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Califรณrnia aceitarรก nรฃo-binรกrio como definiรงรฃo oficial de โ€œterceiro gรชneroโ€ Pรกgina 24

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Consumo de รกlcool aumenta propensรฃo a vรญcio em cocaรญna

Cerrado brasileiro serรก โ€œsantuรกrioโ€ para preservaรงรฃo de felinos selvagens

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Carol Larson

Contabilidade vs. Escrituração contábil: qual é a diferença? Aprenda as diferenças entre um contador e um escriturário (bookeepers), e veja de quem você precisa

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o contratar um profissional para te ajudar com suas necessidades contábeis e impostos, é importante entender o que cada um pode fazer por você. Apesar de o contador e o escriturário prestarem serviços em torno de suas finanças empresariais e pessoais, é um erro comum achar que ambos desempenham a mesma função. Existem diferenças importantíssimas entre estes dois profissionais. Continue lendo para saber as diferenças fundamentais entre um contador e um escriturário, e escolha qual supre as necessidades para suas finanças.

O escriturário é aquele responsável por registrar to-

das as transações financeiras de empresas ou pessoas. Um escriturário é a pessoa que o ajuda a manter o funcionamento fluido das suas finanças pessoais ou empresariais, mantendo sempre atualizado o andamento delas. Algumas das funções de um escriturário incluem o fornecimento de demonstrativos financeiros para sua empresa, o auxílio no processamento e a manutenção da folha de pagamentos. Ainda que um escriturário qualificado possa desempenhar várias funções, sua principal atuação gira em torno do registro contínuo das atividades financeiras. Os contadores, por outro lado, estão preparados para analisar seus dados financeiros de modo a oferecer orientações e fazer projeções financeiras baseadas nos desempenhos anteriores. Um contador interpreta dados

para informar o desempenho e a condição de suas despesas pessoais ou empresariais, para que você possa tomar decisões acertadas. O contador também pode oferecer assessoria fiscal e planejamento, auxiliar no processo de elaboração de um negócio, confeccionar relatórios corporativos e de conformidade e dar conselhos de gerenciamento financeiro. Tanto os cargos de contador e de escriturário exigem níveis de qualificação, que diferem um do outro. Um conhecimento básico de contabilidade é o suficiente para exercer a função de escriturário contábil. Para desempenhar o cargo de contador é preciso ser, no mínimo, bacharel em contabilidade. Um contador sempre revisa, supervisiona e orienta o trabalho do escriturário para garantir a exatidão do serviço. Leve em consideração todos esses aspectos para de-

cidir que profissional melhor se encaixa nas suas necessidades. Na Larson Accounting Group, nós contamos com uma equipe recém ampliada de contadores, escriturários e outros profissionais financeiros dispostos a te ajudar. Cada membro de nossa equipe é multilíngue e altamente treinado. Somos especializados em auxiliar empresários e investidores estrangeiros, além de empresas e residentes nos Estados Unidos. Saiba mais sobre o nosso grupo aqui. Nossa fundadora, Carol Larson, é uma Enrolled Agent no IRS - a credencial mais alta concedida pelo IRS (Receita Federal Americana). Estamos aqui prontos para ajudar independentemente do profissional que você precisa, quer seja um contador ou um escriturário. Você pode confiar na equipe do Larson Accounting Group para manter os elevados padrões de consultoria contábil e empresarial.




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EDITORIAL

Brasileiras & Brasileiros, Inc. Eraldo Manes Junior é paulistano, vive em Orlando, Fl desde 1990. É fundador e publisher do Jornal B&B, desde 1994. emanes@jornalbb.com

EMOCIONANTE!

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uando encerramos o primeiro Focus Brasil-Orlando, em 2016, logo percebemos o tremendo sucesso que o evento trouxe para a região da Flórida Central. Foi uma surpresa inesperada para organizadores, patrocinadores, palestrantes e para o público em geral, que participou em grande número. Havia uma carência, na Flórida Central, para um evento com a distinção única e assinatura da Fundação Focus Brasil, que já tem sua presença bem sucedida em cidades como Fort Lauderdale, Tóquio, Londres e, agora, em Orlando. Na Central Flórida, no segundo ano, o Focus Brasil tinha uma responsabilidade ainda maior. Com um dia extra no calendário e uma agenda cheia de eventos culturais e de negócios, atendeu à demanda de cada público especificamente. A responsabilidade dos organizadores aumentou significativamente, quando a expectativa de todos agora é de uma realização maior e melhor. Conhecendo o time que está por trás do Focus Brasil, tinha certeza de que os envolvidos fariam tudo para alcançar os resultados esperados. A comunidade brasileira de Orlando tem um “rosto” antes do Focus

Brasil e um depois. O evento abriu as portas para uma mistura única das Artes, Cultura, Língua Portuguesa, Mídia, Mulheres Empreendedoras, Educação e Negócios em um só lugar. Como presidente da CFBACC, também estava confiante de que os meus diretores se empenhariam em preparar Paineis de Negócios que abrangessem várias segmentações: questões que iriam do Setor Imobiliário, Imigração, Sistema Bancário, Direito Internacional e muito mais. Foram conteúdos repletos de informações que interessaram tanto aos brasileiros que vivem nos EUA, quanto aos que pretendem imigrar e alcançar o sucesso na América. Registramos vários momentos de tirar o fôlego durante os 5 dias de evento. Mas, sem dúvida, o jantar de gala, no sábado trouxe uma emoção especial, quando alguns homenageados puderam recordar um passado de 20 a 30 anos de muito trabalho, obstáculos vencidos e sucesso alcançado na região. Estão todos de parabéns, organizadores, patrocinadores, mídia apoiadora e, claro, os que foram premiados na sexta e no sábado. Confiram a cobertura nesta edição. Boa Leitura.

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Brasileiras & Brasileiros, Inc. Fundado em 1994 4847 Lake Milly Drive Orlando, FL 32839-2075 - USA Fones: (407) 855-9541 e (407) 353-2799

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Publisher: Eraldo Manes Junior Editor-In-Chief: Maida Bellíssimo Manes News Designer: Marily Smith

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Hispanic Corporate Achievers • Hispanic 100 Media - 1997

CiRCULAÇÃO AUdiTAdA

International Correspondent: Edinelson Alves Contributing Writers: Amaury Jr. Edinelson Alves, Marcio da Cruz Alves, Peter Peng e Roberta Detti. Sales Managers: Paulo F. Martins (in memorian) Sandro Coutinho Member:

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HISTÓRIA

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Ignacio Ortega

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o centenário da revolução bolchevique, as figuras históricas de Josef Stalin e Leon Trotsky voltam a se chocar como fizeram após a morte de Vladmir Lenin em 1924, mas agora por meio de seus descendentes. “Depois de Lenin, Trotsky foi a figura mais destacada da revolução de 1917. A confiança mútua no campo ideológico entre esses dois homens era total e absoluta”, afirmou Esteban Volkow, neto de Trotsky e residente no México. Trotsky (1879-1940), fundador do Exército Vermelho, foi assassinado no México por ordem de Stalin (1878-1953), que sucedeu Lenin no Kremlin e ostentou o poder até sua morte em 1953, vários dias depois de sofrer uma hemorragia cerebral na sua datcha nos arredores de Moscou. Volkow, de 91 anos, considera que, após a morte de Lenin, seu avô não lutou pelo poder, como afirmam “falsamente” os historiadores, mas para “salvar a revolução”. Por outro lado, segundo comentou, o processo foi “traído” por Stalin e os “genuínos revolucionários acabaram com uma bala na nuca nos porões da Lubianka (sede da KGB em Moscou) ou, no melhor dos casos, no gulag”, os campos de trabalho soviético. “Stalin se considerava um

comunista, mas não porque fosse membro do partido, e sim porque o principal objetivo da sua vida era construir o comunismo”, contestou Yakov Dzhugashvili, bisneto de Stalin. Para o homem que dirigiu a União Soviética com mão de ferro durante um quarto de século, o comunismo não se limitava - segundo seu bisneto - a repetir Karl Marx e Friedrich Engels como uma mantra, mas a criar um novo sistema, uma nova civilização. “Em 1931, Stalin explicou assim: ‘Estamos atrasados em 50 ou 100 anos dos países mais desenvolvidos. Devemos percorrer essa distância em dez anos’”, lembrou Dzhugashvili, cujo avô, também Yakov, filho mais velho de Stalin, morreu em 1943 como prisioneiro de guerra dos alemães. Para cumprir esta tarefa, o líder necessitava de um “instrumento de organização do povo: o Estado”. “Não qualquer Estado, mas um que estivesse a serviço do povo e não de uma classe concretamente. Isso não tinha sido feito por ninguém antes, só se tinha sonhado, e os bolcheviques decidiram torná-lo realidade arriscando não o café da manhã ou a liberdade, mas suas vidas”, acrescentou Dzhugashvili. Por sua vez, Volkow sustenta que “Stalin nunca foi o herdeiro de Lenin” e, embora

Mario Guzmán

Eterna luta entre Stalin e Trotsky continua com seus descendentes

Casa Museu de León Trotsky no México em foto de 2005

admita que Trotsky também cometeu erros, lembra que se recusou a recorrer ao exército para tomar o poder. “Lenin no seu testamento recomenda a remoção de Stalin por sua brutalidade e pelo excesso de poder que tinha acumulado”, destacou. Volkow considera importante distinguir os primeiros passos da União Soviética, “o quão progressista foi a economia planificada, do retrógrado e reacionário que foi o regime totalitário de Stalin, que não tem nada a ver com a revolução de outubro e o socialismo”. Entre os méritos de Trotsky, menciona que seu avô assentou as bases do partido que dirigiu

a revolução, fundou o Exército Vermelho que ganhou a guerra civil e criou a teoria da “revolução permanente”. Por “defender as genuínas tradições do bolchevismo-leninismo e da revolução de outubro”, Trotsky “foi abatido pela mão assassina de Stalin”, lamentou Volkow, que vivia com seu avô quando foi assassinado por Ramón Mercader. No entanto, Dzhugashvili argumenta que Stalin tentou arrebatar o poder do partido e cedê-lo ao povo já em 1936. “Mas os opositores a esta reforma, os secretários das filiais regionais do partido, junto ao chefe do NKVD (precursor da KGB), Nikolai Yezhov, lança-

ram as repressões stalinistas em uma tentativa de abortar a reforma”, justificou. Como consequência, segundo afirmou, a reforma pretendida por Stalin fracassou e centenas de milhares de pessoas foram reprimidas nos conhecidos expurgos. “A segunda tentativa aconteceu em 1952 no 19º congresso do partido. Essa tentativa custou a vida de Stalin. Eles o mataram. Lavrenti Beria, que identificou os criminosos, e propunha-se a castigá-los, também foi assassinado em junho de 1953”, completou. Dzhugashvili recordou ainda que Aleksandr Zinoviev, escritor, dissidente e expulso da União Soviética em 1978, admitiu pouco antes de morrer em 2006 que o sistema soviético foi “o auge da história” e Stalin “o maior dirigente político do século XX”. Em meio a essa eterna disputa, atualmente Volkow protege o legado do seu avô na casa museu de Trotsky na Cidade do México, enquanto Dzhugashvili está centrado na sua carreira de pintor.


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Em 2003, Kristi Rujano se tornou BROKER, após ter trabalhado nas maiores empresas imobiliárias da Flórida. Em 2010, Rujano fundou a Orlando Regional Realty, uma “boutique Realty” que coloca o cliente no centro do negócio; “e os maiores recursos são destinados a ele e não às despesas comuns que existem nas grandes empresas imobiliárias”.

