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ESPECIAL AGRICULTURA

nO CENTRO DAS AÇÕES DO GOVERNO, O HOMEM DO CAMPO

Os programas: Vida no Campo, Caminhos do Campo e Energia Mais Produtiva visam melhorar a qualidade de vida do produtor rural e de seus familiares

Textos: Alissandra Mendes e Marcos Freire Diagramação: Marcelo Lopes Mothé


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SEXTA-FEIRA, 26/10/2012 CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM E REGIÃO SUL

Um novo momento para o homem do campo

Os produtores rurais do Espírito Santo vivem um novo momento com a implantação de projetos do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), que visa incentivar e oferecer oportunidades de crescimento. Hoje, a agricultura familiar é um tema que está presente no contexto econômico por se tratar de um grupo social que ocupa lugar de destaque no processo de produção primária e de transformação de produtos, através da agroindústria artesanal, movimentando a economia local e gerando empregos. A agricultura familiar é a responsável por 80% dos estabelecimentos produtivos e representa 64% da mão de obra no Espírito Santo. Para oferecer mais qualidade de vida a essas pessoas, o governo lançou o programa ‘Vida no Campo’, o maior investimento em agricultura que o estado já ofertou. São 13 projetos que englobam ações nas áreas de assistência técnica, infraestrutura produtiva, revitalização de assentamentos, crédito Assessoria de Comunicação Seag

fundiário, crédito rural, comercialização, titulação de terras, agricultura orgânica, agroecologia, juventude rural, empreendedorismo e agroindústria. Além disso, o governo também contribuiu com a melhoria no escoamento da produção, principalmente os produtores de leite, com o programa ‘Caminhos do Campo’. O leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes da agropecuária brasileira. A atividade leiteira e seus derivados desempenham um papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para os produtores, principalmente os pequenos. Boa parte da produção de leite está sendo cada vez mais produzida por esses pequenos produtores, que estão na atividade por considerar que ela permite uma rentabilidade compatível com o que se consegue com outras atividades. A prioridade do governo é revestir estradas rurais capixabas onde há áreas de maior concentração de agricultura familiar. O programa ‘Caminhos do Campo’ preten-

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de, também, aumentar o fluxo de visitantes no meio rural, visando dobrar o número de propriedades aptas ao agroturismo, uma atividade que gera milhares de empregos diretos e uma renda adicional para os produtores rurais. Com o programa ‘Energia Mais Produtiva’, as redes elétricas são reforçadas nas comunidades do interior para proporcionar ou ampliar a capacidade de

produção agrícola. Grande parte das redes elétricas existentes no interior não é suficiente para suportar os diversos equipamentos e máquinas agrícolas. Com a energia mais ‘forte’, os produtores rurais podem ter nas propriedades máquinas e equipamentos que facilitem e contribuem para o aumento da produção. A meta da Seag é confirmar pelomenos 110 projetos até 2014 com investimentos de R$ 8.250 milhões. Assessoria de Comunicação Seag

## Os projetos implantados pelo Governo do Estado têm oferecido melhores condições e melhoria na qualidade de vida do homem do campo


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A melhoria na VIDA de quem vive NO CAMPO ## O projeto ‘Vida no Campo’ tem contribuído nas melhores condições de renda e sustentabilidade dos produtores rurais do interior do Espírito Santo Um dos maiores programas já criados no Espírito Santo tem levado uma nova esperança de vida ao homem do campo. Lançado em 2011, o programa ‘Vida do Campo’ implantando pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), contempla 13 projetos e tem

como objetivo oferecer mais oportunidades para viver no campo. Até o momento já foram aplicados R$ 800 milhões em crédito e investimentos. Até 2014, a meta de investimentos é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões no Espírito Santo, principalmente em recursos de crédito. A agricultura familiar é uma das prioridades

do Governo do Estado e, dentro do ‘Vida no Campo’, destaca-se o projeto de infraestrutura rural, que é fundamental para elevar a produtividade dos agricultores, gerando renda e proporcionando melhores condições de vida. O Governo do Estado adquiriu veículos, máquinas e equipamentos, que serão utilizados pelas pre-

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli durante entrega de máquinas e equipamentos feituras e organizações de agricultores familiares na condução de atividades para produção, transporte e comercialização dos mais diversificados tipos de produtos. Com isso, o Governo do

Estado está contribuindo para aumentar a competitividade das propriedades familiares, além de mecanizar a produção para dar resultados ainda melhores. No sul do estado, os municípios de Alegre, Afonso

Cláudio, Alfredo Chaves, Apiacá, Brejetuba, Castelo, Dores do Rio Preto, Iconha, Irupi, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Piúma e São José do Calçado, já foram ou serão contemplados com o programa.

