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JORNAL DO BAIXO GUADIANA | NOVEMBRO 2010 |

JORNAL DO

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Baixo

Guadiana Director: Carlos Luis Figueira Propriedade da Associação ODIANA Fundado pela Associação Alcance em 2000

Jornal Mensal

NOVEMBRO 2010

Ano 10 - Nº126

PREÇO: 0,85 EUROS

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico ou papel Pode abrir-se para verificação postal

País tem que recuperar de “década perdida”

Prof. António Covas diz que a primeira década do século XXI foi mal aproveitada pelos cinco Governos que alternaram no poder. Defende o incentivo às exportações e obras como o TGV “não são prioridade”. Apesar da conjuntura, tem uma visão optimista sobre o Baixo Guadiana. Mas “é preciso ter a lição estudada” e aproveitar o que resta do QREN.

Aprovada moção de censura contra Miguel Freitas por “declarações tresloucadas” sobre ponte Alcoutim/Sanlúcar

Ponte Internacional do Guadiana vai para obras. Estradas de Portugal garante que em Novembro vão iniciar-se os trabalhos.

Requalificação de Monte Gordo aguarda visto de Tribunal de Contas. Investimento ascende aos 50 milhões de euros.

As Associações de Desenvolvimento do Baixo Guadiana correm contra o tempo para aproveitar o máximo de apoios possível. A prioridade é executar os projectos estruturantes que os promotores apresentam num avanço de desenvolvimento. pub


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |NOVEMBRO 2010

EDI TORIA L

JBG

Jornal do Baixo Guadiana Director: Carlos Luis Figueira

Um Orçamento de Estado que não serve o País

Sub-Director: Vítor Madeira Chefe de Redacção: Susana de Sousa Redacção: Antónia-Maria, Carlos Brito, Joana Germano, Victoria Cassinello Colaboradores da Edição: Ana Brás Ana Lúcia Gonçalves António Rosa Mendes António Victor Severo Martins Claudio Natario João Raimundo Miguel Godinho Óscar Reis Rui Rosa Associação Odiana Departamento Comercial: baixoguadiana@gmail.com Sede: Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21 8950-909 Castro Marim Tel: 281 531 171 Fax: 281 531 080 Redacção: Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21, 8950-909 CASTRO MARIM 281 531 171 966 902 856 baixoguadiana@gmail.com Propriedade: Associação Odiana Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21, 8950-909 CASTRO MARIM Tel: 281 531 171 Fax: 281 531 080 geral@odiana.pt Pessoa Colectiva: 504 408 755 Direcção Executiva: Associação Odiana Design: Daniela Vaz Laura Silva Rui Rosa

Desde há muito que tínhamos anunciado que, a manterem-se as opções que o Governo tinha no terreno, os tempos que se aproximavam iriam ser marcados por enormes dificuldades para o País, para o

Direito de Resposta

universo empresarial sustentado por pequenas e microempresas, com consequências gravíssimas na diminuição do emprego, no aumento dos níveis de pobreza e desprotecção social, na qualidade de vida da esmagadora maioria dos portugueses. Por muito que custe a alguns admitir é um facto que chegamos a uma espécie de fim de linha, numa viagem que tem de ter outro ponto de partida para garantir uma melhor chegada. E mesmo que não tenhamos hoje ainda suficientemente claro para onde e em que direcção caminhar, para além de algumas receitas avulso que daqui e dali nos vão sendo sugeridas, a curto ou médio prazo a viragem vai impor-se. Em que sentido? É questão em aberto! Por insuportável que seja o que assistimos hoje em torno do folhetim do Orçamento de Estado, à volta do qual se processa uma discussão que nos conduz à náusea, o que resta, para a generalidade dos

portugueses, é a realidade nua e crua de terem de enfrentar mais um ano em que lhes são pedidos, mais uma vez, todos os sacrifícios, numa proposta política envolvida num embrulho em cujo interior é possível descortinar a incompetência, a irresponsabilidade, a arrogância no exercício de um poder que roda em torno de si mesmo ao longo, não de uma, mas de algumas décadas, num quadro em que o futuro tem estado ausente. Aproximando-nos da realidade que nos está mais próxima, nestes territórios do Baixo Guadiana, são justificadas as apreensões que se expressam quanto ao futuro. Projectos emperrados em burocracias autocráticas, desenhos de Programas Comunitários desajustados da realidade em que se deveriam aplicar, um QREN projectado para uma economia em expansão, quando ao invés os tempos em que nos encontramos são de sinal contrário, a especulação financeira e o incen-

tivo ao consumo, em detrimento do apoio à actividade produtiva, provocando naturais desistências em vontades em criar novos projectos empresariais. No meio de todas estas apreensões, em territórios que ao longo de décadas lutam contra o isolamento e a desertificação humana e económica, um deputado eleito pelo Algarve, responsável regional do Partido do Governo, resolve emitir opinião, sustentada em desastrados factos, sobre a importância da construção da ponte Alcoutim-Sanlucar, desvalorizando esta infra-estrutura, velha reivindicação destas gentes e, mais grave, colocando-a como alternativa à expansão do IC 27, quando se tratam de facto de projectos complementares que mutuamente se potenciam. De facto não há pachorra que aguente !

pela aposentação de uma médica, é um

Partido Socialista de Castro Marim. Felizmente para a população de Azinhal e Odeleite esta mesma Presidente tem por habilitações próprias e reconhecidas a Licenciatura em Enfermagem, e a especialização em Saúde Comunitária. Pelo que, a dedicação no cuidar que é meu propósito está e estará acima de qualquer suspeita. Estar na politica é ser aquilo que sempre fui na vida, correcta no meu mundo operandi e vivendi, sem trocar a verdade, por meias verdades e/ ou instrumentalizar a mentira. Vá se lá saber porquê? O incómodo de alguns será a motivação para o meu

trabalho para com a população do Concelho de Castro Marim, que me merece todo o respeito democrático e institucional. Para bem de todos o PS Castro Marim fará tudo ao seu alcance para que as populações de Azinhal e Odeleite não sejam”Pedras de arremesso” para franjas de alguns políticos incomodados quiçá pela existência de novos rostos...Viva o PS pelos Castro-Marinenses.

Ser e estar – falar verdade direito que lhe assiste, pelo que colmaEm resposta ao artigo assinado por Vítor Madeira, venho em nome da Concelhia do PS de Castro Marim repor a verdade. As extensões de saúde do Azinhal e Odeleite não estão encerradas, logo não está em perigo os cuidados de saúde a uma população maioritariamente envelhecida, mas não manipulável e com saberes de uma vida. O Aces Sotavento que dirige a saúde do nosso Concelho, não tem culpa

tou esta falha com a colocação de um médico, enfermeiro, administrativo e assistente operacional, potencializando o não encerramento das mencionadas unidades de saúde. Os silêncios comprometedores só são de alguns que per si preferem instrumentalizar em passatempo de conveniências partidárias, isto é, saber a verdade, com verdade e pela verdade não é para todos. Mas, escrever só por escrever muitas vezes dando a cara de outras caras, não é postura da Presidente da Concelhia do

Carlos Luis Figueira cluisfigueira@sapo.pt

Célia Brito Presidente da Concelhia do Partido Socialista Castro Marim

Vox Pop Com a crise a acentuar-se vai passar a comprar mais em Espanha?

Paginação: Daniela Vaz Laura Silva Rui Rosa Impressão: Postal do Algarve, Lda Rua Dr. Silvestre Falcão, nº 13 C 8800-412 TAVIRA Tel: 281 320 900 Tiragem desta edição: 4.000 exemplares Registo no ICS: n.º 123554 Depósito legal: n.º 150617/00

Nome: Gonçalo Mascarenhas Profissão: Técnico Informática R: Não. Vou manter as minhas compras em Portugal. Considero que é importante haver este escape para as famílias que não conseguem fazer face às despesas, mas sou da opinião que também temos de olhar pelo nosso mercado. Ou seja, quem tem maior poder de compra deve comprar cá para que haja uma reciclagem da economia.

Nome: António Santos

Nome: Ângela Cardoso

Nome: Emília Gomes

R: É natural que se recorra mais ao mercado espanhol. Vão atingir-se, com a entrada em vigor das novas taxas de IVA em Janeiro, diferenças muito grandes no valor de bens de primeira necessiadade. Por exemplo, aqui as conservas vão ser taxadas a 23%, ali não ultrapassam os 8%...

R: Claro que sim. Há muitos produtos muito mais baratos e ainda vão ficar mais, em Espanha. A crise acentua-se em várias frentes e temos de tentar defendermo-nos o melhor possível. Em seis anos que tenho carro apenas duas vezes abasteci em Portugal.

R: Não vou porque não tenho transporte para ir, mas compensa muito mais. Estou contra todos estes aumentos que ainda vão piorar e muito as condições de vida de quem tem pouco. Compensa mais as pessoas porem baixa ou limitarem-se a receber um Rendimento Social de Insersão.

Profissão: Reformado Transportes do Guadiana

Profissão: Funcionária Empresa Municipal

Profissão: Cantoneira


JORNAL DO BAIXO GUADIANA | NOVEMBRO 2010 |

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CRÓNICAS

António Rosa Mendes

Os primeiros dias da República nos concelhos do Baixo Guadiana

Até ao 5 de Outubro de 1910, o Algarve era, além de distrito e província, também um “Reino”, o “Reino do Algarve”, como designado no artigo 2.º da Carta Constitucional da Monarquia. Todavia, apesar de merecer essa honorífica e pomposa designação, não passava de um território periférico e marginalizado, secularmente votado ao abandono e ao isolamento. “Nos remotíssimos tempos da minha mocidade”, escreve Manuel Teixeira Gomes, que nascera em 1860 em Vila Nova de Portimão, “a viagem terrestre de Lisboa para o Algarve era longa, complicada, e quase aventurosa”. E detalha o itinerário: “Comboio até Beja; diligência de Beja até Mértola; descida do Guadiana em vapor até Vila Real de Santo António e daí outra vez diligência ao longo da costa” – que, acrescenta noutro texto, “nos joeirava os já desconjuntados ossos pelo decurso das muitas horas necessárias a alcançar Faro”. Enfim, apenas em 1889 o comboio chegaria a Faro, em 1906 a Vila Real de Santo António no extremo sotavento – e em 1922 a Lagos, na banda do barlavento. Quanto a comunicações internas, as escassas estradas eram na sua maioria praticamente intransitáveis. De resto, o Algarve mantinha, no

dealbar o século XX, uma estrutura económica arcaizante em que predominava uma agricultura rotineira e de subsistência, e em que a indústria mal aflorava. Produtos de exportação, quase tão-só os figos secos, que alimentavam uma indústria artesanal de fumeiros, à custa de uma mãode-obra intensiva e barata, feminina sobretudo. De maior dimensão eram as indústrias da pesca e da salga de peixe, complementares, sem que todavia lograssem atingir um surto apreciável. Já as conservas de peixe, designadamente atum e sardinha, desenvolveram-se a partir do último quartel de Oitocentos, empregando centenas de operários e operárias em quatro pólos: Vila Real de Santo António e Olhão, no sotavento, Vila Nova de Portimão e Lagos, no barlavento. Por sua vez Silves e São Brás de Alportel destacavam-se como centros corticeiros, tirando proveito da abundância de sobro. Todas essas unidades

apresentavam contudo escassa ou nula mecanização deparavam-se com um obstáculo de monta ao escoamento e consequente incremento da produção: os caminhos intransitáveis, quando não inexistentes. A este atraso material acrescia um não menos significativo atraso cultural. Basta atentar em que a percentagem de anafalfabetos no Distrito de Faro superava os 82%, superior à média nacional. Neste quadro, a penetração do Partido Republicano Português no distrito de Faro processou-se lenta e irregularmente. Em vésperas da revolução do 5 de Outubro o partido contava com uma Comissão Distrital, sediada em Faro, com dez Comissões Municipais (as excepções eram os municípios mais pobres e sertanejos, os de Vila do Bispo e Monchique, a barlavento, e a sotavento os de Alcoutim e Castro Marim – além de Vila Real de Santo António, o que causa alguma estranheza) e com doze Comissões Paroquias acti-

vas (o distrito tinha sessenta e sete freguesias, mas importa ressalvar que a grande parte delas era rural). Tal distribuição das estruturas do Partido Republicano no território algarvio iria reflectir-se na maior ou menor facilidade com que nele, após o 5 de Outubro, se implantaria o novo poder local republicano. O primeiro governador civil republicano de Faro, Zacarias José Guerreiro, um homem nascido em Mértola, mas há muito residente em Tavira, tomou posse no dia 6 de Outubro e tratou imediatamente de nomear representantes seus – chamados administradores de concelho – para todos os quinze Municípios do distrito. Para Vila Real de Santo António nomeou o industrial Manuel Cumbrera, para Castro Marim o eng.º João José de Mattos-Parreira, um agrónomo residente em Tavira (e que seguramente veio suprir a falta de republicanos locais qualificados, até porque para a presidência da Câmara

Vítor Madeira

O Insubmisso... Poder local – O parente pobre do Governo de José Sócrates No momento em que se assiste ao rompimento das negociações entre o Governo e o Partido Social Democrata, a propósito da viabilização do Orçamento do Estado (OE) para 2011, quando a crise económico-financeira atormenta os dias dos portugueses, quando um terço dos municípios não vão receber quaisquer verbas do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), importa, com seriedade e responsabilidade, reflectir sobre a política de José Sócrates para as Autarquias locais. O Governo do Partido Socialista tem vindo, desde 2006, a proceder consecutivamente a cortes cegos nas

verbas do PIDDAC, a transferir para as câmaras municipais. No ano passado, retirou-lhes 100 milhões de euros. Em 2011, e de acordo com a proposta de lei do Orçamento do Estado (OE), as câmaras municipais vão deixar de receber 150 milhões. Tudo isto, segundo, José Junqueiro, Secretário de Estado da Administração Local, porque têm de gastar menos e gastar melhor. Serão da responsabilidade dos municípios, os 77% das despesas das estruturas dirigidas pelo governo, que contribuíram para o nosso endividamento? Haja pudor no discurso político! Em democracia, nunca o Poder Local foi esbulhado e os autarcas

vilipendiados pela administração central, como agora. O Partido Socialista parece ter esquecido que as autarquias são as grandes responsáveis pelas profundas transformações que ocorreram em Portugal, nas últimas três décadas. Fruto da inteligência e do trabalho abnegado de milhares de autarcas, nas câmaras municipais e juntas de freguesia deste país, foi possível a criação de infra-estruturas, responsáveis pelo bem estar e qualidade de vida das populações, desde o saneamento básico, às acessibilidades, passando pela construção de equipamentos. Neste tempo de crise, em que o

drama do desemprego bate à porta de milhares de portugueses, e que muitas famílias lutam, tenazmente, contra a precariedade das condições de vida, o Governo de José Sócrates, com o corte das verbas do PIDDAC às autarquias, parece ignorar a acção essencial que estas desempenham em matéria de política social. É preciso lembrar o Governo que os municípios têm consciência social, e que diariamente são confrontados com as dificuldades, as angústias e as desilusões das pessoas, que vêem nos autarcas alguém capaz de resolver os seus problemas imediatos, como o emprego, a recuperação da habitação degradada, as operações às cataratas

viria a ser escolhido nada menos que o vice-presidente da Câmara monárquica) e para Alcoutim José Centeno Passos (que, também devido à carência de elementos republicanos nesse pobre concelho do nordeste algarvio, acumularia depois a presidência da Câmara Municipal). Logo a seguir foi a vez de as Câmaras Municipais serem substituídas. Assim, no dia 14 de Outubro entraram em funções as novas câmaras de Alcoutim e de Vila Real de Santo António. Na primeira o administrador do concelho José Centeno Passos acumulou a presidência; tal como na vila pombalina, em que o novo presidente republicano foi o referido Manuel Cumbrera. Em Castro Marim, o acto de posse da nova câmara ocorreu a 15 de Outubro, tendo sido outorgado pelo ex-presidente monárquico Jacinto Emídio Celorico Drago – ao seu monárquico ex-vicepresidente Jacinto Celorico Palma, que ora assim o substituía… E desta maneira se encerrou o ciclo da mudança dos corpos administrativos municipais. Uma transição sem sobressaltos de maior. A República iniciava o seu curso, pleno de promessas e de aspirações. Lamentavelmente, teve muito pouco tempo – apenas 16 anos – para tentar realizá-las. Verdadeiramente, teríamos de esperar até ao 25 de Abril de 1974 para, com o novo poder local democrático, a vida das populações do Baixo Guadiana sofrer uma alteração significativa.

ou problemas auditivos. Um dos casos mais paradigmáticos onde o poder local tem vindo a assumir as obrigações que competem ao Governo, é na política de educação, na construção dos novos centros escolares, nos transportes e nas refeições aos alunos, investimentos na ordem dos milhões de euros, que as autarquias têm de assumir sob pena das populações ficarem gravemente prejudicadas. No que se refere ao Algarve, assistiu-se nos últimos seis anos a cortes drásticos do programa do Estado para o investimento público, na ordem dos 181 milhões de euros, sendo a região duplamente penalizada pelo facto do grau de execução, comparativamente ao resto do país, ser significativamente mais baixo. Basta pensarmos nas grandes obras prometidas e nunca cumpridas como são os casos do Hospital Central do Algarve, da requalificação da Estrada Nacional 125, da renovação da via férrea, do desassoreamento dos rios Arade e Guadiana, da construção da Ponte de San Lucar em Alcoutim, para perceber que o Poder Local é o parente pobre da política centralista do Governo Socialista de José Sócrates.


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EDUCAÇÃO  Na escola secundária de VRSA

Alunos de espanhol querem ir para o país vizinho Há cada vez mais alunos na secundária de VRSA a estudar o idioma espanhol. A motivação de seguir rumo para o outro lado da fronteira já pesa muito na balança dos jovens. Ana Nunes tem 18 anos e estuda espanhol há cerca de 8 anos e tem como grande objectivo ir estudar medicina para Espanha. Não é a única, nem a primeira a fazê-lo, e dos amigos que já lá estão recebe o conselho de estudar no outro lado da fronteira “porque é mais fácil ingressar no ensino superior, mais barato e há maior qualidade de vida”. São várias as motivações desta jovem que, entre outros, pretende romper as fronteiras que não sente e integrar-se em pleno no mercado, para já, estudantil e depois no de trabalho em terras espanholas.

Barcelona é o destino

Estudantes procuram a disciplina com os olhos postos no futuro

Esta estudante até já tem a escola escolhida e partirá, se tudo correr como planeia, daqui a dois anos. Aos pais “não agrada muito a ideia, mas acabarão por aceitar”. Está convicta

que essa será a melhor opção e quanto à decisão de seguir a continuação da disciplina de Espanhol tomou-a “por ser uma língua familiar, acessível e que pode abrir portas mais promissoras”. Portugal parece estar a ficar pequeno para alguns jovens, que tal como Ana, a partir, sobretudo, dos 15 anos para além de fazerem a escolha do percurso escolar pensam já além dos estudos. É o caso de Micaela Anjos que já aborda a crise económico-financeira como “um motivo para os jovens pensarem em sair de Portugal”. Apesar de saber que em Espanha a conjuntura também não está fácil acredita “que deve ser melhor que por cá”.

«Boom» do ensino de Espanhol Para Sílvia Martins, professora de Ana e Micaela, assiste-se nos dias de hoje “a um boom no ensino do espanhol”. Lembra que em 2001, quando veio para VRSA, “não havia quase alunos a optarem por esta língua estrangeira” e hoje “há turmas imensas”. Frisa também que os Estados Unidos, “onde há mais falantes de espanhol do que em Espanha”, é também um dos destinos apetecíveis para alguns dos seus alunos. Em todo o mundo há 500 mihões de pessoas a falar espanhol e os colegas de profissão não têm mãos a medir. “Há falta de professores já, inclusivé”, garante a docente.

Português: segunda língua estrangeira em Espanha Paralelamente à evolução no ensino do espanhol em Portugal, na vizinha Espanha decorre um projecto denominado «José Saramago». Trata-se da implantação do português como segunda língua estrangeira nas escolas públicas de Andaluzia. Conta este ano com 43 alunos em seis escolas. Decorre nas escolas secundárias de Lepe, Ayamonte e Isla Cristina. Este projecto tem uma duração experimental de dois anos, renováveis a quatro, e correndo bem, será depois definido o modelo para o resto das escolas andaluzas. Juan Luis Suárez Martín, coordenador do projecto, na tertúlia do JBG intitulada «Aprender/Ensinar o idioma do país vizinho» mostrou-se “entusiasmado na expectativa que este projecto vingue e que a adesão ao português se repercuta por toda a Andaluzia muito em breve”.

 Milene Nobre soma e segue

Alcouteneja destaca-se em concurso de aspirantes a chef’s Desta vez foi um segundo lugar. Milene Nobre tem conseguido elevados méritos nos concursos em que entra e representa bem Portugal, cá dentro e lá fora. Milene Nobre, natural do concelho de Alcoutim e aluna do curso de Cozinha e Pastelaria da Escola de

Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, conquistou o segundo lugar num concurso orga-

150 escolas de 31 países juntaram-se em Lisboa

nizado pelo Turismo de Portugal e pela Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo, realizado em Lisboa entre os dias 5 e 10 de Outubro. No total 150 escolas de 31 países participaram na 23ª Conferência Anual e Concursos que contemplou oito provas. Desde «Concurso Bar», «Concurso Artes Culinárias», «Concurso Front Office», «Concurso de Pastelaria», «Concurso Serviço de Restaurante», «Concurso Destinos Turísticos» e «Concurso de Serviço de Vinhos». A equipa da alcouteneja Milene Nobre conquistou o 2º lugar no «Concurso Artes Culinárias», juntando-se desta forma aos restantes oito prémios conquistados por Portugal. Um novo prémio também para Milene Nobre que tem vindo a somar vitórias e a levar longe o nome de Alcoutim. Este prémio junta-se ao 2º lugar conquistado no concurso «Novos Talentos de Gastronomia», realizado em Maio do ano passado na Galiza e a um 1º lugar no concurso «Taça Jovens Cozinheiros», promovido pela Nestlé e pelo Turismo de Portugal.

Crise cancela concurso extraordinário de professores Finanças autorizam O anúncio foi feito pela ministra contratação de Isabel Alçada a 20 de Outubro e justificado pela crise. A contenção 200 psicólogos orçamental levou a que o executivo inviabilizasse o concurso de professores em 2011, com o qual o Governo se havia comprometido com os sindicatos. “A situação que vivemos actualmente impede o ministério de realizar o concurso extraordinário de docentes em 2011, mas serão colocados todos os docentes necessários nas escolas”, garante a ministra da educação. O objectivo é reduzir a despesa, mas de acordo com a governante, o adiamento do concurso “não compromete outras medidas”. Isabel Alçada garantiu que não estará em causa o funcionamento das escolas e que a medida afecta toda a administração pública.

O Ministério das Finanças autorizou a contratação de duas centenas de psicólogos. As escolas já terão começado a receber informação para os procedimentos de contratação, garante, por sua vez, o Ministério da Educação. Relativamente à redução de verbas inscritas na proposta do Orçamento do Estado para 2011, o secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, afirmou que não é pela “alocação de recursos em cima de recursos” que se obtêm melhores resultados, até porque “para alguns os recursos são como os afetos, nunca chegam”.


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JUVENTUDE  Em tempos difíceis

COLUNA

Pais recorrem aos manuais escolares usados Em média só em manuais escolares para o 2.º ciclo os encarregados de educação podem gastar 150€/ ano com cada filho. Quando lá em casa as contas se multiplicam há que poupar o mais possívelr.

Svetlana Vradi recorreu aos manuais escolares usados para os seus filhos

Crianças têm apoio na compra dos manuais O nome do protocolo é «Aprender» e trata-se de mais uma medida de apoio da junta de freguesia de Odeleite face às despesas com a educação. 13 crianças que estudam na escola básica de 1º ciclo de Odeleite vão contar com apoio financeiro na aquisição dos manuais escolares. A junta de freguesia local em conjunto com a Associação de Bem-Estar Social de Odeleite, face ao panorama de crise e à agudização das despesas escolares nos orçamentos familiares, decidiu financiar os manuais das crianças com subsídio- escalão B. Ou seja,

Odeleite comparticipa a 50% o valor dos manuais de alunos com escalão B de subsídio

para quem é beneficiário do escalão B e paga apenas metade do valor dos manuais pode agora comprá-los a custo zero, visto que o protocolo formalizado entre as duas entidades custeia os restantes 50% do valor monetário. Trata-se, portanto, de mais um apoio da junta e da associação em tempo de «vacas magras».