“Não há lugar melhor para se viver do que Orlando”. “Sabemos disso...Vivemos aqui...Nossas crianças frequentam escolas a região...Conhecemos as áreas da cidade que proporcionam uma vida vibrante e segura e consequentemente uma boa opção para se investir”, afirma Rujano. Em 2017, Orlando Regional Realty expandiu sua equipe incorporando Kimberley Beaudry, Jason Ding, Linda Mardegan e Miguel Kaled para reforçar seu time de corretores. Com experiência em short sales, foreclosures, propriedades para investimentos, flipping houses, terrenos, construção, casas de luxo e muito mais, a empresa foca na Educação, Treinamento, Tecnologia e Informação de seus membros para melhor servir sua clientela. Nossos valores são baseados na honestidade e no bom atendimento ao cliente. Tratamos o cliente como gostaríamos de ser tratados.

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ECONOMIA

Miguel Gutiérrez

Bezos se torna pessoa mais rica do mundo

Venezuela entra em hiperinflação pela primeira vez na história Maduro está tentando “apagar velas com querosene”

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Venezuela registrou em outubro uma inflação de 50,6% em relação ao mês anterior, entrando tecnicamente em hiperinflação, ao superar, pela primeira vez na história do país, uma alta dos preços acima de 50% em um único mês. Os dados foram divulgados pela Econométrica, que, junto à Assembleia Nacional, controlado pela oposição, e outras entidades privadas, oferecem periodicamente um cálculo de inflação no país, já que o Banco Central não divulga mais o índice. “Com a inflação geral de outubro de 2017 de 50,6% em relação a setembro, a Venezuela entra na definição técnica de hiperinflação proposta por Philip Cagan”, escreveu a Econométrica no Twitter, citando o economista americano que criou o conceito em 1956. A Econométrica diz que esse é um “recorde histórico” de inflação na Venezuela, que atravessa uma grave crise humanitária marcada pela escassez de produtos básicos, como alimentos e remédios. Fontes da empresa consultadas explicaram que a Venezuela vive há anos uma situação propicia para o surgimento de uma hiperinflação. Entre as condições citadas, eles destacam a emissão descontrolada de dinheiro por parte do Banco Central e a falta de produtos no mercado por causa da queda da produção. Um dia antes do anúncio da hiperinflação, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um reajuste de 30% no salário mínimo do país, o quinto reajuste feito apenas neste ano.

Agora, o salário mínimo no país é de 177.507 bolívares, equivalente a US$ 53 na taxa oficial de câmbio. No mercado paralelo, no entanto, onde o bolívar é muito mais desvalorizado, o montante equivale a apenas US$ 4. “Esses aumentos não são genuínos, mas nominais, e as pessoas não podem comprar os produtos”, disse o presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional, o economista José Guerra, que disse que Maduro está tentando “apagar velas com querosene”. A Venezuela sofre, além disso, com uma escassez de dinheiro em espécie, que obriga os cidadãos a fazerem filas longas para conseguir sacar as poucas notas que os bancos recebem. O Banco Central apresentou por ordem de Maduro a nota de 100.000 bolívares, a de maior valor já emitida até agora. “Isso era algo que deveria ser feito, mas falta o de 50.000 bolívares, porque não haverá notas para dar troco. Deveriam mandar imprimi-lo de uma vez para simplificar um pouco os métodos de pagamento”, disse Guerra. O deputado e economista se mostrou pessimista sobre as perspectivas do país diante da crise.“Esse é um caminho que nos leva para o buraco porque não resolve o problema de fundo, que é a inflação. O governo não tem capacidade de fazê-lo. É hora de apresentar um programa econômico que reduza a inflação”, afirmou Guerra.

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Alessandro Di Marco

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A alta das ações da Amazon em Wall Street tem uma consequência direta na fortuna do fundador da empresa, Jeff Bezos, que superou o cofundador da Microsoft Bill Gates como pessoa mais rica do mundo. Duas horas depois do início do pregão, os papéis da Amazon subiam 11,9%, no final do mês de setembro, um reflexo do ânimo dos investidores com os resultados trimestrais divulgados pela empresa, números que superaram as previsões dos analistas. As ações da Microsoft, que também teve um trimestre positivo, agradando os investidores, subiam 7%. Mas, de acordo com a revista “Forbes”, que acompanha pontualmente as fortunas pessoais levando em consideração, entre outros fatores, o valor dos ativos dos bilionários nas bolsas de valores, Bezos superou Gates como pessoa mais rica do mundo. De acordo com a Forbes, a fortuna do fundador da Amazon chegava a US$ 90,6 bilhões, contra US$ 90,1 bilhões de Gates. Não é a primeira vez que o fundador da Amazon supera o criador da Microsoft. Isso já tinha ocorrido em 27 de julho, quando a empresa de Bezos registrou uma alta histórica de suas ações. No entanto, horas depois, Gates recuperou o primeiro posto. Bezos começou a fazer parte da lista de bilionários da Forbes em 1998, com uma fortuna calculada na época de US$ 1,6 bilhões, um ano depois de a Amazon ter entrado na bolsa.


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Joédson Alves

ANIMAIS

Cerrado brasileiro receberá “santuário” para preservação de felinos selvagens

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ordô, um jovem puma macho capturado quando era filhote, se transformará no primeiro animal da sua espécie que será solto em uma fazenda do cerrado brasileiro, um lugar que por iniciativa privada e apoio do governo se tornará um “santuário” para a preservação de felinos selvagens. O puma, que recebeu o nome de Bordô pela cor grená da tinta com a qual foi marcado para sua identificação, chegou a Brasília para passar por exames antes de ser devolvido ao seu habitat natural. A suçuarana ou onça parda, como são chamados os pumas “brasileiros”, espera o aval dos veterinários e da equipe de especialistas para retornar à natureza no ecossistema do cerrado, a ampla savana da região centrooeste no estado de Goiás. O trabalho de reintegração do felino ao seu habitat natural está sendo coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) e contou com o apoio das ONGs NEX e Brasília é o Bicho. Depois de vários meses de permanência em uma fazenda de Unaí, cidade do sudeste estado de Minas Gerais e onde foi capturado quando ainda era filhote, Bordô chegou a Brasília

Victor Pennington

e foi submetido a uma extensa revisão médica, que determinará quando pode ser levado ao futuro “santuário”, situado a cerca de 150 quilômetros da capital. “Realizamos um procedimento médico veterinário e de exame clínico. Lhe demos um sedativo, colhemos sangue para saber se o animal está bem e uma ultrassonografia também, uma revisão geral e tudo vai bem”, afirmou o veterinário Thiago Luczinski, voluntário da NEX, ONG que atua na defesa de animais silvestres. O processo é realizado no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Brasília, organismo que em 2016 recebeu nas suas sedes de todo o país 39.637 animais silvestres, dos quais 78% foi devolvido ao seu habitat natural. O trabalho de revisão médica do puma é acompanhado pela fazenda Veredas do Cerrado, propriedade do empresário Caio Freitas e lugar que tem uma tradição de preservação da natureza há 42 anos, quando foi adquirida pelo pai do atual dono. Freitas busca transformar o lugar, que já faz parte de pesquisas e estudos sobre o ecossistema do cerrado, em um “santuário” para receber felinos selvagens que por diversas razões foram retirados do seu habitat natural nas diferentes regiões do país.

Biólogos e veterinários estudam há dois anos o terreno de 300 hectares que receberá os felinos ameaçados e Bordô deverá ser o primeiro a habitar o lugar, um amplo espaço dotado de fontes de água natural e alimentos. Outros pumas e jaguares já habitam o ecossistema do cerrado, do qual faz parte a fazenda. “Uma coisa interessante que fizemos foi que, como este animal vai ser solto, necessitávamos ter uma identificação visual dele, porque será vigiado por câmeras”, explicou Luczinski. De acordo com o veterinário, a identificação com “duas marcas laterais com tinta de cabelo, para não macucar o animal quando mudar de pelagem e que desaparecerá quando essa mudança acontecer, não vai agredir o animal e ele vai ter uma vida normal”. “Será algo temporário, para que possamos identificá-lo nas câmeras, caminhando, e, se tudo correr bem, podemos visualmente verificar se ele está magro ou engordou. Então essa marca é importante para nós”, detalhou Luczinski. Antes de ser submetido aos testes de urina, de sangue, do coração, da pressão e de ultrassom em Brasília, o animal teve no trajeto entre Minas Gerais e Goiás seu primeiro contato com a savana brasileira.


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LIBERTADORES

Decidido a “acabar com o planeta”, o Grêmio levou um susto, perdeu para o Barcelona de Guayaquil por 1 a 0, em Porto Alegre, mas enfrentará o Lanús na busca pelo tricampeonato da Taça Libertadores graças à vantagem no jogo de ida. A frase, divulgada pelo clube nas redes sociais depois da vitória no Equador por 3 a 0, viralizou e ganhou força nos gritos dos 54.128 torcedores que lotaram a Arena do Grêmio, mas o time não correspondeu à festa na arquibancada e acabou derrotado. O único gol do jogo foi marcado aos 32 minutos do primeiro tempo. Marcos Caceido fez fila

na zaga tricolor e cruzou. Kannermann desviou, mas a bola caiu nos pés de Jonatan Álvez, que não perdoou e anotou. No segundo tempo, a equipe de Renato Gaúcho melhorou, mas perdeu várias chances de empatar. A melhor delas foi com Jael, que acertou a trave adversária com um toque de cabeça após cruzamento de Cortez. Em busca de seu terceiro título em sua quinta final de Libertadores, o Grêmio enfrentará o Lanús, que eliminou o River Plate. O jogo de ida da decisão está marcado para o dia 22 de novembro, em Porto Alegre. A volta ocorre sete dias depois, no dia 29, na Argentina.

Solvio Avila

Grêmio perde para Barcelona em casa, mas pega Lanús na final da Libertadores

Com ajuda do árbitro de vídeo, Lanús vence River e fará final da Libertadores

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David Fernandez

Randall W. Hanson, P.A.

De forma heroica e com auxílio do árbitro de vídeo, o Lanús-ARG venceu de virada o River Plate, por 4 a 2, em outubro, no estádio La Fortaleza, em Lanús, e carimbou a vaga para sua primeira final da Taça Libertadores da América. Os gols foram marcados por José Sand (dois), Lautaro Acosta e Alejandro Silva, para o Lanús, com Montiel e Scocco descontando para os visitantes. Com a vantagem após ter vencido por 1 a 0 o primeiro confronto, disputado, no Monumental de Núñez, o River Plate

começou o jogo de forma mais defensiva e com isso, o Lanús ficou perto de abrir o placar logo nos primeiros minutos. Após cobrança de escanteio pelo lado esquerdo, o zagueiro Diego Braghieri cabeceou e a bola passou raspando a trave do goleiro Germán Lux. Mesmo com a pressão inicial do Lanús, o River conseguiu abrir o placar aos 15 minutos, com Scocco, ex-Internacional, em cobrança de pênalti sofrido por Fernández. A classificação do River para a final parecia consumada,

quando aos 22 minutos, Montiel ampliou ao pegar o rebote após uma cobrança de falta. No entanto, a reação do Lanús começou ainda no primeiro tempo. Aos 45, Sand recebeu passe de Acosta e chutou para as redes de Lux. E logo no primeiro minuto da etapa final, o Lanús incendiou a torcida empatando o jogo novamente com Sand. O camisa 9 aproveitou a sobra após uma disputa de bola e fez 2 a 2. O terceiro gol do time grená saiu aos 16. Sand ganhou a disputa pelo lado direito, tocou para Alejandro Silva, que em seguida cruzou para Acosta colocar o Lanús em vantagem no placar. O gol que classificou o Lanús aconteceu com a ajuda do árbitro de vídeo. Aos 20, Nicolás Pasquini caiu dentro da área pedindo pênalti. Por conta da pressão dos jogadores do time da casa, o árbitro colombiano Wilmar Roldán consultou o sistema e após quase dois minutos, confirmou a penalidade. Alejandro Silva cobrou no canto direito, marcando o quarto gol e colocando o Lanús na decisão. O River partiu para o desespero e tentou diminuir, com o goleiro Lux indo para a área adversária em uma cobrança de escanteio, mas não conseguiu seu terceiro gol e assistiu a festa da torcida e jogadores do time grená após o apito final. Agora o Lanús enfrentará Grêmio no final de novembro.


