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Roberto Carlos 55 anos de uma fantástica carreira

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Fenômenos são fenômenos. Muitos “inexplicáveis”. Mas alguns, como o capixaba Roberto Carlos, perfeitamente “explicáveis”. Como tantos outros artistas de sucesso, Roberto Carlos tem (muito) talento. Como alguns ídolos populares, Roberto Carlos tem (enorme) carisma.

Ninguém é “Rei” por acaso...

Entretanto, são raros os artistas de sucesso e ídolos populares que - como o nosso “rei” da música popular brasileira - têm a capacidade de emocionar e “compor” a trilha sonora da vida de milhões de pessoas. Não apenas no Brasil. Em toda a América Latina, em países tão distantes de nossa cultura, como Japão e Israel.

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chegar a lugar nenhum”. O quanto arrependidos esses produtores devem ter ficado ao perceber que, poucos anos depois, Roberto Carlos iniciaria, como a emblemática “Quero que vá tudo pro inferno”, de 1965, uma carreira espetacular, até hoje única e inédita na história da música popular brasileira. Mas o “reinado” de RC vai muito mais além de sua espetacular trajetória discográfica, que pode ser conferida nas páginas 20 e 21 deste caderno especial, onde está reproduzida toda a sua discografia oficial de álbuns, a partir do primeiro lançamento, o famoso 78 RPM onde, curiosamente, o “Rei” imitava a então sensação da época, João Gilberto.

Mais raros ainda são os que atravessam décadas e se mantêm no topo de sua forma artística e popularidade.

Junto com sua ascenção na MPB vieram contribuições igualmente importantes. Roberto Carlos estabeleceu um novo formato na relação entre as redes de TV e os músicos brasileiros.

Para se chegar onde Roberto Carlos Braga chegou - um menino de família humilde de Cachoeiro do Itapemirim que partiu ainda adolescente para o Rio de Janeiro em busca de uma vocação obstinada - é preciso ter toda essa combinação de fatores e um algo mais que, aí sim, pode entrar no território do “inexplicável”.

Foi a partir do enorme “ibope” gerado pelos programas em que se apresentava ou comandava, que os contratos com as TVs passaram a ter valores muito maiores e a relação se inverteu, com a TV reconhecendo que precisava do “ibope” gerado pelos artistas, tanto quanto os artistas se beneficiavam da exposição na TV.

Em agosto de 2014, Roberto Carlos celebrou 55 anos de carreira, iniciada, paradoxalmente, com um disco de acetato em 78 rotações, gravado em 1959. Disco que vendeu tão pouco que valeu, de seus produtores, a previsão de que aquele cantor “não iria mesmo

Antes, a relação era de “mão única”, com a TV raramente pagando cachês a artistas e, quando pagava, sempre valores ridículos. Foi Roberto Carlos, já em sua parceria com a Rede Globo a partir de 1970, que protagonizou o primeiro grande especial de TV de fim de

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ano no Brasil. A partir daí, a MPB passou a ocupar espaços cada vez mais generosos na TV brasileira. Roberto também influenciou enormemente a qualificação das produções em vídeos promocionais dos artistas. Com isso, possibilitou que gravadoras e TVs investissem mais na qualidade de tudo o que era produzido para os demais artistas, especialmente os chamados de “primeiro time”. Na área das apresentações ao vivo, desde seu primeiro grande show no Canecão, no Rio de Janeiro, Roberto encarou com enorme seriedade um espaço vital para um artista popular como ele. E se cercou do que havia de melhor: a dupla Ronaldo Bôscoli e Luiz Carlos Miéle, trouxe para a carreira do “Rei”, no palco, um padrão de eficiência técnica - visual e sonora - que só se conhecia no show biz norte-americano. Com isso, as temporadas anuais de RC no canecão se tornaram eventos antológicos, atendendo não só a multidões de fãs do eixo Rio-São Paulo, como motivando caravanas de todos os pontos do Brasil. Os shows de RC se tornaram, quando estavam em cartaz, em verdadeiras “atrações turísticas” paralelas da cidade maravilhosa e ajudou a transformar o canecão na mais badalada e prestigiada casa de shows musicais do Brasil. Afinal, era o “palco do Rei”. Ou seja, esses são apenas alguns exemplos que “ajudam” a explicar porque ninguém e “Rei” por acaso.

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Amante à moda antiga

Nice & Roberto Carlos

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ice Rossi foi a primeira esposa de Roberto Carlos. Desquitada do primeiro marido, Nice foi “romance secreto” de RC numa época em que “mulher desquitada” era um tabú enorme num país moralista, católico e ultra conservador.

Myrian Rios & Roberto Carlos cimento quando Maria Rita se mudou para a sua casa.

Maria Rita & Roberto Carlos

Não existe ninguém mais apaixonado”, era a declaração constante que o rei dava à imprensa na época. Maria Rita foi a única que se casou com Roberto no civil e eles eram um grude só.

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s dois se casaram em 1968, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia (onde o divórcio já era legalizado). Na época, Roberto já era o grande ídolo do povo brasileiro e Nice tinha uma filha, de 3 anos, Ana Paula. Logo depois da união, Nice engravidou de Roberto Carlos Braga II, conhecido como “Segundinho” ou “Dudu”.

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esposa o acompanhava em todos os shows, fazia paparicos como colocar flores em seu camarim e o apelidou de “Bonitinho”.

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inda na maternidade, descobriram que o primogênito sofria de glaucoma congênito. Recorreram a todos os tratamentos possíveis para que o filho não ficasse cego, o que acabou acontecendo quando Dudu completou 24 anos.

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ois anos depois nasceu Luciana, em 1971. A “princesa”, como Luciana é chamada pelos íntimos, é jornalista especializada em moda. Roberto também assumiu a paternidade da primeira filha de Nice, Ana Paula.

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m 1979, onze anos depois de ter oficializado a união, o casal se separou amigavelmente. Nice faleceu em 1990, em decorrência de um câncer. Roberto Carlos apoiou a ex-mulher até o fim. atriz Myrian Rios tinha 22 anos quando conheceu Rober-

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to Carlos, que tinha 38. O romance começou quando os dois se encontraram em um voo Rio/SP, em 1979.

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a madrugada seguinte o telefone de Myrian tocou: “Oi, é o Roberto Carlos”, a atriz respondeu: “Ah, vai, meu filho! Você me acorda a essa hora pra dizer que é o Roberto Carlos?”. Mas era o rei mesmo ao telefone.

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m dezembro do ano seguinte, Roberto assumiu o romance e oito meses depois Myrian se mudou para a casa do amado. Para viver intensamente a paixão, a atriz abandonou sua carreira. Os dois ficaram juntos por 11 anos.