Projetos mudam a vida dos produtores Os 13 projetos que englobam o ‘Vida no Campo’ têm como objetivo fortalecer ainda mais a nossa agricultura familiar e gerar mais renda e qualidade de vida para quem vive no campo. O Governo do Estado tem distribuído com igualdade os frutos do progresso e promove o desenvolvimento rural sustentável.

Juventude Rural Através deste projeto, os jovens do interior aprimoram seus conhecimentos e sua qualificação social e profissional. Têm acesso à informação, à inicialização científica e também às atividades esportivas e culturais, como música, teatro e cinema. Até 2014 serão qualificados e certificados 1.440 jovens. “Os dados demonstram que o jovem não quer só a renda no campo. Ele quer lazer, cultura e internet. Estamos observando nos dados oficiais que estamos tendo uma fuga muito grande, principalmente dos jovens, do rural para o urbano. Esse é um problema que estamos enfrentando,

não só no Espírito Santo, mas em todo o país”, comentou o secretário Ênio Bergoli. Segundo ele, os jovens da região sul e do Caparaó capixaba recebem cursos e treinamentos para continuar nas propriedades de base familiar. “A agricultura familiar tem toda uma condição social para fixar o jovem, não no sentido de interferir na vida das pessoas, mas de oferecer oportunidades. Temos um amplo plano em andamento no campo da juventude rural em que damos treinamentos em 12 municípios para jovens do sul e do Caparaó. São cursos de 250 horas com avaliação ini-

cial e final no campo da gestão da propriedade e da gestão dos negócios. As pessoas precisam ser livres e protagonistas de seu próprio destino”, destacou o secretário. “Além de treinamentos na área de gestão do negócio e programas de geração de renda, temos também outro programa, o ‘Arte do Saber’, um dos principais programas que desenvolvemos no Espírito Santo, no campo da agricultura para a juventude rural. O projeto consiste em fazer chegar às escolas típicas de formação agrícola um kit multimídia, com computadores com acesso à internet e filmadoras”, completou Ênio.

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O projeto Juventude Rural tem como objetivo capacitar e certificar 720 jovens rurais em cursos de qualificação social e profissional


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Crédito Fundiário Em parceria com o Governo Federal, o programa oferece financiamento para o agricultor sem terra ou com pouca terra com-

prar seu imóvel rural. O projeto visa beneficiar 500 famílias para aquisição de terra. Até 2014 serão beneficiadas 2.800 famílias.

Titulação de Terras O projeto prevê a regularização fundiária de terras de agricultores familiares consideradas devolutas. Será realizada a identificação dessas áreas no Estado

e, posteriormente, serão emitidos os títulos para os agricultores. Com a propriedade regularizada, o agricultor poderá ter mais facilidade

de acesso ao crédito e às demais políticas governamentais. Somente em 2013, o projeto prevê a emissão de 800 títulos de terra, principalmente nos

municípios de Mantenópolis e Barra de São Francisco. Cerca de 2.000 escrituras/títulos de terra emitidas para agricultores familiares até 2014.

Crédito Rural

As ações de financiamento destinadas aos agricultores familiares ganharam reforço e foram

divulgação

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incluídas no programa ‘Vida no Campo’. A iniciativa facilita o crédito para quem vive no campo,

melhora a produção e o desenvolvimento regional no interior do Estado. O objetivo principal do pro-

jeto é realizar 37 mil operações de crédito, aplicando R$ 700 milhões. “Hoje temos mais facilidade para

investir em nossa propriedade e isso ajuda bastante, pois podemos aumentar a produção e gerar mais ren-

da para nossas famílias”, disse o produtor Otacílio Nogueira dos Santos, de Alegre.

Alimentação Escolar divulgação

Através da lei nº 11.947/2009, o projeto garante a compra de produtos da agricultura familiar destinados à alimentação escolar. Além de valorizar a produção familiar local, o projeto ainda incentiva a organização social, o planejamento da produção e a gestão da propriedade rural. É mais negócio para os agricultores e mais saúde para os alunos da rede estadual.