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GENTE

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Atahualpa Amerise

Mortos e vivos dividem espaço em cemitérios

A

Michaela Sipalay e sua família moram no cemitério de Pasay

Francis R. Malasig

pobreza e a superpopulação unem mortos e vivos nos cemitérios de Manila, Filipinas onde os mais desesperados estabeleceram residência permanente nos espaços escuros que separam os túmulos. Sobre um deles, no Cemitério Municipal de Pasay, vive Michaela Sipalay. Com o consentimento da família proprietária da sepultura, esta mulher de 38 anos - embora aparente ser bem mais velha - construiu com tábuas, plásticos e lonas seu barraco de dez metros quadrados por dois metros de altura. As duas filhas de Michaela, uma de quatro anos e outra de 11 com incapacidade intelectual, brincam sobre o cimento sem saber que seu vizinho de baixo está em seu descanso eterno, como um dos 50 mil enterrados deste cemitério de Pasay. Aqui os mortos são maioria em relação aos vivos, que somam pouco mais de mil moradores, divididos em 300 famílias, segundo dados do governo local. “Vim para cá em 2002 porque posso viver de graça sem pagar um aluguel, mas é muito difícil ganhar o pão. Eu gostaria de encontrar um lugar melhor porque sei que aqui as minhas filhas não vão ter oportunidades”, explicou a mulher. Na juventude, Michaela chegou a cursar dois anos da universidade, mas, pressionada pela pobreza, abandonou os estudos. Depois, após perder o emprego, passou a recolher garrafas de plástico que são trocadas por algumas

moedas, com as quais compra arroz para a família. Nas Filipinas, que tem uma população de mais de 100 milhões de habitantes, aproximadamente 22 milhões vivem abaixo da linha de pobreza, segundo o Escritório Nacional de Estatística. Entre eles, várias dezenas de milhares moram nos 84 cemitérios distribuídos pela região metropolitana de Manila. No país, de tradição católica, os cemitérios registram uma atividade frenética durante o Dia de Finados, a começar pela capital, onde mais de dois milhões de pessoas visitam os

túmulos de seus seres queridos. Na rua principal da necrópole, ambulantes vendem desde velas, flores e lápides personalizadas até todo tipo de artesanato, comida e roupas. Quando a multidão vai embora, cai a noite e reina o silêncio, os espíritos dos mortos se manifestam em forma de sussurros e aparições. Ou pelo menos isso é o que dizem os residentes mais supersticiosos do cemitério. No entanto, Rona Marie Marcelino, que vive aqui desde que nasceu, há 23 anos, afirma entre risos que “não escuta nada raro e não há espíritos nem nada”. “Não dê ouvidos, é tudo conversa”, disse esta jovem que vive com sua namorada num espaço entre duas

sepulturas. Ambas fazem a manutenção de 30 túmulos do cemitério, o que lhes garante uma renda 36 mil pesos filipinos (R$ 2,3 mil) anuais. Além disso, Rona Marie trabalha como servente em uma agência bancária próxima. Essa renda permite uma “boa vida”, afirma a jovem no cemitério, onde passa longos momentos conversando e rindo com o seu grupo de amigos, cercada de crianças e animais. “Sou muito feliz aqui e não penso em me mudar para outro lugar. Nasci no cemitério e morrerei nele”, concluiu a jovem.

Paul McCartney se inspirou em foto de revista para compor “Lady Madonna” O compositor inglês e ex-beatle Paul McCartney revelou que se inspirou numa foto da revista “National Geographic” para compor a canção “Lady Madonna”, que fala de uma mulher que dá o peito ao seu filho. “Lady Madonna” foi lançada em 1968, e alcançou o primeiro lugar nas paradas, se tornando em uma das músicas mais famosas do quarteto de Liverpool. A edição de janeiro de 1965 da revista “National Geographic” mostrou uma fotografia intitulada “Mountain Madonna”, onde aparecia uma mulher dando o peito para uma criança e outra rindo ao seu lado. “Às vezes você vê imagens de mães e pensa se tratar de uma boa mãe. Você só pode dizer que há uma ligação com o filho. Essa foto me afetou e me inspirou em escrever a música”, explicou McCartney. O ex-baixista e vocalista dos Beatles também falou sobre sua capacidade de realizar shows com três horas de duração, sem aparentar cansaço, apesar de ter completado 75 anos em junho deste ano.


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EDUCAÇÃO

Vírgula ou Ponto?

Como separar centavos em reais e em dólares

D

esde que me mudei para os EUA, tenho notado um padrão que se repete diariamente em posts no Facebook, textos de jornais e revistas de brasileiros expatriados. Quando as pessoas escrevem algum valor em reais, elas tendem a utilizar a vírgula como separador decimal dos centavos. Já quando escrevem algum valor em dólares, tendem a utilizar o ponto como separador decimal. Esse padrão se repete inclusive em frases com valores tanto em dólares quanto em reais, levando as pessoas a utilizarem as duas formas combinadas no mesmo texto. Por exemplo: “Ótimo apartamento à venda em Orlando por apenas $350,000.00 dólares (aproximadamente R$1.120.000,00).“ Um pouco confuso, não? Será que a simples indicação da moeda em um número determina se o ponto ou a vírgula deve ser usado como separador decimal? Vamos colocar um ponto final nesta questão. Histórico do ponto decimal De acordo com o livro “A history of mathematical notations” [1][2], a primeira utilização de frações decimais data do século XVI pelo matemático belga Simon Stevin. Com o uso de números nãointeiros, surgiu a necessidade da criação de notações para a escrita dessa nova classe de números. Atribui-se ao matemático escocês John Napier o primeiro uso intencional do ponto como separador decimal em seu livro Rabdologia de 1617. Nesse mesmo livro, o matemático também utiliza a vírgula como separador decimal. Ao longo dos anos, as notações para números decimais variaram, sendo usadas as seguintes alternativas para separação das casas decimais: 1. circunscritas; 2. sobrescritas; 3. sublinhadas; 4. separadas por barras verticais; 5. separadas por traços; 6. separadas por ponto; 7. separadas por vírgula. A lista não é exautiva. Somente no início do século XVII, a notação de números decimais começou a convergir para o ponto ou para a vírgula. Em meados de 1700, o matemático alemão Gottfried Leibniz propôs o uso do ponto como sinal de multiplicação e, com isso, grande parte da Europa adotou a vírgula como separador decimal para evitar confusão. Já no Reino Unido, preferiu-

se por adotar o “x” como sinal de multiplicação e passaram a utilizar predominantemente o ponto como separador decimal. Essa preferência foi herdada pelos Estados Unidos da América durante o período colonial. Normas Gramaticais Em termos de normas gramaticais da língua portuguesa, não há regra que obrigue o uso da vírgula ao invés do ponto ou vice-versa, pois o novo acordo ortográfico da língua portuguesa é omisso quanto a isso. Da mesma maneira, não encontrei regra gramatical formal que obrigue a utilização do ponto ao invés da vírgula na língua inglesa. Além do idioma, por se tratar de números, a questão pode ser abordada quanto à metrologia. Para isso, existe a Resolução n.º 10 da 22ª Conferência Geral de Pesos e Medidas que é citada e reforçada pelo Sistema Internacional de Unidades publicado pelo INMETRO Brasileiro. A resolução conclui: “declares that the symbol for the decimal marker shall be either the point on the line or the comma on the line, reaffirms that “Numbers may be divided in groups of three in order to facilitate reading; neither dots nor commas are ever inserted in the spaces between groups”, as stated in Resolution 7 of the 9th CGPM, 1948.” Que em tradução livre fica: “declara que o símbolo do separador decimal será o ponto sobre a linha ou a vírgula sobre a linha, reafirma que “Números podem ser divididos em grupos de três para facilitar a leitura;

Francisco Neto *

* Francisco Neto é Diretor Executivo da Ambra College. Sobre a Ambra College: A Ambra é um uma faculdade genuinamente americana sediada em Downtown Orlando e credenciada pelo DOE do Estado da Flórida, Registro CIE-#4001. A Ambra oferece cursos de mestrado, pós-graduação e graduação nas áreas de business e ciências jurídicas. Conforme publicado em https://blog.ambracollege.com/como-separar-centavos-em-reais-e-emdolares/ no dia 20/outubro/2017.

nem pontos nem vírgulas devem ser inseridos nos espaços entre os grupos”, conforme a Resolução 7 da 9a CGPM de 1948.” Isto é, a norma internacional de metrologia permite o uso tanto do ponto quanto da vírgula como separador decimal. Além disso, recomenda que, caso se venha a agrupar os milhares, que não se utilize nem a vírgula nem o ponto como agrupador de milhar, mas somente um espaço em branco. De acordo com essas recomendações, o número dois mil trezentos e cinquenta e quarenta e cinco décimos pode ser escrito das seguintes formas: • “2350,45” com a vírgula como separador decimal e sem agrupador de milhares; ou • “2 350,45” com a vírgula como separador decimal e com um espaço como agrupador de milhares; ou • “2350.45” com o ponto como separador decimal e sem agrupador de milhares; ou • “2 350.45” com o ponto como separador decimal e com um espaço como agrupador de milhares. Embora todas as opções acima estejam tecnicamente corretas, há recomendações de estilo a depender do contexto, do país e do idioma que devem ser seguidas para facilitar a compreensão do leitor.

cionado em primeiro lugar ao país, em segundo (por consequência) ao idioma e, em último lugar (e por consequência novamente) à moeda. É importante entender que valores em dólares geralmente aparecem utilizando o ponto como separador decimal porque normalmente são escritos em documentos em inglês, e em países de língua inglesa.

Uso nos EUA e no Brasil É possível encontrar várias recomendações para o uso da vírgula como separador decimal em textos brasileiros (em português) e para o uso do ponto em textos americanos (em inglês) [7][8]. Como via de regra, a grande maioria de textos escritos nos EUA utiliza o ponto como separador decimal, enquanto que a grande maioria de textos escritos no Brasil utiliza a vírgula como separador decimal. Como os EUA utilizam o inglês como seu idioma principal, então os textos em inglês utilizam o ponto. Como o Brasil utiliza o português, então os textos em português utilizam a vírgula. Isto é, o uso do separador decimal recomendado está mais rela-

• Caso venha a utilizar agrupador de milhar, utilize o ponto. O importante é manter a coerência no texto e não misturar dois separadores decimais distintos no mesmo texto. Siga essa regra até mesmo quando você estiver usando de valores em duas moedas diferentes no mesmo texto. Voltando ao exemplo do início do texto, o recomendado para aquele caso seria: “Ótimo apartamento à venda em Orlando por apenas $350.000,00 dólares (aproximadamente R$1.120.000,00).“

Importante: A simples escrita de valores em uma moeda específica não obriga o uso do ponto ou da vírgula como separador decimal por si só. Recomendação geral As recomendações gerais são bem simples e visam facilitar o entendimento do texto pelo leitor: Para textos em inglês: • Opte pelo uso mais comum nos países de língua inglesa: o ponto como separador decimal. • Caso venha a utilizar agrupador de milhar, utilize a vírgula. Para textos em português: • Opte pelo uso mais comum nos países de língua portuguesa: a vírgula como separador decimal.

