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As “divas” brilham no Sambódromo SP X Rio: tem guerra no samba Salvador é reino do Axé O Carnaval diferente de Pernambuco A polêmica relação entre Carnaval e Religão


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A celebração de Carnaval mais antiga que se tem registro histórico é a do Carnaval de Veneza, ainda considerado o mais importante e célebre de toda a Europa.

Com o passar dos anos, e com Veneza vivendo o esplendor da riqueza comercial como mais reluzente entreposto do mediterrâneo, o Carnaval Veneziano foi enriquecido em termos de música, cultura e vestuário rico e exótico. As belíssimas máscaras estiveram, durante centenas de anos, associadas à tradição e algumas tornaram-se famosas, fazendo mesmo parte da “Commedia dell´Arte”, um tipo de teatro cômico surgido na segunda metade do século XVI. O Carnaval de Veneza, muito parecido com seu formato atual, surgiu a partir do século XVII, onde a nobreza se disfarçava para sair à rua e misturar-se com o povo. Nesta época o Carnaval começava oficialmente com o “Liston delle Maschere” (o caminho das máscaras), que consistia num passeio onde os habitantes, elegantemente vestidos e usando máscaras, ostentavam as suas riquezas em sedas e jóias. Desde o início, a festa dos venezianos era um grande pretexto para folguedos e orgias sexuais. Portanto, a “festa da carne” - que é o significado da palavra “Carnaval” - estava desde seu nascimento irremediavelmente atrelada a desejos carnais.

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O “corso carnavalesco” também nasceu em Veneza. Era prática nesta altura atirar ovos perfumados, cheios de água de rosas. No Carnaval do Brasil, até recentemente, uma derivação - nada aromática - dos corsos venezianos fazia parte da celebração em Recife e Olinda.

A sua origem remonta ao ano de 1162, quando a Repubblica Della Serenissima venceu a guerra contra Ulrico, o patriarca de Aquileia, que tinha invadido a cidade. Resultante desta derrota, Ulrico teve de pagar à cidade um touro e doze porcos que passaram a fazer parte da tradição da festa da Sexta-feira Gorda, em que o mesmo número de animais era morto na Praça de S. Marcos, numa festa impressionante que incluía banquetes, danças, espetáculos de acrobacias, truques de magia e teatro de marionetes.

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Por conta dos excessos cometidos e da violência, os “corsos” estão proibidos pela polícia, embora ainda há quem desafie a proibição, desfilando nos dias de carnaval e lançando ovos podres, talco e outros elementos durante os festejos.

E tudo começou nos canais de

Veneza...

Entretanto, o que mais ficou marcado dos primórdios do Carnaval de Veneza foi mesmo a consagração das belas e enigmáticas máscaras, verdadeiras obras de arte feitas de couro, papel maché, alumínio ou seda, generalizou-se por toda a Europa e se tornando um verdadeiro símbolo dos Carnavais. Em 1797 Veneza passou a fazer parte do Reino Lombardo-Véneto, quando Napoleão Bonaparte assinou o tratado de Campo Formio. O moralismo cristão severo e punitivo, determinou a proibição do Carnaval de Veneza, acusado de promover o adultério e a “fornicação pagã”. A proibição foi mantida por quase 200 anos. Isso mesmo, foi somente em 1979 que a cidade italiana retomou a realização da festa. Desde então, tem a duração de 10 dias, faz-se antes da Quaresma, e se tornou uma atração à parte da cidade que é uma das mais visitadas do mundo. As pessoas vêm para assistir e participar numa história feita de mistério, história, tradição e sensualidade. Nas ruas, os trajes e as máscaras continuam exuberantes e magníficos e o auge da festa é atingido nos fogos-de-artifício de terça-feira à noite, após o qual os foliões se recolhem a Veneza retorna à sua poética rotina de cidade das águas, do romantismo e da beleza indescritível de sua natureza.


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De norte a sul, leste a oeste, o Brasil esquece suas dores de cabeça e.... Em fevereiro? Tem Carnaval! Dos versos consagrados de Jorge Ben Jor em sua antológica marcha “país Tropical”, está o grito de guerra que domina boa parte do Brasil no segundo mês do ano. De 12 a 17 de fevereiro, ou mesmo até antes, nas grandes capitais da folia, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, o Carnaval domina (quase) tudo e (quase) todos num Brasil onde esta monumental festa popular é a expressão máxima de alegria, sensualidade, ritmo e brasilidade. E não tem “aperto econômico” e nem “ressaca eleitoral” que iniba os foliões. Seja desfilando nas grandes passarelas de Rio e São Paulo ou se esbaldando nas ruas de Salvador ou Olinda, milhões de brasileiros mergulham de cabeça numa espécie de “catarse coletiva” que, sem a menor dúvida, deve fazer um bem enorme ao espírito coletivo do país. Há os que criticam o Carnaval como sendo um subterfúgio, um escapismo que aliena a população de seus reais e graves problemas. Mas o Carnaval, está provado, é muito

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Ivete Sangalo, a maior estrela do Carnaval da Bahia, comanda a massa no “Farol da Barra” um dos QGs da folia em Salvador.