O encontro da alimentação escolar com a agricultura tem promovido uma verdadeira transformação, ao permitir que alimentos mais saudáveis possam ser consumidos diariamente nas escolas. Isso significa a melhoria na alimentação dos alunos diariamente. Hoje, no Espírito Santo, 356 escolas estaduais são atendidas com o fornecimento de alimentos da agricultura familiar. Os agricultores produzem os alimentos que são servidos aos alunos de 356 escolas do estado


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Infraestrutura Produtiva A aplicação dos recursos é definida pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), no qual estão representados os agricultores familiares e as diversas entidades de apoio à agricultura. Depois da deliberação do CDMRS, a proposta segue como projeto para a Seag, que o implementará após a assinatura de convênio com a prefeitura. As ações deste projeto devem promover a melhoria

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da infraestrutura necessária ao fortalecimento da agricultura familiar: edificações, abatedouros municipais, armazéns comunitários, aparelhos de irrigação, veículos, instalações, entre outros. Serão implementados 157 projetos até 2014 em todo o Espírito Santo. Somente para 2013, ameta é confirmar investimentos em 40 municípios com um projeto cada variando de R$ 250 mil a R$ 400 mil.

No sul do estado já foram os serão contemplados: Anchieta: uma Van executiva; um cultivador motorizado TC 14 com enxada rotativa TA49 e uma carreta agrícola, cinco toneladas, dois eixos, quatro rodas, freio automático com carroceria de madeira – no valor de R$ 193.000,00. Apiacá: sete cultivadores motorizados; sete carretas agrícolas tracionadas; duas batedeiras de cereais; quatro cultivadores rotativos; um pulverizador costal motorizado; três pulverizadores modelo S-12; um desintegrador picado JF5; quatro implementos moto poda – no valor de R$ 200.000,00. Atílio Vivácqua: construção de galpão de 1.680m² e uma batedeira de grãos do tipo rebo-

que – no valor de R$ 198.462,24. Brejetuba: um trator agrícola 4x4 com 75 cv; quatro carretas agrícolas hidráulica com capacidade de quatro toneladas rodado simples com pneus; duas plainas agrícolas dianteira com raspadeira e concha; duas batedeiras de cereais; um arado fixo de três discos de 20mancal a óleo; uma grade hidráulica com 28 discos de 20 mancal a óleo e uma plaina traseira – no valor de R$ R$ 199.991,25.

modelo SLS/1; uma enxada rotativa com 42 enxadas; um arado fixo hidráulico de três discos, 28 polegadas; uma grade niveladora e destoradora de arrasto hidráulico; uma roçadeira hidráulica central e lateral; uma carreta agrícola metálica hidráulica basculante, rodado duplo com pneu com capacidade de 05 toneladas; uma batedeira de cereais para hidráulico com produção de 30 a 40 sacas de milho – no valor de R$ R$ Divino São 193.947,62. Lourenço: um trator agrícola 4x4 com Guaçuí: equipacapacidade de 75 cv; mentos para a Uniuma plaina agrícola dade de Bebenefício dianteira com sistema de Café, como: silo hidráulico; uma plaina baião de 8,10 m de agrícola traseira com altura; silo baião de largura de corte de 6,10 m de altura; cin2400 mm; um sulcador co elevadores de café

Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER A expectativa é ampliar o serviço de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aos agricultores familiares do Estado.

Para isso, será formada uma ampla rede com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Incaper, das secretarias munici-

pais de Agricultura, das empresas credenciadas e dos sindicatos. O projeto prevê assistência a 100 mil agricultores familiares.

com 8,90 m de altura; máquina de sacaria de café dotada de esteira metálica; máquina de costura portátil para sacaria de café; esteira elevatória metálica de correia continua; balança eletrônica para pesagem de sacos de café; balança rodoviária eletrônica com capacidade de carga; compressor de ar profissional industrial; medidor de umidade de grãos digital; três ventiladores aspiração do pó; motor trifásico; 15 peneiras de amostra com quadro de madeira; duas peneiras com quadro cantoneira – no valor de R$ 175.605,57.

(5.000 kg); 20 kits feira; um trator de 75 cv – no valor de R$ 200.000,00.