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as o final da relação foi tumultuado. Embora apenas no terreno das fofocas e especulações, dizia-se que o estopim do fim do relacionamento teriam

sido infidelidades de Myrian, as quais o cantor não perdoou e fez seu desapontamento aflorar intensamente em uma de suas mais memoráveis canções: “Fera Ferida”.

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nos mais tarde, em entrevistas constantes, Myrian Rios colocava mais combustível nas fofocas sobre a separação, afirmando que foi “burra” e se tivesse agido “com inteligência” nunca teria perdido Roberto, que teria sido “o grande amor” de sua vida.

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oberto Carlos se apaixonou por Maria Rita em 1977, durante um show em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Mas a futura pedagoga tinha apenas 16 anos na época e seus pais proibiram que a filha adolescente se envolvesse com um homem 20 anos mais velho. O amor teve que esperar. 14 anos depois, se reencontraram em um show do “Rei”. Muito discreto, Roberto escondeu o namoro. A imprensa só teve conhe-

m 1998, Maria Rita descobriu que estava com câncer pélvico. Comovido com a doença de seu amor, Roberto Carlos passou a se dedicar quase que somente à sua mulher, deixando a carreira em segundo plano. O câncer retrocedeu e o rei, com toda a sua fé, acreditou em um milagre. Mas, quatro meses depois, a doença voltou de forma agressiva. Em dezembro de 1999 Maria Rita faleceu, aos 38 anos.

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oi a primeira vez, em 20 anos, que o rei não apresentou o tradicional especial de Natal da Rede Globo. Roberto se ausentou dos palcos durante um ano todo. Quando voltou, apresentou o show “Amor Sem Limites” em homenagem ao grande amor de sua vida.

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urante a apresentação, Roberto Carlos falou da esposa por muitas vezes e sempre no presente. Depois de Maria Rita, o Rei não assumiu mais nenhum romance. Mas em 2013 admitiu que está pensando em “namorar sério”.


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Início: “pedreira” e perseverança

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uarto filho do casal Laura e Robertino Braga (ele, relojoeiro, ela costureira), Roberto Carlos nasceu em 19 de abril de 1941, e por toda a sua vida, seria chamado pela família pelo apelido “Zunga”.

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prendeu a tocar violão e guitarra no Conservatório Musical de Cachoeiro de Itapemirim, e começou a cantar aos 9 anos na rádio Cachoeiro, imitando Bob Nelson, o “cowboy brasileiro” que era sucesso no rádio da época.

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os 6 anos, “zunga” sofreu o acidente que mudaria sua vida e criaria um trauma nunca totalmente superado: foi atropelado por uma locomotiva a vapor e teve sua perna direita amputada abaixo do joelho. Aos 15 anos, “Zunga” abandonou a muleta.

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família Braga mudou-se para a cidade de Niterói em 1957. Roberto Carlos começou a frequentar as reuniões musicais da Rua do Matoso, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Por lá moravam e se reuniam Tim Maia, Erasmo Carlos, Jorge Benjor, entre outros.

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nfluenciado pelo sucesso do rock, em especial pela figura de Elvis Presley - cantavam nessas reuniões, uma versão de “Hound Dog”, feita por seu futuro melhor amigo e parceiro, Erasmo Carlos - e apresentou-se como “crooner” com “The Sputniks”, banda de Tim Maia e “The Snakes”, com Erasmo.

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eu primeiro “emprego” como cantor foi como “crooner” da boate do Hotel Plaza Copacabana, cantando sambas-canções, com sua voz afinada. Era o tempo da Bossa Nova e Roberto Carlos - que adorava esse gênero musical - imitava a grande sensação da época, o baiano João Gilberto.

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eu primeiro contato com a televisão foi como apresentador do “Clube do Rock”, na TV Tupi. Em 1959, lançou o compacto simples “João e Maria/Fora do Tom”. Mas nada disso significou sucesso nem reconhecimento para Roberto que, obcecado em seguir a carreira artística, se afastou da Bossa Nova e se ligou mais e mais ao rock.

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mercado de música jovem no Brasil ainda era embrionário e havia pouco espaço, já ocupado pelas “estrelas”, os irmãos Celly e Tony Campelo, Sérgio Murilo, George Friedman e uma adolescente, de Governador Valadares, chamada Wanderléa.

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eu primeiro disco foi um fracasso tão grande de vendas - mesmo com Roberto aparecendo regularmente nas TVs do Rio - que somente dois anos depois, em 1961, ele conseguiu a muito custo, gravar seu primeiro álbum numa nova gravadora, a Columbia.

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pouca importância dada pela gravadora a RC era tão evidente que sua foto nem foi colocada nem na capa nem na contracapa do álbum “Louco por Você” (confiram na discografia do Rei, nas páginas 20 e 21 deste caderno).

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o início de 1963, Roberto estava prestes a desistir da

1959 Aos 18 anos (foto acima) ainda morando em Niterói na casa dos tios, Roberto Carlos gravou seu primeiro disco, um 78 RPM, “imitando” João Gilberto. Foi um fracasso de vendas. A gravadora PHILIPS concluiu, na época, que ele “não tinha futuro”.

carreira de música em troca de um “emprego sério e estável”, como sua família sonhava, quando na própria CBS, veio a gravação de seu primeiro sucesso, uma versão do hit norte-americano “Splish Splash”, de Bob Darin.

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ançado inicialmente em 78 RPM e, em seguida, como destaque do segundo álbum - no qual, finalmente, havia uma foto de RC na capa - a música entrou nas paradas e teve execução decente nas rádios. “Splish Slash” vendeu mais de 20 mil discos, o que, em termos de música jovem, no Brasil de 1963, era uma marca respeitável. O êxito abriu caminho para o primeiro grande êxito de Roberto.

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primeiro álbum que colocou não apenas uma, mas cinco músicas na parada. O Álbum “É Proibido Fumar”, emplacou, além da canção-título (primeiro hit da dupla Roberto-Erasmo), os sucessos “Brôto do Jacaré”, “Um Leão está solto nas ruas” e “Minha História de Amor”, além da primeira “canção legendária” do Rei, a imortal “O Calhambeque”, que o acompanharia por toda a vida.

Aos seis anos de idade (foto acima), Roberto Carlos sofreria o acidente que marcaria sua vida. Atropelado por uma locomotiva a vapor, teve que amputar a perna abaixo do joelho. Usou muleta até os 15 anos, quando passou a usar prótese, já vivendo no Rio.


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Sucesso: suado e planejado

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Pensou em Pizza Brasileira?