Apoio à natalidade e combate à desertificação À semelhança do anterior protocolo, «Enxoval do Bebé», lançado em Dezembro de 2010, com apoio de 500 euros para cada recém-nascido, surge então o «Aprender». “O apoio é dado as todas as crianças que estudem na escola de 1º ciclo de Odeleite, não sendo necessário residir na freguesia”, esclarece Valter Matias do executivo da junta ao focar que desde o encerramento das escolas de Junqueira e Azinhal, a escola de Odeleite agrega alunos de outras localidades. “Esta é uma medida que se insere na política de natalidade da freguesia e um claro combate à desertificação”, diz, acrescentando que “devido ao cenário de crise estamos conscientes das dificuldades que as despesas de educação representam no orçamento das famílias”. Quanto a outros apoios ainda o JBG apurou que podem surgir dentro do quadro financeiro da junta de freguesia de Odeleite.

Svetlana Vrabie é moldava e vive em Castro Marim com a família. Na escola tem três filhos, sendo que dois são gémeos e frequentam o 2.º ciclo. Habituada a “uma vida difícil e de restrições” aprendeu há muito tempo a cortar na despesa. A troca dos manuais escolares entre os alunos parece estar a ganhar a adesão, tanto da parte dos jovens, bem como dos pais que não têm mãos a medir para fazer face às limitações dos orçamentos familiares. “Podemos aproveitar a oportunidade de troca dos livros, utilizando o dinheiro para outras áreas da educação complementares, mas muito importantes também para a formação dos nossos filhos”. Svetlana esteve sempre habituada a um regime de troca de livros, até porque na Moldávia a prática era habitual mesmo sendo o Estado a financiar integralmente os manuais. Aqui, apesar de haver bolsas para os mais carenciados “esta é uma iniciativa que deveria ser muito mais divulgada porque há muitos agregados familiares que precisam de apoio”, diz em jeito de apelo.

“Tão bons quantos os novos” “Temos que dizer às nossas crianças que é preciso estimar os livros porque podem vir a ser usados por outra criança”. Esta mãe tem a convicção que a adesão à troca dos manuais escolares vai evoluir positivamente “até porque já se fala muito nas escolas, na vizinhança e até nos cafés, na importância desta dinâmica”. Para Svetlana “é tudo uma questão de mentalidade”. Lamenta, no entanto, que o Governo mude regularmente os manuais “de ano para ano e de escola para escola”. Mas salienta que esta condicionante “não vai desmotivar porque os tempos difíceis não o permitem e os jovens aos poucos vão ganhando uma cultura de troca dos manuais”. Recorde-se que pode saber mais sobre estas medidas na Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana, que inclui as bibliotecas escolares e municipais de Alcoutim., Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Banda Desenhada a concurso Até final do mês de Dezembro vão estar a concurso cartoons nas escolas do Baixo Guadiana, incluindo margens lusa e espanhola. A promover a prática desportiva no território desde 2008 os «Jogos do Baixo Guadiana» abrem agora uma porta à disciplina de educação visual, mas não só. O concurso de cartoons cinge-se ao tema «A igualdade de género e de oportunidades na prática de desporto e lazer». O tema é cada vez mais actual numa sociedade ocidental moderna que distingue valores como a liberdade e igualdade entre sexos feminino e masculino. “Este é um tema de extrema pertinência e que julgamos ser um contributo indispensável para colmatar lacunas ainda existentes na sociedade actual, sendo que é desde a tenra infância que se promove esta sensibilização”, considera a organização do reconhecido evento desportivo. Posterior ao concurso será editado

uma publicação com a colectânea dos melhores trabalhos num total de 20 páginas que vai ser impresso e estar disponível também via digital. Para os vencedores o prémio será de um vale de compras no valor de € 120 numa loja desportiva; para as seguintes melhores bandas desenhadas está reservado um vale de € 60. Os trabalhos vão ser também publicados no Jornal do Baixo Guadiana. As escolas a concurso representam a plenitude do território; no lado luso os concelhos de Alcoutim, Castro Marim e VRSA; na margem espanhola do Guadiana também as escolas dos Ayuntamientos de Ayamonte, Cartaya e Mancomunidad de Beturia. Consulte o regulamento do concurso: www.turismoactivoguadiana. com

DA JUVENTUDE

Lápis Azul em cima das Rádios Escolares Um dos partidos da oposição apresentou, há bem pouco tempo, um projecto-lei baseado no exercício das Rádios Escolares e Universitárias, no sentido de lhes proporcionar meios e recursos para se poderem sustentar e, acima de tudo, dinamizar. Este projecto-lei permitia às Rádios Escolares ir buscar à sociedade civil financiamentos para a dinamização dos seus equipamentos, da sua programação, etc. No entanto, o projecto-lei foi rejeitado pela maioria da Assembleia da República que, não vendo, ou não querendo ver, impediu que os estudantes se pudessem exprimir através das suas rádios; impediu que aqueles que querem seguir comunicação social, jornalismo e ciências da comunicação pudessem entrar nessas variantes já com alguma experiência. Esta maioria parlamentar, que rejeitou este projecto-lei, veio fazer o mesmo que Salazar fazia nos seus mandatos«Calar a população!» Pensava eu, passados alguns meses das últimas eleições legislativas, que este Portugal acabado de sair de uma maioria absoluta era já fruto de uma Democracia amadurecida, de uma República de liberdades e vontades, de uma República que cantava a muitas vozes. No entanto, com esta reprovação basicamente “calaram-me”! É puramente demagógico dizer-se que as Rádios Universitárias devem estar submetidas à tutela do Ministério do Ensino Superior. É inaceitavel que se continue a proibir a obtenção de financiamentos privados pelas rádios escolares. Se o medo é a instrumentalização e o controlo dos privados nestas Rádios, o que é que se diz quando é o Estado o único patrocinador das mesmas? Não poderemos olhar para esta questão como a instrumentalização das Rádios pelo Estado?...

Miguel Gomes «Jogos do Baixo Guadiana» promovem concurso de cartoons

Presidente da Associação «Ganda Cena»


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LOCA L | EL ANDEVALO SUR-OCCIDENTAL *

ESPANHA por Antónia-Maria

Español-Português: Dos lenguas que suman… Promovida por la Comisión de Coordinación y Desenvolvimiento Regional del Algarve se realizó a principios de Octubre una conferencia a cargo de D. José María Martín Valenzuela, director del Instituto Cervantes en Lisboa, en el palacete Doglioni de Faro dentro del Ciclo de Encuentros Café-Taller Doglioni. El director del Instituto Cervantes expuso en su intervención la importancia del español como segunda lengua más hablada en el mundo por su número de hablantes nativos y el segundo idioma de comunica-

ción internacional. Se supone que en 2030 un total de 535 millones de personas serán hispanohablantes. Siendo una lengua exportada por España en la conquista del Nuevo Mundo, es la lengua oficial de más de 20 países como Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, Costa-Rica etc, siendo Méjico con 107 millones de habitantes, el principal país de habla española, aunque se espera que ese lugar sea ocupado en un futuro no lejano por EE.UU. Las inversiones de empresas españolas en estos países y la nume-

rosa mano de obra de los mismos, hacen que los lazos sociales y económicos se consoliden aún más. Señaló, igualmente, que la música en español a través de la globalización, ha hecho posible que personas que no hablan este idioma se interesen por la música de cantantes mediáticos como Ricky Martin o Shakira- que han penetrado en otros mercados de habla no castellana y ayudan a difundir la lengua. El español pasó a ser, también, la tercera lengua mas usada en la Red.

El Instituto Cervantes es una institución creada en 1991 para promover y enseñar el español o castellano y difundir la cultura de España e Hispanoamérica en el mundo.

Atardecer

El Camino Natural del Guadiana

Ya la tarde en Isla Canela está perdiendo su brillo; sólo por el horizonte queda rojo y amarillo. Los tejados de Ayamonte visten con ropa de lirio, y el Guadiana está quieto sobre un Levante dormido. La tarde se está apagando en un fulgor escarlata, y la luna despertando de su letargo de plata.

“Repensando” de Deonato Pires Este sugestivo título corresponde al libro de poemas del autor y amigo Deonato Pires, al que le agradecemos su amable envío. Su trazado será de un total de 1021Kms y atravesará 65 municipios El poeta Deonato Pires vive en Olhão y cultiva la poesía “como un El camino natural del Guadiana La construcción de dicho camino Arte, un Hacer, un Decir para comucomprende una red de caminos estará a cargo del Ministerio de M. nicar, deleitar, encantar, persuadir, naturales a lo largo del cauce del Ambiente Rural y Marino y será transformar”… Extraemos aquí un fragmento del Guadiana, el cuarto más largo en una gran iniciativa para permitir longitud de la Península Ibérica, ofrecer a la población la prácti- poema “Frorbela en el Algarve” que que forma frontera con Portugal a ca de actividades vinculadas con forma parte de esta obra editada en lo largo de 100Kms, comenzando la Naturaleza y la salud como el 2006, con ilustraciones de su esposu recorrido en las Lagunas de Rui- senderismo y el turismo ecológico sa, Maria Conceição Pires. dera y atravesando las provincias permitiendo llegar a áreas cuyo de Albacete, Ciudad-Real, Cáceres, acceso por otros medios seria muy En una casa situada Badajoz y Huelva. difícil. En Quelfes, junto al camino Su trazado será de un total En el bajo Guadiana, las obras No lejos de Olhao de 1021Kms y atravesará 65 mu- se encuentran en el lugar llamado Una lápida sencilla nicipios, incorporando caminos la Estacada junto al arroyo Grande Nos da esta información: vecinales, riberas y zonas que se y se piensa que estén concluidas Aquí residió Florbela… integren a lo largo del camino en en 2011. Tendrá un recorrido de Florbela, la poetisa un trazado único y homogéneo dis- 20Kms dentro del termino muniCuya vida simboliza frutando, al mismo tiempo de una cipal de Ayamonte con zonas de Desespero, Angustia, Dolor gran diversidad de paisajes. refugio, fuente, zonas recreativas Amargura, Ansiedad Se invertirán en las obras con pérgola, mesas, bancos y deTristezas, Sueños, “Saudade” 7.201.433Euros posito de residuos. Y desilusiones de Amor…

Y el sol sigue sepultando a la tarde en un suspiro, de la hoguera que en el cielo con su pincel ha encendido. Cuando el Sol ya se ha ocultado tras la nación lusitana está la Luna soñando bañarse en el Guadiana. Poema de Juan Arias Aragón


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LOCAL  Ponte Alcoutim-Sanlúcar

Miguel Freitas “ofendeu os alcoutenejos” Em causa está uma entrevista onde o líder distrital do PS disse que a ponte entre Alcoutim e Sanlúcar “não é uma prioridade”, insinuando que a ponte iria acelerar a desertificação do concelho português.

Francisco Amaral, presidente da câmara municipal de Alcoutim, está indignado com as declarações do presidente do PS Algarve, Miguel Freitas. A 2 de Outubro na Rádio Guadiana, de VRSA, no programa «Boca no Trombone» o dirigente afirmou que o processo da ponte Alcoutim/Sanlúcar “esmoreceu”. Para o edil a afirmação é “muito infeliz quando foi o próprio Miguel Freitas que quando era oposição ao Governo veio cá colocar uma pedra para a ponte e prometer batalhar por ela”. Amaral considera “irresponsáveis” as afirmações do líder socialista do Algarve e diz “que é ainda mais grave mentir quando diz que uma grande parte dos alcoutenejos já mora em Sanlucar e se fizermos a ponte passavam todos para lá”. Amaral diz

que “é falso, pois actualmente moram apenas dois alcoutenejos em Sanlucar e dois sanluqueños em Alcoutim”. Dias depois de ouvir o programa na Rádio Guadiana, de VRSA, o PSD de Alcoutim fez um comunicado onde exige que “o PS/ Algarve e o PS/Alcoutim se retratem, pois segundo afirmações textuais do Eng.º Miguel Freitas, tal informação foi fornecida pela estrutura local do Partido Socialista”. O comunicado fala em nome de Alcoutim e dos Alcoutenejos, exigindo desculpas e reafirmando que vão continuar “na luta pela construção da ponte Alcoutim / Sanlúcar, fazendo jus a um anseio, de há décadas, destas populações, que tão esquecidas têm sido pelo seu Poder Central”.

“Não há transferência de população” A Associação Transfronteiriça Alcoutim-Sanlúcar (ATAS), que liga as duas margens do Guadiana, fez também um esclarecimento público na sequência das afirmações públicas de Miguel Freitas e afirmou que “não há qualquer transferência de população da vila e do concelho de Alcoutim para a vila e município de Sanlúcar, nem há tão pouco o mínimo indício de que tal situação possa acontecer; não se percebe aliás como haja alguém que possa prestar tão absurda informação”. A autarquia, por sua vez, aprovou uma moção de censura às afirmações de Miguel Freitas. O PS local também está a este nível contra o lider algarvio.

Freitas diz que em crise “há que priorizar” Para o líder do partido socialista “a ponte Alcoutim/Sanlúcar neste momento não constitui prioridade”, considerando que o desenvolvimento do Interior “passa muito mais pela conclusão do IC 27 até Beja”. O líder socialista no Algarve diz que em tempo de crise “há que priorizar”.

Recorde-se que no início de 2009 foi inaugurada a nova Ponte Internacional do Baixo Guadiana que, sobre o Rio Chança, liga as localidades de Pomarão (Mértola) a El Granado, mas mesmo assim a distância não torna esta uma alternativa para quem de Alcoutim quer seguir para a terra que está ali mesmo em frente: Sanlúcar de Guadiana.

O líder do PS Algarve diz que em tempo de crise a prioridade é o IC27 e não a ponte tão ambicionada pelos alcoutenejos e sanluqueños

 Recomendação da Assembleia Municipal

VRSA quer revisão do acordo de pescas A Assembleia Municipal (AM) de Vila Real de Santo António aprovou uma recomendação ao Governo, no sentido que este procure realizar de imediato negociações com os vizinhos espanhóis, a propósito do «Acordo de Pescas do Guadiana». A autarquia vilarealense lembra que, no próximo dia 31 de Dezembro de 2010, termina o período que tem efeitos para o «Acordo sobre as condições de exercício da actividade das frotas espanhola e portuguesa nas águas de ambos os países», que tem âmbito nacional e ao abrigo do qual se celebrou o «Acordo Fronteiriço do Guadiana». Este acordo, caso as partes não se oponham, será reconduzido tacitamente, até 31 de Dezembro de 2013. Por isso a AM do concelho pombalino entende que “existe, ainda, até ao final deste ano, uma janela de oportunidade para que, no âmbito da troca periódica das listas nominativas dos navios autorizados para as águas abrangidas pelo citado acordo, o Governo português intervenha no sentido de ser colocado um ponto final à utilização das artes predadoras que são utilizadas pelas embarcações espanholas na costa portuguesa”.

Lembra que as associações de pescadores, quer de Monte Gordo quer de Vila Real de Santo António, têm-se vindo a pronunciar “pela necessidade da denúncia do acordo, ou que sejam passadas licenças em números iguais para artes iguais não predadoras, o que implica a exclusão dos arrastos e da ganchorra e a erradicação da arte ilegal e assassina das sugadoras”. Diz ainda a AM que, nas actuais circunstâncias, existem dois caminhos para seguir e recomenda ao Governo que “actue no sentido da defesa dos recursos marinhos das nossas costas, com perspectiva de futuro, responsabilizando-o pela ausência de uma solução que ponha cobro às dificuldades porque passam as comunidades piscatórias do concelho”. Esta recomendação foi apresentada pelos membros da CDU, aprovada por unanimidade e subscrita por todos os membros que a votaram.

«Acordo de Pescas do Guadiana» O oficialmente designado «Acordo de Pescas do Guadiana» foi aprovado no ano de 1986, tendo sofrido alterações, num encontro luso-espanhol realizado em 13 de Outubro do ano de 1993 que passaram a vigorar em Janeiro de 2004, até 31 de Dezembro de 2013, salvo se os dois países encetarem negociações até ao final deste ano. O âmbito da sua aplicação, dentro das doze milhas costeiras, tem uma abrangência desde o meridiano da Torre de Aires até ao de Punta del Gato. Para a pesca artesanal, esta abrangência é mais reduzida: Redondela, em Espanha, e CacelaVelha, do lado do lado português. As possibilidades de pesca para Espanha são 25 licenças do arrasto de bivalves, 7 de cerco, 2 de tresmalho artesanal e 10 licenças de arrasto de cintura para a conqui-

lha. Para Portugal, são 8 licenças de cerco, 11 de tresmalho, 6 de emalhar, 7 licenças de alcatruzes, 10 de tresmalho artesanal e 2 de licença artesanal. Está previsto que, a cada navio, se apliquem as medidas técnicas do país, em cujas águas ele desenvolva a sua actividade pesqueira.

O pomo da discórdia continua a ser, segundo afirmam as diversas associações de pescadores, os abusos com os arrastos e a proximidade da linha de terra, as ganchorras que destroem as redes dos pescadores portugueses e, o mais grave, as sugadoras. E.Z.

VRSA quer revisão do «Acordo de Pescas do Guadiana»


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G RA ND E R EPO R TAGEM  PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural

Corrida contra o tempo A marca LEADER é uma realidade no território do Baixo Guadiana, um programa de iniciativa comunitária que deu origem ao PRODER. Com duas medidas que incidem na diversificação da economia, criação de emprego e na melhoria da qualidade de vida as candidaturas têm-se multiplicado e está para breve a abertura de novo concurso. Em tempos de crise financeira e política a prioridade para este programa é a execução, numa corrida contra o tempo em que as garantias de reembolso para os promotores podem estar em causa em anos vindouros.

Joana Germano A Associação Terras do Baixo Guadiana (ATBG) existe há nove anos e é constituída pelas associações de desenvolvimento local (ADL) do território, nomeadamente a Alcance em Alcoutim, a Odiana em Castro Marim (serve também os concelhos de VRSA e Alcoutim) e a Associação de Desenvolvimento do Património de Mértola (ADPM). A missão da ATBG não deixa margem para dúvidas; combater a desertificação através da realização de candidaturas a programas nacionais e comunitários. É gestora do PRODER num território elegível de 18 freguesias de Interior que engloba os concelhos de Alcoutim, Castro Marim, VRSA, cinco freguseias de Mértola e três de Tavira. Também aqui as ADL detêm um papel importante e directo com a ATBG e os promotores de candidaturas.

Perda de autonomia O actual PRODER sofreu alterações e a perda de autonomia foi significativa. “O LEADER, enquanto programa de iniciativa comunitária acabou na sua terceira geração e isso teve implicações ao nível da gestão em que perdemos muita autonomia”, explica Ricardo Bernardino, coordenador da ATBG, adiantando que “o Governo aproveitou a filosofia de intervenção LEADER e aplicou-a ao eixo 3 do PRODER”. Actualmente, e embora tenha havido uma perda de autonomia, a maisvalia ainda está do lado das entidades locais. “As decisões ainda são a grande arma que temos, pois os projectos são aprovados por entidades locais”, diz.

Promotores são muitos Nas sessões de esclarecimento realizadas pela ATBG no território a população nem sempre adere, sendo que a média por freguesia rondou a dezena, noutros casos duas

a três pessoas apenas. “Existe um certo comodismo; há pessoas mais informadas e outras menos e isso até se nota em termos de execução dos projectos”. Ricardo Bernardino remete para casos em que até há que “dar um empurrão, ser insistente”. Mas o que é certo é que as candidaturas não têm faltado. 42 candidaturas no primeiro concurso e pelas intenções feitas vão ser “muitas no próximo”.

Taxa de Aprovação de 35% A missão da ATBG tem revelado ao longo do tempo uma elevada taxa de eficiência, sobretudo no que diz respeito ao aproveitamento de verbas. “O anterior programa conseguimos executá-lo a 100%, no actual também já temos uma boa taxa de aprovação de 35%”. Para já a execução do actual programa [de Outubro de 2009] só agora está a começar com a chegada dos primeiros pedidos de pagamento. O coordenador mostra-se orgulhoso pela execução plena do anterior programa, mas define claramente as prioridades. “Queremos chegar a um bom nível de execução que nos permita ter, no início de 2011, acesso à «Reserva de Eficiência» [verbas extra distribuídas pelos GAL mais eficientes]. De momento a grande preocupação e prioridade até ao final de 2010 é a execução.

Mais intenções que projectos Mas panorama de crise financeira e política que se vive os promotores fazem contas à vida e o saldo nem sempre é positivo e a consequência são as desistências. Em termos de projectos aprovados a ATGB acusa apenas uma desistência, já nas intenções de candidatura o panorama muda de figura. É certo que nem todas as intenções culminam em candidatura e projecto aprovados, no entanto, sem ideias consolidadas não se chega a «bom porto». “Muitas vezes as pessoas procuram um financiamento mas não sabem bem para quê”, sendo de acordo com o coordenador o parâmetro que justifica o maior número de desistências, assegurando que quem traz as ideias identificadas faz contas e sabe se o projecto pode ter pernas para andar ou não.

A Associação Terras do Baixo Guadiana trabalha no âmbito das freguesias de Interior de Tavira, VRSA, Castro Marim, Alcoutim e Mértola


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GR AN D E R EP O R TAGEM

o na execução de projectos É claro que a crise não é de descartar; é grave e prevê-se longa, e esta é por si só o derradeiro obstáculo. “O que preocupa é o que vem para 2011 e isso retrai as pessoas e estou convencido que muitas dessas intenções de candidatura esperam por 2011, já com outra segurança”. Outra condicionante é o crédito; os bancos já tiveram melhores dias. “Os promotores com projectos aprovados têm a possibilidade de pedir um adiantamento até ao final de 2010 mas não está fácil; as garantias bancárias têm taxasa elevadas e as pessoas preferem prolongar a execução do projecto à medida que têm disponibilidade financeira”, assegura.

O boom do Turismo em Espaço Rural Entre Outubro e Dezembro de 2009 das 42 candidaturas recebidas a sua maioria foram direccionadas à abertura de Turismos em Espaços Rurais (TER). O fen��meno é de todo visível e pode ser um efeito demonstrativo do anterior programa. “As pessoas viram que o vizinho fez o turismo rural e ao perceberam que tinham sido apoiados por nós despertoulhes o interesse”, clarifica Ricardo B.,revelando haver já cerca de seis intenções de candidatura para TER em Alcoutim e cerca de uma dezena em Castro Marim. Mas a grande dúvida é o mercado. “O que é certo é que tenho algumas dúvidas se há mercado para tantas intenções; o que sei é que o TER não é uma actividade que seja viável por si só, raros são os casos em que a pessoa só consegue viver dessa actividade”, alerta, dizendo ver no TER uma actividade complementar e nunca viável só por si só.

Prioridade: Execução Depois de aprovado o projecto começar a implementá-lo é a tarefa que se segue, mas aqui o investimento é essencial e o coordenador da ATBG deixa o apelo. “Para quem executar até final de 2010 os reembolsos são céleres, os promotores recebem num prazo de 10 até 12 dias; agora essas garantias não são dadas para 2011”. Por isso desconhcendo-se o que o futuro nos reserva “é de executar o máximo

possível ainda este ano, porque para 2011 pode levar 3, 4, 5, 6, 7 ou mais meses…ninguém sabe”.

5 Milhões de euros disponíveis No LEADER o montante disponível de apoio era de pouco mais de 3 milhões de euros, no PRODER é quase o dobro com 5 milhões de euros. Para quem julgava que antes havia maior volume de dinheiro para menos projectos e agora mais projectos para montantes menores, bem se engana, trata-se de uma falácia. Contudo, no LEADER + houve cerca de 120 candidaturas e neste momento com o dobro do dinheiro vão ser poucos mais os projectos. E porquê? Porque o montante máximo dos projectos aumentou exponencialmente. “Antes os projectos tinham uma média de investimento que rondava os 40 mil euros, hoje essa média aumentou, daí como mais dinheiro apoiarmos os mesmos projectos”, clarifica o responsável que admite ser essa a tendência, alertando no entanto que é cedo para análises.

