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JORNAL DO BAIXO GUADIANA | MARÇO 2011 |

JORNAL DO

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Baixo

Guadiana Director: Carlos Luis Figueira Propriedade da Associação ODIANA Fundado pela Associação Alcance em 2000

Município contra encerramento de Segurança Social de Martinlongo. Fecho é apontado como “incoerente ”, numa altura em que a taxa de desemprego no país é “assustadora”

Jornal Mensal

MARÇO 2011

Ano 10 - Nº130

PREÇO: 0,85 EUROS

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS Autorizado a circular em invólucro fechado de plástico ou papel Pode abrir-se para verificação postal

Vila vai ficar sem antenas de televisão. A iniciativa do município promete valorizar o património, proporcionando maior protagonismo à paisagem. 100 mil euros de investimento

A câmara municipal lançou duas novas medidas financeiras no âmbito da urbanização e edificação e do abastecimento de água e recolha de águas residuais

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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |MARÇO 2011

EDI TORIA L

JBG

Jornal do Baixo Guadiana Director: Carlos Luis Figueira Sub-Director: Vítor Madeira Chefe de Redacção: Susana de Sousa Redacção: Antónia-Maria, Carlos Brito, Joana Germano, Victoria Cassinello Colaboradores da Edição: Ana Brás Ana Lúcia Gonçalves Humberto Fernandes João Raimundo José Carlos Forte Miguel Godinho Rui Rosa Associação Alcance e Associação Odiana Departamento Comercial: baixoguadiana@gmail.com Sede: Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21 8950-909 Castro Marim Tel: 281 531 171 Fax: 281 531 080 Redacção: Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21, 8950-909 CASTRO MARIM 281 531 171 966 902 856 baixoguadiana@gmail.com Propriedade: Associação Odiana Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21, 8950-909 CASTRO MARIM Tel: 281 531 171 Fax: 281 531 080 geral@odiana.pt Pessoa Colectiva: 504 408 755 Direcção Executiva: Associação Odiana Design: Daniela Vaz Laura Silva Rui Rosa

As Boas e as Más noticias O Encontro promovido pelo Jornal Baixo Guadiana em parceria com a Associação para a Geminação Castro Marim–Guèrande e a Odiana, tendo como tema central a Economia do Sal, da qual damos abundante informação no Suplemento que lhe foi dedicado, insere-se numa linha editorial que nasceu com o Suplemento Escola e se deseja se prolongue, a espaços, tratando de forma mais detalhada, questões que na nossa opinião significativamente mereçam ser abordadas pela importância que podem assumir na vida deste território do Baixo Guadiana. Sejam elas relacionadas com a economia e o desenvolvimento regional, como de igual forma dedicadas à cultura, à história ou ao lazer. A participação que se obteve, a qualidade das diversas intervenções que da história aos dias de hoje permitiram obter um amplo conhecimento do que neste momento está em causa, as diversas oportunidades evidenciadas que este sector oferece à economia local e regional, permitem sublinhar quanto oportuna foi a iniciativa promovida e por isso mesmo daqui lançamos o desafio aos nossos leitores para que nos enviem sugestões sobre temas a tratar em futuras edições. Na conturbada situação em que o País vive os últimos dias trouxeram para o Algarve noti-

cias, umas mais velhas que outras mas, qualquer delas, lançando um lastro de enormes inquietações em relação ao futuro, numa região cuja actividade económica depende em grande medida do turismo e dos diversos serviços que lhes estão associados e na qual o desemprego atingiu, pela negativa, níveis históricos. Neste contexto a ser levada por diante, como tudo o indica, o pagamento de portagens na Via do Infante, colocando sem alternativa de mobilidade a actividade económica regional já que a EN 125 não constitui solução porque está transformada num depositório de tráfego inter-urbano, criando por acréscimo problemas suplementares à competitividade da actividade turística, para além desta questão central, o governo ao não ter a seu tempo criado um sistema simples de pagamento da portagem, tal inconsistência, somados os factores, fazem prever a existência de uma situação caótica a qual permite supor poderá conduzir à anulação da medida a curto prazo. A ver vamos! Outra má noticia é sem sombra de dúvida o recuo de Sócrates em relação à criação das Regiões Administrativas, como anuncia a moção que entronizará o actual primeiro-ministro como Secretário-geral do PS no próximo Congresso. Proposta que sendo um

claro recuo face a compromissos assumidos é todavia coerente com uma postura governativa marcadamente centralista quiçá, a mais centralizadora, de governos pós 25 de Abril e de que entre múltiplos exemplos que aqui poderíamos inventariar sublinho a situação em que se encontra a Entidade Regional de Turismo, estrutura transformada num órgão pouco mais que inútil, sem dinheiro, com limitadíssima capacidade de decisão e ainda por demais com problemas internos de mando, o que acentua a degradação da sua imagem e coloca perante o sector do turismo e da opinião

Vox Pop

pública a interrogação sobre o valor da sua existência, tal como se encontra. Entretanto, do outro lado do Mediterrâneo que nos está tão próximo, chegam notícias que pronunciam grandes mudanças. Oxalá que permitam abrir caminho para libertar povos de ditaduras assentes em poderes de oligarquias, rumando finalmente no sentido do progresso, da liberdade, do respeito pelos direitos humanos. Carlos Luis Figueira cluisfigueira@sapo.pt

rubrica feita via Facebook

Sentes que pertences à geração «Que parva que sou...»?

Paginação: Daniela Vaz Laura Silva Rui Rosa Impressão: Postal do Algarve, Lda Rua Dr. Silvestre Falcão, nº 13 C 8800-412 TAVIRA Tel: 281 320 900 Tiragem desta edição: 4.000 exemplares Registo no ICS: n.º 123554 Depósito legal: n.º 150617/00

Nome: Alexandra Pintassilgo Profissão: Balconista

Nome: André Oliveira

Nome: Edgar Pires Profissão: Jornalista

R: Completamente! Faço parte porque infelizmente já não cabe só aos políticos preocuparem-se com este país; se é que alguma vez se preocuparam...

R: Esta geração à qual pertenço não é parva não. É a tecnicamente mais formada, a que teve acesso à maior oferta cultural de sempre... No entanto, sentese revoltada por não acreditarem nas suas capacidades. Está resignada, mas acredito que mude quando tomarem consiência que são os jovens a força da mudança.

R: Não vejo a geração assim, tal como a anterior não era «rasca». É a mais bem preparada de sempre, fruto dos avanços socio-educativos que o país nos tem proporcionado. Percebendo as críticas recentes considero que não devemos entrar na «onda» derrotista

Profissão: Arqueólogo

Nome: Sílvia Lourenço Profissão: Professora Expressão Plástica R: Pertenço, mas este nome é bocado demais. É a geração de «querem fazer de nós parvos». Quem tem menos formação arranja mais facilmente trabalho... E isso diz muito do estado da nossa sociedade actual.


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CRÓNICAS Vítor Madeira

apenas sobra a solidão, porque a família está longe ou indisponível para um acompanhamento de proximidade ou porque resistem a ir para um Lar. O que fazer então com estas pessoas que foram parte importante na construção da nossa sociedade, e que têm todo o direito de viver os últimos dias de vida de forma digna? Entendo que sem um estado social forte e a solidariedade colectiva pouco ou nada será possível alterar. Em primeiro lugar é urgente que o estado

não considere os idosos apenas números de uma qualquer estatística, mas antes garanta os apoios às famílias que queiram cuidar dos familiares sem os retirar do seu meio natural, mantendo as relações de vizinhança que são fundamentais para a sua qualidade de vida. Não menos importante é o reforço da rede social com a construção de Lares que disponibilizem vagas a pessoas carenciadas que não possam estar sozinhas em casa; a construção de Centros de Dia; o apoio domiciliário: os cuidados continuados, as famílias de acolhimento e o Complemento Solidário para Idosos, cuja atribuição não deve ser feita em função dos rendimentos familiares da própria pessoa. Estou firmemente convencido que só deste modo e com a participação activa das Instituições Particulares de Solidariedade Social – IPSS em todo este processo será possível gizar políticas para prevenir situações de risco e evitar que os idosos deixem de viver os seus dias de solidão.

salvar a Irlanda, mas para salvar o grande capital financeiro dos centros da UE. Quanto ao povo, que coma brioches. Portugal é, à semelhança da Irlanda, um país cada vez mais endividado e dependente do estrangeiro. Segundo dados revelados pelo Banco de Portugal, em Junho de 2010, o Estado estava endividado em cerca de 146 mil milhões de euros; as empresas, em cerca de 177 mil milhões de euros; a banca privada,

em cerca de 188 mil milhões de euros. Por outro lado, os números da miséria traduzem, ainda que aquém da realidade, o estado em que as coisas se encontram. São dados referentes ao ano passado, retirados de estatísticas oficiais ou dos noticiários bem controlados dos jornais de maiores tiragens. Portugal, 2010: desemprego: 10,9% em seis milhões de postos de trabalho (cerca de 660 mil desempregados); pobreza (-420 euros/mês): cerca de dois milhões de cidadãos; trabalhadores em risco eminente de pobreza: mais de 500 mil; crianças pobres e muito pobres: cerca de 50% da população escolar; abandono precoce da escolaridade: 36%; salário mínimo nacional: 475 euros/mês, sensivelmente o mesmo valor do limiar da pobreza. Como se sabe, em 1789 o povo de Paris, sem pão nem brioches, resolveu o problema por outra forma. Também foi assim na Rússia, em 1917. Há sempre soluções, quando as classes dominantes nada têm para oferecer senão miséria.

O insubmisso

Os Dias da Solidão “O olhar triste e cansado procurando alguém e a gente passa ao teu lado a olhar-te com desdém, sabes eu acho que todos fogem de ti para não ver a imagem da solidão que irão viver quando forem como tu, um resto de tudo o que existiu quando forem como tu, um velho sentado num jardim”

Velho (Mafalda Veiga)

Ainda aturdido com a notícia do desaparecimento de Augusta Martinho, a mulher que oito anos depois foi encontrada morta na casa onde vivia em Sintra e que, ao ser vendida em leilão fez a nova proprietária deparar-se com aquele tétrico cenário, gostaria de partilhar com os nossos leitores uma reflexão sobre o abandono dos mais velhos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal tem quase dois milhões de idosos, sendo que 391.700 são pessoas com mais de

65 anos e vivem sozinhas, fazendo com que Portugal seja o país mais envelhecido da Europa e um dos cinco mais velhos do mundo. Entre nós, infelizmente, já se tornou um hábito só despertarmos para os problemas quando as tragédias nos batem à porta. Exemplo disso é o fenómeno do isolamento e da precariedade em que vivem milhares de idosos deste país, dado que não existe um levantamento rigoroso daqueles que estão em situação

de risco, muito menos a quantificação dos que morrem sozinhos em casa. Este problema atinge níveis assustadores nas zonas suburbanas de Lisboa, Porto, interior do país e Alentejo, uma realidade há muito conhecida, mas que muitos, desde as entidades oficiais passando pelas próprias famílias, parecem querer continuar a ignorar. Depois de uma vida de luta e sacrifícios, quando lhes faltam as forças e os meios de subsistência, muitos são os idosos a quem

José Carlos Forte

Pão e Brioches

Reza a história que, pouco antes da Revolução Francesa de 1789, quando Maria Antonieta foi informada de que o povo faminto de Paris se manifestava nas ruas pedindo pão, a rainha terá respondido: «Se não têm pão, comam brioches». Volvidos dois séculos, o espírito de Maria Antonieta está de volta, nos salões do grande capital e dos governos ao seu serviço. Nos mesmos dias em que o Governo do PS/José Sócrates anunciava a sua mais

recente marretada na cabeça do povo português – para «acalmar os mercados» que estavam «preocupados» com o défice orçamental nacional –, o «Tigre Celta», que durante anos foi propagandeado como «caso de sucesso» da integração europeia, era devorado pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Agora fala-se muito do pacote de 85 mil milhões de euros e diz-se que é

dinheiro do FMI e da UE «para a Irlanda». Mas, segundo o Financial Times, mais de 20% (17,5 mil milhões) desse montante é dinheiro irlandês, na sua maioria do Fundo Nacional de Reserva para as Pensões. Que vai ser saqueado para entregar à banca. Mais concretamente, para entregar aos grandes bancos ingleses e alemães – credores de mais de 280 mil milhões de dólares da dívida irlandesa. Ou seja, o pacote UE/FMI não foi para

madas desordenadamente pelos campos cobertos de figueiras, laranjeiras e amendoeiras, mas esta minha imaginação fértil já não consegue fantasiar quando tenho a janela da sala aberta e vejo o vizinho do segundo frente a limpar a grelha enferrujada do seu ar-condicionado.

Miguel Godinho

O Algarve dos meus dias

A MODA. O Algarve, recanto mediterrânico herdeiro de uma paisagem moldada por milhares de anos de história, ou um desejo mal conduzido de entrada no mundo “evoluído” dos hotéis da última moda, iguaizinhos aos que vi em Cancún? Também nós por cá, temos mamarrachos interessantíssimos na falésia de Albufeiracun. AS FORMIGAS. No formigueiro desenfreado dos meses de verão as formigas são feias, não respeitam o carreiro

que aperta o intenso tráfego e atropelamse por todos os lados. Fumegam pelo nariz frases de impaciência, convencidos de que a vida aqui tem de correr ao mesmo ritmo da metrópole. Ora é o barco que acede à praia que não circula mais rápido, ora é o velho que, de pasteleira no meio da estrada, não deixa o Mercedes de matrícula francesa passar.

A CRÓNICA. Folheio o jornal em Agosto e uma vez mais ouço aquela tal jornalista dizer na sua crónica semanal que o Algarve não presta e que o Algarve não presta mesmo. E o que faria ela naquela praia do barlavento ontem? Teria apanhado boleia para a praia errada? Estaria ela a pensar, enquanto se estendia na rebentação das ondas, na sua praia de

A NORA. Terra de eiras e de noras, de mouras encantadas e castelos de taipa, chaminés rendilhadas e platibandas decoradas. Quem me prova que não é mais um produto da minha imaginação? Conheço um senhor que diz que se lembra, mas eu não sei bem se hei-de acreditar. Nora, só me vem à cabeça o «Aldeamento da Nora», ali para os lados da Manta Rota. Carcavelos?! Ou enganar-se-ia ao citar a região mencionada no artigo de jornal? O que faria ela naquela praia reduzida e superlotada do oeste algarvio? A PAISAGEM. Quis ver nesta região onde nasci uma paisagem que os postais antigos mostram, de casas caiadas de branco, ocre e óxido de ferro, derra-

AS BOTAS. O meu pai está sempre a dizer que, antigamente, só no mercado de Estói se compravam autênticas botas de couro. Acho que era um senhor que vivia ali para os lados de Quelfes que as fazia. Mas da última vez que lá fui com o meu pai à procura das ditas botas, fiquei a saber que a ASAE tinha apreendido a esse mesmo senhor os CD’s da Floribela que agora vendia.


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EDUCAÇÃO  Prestação exemplar

Alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de VRSA vencem concurso em Guèrande Cinco alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, participaram entre 21 e 22 de Fevereiro na 3.ª edição do Troféu do Paludier, que decorreu no Liceu Profissional Olivier Guichard de Guèrande (Pays de La Loire - França). A organização da iniciativa esteve a cargo do Comité de Jumelage de La Baule em parceria com o Liceu Profissional de Guèrande, e contou com a presença de alunos de três escolas de hotelaria: Guèrande (França), Homburg (Alemanha)

e Vila Real de Santo António. O convite para participação neste concurso derivou dos processos de geminação existentes entre os Municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António e os seus congéneres franceses, Guèrande e

Alunos arrecadaram primeiros lugares

La Baule respectivamente. O Concurso foi constituído por três tipos de provas: Cozinha; Serviço de Mesa e Bar/Cocktail.

Primeiros lugares No concurso de cozinha, os alunos Fábio Domingues e Isa Sebastião arrebataram o 1.º e 2.º lugar. Na prova de Bar, o aluno Tiago Santos obteve igualmente o 1.º lugar. No respeita ao concurso de serviço de mesa, os alunos Tiago Correia e Ana Almeida obtiveram um honroso 3.º e 4.º lugares. No concurso de cozinha os concorrentes tiveram de preparar uma entrada para 6 pessoas, em que o ingrediente principal era as vieiras. Os mesmos tiveram de preparar também um prato principal à base de coelho. O concurso de bar consistiu

na realização de alguns cocktails típicos de hotelaria, bem como de criações originais à base de licor local. No concurso de serviço de mesa, os concorrentes tiveram de reconhecer/identificar cerca de 10 queijos franceses, preparar uma mesa sob o tema de São Valentim para 2 pessoas, trinchar um magret de pato e elaborar o respectivo empratamento e de flambear uma sobremesa com pêssegos em calda. Os resultados alcançados por estes alunos são um testemunho da qualidade de formação prestada pelas Escolas de Hotelaria e Turismo, capaz de competir com as suas congéneres europeias e de as superar inclusivé. No final da cerimónia da entrega de prémios, em que esteve presente

o Maire La Baule Yves Métaireau, foi lançado o desafio à EHT de VRSA em organizar o próximo concurso em 2012. A participação neste concurso foi o culminar de um processo de troca de experiências já encetado ao longo do ano passado, fruto da geminação entre Castro Marim e Guèrande, e que se traduziu na ida a Guèrande de dois formadores da EHT-VRSA e da vinda de uma equipa do Liceu Profissional de Guèrande a Vila Real de Santo António. A ocasião serviu, igualmente, para aprofundar a troca de conhecimentos com o Liceu Profissional de Guèrande e projectar outras iniciativas (programa COMENIUS, oportunidades de estágio, intercâmbio entre alunos e professores, promoção de produtos, desenvolvimento de outras potencialidades, etc.)

 Seminário debateu questão

Como ensinar pela motivação em pleno século XXI? O seminário foi uma organização da Escola Secundária de Vila Real de Santo António e do projecto local «Escolhas Vivas». Coube ao projecto «Criar Outra escola» ceder os formadores. Numa tarde de sábado a biblioteca municipal Vicente Campinas sobrelotou-se e a plateia procurava soluções. À margem do seminário, o docente na escola secundária de Vila Real de Santo António, Arlindo Martins, enaltecia o interesse que a comunidade local teve pelo seminário «Como ensinar pela motivação em pleno século XXI?». Deu-nos conta que para além das 90 pessoas que estavam na sala “muitas não puderam assistir”. A lotação esgotou e é sintomático. Arlindo Martins fundou o projecto «Criar Outra Escola» (CEO) que procura novos e melhores caminhos para aumentar a qualidade da Educação, no espaço escola, sem esquecer que os contextos fundemse e influenciam-se.

O que é motivar? Formador Pedro Simões apelou aos professores para que deixem alunos serem actores na sala de aula, de forma a motivá-los

Etimologicamente «motivação» vem do objectivo de econtrar moti-

vos para a acção. O formador Pedro Simões, teve oportunidade na sua comunicação de falar sobre os benefícios de aprender, relevando o papel da Educadora Marva Collins, detentora da «fórmula secreta» para chegar da forma mais assertiva possível aos «aluno-problema». Explicou o papel “importantíssimo” que esta docente teve com o seu trabalho, beneficiando muito a motivação na esfera da educação. Referiu que Marva Collins “não se substituía aos pais, mas em contexto escolar era uma autoridade porque era reconhecida como modelo pelos seus alunos, que dela recebiam a atenção, o afecto, a valorização que muitas vezes não tinham em casa”. Lembrou aos professores presentes que “a melhor maneira de aprender é ensinar”, apelando aos professores para que dêem oportunidade aos alunos de “serem actores na sala de aula”. Os professores na sala mostraram-se muito interessados e preocupados com o caminho que a docência tem pela frente.

Também sobre a motivação falaram os formadores Arlindo Martins, Filomena Valentim e António Valentim.

Parceria «Escolhas Vivas» e Escola Secundária Apesar de ter sido o projecto COE a fornecer os formadores que fizeram as suas comunicações ao longo da tarde, coube à Escola Secundária de Vila Real de Santo António e ao projecto local «Escolhas Vivas», unirem-se e em parceria organizarem todo o seminário. Nomeadamente, Nuno Pinto Ribeiro, coordenador do projecto social, sediado no bairro de Santo António, explicou-nos que o «Escolhas Vivas» “está nesta altura numa esfera mais abrangente, e é isso que se pretende”. Tal como o JBG já tinha adiantado na edição de Dezembro de 2010, o projecto intervém nas escolas do concelho, trabalhando em contexto escola, chegando, por isso, a mais alunos. Participar, organizando este seminário, “é trabalhar muito activamente num contributo comum e para o qual as energias devem estar sempre muito canalizadas: a Educação”, referiu o coordenador do projecto. Nuno Pinto Ribeiro adiantou-nos que o espaço pré-fabricado onde funciona o «Escolhas Vivas» vai ser alvo de remodelações “para que também a esse nível, onde acompanhamos cerca de 40 crianças, estejam reunidas mais condições de trabalho”, explicou.


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JUVENTUDE

Fátima Pádua assume liderança da «Ganda Cena» A nova presidente da associação juvenil de Vila Real de Santo António está como «peixe na água». Aos 26 anos concretiza mais um sonho.

Ao centro da equipa de jovens que lidera, acreditando na portencialidade desta associação juvenil vilarealense

 Quase 30 anos a «dar música»

27º Aniversário da Escola de Viola de VRSA A 4 de Fevereiro, decorreu no Centro Cultural António Aleixo, a festa de comemoração do 27º Aniversário da Escola de Viola da Freguesia de VRSA. Francisco Ramires, “comandou” a sua equipa e proporcionou um espectáculo bem caseiro e divertido. O repertório, essencialmente português, e o grupo de alunos demonstrou um bom espírito de camaradagem e união. É de referir que este projecto, com quase três décadas de duração, tem persistido ao longo dos tempos, devido à persistência e carolice de Francisco Ramires, normalmente coadjuvado por Vilma Cardigos, e naturalmente como o apoio que a Junta de Freguesia tem prestado ao longo dos anos. Desta feita, a Escola de Viola apresentou-se com uma imagem nova, envergando camisolas com a nova mascote e o novo logótipo da freguesia.

A escola de violas apresentou-se com uma imagem nova

É um novo desafio na vida de Fátima Pádua. Hoje com 26 anos conta-nos que há 10 que vive o associativismo juvenil e, agora, está confiante para fazer um “bom trabalho em prol dos jovens”. Acredita que esta concretização surge de um sonho que alimenta desde jovem. Considera que Vila Real de Santo António “evoluiu bastante” no que toca a políticas de juventude e recorda que “há uns anos atrás falar de uma associação juvenil era muito difícil”. Está consciente que através de uma associação juvenil é possível fazer algo de estruturante pela vida dos mais novos, nomeadamente no desenvolvimento das competências cívicas. “Sem dúvida que poderá melhorar a vivência social”. Para isso é preciso estabelecer um calendário de actividades assertivas para que os jovens se sintam motivados e maiores detentores de conhecimento. Com a tomada de posse que aconteceu no final de Fevereiro Fátima faz-se acompanhar “por uma equipa multidisciplinar que promete muito trabalho”. À parte de um dos membros, que já vem da anterior direcção, a restante equipa é totalmente nova. Mas todos se conhecem desde

há muito, nomeadamente das dinâmicas de voluntariado. Aliás, para esta jovem, o voluntariado faz parte significativa da sua vida e acredita que com restantes elementos da direcção “que estão muito motivados” vai ser possível incutir ainda mais o voluntariado na comunidade juvenil de Vila Real de Santo António. “Acho que se vai criar aqui algo que vai ser bom e coerente, de ceretza”.

Em Março «Vamos Limpar Portugal» Já está agendada uma actividade para Março desta associação juvenil. É para dia 19 e divide-se em duas partes. Na parte da manhã os jovens, não só da associação, como de todos os que queiram participar, vão integrar a iniciativa nacional «Vamos Limpar Portugal», em Monte Gordo – zona traseira do projecto SAAL e zona dos Pombais - e à tarde, a partir do almoço, um convívio no Parque das Merendas para pais e filhos, jovens e adultos; comunidade em geral. O contacto para mais informações é: fatima_ padua@hotmail.com e no facebook da Fátima.