Mimoso do Sul: dois secadores rotativos; um trator com 70 cv 4x4 com lâmina dianteira e arado; uma fornalha de calor indireto; um despolpador composto de separador de verdes; um desmucilador multifuncional de ação progressiva, com motor monofásico de 5,0 hp; EFA (uma roçadeira costal dois tempos; 40 colchões de solteiro D33; 20 beliches; um fogão industrial seis bocas com forno; uma máquina de fotocópia) – no valor de R$ Ibitirama: um 200.000,00. caminhão com carMuqui: aquisição roceria de madeira

de balanção, transportador de sacos, dois de descascador para limpeza e beneficiamento de café e de roçadeira, cinco balanças de 500kg, grade simples, motocicleta e construção de galpão para abrigo do secador de café – valor de R$ 200.000,00. Presidente Kennedy: aquisição de dois tratores 75 cv 4x4; duas carretas agrícolas com sobregrade, rodado duplo; dois arados fixos de quatro discos de 28 polegadas; dois grades aradoras de controle remoto de 14 discos com 26 polegadas; dois caminhões PBT 8250 kg e duas carrocerias de madeira – no valor de R$ 200.000,00.

Revitalização dos Assentamentos Estaduais O Espírito Santo possui 23 assentamentos criados pelo governo do estado. São mais de 500 famílias que trabalham

e produzem, muitas vezes, ainda em condições precárias. Por isso, investimentos em infraestrutura social básica e na emancipa-

ção dos agricultores com emissão dos títulos de terra. A meta para 2013 é revitalizar 11 desses 23 assentamentos existentes.


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Empreendedorismo Rural e Agroindústria Familiar As principais linhas de ação visam contribuir para a formalização dos empreendimentos e ampliação dos canais de comercialização dos produtos, por meio da capacitação dos agricultores em empreendedorismo, da disponibilização e consultorias e assistência técnica qualificada para a elaboração dos planos de negócios das agroindústrias e otimização dos

processos tecnológicos, da orientação para a adequação às legislações sanitária, tributária, ambiental, trabalhista e previdenciário e do fortalecimento do cooperativismo. Somente em 2013, o objetivo do projeto é formalizar 350 empreendimentos rurais e capacitar 500 empreendedores rurais. A meta é formalizar 700 empreendimentos rurais até 2014. O projeto visa contribuir para a formalização dos empreendimentos e ampliação dos canais de comercialização dos produtos

alissandra mendes

Compra Direta da Agricultura Familiar (CDA) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) incaper

O PAA é incentivado a diversificar a produção, ampliando a disponibilidade de alimento para seu próprio consumo

O Governo do Espírito Santo e o Governo Federal compram os alimentos produzidos pelos agricultores e distribuem nas instituições da rede socioassistencial dos municípios. Além de gerar mais renda, o projeto também promove a segurança alimentar e nutricional dos agricultores, uma vez que ele é incentivado a diversificar a produção, ampliando a disponibilidade de alimento para

seu próprio consumo. Para 2013, cerca de 350 agricultores familiares são atendidos e a meta é beneficiar 5.000 agricultores familiares até 2014. O PAA, que prevê a compra direta de produtos da agricultura familiar para abastecimento da merenda escolar da rede pública de ensino e para famílias em situação de insegurança alimentar, tem o objetivo de melhorar a renda dos produtores rurais e os hábitos ali-

mentares da população. O PAA é coordenado pela Conab e procura melhorar a renda dos agricultores familiares através da compra da produção agrícola e disponibilizar esses alimentos para instituições que necessitam de alimentos como creches, escolas, hospitais, associações de moradores, etc, a fim de melhorar sua alimentação, combatendo assim a pobreza e distribuindo renda.

Agricultura Orgânica Assessoria de Comunicação Seag

O Governo do Estado do Espírito Santo está desenvolvendo ações para apoiar e fortalecer os agricultores familiares, oferecendo capacitação técnica e mecanismos para certificação orgânica das propriedades rurais. Também serão priorizados os instrumentos de organização, adequação das propriedades à legislação, infraestrutura e comercialização. Serão certificadas 400 novas propriedades com selo orgânico. Para 2013 o projeto prevê a certificação de 150 novas propriedades em

modelo orgânico, além da criação de Feira Livre em Jardim Camburi (toda sexta-feira) e capacitação de 150 Produtores Rurais para Transição Orgânica. A opção por comercializar seus produtos em feiras livres garante ao agricultor rentabilidade e movimenta a economia de muitas famílias que vivem no campo. O fato de lidar diretamente com o consumidor, sem o atravessador, melhora o valor recebido pelos produtos. Esse canal de comercialização ainda proporciona a inserção de pequenos produtores

no mercado, pois não são necessárias grandes quantidades de produtos agrícolas para um dia de feira. Com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), por meio do Programa Vida no Campo, distribui os kits feira, que contam com um convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Cada feirante recebe uma barraca, balança digital, caixas plásticas e bancadas para montar sua barraca na feira.

