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Ano 8 número 68 Prezados irmãos de fé e caros leitores, cada vez mais, a grande questão que nos cerca envolve o tema É TEMPO. Pois, é tempo de ser, de ser e reconhecer, de ser notória e ir alcabalmente o bom exemplo que desejamos enxergar nos mais itodiversos campos da nossa sociedade, bem como de reconhecer verd E dadeiramente aqueles que utilizam longo período de seu tempo para promover transformações positivas em nossas vidas, em nosso ciclo de amizade, em nossa comunidade, em nosso país, em nosso planeta. É tempo, cada vez mais, de preservar e reverenciar, de preservar a água do globo terrestre, de preservar essa insubstituível fonte vida em nosso mundo, assim como é tempo de reverenciar e agradecer a Deus por nossas águas, doces e salgadas, rios, igarapés, lagos, lagoas, mares e oceanos, fontes de vida. Igualmente, é tempo de valorizar e disseminar as ações gerais em prol da natureza, é tempo de ir mais além do que aplaudir as boas ações em benefício do planeta, é tempo de ser peça fundamental no combate à destruição de nossas reservas e belezas naturais, de ser agente efetivo e incansável na luta contra a degradação do ambiente.

cada vez mais consciente e atuante na batalha diuturna contra o desperdício, e na enorme luta pela consistente e constante preservação da água e de nosso ambiente de forma geral. É certo e inequívoco que em termos de riquezas naturais, em fontes hídricas, em nosso amado Brasil, fomos agraciados por Deus, porém, é cristalino o entendimento que se não agirmos conjuntamente, Governo e Sociedade, desde já, de maneira acentuada, ofuscaremos as destacadas bênçãos da natureza e passaremos a ser reféns da sede, da seca, da escassez de alimentos e do desespero por pequenas quantidades de água. Viva a Água, Fonte de Vida, Viva a Natureza, Preservemos o Ambiente, efetivamente! Que Oxalá ilumine o caminho de todos nós! Salve a Umbanda, que é amor e caridade, Salve Zambi! Alexandros Barros Xenoktistakis

Terra, nosso amado e magnífico Planeta Água, coberto por cerca de 75% de água. Todavia, é necessário frisar que em nosso planeta cerca 97,5% da água é salgada, trata-se da água de mares e oceanos, e fundamental salientar, por conseguinte, que apenas 2,5% da água é doce, sendo que a maioria da água doce se encontra nas geleiras e nas águas subterrâneas, isto é, em local de difícil acesso e que, de igual maneira, necessita de grande cuidado e preservação. Portanto, é dever se tornar

EXPEDIENTE istakis els B. Xenokt oradini g En r: to e ir D lC Arte: Danie istakis Direção de kt o n e X B. ls e g Redator: En s: Adriano Camargo / re Colaborado ares e n Li o ld Rona s Xenoktistaki ndros Barros s Alexandro xa le A : a ic ríd Assessoria Ju OAB/SP 182.106 – s ki ta os.com.br is kt o n Xe eiadecabocl ld a l@ a rn jo contato:

PREVISÃO BARALHO CIGANO Cartas: coraçao- chave- lirios

Amor

Momento de muita paz e carinho dentro do seu atual relacionamento. Se você está sozinho (a) será momento de conhecer novas pessoas e dar uma abertura em seu lado afetivo. Dias de muita felicidade e paz de espírito.

Profissional e Financeiro

Caminhos novos e novas portas se abrem para você nessa atual fase. Acreditar em seu potencial e desenvolvê-lo com sabedoria e autoconfiança é ideal nesse mês. Tranquilidade em seu ambiente de trabalho e muita harmonia com as pessoas de forma geral.

Saúde Física e Espiritual

Cuide da sua alimentação e até mesmo de suas rotinas diárias que implica em cuidar da sua mente, energia e físico. Comece agora mesmo a desenvolver uma rotina saudável e equilibrada pois essa fase exigirá essa reconstrução.

Carol Amorim- Taróloga e Dirigente do Templo de Umbanda Estrela do Oriente. Comunicadora da Radio Mundial. Programa Estrela Luz toda terça às 13h e às quintas-feiras às 15h30. Atendimento online ou presencial. Rua Bengali 29- Parque Novo Oratório Santo André. Informações: 11-23694241 ou via Whatsapp 11-9 4942-4000 c/ Amanda Facebook: Taróloga Carol Amorim / Youtube: Sensitiva Carol Amorim


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MEMÓRIAS DA UMBANDA XII

MACUMBAS E DESPACHOS MACUMBA EM CURITIBA

Última Hora (PR), n. 2760, 30 de março de 1961 Manuel dos Santos, proprietário da fábrica Monte Castelo, Avenida Anita Garibaldi, s.n. (Abu de Cima) queixou-se ontem à tarde, na Delegacia de Costumes, de que seu ex-funcionário Abrão Pereira por não querer desocupar sua casa localizada nos fundos da fábrica, dava todos os dias sessões de macumba, para prejudicá-lo. O titular daquela especializada designou vá-

rios policiais, que, no local, aprenderam duas garruchas, velas arruda e mandingas próprias dessas sessões. Ida e Nilda Costa e Leoni Pereira, esposa de Abrão, participantes da reunião, foram notificados a comparecer àquela Especializada para serem ouvidos. Foram testemunhas Teresinha Vicente e Dilico José dos Santos, ambos funcionários da fábrica.