Cai na folia! mais que essa redução intelectual e já fora de moda. Não há, em todo o mundo, maior e mais eloquente demonstração de criatividade coletiva e “sem ensaios”, além de mais fulgurante demonstração de criatividade artística e alegórica. Da explosão de alegria - e sim, também de violência e escandaloso comercialismo - dos carnavais de rua em Salvador e Recife, onde misturam-se todos os ritmos, modismos e delírios, ao espetáculo indescritível das Escolas de Samba nos sambódromos carioca e paulista, tudo no Carnaval é tradução literal do Brasil no que ele tem de mais próprio e mais seu. A força é tão grande que até quem combatia a festa por considerá-la um “espetáculo de perversão, luxúria e abominação”, como os religiosos mais carolas e enrustidos, resolveram aderir aos folguedos. Já, há bastante tempo, várias igrejas levam às ruas em diversas cidades, durante o Carnaval, seus “trios elétricos” com seus temas, cantores e animadores usando a plataforma de popularidade da grande festa

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para tentar, quem sabe, a mais improvável das “conversões”. Afinal, marketing é marketing e quem é que pode se dar ao luxo de desprezar uma platéia de milhões? É claro que a festa tem mudado bastante. O Carnaval brasileiro já há muitas décadas é um negócio de bilhões. Quatro cidades concentram quase 90% de todas as verbas publicitárias destinadas ao evento, nesta ordem: Rio, Salvador, Recife-Olinda e São Paulo. A exploração do carnaval como um “produto” chegou a tal ponto que em Salvador as ruas são “fechadas” para que só se venda a marca de cerveja patrocinadora. O folião reclama e acaba achando um “jeitinho” de burlar essas exóticas novidades. Mas já ficou bem claro que será impossível evitar a escalada cada vez mais brutal do comercialismo numa festa que já foi da mais pura improvisação, espontâniedade e invenção. Nem por isso a tradição morre e cabe ao povo, no final do dia, ditar as regras.

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Recife e Olinda se orgulham de fazer o seu Carnaval à moda antiga sob o signo do frevo. Diferente de tudo e de todos, o Carnaval pernambucano se desdobra em dois estilos que, na verdade, se completam. Um é o Carnaval de Olinda, o mais antigo do Brasil e o que mais mistura as culturas portuguesa, negra, moura e indígena com suas tradições tão específicas. O outro é o Carnaval do Recife, também fruto de múltiplas influências culturais de uma cidade que nunca perdeu os traços da colonização holandesa. Em Recife, é o frevo que constrói a trilha sonora para o reinado do “Galo da madrugada”, o mais impressionante evento isolado do carnaval brasileiro, graças à multidão calculada em 2 milhões de foliões que acompanham essa

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O Galo é Rei! majestosa tradição. Enquanto o carnaval em Recife se multiplica em palcos para grandes estrelas da música nordestina e nacional, em Olinda, além das centenas de blocos de sujos, batucadas e cirandas, os eventos mais esparados são mesmo os desfiles dos “Bonecos Gigantes”, tradição medieval que ganhou nos festejos da antiga capital colonial, uma transcendência histórica e política. Da mesma forma que cartunistas e humoristas fazem de suas charges e cartuns à base de críticas sociais e políticas, os “bonecos gigantes” seguem a mesma trajetória.

Maurício de Nassau e o mercador “traidor”, Calabar, a ícones da cultura pernambucana como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Ariano Suassuna e tantos outros.

Nos desfiles é possível admirar, lado a lado, tanto os bonecos que são personagens tradicionais como a Princesa Holandesa, o Príncipe

E a diversidade “bonequeira” vai muito mais longe. São hoje famosos no mundo inteiro - para onde são levados em eventos pro-

mocionais - os bonecos de Michael Jackson, Silvio Santos, Roberto Carlos, Madonna, Pelé, Ayrton Senna, Chacrinha (também pernambucano) figuram, lado a lado, com personagens típicos da cultura medieval, como “Lampião, Rei do Cangaço”, “Maria Bonita”, “O diabo”, “A Vendedora da Feira” e o “Rei Corrupto”.