A Feira Livre de Alimentos Orgânicos tem aumentado as vendas e gerado renda aos produtores capixabas que cultivam produtos orgânicos


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Os caminhos do homem do campo Assessoria de Comunicação Seag

## O projeto ‘Caminhos do Campo’ já contemplou 50 municípios, sendo 97 trechos asfaltados A melhoria da infraestrutura rural, especialmente nas regiões onde há maior concentração de agricultura familiar é um dos objetivos da Seag, que através do programa ‘Caminhos no Campo’ torna o escoamento da produção mais ágil, reduz perdas de produtos perecíveis e fortalece as atividades voltadas ao agroturismo, com a pavimentação de estradas rurais do interior do estado. A melhoria da estrada de terra batida para o asfalto muda a realidade e dia a dia das pessoas que moram e trabalham nas comunidades afastadas das sedes dos municípios. Desde o início do programa em 2005 já foram pavimentados 97 trechos de estradas rurais em 50 municípios, totalizando 683 km, com investimentos na ordem de R$ 218 milhões. De

2011 até agora foram inauguradas 12 obras em 12 municípios, totalizando 70 km e R$ 30.9 milhões. Somente de janeiro deste ano até agora, oito obras foram iniciadas em sete municípios, totalizando 90 km e investimentos de R$ 39.3 milhões. Atualmente a Seag dá andamento em 19 obras em 15 municípios, totalizando 170 km, com investimentos na ordem de R$ 75 milhões. O interior teve um passado marcante para o Estado, mas estava abandonado havia décadas. Essa realidade mudou. A igualdade de oportunidade e a inclusão social só serão alcançadas com a descentralização dos investimentos e o incentivo às vocações regionais, como é o caso do agroturismo, da fruticultura, da pecuária, dentre outros. Consideramos

Somente de janeiro deste ano até agora, oito obras foram iniciadas em sete municípios, totalizando 90 km e investimentos de R$ 39,3 milhões

o interior uma das novas fronteiras de desenvolvimento social e econômico sustentável do Espírito Santo. O sucesso do Caminhos do Campo é tamanho que o modelo capixaba, que é pioneiro no Brasil, desperta interesse em outros estados. Exemplo é Santa Catarina, um dos estados mais desenvolvidos do Brasil, vai reproduzir o nosso programa por lá.

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Conceição do Castelo

O programa

O último trecho inaugurado é em Conceição do Castelo, entre as localidades de Santa Luzia e Taquarussu. O investimento foi de R$ 2,12 milhões para a pavimentação de 4,18 quilômetros. A pavimentação atende diretamente três comunidades da região e facilita o transporte de produtos locais como a tangerina Ponkan, café, frango e gado.

Municípios já beneficiados pelo programa Afonso Cláudio, Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Irupí, Itapemirim, Itarana, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Linhares, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Mucurici, Muniz Freire, Pancas, Ponto Belo, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, Sooretama, Vargem Alta, Viana e Vila Valério.

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Venda Nova do Imigrante

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Guaçuí


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Asfalto beneficia agricultores e empreendedores do turismo na Serra do Caparaó fotos marcos freire

Valéria reconhece que o asfalto trouxe mais facilidades para a chegada de turistas O programa ‘Caminhos do Campo’ tem atendido a várias comunidades da região do Caparaó, no sul do estado. E uma das

obras consideradas como das mais importantes – entre muitas outras realizadas na região – é a Estrada Parque do Caparaó, que

está em fase de conclusão. A rodovia está totalmente asfaltada e liga as comunidades de Santa Marta, em Ibitirama, Patrimônio da Penha, em Divino de São Lourenço, e Mundo Novo, em Dores do Rio Preto. Levando em conta outros trechos que já estão asfaltados há mais tempo, como o de Mundo Novo à sede de Dores do Rio Preto, e do entroncamento desta mesma rodovia até Pedra Menina, no mesmo município, onde se encontra a portaria de acesso ao Parque Nacional do Caparaó, a estrada está ligando os dois lados da Serra do Caparaó. Aliás, outra obra do programa Caminhos do Campo está pavimentando, com bloquetes, o trecho de estrada que liga o distrito de Pedra Menina até a portaria do Parque. E como acontece com todas as obras do Caminhos do Campo, o asfalto vem trazendo muitos benefícios para agricultores