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álbum “É Proibido Fumar”, colocou definitivamente no “mapa” da MPB no ano de 1964. E o entusiamo da gravadora CBS foi grande. tanto que se apressaram a lançar no começo de 1965, logo após o carnaval, o álbum “Roberto Carlos Canta para a Juventude”, que veio com mais um bom número de canções de sucesso, embora nenhuma repetisse o impacto de “O Calhambeque” ou “É Proibido Fumar”.

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ntretanto, o novo lançamento iria colocar uma quantidade ainda maior de canções nas paradas das rádios, o que, na época, era uma conquista importantíssima. A carreira de RC estava, desta forma, consolidando-se e superando a ameaça do “sucesso meteórico”.

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esse quarto álbum se destacaram “A Garota do Baile”, “Parei, Olhei”, “História de um Homem Mau”, “Noite de Terror”, “Os Sete Cabeludos”, “Brucutú” e o maior de todos os sucessos daquele LP, a suave e intimista “Não quero ver você triste”, onde RC não cantava e sim recitava a letra, assobiando a melodia, numa das mais emblemáticas canções compostas em dupla com Erasmo Carlos. Já estabelecido com o mais promissor artista do elenco da CBS, Roberto se tornava “locomotiva” da revolução de música jovem que um ano mais tarde tomaria o Brasil de assalto.

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o álbum que daria nome ao movimento e ao programa de TV que eternizariam o primeiro movimento de música pop do Brasil, seria revolucionário por muitas razões. A mais surpreendente delas, um “cisma” com quem RC nunca pretendeu atacar: a igreja católica. Sim, ao lançar o compacto simples - também incluída como faixa de maior destaque da coletânea “As 14 Mais”, em junho de 1965 - o rock balada “Quero que vá tudo pro inferno”, provocou uma comoção dez vezes maior do que qualquer música de protesto” que eram moda na ala politizada da MPB de então.

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or conta dos versos “Quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo mais vá pro inferno”, Roberto Carlos - o mesmo “cara” que viria, a partir de 1970, ser um ícone de catolicismo explícito na MPB - foi “excomungado, teve pilhas de seus discos queimados e pisoteados nas igrejas e praças públicas e pressão de igrejas em várias partes do país para cancelamento de seus shows. Uma controvérsia tão grande que, como sempre, ajudou o compacto simples se tornar o mais vendido da história até então, com reportadas - 250.000 cópias vendidas.

Quero que vá tudo pro inferno” se tornou uma espécie de “hino oficial” da Jovem Guarda, “movimento”, na verdade articulado pela TV Record de São Paulo, que capitalizaria o sucesso de Roberto, Erasmo e Wanderléa na criação do programa de música jovem que, entre 1965 e 1968 alcançaria sucesso fenomenal elevando o trio de apresentadores à categoria de primeiros ícones jovens do Brasil.

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álbum “Jovem Guarda”, lançado no final de 1965, foi o primeiro disco de RC que foi direto da fábrica para o primeiro lugar em

1965 Aos 25 anos, Roberto Carlos grava o álbum que seria o “turning point” de sua vida: “Jovem Guarda”, com o “hit” “Quero que vá tudo pro Inferno”. O álbum se tornou um dos mais vendidos e mais importantes da história da MPB. Na foto acima, RC em foto promocional do LP “Jovem Guarda”.

execução nas rádios e vendas que superaram os 400 mil discos vendidos, algo totalmente impensável na época.

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para acirrar ainda mais a polêmica “anti-cristã” associada a Roberto, um dos muitos sucessos do LP “Jovem Guarda” era a canção “Não é papo prá mim”, onde o cantor definia que “Casamento, enfim/ Não é papo prá mim”. Ou seja, definitivamente, Roberto criava, querendo ou não, uma identidade de rebeldia e contestação de costumes num Brasil onde Divórcio não existia e o desquite era visto como uma das maiores desonras numa família. Outros destaques desse disco: “Lobo Mau” (mais uma canção a reforçar a imagem de rebeldia), “Pega Ladrão” , “Escreva uma carta meu amor” e outro grande sucesso de excução que também se tornou emblemático: “Mexerico da candinha”.

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plataforma do “Rei” estava assentada. Não havia mais dúvida. Um “novo” Brasil tinha escolhido seu novo ídolo. A partir de 1966, a carreira de Roberto entrou em ritmo ultra profissional de pop star internacional.

Muito além de uma relação profissional, a amizade entre Erasmo Carlos, Roberto e Wanderléa se tornou símbolo de “irmandade” entre três artistas que influenciavam todo o Brasil nos anos 60. Amizade que parece nunca ter se abalado. E as carreiras dos três seguiram em frente até os dias de hoje.

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Reconhecimento internacional

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e já tinha aberto canais para uma carreira internacional desde seus primeiros álbuns na gravadora CBS - as gravações de “O Calhambeque” e outros sucessos brasileiros dos álbuns “É Proibido Fumar” e “Canta para a Juventude” foram lançadas em alguns países da América do Sul e em Portugal”, faltava a RC, entretanto, uma grande alavancagem para se tornar um nome conhecido fora do Brasil.

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essa alavancagem veio de forma inesperada, fruto de uma parceria puramente artística e sem nenhum “marketing” envolvido, o que, mesmo em 1968, numa carreira de RC já bastante planejada no Brasil, era algo “fora do radar”.

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Três momentos de destaque na trajetória internacional de RC: recebendo, ao lado do compositor italiano de “Canzone per Te”, o prêmio pela vitória no Festival de San Remo, em 1968. Ao lado de Julio Iglesias, na festa em que a CBS os premiou, entre os 5 maiores vendedores de discos da gravadora, em todos os tempos. Fazendo dueto com Luciano Pavarotti, num encontro que emocionou o Brasil.

final, a Itália estava totalmente fora do eixo empresarial da gravadora CBS. Lá, o domínio era das arqui-rivais RCA (norte-americana, como a CBS) e Odeon (britânica) e Phillips (Holandesa).

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Festival de San Remo era, nos anos 60, algo assim como o “Oscar” da canção pop mundial. Um festival que era transmitido ao vivo para toda a Europa, audiência enorme e prestígio inigualável.

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1968

Aos 18 anos (foto acima) ainda morando em Niterói na casa dos tios, Roberto Carlos gravou seu primeiro disco, um 78 RPM, “imitando” João Gilberto. Foi um fracasso de vendas. A gravadora PHILIPS concluiu, na época, que ele “não tinha futuro”.

s artistas que se apresentavam representando os países, consideravam ao mesmo tempo uma honra e um desafio únicos em suas carreiras. O Brasil não era convidado regularmente para o festival e foi justamente o sucesso de Roberto Carlos que motivou os organizadores a convidá-lo para representar o Brasil no evento de 1968.