1) Cerca de 2 milhões de foliões saúdam “Sua Majestade, o Galo da Madrugada”, que dá a largada para o Carnaval em Recife. 2) Os desfiles de “Bonecos Gigantes” são seguidos por multidões nas ruas de Olinda, onde o Carnaval tem sabor e ritmos próprios.

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João Pedro Roriz Carnaval e Religião: a “rixa” é antiga Você já deve ter percebido o clima de rivalidade que envolve religiosos e foliões durante a época do carnaval. Esse fenômeno possui uma explicação histórica. “Carnaval” é uma palavra que lembra “carne vã”, algo que cheira a prazer da carne. A origem do carnaval remonta aos bacanais romanos e os festivais gregos da Era Antiga. No século VI a.C., todos os “homens de bem” de Atenas saíam às ruas para participar de procissões conhecidas como Komos e com isso, homenagear Dioniso (ou Baco) e gozar uma semana de bebedeiras e competições. No Brasil, a tradicional semana de folia parece começar no Natal, englobar o ano-novo, as férias de janeiro, o carnaval e até mesmo a Quarta-feira de Cinzas… Muitos pais de família perdem a compostura na terça-feira de carnaval para, no dia seguinte, aproveitar o feriado católico para pedir perdão a Deus e transformar a “carne vã” em cinzas. O surgimento do cristianismo no Mundo Antigo e a ideia de um único deus causou um choque cultural em locais onde predominavam as religiões politeístas. Com o advento do catolicismo, a

dicotomia entre as culturas pagã e religiosa se intensificou: a simbologia católica de Adão e Eva foi criada em resposta aos mitos de Deucalião e Pirra na Grécia e Shu e Tefnut na Índia. Neste último país, a imagem de Ísis com seu filho Hórus no colo foi lentamente substituída pela figura da Virgem Maria com o menino Jesus. A festa pagã do carnaval tem tudo a ver com a mitologia, pois é resquício da cultura politeísta adotada pelos povos grego e romano. Momo, na mitologia grega, é considerado a encarnação do escárnio e das burlas, uma espécie de entidade maléfica que acompanha os homens. Na mitologia, Momo não é necessariamente gordo. A imagem do Rei Momo pesadão que conhecemos hoje faz referência à semana de folia, chamada de “dias gordos” – uma resposta ao jejum que a Igreja Católica impõe aos seus fiéis durante a Quaresma que antecede as festas religiosas da Semana Santa. Existem registros históricos que provam que durante os Komats e as Leneias, na Grécia Antiga, alguns comediantes dóricos falavam versinhos sacanas

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e faziam procissões vestidos com fantasias que imitavam falos gigantes. Assim nascia o termo “Comédia” (komos + ode). Ao conquistar a Grécia em seu período mais áureo, o Império Romano incorporou a cultura helênica, adaptando muitas nomenclaturas e festividades. Isso talvez explique a tradição das fantasias e das marchinhas maliciosas e engraçadas do período carnavalesco. Quando a Igreja Católica passou a ser a única referência na Europa Ocidental, dando origem à idade das trevas, as procissões miméticas e qualquer festividade pagã tornaram-se proibidas. Engraçado de verdade é assistir hoje, de camarote, a guerra de liminares entre Igreja e escolas de samba antes dos desfiles. Será que a arquidiocese brasileira ainda não percebeu que as escolas aproveitam a polêmica do uso de símbolos religiosos em seus carros alegóricos para ganharem alguma evidência na mídia? Minutos antes do desfile, os carnavalescos trocam a imagem religiosa de Adão pela figura pagã de Deucalião e está tudo certo! Pouca gente nota a diferença. São os resquícios do passado!

Nascido no Estado do Rio de Janeiro e vivendo entre Rio e Porto Alegre, João Pedro Roriz é um escritor, ator e jornalista brasileiro, considerado pela crítica uma das maiores revelações da atual geração na literatura brasileira.

