acreditar, né? KP: “Nossa, será que a gente tá preparado? Será que continuaremos? Será que paramos?” E aí, ouvimos retorno do mercado: “Não! Vocês são gigantes, vocês vão conseguir”. Eles fizeram a hashtag “#ForçaRadnaq”. Então, assim, foi lindo de ver e a gente sabe que nada acontece por acaso. E se Deus permitiu que isso acontecesse é porque ele tem algo muito maior para nós. Priorizou vidas. Não perdemos nenhuma vida. Ninguém se machucou, ninguém se feriu, ninguém inalou fumaça... nada. Se ele deixou que isso acontecesse, mas pegou todo mundo e falou “eu vou cuidar de vocês”. E nos levou. Então, não tem o que dizer... é muita força e muita fé.

KP: Radnaq sempre antenada. Sendo bem realista, a gente acredita que até setembro, mais ou menos, estejamos com 80% da linha completa de volta. Estamos trabalhando para isso, realizando investimentos para gente voltar… e voltar a ser a Radnaq. Lançando produtos, participando de tudo. Então, até setembro, já conseguiremos 80%, no máximo, da linha. BA: Legal, Katarina, queria que deixasse as suas considerações finais. Você fala com propriedade. Também, com relação ao incidente, a gente sabe que a emoção vem à flor da pele, né? Somos seres humanos. Passamos esses momentos difíceis, mas é aquilo que a gente conversou. Acho que a capacidade de se reinventar, de fazer algo diferente, transformar as perdas, olhar para trás... mas pensar muito na frente. Você falou de virar a página. Então, queria que falasse também e deixasse uma mensagem para o mercado nesse momento. E o que o mercado pode esperar da Radnaq? KP: Este ano de 2020 está sendo puxado, de aprendizado, ano de ser readaptar, de se reinventar. Igual você falou, de resiliência. Então, 2020 veio para mostrar que tem que se mexer, sair da zona de conforto porque o negócio não está para brincadeira. Foi muito difícil. Mas acabou. Vamos virar a página e começar de novo. Então, esse é o nosso lema. Seguiremos em frente, a gente tem muitos parceiros, muitos clientes e não vamos deixá-los na mão. Dependemos deles e eles, de nós. É tudo um conjunto. A gente trabalha muito unido. Eu quero agradecer a Deus, a todos os funcionários, porque sem eles não teríamos conseguido, a todos os nossos clientes que acreditaram muito na gente e afirmar que podem continuar acreditando porque voltaremos muito mais fortes, com uma base mais sólida. Quero agradecer a todos os fornecedores, a todos os amigos que a gente conseguiu ao longo desses anos. Expressar gratidão a vocês, do Balcão Automotivo, por terem cedido esse espaço e por terem sido um dos primeiros parceiros a ligar para nós e dizer “Quando a poeira baixar e quiserem falar, estaremos às ordens”. E, principalmente, reconhecer todo o esforço do nosso diretor, que é um empresário visionário e não deixou o barco afundar, não pulou do barco. Vamos enfrentar essas dificuldades juntos, superar e comemorar vitórias. A gente tem muita sorte de a Radnaq ter por trás um cara de muita fibra.

BA: Onde fica a nova sede? KP: Vai ser em Bonsucesso, também em Guarulhos. É bem pertinho. A gente vai ter bastante novidade, bastante coisa boa. BA: Muito bom. Agora a gente tá chegando aqui no final e queria que você destacasse uma coisa: vemos também no vídeo, com relação às perdas materiais, né? Então, houve muitas perdas materiais, mas é gratificante e legal, no vídeo, ver que vocês destacaram que não perderam “a fé, os amigos e a vontade de seguir em frente”. Baseado nisso, eu queria saber das expectativas. Você falou das novidades,