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canção que RC iria “defender” seria “Canzone per Te”, de um novo talento, ainda

desconhecido mesmo entre os italianos: o brilhante Sérgio Endrigo.

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oberto vinha “escaldado” de três participações em festivais da Record. “A Bomba”, em 1966, “Maria, Carnaval e Cinzas”, em 1967 e “A Madrasta”, de 1968. Destas, somente “Maria, Carnaval e Cinzas”, um samba do então estreante Renato Teixeira, teve algum “perdão” da militante e incendiária platéia “politizada” dos festivais, para quem, RC representava “alienação e imperialismo cultural dos invasores ritmos britânicos e norte-americanos”.

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alvez por ser um samba, lindamente interpretado por RC, a platéia “vaiou menos” do que em 66 e 68. Portanto, platéia de festival deixava o “Rei’ meio nervoso...Mas em San Remo, Roberto viria a viver um dos momentos mais gloriosos de sua vida, arrebatando o primeiro lugar, tornando-se um sucesso imediato na Itália e transformando “Canzone Per Te” na canção em italiano mais vendida na história da MPB, com 800 mil cópias vendidas, só no Brasil. Em todas as versões em que foi lan;cáda, “Canzone per Te” vendeu mais de 2 milhões de discos.

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oi o “trampolim’ para que Roberto solidificasse uma agenda internacional sólida que viria a transformá-lo no mais bem sucedido artista brasileiro em escala mundial, com álbuns gravados em espanhol e lançados regularmente.

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partir de 1969, com turnês frequentes em mais de 30 países. A ponto de, em determinados momentos, as vendas de RC em países como México, Porto Rico, Estados Unidos e Portugal, rivalizarem e até superarem as vendas no Brasil.

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Sequência de fotos à direita, RC com ícones brasileiros: • Elis, em 1967, durante uma gravação na TV. • Vinicius de Moraes na redação dda “Contigo” • Caetano Veloso num especial da TV Globo • No aniversário de Hebe Camargo

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A fé assumida nas canções

Desde 1970, quando compôs e gravou o gospel “Jesus Cristo”, Roberto Carlos estabeleceu um vínculo entre sua música e sua profunda religiosidade. Nas fotos acima, RC no Cristo Redentor; com o Papa João Paulo II no Brasil, conversando com o padre Antônio Maria, seu grande amigo, e rezando logo após a morte da esposa, Maria Rita.

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oi a partir da composição e gravação do “gospel” “Jesus Cristo”, que Roberto Carlos assumiu, em sua carreira, a profunda religiosidade que sempre esteve presente em sua vida.

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eguindo o exemplo de sua mãe, Dona Laura, Roberto sempre foi católico fervoroso, de ir sempre à missa aos domingos e se cercar de símbolos de sua fé espalhados por sua casa e mesmo nos hotéis onde se hospedava.

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as foi na música, e nas paradas de sucesso, que RC externou essa religiosidade de forma mais contundente. Em seguida a “Jesus Cristo”, de 1970, e grande sucesso popular.

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le compôs seguidamente “Todos estão Surdos” (1971), “A Montanha” (1972), “O Homem” (1973), “Fé” (1978), “Terceira Força” (1979), esta última composta especialmente para o álbum “Vamos que eu já vou” de Wanderléa. E não parou por aí. Depois de um “hiato”, voltou com força total às canções de temática religiosa, que se tornaram ainda

mais frequentes a partir de seu relacionamento com a terceira esposa, Maria Rita.

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ita era também muito religiosa e o relacionamento aprofundou intensamente a religiosidade de Roberto Carlos que passou a falar sobre esse tema em suas entrevistas e se associar de forma mais evidente ao movimento renovador da Igreja Católica que teve como expoente o carismático Padre Marcelo Rossi.

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os anos 90, Roberto faz mais músicas ligadas à espiritualidade e à religiosidade. São da época canções como “Nossa Senhora” e “O Terço”. Ao lado de Maria Rita, o cantor cumprimentou o papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil, em 1997.

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o encontro, cantou para ele a música “Nossa Senhora”. Na época, aumentaram as notícias sobre as manias e superstições do cantor, que deixou de falar palavras como “mal”, “morrer” ou “inferno”. Ele também não usa a cor marrom de jeito nenhum. Roberto chegou a alterar letras originais de canções, tanto suas quanto de outros autores, eliminando trechos que já não

seriam aceitáveis. m clássico nesse sentido foi a alteração da letra de uma de suas mais emblemáticas canções, “É Preciso saber viver’, onde o verso que diz “Se o bem e o mal existem / você pode escolher”, que foi alterado para “Se o bem e o bem existem / você pode escolher”. A gravação com a letra original está no álbum de 1976. Já a letra modificada está no álbum “Acústico MTV”, de 2001.

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epois de um longo período de reclusão (e muitos chegaram a afirmar, de grande depressão, onde chegou até a questionar a própria fé em Deus, tanto que foi o sofrimento pela perda da companheira), Roberto Carlos iniciou um processo de “descompressão”, falando abertamente de suas manias e falando mais tranquilamente sobre religiosidade.

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ntretanto, a julgar pelos depoimentos de amigos, segue celebrando missas em sua residência, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro e nunca se afastou de alguns hábitos católicos que mantêm desde a infância.

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gravação de seu especial de TV em Jerusalém, em 2012, foi considerado por ele “o maior momento” de sua carreira.

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Record - A plataforma da Jovem Guarda

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ão importante quanto o sucesso das vendas de discos, desde muito cedo Roberto Carlos entendeu o papel fundamental que a televisão, como veículo de comunicação de massa, teria em sua carreira. Portanto, mesmo já sendo considerado um “fenômeno” pelas vendas com a canção “Quero que vá tudo pro Inferno”, ele não pensou duas vezes quando foi convidado ao escritório do empresário Paulo Machado de Carvalho, dono da TV Record de São Paulo, para saber detalhes do novo projeto da emissora.

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esta época, a Record tinha o monopólio da audiência, especialmente na área de música, em São Paulo, com show de grande sucesso como “O Fino da Bossa”, comandado por Jair Rodrigues e Elis Regina, e “Bossaudade”, comandado por Elizeth Cardoso e Ciro Monteiro. A idéia era cobrir a nova e explosiva área da MPB: a música jovem.

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escolhido para comandar o programa teria mesmo que ser a nova sensação jovem do Brasil, Roberto Carlos. Já no primeiro encontro, ficou decidido que seriam três os comandantes do programa.

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rasmo Carlos, parceiro, amigo e também com muitos sucessos, entre os quais a memorável “Festa de Arromba”.