Ou caso o texto estivesse escrito em inglês, teríamos o seguinte: “Nice apartment for sale in Or-

lando for only $350,000.00 US dollars (approximately R$1,120,000.00).“ Aproveito para lembrar que não há problemas em escrever um texto em português utilizando somente pontos como separadores decimais, pois não há regra que impeça isso. É possível argumentar que o item determinante para a opção entre o uso do ponto ou da vírgula seja o país para o qual o texto é destinado, independentemente do idioma. Isto é, que textos escritos para os EUA utilizariam o ponto, mesmo que escritos em português; e que textos escritos para o Brasil utilizariam a vírgula, mesmo que escritos em inglês. Eu particularmente não sou adepto dessa abordagem, pois penso que possui mais chances de causar confusão no leitor, pois textos nem sempre carregam explícitos o país ou região geográfica para qual são destinados. Independentemente da abordagem escolhida, novamente, o importante é manter a coerência no texto e não misturar dois separadores decimais distintos no mesmo texto. Quanto aos agrupadores de milhar, embora haja recomendação pela Conferência Geral de Pesos e Medidas pelo uso de somente um espaço em branco; essa prática não é muito disseminada e é preferível a utilização da vírgula ou do ponto, a depender do separador decimal escolhido. Espero que esse texto lhe auxilie a escrever melhor!

Fonte e referências: [1] – https://www.councilscienceeditors.org/wpcontent/uploads/v31n2p042-043.pdf [2] – A History Of Mathematical Notations Vol I [3] – https://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/ Duvida-Linguistica/DID/2277 [4] – Acordo Ortográfico [5] – https://www.bipm.org/en/CGPM/ db/22/10/ [6] – http://www.inmetro.gov.br/inovacao/ publicacoes/si_versao_final.pdf (Seção 5.3.4 pag. 46). [7] – http://www.unc.edu/~rowlett/units/ numbers.html [8] – Practical English Usage, Oxford University Press; 4th Revised edition edition (2017) (Seção 29 – 322 Numbers).


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Denise Kandell. Da mesma forma, a cientista destacou a importância do estudo para os tratamentos de reabilitação de toxicomania. “Para tratamentos de reabilitação, é muito importante saber que o uso de álcool e nicotina é um precursor para o consumo de cocaína”. Não obstante, Griffin destacou que os ratos são mais suscetíveis à dependência que os humanos. “Muitas pessoas que usam drogas não são tão suscetíveis a

se tornarem dependentes”. Segundo os pesquisadores, o próximo passo é “entender melhor os mecanismos pelos quais o álcool dirige o processo de dependência” para outras drogas. O estudo também abre caminho para determinar se o consumo de maconha é um fator que pode levar ao consumo de cocaína, “o que teria implicações muito importantes para os tratamentos na saúde pública”, concluiu Griffin.

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SAÚDE

e outro ao de água, e depois ambos foram expostos ao consumo de cocaína. Segundo Griffin, os ratos que previamente consumiram álcool desenvolveram uma maior dependência à cocaína e mantiveram o consumo apesar de consequências negativas, como um choque elétrico a cada vez que consumiam a droga. O consumo de álcool “aumenta as respostas de consumo de cocaína, embora este tenha circunstâncias negativas como o choque elétrico”, disse o cientista, que realçou que o estudo mostra a presença de um fator biológico e não só de conduta social. “Esta pesquisa abre o caminho para oferecer novas opções terapêuticas para o tratamento da dependência”. A análise mostrou que “tanto o álcool quanto a nicotina atuam através de mecanismos moleculares similares

para aumentar a vulnerabilidade à cocaína”. “O que me surpreendeu é que os ratos se comportaram exatamente como esperávamos de acordo com um estudo prévio de Denise sobre pessoas que usam nicotina e álcool antes de usar cocaína”, afirmou Eric Kandel, neurocientista da Universidade de Columbia e outro dos autores da pesquisa. As conclusões que mostram que há uma base biológica e não somente social no consumo de nicotina e álcool como precursores ao consumo de cocaína abrem grandes possibilidades para o desenvolvimentos do programas de prevenção. “Quando os jovens se envolvem com drogas é importante conhecer qual mecanismo é responsável pelo fato de o uso de uma droga aumentar o risco de usar outras drogas”, apontou a especialista em reabilitação

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O consumo de álcool leva a um comportamento mais propenso ao vício em cocaína, segundo os resultados de um estudo realizado com ratos que foi publicado pela revista “Science Advances’, da Associação Americana para o Avanço da Ciência. Depois de consumir álcool durante 10 dias, os ratos se mostraram mais viciados em cocaína, apesar de receberem choques elétricos quando consumiam a droga. “A elaboração do estudo foi inspirada em observações em humanos”, explicou Edmund Griffin Jr., diretor da pesquisa. Segundo Griffin, outros estudos, como por exemplo alguns realizados pela epidemiologista da Universidade de Columbia e co-autora do relatório, Denise Kandell, demonstraram que nos humanos há uma sequência de comportamentos em casos de abuso de drogas. “As pessoas que consomem cocaína normalmente têm um padrão histórico de dependência ao álcool ou à nicotina”, destacou Griffin. Uma das questões que o estudo queria resolver era se as pessoas que consomem álcool e maconha têm o costume de se reunir por razões meramente sociais ou também biológicas. Para o experimento foram utilizados dois grupos de ratos: ao longo de 10 dias e durante duas horas ao dia um grupo foi submetido ao consumo de álcool

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Consumo de álcool aumenta propensão a vício em cocaína

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Alessandra B. Manes, Esq.

Alessandra é membro do Florida Bar, Young Lawyers Division e do American Bar Association. Nasceu em São Paulo, Brasil. Fluente em Inglês, Espanhol e Português.


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SOCIEDADE

David Maung

David Villafranca

Parada do Orgulho Gay de San Diego, na Califórnia, em foto de março de 2017

Califórnia aceitará não-binário como definição oficial de “terceiro gênero”

C

onsiderada um dos estados americanos mais vanguardistas no reconhecimento dos direitos da comunidade LGBT e da diversidade de gênero, a Califórnia aceitará nos documentos oficiais a definição não-binário para as pessoas que não se identifiquem como homem ou mulher. O governador do estado, o democrata Jerry Brown, assinou a lei SB-179 de “Identidade de gênero: mulher, homem ou não-binário”, que será aplicada, por exemplo, na certidão de nascimento e na carteira de habilitação e que amplia o reconhecimento das pessoas transgênero e intersexo. “Cada pessoa merece o pleno reconhecimento legal e o tratamento igual sob a lei para garantir que os indivíduos intersexo, transgênero e não-binário tenham documentos de identificação estatal que proporcionem um

reconhecimento completamente legal da sua precisa identidade de gênero”, indicou o texto da norma aprovada. A lei especifica que as designações de homem e mulher não podem “representar adequadamente a diversidade” da população, motivo pelo qual o conceito de não-binário é um “termo amplo” para que tenham uma identidade de gênero além das definições tradicionais. “Quero agradecer ao governador Brown por reconhecer o quão difícil pode ser para os nossos parentes, amigos e vizinhos transgênero, não-binário e intersexo quando eles não têm uma identificação que coincide com a sua apresentação de gênero”, disse em comunicado a senadora democrata Toni Atkins, uma das responsáveis pela lei. Outro dos autores do texto, o também senador democrata Scott

Wiener, apontou que a Califórnia segue assim com a sua “luta por uma sociedade mais inclusiva, inclusive quando alguns em Washington continuam prejudicando a comunidade LGBT”. Graças à nova lei, os californianos poderão obter a partir do dia 1º de setembro de 2018 uma nova certidão de nascimento de acordo com a sua identidade de gênero, sem a necessidade de terem passado por uma cirurgia de mudança de sexo. Além disso, as carteiras de habilitação, que nos Estados Unidos são o documento oficial de identificação mais habitual, admitirão na Califórnia as opções de homem, mulher e não-binário. O diretor-executivo do Transgender Law Center, Kris Hayashi, ressaltou que com esta “simples mudança” a Califórnia fez com que

a vida cotidiana seja “infinitamente mais segura e fácil” para indivíduos não-binário e transgênero. “Em todos os lugares pedem a nossa identificação, seja em bancos, bares ou aeroportos, e pode ser devastador e inclusive perigoso para os transgênero e não-binários viver com uma identificação que não reflete quem realmente são”, argumentou. “Quando a sua identificação não coincide com a sua expressão ou identidade de gênero, você pode ser exposto a situações potencialmente perigosas. A lei SB-179 elimina obstáculos desnecessários do processo de tirar documentos de identificação estatal para milhares de californianos”, acrescentou o diretor-executivo da organização sem fins lucrativos Equality California, Rick Zbur. O estado segue assim os passos de Oregon e do Distrito de

Columbia (no qual se encontra a capital do país, Washington), que recentemente admitiram uma opção adicional para o “terceiro gênero” nas carteiras de habilitação. Impulsionada pelo importante ativismo das cidades de Los Angeles e San Francisco, muito vinculado ao movimento LGBT, a Califórnia se destacou por ser um dos estados americanos com maior envolvimento no reconhecimento da diversidade sexual e de gênero. Referência do progressismo nos Estados Unidos, a Califórnia se transformou desde a chegada do republicano Donald Trump à presidência do país em um dos principais focos de resistência diante das ideias conservadoras ao defender, entre outros aspectos, a luta contra a mudança climática e os direitos dos imigrantes.

Pesquisa diz que 53% das mulheres sofreram assedio sexual no trabalho Uma pesquisa aponta que 53% das mulheres no Reino Unido afirmam terem sofrido no trabalho ou local de estudo algum tipo de assédio sexual, desde brincadeiras inadequadas até agressões físicas. Realizada pela ComRes, encomendada pela “BBC Rádio 5

Live”, a pesquisa ouviu entre 2.031 homens e mulheres adultas, revela também que 20% dos homens entrevistados disseram que sofreram algum tipo de assédio. A pesquisa indica que as mulheres são um alvo mais comum para chefes e diretores, com 30% dos casos contra 12% dos homens,

e uma em cada dez mulheres afirma que sua experiência negativa a levou a abandonar seu emprego ou centro educativo. Do total de homens e mulheres que disseram ter sofrido assédio, 27% afirmaram que se tratava de brincadeiras ou comentários fora de hora, 15% informaram que fo-

ram tocadas e 13% foram vítimas de assédio verbal, enquanto que uma de cada dez mulheres sofreu agressão física. 67% das vítimas não denunciaram os fatos, especialmente no caso dos homens, e apenas 21% disseram sentir que poderiam contar com a solução.

A BBC encomendou a pesquisa após a revelação do caso de Harvey Weinstein, o poderoso produtor de Hollywood acusado por dezenas de mulheres de assédio sexual durante décadas, e de uma campanha pela internet para compartilhar experiências e erradicar esta prática.


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AMAURY JR.

BELEZA MADE IN BRASIL

Já Zeca Camargo, apresentador do “É de Casa”, da Rede Globo, está escrevendo a biografia de Elza Soares e tem feito uma série de entrevistas com ela e com pessoas ligadas à sua trajetória.

A top model Flavia Lucini, que já desfilou duas vezes no Victoria’s Secrets Fashion Show – um dos maiores eventos da moda mundial – é pura simpatia e beleza! Nascida em Barra Grande, cidade de 300 habitantes no Paraná, foi descoberta por um olheiro que passava por lá. “Eu parecia um menino, juro. Estava em cima de um trator.”