Novo concurso em Novembro O novo concurso terá início no dia 22 de Novembro e encerramento a 7 de Janeiro. Há promotores que esperam e desesperam pela abertura de nova fase de candidaturas indagando o porquê da demora. A resposta é simples. “Para se abrir um concurso o outro tem que estar encerrado e isso significa não os projectos executados, mas todo o circuito administrativo concluído, portanto ter os contratos todos assinados”, clarifica. No concurso a abrir as regras vão ser diferentes de 2009. A abertura é apenas para a medida relativa à «Diversificação de Economia e Criação de Emprego» [a 3.1]. A resposta encontra-se no carácter extremamente diferenciado entre esta e a vocacionada para a «Melhoria da Qualidade de Vida» [3.2]. A justificação é peremptória, a equipa é reduzida e o tempo de resposta ao promotor não pode ser comprometido. “Temos prazo para resposta e ao termos que canalizar tempo para tipologias completamente diferentes é muito mais complicado”. Para já abre a medida a 3.1 e mais adiante a 3.2, factor que o coordenador não julga restritivo. “O circuito da 3.2 ainda

não está fechado e ao abrir a medida 3.2 para Março ou Abril não se perdem projectos”.

Regras mais apertadas Do LEADER para o PRODER muito mudou. Se antes as candidaturas estavam abertas em contínuo agora o procedimento é realizado através de concursos e as candidaturas concorrem entre si para alcançar o financiamento desejado. Entre os investimentos apoiados constam o mínimo de 5 mil e o máximo de 300 mil euros, mais um cêntimo acima deste montante e a candidatura «cai» automaticamente. “Quando ultrapassa o investimento elegível nem poderemos dizer ao promotor para reformular a candidatura, estas são as regras do jogo e bem mais exigentes”, alerta. A ATBG deixa também algumas sugestões para quem pretende apresentar candidatura, tal como preencher o formulário lado-a-lado com o guião e na ocorrência de dúvidas antes de submeter a candidatura contactar sempre a ATBG. Ficam em simultâneo a crítica e o alerta: “Temos o mau hábito português de entregar tudo no último dia; das 42 candidaturas do 1º concurso 37 entraram no último dia e os outros na última semana”.

Execução pode estar comprometida Para os promotores a corrida é contra o tempo, é contra as crises financeiras e contra todos os obstáculos que possam tornar inexecutáveis os seus projectos. Fala-se de um desaproveitamento de fundos comunitários e a este nível pode-se perder quando a comparticipação nacional é pouca ou nenhuma. Os fundos comunitários não são financiados a 100%, o Estado português é obrigado a entrar com comparticipação e em clima de tensão política e corte de verbas é evidente. “Julgo que ninguém terá em mente perder verbas comunitárias, mas uma coisa é certa, para nos darem 5 temos que pôr 1, para nos darem 10 temos que pôr 2. Se a comparticipação nacional fosse maior íamos buscar mais da comunidade”, explica o coordenador que não perde a confiança. “O facto de baixarmos a comparticipação nacional poderá atrasar um pouco a execução, mas pode-se compensar em 2012, 2013”.

Associações de Desenvolvimento Local sobrevivem no panorama actual Como é que vivem actualmente as associações de desenvolvimento local (ADL)? A resposta é uníssona. Sobrevivem em tempos complicados. O PRODER não salva, mas o que é certo é que representa uma mais-valia para o território. Uma gestão com engenho é o trunfo das ADL num tempo em que as tempestades financeiras já não são novidade. “Conseguimos sobreviver graças à gestão de vários projectos e programas candidatados aos fundos comunitários que permitem o prosseguimento de estratégias de desenvolvimento”, considera Valter Matias da Associação Odiana, enquanto que a Associação de Desenvolvimento e Património de Mértola (ADPM) aponta desadequação dos programas. “Existem dois grandes obstáculos, a deficiente formatação dos programas para a tipologia de território, e por outro lado, o enorme atraso na abertura dos concursos e depois dos pagamentos”, critica Jorge Revez que se vê a braços com tempos “muito difíceis”. A dependência dos apoios também não traz qualquer segurança, sobretudo tendo em conta a actual redução dos mesmos, e esta é uma preocupação generalizada. “Esta redução penalizou bastante as ADL que, na maioria dos casos, estão quase exclusivamente dependentes da existência de programas de apoio, aos quais possam candidatar os projectos que lhes permitam continuar a desenvolver a sua actividade”, afirma José Simão da Associação Alcance, adiantando que “com as regras do actual QREN [Quadro de Referência Estratégica Nacional] a dificuldade em ver um projecto aprovado é ainda maior para uma pequena associação”. Os fundos estão escassos e as ADL têm que estar cada vez mais atentas a todas as oportunidades de apoios para a sua concretização. Entre os programas desenvolvidos com base nos fundos comunitários, destaca-se o Programa INTERREG (actual POCTEP que é baseado na cooperação transfronteiriça) e o PRODER. “Estes dois programas têm uma forte expressão de apoio ao nível dos inúmeros projectos e investimentos realizados em Portugal, nas duas últimas décadas”, afiança Valter M. A palavra crise não é repetida à toa, é uma realidade evidente e de acordo com a ADPM parece incidir mais nos territórios de baixa densidade. “Quanto menos gente, menor a pressão política e isso afecta decisivamente este território; aliás já se fala que a partir do próximo ano, nomeadamente no PRODER, a existirem, os reembolsos serão demorados”, diz Jorge Revez. PRODER é mais-valia para os territórios. O papel das associações Alcance, ADPM e Odiana no PRODER é o de apoio à entidade gestora, neste caso a ATBG. Têm um papel de divulgação e encaminhamento de candidaturas e fazem parte do órgão de gestão com papel activo nas

decisões. Participam na divulgação do programa junto da população e prestam apoio os promotores em matéria de acompanhamento e elaboração de candidaturas. É já uma marca no território e as associações são as ferramentas indicadas na sua dinamização, constituindo um contacto personalizado com os promotores. E é directamente às associações que os promotores se deslocam na sua maioria para esclarecer dúvidas e muitas vezes para a realização da própria candidatura. “Nestes territórios de baixa densidade em que a informação passa mais dificilmente, as associações desempenham um papel importante; cabe-lhes realizar uma prévia identificação dos potenciais promotores para que na abertura de candidaturas os contactem directamente”, explica Jorge R. No que toca a esta parte a ADPM apresentou uma única candidatura ao PRODER, relativa a um documentário e livro sobre o território, isto porque considera que a formatação do PRODER não tem muita abertura para as ADL. “As associações de desenvolvimento por norma desenvolvem projectos transversais de incubação de clusters e o facto de não terem muita abertura no PRODER para candidatar projectos inviabiliza obviamente toda uma série de trabalho”, revela o presidente da associação alentejana. No caso da Odiana a implementação de 19 km de percursos pedestres foi o resultado de uma candidatura ao antigo Leader+ e no actual PRODER já foram aprovadas candidaturas na área social e educação. A Associação Alcance não candidatou projectos seus, mas deixa transparecer que ainda há tempo e vontade para tal. Excesso de burocratização não ajuda. Dúvidas são muitas e as dificuldades no preenchimento do formulário são imensas entre os promotores que procuram frequentemente as ADL. “As dificuldades prendem-se essencialmente com o grau de burocratização envolvido e complexidade dos formulários, nomeadamente no que respeita ao volume de informação necessária”, confessam Valter M. e José Simão. “Do meu ponto de vista o PRODER, em termos de burocracia é uma perfeita tontice”, diz Jorge R., revelando “não fazer sentido que os promotores e associações ocupem um tempo desmesurado a elaborar candidaturas quando o antigo programa LEADER, da forma como foi desenhado era útil para os territórios”, acusa e alerta que “rapidez não quer dizer facilitismo ou falta de responsabilidade na forma como os projectos eram elaborados”. Admite, no entanto, que “o LEADER tem dado um impulso muito grande mas é preciso reforçá-lo e embora existam fragilidades há muita gente a ter ideias de desenvolvimento que o PRODER tem dado uma resposta boa”, mas admitindo que é preciso ampliar o programa

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LOCA L  Grupo «Inclusão» em VRSA

Equipa de voluntários apoia utentes da UCC A ideia partiu da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António. O grupo «Inclusão» pratica um voluntariado de grande significado para quem está numa Unidade de Cuidados Continuados (UCC). “A ideia é que o voluntariado seja praticado de uma forma livre e com muita vontade”, explica-nos, desde logo, Rita Calejo Pires membro do executivo da junta de freguesia de VRSA e responsável pelo grupo de trabalho «Inclusão». O acto voluntário de proporcionar momentos diferentes aos utentes da UCC de VRSA iniciou-se há cerca de seis meses e estão associados a eles “uma dúzia de pessoas”. Voluntários que têm surgido pelo «boca a boca», mas sobretudo “pela vontade de ajudar”. A responsável não quer equívocos e por isso frisa que “ninguém é obrigado a horários nem rotinas de voluntariado”. O que significa que “quem está, está por uma

grande vontade de ajudar”.

dos doentes”, garante.

Preencher momentos do dia

Actividades várias

Na Unidade de Cuidados Continuados de VRSA estão actualmente cerca de 20 pessoas. “Muitas sem família, sem amor”. Rita C. Pires diz que provoca “angústia ver tanto sofrimento, mas ao ajudar fica o sentimento de contribuir para melhorar um pouco as vidas de cada um”. Na equipa cada voluntário faz aquilo que tem mais vocação. Entre todos há apenas um homem. “Faz muita companhia nas idas ao café, por exemplo”. Momentos “que mudam muito positivamente o dia

As actividades “vão-se prevendo” já que são pensadas de acordo com as necessidades e disponibilidades de cada utente. Os voluntários já tiveram a oportunidade de levá-los ao teatro e à praia, por exemplo. Rita Calejo Pires frisa que a abertura da Santa Casa da Misericórdia de VRSA “foi total para a nossa vontade em exercer este apoio voluntário”. Garante também que o papel dos voluntários não é avaliar o desempenho destas entidades, mas serem colaborantes. A equipa solidária reúne-se uma

São 20 pessoas que agradecem a solidariedade destes voluntários vez por mês na sede da junta de freguesia de VRSA e que quem pretender pode juntar-se ao grupo. Recorde-se que a criação de

grupos de trabalho é uma ideia implementada pelo actual executivo liderado por Luís Romão.

 10 mil em 2010

Feira da Perdiz em Martinlongo recebeu dobro dos visitantes Desta vez os visitantes ascenderam aos 10 mil. Os números avançados pela organização mostra que o evento “superou todas as expectativas”. Martinlongo recebeu a quarta edição da «Feira da Perdiz». Depois de quatro anos de vida parece que o certame colheu a maior aprovação de sempre, recebendo o dobro dos visitantes. “Ao longo dos últimos quatro anos, a Feira da Perdiz tem crescido e melhorado”, garantiu a autarquia que apresentou uma «Feira da Perdiz» “com uma caracterização única, carregada de semblantes da natureza serrana”. Entre a fauna apresentaram-se javalis, veados, perdizes, cães de caça, coelhos, pombos, galos e peixes. No espaço da feira venderamse diversas variedades de artigos ligados à caça e à pesca, além dos procurados pratos de caça. Muita animação de rua, o desfile equestre, balonismo, o concurso de cães e demonstrações de falcoaria com-

pletaram o quadro de festa.

procurado para a actividade cinegética. Um sector “que é preciso rentabilizar com dinâmicas como a «Feira da Perdiz», que mexem com a economia local e dão a conhecer este “paraíso cinegético”, diz a orga-

nização. Entretanto para o fomento da actividade, bem como da sua empresarialização, está a decorrer no concelho alcoutenejo curso de «Gestão Cinegética».

“A Natureza é fashion” Uma tónica de inovação do evento esteve relacionada com a passagem de modelos levada a cabo pela organização, o que provou que “a Natureza também pode ser fashion”. O certame contou uma vez mais com Carlos Luz que apresentou a sua nova colecção de aguarelas que este ano dedicou-se à caça grosseira. A dinamização da mostra contou também com actividades desportivas, entre elas BTT e uma marcha/ corrida.

Alcoutim é “paraíso cinegético” Com cerca de 40 reservas de caça, o concelho de Alcoutim é bastante

Inovação este ano com passagem de modelos mostrou o quão a natureza pode ser fashion

Caminhada inseriu-se no programa nacional de marcha e corrida

Martinlongo marchou pelo combate à pobreza A 17 de Outubro, Dia Internacional do Combate à Pobreza e Exclusão Social, e inserido no programa nacional de marcha e corrida do Algarve, caminhou-se em terras de Martinlongo pelo combate à pobreza e exclusão social. A caminhada iniciou-se pelas 10h da manhã. Ao todo participaram 600 pessoas e a mensagem mostrou passos largos no combate a estes flagelos sociais. Em tempo de crise estes movimentos caracterizamse por terem mais expressão pela adesão que adquirem.


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LO CAL

A morte e o funeral do «velho» Peter O Peter, o inglês de barbas brancas com aspecto de velho lobo-do-mar, que se tornara uma figura típica de Alcoutim, faleceu no passado dia 23 de Setembro. Foi vitimado por um aneurisma que o surpreendeu na pequenina casa em que morava sozinho. O seu funeral, devido a formalidades legais, só veio a realizar-se a 6 de Outubro. sar dizendo que era em Alcoutim que se sentia bem. Após o regresso passou a integrar-se mais na vida da comunidade, comparecendo nas iniciativas cívicas e culturais com um jaquetão escuro que lhe dava marcada distinção.

Família na despedida

Carlos Brito Cidadão britânico, Peter Francis Carey, de seu nome completo, tinha nascido em 21 de Fevereiro de 1934. Foi o primeiro ou dos primeiros estrangeiros que se fixaram na zona de Alcoutim, Sanlúcar e no trecho do Guadiana que banha os dois municípios, nos finais do século passado. Chegou em 1992, num iate

de talhe antigo e soberba madeira, onde viveu muitos anos, escrevendo sobre o rio, construindo miniaturas de navios famosos e participando nas escavações arqueológicas lideradas pela arqueóloga municipal Alexandra Gradim. A certa altura conseguiu vender o barco e comprou a casa onde passou a morar. Fez, a seguir, uma demorada ausência parecendo que ia de vez, chegando mesmo a pôr a casa à venda. Mas não tardou a regres-

O seu funeral, muito participado pela comunidade alcouteneja, e pela comunidade estrangeira da zona, foi um claro testemunho de como era apreciado, respeitado e estimado por todos. Vindos de Inglaterra estiveram presentes a sua filha, Claire, o genro, Roger e um sobrinho, Christopher. Foi o genro que fez o elogio do falecido em inglês. Publicamos a seguir uma tradução portuguesa desse texto feita por Cristina Ahrens, e algumas frases na língua em que foram pronunciadas, para a comunidade estrangeira. Disse Roger: «Todos os que conheceram o Peter teriam algo a dizer sobre ele, mas sendo uma pessoa independente, reservada e despretensiosa, talvez não o suficiente. Uma breve explicação: A principal paixão da sua vida foi o mar, um dos seus tios era capitão de um cargueiro e foi com ele que trabalhou desde muito jovem. A única diversão da sua vida

foi quando esteve nas Forças Armadas a bordo do «Signals». De tripulante rapidamente progrediu para proprietário de um cargueiro com o qual transportava trigo de Tillbury para Rochford, a sua filha Claire guarda memórias muito felizes destas viagens. Tornou-se um do mais jovens capitães de todos os cargueiros, especializou-se em carpintaria e mecânica. Mais tarde em Portugal veio a interessar-se por arqueologia. Os seus conhecimentos sobre diferentes matérias surpreendiam todos os que o conheciam. Era uma companhia agradável com um riso maravilhoso oferecendo de vez em quando um antídoto refrescante!!! Pessoalmente, todas as minhas tentativas para que aparasse a sua barba e cabelo não foram muito bem sucedidas, pois mudanças no seu quotidiano não eram bem- -vindas. Terminou a sua vida no lugar onde se sentia mais feliz, Alcoutim, como o original «Professor Maluco» que todos nós amamos de uma maneira especial. Foi muito amado pela sua Família que o recordará para sempre.

Letter to Peter All of you who known Peter would probably had something to tell about him, as an independent, astute unassuming type. A briefly explanation: The main love of his life was the sea; one of his uncles was a sailing large trader which Pete naturally crewed from an early age. The only diversion was the National Service in board of «Signals». He soon progressed to owner large trader usually transporting wheat from Tillbury to Rochford, of which Claire, his daughter, has many happy memories. Being self employed he soon became a jack of all trades, specializing in carpentry and engineering. Later, in Portugal he showed interest in archaeology. Peter depth of knowledge on many wide and several subjects was a surprise to most people. He was a very lovely company with a wonderful laugh and smile as a refreshing antidote to everything and everyone around. Personally, all my attempts to cut his hair and to clip his beard weren’t successful. He didn’t like changes and refused to let much of it go. Peter finished up where he was happiest, in Alcoutim as the original «Nutty Proff» who we all loved in our own way. He was specially loved by his family and will always be remembered. by Roger

 Autarquia e REFER elaboram proposta

Passagens sem guarda de Matadouro e Hortas vão ser melhoradas A confirmação foi dada pela autarquia pombalina que ao longo de vários meses esteve em negociação com a empresa responsável para a elaboração do projecto finalizado em Setembro. A população vive angustiada perante o perigo eminente. Cristina Pires, do café «Cantinho», junto à passagem de nível sem guarda nas Hortas, garante que anda todos os dias “com o coração nas mãos” e que do café já saiu um abaixo-assinado para que a segurança daquela passagem fosse prioridade para a REFER. Uma declaração de protesto que saiu após a última vítima registada no local, no início deste ano. “Foi um dos três abaixos-assinados que a população já fez, mas até agora sem sucesso”, lamenta a moradora. António Leal, outro morador, testemunha que a visibilidade da sinalização é “má” e que “só

quando se está em cima da linha é que a vemos”, acusa. Entre as falhas de segurança a população aponta a falta de guarda, de um espelho e a má sinalização. “Preocuparam-se mais em pôr uma vedação para os animais não passarem para a linha do que dar resposta a um perigo tão grande a que estamos todos sujeitos”, contesta Cristina Pires que frisa que “há muitas crianças e jovens que diariamente passam aquela linha”.

Autarquia fala em “projecto finalizado”

José Carlos Barros, vereador com o pelouro da mobilidade, refere que “a autarquia esteve nos últimos meses em conversações com a REFER. O vereador garante que a preocupação foi encontrar uma “proposta genérica para a intervenção em várias passagens”. O autarca adiantou-nos que “nas Hortas e Matadouro a REFER vai colocar automatizações com meias barreiras”, consubstanciando um entendimento geral entre a autarquia e a empresa pública. José Carlos Barros frisa ainda que “não teve acesso a nenhum abaixoassinado de moradores” e recusa críticas à REFER, pelo contrário. Garantiu ao JBG que “a autarquia

Nas Hortas moradores dizem ter feito três abaixos-assinados a pedir mais segurança para a passagem de nível sem guarda tem estado atenta e a REFER tem tido uma postura irrepreensível, demonstrando sempre abertura e disponibilidade”. O JBG tentou apurar junto da

REFER a data para o início das intervenções, no entanto, até à data de fecho da edição não foi obtida qualquer resposta.


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LO CAL  Oito hectares da frente de mar

Requalificação de Monte Gordo aguarda aval de Tribunal de Contas O total da obra de requalificação dos oito hectares da frente de mar de Monte Gordo ascende aos 50 milhões de euros. Para a sua execução está em vista a criação de uma empresa constituída pela câmara municipal e o consórcio que ganhou o concurso público. No entanto, a intenção de adjudicação está a aguardar o visto do Tribunal de Contas. A obra prevê a total requalificação da zona.O estacionamento vai ser rebaixado, adaptado a 800 novos lugares, e onde vão surgir novos equipamentos. O presidente da câmara municipal quer que a população usufrua naquela área

de “um enquadramento paisagístico e cénico muito importante que até agora tem sido subaproveitado”.

Mais animação para Monte Gordo O edil pombalino Luís Gomes garante que a localidade turística de Monte Gordo vai ter mais animação para atrair públicos de todas as idades, isto “para que todos se sintam bem num espaço moderno e requalificado”.

Depois de iniciada a obra vai levar 20 meses de execução num total de 50 milhões de euros de investimento

 Melhoria de pavimento e iluminação

Ponte sobre o Guadiana vai para obras A ponte que se atravessa entre as localidades de fronteira de Castro Marim e Ayamonte vai para obras. A Estradas de Portugal (EP) assegura que a intervenção vai acontecer em Novembro. As queixas dos utentes são mais que muitas e os perigos de condução sobre a ponte acumulam-se. O pavimento bastante danificado e a iluminação insuficiente vão ser reparados já a partir do início do mês de Novembro. A Estradas de Portugal (EP) disse ao JBG

que lançou o concurso público, publicado em Diário da República a 24 de Março de 2010, para a beneficiação do IP1 entre o Nó de Casto Marim e o limite da Ponte Internacional do Guadina, numa extenção total de cerca de 2600 metros.

A empresa prevê “a pavimentação de todo o troço incluindo o tabuleiro e o viaduto de acesso à ponte sobre o rio Guadiana”. O gabinete de comunicação da EP garantiu também que vão ser realizados trabalhos de melhoria do sistema de drenagem e de

reposição e reforço da sinalização vertical e horizonal existentes. O valor destas intervenções vai ascender aos 450 mil euros.

Ponte sofreu últimas intervenções em 2006

 Depois de homicídio violento

PSP nega aumento de violência em VRSA

Assalto e Homicídio em 15 dias

Em Outubro o homicídio de um homem de 48 anos sobressaltou Vila Real de Santo António, mas a PSP garante que “não há razões para alarme”. Contactado pelo JBG o sub-comissário José Dias, da PSP de VRSA, garante que apesar de ter havido recentemente um homicídio [ver caixa] em que um homem de 48 anos foi encontrado morto em casa, com vestígios de esfaqueamento violento, “Vila Real de Santo António continua a freguesia calma que sempre foi”. José Dias garante ainda que há menos furtos durante a Feira da Praia do que se registava antes”. Afirma que

“não há razões para alarme” e que as situações que acontecem são esporádicas, “não estando ligadas a nenhum tipo de organizações criminosas”. Este responsável afirma “que existe muita extrapolação à volta das temáticas e que fazem por vezes parecer que há mais criminalidade, mas não é disso que se trata”.

Polícia de Proximidade dá os seus frutos

O sub-comissário garante que o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP) “tem dado os seus frutos”, uma vez que “o objectivo de dissuadir a criminalidade está mais garantido com uma polícia que diariamente acompanha os cidadãos”. Os idosos e vítimas de violência doméstica são dois públicos que mais requerem a atenção deste programa.

Depois de um homem de 48 anos ter sido encontrado em casa, na Rua dos Combatentes em VRSA, com sinais de esfaqueamento violento, estando na altura o corpo em avançado estado de decomposição, em pouco mais de duas semanas chega às redacções um comunicado do «HelBar» de Monte Gordo a dar conta de um episódio de furto e vandalismo. “Um de tantos que têm acontecido nos últimos tempos mas que não são de conhecimento público”, garante o proprietário Hélder Pinto. O proprietário afirma que em seis anos, este é o terceiro assalto

com os prejuízos mais elevados a rondar os 2500 euros. E que quase todas as semanas o restaurante sofre outros actos de vandalismo em janelas de vidro, mesas e cadeiras da esplanada. Acrescenta também que “muitos outros apoios de praia têm sido assaltados no último ano, principalmente no Inverno, o que acaba por gerar algum clima de insegurança e uma péssima imagem aos turistas”. Até ao fecho da edição não foi possível obter declarações da Polícia Marítima de VRSA, que tem a jurisdição dos Apoios de Praia.