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o lado deles, Wanderléa, indiscutivelmente o maior nome feminino da música jovem brasileira a partir de 1963 e que vinha a bordo de inúmeros sucessos, como “Pare o casamento”, “Ternura” e “Exército do Surf”.

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programa estreou em agosto de 1965 e foi causando uma sensação tão grande, que para assisti-lo, ao vivo, formavam-se filas de até 3 quilômetros, muitas vezes mais do que a capacidade do teatro Record Consolação, de onde era transmitido todas as tardes de domingo, das 16:30 às 18:30.

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programa era “exportado” em vídeo tape para os demais estados. Por conta disso, em 1966 pasou a ter sua própria versão no Rio de Janeiro, às segundas-feiras à noite, dirigido por Carlos Manga. A parceria entre Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléa com, a TV Record possibilitou a primeira estratégia de marketing bem sucedida da música brasileira, com lançamento de produtos com as marcas “Calhambeque”, “Jovem Guarda”, “Ternurinha”, “Tremendão”, etc. A Record aprimorou essa fórmula a tal ponto que, para acomodar o sucesso de Ronnie Von, chamado de “príncipe”, criou para ele um programa semelhante nas tardes de sábado.

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Alguns dos “pesos pesados” e fotos históricas da Jovem Guarda, programa lançado pela TV Record de São Paulo em agosto de 1965: 1) Elenco de astros e estrelas do programa, em 1967. 2) O “Trio de Ouro” da Jovem Guarda: Erasmo, Wanderléa e Roberto . 3) Detalhe do palco do programa em sua estréia. 4) Roberto Carlos ao lado de Paulo Machado de Carvalho, dono da TV Record, que teve a idéia de criar o programa “Jovem Guarda”. 5) Dona Laura, mãe de Roberto, ao lado do “rei” e de Wanderléa, numa edição do JG em abril de 1967, celebrando o aniversário de RC. 6) Foto especial da revista Contigo para celebrar o auge da Jovem Guarda, com Erasmo Carlos, Wanderley Cardoso, Eduardo Araújo, Martinha, Wanderléa e Roberto Carlos. 7) Dueto de Roberto e Erasmo, em edição do programa, em 1968. 8) Roberto Carlos e dançarinas, em edição do programa, em 1966.

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Cinema: bom de bilheteria, também!

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urta e bem sucedida, a carreira cinematográfica de Roberto Carlos teve início com o lançamento, em 1967, do longa “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, um filme dirigido por Roberto Farias e que misturava ficção e realidade num estilo muito semelhante ao dos filmes dos Beatles - “Os Reis do Iê-Iê-Iê” e “Help”, respectivamente de 1965 e 1966.

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om uma produção requintada para os padrões do cinema brasileiro da época, o filme é um grande veículo promocional para a carreira de RC, mas tem excelentes momentos, especialmente as sequências aéreas para a canção “Quando” e as filmadas com Roberto ao volante, para a canção “Por isso corro demais”. Jornal B&B

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filme, que incluía trechos de apresentações de Roberto na TV e em clubes, superou todos os recordes de bilheteria do cinema brasileiro ajudou o álbum a bater récorde também, com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Foi a primeira vez que tal marca foi superada no Brasil.

1967

Cercado de lindas mulheres, carrões e sendo perseguido por uma “máfia” comandada pelo “vilão” José Lewgoy, Roberto mais se diverte do que qualquer outra coisa em seu primeiro filme.

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segundo filme de RC, “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa” também dirigido por Roberto Farias, já teve enredo e trama e contou com participações integrais de Erasmo Carlos e Wanderléa, além de temas compostos especialmente para o filme: “O Diamante Cor de Rosa” (tema instrumental, incluída no álbum de 1969 de RC), “Você vai ser o meu escândalo” (último grande sucesso de Wanderléa na fase de Jovem Guarda) e “Prá chamar sua atenção” (gravada por Erasmo em seu álbum de despedida da gravadora RGE, e mais tarde regravada por Roberto).

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ambém composta especialmente para o filme, a balada “É preciso saber viver”, que encerra o filme, tornaria-se mais tarde uma das mais emblemáticas das canções da dupla Roberto-Erasmo, com constantes regravações. Ainda mais caro e sofisticado do que o anterior, o filme teve sequências filmadas em Londres, New York, Israel e Japão, o filme fez muito sucesso de bilheteria e marcou uma renovação da imagem do trio, mais amadurecido e romântico.

1968

Com carreiras muito intensas, o trio Roberto, Wanderléa e Erasmo teve que “dar nó em pingo d’água para cumprir a agenda de filmagens do “Diamante”. Os três ficaram ainda mais próximos.

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trilogia dos filme de Roberto Carlos é completada por um filme em que o “rei”, pela primeira e única vez, não interpretou a si mesmo e sim ao mecânico “Lalo” que sonhava em ser piloto de corridas.

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endo a companhia do grande ator Raul Cortez, e novamente dirigido por Roberto Farias, “Roberto Carlos a 300 Km por hora” revelou as habilidades de RC como ator e contou a história de forma convincente, contando com assessoria de Émerson Fittipaldi nas tomadas no Autódromo de Interlagos.

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a trilha sonora, a canção “150, 200, 300 Km por hora” se tornou um hit nacional, especialmente por expor um lado tão conhecido da personalidade do cantor, sempre apaixonado por automóveis e velocidade. erta vez, Roberto disse a um jornalista que as canções que escrevia sobre automóveis eram as que “mais falavam de uma forma íntima” sobre sua vida e seus sentimentos. Neste filme, RC parece muito melancólico.

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Um grande teste para Roberto Carlos foi atuar ao lado de Raul Cortez, considerado um dos maiores atores do Brasil. No final, Cortez elogiou o talento de RC, que confessou ter “suado frio”.


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O “rei” a 300 Km por hora...

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arrões sempre foram uma das maiores paixões do “rei”. Aqui, o “Top Ten” de sua famosa coleção. Em 1964, o histório “Calhambeque” que personificou a música que foi o primeiro “hit” de RC. O mesmo “Calhambeque”, um Ford Modelo T, foi totalmente reformando sob a orientação de ninguém menos que o bicampeão da Fórmula 1, Émerson Fittipaldi. Já totalmente reformando, o “Calhambeque” desfila com RC ao volante, nas ruas de São Paulo. Mercedes que foi “xodó” de RC nos anos 70, desfilando na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Cadillac 1960, uma das “jóias” da coleção de Roberto, que basseia com o “bólido” no Guarujá, em São Paulo. Os Dodges da coleção do “rei” na garagem de sua casa, em 1970. Nice e Roberto Carlos posam ao lado do Jaguar E-Type dado de presente de casamento pela gravadora CBS, em 1968. Roberto exibe para a revista “Manchete”, em 1971, oito dos carros de sua frota, inclusive dois prosaicos “fuscas” e uma “Kombi”. Durante as filmagens de “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, o cantor é “içado” por guindaste do Porto do Rio de Janeiro num Esplanada 1967. O cantor, que fez a cena sem doublê, ganhou o carro de presente ao final do “take”. E a paixão segue em frente. Roberto em fevereiro de 2014, cumprimenta fãs e posa para os “paparazzi” ao lado de seu Audi R8 Spider.