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Parintins é superprodução no coração da Amazônia “Outro dia meu novo amigo Diógenes Laercio Rocha me perguntou como é Parintins. Fiquei empolgado em lhe passar minha excitante experiência com o festival de Parintins, essa superprodução no coração da Amazônia. Relegada, a meu ver, a segundo plano pela mídia. Chamar Parintins de superprodução ainda é pouco, um espetáculo que equivale a uma ótima produção da Broadway. Um show dos competidores, os bois Garantido e Caprichoso – diferente, artesanal, tecnológico, emocional, tudo que caiba num estado de excitação. Fiz parte das primeiras expedições que foram espiar a festa - e voltei de quatro. É uma instituição nacional mal aproveitada pela mídia, que faz coberturas pífias e sem trato adequado na procura da dimensão real do evento. Por qual razão as emissoras de televisão não investem como se deve nesse festão? O amigo Diógenes, para quem detalhei o que vi, ficou agradecido e prometeu se programar. Ele vai fazer algo até mais importante. Em Parintins, como médico voluntário, ao lado de uma equipe, vai tratar da saúde das pessoas naquele pedaço do Brasil que poucos conhecem”.

Divulgação

Pessoal e Intransferível:

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VOZ DA EXPERIÊNCIA A atriz Nanda Costa falou ao programa sobre seu amadurecimento como atriz, mas também seu crescimento como pessoa e seu envolvimento em causas que mexem com ela: “Tomo cuidado para não colocar minha personalidade antes das personagens, mas preconceito, intolerância, isso que o país está vivendo, de censura, pra mim é revoltante. É um retrocesso, e a gente tem que se posicionar”, declarou. No entanto, suas convicções mais contundentes se referem à “cura gay”, apelido dado à liminar que permite que psicólogos ofereçam pseudoterapias de reversão sexual. “Acho um absurdo, tem que ser livre pra amar quem quiser, independente de quem seja. Pra mim, a religião é o amor. Quando tem amor tá tudo certo”, afirma Nanda.


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RAINHA DO SERTANEJO

Considerada a precursora do movimento ‘feminejo’, música sertaneja feita por mulheres, Roberta Miranda está pronta para contar tudo o que viveu nesses 30 anos de carreira. Ao lado do escritor Ricardo Magalhães, a cantora está se organizando para lançar “O vôo de um sonho”, um romance baseado em sua história de vida. “Nesse livro eu conto de poucos amores e abro mais espaço para falar da família, de um passado cruel, de muito sofrimento e humilhação em que meus irmãos não me aceitavam por querer ser artista. Quando você faz um livro, você conta a sua verdade.” Junto com a obra, a vida da paraibana Maria Miranda também deve chegar às telonas com um longa de mesmo nome, mas que ainda não tem previsão para ser lançado devido à agenda agitada da artista e a falta de atrizes que consigam imitar a cantora. “O filme deveria estar pronto este ano ou o ano passado, mas eu não tive tempo. Além disso, a produção está encontrando dificuldade justamente na atriz que tenha o timbre da minha voz”, declarou.

Miguel Falabella mal estreou o espetáculo “Hebe, O Musical”, no qual assina a direção, e já tem novos projetos. O ator começa 2018 com dois novos musicais: “Os Produtores” e a adaptação de “Annie”, ambos clássicos da Broadway.

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Quem também já possui projetos para o ano que vem é o roteirista da peça, Artur Xexéo. Responsável pelo sucesso de vendas “Hebe – A Biografia”, que já está na sétima edição, o jornalista vai escrever a história de vida da atriz Bibi Ferreira para os palcos. BOA DE BOLA A filha de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, Marina Sanchez está com um novo projeto: um canal no Youtube ao lado de Lara Lopes. O assunto? Futebol, é claro. Chamado “Resenha Delas”, o canal tem estreia prevista para novembro. A ideia é provar que futebol também é assunto de mulher. Vão mandar o papo reto e falar tudo sobre o universo futebolístico.

Chefs de toda a América Latina estiveram na cidade de Bogotá, na Colômbia. O motivo? O prêmio “50 Best Latino América”, que homenageia os melhores da gastronomia. O grande vencedor foi o peruano Maido, do chef Mitsuharu Tsumura, em Lima. O restaurante brasileiro mais bem colocado foi o D.O.M., em São Paulo, comandado pelo chef Alex Atala, que ocupa a 3ª posição da lista. Com sua cozinha contemporânea inspirada nos sabores da Amazônia, Atala conquistou o título de melhor do país. O Brasil foi representado por 8 restaurantes no total, três deles entre as dez primeiras posições: D.O.M., A Casa do Porco e Maní, todos da capital paulista. Destaque para o chef Rodrigo Oliveira, premiado tanto pelo Mocotó, em 27º, e o Esquina Mocotó, em 41º lugar. O último brasileiro da lista, que também ostenta uma estrela Michelin, é o Tuju, de Ivan Ralston, em 45º. Apenas dois endereços não são paulistanos: o Lasai, em 16º, e o Olympe, em 23º lugar, ambos no Rio de Janeiro.

PARA VER E COMER

Conhecido por pintar quadros para grandes celebridades como Michael Jackson e Madonna, Romero Britto mostrou que sua arte vai muito além dos pincéis, e pode ser feita inclusive com guloseimas. A convite da primogênita do estilista Ralph Lauren, Dylan, o artista participou do projeto especial do aniversário de 16 anos da “Dylan’s Candy Bar”, a maior loja de doces do mundo, em NY - e criou um quadro feito apenas com balas e chocolates. Mais: também estreou uma edição especial da barra de chocolate amargo com seu nome. Segunda colaboração entre Dylan e Britto, as vendas do doce e o leilão da obra serão revertidos para a World Childhood Foundation. Divulgação

PARA 2018

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BOM APETITE


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Fotos: Jacqueline de Andrade e Marjory de Andrade

Focus Brasil Orlando 2017 foi sucesso que ressaltou qualidade de conteúdo e consolidação

F

oram cinco dias ininterruptos de eventos cobrindo as mais diversas áreas de interesse dos brasileiros na região central da Flórida em três diferentes locais: o I-Drive Nascar -que concentrou a realização dos paínéis- o Crowne Plaza Orlando Universal -com o evento de Gala do Business Press Award- e o Camila’s Lounge, onde ocorreu a feijoada de confraternização. Na análise dos organizadores e de quem compareceu aos eventos, imprensa, corporações que patrocinaram, instituições associadas e de apoio, a conclusão foi unânime: sucesso absoluto com evolução na qualidade das palestras apresentadas, organização ainda mais afinada e o inequívoco compromisso com a comunidade de Orlando. O Focus Brasil Orlando 2017 foi aberto com uma novidade para a comunidade brasileira da região: a Expo Brazilian Eyes, com curadoria da consagrada artista Jade Matarazzo, reunindo numa mostra e num requintado ArtBook, 26 trabalhos fotográficos. Participaram artistas de 3 países: Estados Unidos, Japão e Brasil; sendo oito fotógrafos da região de Orlando. O evento foi aberto pelo Embaixador Aldalnio Senna Ganem, e ao final do coquetel foram anunciados os vencedores das premiações: Lupe Rocha, Sandro Coutinho, Marco Alevato e Renata Miranda. Continuação na página 30

Jade Matarazzo e Sandro Coutinho

Rute Fonger e Carlos Borges

Catanhola

Maida Manes e Suzanne Thorson

Embaixador Adalnio Senna Ganem e Jade Matarazzo

Renata Miranda

Claudio Costa e Gilson Rodrigues

Celestino e Lucia De Cicco

Carlos Moufarrege e Andrea Almeida

Marjory e Jacqueline de Andrade

Miguel e Ivone Kaled

Priscila Triska, Soco Freire e Eduardo Rocha

Alessandra e Rogerio Oliveira

Eraldo Manes, Alex Freire, José Roberto Vasconcelos e Carlo Barbieri

Alejandro Pezzini, Bruno L’Ecuyer, Jefrey B. Carr, Kraig Schwigen e Edward Beshara

Cy França

Marco Alevato


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segundo dia foi dedicado ao Painel de Negócios, coordenado pela CFBACC (Central Florida Brazilian-American Chamber of Commerce), com temas de grande interesse da comunidade de business, mas também de grande interesse da população brasileira, especialmente o tema “Imigração”. Na sextafeira, dia 27, a Associação de Mulheres Empreendedoras coordenou o Painel Mulher Brasileira com total êxito, focando em temas de interesse do público feminino e com grande ênfase no empreendedorismo. Continuação na página 32

Embaixador Adalnio Senna Gannem abre paineis da CFBACC

Painel 3 - Miguel Kaled, Pete Clark, Viviana Janer e Eraldo Manes

Painel 4 - João Carlos Fogaça discursa sobre o EBanx

Painel 1 - Eraldo Manes, André Gucailo, Juliana Scolari e Daniel Janequine

Painel 2 - Eraldo Manes, Bruno L’Ecuyer, Amy Fondo, Edward Beshara, Sandro P. dos Santos, Kraig Schawigen, Jefrey B. Carr

Alexandre Cerqueira apresenta a Harpy HR Solutions ao público

COMPRA - VENDA - INVESTIMENTO ASSISTÊNCIA IMOBILIÁRIA EM ORLANDO E CIDADES ADJACENTES Alexandre Cerqueira fala sobre a Harpy

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Veias varicosas nem sempre são um

Problema Cosmético Síndrome de May-Thurner É uma condição causada pela compressão da veia pela artéria, a qual pode ser tratada com o uso do “stent”. O Dr. Ashish Pal é o médico na Flórida Central que possui a maior experiência no assunto.

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O que é IVC? A Insuficiência Venosa Crônica é uma condição causada pela dificuldade do sangue, pobre em oxigênio, retornar ao coração. As veias varicosas se não tratadas a tempo, podem progredir para um quadro de IVC e formar ulcerações. Existem fatores genéticos e também durante a gravidez o IVC pode se instalar com mais frequência.

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À

noite, sob o comando brilhante da jornalista e atriz Fernanda Pontes, âncora do “Planeta Brasil” da Globo Internacional, foi realizada a cerimônia e shows do Focus Brasil Award, dedicado a celebrar os destaques da comunidade brasileira em Orlando nas áreas de Artes, Cultura, Ação Social e Prêmios Especiais. As apresentações musicais, muito aplaudidas, ficaram por conta de Beatriz Malnic & Ivo de Carvalho e da Banda Maca Reggae Samba. Nesta noite, o destaque foi a premiação especial concedida à Turma da Mônica, nos 60 anos de carreira de Mauricio de Sousa, representado por seu filho, Mauro de Sousa,e cercado pelos queridos personagens da turma. Continuação na página 34

A CFBACC recebe o reconhecimento da comunidade

A brilhante apresentadora Fernanda Pontes

Fernanda Pontes e Sanro Coutinho

Bruno Portigliatti

Edson Campos

Fernanda Pontes e Priscila Triska

Os cantores, Ivo Carvalho e Beatriz Malnik

Andrea Almeida

Luiz Emiliano

Marcio Mendes

Richard Sansone

A Turma da Mônica com a presença de Mauro de Souza, filho de Mauricio de Souza

Banda Maca Reggae & Samba


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o sábado, a manhã foi dedicada ao Painel de Educação, coordenado pelo Conselho de Cidadãos da Flórida, onde vários aspectos da manutenção da Língua Portuguesa, bem como o acesso de nossos jovens às universidades norte-americanas, foram tratados. O evento de Língua Portuguesa foi encerrado com uma emotiva apresentação das crianças do Little Brazil Club. À tarde foi a vez do Painel da ABI-Inter com excelentes palestras de Alexandra Barker, do US Census, revelando dados sobre a população brasileira nos Estados Unidos. Também foi destaque a presença de Liza Ordoñez, Multimedia Advertising Consultant do jornal “La Prensa“, que falou sobre a notável trajetória deste periódico hispânico na Central Flórida. O painel foi encerrado com o blogueiro Paulo Paternes falando sobre sua jornada pessoal na web. O ciclo de painéis foi encerrado com a Literatura, representada pelo convidado especial, jornalista e escritor Roberto Lima, mineiro residente em Newark, New Jersey, falando sobre o êxito de seus dois livros já lançados internacionalmente: “Meninos de São Raimundo” e “Papoulas de Kandahar”. Continuação na página 39