«Vem ao Fábrica de Pátio...Novo» sonhos de comunicação social A câmara municipal de Vila Real de Santo António, através da Divisão de Educação e Juventude, está a desenvolver mais uma edição do Projecto «Fábrica de Sonhos». «Fábrica de Sonhos de Comunicação Social» pretende dotar os jovens munícipes de conceitos e técnicas de comunicação escrita, oral, radiofónica e fotojornalismo, estimulando os jovens na vida do município através de actividades e incentivos à concretização das suas ideias. As sessões vão ser realizadas em quatro módulos teóricos específicos de cada tema (comunicação escrita, comunicação radiofónica, comunicação cultural e fotojornalismo). No final, a parte prática vai culminar na produção de várias matérias elaboradas na área da juventude, a utilizar em diferentes suportes. O projecto destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 24 anos de idade, com um máximo de 10 participantes e decorre todas as quartas-feiras, desde Março até Junho. Mais informações em www.cmvrsa.pt

Jovens do «II Acto» prometem muitas risotas com a nova versão de «Vem ao Pátio». A estreia está marcada para 11 de Março no Centro Cultural António Aleixo. «Vem ao Pátio...Novo» é uma comédia hilariante que retrata a vida de duas mulheres, de seu nome, Indalécia Cadela Brava e Esménia de Jesus, que vivem num pátio, tipicamente português. As peripécias das duas amigas são retratadas em cerca de duas horas de espectáculo, onde rir, é a palavra de ordem! As personagens principais são interpretadas por João Frizza e Diogo Chamorra. Conta também com as participações de Diana Pires, Catarina Claro e Pedro Estêvão. Para o público a 11 e 12 de Março, a partir das 21:30h. No dia 12, pelas 16h30, vai haver uma sessão especial para Instituições Sociais ligadas à terceira idade. De acordo com a produção, este espectáculo “vai, brevemente subir a outros palcos no Algarve”.


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LOCA L | EL ANDEVALO SUR-OCCIDENTAL *

ESPANHA por Antónia-Maria

El día de los humedales en Andalucía

El dia de los humedales se celebró a 2 de Febrero

El día de los Humedales, 2 de Febrero, se celebró en toda Andalucía con numerosas actividades organizadas por los diferentes organismos y participaciones ciudadanas. En la región occidental de la provincia de Huelva tenemos la mayor concentración de reservas naturales. A saber: El Parque de Doñana Las Lagunas del Palos y las Madres Las Lagunas del Portil Las Marismas del Odiel Además de los parajes naturales de Isla Cristina y Ayamonte. Los Ecologistas andaluces piden también la protección de las Lagunillas del Titan en las marismas del

rio Tinto. Los humedales cumplen un importante papel en la lucha contra el cambio climático y son importantes reservas de carbono y diversidad biológica por las numerosas plantas y animales que dependen de ellos. La dirección del Paraje Natural Marismas del Odiel, celebró el domingo, 2 de Febrero, este día internacional con un variado programa de actividades dedicado a la población en general: anillamiento de aves, talleres de reciclaje, exhibición de documentales sobre el parque, que se ha consolidado como una referencia en Europa por el destacado aumento de nidos de garzas, flamencos rosas, espátulas y otras aves que habitan allí.

El embalse del El dolmen de soto chanza en el Andevalo

El dolmen de Soto en la localidad de Trigueros, en la provincia de Huelva está considerado el mayor monumento megalítico de Andalucía Occidental y uno de los mas importantes de la Península. Se le atribuye una antigüedad de 4200 años, y se encuentra situado en la finca llamada la Lobita en el término municipal de este municipio. Su nombre, Soto, procede del dueño del terreno que lo descubrió. Pertenece al grupo de los dólmenes llamados de “corredor largo” y está formado por una cámara y un corredor en formas de V que se ensancha hasta el interior. La longitud del corredor es de

21 metros y su anchura es de 82 cm; las cámaras miden mas de tres metros en algunos puntos. Por estar en una propiedad privada, no fue expoliado y gracias a esto se encontraron ocho cuerpos con sus ajuares completos. Su orientación, como es habitual en estos monumentos prehistóricos, es a Poniente pudiéndose observar en el equinoccio, avanzar los primeros rayos solares por el corredor y proyectarse en la cámara central donde, los pueblos prehistóricos creían que los difuntos renacían de nuevo a la vida al ser bañado por la luz del Sol. Se accede a este monumento desde la carretera A – 472, dirección Huelva Sevilla.

El dolmen de Soto es el mayor monumento megalitico de Andalucía

En la cuenca del Guadiana se encuentra la rivera del Chanza, principal afluente del gran río hispano - luso. Después de hacer frontera con Portugal unos 60 Kms, desemboca en el Guadiana, alimentado por los arroyos de Santa Ana, De la Corte, Albahácar y numerosas riveras que confluyen en él. El embalse del Chanza está situado entre la frontera de España y Portugal y en el cauce del río fue construido en 1985 y tiene una superficie de 2.239 Ha. Este embalse pertenece a la Junta de Andalucía. Actualmente tiene embalsada el 92% de su capacidad, que son 338hm cúbicos. Su uso principalmente es para riego, abastecimiento urbano y pesca. La región del Andévalo Occidental, con una producción agrícola superior a 90 millones de euros, se beneficia del agua de este embalse para su uso agrícola, La producción agrícola en el Andévalo fronterizo cuenta con una

extensión de 9.635 Ha y el Andévalo Guadiana cuenta con 440 Ha, todas dedicadas a la producción de cítricos. Las variedades de naranjas mas cultivadas dentro de las blancas son la de “Valencia Delta” con una producción de 29’5 Kg por árbol con un gran contenido de zumos: un 49%. La variedad Barberine es la que alcanza mayor calidad, gusto, textura y aroma. La Fukumoto es una variedad de naranja temprana. Fincas como “Covadonga”, propiedad de un grupo de empresas con plantaciones en Valencia, Cataluña y Andalucía, la Bellida situadas en el término municipal de Villanueva de los Castillejos, la del Cabezo del Galgo en el término municipal de Isla Cristina se benefician de la comunidad de regantes del Sur - Andévalo y de Piedras –Guadiana Algunas fincas tienen implantadas un sistema propio de gestión integral de residuos.

El embalse del Chanza está situado entre la frontera de España y Portugal

El nuevo disco de Kiko Veneno “Dice la Gente” El legendario músico y compositor Kiko Veneno ha lanzado al mercado su nuevo trabajo discográfico titulado “ Dice la gente”. El videoclip fue rodado totalmente en las playas de Piedras del Rei, situadas en el Parque Natural de Ría Formosa, frente a la pequeña población de Santa Luzia. En l video intervienen numerosas personas y amigos conocidos de Ayamonte y Vila-Real de Santo Antonio. “Un lugar increíble para crear este video lleno de imágenes bellas con horizontes largos, olor a sal y cielos descubiertos” Se dice de este músico, con raíces afincadas en esta región del BajoGuadiana, que consiguió como nadie hermanar los sonidos sureños y aflamencados con el pop. El nuevo disco, que ya está en el mercado, fue editado por Warner Music.

Encuentro de Paintball en el Bajo-Guadiana Los alumnos del Instituto de Secundaria Guadiana y Rodriguez de Aguilar de Ayamonte han participado en un encuentro de Paintball en las instalaciones de Isla Canela de Ayamonte. En este encuentro participaron los equipos Aetas Pugmax, Federación Combativa, Mercenarios, Pro Guadiana IES y Banderín Carlos Dinti. Este deporte, nacido en los EE.UU en 1981, celebra a nivel europeo “la Millenium” en la Costa del Sol, Málaga, con la participación de equipos de todo el mundo, pero en nuestra región no es un deporte suficientemente conocido, ni está federado. Las reglas consisten en lanzar bolas de pintura con un marcador al equipo contrario, y gana el equipo que más haya marcado. Está considerado uno de los deportes más seguro, y los participantes van protegidos con ropa especial y máscara protectora en el rostro. Las bolas de pinturas lanzadas, son de sustancias biodegradables no tóxicas. Un deporte que, según los adeptos, elimina adrenalina y tensiones y fomenta, al mismo tiempo, el trabajo en equipo.


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VIDE-VERSUS Vinte anos de carreira Naturalidade: Vila Real de Santo António Música das décadas de 50 e 60 do século XX

Banda de Rock ‘n’ Roll


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ENT REV IS TA

«VIDE-VERSUS» A FORÇA DO ROCK ‘N’ ROLL Têm um nome latino, mas abraçam o rock ‘n’ roll americano. A inspiração remonta aos primórdios da música Beattle e deslizou mais atrás até Bill Halley and The Comets ou Chuck Berry, Elvis Presley e Jerry Lewis, ícones da geração rebelde dos Estados Unidos da América. Bem vistos e ouvidos nos concelhos do Baixo Guadiana é mais na província de Huelva que encontram os seus fãs. Viajamos hoje ao lado oculto desta banda portuguesa que tem o público que os prefere na vizinha Andaluzia, onde chegam a fazer oito concertos por ano. Diz-nos o seu mentor, Tó Palermo, que se encontram no início de uma viragem, em busca de novos rumos para apresentar em palco, acrescentando vozes femininas, sempre fiéis a essa música sincopada, obcecante e mística das décadas de 50 e 60 do Século XX.

José Cruz Jornal do Baixo Guadiana: Quais os projectos actuais dE «Vide-Versus«? Tó Palermo: Criar uma banda diferente do que nós vemos por aí. Já temos a estrutura feita vocacionada simples e unicamente para o Rock ‘n’ Roll, com a inclusão de um coro feminino e também com a participação de um coro vocal «Doo-wop» de Huelva. São dos melhores da Andaluzia, de nome «Dreamers». O objectivo é criarmos um ambiente dos anos 50/60, para mostar as músicas dessas épocas, como elas se ouviam na realidade, mas com a sonoridade actual. JBG: Será vestir com a tecnologia do Século XXI música da primeira metade do Século XX? TP: Exacto. É mesmo isso! JBG: E nesse projecto está incluída alguma gravação em estúdio?

TP: Sim. São várias versões de temas conhecidos. Vários temas dos Beatles, de Ringo Star. Está prevista a gravação de dois temas. Um é das Ronnetes, «Be My Baby», o outro «Blue Moon», dos Marcels. Há um tema do Chuck Berry, «Whola Lotta Shaking». Esta é uma versão complexa, porque leva solo de piano, solo de guitarra, seguindo mesmo os passos dele. É mesmo a versão dele e não a do Jerry Lee Lewis, o autor do tema. JBG: Significa que o vosso projecto é de palco e de estúdio. TP: Exacto, mas quanto ao estúdio passa por arranjar patrocínio para a gravação do CD. JBG: Falaste da participação de músicos de Huelva. Como é que surgiu essa parceria, até onde é que ela já chegou. TP: Por acaso vi na Internet, nesta altura de músicos como os Cold Play ou os U2, haver um grupo de três homens e uma

“Em Espanha há um movimento muito grande; vai haver um grande encontro em Julho, uma festa de Rockabilly mesmo. Nós preferimos tocar lá, porque reconhecem o nosso trabalho”

mulher a fazerem «Doo-wop». Ninguém faz isso em Portugal e, se existem, não são conhecidos. Em Espanha há muitos e, aqui na zona de Huelva, só estavam eles; afinal os únicos na Andaluzia. Entrei em contacto, fui ver um espectáculo deles, gostei, convidei-os a fazer uma colaboração. Essa colaboração traduziu-se, na última passagem de ano, em Monte Gordo, em quatro músicas e foi muito proveitosa. Eles querem fazer, nós queremos fazer, e vamos continuar a fazer juntos, mas só em espectáculos que o justifiquem. Sai caro. JBG: «Vide-Versus» tem participado em muitos espectáculos em Monte Gordo, Vila Real de Santo António, na nossa zona... TP: Principalmente em Espanha [atalhou o nosso interlocutor] e é aí que temos o nosso público. JBG: Porque gostam mais de vocês? TP: Porque gostam mais do nosso tipo de música. Estão mais

agarrados ao Rock ‘n’ Roll e ao Rockabilly. Em Espanha há um movimento muito grande. Eles fazem encontros em Sevilha, em Cádiz, inclusivé em Torremolinos, onde vai haver um grande em Julho; uma festa de Rockabilly mesmo. Nós preferimos tocar lá, porque reconhecem o nosso trabalho. Aqui tocamos nas festas da câmara municipal ou onde nos convidarem para tocar, mas o público é frio e o Rock ‘n’ Roll é quente. Às vezes é preferível tocar num espaço mais pequeno do que num palco muito grande, porque ou há-de estar completamente cheio ou com meia dúzia de pessoas. E se estiver só essa meia dúzia de pessoas não justifica. Se não sentirmos retorno, não conseguimos fazer o que pretendemos. A nossa ideia é mesmo continuar a tocar cá; vamos tentar, com essa «história» de gravarmos um CD, chegar um pouco mais longe, outras terras, outras pessoas, mas não temos dúvidas que tudo passa muito por Espanha. É de lá que nos chamam para os concertos, é


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L lá que nos querem a tocar. Tocar aqui, às vezes é quase uma imposição nossa, um esforço nosso para que nos queiram. JBG: E chamam-vos com muita frequência? TP: Por exemplo, o ano passado tocámos oito vezes em Espanha, ao longo de todo o ano. Normalmente não tocamos em bares. Porém abrimos uma excepção e iremos tocar em Ayamonte num bar que nos tem recebido muito bem e vai fazer no dia 21 de Abril uma reunião de rockers de Huelva. Vê-se que em Ayamonte as pessoas tem um interesse na música diferente do que os de cá. As pessoas de cá vão ver grupos de música ao vivo aos bares. Porque saem, porque vão beber um copo, passa por aí. Em Espanha as pessoas vão ver e apreciar os grupos. O copo é depois. Em Ayamonte, por exemplo, há um bar que se chama «Al caravan» que deve ter um espaço à volta de doze metros quadrados. No Inverno o bar está apinhado dentro e fora. As pessoas juntamse, muitas vezes só para ouvir alguém que leva uma guitarra e toca. Quando a música sai bem e é bem tocada, os espanhóis tem um apreço e um carisma diferente em relação à música e ao grupo em si. JBG: Por cá, falta apostar nos grupos da terra? TP: Falta sim, creio que falta. Os bares aqui apostam muito em grupos de fora. Pensam que, talvez, por serem de Lisboa ou de outra zona as pessoas da terra poderão gostar mais, para não ser sempre mais do mesmo. Mas eu acredito que passa um bocado pelos bares aqui da zona apostarem nos grupos da terra. Nos últimos dez anos tenho notado que falta uma associação de músicos em Vila Real de Santo António, em que pudéssemos reivindicar certas situações, não apenas da autarquia mas do que tocam aí fora. Tenho tido várias propostas para uma associação, não apenas de músicos actuais, mas de todas as épocas. O objectivo não é tanto o espectáculo ou a defesa dos músicos em si, mas a transmissão de conhecimento; o ensinar. No fim de contas, eu não sou músico; tenho sido vocalista. Só agora, ao fim de tantos anos, é que tenho andado a aprender a tocar guitarra. Só vinte anos depois de ter começado é que me lembrei de tocar um instrumento. Fico a pensar que, por exemplo, na UTL [Universidade dos Tempos Livres], há um trabalho que é feito, chega a uma determinada altura e pára. Poderiam existir professores para determi-

nadas áreas. JBG: Mas nós já temos um conservatório. TP: É outra área. Eu falo de ensinar rock e outras áreas da música popular. Por exemplo, eu tenho uma filha mais nova que quer tocar bateria. Tem oito anos, mas talvez porque me ouviu sempre, gosta de músicas que não passa pela cabeça de ninguém dessa idade. Os Vide-Versus tornaram-se uma escola de músicos, no fim de contas. Por ele passaram muitos, muitíssimos músicos. O mais flagrante deles todos é o Marco Reis. Veio tocar com os «Vide-Versus» com 15 anos e actualmente está nos Klepht. Foi um salto quantitativo e qualitativo na vida dele. Mas foi aqui que começou e esteve durante quase sete anos, a aprender o que é a guitarra, a sofrer em cima do palco, às vezes em condições menos boas, tendo que fazer o espectáculo e enfrentar o público.

“Aos 48 anos subo para cima do palco e continuo a sentir o mesmo que sentia quanto tinha 20 ou 30. A primeira vez que subi ao palco, as pernas tremiam de medo e agora tremem de emoção”

JBG: Nos Klepht há outro vilarealense... TP: Exacto! O Mário Sousa. O Mário nunca passou pelos «VideVersus», mas para mim o Marco é um marco. E também temos de falar no actual guitarrista que é o André Ramos que também entrou no grupo com 15 ou 16 anos. Ou seja, quando já havia elementos na banda que tinham 26, 30, 34, 35 anos. Começaram a amadurecer no grupo. Muitos dos que por aqui passaram continuaram na música noutros sítios e outros optaram por não seguir esse caminho, desistindo, por algum legítimo motivo pessoal. Neste momento acredito que a continuidade do «Vide-Versus» não passa apenas por ser mais um grupo, por ser um grupo que quer gravar um CD só para deixar registado o que fez. Não; é para também demonstrar que se podem pegar em temas antigo e, não digo melhorá-los, mas fazer uma adaptação à época em que nos encontramos. Queremos também continuar a ser uma pequena escola. JBG - Ainda tens gosto pelo palco? TP: O gosto pelo palco é fantástico. Aos 48 anos subo para cima do palco e continuo a sentir o mesmo que sentia quanto tinha 20 ou 30. A primeira vez que subi ao palco, as pernas tremiam de medo e agora tremem de emoção. Na última actuação, na passagem do ano - e deve ter sido das actuações em que mais gente tivemos - não parámos durante aquela hora e um quarto e, ao que parece, o retorno foi super positivo. JBG – Então e a paixão pelo Rock ‘n’ Roll vem de onde? TP: Vem de sempre, vem da minha família toda, inclusivamente de ti. Vem porque alguém me ofereceu um disco dos Beattles, em especial o verso do «Yesterday». Comecei a achar que aquele grupo era um bocadinho diferente dos outros. Através desse, fui conhecendo os demais. Descobri que havia outro que era rival dos Beatles, mas não era nada disso, os Rolling Stones, que gostava muito da música deles também. Achei que os anos sessenta eram muito interessantes. Tinha de conhecer, porém, o que deu origem aos anos 60 e aí encontrei o Rock ‘n’ Roll. Já no Século XXI aparece um grupo alemão, The Baseballs que fez um movimento contrário. Apanharam as músicas actuais, por exemplo da Rhiana, Robie Williams e encenaram o seu espectáculo e a forma de tocar, como se estivesse a ser realizado nos anos 50. Uma reconstrução de época

com a música do presente. JBG - Falemos dos outros membros do grupo: quem são? TP: Sou eu, elemento fundador; no baixo temos o Fernando Evaristo, está há 12; na guitarra o André Neves, está há quase sete anos; nas teclas, o Ângelo Viegas, que esteve a trabalhar em Inglaterra e agora voltou a integrar o

grupo; na bateria, Hugo Rosa, que voltou, depois de ter entrado logo aos 16 anos e saído mais tarde. Vão ser incluídas três raparigas, mas ainda não fizemos o casting. Estamos já a preparar temas novos para a época de Verão que se avizinha. [E pronto, com a apresentação dos músicos, chegou ao final esta entrevista-concerto].

HISTÓRIA DA BANDA Os VIDEVERSUS foram formado s no Verão de 1990, em Monte Gordo, por um grupo de músicos que se juntaram para tocar e divertir-se. Mas as coisas tornaram-se um pouco mais sérias e os espectáculos em bares e discotecas começaram a surgir muito naturalmente. Só no ano de 1991 é que a banda se afirmou, já com o nome que arrasta à 20 anos, VIDEVERSUS. No inverno de 1995, a banda assumiu outra identidade e outros estilos, novos músicos entraram, novas ideias e novos objectivos alargaram o horizonte de actuações. Com a imagem de marca, criada pelo uso de fatos negros, óculos escuros e uma postura ao vivo, lembrando os anos ’50, levou os VIDEVERSUS a ser em considerados definitivamente como uma verdadeira banda de Rock ‘n’ Roll. Entre 1995 e 2001 foi por todo o Algarve, mas sobretudo em Espanha, que os VIDEVERSUS, passearam os covers de bandas memoráveis como os Beattles, os Blues Brothers, Los Bravos, Rolling Stones, ou ainda, lembrando músicos, como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash ou o «rei» Elvis, incluindo pelo meio vários originais que começaram a tornar-se conhecidos. Muitos concertos em concentrações de Motards, no Algarve e Alentejo, um concurso de bandas Rock em Portalegre e a substituição, à última hora, dos Despe & Siga nas festas de Alcoutim, deu à banda o estatuto de ser o mais

genuíno grupo de Rock ‘n’ Roll do Algarve. Entre os anos 2002 e 2010, novas saídas e entradas de alguns dos elementos, a banda foi obrigada a reinventar-se continuando a fazer o que sempre fez, tocar o bom e velho Rock ‘n’ Roll. Mais uma vez Espanha foi a oportunidade de voltar a brilhar, tocando em dezenas de bares e festas, entre elas, e pela 1ª vez, uma banda portuguesa tocou no palco principal da Festa da Nossa Srª das Angústias tendo honras de transmissão televisiva em directo no canal comunitário de Ayamonte. A colaboração com músicos do país vizinho, abriu outras portas, novas ideias e novos projectos, sendo que um deles passa pela gravação de um CD onde os temas serão os da Banda Sonora das Nossas Vidas mas com a sonoridade do Século XXI. Agora em 2011, com uma nova formação composta na sua maioria por músicos que já fizeram parte da banda anteriormente, as esperanças renovadas, os VIDEVERSUS voltam à estrada para levar o seu lema a quem gosta de boa música; uma vez mais isto é um “CLASSIC CASE OF ROCK ‘N’ ROLL PARANOIA”. A formação actual da banda: Guitarra ritmo/solo: ANDRÉ RAMOS Baixo e Voz: FERNANDO EVARISTO Voz principal: TÓ PALERMO Teclas e Voz: ÂNGELO VIEGAS Bateria e Voz: HUGO ROSA


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LOCAL  Baixo Guadiana com excelente execução financeira

Promotores continuam a apostar no PRODER bolso de forma célere os promotores não têm dinheiro para executar mais despesa, o que pode comprometer a execução”.

Apesar da crise económica e financeira que se faz sentir, a realidade é que os promotores continuam a apostar, e cada vez mais, no PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural. Com duas medidas que incidem na dinamização das zonas rurais as candidaturas têm-se multiplicado e a próxima data previsional de abertura é apontada já para Maio deste ano.

ATBG pode ter acesso à «Reserva de Eficiência»

Cerimónia teve início na igreja de VRSA

Apesar de problemas ao nível dos reembolsos, muito relacionados com os largos cortes no orçamento de Estado 2011, a taxa de execução no Baixo Guadiana apresenta um excelente nível. “Neste momento temos uma taxa de execução, relativamente ao aprovado, de cerca de 30%, o que é excelente”, garante Ricardo B. Quanto à «Reserva de Eficiência» [fundo do ministério que irá ser distribuído pelos GAL mais eficientes] a mesma vai ser distribuída a partir de 30 de Setembro de 2011. O coordenador está optimista. “Temos que aprovar e executar o máximo até 2011 para conseguir o acesso a este fundo e trazer mais dinheiro para o território; quanto ainda não sabemos”. Para já o responsável garante que se fosse em Dezembro de 2010 o acesso seria garantido, sendo em Setembro, e com bons indicadores, as expectativas mantêm-se positivas.

35 candidaturas para apoiar o meio rural

alguns projectos. “Vieram muitas candidaturas e o investimento disponível apenas é suficiente para cobrir a acção 3.1.1, portanto algumas candidaturas vão ter que ficar de fora”. Tudo depende da classificação das candidaturas, aquelas com pontuação acima de 12 valores ou são aprovadas com dotação orçamental ou passam para o concurso seguinte, as restantes caem automaticamente. Para já decisões de aprovação são esperadas possivelmente para Abril, altura em que depois de fechado o actual concurso abre um novo, para a medida 3.2 [Melhoria da Qualidade de Vida], de carácter mais social portanto, que pode acontecer em Maio, e somente após o encerramento da análise das candidaturas actuais.

A Equipa A equipa da ATBG é reduzida face ao muito trabalho que tem em mãos. O coordenador, dois técnicos e uma secretária; e não há dúvidas, se mais técnicos houvesse o trabalho também mais célere se tornaria. “Neste momento temos apenas duas pessoas a analisar candidaturas, depois há segregações de funções que temos que cumprir; por exemplo, o técnico que analisa uma candidatura não pode depois analisar os respectivos pedidos de pagamento”. O funcionamento é este e o coordenador é peremptório, “quanto a mim a equipa devia ser maior, pelo menos mais um técnico”. E o trabalho não pára. A ATBG está de momento a analisar 35 candidaturas, mas não só. “Não nos podemos esquecer que já temos cerca de 37 do 1º concurso em execução e temos que continuar a abrir concursos”. No total são mais de 70 projectos em que a ATBG se encontra a trabalhar e com mais aberturas de concursos mais o trabalho acresce. Para além desta vertente do PRODER a ATBG tem de momento quatro candidaturas apresentadas ao Secretariado Técnico do PRODER. “Em caso de aprovação estas candidaturas representarão, sem dúvida, um importante contributo para a melhoria das condições ambientais, económicas e sociais do Baixo Guadiana”, diz o responsável. Para mais informações consulte: www.atbaixoguadiana.pt ou contacte através do geral@atbaixoguadiana.pt ou através do 281 546 285.