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LOCA L  Organização LAGMC/CMVRSA

O Centenário com a comunicação social «à época» As notícias de antes dadas a conhecer em três exemplares de imprensa escrita do «Jornal da República». Uma edição especialíssima editada pela câmara municipal de VRSA por ocasião do Centenário da República. A Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas (LAGMC) e a câmara municipal de VRSA juntaram-se para comemorar o Centenário da República. Uma organização conjunta que permitiu um «painel de luxo» e uma «edição especialíssima». Os três números do jornal com notícias, grafismo, composição e até distribuição fiéis à época, foram oferecidos à população entre 3 e 5 de Outubro e resultaram “de uma minuciosa pesquisa historiográfica”, reflectindo factos ocorridos, tal como relatados na imprensa de há 100 anos, ou registados nos documentos oficiais. O número mostrou as notícias da antevéspera, o n.º 2 da véspera e o n.º3 do dia da Revolução que alterou

por completo a organização política, social e financeira do país. Foi há 100 anos atrás e a data “tinha de ser assinalada com pompa e circunstância”. A organização contou para a pesquisa e redacção do historiador Jorge de Morais “que se refugiou dias a fio no Arquivo Histórico de VRSA para recolher toda a informação”, como assinalou João Caldeira Romão, presidente da LAGMC. A distribuição foi feita por ardinas em diferentes espaços públicos da cidade.

Morte, Usos e Costumes, Maçonaria até à vida em Espanha No dia 4 de Outubro o Centro Cul-

tural António Aleixo (CCAA) abriu as portas ao colóquio que marcou o segundo grande momento das comemorações deste Centenário. «Da Monarquia à República» foi o nome dado ao colóquio que juntou Jorge de Morais, Francisco Moita Flores, Hugo Cavaco, Vilhena Mesquita, António Ventura, António Rosa Mendes, Pedro Pereira e Perfecto Cuadrado. As visões apresentadas foram muito distintas, complementando-se e permitindo dar uma visão mais abrangente do momento decisivo que alterou o regime político português, que hoje se mantém. Reflectiu-se sobre as apropriações da morte pela República e a sua crescente secularização, sobre figuras republicanas, sobre a maçonaria

A população recebeu gratuitamente exemplares onde se podem ler as notícias desde a antevéspera até à revolução republicana e até os ecos do 5 de Outubro na vida espanhola. Os conterrâneos Hugo Cavaco e António Rosa Mendes trouxeram a

 Nova toponímia na vila

Alcoutim honrou personalidades republicanas As comemorações do Centenário da República foram assinaladas em Alcoutim com nova toponímia. Também se assistiu à apresentação do futuro edifício dos paços do concelho. Em honra de todas as personalidades republicanas “que enchem de orgulho Alcoutim”, foram descerradas placas toponímicas na vila, que perpetuam três nomes alcoutenejos ligados à República – José Centeno Passos (o primeiro presidente da câmara municipal de Alcoutim e Administrador do concelho no período republicano), Francisco Madeira do Rosário (ilustre comerciante, autarca e republicano) e Maria Eduarda de Freitas (republicana alcouteneja que se destacou como enfermeira militar e escritora). Este foi um dos momentos altos das comemorações do centenário da República no nordeste algarvio.

O novo edifício da câmara Também em Alcoutim, como se reflectiu por todo o território

do Baixo Guadiana, o centenário da República foi assinalado, convidando a população a participar. A sessão solene serviu de pretexto para ser apresentado o projecto de Remodelação do Edifício Paços do Concelho. A apresentação coube ao arquitecto Victor Brito. Para a autarquia este edifício constitui um marco patrimonial da história de Alcoutim e símbolo da proclamação da República, sendo que desde o final do séc. XIX que serve os propósitos da administração local. O edifício vai ser recuperarado e dinamizado novamente com os serviços que há quatro anos estão distribuidos por espaços improvisados na vila alcouteneja. Também para um maior acesso da população ao projecto da autarquia, a brochura «Os Paços do Concelho de Alcoutim no Centenário da República», onde se pode consultar o projecto de remodelação e a história do

edifício e, ao mesmo tempo, conhecer a implantação da República em Alcoutim e todos os presidentes da câmara municipal.

«Liberdade, Igualdade e Fraternidade» A cerimónia encerrou com os discursos do Presidente da Assembleia Municipal de Alcoutim, Rui Cruz, e

do presidente alcoutenejo, Francisco Amaral. Dando vivas à República, Rui Cruz salientou o sonho com 100 anos, “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, lembrando que “ainda não se concretizou plenamente”, mas que está ao alcance de todos os portugueses, “se formos participativos e cidadãos de corpo e alma, conscientes dos nossos direitos e obrigações”. Francisco Amaral destacou os antepassados alcoutenejos que, com a implementação da República, “enobreceram Alcoutim e serviram Portugal”, construindo uma história de que hoje o concelho se orgulha.

A nova toponímia foi descerrada nas comemorações do Centenário

este encontro aspectos relacionados com os usos e costumes da época no concelho de Vila Real de Santo António ou com os valores republicanos e a evolução do conceito de cidadania.

«Viva a República... em Digressão» em Castro Marim Entre 2 e 4 de Novembro, Castro Marim recebe a exposição itinerante “Viva a República… em Digressão”, numa viatura móvel, localizada junto à Casa da Música, na vila castromarinense. A exposição que se insere nas comemorações do centenário da implantação da República em Portugal é dedicada à história da I República, na qual “o visitante é convidado a acompanhar o percurso de evolução do ideário republicano, o processo de implantação da República, os principais contextos e transformações a que esteve associada.” Para a autarquia, «Viva a República… em Digressão» constitui uma oportunidade para o público em geral, e os jovens em particular ficarem a conhecer um dos períodos mais emblemáticos da história recente de Portugal. A exposição pode ser visitada entre as 10h e as 20h. Entretanto, para comemorar a República em Outubro, no dia 2, passou pela Biblioteca Municipal a peça «Breve História da República Portuguesa», pela Companhia «Teatro Azul». Durante Outubro esteve patente ao público, uma exposição de cartazes oferecida pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), com ilustrações alusivas à efeméride.


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Suplemento Bimensal Ano 1 - Nº4

Novembro 2010 Este suplemento não pode ser vendido separadamente

r a g 2º lu

m e os n e m v i r a r lg A a o n s M r a fessore º lug ro

t s a C

2 pro m s e n u é o b c i a f ar m p i r e a d M o stã vo! i stro E t a . c o C e l n e a o d n .º 3 A EB 2. nacionais de 9 dade escolar! a todos neste a i r exames toda a comun ! Boa sorte pa e a alunos bem compens Estudar

No teu «Papel de Parede» fica a saber mais sobre a troca de manuais escolares nas escolas e bibliotecas do teu concelho.

ALCOUTIM

Tertúlia sobre alimentação saudável

Com apoio de:

CASTRO MARIM

Já existe o «Restaurante da Leitura»

VRSA

Melhorias introduzidas na Educação


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Bibliotecas escolares estão a impulsionar a leitura

Professores-bibliotecários vão de encontro às apetências dos jovens e cativam-nos cada vez mais para as bibliotecas das escolas

As escolas tomaram novos impulsos com a introdução da figura do professor-bibliotecário. Há mais alunos a aderirem a esta promoção de leitura de proximidade. As bibliotecas escolares têm-se destacado nos últimos dois anos com a introdução do professor-bibliotecário. Tal como nos diz Maria do Carmo Romão, professora bibliotecária do agrupamento de escolas de VRSA “num modelo muito anterior, a biblioteca escolar era um espaço que servia para ler. Fazia-se pesquisa em livros requisitados, logo arrumados pelo funcionário quando deixavam de fazer falta. O funcionário zelava pela ordem, pelo silêncio e também pelo regresso dos livros à devida prateleira. Na biblioteca não se faziam

perguntas, não se esclareciam dúvidas. Pesquisava-se, lia-se. O professor encarregado da biblioteca nunca estava à vista, os alunos e alguns professores ignoravam quem era”. Se antes se reclamava apenas a presença dos alunos nas bibliotecas, hoje fazem-se contas à adesão, avaliando-a qualitativamente, sendo na generalidade saldos “muito positivos”. Em Castro Marim, o professor-bilbiotecário Pedro Tavares, diz que a dinâmica introduzida nas bibliotecas “é muito interessante”, referindo-se ao agrupamento escolar de Castro Marim. Neste caso “as várias actividades, desde teatro, vinda de escritores, concursos locais, regionais e nacionais de leitura, entre outros, acabam por ter efeito na promoção da leitura”, assegura. Este responsável aponta a biblioteca escolar como o centro do conhecimento da escola, “logo promove a leitura e a literacia, apoia o currículo, estabelece parcerias e projectos,

faz actividades e dinamiza iniciativas extra curriculares”. Mas num país onde os hábitos de leitura têm índices baixos, há que levar a cabo “uma planificação conjunta”, referindo-se à interacção entre as bibliotecas escolares e municipais. Recorde-se que a «Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana» integra as bibliotecas escolares e municipais e foi criada há cerca de um ano quando Vila Real de Santo António inaugurou a sua biblioteca municipal. Também Paulo Cavaco, professor-bibliotecário em Alcoutim, reforça a importância da Rede de Bibliotecas. “É um óptimo meio para desenvolver a cooperação entre as bibliotecas municipais e escolares, não só dentro de cada município, mas também entre as instituições dos três municípios que a integram”, refere, admitindo que “a cooperação entre as instituições ainda está muito aquém das potencialidades que a Rede oferece”. O professorbibliotecário salienta que “a «Rede» permite que a política de aquisições seja feita de forma integrada, possibilitando uma maior oferta de obras, disponíveis para os utilizadores das diversas bibliotecas através do sistema de empréstimos entre bibliotecas”. Em Alcoutim, tal como explica as dinâmicas criadas entre a biblioteca municipal e as escolares têm-se centrado ao nível da realização de eventos. Por seu lado, Pedro Tavares refere também que a “boa divulgação” pode ser meio caminho andado para que a estratégia resulte, “sendo disso exemplo o concurso literário do Algarve, em que a biblioteca escolar e a municipal deram as mãos e foram o concelho com mais prémios ao nível do Algarve”.

Técnicas assertivas Se é fácil cativar os alunos mais interessados, como chegar até aos outros? Maria do Carmo Romão dá-nos a resposta. “Passámos a incentivar a leitura por meio daquilo que realmente interessa a esse público servindo-nos de

actividades apropriadas aos vários níveis etários, apoiando os alunos nas suas escolhas, dando-lhes a conhecer as novidades literárias que se adequam aos seus gostos”. O que significa que não são postos de parte jornais desportivos, revistas juvenis e qualquer tipo de documento que incentive à leitura. “Levamos em conta que o tipo de literatura que agrada a um adulto não é necessariamente aquele que agrada a um pré-adolescente ou a um adolescente. A leitura tem também sido incentivada por meio de visitas à biblioteca para escolher um ou mais livros, informando os alunos que se não gostarem daquele podem sempre vir escolher outro”. As técnicas assertivas para chegar até aos alunos têm resultado e para além da leitura os alunos interagem com a biblioteca, “participando activamente no blogue e no Facebook e em concursos literários; utilizamna nos seus tempos livres para verem filmes ou pesquisarem na internet, para estudarem ou fazerem trabalhos”, conta-nos a responsável em VRSA.

Actividades a baixo custo Pedro Tavares, em relação à actividade das bibliotecas escolares, conta também que “neste momento, mais ao nível de funcionários, a maior parte das activiades é feita sem custos ou com custos mínimos”. Mas “é possível fazer com criatividade e boa dose de força de vontade”, afirma. Já Maria do Carmo Romão frisa que na biblioteca que coordena há actividades em colaboração “com os docentes no âmbito das suas disciplinas”, enumerando as actividades da «Semana da Leitura», as comemorações de várias datas e encontros com escritores. Em Alcoutim as dinâmicas instaladas “também estão a resultar e a maioria dos alunos visita, pelo menos uma vez por dia, a biblioteca”. Para Paulo Cavaco a dinâmica instalada é “bastante positiva”, prometendo dinamizar, tanto quanto possível, no grande objectivo de servir “a sociedade da informa-

ção em que vivemos”.

Iniciativa concelhia traz prémio Recentemente, Castro Marim obteve os dois primeiros lugares e uma menção honrosa na fase regional do concurso literário infantil e juvenil «Manuel Teixeira Gomes». A iniciativa ao nível concelhio foi uma organização conjunta da biblioteca municipal e escolar, à qual se juntaram os professores do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do agrupamento.

“Passámos a incentivar a leitura por meio daquilo que realmente interessa a esse público servindo-nos de actividades apropriadas aos vários níveis etários” Prof. Maria do Carmo Romão

“As várias actividades, desde teatro, vinda de escritores, concursos locais, regionais e nacionais de leitura, entre outros, acabam por ter efeito na promoção da leitura” Prof. Pedro Tavares

“É um óptimo meio para desenvolver a cooperação entre as bibliotecas municipais e escolares” Prof. Paulo Cavaco


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Estudantes vão tertuliar uma vez mais No Agrupamento escolar de Alcoutim, mais precisamente na biblioteca escolar da EB 2.3, vai realizar-se no início do mês de Novembro uma tertúlia que terá como grande destaque «A Alimentação Saudável». A iniciativa vai acontecer numa parceria entre o Jornal do Baixo Guadiana e a instituição escolar. O repto da tertúlia foi lançado pelo JBG; já o tema foi sugerido pelo próprio professor-bibliotecário Paulo Cavaco. “Já que se assinalou a 16 de Outubro o dia da Alimentação Saudável seria interessante falarmos sobre uma temática tão importante”, desafiou Paulo Cavaco.

A contribuir para a tertúlia, para além do professor Paulo Cavaco, vai estar a dietista Ana Brás e a professora Carla Horta, responsável pelas ementas da EB 2.3 de Alcoutim. O objectivo é perceber o que se deve e não deve comer; conhecer melhor a Roda dos Alimentos. Recorde-se que já este ano, em Março, o JBG levou a cabo uma tertúlia na EBI 2.3 de Martinlongo. Alunos do 1.º ensino básico ouviram atentamente e intervieram com a arqueóloga Alexandra Gradim que deu a conhecer aos mais pequenos a riqueza arqueológica de Alcoutim.

As mensagens dos nossos leitores devem ser enviadas para: olhocriticojbg@gmail.com

Em Março a tertúlia em Martinlongo dedicou-se à arqueologia com a especialista Alexandra Gradim

«Restaurante da Leitura» delicia alunos A maior surpresa é que as páginas da história são comestíveis. Iniciativa para alunos do pré-escolar e 1.º ciclo básico. O «Restaurante da Leitura» é mais uma iniciativa a pensar nos mais novos, com organização da biblioteca municipal de Castro Marim. Tudo começa com a confecção da história em que os alunos são convidados a colocar as letras e os ingredientes dentro de uma

panela que está sob um tradicional forno de lenha. Ora, depois de pronta a história infantil vem o momento da leitura. Atentamente as crianças ficam a conhecer novas peripécias literárias e o entusiasmo atinge o seu expoente máximo quando descobrem que as folhas da história que têm na mão são para comer! “Queremos que as crianças de uma forma criativa ganhem gosto pela leitura e vejam despertados os sentidos”. A organização está confiante no sucesso de uma iniciativa que torna as manhãs dos alunos do A parte mais divertida é quando pré-escolar e 1.º ciclo mais doces e descobrem que as folhas são doces e literárias. para comer

Crianças preparam afincadamente a história

Educação mantém-se prioridade Plano educativo 2010/11 do executivo municipal de VRSA não cede a quebras orçamentais. Apesar dos cortes previstos para as autarquias, em comunicado o executivo de Vila Real de Santo António garante que “a Educação mantém-se prioritária”. Conceição Cabrita, vereadora com o respectivo pelouro, quer que a educação “cumpra o seu papel para uma comunidade dotada de

conhecimento e preparada para os desafios e empreendedorismo com vista ao melhor desenvolvimento do concelho”. São várias as medidas enunciadas no plano educativo vigente; desde a conservação, manutenção e apetrechamento dos estabelecimentos de ensino “para melhores condições de habitabilidade, segurança e conforto aos alunos, corpo docente e não docente”. A vereadora quer que todos os jovens tenham acesso às tecnologias de informação, considerando que “estas se afiguram como instrumento privilegiado para

difusão do conhecimento e, consequentemente, para a promoção do desenvolvimento integral dos alunos”. Vai ser dada continuidade ao apoio às famílias “e promover o bem-estar social das crianças dos Jardins-de-Infância e Escolas Básicas do 1.º ciclo, através do fornecimento de refeições, de actividades de prolongamento de horário e de actividades de enriquecimento curricular”. No plano constam muitas outras medidas “que têm de contribuir para um objectivo comum: melhorar sempre a Educação/ Formação em VRSA.

«Escola Activa» é um dos programas em que a autarquia em parceria com o Ministério combate a obesidade infantil

Chamo-me Vasco e estudo na escola EBI de Martinlongo. Acho a Escola muito importante, pois é lá que nós, alunos, aprendemos imensas coisas essenciais para a nossa vida. É pena que algumas pessoas muito inteligentes não possam prosseguir os estudos por motivos financeiros. Quanto a isso, acho que o Estado deveria ajudar mais, uma vez que poderemos estar perante um grande médico ou advogado que se perde. Existem alguns alunos que menosprezam a escola, que não gostam das aulas e achamnas aborrecidas, mas não nos podemos esquecer que aqui aprendemos muitas coisas que utilizamos no nosso dia-a-dia ou que podem vir a ser importantes no nosso futuro. Também existem alguns alunos que, apesar de até gostarem da escola, têm medo de a frequentar, por causa de alguns colegas mais agressivos que os agridem fisica e verbalmente. Este é um problema que afecta cada vez mais por todo o país, felizmente ainda não chegou à minha. Para além disso, existem alunos, que desprezam a escola, e que influenciam outros colegas, que até podem ser bons alunos, e levam-nos por maus caminhos e experimentam coisas que não deveriam. Para existir um bom ambiente nas escolas, deve haver respeito mútuo entre alunos, funcionários e professores, pois um bom ambiente é o cenário ideal para uma aprendizagem saudável e enriquecedora. Acho que nisso sou um privilegiado, pois, na minha escola, talvez por sermos só cerca de 150 alunos, isso acontece e tenho muito orgulho em dizê-lo!

Vasco Martins 8º ano


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Entre as Brumas da memória

Alcoutim

Recordar é bom! O fim do ano lectivo 2009/2010 em Alcoutim

Alunos de Martinlongo aprendem sobre arqueologia

Castro Marim

Jovens partilharam opiniões na tertúlia «Bullying» do JBG

Na biblioteca municipal aprendeu-se mais sobre «Roda dos Alimentos»

VRSA

Sentada ao pé da janela com ar de quem não tem muita coisa para fazer, Olga olhava com atenção para a placa com o nome da sua rua. – Rua Miguel Bombarda… – repetiu a menina. – Avó! – Chamou. Nesse mesmo momento a avó apareceu, e Olga perguntou: – Porque é que a minha rua se chama Miguel Bombarda? A avó fez um sorriso e sentou-se ao pé da sua neta. – Essa é uma boa pergunta minha querida. – Sabes, esta rua é dedicada a esse homem, sendo ele um grande republicano! Mas, infelizmente, morreu pouco tempo antes da proclamação da República, não assistindo à realização do seu sonho! – Afirmou a avó. – Que pena! – Manifestou Olga. O laço grande e rosa que pendia na cabeça de Olga, fez com que o assunto da república continuasse. – A cor do teu laço faz-me lembrar o responsável da revolução republicana, o mapa cor-de-rosa – disse a avó. A avó levantou-se e dirigiu-se à estante dos livros. A estante tinha livros de todas as cores e feitios. – Pronto, já o encontrei! – Exclamou por fim a avó. Olga perguntava-se a si mesma qual seria a ideia da avó. Olga olhou com entusiasmo para o livro que a avó tinha nas mãos. Que Maravilha! Apesar do livro parecer bastante antigo tinha um ar requintado. O título estava escrito em letras grandes e douradas e dizia: “ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA” – Olga, vou ler-te este pequeno conto sobre a república, pode ser que fiques a saber como tudo começou. – Disse a avó, enquanto folheava lentamente as folhas. E tudo começa… Estava um dia frio, embora estivesse sol, e as ondas batiam contra as rochas. Eu sobrevoava o céu enquanto sentia a liberdade. A esta altura devem estar a perguntar quem sou eu? Bem, eu sou uma das gaivotas presente nesse dia, dia 5 de Outubro de 1910. Estava eu a descansar na praia dos pescadores, na Ericeira, quando avisto o El-Rei D. Manuel II a entrar no iate real “D. Amélia”, acompanhado pela sua mãe e pela sua avó. O barco seguia rumo a Gibraltar. E as ondas levavam consigo muitos anos de monarquia. E eu, ainda parecia ouvir a voz daquela manhã, vinda da câmara municipal de Lisboa a dizer em alto e bom som PROCLAMO A REPÚBLICA!!!! Terminou o conto, e a avó fechou o livro com cuidado. – Oh avó, isso já aconteceu há muito tempo? – Sim, precisamente cem anos! Ainda me recordo do meu avô contar, que a notícia da implantação da República chegou a Faro por telégrafo. Olga bocejou, era noite, a avó despediu-se e ao fechar a porta termina esta estória ou história…

Maria Miguel Rodrigues Cavaco 5. ano

Em Monte Gordo «Escola Activa» serviu lanche saudável

Sabias que a Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana, que inclui as bibliotecas escolares e municipais de VRSA, Castro Marim e Alcoutim, promovem a troca de manuais escolares?!!! A iniciativa está disponível para todos os estudantes e famílias. A ideia é aprender a poupar e a partilhar.

No CIIPC em Santa Rita crianças aprenderam sobre brinquedos de outros tempos


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Economia e Governos não souberam aproveitar excelentes condições financeiras

“ António Covas Licenciado em Economia e doutorado em Estudos Europeus pela Universidade de Bruxelas

Representante da CCDR Algarve no Conselho Nacional de Educação Representante da UALg no GAL Terras do Baixo Guadiana

Professor Catedrático de Economia UAlg


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“É impossível fazer políticas estruturais com cinco Governos em 10 anos” Prof. António Covas diz que a primeira década do século XXI foi mal aproveitada pelos cinco Governos que alternaram no poder. Defende o incentivo às exportações e obras como o TGV “não são prioridade”. Apesar da conjuntura, tem uma visão optimista sobre o Baixo Guadiana. Alerta, no entanto, que “é preciso ter a lição estudada” para aproveitar o que ainda resta do QREN. Susana de Sousa Jornal do Baixo Guadiana: Qual o diagnóstico que faz em relação à conjuntura económica que vivemos em Portugal e que tem deixado os portugueses em sobressalto, sobretudo nos últimos dias em que a juntar-se à crise financeira vive-se uma intensa crise política? António Covas: Eu diria que nesta primeira década do séc. XXI existem dois grandes períodos. Um que começa com a entrada do Euro e até 2008. Depois o grande período que começa com a crise de 2008 até ao ano de 2010. O facto mais assinalável é a economia e os governantes portugueses não terem aproveitado as excelentes condições financeiras do início da década. Tínhamos uma taxa de juro baixíssima que podia ser aproveitada, tínhamos o QCA III [Quadro Comunitário de Apoio], e volumes financeiros substanciais. Ao invés de aproveitarmos essas condições para fazer reformas estruturais e corrigir um défice de longa data, que é o da competitividade, fizemos coisas muito diferentes: aumentámos a despesa de consumo privado. A este nível a grande despesa foi a aquisição de habitação própria, sem dúvida que a grande fatia do crédito bancário é o da habitação. Por outro lado ao nível público fizemos grandes infrestrauturas, nomeadamente autoestradas, e aquilo que é emblemático desta década: os estádios de futebol. O grande perdedor foi o sector da exportacão, perdendo-se oportunidades para os incentivos aos exportadores para melhorar a quota de mercado do nosso país la fora. JBG: Que tipo de incentivos? AC: Podíamos ter aproveitado as condições favoráveis do dinheiro para fazer a modernização das empresas sobretudo as que exportam, mas não o fizemos. E porque refiro isto; porque a introdução do Euro criou um problema difícil às empresas que exportam, já que esta moeda valorizou muito. Só tínhamos uma maneira de contrariar esta valorização, era modernizar as empresas. Ao não ser feito pede-se agora que se baixem os salários... JBG: Há depois o segundo período... AC: Sim, em 2008 tudo se agrava.