SENHORIA FAZIA MACUMBA PARA INQUILINO DESOCUPAR A CASA Última Hora (PR), n. 117, 14 de outubro de 1961

Bela Werneck alugou a casa situada à Rua Brasílio Itiberé, 2396 - casa 4, para Crispim Curi, há tempos. Agora acha que deve aumentar o aluguel, não tendo Crispim concordado com a majoração, Bel pediu-lhe que deixasse a casa. Crispim também não concordou com isso e Bela Werneck, não vendo outra solução, apelou para a macumba. Meio dia, duas da tarde, meia noite, não importa a hora, lá está Bela, no portão da casa, batendo com uma pedra em um pedaço de fumo em corda, acendendo velas e colocando despachos. Crispim registrou queixa na Delegacia de Costumes. Um agente foi ao local, precisamente na hora em que Bela fazia seus trabalhos. Quis trazer a mulher à DC, mas – como sempre – não tinha viatura à disposição. RP não veio e o superintendente Bastos resolveu mandar um agente de táxi, na companhia do queixoso, o qual deixou na Especializada um pacote contendo velas, charutos, fumo e outros artigos de macumba.


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COLOCOU DESPACHO NA CASA DA VIZINHA Última Hora (PR), n. 123, 21 de outubro de 1961

Foto: Divulgação

Maria Elisabete Felício reside à Rua Professor Evaldo Schibler, número 180, apto 4 e tem por vizinha uma mulher de nome Honorina, residente no número 29 da mesma rua. Acontece que Honorina vive a se intrometer na vida de Maria Elisabete, ofendendo-a em virtude da vida noturna que a queixosa exerce e cobiçando avidamente todos os bens que esta adquire ou ganha de presente. Maria Elisabete tem dois filhos menores, uma menina de 11 anos e um menino de um ano e três meses, e tem sido constantemente perseguida pelas “atenções” de Honorina. Ontem, ao chegar a casa, assustou-se ao encontrar, à porta de seu apartamento, um sapo com a boca costurada. Certa de que Honorina recorreu à macumba para prejudicá-la, Maria Elisabete dirigiu-se à Delegacia de Costumes, registrando sua queixa, nervosa e indignada.

POLICIA VASCULHOU TERREIRO DE MACUMBA NA VILA MARIA: PAI DE SANTO PROCESSADO Última Hora (PR), n. 157, 30 de novembro de 1961

São Paulo – Atendendo a uma denúncia feita pelo Sr. Luís Cardoso (52 anos, casado, Rua Quirino, 100, Vila Maria), agentes da 19a Delegacia de Polícia, rumaram para o citado endereço e após várias escavações, encontraram peças de macumba enterradas em dois aposentos da casa. Os objetos foram encaminhados àquela dependência policial, onde o Delegado Orlando Fernandes determinou a instauração de inquérito.

Ali ficou depositada essa pobre gente que à entrada da noite parecia já mais tranquila, embora se mostrassem arreceados uns dos outros.

Segundo declarações do Sr. Cardoso, o indivíduo Flavio ou Flaviano Macedo dos Santos, de qualificação ignorada, funcionário do Banco da Lavoura de Minas Gerais, foi há algum tempo residir em um dos cômodos da moradia. Logo depois, os vizinhos estranharam o grande número de pessoas que passaram a visitar o novo inquilino; todavia, não deram maior importância ao fato. Com o passar dos dias, Flaviano, que tomou maior intimidade com os outros moradores disse-lhe que fazia trabalhos, nos quais as pessoas poderiam pedir o que desejassem, que ele conseguiria. Apesar de algumas criaturas menos avisadas, acreditarem em Flaviano, outras o sabiam ser charlatão. Várias queixas foram apresentadas à Polícia, porém, nenhuma providência foi tomada. Vendo que por meios legais, não conseguia nada, o proprietário da casa de cômodos pediu a Flaviano que desocupasse o aposento, pois uma sua filha deveria ali residir.

Diante do pedido de Luís Cardoso, o macumbeiro arranjou nova moradia nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. Antes de deixar a casa, ameaçou todos os seus moradores, alegando que faria um trabalho e todo eles “iriam para trás”. De fato, no dia dois de novembro (finados), Flaviano procedeu a uma escavação no seu quarto e na manhã seguinte, o buraco já não mais existia. Havia sido coberto e cimentado. Dois dias depois, Flaviano se mudou.

trassem isolados para evitar desatinos e por isto o delegado requisitou uma “Viúva Alegre” onde os meteu levando-os para a delegacia. Eram eles; João da Silva Lucas, Antonio da Silva Lucas, José Corrêa Louzada, Maria da Silva Louzada, Manoel Correa Louzada, de 6 anos de idade; Manoel Rosa de Jesus, Antonio Silva, Mario Lucas e Pedro da Silva Lucas.

O comissário Bandeira, que estava de serviço, fê-los guardar por diversos soldados, devendo ser hoje os infelizes remetidos para a Polícia Central. Trabalho

Desconfiado de que algo estivesse enterrado na cova feita por Flaviano, Luís Cardoso solicitou a Polícia. Durante as escavações os agentes encontraram: dois colares, dois punhais, um litro de pinga, uma panela de barro, seis imagens de santos, duas ferraduras, seis velas, uma pedra mármore, uma cruz de cimento, dez charutos, uma galinha preta e uma lista com o nome dos moradores das proximidades. Tudo foi apreendido e agora a Polícia está empenhada na captura de Flaviano, a fim de que seja ouvido no inquérito instaurado.


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VIZINHOS DENUNCIAM TERREIRO DE MACUMBA: INQUÉRITO NA DC Última Hora (PR), n. 205, 30 de janeiro de 1962

Moradores de Vila Macedo, no bairro do Corte Branco, solicitaram à Delegacia de Costumes, através de abaixo-assinado, providências contra os proprietários de um terreiro de macumba situado no número 335 da Rua 2, naquela localidade. Valmor Sebastião da Silva, soldado da Polícia Militar em serviço na Penitenciária do Estado, onde desempenha as funções de guarda, é o chefe do terreiro, assessorado por Helena Silva e pela mãe desta, Maria Rodrigues dos Santos. Os onze vizinhos que assinaram a petição solicitam providências policiais sob a alegação de que ao antro de baixo espiritismo da Vila Macedo é ponto de confluência de

malandros e desclassificados, palavrões gritados em plena madrugada, imoralidades de toda a espécie, bacanais e música de tambores em alto som perturbam a tranquilidade dos moradores da vila. Inquérito Compareceu na Delegacia de Costumes, Tiago Brás Máximo, morador da casa ao lado do terreiro e assinante da petição. Explicando o caso às autoridades policiais, ficou estabelecida a abertura de inquérito. Testemunhas deverão prestar depoimentos oportunamente.