Nuno Cavaco, Nuno Rodrigues, Ana Lopes e Ricardo Bernardino: Equipa da ATBG trabalha desde 2002 com a abordagem LEADER No dia 7 de Janeiro fechou mais um O facto de os reembolsos demo- os pedidos que entrarem agora menos concurso relativamente à medida 3.1 Joana Germano rarem não tem assustado os empre- garantias de celeridade terão ainda”. Diversificação da Economia e Criação endedores da região do Baixo O problema não se deve à ATBG, mas de Emprego. Foram recepcionados 36 A Associação Terras do Baixo Gua- Guadiana; é verdade que as difi- a um mecanismo mais complexo. pedidos de apoios, com uma desistêndiana (ATBG) existe há nove anos culdades são muitas, mas assinado Primeiramente a ATBG procede à cia efectivada, estão neste momento e é constituída pelas associações um compromisso entre promotor análise e aprovação das candidatu- 35 pedidos sob análise da ATBG (ver de desenvolvimento local (ADL) e Estado português o mesmo será ras, depois os pedidos de pagamento quadro abaixo). do território, nomeadamente a cumprido, isto mais cedo ou mais são validados pela ATBG, ficando a Ao somar estas 35 candidaturas Alcance em Alcoutim, a Odiana, tarde. Numa anterior entrevista ao responsabilidade de pagamento do o investimento é de 4 milhões 602 sediada em Castro Marim, mas JBG, Ricardo Bernardino, Coorde- «lado» do Instituto de Financiamento mil e 479 euros só na acção 3.1. Este que serve também os concelhos de nador da ATBG, falou na celeridade de Agricultura e Pescas [IFAP], enti- é um montante que o coordenador VRSA e Alcoutim e a Associação de dos reembolsos até final de 2010, no dade pagadora, e é aqui que está a considera como «brutal». “É um Desenvolvimento do Património entanto para 2011, e mais uma vez demora. No entanto, para existir exe- investimento que ultrapassa todo o de Mértola (ADPM). A missão devido à crise, o cenário inverteu- cução só há um caminho: apresentar do «LEADER +» antigo; isto só num da ATBG é objectiva: combater a se. “Os promotores apresentaram pedidos de pagamento. Sabendo de concurso para uma medida, face a desertificação através da realiza- pedidos de pagamento, porém, já há antemão que o reembolso não vai ser um programa comunitário inteiro”, ção de candidaturas a programas e alguns atrasos para os que entraram tão célere como em 2010 [média de explica Ricardo B. assumindo todamedidas nacionais e comunitárias. no final do ano que continuam sem 15 dias] e que alguns aguardam há via que o montante pode baixar em A ATBG é gestora do PRODER, receber”, explica, adiantando que dois meses, o responsável mostra-se sede de análise. Para já as conclusões nomeadamente do Subprograma “em termos de execução financeira receoso. “Se não receberem reem- podem não ser muito animadoras para 3 – Dinamização das Zonas Rurais, num território elegível de 18 freguesias de Interior que SUBPROGRAMA 3 – Dinamização das Zonas Rurais engloba os concelhos de Alcoutim, MEDIDA 3.1DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA E CRIAÇÃO DE EMPREGO Castro Marim, cinco freguesias de 3.1.1 Diversificação de 3.1.2 Criação e 3.1.3 Desenvolvimento de Mértola, uma freguesia de VRSA, e três freguesias de Tavira. O PRODER Concelhos Acvidades na Desenvolvimento de Acvidades Turíscas e tem-se mostrado um grande atracExploração Agrícola Microempresas; de Lazer. tivo para os promotores da região Alcoum 0 4 4 que vêem neste programa uma forma de financiamento sustentada Castro Marim 2 4 3 do empreendedorismo no território. VRSA 0 1 3 As candidaturas têm aumentado e a Mértola 2 4 3 execução é muito boa; os reembolsos é que se prevêem tardios. Tavira 1 3 1

Reembolsos tardam

Invesmento Elegível

709.519,42 €

1.375.298,41 €

2.817.642,25 €

TOTAL 8 9 4 9 5 4.602.479,00 €

A 7 Janeiro fechou mais um concurso para a medida 3.1 do PRODER. Estão 35 pedidos sob análise da ATBG que atingem perto dos 5 milhões de euros


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LO CAL  Violência Doméstica vai ser debatida em Março

Tertúlia JBG com CPCJ aborda violência doméstica As tertúlias do «Jornal do Baixo Guadiana» continuam no território e em Março a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Real de Santo António junta-se ao mensário para falar sobre violência doméstica. A violência doméstica vai ser mote para a próxima tertúlia do JBG. Vai acontecer a 11 de Março às 17h30 na biblioteca municipal «Vicente Campinas», em Vila Real de Santo António. O tema surge de um repto lançado pela CPCJ vilarealense, presidido pela psicóloga Sílvia Cardoso, e representa a vontade de partilhar o tema com a comunidade local através da informalidade e proximidade que

caracterizam as tertúlias. A CPCJ de Vila Real de Santo António, tem como principal função ajudar as famílias, em particular as crianças e jovens do concelho e os responsáveis nesta entidade acreditam que ao realizarem uma tertúlia para debater os temas que “dizem respeito a toda a comunidade” poderão estar mais perto da população e de contributos para ajudar a minizar, neste caso, os problemas de violência doméstica.

Entrada livre As tertúlias do Jornal do Baixo Guadiana são já um encontro regular, mensal, no território. O objectivo tem sido proporcionar as tertúlias em Alcoutim, Castro Marim e VRSA e estar perto da população com temas que lhes despertem o interesse. A iniciativa tem o alto-patrocínio da Rede de Bibliotecas do Baixo Guadiana – que inclui bibliotecas escolares e municipais.

Regimento de Infantaria alia-se ao município de Castro Marim na divulgação histórica O Regimento de Infantaria nº 1 de Tavira, em estreita colaboração com a Câmara Municipal, está a promover um Ciclo de Exposições do Instituto Geográfico Português do Exército (IGeoE), na vila de Castro Marim, que decorre desde Fevereiro até Abril. O ciclo temático inaugurou com a exposição «Operações Militares no Norte de Portugal durante as invasões Francesas». A primeira das três exposições, que esteve patente em Fevereiro, integrou as comemorações do bicentenário da Guerra Peninsular realizadas pelo Exército Português e retrata as efemérides ocorridas no período da segunda Invasão Francesa, entre Fevereiro e Maio de 1809.

ções do Instituto Geográfico Português do Exército Português em Castro Marim, vai estar patente ao público, durante o mês de Abril no Revelim de Santo António, «Cursos e Percursos para o Mar Oceano». “Esta iniciativa do Regimento

de Infantaria é um testemunho da maior importância para um melhor conhecimento do país do ponto de vista cartográfico e militar, mas também a sua acção na estratégia militar, durante as invasões Francesas”, reconhece a autarquia em comunicado.

Delimitações de fronteira «Finis Portugalliae» é a segunda mostra do IGeoE que aborda acontecimentos determinantes na delimitação da fronteira terrestre e os conflitos inerentes, divulgando o trabalho, a nível da cartografia e da arquitectura militar, em Portugal. Estará visitável, no Centro de Interpretação do Território do Revelim de Santo António, durante o mês de Março, diariamente, entre as 10h e às 19h. A encerrar o ciclo de exposi-

Castro Marim recebe ciclo de exposições até Abril

Tertúlias do JBG percorrem mensalmente o território há cerca de um ano com temas de interesse geral

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G RA ND E R EPO R TAGEM

Alcoutim vê crescer adeptos de vida mais

A radicação de estrangeiros está a crescer neste concelho que enfrenta, por outro lado, o duro fenómeno da desertificação. Os censos em vigor dizem que em 2006 houve 17 pessoas de nacionalidade estrangeira que pediram o estatuto de residente. Por outro lado, há também quem regresse às origens com vontade de ajudar a desenvolver a terra onde nasceu. Nestes contextos estivémos com várias famílias e com várias histórias de vida. Um casal holandês que começou a sua história de itinerância num barco; pai e filho que deixaram Inglaterra à procura de outras oportunidades num país que desconheciam e, por fim, um casal natural de Balurcos [Alcoutim] e que ao fim de um vida empreendedora na zona da Grande Lisboa decidiu implementar na terra-natal um empreendimento de turismo rural. Susana de Sousa

Snajy e Chris são holandeses. Actualmente vivem numa casa alugada em Guerreiros do Rio, mesmo à beira do Guadiana. A casa, com um belo jardim, apresenta-se-nos defronte à paisagem do «grande rio do sul» - o requisito, aliás, para alugarem aquela moradia, foi a paisagem! Até há pouco tempo a estadia em Alcoutim faziamna no seu barco que agora está atracado na Holanda. Chris tem 55 anos e Snajy 60. Já deram a volta ao mundo, numa viagem que durou sete anos [1996-2003]! Antes, mais precisamente entre 1989 e 1991 viajaram na rota do «Atlântico-Caribe». Foi nessa altura que conheceram Portugal, e o Algarve. “Terra de cultura muito rica e de pessoas muito simpáticas”, dizem. Chris convidou-nos a entrar. Sentados à volta da sua mesa redonda de cozinha, com um simples candeeiro pendendo e um pequeno aquecedor móvel, fomos, mais em jeito de conversa do que de entrevista, fazendo um percurso pela vida deste casal. O que mais aguçava a curiosidade era saber «porque se quiseram radicar em Alcoutim?». Ou seja, porque estão em contra-ciclo num concelho que não consegue contrariar a desertificação e o envelhecimento populacional?

espaço e o tempo são consumidos por intensos dias de trabalho. Reina a impessoalidade. “Neste cantinho, para além de boas gentes, a natureza tem um papel fundamental e sentimos a tranquilidade que nos preenche como seres humanos”, explica o casal. Apesar de

Convívio entre comunidade estrangeira Este casal passa grande parte do ano em Alcoutim. Os dias “são tranquilos”. Todas as sextas-feiras vão até Alcoutim onde há uma comunidade de estrangeiros que se junta para um

Snajy e Chris são holandeses e vivem em Guerreiros do Rio

Dar valor às pequenas coisas da vida Este casal desde que começou a viajar aprendeu a olhar para “as pequenas coisas da vida; aquelas que realmente são importantes”, contam. Aprenderam “a viver um dia de cada vez e a valorizar o contacto entre as pessoas”. E descobriram em Alcoutim uma terra onde há hábitos e costumes que “numa cidade grande já se perderam”. Na Holanda, contam, “já quase não se encontram terras pequenas onde viver”. Nas urbes o

Joseph e Leon, ingleses, radicaram-se em Alcoutim há 9 anos reconhecerem as dificuldades vividas no concelho que os acolheu, nomeadamente a falta de oportunidades de emprego, bem como envelhecimento e desertificação habitacional, dizem que olham para a vida pelo ângulo das “potencialidades”, referindo-se “à proximidade entre as pessoas, bom clima, boa gastronomia e beleza natural”.

almoço-convívio. “É a oportunidade de estarmos todos juntos e convivermos”. A casa que alugaram fica paredesmeias com o café do senhor António. É a «Casa de Pasto Guerreiro». Ali também há lugar para as relações de vizinhança, que, de resto, são muito valorizadas por este casal que recorre regularmente ao apoio de um dicio-

nário de bolso. “Aos poucos vamos aprendendo o português, mas esta língua é muito mais difícil que o espanhol, por exemplo”. Chris expressase melhor que Snajy; aliás Chris já frequentou na Holanda um curso de português para adultos e garantiunos que na próxima temporada na Holanda vai voltar às aulas. O próximo passo deste casal é comprar uma casa por estes lados da serra algarvia. “Já há uma casa «debaixo de olho», algures entre Alcoutim e Castro Marim”. Será, concerteza, com vista para o rio.

Pai e filho querem ficar Joseph e Leon são pai e filho. Ingleses que se radicaram em Alcoutim há 9 anos. Nessa altura Joseph tinha apenas 13 anos. Hoje, com 21, é um jovem como qualquer outro da sua idade. Tem sonhos, ambições, mas, ao contrário da maioria dos jovens alcoutenejos, está a fazer de tudo para não ter que sair de Alcoutim. Até tem boas perspectivas de trabalho, já que concorreu para a gestão de um quiosque à beira-rio. O pai está perto de atingir a idade da reforma, mas o filho, na flor da idade quer construir um futuro que deseja que passe por Alcoutim. Fixaram-se na localidade «Corte das Donas». Também frequentam regularmente a casa do senhor António Guerreiro, que tem desta família a melhor impressão. “Não se metem com ninguém, são pessoas muito sérias”. Até foi nesta «Casa de Pasto» que aproveitámos para conhecer melhor Joseph, já que o pai preferiu depositar as suas palavras nas do filho. Enquanto conversámos o comerciante estava perto de nós; não era curiosidade pela nossa conversa, mas, era notório, o carinho pelo jovem que viu crescer. “Tem a idade do meu filho; que oportunidades têm?...” António Guerreiro ía dando também a sua opinião sobre a real condição dos jovens que moram por aqui. “Há poucas oportunidades, e os jovens vão-se todos embora, mas ele [o Joseph] é um filho da terra já; e até gosta muito disto”. Por seu turno, o jovem, muito compenetrado na conversa e no que queria transmitir com as suas palavras, sempre num português muito correcto, diga-se, mostrava o quão quer ficar por cá. “Gosto de estar aqui, mas às vezes é calmo demais...”. Fez escola até ao 10.º ano e já esteve empregado na área da hotelaria e restauração, em Alcoutim; actualmente está desempregado. Lembra que quando chegou com os pais a Alcoutim compraram um terreno e começaram a fazer uma casa em préfabricado. “Mas a fiscalização veio e mandou-os deitar tudo abaixo. Deviam tê-los avisado antes que

não podiam construir assim”. O «Sr. António Guerreiro» lembrou esse episódio de vida desta família inglesa que investiu o que tinha na compra do terreno. “Ficaram em dificuldades, não se faz”, lamenta o comerciante. Joseph explica que “aquela parte não correu nada bem, mas que ainda valeu alguma coisa terem vendido muito do material que compraram para a obra”.

“Aqui as pessoas são diferentes” “Do outro lado do Algarve as pessoas são diferentes; gosto mais das daqui”. Joseph quando chegou a Portugal esteve os primeiros 4 anos em Almancil; garante que gosta mais do nordeste algarvio. Das pessoas, “da simplicidade”, melhor dizendo. Fez amigos; não muitos porque não há muitos jovens por aqui. O dia passa-o perto de casa, perto do rio e com o pai. Para se divertir muitas vezes sai para concelhos vizinhos, mas também vai muito para a vila de Alcoutim onde “há um bar com música e gente porreira!”. Com os amigos que estão longe comunica via internet, “que nem sempre funciona nas melhores condições por estes lados”. Dos pontos fracos de estar em Alcoutim destaca “o isolamento, a falta de oportunidades e as saudades do Reino Unido”. Mas os pontos fortes têm também muito peso na sua vida, em destaque “as pessoas, a comida e o rio”. Por enquanto não pensa em estudar. Tem a certeza que não quer seguir o ensino superior, mas não descarta a hipótese de concluir o 12.º ano; isto “caso surja um curso tecnológico que me agrade mais”, adianta. Caso consiga ficar à frente do concesionário do quiosque à beira rio, na localidade de Guerreiros do Rio, promete “inovar, sem criar concorrência a ninguém”. Olha para o comerciante que está junto a nós e este prontamente logo diz que está “convencido que o jovem terá boas ideias para dinamizar o negócio”. Nos planos de Joseph [ou «José» como lhe chama António Guerreiro!] está a venda de jornais e outros artigos que não existem por aqui. “Há mais de 30 anos que estou com uma porta aberta e por cá nunca houve uma banca de jornais. Faz falta”. E uma conversa que estava prevista ser entre duas passa a contemplar três pessoas. O comerciante António Guerreiro tem aqui o importante papel de mostrar a esperança que estes habitantes locais depositam nos estrangeiros, que a certa altura da vida decidem habitar em Alcoutim. “Fazem-nos companhia e ajudam a não deixar morrer esta terra”.

Casal aposta no Turismo


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GR AN D E R EP O R TAGEM

s tranquila

Fernanda e António Faustino Madeira são empresários em turismo rural

Rural em Balurcos

fonte: Odiana/Terras do baixo guadiana

Fernanda e António Faustino Madeira são empresários em turismo rural. Depois de cerca de 30 anos em Almada, na área da Grande Lisboa, no negócio da restauração, decidiram enveredar por mais uma aventura nas suas vidas. Compraram em

leilão uma casa antiga em Balurcos, a terra que os viu nascer. A casa já era muito cobiçada pelos dois filhos, “sobretudo o mais velho”, conta-nos Fernanda Madeira que lembra que no dia da compra da casa “pai e filho saíram de Almada às 11 horas da manhã para o leilão que começava às 15h...”. Fernanda ficou a tomar

conta do restaurante e o marido ligalhe “muito feliz a contar da compra”. Esta mulher conta-nos que comprar a casa, mudarem-se para Balurcos e envolverem-se em mais um projecto de hotelaria, foi o concretizar de mais uma vontade do marido. E ela garante que não sabe dizer não às suas vontades... As obras começaram em 2007 com o objectivo de ser transformada em casa de campo para turismo rural. Há três anos abriram portas e começaram a receber clientes. A «Casa do Vale das Hortas» [era por este nome que era conhecido o lugar], é composta por 6 quartos, todos com casa de banho privativa, ar condicionado e TV. Tem ainda três salas comuns, existindo numa delas lareira e bar. A visita guiada que o casal fez foi complementada com o orgulho da afirmação de que “quem aqui vem sai satisfeito”. Estes proprietários lamentam que as taxas de ocupação sejam baixas. Quando pedimos que concretizassem o significado de «baixa ocupação», contam-nos que em três anos passaram “apenas 70 recibos”. Não é que tenham criado o negócio a acreditar que este seria a «galinha dos ovos de ouro», mas não perdem a esperança

que melhore.

Apoio Leader+ Tal como a grande maioria dos projectos de turismo rural do concelho, também este se candidatou a apoios para o desenvolvimento rural. “Tivemos apoio para a construção e depois para o mobiliário”, precisou António Faustino que nos conta que a obra derrapou em cerca de 100 mil euros. “Calhámos com um trapaceiro”, lamenta. A esposa de António Faustino lembra que por altura da construção “e de todas as aldrabices que esse empreiteiro provocou,” o marido perdeu 12 quilos. A derrapagem custou-lhes também um crédito no banco que nunca pensaram precisar de vir a fazer.

Oferta de serviços

junto dos proprietários, em meados de 1977, este centro de tecelagem estava munido de quatro teares, tipo Jacquard, manuseados somente por homens e que vieram substituir os anteriores teares manuais, utilizados essencialmente por mulheres. Com a evolução dos tempos, esta actividade foi abandonada tendo a casa estado desocupada, até ao início da década de 1990. Nessa altura, foi iniciada a recuperação da casa para habitação própria”, contam-nos os proprietários. Hoje os turistas podem contar com o alojamento, com piscina de água salgada, parque de estacionamento privativo e horta com produtos típicos. A horta é um dos prazeres de António Faustino que ali planta as frutas para a compota que depois é confeccionada pela esposa. Nesta casa podemos encontrar também uma cozinha tradicional algarvia. “O nosso filho mais novo é que fez toda a decoração e as pessoas gostam”, conta-nos a mãe cheia de orgulho. Este casal acredita que o facto de terem levantado um turismo rural em Balurcos “é um importante contributo para o desenvolvimento da terra”. Inicialmente tinham previsto dar emprego a mais duas pessoas, “mas infelizmente não se faz negócio para isso”, lamentam.

Apesar de terem uma «porta aberta» há muitos dias do ano em que não vêem ninguém. Como manda o turismo rural este empreendimento está fixado no campo. A «Casa do Vale das Hortas» foi, em tempos, um dos maiores centros de tecelagem do concelho de Alcoutim. Promoção do negócio “Segundo dados que o JBG apurou Este ano pela pimeira vez participaram numa feira de turismo, a «BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa». Explicam que a «Via Algarviana», que aqui passa ao lado tem trazido clientes. Sabem que a aposta na comunicação e divulgação é “muito importante” e têm um site. António é hoje um homem «info-incluído». “Os espanhóis são bons clientes”, garantem. Adiantam também que há jovens a procurar este tipo de turismo. Para angariar mais clientes recorrem a promoções: «Fique 3 dias, pague dois». Gostariam que houvesse ali por perto mais actividades, nomeadamente “de turismo rural porque acreditamos que haveria mais gente a vir”. Entre clientes que chegam, e outros que partem, o tempo dos proprietários divide-se entre a casa e a horta. “As saudades da família em Lisboa custa, mas sempre que podem vêm até aqui”. Garantem que o neto de apenas 6 anos adora estar no campo, com os avós e isso reconforta-os. Apesar de terem consciência que o seu regresso e o negócio que implementaram “é um importante contributo para o desenvolvimento local; se isto não mudar, daqui a 20 de empreendimentos de anos não há nada por aqui”.

Um dos fenómenos que está a acontecer no Baixo Guadiana é o aumento do número «Turismo Rural». Tanto em Alcoutim, como Castro Marim e Vila Real de Santo António. Actualmente existem nove empreendimentos a funcionar e cerca de outra metade em execução. A maioria situa-se no concelho de Castro Marim. E a maioria, também, nasceu graças ao apoio do programa Leader+, agora PRODER. Apoios para o desenvolvimento rural.


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LOCA L  Foram lançadas duas novas medidas financeiras

Câmara Municipal de VRSA estimula competitividade económica A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António lançou duas novas medidas financeiras no âmbito da urbanização e edificação e do abastecimento de água e recolha de águas residuais. A autarquia deliberou, pelo prazo excepcional de seis meses, conceder um desconto de 80% aos valores em vigor aplicáveis às compensações financeiras devidas ao município pela não cedência de áreas para espaços verdes e equipamentos no âmbito do licenciamento das operações urbanísticas com impacte semelhante a loteamento. “Estas novas medidas vêm juntar-se a outras tomadas durante os anos de 2009 e 2010 e que têm como objectivo aliviar os efeitos da crise que se tem sentido, e que afecta sobretudo as instituições e os agentes económicos do concelho, repercutindo-se significativamente ao nível social e familiar”, explica a autarquia em comunicado.

Descontos nas taxas No âmbito da mesma delibera-

ção, está previsto, por parte do executivo camarário, manter os descontos de 20% em todas as taxas urbanísticas e também o desconto de 40% nas taxas aplicáveis ao licenciamento de estabelecimentos hoteleiros, cuja categoria seja de pelo menos 4 estrelas ou qualquer outra actividade económica que crie, pelo menos, 15 postos de trabalho permanentes. “Outra das medidas agora levada a cabo está directamente relacionada com a vertente turística do alojamento e similares de hotelaria, bem como do comércio e indústria locais, sendo instituídos descontos nas facturas de abastecimento de água e recolha de águas residuais domésticas”, pode ler-se em comunicado. De salientar que no início do mês a autarquia tinha já levantado aos proprietários de lotes na zona industrial, por um período de seis meses, o ónus de inalienabilidade sobre os terrenos em que se implantam os seus estabelecimentos industriais, apontando uma solução às empresas e proprietários em dificuldades, tendo em

vista o equilíbrio das suas contas e, consequentemente, a dinamização da actividade industrial e sua competitividade.

Proprietários podem vender ou ceder lotes industriais Ainda no mês passado a câmara municipal de Vila Real de Santo António levantou por um período de 6 meses, a interdição de alienação dos lotes industriais estipulada no contrato com os proprietários. Na prática, os empresários vão poder vender ou ceder os lotes. “Esta é uma medida excepcional, que vem contrariar o disposto nas Condições de Alienação dos Lotes do Loteamento da Zona Industrial, e que tem como intuito ajudar estes proprietários a fazer frente às contrariedades com que se deparam actualmente”, explica Luís Gomes, presidente da câmara. Recorde-se que o nº 1 do artigo 5º das Condições de Alienação dos Lotes do Loteamento da Zona Industrial, estipula que os lotes

Proprietários industriais vão poder vender ou ceder lotes e edifícios atribuídos por acordo directo não são passíveis de venda ou cedência nos primeiros quinze anos após a celebração da escritura. Os proprietários interessados deverão apresentar os pedidos de alienação dentro deste prazo, na câmara municipal de Vila Real

 Projecto para valorização do património

Castro Marim sem antenas de televisão Os telhados das casas da vila de Castro Marim vão ficar mais limpos. A iniciativa do município promete valorizar o património, proporcionando maior protagonismo à paisagem.