Katarina Polido, da área Comercial da Radnaq


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| EDIÇÃO AGOSTO DE 2020 |

BOLETIM INFORMATIVO SINCOPEÇAS-SP / AGOSTO 2020

Orientações sobre a perda da vigência da MP 927/2020 O Sincopeças-SP orienta o comércio varejista de peças e acessórios sobre as consequências geradas com a perda da vigência da Medida Provisória 927/2020, que abrangem teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, banco de horas, recolhimento do FGTS e prorrogação dos acordos e Convenções Coletivas 1) DO TELETRABALHO A Medida Provisória n. 927/2020 permitia ao empregador alterar, unilateralmente, o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância e determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho. Para o retorno ao trabalho presencial a previsão é o que o mesmo poderia ser comunicado ao empregado em 48 horas. Após perda da vigência seria recomendável a realização de alteração de regime mediante acordo escrito com o empregado, obedecendo as regras do art. 75-A e seguintes da CLT. Essa alteração poderá ser feita de forma digital com a coleta de aceite do empregado. Com relação ao retorno, pela CLT, o mesmo deverá ser comunicado no prazo de 15 dias de antecedência. Caso seja necessário um prazo menor também será importante colher aceite do empregado com a concordância do prazo. 2) DA ANTECIPAÇÃO DE FÉRIAS INDIVIDUAIS A MP 927 permitia ao empregador, unilateralmente, antecipar as férias do empregado. As férias já antecipadas estão válidas, e serão compensadas nas férias futuras. Se ainda não pago, o adicional de um terço de férias poderá ser pago até 20.11.2020 (CF, art. 5º, XXXVI, Dec. Lei n. 4.657/1942, art. 6º, CLT, art. 458). A partir de julho se as partes desejarem essa antecipação só poderá ser feita mediante acordo escrito com o empregado, e o pagamento das férias deverá obedecer às regras do art. 129 e seguintes da CLT. 3) DA CONCESSÃO DE FÉRIAS COLETIVAS A MP 927 permitia empregador, unilateralmente, conceder férias coletivas de uma forma mais simplificada e sem burocracia. Após a perda da vigência, as férias coletivas já concedidas são válidas para todos os fins e efeitos (CF, art. 5º, XXXVI, Dec. Lei n. 4.657/1942, art. 6º, CLT, art. 458). A partir de julho a concessão de férias coletivas deverá atender ao preceito do art.139 e segs. da CLT, com a comunicação ao Ministério da Economia e ao sindicato representativo da categoria profissional e no prazo mínimo de 15 dias antes do seu início. 4) DO BANCO DE HORAS A MP 927 permitia empregador, unilateralmente, a interrupção das atividades e a constituição de regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do empregador ou do empregado, estabelecido por meio

de acordo coletivo ou individual formal, para a compensação no prazo de até dezoito meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública. Os bancos de horas já efetuados feitos na vigência da MP 927 continuam valendo, até que se exaure eventual crédito existente no banco (CF, art. 5º, XXXVI, Dec. Lei n. 4.657/1942, art. 6º, CLT, art. 458) e poderão ser compensados em até 18 meses (como previsto no texto da referida MP). A partir de julho a instituição de banco de horas deverá respeitar o disposto no art. 59-A da CLT e só poderá ser feito mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Na prática, o DP/RH terá que trabalhar com dois bancos e duas formas de compensação (o crédito das horas até julho poderá ser compensado em 18 meses e os créditos/horas a partir de julho voltam a ser compensados da forma anterior, ou seja, mediante o disposto em acordo ou convenção coletiva). 5) DO RECOLHIMENTO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO A MP 927 suspendeu a exigibilidade do recolhimento do FGTS pelos empregadores, referente às competências de março, abril e maio de 2020, com vencimento em abril, maio e junho de 2020, respectivamente. Assim, o recolhimento das competências de março, abril e maio de 2020 poderá ser realizado de forma parcelada, sem a incidência da atualização, da multa e dos encargos previstos no art. 22 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990. (CF, art. 5º, XXXVI, Dec. Lei n. 4.657/1942, art. 6º, CLT, art. 458). A partir de junho o recolhimento do FGTS será normal, a ser efetuado mensalmente, na forma da Lei n. 8.036/1990. Significa dizer que o FGTS de junho em diante deverá ser recolhido na forma e prazos normais. 6) PRORROGAÇÃO DE VALIDADE DOS ACORDOS E CONVENÇÕES COLETIVAS A MP 927 permitia ao empregador, unilateralmente, prorrogar a validade dos acordos e as convenções coletivos vencidos ou vincendos, no prazo de cento e oitenta dias, contado da data de entrada em vigor da Medida Provisória pelo prazo de noventa dias, após o termo final deste prazo. (art. 30). Com a perda da vigência os acordos e convenções prorrogados durante a vigência da MP 927, vencerão, no máximo, em 17.12.2020 (90 dias contados a partir de 180 dias calculados a partir de 22.03.2020). A partir de julho de 2020 qualquer acordo ou convenção coletiva não prorrogada, vencerá na data nela mesma prevista, vedada a ultratividade, salvo acordo entre sindicatos ou entre sindicato e empresa. Permanecemos à disposição para questionamentos e novas orientações. SINCOPEÇAS-SP (SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS NO ESTADO DE SÃO PAULO) sincopecas@sincopecas.org.br www.portaldaautopeca.com.br 11 3287-3033 WhatsApp 11 9 5852-2732