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Na Bahia, os trios elétricos são palcos por onde desfilam as grandes estrelas e seus convidados Mais do que nunca o Carnaval baiano é das grandes estrelas pop, a grande maioria surgidas dentro da “Axé Music”, movimento lançado por Luiz Caldas em 1985 e que, em 2015 celebra 30 anos de sucesso em todo o Brasil e reconhecimento mundial. Como acontece quando cada nova administração é eleita para governar a primeira capital do Brasil, o Carnaval é ao mesmo tempo o evento colossal e vitrine política e artística exponencial. E a atual administração de Antônio Carlos Magalhães Neto está processando uma revolução mercadológica que, se por um lado triplica o valor arrecadado em patrocínios, por outro, gera apaixo-

nadas críticas contra o “elitismo” e “excessiva comercialização” do maior carnaval de rua do mundo. Sim, os números do Carnaval em Salvador impressionam: mais de 3 milhões de foliões nas ruas nos seis - isso mesmo, seis! - dias de “folia oficial”. Isso porque a folia começa já nas festas de passagem de ano, segue firme pelo circuito das festas populares e, mesmo depois da quarta-feira de cinzas, o que tem de “folia pós-Carnaval” em Salvador, não é brincadeira... Nas ruas, o show de grandes nomes da música baiana e brasileira é de perder o fôlego. Sem falar que, a cada ano, aumenta o número de es-

trelas internacionais que “aderem”. Mas os reis da festa são mesmo Ivete Sangalo e Bel Machado, que inclusive se “despede”, este ano, de sua histórica parceria com a Banda Chiclete com Banana, a banda que mais vendeu discos na história da MPB. Também majestades desta festa são Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Claudia Leite, Durval Lelis, Margareth Menezes, e Psirico, este último um recente fenômeno de popularidade. Não esquecendo que o carnaval baiano também tem seu fortíssimo lado africano, representado pelo Olodum, Ilê Aiyê, Ara Ketu e Filhos de Ghandy, e que atrai milhares de admiradores.

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Acima: Carlinhos Brown, síntese criativa do afro-pop baiano, o “Rei” Bel Machado, líder que se despede da Banda Chiclete com Banana e Daniela Mercury, que espalhou a Axé Music pelo mundo. Abaixo: Claudia Leitte, Talita do Ilê Aiyê e Psirico, outros fenômenos do Carnaval baiano.

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Check-in internacional no Aeroporto de Guarulhos: centenas de milhares deixam o Brasil, fugindo da folia.

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A turma do “Carnaval? Tô fora!” vai muito bem, obrigado...

Família se diverte em Sunibel Island. Os diversos destinos na Flórida são os preferidos pelos brasileiros.

Flórida é quem mais se beneficia com “êxodo anti-folia” É justamente durante o Carnaval que tem início, todos os anos, a cada vez maior maratona de brasileiros que viajam ao exterior. É a fuga do folia momesca, pelas mais variadas motivações, que faz desse período do ano o segundo mais intenso em viagens, dentro e fora do Brasil, perdendo unicamente para o período que vai do Natal ao Ano Novo. Esse “êxodo em massa” acontece primordialmente por conta dos que aproveitam o grande número de feriados e dias livres (em algumas cidades o período sem trabalho e com serviços básicos fechados chega a dez dias) para fazer viagens com toda a família. E não há nenhuma dúvida quando se trata de saber qual o destino mais procurado pelos brasileiros na época do Carnaval: Flórida! As atrações de Orlando e do Sul da Flórida estão no topo da lista. Até, porque, nessa época do ano, o frio em grande parte dos Estados Unidos e na Europa, reduz drasticamente o apelo destes destinos aos

viajantes brasileiros. E quem seria o maior concorrente da Flórida na conquista dessa legião de fugitivos do samba? Claro: as múltiplas opções no Brasil. Aí, entretanto, surge um outro fator. Com exceção de destinos muito específicos, nas montanhas e algumas praias mais isoladas, o carnaval impera de norte a sul no país e quem quer diversão e sossego bem longe dos trios elétricos e tamborins, se tiver como, opta mesmo em viajar para o exterior.

Jericoaquara (Ceará) ou o litoral do Estado de São Paulo, não há vagas em seus hotéis e pousadas desde a metade do ano passado. Para complicar o panorama, cada vez mais esses destinos se tornam super frequentados na época de Carnaval, inclusive sendo impossível às autoridades locais, prover serviços básicos para uma população que, em casos como o da praia de Pipa, vê sua “população” multiplicar dez vezes da noite para o dia.

Outra motivação de grande parte dos que “fogem”, é mesmo um sentimento de rejeição a tudo que envolve o Carnaval. Estes procuram, em sua maioria, recantos tranquilos. os hotéis-fazenda e estâncias hidrominerais estão com vagas esgotadas com meses de antecedência.

Em cidades como Salvador e Recife, famosas por seu carnaval de rua, é praticamente impossível permaneSer na cidade sem estar, de alguma forma, afetado pela folia. Já para os paulistanos e mesmo os cariocas, como o seu carnaval é muito mais de exibição e limitado a áreas específicas, é possível se “distanciar” da festa.