e outros empreendedores das regiões beneficiadas. No caso dos agricultores, o maior benefício é a garantia de poder escoar a sua produção agrícola, independente das condições do tempo, já que antes do asfalto, o período de chuvas trazia muitas dificuldades, por causa da lama, que chegava a isolar as comunidades. E no caso da Estrada Parque do Caparaó, o benefício ainda se estende a empreendedores do setor de turismo, que se desenvolve cada vez mais, na região, já que agora há uma garantia de que o turista pode chegar e sair, sem depender de bom ou mau tempo. O produtor rural Juares Rosa Vieira Machado, 45 anos, mora em uma propriedade na comunidade Córrego Segredo do Veado, na divisa entre Divino de São Lourenço e Ibitirama, onde produz café e leite, além de cultura de subsistência, como milho,

Juares está satisfeito com obra e comemora fim da lama na época das chuvas feijão e outros. O asfalto passa em frente à entrada de sua propriedade e, segundo ele, os benefícios da obra são muitos, além de ter sido realizada com rapidez e ser um dos melhores da região, de acordo com o produtor. “Além de ser mais fácil para tirar nossa produção, também facilita no caso de um atendimento médico, e quando vivíamos no barro, muitas vezes ficávamos isolados, só saíamos com carro tracionado”, afirma. “Agora, ficou mais fácil sair e chegar, para qualquer lado, até para Guaçuí”, destaca.

Empreendedores

Nilma, Valquíria e Silvia comemoram o aumento no fluxo de clientes

Empreendedora da área de turismo, Valéria Rodrigues é proprietária de uma pousada, em Patrimônio da Penha, Divino de São Lourenço, comunidade que também é cortada pela Estrada Parque. E ela revela que, num primeiro momento, os moradores ficaram preocupados com um possível aumento do

fluxo de caminhões, mas que agora todos perceberam que a obra trouxe muitos benefícios para a comunidade e os empreendedores da região. “Para quem mora aqui é um alívio, porque passamos muitas dificuldades, quando não havia o asfalto, na época das chuvas, porque ficávamos isolados, muitas vezes, sem poder sair e com os visitantes sem poder chegar”, afirma Valéria. Também em Patrimônio da Penha, Valquíria Lemos da Silva, Silvia Aparecida Vieira e Nilma Rodrigues dos Santos são proprietárias de um restaurante e também afirmam que o movimento cresceu, depois da chegada do asfalto do programa Caminhos do Campo. “O movimento aumentou bastante e acreditamos que deva aumentar ainda mais, conforme as pessoas ficarem sabendo que o acesso está mais fácil até aqui”, afirma Valquíria.


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Trecho está sendo pavimentado com bloquetes e vai até a portaria do Parna Caparaó marcos freire

Outra obra importante, do programa Caminhos do Campo, na região do Caparaó, que está em fase de conclusão, mas já demonstra seus benefícios, é a pavimentação com bloquetes da estrada que liga Pedra Menina, em Dores do Rio Preto à Portaria do Parque Nacional do Caparaó, onde fica o Pico da Bandeira. De acordo com a agricultora Júlia Maria Protázio Abreu, que trabalha em uma pousada da região e mora em uma propriedade rural da comunidade de Forquilha, a obra está trazendo muitos benefícios para a comunidade, que se encontra em um local de terreno bastante íngreme. “Sofremos muito com a lama na época das chuvas, que nos deixava isolados, por isso, a obra está trazendo muitos benefícios mesmo”, afirma.

E a presidente do Circuito Turístico do Caparaó Capixaba, Cecília Nakao, que é proprietária de uma pousada, por onde passa a estrada que está sendo pavimentada com bloquetes, concorda que a obra vai trazer muitos benefícios para os moradores do local e para o turismo na região. Além disso, destaca os benefícios da pavimentação com bloquetes. “Como estamos numa área bem íngreme, a colocação de bloquetes aumenta permeabilidade da estrada, o que evita a formação de enxurradas, o que aconteceria com o asfalto, e foi a comunidade que decidiu pela colocação dos bloquetes, por meio de um enquete”, conta. A única preocupação de Cecília é que seja feita uma conscientização para que as pessoas evitem a alta velocidade nas novas estradas.