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As canções que você fez prá mim...

Sandra Freier (Educadora)

“Aprendi a admirar o Roberto Carlos ‘por tabela’, pois minha mãe era, e ainda é ,uma grande fã dele. São várias músicas que gosto e que marcaram momentos, entre elas “Como é grande o meu amor por você”, “Amigo” e “Emoções”. Mas tem uma que eu acho que é muito profunda: “Guerra dos Meninos”. Talez não seja tão tocada ou tão popular, mas é uma música especial para mim, por que tem um significado profundo e verdadeiro. Ela traz uma mensagem de perseverança, esperança, e unidade. Roberto Carlos é, e sempre foi, um homem de fé. Esta canção é uma de suas grandes inspirações.”

Silvana Mandelli (Executiva) “Sentado a beira do caminho” e “Como é grande o meu amor por você”, são as que mais gosto. Essas músicas dizem o que eu gostaria de ouvir de um homem que seja realmente sincero.

Carlos Wesley (Jornalista) “Tenho duas preferidas... E são de “priscas eras”, da época em que Roberto Carlos era, de fato, o rei: ‘Detalhes” e ‘Outra Vez’... Acho que a segunda nem é letra dele, mas adoro as duas. Não gosto da fase mais recente.” Bella Martins (Empresária) “Eu era adolescente quando Roberto Carlos despontou na música brasileira e, embora ele não tenha sido meu favorito, sem dúvida, fez parte e marcou a minha geração. Ele canta o amor e os dissabores das perdas amorosas. Ele tem um “tema” musical para cada situação e experiência amorosa. Eu escolho a música ‘Outra Vez’ como favorita, porque, em dado momento, também tive uma relação assim. Músicas são sempre o pano de fundo para todas as situações da vida e a nossa preferência é, geralmente, pelas que marcam mais um dado momento”.

Tonia Elizabeth (Cantora) “Outra Vez”, canção composta para ele por Isolda. Acho esta uma letra de pura poesia. Adoooooro!

Paulo Corrêa (Comunicador) “Como é Grande o Meu Amor Por Você“ e “Detalhes” são as minhas favoritas. Todas as vezes que eu sentia saudades das pessoas que amo, meus pais ou namorada, eu colocava o disco “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, que é onde está a faixa “Como é grande o meu amor por você”. Além disso, esta foi a música que marcou o encontro com a minha esposa Suzana Muricy.”

Carlos Sales (Produtor) “Muitas das canções de RC falam um pouco da minha maneira de ser e de me relacionar com as pessoas e logicamente ficaram marcadas na minha trajetória de vida. Mas tem uma, em especial, que todas as vezes que estou trabalhando em alguma produção, e principalmente no momento em que o evento está acontecendo e vejo a alegria das pessoas, esta música vem à mente, algumas vezes a emoção é tanta que chego a chorar, mas disfarço sorrindo quando alguém percebe. “Emoções” parece ter sido escrita para mim e as frases que seguem são um verdadeiro retrato de como me sinto quando vejo minha missão cumprida.”

Carmen Gusmão (Artista) “Gosto de muitas músicas dele, mas ‘As Curvas da Estrada de Santos’ marcou muito na infância e adolescência. Mais tarde foi ‘Outra Vez’, de autoria de Isolda. O primeiro desenho que eu fiz na vida foi reprodução da capa de um LP dele, da coleção da minha mãe. Nunca esqueci isso...”

Urbano Santos (Empresário) “A música ‘Lady Laura’ é uma obra-prima, gosto demais. Ela me faz recordar minha doce e amada mamãe!”

Anete Arslanian (Educadora) “A canção “Como é grande o meu amor por você” é uma das maiores declarações de amor que eu já escutei. Dentre tantas canções românticas de Roberto Carlos, essa se destaca pela linda melodia e letra”.

Marcos Peres (Jornalista) “Para mim, a canção mais tocante de Roberto Carlos é ‘Nossa Senhora’. Todos os dias eu converso com “Nossa Senhora”. Em outras palavras, peço que me dê a mão e cuide do meu coração”.

Rose Max (Cantora) “Gosto muito, mas muito mesmo de uma canção que ele canta, foi feita para ele, mas que não é de sua autoria, que é ‘Força Estranha’, composta por Caetano Veloso. Da dupla Roberto e Erasmo - mas que só o Erasmo gravou - adoro “Panorama Ecológico”. Também gosto demais do lado rock’n’roll da dupla Roberto-Erasmo em músicas como “Mesmo que seja eu”. Das românticas, eu penso que “Você” é uma obra de arte!”.

Jorge Almeida (Publicitário) “Nada supera ‘Fera Ferida’. É o máximo em termos de poesia romântica.”


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Um ídolo de ídolos

Ana Carolina “Roberto Carlos é a nossa grande referência. O amor das pessoas por ele é uma coisa impressionante. Quando canto qualquer coisa dele num show, o ambiente muda num segundo, é espantoso.”

Maria Bethânia “Minha paixão por Roberto é absoluta. Sempre, desde que o ouvi e vi cantando as mais lindas canções com um romantismo brasileiro intenso e lírico. Suas músicas estão em meu repertório desde sempre e ter recebido dele uma canção feita para mim, é um sonho indescritível. Amo inquestionavelmente!”

Elis Regina “Demorei um pouco para entender a extensão do que Roberto Carlos representa para o Brasil. Como cantor e compositor, sempre gostei muito. E admiro seu incrível profissionalismo.”

Fagner “Sempre fui apaixonado. Nunca imaginei que ele gravaria uma música minha. Quando ouvi a gravação de ‘Mucuripe’ feita por ele, chorei muito, porque era o inatingível. Aquela voz cantando minha música. Foi demais.”

João Carlos Martins “Cantor maravilhoso, compositor idem. Uma sensibilidade fantástica e um sujeito adorável. Quem não gosta do Roberto, bom sujeito não é.”

Rogério Flausino “Pra mim, é quase impossível escolher a melhor música da carreira desse nosso Rei.”

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Paulo Coelho “Roberto é um desses milagres brasileiros, o talento que supera toda a mediocridade em volta. Inspirador, forte e emblemático. ‘As curvas da estrada de Santos’ é uma das melhores canções da história da música brasileira.”