DESPACHO EM CURITIBA PARA CURAR REI PELÉ! Última Hora (PR), n. 316, 9 de junho de 1962

“Sete Encruzilhadas fazei com que Pelé sare logo. As oitavas de final estão aí e nós precisamos dele lá na frente, junto de Amarildo”. Com essas palavras, ao som rítmico e místico de dezenas de tambores, em uma sessão de macumba em Curitiba, Zé Bafo iniciou o ebó (despacho) para curar o atacante brasileiro. Depois foram executadas várias marcações de ponto, danças e chamamentos de guias, entre eles, Peninha Branca, cujo nome, pronunciado com histérica veneração eletrizava os circunstantes. Zé Bafo, vestido de branco, charuto na boca, colar de contas no pescoço ria e chorava, chamando o guia da terra dos espíritos (Aruanda). Sobre o congá (altar), entre velas, estava o retrato de Pelé, que recebia passes do pai de santo, completamente atuado pelo seu protetor. Durante a função agradeceu a Sete Encruzilhadas porque fez Amarildo ficar com o diabo no corpo e acabar com aquela gente. Terreiro Centenas de velas iluminavam o terreiro, em cujo centro estava o conga forrado de sal virgem, charutos, caixas de fósforos, fitas vermelhas, azuis e água do mar. A cachaça (marafo) e a cerveja (loira) estavam presentes, como aparato indispensável do ritual. Mulheres, usando pano branco na cabeça, à guisa de véu, com a voz abafada, faziam coro às evocações fortes de Zé do Bafo, cantando uma “lenga” do folclore africano, na qual introduziam o nome de Pelé. Nos bairros de Juvevé Bacacheri, Portão e Água Verde, nos dias cabalísticos de sexta e quarta feira, tem sido realizados dezenas de despachos, todos visando o rápido restabelecimento do atacante brasileiro.

Delírio O ritual terminou com um estranho quadro de prostração de todo que dele participaram. Zé do Bafo, ao centro, tremia e dizia com a voz rouca: “Pelé vai sarar e o Brasil vai ganhar”. Nessa altura, o delírio tomou conta da macumba e, da aparente quietude dos corpos prostrados, explodiu a cantoria e a dança frenética em uma espécie de “prece do corpo”, com todos gritando: “Pelé vai sarar”. OBS: Pelé não se recuperou. Não participou de mais nenhum jogo da Copa do Mundo de 1962, mas o Brasil conquistou o segundo título mundial.


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ARTES E FOTO DE ÉPOCA SOBRE A UMBANDA E A MACUMBA Cena de uma macumba << Desenho de Oswaldo Storns Correio da Manhã, n. 10774, 09 de fevereiro de 1930

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Despacho na encruzilhada Diário da Tarde, n. 17323, 17 de maio de 1951

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Toque de macumba A Nação, n. 1279, 4 de abril de 1937

Desenho retratando um político mineiro

<< buscando ajuda de um macumbeiro A Batalha, n. 83, 23 de março de 1930

Editor: Diamantino Fernandes Trindade


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OGUM YÊ! Quem é este grande guerreiro, montando num cavalo branco, de armadura reluzente e que a todos encanta? É Pai Ogum, “General de Umbanda”, vencedor de demandas.

Pai Ogum não pode nos defender de nós mesmos. Ele não pode livrar-nos se andarmos à margem das leis divinas.

Pai Ogum é ordem, é força, garra e determinação.

A maioria das batalhas (internas e externas) que travamos, começam quando deixamos o ego, o orgulho, a inveja, a falsidade, o egoísmo e a arrogância se sobreporem à nossa real missão, que nada mais é do que evoluir e nos tornarmos seres humanos melhores.

À vezes é o inconformismo diante das injustiças, mas ao ao mesmo tempo a certeza de que a Lei se cumprirá, cedo ou tarde.

Precisa de ordem na vida? Peça a Pai Ogum e será atendido. Precisa de força, garra, coragem e disposição? Ele lhe dará.

Às vezes é a impetuosidade, o falar antes de pensar, o encarar batalhas alheias de perito aberto, e ao mesmo tempo saber curvar-se à vontade do Criador.

Não peça dinheiro a Pai Ogum; peça trabalho. Pai Ogum é a força do trabalho honesto, é a dignidade conquistada pelo próprio esforço, é o suor do rosto e a certeza do dever cumprido.

Mas Pai Ogum é muito mais que isso. Como divindade, é a presença da Lei em nossas vidas.

Pai Ogum é a Lei Divina, onde não existe meio termo. Ou se é quente ou frio, não se admite o morno... Nesta Lei, quem é fiel no pouco é fiel no muito, quem é infiel no pouco é infiel no muito. Pai Ogum é ordenação. Desde a ordenação do átomo à ordenação das estrelas, lá está um de seus fatores divinos. Nas giras de Umbanda ele ronda, incansável, para nos proteger. Nas ruas, estradas e encruzilhadas, juntamente com nossos amados guardiões Exus, é o senhor dos caminhos. Não por acaso é associado ao arquétipo do guerreiro, pois é dono do ferro, material do qual quase todas as armas são criadas. Ele é o pai cuja espada corta a negatividade do mundo. Nas guerras da vida, Pai Ogum é aquele que nos mostra quando devemos avançar, e quando é preciso recuar. Pai Ogum vence todas as demandas, exceto aquelas que nós mesmos criamos. Para esse tipo de guerra, só resta a ele guardar sua espada e observar até que a Lei se cumpra.