Francisco De La Tôrre Presidente do Sincopeças-SP

Parcelamento e devolução de pagamento a cliente Enel De acordo com informações da Reunião Extraordinária do Conselho de Consumidores da Enel Distribuição São Paulo – CONSELPA, a Enel Distribuição São Paulo está oferecendo aos clientes comerciais de baixa tensão (subgrupo B3) duas facilidades, para auxiliar as empresas neste momento de crise financeira, decorrente da pandemia de coronavírus 1. Parcelamento da dívida. Pode ser solicitado por meio dos seguintes canais: • Call Center: 0800-7272-120 • Whatsapp: 11 94053-9491 Após a atualização do valor da dívida, o cliente poderá parcelar em até 12 vezes sem juros do financiamento, diretamente na conta de energia elétrica ou no cartão de crédito. 2. Devolução do valor pago a maior na conta corrente. A Enel São Paulo reduziu o número de leituristas nas ruas, para proteger os profissionais e os clientes, em função do avanço da pandemia (conforme autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL[1]) e emitiu as contas pela média do consumo dos últimos 12 meses. Na conta emitida pela média, caso o cliente tenha pago por um consumo maior do que o real no período, o crédito correspondente será automaticamente lançado na primeira fatura após a retomada da leitura presencial. Este crédito já será usado para o pagamento da fatura atual, que poderá vir com saldo a pagar ou a receber. No caso de ainda haver saldo, o cliente pode manter como crédito para a fatura seguinte ou optar pela devolução em sua conta corrente, solicitando para a Enel, por meio dos seguintes canais: • Call Center: 0800-7272-120 • Whatsapp: 11 94053-9491 Lembramos que o parcelamento está disponível para os clientes residenciais, por meio do: · Portal de negociação: https://portalnegociacao. eneldistribuicaosp.com.br/#/home · Aplicativo: https://www. eneldistribuicaosp.com.br/atendimento/aplicativo-enel. Ressaltamos que as lojas de atendimento continuam fechadas. Para a FECOMERCIO SP, tais medidas são importantes, pois o prolongado período de suspensão total ou parcial de várias atividades econômicas afetou financeiramente as empresas, principalmente os micro e pequenos negócios, que certamente serão os maiores beneficiários destas medidas. [1] RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 878, DE 24 DE MARÇO DE 2020: “Medidas para preservação da prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica em decorrência da calamidade pública atinente à pandemia de coronavírus (COVID-19).” Fonte: FecomercioSP – Assessoria Técnica – Conselho de Sustentabilidade


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BOLETIM INFORMATIVO SINCOPEÇAS-SP / AGOSTO 2020

Lojas de autopeças recuperam créditos tributários De forma simples e prática, empresários do varejo de autopeças devem aderir ao programa de recuperação de créditos de tributos. Em parceira com o Sincopeças-SP, escritório RDC – Ribeiro, Di Chiacchio Sociedade de Advogados tem programa destinado a recuperar créditos que já beneficiaram dezenas de empresas do setor de reposição automotiva, entre elas, lojas e oficinas Por conta da complexidade tributária do setor de autopeças, alguns itens acabam sendo tributados duas vezes na cadeia produtiva de forma equivocada, como PIS, Cofins, INSS entre outros, com isso, empresários do varejo e da reparação de veículos acabam acumulando créditos fiscais ao longo do tempo. O que muitos não sabem é que esses valores cobrados indevidamente podem ser recuperados de forma rápida e simples por meio de processo administrativo, sem custo inicial para o contribuinte. Em momentos de incertezas como o que vivemos com a pandemia, ter renda extra pode ser muito relevante para os negócios. Dessa forma, o Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) buscou uma solução viável para os varejistas recuperarem

os créditos fiscais por meio de parceria com a consultoria do escritório RDC - Ribeiro, Di Chiacchio Sociedade de Advogados. O empresário consegue receber em um prazo de até 90 dias o valor que foi pago a mais em tributos de peças automotivas dos últimos cinco anos. Isso acontece porque existem muitas peças automotivas que já são tributadas na fonte, ou seja, o fabricante paga antecipado e depois lojistas acabam efetuando o pagamento em duplicidade devido à complexidade da forma tributária do setor. Já foram recuperados, em 2019, aproximadamente R$ 3 milhões por centenas de processos de clientes do escritório. O trabalho desenvolvido pela equipe agiliza o levantamento de dados fiscais das empresas, bem como faz toda a parte de apuração das informações de modo prático, sendo que não há custo inicial. "Essa análise de dados dos pagamentos fiscais da empresa possibilita identificar se houve falha que precisa ser corrigida e também fazer a restituição de créditos quando há comprovação. Além disso, a recuperação também permite que a companhia passe a pagar os impostos de forma adequada, conseguindo diminuir a carga tributária e os gastos, melhorando a gestão financeira", revela Renato Paladino, sócio do escritório