Gaby Amarantos “Dá até arrepio de falar nele. Amo, choro, canto, danço rock. Tudo. Roberto é o máximo, eterno...”

Jô Soares “Acompanhei a carreira do Roberto desde o início. É um talento fora de série sob todos os pontos de vista. Um artista espetacular que engrandece o nome do Brasil.”

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Ivete Sangalo “Uma das maiores emoções da minha vida foi quando participei de seu especial de fim de ano. Ali, para mim, tive certeza de que todos os sonhos são possíveis. Eu, uma menina baiana que apenas sonhava em ser cantora, estava ao lado do Rei, sendo tratada de igual para igual. O cara é maravilhoso mesmo.”

Fernanda Montenegro “Roberto Carlos é como assim, o melhor tradutor da alma do povo brasileiro. Ninguém jamais captou isso do jeito que ele fez e faz. Acho que todos nos orgulhamos dele.”

Raul Seixas “Roberto é o nosso Elvis Presley e Frank Sinatra num só. Sacou?”

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Alcione “Mais do que tudo que se diga ou elogie o Roberto, quem conhece ele de perto sabe o tamanho do coração e da humildade. Sujeito ungido por Deus”.

Toim Jobim “Roberto Carlos é não só o melhor cantor do Brasil, produzido diretamente pela Bossa Nova. Ele a entende e a redimensiona. É gênio.”

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Paula Fernandes “Além de ser um talento extraordinário, o Roberto é uma pessoa simples e tem muita energia positiva. Vejo nele alguém talentoso que venceu os problemas que teve com humildade e um sorriso no rosto. Ele me surpreendeu”.

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Discografia Oficial do “Rei”

1961

“Louco por Você”

1963

“Splish Splash”

1967

1968

“Em Ritmo de Aventura”

“O Inimitável”

1964

“É Proibido Fumar”

1969

“As Flores do Jardim da Nossa Casa”

1965

“Canta para a Juventude”

1970

“San Remo 1968”

1965

“Jovem Guarda”

1970

“Jesus Cristo”

1966

“Roberto Carlos”

1971

“Roberto Carlos”

Tudo começou com um “fracasso” Lançado em agosto de 1959, o disco 78 RPM, com“João e Maria” no Lado A e “Fora do Tom”, no Lado B, foi o primeiro disco de Roberto Carlos, e também o único lançado fora da Columbia/CBS/Sony em seus 55 anos de carreira. Vendeu menos de 2 mil cópias. Cinco décadas depois, RC havia vendido mais de 120 milhões de discos em 34 países.

1983

“Roberto Carlos”

1985

“Roberto Carlos”

1991

“Roberto Carlos”

1984

“Roberto Carlos”

1986

“Roberto Carlos”

1992

“Roberto Carlos”

1987

“Roberto Carlos”

1993

“Roberto Carlos”

1988

“Roberto Carlos”

1994

“Roberto Carlos”

1989

“Roberto Carlos”

1995

“Roberto Carlos”

1990

“Super Herói”

1996

“Roberto Carlos”


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Discografia Oficial do “Rei”

1972

“Roberto Carlos”

1978

“Roberto Carlos”

1973

“Roberto Carlos”

1979

“Roberto Carlos”

1974

“Roberto Carlos”

1975

“Roberto Carlos”

1980

1981

“A Guerra dos Meninos”

“As Baleias”

1976

“Ilegal, Imoral ou Engorda”

1981

“Em Inglês”

1977

“Muito Romântico”

1982

“Roberto Carlos”

Obcecado por qualidade

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ão logo se tornou o campeão de vendas da poderosa gravadora CBS - em 1965, com o êxito espetacular do compacto simples “Quero que vá tudo pro Inferno” e do LP “Jovem Guarda” - Roberto Carlos passou a gerenciar sua carreira discográfica com um profissionalismo que até então era desconhecido no meio musical brasileiro.

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om total apoio da gravadora, pode escolher produtores, músicos e arranjadores que se encaixassem melhor em seu projeto, “afinou” a sua banda RC-7 que viria a se tornar um dos mais refinados grupos de músicos pop do Brasil, nos anos 60 e 70.

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ambém passou a opiniar diretamente em aspectos que antes quase nenhum artistas do gênero “popular” se atreveria: nas fotos de capa, lay-out das contra-capas e nos eventuais encartes que só iriam aparecer na MPB na década de 70.

1999

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2005

“Roberto Carlos”

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apidamente, Roberto Carlos ganhou fama de perfeccionista e exigente com seu trabalho musical. O resultado pode ser visto na qualidade muito superior de seus álbuns em relação a outros grandes nomes da época.

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endo a seu favor as vendas milionárias de seus “elepês” - que a partir de 1966 passaram a ser lançados ‘religiosamente’ nos finais de novembro para aproveitar as vendas natalinas - RC foi o primeiro cantor brasileiro a ter enorme influência dentro da gravadora.

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não era para menos. Como a CBS (que viria a se tornar Sony Music nos anos 80) era dona de uma das duas únicas fábricas de discos (acetato), no Brasil, todos os anos, no mês de novembro, as “prensas” eram praticamente dedicadas a ele. Isso irritava as demais gravadoras, que esperavam “na fila”.

2000

“Amor sem Limite”

2008

“A Música de Tom Jobim”

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capacidade de produção das prensas, nas duas fábricas instaladas no Brasil, trabalhando 24 horas por dia, era de pouco mais de 1 milhão de discos por mês.

A

partir de 1968, a CBS lançava um mínimo de 800 mil álbuns de Roberto de uma vez, fazendo com que as duas fábricas trabalhassem praticamente “só para o Rei” por todo o mês de novembro e boa parte do mês de dezembro.

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Raríssima foto de sessão de gravação para o álbum de 1966

a área de produção artística, já a partir de que era gravado no Brasil. 1969 Roberto passou a gravar, or pressão de outros arprimeiro parcialmente e depois tistas em outras gravaintegralmente, seus discos nos doras, houve uma melhoria dos Estados Unidos, alternando-se equipamentos de gravação no entre New York e Los Angeles. Brasil, porque todos queriam ter essa forma, a “sono- seus discos com “um som com a ridade” e a mixagem qualidade dos discos do Roberde seus álbuns alcançaram uma to”. Somente a partir de 2002 é qualidade que, nos anos 70, era que Roberto voltou a gravar toimensamente distante de tudo o talmente nos estúdios brasileiros.