Não peça que ele feche o caminho dos outros; peça que ele abra os seus próprios caminhos. Não peça que ele lute por você pelas contendas do mundo, peça que ele faça vir à tona o grande guerreiro que há dentro de você. Não peça que ele lhe defenda da maldade alheia; antes, peça que ele lhe defenda da maldade que brota em seu coração quando você se deixa levar por sentimentos mesquinhos. Não peça que ele derrube o inimigo; peça que ele o transforme em amigo. Quisera eu um dia ser merecedora de encontrá-lo, Pai Ogum, e ser chamada de sua filha.

cumpro com amor e dedicação, pois elas são como faróis a me direcionar em meio às sombras. Obrigada por me ensinar que às vezes a melhor defesa é o silêncio. Não me desespero, pois sei que o guerreiro está a acordado. Não temo nada, pois sei que estás comigo. Não me deixo abater, pois teu escudo me protege e tua espada me defende de qualquer mal... Sou pequena, mas contigo me sinto grande, Guerreiro Amado. Sou fraca, mas contigo me sinto forte. Sei que aquela força que brota nos momentos mais difíceis vem de ti. Sei que cada lágrima que derramei por injustiças sofridas foram suas também, mas sei que o senhor sorriu por eu ter lutado com dignidade, sem nunca ter derrubado ninguém. Se as boas lutas são dadas aos melhores guerreiros, que possamos seguir sempre juntos, pois a vitória é certa. Obrigada por me ensinar a caminhar sempre em frente, sem olhar para trás; é uma grande honra ter a sua conpanhia...e saber que quem é filho de Umbanda nunca está sozinho. Ogum Yê! Axé!

Ando desarmada, pois me recuso a ter inimigos. Minha espada é a certeza de ser uma servidora da luz, e meu escudo é o amor que trago no coração. Senhor dos Caminhos, onde quer que o meu coração me leve, estou pronta para ir, com a certeza de que estás comigo. Obedeço às leis dos homens, mas às tuas Leis

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com Fone: (011) 96375-7587


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Encontrei o terreiro, o que devo fazer agora? Após a conclusão bem-sucedida da jornada em busca de uma boa casa, o novo médium deverá estabelecer um primeiro contato com o dirigente do local escolhido e, dentro desta premissa, existirão alguns pormenores aos quais o próprio deverá se atentar, entre eles está a dita comunicação inicial que irá estabelecer tanto o interesse em se entrar para a corrente quanto a transmissão de informações e regras, pois para alguns a crença na validade de entrada somente através de um Guia é real, embora trate-se apenas de um regulamento isolado e não obrigatoriedade padrão. Outros pontos a serem minuciosamente evitados dizem respeito ao comportamento, sendo eles a explícita difamação do terreiro do qual participava anteriormente — caso tenha o feito — e o desvio de intuito, que irá consistir no depósito de expectativas em setor impróprio, como nas atitudes de seus companheiros, e no esquecimento da verdadeira troca que irá intercorrer somente entre o que o recém-chegado necessita e o que a casa terá a possibilidade de lhe oferecer. É natural do ser humano alavancar ao máximo sua ansiedade e imaginação ao se deparar com o tenro ambiente, contudo, assim como em qualquer outro âmbito de nossas existências em sociedade, é imprescindível a busca pela realidade “nua e crua” para que sejam rechaçadas grandes futuras decepções também no meio

religioso. Envolvidas e incrustadas nesta tal veracidade dos terreiros estão as regras que serão seguidas irremediavelmente por todos os membros da corrente e a humildade de toda a comunidade para receber elogios, críticas ou conviver socialmente com qualidade. Claramente um dirigente sempre terá a obrigação de estar aberto a apontamentos construtivos dentro dos limites aceitáveis, porém tal afirmação não abstém o novo médium de cumprir as normas antes discutidas assim como qualquer outro veterano. Possivelmente seja intimidadora a ideia de destruir as jovens concepções de perfeição humana que nascem em nossa consciência ao mergulharmos e nos devotarmos a um terreiro, todavia o princípio a ser adotado é a inexistência da maestria no momento em que tratamos com seres de carne, ossos, sentimentos e alma; sim, o dirigente também o é. O processo de adaptação incluirá a formação de vínculos afetivos que proverão opiniões e acontecimentos cruciais para estruturação de discernimento do novo médium e que irão o influenciar inevitavelmente, porém é vital que o próprio lembre-se de seu propósito e se evada de conflitos morais e éticos prejudiciais que certos laços possam trazer a tona. Infelizmente é fundamental estar ciente da máxima: “Todos são bons quando vestem o branco, mas isso não quer dizer que sejam pessoas realmente boas”. O récem-chegado irá se deparar com fofo-

cas, intrigas, rixas, inveja, frustrações e raiva em algum espaço de tempo no templo religioso e será nestes momentos que a força de vontade e fé também serão testadas. Anulo, por fim, a ambiguidade de interpretação das frases anteriores, pois a qualquer sinal de agressão física, abuso de autoridade, humilhação e/ou tortura é substancial que seja denunciado às autoridades locais como crime passível de punição e reclusão. O objetivo principal da Umbanda é nos auxiliar em nossa caminhada pela estrada de terra repleta de pedregulhos chamada vida e servir a nós como sandálias confortáveis para nossos pés descalços e cansados enquanto caminhamos por ela. É nosso dever maior nos mantermos fiéis aos nossos valores, personalidade, trejeitos, sensações, sentires internos e essência, mesmo quando uma pedra mais afiada cortar uma das tiras da sandália ou nos provocar um corte. Optar por fazer parte de uma casa é assumir um compromisso de aperfeiçoamento pessoal e aceitação de mudanças materiais e espirituais inimagináveis que só terão a agregar na jornada do novo médium. Alan Barbieri Sacerdote Umbandista do Templo Escola Casa de Lei Alan Barbieri Contato: (11) 2385-4592 barbieri.empresa@gmail.com


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a n s ia a v lde r E A O espírito das ervas é verdadeira Imanência Divina Salve sagrados irmãozinhos e irmãzinhas em Jurema. Saravá!

deira” vibração da erva e sua associação com o Orixá correto?

balha no campo astral humano, e no campo astral de uma casa por exemplo.