A Estrada Parque corta o entorno da Serra do Caparaó e liga comunidades de vários municípios Assessoria de Comunicação Seag

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Energia Mais Produtiva: infraestrutura e sustentabilidade para o campo Assessoria de Comunicação Seag

## O programa também busca possibilitar a instalação de agroindústria e equipamentos para a agregação de valor aos produtos primários agrícolas O município de Ibatiba foi contemplado com o projeto, que visa melhorar as condições de vida do homem do campo Após atender às necessidades básicas de energia elétrica dos domicílios das famílias rurais capixabas por meio do programa ‘Luz para Todos’, os agricultores passaram a modernizar e tecnificar suas propriedades adquirindo equipamentos que facilitam os beneficiamentos de produtos agrícolas que demandam maior capacidade da carga elétrica. Grande parte das redes elétricas existentes no interior do Estado não é suficiente para suportar os diversos equipamentos e máquinas agrícolas, como: secadores de café, resfriado-

res de leite, sistemas de irrigação, batedeiras de cereais e diversos equipamentos de uso agrícola movidos a motores elétricos. O programa ‘Energia mais Produtiva’, criado pelo Governo do Espírito Santo e desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), já amplia a estrutura elétrica do campo dando suporte aos produtores rurais. De 2011 até 2014 serão investidos pelo Governo R$ 8,2 milhões no programa, beneficiando pelo menos 80 mil pessoas que vivem no campo, para a melhoria

prioridades - Projetos que contemplem o uso de energia elétrica; - Projetos que abranjam o maior número de beneficiários; - Projetos com menor custo por propriedade atendida; - Comunidades com predominância de agricultores familiares; - Comunidades que tenham equipamentos agrícolas com dificuldade de funcionamento devido à falta de suporte técnico; - Reforço de rede elétrica específico para uso na produção agrícola, no processamento de produtos agrícolas, no agroturismo e no artesanato.

de conversão de sistemas monofásicos para trifásico, substituição de centros de transformações de baixa para alta tensão e reforço nas linhas tronco. Com o programa, as redes elétricas são reforçadas nas comunidades para proporcionar ou ampliar a capacidade de produção agrícola. Com a energia mais “forte”, produtores rurais podem ter nas propriedades máquinas e equipamentos que facilitam e contribuem para o aumento da produção, como secadores de café, resfriadores de leite, sistemas de irrigação, batedeiras de cereais, motores elétricos de maior potência, dentre outros. O programa também busca possibilitar a instalação de agroindústria e equi-

pamentos para a agregação de valor aos produtos primários agrícolas; permitir a utilização de máquinas e motores de maior potência e, além disso, melhorar a distribuição de renda e qualidade de vida no meio rural capixaba. De acordo com o secretário de Agricultura, Enio Bergoli, energia é um insumo básico. “Com a chegada de equipamentos de ponta, tecnologia avançada e novos sistemas de irrigação, o produtor precisa de uma carga de energia maior. Vamos beneficiar todo o Estado, sempre priorizando os agricultores de base familiar. A intenção é fortalecer a produção agrícola nas atividades que dependem de energia, como a irrigação

de inúmeras culturas; a produção de café de qualidade que exige descascadores; a pecuária de leite que demanda ordenhadeira e resfriadores, por exemplo. Este é um complemento para o Programa Luz para Todos, que leva energia para as residências”, completou. Em 2011 cinco municípios foram contemplados com seis projetos: Colatina, Governador Lindemberg, Iconha, Itarana e João Neiva, beneficiando 197 famílias. O valor dos investimentos foi de R$ 617.417,76. Em 2012 os projetos foram concluídos em 12 municípios: Aracruz, Baixo Guandu, Governador Lindemberg, Ibatiba, Itaguaçu, Itarana, João Neiva, Pinheiros, Santa Maria de Jetibá,

metas do programa 2011 – Pelo menos 20 projetos de rede elétrica – R$ 500.000,00. 2012 – Pelo menos 30 projetos de rede elétrica – R$ 2.500.000,00. 2013 – Pelo menos 30 projetos de rede elétrica – R$ 3.500.000,00. 2014 – Pelo menos 30 projetos de rede elétrica – R$ 1.750.000,00. Total - Pelo menos 110 projetos de rede elétrica – R$ 8.250.000,00.

Sooretama e Vila Valério, beneficiando 853 famílias. O valor dos investimentos foi de R$ 1.012.039,20. Já foi dada a ordem de serviço em quatro municípios com previsão de conclusão em 2012: Afonso Cláudio, Alegre, Governador Lindemberg e São Mateus, beneficiando 250 famílias, o valor dos investimentos é de R$ 499.762,31.