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2001

“Acústico MTV”

2009

“Elas cantam Roberto Carlos”

2002

“Seres Humanos”

2010

“Emoções Sertaneijas”

1997

“Canciones que amo”

2003

“Pra Sempre”

2012

“Esse cara sou eu”

1998

“Roberto Carlos”

2004

“Pra Sempre - ao vivo”

2013

“Em Jerusalém”


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Um álbum precioso e quase totalmente desconhecido

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narrador solista Paulo Santos, quando foi convidado, em 1968, pelo maestro Eleazar de Carvalho para fazer parte de uma nova apresentação de “Pedro e o Lobo”, de Prokofiev com a Orquestra Sinfônica Brasileira, ficou encantado com a idéia, mas teve que recusar o convite. Tinha muitos compromissos já agendados e não poderia atender ao convite. Foi quando o maestro perguntou-lhe quem ele sugeria para substituí-lo e Paulo Santos imediatamnente respondeu:

foi um álbum antológico, que chegou às lojas em 1970, no mesmo ano em que Roberto Carlos faria uma verdadeira revolução em sua imagem como cantor popular, abandonando de vez o estilo e os ritmos da “Jovem Guarda” e produzindo um de seus álbuns mais antológicos, - Roberto Carlos 1970 - do qual o grande destaque era o ‘gospel’ “Jesus Cristo”.

E

m “Pedro e o Lobo”, como bem define Paulo Santos no texto que foi publicado na contra-capa do álbum (foto à esquerda), “o compositor russo Prokofiev tinha como intenção primitiva criar um veículo através do qual os jovens pudessem acostumar-se com os sons dos vários instrumentos de uma orquestra sinfônica. Assim, ele identifica cada instrumento com os caracteres de sua narrativa. Depois, a associação do personagem com o instrumento torna-se fácil”.

R A

oberto Carlos!

reação do maestro - um entusiasta das novidades foi de aprovação imediata. E ambos concordavam que Roberto Carlos tinha, já naquela época, a reputação de ser perfeccionista em tudo o que fazia, buscando a qualidade mesmo que ela significasse longas horas de trabalho exaustivo. O maestro Eleazar de Carvalho admirava particularmente essa qualidade de RC.

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aulo vai mais: “embora pareça fácil ao ouvido, “Pedro e o Lobo” não é tão simples para o solista narrador, nem para a orquestra e o regente. É preciso uma identificação ampla com o material sonoro, uma unidade total entre o equilíbrio da massa orquestral e cada um dos seus integrantes”.

A

apresentação, entretanto, só viria ocorrer um ano mais tarde, em 1969, na Sala Cecília Meireles. O êxito foi espetacular: da orquestra, do maestro e de Roberto Carlos como solista narrador.

O

sucesso foi tão grande que,. um ano depois, surgiu a idéia de gravar “Pedro e o Lobo” tendo Roberto como narrador e a New York Philarmonic Orchestra que, como RC, era contratada exclusiva da CBS. O resultado

Lançado em 1970, o álbum “Roberto Carlos narra Pedro e o Lobo, Opus 67” teve repercussão quase que restrita ao circuito de música erudita. O desempenho de RC no projeto encantou a New York Philarmonic e o legendário maestro Leonard Bernstein.

O

álbum “Roberto Carlos narra Pedro e o Lobo” teve vida curta no mercado e tornou-se uma raridade na discografia de RC. Apenas quem comprou o volume 2 das caixas “Roberto Carlos para Sempre”, é que possuem o álbum em formato de CD. A versão original em vinil pode valer até 5 mil dólares no mercado de raridades.

Bill Paparazzi e a honra de ter suas fotos no “Livro do Rei”

B

ill Coelho - mais conhecido na Flórida como “Bill Paparazzi”, - fotógrafo de eventos e celebridades e hoje é colaborador assíduo de grandes publicações, entre as quais a revista CARAS, revista de maior circulação no Brasil. O sucesso profissional, entretanto, não se compara à satisfação que Bill teve ao ter fotos suas escolhidas para serem incluídas no livro que celebrou a carreira de Roberto Carlos. Bill chegou aos Estados Unidos no final dos anos 80 e desde muito cedo tem paixão por fotografia:

“C

reio que esta paixão vem desde os tempos das câmaras de 35 mm, na minha adolescência usei uma câmara emprestada de um amigo, foi paixão ao ‘primeiro uso’. Dai por diante o desafio seria conseguir comprar minha própria câmara até que uma dia comprei minha primeira, uma Yashica FX-3. Aliás, muito boa para época”.

B

ill brinca quando perguntamos qual foi a primeira vez que ele fotografou Roberto Carlos: “Na verdade a primeira vez que fotografei o “rei” foi em um desses shows de final de ano da TV Globo, quando, na minha casa chegou a primeira TV a cores (risos)”.

E

como foi que Roberto Carlos tomou conhecimento de seu trabalho. Qual foi a estratégia para conseguir o que muitos desejam e poucos conseguem?

“Q

uando Roberto Carlos esteve de regresso aos EUA em 2008, durante a coletiva de imprensa, procurei descobrir quem eram as pessoas mais importantes que faziam parte da equipe dele. Acertei em cheio, fiquei conhecendo o empresário dele, Doddy Sirena. Trocamos cartões e prometi enviar algumas fotos da coletiva e do show.

O interessante é que, depois do show de 2008 , houveram dois outros shows, e não foi diferente,… fiz o mesmo”.

P

aparazzi conta como uma foto de sua autoria foi incluída no livro oficial sobre a carreira de Roberto Carlos:

“A

través do escritório de RC no Brasil, fui indicado à Editora Toriba, responsável pelo livro, que em seguida entrou em contato comigo. Enviaram-me um e-mail solicitando a confirmação se aquelas fotos eram mesmo de minha autoria, pois estas estavam na lista das selecionadas pelo próprio Roberto Carlos para serem utillizadas no livro. Assinamos um acordo e tudo correu bem”.

B

ill fala da experiência em conhecer de perto o maior ídolo do Brasil:

“R

oberto Carlos, de perto, imprensiona, fascina e encanta. Trata-se de um rei, um mito, um ser iluminado, porém não deixa de ser uma pessoa simples, atenciosa e carismática, não só comigo, mas com todas as pessoas que conseguem chegar até ele. Quem ainda não se encantou, não se apaixonou, não chorou ouvindo Roberto Carlos? Eu sim. E sou grato a ele por ter feito parte de minha adolescência, por ter me ajudado a descobrir o amor na mais tenra idade, por ter me mostrado o sentimento através da música. Meus sinceros agradecimentos ao Roberto Carlos por tanta história em minha vida, por tanta vida em minha história. Penso que o rei Roberto Carlos bem como seu inseparável amigo Erasmo Carlos são na verdade dois grandes poetas, que conseguem maravilhosamente fazer de suas poesias canções. Canções que falam só e unicamente de três coisas; amor, paz e fé.”


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