Apesar da situação não ser famosa ainda tivemos um saldo de orçamento de 2,8%, portanto, a economia estava a compôr-se. Mas em 2008 há uma segunda fase porque às nossas fragilidades, ou seja, à crise estrutural somam-se outras três: a orçamental que tem que ver com o défice, a financeira, da dívida soberana do Estado português e do sistema bancário, e a crise de liquidez relacionada com os pagamentos imediatos. Estão aqui todas as crises, não falta nenhuma!... Ora isto reflectiu-se no custo do dinheiro porque o mercado responde apresentando juros muito altos. Quanto à conjuntura actual o mercado tem respondido positivamente face às medidas anunciadas, mas agora tudo depende da execução dessas medidas em 2011. Podem ser ao nível teórico muito boas, mas tudo depende da execução. JBG: Depreendo que não tenha as melhores expectativas... AC: Repare que o ano de 2010 é muito atípico. Desde logo temos um orçamento aprovado só em Abril; entre Janeiro e Abril vivemos com duodécimos. Depois de aprovado finalmente em Maio foi necessário fazer uma primeira correcção, em Junho uma segunda e em Outubro uma terceira - os famosos PEC’s. Nunca tinha acontecido isto em tempos recentes. E é com esta base de 2010 que estamos a prever para 2011. Como é que podem ser previsões fiáveis?! JBG: Como é que ao nível económico se pode explicar três PEC’s [Plano de Estabilidade e Crescimento] num ano apenas?... AC:Eu só tenho uma explicação: não houve controlo do lado da despesa. Do lado da receita com o IVA houve comportamentos esperados, mas a despesa não está controlada. Os consumos intermédios do Estado tiveram aumentos elevados; o sector do saúde está um pouco à deriva, houve uma cedência do lado dos professores. E tanto é assim que a forma deste Governo corrigir o défice já este ano foi transferir do Fundo de Pensões da PT, no último trimestre do ano, para o Orçamento Geral do Estado. E falamos de um valor astronómico de 2,6 mil milhões de euros que equivale a 1,5% do PIB. Ou seja, só essa quantia corrige uma boa parte do

variável chave. O país cresce quando há uma aposta clara nas exportações e não à custa do consumo privado e despesa pública. JBG: Há quem diga que este OE 2011 não aposta nas exportações e que haverá também quebra na poupança externa e no investimento... AC: A exportação é a variável que cresce mais neste orçamento, mas não é suficiente porque a base actual é baixa. Devia haver incentivos cirúrgicos à exportações. JBG: Nomeadamente… AC: Nos sectores que já exportam, pois temos poucos sectores que exportam, nomeadamente os da chamada «balança tecnológica». A maior parte dos sectores exportadores são tradicionais com muita mão de obra e pouca tecnologia. A nossa balança de exportação de mercadorias com tecnologia devia ser incentivada pois quanto ao sectores têxtil, do vestuário e calçado, há sempre alguém que vende mais barato que nós. Concorrer com a mão de obra é empobrecer o país. Temos de fazer o upgrading dessas mercadorias. Podemos e devemos acrescentar valor a esse mercado senão não somos competitivos, falo nomeadamente ao nível do marketing e da comercialização.

Prof. António Covas defende que o Baixo Guadiana precisa de mais projectos ligados à produção para gerar riqueza na região défice orçamental... Não é por acaso que para 2011 se prepara a transferência de outros fundos de pensões. O Estado receoso jogou pelo seguro; estes fundos de pensões cobrem algum imprevisto. JBG: Não havendo uma base de previsibilidade fiável, antevendo derrapagens ao mesmo nível para 2011 e sendo este um ano tão atípico, faz sentido a intervenção do Fundo Monetário Internacional [FMI]? AC: Só em Dezembro é que vamos saber se resulta ou não a transferência da verba de pensões, ou seja, se vamos atingir os necessários 7,3% do défice, o que acredito que sim. Creio que para 2010 não faz falta o FMI, mas para 2011 já não posso garantir. Nós não sabemos os valores da recessão; haverá sempre recessão, mas não sabemos qual o impacto. Tudo depende das famílias e das empresas. Se houver contracção do consumo das famílias podemos ter surpresas. Repare que as famílias perante uma situação difícil antecipam-se. Não se admire que passem a gastar menos este ano, apesar dos aumentos do IVA serem para 2011. Se gastam menos já este ano o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] é atingido e é

importante lembrar que o consumo das famílias pesa dois terços no crescimento do PIB... JBG: Podem apontar-se culpados? AC: Todos somos culpados, mas uns mais que outros. É impossível fazer políticas estruturais com cinco Governos em 10 anos. Precisamos pelo menos de 10 a12 anos. Também as reformas estruturais mudam; os mercados abriram muito, a globalização é mais severa que antes e não temos as mesmas condições para fazer as reformas estruturais. JBG: Integrar a União Europeia (UE) foi positivo para Portugal? AC: Eu costumo dizer aos meus alunos que não há em Portugal um problema europeu, mas sim na Europa um problema português (risos). A UE tem o princípio da condicionalidade; dá recursos, mas pede em troca disciplina. Tivemos 25 anos para fazer reformas estruturais e não fizemos o trabalho de casa. O problema é nosso e das nossas opções. Mas o que mais me preocupa é a destruição do aparelho produtivo sem estarmos a rejuvenescer o tecido empresarial. Vivemos em mercado aberto e a exportação é a

JBG: O TGV é, então, um erro? AC: Não seria erro se houvesse condições financeiras. Nos próximos dois anos não há condições financeiras, nem para TGV nem para o novo aeroporto. Há sempre boas condições para sectores que têm retorno elevado. Se precisamos de dinheiro lá fora a 5,5% então o retorno do investimento tem de ser superior e isso não acontece com bens não transacionáveis como é o caso do TGV.. Em termos de estratégia há que fazer um compasso de espera com o sector dos investimenttos não transaccionáveis e apostar cirurgicamente no sector exportador. JBG: Os salários líquidos da função pública diminuem já em Janeiro, mas as obras públicas como o TGV e o novo aeroporto são para avançar. Qual é o resultado desta equação? Porque os portugueses estão a pesar tudo na balança... AC: Pesam, sem dúvida. Estamos a empobrecer há cerca de 10 anos. O que o Estado tem vindo a fazer é criar uma nuvem cinzenta pouco transparente através das parcerias público-privadas. Se essas parcerias estivessem dentro do OE era a catástrofe total. O OE reflecte apenas a administração central e local. Tudo o que é sector empresarial do Estado e empresas públicas não está contemplado.


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JBG: O que pode fazer-nos antever uma derrapagem inevitável para 2011... AC: Pode. Aliás a história diz-nos isso. Basta ler o livro recente de Carlos Moreno, que foi auditor do Tribunal de Contas, que nos diz que o Estado negoceia sempre mal quando se trata de parcerias público-privadas. O Estado não tem as quantias volumosas dentro do OE, mas não quer dizer que a situação financeira do país fique mais aliviada, isto porque essas empresas publicas vão também ao mercado de capitais. Lembro-me da Estradas de Portugal, por exemplo, que tem uma dívida monumental. Ou seja, não é só Estado através da dívida soberana que vai ao mercado de capitais. Já para não falar dos consórcios privados que também precisam de recorrer à banca. E é o que está a pôr o mercado à beira de um ataque de nervos. JBG: Quando o Estado fala em extinguir 50 organismos e poupar 100 milhões de euros a regra dos três simples está, realmente, bem aplicada? AC: Não acredito… Um dos organismos que vai fechar é a Direcção Regional de Economia que se vai integrar na Comissão de Coordenação Regional do Algarve (CCDR), mas como na função pública não pode haver despedimento colectivo; das duas uma: ou as pessoas passam a estar sob a tutela do presidente da CCDR, e a única coisa que acontece é mudar a chapa do edifício e não poupamos nada. A segunda hipótese é dizer que essa reestruturação implica um excendente de pessoal que integra um quadro de mobilidade.E já se pode discutir a questão, mas tenho muitas dúvidas. Muitos dos organismos identificados já só existiam no papel. Lembro-me, inclusivamente, que há uns anos atrás houve o PRACE [Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado] e o seu resultado foi muito minguado. Repare como esta lista foi feita, o numero é tão redondo! Foi uma lista feita em cima do joelho só para mostrar que o Estado está preocupado. Mas, claro, que o mínimo a fazer é dar o benefício da dúvida... JBG: Hoje em dia deparamo-nos com o surgimento de diversas empresas municipais, fusões de outras. A verdade é que têm ganho protagonismo. Faz sentido em tempo de apertar o cinto as autarquias desobrarem-se e actuarem em palcos que até agora pertenciam ao privado? AC: Em relação às empresas municipais (EM) pode-se, em certa medida, estabelecer um paralelismo em relação ao que a administração central fez com as parcerias publicoprivadas: desorçamentação. Como as câmaras não tinham meios financeiros para fazer certos investimentos e como o acesso ao crédito estava limitado, desorçamentaram certas áreas e transferiram para as EM e estas não têm restrições orçamentais, nem no acesso ao crédito. Ao nível nacional criaram-se cerca de 200 empresas municipais e 700 empresas públicas. Moda que surgiu na famosa

primeira década do século XXI. Há-de haver empresas municipais que fazem muita falta e outras que não fazem falta nenhuma. Essa triagem tem de ser feita e não me admiraria que devido às dificuldades financeiras se separe o trigo do joio, até porque a banca não está a emprestar dinheiro e a lei do orçamento está a restringir plafonamento. Estamos perante uma crise que afecta as autarquias e as empresas municipais, não sabemos como vão sobreviver do ponto de vista financeiro. JBG: E quanto perde o Algarve com este orçamento AC: Dou-lhe um número desta década que mostra as diferenças. Ao nível do PIDDAC [Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central], o ano em que o Algarve mais recebeu foi em 2002 com 333,7 milhões de euros. Para 2011 está previsto apenas 60 milhões de euros... É certo que em 2002 o Algarve era Objectivo 1, ou seja, considerada pela UE uma região subdesenvolvida. Em 2007 com QREN [Quadro de Referência Estratégica Nacional] passou para fasing out (desenvolvido), mas de qualquer forma é uma diferença abissal... JBG: A crise e os cortes elevados de verba comprometem projectos estruturantes? AC: Sem dúvida. Neste momento ninguém pode garantir que o Hospital Central se vai construir, que a requalificação da EN 125 vai entrar em «velocidade de cruzeiro». Mas, apesar disso, o Algarve vai gastar 1,6 milhões para edifício de PJ em Portimão, 1,2 milhões de euros com a alimentação da praia de Lagos e 1 milhão para alimentação de areal da praia de Albufeira. Se pensarmos que os irlandeses, ingleses bem como espanhóis estão a atravessar uma crise económico-financeira fortíssima podemos prever prejudiciais quebras no fluxo turístico na região. JBG: A precariedade social vai aumentar... AC: A consequência é o aumento rápido da actividade paralela. Em tempos de crise em economias como esta, de monoactividade e com grandes flutuações, a economia clandestina cresce. E quando assim é não há apoio da segurança social. A precariedade aumenta, e as pessoas podem passar períodos, mais ou menos longos, nestas condições e mais tarde vão ter reformas muito baixas, porque não fizeram os descontos devidos. JBG: Tem dados relativos à economia paralela na região? AC: Há 23% em média de economia paralela em Portugal, mas no Algarve, seguramente, que é um valor mais elevado. Há muitas empresas que nestas alturas passam para o lado da informalidade. Muitas apresentam prejuízo, com contabilidades mais criativas. Estas economias têm muitas empresas no limbo, sobretudo o que tem a ver com comércio, restauração, serviços e construção civil que respondem de acordo com o comportamento económico. JBG: O OE 2011 diz que o apoio

social vai cair na ordem dos 6,5%. Vai haver cortes nos subsídios de desemprego e 20% no RSI. A classe média e os trabalhadores que ganham menos é que vão suportar a maior subida de carga fiscal. Como é que as contas feitas dão estes resultados? Não deveriam ser os que mais ganham a descontar mais?... AC: Uma economia forte faz-se com governos competentes e com um consenso alargado entre os dois maiores partidos de governação para que o país cresça acima dos 2% de forma a criar os empregos necessários. O país cresceu nos últimos 10 anos, mas o desemprego também cresceu. O país há 10 anos que não cresce acima dos 2%; isso só se consegue apostando nas exportações. JBG: Os três PEC’s de 2010 foram mal desenhados no seu ponto de vista? AC: O famoso PEC só faz metade porque não é um programa de crescimento, uma vez que a verba para o investimento é muito pequena. Estamos à espera que países como Alemanha e até Espanha cresçam para arrastar a economia portuguesa. Quando o Governo diz que tudo depende das exportações está a contar com uma variável que não conhece. JBG: Faz sentido esta sobrecarga fiscal? AC: Faz sentido para um ano, mas depois é preciso que a economia cresça. No final de 2012 o QREN terá menos recursos ainda. A única hipótese é a União Europeia dotar a economia portuguesa de um estatuto especial, ou seja atribuir maiores comparticipações. JBG: Acredita nessa possibilidade? AC: Será difícil. Há países que precisam mais do que nós; falo da Roménia e Bulgária, por exemplo, que precisam de fazer esforços que nós iniciámos há 25 anos atrás. JBG: Para o Governo este pacote orçamental vai fazer crescer a economia em 0,2%, mas há muitas vozes contrárias... AC: Não acredito porque o consumo interno vai retrair-se e as exportações estão sobreavaliadas. Tenho confiança que na discussão na Assembleia da República se consiga um pacote de incentivos cirúrgicos às exportações. JBG: No OE 2011 apresentado há um aumento de 33,5% para o sector da agricultura e pescas, o que se traduz em 1129,4 milhões de euros. É o sector com maior aumento de verba. Poderão o PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) e o Baixo Guadiana ganhar com isso? AC: É preciso ter cuidado, porque se não formos realistas na dotação dessa verba podemos ter execução baixa e ter de devolver saldo e isso é mau, porque significa que perdemos toda a capacidade de negociação.

Não temos capacidade empresarial na agricultura e pescas para executar. Temos vindo a perder capacidade industrial. Nós temos um défice de alimentação muito elevado e era necessário apostar a este nível. A nossa classe industrial está envelhecida, mas também está descapitalizada e logo os investimentos têm dificuldade em ser elegíveis. JBG: Esse é o retrato que podemos aplicar à conjuntura do Baixo Guadiana, apesar de todo o trabalho já desenvolvido para o desenvolvimento. Para mudar a realidade seria necessário começar-se por onde? AC: Tenho uma opinião muito particular. Temos praticamente em todas as capitais de distrito ensino vocacionado para a agricultura, e não se consegue encontrar um nexo de casualidade entre as duas coisas, ou seja, entre a população rejuvenescida e a envelhecida e descapitalizada. Tem que se encontrar solução imaginativa para que os nossos agricultores voltem a investir, em particular sob o modo associativo, nomeadamente, para que tenham jovens a trabalhar nesse sistema, desde logo na elaboração da candidaturas e nos primeiros tempos de actividade. JBG: Não se vêem iniciativas dessas... AC: Pois não e não se previu também a constituição de Bancos de Solos para arrendar a esses jovens. Toda a área de Pomar Tradicional de Sequeiro poderia ser melhor aproveitada. Devia ser criada uma agência fundiária que gerisse os terrenos, tanto públicos como privados. Criar condomínios de espaço rural que agregasse os agricultores e fizesse uma gestão da produção, libertando-os dessa carga administrativa. O papel das autarquias a este nível seria muito importante porque podiam promover agricultura de grupo. O movimento cooperativo perdeu importância, mas vamos ter de regressar a ele de modo a que se possam reagrupar agricultores que voltem a confiar numa gestão colectiva. JBG: Considera que seriam iniciativas que aumentariam toda a dinâmica económica do Baixo Guadiana? AC: Sem dúvida. No Baixo Guadiana acrescentaria mais duas ou três coisas. A área de negócios do Sotavento Algarvio pode ter benefícios especiais do POCTEP (Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal). Defendo também que o parque patrimonial do Guadiana devia ser trabalhado. Já reparou que o Guadiana é uma autêntica SCUT?! (risos). É uma linha de água perfeitamente navegável que não está aproveitada e merecia a maior atenção. Penso também que se devia criar a EuroCidade VRSA/Castro Marim e Ayamonte que daria um impulso enorme ao território raiano. Todo o ordenamento do Guadiana e suas margens está por fazer e é um investimento volumoso, mas que se multiplica. A

região do Baixo Guadiana tem pernas para andar. Este é o momento certo porque de certa forma estamos na linha de partida para o próximo QREN e quem tiver a lição estudada sai na frente. JBG: É o representante da Universidade do Algarve (UALg) no Gabinete de Acção Local (GAL) da Associação Terras do Baixo Guadiana (ATGB). Do seu ponto de vista o PRODER está a contribuir para o desenvolvimento do território? AC: Está, mas não tanto como gostaríamos; são necessários mais projectos na área produtiva que criem riqueza. No Algarve cometemos um erro de palmatória, não tirámos partido suficiente do pomar tradicional de sequeiro, na região optou-se pela edificação dispersa, retalhando o território e destruindo explorações agrícolas, fazendo com que perdessem viabilidade. Não é por acaso que a horticultura forçada é que é viável. No Baixo Guadiana ainda há hipótese de se recuperar a actividade. JBG: Mas para isso é preciso vontade empresarial e incentivos. Nomeadamente, os seus alunos mostram vontade em serem empresários no Interior da região? AC: Apenas há uma minoria que quer, mas o país não tem capacidade para criar trabalhadores por conta de outrém. Os politécnicos têm de ter a capacidade para criar empresários de futuro; os professores têm de criar com os alunos as microempresas. Não podemos esperar que as pessoas com 60/70 anos criem empresas... JBG: Mas temos assistido a verbas de PIDDAC nulas ou baixas para os concelhos mais deprimidos do Baixo Guadiana. Já para não falar de um QREN que não dá respostas às necessidades. Como é que se anima o tecido empresarial? AC: A minha resposta é muito franca: se houver bons projectos há apoios. Quando o projecto é bom o dinheiro aparece. Há um excesso de municipalização que condiciona muito as próprias estratégias empresariais. O município tem tendência, mesmo ao nível do PDM [Plano Director Municipal], em ser vítima dos seus próprios erros e rotinas. Devia haver mais liberdade e iniciativa. Os municípios do Baixo Guadiana deviam ir ao politécnico e ir às associações empresariais, ao estrangeiro e fazerem promoção; e recentrar investimento municipal. A fase que se tem que seguir é a empresarialização, dos negócios e aí precisa-se até de outra qualificação do pessoal das câmaras. Os quadros precisam de outra orientação e de estratégia, e esses quadros muitas vezes não existem. Quanto ao QREN, se não houver aumento das taxas de comparticipação da UE sairemos tarde da crise da crise que se iniciou em 2008. Receio bem que tenhamos taxas de execução baixíssimas. É preciso estar atento e fazer bem o trabalho de casa, mais do que nunca.


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D ESENVOLVI ME N TO  Nova liderança algarvia no PSD

Luís Gomes quer fazer “levantamento dos projectos parados” Depois de uma vitória com com 90,7% dos votos (742 militantes), à frente de uma lista única, Luís Gomes lidera os destinos do PSD Algarve. Promete “fazer um levantamento dos projectos parados na região.

Luís Gomes promete combater “inércia”

O novo líder dos social democratas algarvios prometeu no acto de tomada de posse, a 18 de Outubro passado, “um novo paradigma de desenvolvimento sem barreiras para investidores”. Para tal prometeu que vai saber quais os projectos que estão parados “na CCDR, ARH, IPTM...”. Perante centenas de militantes que encheram o salão nobre do Clube Farense, na capital de distrito, foi severo nas críticas ao Governo numa altura particularmente tensa, pondo em causa a real vontade do Governo em executar obras tão emblemáticas para o desenvolvimento da região. “Tenho duas perguntas para o PS/Algarve: Quando vão ser concretizadas as promessas

 Reeleito para quarto mandato

Freitas “tudo fará” para aprovar OE 2011 Há quatro mandatos na liderança do PS Algarve Miguel Freitas espera “posição responsável” do PSD. Na opinião do líder do PS no Algarve, reeleito em Outubro, as medidas de austeridade do Governo têm de ser aplicadas “a todos”, lançando duras críticas às “reformas milionárias”. “Estamos num momento particularmente complicado a nível nacional; o país precisa de um orçamento, de estabilidade política, e tem que ficar claro que o Governo e o PS tudo farão para que haja uma solução para o país. Não pode ficar a mínima dúvida do empenhamento do Governo num acordo parlamentar para termos um Orçamento do Estado. O PS não se pode fechar”, afirmou, e ao mesmo tempo apelou a uma “posição responsável” do PSD. Freitas defende “a criação de um programa regional de emprego, adequado às especificidades do Algarve e o alargamento da luta contra a pobreza”. “Com o mesmo dinheiro - cerca de 16 milhões de euros que a região dispõe para programas de qualificação e emprego -, é preciso criar programas ajustados à realidade regional, que é diferente do resto do país e tem uma economia

assente em três grandes sectores turismo, comércio e construção e obras públicas”.

Aproveitar potencial humano Defendendo que a prioridade do PS vai para a economia e o emprego, lembrou que “dos 27 mil licenciados existentes na região, 12 mil estão nos sectores da economia social”, apelando ao melhor aproveitamento dos recursos humanos qualificados. Sugerindo fazer mais com menos, através de uma gestão rigorosa, apelou à reequação do ordenamento do território através de planos directores intermunicipais. “Considero que o investimento público é inadiável, por exemplo, na obra da EN 125 e no Hospital Central”, relembrou o deputado socialista.

Outra proposta é “governar melhor, mas com menos dinheiro”, propondo o líder regional dos socialistas que se equacione o ordenamento do território, porque contribuem para uma melhor gestão de recursos existentes.”

Miguel Freitas diz que EN125 e Hospital Central são “inadiáveis”

feitas, quanto à construção do Hospital Central e a requalificação da EN 125. “Estão estas obras contempladas no Orçamento de Estado para 2011?”.

Prioridade no investimento O também edil de VRSA, a cumprir segundo mandato, defende um paradigma de desenvolvimento para o Algarve que retire as barreiras aos investidores. Considera que na região tem-se desincentivado o investimento. No que toca ao Orçamento de Estado para 2011 mostra-se solidário para com o líder nacional do PSD, Pedro Passos Coelho.

Gabinete PSD Algarve Uma das medidas do novo líder é implementar um gabinete autáquico com os olhos postos já nas eleições municipaiss previstas em

calendário para 2013. Sabe-se que será dirigido por Hélder Martins, ex-presidente da então Região de Turismo do Algarve (antiga RTA) agora Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA). Nos planos de Luís Gomes está também a criação de uma Entidade Regional de Transportes e a construção do Hospital Central no Parque das Cidades. Está também contra as portagens na via do Infante.

Desempenho em VRSA não está comprometido Questionado pelo JBG se o facto de assumir a liderança da estrutura distrital do partido poderá pôr em causa o desempenho ao nível autárquico o presidente da câmara garantiu que vai manter o mesmo desempenho “pelo desenvolvimento do concelho de Vila Real de Santo António.

2011 ainda sem Orçamento de Estado Depois de conhecida a proposta do Governo para o OE 2011 muita polémica se levantou e os dois principais partidos (PS e PSD) não se conseguiram entender. Agora o Orçamento de Estado (OE) para 2011 aguarda pela votação na generalidade da Assembleia da República marcada para 3 de Novembro. No fecho da edição de Novembro do JBG PSD e PS romperam relações depois da tentativa para um acordo que se prolongou por quatro dias. A direcção de Pedro Passos Coelho decidiu a 27 de Outubro adiar a decisão sobre o destino do Orçamento do Estado até à véspera da votação da proposta do Governo na generalidade, prevista para 3 de Novembro. Foi Miguel Relvas, secretário-geral do PSD, que reproduziu a resposta da Comissão Política do partido, dando conta da ruptura das negociações com o Governo. O PSD opta por “aguardar até à véspera da votação na generalidade da proposta de Orçamento para 2011, que o Governo demonstre vontade de abandonar a posição de intransigência que agora assumiu e reconsidere a sua disponibilidade para aceitar as propostas realistas e construtivas que o PSD apresentou nas conversações entre ambas as partes”, comunicou. Os sociais democratas consideram que da parte do executivo de Sócrates houve “irredutibilidade” e “falta de abertura”. O PSD defende que fez propostas “equilibradas e

realistas” , nomeadamente para atenuar “o impacto negativo sobre as famílias, os funcionários públicos e as empresas” decorrente do novo pacote de austeridade definido pelo Governo, “nomeadamente no que toca ao IVA e às deduções em IRS das despesas sociais com saúde, educação e habitação” e continuou afirmando notar “a recusa do Governo em proceder a cortes adicionais da despesa não essencial do Estado, apesar de o PSD ter indicado com clareza as áreas em que, sem prejuízo para a filosofia global da proposta de Orçamento, seria possível levar a cabo esses cortes sem pôr em causa o objectivo fixado de 4.6 para o défice em 2011”.