O grupo de crianças do Little Brazil encerrando o painel de Educação

Fernanda Pontes

Roberto Lima e Laine Furtado

Painel da ABI-Inter: Alexandra Barker, Paulo Paternes, Liza Ordóñez, Laine Furtado e Eraldo Manes

O Painel sobre o Empoderamento da Mulher recebe um excelente público

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ábado à noite, no Crowne Plaza Orlando Universal, sediou o ponto alto do evento, com a realização do Business Press Award, que premiou os destaques na área empresarial e dos profissionais liberais, em Orlando. Além da destacável elegância das mulheres e do grande prestígio na presença de muitos dos mais relevantes empreendedores brasileiros de Orlando, o evento teve inúmeros pontos altos. O show de versatilidade de Márcio Mendes, provando ser um talento em todos os estilos de eventos, o charme e profissionalismo da atriz Nivea Stelmann, da CBTV, que apresentou a premiação ao lado do jornalista Carlos Borges, e o excelente jantar do Crowne Plaza. Elogios em todos os sentidos. O domingo foi dedicado ao lazer e congraçamento, com a realização do GP I-Drive Nascar/ ABI Inter, contando com 32 concorrentes representando mídias brasileiras afiliadas à ABI-Inter e patrocinadores do evento, culminando com a vitória de Bernard Vasconcellos (Liberty Institute), ficando Lucas (CBTV) em segundo e Marcelo Chaves (Camila’s) em terceiro. Uma feijoada no Camila’s Lounge encerrou o evento, deixando um clima de euforia pelo êxito, a certeza da consolidação do Focus Brasil Orlando, que já tem data determinada para 2018: de 17 a 21 de outubro de 2018. O Focus Brasil Orlando 2017 foi uma apresentação LATAM Airlines e Globo Internacional, com patrocínio de Summerville Resort, Beshara Professional Association, CMB Regional Centers, I-Drive NASCAR, ATT-Absolute Tours & Travel, Florida Christian University, Excellence-Assisted Living Facility, Camila’s Restaurant, Exchange Mate, Liberty Institute, Rabitts & Romano Architechture e Canal Brazil TV. O evento teve apoio e parcerias estratégicas com a Facebrasil Magazine, Jornal B&B, CFBACC-Central Florida Brazilian-American Chamber of Commerce, ABI Inter-Associação Brasileira de Imprensa Internacional, AME-Associação de Mulheres Empreendedoras, Jade Matarazzo-MABI-Movimento de Arte Brasileira Internacional e Conselho de Cidadãos da Flórida, com apoio do Consulado Geral do Brasil em Miami. O Focus Brasil Orlando é uma realização em parceria da Fundação Focus Brasil e Jornal Brasileiras & Brasileiros. Continuação na página 40

Os apresentadores, Nívea Stelmann e Carlos Borges

Ana Regina Myrrha entre os filhos, Daniel e Julia Alves

Diretores da CFBACC: Euri Cerrud, Eraldo Manes, José Roberto Vasconcelos e Celestino De Cicco, à frente: Miguel Kaled, Andrea Almeida e Edward Beshara

Claudia Menezes e Fernando Pereira

Richard Harary

Ronaldo Esteves

Rosana Almeida

Claudio da Costa

Celestino De Cicco

Monique e José R. Vasconcelos

Manuela Simas e Fabiana Ribeiro

Susan e Carlos Gurreonero

Renato Orna

Nilza Hedrick

Angelo Daros

Marcello Silva

Cassia Portugal

Edson Terceiro

Eraldo, Alessandra e Maida Manes

Otto e Beatriz Vogel, Juliana Andrade, Kleiton Silveira e André Catena

Anthony, Fernanda, Bruno e Stephanie Portigliatti

Euri e Karen Cerrud


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Descontração total durante o Grande Prêmio I-Inter I-Drive Nascar

Pódium do II Prêmio AB

Focus Brasil Orlando 2017 se despede com a Feijoada de Confraternização, no Camila’s Lounge

Bernardo Alevato e Eraldo Manes

ARTES

Netflix suspende produção da última temporada de “House of Cards”

A decisão de Kevin Spacey de assumir a homossexualidade ao mesmo tempo em que se desculpava por um suposto caso de assédio sexual não repercutiu bem entre colegas de profissão e organizações que protegem a visibilidade dos direitos LGBT. O caso de assédio sexual revelado pelo ator Anthony Rapp supostamente aconteceu em 1986, quando Rapp tinha 14 anos. A denúncia levou Spacey a dizer que não se lembrava do episódio, mas que, se realmente aconteceu, devia “as mais sinceras desculpas”. “Honestamente, não lembro do fato, que teria ocorrido há mais de 30 anos. Mas se me comportei então da maneira que ele descre-

veu, eu lhe devo a mais sincera desculpa pelo que foi então um comportamento inapropriado de um bêbado”, disse Spacey. Embora os grandes nomes da indústria permaneçam calados sobre o caso, algumas vozes criticaram a decisão de Spacey de assumir a homossexualidade como válvula de escape diante do ocorrido. “Assumir a homossexualidade não deveria ser usado para desviar a atenção sobre acusações de assédio sexual”, expressou Sarah Kate Ellis, presidente da GLAAD, a principal organização dos Estados Unidos que ajuda a dar visibilidade aos direitos da comunidade LGBT. “Lamento que Kevin só tenha achado oportuno admitir

Jason Szenes

Kevin Spacey recebe mais críticas pela forma como assumiu homossexualidade

a sua verdade quando considerou que seria útil para ele”, escreveu no Twitter o ator Zachary Quinto. “Tchau, Spacey, tchau. É a sua vez de chorar, por isso temos que dizer tchau”, escreveu no seu Twitter a atriz Rose McGowan, uma das primeiras a se manifestar contra os abusos do produtor Harvey Weistein, que causou enorme polêmica

em Hollywood. Spacey informou em comunicado que o relato de Rapp o levou a “abordar outros assuntos” sobre a sua vida. “Agora escolho viver como um homem gay. Quero encarar isto de forma honesta e aberta, e isso começa analisando o meu próprio comportamento”, comentou.

A produção da sexta e última temporada da série “House of Cards” foi suspensa indefinidamente, um dia após a revelação das acusações contra o ator Kevin Spacey por assédio sexual. “Media Rights Capital (produtora da série) e Netflix decidiram suspender a produção da sexta temporada de ‘House of Cards’ até segundo aviso”, informaram ambas as empresas em comunicado publicado pelo portal especializado “Deadline”. Na nota, as empresas ressaltam que precisam de tempo “para repassar a atual situação e abordar qualquer preocupação do elenco e da equipe”.


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Edinelson Alves

www.JornalBB.com Edinelson Alves é jornalista, formado em Comunicação Social, trabalhou como correspondente nos EUA; foi também correspondente em Brasília, além de repórter, redator e editor setorial da Folha de Londrina(PR). Escreve no B&B desde 1996. edinelsonalves@uol.com.br

Coliseu volta abrir para visitação

As famosas piscinas termais da Islândia são uma das atrações que atraem milhões de turistas à região

Depois de 40 anos fechado, o nível mais alto do Coliseu de Roma, na Itália (prédio concluído em 80 d.C., considerado o maior anfiteatro construído durante o império romano e uma das sete maravilhas do mundo moderno), foi reaberto a visitantes no dia 1º de novembro. O quinto e último andar está localizado a cerca de 52 metros do nível da rua. Além de conhecer setores inéditos -como vestígios dos banheiros do prédio-, os turistas poderão aproveitar a vista panorâmica da cidade. A inauguração é um dos resultados da restauração do Coliseu, parcialmente concluída em 2016.

Um dos ícones arqueológicos -e turísticos- mais famosos do mundo, o Coliseu de Roma, o maior anfiteatro da cidade, começou a ser construído no ano 72 d. C., pelo imperador Vespasiano, para ser inaugurado oito anos mais tarde por seu filho Tito. Viria a se tornar o grande símbolo do Império Romano com sua descomunal arena que chegou a comportar 70 mil pessoas que acompanhavam lutas entre gladiadores, massacres entre animais ferozes, extermínios humanos e até batalhas navais, viabilizadas por toneladas de litros de água importadas de aquedutos.

Islândia vive uma explosão do turismo Com a crise internacional de 2008 a Islândia quebrou. Como alternativa econômica para sair da crise, a ilha nórdica insular localizada no extremo da Europa, no Oceano Atlântico Norte, com 15% de seu território coberto por geleiras começou a se oferecer como um país turístico. Nem o governo e nem os mais otimistas dos islandeses poderiam imaginar que a resposta seria tão positiva. Com apenas 330 mil moradores, a Islândia recebeu no ano passado 1,7 milhão de turistas, principalmente da Europa e dos Estados Unidos. O crescimento foi tão grande e num prazo tão curto que medidas estão sendo

tomadas para disciplinar essa invasão estrangeira. Alguns fatores contribuíram para colocar a Islândia no roteiro do turismo internacional: a grande exposição em função da crise global, as erupções do vulcão Eyjafjallajökull em 2010 que cancelou voos ao redor do mundo, e no ano passado a seleção islandesa encantou amantes do futebol quando disputou, pela primeira vez, a Eurocopa e eliminou até a poderosa Inglaterra, chegando às quartasde-final. Somado a tudo isso, a companhia aérea Icelandair também fez um belo trabalho com descontos, promoções e outras atrações que ajudaram a

aquecer o turismo na Islândia. Mas de nada adiantaria tantos fatores positivos se o país não tivesse atrativos para os visitantes. É justamente aí que reside o segredo da Islândia. Além do espetáculo da Aurora Boreal, de setembro a abril, as “Luzes do Norte” dão um show nos céus da ilha nórdica que também tem outras atrações naturais com 22 vulcões ativos, 250 áreas geotermais, 780 fontes quentes e a terceira maior geleira do mundo (depois da Antártica e da Groenlândia). Tudo isso faz da Islândia uma vasta biblioteca de informações para cientistas e um grande parque de diversões para os turistas.

Pequim constrói um gigantesco aeroporto

Com 1,4 bilhão de habitantes e uma economia que cresce bem acima da média mundial, ao ponto de incomodar o poderio produtivo e financeiro dos Estados Unidos, a China, para atender essa rápida expansão, está construindo em Pequim um dos maiores aeroportos do mundo, num investimento de 12,14 bilhões de dólares. Construído numa área de 47 quilômetros quadrados, o novo aeroporto deve ser inaugurado em outubro de 2019. A previsão é de que esse novo terminal venha a atender inicialmente 45 milhões de passageiros.