Praias famosas e que limitam ao máximo as atividades carnavalescas, como Itacaré e Arraial D’Ajuda, na Bahia, Pipa e Baía Formosa (Rio Grande do Norte),

Há quem, inclusive, afirme que “a melhor época do ano para curtir são Paulo é no Carnaval, porque metade da cidade sai e deixa o trânsito tranquilo, os locais de

visitação sem tumulto e é possível realmente desfrutar da cidade”, como afirma o produtor Antônio Albuquerque, um dos que esperam ansiosamente o período da festa para não só “permanecer” na cidade, como, acredita ele, “desfrutar de tanta coisa maravilhosa que ela tem e que, no dia-a-dia normal, é quase impossível”. Enquanto os destinos turísticos brasileiros se dividem entre os que

fomentam “carnavais alternativos”, mais comportados e “low profile” e os que oferecem receita claramente anti-folia, os destinos no exterior, especialmente a Flórida, oferecem o que é praticamente inexistente no mercado doméstico brasileiro nessa época do ano: um turismo de família totalmente capaz de entreter e agradar a todos no grupo. E não é por outra razão que os vôos do Brasil para Miami, Orlando e Fort Lauderdale estão lotados!

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Rio x São Paulo na Se hoje estivesse vivo, certamente o “poetinha” do Brasil, Vinicius de Moraes, faria uma bem humorada revisão de sua célebre frase: “São Paulo é o túmulo do Samba”.

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A frase, dita ainda nos anos 60, refletia a pouca expressividade do samba paulistano, que então se resumia a uns poucos abnegados e, justiça seja feita, a raros clássicos como Adoniram Barbosa, Demônios da Garoa e Germano Mathias. Meio século depois, quem sabe até para “vingar” esta “frase-quase-praga”, o samba paulistano reluz em tom maior. Superou todos os prognósticos de mediocridade e pobreza para ter a “petulância” de ser comparado em luxo, brilho e artisticidade, como o Carnaval do Rio de Janeiro. Deixando as paixões de lado, o fato é que, da mesma forma que o Sambódromo do Rio de Janeiro - majestoso e desenhado por ninguém menos que Oscar Niemeyer, - foi o grande fator de explosão de criatividade dos desfiles das escolas de samba cariocas, o mesmo ocorreu desde que foi inaugurado o mais modesto, mas nem por isso menos cintilante, Sambódromo do Anhembí, em São Paulo.

1) Carro monumental da Mocidade Alegre, campeã do carnaval paulista de 2014.

Ambas as passarelas do samba possibilitaram melhores transmissões pela TV, patrocínios milionários e tudo isso se refletiu na melhoria de qualidade dos desfiles em todos os sentidos.

2) Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Mocidade Alegre, que venceu os quatro últimos desfiles no Sambódromo do Anhembí, em São Paulo.

Na “briga” para buscar o mesmo nível de qualidade das escolas do Rio, as escolas de São Paulo conquistaram o apoio de grandes patrocinadores e, pouco a pouco, até mesmo “importando” carnavalescos, figurinistas e destaques consagrados no Rio, o samba de São Paulo “subiu de turma” e hoje, só mesmo os apaixonados torcedores fanáticos não admitem que se ainda não “chegou lá”, o desfile paulistano está muito, mas muito próximo mesmo da grandeza da Sapucaí.

3) A atriz Suzana Vieira, um dos destaques do desfile no Rio de Janeiro em 2014.

Outro fator que ajudou a evitar um comparativo direto entre os dois grandes desfiles do samba foi a decisão de fazer a apresentação paulista no sábado e domingo e a do Rio, na segunda e terça. Dessa forma, o público pode acompanhar os espetáculos sem confrontação e grandes estrelas dos desfiles podem se apresentar tanto em São Paulo quanto no Rio. O “troca-troca” de atrações e profissionais dos desfiles se tornou muito comum e a

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4) Oswaldinho da Cuíca, um dos grandes nomes do samba paulista.

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“Guerra do Samba” 5

audiência dos desfiles na TV é um “empate técnico”, já que o interesse pelos dois desfiles é relativamente o mesmo. A carioca Leci Brandão - cantora, compositora, expert em Carnaval e por muitos anos juíza na Sapucaí - é uma das que faz questão de ressaltar o crescimento do samba paulistano: “Houve um tempo em que comparar o desfile de São Paulo com o do Rio era como comparar um time de terceira divisão com a seleção brasileira. Isso mudou radicalmente e hoje, se você não estiver sabendo de onde é a transmissão, pelas imagens vai ficar sem saber se é Rio ou São Paulo. A força dos patrocínios e a paixão dos sambistas de São Paulo, muito ajudados pelos profissionais do Rio, deu ao desfile do Anhembí uma grandeza que eu considero 95% com relação ao Rio. Talvez a diferença que ainda exista esteja na monumentalidade do Sambódromo do Rio. O de São Paulo é muito acanhado e até prejudica as escolas em seu crescimento”, conclui.