Governo responde O ministro das finanças Teixeira dos Santos falou aos portugueses e respondeu ao PSD. “Há um aspecto no qual nós somos verdadeiramente irredutíveis. É que Portugal tem que cumprir os seus compromissos orçamentais para 2011”, reiterou o governante, afiançando que as propostas do partido laranja comprometeriam a meta traçada para o défice das contas públicas em 2010 - 4,6 por cento do Produto Interno Bruto.


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D ESEN VO LVIMEN TO

GAL aprova 300 mil euros em projectos O Órgão de Gestão do Grupo de Acção Local Terras do Baixo Guadiana apreciou e decidiu sobre 21 pedidos de

apoio apresentados no primeiro concurso ao abrigo da acção 3.2.1 ( conservação e valorização do património

rural) e acção 3.2.2. (serviços básicos para a população rural) da medida 3.2 (melhoria da qualidade de vida) do

Exposição / I�nerário Cultural "Alcou�m, Terra de Fronteira"

Câmara Municipal de 176.544,00 € 147.120,00 € 0 Alcou�m

Arquitectura em Terra do barro se molda o homem

Associação de Defesa do

Documentar Vila Nova de Cacela

Documentar Castro Marim

Documentar Alcou�m Visões Salgadas

40.800,00 € 80 10.200,00 € 20 34.000,00 € 40

146.364,00 € 38.700,00 €

0

23.220,00 €

60

18.576,00 € 80

4.644,00 € 20

15.480,00 € 40

Associação ALGARVE FILM COMISSION

49.464,60 € 49.365,60 € 0

29.619,36 €

60

23.695,49 € 80

5.923,87 € 20

19.746,24 € 40

Associação ALGARVE FILM COMISSION

49.464,60 € 40.965,60 €

0

24.579,36 € 60

19.663,49 € 80

4.915,87 €

20 16.386,24 € 40

Associação ALGARVE FILM COMISSION

49.464,60 € 31.680,00 €

0

19.008,00 € 60

15.206,40 €

80 3.801,60 €

20 12.672,00 € 40

Associação ALGARVE FILM COMISSION

49.464,60 €

31.680,00 €

0

19.008,00 €

60 15.206,40 €

80

3.801,60 € 20 12.672,00 € 40

José Paulo Chagas Fialho 15.587,30 €

15.587,30 €

0

9.352,38 €

60

80

1.870,48 € 20

Câmara Municipal de Alcou�m

621.353,70 €

440.098,50 €

Cruz Vermelha Portuguesa 61.036,00 € 60.727,60 € Delegação de Tavira

Renovar para Melhor Cuidar

Centro Paroquial de Vaqueiros Santa Casa da Misericórdia de Mértola

Requalificação Extensão de Castro Marim -

Escola Ac�va - Estudo de caso de combate à obesidade infan�l

Saúde Mais Próxima «Jornal do Baixo Guadiana: + Projecção» Equipamento Básico para o Funcionamento do Centro de Afonso Vicente Sociedade Recrea�va Popular Banda Musical Castromarinense

264.059,10 €

7.481,90 € 211.247,28 €

52.811,82 €

6.234,92 €

40

176.039,40 €

0

45.545,70 €

75 36.436,56 € 80 9.109,14 €

0

74.471,65 €

75 59.577,32 €

80 14.894,33 € 20

36.116,59 €

0

27.087,44 €

75 21.669,95 €

80

Associação para o Desenvolvimento do Baixo 71.610,46 € 71.610,46 € Guadiana

0

53.707,85 €

75 42.966,28 €

80 10.741,57 € 20 17.902,62 € 25

0

38.707,58 € 75 30.966,06 €

7.741,52 € 20 12.902,53 € 25

30.247,35 €

0

22.685,51 €

5.856,88 €

0

4.392,66 €

75

75.000,00 €

0

56.250,00 €

75 45.000,00 €

80 11.250,00 € 20 18.750,00 € 25

19.876,20 €

0

14.907,15 €

75 11.925,72 €

80

2.981,43 € 20 4.969,05 €

23.984,52 €

23.559,22 €

0

17.669,42 €

75 14.135,53 €

80

3.533,88 € 20

51.110,96 €

51.110,96 €

0

38.333,22 € 75

80

7.666,64 € 20 12.777,74 € 25

Remodelação e Aquisição de Centro de Desenvolvimento Equipamento Básico para o Centro Infan�l Cultural e Social de Mar�nlongo Unidade de Socorro

58.848,00 € 40

51.000,00 € 60

Requalificação Serviço de Apoio Domiciliário - Tavira

BIBLIOMÓVEL

70.617,60 € 80 17.654,40 € 20

0

Total Acção 3.2.1

Crescer com Qualidade

88.272,00 € 60

85.000,00 €

Património de Mértola

Saber O Ontem

Documentar Tavira Barrocal

85.000,00 €

Programa de Desenvolvimento Rural ( PRODER), os quais já haviam sido analisados pela Equipa Técnica.

113.602,44 € 99.295,53 € 36.116,59 €

51.610,10 € 51.610,10 €

Cruz Vermelha Portuguesa 30.555,75 € Delegação de Tavira Associação para o Desenvolvimento do Baixo 5.856,88 € Guadiana Câmara Municipal de 90.000,00 € Alcou�m Associação para o Desenvolvimento do Baixo 23.851,44 € Guadiana Centro Cultural, Social e Recrea�vo de Afonso Vicente Sociedade Recrea�va Popular Banda Musical Castromarinense

Total Acção 3.2.2

559.335,14 € 525.010,89 €

75 18.148,41 €

393.758,17 €

80

3.514,13 € 80

30.666,58 € 315.006,53 €

20 15.181,90 € 25

5.417,49 € 20

24.823,88 € 25 9.029,15 € 25

4.537,10 € 20

7.561,84 €

25

878,53 €

1.464,22 €

25

78.751,63 €

20

5.889,81 € 25

131.252,72 €

Resultou a aprovação de mais oito pedidos de apoio de ambas as acções num total de 300 mil euros

Risco de pobreza atinge 18% da população portuguesa Portugal registou uma redução da taxa de risco de pobreza monetária entre 2003 e 2008, que passou de 20,4% para 17,9% da população, destacando-se uma diminuição de 8,9 pontos percentuais no risco de pobreza para a população idosa. O risco de pobreza nas famílias com crianças dependentes era maior do que o das famílias sem crianças dependentes, respectivamente, 20,6% e 14,9% em 2008. Os resultados apontam para a redução progressiva da desigualdade na distribuição dos rendimentos familiares naquele período, observando-

se uma quebra de cerca de 10% na distância entre os rendimentos auferidos pelos 20% da população com maiores rendimentos e os 20% da população com menores rendimentos. O indicador de privação material atingiu, em 2009, 21,4%, que compara com 22,2% em 2004. A privação material para a população

idosa registou uma queda de 6,6 p.p. no mesmo período. A publicação destes dados enquadra-se nas iniciativas a propósito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, assinalado ao longo do ano corrente de 2010 e do Dia Mundial da Estatística que se assinalou a 20 de Outubro.

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«Perto

da

Europa»

Comissão Europeia propõe suspensão temporária da clonagem animal para produção de alimentos A Comissão Europeia anunciou que proporá uma suspensão temporária da clonagem animal para a produção de alimentos na UE. A Comissão planeia igualmente suspender temporariamente a utilização de animais de exploração clonados e a comercialização de produtos alimentares provenientes de clones. Todas as medidas temporárias serão revistas após cinco anos. Está igualmente previsto introduzir um sistema de rastreio das importações de materiais reprodutivos para clones, como sémen e embriões de clones. O sistema permitirá aos agricultores e à indústria criar uma base de dados relativa aos animais resultantes destes materiais reprodutivos. Conselho Europeu da Investigação anuncia 580 milhões de euros em bolsas para investigadores O Conselho Europeu da Investigação vai conceder cerca de 580 milhões de euros a 427 jovens investigadores de 39 nacionalidades no seu concurso para «Bolsas de arranque». Cada bolsa poderá valer até 2 milhões de euros e permitirá levar a cabo ideias pioneiras em qualquer campo da investigação na Europa. A idade média dos investigadores seleccionados é de 36 anos, sendo 26,5 % mulheres. Investigação no domínio das TIC: projecto apoiado pela Comissão Europeia vai ajudar a identificar os riscos sistémicos nos mercados financeiros A Comissão Europeia vai investir num projecto de investigação para desenvolver novos indicadores de risco sistémico para utilização em «sistemas de alerta precoce» que sinalizem aos governos e banqueiros uma potencial crise financeira, logo nas suas primeiras fases, e que lhes permitam actuar precocemente para evitar o alastramento. Investigadores universitários de Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido e peritos da Yahoo! e do Banco Central Europeu irão investigar de que modo as instituições financeiras se encontram expostas a riscos sistémicos em resultado dos seus sistemas digitais de informação e de transacção altamente complexos e interligados. Com base numa nova abordagem de investigação pluridisciplinar, o projecto analisará o complexo sistema de transacções financeiras electrónicas, juntamente com buscas na Internet, para acompanhar a evolução da acumulação de riscos no sistema financeiro e na economia em geral. Centro de Informação Europe Direct do Algarve Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - CCDR Algarve

Rua do Lethes nº 32, 8000-387 Faro tel: (+351) 289 895 272 fax: (+351) 289 895 279

O risco de pobreza diminuiu de 20,4% para 17,9%

europedirect@ccdr-alg.pt

www.ccdr-alg.pt/europedirect


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |NOVEMBRO 2010

CULT URA Prepara-se já nova produção

Francisco Brás dá continuidade ao Teatro em Alcoutim Convicto que “um atelier de teatro deve ter sempre a apresentação de um trabalho” Francisco Brás está a dar continuidade ao jovem «Teatro Experimental de Alcoutim». A poesia trabalha-se no palco de Molière.

Encenador aceitou desafio de autarquia e ensina arte dramática Entre 11 e 16 de Outubro o actor/ encenador alcoutenejo Francisco Brás ministrou em Alcoutim um curso de Expressão dramática / teatro. Alguns formandos fazem parte do grupo fundador do recentemente criado Teatro Experimental de Alcoutim (TEA). Agora preparam mais uma produção para apresentar ao público alcoutenejo. “Penso que um atelier de expressão dramática

tem sempre que ter como objectivo uma apresentação. Temos que dar essa oportunidade para se aprenderem coisas. O teatro é uma arte para o público”, diz-nos Francisco Brás.

Amaral, presidente da câmara municipal local para trazer mais ensinamentos da arte de representar aos alcoutenejos. “O desafio foi aceite com muita vontade” até porque este actor tem uma relação umbilical com a terra que o viu nascer. Considera que “há muito caminho para andar”, mas acredita que “há vocação das gentes alcoutenejas para o teatro”. O importante “é descentralizar competências e trazer para a região uma realidade cultural um pouco diferente”. Defende que “a iniciativa vem sempre em boa altura e oferece um produto com um pouco mais de qualidade, retirando Alcoutim do marasmo cultural e abrindo horizontes”. O profissional reconhece que a iniciativa colmata a falta de incentivos a este nível e promete “dedicarse”.

Entre Lisboa e Alcoutim

Armando Martins satisfeito pela continuidade do grupo

Francisco Brás que trabalha em Lisboa em televisão, teatro e cinema aceitou o desafio de Francisco

Armando Martins faz parte do grupo de seis elementos fundadores do TEA que nasceu em Alcoutim em

2008 com o professor Paulo Rodrigues, que entretanto foi leccionar para o estrangeiro. Reconhece que a formação inicial que teve deu-lhe as bases importantes para querer continuar com mais confiança. Realça que o teatro que já levou pela serra de Alcoutim tem “sido determinante” e que a população “já sente a falta”. Vai dizendo que “a juventude é um bocado alheia a estas coisas”, mas acredita que a continuidade irá combater bloqueios a este nível e atenuar o desenvolvimento de uma população maioritariamente envelhecida. Este actor amador garante mesmo que “há já maior interesse pelo teatro da parte da população em geral” em Alcoutim.

Jovem integra-se Marlene Cipriano tem 19 anos e iniciou-se agora no teatro. Sente-se já integrada e garante que esta arte “faz já parte de um sonho”. Não descorando os estudos garante que é possível “conciliar as duas coisas”. Com a experiência que está a ter mostrase muito mais entusiasmada com a arte da representação e da poesia. Admite que “os jovens alcoutenejos ainda não ligam muito ao teatro”, mas tal como ela mudou de visão acredita que muitos dos seus amigos também vão mudar.

Associação «1/4 Escuro» Domingos Lopes diz que Carlos Brito escreveu “obra corajosa” premeia a melhor fotografia A 9 de Outubro a Associação «1/4 Escuro» decidiu os prémios do concurso «Portugal, Gentes e Lugares» de 2010. No total foram entregues 137 fotografias por 47 concorrentes. O júri foi composto por Hélder Oliveira e os fotógrafos André Boto e José Luís Silva, que após seleccio-

Ex-dirigente comunista trespassou a história do PCP Domingos Lopes, advogado e escritor, antigo membro do Comité Central do PCP, que foi assessor jurídico de Álvaro Cunhal quando este desempenhou o cargo de Ministro em quatro Governos Provisório, fez a apresentação, a 15 de Outubro,

em Vila Real de Santo António da mais recente obra de Carlos Brito «Álvaro Cunhal: sete fôlegos do combatente». Este ex-dirigente comunista classificou de “corajoso” o livro que vai já na terceira edição. A

apresentação contou com a sua visão sobre a obra e o homem que foi Álvaro Cunhal e contou com a partilha de opiniões dos presentes no auditório da Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António.

«Serra da Arada» de Guilherme Limas

nar os 40 melhores trabalhos atribuiu a melhor classificação à foto de Guilherme Limas com «Serra da Arada». As 40 fotografias seleccionadas vão ser expostas no centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.


JORNAL DO BAIXO GUADIANA | NOVEMBRO 2010 |

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C ULTUR A

“Que belos 84 anos” Rita Tenório Duas sessões de «Rita – o musical» no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, pela mão de «II Acto Produções Teatrais», fizeram Rita Tenório, amigos, familiares e admiradores reviver toda a sua vida. Oito décadas de uma senhora que apaixonou muitos directores de teatro, e não só, que a quiseram para cabeça de cartaz. Mas a infortunada Rita nem sempre conseguiu corresponder às expectativas porque conviveu com uma doença que lhe tirava inesperadamente a voz. Só aos 47 anos é que, na Alemanha onde vivia, identificaram no pulmão de Rita um parasita. Depois de uma operação difícil saiu rejuvenescida. Mas já não era a mesma menina e moça e as obrigações familiares não permitiram que a carreira no mundo do espectáculo que sempre a apaixonou se concretizasse em pleno. “Talvez por isso tenha ficado para muitos no esquecimento”, diz João Lopes encenador/actor deste musical. Mas também foi possível perceber através deste espectáculo que

Rita Tenório, cantora profissional vilarealense, foi homenageada em Outubro pelo «II Acto Produções Teatrais». “Que belos 84 anos” foi a expressão que mais transpareceu nos rostos, sorrisos e lágrimas no Centro Cultural António Aleixo. corpo e alma não consegue ainda hoje passar um minuto sem cantar. “A música é a minha vida”, diz.

Homenagem

Actriz no palco, onde sempre gostou de estar, junto de amigos os admiradores foram crescendo sempre e que na sua terra-natal conseguiu construir uma carreira. Cantou no grupo «Cantar de

Amigos», em hóteis e sempre que solicitavam a sua voz. Uma mulher de paixão pelo palco detentora de uma voz cheia de

O espectáculo «Rita - o musical» pretendeu contar “a história real que é bonita”, diz-nos João Lopes. “É uma homenagem merecida”. Em palco perto de 50 elementos, entre actores, bailarinos e cantores. O brilho das luzes e do guardaroupa mostrou um espectáculo mais arrojado e completo. Os pormenores estiveram lá, desde a infância até à apoteose onde a sempre a fulgorosa e, sobretudo, alma de artista se apresentou. Rita Tenório foi aclamada com aplausos prolongados. “Em vida tem um gosto especial a homenagem”, ouvia-se dizer à saída do Centro Cultural.

«Entreculturas» colorida e animada

Fech’Ó Pano aposta na formação Mais uma vez a Festa «Entreculturas», organizada pelo Centro Local de Apoio à Integração dos Imigrantes, da Cruz Vermelha Portuguesa de Vila Real de Santo António, levou até à Praça Marquês de Pombal a terceira edição de uma festa dedicada aos imigrantes. Juntaram-se muitos países diferentes; desde a Moldávia, Ucrânia, Brasil, Cabo Verde, Rússia, Angola e Bulgária para festejar a integração. “Hoje é dia de festa, mas temos de celebrar todos os dias a integração destes imigrantes”. Rita Prieto, coordenadora do CLAII garante que a entidade tem conseguido encaminhar os imigrantes e afirma que “os imigrantes não páram de chegar, embora haja quem esteja a regressar à terra, nomeadamente cidadãos brasileiros visto que a economia do seu país está a exponenciar-se”.

No espaço da «Fech’Ó Pano» reuniram-se muitos amigos do teatro. Festejou-se o 11.º aniversário e apresentaram-se seis novos «reforços». As aulas de circo conseguiram acolher novos talentos; cinco rapazes e uma rapariga. “Vamos encontrando sempre mais talentos jovens”. Para Pedro Santos, director da companhia aniversariante, a formação “é essencial”, garantindo que desde que está em VRSA que tem vindo a formar o público. Sendo o vilarealense “amante do teatro” a tarefa não tem sido difícil. O director, que é também actor e encenador, mostrou-se muito crítico “à cultura que não é arte”. Lamenta que haja “muitos sorvedores” na área e “poucos profissionais”. No entanto, promete batalhar continuamente, elogiando a política local. Mostrou-se também satisfeito por ter vindo a juntar no espaço da companhia outras associações “que trabalham para um bem comum”, garantindo que “tudo faz mais sentido trabalhando em conjunto”.

«Mestre Germano» foi homenageado «Mestre Germano» como é conhecido por todos os vilarealenses foi homenageado em Vila Real de Santo António. A iniciativa foi do Rotary Club de Vila Real de Santo António que homenageou “um grande construtor naval e desportista”. E foi mesmo sobre a sua vida que Mestre Germano falou na tarde de homenagem perante amigos, fami-

liares e alunos da Universidade dos Tempos Livres (UTL) de VRSA, onde lecciona a matéria de construção naval. A simpatia, alegria e graça fizeram parte da conversa que teve para com a plateia; mesmo quando os episódios que contava lembraram sacrifícios e dias mais tristes “que já lá vão”.

Fech’Ó Pano festejou 11 anos de vida

Nova produção Sem querer levantar muito “a pontinha do véu” Pedro Santos antecipa que está a ser preparada mais uma produção. Chama-se «Cabaret» e vai levar para o palco teatro, dança, música e circo.

Mestre Germano falou do seu percurso de vida


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |NOVEMBRO 2010

C ULTUR A & TR AD IÇ ÃO

Reviver a tradição do magusto 11 de Novembro é dia De S. Martinho. Diz a lenda que num dia frio e chuvoso um cavaleiro romano chamado Martinho, encontrou um mendigo com fome e frio; o cavaleiro cortou a sua grossa capa ao meio e deu-a ao mendigo. Em pouco tempo a chuva parou e o sol voltou. A lenda durou e a comemoração também, sendo que a 11 assam-se as castanhas e prova-se o vinho novo. Em Alta Mora, localidade serrana de Castro Marim, a tradição não passa ao lado e há sete anos que a Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos de Alta Mora (ARCDAA) comemora a efeméride. Este ano não é a 11, mas é antes, no Domingo dia 7 que se abrem alas à tradição do magusto. São 120 kg de castanhas e 50 litros de vinho e jeropiga que não faltam no convívio. “Para além de reavivar a tradição o objectivo é promover a realização de actividades

recreativas, recuperar tradições e divulgar o interior serrano”, garante a organização. Pela manhã o tradicional passeio pedestre pelos trilhos da Cumeada de Alta Mora. No início da tarde começa o Magusto onde não faltam castanhas assadas, o vinho novo, a jeropiga e muitos petiscos com a mostra de produtos locais tradicionais (pão, doces tradicionais, mel, frutos secos) e baile para finalizar. As inscrições finalizam a 5 de Novembro pelo valor de € 7 com direito a seguro, carro de apoio, e almoço de confraternização. Consulte www. arcdaa.com ou 965284657. Também em Alcoutim realiza-se a 5 de Novembro, pelas 17h30, no quiosque à beira-rio o «Magusto Transfronteiriço» , uma organização da Associação Transfronteiriço ATAS. O intuito é também recuperar a tradição e a confraternização entre ambas as margens do Guadiana.

Castanhas assadas e a jeropiga não faltam nos magustos do Baixo Guadiana

  A G E N D A C U LT U R A L  

POR CÁ ACONTECE

EV ENTOS Alcoutim Festa de S. Martinho em Giões 11 Novembro Org. Associação Grito d’Alegria

Exposição «Alcoutim, Terra de Fronteira Exposição exterior no centro de Alcoutim Org: RMA e CM Alcoutim Tertúlia «Palavra Sexta à Noite”, tema: «São Martinho» Exposição «Bonecas da Flor 12 Novembro d’Agulha» Casa dos Condes Novembro e Dezembro Centro de Artes e Ofícios em Alcoutim

Convívio S. Martinho 7 Novembro Alta Mora Org. ARCDAA

Teatro «Tabacaria» 9 Novembro, 10h às 14h30 Biblioteca Municipal

O historiador vilarealense Hugo Cavaco apresentou mais uma obra. O lançamento e apresentação aconteceram a 22 de

Castro Marim

Exposição «Castro Marim Baluarte Defensivo do Algarve» Exposição exterior. Org: RMA e CM Castro Marim

Outubro na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila

Excursão: Monchique – Parque da Mina 07 Novembro – Azinhal e Castro Marim 14 Novembro – Odeleite e Altura Inscrições no GAM Org: Câmara Municipal

VRSA

Exposição de Fotografia de Márcia Hou 4 de Novembro a 10 de Dezembro Casa dos Condes Magusto Transfronteiriço 5 Novembro, 17h30 Organização da ATAS Exposição de trabalhos do Concurso Presépios De 6 de Novembro a 6 de Janeiro Casa dos Condes Festa de S. Martinho em Giões 11 Novembro Org. Associação Grito d’Alegria

Real de Santo António na presença do vereador da cultura, José Carlos Barros. «Contributos para a Construção da História Local» inserese na Colecção «Patrimónios», editada pelo município e foca

Tertúlia no Baixo Guadiana – «Que crise vivemos hoje?!» 19 Novembro, 17h30 Biblioteca Municipal Org. Jornal do Baixo Guadiana

Exposição «VRSA e o Urbanismo Iluminista» Exposição exterior: centro pombalino Org: RMA e CM VRSA

Concurso de Presépios 2 Novembro a 3 Dezembro Org. C.M. Alcoutim Exposição Itinerante «Viva a República…em Digressão» 2 a 4 Novembro Viatura móvel - Casa da Música Serões de Acordeão, 20h 06 Novembro – Rio Seco

«Contributos para a Construção da História Local», de Hugo Cavaco

Clube de Leitura «Livros Mexidos» 5 Novembro, 21h30 Restaurante / Bar Casa Azul em Cacela Velha II Mostra de Doçaria Algarvia de VRSA 5 e 6 Novembro, 10h às 22h 7 Novembro, 10h às 18h Centro Cultural António Aleixo Apresentação do livro “Multinacionais: histórias de um vendedor” 6 Novembro, 17h Biblioteca Municipal

aspectos de Vila Real de Santo António, como o feriado municipal, os relógios públicos e as feiras e mercados do concelho. Na sessão de apresentação o autor trespassou as várias informações que apresenta para delícia dos presentes. Contou com o contributo, no final, da assistência que partilhou episódios da história do concelho pombalino. Hugo Cavaco apelou à população para que coloque “cá para fora o património que detém sobre a história local”, tal como fotografias. “Vamos fazer todos um sacrificiozinho pela história de Vila Real de Santo António”, apelou.