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COMUNIDADE

Cônsul-Geral visita a Universidade da Flórida em Gainesville

Brazilian Beat abrilhanta evento A Mundi Limousine é uma empresa 100% brasileira. Foi fundada no Rio de Janeiro e atualmente está baseada em Boca Raton, Florida. Os sócios Fernando Carlison Jr. e Bernardo Botelho participaram do Orlando Chauffeur Driven Trade Show & Conference de 22 a 25 de outubro, no Gaylord Palms Convention Center. Para inovar, este ano, os empresários contrataram a empresa “Brazilian Beat” para dar um clima festivo e descontraído, e a surpresa agradou aos clien-

tes. As fantasias de luxo deram um toque de sofisticação, combinando perfeitamente com as limousines de alto padrão. Além do serviço tradicional de transporte, a empresa tem à disposição os serviços de: Corporate transportation, Airport transfer, VIP & Special event transfer. Para mais informações, acesse o website www.mundilimos.com. Quem quiser contratar os serviços da Brazilian Beat, favor contatar Suzanne Thorson, no site www.brazilianbeat.us

Philip J. Williams, diretor do Centro de Estudos Latinoamericanos da UF, e o Cônsul-Geral

O Cônsul-Geral reunido com alunos, professores e diretores da Universidade da Flórida

Nos dias 24 e 25 de outubro, o Cônsul-Geral, Embaixador Adalnio Senna Ganem, visitou a Universidade da Flórida (UF), em Gainesville. Na ocasião, o Embaixador encontrou-se com a reitora do College of Arts, Lucinda Lavelli, com o diretor do Centro de Estudos Latinoamericanos, Philip J. Williams, com o diretor do Instituto Brasil/Flórida, Emilio Bruna, e com o diretor do Instituto de Música, Welson Tremura, que tem ambicioso programa de música brasileira, além de demais diretores de programas e professores brasileiros e brasilianistas. A Universidade da Flórida tem dezenas de pesquisadores concentrando seus estudos nos mais variados temas relacionados à Amazônia, com ênfase na área sócio-ambiental. Segundo a instituição, eles são líderes em pesquisas sobre o Brasil nos Estados Unidos. O Consulado-Geral trabalhará em parceria com a Universidade para desenvolver novos projetos.


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COMPORTAMENTO Por Irma de Mello

Internet...e depois? C riada em 1990 pelo engenheiro britânico Tim Bernes-Lee, a internet foi a grande explosão daquele ano. Usando um computador e o “www”, tornou-se possível ter acesso a várias informações. A conexão discada estava em quase todas as casas, surgiram vários provedores de acesso e isto deixava todos ansiosos pelo final de semana, quando se tinha tempo de navegar na internet.

Em 2006, o mundo foi apresentado ao Orkut, que logo viraria “febre”. Nos anos seguintes surgiram outras redes sociais e a partir daí já se estava estabelecido o contato virtual entre as pessoas. Sem dúvida tudo isto trouxe para a sociedade inúmeras facilidades. O homem moderno tem acesso a todo tipo de informação, o tempo todo, e está ligado ao mundo por um aparelho que, hoje, cabe na palma das mãos. Compras, chats, pesquisas, tudo acessível 24 horas por dia. Isto está mudando também a interação entre as pessoas. Aquele virtual de alguns momentos no final de semana, com o advento dos smartphones, ficou fácil demais. Os novos aparelhos celulares se tornaram objeto imprescindível na vida cotidiana e, claro, a internet com suas redes sociais. Podemos dizer que o ser humano é sociável, mesmo que virtualmente, pois grupos vêm sendo formados. Por um lado, até facilitou a comunicação, a troca de informações. Por outro ponto de vista, podemos nos perguntar qual a mudança que isto gerou para cada um? Como psicóloga clínica, percebo que há sim uma nova subjetividade em construção após a internet. Crianças que buscam jogos online, jovens e adultos que relatam seus encontros e desencontros amorosos nas redes sociais, a excessiva exposição da figura e a busca de uma identidade que seja aceita na rede, namoros são iniciados e muitas vezes até terminados nos chats. Enfim, a internet que veio para facilitar, informar, tem também se tornado um mal para

muitos, principalmente nossos jovens. Às vezes, confusos e ansiosos pela aprovação nas redes, criam uma autoimagem falsa e passam a viver um “pseudo-self”. Há um processo de transformação nesta subjetividade contemporânea.

Segundo o psiquiatra Augusto Cury, com livros em vários países e autor do best-seller “Ansiedade – como enfrentar o mal do século”, “estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo”. Para ele, nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, por acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos, ou até mesmo excesso de TV. Isto os leva, segundo Cury, a perder as habilidades sócio emocionais mais importantes: colocar-se no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor ideias, aprender a agradecer e sentir gratidão. Por tudo que observo no consultório, concordo com o fator excesso. Tudo que é demais, destrói, adoece e aniquila. O uso exagerado do acesso virtual, seja ao que for, tem modificado nossos jovens. Principalmente no desenvolvimento da consciência crítica, na troca de generosidade, no diálogo, na interação descontraída, criativa e saudável. Generosidade, gratidão, nunca se falou tanto disto, nunca se foi tão egoísta. A imagem mudou os valores dos jovens e, no virtual, tudo tem se tornado possível. As fotos são modificadas, o perfil inventado, a verdade manipulada, e assim se apresentam superpoderosos. A falta do contato físico facilita a criação de um corpo falso protegido pelo anonimato. As máscaras se tornam cada dia mais densas. Como podemos administrar o comportamento pós-internet? Quando algo é novo, está mais exposto ao excesso. Penso que se torna fundamental a busca de um ponto de equilíbrio, através do diálogo, uma conduta familiar de limite, administrando o tempo que o jovem utiliza nas redes sociais e manter a

Psicóloga clínica graduada pelo Miami Dade College e Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Irma de Mello acumula mais de 18 anos de experiência em atendimento clínico. Natural de São Gonçalo de Sapucaí, sul de Minas Gerais, divide sua rotina entre Belo Horizonte, onde vive há 20 anos e mantém sua clínica de atendimento, e os Estados Unidos (Miami), onde planeja estabelecer-se no futuro. Ao longo de sua carreira, Irma se aprimorou em diversas técnicas, como thetahealing, reiki, terapia floral e hipnoterapia, técnica baseada na hipnose clínica, utilizada por diversos psicoterapeutas.

criança longe de internet e rede social sem fiscalização. Dar suporte emocional, tempo com qualidade aos filhos também ajudam. Jamais permitir que um jovem fique horas trancado em seu quarto no computador ou utilizando smartphone. Promover passeios, horários para fazer as refeições longe dos aparelhos eletrônicos e em família. Potencializar o uso da internet como ferramenta de pesquisa e aprendizado. Infelizmente os impactos negativos na saúde mental dos jovens pelo uso excessivo das redes sociais já estão aí: ansiedade, depressão e solidão. As piores redes sociais são as que focam na imagem, podendo causar sentimentos de inadequação, timidez e obesidade inexistente. Torna-se um vício, tira o jovem da interação social, dando à interação virtual maior credibilidade. A internet como ferramenta pode ser fantástica, podendo ser um correio, uma biblioteca etc. Cabe a cada um direcionar o uso da rede para ajudar o homem a ficar mais informado. Mas é necessário permitir que as habilidades humanas sejam aprimoradas no contato com o outro, na troca presencial, no aperto de mão, no abraço, na visita, lembrando sempre que não somos ilhas. Crescemos na interação com o outro ser humano. Rede social pode ser uma ferramenta para se trocar mensagens e marcar encontros, mas a verdadeira conexão humana está na troca subjetiva presencial, o melhor chat ainda é “olho no olho”.

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AGINGCOACHING Marcio da Cruz Alves

www.JornalBB.com Marcio da Cruz Alves é Psicólogo (UFRJ) com mais de 30 anos de trabalho clínico no Brasil e nos Estados Unidos; Mestre e Doutorando em Clinical Christian Counselling (FCU-USA). Autor, professor, conferencista internacional, executivo do Banco do Brasil por 25 anos na área de recursos humanos e especialista em Aging Coaching – Rejuvenescimento e Terceira Idade.” mcruzalves@gmail.com

PENSAR CERTO PARA VIVER MAIS E

U

MELHOR

ma nova e fascinante pesquisa sobre a conexão mente / corpo revela um link claro entre você ter um propósito na vida e os efeitos sobre a sua saúde. O grau em que experimentamos o significado na vida, bem como a fonte do nosso bem-estar, são determinantes fundamentais da ação de nossos genes, nossa resposta inflamatória e, em última análise, a nossa vida útil. Neurocientistas da Universidade de Pittsburgh identificaram as redes neurais que ligam o córtex cerebral à medula adrenal, que é responsável pela resposta rápida do corpo em situações estressantes. Essas descobertas, relatadas na edição inicial on-line da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), fornecem evidências para a base neural de uma conexão mente-corpo. Os resultados dessa pesquisa lançam novas luzes sobre como o estresse, a depressão e outros estados mentais podem alterar a função de um órgão, mostrando que existe uma base anatômica real para tais alterações. A pesquisa também fornece um substrato neural concreto que pode ajudar a explicar por que a meditação e certos exercícios físicos podem ser tão úteis na modulação das respostas do corpo ao estresse físico, mental e emocional. Mas, qual a importância dos estudos sobre a influência da mente sobre o corpo, particularmente quando se trata de adultos ativos ou pessoas que já passaram dos 50? Sentir que você tem um senso de propósito na vida pode ajudá-lo a viver mais tempo, não importa qual seja sua idade, de acordo com pesquisas publicadas em Psychological Science, uma revista da Association for Psychological Science. O propósito também está relacionado à diminuição da mortalidade e felicidade na velhice. A pesquisa tem implicações claras para promover o envelhecimento positivo e o

desenvolvimento de adultos, diz o pesquisador principal, Patrick Hill, da Universidade Carleton, no Canadá. “Então, quanto mais cedo alguém chegar a ter uma direção para a vida, mais cedo esses efeitos protetores podem ocorrer”. Por outro lado, mais de 70 estudos científicos focados em propósito ao longo da vida evidenciam um padrão surpreendente e notavelmente consistente: o sentido de propósito na vida tende a atingir o pico durante o final da adolescência / juventude e, em seguida, começa a diminuir ao longo da idade adulta média, caindo bruscamente até o final da idade adulta. Por que o propósito de vida cai tanto? Os pesquisadores acreditam que os adultos começam a sentir um senso diminuído de busca e experiência proposital devido às mudanças graduais nos papéis sociais que acompanham o passar do tempo e o aumento da idade. Considere por um momento um indivíduo em seus 60 anos de idade. É possível que essa pessoa já tenha alcançado os objetivos anteriormente imbuídos de sua vida com propósito e significado. Por exemplo, essa pessoa provavelmente já deve ter alcançado o topo de sua carreira. Ao mesmo tempo, os seus filhos já podem ter deixado a casa, os papéis dos pais, antes proeminentes e significativos, então se tornam menos salientes. O “propósito” de hoje para muitos dos que passaram dos 60 é a aposentadoria – um domínio muito menos adequado para metas e realizações significativas. Este declínio de propósitos na idade grisalha é particularmente preocupante, dado que o propósito demonstrou desempenhar um papel fundamental nos marcadores de saúde física e bem-estar durante a idade mais avançada. Há nove anos, um grupo de estudo - 999 homens e mulheres de 65 a 85 anos

- completou um questionário sobre saúde, moral, otimismo e relacionamentos. Desde então, 397 deles morreram. Os participantes otimistas tiveram um risco 55% menor de morte por todas as causas e 23 por cento menor risco de morte por insuficiência cardíaca. O trabalho foi liderado por Erik Giltay, do Centro Psiquiátrico GGZ Delfland, na Holanda. Pesquisas do Rush Alzheimer’s Disease Center descobriram que as pessoas que têm um maior senso de propósito na vida são mais propensas a ter taxas mais lentas de declínio mental, mesmo que as placas e os emaranhados se desenvolvam em seus cérebros. A idéia de que a boa saúde é necessária para cumprir seu propósito na vida é bem compreendida. Mas a ciência agora está começando a revelar que o inverso também é verdadeiro: um forte sentimento de realização interna exerce uma influência poderosa sobre nossa saúde e bem-estar. O significado e o propósito na vida podem ser cultivados. Para alguns, a meditação proporciona um alívio da confusão dos pensamentos cotidianos e cria uma abertura a partir da qual o significado e o propósito podem emergir mais claramente. Para outros, o quadro das crenças e práticas religiosas ajuda a fortalecer sua bússola interior. O aumento do contato com a natureza é outra estratégia que incentiva a auto-reflexão. Se você já passou dos 50, aqui vai um conselho de alguém que já passou dos 80 e vive bem e ainda faz planos para o futuro: tenha sempre um bom propósito para sair do conforto de sua cama, todas as manhãs. Plante, crie, aperfeiçoe um de seus talentos esquecidos, cante, viaje, escreva, conviva e mantenha contato com as pessoas amigas. Crie novos hábitos. Ouça mais música. Estude um instrumento musical. Aprenda um novo idioma. Enfim, reanime os seus propósitos de vida.