Iniciativa do município promete valorizar o património

A desmontagem da totalidade das antenas existentes nos fogos habitacionais, bem como as taxas de ligação e os equipamentos colectivos e individuais, necessários à disponibilização dos actuais canais em sinal aberto, vão ser suportados pela câmara municipal. A anulação de antenas de televisão das casas da vila medieval é uma iniciativa que tem como grande objectivo restituir a estética mais natural possível à paisagem, acreditando o executivo liderado por José Estevens, que os trabalhos de desenvolvimento da rede por cabo, que decorreram em 2009 e 2010, dão agora as condições para que as ligações às casas possam ser efectuadas. O processo vai ter “carácter de obrigatoriedade e deverá estar concluído no princípio do mês de Junho”, escla-

rece a autarquia em comunicado enviado à redacção.

Acesso gratuito de TV por cabo Esta operação, a cargo de uma empresa da especialidade, “vai permitir aos residentes da vila histórica terem acesso gratuito por cabo, aos quatro canais portugueses (RTP1, RTP2,SIC e TVI) e, aproximadamente, 20 canais espanhóis”, pode também ler-se no comunicado. O investimento ascende aos 100 mil euros e consiste na retirada das extensas e inestéticas antenas de televisão com a preocupação de eliminar as infra-estruturas aéreas existentes. A iniciativa “insere-se numa política mais vasta de reabilitação urbana e valorização paisagística da vila de Castro Marim levada a cabo pela autarquia, no seguimento das requalificações da Envolvente Norte, da Entrada Poente, Envolvente da Escola Primária, Envolvente do Bairro Celorico Drago, Espaços Exteriores da Envolvente da Biblioteca Municipal, Envolvente dos Largos da Conceição e de Santo António, Requalificação das Voltas do Castelo e Acesso ao Cemitério”, explica o executivo municipal.

de Santo António (Gabinete de Apoio ao Presidente). Mas, sendo esta uma situação com um carácter excepcional, após este período, todos os lotes estarão sujeitos às condições inicialmente aprovadas e aceites pelos seus titulares.

PS congratula-se com redução de taxas em VRSA O Partido Socialista (PS) de Vila Real de Santo António, já comentou a redução de taxas municipais. “O PS congratula-se e congratula a autarquia por ter voltado atrás na sua posição, no entanto, o proposto em termos de redução fica ainda aquém do necessário e longe da realidade das tarifas praticadas há dois meses”, afirma a concelhia vilarealense do PS que reitera o que já tinha veiculado. “Os valores praticados na cobrança da água eram insuportáveis para a população, não só domésticos como não domésticos (restaurantes, hotelaria, comércio e condomínios)”.

PS ouviu população O PS garante que “andou nas ruas e ouviu a população, a qual explicou as dificuldades financeiras que estão a passar e que neste momento tão difícil a autarquia ainda os sobrecarrega com o aumento da água”, lembrando que as taxas das “casas de comércio que apenas descarregam o autoclismo passaram de um valor de 14,40€ para 44,80€”.


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LO CAL  Espectáculo de canto, música e poesia

Solidariedade para Cruz Vermelha juntou vilarealenses Os vilarealenses aderiram em força ao espectáculo de solidariedade promovido por um grupo de pessoas que se juntaram e em mote de cultura angariaram receitas para ajudar o núcleo local da Cruz Vermelha. No palco do Centro Cultural António Aleixo (CCAA) de Vila Real de Santo António estiveram muitos vilarealenses que se solidarizaram com a causa desta Institutição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Pessoas que deram o seu melhor, tanto na poesia, como no canto e na música e que alegraram a noite dos muitos que se juntaram à causa, comprando por cinco euros o ingresso para o espectáculo. A bilheteira reverteu na totalidade para a Cruz Vermelha.

O grupo de actuantes reuniu, desde os mais jovens aos mais crescidos, que passaram pela poesia de poetas da terra até outros nacionalmente célebres. Também a música ecoou sons de artistas da terra, mas não só.

É preciso combater a fome Há cada vez mais fome em Vila Real de Santo António. O alerta é deixado por Maria Judite de

Sousa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa de Vila Real de Santo António. Também a escassez de bens para a casa e roupas tem aumentado. Actualmente esta delegação está com novos projectos; a responsável salienta um deles que consiste no transporte de utentes até consultas ou tratamentos hospitalares. “Mas também na ida ao cabeleireiro”, adianta a responsável que esclarece que os utentes que necessitem deste apoio vão sempre acompanhados por técnicos da Cruz

Receitas do espectáculo reverteram para a Cruz Vermelha Vermelha. Há muitas pessoas a precisar deste tipo de apoios “, sendo que grande parte acarreta maiores

despesas na saúde, face aos cortes recentes impostos pelo pacote de austeridade do Governo.

 Tradição é reiventada perante dificuldades financeiras

Carnaval segue, apesar dos cortes Tanto em Altura como em Vila Real de Santo António os festejos de Carnaval vão ser este ano menos apoiados. A crise assim o obriga, explicam os municípios respectivos. Em Vila Real de Santo António não vai haver este ano o tradicional cortejo com reis ou rainhas, como nos últimos anos o executivo municipal tinha habituado a população. A crise orçamental apresenta-se como a causa para os cortes. Mesmo assim, a promoção que está a ser feita deste carnaval vilarealense promete folia de “arromba com programa inovador”. Para substituir o cortejo e a «monarquia» a produção conjunta Autarquia-«Maya Eventos» promete um programa de animação que se prolonga durante quatro dias – entre 5 e 8 de Março. “Este ano, devido à necessária contenção orçamental, a autarquia preparou um programa diferente do habitual, sem o tradicional cortejo de carnaval, os grupos carnavalescos, e os reis e rainhas, mas com um cartaz diversificado de artistas e DJ’s”, pode ler-se em comunicado. VRSA também já habituou os munícipes e visitantes a caras famosas das revistas. No Carnaval a apresentar a folia a dupla vai ser feita por Maya e João Manzarra. Os relações públicas vão ser Duarte Siopa e André Patuleia.

Altura conta com apoio de comerciantes e

«Palavra Sexta à Noite» antecipou Carnaval “Quem está atrás da máscara?”, foi o mote da última “Palavra Sexta à Noite”, dia 25 de Fevereiro, na Casa dos Condes. O encontro pôs os cerca de 40 participantes a trabalhar na construção das suas máscaras de Carnaval. Além do atelier de máscaras, num espaço improvisado na Biblioteca Municipal de Alcoutim as pinturas faciais

fizeram nasceram novas criaturas. Alguns presentes ainda declamaram poesia alusiva à época do Entrudo e tudo o que ela envolve e outros arriscaram tocar no piano disponibilizado para este sarau. Conviver e levar pessoas à biblioteca tem movido esta iniciativa, cujo próximo serão é no dia 18 de Março.

VRSA aposta em bailes e Dj’s. Altura aposta na produção 100% local

população da freguesia A contenção orçamental levou a câmara municipal de Castro Marim a fazer um corte integral no subsídio que era habitual atribuir à junta de freguesia de Altura para a organização do Carnaval. Quem não se conformou com a ideia foi a presidente de Junta de freguesia. A socialista Nélia Mateus, apesar de reconhecer as dificuldades económico-financeiras do país, não concorda com o corte a cem por cento “no apoio a uma tradição tão querida na terra”. Admitindo a possibilidade de ter havido uma redução do apoio a

este nível refere, por seu turno, que a crise “é desculpa para muito boa gente”, não estando convencida com as razões apresentadas pelo executivo liderado pelo social-democrata José Estevens. Nélia Mateus critica “porque no ano passado, onde já havia muita crise, fez-se um carnaval em Agosto que custou cerca de dez vezes mais que o tradicional”, afirmou, aludindo à produção «Carnaval da Bahia»que teve o apoio dos municípios de Castro Marim e VRSA. A autarca explica que o Carnaval em Altura avança este ano “graças ao apoio de particulares, empresas e comerciantes que não querem que esta tradição morra”.

No total participaram 40 pessoas que construiram as suas máscaras


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LOCAL  Criado «Banco de Ajudas Técnicas»

Suécia envia material ortopédico e autarquia empresta A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António recebeu de uma Organização Não Governamental (ONG) material ortopédico e mobiliário no valor de 600 mil euros. Entretanto, foi criado um «Banco de Ajudas Técnicas» para levar a cabo empréstimos. Chama-se AGAPE e é uma ONG Escandinava que foi contactada pela divisão de Acção Social da câmara municipal de VRSA com o fim de estabelecer uma parceria de doação. No mês de Janeiro chegou a VRSA um camião repleto de material e mobiliário médico que vai ser gerido em regime de empréstimo por um «Banco de Ajudas Técnicas» promovido pela autarquia. A Fundação AGAPE é representada por Carlos Quaresma, antigo jogador do Benfica, que em Vila Real de Santo António se

fez representar por José Augusto, outra glória do futebol português. “Com este material, será possível prestar importantes ajudas sociais a munícipes ou IPSS’s, através do respectivo empréstimo”, avança Sílvia Madeira vereadora com o pelouro da Acção Social.

Material diversificado Entre outro tipo de material, foram entregues pela AGAPE, cadeiras de rodas, andarilhos de vários tipos, camas ortopédicas, colchões, aparelhos de reabilitação

física, apoios de mesa e apoios sanitários. No total, o valor do material entregue ascende a cerca de 600 mil euros.O material em questão é proveniente de hospitais e lares escandinavos, onde existe uma política de constante renovação, encontrando-se o mesmo em perfeitas condições de utilização. José Augusto ao ser entregue o material deixou o apelo para que os futuros utilizadores “tenham cuidado com o equipamento para que sirva ao maior números de pessoas que dele venham a precisar”.

 Com 1800 euros

Animação melhora qualidade de vida dos idosos em Lar Melhorar a qualidade de vida dos idosos institucionalizados, tem sido o lema da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim (AHBVA), que, numa estreita colaboração com a câmara municipal de Alcoutim, tem apostado na animação sociocultural dentro da instituição. Assentes na ideia de que ir para um Lar é esperar pela morte e presos nas suas limitações físicomotoras, muitos idosos caem em profundas depressões depois da entrada na instituição. Esta tendência, verificada em vários anos no Lar de Idosos de Alcoutim, tem sido contrariada desde que a AHBVA apostou na animação sociocultural. Perante os “óptimos resultados”, a nova direcção quer aumentar a oferta de actividades e vai já avançar com o visionamento de filmes portugueses antigos, a hora do conto, a criação de um grupo de cantares tradicionais e a realização de bailes de acordeão, também abertos à participação da população. Actualmente, os idosos do Lar de Alcoutim desfrutam de

Encerrada Segurança Social em Martinlongo

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim e autarquia apostam na animação sociocultural variadíssimas actividades, que, segundo Vera Afonso, técnica da instituição, trabalham aspectos psicológicos, educativos e socioculturais e, simultaneamente, coíbem a inactividade que conduz tantas vezes a “processos de autodesvalorização, diminuição da auto-estima, apatia, desmotivação, solidão e isolamento social”. São essas actividades, como a alfabetização de adultos, traba-

Munícipes vão poder pedir emprestado material ortopédico escadinavo

lhos manuais, ginástica adaptada a idosos, fisioterapia, terço/missa, caminhadas, jardinagem/horta, bailes de acordeão, passeios e idas à praia durante o verão. Francisco Amaral considera que “a ocupação alegre e útil dos tempos livres dos idosos institucionalizados é fundamental para a sua qualidade de vida, física, psicológica e social, bem como para aumentar a longevidade”.

O município de Alcoutim lamentou que o Governo tenha encerrado o Serviço de Atendimento da Segurança Social de Martinlongo. Numa altura em que a taxa de desemprego no país é assustadora, o Serviço da Segurança Social encerrar por falta de funcionários é, no mínimo, incoerente. “Este encerramento causa um transtorno enorme aos utentes das freguesias de Vaqueiros, Martinlongo e Giões, que têm assim de se deslocar até Alcoutim (mais de 30km)”, lê-se no comunicado enviado pela autarquia. Este município acusa o Governo de dar mais uma machadada no combate que a autarquia e alcoutenejos vêm desenvolvendo contra a desertificação e o empobrecimento, já que é o único concelho algarvio, constituído só por serra, numa região considerada rica pela União Europeia e daí a redução substancial de apoios financeiros de 2007 a 2013. Por tudo isto, o município de Alcoutim solicitou ao Governo a realização do concurso para preenchimento das vagas e a reabertura da referida extensão.

Município de Alcoutim apoia serviço de fisioterapia O município de Alcoutim aprovou um apoio de 1800 euros anuais destinados a assegurar e apoiar o serviço de fisioterapia do centro de saúde local. O montante deverá cobrir a despesa da instituição relacionada com o combustível da viatura usada para transportar os utentes até ao Centro de Saúde de Alcoutim. Caso não fosse este apoio, os utentes ficariam impossibilitados de se deslocar até às sessões de fisioterapia porque se tratam de idosos deficientes motores e/ou acamados, muitas vezes com parcos recursos económicos. Como agravante, o concelho de Alcoutim tem 576,57km2 de área com cerca de uma centena de povoações dispersas, onde o único transporte disponível é o «Vamos à Vila», um transporte social gratuito proporcionado pela autarquia de Alcoutim uma vez por semana.


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~ Suplemento Bimensal

Director: Carlos Luis Figueira Propriedade da Associação ODIANA

Ano 1 - Nº5

MARÇO 2011 Este suplemento não pode ser vendido separadamente

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Estão abertas inscrições para o 19.º Concurso «Jovens Cientistas e Investigadores 2011».

ALCOUTIM

Medidas de apoio mantêm-se apesar da crise

Com apoio de:

CASTRO MARIM

Hip Hop está em voga e tem juntado jovens até aos 17 anos

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Em tempo de dificuldades a educação é prioridade


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Em tempo de dificuldades a educação é prioridade Investimento municipal para 2011 ascende aos 4.649.199 Euros. Executivo municipal garante que está a “ultrapassar em larga medida as competências atribuídas” Nos últimos anos, a grande aposta da câmara municipal de Vila Real de Santo António, tem incidido na requalificação da oferta da rede escolar, de forma a proporcionar a alunos, professores e demais comunidade educativa, a tão desejável «Escola a Tempo Inteiro», lema da autarquia em matéria de Educação. Para Luís Gomes, edil vilarealense “a Educação é um dos pilares fundamentais da intervenção da autarquia num concelho em crescimento, sem descurarmos outras áreas de acção do município, onde a aprendizagem dos jovens é uma prioridade constante”. Neste contexto, o investimento municipal previsto para o ano de 2011, no sector da Educação, ultrapassa em larga

Autarquia vilarealense não poupa esforços no que diz respeito à educação medida as competências que lhe estão atribuídas e ascende aos 4.649.199 Euros, verba em grande medida canalizada para os centros escolares, Escola Básica/JI de Santo António e o novo edifício escolar de Monte Gordo, que darão resposta às necessidades da populaçãode. Os centros escolares vão melhorar as condições de ensino e aprendizagem de acordo com as directrizes traçadas na Carta Educativa do concelho de Vila Real de Santo António.

344 mil euros para a

acção social escolar A autarquia assumiu uma comparticipação superior à estipulada legalmente para a aquisição de livros e materiais escolares para os alunos do 1º ciclo do ensino básico, pelo que as verbas atribuídas à área da Educação não se consomem apenas no investimento material, mas a câmara municipal está atenta às necessidades da comunidade escolar em matéria de Acção Social Escolar. A implementação do regime de fornecimento de fruta nas escolas do 1º ciclo, comparticipação nas refeições escolares, a abertura de

Medidas de apoio mantêm-se apesar da crise Também o município de Alcoutim coloca no topo das preocupações a Educação. Apesar de cortes orçamentais o ensino é de “qualidade”. A educação no município de Alcoutim sempre foi, e continuará a ser, uma prioridade da autarquia e do seu executivo. Por este facto, a autarquia irá manter todos os apoios e ajudas necessárias para contribuir, de forma positiva, para a qualidade de ensino no concelho. Os esforços feitos para manter esse apoio são alguns, devidos aos cortes orçamentais que a autarquia sofreu. No entanto, a câmara entende que devem ser levados a cabo

para se poder continuar a contribuir para um ensino de qualidade. As medidas previstas para este ano lectivo passam por manter as desenvolvidas nos anos anteriores. São exemplo: o pagamento das refeições aos alunos do pré escolar e 1º ciclo; o apoio ao transporte escolar para os alunos que frequentam estabelecimentos escolares fora do concelho; o transporte gratuito a todos os alunos que frequentam os estabelecimentos escolares existentes no concelho; apoio em livros e material escolar; regime de fruta escolar; material de apoio às AEC; atribuição de Bolsas de Estudos a alunos que frequentam o Ensino Superior; disponibilização de recursos humanos, designadamente na área da Psicologia, entre outros. Estes apoios perfazem uma verba aproximada de 100 mil

euros por ano. Em relação à crise orçamental autarquia garante que deve ser uma preocupação de todos. “Se todos percebermos que devemos

Bibliotecas Escolares, a oferta diversificada de actividades de enriquecimento curricular, que abrange aproximadamente 43% alunos de todos os estabelecimentos de ensino do concelho, e a componente de apoio à família, são apoios sociais totalmente gratuitos, assumidos os encargos pela autarquia e que permitem dar reposta às necessidades dos alunos e das famílias e desenvolver competências relacionadas com os princípios de cidadania, autonomia e socialização dos alunos.

adequar os nossos comportamentos e atitudes à realidade será menos difícil ultrapassar esta fase. No entanto reforço que, tanto a educação como a saúde, deveriam ser as áreas menos atingidas pela crise”, explica a autarquia.

Cortes orçamentais não desvirtuam ensino de qualidade em Alcoutim

Pais têm nova ferramenta para estar mais perto da educação dos filhos Há um espaço na Internet ao serviço dos pais que de forma mais rápida e cómoda podem esclarecer dúvidas que muitas vezes surgem aos pais. Através de perguntas e respostas que são trocadas de forma célere e à distância de apenas um computador, há pais que podem esclarecer dúvidas que tantas vezes surgem no que diz respeito à Educação dos filhos. A câmara municipal de Vila Real de Santo António criou um novo serviço que dá pelo nome: «Plataforma de Apoio às Famílias». Que ajuda a resolver problemas e tem como objectivo principal esclarecer dúvidas envergonhadas ou outras que nem sempre é possível ver esclarecidas por falta de oportunidade”. Conceição Cabrita, vereadora do pelouro da Educação na autarquia vilarealense refere também que existe uma “considerável lista de espera para o esclarecimento de assuntos que muitas vezes são preocupações comuns aos pais”. Esta plataforma está disponível em: www.cm-vrsa.pt.


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Hip Hop está em voga Desde Outubro que através do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) «+ Inclusão» da Associação Odiana a dança tem juntado jovens até aos 17 anos. O grupo constituído por 27 alunos é «Mix Dance», nome dado pelos próprios alunos àquela que é uma das suas actividades preferidas. A iniciativa surgiu através do «+Inclusão» que integrou na Universidade do Tempo Livre de Castro Marim este curso; o objectivo é que este tipo de actividades promovam o contacto entre gerações, visto que o CLDS é maioritariamente dirigido aos seniores. O grupo ensaia às Terças e Quintas-feiras das 18h às 19h no pavilhão municipal de Castro Marim e também aos Sábados na Biblioteca; às 10h para os infantis e às 11h para o escalão juvenil. O grupo ainda não fez a sua apresentação oficial, mas está para breve um espectáculo,

sendo Abril o mês apontado para a grande estreia. De acordo com a coordenadora do CLDS, Iola Fernandes, houve de início certa dificuldade em consolidar a actividade. “Iniciámos as aulas e a sua divulgação em Outubro, mas houve pouca adesão, depois a partir da primeira aula a participação

multiplicou-se; foi um «boom» do hip hop”, explica a responsável que garante ser um grupo muito criativo e deixa no ar a ideia de algumas surpresas dos jovens dançarinos para muito breve. De momento, maioria dos alunos é da vila de Castro Marim, no entanto as aulas estão abertas para quaisquer interessados. A professora de

dança é Ana Avramenko, dançarina e mentora do grupo de dança «Splash» de VRSA. As aulas de Hip Hop são gratuitas e para se inscrever basta contactar a Biblioteca Municipal de Castro Marim. Ficam desde já os contactos: biblioteca@cmcastromarim.pt e o telefone 281 531 701.

As mensagens dos nossos leitores devem ser enviadas para: olhocriticojbg@gmail.com

Hip Hop uniu crianças e jovens na paixão pela dança

Intercâmbio escolar de Campanha Alcoutim com Collège «O Meu Primeiro Livro» Saint-Laurent

Alunos castromarinenses contribuem para a promoção da leitura no continente africano

Alunos de pré-escolar e 1.º ciclo receberam livros personalizados. As crianças agrupamento de escolas de Castro Marim e PréEscolar receberam do município livros personalizados com dedicatória do Presidente da câmara municipal e uma fotografia da respectiva turma.

Este gesto, tem outro associado que ser relaciona com a solidariedade. É que por cada livro adquirido uma criança moçambicana ou caboverdiana recebe um exemplar igual. Os livros estão agrupados num pack de dois exemplares, em que um vai para o menino(a) do agrupamento de escolas de Castro Marim e o outro terá um espaço no interior (para que este faça uma dedicatória), de modo a que a criança que o recebe saiba quem lho oferece. Este exemplar será posteriormente enviado para Moçambique ou Cabo Verde. O objectivo é abrangente e nele estão implícitos o incentivo à leitura e a solidariedade entre crianças de diferentes países. Nesta iniciativa, a câmara municipal conta com a colaboração do Agrupamento de escolas de Castro Marim e com as respectivas embaixadas.

Acção vai decorrer já no início de Março Entre os dias 5 e 12 de Março, no quadro da geminação entre Alcoutim e a comuna de Blain, o Agrupamento de Escolas do Concelho de Alcoutim vai realizar a IV edição do Intercâmbio Escolar com o Collège Saitn-Laurent de Blain –França e que, neste ano, incluirá todos os alunos das turmas do 8º ano das duas escolas do agrupamento. Este intercâmbio contará com um conjunto de actividades diversificadas relacionadas com os usos e costumes locais e regionais do Algarve, desde a exploração dos diferentes Núcleos Museológicos do Concelho de Alcoutim, passando pelas visitas de estudo a Mértola, Castro Marim, Vila Real de Santo António, e ainda, a tão esperada ida ao Carnaval de Loulé. A temática que uniu os

alunos das duas regiões, Alcoutim e Blain, é o ‘Jogos Tradicionais’. Através do jogo, pretende-se aproximar saberes, descobrir novas vivências e consolidar competências relacionais entre os alunos. Um vez mais, queremos por em contacto alunos de origens diferentes e, assim, reforçar a identidade cultural de cada e, deste modo, valorizar o seu papel enquanto cidadão europeu. Esta aventura só é possível de concretizar através da parceria inestimável da Câmara Municipal de Alcoutim, com o apoio incondicional dos pais e encarregados de educação e, ainda, com a colaboração de outras instituições tais como a Associação Odiana e as Câmaras Municipais de Castro Marim e de Loulé.