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5) Espetacular carro alegórico da Unidos da Tijuca, campeã do Carnaval carioca de 2014. 6) Porta-Bandeira e Mestre-Sala da Unidos da Tijuca, durante apresentação no Sambódromo da Sapucaí, no ano passado. 7) Dona Ivone Lara, uma majestade do samba carioca e diva maior cortejada por todas as escolas do Rio. 8) Destaque feminino do Carnaval paulistano, desfila beleza e luxo no desfile de 2014.

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Por outro lado, o carnavalesco paulista Aristides Pillo acha que há outro fator que diferencia e distancia a festa carioca de São paulo: “O glamour da Sapucaí é garantido não apenas pelo esplendor das escolas. É nos camarotes e arquibancadas que boa parte do sucesso dos desfiles acontece. Vejo o público carioca mais vibrante e participante. Mesmo nos camarotes, é para o Rio que vão as grandes celebridades internacionais e geram muita publicidade e mídia. Isto falta ao carnaval de São Paulo, que melhorou enormemente, mas precisa cuidar de aspectos para além do samba na pista”. afirma. Colocando um ponto de equilíbrio nesse debate, está o jornalista Nélson Motta, que entende, como poucos, de “show business”: “Se o Rio não se cuidar, São Paulo vai superar porque a mentalidade é mais empresarial e mais organizada. O desfile do Rio ainda é mais rico e mais esplendoroso porque o samba é uma realidade carioca muito mais forte e entranhada na população da cidade. O samba ainda não é a ‘cara’ de São Paulo, mas do jeito que vem crescendo e rivalizando em quase todos os aspectos dos desfiles, é mesmo uma ameaça a esse predomínio do Rio. Se bem que, na verdade, essa competição entre os dois desfiles é muito positiva para os Samba, para o Rio, São Paulo e para quem ama as escolas de samba”.


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O que seria do Carnaval sem as suas “Divas”?

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Claudia Leitte Mocidade Independente

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Aline Oliveira Mocidade Alegre

Ana Hickmann Vai Vai

Gracyanne Barbosa Portela

Bianca Salgueiro

Cacau Colucci Dragões da Real

Raíssa Machado Viradouro

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Saudade não tem idade

Foi exatamente nesse “calhambeque”, em 1950, que os músicos e foliões Dodô & Osmar, criaram o “Trio Elétrico” que seria a grande revolução do Carnaval da Bahia. Depois, conquistariam o Brasil.

O mais vitorioso e consagrado criador das fantasias de luxo que deslumbravam os bailes do Rio, Recife e São Paulo nos anos 60 e 70: o baiano Evandro de Castro Lima (ao centro), entre Hugo Vernon e Geraldo Sobrelli.

Essa jovem e bela modelo era uma das estrelas dos bailes de carnaval no Rio e também dos luxuosos musicais do “Teatro Rebolado” da Cinelândia carioca. Wilza Carla se tornaria a maior vencedora dos concursos de fantasias dos bailes do Teatro Municipal, o mais importante do país. Anos mais tarde, Wilza se tornaria famosa por personagens no cinema e nas novelas da Globo e atuando como jurada de programas de auditório na TV. Acima, um dos carros do “Corso” do Carnaval de Recife, em 1944. O predomínio, entre os “foliões”, era de crianças.

Alegres e ousadamente mostrando as delineadas pernas, grupo de moças da sociedade paulistana dos anos 50, preparavam-se para o Baile do Clube Sírio Libanês, o “ultra chique” do ainda modesto e conservador carnaval da Paulicéia.

À direita, grupo de “Caretas Mascarados” que dominavam o carnaval de rua de Salvador nos anos 50 e 60. Eram milhares de grupos que desfilavam, faziam brincadeiras e curtiam o “lança-perfume”!

Em 1989, o multi campeão e revolucionário carnavalesco Joãosinho Trinta (acima), obrigado pelas autoridades a não usar a imagem do Cristo no desfile da Beija-Flor, saiu-se com a solução acima, que causou ainda mais polêmica e entrou para a história do Carnaval!