De acordo com o dicionário Aurélio, é definida imanência como a qualidade que existe em algo e não é separado dele, independente de ação exterior; que está contido e que um ser participa, ou que tende, ainda que por intervenção de outros seres.

No nosso ponto de vista em Magia Natural; e eu prefiro usar esse termo pois a magia natural não tem dono senão nosso Divino Criador e seus mecanismos reguladores; a definição vibratória está na natureza e seu poder transformador latente está disponível a quem se digna a usá-lo com amor, bom senso, e critérios de respeito às coisas divinas.

Porque ela é vista como uma erva de limpeza e prosperidade? Vamos analisar.

As ervas carregam um poder único, indivisível, mesmo que esteja adormecido. Esse poder ou poderes contidos na erva, quando ativados corretamente, proporcionam ao ativador ou ao objetivo a ser beneficiado, a realização desse poder em integridade ou em partes. Dependendo da ação e principalmente do merecimento mútuo. Muitas são as formas de ativar uma erva ou um preparo com elas. Cada contexto religioso procurou da sua forma proteger o conhecimento para que não caísse em mãos erradas, para que permanecesse em “família” e para que fosse ferramenta de poder. Sabemos que o conhecimento é poder, e esse poder realizador pode ser positivo, para o bem e para o progresso do ser humano, ou negativo, involutivo mesmo. A inexatidão causada por essa necessidade de proteção do conhecimento sobre as ervas, causou e causa muita confusão. A associação das ervas aos sagrados Orixás é um exemplo disso. Muitos escritos sobre ervas apontam uma ação do elemento vegetal atribuída a um Orixá, mas depende da interpretação, velada ou não, dessa divindade. Um exemplo é a pitangueira (Eugenia uniflora L.) , suas folhas e frutos. Em diferentes contextos e regiões, a pitanga é atribuída a um Orixá ou Divindade diferente. Na cultura jêje nagô, de acordo com o Prof. Dr. Pessoa de Barros, é associada a Oxum e Ossaim, pois suas folhas perfumadas são usadas para forrar os barracões em dia de festa dessa Mãe Orixá, pois atraem a prosperidade, assim como seu banho e sacudimento (bate folhas). Os batuqueiros no sul do pais associam-na à purificação na vibração de Mãe Iansã. Há um inconsciente popular que associa a pitanga à Pai Ogum. Talvez por aparecer em vários preparos de descarrego ou purificadores de acordo com Verger. E quem está certo? Como podemos definir a “verda-

A erva carrega um poder realizador que é associado a um ou mais verbos, uma coloração energética que é perceptível pela mediunidade, entre outros fatores provenientes dessa Imanência Divina que citamos, e que é capaz de desencadear a partir de uma ativação religiosa, onde a presença do guia espiritual é vital, ou magística, onde a iniciação aos mistérios Divinos é imprescindível, seu fantástico poder de realização. Quando interpretamos uma erva pelo seu simples formato, aroma, toxidade, coloração física, ligamos apenas os sentidos materiais de percepção visual, olfativa, tátil e de paladar. Para perceber como essa erva funciona no seu estado imaterial, energético mesmo, precisamos de apurada sensibilidade e de parâmetros que nos guiem para uma melhor interpretação. Nunca canso de dizer que se temos hoje uma forma de interpretar as vibrações, sentidos e elementos ligados as 7 linhas da Umbanda, é graças ao corajoso trabalho do nosso saudoso Pai, Mestre e Amigo, Rubens Saraceni, no campo da Magia Divina e da Teologia de Umbanda. Antes desse trabalho, fundamentado por mais de 50 livros publicados, não havia sido tratado com tanta coerência as coisas simples do terreiro, que sabíamos na prática, mas desconhecíamos em essência. A associação de verbos como o poder realizador, fatores de toda a criação, só foi possível com o trabalho do Mestre Rubens, que trouxe simplificação, entendimento e conhecimento para o simples. Lembro também do apoio que Pai Rubens nos deu quando criamos os primeiros cursos de uso ritualístico de ervas, e todo o trabalho reafirmado através da abertura da magia das sete ervas sagradas, cujo campo é maravilhoso, simples e divino, e sou muito grato a ele e aos mestres da luz por terem permitido tudo isso. Voltando à pitanga, para nosso entendimento de ligação com o Orixá, buscamos a forma que a erva tra-

A pitanga “movimenta” tudo o que toca com sua vibração. Tira do lugar comum, ajuda a tomada de decisões, pois movimenta o pensamento. É direcionadora por excelência, colocando cada coisa no seu lugar. Ajuda, desde que ativada com esse propósito, a encontrar o melhor caminho, a melhor saída e solução para um problema. Num primeiro momento, poderíamos dizer ser a pitanga uma erva de Ogum, mas analisando mais detalhadamente seu campo de ação, indiscutivelmente chegamos a vibração de Mãe Iansã. Isso não quer dizer que seja a única vibração presente, pois o fator expansor está nela também, trazendo direcionamento para o crescimento e expansão, de dentro para fora. Nesse caso encontramos Oxóssi. E infalivelmente há também a vibração de Ogum, pois ela carrega de forma sutil, fatores cortadores para que esse direcionamento seja íntegro, ou seja, poderíamos concluir numa frase que: A Pitanga movimenta cada coisa para seu devido lugar! Mente, corpo, espírito. As ervas lidam com nosso bem estar global. Aqui demos um exemplo de definição de ervas x Orixás para apenas uma erva. Vamos associa-la a outras. Pitanga + Aroeira + Arruda = limpeza, ordenação, razão. Pitanga + abre caminho + rosas vermelhas = motivação, interesse, indicada para depressão e preguiça. Pitanga + rosas vermelhas + Artemísia = auto estima Pitanga + jasmim + alfazema + anis estrelado + água de côco = aceleração do desenvolvimento mediúnico. É isso turminha. Bençãos de Mamãe Natureza em nossas vidas! Adriano Camargo Erveiro da Jurema Sacerdote de Umbanda, autor do livro Rituais com Ervas, banhos defumações e benzimentos. adriano@ervasdajurema.com.br www.oerveiro.com.br


