Page 10

10

5 de outubro de 2019 www.jornalatual.info

ACONTECEU JURISTUALIZANDO

Carlos Henrique Rodrigues Nascimento OAB/SP 328.529 Advogado e consultor jurídico chrn.nascimento@gmail.com

Imóvel sem matrícula pode ser financiado? Se você está prestes a adquirir um imóvel e pretende, para tanto, se valer de um financiamento, é importante se certificar de que tal imóvel possui matrícula. A matrícula é, basicamente, um histórico de tudo o que aconteceu com o imóvel. Além disso, ela contém diversas informações do prédio, tais como: localização, descrição, compras e vendas, descrição dos proprietários, presença de dívida vinculada ao bem (se houver), se houve alguma benfeitoria, construção ou demolição e por aí vai. Para que alguém seja considerado, verdadeiramente, proprietário do imóvel, é necessário que o nome conste na matrícula. Todavia, se não existir uma matrícula, a coisa fica difícil. Se fosse possível financiar um imóvel sem matrícula, o comprador ficaria extremamente vulnerável aos golpes. A matrícula evita, por exemplo, que o vendedor venda o imóvel mais que uma vez, enganando os compradores. Com a certidão de matrícula em mãos, o comprador pode, também, conferir se o imóvel não é objeto de hipoteca, evitando problemas e prejuízos gigantescos. Ademais, a matrícula é essencial à segurança da instituição financeira que oferece o crédito, pois garante que o bem é legal e que cumpre os requisitos do financiamento. Então, não é possível financiar um imóvel que não tenha matrícula no Cartório de Registro de Imóveis. Contudo, se você pretende comprar um imóvel sem matrícula à vista, talvez, seja um bom negócio, pois o fato de não possuir matrícula diminui o valor de mercado do imóvel, o que possibilita ao comprador pagar um valor bem menor e, posteriormente, regularizar o prédio, que valorizará muito. Se tiver dúvidas sobre o assunto, consulte um advogado. Abraços. Deus o abençoe. “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.” (Mateus 7.24-25)

José Aparecido Sônego Ex-gerente do Banco do Brasil Sócio da SZB Consultores Associados sonego@argon.com.br EDUCAÇÃO FINANCEIRA PORQUE DEIXAR PARA AMANHÃ?

Olá caro leitor(a) A todo momento nos deparamos com a auto sabotagem e procrastinação, deixar para amanhã, para o mês que vem ou mesmo para o próximo ano, o que poderíamos fazer hoje. Sabe aquelas mentiras que você conta para si mesmo? Se enganando? Com o dinheiro e as finanças pessoais não é diferente. Devido a todos os problemas da ordem financeira que assolam o país ao longo dos anos, afetam por consequência a vida financeira pessoal e familiar. Achar que os problemas macros que acontecem no país não o afetaram na vida pessoal é “tapar o sol com a peneira”, pois em algum momento a sua parte será cobrada. É sabido que inúmeras pessoas estão com dificuldades para arcar com seus compromissos, como despesas pessoais, financiamentos e prestações. Isso leva a um processo de insolvência que acaba afetando, não somente o indivíduo, mas também toda a família. Observamos também pessoas, que mesmo possuindo uma renda significativa, além da média da maioria dos trabalhadores, não possuem uma organização financeira acarretando uma situação de descontrole. Muitas vezes, pela insegurança, deixamos de tomar atitudes necessárias para o controle financeiro. Tão importante quanto ter um trabalho que possibilite uma renda, está em desenvolver o habito e a cultura de se fazer uma organização financeira. Sabe aquela compra impulsiva? Justifica-se por estar “baratinho” e era “promoção”, mas que não havia necessidade de ser adquirida, poderia ter sido deixado para outro momento? Portanto, “não importa quanto se ganha, mas sim a qualidade com que se gasta”. Então porque deixar a organização financeira para amanhã? Até mais.

Profile for Jornal Atual

Edição 163  

Jornal Atual

Edição 163  

Jornal Atual

Advertisement