Olá! Eu sou a Azahara Martins e estudo na escola E.B. 2,3 D. José I em Vila Real de Santo António. Acho a escola uma ferramenta essencial para o futuro do ser humano, embora, gostasse mais se esta nos fornecesse a educação de uma forma mais interessante, e equivalente aos nossos gostos, como por exemplo a existência de mais actividades; a iniciação a todas as artes (dança, teatro, canto, música e pintura). Tenho pena que pessoas verdadeiramente inteligentes não continuem os seus estudos, pois, por motivos como este, chegam a desinteressar-se. Penso que a continuidade do estudo é indispensável na sociedade em que vivemos, uma vez que a maior parte das pessoas, sem uma boa formação escolar, ficam em desvantagem na vida social e profissional. Acho que uma das coisas mais importantes existentes nas escolas são as bibliotecas, pois servem-nos como fonte de informação e evitam que todos os nossos trabalhos sejam elaborados através da Internet. Considero que a biblioteca escolar devia ter mais livros, pois nem todos os que os professores nos recomendam estão lá expostos, e isso obriga-nos a comprá-los, o que nem sempre é fácil para pessoas que não dispõe de um bom estado financeiro. Esta é a minha opinião. Azahara Martins 8.º C


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Homenagem à diferença

Alcoutim

Castro Marim

Campanha «O Meu Primeiro Livro»

Grupo «Tambor Mágico»

VRSA Desenhos de alunos da sala de ensino estruturado do Agrupamento de Escolas D. José I

Está aberto o 19.º Concurso «Jovens Cientistas e Investigadores 2011», da Fundação da Juventude. O objectivo passa por promover o intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores e estimular o aparecimento de jovens talentos nas áreas da Ciência, Tecnologia, Investigação e Inovação. Destinado a alunos do ensino básico, secundário, e 1º ano do ensino superior, individualmente ou em grupo, com o máximo 3 elementos e idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos. Podem ser apresentados trabalhos numa das seguintes áreas científicas: Biologia; Ciências da Terra; Ciências do Ambiente; Ciências Médicas; Ciências Sociais; Economia; Engenharias; Física; Informática/Ciências da Computação; Matemática e Química. Os trabalhos devem ser submetidos electronicamente até ao dia 16 de Abril de 2011 através do site www.fjuventude.pt/jcientistas2011

Na sociedade em que vivemos, a adaptação é difícil, quer pelas oportunidades, quer pelas barreiras arquitectónicas ou mesmo pela aceitação por parte dos outros. Muitos de nós, que também temos ambições e sonhos, acabaram por ir dar a uma estrada sem continuidade. Ale ficamos impotentes, vendo os ditos “normais”, seguir o seu caminho, por essa mesma estrada. Não é justo! Apenas queríamos que as nossas potencialidades fossem maximizadas. Num mundo “ideal” poderíamos ter funções adaptadas, que nos permitissem fazer parte da sociedade, ter amigos e momentos de lazer em segurança, sermos úteis dando apenas aquilo que podemos dar e respeitarem-nos por isso. Não é fácil ser diferente…sermos observados pelos outros num misto de curiosidade, pena e até de troça. Não somos aberrações da natureza! Esses são os psicopatas, ladrões, pedófilos, etc. Esses tiveram hipótese de escolha em serem melhores ou piores pessoas. Nós não pudemos escolher! Se me vires na rua, não me lances aquele olhar do “coitadinho”, não te limites a ter pena de mim. Ajuda-me antes a sentir-me integrado, porque eu tenho limitações mas sou igual a ti… Um ser humano com sentimentos!


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D ESEN VO LVIMEN TO  Baixo Guadiana divulga projectos na União Europeia

Odiana exporta projectos sociais para França e Finlândia Contrato Local de Desenvolvimento Social «+Inclusão» da Associação Odiana está a ser alvo de importação por delegações provenientes de Limousin e Córsega de França e Kainnu da Finlândia. 2012 e tem um co-financiamento de 85% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Isolamento e despovoamento são problemáticas comuns na UE

Iola Fernandes Coordenadora do CLDS da Odiana explicou como funciona o projecto no território Nos dias 16 e 17 de Fevereiro a região do Baixo Guadiana recebeu três equipas internacionais cujo objectivo é importar o Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) da Odiana para o seu território. Esta importação surge através do projecto RURALAND – programa Interreg IVC, integrado nos fundos estruturais para 20072013. O «RURALAND: Agentes de Desenvolvimento Rural» pretende, através da cooperação inter-regio-

nal, melhorar a eficácia das políticas de desenvolvimento nas áreas da inovação, economia de conhecimento, ambiente e prevenção de riscos. O objectivo primordial é contribuir para a modernização económica e aumento da competitividade Europeia através da capacitação dos agentes locais da União Europeia para a troca de experiências e conhecimento e na transferência de boas práticas. O projecto termina em Dezembro de

Grande parte da população da União Europeia vive em zonas rurais, sendo estas afectadas maioritariamente pelo isolamento e despovoamento, envelhecimento populacional, escassez de empregos e com sector produtivo menos competitivo do que o urbano. Estes problemas são comuns às diferentes regiões, e, visto que existe uma grande variedade de boas práticas que oferecem algumas soluções, o que se pretende é aplicá-las às diferentes regiões. É essencialmente nesta troca e partilha de experiências entre os vários parceiros que se foca o RURALAND.

«Unidades Móveis» despertaram interesse Foram exactamente as Unidades Móveis de Saúde e Animação que mais despertaram o interesse das 20 pessoas de estruturas de desen-

Praia de Alcoutim não se candidata à «Bandeira Azul» Autarquia discorda dos critérios estabelecidos para as águas balneares interiores. No entanto, a praia, garante o executivo liderado por Francisco Amaral, vai ter análises regulares de acordo com a legislação. A câmara municipal de Alcoutim decidiu não se candidatar com a praia fluvial do Pego Fundo ao galardão «Bandeira Azul», manifestando a sua “discordância com os critérios estabelecidos para as águas balneares interiores”. Em comunicado, o executivo liderado por Francisco Amaral, explica que de acordo com a autoridade competente nesta matéria, o Instituto da Água, e tendo por base o Decreto-Lei n.º 135/2009, de 3 de Junho, que transpôs a Directiva 2006/7/CE, a praia do Pego Fundo obteve no ano transacto a classificação de «Excelente Qualidade». Refira-se que o mesmo diploma estabelece valores para os parâmetros das águas balneares interiores diferentes dos valores para as costeiras, atendendo ao facto das suas características serem distintas.

A autarquia lamenta que “os critérios utilizados pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) não distingam o tipo de água balnear, avaliando todas pelo critério das costeiras”, referindo que também os critérios de cálculo para a classificação considerados pela ABAE diferem dos estabelecidos legalmente. “Assim, a praia do Pego Fundo apresenta qualidade «Excelente» para a autoridade competente, e uma classificação diferente para a ABAE. Esta autarquia considera a divergência de critérios incoerente e discriminatória para as praias fluviais”. Apesar da praia do Pego Fundo não ver içada a «Bandeira Azul» na próxima época balnear, o controlo da qualidade da água irá ser mantido, garante a autarquia. “Continuarão a

ser realizadas análises semanais, de acordo com a legislação, sendo os respectivos resultados afixados nos painéis informativos. Irão igualmente ser desenvolvidas actividades de educação ambiental, com o objectivo de aumentar a consciencialização e a preocupação para com o ambiente”. A praia irá também voltar a hastear o galardão «Praia Acessível – Praia para Todos», ostentado desde 2004. Este prémio, que visa distinguir todas as zonas balneares costeiras e interiores do país que cumpram os requisitos necessários, reflecte o esforço que a autarquia tem desenvolvido no âmbito das melhorias introduzidas na praia, nomeadamente através da criação infra-estruturas e equipamentos adaptados a pessoas com mobilidade condicionada.

volvimento regional internacional. São os casos do «Autocarro Cinema em Movimento» que percorre o concelho alcoutenejo de lés a lés projectando cinema português para a população mais idosa e isolada do concelho nordestino. Também a Unidade Móvel «Animart» que percorre o interior do concelho de Castro Marim com uma carrinha, devidamente adaptada. A Unidade providencia cuidados de saúde, psicologia e animação para quem vive isolado e, face à ausência de uma rede de transportes, vê na unidade uma forma de obter alguns cuidados primários de saúde, lazer e sobretudo de convívio. A «Universidade do Tempo Livre »também em Castro Marim, neste caso a de Altura, cativou as delegações que testemunharam a partilha de conhecimentos e algumas das tradições mais remotas do Algarve como a renda de bilros e Arraiolos, entre outras. As delegações já partiram, no entanto, vão agora proceder ao processo de transferência das várias acções visadas de modo a implementá-las no seu território. Para saber mais sobre este projecto consulte: www.ruraland. eu ou www.odiana.pt

Torneiro ligada a Sistema de Abastecimento das Águas do Algarve Está a decorrer a obra de construção da conduta, com cerca de 1600 metros, que vai ligar a povoação do Torneiro, na freguesia de Alcoutim, ao Sistema Multimunicipal de Abastecimento da Águas do Algarve. A nova ligação permitirá que a população do Torneiro aceda a água com mais qualidade e que se ponham de parte os furos artesianos que, até agora, garantiam o abastecimento de água à população. O índice de cobertura de água domiciliária no concelho é superior 95%, sendo que 60% é já garantido através do abastecimento em alta da Águas do Algarve.

«Perto

da

Europa»

Comissão Europeia lança consulta pública sobre assinaturas electrónicas e identificação electrónica Para dar resposta ao problema do baixo nível de confiança dos consumidores e das empresas nas transacções em linha, a Comissão Europeia convida os cidadãos e as restantes partes interessadas a apresentarem sugestões sobre o modo como as assinaturas, identificação e autenticação electrónicas podem contribuir para o desenvolvimento do mercado único digital europeu. Actualmente, as dificuldades na verificação da identidade e das assinaturas das pessoas constituem um importante obstáculo ao desenvolvimento da economia em linha da UE. A consulta em linha termina em 15 de Abril de 2011. Serviços móveis por satélite : Comissão Europeia solicita a Portugal e a outros vinte países que acelerem a respectiva introdução A Comissária Europeia responsável pela agenda digital, Neelie Kroes, solicitou a Portugal e a 20 outros países da UE que introduzam rapidamente as medidas legislativas necessárias para a introdução, a nível europeu, dos serviços móveis por satélite que poderão ser utilizados na internet de banda larga, na televisão móvel e nas comunicações via rádio ou de emergência destinadas às empresas e aos consumidores europeus. Numa decisão adoptada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho de Ministros da UE em 2008, foi previsto que os serviços móveis por satélite seriam introduzidos em todos os países da UE em Maio de 2011, o mais tardar. No entanto, 20 meses depois de a Comissão ter seleccionado dois operadores para fornecer esses serviços europeus, 21 países ainda não adoptaram todas as regras nacionais que permitem a introdução dos referidos serviços.

Centro de Informação Europe Direct do Algarve Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - CCDR Algarve

Rua do Lethes nº 32, 8000-387 Faro tel: (+351) 289 895 272 fax: (+351) 289 895 279 europedirect@ccdr-alg.pt

www.ccdr-alg.pt/europedirect


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D ESENVOLVI ME N TO  Macário Correia admite avançar para Tribunal

Portagens previstas para 15 de Abril O primeiro fórum da «Plataforma de Luta Contra as Portagens na A22» já decorreu, mas até à data o Governo ainda não se pronunciou. A introdução de portagens no Algarve está prevista para 15 de Abril. O primeiro fórum promovido pela «Plataforma de Luta Contra as Portagens na Via Infante (A22)», no Algarve, aconteceu no dia 19 de Fevereiro em Loulé. O ponto de ordem foi a discussão sobre os impactes económicos e sociais na região com o pagamento daquela via. Para já, a reter do fórum de discussão, fica o que já toda a gente conhece, mas agora com mais detalhe: população e turismo na região vão sofrer com as portagens.

Especialistas em economia prevêem decréscimo no turismo Macário Correia, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e edil farense, acredita que as portagens terão um “impacte negativo na economia”, e que espera que o Governo “recue” na decisão de taxar os utilizadores da Via do Infante. No encontro, que decorreu no auditório da associação empresarial da região do Algarve (NERA), participaram autarcas da região, especialistas da área de economia regional, turismo, ambiente e mobilidade. Além da AMAL, integram a plataforma cinco associações

empresariais - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Confederação dos Empresários do Algarve (CEAL) e NERA - e a comissão de utentes da A22 e as duas centrais sindicais - UGT e CGTP. O fórum «Portagens no Algarve - impacto económico e social» insere-se no conjunto de acções que a Plataforma prevê realizar até ao dia 15 de Abril, altura em que serão implementadas as portagens na via que atravessa o Algarve em toda a sua extensão, desde Vila Real de Santo António até Lagos. A plataforma admite avançar com uma providência cautelar. Macário Correia garante ainda ter esperança em demover o governo da colocação de portagens na Via do Infante até Abril.

Aumento da sinistralidade na N 125 A união das forças algarvias para travar o pagamento da A22 foi oficializada através de um manifesto

que visa travar o pagamento da A22. Além dos efeitos negativos que as portagens poderão ter ao nível do turismo e da atractividade económica da região, as entidades subscritoras alertam que o previsível aumento de trânsito na EN125 pode aumentar a sinistralidade naquela que é considerada «uma das estradas mais mortíferas da Europa». Na mesma linha, o manifesto lembra não existirem ainda, no Algarve, alternativas credíveis de mobilidade, apontando como exemplo a falta de modernização do eixo ferroviário do Algarve. As nove entidades subscritoras vão mais longe e dizem que é a própria imagem turística da região que está em jogo, antevendo «repercussões negativas» na atractividade do Algarve. Recorde-se que a decisão de cobrar portagens nas vias sem custo para o utilizador (Scut) ainda isentas foi formalizada a 9 de Setembro, através de uma resolução do Conselho de Ministros. Na Via do Infante, o pagamento será introduzido até ao dia 15 de Abril, mas, caso existam condições técnicas, será antecipado.

Pórticos já estão a ser

Plataforma contra as Portagens na A22 admite avançar com providência cautelar se as portagens forem instaladas

instalados As fundações para instalar os pórticos na A22 já começaram a ser construídas apesar de ainda decorrerem negociações para adiar a cobrança de portagens.”Tenho informação que existem inícios de obras em 10 locais da A22”, facto que considera “estranho” que avancem obras sem diálogo com utentes e autarcas.

Um desses casos de obras que indiciam a instalação de pórticos verificase junto ao Nó de Tavira, onde já são visíveis armações de ferro para fundações dos pontos de cobrança. Também a seguir ao nó de Olhão, na direcção de Faro, são visíveis já escavações. Fonte do Ministério das Obras Públicas diz no entanto que “o Governo ainda não tomou decisões quanto à localização dos pórticos”.

Perto de 400 mil consumidores querem apoio da DECO A DECO – Associação para a Defesa do Consumidor, recebeu durante 2010 um total de 369.767 consumidores que contactaram os serviços para saber mais sobre os seus direitos. Ao longo deste último ano, a DECO constatou que os consumidores apesar de mais informados e esclarecidos, continuam a ser confrontados com o mesmo tipo de problemas. Os sectores das telecomunicações, compra e venda de bens, banca e serviços de interesse geral, continuam a motivar um elevado número de contactos para os serviços da DECO. No sector das telecomunicações, continua a ser motivo de reclamações por parte dos consumidores o incumprimento das velocidades contratadas no serviço de internet. No sector da compra e venda, as dificuldades sentidas pelos consumidores, aquando do accionamento das garantias legais sempre que confrontados com produtos defeituosos, não têm diminuído ao longo dos anos, tendo-se destacado, em 2010 os veí-

culos usados. No sector bancário, os problemas decorrentes da falta de informação no crédito ao consumo, do aumento irregular do spread no crédito à habitação, das práticas irregulares na amortização antecipada no crédito ao consumo e crédito à habitação, continuam a ser alvo de inúmeras reclamações por parte dos consumidores. No sector dos serviços de interesse geral, os problemas resultantes da facturação continua a motivar um elevado número de reclamações. A disparidade de designações relativas às taxas da água tem também promovido um maior número de contactos por parte dos consumidores. Na habitação, a alteração da lei das garantias de imóveis para um prazo de 10 anos, atento o valor econó-

mico deste bem para as famílias. Na Mobilidade, a introdução de regras relativas aos direitos dos passageiros nos transportes públicos rodoviários, à semelhança do que já existe para o transporte aéreo e ferroviário. Nas Vias de Comunicação, a introdução de medidas adequadas a um sistema simples e eficaz de pagamento das Ex-Scuts. Nos seguros de saúde, a introdução de regras que efectivamente protejam os consumidores e eliminem cláusulas como a duração anual dos contratos, as exclusões de despesas com as doenças préexistentes, os períodos de carência elevados e os limites de idades para adesão. Por sua vez a DECO garante “continuar a incentivar os consumidores a procurar informação e a defender os seus direitos”.

DECO recebe cada vez mais reclamações dos consumidores


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C ULTUR A & TR AD IÇ ÃO

Flores para comemorar a «Mulher» Utentes do Lar castromarinense meteram mãos à obra. No Dia da Mulher elas vão direito a flores.

Florinda Maria, Hilarina Lopes e Maria Antónia são algumas das utentes do Lar de Castro Marim que estão a desenvolver uma actividade para comemorar o Dia da Mulher, já no próximo dia 8 de Março. O Lar do concelho castromarinense está mobilizado para a tarefa; fazer flores com acessórios como papel colorido e arame para oferecer às mulheres da vila castromarinense. O gesto é simbólico mas denota uma grande satisfação e apreço por poderem realizar algo que as motiva e que acima de tudo as «entretém», como diz Maria Antó-

nia. Aqui encontram-se imensas histórias de vida que depois de anos de trabalho encontram naquela instituição uma forma activa e dinâmica de lazer e convívio. O objectivo está em vias de ser totalmente cumprido. Largas dezenas de flores já marcam presença na sala de convívio da instituição e a algazarra já é notória pela saída no «Dia da Mulher» com um presente para o sexo feminino. Neusa Domingues, técnica de animação da Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim mostra-se satisfeita. “O ano passado tomámos a mesma iniciativa e este ano temos mais; vamos ter baile de carnaval no Lar e são os próprios utentes que estão a produzir fatos, máscaras e acessórios”, diz satisfeita pela dinâmica que se instalou na instituição. Mas não só, os jogos tradicionais também marcam presença.

Utentes vão proporcionar um dia diferente às mulheres de Castro Marim Outro evento de grande importância também decorre actualmente, um concurso de dominó; de um lado

os utentes do Lar de VRSA, do outro Castro Marim. A iniciativa é nova e decorre de 15 em 15 dias, mas se

  A G E N D A C U LT U R A L  

o sucesso continuar pode ser que o torneio possa tornar-se mais assíduo na vida daqueles utentes.

POR CÁ ACONTECE

EV ENTOS Alcoutim

Castro Marim

Exposição «Alcoutim, Terra de Fronteira Exp. exterior no centro de Alcoutim Org: Rede Museus Algarve e CM Alcoutim

«Falando sobre Menopausa» 1 Março, 21h Escola Primária Azinhal

Exposição de fotografia do Património do Concelho de Alcoutim 04 a 31 Março Casa dos Condes

Concerto de Jazz com o Trio Miguel Martins (Bolonha, Itália) 4 de Março, 23h (entrada 3€) Associação Catavento

Aniversário Associação Grito d’Alegria 05 Março, Giões Org. Ass. Grito d’Alegria

Concerto de Guitarra com os Amar Guitarra (Faro) 12 de Março, 23h - (entrada 3€) Associação Catavento

Feira do Pão e Queijo Fresco 13 Março Vaqueiros

«Um Domingo no Campo» Todos os Domingos (6, 13, 20, 27), 12h Evento para as famílias com almoço vegetariano e workshop

Carnaval 2011 5 a 8 Março Org: CM VRSA, JF VRSA, JF Monte Gordo Excursão Reguengos de Monsaraz 13 Março – Freguesias de Odeleite e Castro Marim 20 Março – Freguesias de Altura e Azinhal Entrega Prémios «Concurso Medievais» 5 Março Biblioteca Municipal Castro Marim Aulas de Folclore Casa do Povo de Azinhal Inscrições Abertas na JF Azinhal

-dia 6 - A Selva vai à Quinta (Pintura Facial),

-dia 20 - O meu corpo é um instrumento (Percussão Corporal), -dia 27 - Visita pedagógica pelas hortas biológicas e pomares da

VRSA

Quinta da Fornalha Associação Catavento

Exposição de fotografia «Visões efémeras» de Margarida Fuertes 1 a 30 de Março Biblioteca Municipal Vicente Campinas

VIII Peddy Paper Alta Mora 10 Abril, 09h Alta Mora Org. ARCDAA

Workshop – A Reabilitação urbana em cidades médias 4 Março Biblioteca Municipal Vicente Campinas

Comemorações do Dia Mundial do Teatro -«Cabaret» 26 Março, 22h Centro Cultural António Aleixo Org: Companhia de Teatro Fech’Ópano

Tertúlia no Baixo Guadiana – «Violência Doméstica» 11 Março, 17h30 Biblioteca Municipal Vicente Campinas Org. JBG e CPCJ «Vem ao Pátio» – Comédia 11Março 21h30; 12 Março 16h e 21h30 Centro Cultural António Aleixo Org: II ACTO – Produções Artísticas Clube de Leitura «Livros mexidos» 17 Março, 18h Biblioteca Municipal Vicente Campinas

-dia 13 - Malabarismo,

Tertúlia - «Palavra Sexta à Noite» 18 Março Casa dos Condes

Censos 2011 7 Março a 24 Abril Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela

Comemorações do 6.º Aniversário da Companhia de Dança «Splash» 19 Março, 21h30 Centro Cultural António Aleixo

Reabertura da Casa da Marioneta em VRSA Dia 11 de Março marca a reabertura oficial da Casa da Marioneta de Vila Real de Santo António. O programa inicia-se na sede pelas 21h com a apresentação da nova direcção e o plano de actividades para 2011. Pelas 21h20 é tempo de Teatroteca com o «Auto da Curandeira». Pelas 22h um momento de poesia, música e Chá ao Luar. A entrada é livre e fica a reter a data de 16 de Março, pelas 16h, também com o «Dia do Teatro do Oprimido» seguido de um convívio entre os clubes de leitura escolares do Baixo Guadiana.


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CULT URA

«Cabaret» vai celebrar Dia Mundial do Teatro

foto de ensaio

 Numa união da arte pela arte

Produção vai estar pronta a estrear a 26 de Março. Da companhia de teatro profissional «Fech’Ó Pano» com «Splash», conta com muitos contributos locais. A meia-noite de 26 para 27 de Março vai este ano ser passado de forma diferente no Centro Cultural António Aleixo. É que a companhia de teatro profissional local vai levar à cena a produção «Cabaret» que será “o verdadeiro cabaret”, garante Pedro Santos, director artístico e encenador da companhia. Em palco muitas caras conhecidas de Vila Real de Santo António. Neste espectáculo participam

bailarinos, cantores, actores e um mágico. Anna Avramenko, responsável no grupo de dança «Splash» também se mostra satisfeita e expectante pela adesão do público local. A bailaria e professora releva a união entre as associações “como um ponto forte para o sucesso da produção”.O mágico Ambrozio promete surpreender a população “com números de magia de qualidade” já que vai mostrar em palco

a maturidade de uma experiência com 20 anos.

Conferência/Colóquio No dia anterior, o espaço da companhia vai receber uma conferência/colóquio que vai dar pelo nome «O Teatro, a imprensa e o poder local». O objectivo vai ser perceber como estas três àreas se podem conjugar quando se fala de arte de palco.

I Festival Internacional de Dança em Abril A companhia «Splash» vai organizar um Festival de Dança Internacional de Dança. Começa a 25 de Abril e prolonga-se até 1 de Maio em Vila Real de Santo António.

Dança, canto, teatro e magia unidos numa produção vilarealense

 Final do V Concurso de Fado Amador

Mais de 600 pessoas aplaudiram as novas vozes do Fado Aurora Gonçalves e Inês Gonçalves são as duas novas vozes de referência do fado amador no Algarve, depois de terem ganho os primeiros lugares em mais uma edição do já famoso concurso de fado amador de Vila Real de Santo António. O Centro Cultural António Aleixo encheu por completo a 12 de Fevereiro, tendo 600 pessoas testemunhado as novas grandes vozes do Fado, na final do V Concurso de Fado de Vila Real de Santo António. Os grandes vencedores desta edição foram: no primeiro escalão, e em primeiro lugar, Aurora Gonçalves (Cabanas de Tavira), em segundo lugar César Matoso (Loulé) e em terceiro lugar Rui Encarnação, de Tavira. No segundo escalão, a

vitória pertenceu a Inês Gonçalves, de Moura, em segundo lugar ficou Elsa Jerónimo, de Monte Gordo e em terceiro Emanuela Furtado, de Tavira. Luís Manhita, grande venecedor de 2010, foi o convidado da noite e apresentou-se em palco com o espectáculo que faz as honras do seu primeiro e recentíssimo álbum de fado: «Procura». A organização do Concurso de Fado Amador foi da câmara municipal de Vila Real de Santo António e contou com a direcção musical de Valentim Filipe. A final foi transmitida em directo pela Digital Mais TV em www.digitalmaistv.com

Companhias de Dança da Ucrânia, Moldávia e Roménia estão confirmadas para o Festival de Dança Vai ser o I Festival Internacional de Dança em Vila Real de Santo António e surge da iniciativa da companhia de dança local «Splash». Anna Avramenko, mentora e professora da Companhia, explica que a organização deste evento faz parte de uma ambição de quem quer trabalhar sempre mais e melhor. “Chega-se a este festival porque faz parte do crescimento da companhia depois de serem dados os passos de base e de suporte para o nosso trabalho”. Os bailarinos da companhia estão a

preparar novas coreografias para apresentar no festival. “Queremos estar ao nível das companhias que vêm até ao nosso festival”, diz Anna Avramenko que recorda que as «Splash» participou em 2009 num festival do mesmo género na Ucrânia. Neste certame, que vai ter como palco o Centro Cultural António Aleixo, vão participar companhias de vários países, desde Ucrânia, Moldávia, Roménia e, em confirmação, Brasil. De Portugal, entre outras, vêm companhias da Madeira e Albufeira.