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2º Festival de Curimba Raiz do meu Axé Faltam palavras para descrever o 2° Festival de Curimba Raiz do Meu Axé...O clima de amizade, união, companheirismo e alegria se fez presente do início ao fim...A cada apresentação, a cada toque, a

cada entonação, sentíamos a vibração contagiante das torcidas, unidas em um só propósito, exaltar nossa ancestralidade. Para um evento acontecer precisamos que haja a co-

laboração de muitas pessoas, fica aqui nossa Gratidão a todos os envolvidos... Parabéns Curimba Filhos de Jurema pelo primeiro lugar na Classificação Geral...


Ano 8 número 68 Deixamos aqui também nosso carinho a todas as curimbas participantes, Raízes de Iansã, Grupo Cultural Filhos do Ouro, Umbanda Jovem, Curimba Toque do Cika e Templo de Umbanda Iansã Guerreira. Que todos mantenham sempre a humildade e o amor à nossa Religião! Axé!

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IV ECOBANTU Encontro Internacional das Tradições Bantu Com imensa alegria convido a toda minha família umbandista para participar deste importante evento sobre as tradições Bantu.

Capoeira de Angola e Regional, Makulelê, Samba de Roda Nega Duda, Samba de Umbigada, Tambor de Crioula, Congada e Batuqueiros de Piracicabas.

Segundo Walmir Damasceno (coordenador geral do Ecobantu) durante reunião para organização do evento em Angola (na presença do presidente do Gabão Ali Bongo – colaborador) ficou decidido uma homenagem à Umbanda pela passagem de seu centenário.

O evento será aberto com a mesa da ancestralidade (Autoridades Tradicionais de Umbanda, Candomblé, Soberanos do Gabão, Angola, Congo, Moçambique, Camarões e África do Sul).

Fui graciosamente designado a receber essa honraria visto que a expressão Umbanda é oriunda dos Bantu, a primeira civilização de africanos a aportarem neste neste país continental chamado Brasil. O IV Ecobantu objetiva discutir a revalorização dos aportes culturais dos africanos e seus descendentes na construção do Brasil e formação da sociedade latina americana. Será desenvolvido através de palestras, conferências, falas e cantos bantu pretendendo reunir em torno de 1.200 pessoas. Haverá intervenções culturais de grupos de Jongo,

Face ao exposto, só posso compartilhar minha imensa gratidão em ser destacado para essa homenagem, e lembro a todos que a Federação Umbandista do Grande “ABC”, bem como o Santuário Nacional da Umbanda, têm atuado ativamente na promoção de ações públicas junto à municipalidade e órgãos do seguimento religioso no sentido de combater discriminações, intolerâncias e injustiças, têm participado de ações que visa diminuir e abolir atitudes ofensivas e maléficas em nome da diferença de crença, além de contribuir para a formação de políticas públicas que possam valorizar as religiões de matrizes africanas integrando seus praticantes à sociedade que pertence

de forma justa e respeitosa. Aproveito também para avisar a todos que, a partir de maio, estaremos participando da Campanha do Agasalho em parceria com a Prefeitura Municipal de Santo André. Venha trazer aquela peça de roupa – em bom estado – que está ocupando lugar na sua gaveta e fazendo falta na gaveta de seu irmão. Brevemente teremos a programação do IV Ecobantu e disponibilizaremos para que todos possam participar. Até lá e fiquem na Paz de Oxalá! Babalaô Ronaldo Linares Santuário: 4338-0261 / 4338-3484 Escritório SANU: 4232-4085 Escritório FUG “ABC”: 4238-5042 www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br


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Dança Cigana

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(11) 98604-5048 www.dancacigana.com.br @rosmarie.miranda @dancacigana

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Siga-nos: www.facebook.com/ceieoficial CODM – Curso de Orientação e Desenvolvimento Mediúnico c/ Teologia de Umbanda e Sacerdócio Todas as 3ª feiras às 20:15h

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Ministrado por Severino Sena Todas as 2ª às 19:00


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08 de Abril

50º Homenageme ao Orixá Oxossi oco T Caboclo Arranca

Abril às 13hrs Domingo, 08 de ari, 635 ooca – Rua Taqu Clube Escola M – SP Mooca, São Paulo Entrada Franca do Brasil ações: Primado Maiores Inform 466 -8 96 27 ) 9 / (11 (11) 2693-439

EGrSavGaçO ão do DVD

Tem Que Ter Fé O Canto do Coração, Teatro Gamaro ca, São Paulo R. Dr. Almeida Lima, 1176 - Moo

14 de Abril

3º Feijoada de Ogum Beneficente 30 Sábado, 11 de Abril às 11: Manolo e Pai no Ciga da ban Um Templo de do Alto : Rua ola Benedito de Ang Patriarca, São Paulo – SP Parnaíba, 399 - Cidade

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e Ogum d a t s e F 27ª

12h nco abril às o, 22 de raça Castelo Bra Doming P a n o ã ç a Concentr e Diadema od tro no centr rton Senna – ma Cen Ay – Diade 5 1 1 , Ginásio ti n nte Mo Rua Orie formações: 67 In s re io 053-67 a M – (11) 4 D A R B A FUC

9 de Abril

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Oxóssi à m e g a Homen o da FENUG Patron às 9:30

bril , 29 de a os Domingo Estrada d – ol S o d a P ot S , R os io it lh S aru armelo Gu Veigas, M : -6438 es çõ forma 1) 95331 Maiores In ) 2403-5597 / (1 (11 FENUG -