responsável por essa área. Ele explica também que o método proporciona agilidade e produtividade, reduzindo consideravelmente a burocracia, possibilitando o ressarcimento de créditos acumulados de tributos o que impacta diretamente no caixa da empresa. Sobre o Escritório Ribeiro, Di Chiacchio Sociedade de Advogados - O escritório atua em várias áreas do Direito, especialmente cível e empresarial, tributária, societária e imobiliária e, com sua equipe multidisciplinar, oferece atendimento buscando as melhores resoluções com rapidez e eficiência. Agora em novo endereço na região dos Jardins, com instalações e estrutura moderna e próxima dos seus clientes, o Ribeiro, Di Chiacchio Sociedade de Advogados trabalha para garantir o mais alto padrão de qualidade em serviços nas esferas administrativa e judicial, oferecendo atendimento individual e personalizado a cada cliente. Contatos - Site: www.rdcadvogados.com E-mail: renato@rdcadvogados.com / Telefone: (11) 3646-2700 End.: Av. Faria Lima, nº 2.179, 1º andar, São Paulo, SP 01452-002, BR

COMPORTAMENTO

LIDERANÇA QUE TRANSFORMA | P O R: D É B O R A MA D U R E I R A* | F OTO ( S ): D I V U LG AÇ ÃO *Palestrante e mentora em liderança, analista comportamental e escritora

É

incrível a necessidade de transformação que a liderança vem enfrentando, principalmente nesse momento de incertezas e de antecipação de um futuro que já chegou muito mais exigente. Sobreviver como gestor sem ter uma liderança que transforma é quase impossível daqui pra frente. O líder deve gerar ações transformadoras primeiramente em si mesmo, reconhecendo as habilidades e atitudes que devem ser desenvolvidas a fim de melhorar suas competências. Quando o gestor provoca mudanças que são imprescindíveis para si, atinge positivamente os seus colaboradores, demonstrando comprometimento e responsabilidade em transformar o ambiente prazeroso de se trabalhar, incentivando e mantendo a equipe feliz e motivada. Esse líder é mais humanitário, reconhece as necessidades individualmente de seus colaboradores, sabe que eles são fundamentais para a empresa, prioriza a satisfação dos mesmos, pois tem consciência que desta forma eles atenderão melhor os clientes da organização. São notórias as características de uma liderança extraordinária, pois orquestra como facilitador, influenciador, inspirador, transformador, treinador e motivador.

Vou pontuar outras características de uma liderança que transforma: • Demonstra segurança e gera confiança aos colaboradores; • Treina, delega funções e acompanha; • Respeita a equipe e seus colegas; • Se comunica diariamente com a equipe; • Tem disciplina; • Reconhece o valor de cada integrante da equipe; • Pratica a gerência personalizada; • Dá o exemplo e por isso é admirado; • É ético; • Tem foco; • Sabe administrar o tempo; • Reconhece que suas atitudes tanto positivas quanto negativas podem ser copiadas; • É desafiador e estimula a equipe a ser criativa; • Busca inovar os processos da área com foco na produtividade; • Além de treinar sucessor para si, treina seus colaboradores para trabalharem sozinhos; propiciando

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mais responsabilidade a eles, inclusive para também treinarem seus sucessores; Fortalece as relações interpessoais; Aprimora seus sentimentos, emoções e empatia; Promove melhoria constante em seu desenvolvimento pessoal; Incentiva cada colaborador a buscar novos conhecimentos e crescimento; É resiliente adaptando-se às mudanças com flexibilidade; Sabe ouvir e reconhecer a equipe; Procura desenvolver uma atividade ou um projeto em parceria com os colaboradores, tornando a gestão mais humanizada.

As organizações precisam de líderes capazes de quebrar paradigmas, de liderança que realmente transforma e que tenha aptidão para formar equipe de alto desempenho. Para isso, o gestor deve desenvolver individualmente as habilidades de cada liderado, a fim de resultar em uma equipe de alta performance.

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