Escola abriu em Setembro Desde o passado mês de Setembro que a companhia «Splash» abriu uma escola de dança. Ali os alunos aprendem os primeiros passos ou continuação de formação em três géneros diferentes: Ballet, Hip Hop e Contemporâneo. As aulas são ministradas no espaço da companhia, que por sua vez, se juntou no espaço cedido à companhia de teatro «Fech’Ó Final do Concurso foi transmitida em directo pela Digital Mais Tv Pano».


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C ULTUR A  Edição em livro de bolso

Última entrevista cumpre vontade de Manuel Cabanas Foi editado com uma tiragem de mil exemplares um «livro de bolso» com a entrevista que Manuel Cabanas deu ao jornalista Fernando Cabrita. Foi a última, que hoje é recuperada na íntegra, e que espelha a vida e obra deste cacelense comendador da Ordem da Liberdade. que através dos poucos encontros que teve no âmbito da entrevista teve com Cabanas. “Os seus ideiais influenciaram-me decisivamente”, garante Fernando Cabrita que lembrou insistentemente a “verticalidade de Cabanas”. Com esta obra o autor fez um “exercício de reflexão e apresentação de Manuel Cabanas”. Foram editados mil exemplares.

109.º aniversário assinalados em homenagem O olhanense Fernando Cabrita foi o último a entrevistar o «Mestre» O olhanense Fernando Cabrita foi a última pessoa a entrevistar o «mestre» Manuel Cabanas. O entrevistador conta “o privilégio” que teve ao realizar uma entrevista que inicialmente foi publicada apenas em parte no semanário «Jornal do Algarve», na década de 90 do século passado. F. Cabrita lembra que na altura em que realizou a entrevista deparou-se com “muito material que não caberia na revista que estava a coordenar” e que se dedicou à vida e obra de Cabanas. E ao comunicar isto mesmo ao

entrevistado este deixou transparecer a vontade que tinha de que um dia alguém se interessasse em publicar a entrevista na íntegra. E o desejo do «mestre» cumpriu-se graças a uma parceria que juntou o município de Vila Real de Santo António, a editora «Gente Singular» e a «Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas». Uma publicação de «bolso» que pode ser uma lição de vida para muitos. Fernando Cabrita diz-se hoje marcado como homem por tudo o

Assinalados os 109 anos desde o nascimento de Manuel Cabanas a LAGMC elevou, como já vem sendo hábito anualmente, a vida e obra de um dos maiores xilógrafos portugueses, e lutador anti-fascista. Entre os oradores estiveram Fernado Cabrita, olhanense que realizou a última entrevista a Cabanas [realizada em 1991]; Carlos Brito que relevou Manuel Cabanas e Vicente Campinas [escritor] como «dois exemplos de cidadania»; Sousa Pereira que realçou a relação de amizade entre os dois vultos da cultura naturais de Vila Nova de Cacela, e José Carlos Barros, vice-presidente na câmara municipal de VRSA, que especificou o trabalho

amplo de divulgação desta e toda a cultura no concelho. João Caldeira Romão, presidente da associação, lembrou que “este é sempre um trabalho gratificante e que é feito para fazer perdurar a memória de um dos vultos da cultura local e queremos que estas memórias sejam passadas para todos”. Esta Liga tem trabalhado, para além de apresentações públicas, junto de nichos muito específicos aos quais é preciso chegar de uma forma muito directa, como são os casos dos idosos e crianças. “Por isso vamos aos lares e às escolas”. João C. Romão sabe que esta «batalha cultural» é gratificante quanto maior adesão tiver, mas também reconhece que “é aos poucos que se vai fazendo”.

Amizade entre Campinas e Cabanas. Sousa Pereira, natural de VRSA, mas residente no Barreiro, onde Cabanas fez a sua vida profissional de ferroviário, representou um importante testemunho vivo da amizade que unia Vicente Campinas e Manuel Cabanas. Ambos lutadores pela liberdade, vítimas da ditadura e tortura dos homens de Salazar, embora o primeiro do PS e o segundo do PCP conseguiram manter as diferenças políticas, respeitando-se “com elevada noção de cidadania”, disse Sousa Pereira. Ele próprio que testemunhou a correspondência de Campinas emigrado em Paris, nomeadamente através da recepção das obras do escritor que Cabanas vendia “representando a forte ligação que os unia”, reflectiu. Carlos Brito, que deu conta do

exemplo de “grande cidadania destes dois homens, tendo conhecido melhor Campinas, com quem partilhava muitas conversas sobre literatura, e mais tarde sobre política”, não se admirou desta relação de forte amizade que unia os dois cacelenses “porque só poderia ser assim face às personalidades ímpares de ambos”. Assim, no passado dia 12 de Fevereiro, a câmara municipal de VRSA e a Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas homenagearam e evocaram Manuel Cabanas, quando se comemoram 109 anos do seu nascimento. O programa começou com uma romagem ao cemitério de Cacela Velha, seguindo-se a sessão solene na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, que contou com a apresentação da publicação da última entrevista de Manuel Cabanas. Na sessão de homenagem, Sousa Pereira falou sobre “Manuel Cabanas e Vicente Campinas – uma relação de amizade”, enquanto que Carlos Brito, a propósito das mesmas duas figuras, apresentou uma conferência intitulada “Duas figuras da cultura, dois exemplos de cidadania. De acordo com José Carlos Barros, vereador com o pelouro da cultura da câmara municipal de Vila Real de Santo António, “esta homenagem inscreve-se numa acção mais vasta, no âmbito do trabalho que a autarquia, em articulação com a Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas, tem vindo a desenvolver nos últimos anos em torno da obra e da intervenção cívica do «Mestre», garantindo um trabalho continuado que tem como palavras-chave a investigação, a sistematização e a divulgação pública”.

 Antologia de poetas de VRSA

«Outonos Inquietos» Vila Real de Santo António tem agora uma nova antologia poética. Reúne a arte da escrita em poesia de vários homens e mulheres da terra que tanto tinham para dizer e foram dizendo para o papel ao longo dos anos. José Cruz, responsável pela compilação, já tinha partilhado o método utilizado para esta reunião: «não quis conhecer nenhum autor durante o processo de escola dos seus poemas». Percebe-se porquê. Há quem nesta escrita da alma diga tantas coisas de si e mostrem que muito ainda ficou por dizer. «Outonos Inquietos – Antologia de Poemas da Alma e dos limites da Solidão» é o nome do livro que custa 15 euros e que está à venda, portanto. Tal como refere o vereador da cultura da autarquia local, que editou a

Fotografia de mãos dadas com a gastronomia

obra, os temas dos poetas são variados, os objectivos e as formas também. Os sentimentos estão “em estado puro (...) ancorados nos lugares mais fundos da alma e dos limites da solidão”. O objectivo desta antologia foi valorizar a poesia destes poetas que encontrarm, assim, alguém que lhes deu a merecida atenção. A antologia conta com a poesia de: Anália Rosa, António Domingos Mestre, Eliseu Bárbara Miguel, João Henrique Pereira da Rosa, Juvência da Silva, Lucinda Mansinho, Manuel Gomes, Maria Gilberta Fernanda, Maria Ferreira, Mariana Bandeira e Rosália Madeira.

Nova antologia poética reúne poetas da terra vilarealense

A ALFA - Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, está a promover a magia da cozinha e da fotografia através da iniciativa «Cooking Sessions». Aqui pretende-se proporcionar uma viagem por lugares carismáticos onde a cozinha tradicional e as novas tendências da cozinha avançada, estão de mãos dadas. Aprender a cozinhar, fotografar os pratos e por fim degustá-los são o mote para uma série de 6 workshops que a ALFA vai promover com o apoio da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve [EHTA]. O primeiro realiza-se

na cozinha barroca do Seminário de S. José junto ao Paço Episcopal em Faro, no dia 5 de Março. A formação será dada por chefes e jovens talentos da cozinha e da fotografia do Algarve. A iniciativa pretende também promover uma nova geração de produtos tradicionais e regionais como vinhos, azeite e flor do sal. O horário é das 09h30 às 14h ao sábado e o preço por workshop é de 29 euros para sócios e 39 euros para não sócios. Inscrições abertas em www.alfa.pt


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A MBIENT E  Reutilizáveis ao invés de descartáveis

Algar distribui fraldas reutilizáveis Para a redução da produção de resíduos a Algar sensibilizou e distribuiu fraldas reutilizáveis em alternativa às descartáveis. A Algar, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., responsável pela gestão do sistema multimunicipal de tratamento e valorização dos resíduos do Algarve, distribuiu 200 fraldas reutilizáveis durante a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, entre 20 e 28 de Novembro de 2010. A iniciativa surgiu no âmbito do projecto-piloto «Fraldinhas» que visa sensibilizar a população para a elevada quantidade de resíduos provenientes de fraldas descartáveis. Assim, a empresa contemplou todos os bebés nascidos em hospital público (Maternidade do Hospital de Faro), com um kit de fraldas reutilizáveis,

enquanto alternativa às fraldas descartáveis. “Estas fraldas acompanham o ritmo das gerações actuais: são laváveis, amigas do ambiente, económicas e saudáveis, podendo ajudar a prevenir algumas alergias”, refere a Algar que acrescenta que “a longo prazo, se tivermos em conta os 2 anos e meio que um bebé habitualmente usa fraldas, significa uma poupança de cerca de 500 euros”. Também os trabalhadores da Empresa Geral do Fomento (EGF), da qual a Algar faz parte, receberam o conjunto de fraldas. Um total de 200 pessoas que vão fazer parte da amostra em estudo que visa concluir qual o

resultado do impacto da utilização das fraldas reutilizáveis na redução do volume de resíduos produzidos em contexto doméstico. O uso de fraldas reutilizáveis é uma das medidas previstas no Plano de Prevenção de Resíduos Urbanos. Em Portugal, são encaminhadas para aterro sanitário (74%) e para incineração (26%) das fraldas descartáveis. Recordese que o Projecto «Fraldinhas» é uma iniciativa de parceria entre os sistemas da EGF, a Quercus, as entidades fornecedoras das fraldas a nível nacional, os municípios, outras instituições locais, contando com a comparticipação financeira de fundos nacionais.

Fraldas descartáveis têm cada vez maior impacto negativo ao nível ambiental

 Em VRSA

Prevenção de fogos florestais começa no Inverno A mata de VRSA e Monte Gordo vai ser limpa para os tempos quentes do Verão com a ajuda de cinco sapadores.

Benemérita inglesa deixa em testamento verba para gatil Desde o passado dia 10 de Fevereiro que o Centro de Recolha Animal de Vila Real de Santo António e Castro Marim tem um novo espaço de gatil. A infraestrutura foi construída com verba deixada em testamento por uma cidadã inglesa. A benemérita Edna “Nina “ Pearson era uma amiga dos animais e fez questão de ajudar os gatos recolhidos para o Centro Animal intermunicipal. Para assinalar a inauguração do

gatil deslocaram-se de Inglaterra Patrick Bonadie e Tony Wright, que em nome da falecida benemérita colocaram uma placa alusiva à sua memória. A «Guadi», associação que gere este canil/gatil já expressou o seu “profundo agradecimento a estes amigos, que tornam possível que alguns gatos do nosso concelho tenham uma existência menos errante e mais saudável”.

Para prevenir incêndios no Verão a limpeza da mata começa no Inverno A autarquia vilarealense em parceria com a Autoridade Florestal Nacional e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, está a desenvolver trabalho de campo na mata de VRSA e Monte Gordo. O objectivo é preparar o terreno para o tempo quente da estação estival e consequente prevenção de incêndios florestais, criando as faixas de protecção aos aglomerados urbanos, rede viária e estradões interiores da floresta. Até 15 de Maio, uma equipa constituída por cinco Sapadores, vai efectuar

a limpeza (silvicultura preventiva) na Mata, entre Vila Real de Santo António e Monte Gordo, tendo frequentado uma formação de 200 horas, no contexto do programa de Sapadores Florestais, que tem a duração total de 5 anos e prevê 800 horas de formação. Esta acção vem no seguimento do projecto do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), através do Fundo Florestal Permanente, que está a trabalhar na constituição de novas

equipas de Sapadores Florestais. As equipas de sapadores florestais são constituídas por cinco trabalhadores especializados no exercício de actividades de silvicultura preventiva, nomeadamente a sensibilização, roça de matos e limpeza de povoamentos, realização de fogos controlados, manutenção e beneficiação da rede divisional, linhas quebra-fogo e outras estruturas e na vigilância e apoio ao combate e subsequentes acções de Instalações do Centro de Recolha Animal ganharam gatil rescaldo.


«O SAL DE CASTRO MARIM» Editorial

A magnífica paisagem oferecida pelo anfiteatro que constitui a foz do Rio Guadiana, a surpreendente imagem que nos é dada a desfrutar pela ampla zona do Sapal de Vila Real de Santo António e Castro Marim, cuja Reserva em boa hora foi constituída, foi o lugar ideal para debater o que estava em causa. A economia do Sal! Juntando pessoas, para nos conhecermos todos e cada um, discorrer sobre a importância, os problema e constrangimentos que enfrenta este importante recurso endógeno, para que se transforme numa actividade rentável, através de um debate que desde início se procurou que discorresse num clima marcado pela serenidade que permitisse ouvir e saber ouvir, aprender com experiências alheias, informar-se e ser informado, sobre recursos e apoios financeiros disponíveis, compreender e respeitar o que é diferente, num processo que em si mesmo do que necessitava; era essa a nossa percepção de início, abrir caminhos cooperando. A produção de sal de forma artesanal, retira das salinas por técnicas ancestrais cujo conhecimento se multiplicou por gerações ao longo dos tempos, um produto de qualidade capaz de ombrear hoje entre os melhores do Mundo, num contributo que lhes é propiciado pela qualidade ambiental que desfruta, as quais lhes conferem a capacidade de se diferenciar, e portanto de se afirmar no mercado como um produto de excelência. Mas o que é surpreendente, porque a natureza assim o é no seu esplendor, através de indecifráveis comportamentos que não param de nos surpreender, na complementaridade das vivências que nos oferece , a actividade das salinas contribui por sua vez ,igualmente, para que este imenso e deslumbrante estuário que constitui este eco-sistema, continue a servir de habitat para mais de cem espécies que aqui descansam numa eterna viagem até novas paragens e outras se multiplicam nidificando. A turbulência que afectou esta actividade a partir da década de sessenta, cujas causas foram por demais inventariadas neste encontro, conduziu ao abandono de grande parte da área produtiva o que ainda hoje, apesar dos sinais de recuperação que se manifestam é disso sinal, claro já que, somente 20% da área destinada à salicultura por meios artesanais, está ocupada em produção contínua, com o sério risco de se poderem perder as complexas técnicas, os saberes, que a experiência humana acumulou ao longo de séculos e cujo conhecimento só era possível de obter, fazendo e sabendo aprender, com quem o fez ao longo da vida. Em boa hora o Jornal Baixo Guadiana,vem estreitar colaboração com a Associação Odiana e com a Associação para a Geminação Castro Marim-Guérande, deitou mãos à obra para organizar este profícuo encontro. Não pretendíamos com esta iniciativa outro objectivo que não fosse juntar esforços e abrir horizontes, numa tentativa que abrisse possibilidades à expansão desta actividade, num contributo para a tão necessária diversificação da base produtiva da região. De todo o conjunto de experiências aqui debatidas ficou um sinal de optimismo quanto às possibilidades que esta actividade oferece. E nesse sentido sinalizou-se como estratégico caminhar para a classificação do Sal de Castro Marim como produto de excelência de Origem Reconhecida; aproveitar as oportunidades de financiamento que o escasso quadro comunitário de apoio, apesar das limitações que dispõe, ainda oferece; aumentar a área de produção com investimentos associados a acções de marketing de forma a ganhar presença e quotas de mercado mais constantes, o que igualmente pressupõe uma maior agressividade do mundo empresarial relativamente ao investimento nesta actividade. Como do mesmo modo se revelou necessário que as diversas instituições e poderes sediados na região ganhem um outro olhar para esta particular actividade, pois para além da produção de sal de excepcional, oferece possibilidades para atrair nichos de mercado turístico atraídos pela excelência do ambiente natural que podem desfrutar e por produtos de saúde que o mesmo pode vir a oferecer se devidamente explorados economicamente. Assim haja ousadia para tal!

Carlos Luis Figueira


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ENCONT RO « O SAL DE CA S T RO M A R IM »

Hugo Cavaco

Enquadramento Histórico O professor Hugo Cavaco abordou a história das salinas de Castro Marim que remontam a tempos anteriores à ocupação romana. A utilização do sal, disse, foi muito beneficiada pela abstinência ao consumo da carne, induzida pela Igreja Católica, que motivou a utilização acentuada do sal na conservação do peixe. Houve um decréscimo do sal no período quinhentista, devido à diminuição da população, com a partida para as descobertas, em busca das especiarias. Como observou Sá de Miranda, “ao cheiro desta canela o reino se despovoa”. Abordou depois a complexa relação na economia do sal, motivada pelas relações coloniais de Portugal, Espanha e Holanda. Hugo Cavaco focou uma determinante no crescimento das salinas, quando a coroa portuguesa, ao contrário do que aconteceu noutros pontos do país, “deu liberdade à vila para fazer as marinas que os seus habitantes quisessem”.

História das salinas de Castro Marim remonta a tempos anteriores à ocupação romana

Jorge Moura/Francisco Domingues

«Terras de Sal»

A cooperativa «Terras de Sal» esteve na mesa do Encontro representada por Francisco Domingues e Jorge Moura. O primeiro é o actual presidente, tendo sido Jorge Moura o mentor do projecto que tem como principal função escoar o sal e a flor de sal dos 14 associados com exploração em Castro Marim. Tal como referiram os dois intervenientes, um dos graves problemas que afecta os produtores é o escoamento; consequência directa da falta de adaptadas estratégias de marketing para o produto. Jorge Moura garante que “é uma grande luta” comandar os destinos de uma cooperativa de parcos recursos,

reivindicando mais apoios. “Não precisamos de subsídios, mas de um financiamento normal, regular”, acrescentou. Jorge Moura lembrou que quando surgiu, em 2004, a «Terras de Sal», teve como grande objectivo demarcar a posição e incrementar o carácter associativo da produção local. Tendo-se esta entidade desenvolvido sob a égide de três linhas mestras. Desde logo a social “porque era necessário criar mais condições para as pessoas contratadas no sal, nomeadamente privilegiar as que fossem de Castro Marim”, disse. A sustentabilidade da estrutura também teria de ser assegurada “e ao longo dos anos

conseguiu-se honrar sempre todos os compromissos”, afiançou. E por última, a componente ambiental, que passou por contribuir através da exploração salineira para a conservação da fauna e flora da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António. “Há garantias ambientais e não tenho pejo nenhum em afirmar que o sal marinho artesanal e a flor de sal de Castro Marim estão ao nível do que melhor se produz no mundo”. «A Terras de Sal» lembra que é fundamental “manter a qualidade”, assumindo a responsabilidade por zelar por essa premissa.

No início de actividade foi necessário à Tradisal fazer uma análise swot da economia do sal e sensibilizarem os proprietários que tinham as salinas desactivadas. Fernando Reis frisou a importância do know how dos proprietários. A Tradisal tem travado diversas lutas nesta economia, nomeadamente, no que diz respeito à certificação e reconhecimento como produto agroalimentar. Agora a luta que a Tradisal trava passa pela Denominação de Origem Protegida do sal local. “Queremos uma denominação de Origem Protegida específica para o sal de Castro Marim e não que

o nosso sal seja englobado numa denominação regional”. Outra reivindicação desta associação passa pela preservação do modo de produção de sal e flor de sal artesanal, combatendo a produção industrial. Fernando Reis referiu também as dificuldades financeiras da associação ao qual estão afectos 10 produtores. O responsável pediu aos produtores e entidades do sector no âmbito local que “reflictam porque temos o melhor sal do mundo e não o conseguimos escoar...”. De acordo com a Tradisal é na exportação que economia de sal tem encontrado maiores oportunidades.

Fernando Reis

«Tradisal»

Fernando Reis é presidente da TRADISAL – Associação de Produtores de Sal Marinho Tradicional, tendo sido esta a primeira associação ligada ao sal a surgir em Castro Marim. Estávamos no ano de 1999 e nasceu para ajudar na recuperação das salinas tradicionais. Fernando Reis lembrou que a economia do sal de Castro Marim “tem mais de 20 anos de atraso em relação a Guèrande [vila francesa geminada com Castro Marim]”. O responsável admite que “não é possível recuperar o atraso de 20 anos, mas continuar a trilhar um caminho de desenvolvimento na área”.


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EN C O N T RO « O SAL D E CAS TRO MAR IM» Área Empresarial

“A Importância do Marketing” «Água-Mãe» Luís Horta Correia foi um dos produtores convidados a falar sobre a experiência empresarial na economia do sal local. Na sua apresentação falou sobre produção própria e ideias para comercialização e marketing. Lembrou que o processo passa por recuperar as salinas, produzir e comercializar, referindo que este é um processo de aprendizagem e evolução. O empresário decidiu recuperar a cronologia da exploração salineira. Em 1790 havia 185 Marinhas em Castro Marim, sendo que dessas 98 estavam activas, dando trabalho a 294 pessoas. O ano de 1935 apresentou um pico desta economia com 200 Marinhas, na maioria activas; a produção ascendia às 6 mil toneladas, empregando 200 trabalhadores. Chegando a 2010 encontramos 57 salinas tradicionais, 13 das quais recuperadas e 11 activas. Enquanto em 1935 a produção ascendia às 6 mil toneladas, actualmente não ultrapassa as 700. Para este empresário a exploração salineira iniciou-se em 2008, e sem apoios. Entretanto, em 2009 recorreu ao PRODER para recuperar um armazém. Neste ano fundou a empresa «Água-Mãe Lda» e em 2010 concorreu novamente ao PRODER para melhorar e optimizar processos de exploração. Luis Horta Correia lembrou que “o Sal em Castro Marim declinou e quase morreu quando os circuitos comerciais radicionalmente utilizados para o seu escoamento desapareceram. A criação de novos circuitos, adequados ao mercado actual, será essencial para o fazer reviver. Este é um esforço conjunto, dificilmente atingível por entidades isoladas, e que trará proveito a todos os intervenientes, empresas e habitantes do concelho”.

«NovBaesuris» A empresa municipal «NovBaesuris», de Castro Marim esteve também presente neste Encontro sobre o Sal de Castro Marim. Amadeu Chaves, administrador-executivo, explicou que esta entidade está a produzir sal através da salina Félix, que pertence à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e VRSA. Uma salina que “foi objecto de uma primeira fase de recuperação e que está actualmente a funcionar com 106 talhos, dos 296 existentes”. O próximo passo vai ser recuperar os outros dois terços da salina e limpar a envolvente. O armazém desta salina tem um projecto de reabilitação executado. O administrador considerou também “de primordial importância, a solicitação da Denominação de Origem Protegida para o Sal de Castro Marim”. Referiu que é “urgente, muito urgente trabalhar e afirmar a marca «Sal de Castro Marim»”. A «Novbaesuris» “assim que reunidas condições vai promover acções de promoção e divulgação na restauração e hotelaria, chefes de cozinha, lojas gourmet e de produtos biológicos e em

empresas agro-industriais tradicionais”, informou revelando que a comunicação social da especialidade também vai ser sensibilizada para o sal e flor de sal de Castro Marim. A empresa municipal quer também desenvolver um conjunto de percursos pedestres à descoberta deste produto. Percursos que vão começar no Museu do Sal que está em construção. Amadeu Chaves relevou o exemplo paradigmático de Guèrande onde “o sal é visto como património local”. Agora que o sal produzido já recebeu certificação esta empresa municipal garante que a comercialização e distribuição vão ser reforçadas. Amadeu Chaves, por último, comunicou que a «Novbaesuris» já é associada da associação de produtores «Tradisal».