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:00 bril às 16 uari, 635 , 29 de a q o g Ta in a u m R o D – ola Mooca Clube Esc Paulo – SP ível ão não perec Mooca, S alimento e d kg 1 : Entrada: formações Maiores In 1) 99784-2668 (1 – P S AUEE

24 de Junho

07 de Abril

Feira Holística

Abril às 14:00 Sábado, 07 de Branca nda Cacique Pena Núcleo de Umba ta, Vis la Be – 6 o, 60 Rua Major Diog São Paulo, SP -8978 ações: (11) 3101 Maiores Inform 66 (11) 97059-45

22 de Abril

14 de Abril

47ª Festa Vamos Saravá Ogum

à Ogum Caminhaldàsa9h de abri im Aida, Sábado, 14 , 79 - Jard yá Ya a ed m Ala – SP Guarulhos formações: Maiores In 5-2164 (11) 9849 FUCESP -

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12hrs Domingo, 22 de Abril às fª José Liberatte Ginásio de Esportes Pro – Osasco – SP Praça Lucas Pavão, s/n s: çõe rma Maiores Info 2-6679 URUZOGSP – (11) 368

bril às 10 ança, 200 , 29 de a Fr Domingo strada do E s tencourt xá Ori Regis Bit – Vale dos 2 3 3 m ndas K Te – e a d ib o it Juqu ções: Uniã o Brasil a rm fo In d Maiores ndomblé nda e Ca de Umba 0 7 2-43 (11) 306

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rimba u C e d tival tuqueiros s m e ge na me F Ho , ão º iss oc Pr º 6 14 ça Ba z n a ô ng Xa D ra pa ão aç e uv e Lo daa eLDuança rs Domingo, 24 de Junho às 13h ari, 635 Clube Escola Mooca – Rua Taqu SP – o Paul Mooca, São cível Entrada: 1kg de alimento não pere

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b A e d e 9 d 2 a t s 61º Fe Ogum bandista á x m i r U O o r e t g n São Jor 21º Enco entes Espirituais g :00

b e Curim tival d s z e u F L º 6 atilde lo - SP da Vila M ueiros ão Pau Batuq da Nenê De a Salete, S 171 -8 Vil a Quadr Rinaldi, 1 - (11) 98170 o s: R. Júli informaçõe s Maiore

de Diri ção à São Jorge e Louva l às 9h e, 355 bri ip , 29 de a o de Serg Domingo cique - Rua Estad a C Filhos do or,  São Paulo ad 21-3015 Jd. Imper rmações: (11) 27 fo in s Maiore

01 de Maio

62 anos da Federação Ycarai, 31 anos do Grupo Yonuarue e 5 anos da ONG CAIO Terça, 01 de Maio às 14hrs 8 Rua Coronel Fawcett, 1170/117 Vila Moraes SP o Maiores Informações: Federaçã Ycaraí (11) 5058-7754


e r p ia m ór e S m a Me r P a n Pode ser com direita, com esquerda, centro ou lado, o problema é que nossas "convicções" estão matando a lucidez do sentimento. De todos os lados, a exploração desse caso é chocante. Fica aqui o meu registro, que no fundo serve para mim mesmo. Poema: POR MARIELLE Em nossas convicções Podemos falar o que for Mas quando o barulho da alma Cansada, pede calma No vazio das palavras Está nos faltando o amor Entre erros e acertos Do que vale o argumento? Se lá no fundo, bem dentro Nem se for por um momento Um minuto de silêncio Está nos faltando o amor Não posso ver um inimigo Num sincero sorriso Olhar doce e afetivo Deixe o "mas" por favor O "mas" na frente sempre mostra Está nos faltando o amor Se a diferença hoje impera Na certeza que grita e berra No calor de um debate Não faça da vida um abate Se me falta o amor Por favor, com amor me resgate Autoria: "Antonio Mellim”

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Foto: Divulgação

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Bingo Beneficente de Ovos De Páscoa Nós da Associação Espírita Alfa e Ômega temos o prazer de agradecer mais um evento social realizado em nossa casa. No sábado dia 24.03.2018 realizamos nosso tradicional BINGO BENEFICENTE DE OVOS DE PÁSCOA. Passamos uma tarde de muita ansiedade, alegria, lindos sorrisos das crianças que ganharam seus ovos, tivemos também aquelas pessoas que jogaram todas as rodadas e não ganharam nenhum ovinho, mas sabemos que tudo isso faz parte de um bingo. A cada ano sentimos nosso trabalho crescer e isso nos traz muita alegria e gratidão. Páscoa é renascimento, renovação, transformação com toda a simbologia cristã nesse feriado religioso, contudo, não podemos esquecer que diretamente ligada a essa simbologia, a páscoa também é lembrada mundialmente pelos mais variados e deliciosos Ovos de Páscoa. Mesmo aquela pessoa que não gosta de chocolate e tenha a consciência que esse é um feriado religioso, sempre vai comprar um ovo de páscoa para seu fi-

lho, sobrinho, pai, mãe, irmão, namorado, esposa, amigo, entre outros, com o intuito de agradar aquele que ama e admira. Foi pensando nessas duas vertentes da Páscoa que unimos o útil ao agradável, ou seja, organizamos nosso bingo. Não podemos negar que essas festas beneficentes dão muito trabalho, exigem tempo e dedicação de cada pessoa que se dispõe a organizar, porém o resultado sempre é positivo e ao fim de cada trabalho, reconhecemos que todo o esforço foi válido. Ter a oportunidade de ajudar cada vez mais famílias nos impulsiona a cada vez nos dedicarmos mais. Abaixo colocaremos todas as informações de como você pode nos procurar para fazer parte também desses trabalhos sociais. Temos em nossa casa um importante trabalho espiritual relacionado a religião Umbanda, mas você, leitor, que quer nos ajudar nos trabalhos sociais, sem comparecer as giras, também é possível.