Workshop «Emociones a Compás» 22 a 26 Novembro, 19h às 22h Centro Cultural António Aleixo Org.: Associação Cultural de Dança Espanhola de VRSA Atelier – Oficina «Viver a biodiversidade» 25 Novembro, 10h e 14h30 Público-alvo: Pré-escolar e 1.º ciclo Biblioteca Municipal


JORNAL DO BAIXO GUADIANA | NOVEMBRO 2010 |

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PATRIMÓNIO & AMBIENTE  Lugar à expropriação para reabertura

Hotel Guadiana «Imóvel de Interesse Municipal»

Edifício poderá vir a ser transformado num hotel de charme

Pode estar desobstruída a futura reabertura do Hotel Guadiana, edíficio emblemático da Avenida da República, em Vila Real de Santo António. O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico (IGESPAR) não se opôs à autarquia de Vila Real de Santo António que solicitou a classificação deste imóvel de «Interesse Municipal». Ora, esta classificação permite uma expropriação do edifício que a autarquia pretende levar a cabo para a reabertura. Tal como Luís Gomes, presidente da câmara municipal, teve oportunidade de explicar a autarquia tinha o pedido em sede de análise no IGESPAR há 10 meses e agora o “objectivo é recuperar o edifício,

que se está a degradar de dia para dia e reabri-lo”. O edil reforça que “não podemos é ter um património como este, que é uma referência e um elemento arquitectónico importante para a cidade a degradar-se”, salientando que é preciso jogar mão e pôr termo ao processo de degradação constante do imóvel”. O futuro deste emblemático hotel pode passar por um hotel de charme.

Passado de burla Recorde-se que este hotel foi alvo de burla pelo advogado Luís Sommer Martha que conseguiu da parte dos herdeiros procurações e

acabou por vender este hotel por 1,1 milhões de euros, verba muito acima do seu real valor e da qual se terá apropriado. Foi acusado formalmente em Março deste ano no tribunal de VRSA, por este e mais três crimes de burla agravada, abuso de confiança, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

Inaugurado em 1926 Agora, depois de um passado recente muito conturbado, o edifício parece ganhar novo rumo. Recordese que o Hotel Guadiana é uma obra do arquitecto Ernesto Korrodi, do estilo Arte Nova. Foi inaugurado em 1926.

ALGAR «Qualidade de Serviço em Águas e Resíduos 2010» A ALGAR recebeu o prémio «Qualidade de Serviço em Águas e Resíduos 2010». A distinção foi atribuída pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e pelo Jornal Água e Ambiente, contempla o citado prémio alusivo ao tema «Qualidade de Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos Prestados aos Utilizadores». O prémio atribuído vem reconhecer e galardoar o desempenho global da ALGAR na gestão do sistema multimunicipal de triagem, recolha selectiva, valorização e tratamento de RSU do Algarve. Por unanimidade o júri homenageou ainda o empenho da ALGAR

Equipa está “orgulhosa” pela distinção

Poluição luminosa José Cruz O mapa que publicamos, com a terra vista através dos satélites da NASA, agência espacial dos Estados Unidos da América, mostra-nos de que forma estão iluminadas as regiões do Mundo, com larga vantagem para a costa Leste dos Estados Unidos e a Europa. Esta iluminação feérica das ruas das nossas cidades é a responsável pelo facto de todos os que sob ela vivemos tenhamos deixado de apreciar, à noite, a beleza do firmamento e das estrelas e suas constelações, a mancha de luz da Via Láctea, esta própria galáxia em que vivemos. Muita da nossa juventude, que

O céu encontra-se ofuscado pela poluição luminosa

no âmbito da valorização orgânica de resíduos verdes, a recuperação do biogás, a caracterização dos resíduos, a qualidade dos lixiviados após tratamento, e também a construção em curso, de uma unidade de valorização orgânica de resíduos urbanos. Foi ainda salientada a Certificação em Qualidade e Ambiente, de que a empresa é detentora. A atribuição deste prémio, tem como objectivo contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de abastecimento público de água, saneamento de águas residuais urbanas e gestão de resíduos sólidos urbanos, divulgando casos portugueses de excelência,

como o da ALGAR. O Júri para atribuição deste prémio foi constituído pelo ERSAR, Jornal Água & Ambiente, a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB), a Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

ainda não visitou os campos onde não existe iluminação eléctrica, não conhece o nosso céu nocturno. Ainda que, ofuscados pelos candeeiros ou projectores de iluminação pública, uma vez por outra, observará alguma estrela ou planeta mais brilhante, como tem sido ultimamente o caso de Vénus e Júpiter. Porém, dificilmente identificará a estrela polar ou conseguirá ver o desenho das Ursas, maior e menor, ou das constelações do Zodíaco. O céu está mais pobre? Claro que não, encontra-se apenas ofuscado. Quando se fala das estrelas cadentes, será mais fácil avistar o pisca-pisca de um avião que cruza o céu nocturno com o seu potente projector. Os astrónomos não gostam da poluição luminosa, como é natural. Por isso, os seus observatórios

são construídos no alto das cordilheiras, Chile, Tenerife, Porto Rico, Austrália, em locais ermos, onde não chegam as luzes das cidades. Alguns telescópios, como o Hubble, um satélite artificial, estão a abrir os horizontes da Humanidade, fazendo observações a partir do espaço. Mas os astrónomos amadores, que muito têm contribuído para a descoberta de asteróides e cometas, este realizam as suas observações em casa, num quintal ou em descampados onde se deslocam para o efeito, sendo-lhes mais difícil afastarem-se das luzes das cidade e dos problemas que a poluição luminosa lhes cria. Até as praias estão a ser invadidas por holofotes. Aquelas histórias de amor, sob as estrelas, são cada vez mais uma miragem que só se observa nos filmes.


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C OLABORADO R E S

O barco da saudade

Idoso (feliz) Eu já sou um feliz idoso Até vou aos bailaricos dançar Danço sempre, até me sinto orgulhoso Danço até nunca mais parar

Chamava-se Romanita A canoa mais bonita Que navega no rio Ninguém queria acreditar Que um dia vinha acabar Um barco com tanto brio O Guadiana parou Quando na praia-mar encalhou Vendo a sua destruição O povo estava a lamentar O seu mestre triste a olhar Era o tio Sebastião O veleiro ali ficou Foi assim que terminou Essa jóia tão querida Devemos mais meditar Ao mesmo tempo pensar Que é assim a própria vida Na hora da despedida Tanta gente comovida Muitos a fazer-lhe adeus Não pude mais suportar Eu vi olhos a chorar Senti o mesmo nos meus

Eu vou a todas as festas A todos os bailaricos de Verão Não há festas como estas Dançam todos com consolação Já não tenho nada a passar Porque eu sou homem de sorte Penso em ir para os bailaricos dançar Haver se um dia me sinto mais forte Ainda bem que já sou um idoso Já cheguei à terceira idade Tenho esta idade, todo vaidoso Por isso a vivo com humildade Sou sempre aquele idoso brincalhão Não quero recordar os tempos passados Os tempos que me restam queiram o não Por isso nunca são tempos recordados O idoso vai-se despedir Faço com muita alegria Desta passagem quero subir Porque ele é uma simpatia

Henrique Roberto

A Mestre

Um dia bem passado Cá vamos ao nosso passeio Neste navio transparente Com as comidas e bebidas Que consola toda a gente Pois é um grande convívio E uma viagem divertida Juntamos àquele passeio Onde não falta a comida É um dia bem passado Juntamente com os amigos E cá vai o bailarico Para os que são mais divertidos Eu faço estas poesias Do fundo do coração Fazemos uma linda equipa Que é uma perfeição Fazemos este passeio Com o distinto Alcoutim Pois desde que temos tão boa gente Todos os anos tem sido assim São coisas bem terminadas Para juntar a população Pois são pessoas de bem E que têem bom coração Pois o nosso presidente Consta-se um homem perfeito Tem mexido muita coisa E faz o que ninguém tem feito Frequentamos este passeio Que é um acto de alegria Pois tenho o maior prazer Pela vossa companhia Maria Leonor

O Livro da vida Cada dia do ano é uma lição Que nós temos de aprender Com ou sem explicação Somos forçados a saber. Quem estuda no livro da vida Não precisa de professor Os anos e a lição bem sabida Fazem dele um bom doutor Estudei no livro da vida E nestes anos, muito aprendi Quase cheguei ao doutorado Os anos pregaram-me a partida E tudo o que nele aprendi... esqueci Nada me lembro do passado Relógio

Castro Marim Uma terra, um povo, uma lenda ou uma história... Permita-me de volta Uma questão tão falada Uma senhora me visitou Onde agradou e foi encantada Eu por mim fiquei contente Pela forma que ela vinha Deveras disse que voltava Procurando dizer quando podia Em lugar sentado conversar Tal criatura agradou a chegada De boa vontade ela voltaria Mas não querendo dar maçada Sentiu-se a cabeça num vulcão Derivado os meus pensamentos E agora adeus até outro dia Não falaremos nos acontecimentos António Severo Martins

Lágrima de Amor Pedi uma lágrima sofrida Nem empréstimo gratuito Como esta oferta solto o grito Porque é um farrapo de vida Exprimia sofrimento Num doer desmedido Não era apenas lamento Era um sofrer sentido Essa lágrima que insiste Identificada no sentir E na aflição com muita dor Deixa lá não fiques triste Diz a lágrima que vem fugindo Ser uma lágrima de amor Manuel Gomes


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PASSATEMP O S & LAZ ER

Autor: João Raimundo

Quadratim - n.º77 Portugal produz qualidade; desde carnes, frutas, legumes, leite, queijos, enchidos, doçaria, artesanato e outros produtos alimentares. É utilizada tecnologia moderna, por vezes pioneira, mas para que a economia portuguesa floresça, e aumente o bem-estar dos portugueses e de outros cidadãos que cá vivem e trabalham, é obrigatório COMPRAR produtos e artigos genuinamente portugueses. O lucro (maisvalia) é sempre reinvestido em Portugal para bem de outros circuitos comerciais e industriais nacionais. O lucro dos produtos estrangeiros raramente desenvolvem a nossa economia, pelo contrário, produzem menos valia, além de que podem ser (quase sempre) de inferior qualidade em comparação com os produtos e artigos lusos. Desenvolva Portugal e garanta possíveis empregos para as gerações futuras comprando PORTUGUÊS, sempre!

Jogo da Paciência n.º 83 “Transportes e Comunicações”

1) Automóvel 2) Carroça 3) Cavalo 4) Burro

5 Mula 6) Bicicleta 7) Barco 8) Comboio 9) Avião 10) Autocarro 11) Telefone 12) Fumo

13) Bandeiras 14) Telégrafo 15) Internet 16) Telemóvel 17) Carta 18) Telegrama 19) Fax 20) (Correio) Electrónico

Soluções Jogo da Paciência - n.º82

Pelo caminho correcto do Quadratim vá ao encontro de um dos símbolos identificativos do PRODUTO PORTUGUÊS.

umas linhas para a alma...

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´ O Sal na Alimentação

É bem sabido que, no nosso país, o consumo de sal é excessivo, quando por dia não deveríamos ultrapassar os 5g. As consequências deste exagero são várias. Dê-se como exemplo o aumento do risco de se contraírem doenças como a úlcera gástrica e do duodeno, a hipertensão, as doenças cardiovasculares, a celulite e a retenção de líquidos. O sal está escondido em certos alimentos – nalguns mais que outros – e, nesse sentido, deve ter-se especial atenção a alguns em particular. As sopas instantâneas, os enchidos e os enlatados, os caldos de carne e os alimentos pré-preparados são bons exemplos, já que contribuem em muito para o aparecimento de todas as doenças cardiovasculares, sobretudo para a hipertensão. Se tem por hábito o uso de sal em todas as refeições, tente diariamente ir diminuindo o seu consumo. Poderá substituir parte do mesmo por ervas aromáticas (louro, salsa, manjericão, orégãos, coentros, cravinho, cebolinho, hortelã, alho, …) ou por especiarias (caril, pimenta, açafrão, noz moscada, colorau, cravo da índia, canela…). A utilização de marinadas, com vinho branco ou cerveja, são também uma óptima opção para se conseguir dar um sabor agradável aos alimentos. Lembre-se que o nosso organismo necessita apenas de 1 colher de chá de sal por dia, tudo o que vier a mais é de evitar, pela sua saúde!

Ana Brás dietista

Este mês vou partilhar algumas das tendências para o Inverno que se aproxima, inspirado nas referências do SPFW (Brasil ). Seleccione as suas notas pessoais, de forma a personalizar as próximas compras. Não esqueça que ainda existem saldos que nos permitem adquirir peças a baixos preços que nos apelam à irreverência! Neste inverno... Atreva-se! Tendências: Malhas / As malhas estão na moda. As malhas da temporada Inverno 2010, são enormes: na largura do fio, nos pontos e nos tamanhos, e inclusivé nos detalhes das peças. As novas tendências apresentam gorros que podem acompanhar o formato do corpo e até ser drapeados. Sobreposições: Neste inverno vão usar-se inúmeras sobreposições, principalmente nas saias. Vamos ver vestidos, saias, calças, blusas, vestidos, numa sobreposição de diferentes cores e formatos! Use a criatividade, personalize o seu estilo, porque sobrepondo, pode fugir da moda, criando a sua própria moda! Brilhos: O brilho estará em destaque no Inverno 2010 de acordo com os desfiles, tanto do SPFW, como do Fashion Rio. Tanto na maquilhagem como nas peças de roupa.Texturas variadas e estampas divertidas: podemos verificar que as texturas e os tecidos estampados estão bem em alta. Recorre-se à mistura de elementos e texturas diferentes, onde a mistura entre texturas, estampados, e mesmo entre as duas, é uma constante. Franjas: As franjas são também uma grande tendência, podem ser de tecido, de couro, aplicações de vidrilhos e até de correntes. Aposte em peças como os coletes de franjas de correntes. Ombros marcados: Os ombros estão marcadamente presentes na temporada de moda Inverno 2010. A tendência são os ombros volumosos e opulentos. Se optar por seguir a tendência, aposte nos modelos com golas românticas com um toque de feminilidade. Reinaldo Lourenço fez óptimas peças em couro verde-militar com essa referência. E como sempre, não se esqueça de cuidar da sua saúde e bem-estar, beba muita água....Boas compras e siga as tendências!

glamour para ele e ela

Óscar Reis

produtor de moda

bom apetite Este mês trago-vos as ervilhas, que vêm da ervilheira (Pisum Sativum), considerada uma «planta legume». Oriundas da Àsia Central, assim como da Europa, existem mais de duzentas variedades, e sendo também uma planta trepadeira podem plantar-se em vasos com o apoio de varas ou canas. Prefira um local fresco, com muita luz, mantendo a terra húmida (nunca demasiado molhada) pondo o vaso num recipiente raso com água, borrifando as sementes e seguintes rebentos diariamente. Elas darão vagem até ao início do Inverno. Sugiro uma sopa fria de ervilhas e iogurte 2 cebolas picadas 3 colheres sopa azeite 600g de ervilhas frescas (ou congeladas) ½ litro de água 5 colheres sopa de hortelã picada 2 iogurtes naturais. Sal e pimenta q.b. Numa panela pequena, aqueça o azeite em lume brando e deite as cebolas, refogando uns minutos. Adicione as ervilhas, mexa e deixe cozinhar um pouco. Junte a água e deixe levantar fervura. Tape e cozinhe por 20 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer. Bata tudo com a varinha, adicione a hortelã e o iogurte e volte a bater até ficar cremoso e suave. Acrescentar um pouco de água se necessário. Sirva bem fria e decore com uma folha de hortelã. Para mais informações acerca das ervilhas, consulte o site www.portaldoardim.com. Pode comprar sementes no site www.loja.jardimcentro.pt Garden Center perto de si.

Claudio Natario

chef


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PUBLICIDADE CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM A CARGO DA NOTÁRIA MARIA DO CARMO CORREIA CONCEIÇÃO Nos termos do art.º 100, n.º 1, do Código do Notariado, certifico que no dia vinte e um de Outubro de dois mil e dez foi lavrada neste Cartório, de folhas cento e quarenta e sete a folhas cento e cinquenta verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número Treze - A, uma escritura de justificação, na qual compareceram: Manuel Francisco Mestre e mulher, Almerinda Inácia Martins, casados sob o regime da comunhão geral de bens, ambos naturais da freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, residentes na Avenida Dr. Eduardo Mansinho, número 6, 1º direito, em Tavira, portadores dos bilhetes de identidade números 5136458 e 2320046, emitidos vitaliciamente a 21 de Janeiro de 2003 e a 24 de Outubro de 2006, pelos Serviços de identificação Civil de Lisboa e Faro, respectivamente, contribuintes fiscais números 118 428 128 e 118 428 110. Que os outorgantes declararam serem donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, dos seguintes prédios, todos localizados na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, não descritos na Conservatória do Registo Predial daquele concelho: a) Prédio rústico sito na Umbria João Fernandes, composto por cultura arvense, com a área de oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte, a Sul e Poente com José António Guerreiro e a Nascente com António João Silva, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 242, da secção 117, com o valor patrimonial tributável de um euro e seis cêntimos; b) Prédio rústico sito em Guinhos, composto por cultura arvense e mato, com a área de quatro mil cento e cinquenta metros quadrados, a confrontar a Norte com João Teixeira Gonçalves, a Sul com Francisco Pereira, a Nascente e Poente com Manuel Francisco Mestre, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 134, da secção 099, com o valor patrimonial tributável de quarenta e oito euros e vinte cêntimos; c) Prédio rústico sito em Lagoinha, composto por cultura arvense e mato, com a área de mil quatrocentos e noventa metros quadrados, a confrontar a Norte com Manuel Martins, a Sul com José Francisco Teixeira, a Nascente com António Guerreiro e a Poente com José Manuel da Conceição, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 321, da secção 099, com o valor patrimonial tributável de dezoito euros e dois cêntimos; d) Prédio rústico sito na Eirinha de Baixo, composto por cultura arvense, com a área de mil duzentos e quarenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Custódio Lourenço, a Sul com Ramires António, a Nascente com caminho e a Poente com Eduardo Francisco Costa, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 8, da secção 110, com o valor patrimonial tributável de dezassete euros e oitenta e quatro cêntimos; e) Prédio rústico sito na Várzea Longa, composto por mato, cultura arvense e figueiras, com a área de mil quatrocentos e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Manuel Rodrigues Gonçalves, a Sul com José Alexandre Guerreiro, a Nascente com António Guerreiro e a Poente com Manuel Guerreiro, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 65, da secção 110, com o valor patrimonial tributável de vinte e oito euros e sete cêntimos; f) Prédio rústico sito na Horta do Poço Novo, composto por cultura arvense e leitos de curso de água, com a área de setecentos e cinquenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Barranco da Horta Velha, a Sul com José Manuel da Conceição, a Nascente com Floriano António Pereira e a Poente com Manuel Guerreiro, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 341, da secção 110, com o valor patrimonial tributável de vinte e um euros e dezanove cêntimos; g) Prédio rústico sito no Corrego da Zorra, composto por cultura arvense, com a área de três mil duzentos e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com José António Martins, a Sul e Poente com Ezequiel Custódio Ramos e a Nascente com Manuel Martins, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 192, da secção 118, com o valor patrimonial tributável de quarenta e sete euros e cinquenta e um cêntimos; h) Prédio rústico sito em Cadavais, composto por cultura arvense, com a área de mil e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Adérito Miguel Teixeira Francisco, a Sul com Ildefonso Rosa, a Nascente com José Manuel da Conceição e a Poente com Estado Português (Decreto-Lei n.º 143/82), inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 236, da secção 118, com o valor patrimonial tributável de quinze euros e cinquenta e quatro cêntimos; i) Prédio rústico sito na Várzea da Curralada, composto por mato e cultura arvense, com a área de mil metros quadrados, a confrontar a Norte com José Alexandre Guerreiro, a Sul com Francisco Guerreiro, a Nascente com José António Martins e a Poente com Florêncio Armando Francisco, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 204, da secção 117, com o valor patrimonial tributável de doze euros; j) Prédio rústico sito na Eira do Velho, composto por cultura arvense e figueiras, com a área de duzentos metros quadrados, a confrontar a Norte e Poente com José António Guerreiro, a Sul e Nascente com Estado Português (Decreto-Lei n.º 143/82), inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 240, da secção 117, com o valor patrimonial tributável de onze euros e quarenta e sete cêntimos; k) Prédio rústico sito na Fonte Velha, composto por cultura arvense e oliveiras, com a área de cento e vinte metros quadrados, a confrontar a Norte, a Sul e Poente com Alberto Henriques Faustino e a Nascente com Custódio Lourenço, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 49, da secção 135, com o valor patrimonial tributável de vinte e seis euros e quarenta e oito cêntimos; l) Prédio rústico sito em Barreiros, composto por amendoal, com a área de quinhentos metros quadrados, a confrontar a Norte com Alfredo Maria Gonçalves, a Sul com José António Martins, a Nascente com António Valente Guerreiro e a Poente com Manuel Guerreiro, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 198, da secção 135, com o valor patrimonial tributável de cinquenta e oito euros e noventa e oito cêntimos; m) Prédio rústico sito no Corgo das Colmeias, composto por cultura arvense, com a área de mil e quarenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Alberto Henriques Faustino, a Sul e Nascente com Avelino Pereira e a Poente com Manuel Rodrigues Gonçalves, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 215, da secção 135, com o valor patrimonial tributável de quinze euros e um cêntimo; n) Prédio rústico sito na Boca do Vale, composto por cultura arvense, com a área de oitocentos e sessenta metros quadrados, a confrontar a Norte com José Albino Domingos, a Sul com Manuel José, a Nascente com Manuel Guerreiro e a Poente com António Inácio, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 325, da secção 135, com o valor patrimonial tributável de doze euros e trinta e cinco cêntimos; o) Prédio rústico sito na Quinta das Carochas, composto por cultura arvense, com a área de três mil e vinte metros quadrados, a confrontar a Norte com Manuel Martins, a Sul com Alberto Maria Gonçalves, a Nascente com Alberto Francisco Costa e a Poente com Estado Português (Decreto-Lei n.º 143/82), inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 68, da secção 136, com o valor patrimonial tributável de quarenta e três euros e sessenta e um cêntimos;e p) Prédio urbano sito em Alcarias, composto por edifício térreo com duas divisões e logradouro, destinado a arrecadação e arrumos, com a área total de trinta e cinco vírgula vinte e seis metros quadrados, dos quais vinte e sete vírgula sessenta metros quadrados são de área coberta, a confrontar a Norte com Domingos Lourenço, a Sul com via pública, a Nascente com Marcolino José Agostinho e a Poente com Norberto Mestre, inscrito na matriz predial sob o artigo provisório P1922, pendente de avaliação, ao qual atribuem o valor de mil euros. Que atribui aos prédios os respectivos valores patrimoniais, calculados para efeitos de IMT e de Imposto do Selo, e atribuído pelo que somam os mesmos o valor global de mil trezentos e setenta e sete euros e trinta e três cêntimos. Que todos os prédios, com excepção do indicado em a), entraram na posse dos primeiros outorgantes por compra verbal e nunca reduzida a escrito, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e cinco, a Amândio António de Sousa e mulher, Gracinda Maria, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, e residentes que foram no Sítio da Calada, Caixa Postal 156-G, na freguesia de Tavira (Santiago), concelho de Tavira, o marido actualmente já falecido. Que, por sua vez, o prédio referido em a), entrou na posse dos primeiros outorgantes por compra verbal e nunca reduzida a escrito, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e seis, feita a Domingos Lourenço e mulher, Maria Faustina, casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes em Alcarias, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim. E que, sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado os justificantes na posse dos referidos prédios, cuidando da sua manutenção, colhendo os seus frutos, pagando contribuições e impostos, enfim usufruindo-os no gozo pleno de todas as utilidades por eles proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que os justificantes adquiriram os prédios por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, títulos extrajudiciais normais capazes de provar o seu direito. Está conforme o original. (Ana Rita Guerreiro Rodrigues) Colaboradora administrativa deste Cartório, no uso dos poderes de delegação conferdos nos termos do nº1 do artigo 8.º do Decreto de Lei n.º 26/2004 de 4 de Fevereiro Conta registada sob o n.º 69/10 Factura / Recibo n.º 1744 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Novembro 2010

NOTARIADO PORTUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA NOTÁRIO em TAVIRA Nos termos do art°. 100, N°1, do código do notariado, na redacção que lhe foi dada pelo dec-lei n°. 207/95, De 14 de agosto, faço saber que no dia dezoito de outubro de dois mil e dez, de folhas cinquenta e nove a folhas sessenta verso, do livro de notas para escrituras diversas número cento e quarenta e sete -a. Deste cartório, foi lavrada uma escritura de justificação, na qual: VALENTIM SEBASTIÃO BARÃO, NIF 114.237.395 e mulher DUCELINA MARIA PERPÉTUA BARÃO, NIF 139.348.387, Ambos naturais da freguesia de Martim Longo, concelho de alcoutim, casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes na rua S. José, bairro da Tojeira, São Domingos de Rana, Cascais, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, todos situados no concelho de Alcoutim e não descritos na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, a saber: A) Prédio Rústico, sito em Chamuscada, freguesia de Giões, composto por cultura arvense, figueiras e oliveiras, a confrontar do norte com Manuel Vicente Horta, do sul com Agostinho Manuel Martins, do nascente com Joaquim Silva e do poente com Maria Odilia da Palma Guerreiro, com a área de onze mil seiscentos e oitenta metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo número 37 da secção 056, com o valor patrimonial tributário e atribuído de DUZENTOS E TRINTA E DOIS EUROS E UM CÊNTIMO; B) Prédio Urbano, composto por edifício térreo com uma divisão, destinado a habitação, sito era Santa Justa, freguesia de Martim Longo, a confrontar do norte e poente com João Tendeiro e sul e nascente com José Martins, com a área de dezasseis metros quadrados, inscrito na matriz, sob o artigo número 1.546, Com o valor patrimonial tributário e atribuído de DUZENTOS E DOZE EUROS E TREZE CÊNTIMOS; C) Prédio Urbano, composto de edifício térreo com várias divisões e logradouro, destinado a habitação, no dito sitio de Santa Justa, a confrontar do norte e poente com Custódio Afonso, do sul com via pública e do nascente com José Martins, com a área de quarenta e dois virgula quinze metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo número 2.295, Com o valor patrimonial tributário e atribuído de DOIS MIL CENTO E VINTE EUROS E TRINTA E OITO CÊNTIMOS. Que adquiriram os prédios, já no estado de casados, por lhes terem sido adjudicados em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e nove, por partilha amigável e verbal, nunca reduzida a escritura pública, feita com os demais interessados, na herança aberta por óbito dos pais da justificante mulher. José Joaquim e Perpétua Maria, residentes que foram no dito sitio de Santa Justa. Que desde esse ano possuem os prédios em nome próprio, cuidando e cultivando a terra, fazendo as respectivas sementeiras, colhendo os frutos habitando e utilizando os urbanos e neles fazendo obras de conservação e reparação necessárias, pagando os impostos e contribuições devidos, sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente, sendo por isso uma posse pacífica, continua e pública, pelo que adquiriram os prédios por usucapião. Vai conforme o original.