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VÔO PÁTRIO

O Aquecimento Global

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www.JornalBB.com Peter Ho Peng nasceu na China e cresceu em Porto Alegre. Formou-se na UFRGS em engenharia química e na Georgia Institute of Technology (MSc e PhD). É morador de Tierra Verde, Flórida. peterhpeng@yahoo.com

Peter Ho Peng

III - “Denialism”

- Negação do aquecimento global, realidade difícil de encarar Nos dois primeiros artigos tratei de dimensionar o problema, e de descrever os efeitos eminentes desse fenômeno. Argumentei que a coisa é séria: o risco é ainda maior do que se imagina, visto que fatores acelerantes podem grandemente apressar as crises. Neste tratarei de entender por que a sociedade não reage adequadamente ao perigo. Negar a realidade faz parte do nosso cotidiano. Seja na bolsa de valores, no comportamento dos filhos, no amor, seja no funcionamento do mundo, negamos a realidade a cada momento. O preço a ser pago por decisões erradas pode ser alto. Por muito tempo o Presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, não aceitou que o virus HIV causava AIDS. Milhões de pessoas deixaram de receber drogas anti-retrovirais por isso e a grande parte morreu. Eu suspeito que ele via isso como uma agenda dos produtores de remédios, ou mesmo como uma conspiração dos brancos para reduzir o aumento populacional dos pretos. Não fez por mal, foi só ignorante. Porém em outras campanhas de negação, houve maldade. A relação entre fumo e câncer de pulmão em 1992 foi estabelecida sem nenhuma margem para engano. Mas claro, os cientistas sempre colocam

aqueles 1% de incerteza. Mas a companhia Phillip Morris combateu isso até o fim. Contratou especialistas fajutos para atacar os cientistas que argumentaram essa causa-efeito. Exigiram níveis impossíveis de certeza nas pesquisa e padrões científicos irrealistas para “tirar as dúvidas.” Eles sabiam, não tinham dúvidas, mas queriam vender mais cigarros. Quantos milhões mataram por isso? Como essa campanha de negação se manifesta na questão do aquecimento global? Vejam como estamos, na sociedade como um todo, respondendo a essa onda quadrada que vem se armando. Temos um senador que levou uma bola de neve para o Senado, jogou no chão, fazendo troça do aquecimento global. Um gozador: James Inhofe, republicano de Oklahoma, será esquecido por todos. Temos um presidente que nega que o aquecimento global esteja ocorrendo. Todos os países se

uniram num acordo global, o Acordo de Paris, que, por ter sido assinado pelo Obama, o Trump vai revogar. Tirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, quando deveria estar liderando esse movimento. São os denialists. No caso do Trump é apenas político. Apenas antiObama. Ele sabe. A população americana acredita que sim, acredita que o aquecimento global está ocorrendo mas que não os afeta, ou seja, vão morrer antes que o efeito apareça. É tarefa para outra geração. Comigo não, violão. Tem ainda o componente populacional religioso, o que acredita que, sim, o clima está mudando, mas que tudo é parte do plano Dêle. Afinal, está escrito no Apocalipse, o mundo vai mesmo acabar. Estão contentes, com o sorriso amarelo; bem, bem, as profecias se confirmam! E há a velha interpretação sacerdotal, da punição divina pela nossa ambição excessiva, nossa vida pecaminosa. E tem uma outra resposta também com componente religioso: tiram o corpo fora, jogam a responsabilidade para cima do Divino: “Deus sabe o que faz”. Reticência científica

Os cientistas escrevem seus artigos com o linguajar que só eles entendem. Escrevem para si e para os pares. Tratam cada evento calculando probabilidades de ocorrência e níveis de confiabilidade. Procuram ser tão certinhos em termos científicos que não conseguiram comunicar o perigo para a sociedade em geral. Há uns dez anos eu li um artigo que registrou 12 mil trabalhos científicos, publicados em jornais editados, mediados, sobre o aquecimento global, em apenas um ano. Uns 2 ou 3 desses colocavam alguma dúvida que isso estava ocorrendo. Existe falha mais brutal de comunicação? Incerteza Incerteza é um negócio complicado. Existe incerteza em tudo, inclusive sobre incerteza. No artigo passado, escrevi que as estimativas de aumento de nível do mar até o final do século iam de 1 metro a 3 metros, e que o aumento de temperatura iam de 1,5 a 3,2 graus Celsius. Por que nos preparamos apenas para o melhor e nunca para o pior? Ou, na pior das hipótese, aceitamos a mediana? Existe um aspecto de denialism already built-in nas nossas mentes, uma aversão ao pessimismo. É desconfortável aceitar que toda essa destruição foi causada por nós mesmos, então existe um motivo para essa negação. Não podemos aceitar que somos tão burros assim. Tudo se resolve Grande parte da população mundial acredita que tudo se resolve. A gente dá um jeito. A solução aparece. Só que algumas soluções são meio absurdas

Temos tudo para a sua festa em um só lugar.

(podem tirar o meio dessa sentença). Vejam a do Stephen Hawking: vamos colonizar outros planetas! O Elon Musk (Tesla) já está projetando isso. Burocracia Esse Acordo de Paris era algo muito tímido, mas importante. Tratava de objetivos globais em redução de emissões. Nações conseguiram se unir. Apenas a Venezuela e a Nicarágua snme (veja o que isso significa no primeiro artigo) não assinaram esse acordo. Agora os Estados Unidos. A ONU (Organização das Nações Unidas) através do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change) buscou normalizar todas as pesquisas sobre o assunto. O problema é que contratou cientistas para unir todo esse conhecimento, e cientistas usam linguagem científica. Ou seja, usam máximas e mínimas e probabilidades para cada variável. Essa projeção de aquecimento de 4 graus Fahrenheit (2,2 graus C) projetados para o final do século é apenas uma mediana. O intervalo das projeções é grande, e poderia facilmente ir a 6. Esse IPCC não atua no nível de massa, rádio, TV, jornais de massa. Todos que trataram desses objetivos em novos padrões de emissões sabem que apenas a redução de emissões não conterá o aquecimento global. Mas é um passo, nos abre uma janela de tempo para encontrarmos soluções. No próximo artigo tratarei do que virá pela frente. Projeções e soluções. É claro, tem as otimistas e as pessimistas. A inação será mais cara do que uma ação em tempo. Até a próxima. Também - Bolos alugamos mesas, cadeiras, forros, - Doces toalhas, pratos, talheres, - Salgados compressor de balões, - Assados painéis de - Sobremesas festas, etc. - Decoração - Serviço de garçons.

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Roberta Detti

Consuelo Blocker

www.JornalBB.com Roberta Detti Patat escreve de São Paulo. É Fashion Designer, proprietária da empresa AllLeg.com. Tem conhecimentos em Moda, Design de produtos, visual Merchandising & vitrines, produção de moda e cenografia. robertadetti@hotmail.com

por ano. Viver lá? Acho que não, pois construí a minha vida na Itália. Agora para mudar só se for para ficar perto dos filhos.

Roberto Leone

B&B: Vindo de uma família inteiramente ligada à moda, você sentiu algum tipo de pressão em fazer parte desse universo? CB: Não, inteiramente. Apesar de meu pai ser um homem muito elegante, sua carreira foi banco e investimentos. Nunca me senti forçada a fazer nada. Minha família é muito bacana quanto a isto. Segui sempre o que achei que podia fazer melhor naquele momento da minha vida.

C

Roberto Leone

B&B: Você tem um estilo tão próprio e passa uma sensação de segurança muito grande. Qual a dica de estilo que você daria? CB: Crescer ajuda a encontrar o teu estilo. Diria de olhar para o que você gosta na internet, lojas e ruas e adaptar ao teu corpo e o teu coração, desenvolvendo assim um estilo próprio. Nunca como agora a individualidade foi tão importante. B&B: O Brasileiras & Brasileiros é um jornal feito por brasileiros para brasileiros que vivem nos EUA. Estamos em Orlando-FL e adoramos histórias de colegas que se aventuraram fora do país, assim como nós. Você vive na Itália já faz um tempo, o que te fez escolher este país como lar? O que você mais gosta em Firenze? Consuelo Blocker: Vim para cá porque me apaixonei por um italiano quando morava em NY. Ele foi meu marido e pai dos meus filhos, mas não o companheiro da minha vida. Portanto, depois de 10 anos o casamento acabou, mas não podia levar as crianças muito longe do pai, então fiquei. Quando cheguei não existia internet. Hoje é diferente. Trabalho muito ativamente, viajar para o mundo de Florença é fácil e nem tão caro assim e a internet te coloca em contato com o mundo todo! Hoje quando volto pra casa e fico um pouco em Florença, me sinto no paraíso! Minha casa não é grande mas tem uma vista linda da Toscana. Meu escritório é em casa e sou feliz nessa cidade! B&B: Qual a sua relação com o Brasil, o que mais você sente falta e o que te faria voltar a viver lá? CB: O Brasil é a minha pátria. Sou brasileira. Parte da minha família está lá e a maioria dos meus leitores. Não sinto falta pois chego a ir até 7 vezes

B&B: Você que é uma constante pesquisadora de tendência, deve sentir de perto as consequências da velocidade de informação que vivemos hoje, certo? Quais os principais pontos dessa velocidade no mundo da moda? CB: Que as revistas perderam o monopólio da informação e o individualismo, ou estilo próprio, tomaram o lugar da tendência. O excesso de velocidade deu espaço à verdade. B&B: O que acha que está por vir no mundo em que a moda é informada? CB: Acho que já aconteceu. Houve uma democratização da informação de moda. Não mais só de super editoriais é feita a info de moda, e sim da rua e das influencers digitais. Por vir podem ser novos aplicativos, e modos mais fáceis de comprar online. Uma melhor comunicação entre uma plataforma e outra e a compra final.

MARCELA SCHNEIDER

KAI ELMER SOTTO

onsuelo Blocker é brasileira, viveu nos Estados Unidos enquanto cursava a universidade de Brown e desde 1990 vive em Florença na Itália. Filha de um dos maiores ícones de moda no Brasil: Costanza Pascolato, Blocker é herdeira de um DNA fashion e elegante. Com olhar afinado mostra tudo em seu blog: www. consueloblog.com e no instagram @consueloblocker. Passa por destinos maravilhosos como: Londres, Milão, Paris entre outros, dando dicas de moda, beleza, gastronomia e lifestyle. Segundo ela “Busco o mundo em busca da vida! Da felicidade, da beleza, das perguntas, das respostas do estímulo às sensações”. O jornal B&B bateu um papo com a blogueira, confira na íntegra:

B&B: Qual dica você deixaria para quem está começando hoje, a trilhar uma carreira na área de moda? CB: Encontrar o teu diferencial. Aprender tudo que pode sobre aquela expertise e o que a cerca. Trabalhar 24 horas naquilo. Acreditar em você. E nunca deixar a peteca cair. Tem-se que aprender algo de novo a cada dia… senão se fica para trás!


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B&b novweb 2017  

Está no a, a Edição de Novembro do Jornal Brasileiras & Brasileiros Boa Leitura!

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