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A Nostalgia dos Carnavais

Acima: a impagável imagem do Rei Momo, alegre e bonachão. À direita: o frevo tradicional nas ruas do Recife antigo, no carnaval dos anos 70. À direita, acima: vedete maior do teatro e do cinema brasileiro nos anos 50, a comediante Sonia Mamede era uma das estrelas do carnaval carioca nos bailes de salão onde sua presença era saudada com delírio pelos fãs. Sonia gravou várias marchas de sucesso, entre elas “Com jeito, vai”. À direita, abaixo: as figuras do Pierrot e da Colombina eram os símbolos de um carnaval romântico, ingênuo e muito distante do apocalipse sensual dos tempos atuais. Nas marchinhas da época, são inúmeras as referências ao casal, sendo a mais famosa de todas, “O Pierrot Apaixonado”.

Acima: Batizada como a “Cinderela Negra”, a passista e destaque Pinah, da Beija-Flor de Nilópolis, se tornou um ícone do carnaval brasileiro nos anos 70 e 80, conhecida no mundo inteiro, especialmente por ter sido a primeira a assumir a calvicie como estética. À direita: Coube à estrela Leila Diniz, como eterna “madrinha” da “Banda de Ipanema”, resgatar o carnaval de rua do Rio de Janeiro, praticamente “morto” nos anos 60.

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Miami

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2 - Tao Plays Mozart

Tendo como solista o consagrado pianista Conrad Tao, a Orlando Philarmonic Orchestra, conduzida pelo maestro e diretor artístico Dirk Meyer, apresenta um concerto com obras de Mozart e Strauss. Dias 21 e 22 de fevereiro Ingressos entre $20 e $75 drphillipscenter.org

3 - Nikolay Khozyainov

Com apenas 21 anos de idade e já considerado uma revelação mundial, o pianista russo se apresenta como atração do Miami Festival Internacional Piano Festival. Dia 22 de fevereiro no Aventura Arts & Cultural Center. Ingresso: $30 aventuracenter.org

4 - Motown, The Musical!

Um dos maiores sucessos atuais da Broadway, o musical revive o som criado em Detroit no início dos anos 60 e que revolucionou a música pop mundial. A Motown revelou nomes como Stevie Wonder, Marvin Gaye, Diana Ross & The Supremes, Michael Jackson, The Jackson’s Five, The Four Tops, Lionel Ritchie, The Temptations, Stevie Wonder e uma infinidade de superestrelas. De 24 de fevereiro a 8 de março no Au Rene Theater do Broward Center Ingressos entre $49 e $79 browardcenter.org

5 - Pearl’s Fisher

Um espetáculo deslumbrante, tanto musical quanto visualmente, o “Pescador de Pérolas” (Pearls’Fisher), ópera de George Bizet, é a atração do Ziff Ballet opera House em Miami. A ópera levou mais de 10 anos para ser concluída e reflete o auge da influência oriental na Europa. Ingressos entre $23 e $329 arshtcenter.org

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RECOMENDA Orlando

6 - Acrobatas de Pequim

Sempre com casa lotada em todos os países onde se apresentam na atual turnê, os “Acrobatas de Pequim” se apresentam dia 18 de março no Straz Center em Tampa Bay, seu aplaudido repertório da milenar arte chinesa da acrobacia. Ingressos entre $35 e $45 strazcenter.org

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7 - KC & Sunshine Band

8 - Estréia de Kaká

Recentemente conduzidos ao “Rock and Roll Hall of Fame”, esta icônica banda festeira da Flórida volta a se apresentar no Hard Rock Live, em Hollywood-FL, dia 20 de março. Definitivamente para “sacudir o esqueleto”. Ingressos entre $35 e $125 hardrocklivehollywoodfl.com

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Foto: Toddy Holland

A fotógrafa Jade Matarazzo, paulistana vivendo há mais de 30 anos nos Estados Unidos, tornou-se um nome de grande relevância no panorama das artes visuais brasileiras na América. E não só por conta de seu trabalho em fotografia. Assumindo o posto de desbravadora em nome das artes brasileiras, ela tem se associado a projetos que expandem os horizontes para artistas já estabelecidos e abrindo espaços antes quase impossíveis para novatos e estreantes.

B&B - Agora seus projetos pessoais e profissionais… JM - Pessoalmente, me realizo diariamente na estrutura familiar ao lado do meu marido e dos meus cinco filhos. Essa é a minha base de felicidade. Profissionalmente, quero me trabalhar para chegar a ser a fotógrafa/artista que espero de mim. Para comemorar pretendo ações que sejam marcantes e de conteúdo agregador. Um dos objetivos é integrar artisticamente as comunidades residentes aqui e isoladas em núcleos, envolvendo também o público americano. Minha temática para comemorar 10 anos de carreira e a minha 20ª exposição, é a Transculturalidade. Por enquanto, é tudo que posso adiantar.