UAlg «O Marketing e a Salicultura em Castro Marim:Uma reflexão preliminar sobre a introdução de uma visão de Marketing na gestão duma actividade ancestral» foi o tema da comunicação do director do curso de marketing na Universidade do Algarve, António Raiado. O docente abordou desde os mitos que dificultam a compreensão do marketing; a perspectiva rápida do negócio gerido pela filosofia do marketing, desafios actuais do negócio do sal, que fazer, como fazer e a importância das parcerias locais. António Raiado deu uma autêntica lição de marketing durante o encontro e lembro que o marketing não cria necessidades, já que “as necessidades humanas são inatas, e estão inscritas no nosso código genético” e “o marketing como filosofia de acção comercial foca-se em influenciar o que queremos para as satisfazer!”, afirmou. O marketing privilegia uma visão de longo prazo com ênfase na satisfação das necessidades e desejos dos utilizadores/consumidores, que constituem os clientes alvo do negócio (marketing relacional em detrimento do marketing transaccional). Entende que o lucro e outros objectivos organizacionais resultam da satisfação e da retenção dos clientes, o que significa as suas compras repetidas. Tem uma atitude positiva, proactiva, inovadora e competitiva na condução das transacções de troca (organizações comerciais e não comerciais). António Raiado referiu o que considera ser «Oportunidades de mercado» do sal de Castro Marim, nomeadamente a oferta escassa de sal marinho, dá-lhe também um valor de estima, uma certa preciosidade, que acresce aos valores de uso comuns. Para se ter uma atitude assertiva no escoamento e marketing é preciso: Identificar as necessidades satisfeitas, ou os benefícios proporcionados aos consumidores pelo sal marinho e pela sua variante superior a flor de sal. Também identificar os segmentos e/ ou os nichos de mercado existentes e seleccionar aqueles que mais valorizam esses benefícios, ou seja, aqueles junto de quem poderemos ser melhor sucedidos.

Numa comunicação muito abrangente no que concerne às técnicas de marketing o docente finalizou, relevando as parcerias locais.

Escola de Hotelaria e Turismo de VRSA A Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António foi parceira neste Encontro e coube a esta instituição produzir produtos gastronómicos com o sal de Castro Marim. O resultado não poderia ter sido melhor. Dois tipos de canapés e um doce. David Murta explicou que “este foi um desafio que, felizmente, correu muito bem” e na ementa da escola vai passar a haver mais produtos com sal e flor de sal de Castro Marim: Creme Brulê Afinado em Flor de Sal, Tostinha Melba com Manteiga de Azeitonas Refinada com Flor de Sal, Pão de Martinlongo e Fina Fatia de Queijo Fresco com Compota de Morango «A Flor», entre outros.

Saúde, alimentação e biodiversidade Paulo Monteiro é vigilante florestal e relevou a impor-

tancia das salinas para a conservação da natureza, em particular das aves aquáticas, reconhecidas em todo o mundo por diversas instituições, ONGs e pelos próprios governos. Apesar de serem um habitat “artificial”, constituem um excelente exemplo de compatibilização entre uma actividade humana e a conservação da natureza. As salinas são um importante habitat para um grande número de aves aquáticas durante as várias fases do ciclo anual – reprodução, migração e inverno. Alguns complexos de salinas albergam dezenas de milhares de aves aquáticas (ex: Giraud, France; Cadiz, Espanha, São Francisco, EUA). As salinas são utilizadas pelas aves como habitat de alimentação, descanso e nidificação,explicou. Em Portugal, mais de uma dezena de espécies, das quais cinco têm um estatuto de conservação desfavorável, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (Pernilongo, Alfaiate, Andorinha-do-mar-anã, Gaivota de Audouin). Em Castro Marim ocorrem nas salinas 4 mil aves aquáticas no Inverno e já já foram detectadas 50 espécies diferentes de aves aquáticas só nas salinas.

Cecília Santos, dietista, teve o importante papel de

explicar que o sal marinho artesanal é mais saudável, mas deve ser ingerido com moderação.

Chefe Augusto Lima, teve uma participação muito

importante ao produzir um gelado com sal marinho artesanal. Mas ao invés do sal de Castro Marim teve de utilizar sal de Guèrande, explicando que o sal francês é muito mais acessível do que o castromarinense. A plateia delicou-se com o gelado do chefe algarvio.

Luís Horta Correia

Amadeu Chaves

Paulo Monteiro

António Raiado

David Murta Chefe Augusto Lima e dietista Cecília Santos


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ENCONT RO « O SAL DE CA S T RO M A R IM »

Apoios para a Economia do Sal Candidaturas ao PRODER Ricardo Bernardino, coordenador da Associação Terras do Baixo Guadiana, abriu o painel da tarde «Apoios para Economia do Sal». O responsável falou do historial da iniciativa comunitária LEADER, nomeadamente das acções dirigidas ao desenvolvimento de empresas relacionadas com o sal, bem como a sua valorização e preservação. Falaram-se de projectos, nomeadamente da Tradisal, apoiados pelo antigo programa Leader + e também dos mais recentes, como é o caso de Luís Horta Correia, orador do encontro no painel da área empresarial; também outros projectos no mesmo eixo de intervenção e com enfoque para o sal. O coordenador enumerou projectos no âmbito do PRODER com co-financiamento aprovado nas áreas da formação, promoção, comercialização, certificação e produção. Para ultimar a apresentação divulgou as inúmeras acções de sensibilização e informação dos fundos do PRODER pelo território do Baixo Guadiana. O papel da CCDR Alice Pisco, técnica da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, retomou o painel com mais informações relativamente a apoios à comercialização do sal, bem como um diagnóstico do sal da região. Aqui a oradora comentou a rápida evolução da salicultura regional do Algarve de 1995 a 1999, salientando que exactamente desde essa altura tem vindo a decrescer. Uma das grandes novidades no país é o Alentejo. “É de facto uma grande novidade quando verificamos que a região do Alentejo, nomeadamente o Estuário do Sado, teve em 2004 um produtividade de 90 toneladas por ha, enquanto o Algarve, região de excelência de sal, na mesma data chegou às 55 ton/ha”, explica. Relativamente aos restantes apoios na região a técnica da CCDR falou de vários apoios, sobretudo no programa PROVERE – Programa de Valorização dos Recursos Endógenos, onde se agregam promotores públicos e privados na recuperação de Salinas e de áreas envolventes;

O técnico levantou algumas problemáticas referindo que o futuro do sal e flor de sal castromarinenses passa pela venda dos produtos nos supermercados e constituir uma mais valia nos menus de restaurantes.

Qualifica

As várias intervencões deram conta do que já foi feito e do que falta fazer pelo sal de Castro Marim mencionou ainda ferramentas de promoção como a «Rota do Sal», entre outros.

apelar cada vez mais às tradições, usos e costumes”

Turismo do Algarve

Jean Didier Gry, técnico da Associação Odiana e membro da Associação de Geminação Castro Marim – Guèrande, foi o responsável pela geminação da vila castromarinense com

Almeida Pires, vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), teve ao longo da sua comunicação um papel importante na constatação da diferenciação do turismo. Referiu que “a monocultura mostra a falência do turismo”. O responsável referiu que o turismo do Algarve tem de ser repensado e “é preciso estar atento à complexidade da actividade turística”. Almeida Pires lembrou que “enquanto o turismo está a quebrar no Algarve, está a crescer na Turquia”. Considera que é importante levar a cabo «turismos de nichos» e que “falta um plano estratégico para o turismo no Algarve”. Quanto ao sal, afirmou que “estamos na presença de um produto muito importante, mas trabalhamos sem organização”. Para uma assertividade turistica “já que saber quais são as motivações dos visitantes para satisfazer as suas necessidades”. Almeida Pires referiu ainda que “há que multiplicar as actividades e tornar a região mais atractiva”. Almeida Pires é defensor que a actividade turística “tem que

O exemplo de Guèrande

“Estamos a perder clientes interessantes e interessados na nossa cultura e gastronomia; o que precisamos é de qualidade para recuperar mercados e a credibilidade”

a cidade francesa, e foi nesse sentido também que testemunhou a actividade económica do sal em terras francófonas e nas expectativas para a vila lusa. “Posso afirmar que há muita divulgação do sal em Guèrande; encontramo-lo em cada estrada, em cada loja e toda a zona envolvente”. No entanto, nem sempre aquela economia foi florescente. “É importante sabermos que em Guèrande há cerca de 20 anos atrás as salinas estavam abandonadas e na eminência de serem substituídas por projectos imobiliários. Para o evitar foi criada uma cooperativa que tem hoje 120 sócios que vêm o sal escoado com eficácia”. Jean Didier Gry explicou ainda que a organização e qualidade desta actividade são altamente controladas, tanto pela cooperativa como por entidades e marcado por um marketing agressivo. “A ideia de base passou por divulgar a flor de sal como o expoente máximo do sal marinho artesanal”, garantiu revelando que a estratégia foi associar a flor de sal aos produtos gourmet e um grande investimento junto de chefes franceses reconhecidos.

Ana Soeiro, responsáve pela Qualifica – Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses, regeu o discurso mais crítico de todo o Encontro. A responsável da Qualifica garantiu que Portugal produz um número elevado e diversificado de produtos agrícolas, agroalimentares e não alimentares com qualidade diferenciada, no entanto focou o desconhecimento da sociedade e a falta de apreço pelos saberes ancestrais. “Não há humildade para falar com os produtores e perceber o que têm para nos ensinar; sabemos pouco sobre as artes produtivas e as matérias-primas”, garantiu revelando que “todos os tiros que damos nos pés são nacionais, causados por muita burocracia e leis a mais”, disse criticando a proibição em tempos, da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica [ASAE], da colher de pau e utensílios de barro em prol da «actual era do plástico». “Para o mercado inundado de produtos que se reclamam de tradicionais, típicos e genuínos, quando não o são, não tem a ASAE olhos nem mãos”, comentou. Ana Soeiro revelou uma pirâmide que começa pelos produtos alterados, produtores em crise, gastronomia em crise e que por último tem como consequência a crise do consumo e consumidores. “Estamos a perder clientes interessantes e interessados na nossa cultura e gastronomia; o que precisamos é de qualidade para recuperar mercados e a credibilidade”, considerou. Para ultimar a sua apresentação as críticas foram dirigidas ao gourmet. “Esta palavra é desprovida de sentido, é associada ao luxo e ao caro; hoje em dia é tudo gourmet, quando na verdade nem sequer são certificados e é aqui que entra a Qualifica, assegurar qualidade, o tradicional, genuíno e acrescer valor acrescentado e competitividade aos nossos produtos”.

Encerramento O encerramento do encontro ficou marcado pelas deliciosas iguarias confeccionadas com sal de Castro Marim pela Pastelaria «A Prova». A pastelaria do Azinhal, criada há cerca de uma década através do programa LEADER+, apresentou os novos doces e garantiu o uso do sal de Castro Marim nas suas confecções como um produto rico e com valor acrescentado. José Estevens, edil castromarinense e presidente da Associação Odiana, mostrou-se surpreendido pela qualidade das intervenções e na grande aquisição de conhecimentos para o futuro. “Resulta daqui

um ponto de avaliação do sal de Castro Marim que pode ser um instrumento de acção para o futuro”, garantiu o edil que ressalvou o papel fundamental da Reserva e assegurou estar aberto o caminho para a denominação do sal «DEOP -De Origem Protegida». A necessidade de descobrir e alargar mercados para este produto de qualidade pautou todo o discurso do edil que quer contrariar a tendência e tornar Castro Marim num mercado aberto de sal. “É uma grande frustração não encontrar sal e flor de sal em Castro Marim e temos que conjugar esforços nesse sentido; esforços na produção, no mercado e

no marketing para um produto com tão grande potencial”. O grande objectivo do autarca é criar condições para afirmar o sal e para que seja também uma actividade lucrativa. Também relativamente à restauração deixou algumas ideias. “À semelhança da pastelaria «A Prova» é preciso usar o sal de Castro Marim nos produtos e é preciso fazer menção que são produzidos com o nosso sal”. Por último, ficou a novidade; apesar de há algum tempo parado, o «Centro de Interpretação do Sal de Castro Marim» vai avançar sob a alçada da empresa municipal «NovBaesuris» que desde já foca um objectivo: a promoção do sal.

José Estevens garatiu que o município está empenhado na actividade salineira


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C O LAB O R AD O R ES

O meu concelho

Lágrima de Amor

São cinco as freguesias Do concelho de Alcoutim Vivem as suas alegrias São mais felizes os dias É tão bom viver assim

Pedi uma lágrima sofrida Nem empréstimo gratuito Comesta oferta solto o grito Porque é um farrapo de vida

Giões terra querida É como foi destinguida Pela sua lealdade Virada para norte e poente Com o sol dourado e quente Povo de grande amizade Martinlongo ponto central Muito honesto e tão leal Não há outra terra asim Ela é bem portuguesa Gente de grande pureza Que tanto ama Alcoutim

Passado, Presente, Futuro Do passado sou esquecido No futuro tenho a lembrança Vejam bem se faz sentido Ter no presente confiança?

Exprimia sofrimento Num doer desmedido Não era apenas lamento Era um sofrer sentido

Os três tempos no presente São a minha preocupação Nenhum deles está ausente E nisso creio ter rezão

Essa lágrima que insiste Identificada no sentir E na aflição com muita dor Deixa lá não fiques triste Diz a lágrima que vem fugindo Ser uma lágrima de amor

Ao passado devo o meu ser No futuro tenho objectivo Enquanto o presente é trampolim Aos três devo o meu viver Pois é com eles que eu vivo Nenhum esquecer é meu fim

Manuel Gomes

Vaqueiros mais para sul O céu oferece-lhe o brilho e o azul Tem consigo a simpatia Mostrando a sua grandeza Expande toda a beleza Da linda serra algarvia

Manuel Gomes

I Sinto Acelerar-me o coração E fico triste sem saber porquê... Pergunto-me a mim mesmo qual a razão E da resposta fico à mercê

O concelho e freguesia Recebe a grande poesia Oferecida pelo seu povo Eu também aqui pertenço A todos digo o que penso Alcoutim é sempre novo

II Eu sei que o Sol nos dá saúde O sol é vida, é alegria Logo não há razão para esta atitude III O pôr do Sol é fascinante Nunca motivo de tristeza Mas sim de grande motivação

Aos seus filhos dá valor Dedica-lhe o seu amor Tem muito para nos dar Ainda há alguns afastados Mas depois de aposentados Todos vamos regressar

Soalheiro,radiante,e sorridente Este verão de São Martinho Já se fala em aguardente E na prova do bom vinho. Em Lisboa, o assador fumega É o fumo da castanha assada Há quem tenha na adega Uma água-pé bem rosada. Um copinho de água -pé Uma boa castanha assada Um pequeno magusto é: Pequeno melhor que nada. Das árvores cai a folha O que á natureza se deve E o homem faz a recolha E ainda aduba o alqueve As folhas em decomposição Bom adubo, elas darão. O musgo , já verdeja no muro Verde, aveludado sobressai A couve, não tem futuro Se a geada, na noite cai Anda a lesma surrateira Sussurrando ali á beira

Quando o Sol se põe

O Pereiro mais a nascente Visitado por muita gente No dia do seu mercado São pessoas laboriosas Também muito carinhosas Digo mais; é povo honrado

O Outono

Anda feliz o caracol Trepa as ervas orvalhadas Esconde-se quando há sol Se chove até faz noitadas Anda sempre com lentidão Quem sabe se tem razão Se muito depressa andar Na casa pode tropessar Nestes tempos tão conturbados Até os crostácios são ponderados. Anjos P.S

IV Por vezes é mesmo deslumbrante Esta oferta da natureza É dos pintores e poetas, inspiração

Sinto o que vou dizer E digo tudo o que sou Venho cumprir um dever Que nunca posso esquecer É por isso que aqui estou

Relógio

Henrique Roberto

Ser Sem título Já lá vão os anos quando garoto Bem me lembro da minha avó Cantava conto lindos dos velhinhos Assim a vida nos vai dandoo nó Por seu nome era falada Pois davam-lhe por «ti» Maria Tinha as suas visitas e andava Mas com boa alma não havia Para mim era mais que mãe Sempre com certa admiração Mas a vida traz sempre destino Com ela trago no meu coração Ainda me lembro na casa onde nasci Onde ali dei os primeiros passos Na minha terra que muito adoro Hoje encontro-me muito cansaço Severo Martins

Sei que existo porque penso E se ao pensar sei que sou Creio no meu pensamento Que só sou o que não sou. Já fui um dia razão Em lugar de pensamento Hoje, sou contradição Traída de sentimento. Modesto é este pensar De aparência manifesta... Ando agora a perguntar Ao tempo: -Quanto me resta? Maria Felicidade Viegas

Caminhando

Caminho por um mundo sem razão Onde a mentira, é tida por verdade A violência impera por maldade E a indiferença, ao ódio dá a mão. Onde a riqueza é fome da miséria O pão, falta nos lares esquecidos A liberdade é sonho de vencidos E o sonho não é sonho mas matéria. Princípios e valores aonde estão Que à nossa vida dão maior sentido? Como é viver sem nunca ter vivido A alegria de amar o nosso irmão? Maria Felicidade Viegas

O Velhinho I Vergado pêlos anos da vida Já mal atinando o seu caminho Necessita que à partida Lhe seja dado muito carinho II A viagem é longa e atrevida De muita luta dependente É a viragem desta vida Para a outra eternamente III O caminho é obrigatório Imposto a cada um percorrer Quer se queira, quer não IV Não depende de peditório Para mais anos viver Depende sim do pulsar do coração Relógio


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PASSATEMP O S & LAZ ER

Autor: João Raimundo

Quadratim - n.º 81 Poupar é uma das palavras que quando se pronuncia pensamos em dinheiro; mas não só. Pode-se poupar na água, electricidade, combustíveis, no tabaco (não fumar ou deixar de…) nas chamadas telefónicas fixas e móveis, nos esforços físicos, na saúde, etc. Mas só pode poupar quem tem, ou se esforça, por nunca deixar de ter, nem que seja pouco. Como diz o povo, «Migalha a migalha faz-se um pão», e acrescento «Os que querem ser ricos poupam nas migalhas» (se conseguirem; os pobres poupam nos milhões porque não os têm (mas podem vir a ter). QUERER É PODER!

Jogo da Paciência n.º 87 “CARNE BOVINA”

1) Aba (de Filé) 2) Fraudinha 3) Braço 4) Alcatra

5) Chambão 6) (Ponta da) Agulha 7) Acém 8) Cachaço 9) (Coxão) Mole 10) Lagarto 11) Rabo

12) Picanha 13) (Filé de) Costela 14) Maminha (de Alcatra) 15) (Coxão) Duro 16) Peito 17) Pojadouro 18) Lombo 19) Contra (Filé) 20) (Filé) Mignon

Soluções Jogo da Paciência - n.º86

Pelo caminho correcto do Quadratim vá ao encontro da POUPANÇA!

umas linhas para a alma...

´

´ Light, diet e magros: qual a diferença?

Hoje em dia é cada vez mais comum encontrarmos nas prateleiras dos supermercados os designados produtos diet ou light, desde bebidas, lacticínios, doces, bolachas. São vendidos como produtos que não engordam e são mais caros que os convencionais, deixando-nos sempre confusos quando fazemos compras. Qual a diferença? O que comprar? Ao contrário do que se garante, os produtos light e diet não emagrecem, não são os mais saudáveis e nem quer dizer que possam ser consumidos em mais quantidade. Por norma têm menos calorias, mas às vezes maior quantidade de açúcar e/ ou gordura. No caso dos diet, são apenas úteis para pessoas que não podem ingerir certo tipo de alimentos. Assim, um diabético deverá optar por produtos diet com ausência de açúcar; um hipertenso por alimentos com ausência de sal. Em relação aos alimentos light, estes também não devem ser consumidos de forma indiscriminada. O consumo de um produto deste tipo só ajudará à diminuição de peso se for consumido na mesma quantidade que um produto normal. As batatas fritas light, por exemplo, têm menos gordura que as normais, mas não deixam de ter muitas calorias e gorduras más; no chocolate light o açúcar é substituído por adoçantes, logo, esta substituição altera a sua consistência. Então, para a manter, é acrescentada mais gordura à sua composição. Conclusão: para ter uma alimentação saudável, o consumo simples e indiscriminado de alimentos diet e light não é a solução. Deve ler-se sempre o rótulo, para uma escolha mais acertada.

“Fui identificado pelo meu médico assistente como um doente prioritário para a especialidade de estomatologia. Quanto tempo terei que aguardar pelo agendamento da consulta?”

a DECO informa Reconhecendo-se a existência de falhas ao nível do acesso à primeira consulta hospitalar, foi, em 2008, criado um sistema de gestão, designado por «Consulta a Tempo e Horas» que visa melhorar o serviço prestado ao cidadão. Este sistema pretende garantir maior rapidez no acesso à primeira consulta de especialidade hospitalar, atendendo para isso a critérios de prioridade clínica, contribuindo para a maior eficiência do sistema de saúde público. Com esta iniciativa pretendeu-se tornar efectivo o reconhecimento do direito dos cidadãos ao acesso a cuidados de saúde especializados, quando estes não tenham carácter de urgência, garantindo prazos máximos de resposta. Assim, atendendo ao nível da prioridade clínica atribuída ao doente e sem prejuízo de prazos mais reduzidos que venham a ser definidos em função do tipo de doença, a realização de primeiras consultas hospitalares tem o seguinte tempo máximo de resposta, contado a partir da data do registo do pedido pelo centro de saúde: - 30 dias, se a realização da consulta for considerada como muito prioritária; - 60 dias, se a realização da consulta for considerada como prioritária; - 150 dias, se a realização da consulta for considerada com prioridade normal. Caso se verifique que os tempos de resposta para uma determinada especialidade num hospital são superiores aos estipulados, o médico assistente pode remeter o pedido para outra instituição hospitalar da rede do Sistema Nacional de Saúde o mais próxima possível da residência do utente, que apresente tempos de resposta mais rápidos na mesma especialidade, devendo, para o efeito, obter o acordo do doente.