Entre em contato conosco pelas nossas redes sociais que os responsáveis responderão rapidamente. Os trabalhos beneficentes que fazemos têm o objetivo de arrecadar fundos para essas obras sociais, praticamos a caridade constantemente e temos em nossa associação um trabalho mensal de entrega de cestas básicas para famílias que tem problemas financeiros constantes por causa de doenças. Diante disso, tais famílias mensalmente recebem 01 (uma) cesta básica por mês e têm seu cadastro ativo conosco pelo tempo que esse programa social existir. Nossa busca é constante em arrecadar mais fundos por intermédio desses eventos e também por pessoas que se tornem doadores fixos desse programa social. Doe a quantia que puder ou faça doação de alimentos não perecíveis que tenha a validade superior a 06 meses no ato da entrega na associação é bem-vinda.


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Ano 8 número 68 Nossa meta esse ano é voltar a cadastrar famílias em nosso programa social de entrega de cestas básicas. Fazer voltar a rotatividade de além dessas 50 famílias fixas que temos atualmente, conseguirmos auxiliar famílias que passam por crises pontuais e que necessitam receber 01 (uma) cesta básica por mês durante 03 (três) meses. Fazer com que esse auxilio seja o milagre divino que eles tanto esperam. Recebemos diariamente e-mails de pessoas necessitadas, desempregadas solicitando auxilio, queremos receber também seu e-mail informando que, graças ao nosso Pai Oxalá, você pode contribuir com nosso projeto. Nossa casa está aberta para receber sua visita e nos colocamos à disposição para responder dúvidas que possam surgir. Amar o próximo e

auxiliá-lo é a maior benfeitoria que o ser humano pode fazer ao seu semelhante e nossa associação oferece a você a oportunidade de colocar todo esse amor em prática. Agradecemos a oportunidade de mostrar através desse importante veículo de informação que é o Jornal Aldeia de Caboclos em nosso meio umbandista nosso trabalho social realizado com muito amor. Agradecemos ainda a todos que nos auxiliam, que comparecem em nossos eventos. Só temos que agradecer a Zambi que nos dá a oportunidade de ajudarmos aqueles que necessitam mais que nós. Desejamos prosperidade, fartura, saúde e disposição a todos. Que Oxalá vos abençoe, irmãos de FÉ. Cada um fazendo sua parte, podemos

melhorar o mundo, só depende de nossas ações. Nosso Pai Oxalá nos deixou o ensinamento que devemos partilhar o pão, somente assim conseguimos multiplicá-lo. Nossa casa segue essa filosofia e quando nos unimos em prol de um mesmo ideal tudo fica mais fácil, mais leve. Axé, amor e saúde!! Associação Espírita Alfa e Ômega Rua Augusto Giorgio, 222 São Mateus São Paulo - SP CEP 03965-050 Brasil (11) 2018 0879 E-mail: ass.alfa.omega20@gmail.com Site: www.associacaoalfaeomega.org Facebook: www.facebook.com/alfa.eomega.56


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APA promove o esporte para pessoas com deficiência A APA, Associção Paraesportista de Atibaia oferece atendimento é gratuito e trabalha com as modalidades de natação e atletismo. A associação atende atualmente 65 pessoas entre PCD´S (Pessoas com deficiência) e PCDI´S (Pessoas com deficiência intelectual). Os treinamentos acontecem diariamente e os paratletas chegam a participar de competições de nível nacional, como é o caso do João Batista Ferreira Souza, paratleta de alto rendimento e um dos destaques da associação, com marcas que o levaram a disputa do campeonato brasileiro 2017. O esporte promove a socialização, o desenvolvimento cognitivo e intelectual, o espirito competitivo, equilíbrio, satisfação pessoal e o sentimento de realização.

Segundo Marlene Leite (deficiente visual total), que faz parte do projeto desde 2011, a APA surgiu em sua vida na hora em que ela mais precisava de apoio e de amigos. “Para minha autoestima, foi uma das melhores coisas que aconteceu.” conta Marlene. Luís Carlos se tornou deficiente físico, visual e intelectual aos 12 anos e mesmo assim nunca desistiu da vida. Hoje, aos 32, em vídeo publicado no perfil da APA no facebook, ele declama com orgulho uma poesia de sua autoria, em que fala sobre nunca deixar nada o entristecer. Os guerreiros (as) da APA buscam fazer das dificuldades, combustível para superação. O trabalho desenvolvido pela associação é de fundamental importância para a sociedade e motivo de orgulho, tendo em vista que é um projeto tido como

modelo para diversos outros municípios. A associação, faz questão de registrar o agradecimento aos órgãos públicos e secretarias de Atibaia, por cederem as instalações e a piscina para realização das aulas de natação no ano de 2017. Os agradecimentos se estendem também às empresas e pessoas que apoiam o projeto. “Fica aqui registrado também o convite a toda população com deficiência, para que possam conhecer de perto deixar o esporte fazer parte da vida.” Conheça a APA – Associação Paradesportista de Atibaia Para mais informações entre em contato: Mauricio Felício - Diretor (11) 9 9833-5136 Magalhães Aquino – Presidente (11) 9 9843-3890


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9 9877-2354 umbanda@tendadeumbanda.org www.tendadeumbanda.org

Fundado em: 18-01-1975

Trabalhos Espirituais aos Sรกbados as 19:00 hrs Avenida Vila Ema, 3248- Vila Ema Sรฃo Paulo/SP Tel.: 11 2604-5524 / 98564-1207

Nextel=78250655 id122*72459

Email-silvio.humberto@hotmail.com

Anuncie conosco! de Caboclos jornal@aldeiadecaboclos.com.br

Endereรงo: Rua Viela Espinard nยบ 17 Picanรงo- Guarulhos cabocloseteflexaebaianoseveria@gmail.com Contato:94726-7609

Jornal da Aldeia - edição 68  
Jornal da Aldeia - edição 68  

Edição número 68 do Jornal Aldeia de Caboclos

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