Comitê gestor

Para controle estratégico do programa foi instituído um comitê gestor coordenado pela Seag com a participação de representantes do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Federação da Agricultura Espírito Santo (Faes), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes) e das concessionárias de energia elétrica. As principais atribuições do comitê serão avaliar os resultados alcançados e propor medidas e procedimentos para melhorar a eficiência, efetividade e eficácia do programa.


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SEXTA-FEIRA, 26/10/2012 CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM E REGIÃO SUL

Em Ibatiba, o projeto Energia Mais Produtiva permitiu instalação de indústria marcos freire

Em Ibatiba, mais precisamente nas proximidades do Córrego dos Rodrigues, na zona rural do município, um empreendimento chama a atenção, por ser o primeiro do gênero na região e até no Estado. A Nutrifert está em processo de implantação há mais de um ano – mais precisamente desde março de 2011 – e a produção começou efetivamente em outubro deste ano, quando realizou sua primeira venda de seus produtos: fertilizantes orgânicos e organominerais, sendo a primeira granuladora do Espírito Santo. A matéria orgânica é proveniente de aves de postura. E o diretor de produção da fábrica, César Trindade, afirma que a implantação do projeto Energia Mais Produtiva, do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura do Estado (Seag) foi fundamental para a implantação da empresa, em plena zona rural de Ibatiba. Segundo ele, a mudança da rede monofásica por uma

O diretor César Trindade tendo ao fundo uma foto aérea da fábrica de fertilizantes rede trifásica possibilitou a instalação de máquinas melhores e mais baratas. “Benefício que se estendeu à toda comunidade”, destaca César. “Os motores trifásicos são mais baratos e acontecem menos oscilações de energia”, afirma o diretor, que também enfatiza que isso pode significar a chegada de outras

indústrias. Além dos benefícios da energia de melhor qualidade, a implantação do projeto Energia Mais Produtiva resultou em um de seus objetivos, que é o de trazer desenvolvimento para as regiões do Estado, já que a implantação da fábrica de fertilizantes conta com, aproximadamente,

30 postos de trabalho, com a maioria sendo do município, inclusive do próprio Córrego dos Rodrigues. Ou seja, houve geração de empregos e renda, fruto da implantação de uma empresa sustentável, que trabalha com produtos orgânicos e que retiram resíduos (fezes de aves de postura) do meio ambiente.

## A troca da rede monofásica por outra trifásica permitiu que a empresa fosse montada com um menor custo, já que o maquinário trifásico é mais barato e menos sujeito a problemas A empresa, que construiu uma subestação de energia, conseguiu o certificado da Chão Vivo para seus produtos orgânicos e para alguns dos organominerais. E recebeu outros incentivos do Governo do Estado, como os benefícios do Investes, no qual todo o material importado pela empresa que desembarca

no porto de Vitória está isento de pagar ICMS, assim como toda venda feita dentro do Estado. Já as vendas feitas para fora do Estado sofrem uma redução de base de cálculo. A fábrica está vendendo para todo o Espírito Santo, Rio de Janeiro, sul da Bahia e Zona da Mata Mineira, nesta sua fase inicial.

Produtores rurais também foram beneficiados com implantação do projeto Assim como foi destacado pelo diretor da fábrica de fertilizantes, a implantação do projeto Energia Mais Produtiva, do Governo do Estado, por meio da Seag, na zona rural de Ibatiba, trouxe benefícios também para os produtores rurais, principalmente do Córrego dos Rodrigues. E um dos que destacam esses benefícios é o agricultor Marciano José Rodrigues, 43 anos, morador da localidade desde que nasceu.

Ele destaca que a troca da rede monofásica pela trifásica permitiu que pudesse usar motores e bombas de irrigação mais fortes e custam a metade do preço dos antigos. Marciano conta que seus vizinhos, que já possuem secadores, estão podendo trocar os motores que funcionam com mais eficácia e menos oscilações de energia. “E isso me animou a montar um despolpador de café”, revela o produtor, pensando na possibilidade de melhorar a qualidade de sua produção,

já que o café é o principal produto de sua propriedade, que também produz milho irrigado. “E as bombas de irrigação trifásicas funcionam melhor, e eu posso estender essa irrigação para o café, no futuro”, afirma. Segundo ele, a implantação do projeto Energia Mais Produtiva realmente veio para melhorar a produção na região e facilitar a vida do agricultor. “E acho que esse projeto deve ser levado para outras comunidades, porque facilita muito a vida do produtor rural”, conclui.

marcos freire

O produtor rural Marciano Rodrigues afirma que implantação de projeto trouxe melhorias


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