Está conforme: Tavira, aos 18 de Outubro de 2010 A funcionária por delegação de poderes; (Ana Margarida. Silvestre Francisco) Conta registada sob o n°. PAO 2038/2010 Factura n° 0264 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Novembro 2010

Nos termos do Artº. 100, nº.1, do Código do Notariado, na redacção que lhe foi dada pelo Dec-Lei nº. 207/95, de 14 de Agosto, faço saber que no dia quinze de Outubro de dois mil e dez, de folhas quarenta e seis a folhas quarenta e sete, do livro de notas para escrituras diversas número cento e quarenta e sete – A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de justificação, na qual: JORGE MAURÍCIO ARAGONÊZ, NIF 103.047.123, divorciado, natural da freguesia de Sé, concelho de Portalegre, residente em Quinta dos Arcos, Casa Alta, Altura, Castro Marim, declarou: Que, com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor do prédio rústico, composto por cultura arvense e alfarrobeiras, sito em Bernarda, freguesia de Altura, concelho de Castro Marim, com a área de dois mil cento e sessenta metros quadrados, a confrontar do norte e nascente com Alberto Rodrigues do Carmo, do sul e do poente com o próprio, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo número 153 da secção BR, com o valor patrimonial tributável de 36,63 €; não descrito na Conservatória do Registo Predial de Castro Marim, a que atribui o valor de duzentos euros. Que o prédio lhe pertence por compra verbal e nunca reduzida a escritura pública, efectuada a Amândio da Rosa Correia e mulher Senhorinha Gonçalves Mestre, residentes que foram no lugar do Pocinho, freguesia de Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António, em Agosto de mil novecentos e noventa e portanto há mais de vinte anos. Que desde esse ano possui o prédio em seu nome próprio, usufruindo do mesmo, cuidando e cultivando a terra, fazendo as respectivas sementeiras, colhendo os frutos, pagando os impostos e as contribuições devidas, sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, pelo que adquiriu o prédio por usucapião. Vai conforme o original. Tavira, aos 15 de Outubro de 2010 A funcionária por delegação de poderes; (Ana Margarida Silvestre Francisco) Conta registada sob o nº.PAO 2031/2010 Factura nº. 02058 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Novembro 2010

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic. António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeito de publicação que por escritura de 06 de Outubro de 2010, exarada a folhas 143 do livro de notas deste Cartório número 75-A, Joaquim Pereira Baltazar e mulher Almerinda Gonçalves Galrito Pereira Baltazar, casados sob o regime da comunhão geral, naturais da freguesia e concelho de Alcoutim, onde residem em Guerreiros do Rio, contribuintes fiscais números 165 820 462 e 221 888 691, declaram-se donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio rústico sito em Barranco do Esteiro, freguesia e concelho de Alcoutim, composto por pomar de citrinos, oliveiras e leito de curso de água, com a área de quatrocentos e setenta metros quadrados, a confrontar do Norte com caminho, do Sul com Barranco, do Nascente com Joaquim Pereira Baltazar e do Poente com Joaquim Manuel Pereira, inscrito na matriz, em nome da antepossuidora Maria Martinho Miguel (cabeça de casal de herança), sob o artigo 102, secção 114, com o valor patrimonial tributável de duzentos e oitenta e dois euros e oitenta e seis cêntimos, a que atribuem igual valor, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Que entraram na posse do prédio por compra meramente verbal e nunca reduzida a escrito, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e nove, a Maria Martinho Miguel, solteira, maior, residente no Álamo, freguesia e concelho de Alcoutim, já falecida; e que sem qualquer interrupção no tempo desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado, eles, justificantes, na posse do referido prédio, colhendo os frutos, amanhando a terra, enfim, extraindo todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 06 de Outubro de 2010. O Colaborador com competência delegada Ao abrigo do art° 8° do Dec.Lei n° 26/2004 de 4/02 (Carlos Eduardo Mendonça Viegas) Conta registada sob o n° 2263/2010 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Novembro 2010

CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM A CARGO DA NOTÁRIA MARIA DO CARMO CORREIA CONCEIÇÃO Nos termos do art.º 100, n.º 1, do Código do Notariado, certifico que no dia quinze de Outubro de dois mil e dez foi lavrada neste Cartório, de folhas cento e quarenta e dois a folhas cento e quarenta e quatro verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número Treze - A, uma escritura de justificação, na qual compareceram: Alberto Gonçalves e mulher, Maria Teresa dos Santos Rodrigues Gonçalves, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ele da freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim, ela da freguesia de São Pedro de Agostém, concelho de Chaves, residentes na Rua General Teófilo da Trindade, número 28, 4º andar, em Faro, portadores dos bilhetes de identidade números 1097855 e 3543984, emitidos a 20 de Maio de 2003 e a 28 de Julho de 2006, pelos Serviços de identificação Civil de Faro, contribuintes fiscais números 117 005 860 e 117 005 851. Que o outorgante marido declarou ser dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, dos seguintes prédios, todos localizados na freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim, não descritos na Conservatória do Registo Predial daquele concelho: a) Prédio rústico sito na Cerca do Corvo, composto por cultura arvense e amendoeiras, com a área de catorze mil e oitocentos metros quadrados, a confrontar a Norte e Sul com Manuel Domingos Lopes, a Nascente com Maria Otília Fernandes Guerreiro Pereira e a Poente com Bárbara Maria, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 60, da secção 038, com o valor patrimonial tributável de setecentos e vinte e um euros e treze cêntimos; b) Prédio rústico sito na Horta do Poço, composto por horta, com a área de sessenta metros quadrados, a confrontar a Norte com José Rosário, a Sul com Manuel Domingos Lopes, a Nascente com Manuel Joaquim Nobre e Artur Fernandes Nobre, e a Poente com Manuel Joaquim Fernandes, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 99, da secção 040, com o valor patrimonial tributável de sete euros e noventa e cinco cêntimos; c) Prédio rústico sito no Pego dos Nascedios, composto por horta, com a área de quatrocentos metros quadrados, a confrontar a Norte e Nascente com Artur Fernandes Nobre e Manuel Joaquim Nobre, a Sul com Bárbara Maria Palma, e a Poente com Maria Otília Fernandes Guerreiro Pereira, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 61, da secção 040, com o valor patrimonial tributável de cinquenta e três euros e sessenta e oito cêntimos; d) Prédio rústico sito no Rossio dos Penteadeiros, composto por cultura arvense de sequeiro, oliveiras, amendoeiras e sobreiros, com a área de cinco mil cento e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com José Vicente, a Sul com Germano Maria Nobre e Maria Otília Fernandes Pereira, a Nascente com Artur Fernandes Nobre e Manuel Joaquim Nobre, e a Poente com José Vicente e Manuel Joaquim Fernandes, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 63, da secção 040, com o valor patrimonial tributável de trezentos e quatro euros e vinte e cinco cêntimos; e) Prédio rústico sito na Horta do Poço, composto por amendoeiras, citrinos, horta e oliveiras, com a área de duzentos e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Manuel Domingos Lopes, a Sul e Poente com Manuel Domingos Silvestre, e a Nascente com Artur Fernandes Nobre e Manuel Joaquim Nobre, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 95, da secção 040, com o valor patrimonial tributável de cento e trinta e dois euros e sessenta e um cêntimos; f) Prédio rústico sito na Horta do Poço, composto por alfarrobeiras, amendoeiras, horta e oliveiras, com a área de oitocentos e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com António Luís, a Sul com José André e José Rosário, a Nascente e a Poente com Manuel Domingos Lopes, inscrito na respectiva matriz rústica sob o artigo 87, da secção 040, com o valor patrimonial tributável de trezentos euros e oitenta e oito cêntimos; g) Prédio urbano sito em Penteadeiros, composto por edifício térreo com cinco compartimentos e logradouro, destinado a habitação, com a área total de cento e dezasseis vírgula cinquenta e oito metros quadrados, dos quais cento e dois vírgula cinquenta e dois metros quadrados são de área coberta, a confrontar a Norte com Manuel Joaquim Nobre e servidão pública, a Sul e Nascente com via pública, e a Poente com Manuel Joaquim Fernandes e Manuel Domingos Lopes, inscrito na respectiva matriz predial sob o artigo 2816, com o valor com o valor patrimonial tributável de seis mil quinhentos e vinte euros; e h) Prédio urbano sito em Penteadeiros, composto por edifício térreo com três divisões e logradouro, destinado a habitação, com a área total de cento e noventa vírgula noventa e quatro metros quadrados, dos quais noventa vírgula vinte e sete metros quadrados são de área coberta, a confrontar a Norte com Herdeiros de Germano Maria Nobre, a Sul com Manuel Domingos Lopes, a Nascente com servidão pública, e a Poente com Alberto Gonçalves, inscrito na respectiva matriz predial sob o artigo 2817, com o valor com o valor patrimonial tributável de três mil quinhentos e cinquenta euros. Que atribui aos prédios os respectivos valores patrimoniais, calculados para efeitos de IMT e de Imposto do Selo, pelo que somam os mesmos o valor global de onze mil quinhentos e noventa euros e cinquenta cêntimos. Que todos os prédios, com excepção do indicado em h), entraram na posse do primeiro outorgante por doação verbal e nunca reduzida a escrito, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta, por sua mãe, Bárbara Maria, solteira, maior, residente que foi na Rua Eça de Queiroz, número 13, 1º andar, em Faro, actualmente já falecida. Que, por sua vez, o prédio referido em h), entrou na sua posse, por doação verbal e nunca reduzida a escrito, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta, feita por seu pai, José Ramos, solteiro, maior, residente que foi em Penteadeiros, na freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim, actualmente já falecido. E que, sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, tem estado o justificante na posse dos referidos prédios, cuidando da sua manutenção, colhendo os seus frutos, pagando contribuições e impostos, enfim usufruindo-os no gozo pleno de todas as utilidades por eles proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que o justificante adquiriu os prédios por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, títulos extrajudiciais normais capazes de provar o seu direito. Está conforme o original. Castro Marim, aos 15 de Outubro de 2010. A Colaboradora, (Ana Rita Guerreiro Rodrigues) Colaboradora administrativa deste Cartório, no uso dos poderes de delegação conferidos nos termos do nº1 do artigo 8.º do Decreto de Lei n.º 26/2004 de 4 de Fevereiro Conta registada sob o n.º 56/10 Factura / Recibo n.º 1732 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Novembro 2010

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic. António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeito de publicação que por escritura de 16 de Setembro de

2010, exarada a folhas 71 do livro de notas deste Cartório número 75-A, Hélder Gonçalves Roberto e mulher Ana Xavier Cavaco Gonçalves, casados sob o regime da comunhão geral

de bens, naturais da freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, onde residem no Lugar da Foz de Odeleite, contribuintes fiscais números 113 862 164 e 113 862 156, declaram-se donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio rústico no sitio de Porto das Noivas, freguesia e concelho de Alcoutim, composto por amendoeiras, citrinos, figueiras, horta e oliveiras, com a área de duzentos metros quadrados, a confrontar do Norte com António Pereira, do Sul e do Nascente com Hélder Gonçalves Roberto e do Poente com caminho, inscrito na matriz, em nome da antepossuidora, sob o artigo 131, secção 128, com o valor patrimonial tributável de centro e trinta euros e treze cêntimos, a que atribuem igual valor, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Que entraram na posse do prédio por compra meramente verbal e nunca reduzida a escrito, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e nove, a Joaquina Domingos Cavaco e marido José Pereira Cavaco, casados sob o regime da comunhão geral, residente no Álamo, freguesia e concelho de Alcoutim, ele já falecido; e que sem qualquer interrupção no tempo desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado, eles, justificantes, na posse do referido prédio, colhendo os frutos, amanhando a terra, enfim, extraindo todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 16 de Setembro de 2010. O Notário, (António Jorge Miquelino da Silva) Conta registada sob o nº 2135 / 2010 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Novembro 2010


JORNAL DO BAIXO GUADIANA | NOVEMBRO 2010 |

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DESPORTO

Samuel Caldeira é promessa do ciclismo Futebolândia crónica

Bem-vindos a mais uma edição do «Futebolândia»!Nesta edição vou falar de Cristiano Ronaldo, de Yanick Djaló e Luciana Abreu e de Samuel Eto´o. Cristiano Ronaldo “rebentou” como disse Mourinho, e na verdade foi isso que aconteceu. Onde estava escondido aquele Ronaldo dos jogos frente à Dinamarca e Islândia?! Bom futebol, rápido, jogando para a equipa, golos; tudo o que os portugueses esperam de um jogador como ele. No Real Madrid é graças a ele a melhoria do jogo da equipa. Vamos ver até onde vai chegar o «Ronaldinho da Madeira». Quanto a Yanick e à «Floribella» referiram que o nome do filho que estão à espera vai ser uma mistura do nome dos dois, eu como quero ajudar os papás aqui vão algumas sugestões: Yanella,Nickella,Yaflo,B ellaya,Florini... espero que gostem...! Quanto a Samuel Eto´o é inadmissível, em pleno século XXI, que aproveitem o futebol para aplicarem o sentimento racista que deve ser do mais primitivo e estúpido que possa existir; no jogo Cagliari-Inter os adeptos insultaram Samuel Eto´o com cânticos racistas. O futebol devia ser festa e não um lugar onde alguns aproveitam as suas frustrações pessoais para rebaixar qualquer ser humano, independentemente da religião, cor da pele ou crença. Até á próxima e deixo-vos um conselho: não levem o futebol muito a sério!...

Eusébio Costa, radialista e estudante de ciências da comunicação eusebiocosta@live.com.pt

O ciclista Samuel Caldeira, do Palmeiras Resort-Prio-Tavira, que venceu o Grande Prémio Crédito Agrícola Costa Azul em Sines revela-se uma promessa no ciclismo nacional. O sprinter de 24 anos tem vindo a evidenciar-se nos últimos tempos, tendo alcançado a vitória na Volta a Albufeira em 2009. Quanto ao último triunfo, o jovem frisou o apoio do grupo algarvio na conquista .“Mais uma vez ficou demonstrado que somos uma equipa e estamos aqui para trabalhar em conjunto. Agradeço aos meus colegas esta vitória”, disse. Recorde-se que Samuel Caldeira é natural da localidade de Manta Rota, concelho de Vila Real de Santo António.

O ciclista é natural da Manta Rota

«Leões do Sul» desafia à prática do BTT Desde o ano 2000 que o «Leões Clube do Sul» desafia à prática da Bicicleta-Todo-Terreno (BTT) na localidade de S. Bartolomeu do Sul, concelho de Castro Marim. Os passeios têm percorrido o país e distâncias que impõem respeito, mesmo aos mais audazes, sendo que o I Passeio BTT teve lugar em 2004 com partida da Mina de S. Domingos, no concelho de Mértola até Castro Marim, precisamente 90km. Com uma forte adesão aos passeios o clube em 2005 filiou-se na Associação de Ciclismo do Algarve e criou duas equipas, o BTT-Lazer e o BTT-Competição. “O arranque da modalidade deveu-se ao grande entusiasta Amândio Norberto, dirigente da colectividade”, reco-

nhecem os associados. Recorde-se que a introdução da modalidade foi apoiada pelos fundos comunitários através do programa PIC –LEADER + [actual sub-programa3 PRODER].

Contacto directo com a natureza A modalidade de BTT está inserida num conjunto de actividades a que o clube associa à exploração da natureza. “Sabemos que este tipo de actividades tem uma grande adesão por parte da população em geral, de jovens e de adultos, pelo gozo e sensações novas que provocam, pelas conhecidas descargas de adrenalina”, explica o clube.

Os «Leões» desafiam a experimentar o BTT

Equipa da casa venceu última etapa nacional de Padel Nos dias 9 e 10 de Outubro o Padel Clube de Vila Real de Santo António recebeu a VII e última etapa do circuito nacional de padel. Os vencedores foram a dupla do Padel Clube de Vila Real de Santo António constituída por Álvaro Garcia e Camilo Bel, que levaram a melhor por 7/6 e 6/2 frente à dupla constituída por João Roque e Pedro Plantier do Clube Nacional Ginástica. A dupla da casa termina assim em 1º lugar do ranking nacional de padel. Na 3ª posição é de destacar outro jogador do Padel Clube de VRSA, Fernando Martins.

Vencedores Álvaro Garcia e Camilo Bel (ao centro) levaram a melhor

Câmara Municipal de Castro Marim promove natação e hidroginástica Entre Outubro e Novembro, a câmara municipal de Castro Marim está a desenvolver mais um programa de actividades da Piscina Municipal que inclui natação e hidroginástica, destinado às diferentes faixas etárias da população. Um dos públicos-alvo deste programa são as crianças a partir dos quatro anos de idade, com as aulas de Adaptação ao Meio Aquático (AMA) e/ ou iniciação e Aperfeiçoamento da Natação (AP), em função dos conhecimentos e aptidões que possuam. A Adaptação ao Meio Aquático (AMA) tem por finalidade vencer as resistências que a criança apresenta no seu primeiro contacto com a natação, nomeadamente, o equilíbrio, a respiração e a propulsão, e a Aprendizagem Técnica dos estilos de natação (AP) consolida os vários estilos da modalidade (crol, costas, bruços e mariposa). No que se refere aos adultos e à Terceira Idade, a Autarquia disponibiliza um programa de natação e hidroginástica dirigido a esta camada da população, que visa melhorar e aperfeiçoar a natação, com a possibilidade de integrarem sessões em grupo de ginástica coreografada em meio aquático. É de salientar que para estes escalões não é obrigatório saber nadar, uma vez que a aprendizagem é facilitada por monitores da disciplina. Nesta faixa etária da população, os benefícios da actividade física aquática são inegáveis ao nível do bem-estar físico e psicológico, melhorando a forma física e possibilitando a recuperação de lesões e limitações relacionadas com a coluna e articulações.


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |NOVEMBRO 2010

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Iguarias fazem as delícias de residentes e visitantes O Roteiro Gastronómico, da iniciativa conjunta «Três Municípios por Uma Região» já terminou, mas os apetitosos pratos mantêmse nas ementas dos espaços de restauração. Tratou-se de uma viagem de um mês (1 a 31 de Outubro) pela gastronomia do território nos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António. Um roteiro com os mais típicos e tradicionais pitéus que tantos visitantes, nacionais e estrangeiros traz à região. Desde os bivalves da ria formosa e os tantos pratos de atum de VRSA, os doces mais típicos do concelho de Castro Marim até aos pratos de caça da vila transfronteiriça de Alcoutim. A iniciativa foi inaugural, e em conjunto com uma tertúlia sobre o contrabando com o humorista Serafim, um seminário com oradores da Universidade do Algarve e um concurso de fotografia, constituíram um leque de actividades dinamizadoras no âmbito da exposição regional «Algarve do Reino à Região»; uma iniciativa da Rede de Museus do Algarve que aborda os últimos mil anos da história algarvia. “A diferença deste roteiro face aos outros está na singularidade e tipicidade dos pratos promovidos pelos restaurantes que não foram ocasionais, pelo contrário, estão desde sempre presente nas suas ementas; o roteiro veio funcionar como alavancagem desta gastronomia que coincide com o Algarve outrora reino, agora região”, assegura a organização. E apesar do roteiro terminar os pratos ficam e a viagem prossegue. Nas terras nordestinas de Alcoutim os tradicionais ensopados de enguias e borrego, também a caldeirada de peixe e o cabrito assado no forno. No concelho medieval de Castro Marim os choquinhos à algarvia, a feijoada de lingueirão, o polvo panado, raia e a cataplana de amêijoas. Na cidade iluminista o atum é rei e conquista sobretudo nuestros hermanos com o bife de atum à algarvia, mormos, espetada; ainda a canja de conquilhas, o tradicional cozido à portuguesa e a cataplana de bacalhau. Para mais informações consulte: www.3mpur.blogspot.com

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A solidariedade nunca é em demasia. Voluntariado, caminhadas pela pobreza e mais apoios sociais são bem-vindos e estão a acontecer.

Homenagear em vida tem uma carga emocional maior e é melhor saboreado. Foi o que aconteceu com Rita Tenório e Mestre Germano em Outubro.

Miguel Freitas, presidente do PS Algarve, comprou uma guerra com Alcoutim. Para o dirigente a construção da Ponte Alcoutim-Sanlúcar é uma convicção que já “esmoreceu”. Sotavento Algarvio

ECOdica Agora que o Outono já chegou o frio aproxima-se a curtos passos. Em casa, ao invés de ligar o aquecedor ou ar condicionado, vista uma camisola quente. Apesar de já estar mais frio, o Algarve dispõe de muitas horas de sol durante o ano, como tal evite utilizar máquina de secar; seque a roupa ao ar-livre, assim poupa muita energia.


JBG - Novembro 2010