Ana Brás dietista

a GUADI apela

Susana Correia jurista

GUADI Centro de Animais Rua D. Pedro V, Nº 38 – 2º andar 8900 – 283 Vila Real de Santo António Contribuinte Nº 507 534 328 Contactos: 964773101 e 968079025 guadivrsa@hotmail.com


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CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic. António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeito de publicação que por escritura de 24 de Janeiro de 2011, exarada a folhas 121 do livro de notas deste Cartório número 78-A, Otília Maria Marques Cavaco e marido António Mestre Cavaco, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Giões, concelho de Alcoutim, residentes na Calçada 25 de Abril, Vivenda Girassol, freguesia de Ramada, concelho de Odivelas, contribuintes fiscais números 126 462 143 e 126 462 151, declaram-se donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, dos seguintes imóveis, sitos na freguesia de Giões, concelho de Alcoutim: Verba Um Rústico, sito em Cerca da Eira, composto por amendoeiras, cultura arvense e oliveiras, com a área de quinhentos metros quadrados, que confronta do Norte com Manuel Fernandes Pereira, do Sul com António Marques, do Nascente com José Gomes Colaço e do Poente com Francisco José Ramos, inscrito na matriz sob o artigo número 76, secção 031, com o valor patrimonial tributável de setenta e nove euros e dez cêntimos, igual ao atribuído, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Verba Dois Rústico, no sitio das Cebolas, composto por amendoeiras, cultura arvense, citrinos e horta, com a área de quatrocentos e sessenta metros quadrados, que confronta do Norte com via pública, do Sul com herdeiros de Beatriz Ribeiros, do Nascente com herdeiros de José Fernandes Pereira e do Poente com Maria José Cavaco Silvestre Pereira, inscrito na matriz sob o artigo número 84, secção 019, com o valor patrimonial tributável de setenta e seis euros e oitenta e dois cêntimos, igual ao atribuído, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Verba Três Urbano, sito em Clarines, térreo’ com duas divisões, destinado a habitação, com a área de cinquenta e oito metros quadrados, que confronta do Norte e do Poente com Isabel Pereira e do Sul e do Nascente com via pública, inscrito na matriz sob o artigo provisório 1131 (o qual se encontra pendente de actualização quanto à área do prédio) anterior artigo 409, com o valor patrimonial tributável de cinquenta e nove euros e noventa e nove cêntimos, igual ao atribuído, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Que os prédios identificados nas verbas um e dois encontram-se inscrito na matriz em nome da antepossuidora Claudina Marques e que o prédio da verba três em nome do antepossuidor António José Félix - Cabeça de Casal de Herança. Que entraram na posse dos prédios das verbas um e dois, já no estado de casados, por partilha verbal e nunca reduzida a escrito, feita com os demais interessados, em data incerta do ano de mil novecentos e noventa, por óbito de sua, respectivamente, mãe e sogra Claudina Marques, viúva, residente que foi em Clarines, freguesia de Giões, concelho de Alcoutim, e entraram na posse do prédio da verba três por partilha meramente verbal e nunca reduzida a escrito, feita com os demais interessados, também em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa, por óbito do avô dela António José Félix, casado que foi com Feliciana Francisca, e residente que foi no dito sitio de Clarines; e que sem qualquer interrupção no tempo desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado, eles, justificantes, na posse dos referidos prédios, utilizando-os e cuidando da sua manutenção, amanhando as terras e colhendo os frutos dos prédios rústicos, e habitando o urbano, enfim, usufruindo-os no gozo pleno de todas as utilidades por eles proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que, adquiriram os prédios por usucapião, não tendo todavia dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 24 de Janeiro de 2011. O Colaborador com competência delegada Ao abrigo do art° 8° do Dec.Lei n° 26/2004 de 4/02 (Carlos Eduardo Mendonça Viegas Conta registada sob o n° 147 / 2011

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM A CARGO DA NOTÁRIA MARIA DO CARMO CORREIA CONCEIÇÃO Nos termos do art.° 100, n.º 1, do Código do Notariado, certifico que no dia onze de Fevereiro de dois mil e onze foi lavrada neste Cartório, de folhas vinte e sete a folhas vinte e oito verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número Quinze - A, uma escritura de justificação, na qual compareceram: José da Conceição Gomes e mulher, Constância Madeira Gomes, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ambos da freguesia e concelho de Castro Marim, onde residem no Sítio do Cabeço da Junqueira, portadores, respectivamente, do cartão de cidadão número 05201003, emitido peia República Portuguesa, válido até 26 de Janeiro de 2015, e do bilhete de identidade número 5187820, emitido vitaliciamente a 22 de Julho de 2005, pêlos Serviços de Identificação Civil de Faro, contribuintes fiscais números 109 046 790 e 140 261 150, e pelos outorgantes foi dito serem donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio urbano sito no Cabeço da Junqueira, na freguesia e concelho de Castro Marim, composto por edifício térreo, com duas divisões, destinado a habitação, com a área total de setenta e sete vírgula quarenta e nove metros quadrados, dos quais cinquenta e oito vírgula sessenta e cinco são de área coberta, a confrontar a Norte com Herdeiros de Ludgero da Silva Candeias e caminho, a Sul com João Manuel Pereira Trindade e António Manuel Pereira Trindade, a Nascente com António Desidério Rodrigues Gomes e a Poente com Armando Madeira Horta e com o próprio, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na respectiva matriz urbana sob o artigo 1161, com o valor patrimonial tributável e atribuído de onze mil duzentos e trinta e seis euros e treze cêntimos. Que o referido prédio lhes pertence, por o primeiro outorgante marido o ter adquirido, já no estado de casado, poj partilha verbal, e nunca reduzida a escrito, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e três, feita com os demais interessados, por óbito de seu pai Joaquim Gomes, casado que foi com Luísa da Conceição, sob o regime da comunhão geral de bens, residente que foi no Sítio do Cabeço da Junqueira, na freguesia e concelho de Castro Marim. E que, sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado os justificantes na posse e fruição do referido prédio, cuidando da sua manutenção, pagando contribuições e impostos, suportando os encargos de obras de conservação, enfim usufruindo-o no gozo pleno de todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que os primeiros outorgantes adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, títulos extrajudiciais normais capazes de provar o seu direito. Está conforme o original. Castro Marim, 11 de Fevereiro de 2011. A Colaboradora (Ana Rita Guerreiro Rodrigues)

(Colaboradora inscrita sob o n.° 400/1, conforme despacho de autorização da Notária Maria do Carmo Correia Conceição, publicado a 01.02.2011, no portal da Ordem dos Notários, nos termos do disposto no artigo 8° do Estatuto do Notariado e da Portaria n.3 55/2011, de 28 de Janeiro)

Conta registada sob o n.° 27/02

Factura / Recibo n.° 1939

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic: António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeitos de publicação que por escritura de 31 de Janeiro de 2011, exarada a folhas 13 do livro de notas deste Cartório número 79 - A, Manuel Joaquim da Mota Coelho e mulher Irene Maria Silvestre Estêvão Coelho, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ele natural da freguesia de Sande, concelho de Vila Verde, e ela da freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, residentes na Avenida do Brasil, n.° 86, 2.° dt.°, Casal de Cambra, Sintra, contribuintes fiscais números 154 383 970 e 154 383 988, declaram-se donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio urbano térreo com uma divisão, destinado a arrecadação e arrumos, sito em Foz de Odeleite, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, com a área de vinte e oito metros quadrados, confrontando do Norte, do Nascente e do Poente com via pública e do Sul com os próprios, inscrito na respectiva matriz, em nome da justificante mulher, sob o artigo 2705, com o valor patrimonial tributável de mil quatrocentos e vinte euros, a que atribuem igual valor, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Castro Marim. Que entraram na posse do referido prédio, já no estado de casados, por compra meramente verbal e nunca reduzida a escritura, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa, a Felisbela Marques Rodrigues Ribeiros, divorciada, residente no dito sitio da Foz de Odeleite; e que sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado eles, justificantes, na posse do referido prédio, cuidando da sua manutenção e utilizando-o, pagando contribuições e impostos, enfim, extraindo todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão, sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 31 de Janeiro de 2011 O Notário, (António Jorge Miquelino da Silva) Conta registada sob o n° 214 / 2011

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE ALCOUTIM A cargo da Adjunta de Notário Lic. Margarida Rosa Molarinho de Brito Simão Certifico para efeitos de publicação que por escritura outorgada hoje neste Cartório Notarial, a folhas setenta e três do Livro de Notas para Escrituras Diversas número “trinta e três - D”, Mário Parreira Batista, N.I.F. 136.816.002, natural da freguesia e concelho de Alcoutim e mulher, Custódia da Palma Guerreiro Batista, N.I.F. 121003124, natural da freguesia do Pereiro, concelho de Alcoutim, casados sob o regime da comunhão geral, e residentes na Rua Dr. João Dias, n° 2, freguesia e concelho de Alcoutim: Que são donos e legítimos possuidores com exclusão de outrem de um prédio rústico, sito em Alçaria, na freguesia do Pereiro, concelho de Alcoutim, composto por cultura arvense de sequeiro, com a área de três mil e duzentos metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel António Afonso; sul e poente com via pública e nascente com José Amaro, inscrito na respectiva matriz em nome da justificante mulher, sob o artigo 51 da secção 066, com o valor patrimonial tributário de € 26,14 euros, a que atribuem igual valor, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim: Que o referido prédio lhes pertence por o haverem adquirido no ano de mil novecentos e oitenta e cinco, por compra verbal e nunca reduzida a escrito feita a João Gomes Alves e mulher, Florinda Francisca, casados sob o regime da comunhão geral e residentes na freguesia do Pereiro, concelho de Alcoutim, actualmente falecidos, não dispondo eles justificantes de titulo formalmente válido que comprove tal compra. Que no entanto desde que a mesma foi efectuada até à data, e portanto há mais de vinte anos, eles justificantes, entraram na posse e fruicção do mencionado prédio, ininterruptamente, à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, com a consciência de utilizarem e fruírem coisa exclusivamente sua, adquirida dos anteriores proprietários, fazendo sementeiras e plantações, pagando as contribuições e impostos, enfim dele retirando todos os seus normais frutos, produtos e utilidades. Que em consequência de tal posse em nome próprio, pacífica, pública e contínua, adquiriram o mencionado prédio por usucapião, que, expressamente invocam para justificar o seu direito de propriedade para fins de registo. Está conforme com o original. Cartório Notarial de Alcoutim, aos quatro de Fevereiro de dois mil e onze. A Adjunta do Notário, em substituição legal, (Margarida Rosa Molarinho de Brito Simão)

Conta: Art.° 20.° n.°4.5.......€ 23,00 São: Vinte e três euros. Conta registada sob o nº 06

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic. António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeito de publicação que por escritura de 24 de Janeiro de 2011, exarada a folhas 119 do livro de notas deste Cartório número 78-A, Francília Maria Domingos Soares, divorciada, natural da freguesia de S. Clemente, concelho de Loulé, residente na Praceta José Domingos Santos, n.° 6, 5.° esq., freguesia do Lavradio, concelho do Barreiro, contribuinte fiscal número 162 579 004, declara-se dona e legítima possuidora, com exclusão de outrém, dos seguintes dois prédios, sitos em Barrocas, freguesia de Giões, concelho de Alcoutim: Um) Rústico, com a área de cento e vinte metros quadrados, composto por cultura arvense, citrinos e oliveiras, a confrontar do Norte e do Nascente com José Francisco Pereira e do Sul e do Poente com herdeiros de José Fernandes Pereira, inscrito na matriz, em nome da antepossuidora Claudina Marques, sob o artigo 100, da secção 003, com o valor patrimonial tributável de trinta e três euros e trinta e seis cêntimos, igual ao atribuído, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim; e Dois) Rústico, com a área de cento e sessenta metros quadrados, composto de cultura arvense, citrinos e oliveiras, a confrontar de Norte, do Sul, do Nascente e do Poente com herdeiros de José Fernandes Pereira, inscrito na matriz, em nome da antepossuidora Claudina Marques, sob o artigo 102, da secção 003, com o valor patrimonial tributável trinta e quatro euros e noventa e seis cêntimos, igual ao atribuído, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Que entrou na posse dos referidos prédios, já no estado de divorciada, por doação meramente verbal e nunca reduzida a escrito, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa, por sua avó Claudina Marques, viúva, residente que foi no sitio de Clarines, freguesia de Giões, concelho de Alcoutim, já falecida; e que sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mate de vinte anos, têm estado ela, justificante, na posse dos referidos prédios, colhendo os frutos e amanhando a terra, enfim, extraindo todas as utilidades por eles proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que adquiriu os prédios por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 24 de Janeiro de 2011. O Colaborador com competência delegada Ao abrigo do art° 8° do Dec.Lei n° 26/2004 de 4/02 (Carlos Eduardo Mendonça Viegas) Conta registada sob o n° 146 / 2011

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic: António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeitos de publicação que por escritura de 17 de Janeiro de 2011, exarada a folhas 105 do livro de notas deste Cartório número 78 - A, Joaquim Gonçalves Ribeiro e mulher Olívia Gonçalves Ribeiro, casados sob o regime da comunhão geral, naturais da freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, onde residem no lugar da Foz de Odeleite, contribuintes fiscais números 160 753 996 e 160 753 988, declaram-se donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio rústico sito em Vaie da Zorra, freguesia e concelho de Alcoutim, composto por cultura arvense e amendoeiras, com a área de nove mil quatrocentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do Norte com Catarina Marques, do Suí e do Poente consigo e do Nascente com herdeiros de Maria Claudina, inscrito na matriz, em nome da antepossuidora, sob o artigo 27, secção 133, com o valor patrimonial tributável de duzentos e oitenta e um euros e quarenta e sete cêntimos, a que atribuem igual valor, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Que entraram na posse do prédio, por compra meramente verbal e nunca reduzida a escrito, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e nove, a Maria de Fátima Palma Ribeiros Palhau e marido António Augusto Palhau, casados sob o regime da comunhão geral, residentes na Rua General Humberto Delgado, n.° 41, r/c esq., Cova da Piedade, Almada; e que sem qualquer interrupção no tempo desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado, eles, justificantes, na posse do referido prédio, colhendo os frutos e amanhando a terra, enfim, extraindo todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão, sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 17 de Janeiro de 2011. O Colaborador com competência delegada Ao abrigo do art. 8 do Dec. Lei n.° 26/2004 de 4/02. (Carlos Eduardo Mendonça Viegas) Conta registada sob o n.° 103 / 2011.

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic. António Jorge Miquelino da Silva Certifico narrativamente para efeitos de publicação que por escritura de 17 de Janeiro de 2011, exarada a folhas 103 do livro de notas deste Cartório número 78 - A, José Inácio Praxedes Ferreira e mulher Albertina Maria José Faustino Praxedes Ferreira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ele natural da freguesia de Cabeço de Vide, concelho de Fronteira, e ela da freguesia e concelho de Alcoutim, residentes na Urbanização do Pimentão, Rua Batalha de Ourique, 3.° dt.°, freguesia e concelho de Portimão, contribuintes fiscais números 164 812 121 e 164 812 130, declaram-se donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrém, do prédio urbano térreo com uma divisão, com logradouro, sito em Torneiro, freguesia e concelho de Alcoutim, com a área coberta de vinte e quatro virgula setenta e nove metros quadrados e descoberta de vinte e quatro virgula setenta e seis metros quadrados, confrontando do Norte e do Sul com via pública, do Nascente com José Henriques e do Poente com Henrique Gomes Martins, inscrito na respectiva matriz, em nome da justificante mulher, sob o artigo 2534, com o valor patrimonial tributável de mil oitocentos e cinquenta e sete euros e treze cêntimos, a que atribuem igual valor, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim.

Que entraram na posse do referido prédio, já no estado de casados, por compra meramente verbal e nunca reduzida a escritura, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e oito, a Manuel Custódio e mulher Antónia Cavaco, casados sob o regime da comunhão geral, residentes no sitio do Marmeleiro, em Alcoutim, já falecidos; e que sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado eles, justificantes, na posse do referido prédio, cuidando da sua manutenção e habitando-o, pagando contribuições e impostos, enfim, extraindo todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse assa exercida de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar o seu direito. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão, sito ria Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 17 de Janeiro de 2011. O Colaborador com competência delegada, Ao abrigo do art. 8 do Dec. Lei n.° 26/2004 de 4/02. (Carlos Eduardo Mendonça Viegas)

Conta registada sob o n.° 101 / 2011

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Março 2011


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |MARÇO 2010

DESPORTO

 Projecto Social para crianças dos 6 aos 10 anos

Bernard Simonet quer «Ténis para todos» Futebolândia crónica

O coordenador da zona Sul da Federação Portuguesa de Ténis vai iniciar em Março um projecto de âmbito social com a modalidade de ténis. Os alunos terão entre os 6 e 10 anos e as aulas vão decorrer no Clube de Ténis de Monte Gordo. dições do clube “com dois campos junto ao mar”, que desde Janeiro tem os dois campos iluminados, permitindo a prática da modalidade à noite.

Cresce a adesão ao ténis

Olá! Sejam bem-vindos a mais uma edição do “Futebolândia”! Nesta edição gostaria de falar de Paulo Sérgio e da equipa do Sporting. Paulo Sérgio não tem tido vida fácil à frente do emblema do Leão. Em Olhão foi a gota de água, só não bateu no árbitro porque viu que podia ser agredido e teve medo; acabou por ser castigado e não pôde ver junto ao relvado a derrota do Sporting frente ao Benfica, e diga-se em abono da verdade, que do banco de suplentes a visão é privilegiada. Paulo Sérgio chegou ao Sporting para chegar ao título e nem o título da melhor equipa da segunda circular vai conseguir conquistar. Até o Liedson foi embora para o Brasil aproveitar o calor do verão brasileiro e o carnaval. E como uma desgraça nunca vem só veio o José Couceiro, foi-se o Costinha, isto porque disse umas verdades na televisão e o Dias Ferreira é candidato à presidência do clube “Pô assim já é demais”, como diria o “Levezinho”, e agora até banda sonora esta equipa do Sporting tem, a saber: “Zero de conquistas Zero de satisfação, aqui não há razão para haver campeão Em Alvalade o jogo é mau o ano inteiro, em Alvalade já ninguém possui dinheiro Al-va-la-de já não dá”. Qualquer semelhança com outra música é pura coincidência.

Eusébio Costa, radialista e estudante de ciências da comunicação eusebiocosta@live.com.pt

Aulas decorrem no Clube de Ténis de Monte Gordo Bernard Simonet é coordenador da Zona Sul [Setúbal, Alentejo e Algarve] da Federação Portuguesa de Ténis e vai iniciar já em Março um projecto social na área do ténis. Tal como este formador explica “o objectivo passa por fomentar a prática de ténis junto dos mais novos”. Por ser um projecto social é inovador e pioneiro na região. Bernard Simonet conta-nos que teve sempre a vontade de “criar uma escola de raíz a pensar nos mais novos que muitas vezes não são despertados

para o ténis”. A falta de apetência pelo ténis tem várias razões de ser, desde logo “a cultura desportiva que está muito centrada no futebol”.

10 euros por mês Esta escola vai dar formação a crianças entre os 6 e os 10 anos e a mensalidade será 10 Euros. As aulas vão ser ministradas no Clube de Ténis de Monte Gordo “que aderiu desde a primeira hora a este projecto”. O professor realça as con-

Bernard Simonet é professor do curso de Ténis na Universidade de Tempos Livres (UTL) de Vila Real de Santo António e garante que o ténis tem cada vez mais adeptos no concelho. As aulas da UTL decorrem duas vezes por semana e contam com 14 alunos, alguns iniciados quando o curso abriu em 2009. Também ao nível nacional há cada vez mais praticantes da modalidade. Na última«Jornada de Detecção de Talentos» a Federação Portuguesa de Ténis detectou 800 crianças com idades inferior aos 10 anos que apresentam muita apetência para a modalidade. Para as aulas da Escola de Ténis Sub-10 de Monte Gordo, a iniciar em Março, estão abertas as incrições através dos contactos 934273663 ou bernard.simonet@ gmail.com

Volta ao Algarve contou com figuras mediáticas Humberto Fernandes Alberto Contador, Tony Martin, Philippe Gilbert, Andreas Kloden, são apenas alguns dos nomes da chuva de estrelas do ciclismo mundial que invadiu o Algarve em mais uma edição da «Volta», Também aqui estiveram presentes três ciclistas do Baixo Guadiana, Ricardo Mestre, Samuel Caldeira e Amaro Antunes. Numa prova que este ano conseguiu reunir o pelotão mais valioso que alguma vez correu em estradas nacionais, e inclusivé mais valioso que o que disputou o Giro de Itália do ano passado, de onde saiu vencedor Tony Martin (HTC), o natural da

Cortelha, Ricardo Mestre (Tavira/ Prio), teve uma participação notável, não se deixando intimidar pelas grandes figuras mediáticas e fazendo-lhes frente na classificação da montanha; acabou mesmo por levar a melhor sobre esta elite mundial, conseguindo ser o grande vencedor da classificação da montanha, revelando estar ao nível dos melhores do mundo. No final, Ricardo Mestre agradecia todo o apoio da equipa, e dizia estar muito contente com este resultado, considerando-o muito importante para ele e para toda a equipa Prio/Tavira. Quanto às prestações individuais na geral, de entre um pelotão com mais de 170 inscritos à partida,

Ricardo Mestre foi 73º, Samuel Caldeira 102º e Amaro Antunes que se estreia este ano como profissional foi 130ª. Mais uma vez Ricardo Mestre mostra ser um ciclista de grande valor conseguindo uma óptima prestação nesta 37ª Volta ao Algarve, isto após ter conseguido um excelente 2º lugar na prova de abertura do calendário nacional que se disputou no passado dia 12 de Fevereiro. Também Samuel Caldeira, Amaro Antunes e Solezio Fernandes estiveram presentes nesta prova, tendo o primeiro sido vítima de queda na recta da meta quando se preparava para lutar pela vitória, numa prova ganha por Sérgio Sousa (Barbot Efapel).

Mundialito de Futebol Feminino passa por VRSA O Algarve vai receber, de 2 a 9 de Março, a 18ª edição do Algarve Women’s Football Cup – Mundialito de Futebol Feminino, com 12 selecções, que se defrontarão em 24 jogos. Este ano, o Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António será contemplado com a realização de quatro jogos. Assim, no dia 2 de Março, pelas 15h00, defrontam-se as selecções do Japão e dos EUA, jogo que marca o início da competição. No mesmo dia, pelas 18h00, entra em campo a Selecção Nacional, num jogo onde enfrentará o País de Gales. No dia 4 de Março, às 15h00, defrontam-se as selecções dos EUA e da Noruega, sendo que para as 18h00 do mesmo dia, está marcado o jogo entre Portugal e Chile.

Campo de Futebol de Alcoutim já está totalmente equipado Os arranjos exteriores e iluminação encerraram as obras no campo de futebol de Alcoutim. A construção desta infraestrutura foi executada em duas fases. Numa primeira fase, com um investimento autárquico de 215.908.76€, foi construído o novo campo e colocado um relvado sintético. A segunda fase foi agora concluída, com os arranjos exteriores (vedação e colocação de bancadas) e colocação de iluminação, e custou à autarquia 149.854,69€.

Inscrições Escolinhas de Guarda-Redes Estão abertas as inscrições para II Campus de Guarda-Redes 2011 e II Clinic de Treinadores de Guarda-Redes 2011. Os cursos vão acontecer entre 26 de Junho e 2 de Julho no Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António e Parque de Campismo de Monte Gordo. A iniciativa é da Escolinha de Guarda-Redes Luís Rodrigues e Hugo Oliveira. Mais informações em www.escolinhaguardaredes.com


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D.R.

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Facebook dá nova vida a Escola de Ginástica de VRSA A «Escola de Ginástica de VRSA» durou 30 anos. Foram três gerações diferentes que passaram pelos ensinamentos do professor João Caldeira Romão, que, de resto, foi o mentor daquela formação. O objectivo do projecto centrou-se na aplicaçao de um programa de activação e estimulação do desenvolvimento da motricidade de crianças com idades entre os 3 e 10 anos. Pode parecer complicada a terminologia, mas na prática sabia bem aos mais pequenos dar-lhe vida. Crianças que, assim, iniciavam os primeiros passos na ginástica – altura em que nas escolas a disciplina de Educação Física aparecia apenas no 5.º ano – e que ali de desenvolviam e algumas viam nascer uma paixão pela prática desportiva regular. Esta escola fechou portas em 2007 devido a uma quebra do número de alunos que, como explica o professor João Caldeira Romão, “começaram a ter muita ocupação na Escola com Aulas de Enriquecimento Curricular (AEC), sobrando-lhes muito pouco tempo para mais aulas de Ginástica”. Mas a sua história não acabou, pelo contrário, rejuvenesceu num fenómeno de populariadade na mais importante rede social da actualidade: o Facebook. “No fim destes anos todos eu vi-me com um conjunto de informação e de dados que no meu ponto de vista seria lastimável que não pudesse divulgar, que não pudesse partilhar”, conta o professor que encontrou no Facebook uma plataforma para oferecer muitas recordações aos mais de mil alunos que passaram pela sua escola. E esta página está a ser um fenómeno de adesão. Por aqui já passaram mais de 16 mil visitas; “um número absolutamente surpreendente” diz o professor que se dedica hoje a comunicar com antigos alunos que “contemplam e comentam imagens, fazem perguntas, recordam exercícios e lembram a animação que encontravam nas aulas”. O professor quis sempre contemplar a prática da ginástica com alegria e positivismo, mas o grande fim foi desenvolver e incutir boas práticas desportivas. Hoje podemos revisitar nesta página que está a mobilizar uma significativa parte da comunidade vilarealense, crianças da altura, exercícios e até os objectos utilizados nas aulas. A viver momentos únicos, que fazem prolongar a escola que tanto acarinhou, o professor João Caldeira Romão, adianta que o passo seguinte será colocar a informação didáctica espelhada pelas fotografias. O saudoso jornalista Fernando Pessa exclamaria concerteza: «E esta, hein?!...»

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Espectáculo de solidariedade cujas receitas reverteram para a Cruz Vermelha de VRSA contaram com a boa adesão dos vilarealenses. Unidos somos mais fortes!

Almeida Pires da Entidade Regional de Turismo do Algarve no Encontro sobre o Sal de Castro Marim mostrou que o Baixo Guadiana tem tudo para garantir turismo de qualidade na região.

A instalação de portagens na Via do Infante tem recebido os maiores apupos. Os municípios algarvios estão a tentar o «tudo por tudo» e ponderam avançar com uma Providência Cautelar contra o Governo. Sotavento Algarvio

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Jornal do Baixo Guadiana_Edição Março 2011  

Turismos Rurais e Adeptos de vida mais tranquila em Alcoutim. Entrevista com a o grupo de Rock'n'Roll vilarealense «Vide Versus»

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