Mais uma vez indicada para o Press Awards (já ganhou duas vezes), Jade conversou com o B&B sobre o intenso ano de trabalho que a espera em 2015: B&B - Em 2015 você celebra 10 anos de carreira, qual a sensação mais forte: conquistas ou desafios? Jade Matarazzo - Neste período foram muitos os desafios, mas o maior de todos foi no inicio, sair da minha zona de conforto e encarar a fotografia como profissão. 2015 é mais que celebração, é um momento de reflexão quanto aos desafios enfrentados que resultaram em conquistas ou não. Mas a sensação mais forte que trago comigo hoje, é a de gratidão pelas oportunidades que me foram proporcionadas, e que me levaram a descobrir capacidades que antes não imaginava possuir. B&B - Você tem feito sucesso tanto como fotógrafa quanto como curadora de projetos em que abre possibilidades para diversos artistas. Como é equilibrar esses dois lados? JM - Esses dois lados caminham paralelos e harmoniosos. Apesar de satisfeita com a minha carreira, senti falta de algo mais, e uma nova linha de atuação foi se desenhando e me percebi idealizando projetos de incentivo a outros artistas. Não podemos focar exclusivamente em nossos objetivos individuais, precisamos incentivar as conquistas coletivas, acredito na promoção da arte e não na do indivíduo. A curadoria é um desdobramento e configura-se como uma perspectiva de ampliação, divulgação, promoção da nova produção das artes visuais, um acesso a material inédito de relevância para a reflexão crítica. B&B - Qual o papel da paixão em sua expressão artística? JM - A paixão move o mundo. Eu não poderia me dedicar a um trabalho que não me arrebatasse.

showcase de fotógrafos brasileiros e a receptividade para 2015 é muito grande. Em seguida vamos mergulhar na ArtBrazil at ArtServe em sua terceira edição e nas exposições da Europa e Japão. As idéias estão fervilhando...Abrimos fronteiras muito importantes.

“Powerhouse” das artes na Flórida

Acima e Abaixo, exemplos da fotografia de Jade. Movida por paixão pela fotografia e interesse pelo ser humano

Como artista, tenho uma busca pelo bonito no que as pessoas podem até enxergar como feio, busco expressões, emoções, sensações como um arrepio na pele, um olhar que pede socorro, uma boca que calou um grito, o que ninguém reparou, mas a lente captou. Uma imagem não tem idioma, mas nos fala aos

sete sentidos. B&B - Você tem agendados pelo menos cinco projetos coletivos para 2015: Brazilian Eyes, ArtBrazil at ArtServe e as ExpoArt Brasil em Tokyo, Paris e Londres. Quais as novidades e planos para essas mostras?

JM - Estamos trabalhando nisso. Refletindo sobre o êxito de 2014 e pensando em que podemos aprimorar. Sempre há muito o que a gente pode fazer para expandir o conceito e esse é o meu foco. E o foco, nesse momento, é o Brazilian Eyes, que acontece na semana de 5 a 9 de maio. Tornou-se um grande

B&B - A fotografia ganha cada vez mais status de grande arte. E agora todos fotografam, todos podem ser e se sentir criadores, artistas. Isso te estimula? É especial para você? JM - Acho que o acesso à tecnologia proporciona às pessoas uma visão diferenciada no campo da fotografia. Podem descobrir-se artistas com mais facilidade, talvez até mais cedo. Mas, como já disse, o dom se impõe à sua personalidade. A técnica é para todos. Me estimula e será especial para mim, se esse fot;ografo se descobrir talentoso, e eu puder me alimentar, me inspirar, me emocionar com o seu olhar. B&B - Em que ponto de seu espírito criativo, técnica e sensibilidade pura se encontram? É possível ser absolutamente lúdico sem descuidar da precisão técnica? JM - No meu amadurecimento profissional, as conquistas foram às custas de muito trabalho e determinação. A criatividade, a sensibilidade, o olhar artístico se impõe como um dom, a técnica você pode buscar, mas o contrário não é possível. O meu processo de criação é muito mais intenso, profundo e trabalhoso. Sou uma fotógrafa artística intuitiva, sempre sei o que eu quero, e às vezes tenho que buscar ou aprender as ferramentas técnicas adequadas para realizá-las. Tenho tido um retorno cada vez maior de clientes, reconhecendo o trabalho que eu e minha equipe realizamos, e eles sempre destacam a dedicação e a qualidade.


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Saiu a edição de fevereiro do Jornal Brasileiras & Brasileiros. Acompanhe a história do Carnaval, acompanhe...

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